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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distancia

Resumo

Elina de Assunção Miguel-708201498

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia

Disciplina: Introdução a Filosofia

Ano de Frequência: 2ª Ano

Tete, Maio, 2021


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Resumo da unidade 05-A0010

A consciência moral
Consciência deriva da palavra latina conscientia e significa um saber testemunhado. Sumariamente
diríamos que a consciência é um saber de algo que como tal se sabe.

Moral entende o conjunto dos princípios, das normas, dos juízos ou doa valores de carácter ético-
normativo vigentes numa dada sociedade e aceites pelos membros dessa mesma sociedade, antes
mesmo de qualquer reflexão sobre o seu significado, a sua importância e sua necessidade.

A consciência pode ser definida na perspectiva psicológica, ético e moral, política e na da teoria
de conhecimento.

Na perspectiva psicológica, a consciência é um sentimento de nossa própria identidade: é o eu,


um fluxo temporal de estados corporais e mentais, que retém o passado na memória, percebe o
presente pela atenção e espera o futuro pela imaginação e pelo pensamento. O eu é o centro ou a
unidade de todos esses estados psíquicos. A consciência psicológica é formada por nossas
vivências.

Na perspectiva ético e moral, a consciência é a espontaneidade livre e racional, para escolher,


deliberar, e agir conforme à liberdade aos direitos alheios e deveres. É a pessoa dotada de
vontade livre e de responsabilidade. É a capacidade para compreender e interpretar sua situação e
condição (física, mental, social, cultural, histórica), viver na companhia dos outros segundo as
normas e os valores morais defini dos por sua sociedade, agir tendo em vista fins escolhidos por
deliberação e decisão, realizar as virtudes e, quando necessário, contrapor-se e opor-se aos
valores estabelecidos em nome de outros, considerados mais adequados à liberdade e à
responsabilidade.

Na perspectiva política, a consciência é o cidadão, isto é, tanto o indivíduo situado no tecido das
relações sociais, com o portador de direitos e deveres, relacionando-se com a esfera pública de
poder e das leis, quando o membro de uma classe social, definido por sua situação e posição
nessa classe, é portador e defensor de interesses específicos de seu grupo ou de sua classe,
relacionando-se com a esfera pública do poder e das leis.

Na perspectiva da teoria de conhecimento, a consciência é uma actividade sensível e intelectual


dotada de poder de análise, síntese e representação. É o sujeito, que se reconhece como diferente
dos objectos, cria e descobre significações, institui sentidos, elabora conceitos, ideias, juízos e
teorias. É dotado de capacidade de conhecer à si mesmo no acto de conhecimento, ou seja, é
capaz de reflexão. É saber de si e saber sobre o mundo, manifestando-se como sujeito que
percebe, imagina, memoriza, fala e pensa.

A consciência moral (pessoa) e a consciência política (o cidadão) formam-se pelas relações entre
as vivências do eu e os valores e as instituições de sua sociedade ou de sociedade ou de sua
cultura. São as maneiras pelas quais nos relacionamos com os outros por meio de
comportamentos e práticas determinadas pelos códigos morais (que definem deveres, obrigações,
virtudes), e políticos (que definem direitos, deveres e instituições colectivas públicas), a partir do
modo como uma cultura e uma sociedade definem o bem e o mal, o justo e o injusto, o legítimo e
o ilegítimo, o legal e o ilegal, o privado e o público. O eu é uma vivência e uma experiência que
se realiza por comportamentos; a pessoa e o cidadão são consciência como agente (moral e
político), como práxis.

Em sua essência, a consciência é um vazio, um nada, um silêncio que nos possibilita sentir e
escutar, reflectir e querer. Nela ouvimos a voz do nosso ser. Na vida familiar, a consciência é
considerada apenas uma vivência.

Platão definiu a consciência como o “diálogo da alma consigo mesma”. A alma interroga a si
mesma sobre que relação e compromisso têm ela com essa outra realidade, que se dá a conhecer
no íntimo diálogo consigo mesma.

Graus da consciência

Distinguem-se três graus da consciência:

1.Consciência passiva: aquela na qual temos uma vaga e uma confusa percepção de nós mesmos
e do que se passa à nossa volta, como no devaneio, no momento que precede o sono ou o
despertar, na anestesia, e sobretudo, quando somos muita criança ou muito idosos.

2.Consciência vivida, mas não reflexiva: é nossa consciência afectiva, que tem a peculiaridade de
ser egocêntrica, isto é, de perceber os outros e as coisas apenas a partir de nossos sentimentos
com relação à elas, como por exemplo, a criança que bate numa mesa ao tropeçar nela, julgando
que a “mes a faz de propósito para machucá-lo”. Nesse grau de consciência não conseguimos
superar o eu e o outro, o eu e as coisas. É típico por exemplo, das pessoas apaixonadas, para as
quais o mundo existe a parti r de seus sentimentos de amor, ódio, cólera, alegria, tristeza, etc.

Consciência activa e reflexiva: aquela que reconhece a diferença entre interior e o exterior, entre
si e os outros, entre si e as coisas. Esse grau de consciência é o que permite a existência da
consciência em suas quatro modalidades, que são: o eu, a pessoa, o cidadão e o sujeito.

Ética e moral

A palavra ética vem do grego, ethos, que significa costume. É a ciência que tem por objecto o fim
da vida humana e os meios para alcançá-los. Historicamente, a palavra ética foi aplicada à moral
sob todas as suas formas, quer como ciência do comportamento efectivo dos homens, quer como
arte de guiar o comportamento. Propriamente a ética deveria ocupar-se do bem como valor
primário e ser assumido pela liberdade como guia das próprias escolhas.

A palavra moral vem do latim, mores, que significa hábitos. Ética e moral, possuem com efeito,
acepções muito próximas uma da outra; se o termo ética é de origem grega, e a moral, de origem
latina, ambos remetem a conteúdos vizinhos, à ideia de costumes, de hábitos, de modos de agir
determinados pelo uso.

Portanto, a grande distinção entre ética e moral está no facto de que a primeira é mais teórica,
pretende-se mais voltada à uma reflexão sobre os fundamentos que esta última. A ética se esforça
por desconstruir as regras de conduta que forma a moral, os juízos do bem e do mal que se
reúnem no seio desta última.

A ética designa uma “metamoral”, uma doutrina que se situa além da moral, uma teoria
raciocinada sobre o bem e o mal, os valores e os juízos morais.

Em suma, a ética desconstrói as regras de conduta, desfaz suas estruturas e desmonta sua
edificação, para se esforçar em descer até os fundamentos ocultos da obrigação. Diversamente da
moral, ela se pretende pois desconstrutora e fundadora, enunciadora dos princípios ou de
fundamentos últimos.

Exercícios
1- O que é a consciência na perspectiva Platónica?

Resposta: Para Platão, a consciência é o diálogo da alma consigo mesma. A alma interroga a si
mesma sobre que relação e compromisso ela tem com a outra realidade, que se dá a conhecer n o
íntimo diálogo consigo mesma.
2- Indique os graus da consciência moral.
Resposta: Os graus da consciência moral são: consciência passiva, consciência vivida, mas não
reflectida e a consciência activa e reflexiva.

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