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REVISÃO UFPR – SOCIOLOGIA PROF: DANIELA CARNEIRO DATA: 02/02/2021

e) Revolução Proletária e Revolução Comunista.


Referências bibliográficas
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: 2. (UFPR 2019/2020) Considere a passagem
Artmed, 2005, pp. 59-80 e pp. 203-218 abaixo: A substituição do reino do dever ser, que
O’DONNEL, Julia et al. Tempos Modernos, marca a filosofia anterior, pelo reino do ser, da
Tempos de Sociologia. Rio de Janeiro: Editora do realidade, leva Maquiavel a se perguntar: como
Brasil, 2018. fazer reinar a ordem, como instaurar um Estado
SILVA, Afrânio et al (orgs.). Sociologia em estável? O problema central de sua análise política
movimento. São Paulo: Moderna, 2016. é descobrir como pode ser resolvido o inevitável
ciclo de estabilidade e caos. Ao formular e buscar
Questões resolver esta questão, Maquiavel provoca uma
1. (UFPR 2019/2020) Considere o seguinte ruptura com o saber repetido pelos séculos. Trata-
excerto: O estudo objetivo e sistemático da se de uma indagação radical e de uma nova
sociedade e dos comportamentos humanos é um articulação sobre o pensar e fazer política, que
põe fim à ideia de uma ordem natural eterna. A
desenvolvimento relativamente recente, cujos
ordem, produto necessário da política, não é
primórdios datam de fins do século XVIII. Um natural, nem a materialização de uma vontade
desenvolvimento-chave foi o uso da ciência para extraterrena, e tampouco resulta do jogo de
compreender o mundo – a ascensão de uma dados do acaso. Ao contrário, a ordem tem um
abordagem científica ocasionou uma mudança imperativo: deve ser construída pelos homens
radical na perspectiva e na sua compreensão. Uma para se evitar o caos e a barbárie, e, uma vez
após a outra, as explicações tradicionais e alcançada, ela não será definitiva, pois há sempre,
em germe, o seu trabalho em negativo, isto é, a
baseadas na religião foram suplantadas por
ameaça de que seja desfeita. (SADEK, Maria Tereza.
tentativas de conhecimento racionais e críticas. Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de
[...] O cenário que dá origem à sociologia foi a virtù. In: WEFFORT, Francisco (org.). Clássicos da política, vol.
01. São Paulo: Ática, 2001. p. 17-18.)
série de mudanças radicais introduzidas pelas
Considerando o argumento de Maria Tereza
“duas grandes revoluções” da Europa dos séculos Sadek, em seu texto intitulado Nicolau Maquiavel:
XVIII e XIX. [...] A ruptura com os modos de vida o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, é
tradicionais desafiou os pensadores a correto afirmar:
desenvolverem uma compreensão tanto do a) Os estudos de Maquiavel sobre o reino do ser
mundo social como do natural. Os pioneiros da na política levam em consideração a tradição
sociologia foram apanhados pelos acontecimentos idealista de Platão, Aristóteles e São Tomás de
Aquino e rejeitam as interpretações de
que cercaram essas revoluções e tentaram
historiadores antigos, como Tácito, Políbio,
compreender sua emergência e consequências Tucídides e Tito Lívio.
potenciais. (GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: b) Em sua obra, Maquiavel coloca em relevo a
Artmed, 2005. p. 27-28.) dimensão efetivamente social, histórica e política
Quais são as revoluções a que Anthony Giddens das relações humanas, explicitando que sua regra
faz referência? metodológica implica o exame da realidade tal
a) Revolução Russa e Revolução Chinesa. como ela é e não como se gostaria que ela fosse.
b) Revolução dos Cravos e Revolução Francesa. c) A política, segundo Maquiavel, tem
correspondência com as ideias inatistas, ou seja,
c) Revolução Industrial e Revolução Inglesa.
de que os indivíduos são predestinados a um tipo
d) Revolução Francesa e Revolução Industrial. de condição que lhes é inerente, não havendo
possibilidade de mudança ou qualquer outra a) O fortalecimento das elites empresarial,
forma de alterar as estruturas de poder, por ele burocrática e eclesiástica se deu num processo de
denominada de “maquiavélicas”. correlação de forças que visaram, num processo
d) Segundo Sadek, ao formular uma explicação histórico de longa duração, a constituir um
sobre essa questão, Maquiavel não rompeu com domínio econômico, a partir do qual as classes
os paradigmas que fundavam a política de seu inferiores, por não disporem de poder e capital,
tempo, por conseguinte, favorecendo a foram alijadas do processo de dominação.
perpetuação de tiranias nos séculos XV e XVI. b) A igreja teve papel central na organização da
e) Para Maquiavel, o problema central da política vida colonial e imprimiu um sentido sagrado à
foi a democracia, e sua construção implicava o dominação por longo tempo. Sua importância em
fortalecimento de governos descentralizados, o relação à burocracia civil e às elites econômicas no
que aproximava seus estudos de liberais como Brasil foi de tal maneira preponderante, que a
John Locke e Thomas Hobbes. Inquisição se fez presente como forma de
manutenção da ordem e do domínio dos
3. (UFPR 2019/2020) Considere o seguinte excerto portugueses sobre nativos indígenas e escravos
da obra O povo brasileiro, do antropólogo Darcy africanos.
Ribeiro: A classe dominante empresarial- c) As mudanças sociais que ocorreram no Brasil
burocrático-eclesiástica, embora exercendo-se desde sua colonização produziram um tipo de
como agente de sua própria prosperidade, atuou dominação secular, que associou as elites
também, subsidiariamente, como reitora do empresarial, burocrática e eclesiástica a um
processo de formação do povo brasileiro. Somos, processo civilizacional intimamente associado a
tal qual somos, pela forma que ela imprimiu em um estado de barbárie, em que as camadas
nós, ao nos configurar, segundo correspondia a subalternas sempre cumpriram um papel marginal
sua cultura e a seus interesses. Inclusive, no seu processo emancipação e esclarecimento.
reduzindo o que seria o povo brasileiro, como d) O objetivo principal da cúpula patricial, toda ela
entidade cívica e política, a uma oferta de mão-de- oriunda da metrópole, era formar uma sociedade
obra servil. Foi sempre nada menos que que fosse capaz de contribuir com a expansão dos
prodigiosa a capacidade dessa classe dominante limites territoriais da Coroa Portuguesa. Em
para recrutar, desfazer e reformar gentes aos contrapartida, essas populações nativas teriam o
milhões. Isso foi feito no curso de um direito ao reconhecimento da cidadania lusitana.
empreendimento econômico secular, o mais e) O autor frisa que, apesar da dominação severa,
próspero de seu tempo, em que o objetivo jamais ainda assim havia algum senso de solidariedade
foi criar um povo autônomo, mas cujo resultado por parte das elites empresarial, burocrática e
principal foi fazer surgir como entidade étnica e eclesiástica, sendo esses três grupos sociais
configuração cultural um povo novo, responsáveis pela colonização do Brasil e
destribalizando índios, desafricanizando negros e possibilitando que camadas sociais inferiores, o
deseuropeizando brancos. Ao desgarrá-los de suas povo, as massas, participassem da construção do
matrizes, para cruzá-los racialmente e transfigurá- país, de sua cultura e de sua unidade como “povo
los culturalmente, o que se estava fazendo era brasileiro”.
gestar a nós brasileiros tal qual fomos e somos em
essência. Uma classe dominante de caráter 4. (UFPR 2018/2019) Quando se conquistam
consular-gerencial, socialmente irresponsável, Estados habituados a reger-se por leis próprias e
frente a um povo-massa tratado como escravaria, em liberdade, há três modos de manter a sua
que produz o que não consome e só se exerce posse: primeiro, arruiná-los; segundo, ir habitá-
culturalmente como uma marginália, fora da los; terceiro, deixá-los viver com suas leis,
civilização letrada em que está imerso. (RIBEIRO, arrecadando um tributo e criando um governo de
Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. poucos, que se conserve amigos. [...] Quem se
São Paulo: Cia das Letras, 1995. p.178-179.) torna senhor de uma cidade tradicionalmente
Levando em consideração a hipótese do autor, em livre e não a destrói será destruído por ela. Tais
relação à formação da sociedade brasileira, às cidades têm sempre por bandeira, nas rebeliões, a
dinâmicas sociais e às formas de dominação, é liberdade e suas antigas leis, que não esquecem
correto afirmar: nunca, nem com o correr do tempo, nem por
influência dos benefícios recebidos. Por muito que como diferentes movimentos e campanhas
se faça, quaisquer que sejam as precauções possibilitaram a construção dos direitos e das
tomadas, se não se promovem o dissídio e a pautas políticas de gênero naquele país. Numa das
desagregação dos habitantes, não deixam eles de
passagens da obra, em que aborda as campanhas
se lembrar daqueles princípios e, em toda
oportunidade, em qualquer situação, a eles pelo direito ao aborto, Davis afirma que “o
recorrem [...]. Assim, para conservar uma controle de natalidade – escolha individual,
república conquistada, o caminho mais seguro é métodos contraceptivos seguros, bem como
destruí-la ou habitá-la pessoalmente. (MAQUIAVEL, abortos, quando necessário – é um pré-requisito
N. O príncipe. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 21-22.) fundamental para a emancipação das mulheres.
Com base nessa passagem, extraída da obra O
[...] E se a campanha pelo direito ao aborto do
Príncipe, de Maquiavel, assinale a alternativa
correta. início dos anos 1970 precisava ser lembrada de
a) O poder emanado do príncipe deve ter a que mulheres de minorias étnicas queriam
capacidade de não apenas levar a cabo os planos desesperadamente escapar dos charlatões de
de expansão de seu próprio governo, mas fundo de quintal, também deveria ter percebido
sobretudo criar condições para que esse poder que essas mesmas mulheres não estavam
mantenha-se de forma plena e garanta a dispostas a expressar sentimentos pró-aborto.
legitimidade da própria dominação.
Elas eram a favor do direito ao aborto, o que não
b) A passagem refere-se em especial às repúblicas
que ainda não passaram por um processo de significava que fossem defensoras do aborto.
amadurecimento de suas instituições Quando números tão grandes de mulheres negras
democráticas. Repúblicas que dependem de e latinas recorrem a abortos, as histórias que
orientação externa e de outras nações na relatam não são tanto sobre o desejo de ficar
formação da sua própria identidade política, a fim livres da gravidez, mas sobre as condições sociais
de suplantar o ódio típico dessas repúblicas.
miseráveis que as levam a desistir de trazer novas
c) Para Maquiavel, “habitar” a república
conquistada é uma possibilidade mais condizente vidas ao mundo”. (DAVIS, Angela. Mulheres, raça e
classe. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 219-220.)
com a posição do Príncipe. Considerando que o
autor tinha laços com o pensamento humanista, Com base no texto, é correto concluir que:
“destruir” uma república conquistada implicaria a) o feminismo e as pautas antiaborto foram
lançar mão da força militar, com a qual Maquiavel fundamentais para se pensarem novas políticas
não concordava. públicas de controle de natalidade nos Estados
d) No mundo moderno e contemporâneo, o Unidos. Ao mesmo tempo, a legislação moderna
Príncipe, garantidor da ordem e da segurança também propiciou que os movimentos das
pública, pode e deve intervir com o argumento de
mulheres em busca de emancipação social fossem
preservar as instituições democráticas e
republicanas, mesmo que para isso seja protegidos pelo Estado.
necessário o uso da força. b) a despeito dos movimentos organizados que
e) O Príncipe pode, por meio de pleito eleitoral, buscavam constituir a emancipação social das
plebiscito ou consulta popular, agir em nome do mulheres, a grande questão de fundo era e
povo e garantir a soberania de seu Estado. Pode continua sendo não colocar-se contra ou a favor
invadir as nações que coloquem em risco a sua
do aborto, mas de possibilitar que o direito ao
própria liberdade. Pode combater o ódio das
outras repúblicas, e que essa nação seja destruída aborto fosse extensivo às mulheres em condições
ou habitada pelo Príncipe, a fim de assegurar a de vulnerabilidade social, a ponto de as impedir
ordem democrática. de “trazer novas vidas ao mundo”.
c) as campanhas pró-aborto receberam apoio
4. (UFPR 2018/2019) No livro Mulheres, raça e amplo da sociedade norte-americana e a sua
classe, Angela Davis perfaz um caminho histórico e prática obteve repercussão, já que até mesmo as
social da luta das mulheres nos Estados Unidos e mulheres de minorias étnicas conquistaram esse
direito, adotando o aborto como método intelectuais, que forneciam as diretrizes
contraceptivo mais eficaz. necessárias para o desenvolvimento do
d) Angela Davis remete a um aspecto preciso na capitalismo.
b) Para os autores, não haveria outra possibilidade
formação social norte-americana: as mulheres
de a burguesia revolucionar os meios de
sempre tiveram os mesmos direitos que os produção, por conseguinte, as relações de
homens e nunca houve qualquer forma de produção, que não fosse pelo modelo instituído
distinção por gênero nos Estados Unidos, já que a pela Revolução Francesa, ocorrida em 1848. Daí a
constituição daquele país é respeitada e protege a importância do Manifesto Comunista, escrito no
todos e todas de forma equânime. mesmo ano, o que demonstra que Marx e Engels
e) embora o livro Mulheres, raça e classe tenha concordavam com os ideais comunistas da
Revolução Francesa.
pertinência ao tratar de temas sobre a formação
c) Quando Marx e Engels escrevem que “tudo o
das minorias de gênero, raça e classe e, sobretudo que era sólido e estável se desmancha no ar, tudo
nos Estados Unidos, é uma obra que repercute de o que era sagrado é profanado e os homens são
forma instigante os temas presentes na década de obrigados finalmente a encarar sem ilusões a sua
1970, tendo pouca relação com o contexto atual posição social”, atestam quanto a revolução
de luta por direito das mulheres no cenário global. burguesa, com auxílio dos comunistas soviéticos,
estava travando uma luta contra a igreja cristã
5. (UFPR 2018/2019) - Em 1848, Karl Marx e ocidental.
Friedrich Engels publicaram O Manifesto d) Há muito, frações da burguesia e partidos de
Comunista. Segundo seus autores, “a burguesia orientação comunista no continente europeu
desempenhou na História um papel estavam associados numa campanha contra os
iminentemente revolucionário. Onde quer que valores modernos, cristãos e ocidentais. A
tenha conquistado o poder, a burguesia destruiu revolução da burguesia descrita por Marx e Engels
as relações feudais, patriarcais e idílicas. Rasgou em O Manifesto Comunista já defendia o Estado
todos os complexos e variados laços que prendiam totalitário e o fim das liberdades individuais, que,
ao homem feudal e seus superiores naturais, para mais tarde, iriam resultar na formação de partidos
só deixar subsistir, de homem para homem, o laço políticos de extrema-esquerda, como o Partido
do frio interesse. [...] Fez da dignidade pessoal um Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães,
simples valor de troca; substituiu as numerosas também conhecido como Partido Nazista.
liberdades, conquistadas duramente, por uma e) De acordo com Marx e Engels, a burguesia,
única liberdade sem escrúpulos: a do comércio. enquanto nova classe social que emerge no
Em uma palavra, em lugar da exploração mundo moderno, trouxe consigo uma série de
dissimulada por ilusões religiosas e políticas, a elementos que não apenas denunciaram os
burguesia colocou uma exploração aberta, direta, aspectos arcaicos das sociedade antigas, suas
despudorada e brutal. [...] Tudo o que era sólido e formas arquetípicas de dominação, seu
estável se desmancha no ar, tudo o que era primitivismo religioso e sua ineficácia política,
sagrado é profanado e os homens são obrigados como também apresentaram a modernidade
finalmente a encarar sem ilusões a sua posição como novo projeto de sociedade, retirando os
social e as suas relações com outros homens”. indivíduos de sua passividade social e lançando-os
(MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. O manifesto comunista. São no processo histórico de desenvolvimento de suas
Paulo: Boitempo, 2001, p. 42-43.) relações de produção.
Com base nessa passagem de O Manifesto
Comunista, assinale a alternativa correta. 7. (UFPR 2019/2020) Anthony Giddens afirma que
a) Marx e Engels demonstram uma grande “o conceito de raça é fundamental para a
empatia pela classe burguesa, na medida em que existência do racismo – o preconceito baseado em
ambos possuíam origem social nessa classe.
distinções físicas socialmente significativas. [...]
Entendem também que o proletariado cumpriu
Um indivíduo pode professar suas convicções
um papel importante na construção das
sociedades capitalistas, mas que não o fariam de racistas ou pode participar de um grupo, como
modo pleno sem a existência da burguesia e seus uma organização de supremacia branca, que
promove uma agenda racista. Todavia, muitos _________________________________________
defendem a noção de que o racismo é mais que _________________________________________
simplesmente um conjunto de ideias nas quais um
pequeno número de indivíduos extremistas 9. (UFPR 2018/2019) Mas o trabalho do
proletário, o trabalho assalariado cria propriedade
acreditam, mas antes encontra-se incorporado na
própria estrutura e no funcionamento da para o proletário? De modo algum. Cria o capital,
isto é, a propriedade que explora o trabalho
sociedade. A ideia de racismo institucional sugere
que o racismo permeia todas as estruturas da assalariado e que só pode aumentar sob a
condição de gerar novo trabalho assalariado, para
sociedade de um modo sistemático. De acordo
com essa visão, instituições como a polícia, o voltar a explorá-lo. Em sua forma atual, a
propriedade se move entre dois termos
serviço de saúde e o sistema educacional, todas
elas promovem políticas que favorecem certos antagônicos: capital e trabalho. [...] Ser capitalista
significa ocupar não somente uma posição
grupos enquanto discriminam outros”. (GIDDENS,
Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005, p. 209.) pessoal, mas também uma posição social na
produção. O capital é um produto coletivo e só
Como podemos relacionar o racismo institucional pode ser posto em movimento pelos esforços
com o “novo racismo”, ou racismo cultural, a que combinados de muitos membros da sociedade,
se refere o autor? em última instância pelos esforços combinados de
todos os membros da sociedade. O capital não é,
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portanto, um poder pessoal: é um poder social.
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(MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. O manifesto comunista. São
_________________________________________ Paulo: Boitempo, 2001, p. 52-53.)
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_________________________________________ Conforme o argumento de Marx e Engels
_________________________________________ apresentado no Manifesto Comunista, por que o
capital constitui um poder social e não pessoal?
8. (UFPR 2019/2020) Considere a passagem
abaixo: O ponto de vista de Marx estava fundado _________________________________________
no que ele chamava de concepção materialista da _________________________________________
história. De acordo com essa concepção, não são _________________________________________
as ideias ou os valores que os seres humanos _________________________________________
guardam as principais fontes da mudança social. _________________________________________
Em vez disso, a mudança social é estimulada _________________________________________
primeiramente por influências econômicas. Os
10. (UFPR 2017/2018) Em As consequências da
conflitos de classe proporcionam a motivação para
modernidade, Anthony Giddens afirma:
o desenvolvimento histórico [...]. Nas palavras de
“A modernidade é inerentemente globalizante –
Marx: “toda a história humana até aqui é a
isso é evidente em algumas das mais básicas
história da luta de classes”. (GIDDENS, Anthony.
características das instituições modernas [...]. Mas
Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005, p. 32.)
o que é exatamente a globalização e como pode
Por que, para Marx, a luta de classe é a expressão ser melhor conceituado o fenômeno? [...] A
concreta da concepção materialista da história? globalização pode ser assim definida como a
intensificação das relações sociais em escala
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mundial, que ligam localidades distantes de tal
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maneira que acontecimentos locais são
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modelados por eventos ocorrendo a muitas
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milhas de distância e vice-versa. Este é um
processo dialético porque tais acontecimentos
locais podem se deslocar numa direção anversa às
relações muito distanciadas que os modelam. A
transformação local é tanto uma parte da
globalização quanto a extensão lateral das
conexões sociais através do tempo e do espaço.
Assim, quem quer que estude as cidades hoje em
dia, em qualquer parte do mundo, está ciente de
que o que ocorre numa vizinhança local tende a
ser influenciado por fatores – tais como dinheiro
mundial e mercado de bens – operando a uma
distância indefinida da vizinhança em questão. O
resultado não é, necessariamente, ou mesmo
usualmente, um conjunto generalizado de
mudanças atuando numa direção uniforme, mas
consiste em tendências mutuamente opostas. A
prosperidade crescente de uma área urbana em
Singapura pode ter causas relacionadas, via uma
complicada rede de laços econômicos globais, ao
empobrecimento de uma vizinhança em
Pittsburgh, cujos produtos locais não são
competitivos nos mercados mundiais”. (GIDDENS,
Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo:
Edunesp, 191, p. 60-61.)
A partir das conclusões de Giddens, compare os
aspectos locais aos globais presentes na formação
da modernidade e da globalização.
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