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PSICOLOGIA APLICADA À

ENFERMAGEM
AULAS
Para que Psicologia?
“Medicina é simples,
gente boa.
Difícil é Psicologia.”
Ana Claudia Quintana Arantes
Geriatra
Para que Psicologia?
“A doença é uma abstração da realidade. Ela
está nos livros, no microscópio. Está nas
definições, nas publicações. Mas quando a
doença encontra um Ser Humano, ela produz
uma melodia única que se chama sofrimento.
O sofrimento é único. Cada um tem o seu.”

Ana Claudia Quintana Arantes


Geriatra
O que é Psicologia
Em que consiste a Psicologia? A Psicologia é derivada de
palavras gregas que significam "estudo da mente ou da alma".
Hoje em dia é comumente definida como a ciência que estuda
o comportamento humano.
A Enfermagem e a Psicologia
Profissionais da área da saúde lidam com pessoas e assim,
interagem com o ser humano.
Profissionais de saúde devem sentir-se bem consigo mesmos
se pretende fazer alguém sentir-se bem.
Não são robôs, nem tampouco o são as pessoas com quem
trabalham: pacientes, médicos, supervisores, enfermeiras,
auxiliares de enfermagem e familiares dos pacientes.
Cada um é um ser humano, semelhante e ao mesmo tempo
diferente dos demais seres humanos.
A Enfermagem e a Psicologia
Qualquer pessoa que queira ingressar na área da saúde
precisa conhecer as pessoas e antes de tudo, a si próprio.
Você está nesta carreira porque se interessa pelas pessoas e
deseja auxiliá-las quando estão doentes?
Psicologia do senso comum X
Psicologia como Ciência

Não é difícil utilizar o que poderia ser chamado de


psicologia de senso comum em nosso cotidiano.
Observamos e tentamos explicar o nosso próprio
comportamento e o dos outros.
Tentamos predizer quem fará o que, quando e de que
maneira. E muitas vezes sustentamos opiniões sobre como
adquirir controle sobre a vida (Ex: o melhor método para
criar filhos, fazer amigos, impressionar as pessoas e
dominar a cólera).
Psicologia do senso comum X
Psicologia como Ciência

Entretanto, uma psicologia construída a partir de


observações casuais tem algumas fraquezas críticas.
O tipo de psicologia do senso comum que se adquire
informalmente leva a um corpo de conhecimentos inexatos
por diversas razões.
O senso comum não proporciona diretrizes sadias para a
avaliação de questões complexas.
Psicologia do senso comum X
Psicologia como Ciência

As pessoas geralmente confiam muito na intuição, na


lembrança de experiências pessoais diversas ou nas
palavras de alguma autoridade (como um professor, um
amigo, uma celebridade da TV).
Psicologia do senso comum X
Psicologia como Ciência

PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA


A ciência proporciona diretrizes lógicas para avaliar a
evidência e técnicas bem raciocinadas para verificar seus
princípios.
Em consequência, os psicólogos geralmente confiam no
método científico para as informações sobre o
comportamento e os processos mentais.
Perseguem objetivos científicos, tais como a descrição e a
explicação.
Psicologia do senso comum X
Psicologia como Ciência

PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA


Usam procedimentos científicos, inclusive observação e
experimentação sistemática, para reunir dados que podem
ser observados publicamente.
Tentam obedecer aos princípios científicos.
Esforçam-se, por exemplo, por embasar seu trabalho contra
suas distorções pessoais e conservar-se de espírito aberto.
Psicologia do senso comum X
Psicologia como Ciência

PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA


Ainda assim, os cientistas do comportamento não estão de
acordo quanto aos pressupostos fundamentais relacionados
aos objetivos, ao objeto primeiro e aos métodos ideais.
Como outras ciências, a psicologia está longe de ser
completa.
Psicologia do senso comum X
Psicologia como Ciência

PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA


Existem muitos fenômenos importantes que não são ainda
compreendidos.
As pessoas não devem esperar uma abordagem única do
objeto da psicologia ou respostas para todos os seus
problemas.
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna

• Psicologia Comportamental ou Behaviorismo;


• Gestalterapia e
• Psicanálise
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Psicologia Comportamental ou Behaviorismo
John Watson afirmou que os psicólogos deveriam estudar o
comportamento observável e adotar métodos objetivos.
Em 1912, nasceu o behaviorismo e dominou a psicologia
americana por trinta anos.
Os psicólogos behavioristas estudavam os eventos
ambientais (estímulos), o comportamento observável
(respostas) e como a experiência influenciava o
comportamento, as aptidões e os traços das pessoas mais
do que a hereditariedade.
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Psicologia Comportamental ou Behaviorismo
Frederick Skinner vai além do behaviorismo de Watson e
com ele nasce o behaviorismo radical que também
considera os eventos ambientais, o comportamento
observável (ações do indivíduo), mas também considera os
comportamentos internos ou privados (pensar, sentir, etc).
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Gestalterapia
A Psicologia da Gestalt pode ser também vista como a
Psicologia da forma.
Os gestaltistas estão preocupados em compreender quais
os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica,
quando o estímulo físico é percebido pelo sujeito como
uma forma diferente da que ele tem na realidade.
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Gestalterapia
Max Wertheimer (1880-1943) fundou o movimento da
Gestalt.
"O todo é diferente da soma das partes", este é o slogan do
movimento da Gestalt.
O que a pessoa é (o todo) são junções de várias
características próprias dela (as partes).
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Gestalterapia
Aos gestaltistas interessa muito saber sobre os significados
que os seres humanos impõem aos objetos e
acontecimentos de seu mundo, a percepção, a solução de
problemas e o pensamento.
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Psicanálise
Para quem nunca estudou psicologia antes, é provável não
ter ouvido falar de Watson, Skinner ou Max Wertheimer,
entretanto, provavelmente já ouviu falar de Sigmund Freud
(1856-1939), o médico vienense que se especializou no
tratamento de problemas do sistema nervoso e em
particular de desordens neuróticas.
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Psicanálise
Freud adotou a hipnose para ajudar as pessoas a reviverem
as experiências traumáticas do passado que pareciam
associadas com seus sintomas atuais.
Entretanto, nem todos podiam atingir um estado de transe
e a hipnose parecia resultar em curas temporárias, com o
aparecimento posterior de novos sintomas.
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Psicanálise
Freud então desenvolveu o método da associação livre no
qual os pacientes deitavam num divã e eram encorajados a
dizer o que quer que lhes viesse à mente (desejos, conflitos,
temores, pensamentos e lembranças), sendo também
convidados a relatar seus sonhos.
As Três Principais Teorias na
Psicologia Moderna
• Psicanálise
Freud tratava dos seus pacientes tentando trazer à
consciência aquilo que estava INCONSCIENTE.
Insistia que todos os detalhes se ajustam perfeitamente
entre si.
A personalidade é formada durante a primeira infância.
A exploração das lembranças dos primeiros cinco anos de
vida é essencial ao tratamento.
Psicólogos, Psiquiatras e
Psicanalistas
Qual a importância da
Psicologia para as
profissões?
• Procurar entender as necessidades do individuo e
sociedade e estratégias para supri-las e preveni-las;
• Estudar o papel da inteligência emocional; orientar,
selecionar e identificar métodos e técnicas para uma vida
melhor;
Qual a importância da
Psicologia para as
profissões?
• Identificar distúrbios, falhas e procurar meios de saná-los
ou amenizá-los;
• Trabalhar relacionamento intrapessoal e interpessoal;
• Identificar características como: perfil, potencial. Treinar e
acompanhar.
Qual a importância da
Psicologia para a
Enfermagem?
Qual a importância da
Psicologia para a
Enfermagem?
• Há duas correntes na área da saúde que se deve conhecer
para responder esta questão:
• a primeira que trata o doente como um paciente passivo
e vê a doença como um fator único que pode ser retirada
com medicamentos e procedimentos e
• a segunda corrente que percebe que além de apresentar
sintomas da doença, o paciente possui problemas sociais,
econômicos, pessoais, psicológicos que se influenciam e
que contribui para o surgimento de novas doenças.
Qual a importância da
Psicologia para a
Enfermagem?
• Para melhor compreender a forma de agir, pensar e sentir
humano o aparelho psíquico foi dividido por Freud em
sistemas e o conteúdo mental em níveis de consciência,
assim como procurou entender o papel dos sonhos em
nossas vidas.
O Aparelho Psíquico
• O aparelho psíquico foi estudado pelo médico
neurologista Sigmund Freud, utilizando o comportamento
normal e anormal de seus pacientes.
• Ele foi o fundador da teoria psicanalítica, que é utilizada
até hoje e que foi ponto de partida de outras teorias e
estudiosos.
• Segundo Freud, a personalidade é composta por três
grandes sistemas: o id, o ego e o superego.
O Aparelho Psíquico
• ID – É de origem orgânica e hereditária. Apresenta a
forma de instintos inconscientes que impulsionam o
organismo. Há duas formas de instintos: o da vida, tais
como fome, sede, sexo, etc.; e os da morte, que
representam a forma de agressão. O id não tolera tensão
e utiliza o prazer para descarregá-la.
O Aparelho Psíquico
• ID
De maneira geral, o id é considerado o componente
biológico da personalidade
O Aparelho Psíquico
• EGO – O ego opera pelo princípio da realidade, isto é pelo
que a nossa realidade considera correta. Para satisfazer o
id, o ego pensa, percebe, planeja, decide.
O Aparelho Psíquico
• EGO
De maneira geral, o ego o comportamento do adulto
normal é o resultado da interação recíproca dos três
sistemas, pelo equilíbrio do organismo.
O Aparelho Psíquico
• SUPEREGO – É o representante das normas e valores
sociais que foram transmitidas pelos pais por meio de
castigos e recompensas impostos à criança.
O Aparelho Psíquico
• SUPEREGO
A principal função do superego é: inibir os impulsos do id
(principalmente os de natureza agressiva e sexual) e lutar
pela perfeição.
Psicologia do
Desenvolvimento
É a área que estuda as constâncias e as variações pelas
quais o sujeito passa no decorrer do tempo.
Ela estuda o desenvolvimento das diversas funções
psíquicas que integram a mente do indivíduo, como a
cognição (capacidade de conhecimento, processamento de
informações, ligadas à inteligência e à percepção), as
emoções, as relações com os pais, família, grupos e outras
pessoas.
Psicologia do
Desenvolvimento
Entretanto, é importante compreender o desenvolvimento
físico, como um corpo que cresce e amadurece com o
tempo, já que uma pessoa é uma totalidade integrada entre
corpo e mente, sendo impossível definir um aspecto
separado do outro, o que resultaria em um reducionismo e
em uma simplificação grosseira.
Psicologia do
Desenvolvimento
Os psicólogos do desenvolvimento estudam o crescimento
físico e mental dos seres humanos desde o período
pré-natal, passando pela adolescência, a idade adulta e a
velhice.
Psicologia do
Desenvolvimento
O desenvolvimento humano é uma condição para tentar
responder o porquê das condutas do bebê, da criança, do
adolescente, do jovem, do adulto e dos idosos.
É um processo contínuo e ininterrupto em que os aspectos
biológicos, físicos, sociais e culturais se interconectam, se
influenciam reciprocamente, produzindo indivíduos com um
modo de pensar, sentir e estar no mundo absolutamente
singulares e únicos.
Psicologia do
Desenvolvimento
Esta área de conhecimento da Psicologia estuda o
desenvolvimento do ser humano em todos os seus
aspectos: físico-motor, intelectual, afetivo-emocional e
social - desde o nascimento até a idade adulta, isto é, a
idade em que todos esses aspectos atingem o seu mais
completo grau de maturidade e estabilidade.
A partir de um fenômeno contemporâneo - o
prolongamento da vida - inclui também a idade pós-adulta
Psicologia do
Desenvolvimento
Existem várias teorias do desenvolvimento humano em
Psicologia. Elas foram elaboradas a partir de observações,
pesquisas com grupos de indivíduos de diferentes faixas
etárias ou de diferentes culturas, estudos de casos clínicos,
acompanhamento de indivíduos desde o nascimento até a
idade adulta.
Psicologia do
Desenvolvimento
A criança apresenta características próprias de sua idade.
Ela não é um adulto em miniatura.
Compreender isso é entender a importância do estudo do
desenvolvimento humano.
Estudos e pesquisas de Jean Piaget demonstraram que
existem formas de perceber, compreender e se comportar
diante do mundo, próprias de cada faixa etária, isto é, existe
uma assimilação progressiva do meio ambiente, que implica
a acomodação das estruturas mentais a um novo dado do
mundo exterior.
Psicologia do
Desenvolvimento
Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as
características comuns de cada faixa etária, permitindo-nos
reconhecer as individualidades, o que nos torna mais aptos
para a observação e a interpretação dos comportamentos.
Psicologia do
Desenvolvimento
Todos esses aspectos têm importância para a Educação, por
exemplo.
Planejar o que e como ensinar implica saber quem é o
educando. A linguagem que usamos com uma criança de 4
anos não é a mesma que usamos com um jovem de 14
anos.
Finalmente, estudar o desenvolvimento humano significa
descobrir que ele é determinado pela interação contínua de
vários fatores.
Psicologia do
Desenvolvimento

E para a Enfermagem?
Fatores que influenciam o
desenvolvimento humano
HEREDITARIEDADE;
CRESCIMENTO ORGÂNICO;
MATURAÇÃO NEUROFISIOLÓGICA;
MEIO
Fatores que influenciam o
desenvolvimento humano
HEREDITARIEDADE
É a carga genética que estabelece o potencial do indivíduo,
que pode não se desenvolver.
Existem pesquisas que comprovam os aspectos genéticos da
inteligência.
No entanto, a inteligência pode desenvolver-se aquém ou
além do seu potencial, dependendo das condições do meio.
Fatores que influenciam o
desenvolvimento humano
CRESCIMENTO ORGÂNICO
É o aspecto físico.
O aumento de altura e a estabilização do esqueleto
permitem ao indivíduo comportamentos e um domínio do
mundo que antes não existiam.
Possibilidades de descobertas de uma criança, quando
começa a engatinhar e depois a andar, em relação a quando
estava no berço com alguns dias de vida, por exemplo.
Fatores que influenciam o
desenvolvimento humano
MATURAÇÃO NEURO-FISIOLÓGICA
É o que torna possível determinado padrão de
comportamento.
A alfabetização das crianças, por exemplo, depende dessa
maturação.
Para segurar o lápis e manejá-lo, é necessário um
desenvolvimento neurológico que uma criança entre 2 e 3
anos não tem.
Fatores que influenciam o
desenvolvimento humano
MEIO
É o conjunto de influências e estímulos ambientais que
alteram os padrões de comportamento do indivíduo.
Por exemplo, se o estímulo verbal for muito intenso, uma
criança de 3 anos pode ter um repertório verbal muito
maior do que a média das crianças de sua idade, mas, ao
mesmo tempo, pode não subir e descer uma escada com
facilidade se essa situação não fez parte de sua experiência
de vida.
Aspectos do desenvolvimento
humano
O desenvolvimento humano deve ser entendido como uma
globalidade, mas para efeito de estudo tem sido abordado a
partir de quatro aspectos básicos:
ASPECTO FÍSICO-MOTOR;
ASPECTO INTELECTUAL;
AFETIVO- -EMOCIONAL;
ASPECTO SOCIAL
Aspectos do desenvolvimento
humano
Todas as teorias do desenvolvimento humano partem do
pressuposto de que esses quatro aspectos são
indissociáveis, mas elas podem estudar o desenvolvimento
global a partir da ênfase em um dos aspectos.
A Psicanálise, por exemplo, estuda o desenvolvimento a
partir do aspecto afetivo-emocional.
Jean Piaget enfatiza o desenvolvimento intelectual, e assim
por diante
Aspectos do desenvolvimento
humano
O desenvolvimento humano é muito rico e diversificado.
Cada pessoa tem suas características próprias, que a
distingue das outras pessoas, e seu próprio ritmo de
desenvolvimento.
As motivações mudanças de comportamento podem ser as
mais diversas e os pesquisadores, muitas vezes, discordam a
respeito das motivações básicas, dos fatores que levam uma
pessoa a se comportar de uma ou de outra maneira.
Aspectos do desenvolvimento
humano
Por mais que estudemos e nos esforcemos para
compreender o comportamento humano e seu
desenvolvimento, ele sempre possui surpresas e
imprevistos.
Antes de ser negativa, esta imprevisão e esta certeza é que
dão sabor, graça e beleza à vida humana. Esse desajuste do
ser humano a padrões pré-estabelecidos é que produz o
avanço, o progresso, a mudança.
Aspectos do desenvolvimento
humano
Como dizia Piaget, é o desequilíbrio que gera o
desenvolvimento, pois este “é uma equilibração
progressiva, uma passagem contínua de um estado de
menor equilíbrio para um estado de equilíbrio superior”
(PIAGET, 1963 apud PILETTI, 2008).
Aspectos do desenvolvimento
humano
Na nossa sala de aula somos várias pessoas e constatamos
que cada um de nós tem características diferentes, ideias
diferentes e planos distintos.
Não podemos negar que é muito bom que assim seja.
Aspectos do desenvolvimento
humano
A vida se torna muito mais criativa e rica.
Você já pensou como seria monótona a vida, se fizesse
todos os dias a mesma coisa, repetisse sempre os mesmos
gestos, os mesmos movimentos?
E se seus colegas fizessem a mesma coisa, tudo igualzinho a
você, tudo planejado desde a concepção, como acontece
com as outras espécies animais?
O que faz a vida valer a pena é essa constante incerteza
quanto ao momento seguinte. Isso que nos estimula a
inventar, a criar, a realizar, a tentar melhorar nosso mundo.
Fases do desenvolvimento
Apesar das diferenças e da incerteza que marcam o
desenvolvimento humano, é possível estabelecer alguns
princípios básicos, algumas tendências gerais que se
verificam no desenvolvimento de todas as pessoas e de cada
ser humano em particular.
Analisando o desenvolvimento de grande número de
pessoas, muitos pesquisadores chegaram também a
estabelecer certas fases para esse desenvolvimento.
Fases do desenvolvimento
São etapas que obedecem a uma certa sequência, válida
para todos. Isto é, todas as pessoas, ao se desenvolverem,
passam por essas etapas, embora varie a idade em que cada
uma dessas pessoas inicia cada fase.
Fases do desenvolvimento
No desenvolvimento humano, não há momentos de ruptura
brusca.
A evolução é gradual e contínua.
Contudo, em alguns momentos as mudanças são maiores
que em outros momentos.
Se considerarmos o crescimento físico, a infância e a
adolescência são as fases em que as mudanças são mais
acentuadas.
Fases do desenvolvimento
A vida adulta é um período de maior estabilidade.
Mesmo considerando que o desenvolvimento é contínuo, os
pesquisadores dividem o processo global em cinco fases:
vida pré-natal,
infância (do nascimento aos doze anos),
adolescência (dos doze aos vinte e um anos),
idade adulta (dos vinte e um aos sessenta e cinco anos), e
velhice (depois dos sessenta e cinco anos).
Fases do desenvolvimento
Entretanto, tal divisão é arbitrária.
A extensão da adolescência, por exemplo, varia de pessoa
para pessoa: se uma/um jovem começa a trabalhar aos treze
anos para ajudar no sustento da casa, já está assumindo
responsabilidade de adulto.
Por outro lado, se uma pessoa ficar apenas estudando até os
vinte e oito anos, sem trabalhar, pode-se dizer que tem uma
adolescência mais prolongada.
A divisão das fases vai depender dos critérios que se
estabelecerem para se concluir que alguém é adulto.
A idade não pode ser o único critério.
Fases do desenvolvimento
A fase chamada velhice também aponta para a
arbitrariedade da divisão.
Se considerarmos velhice a idade em que a pessoa já não
pode trabalhar, em que tem as suas funções orgânicas
bastante prejudicadas, veremos que essa idade varia de
acordo com a situação social e econômica de um país.
No Brasil, pode-se afirmar que a maioria das pessoas
começa a velhice antes dos 65 anos, pois alguns não
conseguem chegar até essa idade.
Fases do desenvolvimento
Os psicólogos divergem muito quanto à classificação das
diversas fases do desenvolvimento humano e quanto às
características mais importantes de cada etapa.
No século XX, dois cientistas, entre todos aqueles que
realizaram estudos sobre o desenvolvimento humano,
mereceram um destaque especial.
Os dois acreditavam que o desenvolvimento humano ocorra
por meio de estágios, de fases, que se sucedem na mesma
ordem em todos os indivíduos.
Fases do desenvolvimento
E todas as pessoas, desde que tenham um desenvolvimento
normal, passam por estas fases, na mesma ordem, embora
possam variar as idades.
Esses estudiosos são Sigmund Freud (1856-1939) e Jean
Piaget (1896-1980).
Abordagem assistencial
holística
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
O termo holismo vem sendo empregado na enfermagem
como abordagem que espelha as realidades complexas dos
seres humanos no cosmo.
Nesta virada de século e de milênio, um modo de pensar
energiza o pensamento humano, como um fio condutor de
um novo paradigma.
Abordagem assistencial
holística
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
Nesse contexto transcendental, a abordagem holística
emerge como técnica holográfica–modelo de interação dos
elementos que compõem o todo e as partes em que se
reflete uma realidade tridimensionalizada.
Abordagem assistencial
holística
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
Envolvendo a Ciência da Enfermagem nesse círculo de
constituição interativa do ser, que contempla o sentido do
viver humano em um plano biopsicossocial-espiritual e da
completa harmonia e equilíbrio desse ser com o ambiente
que o circunda, o seu propósito filosófico é uno, ao
considerar o traço estrutural holístico como abordagem
pertinente às suas teorias
Abordagem assistencial
holística
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
Origem na Teoria Geral dos Sistemas de von Bertalanffy que
contribuiu para a construção do marco filosófico pautado
em uma visão humanística e holística, haja vista vê a pessoa
funcionando como partes mutuamente dependentes que
agem em unidade por algum propósito decorrente de um
sistema integrado.
Abordagem assistencial
holística
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
A pessoa vista como um sistema composto por vertentes de
ordens biopsicossocial, as quais requerem respostas para a
adaptação da pessoa aos estímulos ambientais.
A pessoa é vista como um sistema que tem a capacidade de
criar mudanças para se adaptar ao ambiente, onde a
habilidade e a capacidade de criação dessas mudanças é o
nível de adaptação da pessoa.
Abordagem assistencial
holística
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
A enfermagem holística abraça toda prática de
enfermagem, cuja premissa é a de cuidar da pessoa inteira,
reconhecendo que há duas visões relativas ao holismo:
aquela em que o holismo estuda e entende os
interrelacionamentos das dimensões
biopsicossocial-espirituais da pessoa e reconhece que o
todo é maior que a soma de suas partes;
aquela em que o holismo entende o indivíduo como um
todo integrado, interagindo com outrem através de
ambientes internos e externos.
SER HOLÍSTICO NA PERSPECTIVA
FENOMENOLÓGICA DE HEIDEGGER
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
A interpretação do termo pessoa, sob a ótica da
fenomenologia existencial de Martin Heidegger, inicia-se
pela compreensão do ser ôntico-ontológico, como forma de
entendimento verdadeiro do sentido do ser, para nós
expressado, etimologicamente, neste estudo, como pessoa.
. De acordo com essa corrente, busca-se perceber pessoa na
sua estrutura universal, enquanto ser vivente.
SER HOLÍSTICO NA PERSPECTIVA
FENOMENOLÓGICA DE HEIDEGGER
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
Martin Heidegger, no seu livro Ser e Tempo, tenta mostrar a
maneira de ser da pessoa pela inspeção reflexiva e
explicativa do que ele chamou de ser especial.
O filósofo enfatiza o holismo ao relacionar o
ser–pessoa–com o cosmos na identificação que faz do
ser-no-mundo, referindo-se a um fenômeno de unidade.
SER HOLÍSTICO NA PERSPECTIVA
FENOMENOLÓGICA DE HEIDEGGER
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
Todavia, o homem só poderá se compreender se tiver
percepção da totalidade de si próprio e da sua real
existência.
Nesse sentido, a essência do pensamento heideggeriano é a
preocupação com o sentido do ser existente–o Dasein.
SER HOLÍSTICO NA PERSPECTIVA
FENOMENOLÓGICA DE HEIDEGGER
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
Para caracterizar unidade, totalidade em uma vertente
ôntica, ele trabalha com o conceito de mundaneidade,
como um lugar onde os seres dos entes e das coisas se
interrelacionam, dão-se mutuamente.
Na vertente ontológica, essa caracterização é descrita pelo
significado da estrutura vivencial momentânea da pessoa
no mundo antropológico/cosmológico e a pessoa não é
uma coisa, algo substancial ou objeto; é unidade de corpo,
alma e espírito
SER HOLÍSTICO NA PERSPECTIVA
FENOMENOLÓGICA DE HEIDEGGER
CORPO, MENTE E ESPÍRITO
Na enfermagem, a pessoa é parte de um ambiente
harmonioso e relacional, o qual envolve diferentes
pessoas–enfermeiro, clientes, familiares e outros
profissionais.
Essa integração, pessoa-pessoa e pessoa-mundo espelha a
abordagem holística tão evidente nas raízes existenciais da
enfermagem teórica, onde corpo, mente e espírito são
inseparáveis e partes constituintes da pessoa que,
submetida à cotidianidade, é um ser-no-mundo, assim
como tão bem elucidou Heidegger.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Paliativo vem do latim pallium e quer dizer manto,
cobertor. Era uma capa que era colocada nas costas dos
cavaleiros nas Cruzadas para protegê-los da
intempéries.
“Cuidado Paliativo (CP) é cuidado de proteção.”
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
“Cuidado Palitativo (CP): cuidado de proteção contra o
sofrimento que a natureza de uma doença grave,
incurável, fora de possibilidade de tratamento e de
controle, que ameaça a continuidade da vida, que está
em progressão naquela pessoa e que, inexoravelmente,
vai levá-la à morte.”
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
É comum confundir paciente terminal/ doença terminal
com o tempo.
Se tem 6 meses de vida é paciente terminal.
Tem uma semana de vida é paciente terminal.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
No entanto, terminalidade tem a ver com o conceito de
CP.
“É uma doença grave, que está progredindo, que está
seguindo seu curso natural e o que ela vai produzir são
as intempéries, o que a gente chama de sofrimento.”
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Os livros sobre CP os dividem em 4 partes:
Sofrimento físico;
Sofrimento emocional;
Sofrimento social e
Sofrimento espiritual
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
As intervenções terapêuticas podem cooperar de
maneira eficaz para a modificação estrutural e funcional
dos cuidados fornecidos ao doente e familiar, bem como
aos profissionais envolvidos no processo de morte e
luto, auxiliando-os a perceber a morte de outras formas,
para além da "lente" da interdição.
Para o alívio do sofrimento, desejo de melhor qualidade
de vida e de morte, muitas vezes os pacientes requerem
a assistência da família e de seus cuidadores.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
A morte é considerada um desafio para os que cuidam e
tratam das enfermidades, portanto, os profissionais da
área da saúde necessitam de formação mais acurada
sobre o tema, além daquela prevista nos conteúdos
curriculares.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Ao longo dos séculos, as mortes, que antes geralmente
aconteciam em casa, no seio da família, passaram a
ocorrer com maior frequência nos hospitais.
O homem desafia a morte desenvolvendo a cura de
diversas doenças, criando formas de preveni-las ou
tratá-las, sem jamais conseguir evitar a finitude, que
representa uma limitação à medicina, à ciência.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
A morte nos mostra que há algo que não se pode
vencer.
Não surpreende constatar que os profissionais que
lidam com os processos de morte e morrer em
pacientes moribundos experimentem ansiedade,
fracasso e impotência, culpa e frustração, associadas
aos sentimentos de impotência e tristeza e burnout.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
"... o médico se torna o ator social no qual se deposita a
função de deter a morte" Santos e colaboradores (2013)
a formação acadêmica em saúde costuma ser voltada
para um modelo estritamente biomédico, sem abranger
os aspectos psicossociais da profissão.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Essa lacuna nos cursos de medicina, enfermagem,
psicologia e em outros da área da saúde faz com que os
estudantes, futuros profissionais, tenham um preparo
insuficiente para lidar com a experiência humana de
morte, pois esta não se restringe à perda dos sinais
vitais.
Mas sim, diversas consequências negativas, como
sofrimento psíquico, depressão, estresse, angústia,
síndrome de burnout, entre outros.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Quando o psicólogo ou profissional da saúde é
capacitado adequadamente, há um preparo maior para
lidar com situações de morte, como, por exemplo, nas
grandes catástrofes em que ocorrem óbitos, podendo
realizar acompanhamento aos familiares no
reconhecimento de cadáveres. Um dos objetivos é
auxiliar como suporte emocional aos familiares e no
processo de luto.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
O profissional com melhores condições de compreender
e apoiar as famílias na dor permite-lhes o sentimento de
amparo, bem como proporciona a validação dos
sentimentos e emoções do enlutado.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Por que então esse preparo é tão escasso?
Pode haver várias razões, como as do tipo
histórico-culturais, mas a principal parece relacionar-se
com a educação e formação que evita falar da morte.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Instrumentos de educação para a morte:
1) o aumento das discussões sobre morte/luto nas
universidades (principalmente) por meio de
palestras, projetos, vivências e rodas de conversa;
com abordagem total do ser humano, nas
dimensões emocional, social, espiritual e física, e
não apenas nesta última;
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Instrumentos de educação para a morte:
2) o aprofundamento do contato com quem está
morrendo, bem como os medos, as alegrias, as dores e
as necessidades do paciente; e, por fim,
3) uma maior divulgação dos trabalhos realizados na
área da tanatologia, não só para os profissionais da
saúde, como também para toda a sociedade.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Curso para os profissionais de funerárias e coveiros, em
que foi abordada a questão da morte no cotidiano,
sendo observados: sobrecarga de trabalho, contato com
famílias enlutadas e despreparo para essas tarefas.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
A desmistificação do tema da morte auxilia os
profissionais a conviver melhor com aqueles pacientes
que não respondem mais aos tratamentos que visam a
cura, permitindo à equipe aceitar melhor seus próprios
limites de intervenção e dedicar-se a outros tipos de
cuidado, como o paliativo.
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Os cuidados paliativos (CP) surgiram como uma
necessidade da sociedade que perdeu as infraestruturas
que lhe permitiam cuidar dos doentes graves e
dependentes que requeriam cuidados constantes, sem
que necessariamente a morte estivesse próxima (Word
Health Organization [WHO], 2011).
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Há pacientes que preferem morrer em casa a receber
cuidados em atendimento hospitalar de alta qualidade,
bem como o apoio de que necessitam para alcançar
uma "boa morte" (ou seja, uma morte acompanhada de
dignidade e sem sofrimento).
Competência emocional nas
situações de crise, perda e
morte
Os principais desafios da assistência domiciliar são
estabelecer a parceria com a família e seu entorno,
estabelecer a rede de apoio social e ter os cuidados
efetivos dos demais serviços que os pacientes
necessitam, incluindo os CP nos diversos níveis de
atenção à saúde.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
O conflito pode ser definido como desacordo interno ou
externo resultantes de diferenças de ideias, valores,
culturas ou sentimentos de duas ou mais pessoas.
Para se administrar os conflitos nas unidades
assistenciais é essencial conhecer a sua origem.
Muitas vezes estes se originam de problemas de
comunicação, de estrutura organizacional e
comportamento individual.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
É fundamental reconhecer estas diferenças entre as
pessoas, pois sabemos que todo ser humano consiste um
ser único, ou seja, possui aptidões, valores, cultura e
experiências que o tornam diferente como indivíduo e, por
consequência, como profissional.
Assim, no trabalho em equipe, devem ser aproveitadas
essas diferenças, buscando aproveitar as desigualdades
para que a organização represente mais do que a soma das
partes desse indivíduo.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
A escolha da estratégia mais adequada depende deste
aspecto, mas também de outros que devem ser
considerados, tais como: a situação em si, a urgência da
decisão, o poder e o status dos envolvidos, a importância da
questão e a maturidade dos envolvidos. Comumente,
observamos grande gasto de tempo com as estratégias dos
gestores na área de enfermagem para solução de conflitos.
Porém nem sempre eles são resolvidos da melhor maneira
possível.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
É comum encontrarmos insatisfação dos envolvidos ou de
uma parte dos envolvidos com a decisão tomada.
Lidar com pessoas é função que demanda uma sensibilidade
constante e a complexidade do assunto exige um contínuo
aperfeiçoamento técnico.
Muitos consideram as pessoas como recursos, alguns
estudiosos preferem considerá-las como talentos.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Talentos humanos são o que temos para ser desenvolvido,
aproveitado e incentivado nas organizações.
Mas, a sociedade os denomina humanos e, assim, temos de
seguir pensando em pessoas como capital ou, em outras
palavras, como recursos humanos.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Na vivência hospitalar cabe ressaltar que a necessidade e
exigência da capacidade administrativa devem ser aliadas a
necessidade de desenvolvimento técnico.
Cabe ao enfermeiro tomar decisões, controlar, administrar
equipes, manter a equipe satisfeita e produtiva e evitar
conflitos desconstrutivos.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Na vivência hospitalar cabe ressaltar que a necessidade e
exigência da capacidade administrativa devem ser aliadas a
necessidade de desenvolvimento técnico.
Cabe ao enfermeiro tomar decisões, controlar, administrar
equipes, manter a equipe satisfeita e produtiva e evitar
conflitos desconstrutivos.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
A Instituição espera que o enfermeiro seja um mediador de
conflitos não só entre a própria equipe, mas também em
todo o contexto interdisciplinar.
O enfermeiro dispõe de exemplos marcantes de
complexidade gerencial, de preocupações constantes.
Soma-se a isso a incerteza presente no ambiente interno e
externo à organização, trazendo por vezes, experiências
conflitantes, sabendo com isso, que o conflito faz parte do
processo de gerenciar ou de viver em conjunto.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
A gestão de conflitos tende a crescer de importância dentro
das organizações contemporâneas, tendo em vista a
importância, cada vez maior, dada às pessoas que nelas
trabalham; já que um dos pilares gerenciais atuais consiste
no fato de os indivíduos constituírem o fator diferencial
entre as empresas, os conflitos que os envolvem passam a
ser um problema, uma vez que podem reduzir a
produtividade, consequentemente, afetando a lucratividade
e rentabilidade da instituição.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
No contexto específico da habilidade do enfermeiro em
administrar conflitos, cabe refletirmos sobre o papel do
enfermeiro nas Instituições de Saúde.
Vale lembrar que o enfermeiro também é um líder da gestão
de pessoas na medida em que, direta e continuamente,
interage com a equipe de trabalho.
Sendo assim, não só o gestor de enfermagem, mas cada
enfermeiro, como líder, também é responsável pela
administração do capital humano.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Entretanto, habilidades de liderança e administração são
necessárias à mudança de gestão, independentemente da
área de atuação.
Nas instituições públicas de saúde, os enfermeiros têm
importante papel sobre as decisões relacionadas à
assistência aos clientes.
A equipe de enfermagem é a que está mais próxima das
necessidades humanas básicas dos indivíduos e suas
famílias.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Considerando-se a necessidade da implementação da
sistematização do cuidado, além da necessidade de
interdependência com os demais profissionais da área da
saúde, o enfermeiro deve ser capaz de desenvolver durante
suas atividades a capacidade de ajuste de necessidades de
espaço e interesses interdisciplinares.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
A função gerencial do enfermeiro no Brasil é uma questão
ainda mesclada por desentendimentos e incompreensões,
contendo as interpretações de administradores, “donos” do
poder sobre o que deve ser e conter a assistência de
enfermagem.
Considerando-se a necessidade da implementação da
sistematização do cuidado, além da necessidade de
interdependência com os demais profissionais da área da
saúde, o enfermeiro deve ser capaz de desenvolver durante
suas atividades a capacidade de ajuste de necessidades de
espaço e interesses interdisciplinares.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
A função gerencial do enfermeiro no Brasil é uma questão
ainda mesclada por desentendimentos e incompreensões,
contendo as interpretações de administradores, “donos” do
poder sobre o que deve ser e conter a assistência de
enfermagem.
Esta polêmica avança na medida em que se torna evidente a
dicotomia entre o que se espera do enfermeiro na visão dos
profissionais de nível médio de enfermagem, e dos
pacientes e o que se verifica na prática de suas ações
cotidianas, frente às precárias condições de trabalho e de
pessoal escasso nas Instituições públicas de saúde.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
O gerente não deve utilizar decisões individuais,
considerando-se que o indivíduo como processador de
informações tem seu comportamento mais baseado em suas
percepções, do que em fatos objetivos e concretos.
Diante disso, o profissional responsável pela gerência do
processo deve fazer uso de formas de administrar os
conflitos, assim como deve possuir habilidades baseadas
para gerenciar a negociação.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Existem diferentes formas de administrar os conflitos, são
elas:
1) Acomodação;
2) 2) Dominação;
3) 3) Barganha / compromisso;
4) 4) Solução integrativa de problemas
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Porém, o gerenciamento de conflitos deve ter como
protagonista, um profissional capaz e com as seguintes
habilidades básicas em negociação:
1) Pro atividade;
2) Não aceitação das coisas como elas são, sem antes
perguntar porque elas não poderiam ser feitas melhor;
3)Trabalhar o medo da perda e do ataque que surge diante
do enfrentamento de situações desconhecidas;
4) Quebrar resistências e acreditar que é possível aprender a
negociar.
Motivação, trabalho em equipe,
gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Além disso, os profissionais gestores necessitam ter o
conhecimento de que existem alguns estilos de negociação e
que eles estão diretamente relacionados a ética presente em
cada situação.
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gestão de conflitos, liderança,
comunicação e postura do técnico de
enfermagem
Atividade: Leitura do texto Habilidades Administrativas da
Enfermeira/o e escrita de síntese com suas próprias palavras
PSICOLOGIA APLICADA À
ENFERMAGEM
OBRIGADO!
SUCESSO
ENFERMEIRA/O!!