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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA ____ VARA DO TRABALHO DE

_____.

JOÃO DA SILVA (qualificação completa), com fulcro no


artigo 840, § 1º c/c art. 852-A da CLT, por seu advogado e bastante procurador abaixo
assinado, constituído nos termos do incluso instrumento de procuração em anexo, vem,
respeitosamente à honrosa presença de Vossa Excelência, interpor a presente
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA, em face de ALFA LTDA (qualificação completa),
pelos fatos e fundamentos que segue:

1. Dos Fatos:

O Reclamante trabalhou na empresa Reclamada,


através de um contrato de trabalho por tempo determinado, que vigorou por 6 (seis)
meses, percebendo remuneração mensal no valor de R$ 600,00 (seiscentos reais).
Onde após o termino do contrato o mesmo fora dispensado, mas, depois de já
decorrido 30 (trinta) dias não teve suas verbas rescisórias quitadas.

2. Dos Direitos:
Art. 443 da CLT – tipos de contratos por prazo
determinado.
Inicialmente cabe salientar que estamos diante de um
contrato por prazo determinado de acordo com os requisitos previstos no art. 443 da
CLT.
Conforme se tem na norma trabalhista, em seu art. 477,
§ 6º, “a”, da CLT, é de obrigação do empregador quitar todas as parcelas da rescisão
trabalhista no primeiro dia útil após o termino do contrato de trabalho.

2.1. Das Férias Proporcional.

Observa-se que, conforme se tem dos fatos o


Reclamante trabalhou, para a Reclamada, pelo período de 6 (Seis) meses. Por quanto,
a Constituição Federal, em seu art. 7º, XVII, estipula que todo trabalhador terá direito a
férias. Correlatamente trás a norma infraconstitucional, especificamente no parágrafo
único do art. 146 da CLT, que na cessação do contrato de trabalho, após 12 (doze)
meses de serviço, o empregado, desde que não haja sido demitido por justa causa, terá
direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias na proporção de 1/12 por
mês de serviço. Assim, vê-se que o obreiro faria jus à proporção de 6/12 de férias
proporcionais, acrescida de 1/3 constitucional.

2.2. Do Décimo Terceiro Proporcional.

Ainda preconiza a Carta Magna também em seu art. 7º,


logo no inciso VIII, que será de direito do trabalhador o décimo terceiro salário,
correspondente em 1/12 do total recebido pelo obreiro durante do ano corrente,
calculado com base na remuneração integral recebida. Quão intensamente, se sabe
que, após o termino do contrato de trabalho, o empregado fará jus ao proporcional de
décimo terceiro, no caso em tela, na correspondência de 6/12 do total integral.

3. Dos Pedidos.

3.1. Das Férias Proporcional.


Assim, pleiteia-se ao pagamento das férias
proporcionais na razão de 6/12, acrescida de 1/3 constitucional, perfazendo um total de
R$ 400,00 (quatrocentos reais).

3.2. Do Décimo Terceiro Proporcional.

Ainda, litiga-se a quitação do décimo terceiro


proporcional, na razão de 6/12 do total integral, tendo-se um total de R$ 300,00
(trezentos reais).

3.3. Da Multa por Atraso.

Por pretende-se ao recebimento da multa da qual


determina o art. 477 da CLT, pelo fato da Reclamante ainda não haver quitado todas as
verbas rescisórias no prazo estipulado, condizente em R$ 600,00.

Pelo exposto, requer-se:

O regular recebimento e processamento da presente,


com a designação de audiência de conciliação, instrução e julgamento.

A notificação da Reclamada para que, querendo,


apresente, sua defesa sob pena de revelia e confissão assim como, o depoimento
pessoal do seu representante legal.

A produção de todas as provas em direito admitidas.

Requer-se, ao final, que seja a Reclamada condenada


ao pagamento das verbas líquidas, acrescidas de juros e correção, custas processuais
e demais cominações de estilo, inclusive honorários advocatícios, dando TOTAL
PROCEDÊNCIA ao pedido.
Dá-se a presente causa o valor de R$ 1.300,00 (mil e
trezentos reais).

Nos termos,

P. Deferimento.

Local e Data

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advogado
OAB