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MARINHA DO BRASIL

CENTRO DE INSTRUÇÃO ALMIRANTE GRAÇA ARANHA


ESCOLA DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DA MARINHA MERCANTE

YASMIN BEZERRA PEREIRA

CLIMATIZAÇÃO DE BORDO E FRIGORÍFICAS

RIO DE JANEIRO
2016
YASMIN BEZERRA PEREIRA

CLIMATIZAÇÃO DE BORDO E FRIGORÍFICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


como exigência para obtenção do título de
Bacharel em Ciências Náuticas do Curso de
Formação de Oficiais de Máquinas da Marinha
Mercante, ministrado pelo Centro de Instrução
Almirante Graça Aranha.
Orientador: Aristóteles de Mello (OSM)

RIO DE JANEIRO
2016
YASMIN BEZERRA PEREIRA

CLIMATIZAÇÃO DE BORDO E FRIGORÍFICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


como exigência para obtenção do título de
Bacharel em Ciências Náuticas do Curso de
Formação de Oficiais de Máquinas da Marinha
Mercante, ministrado pelo Centro de Instrução
Almirante Graça Aranha.

Data da Aprovação: ____/____/______

Orientador: Aristóteles de Mello (OSM)

___________________________________________________

Assinatura do Orientador

NOTA FINAL:____________
Dedico aos meus pais, que sempre me apoiaram nas fases mais difíceis da
minha vida; aos meus amigos, especialmente aqueles que se fizeram presente ao
longo do meu caminho pela Escola; e às minhas avós, que são meus maiores
exemplos de dedicação e amor e me ensinaram a nunca desistir.
Agradeço primeiramente à Deus, pois sem Ele eu nada seria.
Agradeço aos meus pais, família e amigos que me deram todo apoio, motivo
pelo qual eu nunca desisti dos meus objetivos.
“Sonhos determinam o que você quer.
Ação determina o que você conquista.”

Aldo Novak.
RESUMO

A refrigeração representa um dos principais sistemas não só a bordo, mas em


diversos ramos da indústria, principalmente a alimentícia. Esta monografia visa
esclarecer de maneira geral como funcionam alguns modelos de produção de frio, bem
como suas vantagens e desvantagens no que diz respeito a eficiência e a tendência
do mercado objetivando o melhor custo-benefício da instalação.

Palavras-chave: Refrigeração. Frigoríficas. Chiller. Ar condicionado.


ABSTRACT

Refrigeration represents one of the most important systems not only on bord,
but also in many branches of industries, mainly food. This monograph is to clarify in
general how some models of cold production work, as well as its advantages and
disadvantages regard the efficiency and Market trend aiming the best cost-benefit.

Keywords: Refrigeration. Refrigerating. Chiller. Air conditioning.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Retirada de gelo em cubos no Rio Hudson, EUA, 1874 11

Figura 2 Gráfico da mudança de estado físico 14

Figura 3 Sistema de Refrigeração Básico 21

Figura 4 Tabela psicrométrica do refrigerante R-22 saturado 23

Figura 5 Processos de absorção e dessorção 25

Figura 6 Esquema de um sistema de absorção 26

Figura 7 Esquema de um sistema de absorção 27

Figura 8 Refrigerador Chiller 28

Figura 9 Esquema de sistema Chiller 30


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 10
2 REFRIGERAÇÃO 11
2.1 Definição 11
2.2 História 11
2.3 Evolução 12
3 CONCEITOS BÁSICOS 13
4 FLUIDOS REFRIGERANTES 16
4.1 Cuidados básicos ao trabalhar com gás 18
4.2 A escolha do gás ideal 18
5 ALGUNS TIPOS DE SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO 20
5.1 Refrigeração por compressão mecânica de vapor 20
5.1.1 componentes essenciais 20
5.1.2 funcionamento 21
5.2 Sistema de refrigeração por absorção 24
5.2.1 funcionamento 25
5.3 Sistema Chiller (ou sistema de água gelada) 27
5.3.1 funcionamento 28
6 CÂMARAS FRIGORÍFICAS 31
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 33
REFERÊNCIAS
10

1 INTRODUÇÃO

Refrigeração é o processo no qual se retira calor de uma substância com o


objetivo de baixar sua temperatura e, feito isso, mantê-la. A bordo de navios ela é
indispensável, quando pensamos em conservação de alimentos assim como na
climatização do ambiente de trabalho.

Antigamente, a má conservação de alimentos era um problema grave e


afetava a maior parte da tripulação, que sofria com doenças. Não haviam alimentos
frescos ao longo das viagens, os animais que eram embarcados vivos como galinhas,
porcos e cabritos, eram consumidos nos primeiros dias enquanto que na maior parte
da viagem a comida era estocada sem as condições necessárias para retardar sua
deterioração e logo apodreciam.

Com o decorrer dos anos os navios ficaram mais mecanizados e evoluídos e


com isso eles ficaram maiores, passando cada vez mais tempo no mar; portanto,
precisavam de melhores condições de habitabilidade e de armazenamento para
alimentos.

Com a mecanização das embarcações surgiram os diversos sistemas de


controle. Trabalhando em conjunto fazendo uso da eletricidade, contudo, a facilidade
trazida por ela trouxe também uma maior necessidade de produzir frio, pois muitos
componentes elétricos e eletrônicos aquecem ao serem utilizados e apresentam
falhas; por isso, manter a temperatura dentro da faixa adequada nos compartimentos
em que esses componentes ficam é de extrema importância, uma vez que hoje os
navios dependem deles para seu bom funcionamento.

A produção de frio também evoluiu e atualmente existem formas muito


eficientes de obtê-lo, como os sistemas de refrigeração Chiller e o inovador sistema
que utiliza gás carbônico (CO2) como refrigerante, o que pode ser muito bom para o
futuro já que fora encontrada uma utilização para esse gás que é o grande causador
do efeito estufa.

Nesse trabalho será mostrado como a refrigeração evoluiu e qual o sistema mais
vantajoso para uma embarcação, relacionando seu custo-benefício e assim
entenderemos um pouco sobre o funcionamento de frigoríficas a bordo.
11

2 REFRIGERAÇÃO

2.1 Definição

Refrigeração é a retirada de calor de um sistema ou ambiente fechado para o


ambiente exterior. Envolve também a manutenção da temperatura desejada.

2.2 História

O processo de resfriamento pode ocorrer por meios naturais ou artificiais. A


princípio, o meio utilizado era o gelo, retirado de lagos e rios congelados no inverno,
eram cortados em cubos e armazenados para que no verão pudessem conservar
alimentos e manter uma temperatura agradável do ambiente.

Figura 1 - Retirada de gelo em cubos no Rio Hudson, EUA, 1874

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABi_gAA/refrigeracao-climatizacao

A conservação de alimentos era eficaz apenas em áreas em que a


temperatura era amena mesmo no verão; dentro dos “refrigeradores” da época, a
temperatura alcançava em torno de 6°C a 10°C. Eram apenas compartimentos em
que, em uma de suas prateleiras, era depositado um bloco de gelo.
A princípio, o gelo somente era utilizado para resfriar alimentos para melhorar
o seu sabor. Entretanto, no final do século XVII, devido a estudos realizados pelo
francês Louis Pasteur, descobriu-se a existência de microorganismos e que alguns
12

deles eram responsáveis pelo apodrecimento dos alimentos e que poderiam ser a
causa de muitas doenças e ficou comprovado que a reprodução destes
microorganismos era minimizada pela ação do frio, aumentando assim o mercado
consumidor de gelo no século XVIII.
Entretanto, essa técnica de utilização do gelo era extremamente deficiente
devido à dificuldade de armazenamento e transporte e dependia muito da natureza.
Grande parte do gelo transportado derretia em grandes viagens.
Visando deixar para trás essa dependência da natureza para obtenção do frio,
em 1834 foi inventado o primeiro sistema mecânico de produção de gelo, nos Estados
Unidos, o ponto de partida para a evolução da refrigeração.

2.3 Evolução

A primeira forma de refrigeração foi por compressão de vapor; anos depois


veio o princípio da absorção. Ao longo dos anos surgiram melhorias nos sistemas,
mas nada muito significativo devido ao fato de as pessoas, na época, pensarem que
o gelo produzido pelo homem era prejudicial à saúde deixando pequeno o mercado
consumidor e não sendo interessante investimentos na área.
Contudo, em 1890, nos Estados Unidos, como o inverno não fora forte o
suficiente para produzir gelo naturalmente, sem saída, as pessoas começaram a
aceitar o gelo artificial e entenderam que este é mais puro que o natural pois a água
utilizada é mais limpa e pode ser produzido continuamente.
Com o surgimento da eletricidade, buscou-se uma maneira de produzir gelo
em pequena escala, nas próprias residências e em 1918 surgiu o primeiro refrigerador
elétrico fabricado pela Kelvinator Company. A partir disso foi crescente a produção
dos refrigeradores.
13

3 CONCEITOS BÁSICOS

a) Temperatura: estado de agitação das partículas de uma molécula


caracterizando seu estado físico. Quanto mais agitadas estiverem as
moléculas, maior a temperatura. Os termos quente e frio, na verdade, servem
apenas para melhor compreensão da teoria, pois são muito relativos.
Na refrigeração utilizamos as escalas Fahrenheit (ºF) e Celsius (ºC). A primeira escala
vai de 32ºF a 212ºF, já a segunda vai de 0ºC a 100ºC. Tais divisões representam,
respectivamente, a temperatura de fusão e ebulição da água. Tem-se uma fórmula
para conversão entre elas:

b) Calor: é a energia térmica em trânsito entre corpos com temperaturas


diferentes.

c) Equilíbrio térmico: dizemos que dois ou mais corpos estão em equilíbrio térmico
quando apresentam a mesma temperatura.

d) Pressão (P): é a relação entre a força F, em Newton, aplicada a uma área A,


em m². É dada pela formula:

Sua unidade comum é Pascal (N/m²).

Quando falarmos sobre pressão, mencionaremos por vezes o termo ‘’pressão


absoluta’’ que é encontrada somando-se a pressão atmosférica com a pressão
manométrica (obtida através do manômetro, instrumento de medição de pressão).

e) Calor Sensível: É a quantidade de calor que se acrescenta ou se retira de um


corpo e que pode ser medida por uma mudança de sua temperatura.
14

f) Calor específico: é a quantidade de calor necessária para elevar a


temperatura de uma unidade de massa do corpo de um grau de temperatura.
O calor específico da água é considerado alto, ele vale 1Kcal/Kg.ºC, portanto,
trabalharemos com valores de substâncias menores que este.

g) Calor Latente: É o calor necessário a uma substância para que a mesma mude
de fase, que é o aspecto físico da matéria. Durante a mudança de fase a
temperatura da substância permanece constante. Deve-se esclarecer que a
temperatura para tal mudança depende da pressão em que o processo está
submetido, crescendo se a pressão aumentar e diminuindo se a mesma
diminuir.
No gráfico temperatura x tempo a seguir será possível entender um pouco mais sobre
o processo de mudança de estado físico à pressão constante:

Figura 2 – Gráfico da mudança de estado físico

Fonte: http://www.colegioweb.com.br/substancias-e-misturas/mudanca-de-estado-de-substancia-
pura-e-mistura.html

PF: Ponto de Fusão


PE: Ponto de Ebulição
15

Como podemos observar, as transformações físicas (fusão e ebulição)


ocorrem à temperatura constante de acordo com a pressão que está sendo exercida
no processo termodinâmico.

Em “A” tem-se uma substância no seu estado sólido.

Em “BC” acontece o processo de fusão, onde o sólido se transforma líquido.

Em “D” tem-se líquido saturado, ou seja, que está na temperatura de ebulição mas
ainda não vaporizou.

Em “DE” ocorre o processo de ebulição, transformando o líquido em vapor.

Em “E” tem-se vapor seco, livre de umidade. Neste estágio já não há mais líquido,
toda a substância está na forma de vapor. A partir deste ponto a temperatura volta a
subir e o vapor se torna superaquecido.
16

4 FLUIDOS REFRIGERANTES

Fluido refrigerante é o fluido que absorve calor de uma substância do


ambiente a ser resfriado.
Não há um fluido refrigerante que reúna todas as propriedades desejáveis, de
modo que, um refrigerante considerado bom para ser aplicado em determinado tipo
de instalação frigorífica nem sempre é recomendado para ser utilizado em outra. O
bom refrigerante é aquele que reúne o maior número possível de boas qualidades
relativas a um determinado fim.
As principais propriedades de um bom refrigerante são:

 Condensar-se a pressões moderadas;


 Evaporar-se a pressões acima da atmosférica;
 Ter pequeno volume específico (menor trabalho do compressor);
 Ter elevado calor latente de vaporização;
 Ser quimicamente estável (não se altera apesar de suas repetidas
mudanças de estado no circuito de refrigeração);
 Não ser corrosivo;
 Não ser inflamável;
 Não ser tóxico;
 Ser inodoro;
 Deve permitir fácil localização de vazamentos;
 Ter miscibilidade com óleo lubrificante e não deve atacá-lo ou ter
qualquer efeito indesejável sobre os outros materiais da unidade;
 Em caso de vazamentos, não deve atacar ou deteriorar os alimentos,
não deve contribuir para o aquecimento global e não deve atacar a
camada de ozônio.

A classificação dos agentes refrigerantes é feita entre 3 classes baseada na


maneira em que extrai ou absorve calor de uma substância:

Classe 1: Resfriam materiais por absorção de calor latente, o que significa


que mudam seu estado físico. Entre eles estão os CFC’s, HCFC’s e HFC’s. Entretanto,
17

nos anos 80, o Protocolo de Montreal, com o objetivo de proteger a camada de ozônio,
estabeleceu que fosse retirado o elemento Cloro da composição desses gases;,
atualmente procura-se utilizar os HFC’s, sem a partícula de Cloro, portanto. Contudo,
é preciso um prazo para adequação dos usuários a esse acordo, que vai até meados
de 2020 (para os países desenvolvidos) e, para alguns países ainda pouco
desenvolvidos, esse prazo se estende até 2040. A princípio, os Estados Unidos não
aderiram às condições estabelecidas pelo Protocolo de Montreal, apenas aderindo no
presente ano (2016), juntamente com a China, fortalecendo assim os esforços para
controle de emissões de gases poluentes, de forma global.
Devido ao prejuízo que os gases CFC’s e HCFC’s trazem a natureza existe,
a constante procura pela utilização de refrigerantes naturais que causam menores
impactos ao meio ambiente, entre eles o dióxido de carbono (CO2) também chamado
de R-744, que já está sendo utilizado na refrigeração de supermercados na Europa e
em países emergentes como o Brasil, estima-se que em breve chegará ao ar
condicionado. A sua utilização reúne várias vantagens como:
a- Alta disponibilidade no planeta, reduzindo o custo para adquiri-lo e da
instalação em geral;
b- baixa incidência de vazamentos;
c- alta capacidade volumétrica de refrigeração;
d- não é inflamável e é pouco tóxico;
e- sua desvantagem é que ele necessita de uma maior pressão, o que requer
adaptações por parte dos fabricantes.

Classe 2: Resfriam materiais por absorção de calor sensível, não mudando seu
estado físico. Entre eles estão ar, salmoura de cloreto de cálcio, salmoura de cloreto
de sódio e álcool. Em sistemas navais são utilizadas as salmouras combinadas com
gases da classe 1.

Classe 3: Esse grupo consiste de soluções que contêm vapores absorvidos de


agentes liquidificáveis ou meios refrigerantes. Essas soluções funcionam pela
natureza de sua habilidade em conduzir os vapores liquidificáveis que produzem um
efeito de resfriamento pela absorção do calor latente.
18

4.1 Cuidados básicos ao trabalhar com gás

Quando falamos sobre gás sempre devemos pensar na segurança, tanto com
relação ao manuseio e armazenamento quanto na utilização, e para isso são
observados 4 aspectos básicos:
a- Flamabilidade;
b- toxicidade;
c- potenciais mutagênicos e
d- potenciais cancerígenos.
Para os aspectos de flamabilidade e toxicidade os gases são regrados de
acordo com a norma ASHRAE 34-92 que classifica seus níveis.
Os gases utilizados para refrigeração normalmente são tóxicos e não devem
ser inalados por seres vivos. Uma vez que ocorra vazamento, este deve ser
encontrado e reparado rapidamente para que não prejudique a saúde dos que estão
no ambiente e não torne a atmosfera explosiva, podendo ocasionar um incêndio.
O gás é estocado em um recipiente chamado de cilindro (ou garrafa),
armazenada normalmente ao ar livre, num local onde não haja a incidência de sol. Em
navios, é comum as garrafas ficarem na popa. É recomendado manuseio cuidadoso,
não se deve rolar o cilindro, nem deixá-lo cair ou amassar.
Deve-se observar também a sua compatibilidade com os diversos materiais
ao qual será exposto e também com o óleo lubrificante do compressor que acaba
sendo arrastado para diversas regiões do circuito e a interação refrigerante/óleo pode
afetar a integridade da instalação.

4.2 A escolha do gás adequado

Para ser realizada a escolha do gás refrigerante, deve-se levar em conta,


principalmente, as pressões exercidas em cada instalação de acordo com sua
finalidade. Pressões elevadas requerem redes e reservatórios mais espessos, o que
pode gerar custos pouco maior, porém, pressões baixas podem ser inadequadas para
certas aplicações em que é possível a ocorrência de pressões abaixo da atmosférica
em algumas partes do circuito, o que pode ocasionar penetração do ar atmosférico e
umidade, contaminando o gás. Tal contaminação deve ser evitada.
19

As pressões exercidas pelos refrigerantes estão diretamente relacionadas à


temperatura de ebulição que, quanto maior, menos volátil o gás, exercendo menor
pressão à uma temperatura específica.
20

5 ALGUNS TIPOS DE SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO

5.1 Sistema de Refrigeração por Compressão Mecânica de Vapor

5.1.1 componentes essenciais

a) Compressor: Sua função é aumentar a pressão do fluido refrigerante e


promover a circulação desse fluido no sistema. Os principais tipos de
compressores utilizados são: alternativo, centrífugo, parafusos, palhetas e
scroll. O compressor do tipo alternativo é o mais utilizado a bordo de navios.

b) Evaporador: Onde realmente acontece a refrigeração. A função do evaporador


é prover uma área de troca de calor entre o refrigerante e a substância resfriada
com a maior eficiência possível. O ideal é que todo o refrigerante, ao sair do
evaporador, esteja no estado de vapor para que não comprometa o
funcionamento do compressor.

c) Codensador: Proporciona a transferência de calor entre o refrigerante (que


passa do estado de vapor para líquido) e um fluido de resfriamento (no caso
dos navios utiliza-se a água do mar).

d) Dispositivo de expansão: Restringe o fluxo de refrigerante, reduzindo sua


pressão, controlando a vazão e mantendo a diferença de pressão entre os
lados de alta e baixa (pressão) do sistema. Sua ação depende da demanda de
carga térmica. Podem ser do tipo termostática, eletrônica, tubo capilar e bóia.
A bordo utilizamos a válvula termostática, que regulam a vazão de líquido
refrigerante em resposta ao grau de superaquecimento do vapor na saída do
evaporador.
21

5.1.2 funcionamento

Figura 3 – Sistema de Refrigeração Básico

Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/1766962/
-- Lado de alta pressão
-- Lado de baixa pressão

Na prática, um sistema de refrigeração por compressão de vapor tem duas


pressões: alta e baixa. A primeira parte (alta pressão) vai da descarga do compressor
até a entrada da válvula expansora; a segunda parte (baixa pressão), se encontra
entre a saída da válvula expansora e a aspiração do compressor.
O compressor tem a função de fazer circular o fluido refrigerante e recuperar
a energia do sistema. Devido à alta pressão na descarga do compressor, por função
termodinâmica, o fluido tem sua temperatura elevada em função da alta pressão. Para
que o fluido, agora em forma de vapor superaquecido, passe para a forma líquida
nesta mesma alta pressão, é necessária a remoção do calor de superaquecimento, e
isso se dá em um equipamento denominado condensador, que tem essa função de
remoção de calor do gás, até abaixo da temperatura de liquefação.
22

O refrigerante, agora em estado líquido, segue para a válvula de expansão,


que baixará abruptamente a pressão e controlará a vazão de entrada no evaporador;
a temperatura do fluido diminuirá devido à queda desta pressão.
Nesta válvula só deve chegar líquido, para que não haja erosão, sendo assim,
liquefazer o refrigerante torna-se vital no ciclo, mesmo porque o efeito refrigerante
somente é alcançado durante a ebulição do fluido refrigerante, agora no estado
líquido..
Toda a linha fria do sistema, exceto o evaporador, é isolada termicamente
para evitar ganho de calor do ambiente, já que o objetivo é resfriar o produto na
câmara.
Essa mudança de pressão ocorre abruptamente, fazendo com que a pressão
do fluido, ao diminuir de intensidade, ultrapasse para baixo a pressão de saturação.
Assim, a energia que mantinha o fluido na forma líquida, ao diminuir, permite que as
moléculas do líquido refrigerante tendam a separar-se umas das outras, e isso à uma
determinada temperatura, chamada de temperatura de saturação, relacionada com a
nova baixa pressão. Cada fluido refrigerante tem sua própria temperatura de
saturação, para cada pressão, mostrada em tabela psicrométrica concernente.
Estando então as moléculas do líquido refrigerante expostas à pressão de
saturação, sem a energia necessária que as mantinham nesta forma (líquida), tendem
a mudar de fase, do líquido para gasoso; para que isso ocorra, o líquido ferve, e isso
à uma temperatura baixa.
Assim, quando o liquido refrigerante é introduzido no evaporador, que tem
uma pressão inferior à pressão de saturação do líquido devido a atuação de expansão,
ferverá à uma temperatura de saturação concernente a essa pressão alcançada pela
atuação da válvula expansora, ao mesmo tempo que ganha velocidade devido à essa
baixa pressão. No processo, o calor latente de vaporização, ou seja, o calor
necessário para a mudança do estado líquido para o estado vapor, absorve energia
em forma de calor do ambiente, através das paredes metálicas do feixe tubular do
evaporador.
O efeito de refrigerante resultante, que sequestra o calor do ambiente, é o
ponto de partida do ciclo de refrigeração. Como consequência do sequestro do calor
do ambiente para ferver o líquido refrigerante, consegue-se o esfriamento do
ambiente, corpos ou produtos a serem refrigerados. Como exemplo desse efeito de
23

fervura à baixa temperatura, a tabela psicrométrica do gás refrigerante R-22, à uma


pressão de 1.0 kg/cm2, ferve à uma temperatura em torno de – 41,0 oC.
Após sair do evaporador, o refrigerante, agora na forma de vapor graças à
energia absorvida do ambiente, segue para o compressor, onde sua pressão será
elevada novamente para dar continuidade ao ciclo permitindo, assim, a circulação do
fluido e a reconstituição da energia do sistema. O fluido segue então, novamente, para
o condensador, onde será liquefeito devido a sua troca de calor com a água do mar
ou outro agente de resfriamento, como o ar atmosférico, por exemplo, que se encontra
à uma temperatura mais baixa. É nesta fase que é completado o ciclo termodinâmico
do sistema: a energia absorvida pelo sistema no evaporador agora será rejeitada para
fora do sistema permitindo, assim, a transferência de energia em forma de calor de
um ambiente (no evaporador) para outro (no condensador).

Figura 4 – Tabela psicrométrica do refrigerante R-22 saturado

Fonte: Livro Refrigeração Industrial, W. F. Stoecker e J.M. Saiz Jabardo


24

5.2 Sistema de Refrigeração por Absorção

O sistema de absorção foi patenteado nos Estados Unidos em 1860 pelo


francês Ferdinand Carré. As temperaturas obtidas por ele variam de 10ºC a -59ºC,
além disso, possui muitas vantagens:
 Sistemas de absorção necessitam de menor consumo de energia elétrica
quando comparados com os sistemas de compressão de vapor;
 Plantas de absorção são silenciosas e livres de vibração;
 Calor recuperado pode ser utilizado como insumo energético (em substituição
ao trabalho mecânico) em ciclos de refrigeração por absorção;
 Plantas de absorção não causam danos à camada de ozônio e podem ter
menor impacto no aquecimento global do que outras opções;
 Plantas de absorção são economicamente atrativas quando os custos dos
combustíveis são substancia lmente menores que os de energia elétrica, com
o custo do combustível de 12 a 20 % do custo da energia elétrica.

Este tipo de refrigeração difere do de compressão de vapor nas suas


composições principais pois utiliza energia térmica como força motriz em substituição
ao trabalho mecânico realizado pelo compressor, que deixa de fazer parte do ciclo e
em seu lugar existe o conjunto de trocadores gerador-absorvedor. Mesmo
apresentando um maior consumo de energia térmica estes sistemas são vantajosos
por operarem com baixo consumo de energia elétrica. Porém, fisicamente, os
equipamentos do sistema de absorção são maiores, mais pesados e mais caros se
comparados ao refrigeração por compressão.
Este sistema utiliza, além do refrigerante, uma solução absorvente que
contém uma parcela do gás refrigerante já diluído. Suas propriedades são importantes
pois tem influência significativa na performance e eficiência do sistema e devem
atender a algumas características como:
 serem solúveis para faixas de temperaturas em que operam;
 serem quimicamente estáveis;
 não tóxicos;
 não explosivos;
25

 a diferença do ponto de ebulição do refrigerante com o ponto de


ebulição da solução deve ser a maior possível para obter uma maior
pureza na entrada do condensador.

5.2.1 funcionamento

Os sistemas de refrigeração por absorção utilizam uma fonte de calor para


produzir o efeito de refrigeração. O refrigerante absorve o calor a uma baixa
temperatura e pressão durante a evaporação. O vapor do refrigerante é absorvido a
“frio” por uma solução. Posteriormente, esta solução é aquecida separando
novamente o refrigerante, o qual irá liberar o calor a uma alta temperatura e pressão
durante sua condensação.
O ciclo de absorção é composto por, basicamente, quatro processos, sendo
dois deles caracterizados por trocas de calor e os dois outros caracterizados por
trocas simultâneas de calor e massa. Estes processos são os seguintes:
• vaporização do refrigerante no evaporador;
• absorção do refrigerante pela solução no absorvedor;
• separação (dessorção) do refrigerante no gerador;
• condensação do refrigerante no condensador.

Figura 5 - Processos de (a) absorção produzindo o efeito de refrigeração e


(b) dessorção de refrigerante necessitando de uma fonte de calor.

Fonte: Sistemas de Refrigeração por Absorção, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
Departamento de Engenharia Mecânica, São Paulo, 2004
26

O refrigerante será evaporado no evaporador, depois ele seguirá para o


absorvedor, onde se misturará com a solução que, por meio de uma bomba, é
transportado até o gerador. A solução então será aquecida e o fluido mais volátil, no
caso o refrigerante, será evaporado. A solução é retornada para o absorvedor
passando por um dispositivo de expansão para manter a diferença de pressão entre
o gerador e o absorvedor. O vapor de refrigerante a alta pressão agora segue para o
condensador e retorna a fase líquida completando o ciclo de refrigeração.
Um trocador intermediário pode ser inserido no ciclo entre o absorvedor e o
gerador para ocasionar um melhor aproveitamento da solução quente que retorna do
gerador reduzindo assim a demanda de calor no gerador melhorando a eficiência do
sistema.
Nos esquemas a seguir podemos observar o ciclo geral do sistema:

Figura 6 – Esquema de um sistema de absorção

Fonte: http://images.slideplayer.com.br/3/1264838/slides/slide_21.jpg
27

A figura 7, a seguir, mostra em outra visão, o esquema de um sistema de


refrigeração por absorção, tendo como agentes a água e a amônia que, ao receberem
a energia na forma de calor, no Gerador, tem essas substâncias dissociadas
seguindo, a partir daí, a amônia para condensação e consequente efeitos refrigerante
ao passar pela válvula expansora, enquanto a água (após o gerador) retorna para
o absorverdor, através de uma válvula de controle depressão.

Figura 7 – Esquema

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Refrigeração

5.3 Sistema Chiller (ou sistema de água gelada)

Os Chillers, são resfriadores de água. A água gelada produzida por eles é


utilizada com o objetivo de arrefecer o ar, produtos ou equipamentos conforme
necessidade, sendo utilizado mais especificamente para aplicação em ar
condicionado. Sua potência é medida em toneladas de refrigeração (TR) e são
capazes de trabalhar com uma grande variação de temperatura, podendo até ser
negativa quando utilizados aditivos.
Os equipamentos tipo Chiller, os mais utilizados a bordo de navios mercantes,
são muito flexíveis quanto à instalação, mas são de grande porte e necessitam de
transporte especializado. É eficiente, durável e tem ótimo custo-benefício. Sua
estrutura é feita de:
28

 Chapa de aço, quimicamente tratada;


 Pintura eletrostática com pó epoxi;
 Peças internas de chapa de aço galvanizada;

Figura 8 – Refrigerador Chiller

Fonte: http://www.tecnogerageradores.com.br/blog/

Um diferencial desse sistema é que ele permite a filtragem e renovação do ar


e também o controle da umidade relativa, melhorando as condições do ambiente.

5.3.1 funcionamento

Este sistema é do tipo indireto, ou seja, há transferência de calor em mais de


um meio. Ele efetua o resfriamento da água que circula no interior das tubulações
hidráulicas que alimentam as unidades de tratamento do ar dos ambientes,
29

denominados FanCoil. São esses fancoils responsáveis por promover o arrefecimento


dos ambientes, através da transferência de calor contido no ar do ambiente para a
água que circula no interior da serpentina (trocador de calor) do equipamento. O Calor
que foi absorvido pela água, é transferido para o fluído refrigerante que circula do
sistema fechado de refrigeração do Chiller, o qual pelo terceiro processo de
transferência de calor, rejeita o calor retirado do ambiente, somado às perdas do
processo, ao ar externo (Atmosfera). Por isso chamado de expansão indireta, pois o
fluído refrigerante é expandido por um meio(água) que não aquele ao qual se deseja
resfriar, o ar ambiente.
Água não é corrosiva nem tóxica e é barata, tornando-a uma excelente
opção comparada a outros refrigerantes secundários. À bordo de navios a água
utilizada, por facilidade de obtenção, é a água destilada, produzida nos destiladores
ou dessalinizadores da Praça de Máquinas.
30

Como podemos verificar na figura a seguir, o refrigerante primário (em verde)


é bombeado por diversas partes de Chiller para completar o ciclo de compressão de
vapor. No evaporador o refrigerante absorve calor da água que circula pelo sistema e
muda de fase, passando de liquido para vapor. Tal processo de absorção de calor,
mostrado pela seta em azul (Qin), resfria o fluxo de fornecimento de água fria, que é
posteriormente encaminhado para trocadores de calor. Após passar pelo evaporador,
o refrigerante passa pelo compressor aumentando sua temperatura e pressão. Logo
após, no condensador, ele retorna ao estado líquido e durante este processo ele
rejeita calor para a água do condensador (representado pela seta em vermelho). A
água do condensador, após receber p calor do refrigerante, é então resfriada em uma
torre.

Figura 9 – Esquema de sistema Chiler

Fonte: https://engfac.cooper.edu/melody/411
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6 CÂMARAS FRIGORÍFICAS

Entende-se por câmara frigorífica qualquer espaço de armazenagem que


tenha suas condições internas controladas por um sistema de refrigeração.
A refrigeração industrial e o ar condicionado baseiam-se no mesmo
mecanismo: arrefecimento de uma substância; porém as cargas de refrigeração e as
potências exigidas são diferentes, sendo muito menores para a climatização.
Existem basicamente dois tipos de câmaras:

a) Câmaras de Resfriados, cuja finalidade é proteger os produtos em


temperaturas próximas de 0 ºC.
b) Câmaras de Congelados, cuja finalidade é prolongar o período de estocagem
dos produtos, a baixas temperaturas, em geral abaixo de -18 ºC.

Como as câmaras frias trabalham com temperaturas muito baixas, é


necessário que se faça o isolamento correto de sua estrutura com materiais de baixa
condutividade térmica, de modo que se não se perca energia. Também é necessário
evitar o acúmulo de água nos isolantes e a formação de gelo. Para isso,
impermeabilizam-se paredes, chão e teto, pois o calor pode atravessar as estruturas
dos ambientes refrigerados, ocasionando diferença entre a temperatura da câmara e
o ar externo, a quantidade de calor dependerá da diferença desta temperatura e do
tipo do isolamento feito, evitando assim a deterioração do equipamento e a redução
do isolamento térmico. A carga térmica deve ser evitada, ela é composta por: ganhos
de calor através das paredes, troca de ar entre sistema e ambiente, para evitar
também a condensação da umidade do ar no ambiente, o que bloqueará as aletas de
dissipação de calor, além de outras cargas de menor importância. Um cálculo seguro
deve ser feito, de modo que se evite gastos desnecessários. A troca de ar é um fator
importante que deve ser considerado, a cada vez que a porta da câmara é aberta, o
ar externo (mais quente) entra na câmara e deverá ser resfriado na parte interna,
aumentando o consumo de energia e a carga térmica total. O produto também
interfere na carga porque ele sempre chegará à câmara a uma temperatura muito
superior, e ele cederá calor ao meio até que sua temperatura abaixe.

Para fins de projeto, o primeiro e mais importante passo a ser tomado é a


determinação da carga térmica, pois os demais elementos do projeto como
dimensionamento de dutos e distribuição de ar, deverão ser desenvolvidos de acordo
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com a carga. O dimensionamento incorreto da mesma acarreta em ineficiência do


sistema, sobrecarga de equipamentos e aumento do consumo de energia.

O controle de temperatura deste sistema é feito a partir de um termostato, que


determina a temperatura desejável do ar no seu interior. Quando a temperatura está
acima da desejada, o termostato fechará o contato para energizar a válvula solenoide,
que opera em condição normalmente fechada, abrindo-a portanto. Isso permitirá a
passagem do líquido refrigerante, que causará um aumento de pressão na aspiração
na rede de baixa pressão, permitindo que o pressostato de baixa pressão feche
também seu contato, ligando o compressor, iniciando um novo ciclo de resfriamento.
De forma análoga, quando a temperatura se encontra abaixo da esperada, o
compressor, pelo conjunto termostato - válvula solenoide - pressostato de baixa
pressão, é desligado até que a situação esteja normalizada.

Os sistemas frigoríficos também controlam a qualidade e a umidade relativa


do ar no seu interior, uma vez que níveis irregulares destes valores podem prejudicar
a integridade dos produtos e o bloqueio, por gelo, das aletas de dissipação de calor,
o que impede o sequestro de calor do ambiente e/ou produtos.
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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste estudo vimos diversas formas de sistemas de refrigeração. Foram


mostradas suas vantagens e desvantagens tanto em eficiência quanto
financeiramente. Obviamente cabe aos projetistas averiguar qual a melhor forma de
refrigerar o espaço desejado aliando a verba disponível ao objetivo final do projeto.
Porém, atualmente, verifica-se uma grande tendência do mercado em optar pelo
sistema Chiller, visto que ele oferece vantagens consideráveis como enorme
flexibilidade com relação a quantidade de fan-coil e a sua localização em relação a
central de água gelada; não tem restrições de altura e distância entre o chiller e os
fan-coil, e entre o chiller e a torre de arrefecimento; não causa impacto arquitetônico,
permite termoacumulação e o chiller não precisa ficar no ambiente externo.
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REFERÊNCIAS

 Câmara Frigorífica. Disponível em: http://www.ehow.com.br/funciona-camara-


frigorifica-como_340113. Acesso em: julho/2016
 Fluido alternativo para refrigeração. Disponível em:
http://www.webarcondicionado.com.br/co2-fluido-alternativo-sistemas-
refrigeracao-climatizacao. Acesso em: junho/2016
 Refrigeração. Disponível em: José Ernesto Ferraz Machado, 2008.
 Refrigeração. Disponível em: Apostila CEFET – BA, 2005
 Refrigeração Industrial. Disponível em: Stoecker, W. F., Jabardo J. M. Saiz,
2002.
 Refrigeração. Disponível em:
http://www.refrigeracaounifrio.com.br/?sessao=noticias_in&idNoticia=37.
Acesso em: abril/2016
 Refrigeração e Climatização. Disponível em:
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABi_gAA/refrigeracao-climatizacao. Acesso
em: maio/2016
 Sistema Chiller. Disponível em: http://www.ageradora.com.br/o-que-e-chiller-
e-quais-os-seus-beneficios/. Acesso em: agosto/2016
 Sistema de expansão direta e indireta. Disponível em:
http://diamont.com.br/sistemas-de-refrigeracao-expansao-direta-vs-expansao-
indireta/. Acesso em: julho/2016
 Sistema de Refrigeração por Absorção. Escola Politécnica da Universidade de
São Paulo Departamento de Engenharia Mecânica, São Paulo, 2004
 Substâncias e Misturas. Disponível em: http://www.colegioweb.com.br/substancias-e-
misturas/mudanca-de-estado-de-substancia-pura-e-mistura.html. Acesso em:
maio/2016

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