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Resenha Crítica - Responsabilidade Civil

Stefanie Duarte - Turma 02

Rol 03 - Módulo 02 - O Dano como Elemento Essencial

O dano está ligado ao prejuízo patrimonial e extrapatrimonial. O dano está ligado ao


prejuízo da compensação do que foi causado. No caso do patrimonial, lucro cessante é
um bom exemplo.

A culpa não é encontrada como elemento do dano, já que este está aquém da vontade
e influência na valoração da responsabilidade civil objetiva. É necessário levar em conta
a proporcionalidade e a razoabilidade, como pilares dessas responsabilidades.

É preciso ter cautela na hora de pedir danos, para que o instituto não seja banalizado.

O dano estético, por exemplo, foi discutido em alta. Este apenas se torna dando quanto
perempcente, ou seja, da qual não seja possível a reversão. O dano ambiental também
se enquadra nessa categoria, de presunção do dano, existindo nexo causal entre a
conduta e o dano, este já pode ser cobrado civilmente.

Existem as funções punitiva, elementar e preventiva (assegurar inviolabilidade dos


direitos à honra, imagem, etc) e essas são promocionais, ou sejam, buscam promover
à segurança social. Ao aplicar uma indenização de dano moral, precisa servir de
exemplo para que toda a sociedade, sendo que toda a obrigação de reduzir o sofrimento
da vítima já funciona como caráter punitivo.

O dano extrapatrimonial em relação às pessoas jurídicas de direito privado e público:


discutimos na aula a validade dessa aplicação do dano moral. De direito privado, por
exemplo, caso um médico indique seu paciente a não ir em um determinado dia fazer
certo exame, já que o profissional que atende naquele dia não é competente. Dessa
forma, o médico está colocando em cheque a capacidade profissional do indivíduo.

Existe a corrente que diz que não é possível dano moral em PJ de direito público, já que
o Estado não trabalha com a intenção de obtenção de lucros, logo, não existe uma
imagem que possa estar sendo ferida e não reparada.

Já a corrente que diz ser passível o dano moral ao Estado, defendem que a imagem
pode ser prejudicada, como o Instituto Butantan, que por conta de inúmeras fake news
teve a vacina do coronavírus rejeitada por parte da população, causando perda de
insumos e descumprimento de contrato por parte de fornecedores.

Encerramos a rol 03 falando sobre o dano por perda de uma chance ou oportunidade,
em que o debate é polêmico. Concordamos que existe um limite acerca de quais
situações é possível e plausível pleitear esse benefício. O STJ já afastou a aplicação
da teoria na hipótese de “chance ínfima”, como no caso em que se pleiteava a reparação
de danos materiais pelo não conhecimento, em razão da intempestividade, de embargos
de declaração em recurso de revista enviados por Sedex, cujo atraso foi atribuído ao
mau funcionamento dos Correios. Em outra ocasião, tendo reconhecido a existência do
dano, reduziu o valor da reparação do dano moral por entender não ser possível afirmar
a extensão da “vantagem” que poderia ser obtida.

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