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6 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
INTRODUÇÃO - 7
precede fregitentemente e de longe a própria doença. Talvez haja indução,
masantes percepção intima, intuição. Curar «depois, prevenir antes, é assim o resultado de nossa
4 importância do funcional da gênese do lesional não é ilógica. O compreensão diatésica. Isto implica na importância que exerce o bom
funcional implica em tais disfinções, tais disritmiás, nos frágeis mecanismos conhecimento das. diáteses em relação à medicina .como um todo .para..a
prática correta de nossa arte. :
homeostásicos que, cedo ou tarde, a lesão orgânica não pode senão surgir e
crescer.
3 .

O conjunto funcional observado dissimula, além de tudo, no seio de


uma desordem aparente, uma ordem lógica à desentranhar.
Esta disposição permite prever um futuro patológico e, portanto,
remediá-lo.
Temos observado, notado de fato, que determinadas sintomatologias
funcionais sempre induzem a um desenlace mais ou menos longínquo,
conjuntos lesionais precisos, e isso em função do indivíduo.
O destino, nosso destino, parece fregilentemente injusto, ilógico, na
patologia como em outros dominios.
Um tabagista moderado desenvolve um câncer, outro, fumante
inveterado é poupado.
A hipertensão estárspb controle. Entretanto, determinados hipertensos
conservam seus índices elevados apesar de tratamentos adequados. Estes
raramente têm acidentesvasculares, Outros, mais discretos, bem equilibrados,
são fulminados pelo infarto ou pela hemorragia cerebral.
Sorte e coincidências têm aqui um sentido, como em qualquer parte.
Cabe a nós decifrar.
Tudo se passa como se por trás da afecção “súbita” houvesse um fator
constante, profundo, dinâmico, específico a cada um dentre nós. É a ele que
batizamos de terreno. Ele é próprio de cada doente. A existência deste
terreno, em ausência de tratamento apropriado, explica os fracassos da
semelhança, as recaidas, a colocação em pauta do prognóstico vital.
Tal foi o conceito, que Hahnemam, desde 1828, burilou, elaborou,
descreveu em seu Tratado das Doenças Crónicas. Desde então, todos nós,
seus discípulos, o ampliamos, enriquecemos, modernizamos sob o nome de
diáteses.
A diátese permite à homeopatia compreender o permanente por trás do
agudo, erradicá-lo definitivamente, evitando assim recidivas, agravamentos,
substituições e metástases “mórbidas”.
A diátese sublinha as doenças por vir. Do predicativo decorre
lentamente o preventivo.
DEFINIÇÃO DE DIÁTESE

A diátese, ou doença hahnemaniana crônica, é um estado


dinâmico que
engendra uma forma reacional patológica, específ
ica e analógica. do
indivíduo,
Esta forma reacional é patológica, pois ela induz. a um
estado de mal.
É específica, portanto característica de um indivíduo, É
analógica -em relação”
a uma substância patogenicamente experimentada em um homem
são;
À noção de diátesc é uma das mais originais, mas das mais
complexas
trazidas pela homeopatia e pelo pensamento de Hahnem
ann.
Ela é de uma importância fundamental. Ela de fato
permite definir
dinamicamente um “terreno” patológico próprio
ao doente e de com-
preender sua evolução. Ela é uma das chaves
de nosso princípio de
individualização: “Não há doença, só há doentes”.
Convém. portanto ter uma idéia clara, precisa, do
que comumente
chamamosdiátese, igualmente chamada por Hahnemamnd
e “doença crônica”
que por suas observações, revelou e demonstrou a existên
cia em 1828t.:.
Nosso trabalho de compreensão se articula em torno
de dois'eixos:
- à diátese é uma forma de reação patológica: ela explica
as reações
patológicas do indivíduo. Ela é dinâmica, evolutiva,
reacional e apreende o
futuro do indivíduo no tempo;
nus
- mas a diátese é igualmente uma doença crônic
a e como toda
doença ela tem uma causa, uma sintomatologia. uma
terapêutica. .

A DIATESE É UMA FORMA REACIONAL PATOLÓGI


£ t '

CA

A diátese é uma forma reacional patológica caract


erística do
indivíduo, que orienta suas reações mórbidas de
maneira sempre análoga,
seja qual for a natureza do estresse patógeno
sofrido,

| 'S. Hahnemam. Tratado das doenças crônicas, traduçã


o Schmidt e Kunzli, ed.
10 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS DEFINIÇÃO DE DIÁTESE - 11

Esta forma reacional se exprime, seja no plano clínico, seja no plano arterial, problemas vasculares, problemas cardíacos, e isso sem alteração renal
anatomopatológico. digna de nota.
O termo “diátese” vem do prego ôdLabearl. Ele pertence ao E claro, são conhecidas as relações estreptococo-coração. Mas elas
vocabulário médico antigo. Designava nos séculos passados, uma disposição pressupõem uma lesão estabelecida que se localiza no miocárdio e/ou do
mórbida, isto é, uma tendência natural que tinham determinados indivíduos
glomérulo renal. Inversamente, .nossos .confrades .clássicos ortodoxos falarão
para desenvolver um determinado tipo de doença.
em .H,T.A, essencial sem estabelecer um laço com os problemas buco-
Littré cita exemplos em seu célebre Dicionário Afédico, onde ele narra faríngeos iniciais.
o que fazia a medicina de seu tempo, exceto justamente"a homeopatia. Este
Nossa análise será diferente, pois cla nos introduz no quadro de uma
último ponto testemunha a estreiteza de um espirito que se pretendia
grande categoria diatésica que chamaremos de luética, A lues é dessa forma
tolerante, e a hostilidade que nosso método já encontrava na época.
uma de nossas diáteses mais importantes, geradora de doenças cardiovascu-
A diátese gotosa c a diátese neuroartrítica de Chauffard tiveram assim lares.
seu momento de celebridade.
Um outro doente qualquer verá sua existência atormentada por uma
Vêem-se traços dessa concepção em obras homeopáticas ainda
sucessão de acidentes do tipo de eczema, rinites, rinofaringites, asma, se
relativamente recentes como as de Henri Bernard, Paul Kollitsch, Léon
enfraquecendo sem poder se opor.
Vannier. homecopatas bastante eminentes.
Diferentemente dos autores antigos que consideravam a tendência A escola clássica irá falar em alergia. nós. em diátese psórica, A
psora é assim uma outra de nossas categorias diatésicas.
diatésica como menor, excepcional mesmo, achamos de nossa parte que esta
+j
noção é maior e universal, Qualquer mulher, sob a influência de uma “pílula” contraceptiva. e
uma outra, na menopausa e tomando hormônios, sem poder resistir, ganham
De fato, a partir das observações de Hahnemann e tomando emprestado
quilos. Ambas cstão engajadas em um processo diatésico que batizamos de
seu encaminhamento, podemos repartir nossos pacientes em grandes catego-
sicose, :
rias diatésicas que correspondem a realidades clínicas e apelar para
tratamentos específicos. À diátese é, portanto. uma “estrutura patotrópica dinâmica”.
Cada uma destas categorias reagrupa aqueles que reagem patologica- Esta definição parece bastante complicada. Na realidade. ela é simples
mente de forma análoga, seja qual for o agente patógeno causal, de apreender tomando o termo “estrutura” no sentido em que Lévy-Strauss o
entende, a saber, “grandes conjuntos”, aqui de seres humanos.
A identificação das diferentes categorias diatésicas nos permite assim
compreender o destino patológico de um indivíduo, uma vez que a diátese Estes conjuntos reagrupam todos os indivíduos que tenham a mesma
identificada explica, não somente a sintomatologia que desenvolve em um dinâmica patológica, mesma orientação mórbida, mesmo “patotropismo”.
dado momento. mas, sobretudo. que irá desenvolver durante sua existência. Assim, o diagnóstico da diátese tem como meta umterreno próprio ao
A noção de diátese não é, portanto, estática. Ela reflete um dinamismo indivíduo em sua especificidade reacional patológica, em sua vocação de
vital evolutivo relacionado, para Hahnemann. com as perturbações da força conseguir um determinado tipo de doenças.
vital, da dinâmis. Graças a esta noção reacional diatésica, é possível compreender o
Para nós, médicos homeopatas modernos, o termo diátese cobre, terreno do indivíduo, diagnosticá-lo. tratá-lo. Eis porque a homeopatia é em
portanto. umarealidade clínica bem mais complexa que uma tendência banal profundidade uma terapêutica de terreno.
natural, Nós consideramos como terreno, o conjunto das características
Uma evolução reacional de tipo diatésico será, por exemplo, a de um reacionais de um organismo, quer sejam metabólicas, endócrinas,
paciente. que após ter tido durante toda sua infância uma série de anginas, de neurossensoriais, psíquicas e como terreno patológico, o- conjunto destas
aftas, de sinusites, irá desenvolver na idade adulta. suavemente, mas com características, orientando-a em uma determinada direção mórbida, seja
certeza, estes episódios iniciais aparentemente esquecidos, uma hipertensão . qual for a natureza do agente agressor.
Ay
12 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
DEFINIÇÃO DE DIÁTESE - 13
Uma parte dela está geneticamente codificada e revela algo inato. A
outra é adquirida durante à existência, O terreno assim compreendido não tem localização topográfica
anatômica precisa. Ele faz intervir todos os mecanismos de reconhecimento
Esta noção de terreno subjacente à doença, orientando de forma
e imunológicos de defesa, portanto os elementos tissulares que os sustentam,
patológica, própria ao “indivíduo, em parte geneticamente codificada. começa
assim como todos os que estão associados à eliminação toxínica.
a clarear à luz dos trabalhos dos geneticistas modernos.
E de fato realidade dinâmica evolutiva codificada para orientar o
Conhece-se agora à importância do sistema HL.A.. complexo maior de
organismo emdireção a determinados tipos de reações patológicas análogas.
histocompatibilidade, de seu código antigenético e de suas correlações com
determinadas doenças. O H.L.A, B 27 está assim associado -à espondiloartrite Aqui se sente quanto nos aproximamos destas noções de forças
anquilosante e à síndrome de Reiter, o DR4 à poliartrite reumatóide. A naturais de essência hipocrática, de energia vital, de impulso vital!, de
psoríase depende do H.L.A. CW6 e o mal de Behcet do B5I. Hoje a lista dinâmis hahnemanniana,
Z
conhecida destas doenças geneticamente codificadas é longa: diabete E preciso compreender bem que a reação diatésica, a forma reacional
insulinodependente com DR 3-4, tiroidismo de Hashimoto com DR3, diatésica, a sintomatologia diatésica que “fabricam” a doença, não dependem
comandando igualmente o desenvolvimento da hepatite crônica ativa, e da unicamente da natureza do agente patógeno momentâneo considerado como
forma crônica da síndrome de Guillain-Barré. Os exemplos são numerosos e agente causal pela medicina clássica.
está fora de questão reproduzir uma enumeração que revele obras
É claro, a causa imediata tem sua importância, mas a síndrome que se
especializadas.
desenvolve depende essencialmente do terreno do indivíduo assim agredido.
A importância do sistema H.L.A. na codificação genética do terreno é
As características, a evolução, a natureza da doença são consegiiências
bastante considerável e objetiva bem esta necessidade concreta do conceito do
revelando mais do agredido que do agressor, mais do terreno que da causa.
terreno.
Pasteur já dizia: “Não há doenças, só há doentes”.
Pesquisas genéticas aprofundadas igualmente demonstraram nos genes
precisos. a coordenação do desenvolvimento de doenças precisas. Será, por Este adágio é evidentemente: redutor porque simplista.
exemplo, o caso dos genes mutantes BRCAI e BRCA2 responsáveis pelo Maso essencial de se apreender para nossa compreensão do doente é a
desenvolvimento de cânceres do seio e do ovário. importância de uma reação individual específica orientada, em relação ela
mesma com a existência de um terreno específico cujas características
Tudo isso prova a realidade de uma codificação genética patológica do
analógicas reacionais vão se inscrever em nossas grandes categorias diatésicas
organismo e de um terreno que identificamos, em um plano clínico, pela
e cujo diagnóstico irá se fazer pelo registro dos problemas. funcionais
diátese.
observados,
A grande diferença entre esta abordagem de tipo biológico e nossa
abordagem clínica diatésica, é que a primeira é de tipo nosográfico estático,
enquanto que a nossa é do tipo reacional, dinâmico, energético.
A DIÁTESE É IGUALMENTE “DOENÇA CRÔNICA”
Constatar um HLB27 confirma um diagnóstico de espodiloartrite.
Diagnosticar um BRCAI mutado. traz à luz umrisco oncológico. Não há
nenhumprocesso reacional. A diátese é não somente uma forma reacional patológica, isto é, uma
forma de agir, ela é também “Doença Crônica”.
Para nós, revelar que determinado indivíduo pertence à diátese luética
Hahnemanntinha compreendido, falando a propósito, mais de “doença
ou à psora, implica em uma compreensão da maneira pela qual vai
crônica” do que de “diátese”, de verdadeira afeição em vez de orientação.
dinamicamente reagir ao estresse, à agressão, seja de que natureza for.
mórbida.
A partir desta constatação. e porque sempre estamos no estágio
Sendo doença crônica, a diátese tem. portanto, como toda doença
reacional e ainda não no estágio lesional, podemos pelo jogo da similitude,
tomada no sentido clássico do termo, uma causalidade, um potencial evolutivo
exercer uma ação preventiva. regularizando assimos equilíbrios energéticos.

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14 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
DEFINIÇÃO DE DIÁTESE - 15

em direção ao agravamento ou à melhora, umtratamento e uma oportunidade Ao lado do aporte “miásmico” hahnemanniano. incriminamos hoje
de curar. outros fatores, os endógenos.
À hereditariedade se engaja em primeiro lugar.
Há umatransmissão diatésica dos pais aos filhos.
Causalidade
Um:pai asmático, uma mãe eczematosa irão transmitir sua psora à sua
descendência.
Como toda doença, a diátese tem uma causa de origem, ponto de
partida da orientação diatésica, x - À Jues se exprime de forma moderna, por uma evolução em direção à
doença cardiovascular. A anamnese de nossos pacientes cardíacos, revela, em
Não há efeito sem causa, no domínio da diátese, assim como em relação aos dos pais e aos avós, numerosos acidentes vasculares, infartos,
qualquer outro domínio, arterite, hemorragias cerebrais, testemunhando uma presença luética trans-

missível nas gerações precedentes.

força
Para Hahnemann,esta “causa básica” é miasma, que pertur
vital, inâmis,
a (gu ,, Há igualmente famílias com câncer, famílias com tuberculose.
forma durável o terreno de sua chancela,
marcando de
pon Entretanto, sublinhar dessa forma a hereditariedade não resolve
miasma é. por definição, de origem exógena. Sem dúvida, ele se aparentemente o problema da forma de transmissão do agente, do
recobre de realidades que uma linguagem moderna e científica exprimiria de “miasma"diatésico.
maneira diferente. Tomemos o caso, por exemplo. da lues. O treponema da sífilis é um
No vocabulário da época, o termo miasma significa uma agressão dos grandes agentes indutores da lues. Ora, sabemos que a sífilis não se
vinda do exterior, trazida por um agente preciso. Ele implica em umcontágio. transmite de forma hereditária, exceto o caso de uma mãe sifilítica que
transmite sua sífilis diretamente à criança. O sifilítico “limpo” não- é nem
Para Hahnemann,as três grandes diáteses que ele irá identificar, sicose, contagioso, nem “transmissor” a seu filho. A heredossífilis é um velho
lues, psora, como iremos ver, essencialmente de origem venérea, são resultado mito
do século XIX,cuja observação científica demonstrou à inutilidade.

wo
de uma contaminação e, portanto, contagiosas.
E, contudo, nossa lues caminhaatravés das gerações!
A noção de miasma cobre igualmente fatores ambientais, fatores
nutricionais, em particular quanto à psora. Isso me lembra o pobre e genial Galileu, obrigado para escapar à
condenação da Igreja, a renunciar à-sua descoberta da rotação da Terra em
Convém, portanto. estudar uma etiologia da doença crônica, ponto de
torno do Sol, murmurando, emsua saída do tribunal: “E pur si muove”,
partida da diatese,
Espero que não suceda o mesmo comigo que não tenho a genialidade
Parasitas, micróbios, vírus, fungos microscópicos serão atualmente
de Galileu. A sífilis não se transmite e, no entanto, à hereditariedade luética -
incriminados.
lá está.
Já isolamos o gonococo e muitos outros germes responsáveis pelas
Da mesma forma, há hereditaricdades sicóticas, tuberculínicas,
doenças sexualmente transmissíveis na origem da sicose,
psóricas. cancerínicas que não têm relação com uma transmissão bacterian
a
Conhecemos o treponema da sífilis e da lues.-O sarcopta da sarna não ou viral direta,
tem mais segredo para nós, mas parece hoje desempenhar um papel bem
Nossos predecessores imediatos procuravam se exprimir falando em
modesto na etiologia desta imensa diátese que é a psora.
“toxinas” transmissíveis, Para Léon Vannier, por exemplo, a toxina precede
a
As relações entre tuberculinismo e bacilo da tuberculose são “doença, quem sabe até o próprio micróbio.
evidentes. Quanto ao cancerinismo, damos apenas os primeiros passos, e não
Devo dizer que quando se estuda a obra de Léon Vannier, bastante
tmais que nossos colegas orlodoxos. sem poder afirmar o que seja, mas
original, mesmo que tenha sido inspirada por Nebel, compreende-se que o
desconfiando.
termo “toxina” cobre seguramente uma realidade clínica. mas que da
mesma
16 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS HISTÓRICO DA NOÇÃO DIATÉSICA - 33

forma que o “miasma” de Hahnemann,esta realidade é bem dificil de cercar Tuberculinismo e cancerinismo são termos cuja analogia prossegue
racionalmente e de provar no plano científico, mesmo em seu significado. Tuberculose c câncer têm sua evolução similar,
Estas duas doenças apresentam um estado preparatório que precede o
Parece-me mais razoável admitir que grandes doenças que periodica- aparecimento da primeira manifestação lesional. ambas se. manifestam
mente assolaram ou assolam a humanidade, marcam com seu selo o genoma primeiro por umnódulo, mas uma chega a uma'fonte dos tecidos, a outra a
" hereditário, modificando determinadas informações em certos níveis da cadeia uma infiltração. -Uma destrói. a outra constrói, mas ambas. apresentam o
de A.D.N. « mesmo término: generalização humoral que'leva o indivíduo embora. Ambas
Esta concepção se reúne a observações da genéticaatual. são precedidas por um estado preparatório. Na tuberculose, se reconhece
As espetaculares macromutações das espécies vivas estão aparente- » agora, que a intoxicaçãoprecede a lesão. A toxina pregede o micróbio,
mente completas. Porém a evolução continua e se faz por meio de, escrevíamos em 1931. O bacilo de Koch se torna umsinal infinitesimal de
“micromutações” cromossômicas. Suas consegiiências são sem dúvida uma gravidade, mas não mais a razão direta da evolução tuberculosa. O mesmo
melhor adaptação ao meio patológico encontrado em cada época, mas sua ocorre com o câncer. É o doente, ele próprio, que prepara e cria seu câncer,
origem é seguramente uma seleção que elimina os mais fracos, conservando cujo surgimento e evolução estão relacionados com as condições de vida e de
os mais fortes, os quais irão transmitir o gene modificado. - resistência do indivíduo". :

O que chamamos constituição, isto é, o arcabouço arquitetural ósseo, — Vê-se, portanto, que sem nadanegar à análise genial de Hahnemann, a
muscular, estatural, que caracteriza o aspecto de um ser humano, reflete bem —) homeopatia se enriqueceu com novas modalidades reacionais diatésicas.
a transmissão hereditária de cunho diatésico. Nada impede que no futuro, outras sejam trazidas à luz. A patologia
Sicose e psora engendram o carbônico, denso, curto, atarracado. O evolui e a homeopatia não é umsistema hermético.
tuberculinismo se exprime no fosfórico, magro, elegante, longilíneo. O Penso particularmente na espantosa expansão da AIDS e na multi-
fluórico, hiperlasso, dissimétrico, instável, encarna a lues. Quanto às relações plicação do número dos soro-positivos que felizmente vivem cada vez mais.
entre a constituição silícica e o cancerinismo, elas nos parecem estreitas. '
Não é possível ignorar as consegiências que isso terá sobre nosso
Os fatores de meio ambiente representarão uma outra etiologia da genoma e sobre nossa descendência. Uma nova doença crônica está: em vias
doença crônica diatésica. de surgir.
Há primeiro os fatores ecológicos. Os vírus marcarão a espécie humana.
Encontramos aí uma concepção própria de Hahnemann que via
.nos “miasmas deletérios” pântanos transilvestres, uma possível origem da
psora.
Aliás, falava-se muito em “miasmas” na época. As contaminações
miasmáticas eram terríveis.
Estas considerações ecológicas permanecem atuais. O concreto armado
das grandes cidades de arrabaldes engendra a lues pelo estresse psicológico.
Os fatores alimentares e iatrogênicos têm muita importância. É assim que
erros alimentares, como o excesso de açúcar. são uma fonte de psora. A
sicose resultaria da administração de medicamentos imunodepressivos,
igualmente da multiplicação de vacinas, não querendo dizer esta última
observação que somos contrários às vacinas, mas que sua inoculação implica
na prescrição concomitante de remédios curativos da sicose.
O álcool, o fumo engendram a lues, assim como a subalimentação e as
condições de miséria nas quais vivem o terceiro e o quarto mundos. O mesmo
se dá com o tuberculinismo,
Xl
NM
CLASSIFICAÇÃO E PRINCIPAIS no
CARACTERISTICAS DAS DIATESES

Chegados a este estágio de nosso trabalho, o que temos de fazer


é
abordar o prático. Devemos definir com precisão as grandes categori
as,
diatésicas que individualizamos e que utilizamos comumente em nossaprá
tica
diária para curar nossos doentes, e preservar a saúde daqueles que ainda não
ficaram.
:
Há atualmente cinco grandes diáteses.
São:.
- a sicose,
- alues,
- a psora;
- O tuberculinismo,
. - O cancerinismo. .
Três foram descobertas pelo próprio Hahnemann: sicose, lues,
psora.
São as nossas três diáteses históricas.
“Duas são de diagnóstico mais recente: o tuberculinismo, admitid
o por.
todos, e o cancerinismo. mais controvertido: Devem-se- aos excelen
tes
trabalhos de Nebel e de Léon Vannier.

Estas cinco diáteses definem cinco modelos reativos específi


cos.
Cada uma delas é construída a partir dos sinais destas grandes:
do-
enças que marcaram e/ou marcam ainda a humanidade: Estas
doenças diatésicas típicas são de evolução patológica. bastante
característica e oferecem de alguma forma um modelo da
doença: crônica-
sustentando a diátese e, concomitantemente, definem a dinâmic
a da reação:
diatésica.
36 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS DIÁTESES - 37

SICOSE,
grandes remédios homeossicóticos para tratar esta sicose, aqui de: origem
O modelo patológico iatrogênica.

A siçose reflete a evolução crônica de uma gonorréia, isto é, de um


corrimento, que espontaneamente ou por meios médicos é estirpada, dá lugar Etiologia
à formação em forma de figo, isto é, condilomas e vegetações venéreas.
A sicose designava o que outrora se chamava mal dos ficus. Ela Atualmente consideramos como fonte de sicose, os seguintes elementos
seguramente englobava, mas igualmente ultrapassava a blenorragia. Condilo- presentes no paciente:
mas venéreos, cristas-de-galo tendem a refletir atualmente e novamente
- blenorragias repetidas, mas também doenças sexualmente trans-
atualizamesta doença sicótica que produz tumores, missíveis recidivantes, candidoses vaginais;

- vacinações múltiplas;
- medicações imunodepressivas: cortisona e corticóides, hormonotera-
À fórma reativa pia sexual, trangiilizantes em longo prazo.
Umtipo sensível é mais facilmente marcado pela sicose. Ele pertence à
A forma reativa sicótica se caracteriza por um bloqueio progressivo e constituição carbônica com a lentidão de suas reações imunológicas € ainda
lento de emunctórios importantes, cujo corrimento uretral detido é o exemplo, seu peso constitucional,
assim como sistemas de defesa imunológica, Há então o surgimento
compensatório de outros corrimentos - catarros - de diferentes mucosas, após
o desenvolvimento de processos celulares proliferativos, cujos “ficus” são um
testemunho. Domínio patológico
Notar-se-á então umaastenia crescente e, sobretudo, um peso global ou
localizado no indivíduo. o desenvolvimento de verrugas ainda benignas, mas O domínio patológico da sicose cobre essencialmente:
de potencial às vezes maligno.
- aumentos de peso intempestivos, obesidades “Blobais, obesidades
Teremos então a tríade que sintetiza o processo sicótico: ginóides:
- verrugas. molluscum variados e todas. as' outras neoformações
Inflamação — Corrimento — Proliferação cutâneas:
- tumores benignos: adenoma da próstata; fibromas. uterinos,. cistos
mamários, cistos ovarianos, cistos de localização: variada, pólipos
Pode ser dado um exemplo comumde reação sicótica.
múltiplos.
Uma jovem é posta em contracepção oral. O corrimento menstrual se
doenças sexualmente transmissíveis repetitivas.
torna insignificante. Em alguns meses ela desenvolve um ganho de peso de 2
a 3 quilos, sem que haja mudança no regime alimentar. A pílula desencadeou
nela umareação de sicose, Sob a influência da pílula, ela se tornou sicótica.
Evidentemente não iremos suprimir o contraceptivo indispensável ao Evolução vital
desabrochar de sua vida sexual. Nós o iremos mudar, escolhendo uma
dosagem hormonal minima, Principalmente, nós lhe iremos prescrever nossos
E interessante que se leve em consideração, pois à forma reativa
diatésica é de essência dinâmica.
38 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS DIÁTESES - 39

Em termos de energia vital, o processo sicótico se caracteriza por um


esgotamento lento, progressivo, regular da força vital, a dinâmis de As grandes escleroses neurológicas são doenças luéticas. mas a
Hahnemann, da energia vital. aterosclerose bem mais difundida, oferece um belo exemplo de uma reação
luética em patologia moderna.
Sob a influência da agressão repetida por anticorpos antiartéria, o
íntima arterial desenvolve «uma inflamação engendrando microulcerações.
Energia Emseu. nível. em uma perspectiva de cicatrização, se depositam cristais de
vital
colesterol, de calcário, de complexos imunes. Dessa forma, se constitui uma
placa ateromatosa esclerosante cuja extensão se fará por via centrífuga, a
inflamação periférica induzindo ulceração, esclerose, portanto permanência e
extensão da ateromatose. A parede arterial termina por endurecer em uma
Po
pe grande superfície, fragilizando a artéria, obstruindo sua luz e se tornando
Tempo/Anos assim fonte de embolias e de acidentes vasculares.

A LUES
MH Etiologia

Modelo patológico
Consideramos como lonia da faso

A lues reflete a evolução de uma doença por cancro, tendo como a) A sífilis. sabendo perfeitamente que mo estro micccioso esta
carro-chefe a sífilis. A lesão irritante, depois ulcerativa do cancro doença não é hereditária. mas deve-se levar cm conti micromutações
balanoprepucial sucede a reação esclerosa cicatrizante, curando aparente- genéticas induzidas pelo treponcma ao nível do A. D. N.. nuclear, portanto do
» genoma,
mente a lesão de forma espontânea. Entretanto, a doença continua sua
evolução interna. Em umestágio secundário irão aparecer lesões cutâneas, e b) O alcoolismo: a cirrose hepática, comseus estágios inflamatórios,
em um estágio terciário lesões neurológicas ulceroesclerosantes com suas ulcerativos. esclerosantes, é um processo luético. O etilismo-da mãe provoca
consegiiências psiquiátricas bem conhecidas. malformações fetais que marcam coma lues o neonato.
Foi sem dúvida a evolução torpe desta doença por cancro, onde o Ainda aí. a impregnação etílica profunda, crônica, engendra, a partir
miasma do cancro superficialmente eliminado, aparentemente vencido, dessas alterações tissulares, modificações no A.D.N.:; transmissíveis à
continua seu curso em profundidade. que deu a Hahnemann sua idéia de descendência.
“doença crônica de evolução torpe e subterrânea, atrás de uma máscara de
e) Um tabagismo intenso: A boca do tabagista, com sua inflamação
afecção aguda”. das gengivas ec das bochechas. suas ulcerações. gengivais, suas. placas
esclerosas de leucoplasia, é uma boca de luético.
d) Afecções que atingem o ambiente amidalofaríngeo. provocadas
Forma reativa pelo estreptococo A beta-hemolítico. Consideramos estes estreptococos
como altamente lucsígenos.

À forma reativa luética se caracteriza pela tríade: São escarlatinas, raras atualmente, anginas severas vermelhas e
brancas. uma mononucleose infecciosa, à angina fusoespirilar de Vincent.
Poderão ser igualmente amigdalites recidivantes em amigdalss
Inflamação — VUlceração — Esclerose | crípticas, sede de infecções repetidas. parotidites, caxumba.
40 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS DIÁTESES - 41
&

e) Grandes dramas atingem o ser humano em profundidade, quer Evolução vital


individual, quer coletivamente. com todas as suas consequências neurológi-
cas e vasculares. A guerra, a fome, a Miséria. engendram a lues. E só verificar O .processo .luético se caracteriza por uma manutenção prolongada da
as imagens abomináveis retransmitidas da África negra ou de Sarajevo para energia vital, com uma queda tão brutal, por ocasião de umestresse, que pode
verificar -a veracidade desta observação. levar a um acidente letal, O infarto do miocárdio é um exemplo.
Umtipo sensível será mais facilmente marcado pela diátese luética. E
o que se encaixa na constituição fluórica com sua hiperlassidão, sua
instabilidade física e mental. EVA

Domínio patológico
> T
Infarto
O domínio patológico da lues cobre, entre outros.

“APSORA
a) O cardiovascular com:
- atingimentosarteriais: O modelo patológico
e funcionais: H.T.A, essencial,
e arterite dos membros inferiores, arterite coronariana. infarto, he- A psora foi construída em volta das sarnas cutâneas mal definidas no
morragias cerebrais, plano nosográfico. Elas graçavam em abundância na época de Halmemanne
- atingimentos venosos: varizes desenvolvidas são uma consequência mesmo depois. Elas englobavam não somente a sarna parasitária conhecida de
da lues e a marcam. Hahnemann, mas um bom número de outras dermatoses secas ou gordurosas:
eczema, psoriase, líquen, dartros, micoses.
b) Os rins: pelo atingimento do parênquima renal, mais precisa-
mente no glomérulo. Aqui. o papcl do estreptococo A beta-hemolítico é
determinante. Daí podem resultar proteinúria, insuficiência renal e
anúria. À forma reacional

c) A boca e a garganta: clas são muito sensíveis à lues. A lues adora


o ambiente bucofaringeo. Serão, portanto, anginas recidivantes, pengivites, Ela se caracteriza pela alternância, periodicidade, metástases de
estomatites. parodontoses. cáries dentárias. todas as manifestações patológicas. Sempre com uma participação cutânea,
d) Ossos e articulações sucumbindo à hiperlassidão ligamentar. Às
ou pelo menos, manifestações pruriginosas. A psora coça.
“vértebras que se deslocam” são bastante luéticas e se juntam ao psiquismo | A marca da psora se caracteriza essencialmente pelo balanceamento
obsessivo do luético para fazer a alegria do quiroprático. patológico de diferentes localizações. E o que chamamos “metástase
to» a . :
mórbida . que não deve ser confundida com a metástase cancerosa, mesmo se
e) As grandes escleroses neurológicas: esclerose em placas, mal de
a idéia básica permanecer no fundo a mesma,
Charcot, Parkinson. entre outros.
Emumafase de eliminação estênica - ocorrência aguda de eczema, por
f) E. evidentemente, todas as doenças venércas marcadas por cancro.
exemplo - brutalmente detida, ocorrem sem descontinuidade outras mani-
42 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS DIÁTESES - 43

fostações patológicas relacionadas sucessivamente a diferentes zonas do d) À auto-intoxicação dos países ricos
organismo com enfraquecimento progressivo das reações vitais. Na “psora
A superalimentação. particularmente um grande consumo de açú-
estourada” surgida da “psora latente” ocorre assim uma “psora descompen-
sada”:com fadiga. frilosidade e tristeza. car e comidas açucaradas. O excesso de -açiicar engendra a
psora,
Tercmos a triade caractcrística:
- O “sedentarismo. “os “veículos substituindo a caminhada, Esta-
mos privados da eliminação natural trazida pelo trabalho mus-
Enflamação cutânea > Metástases cular,
mórbidas — Esgotamento reacional Os países pobres morrem de lues, os países. ricos de psora. Belo
equilíbrio das coisas!

As alergias modernas são notáveis doenças psóricas. mesmo que nossa Umtipo sensível ao miasma psórico será o carbônico. Sicose e psora
psora não sc reduzaà alergia. adoram a constituição carbônica. Maso silício é igualmente muito sensível à
psora.
Ocorrências de cczema alérgico. curadas por tópicos agressivos,
ocorrências de resfriado seguido de rinite. em um clima doentio perpétuo à
base de fadiga. de enxaquecas. de incômodos digestivos. tal é o pobre destino
do psórico. Hã Domínio patológico

E imenso e abrange:
H Etiologia
a) Todo o dermatológico crônico. Onde a pele foi atingida, existe:
psora, notando-sc que a urticária é mais tuberculínica, o herpes, sicótico e a
As fontes da psora são: ulceração, luética.
a) A hereditariedade: os pais alérgicos geramfilhos alérgicos. Não se b) Toda patologia crônica periódica, sobretudo respiratória,
deve esquecer que em matéria de alergia. o alérgeno pouco importa, e o mas onde sempre se verifica uma participação ou uma incidência cu-
terreno geneticamente transmitido é fundamental mesmo que não subes- tânea:
timemos o papel desencadeador dos pólens c dos terríveis dermatofagóides.
- Rinites cspasmódicas. febre do feno. que voltam regularmente na
Isso vos permite compreender o relativo [fracasso das dessensibilizações
primavera ou no verão.
especificas.
- Ásma cujo ritmo obedece o mesmo ritmo circadiano.
b) Afecções cutâneas “recolhidas”. isto é, muito rapidamente
suprimidas: eczemas alérgicos ou bactérianos, parasitoses. onde eviden- - Bronquites crônicas que sobrevêm a cada inverno.
temente cstão a sarna, micoscs. Um pequeno eczema bem localizado conserva c) Toda patologia que se alterna
a saúde. Todas as pessoas que têm senso de observação constatam-no.
- Enxaquecas espasmódicas com problemas digestivos. com per-
Deve-se levá-lo em conta para o tratamento c o diálogo com o paciente.
turbações oculares,
co) A multiplicação dos fatores alergizantes cm nosso mundo
- Diarréias que se alternam com reumatismos ou simplesmente com
moderno: obviamente o alérgeno não é nada, o terreno é tudo. mas à
constipação.
multiplicação das agressões alergizantes termina por esgotar as defesas
imunológicas c desencadeia a psora. Em particular o ácaro, que impregna Hemorróidas que se alternam com diarréias. constipação, até mesmo
camas. cortinas. tecidos aveludados ce lã. livros. deve ser perseguido perturbações do aparelho respiratório. AS
impiedosamente. Perturbações mentais alternando-se com perturbações orgânicas.
44 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DASDIÁTESES - 45

d) Doenças metabólicas, consequência de sobrecargas alimentares. Forma reacional


Aliás. é possível aí encontrar alternância, metástases: sobretudo diabete graxa,
gota, hipercolesterolemia aqui inter-relacionada coma lues aterógena. Sendo o tuberculínico um insuficiente respiratório, estará predisposto,
por este fato, às afecções de toda a árvore pulmonar: rinites, bronquit
es, asma.
Umtuberculínico fica gripado o tempo todo.
Evolução vital A má oxigenação resultante do atingimento pulmonar se traduz por
um
estado cianótico frequente dos tegumentos, pela desmineralização difusa
do
indivíduo e seu emagrecimento, a extrema variabilidade de toda
No processo psórico, a energia vital se esgota por oscilações sua
sintomatologia, de procedimento às vezes paradoxal. Apresenta um
sucessivas, cuja intensidade e amplitude diminuem com o correr do tempo. eretismo
reacional impressionante, indo às vezes em direção a um agravamento
Chega-se a este esgotamento trágico, a esta astenia profunda, a esta frialdade rápido
e dramático. Esgota-se rápido, inchando rapidamente.
extrema que caracteriza o fim de umpsórico incapaz de reagir.
De fato:

Inflamação pulmonar — Esclerose pulmonar —


E.V.
Eretismo reativo — Esgotamento rápido

A sintomatologia no tuberculínico muda. fácil e. rapidamente do modo


de agir. Não deve ser confundida com a metástase mórbida psórica
onde a
sintomatologia muda topograficamente de lugar.

O TUBERCULINISMO Etiologia

a) A tuberculose em primeiro lugar, no plano do indivíduo,


mas
Esta diátese é recente. Foi identificada por Nebel e Léon Vannier no também dos pais. Porém. todo tuberculínico não se torna
forçosamente
meio do imenso domínio da psora. Henri Bernard estudou-a em particular e tuberculoso se, a fortiori, todo tuberculoso é tuberculínico.
lhe atribuiu toda a psora. b) Determinadas vacinas tuberculizantes em tipos sensíveis:
B.C;G.
repetido, pois fregiientemente o vírus de cutirreação éobtido com dificuld
ade,
vacina contra a coqueluche, o sarampo.
O modelo patológico c) Doenças anergizantes de localização pulmonar: coquelu
che,
sarampo, rubéola. infecção viral de influenzae e para-influenzac,
citomega-
É fornecido pela tuberculose. O B.K. tem principalmente como ponto lovírus, vírus sincicial, legionella.
de impacto o parênquima pulmonar. onde provoca a formação de d) Surtos de colibaciloses urinárias repetitivas: há uma relação
granulomas inflamatórios seguidos de esclerose cicatricial amputando o clínica estreita entre tuberculinismo e colibacilos e/ou.
funcionamento pulmonar. O pulmão esclerosado coloca o indivíduo em estado coliformes. A
patogenesia do COLIBACILLUM estabelecida por Léon Vannier
de insuficiência respiratória, donde a fragilidade e o esgotamento, O aparelho se aproxima
de TUBERCULINUM.,
respiratório é o órgão-alvo.
CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS DIÁTESES - 47 -
“a
46 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

e) Problemas da mineralização em relação com um crescimento


E Evolução vital
muito rápido. com determinadas carências alimentares. tais como, a falta de
sais minerais ou com fatores ambientais como insuficiência de sol. Esta O tuberculínico é bastante tônico, mas se descompensa rapidamente,
desmineralização se traduz pclo emagrecimento, apesar do apetite bem Tudo parece ir bem, e como raios em um céu sereno, a afecção se agrava
conservado. pela astenia, as urinas leitosas na emissão, as manchas brancas bruscamente, traduzindo a queda rápida de sua emergia vital. Durante sua
nas unhas, problemas tróficos cutâneos: fissuras labiais, perleche, herpes doença, um tuberculínico está sempre sujeito a umrisco.
labial, conjuntivite, acne.
Porém, cuídado homeopaticamente, ele se recupera tão rapidamente
f) A tendência às hemorragias, sobretudo epistaxes. como sucumbiu,
Um tipo sensível: o fosfórico, oxigenóide. magro, esbelto, de tórax
estreito facilmente encurvado, de grande sensibilidade estética, sentimental,
romântico. Chopin, Musset. Marguerite Gauthier foram admiráveis exemplos
disso. E nele que de preferência irá se desenvolver o tuberculinismo. E. V.

E Domínio patológico


Y
Ele cobre todo o domínio pulmonar, mas também um determinado
domínio urinário. Ele ataca principalmente o individuo jovem: criança,
adolescente. adulto jovem.
Jovem, é-sc tuberculínico, velho, fica-se psórico.
O CANCERINISMO
São do domínio tuberculínico:
a) Gripes e síndromes paragripais repetidas: resfriados, bronquites,
traqueobronquites que sobrevêm ao menor frio e de maneira repetida, portanto O cancerinismo é uma forma reativa diatésica que merecé ser
valorizada, diagnosticada, tratada, pois põe em jogo o prognóstico vital. Mas
crônica. Pneumonia e pleurisia podem marcar o quadro clínico.
é bom que se precise que o cancerinismo não é um câncer, assim como o
A asma do indivíduo jovem, sem eczema, é tuberculínica. Se houver tuberculinismo não é a tuberculose.
eczema, ele é psórico.
A definição dialésica deste terreno não é coisa cômoda, não fosse o
b) Colibaciloses em longo prazo na mulher jovem. traduzindo-se por fato de que não haja um câncer, mas cânceres. Ela prenuncia talvez o que
cistites recidivantes, No homem, a colibacilose urinária é antes sicótica, pois serão as Tuturas diáteses, onde, por trás de um polimorfismo clínico,
que emrelação com o prostatismo. detecta-se uma forma reativa comum.
c) Diarréias crônicas intermináveis, esgotantes. para distinguir no Além do mais, tanto no plano etiológico, como no terapêutico,
contexto clínico. das diarréias sicóticas explosivas, drenantes, portanto persistem inúmeras zonas obscuras. Se alopaticamente, curamos cada vez
positivas. mais cânceres, estamos ainda longe de curá-los todos, donde o temor legítimo
d) Acne, herpes labial: traduzem o esforço de eliminação cutânea. experimentado por nossos pacientes. O lugar da homeopatia é delicado de
definir em nossos tratamentos.
e) Doenças endócrinas e metabólicas: hipertiroidia, sobretudo de
Basedow. hipossurrenalismo, espasmofilia, diminuição das taxas de cálcio e E importante, entretanto, bem diagnosticar o cancerinismo, pois que se
fósforo sangiúíneos. trata de uma propensão que orienta com uma determinada probabilidade o
48 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS DIÁTESES - 49

indivíduo para um câncer. Pelo mecanismo de semelhança, podemos esperar À forma reacional
modificar o terreno antes que o acidente ocorra.
O funcional precede sempre com bastante antecedência o lesional, e é Desta descrição esquemática do câncer mamário, é possível deduzir
sobre este furicional-cancerinico que irão agir-nossas dinamizações. uma forma reativa diatésica, característica do cancerinismo.
Uma vez instaurado um câncer, as forças defensivas de nosso Colocamos de fato a seguinte seqiiência cancerínica:
organismo serão ultrapassadas. A homeopatia, terapêutica natural, não pode
curar por si só o câncer. Ê indispensável que se recorra às terapêuticas
clássicas, o que não exclui'o emprego de nossas dinamizações, que conservam Inflamação:—> .Proliferação — Disseminação
todas as suas possibilidades de ação sobre o terreno para melhorar a eficácia
dos tratamentos clássicos, torná-los mais suportáveis e prevenir as recaídas.
Nestes casos, seio, pâncreas, próstata e outros tantos, o processo
proliferativo produz um tumor.
Nas: leucemias, no mal. de Vaquez, a proliferação: permanece
O modelo patológico desorganizada, anárquica. Só a disseminação se' faz, fregiientemente com
bastante rapidez. Me a Estates
De tudo o que acaba de ser dito, tira-se que quando da ocorrência, não Assim como definimos o processo sicótico pela equação: Inflama-
podemos oferecer um modelo patológico univoco tão preciso quanto o da ção — Corrimento > Proliferação. dêem-se conta das relações entre sicose e
doença por cancro para a lues ou o mal de ficus para a sicose. cancerinismo porque:
O processo canceroso se reveste de múltiplos aspectos. tumorais na
maioria das vezes. Mas temos igualmente toda a gama de cânceres Sicose = Inflamação — Corrimento — Proliferação .
sangiíneos, linfáticos. onde o tumor está ausente, mas a proliferação existe. Cancerinismo = Inflamação — Proliferação -> Disseminação
Se escolhermos como tipo descritivo o câncer do seio, um dos mais
fregiientes e conhecidos, podemos ter uma idéia de um esquema evolutivo
aplicável a todas as formas de câncer. É A sicose é um processo. proliferativo: tumoral não maligno, que. por isso
não se dissemina, O cancerinismo, este, dissemina. efetua metástase. Há nesta
De início, há uma inflamação. O seio mastósico, bastante hormonos- proliferação. uma nítida passagem entre sicose e cancerinismo.
sensível, rico em receptores. é um seio inflamatório de risco. É. aliás, 0
mesmo que um seio traumatizado quando de um acidente. Todo tecido, A sicose preparao leito para o câncer, o câncer é uma sicose que
sobretudo hipervascularizado, traumatizado de maneira repetitiva, comporta dissemina. o
umrisco de cancerização.
No seio de um tecido inflamatório, se desenvolve, em determinadas
circunstâncias, um tumor canceroso, portanto uma proliferação. Sua Etiologia
existência irá se revelar por todas estas microcalcificações de disposição
irregular visíveis 4 mamografia, testemunhando a inflamação prolongada.
São vistas múltiplas etiologias no processo canceroso. E o mesmo que
Emausência de todo tratamento específico, o que implica em umerro dizer que a questão está longe de ser resolvida. O câncer é uma doença sem
de diagnóstico ou a falta profissional, e infelizmente às vezes apesar deste dúvida pluricausal. Estas etiologias são:
tratamento o tumor cresce in situ e dissemina à distância. É o estágio das
a) A hereditariedade. Há, incontestavelmente, famílias com câncer. O
metástases,
seio oferece um exemplo disso. o cólon também: Pode-se igualmente achar
:

50 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
CLASSIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS DIÁTESES - 51

determinados tipos de câncer nos ascendentes e outros diferentes nos: Determinados tipos sensíveis serão mais frágeis em particular, O
descendentes. Os geneticistas falam em gene que favorece o câncer. carbônico gordo, aparentemente resistente, porém sicótico, O silícico magro,
b) À hipótese viral, Virus seriam os responsáveis por determinados esgotado, serão alvos ideais para a diátese cancerínica,
cânceres. -As Jeucemias -parecem-:ser de origem“viral::Determinados “vírus A “multiplicação “dos fatores “etiológicos -- “parecendo necessária “a
oncógenos. tais como, o papillovirus seriam co-fatores favorecendo o associação de muitos deles para o desencadeamento da doença - testemunho
desenvolvimento tumoral, da complexidade da diátese. Nenhuma doença é simples,-um câncer menos
ainda.
c) Traumatismos repetidos que levam a uma inflamação crônica dos
tecidos ricamente vascularizados. O papel ontógeno “do “toco” “dentário no
câncer da língua, o da irritação solar no epitelioma basocelular são bem
conhecidos. Domínio patológico

d) Tóxicos e determinados alimentos podem originar cânceres.


Conhece-se o papel do fumo no câncer do pulmão e da bexiga. O câncer do É vasto, pois abrange tudo o que alimenta uma síndrome inflamatória
cólon teria relação com uma alimentação muito rica em carne, fonte de acentuada de forma permanente e tudo o que gera uma baixa prolongada nas
ptomainas que irritam cronicamente a mucosa. O excesso de álcool favorece o defesas imunológicas.
câncer do esôfago. O chá consumido fervente é fator de câncer do estômago a) Em um planolesional. teremos:
no Japão. Ainda aí. a inflamação repetitiva, prolongada. é uma das razões.
- Evidentemente, todas as formas de câncer. lembrando que todo
e) A poluição atmosférica pode ser um motivo, O aumento da câncer é tratado pelos meios clássicos, mesmo se a homeopatia puder servir
radioatividade do ar ambiente. escandalosamente minorada pelos experts de apoio para o conforto e o terreno. O paliativo rápido é aqui indispensável.
oficiais. explica sem dúvida a extraordinária expansão do terrível melanoma, - Estados que estimamos ser de potencial canceroso. Em geral,
Desde Tchernobyl, observa-se uma curiosa multiplicação de nódulos estados de tipo bastante sicótico. tumores ainda benignos. mas inflamatórios,
tiroidianos, e lá no local, na Ucrânia, cânceres glandulares. fibroma hemorrágico. nódulos mamários, adenoma e prostatite, endurecimen-
tos ganglionares e glandulares, papilomas, entre outros.
f) O iatrógeno é, em nossa opinião, igualmente incriminável,
b) No plano funcional. iremos encontrar:
Toda estrogenoterapia prolongada comporta um risco provável de
câncer. A impregnação contraceptiva de toda uma população feminina jovem, - Perturbações que implicam em uma irritação repetitiva: leucoplasias
e a continuação de uma hormonoterapia substitutiva na mulher na menopausa. linguais, acidez digestiva severa, colites prolongadas, intensas, com diverticu-
parecem fazer com que pese sobre a população feminina um perigo
lose acentuada.
preocupante. Determinadas estatísticas parecem mostrar que a progesterona - Algias variadas. cuja existência testemunha sempre sofrimento
não tem mesmo efeito protetor. É claro. outras estatísticas, mais numerosas. profundo do órgão eferente. Uma fadiga profunda, espantosa. deve sempre ser
levada em consideração. Ela que despertará uma maior preocupação levando
provam o contrário. Mas em nome do “primum non nocere”, estimo que
o paciente a nos dizer: “Eu me sinto tão cansado que devo ter um câncer”.
deveriamos ser mais sensíveis as primeiras do que às outras. Aliás. o papel
“Eu tenho medo de estar com câncer”, Esta observação deve sempre ser
sicosante dos estrógenos e dos progestativos não pode senão confirmar nossos levada em consideração com a maior seriedade e não se achar sempre estar
temores, empresença de um hipocondriaco.
£g) Por fim, estresses psíquicos são às vezes a causa. Ainda se morre
de amor. Eujá assisti ao desenvolvimento de cânceres do útero, do seio, após
a perda do esposo querido. Uma grave alteração de situação. uma paralisação Evoluçãovital
no trabalho. uma aposentadoria, coincidirão às vezes com a explosão de uma
doença tumoral.
A curva de energia vital do indivíduo cancerínico diminui primeiro
leve. mas regularmente. como a de um sicótico - estamos no funcional -
52 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

depois cai brutal e tragicamente quando da-explosão dos fenômenos tumorais


e metastásicos - infelizmente, aí está o lesional,

E.V.

OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS

=
Y
A diátese é uma doença de tipo crônico. Como toda doença; ela. pede
então um tratamento determinado, portanto medicamentos. específicos,
selecionados de acordo como princípiodesemelhança.
Cada diátese tem sua sintomatologia. própria: que.-a-. define. Ela,
portanto, se beneficiará de medicamentos específicos colocados pela analogia
entre seu quadro patogenético e o quadro sintomático diatésico.
A semelhança é umprincípio considerado por Hahnemann como.de
qualidade universal. A semelhança se aplica, portanto, à doença crônica
diatésica, assim como à toda e qualquer doença.
A semelhança é o princípio de base de nosso diagnóstico do. ou dos
remédios diatésicos.
Evidentemente, o ou os remédios: diatésicos, será. ou serão,
portanto, aquele ou aqueles cujos sintomas experimentais patogênicos são
análogos aos que caracterizam a doença crônica.
Os sintomas diatésicos são em primeiro lugar os: que nos revelam
diretamente quando do exame, eliminando o acessório, o acidental; o
passageiro, características do agudo e do momentâneo.
Mas, para atingir a profundidade e a permanência do terreno, convém
igualmente levar em conta a anamnese do paciente.
Em nosso diagnóstico do ou .dos medicamentos diatésicos, devemos
sempre incluir as afecções anteriores pessoais marcantes. Da mesma forma,
as afecções marcantes encontradas nos pais, nos parentes.
Passado patológico pessoal e passado hereditário são, portanto, levados
emconta.

De fato, a semelhança diatésica é uma semelhançaampliada, dilatada


54 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS - 55

Seguramente ela integra o quadro sintomático atual que apresenta o


retomará Paschero, uma espécie de pecado original, uma maldição que atinge
doente. mas igualmente os sintomas. as doenças que marcaram o passado.
a humanidade desde a origem.
Determinada coriza crônica de corrimento amarelado, não irritante, Na ..prática. e dentro do espírito unicista, o -similimum do doente «é
agravado pelo calor, que melhora com tempo fresco. pede por analogia suficiente para curar o crônico assim como o agudo.
PULSATILLA. Mas a existência em nosso jovem paciente, de antecedentes de
rinofaringites repetidas. com bronquites, de um B.C.G. que não pôde ser
tomado a não ser com dificuldade. de um morfotipo fosfórico: de um acidente
tuberculoso visto na mãe, nos orienta sem dificuldade para um diagnóstico de OS GRANDES MEDICAMENTOSDIATÉSICOS
tuberculinismo. A semelhança diatésica engloba tudo isso.
Este diagnóstico irá implicar para nós na prescrição, além do Cada diátese está calcada em uma determinada doença cuja
similimum específico PULSATILLA, e de uma cuidadosa drenagem, de uma evolução espontânea: serve de- alguma forma, de modelo, permitindo
tuberculina como TUBERCULINUM, V.A.B. ou AVIAIRE. compreender a forma reativa que lhe é correspondente.
Estes nosódios tuberculínicos têm um efeito de patogenesias que A sicose tem como modelo a gonorréia condilomatosa; a lues, o mal de
coincidem com determinados sintomas, sobretudo etiológicos e funcionais. de cancro. ou dito de outra maneira, a sífilis; a psora,a ou as:sarnas; o
tuberculosce. base do tuberculinismo: tuberculinismo, a tuberculose; o cancerinismo, o câncer do seio;
A administração de uma tuberculina é indispensável para curar O “grande” remédio específico: de cada uma destas diáteses, não- pode
- completamente nosso paciente. e isso. apesar de que a semelhança em causa. ser, pelo fato da universalidade da lei dos semelhantes. a não-ser o que. se
seja mais etiológica que semiológica. revelar capaz de curar clinicamente a doença tipo da diátese. .
O tratamento diatésico implica em séries de remédios. de segiiências
“A
Teoricamente. não pode ser de outra forma. Um medicamento não -pode
medicamentosas que integram as diversas patologias descobertas quando da curar umdoente. a não ser que em umnível preciso, haja semelhança entre:os
anamnese. Eis aí uma das razões pela qual o unicismo é uma técnica sintomas patológicos e os que desencadeiam a administração ao homemsão.
dificilmente levada em consideração nos tratamentos diatésicos de fundo. A semelhança" patogenética deve. portanto: coincidir com a realidade
Sem. dúvida é igualmente uma das razões pelas quais os grandes clínica e curar.
unicistas. Kent ou Schmidt entre outros. quase não se dedicaramà questão das Em caso contrário. a lei dos semelhantes não seria universal, Haveria
doenças crônicas e das diáteses. outras possibilidades legitimas de tratamento. Isso; Hahnemann não pôde, e
O único unicista que foi eclipsado realmente pelo fato foi o próprio enquanto pai fundador. não deve admiti-lo.
Hahnemann. Mas muitos de seus discípulos mais próximos atacaram-no nesse . E evidente que no estágio atual de nossos conhecimentos. chegamos a
ponto, negaram-no. recusaram-se a segui-lo em nome do respeito à estrita uma conclusão ligeiramente divérsa. O princípio de: semelhança * não cura
semelhança. tudo. É
Kent. em suas conferências sobre homeopatia, fala das doenças Evidente. sem dúvida que é de essência universal. e se deve ao gênio
crônicas, mas sem daí tirar conclusões práticas precisas. Ele insiste mais sobre de Hahnemann tê-lo compreendido. A reação implicada em um organismo
seu aspecto moral. que sobre o contexto médico. À mesma coisa ocorreu pela administração do similimum aos problemas a tratar, é sempre positiva.
recentemente com Ortega. ou com nosso amigo Demangeat que, no entanto, Sempre acontece, se o similium for bem escolhido, algo que caminha no
empresta uma importância considerável ao “miasma” diatésico. sentido correto e coordena a melhora do estado do doente:
Para todos os autores de nível. a doença crônica é considerada mais de Um IPECA, um COCCULUSbem especificados melhoram sempre
maneira teórica do que médica. Ela é mais compreensão do destino do náuseas e vômitos. ACÔNITO ou BELLADONNA terão um efeito nitida-
indivíduo do que uma patologia real e nosográfica. Neste sentido. um homem mente curador em síndromes febris infecciosas agudas consecutivas a uma
como Kent irá longe, até a consideração religiosa. fazendo da psora. como o friagem. Mas esta atividade positiva do similimumnão irá se revelar no plano
56 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS - 57
Õ
clínico a não ser que o organismo tenha conservado possibilidades reativas
O mercúrio, com o correr dos séculos. desde a erupção na Renascença
corretas capazes não somente de atrair o processo de cura, mas também de
que chamávamos “o mal napolitano” e que outros chamavam “o mal francês”,
levá-lo a termo.
estava amplamente difundido para tratar o mal do cancro. Era aplicado em
Para que nossas dinamizações infinitesimais sejam eficazes. convém pomadas do famoso “ungiiento cinza”,
que o organismo tenha conservado uma nítida capacidade de reagir
Uma: historinha lembra que o féretro de Francisco [ oscilava sob .o peso
positivamente.
do mercúrio de que o defunto monarca estava impregnado, tanto dele havia se
As “forças naturais”, concebidas no sentido hipocrático do termo. servido para tratar a varíola que lhe tinha ofertado a Bela Ferreira.
devem ser capazes de responder ao impulso salvador da dinamização
Para Hahnemann, o mercúrio que curava a sífilis não podia fazê-lo a
homeopática bem indicada. De outra forma. aparentemente. nada ocorrerá.
não ser em nome da semelhança. Era necessário haver semelhança entre os
Não se vê nada.
sintomas desenvolvidos pela sífilis c os desenvolvidos pela administração
Compreende-se assimos limites de ação da homeopatia: deste mercúrio ao homem de boa saúde.
Evidentemente, o saber do médico homeopata e seu conhecimento de Porém a análise hahnemanniana vai mais além do que esta primeira
nossa Matéria Médica estão em teste. Ao médico incompetente. maus abordagem um pouco simplista. O que o mercúrio cura pela aplicação local
resultados. E uma verdade ridícula. em pomada. é antes de tudo o cancro. ou em umestágio mais avançado da
Mas há doenças em que as defesas do organismo estão eclipsadas, doença, as famosas “gomas”, ulcerações superficiais dos estágios: secundário
ultrapassadas. Elas implicam então no emprego de terapênticas clássicas. ot terciário, que é cvidente, não se observam mais emnossos dias.
rápida e eficazmente paliativas. O cancro se cura por meio deste mercúrio ponderável. e desta
Uma doença infecciosa, hiperfebril. prolongada, em um doente às cicatrização. e com a condição de que o tratamento mercurial seja feito na
vezes imunodeprimido, pede uma antibioterapia pesada. O tratamento das dose correta e seguido por muito tempo,a sífilis fica curada.
blenorragias, sífilis, tuberculoses. está codificado. Nada temos a conquistar. Caso contrário, a doença. segue seu curso. mas de maneiratorpe.
Quanto às diversas formas de cânceres. cirurgia, quimioterapia, radioterapia invisível.
ns
existem, que não podem ser afastadas e cujos protocolos devem ser
E esta caminhada discreta e prolongada. a partir do acidente inicial
respeitados. : curado, que irá dar a Hahnemanna idéia da existência de uma doença crônica
Isto dito, mesmo assim foi a universalidade da semelhança que evolutiva, subjacente às doenças agudas. que o indivíduo irá apresentar.
conduziu Hahnemann à identificacão dos remédios específicos de duas aparentemente curadas. o
grandes diáteses, a lues e a psora, porque desde sua época. conheciam-se os
Hahnemann escreveu: “Não se viu sempre. este cancro venéreo,
remédios, específicos porque eficazes, da sífilis e da sarna.
quando não curado pelo mercúrio. seu específico, engendrar todos os sintomas
Para a lues. o problema estavaclaro. Na época, o mercúrio era o único característicos de uma sífilis confirmada que continua implacavelmente: sua
remédio conhecido para a sífilis. Lembremos que, em nossos dias. se a evolução mórbida que piora a cada ano, provocando novos sintomas-cada-vez
penicilina representou uma revolução no tratamento da sífilis, foi preciso
mais perigosos, até a morte?”!, o
mesmo assimreintroduzir o mercúrio para obter uma “limpeza” definitiva.
À experimentação patogenética de MERCURIUS não produz nenhum
Hahnemann não ignorava as virtudes do mercúrio, pois antes de ser
cancro e com razão: uma patogenesia. por razões éticas. jamais alcança o
inventor da homeopatia, foi umsifiligrafo reconhecido na Europa inteira.
lesional. mas a toxicologia mcreurial também não. exceto a do cloreto de
Havia de fato descoberto e preparado um novo derivado mercurial ativo
mercúrio, o sublime corrosivo utilizado externamente. MERCURIUS SOLU-
contra a varíola. o nitrato básico de mercúrio. que conhecemos sob o nome de
BILIS não provoca nemcancro. nemulceração acentuada.
MERCURIUS SOLUBILIS. Este produto figura em todos os tratados de
venereologia do fim do século XVII e do início do século XIX sob o nome
de “Mercúrio solúvel de Hahnemann”.
IS. Hahnemama, Tratado das doenças crônicas, Ed. Maisomeuve, tradução Schmidt e
58 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS - 59

O mercúrio cura cancro. ulcerações. gomas. pápulas cutâneas da Note-se de passagem que a thuya contém uma essência rica em tuiona,
roséola sifilítica. pela ação direta treponemicida sobre o Treponema pallidum de propriedades euforizantes, e em dose forte, tóxicas. É um leve
que pulula emtodas estas lesões externas. estupefaciente. Talvez isto explique tudo!
E umaação primária. paliativa. não apelando a nenhuma semelhança.
Em todo caso, nosso jovem e estudioso eclesiasta constatou com
Os sintomas revelados pela experimentação patopenética do mercúrio, horror, ao final de algum tempo, o aparecimento de «um corrimento uretral
cobrem, cles próprios. toda a sintomatologia funcional que acompanha a esverdeado e de aspecto o mais sinistro. Não fez nenhuma analogia. com “sua
evolução de umasífilis não tratada. não suficientemente tratada. mania de mascar tuia.
Esta sintomatologia funcional precede e acompanha os acidentes Os pais o levaram a Halinemanan. Com sabedoria. o mestre fez a
agudos das fases secundária c terciária da doença. É ela que vai ser curada ligação, e após se certificar com um interrogatório cheio: de benevolência de
pelas nossas dinamizações de MERCURIUS. Assim se objetiva esta noção, que nosso aturdido jovem não tinha de forma alguma pecado contra a moral»
própria da homeopatia. do funcional que precede o lesional e de nossas estamos em fins do século XVIII numa rígida sociedade luterana - ele
possibilidades de ação preventiva. concluiu que era a-tuia que provocava o corrimento uretral.

A respeito disso MERCURIUS diluído e dinamizado não é o remédio A hipótese se afigurou correta, pois o corrimento parou espontanea-
da sífilis. Por outro lado. ele é um admirável remédio de base da lues. mente quando a tuia fói abandonada.

O raciocínio se aplica com nuances. ao enxofre e à psora, Mas a observação estava lá. Hahnemannfez então a experimentação
patogenésica da tuia. Ele retomou o corrimento. mas também verrugas,
A psora é a sarna. e a “sarna recolhida”. condilomas e, principalmente, todo um contexto de problemas funcionais que.
A sarna ou mais exatamente as sarnas. isto é. todas as afecções que se acompanhando ou precedendo o lesional; são bastante característicos da
desenvolvem sobre a pele. cram cuidadas desde a mais alta antiguidade por doença sicótica.
meio do enxofre. Era ministrado em ungiientos, em banhos, em loções. A O conjunto patogenésico de THUYA cobre de. forma tão estreita,
humanidade foi inundada de enxofre de tal forma, que somos. por via enriquecida e notavelmente ampla o quadro apresentado pelas afecções
hereditária, em grande número sensíveis a esta substância. condilomatosas, que é possível afirmar que -a sicose é THUYA, porque
Não é de admirar que a patogenesia de SULFUR revele. nos THUYA é a sicose,
experimentadores. que são em sua maioria tipos sensíveis. inúmeros sintomas A definição. do. remédio de base das duas últimas diáteses, o
cutâneos cujo mais comumé o prurido. tuberculinismo e o cancerinismo, é ao mesmo tempo bastante simples e
Mas ainda aí, a experimentação patogenética de SULFUR revela bastante complexa.
muitos outros sintomas além dos cutâneos. São sintomas funcionais de tipo Bastante simples, pois o remédio diatésico, aqui, não é mais o que iria
mental. digestivo. cardíaco, pinecológico. Eles coincidem com aqueles curar a afecção típica da-diátese como o era MERCURIUS para a lues e
coligidos pacientemente por Hahnemann em sua descrição do estado psórico, SULFUR para a psora. Não ocorre com THUYA aquilo cuja experimentação
sobretudo no cstágio da psora latente e quando estourada. patogenésica reproduzia. a doença emseus detalhes. na ocorrência de sicose.
E assim que por analogia. SULFUR é o “grande” remédio da psora. De fato. o remédio diatésico está simplesmente na patogenesia do qual
Tudo o que é a psora se encontra em sua patogenesia. se encontra um máximo de signos que evocam os sintomas da doença
diatésica. Aqui estamos mais próximos de uma semelhança clássica.
Para comasicose o problema é diferente. Quem não conhece a história
aflitiva do jovem seminarista garimpando sua teologia nos Jardins de seus E assim que PHOSPHORUS será o remédio do tuberculinismo. Elé o
pais. próximo a uma cerca viva de tuia! Ele tinha o curioso e irritante será. porque em sua patogencsia, um determinado número de signos
costume de mastigar alguns de seus ramos ao estudar os textos sem dúvida desenvolvidos no aparelho respiratório, mas também dos aparelhos nervoso e
bastante ingratos. digestivo, coincidem com sintomas maiores: observados quando da tubercu-
lose.
60 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS - 61

É assim igualmente que. para o cancerinismo. iremos reter como re- O remédio mineral age sobre receptores do tipo cortical e diencefalo-
médio de base CONIUM MACULATUM. De fato. a cicuta, apresenta em sua visceral. O remédio vegetal põe em operação receptores tissulares periféricos
patogenesia signos análogos aos que observamos na evolução do câncer do com vistas ao emunctorial.
Seio. tipica da afecção -diatésica cancerínica. A ação -proliferativa :e :endure-
Os dois são necessários, mas atribuímos uma grande importância ao
cedora de CONTUM.se exerce. aliás. não somente na glândula mamária, mas
vegetal. As plantas são admiráveis laboratórios alquímicos naturais que
igualmente na próstata e no útero, no testículo e também na pele.
funcionam diretamente à luz solar. Encerram em si mesmas as possibilidades
Mas o problema é igualmente mais complexo. de prevenir a lesão e coordenar a reação salvadora vital.
De fato. remédios como MERCURIUS. SULFUR. THUYA encobrem Porém, minerais, vegetais ou animais. os remédios das séries diatésicas
bastante a diátese à qual estão ligados. Eles encerram verdadeiramente emsi sempre serão de significado.
mesmos, o gênio da diátese, tanto em termos orgânico lesional quanto
Determiná-los-cmos e defini-los-cmos como sendo aqueles cuja pato-
funcional e mental.
logia encerra os sintomas maiores análogos à diátese a tratar.
Por outro lado. PHOSPHORUS e CONIUM são remédios cuja
semelhança diatésica que melhor se encaixa. não é tão ampla. Eles não
encerram toda a essência diatésica e terão seguramente uma ação menos
profunda e deverão ser sustentados por outros que pertencem às séries E A série sicótica
diatésicas que iremos definir.
PHOSPHORUS não cobre, portanto, todo. o tuberculinismo nem Emtorno de THUYA,definiremos:
CONIUM todo o cancerinismo. enquanto que com SULFUR, MERCURIUS,
a) Remédios minerais
THUYA pode-se ter como meta curar toda a diátese.
- NITRICUM ACIDUM: outrora utilizado local e ponderalmente para
destruir as verrugas.
Remédios de base diatésicos
- NATRUM SULFURICUM: o grande hidrogenóide bastante agravado
pela umidade.
Sicose THUYA
- CAUSTICUM: espírito acre dos álcalis”, etapa: da - obtenção
Lues MERCURIUS
alquímica do ouro potável: “a sicose seca”.
Psora SULFUR
- CORTISONA: remédio muito fiel experimentado por Templeton e
Tuberculinismo PHOSPHORUS
retomado por Julian,
Cancerinismo CONIUM
- SELENIUM: “o sicótico vascular senescente”.
- SILICEA: remédio interdiatésico. a constituição silícica.
CALCAREA CARBONICA: a constituição carbônica favorece o
AS SÉRIES DIATÉSICAS
desenvolvimento do processo sicótico.
b) Remédios vegetais º
Defato, cada diátese pede, para umtratamento simples, rápido, eficaz.
- STAPHYSAGRIA: bastante importante.
muitos remédios. Eles irão completar em profundidade. a ação do remédio de
base. - DULCAMARA: é para o frio úmido o que ACONIT é para o frio
seco,
Iremos distinguir os remédios minerais cuja ação é mais duradoura,
porém mais lenta, e os remédios vegetais e animais cuja ação está mais à - SABINA: a sicose genital feminina. eficaz nas menometrorragias.
superficie, porém mais rápida. - SARSAPARILLA: a sicose urinária.
,
62 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS. OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS- 63
'

c) Os nosódios bioterápicos - Substâncias capazes de provocar ulcerações, lesão inicial da lues:

- MEDORRHINUM: pus de blenorragia, essencialmente. KALIUM BICHROMICUM. SULFURICUM ACIDUM. NITRE


CUM ACIDUM (lues e sicose). MURIATICUM ACIDUM,
- VACCINOTOXINUM: vacina antivariólica, sendo. as vacinações LACHESIS e venchos como VIPERA, NAJA, CROTÁLUS,
fontes de sicose.
- Remédios de constituição fluórica: .FLUORICUM. ACIDUM, CAL-
- Isoterápicos de diversas vacinas;
CAREA FLUORICA, LAPIS ALBUS.
- GONOTOXINUM: soro antigonocóccico
"b) Remédios vegetais
-D.TTA.B.
São menos numerosos e. aqui: menos importantes que os remédios
- CHLAMYDIA: útil em um bom número de D.S.T. sicóticos. minerais,
d) Pequenos remédios de açãotissular - PHYTOLACCA: o “mercúrio vegetal”.
- CHIMAPHILA: descongestionante da próstata. - ASA FCETIDA. MEZEREUM, RUTA. STILLINGIA, SARSAPA-
- SABAL SERRULATA: igualmente descongestionante. RILLA (lues e sicose).

- FRAXINUS AMERICANA: os fibromas. e) Pequenos remédios de ação tissular

- CHELIDONIUM: verrugas, figado. vesícula biliar. - IRIS e ROBINIA: queimaduras digestivas.

- TEUCRIUM MARUM: pólipos da bexiga. - HEKLA LAVA: as exostoses ósscas.e sobretudo esporão do calcâneo.

- BADIAGA: celulite, - BISMUTHUM: remédio do estômago.

- AGNUS CASTUS: insuficiência sexual. - BORAX: remédio de afta.

- ULMARIA: reumatismos, - HURA BRAZILIENSIS: remédio da retocolite hemorrágica.


d).Os nosódios bioterápicos
- LUESINUM. exsudato de cancro sifilítico essencialmente colhido
EH A série luética antes do tratamento. mas também: -
- STREPTOCOCCINUM: o cstreptococo que é luesígeno.
- DIPHTEROTOXINUM: anatoxina diftérica.
“Emtorno de MERCURIUS VIVUS ou SOLUBILIS .- suas patogenesias
são análogas - encontraremos: - DIPHTERICUM: soro antidiftérico. pelo fato da afinidade lues-
garganta. -
a) Remédios minerais
- Numerosos sais de mercúrio: MERCURIUS CORROSIVUS. MER-
CURIUS DULCIS. MERCURIUS CYANATUS,
A série psórica
MERCURIUS BI-IODATUS: angina esquerda.
MERCURIUS PROTO-IODATUS: angina direita.
Ao lado de SULFUR. o grande remédio da psora estênica que sempre
- Numerosos metais utilizados outrora no tratamento da sífilis:
tem muito calor. PSORINUM deve figurar em destaque. Preparado a partir do
AURUM METALLICUM e ARGENTUM NITRICUM. impor-
líquido contido em vesículas de sarna parasitária, este nosódio bioterápico é o
tantíssimos. PLATINA. PALLADIUM. PLUMBUM, KALIUM TO-
remédio de uma psora descompensada, astênica. fatigada e sobretudo muito
DATUM. CINNABARIS, BARYTA CARBONICA: o luético
sensível ao frio.
hipertenso. escleroso. irritante.
64 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS - 65

Os remédios de psora são particularmente numerosos, pois a psora, nos


- BERBERIS, SOLIDAGO: estimulante dos rins.
diz Hahnemann, é uma “hidra de mil cabeças” c nunca teremos espadas
- VIOLA TRICOLOR, SAPONARIA, FUMARIA, LAPPA: drenam o
suficientes para decapitar a todas.
cutâneo.
Citaremos entre outros:
- BENZOICUM ACIDUM: hiperuricemia, com COLCHICUM e
a) Remédios minerais
LEDUM,
Com SULFUR:
- ARALIA: rinite se alternando com asma.
- ANTIMONIUM CRUDUM, primeira etapa para a descompensação,
e) Nosódios bioterápicos ao lado de PSORINUM
ANTIMONIUM TARTARICUM.
- PENICILLIUM NOTATUM, MONILIA (CANDIDA) ALBICANS,
- GRAPHITES, HEPAR SULFUR, PETROLEUM, TRICHOPHYTON e muitos agentes micóticos patógenos estudados
- SILICEA (interdiatésico). no quadro da micromicoterapia!.
- ARSENICUM, ALUMINA, - DERMATOPHAGOIDES FARINAE e PTERONYSSIMUS. Estes
- NATRUM MURIATICUM idoso. dois acarianos microscópicos são responsáveis por um bom número
de alergias psóricas e desempenham um papel essencial no
- CALCAREA CARBONICA, remédio constitucional, CALCAREA
tratamento de fundo da psora:
SULFURICA.
- COLIBACILLINUM, PROTEUS, PARA B: na medida em que são
b) Remédios vegetais
fonte de infecções intestinais, sustentados por EBERTHINUM. O
Os dois grandes hepatorrenais: LYCOPODIUM e NUX VOMICA, colibacilo intestinal é psórico. Em sua: localização urinária se
- ACONTT: nosso antiinflamatório de destaque. acompanhando bem determinao tuberculinismo.
SULFUR. - STAPHYLOCOCCINUM: ponto de partida de afecções cutâneas.
- BELLADONNA, segundo anfiinflainatório indicado com CAL-
CAREA CARBONICA,
- AESCULUS. ALOE: ativos sobre o emunctório intestinal e as A série tuberculínica
hemorróidas.
- CISTUS, o dreno de PSORINUM: ele também temfrio sempre,
a) Remédios minerais
- CARBO VEGETABILIS: remédio “terminal”, o “grande. refrescante”.
Entre os mais importantes, notaremos:
- COCCULUS: vertiginoso e nauseoso.
- PHOSPHORUS,sem dúvida alguma.
c) Um remédio animal
- Mas igualmente NATRUM MURIATICUM que, novo, é tuber-
- SEPIA: âncora de fluxo e refluxo, a menopausatriste e com ptose, culínico, velho, psórico.
intermediária entre tuberculínico e psórico, mas também um remédio
- TODUM.
menor:
- ARSENICUM: a mesma observação que para NATRUM MURIATI-
- AMBREA GRISEA: bastante impressionável, chorando semcessar.
CUM.
d) Remédios complementares
- SULFURICUM IODATUM: o SULFUR atenuado, porque iodado,
- CHELIDONIUM: drena LYCOPODIUM. mas tambémsicótico em do tuberculínico. E depois:
relação a verrugas.
- CARDUUS: drena SEPIA,
Idpresentação e clínica de micromicoterapia dinamizada, H. Lemout e M. Tétau,
66 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
OS MEDICAMENTOS DIATÉSICOS - 67

- Remédios de radical PHOSPHORICUM: KALIUM PHOSPHORI- a) Remédios minerais


CUM. MAGNESIA PHOSPHORICA, PHOSPHORICUM ACIDUM,
FERRUM - PHOSPHORICUM, e o remédio constitucional: CAL- - RADIUM BROMATUM
CAREA PHOSPHORICA. --SULFURICUM -ACIDUM:KREOSOTUM
- Remédios de. radical MURIATICUM: KALIUM MURIATICUM, - Um remédio constitucional: SILICEA, interdiatésico.
MAGNESIA MURIATICA. AMMONIUM MURIATICUM, b) Emunorreguladores
b) Remédios vegetais - D.N.A.. RNA.
- PULSATILLA principalmente. c) Remédios vegetais
- Mas também: BRYONIA. RHUS TOXICODENDRON, IGNATIA Principalmente:
DROSERA.
- CONIUM e THUYA,da articulação sicose-cancerinismo.
c) Remédios animais
- HIDRASTIS.
- SEPIA: ainda aí. tuberculínico jovem, psórico a partir da menopausa.
- CONDURANGO.
. APIS, a abelha.
d) Remédios auxiliares de trofismo tissular
- SPONGIA. a esponja do mar.
- Seios: ASTERIAS RUBENS. PHYTOLACCA.
d) Remédios auxiliares
- Pele: SEDUM ACRE, SEMPERVIRUM TECTORUM.
- ABROTANUM, o descarnado.
- Estômago: ORNITHOGALUM.,
- ARUM TRIPHYLLUM.,
- Fígado: CHELIDONIUM, CARDUUS MARIANUS,
- CRATAEGUS.
- Baço, pâncreas; CEANOTHUS.
- FORMICA RUFA,
- Útero: CINNAMOMUM, THLASPI.
- - [PECA. SAMBUCUS.
- Cólon: ASCLEPIAS,
e) Os nosódios bioterápicos
- Reto: HURA BRAZILIENSIS.
- TUBERCULINUM ou T.K.: a antiga tuberculina de Koch.
- Bexiga: ANILINUM,
- TUBERCULINUM RESIDUUM ou T.R.
e) Nosódios bioterápicos
- AVIARIA: tuberculina das aves.
- CARCINOSINUM,estudado pelo dr, Foubister, de Londres, mas que
- VAB.: B.€.G, diluído e dinamizado,
não foi autorizado na França.
- COLIBACILLINUM e SERUM ANTECOLIBACILLINUM para as
relações entre tuberculinismo e colibacilose recidivante.
- THYMULINA: excelente imunoestimulante do terreno tuberculínico.

À série cancerínica

De recente individualização. ela foi menos aprofundada que as outras


MODALIDADES PRÁTICASDO
TRATAMENTODOS ESTADOS
JIATÉSICOS

Nossa análise diatésica deve desembocar em regras terapêuticas


precisas e simples, = m

£
A homeopatia é sem dúvida um conjunto doutrinal, um meio “de
compreender a doença. o destino patológico do indivíduo.Mas ela é
igualmente uma técnica de tratamento visando antes de tudo; aliviar
rapidamente o paciente dos desconfortos de que se queixa. e curá-lo É esse
ponto que interessa de forma legitima em primeiro lugar nossos: pacientes,
pois eles ignoram a importância e o papel da ou das diáteses de. que são
vetores.

wo
E claro que na maioria dos casos, iremos tratar organismos marcados
por várias diáteses. “ :
A diátese no estado “puro” ou quase puro existe. Mas ela corresponde
a casos patológicos: bem determinados, relacionados. principalmente: à
medicina pediátrica. Docentes
Cada qual dentre nós é uma mistura, um complexo de várias diáteses.
Algumas podem aparentemente dominar, mas outras são sempre subjacentes.
Somos todos polidiatésicos. A evolução multimilenar da- espécie: humana
assim o quer.
O que nos importa. então, é definir técnicas: precisas: capazes
de desembaraçar todos estes emaranhados diatésicos e livrar o organis-
mo de todos estes complexos diatésicos mantendo sua patologia de forma
crônica.
Para o jovem principiante em homeopatia. o problema parece dificil.
Na realidade. não o é. É suficiente. para nos guiar. ter à mão dados simples.
de bomsenso, que podem se exprimir em umprincípio claro e fundamental: a
lei de ação cronológica inversa.
70 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS TRATAMENTO DOS ESTADOS DIATÉSICOS - 71

LEIDE AÇÃO CRONOLÓGICAINVERSA específico. do banal, e os que revelam especificamente o crônico diatésico.
Iremos aí acrescentar. para os últimos, os sintomas provindos da anamnese e
Uma comparação topográfica irá facilitar nossa compreensão do
dos antecedentes hereditários. já o dissemos.
fenômeno. O registro dos sintomas diatésicos nos permitirá encontrar a ordem
Definimos o terreno do paciente como sendo o conjunto das reações cronológica do aparecimento das diáteses.
de seu organismo, do somático ao psíquico, orientando existência e E útil notar que, na maioria das vezes. a sintomatologia mais
patologia. aparente assinala à diátese mais recente.
O terreno assim compreendido não tem realidade anatômica precisa. A primeira diátese coincide fregientemente com o motivo da consulta.
Isso não é uma concepção estática. tópica. localizável. É uma abordagem O aparecimento de verrugas. na planta dos pés do jovem nadador
dinâmica, perceptível em sua duração. contaminado na piscina. traduz a sicose. recente.
Seu substrato é o conjunto das “forças naturais” intrínsecas que Às anginas repetidas, as aftas recidivantes. exprimem uma lues em vias
governam nossa própria existência. Em termos mais modernos, nosso sistema de evoltição.
imunológico é seguramente seu substrato principal.
Uma sucessão de bronquites. crises espasmódicas de coriza em um
Ora. esqueçamos por um momento esta concepção dinâmica do terreno adolescente, farão pensar em tuberculinismo.
para reter somente a comparação topográfica que implica sua denominação.
Finalmente, a multiplicação de acidentes alérgicos, “ um eczema
Consideraremos então, que este terreno, específica a cada um. é
florescente, irão nos conduzir à compreensão de que o “miasma” psórico não
formado por estratos sucessivos. cada estrato representando uma diátese
está' longe. os
diferente. A ordem na qual estão dispostos estes estratos, constitui-se no
original de cada um. A partir destes sintomas dominantes. iremos escolher nossos remédios
diatésicos de fundo. que nos permitirão. tratar e eliminaro- primeiro.estrato
O estrato superficial corresponde à diátese de aquisição mais recente: o diatésico,
estrato mais profundo. à diátese mais antiga. À cronologia diatésica
caminhará. portanto. da superfície para a mais recente. ao profundo para a Esta primeira diátese assim cuidada; veremos o surgimento -de novos
sintomas que traduzem a emergência. para a superfície. de uma outra dliátese
mais antiga.
subjacente. portanto mais antiga.
Se desenharmos uma pirâmide. iremos notar que a base, o pedestal, é
marcado pela diátese mais velha, resultando do código genético ou dos Ainda aí. e de novo. uma semelhança bem analisada nos. irá conduzir
primeiros acidentes da existência. Na ponta, a parte emergente do iceberg. ao diagnóstico medicamentoso capaz de eliminar a segunda diátese.
aquela cujos sintomas diatésicos são tais que se reconhecem à primeira E então que irão aparecer talvez os sinais de umaterceira diátese a ser
abordagem. figura a diátese de aquisição mais recente. tratada por sua vez,
Nossa primeiralei de tratamento dos estados diatésicos será: E assim por diante, pois estes estratos diatésicos ainda mais
“As diáteses devem ser tratadas sucessivamente na ordem profundamente arraigados poderão se revelar no momento: certo. .
cronológica inversa a seu aparecimento, indo da mais recente para a mais Uma sicose muito antiga irá se revelar pelo 'aparecimento intempestivo
antiga”, de umcorrimento uretral, rememorandoa este velho paciente uma blenorragia
E a isso que chamamosalei de ação cronológica inversa. de sua juventude. totalmente oculta, O retorno de um eczema pruriginoso
lembrará de forma inoportuna o belo bebê atópico que ele foi.
Na seleção de nossos tratamentos. a semelhança permanece sempre
como a chave da abóbada. Vimos mesmo surgir em um homem de 70 anos, entretanto muito
acertadamente tratado pela homeopatia. estigmas serológicos de uma sífilis
É. lógico, portanto que tomemos conhecimento dos sintomas notados contraída aos 17 anos, cuidada energicamente pelos métodos clássicos “e
quando da observação do doente, distinguindo o relevante do agudo. do
desaparecida, O ressurgimento de um: TPHA com VDRL negativo, de um
72 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
TRATAMENTO DOS ESTADOS DIATÉSICOS - 73

Nelson a 20% testemunham que tudo que passou deixa marca. LUESINUM O doente é visto novamente um mês mais tarde. A eclosão eczematosa
intervém eficazmente, desapareceu em uma semana e não mais voltou,
O tempo imprime-nos inexoravelmente, sintomas diatésicos dig- O novo tratamento para uma duração de 2 meses constituir-se-á de:
nos de uma música de Mahler. Somos presa de múltiplos complexos - Sempre uma drenagem com 100 golas:
diatésicos. e de manhã: ROSMARINUS Bg mac 1 D
e à noite: RIBES Bg mac 1 D
— Voltando à parte prática, tomemos o caso de um doente com uns cinquenta - E uma série de remédios de fundo, sempre selecionados pela semelhança
anos, vindo consultar em urgência, por uma crise de eczema gorduroso pruriginoso - sintomática diatésica, Serão praticamente os mesmos medicamentos au-
doença aguda - traduzindo de fato a exacerbação de um eczema superado, que após mentando-se a dinamização. Acrescentei ALUMINA escolhido a partir da
muitos anos surge e desaparece - doença crônica. grande securã da pele, um determinado grau de abulia, o medo do sangue,
assim como um remédio constitucional, CALCAREA CARBONICA, do qual o
O eczema se situa no antebraço, nas pernas, no escroto.
paciente atualmente não tem a tipologia, mas o emagrecimento recente.
O doente está magro, ansioso, agitado, friorento. Ele. se considera como um
A sequência será, portanto, a cada 10 dias; uma dose:
grande alérgico. Ele sofreu uma dessensibilização com intenção específica, por
alergólogo patenteado, por 4 anos, sem resultado evidente, - LYCOPODIUM, 12 CH
Para nós, toda afecção cutânea que evolui em longo prazo é sinal de psora, a - ALUMINA, 12 CH
“hidra das mil cabeças" segundo a terminologia pomposa de Hahnemamn. Esta psora - PSORINUM, 1 CH
frequentemente usa a máscara da alergia. Mas a psora não se reduz à alergia, ela a
sobrepuja. - LYGOPODIUM,15 CH“
Meu tratamento de primeiros cuidados irá comportar remédios de drenagem e de - ARSENICUM, 15 CH
ação específica, destinados a aliviar muito rapidamente o paciente cicatrizando o - CALCAREACARBONICA, 15 CH
eczema. Já comportará meus primeiros homeopsóricos para iniciar o tratamento desta
psora fulgurantemente “estourada" a partir do profundo. Este tratamento será repetido duas vezes, enquanto a pele não tiver retomado
um aspecto normal, isto é, aproximadamente 4 meses.
Prescreveria então:
Após tomar a segunda dose de CALCAREA CARBONICA, noto o surgimento de
- À título de drenagem, 100 gotas: novos sintomas bastante interessantes. Primeiro o paciente recupera peso, 2 a 3 quilos,
e de manhã: RIBES Bg mac 1 D 1. sem nenhuma mudança do regime alimentar. Fenômeno mais curioso, múltiplas
manchas cor de rubi, pequenos moluscos, algumas . verrugas: se - desenvolvem nos
º à noite: ULMUS Bg mac 1 D
dedos. .
- À título de remédios sintomáticos, 3 glóbulos;
Ele se lembra então de ter apresentado essas mesmas verrugas anteriormente
e de manhã — CROTON4 CH quando tinha 20 anos. Ele se recorda igualmente - que boa memória! - que foi após a
destruição das verrugas que o primeiro eczema surgiu. O tratamento consistiu então em
no dia seguinte MEZEREUM4 CH
tópicos de cortisona.
* à noite — um dia RHUS VERNIX4 CH
Afincontestavelmente, reconhecemostoda a sicose.
no dia seguinte HISTAMINA4 CH
Fiz então agir meus grandes homeossicóticos: CORTISONA, bem indicado aqui
Finalmente, a título dos primeiros homeopsóricos, tomar uma dose a cada 10 para a noção etiológica medicamentosa, STAPHYSAGRIA, CAUSTICUM e, sobretudo
dias: THUYA. Verrugas e moluscos são eliminados em 3 meses.
LYCOPODIUM9 CH O desencadeamento de uma rinite catarral que obriga a cada manhã raspar
ARSENICUMS CH prolongadamente a garganta, uma angina com amigdalite, problemas dentários que
traduzem a emergência de um estrato luético, Ele irá necessitar de. BELLADONNA,
e PSORINUMS CH
ARGENTUM, MERCURIUS e LUESINUM.
selecionados pela semelhança dos sintomas de profundidade.
Pensamos estar tudo trangúilo e gerar devagarinho a reserva de saúde deste
simpático paciente, quando, algumas semanas mais tarde, explode toda uma série de
bizarras alergias. Estas serão o prurido cutâneo, a coriza espasmódica, uma leve
'RIBES Mg mac ID e ULMUS Bg mac ID pertencem à gemoterapia, ramo da dispnéia asmatiforme.
LonrnciamAlio esnrntal
74 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS TRATAMENTO DOS ESTADOS DIATÉSICOS - 75

De fato, aí encontramos um núcleo psórico bastante profundo, arcaico, que


lei que se pretenda universal que não tenha limites. até mesmo a lei da
corresponde a uma patologia desenvolvida desde a primeira infância.
semelhança.
Temos então aí, no paciente, dois estratos psóricos; um de aquisição recente,
o outro muito antigo, de codificação genética, separada pelos estratos sicótico e luético. Estas exceções são em nímero de duas:
A prescrição de nossos homeopsóricos resolve o problema.
Mas, enquanto a primeira psora girava em tomo de ARSENICUM, PSORINUM, a
segunda foi eliminada por ANTIMONIUM CRUDUM e nosso magnífico SULFUR,
As diáteses no estado “puro”
A sequência diatésica deste paciente pode ser assim sistematizada, com a
prescrição dos grandes remédios de fundo:
Somos todos “polidiatésicos”, Mas há casos em que encontramos
indivíduos que são aparentemente “monodiatésicos”.
Eles realmente podem ter somente uma impregnação diatésica. Pode
Psora recente Sicose Lues Psora arcaica
ser igualmente que a marca diatésica seja de tal intensidade que ocupc todo o
terreno. obscurecendo com sua dinâmica cnergética qualquer ontra. diátese.
Há. portanto, diátescs .puras.ou “quase” puras.
A questão é mais fregiente do que se pensa se nos: voltarmos à
pediatria e sc considerarmos o lactente ou a criança pequena."
PSORINUM THUYA MERCURIUS SULFUR O lactente ou a criança pequena eczematosos, por exemplo, atópicos,
são um psórico no estado puro. Não se justificam a não ser nossos grandes
- homeopsóricos. entre outros, a tríade: GRAPHITES, CALCAREA CARBO-
Desde então, nosso paciente está em excelente estado. Pele, pulmões, fígado
NICA. SULFUR.
funcionam bem. Frio, tristeza, cansaço melhoraram.
O menininho queixoso do tórax magro, contrastando .com-uma cabeça
muito grande, de traços envelhecidos. de dentes mal implantados. cariados.
A segiiência dialésica e medicamentosa aqui descrita é reencontrada
gânglios hipertrofiados. agitado. instável, está. seguramente a, caminho de um
com freqiiência.
luético puro. MERCURIUS. LUESINUM ser-lhe-ão particularmente benéfi-
Outras segiiências podem ocorrer. cos.
Nada há de mais simples. E, sobretudo. portanto, nos primeiros tempos de vida que se-encontram
Mas. em todos os casos. esta lei de ação cronológica inversa. confirma as diáteses em estado puro. Elas são fruto da hereditariedade. -:
a famosa lei de Hering que cnuncia que a cura progride sempre do mais Com o passar da existência, numerosos fatores virão modificar a
recente para o mais antigo. Ver surgir males antigos durante o tratamento
empreitada inicial. Penso. particularmente. no papel sicosante das vacinações
homeopático é sempre benéfico.
na criança sensível,
Detectar diáteses no estado puro com fregiiência em tenra idade, não
quer dizer que todas as crianças sejam monodiatésicas. A hereditariedade
AS EXCEÇÕESÀ LEI DE AÇÃO CRONOLÓGICA INVERSA fornecc às vezes desde o início da vida, misturas: diatésicas: bastante
complexas.

A regra do tratamento diatésico pela ordem cronológica inversa Isso não significa de maneira nenhuma que não encontramos diáteses
evidentemente sofre exceções. Na medicina tal como a concebemos, não há puras a não ser na criança.
76 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
TRATAMENTO DOS ESTADOS DIATÉSICOS . 77

Estes velhos fixaram nesta última fase, de alguma forma, uma diátese é aí evidente. A escola ortodoxa. após ter negado por muito tempo. o.fato que
que eliminoutodas as outras. Levada pelas forças naturais, esta diátese última afirmamos. começa a reconhecê-lo, mas somente para determinados tipos de
do indivíduo. lhe assegura umalongevidade pacífica. câncer, tais como, do seio € do cólon. Fala-se em genes que predispõem ao
E emgeral a psora que está em cheque, e assinala a volta da psora câncer.
inicial, mais antiga. Nossa concepção do «cancerinismo “é maior. Todo câncer de um
Conhecemos todos os velhos do tipo LYCOPODIUM, NATRUM ascendente direto. implica em umrisco para o descendente.
MURIATICUM, soberbos em sua saúde e resistência. pois uma psora bem
O terreno cancerínico diagnosticado, é preciso que se comece o mais
compensada se conserva. ARSENICUM. outro psórico. já está bem mais
cedo possível o tratamento específico. Isso será colocado sem apressar o
descompensado.
paciente, o que seria bastante contrário à meta pretendida.
Será necessário tratá-los com prudência, através de seu único remédio
A palavra cancerinismo não deve ser pronunciada sem uma explicação
de fundo prescrito em altas dinamizações. O unicismo aqui é a regra. prolongada, profunda. Tem uma grande carga de angústia. O câncer ainda
A sicose, em geral: a sicose seca, pode voltar. CAUSTICUM é um evoca .a peste. Mas a evidência clínica se impõe. '
excelente remédio da velhice prolongada.
A lues é menos favorável por suas consegitências vasculares cerebrais. — Eis uma paciente de 42 anos. A mãe morreu de:câncer-no seio aos 60 anos, e
AURUM principalmente BARYTA CARBONICA; BARYTA IODATA,são guaimente uma irmã aos .50. Ela mesma tem seios mastósicos, inflamáveis, doloridos a
remédios onde a esclerose psíquica segue de perto a esclerose tissular, cada ciclo
chá; Esta mulher é tipicamente cancerínica e todos vocês têm tais casos nos
icl ários,
Tomando uma pílula contraceptiva desde o surgimento de seu| Segundo filho,ela
As diáteses de urgência desenvolveu uma: sicose que se. traduziu: em uns bons quilos em volta das nádegas e
das coxas.-|sso ocorrendo, é preocupante,pois a sicose é, às vezes, uma etapa para o
cancerinismo.
“Outra exceção à regra de ação cronológica inversa: as: urgências í

Omotivo de sua:.consulta.se afastou completamente de. tudo: de que. se tinha


diatésicas. idéia. De fato, hoje volta para consultar acerca. de um eczema recidivante nas mãos, que
Pode parecer paradoxal falar em urgência no dominio da doença a incomoda muito. A queixa é da má circulação nas pernas marcadas por varizes.
crônica. Por definição, o crônico é o domínio do lento. do repetitivo, do
permanente.
E freqiiente-o;caso das pessoas que correndo um grandeperigo: aqui o
Mas há casos onde o perigo de impregnação “miasmática” é tal que câncer. vêm inocentemente. para solucionar os problemas que os preocupam,
seja preciso tratar rapidamente. Senão, o desequilíbrio da força vital colocará de fato, porém menores. no io
realmente a vida do indivíduo em perigo.
Nesses casos. a homeopatia e nossa análise diatésica vão plenamente
A diátese cancerínica é destas. desempenhar seu duplo papel, preventivo e curativo. Aqui: iremos tratar o
Para nós, o cancerinismo é uma realidade a se levar em conta muito eczema agudo e sua psora subjacente, àssim como as varizes luéticas.
cedo. Há de fato. pacientes cujo terreno predispõe incontestavelmente a um o Mas ao mesmo tempo, iremosencaixar tratamento homeocancerínico.
câncer. O prognóstico vital está em cheque. Existe urgência. Iremos procurar comcuidado os sinais que pedem remédios
O câncer irá resultar de fatores adquiridos, exógenos. favorecendo o dessa diátese: por exemplo, CONTUM. IODUM, PHYTOLACCA, DNA.
desenvolvimento do tumor maligno em umterreno predisposto. R.N.A.. CARSINOSINUM.
Tratar-se-á principalmente de fatores inatos. hereditários, simples de se E no caso em que a diátese perigosa esteja profundamente arraigada na
trazer à luz por meio de interrogatórios tratando dos antecedentes familiares. herança genética. devemos. prosseguir por muito tempo estes tratamentos
Estas familias com câncer são bem conhecidas, O papel de umfator genético cancerínicos, talvez durante-a vida toda,
78 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS TRATAMENTO DOS ESTADOS DIATÉSICOS - 79

AS REGRAS POSOLÓGICAS Para tomar consciência de meu fracasso e modificar minha prescrição,
devo rever meu doente rapidamente, alguns dias apenas após esta primeira
prescrição, senão. irei perdê-lo. Aliás, era assim que Hahnemann procedia,
Chegados «a «este «estágio de nossa reflexão, “é “bom «que “se pergunte
acerca das técnicas farmacológicas a serem empregadas. fosse em Kôthen ou emParis. O mestre era unicista em curto prazo, pluralista
em longo prazo,
Resumindo, quais os remédios que iremos prescrever, como prescrevê-
los, e em qual dinamização. Ela jamais hesitava em mudar rapidamente sua prescrição se o
resultado não lhe conviesse, mantendo-a e sabendo aguardar sem a reformular
se a melhora se esboçasse. Ele via com facilidade seus doentes todos os dias
ou a cada 2 dias.
Pluralismo e unicismo
Ora, hoje em dia, os contratempos sociais fazem com que não
possamos rever nossos pacientes com tanta frequência. A periodicidade da
Quanto a nós. desde o começo, ressaltamos que estes: tratamentos consulta homeopática é de 1 a 2 meses, até de 3.
polidiatésicos implicam em um pluralismo racional, A prescrição unicista se acha assim lançada ao mistério da eficácia
Na presença de um doente, seja agudo ou crônico. nosso encadeamento sem que possamos intervir. “Alea jacta est” e o doente que não melhorou não
prevê sistematicamente remédios de drenagem. remédios de ação específica. irá voltar.
remédios de fundo, portanto diatésicos. De minha: parte, estou muito feliz em dispor da drenagem. e dos
Certamente, será possível. mesmo aqui. utilizar a técnica unicista como remédios sintomáticos. Eles não possuem a profundidade do remédio de
o preconizava Hahnemann. fundo, mas sempre me dão um mínimo de melhora. Poderia negociar mais
- O doente eczematoso tomado como exemplo no início desta- exposição, facilmente a segiiência do tratamento.
apresentava numerosas características de PSORINUM. Eczema recidivante e Mas não sejamos. pessimistas e. apreciemos o efeito positivo. obtido
pruriginoso. frio excessivo. agravação de todos os problemas pelo frio. “com nossa dose única de PSORINUM,
representam três sintomas que ilustram a regra do tripéde Hering! Por isso,
Três hipóteses se afiguramlogicamente ao espírito:
estou autorizado a prescrever PSORINUM, em uma só dose, em alta
dinamização. por exemplo, 1 000 Korsakov e aguardar para ver o que vai - Cura completa do eczema, não aparecimento de: novos: sintomas,
suceder. nenhuma metástese: mórbida. Paro com toda prescrição: Mas o caso-não é
, fregiiente, imaginem, sobretudo no eczema.
Mas PSORINUM é um remédio crônico de: ação lenta. O surto
eczematoso iráevoluir sem dúvida para uma melhora. mas isso ocorrerá tão - Recaída do eczema ao fim de algumas: semanas ou melhora
- lentamente. que será necessária muita paciência ao meu doente para resistir à incompleta. Renovo minha prescrição de PSORINUM,desta vez na mais alta
tentação de aplicar a pomada que irá aliviar rapidamente seu prurido. dinamização, por exemplo, uma dose de PSORINUM 10 000 K..
“agravando sua psora profunda.
- O eczema desapareceu. mas estou diante de um terreno polidiatésico,
Minha drenagem. meus remédios sintomáticos., trarão umalívio bem verei ressurgir um determinado número de acidentes patológicos que
mais rápido. compativel com as necessidades da vida moderna. traduzem um novo afloramento à superfície, das diáteses escondidas pelo
Na pior das hipóteses, PSORINUM não me dá resultado algum, Meu tempo.
similimum foi mal escolhido. Não fiz uma boa escolha, se é que toda doença
Ter-se-á assim que prescrever de forma unicista THUYA, - depois
possa ser curada por um só remédio.
MERCURIUS, depois SULFUR para finalmente atingir a psora profunda mais
antiga.
Regra do tripé: esta regra elaborada pelo grande homeopata Hering enuncia que são Eis o que iria se passar no melhor dos mundos homeopáticos para
suficientes três sintomas bem indicativos para estabelecer a escolha de um bom parafrasear Leibnitz e Voltaire, chegando sempre à casa dos mil.
80 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS TRATAMENTO DOS ESTADOS DIATÉSICOS - 81

e Uma dose de PULSATILLA 1 000 K,.


Infelizmente, este ideal raramente é atingido. A reatividade de nossos
doentes atuais, as capacidades de sua força vital, são amputadas pelo e Uma dose de SULFURIODATUM 1 000 K.
iatrógeno. Todas as drogas ingurgitadas, em primeiro lugar os soniferos e os e Uma dose de TUBERCULINUM1 000 K.
trangiilizantes tão amplamente difundidos. tornam diferentes os doentes :de Nós empregamos um ataque rigoroso do estrato tuberculínico, o mais
Hahnemann e Kent. perturbante,

A reação ao similimum bem escolhido é particularmente malsã. Neste - Nos dois meses seguintes, repetiremos PULSATILLA, SULFUR IODATUM,
TUBERCULINUM e introduzindo aqui-o. remédio constitucional CALCAREA PHOS-
contexto, é infinitamente mais razoável prever uma prescrição pluralista.
PHORICA, porém aumentando a dinamização.
O pluralismo, aliás, cobre uma semelhança que estoura agindo em Em seguida iremos certamente aplicar um golpe.na sicose com THUYA, mas
diversos níveis de sintomas. Ele põe em funcionamento diferentes níveis de - também com um isoterápico preparado especialmente a partir da pílula. Esta iso-
receptores, mais superficiais, emunctoriais. aos mais profundos, neurossensori- plua nos traz sempre grande satisfação em relação à mulher sob contracepção
ais. oral.
Isto dá a sequência:
para dois meses, tomar a cada 10 dias, sucessivamente:

m Prescrições - uma dose de PULSATILLA 10 000 K


- uma dose de SULFUR IODATUM 10 000 K
- uma dose de TUBERCULINUM 10 000 K
Os tratamentos de fundo de terreno. os tratamentos de diáteses apelam
- uma dose de CALCAREAPHOSPHORICA 10 000 K
sempre para os remédios trazidos pela semelhança diatésica a prescrever em
altas dinamizações. - uma dose ISOPÍLULA 12CH
- uma dose de THUYA 1 000 K
Dispomos de toda uma gama de altas dinamizações.
À prescrição da ISOPÍLULA hahnemanniana é obrigatória. Por razões técnicas,
Na escala hahnemanniana, 9CH, 12CH, 15CH, 24CH, 30CH são as as isoterapias não são fabricadas de forma korsakoviana.
mais comuns.
Neste estágio, esta pessoa desenvolveu uma urticária muito pruriginosa nos
A escala korsakoviana, que permite subir de 1000 K a 100 000 K, nos braços e nas pernas. À urticária é uma erupção tuberculínica que implica de qualquer
parece mais adaptada à ação diatésica. Será utilizada em um primeiro maneira o ressurgimento da psora da infância.
momento ou como descanso das dinamizações hahnemannianas. º Igualmente, a sobrevinda concomitante de suores “ofensivos” -nos pés e nas
mãos. À Srta. S.A. se lembrou que transpirava assim nos pés quando era criança. Há aí
Os remédios de terreno serão prescritos em dose de glóbulo unitário e um toque de SILICEA, grande remédio interdiatésico.
em posologia bastante espaçada, 1 dose a cada 7 dias, 10 tias, até mesmo 15 A alternância sintomática diária APIS 4CH, HISTAMINUM 4CH, acaba rapida-
ou 30 dias. :
mente com a urticária.
Seja para tratar um complexo diatésico tuberculinossicopsórico. Como tratamento de fundo, iremos prescrever, a cada 10 dias, durante dois
meses:
- uma dose de SULFUR [ODATUM 1 000 K
SA Srta. SA, 19 anos, vem consultar por bronquites que se repetem a cada
inverno. É uma tuberculínica bastante típica, que pede incontestavelmente PULSATILLA - uma dose de SILICEA 1 000 K
de que tem as características, assim como uma tuberculina. - Uma dose de SULFUR 1 000 K
Nossa jovem paciente está sob contracepção oral, de consequências sicosantes. - uma dose de SÍLICEA 10 000 K
Na primeira infância, ela teve um eczema que desapareceu rapidamente, - uma dose de CALCAREACARBONICA 10 000 K
bastante rapidamente. Seu pai é asmático. Há, portanto, uma psora inicial.
- uma dose de SULFUR 10 000 K
Nosso tratamento, afora as drenagens, irá comportar etapas bem determinadas.
o A partir daí, a Srta, S.A. tem passado muito bem, não tendo mais bronquites, e
Primeiro mês: tomar todos os dias, sucessivamente: isso já há três invernos.
82 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

SULFUR, nesta segiiência e neste estágio, era algo que se impunha


como “grande eliminador”, grande homeopsórico, na jovem bem preparada,
sem frio, bastante estênica.
Quanto à SILICEA, pareceu-nos interessante como homeopsórico
solicitado pela colocação emunctorial-das mãos e dos pés.
SILICEA, de fato, não é unicamente um psórico descompensado,
magro, friorento, esgotado. Ele apresenta em sua patogenesia um lado
A SICOSE
estênico, gordo, apenas friorento. Neste aspecto contraditório, equilibra-se
bem com um SULFUR hiperestênico, que sente os pés queimando, mas assim
mesmo temfrio no plano geral.
SILICEA é um primeiro grande estágio de descompensação de
SULFUR para PSORINUM. Mas, dialético homeopático, ele está por esse
DEFINIÇÃO
fato em estágio de retorno, de reparo energético capaz de levar um doente
PSORINUM esgotado ao estágio SULFUR cheio ainda de dinamismovital, por
A sicose é uma das três diáteses históricas individualizadas
Hahnemanne descritas em seu Tratado das doenças crônica s em. 1828.
IM
Como toda diátese, ela define uma forma patológica reativa de tipo
uma
crônico em resposta a agressões variadas. Ela se relaciona com
impregnação miasmática etiológica.

A forma reativa sicótica

Ela se caracteriza pela tríade anatomopatológica e sintomática:


a) À inflamação
A
Este estágio é comum a numerosas patologias: e às outras diáteses.
específica de
inflamação é praticamente a origem de toda patologia. Ela não é
sicose em sua essência, mas em sua localiza ção.

No processo sicótico, a inflamação atinge essencialmente -as- mucosas,


sobretudo as mucosas genitais.
Evoluindo em longo prazo, lentamente, esta inflamação gera uma
ntadas pelo
baixa progressiva das defesas imunológicas do organismo, represe
lar
sistema reticuloendotelial, mais precisamente linfocitário, em “particu
linfócitos CD 4.
b) A exsudação
o
Em uma segunda etapa. aparece nas mucosas atingidas, um process
cor
exsudatório que se traduz por corrimentos espessos, viscosos, de
esverdeada.
84 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A SICOSE - 85
Este pode ser um corrimento uretral que traduz o atingimento
blenorrágico, leucorréias. À mucosa do cólon reage com diarréias imperiosas, No plano terapêutico, pela aplicação da semelhança, a sicose pede
a mucosa nasal com umcatarro interminável. remédios diatésicos, aqueles cujas patogêneses coincidem com sinais maiores
sicóticos. THUYA é de longe o principal deles!
Estes corrimentos representam eliminações “toxínicas “sicóticas que,
quando cessam brutalmente, detidas por um tratamento drástico às vezes A sicose é. portanto, um processo dinâmico reacional de defesa do
organismo... Em geral ele se desenvolve lentamente, -ao contrário do processo
necessário, dão lugar a umterceiro estágio muito específico:
tuberculínico-ou psórico. que são extremamente vivazes.
c) A neoformação no O processo de defesa tem seus limites. Quando ultrapassados, assiste-se
A etapa neoformativa se traduz pelo desenvolvimento de tumores. à diminuicão das defesas imunológicas e ao desenvolvimento de afecções que
Estes tumores são por definição benignos, não cancerosos. Senão, deixamos a põem em jogo o prognóstico vital.
. sicose para passar ao cancerinismo, As relações entre sicose é cancerinismo foram estabelecidas. Ocorre o
Estes tumores podemser de tamanho pequeno. Os papilomas venéreos. mesmo com a Aids, que juntamente com a maioria dos autores, consideramos
as verrugas, os ficus ou condilomas descritos por Hahnemann são um bom como uma “sicose espalhada”.
exemplo disso, A sicose atinge, sobretudo, duas constituições: a constituição
Eles podem ser volumosos: fibromas uterinos, adenoma do seio ou da carbônica. e a constituição silícica!.
próstata, quistos de localização variada. A lentidão das reações do carbônico adapta-se bem à lentidão da
sicose.-
A sicose progride e constrói a si própria,
Por outro lado, no silícico o desenvolvimento de uma sicosé pode gerar
uma patologia catastroficamente acelerada. A Aids flameja no soropositivo.
Sicose = Inflamação — Exsudação — Neoformação silícico.. Felizmente ela evolui bem mais lentamente no soropositivo
carbônico. .
Outras constituições sãoigualmente tocadas pela sicose. O fluorismo,
por exemplo. engendra uma fluorossicose? cujas consegiiências na criança são

Ray
A impregnação miasmática preocupantes?,
Em todo caso, eis um belo exemplo de sicose:
Como toda diátese, a sicose é uma “doença crônica”. Ela implica,
portanto, como toda outra doença. em uma “causa” e esta causa, que pode ser
— À. Sra. Rosa, 60. anos, é uma robusta comadre que nos traz | vivas dores
plurifatorial, será representada pelo “miasma”. reumatismais, espalhadas um pouco por toda parte, que se agravam nitidamente
Emsua análise fundamental, Hahnemannidentifica sicose e “males de quando o tempo é úmido.

ficus”. Esta doença, muito espalhada no tempo das guerras napoleônicas, Ela é uma- -gorda nitidamente: carbônica, que se queixa amargamente. de: seu
peso. Ela pesa 70 kilos para 1,60m. Pletórica, transpirando. abundantemente, ela evoca -
associa um corrimento uretral que queima e condilomas, os “ficus”, que se
bastante um Renoirum pouquinho cansado.
desenvolvem no pênis, na vulva, em volta do ânus. A afecção se evidencia
A amargura é maior quando ela afirma ser razoável em sua alimentação. Seu
como de origem venérea. Portanto, para Hahnemann,no início, a siçose é de
peso, ela nos informa, tem relação com a hormonoterapia de substituição que uma
origem venérea. Em seguida os condilomas se tornam raros enquanto que a ginecologista minuciosa lhe prescreveu desdeo início de sua menopausa, aos 50 anos,
blenorragia prolifera, e faz-se do gonococo o miasmaoriginal da sicose. com fito preventivo da famosa osteoporose,
O afloramento atual dos condilomas venéreos, sobretudo no- meio
homossexual, conduz à intervenção das etiologias virais.
IA constituição silícica, Dr. M. Tétau, Cademos de Bioterapia, nº 124, outubro-
Além do mais, nossa pesquisa clínica mostrou que se deve ter como novembro 1993.
meta outras etiologias. A bactéria e o vírus não explicam tudo. Veremos mais
2A fluorossicose, Dr. J. Michaud, Ed. Similia, 1992.
adiante.
86 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A SICOSE - 87

de "volume de
Em 10 anos, ela adquiriu 10 kilos. Neste ritmo, 0 horizonte será - As blenorragias, doenças que estavam desaparecendo, mas voltam na
baleia”. atualidade. O gonococo é um germe altamente sicosante, a tal ponto que uma
paciente, para
O exame clínico está normal, mas é chamada nossa atenção pela só blenorragia é suficiente para coordenar o processo sicótico.
pequena s verrugas no sulco entre as nádegas . Estes papilomas
uma coleção de
a crescer - Clamídia e micoplasmas. Pelo fato de sua permanência no
apareceram há já 3 ou 4 anos. Ela mandou-os cauterizar. Eles voltaram
impiedosamente. organismo, como testemunham as sorologias, frequentemente positivas, são
Nos antecedentes, nada de particular. A Sra, Rosa tem dois filhos, fez
dois falsos bastante sicosantes. As clamídias em particular são responsáveis por
vaginal.
abortos espontâneos, o último seguido de um longo episódio de candidose numerosos casos de esterilidade feminina, consegiência da sicose genital
em desenvolvida. ;
Estamos diante de uma sicose bastante típica, induzida pela hormonoterapia
umtipo sensível. . - Candidoses vaginais intermináveis, às vezes fonte de sicose e de
se uma
Solicitamos uma densitometria óssea que nunca foi feita. Afigura- psora.
rose com diminuiç ão do escore Z em 20%, o que não está em favor da eficácia
osteopo
do tratamento hormonal e irrita a Sra. Rosa.
. - O herpes, e mais precisamente oherpes genital, sendo o herpeslabial
fibromatoso mais tuberculínico:
Encorajado, peço uma ecografia pélvica que revela um útero
o quisto de ovário esquerdo , passado sem
bastante banal, mas, sobretudo, um volumos HSV 1, labial = tuberculinismo
ebido no exame ginecoló gico. Felizmen te, a punção” do quisto é
dúvida desperc
HSV 2, genital = sicose
tranguilizadora.
Mas a assinatura sicótica está lá. A Sra. Rosa não quer mais ouvir
falar a não - A infecção HIVI e HIV2. A infecção pelo vírus da Aids é
ser em homeopatia. Eu a compreendo e a trato com LACHESI
S, RHUS TOXICODEN- incontestavelmente sicosante, mesmo se não cairmos no ridículo: de pensar
CALCAREA
DRON, SULFUR de ação específica, NATRUM SULFURICUM, THUYA e que o fato de considerar esta afecção catastrófica como sicose nos dá a chave
desaparecem, as dores
CARBONICA como remédios de fundo. Em um ano, as verrugas do tratamento. A homeopatia, infelizmente, não cura a Aids. A reatividade
Rose não quis mais
reumatismais melhoram e o quisto não volta. Inútil dizer que a Sra. das forças naturais está bastante ultrapassada. Mas a junção de altas
ouvir falar em hormônios de substitui ção.
dinamizações. de A.D.N. e de SILICEA,por exemplo, irá amenizar a ação de
tratamentos clássicos. eles próprios no momento, ainda pouco eficazes.
ETIOLOGIA DA SICOSE b) A multiplicação das vacinações
Sabe-se desde Burnett que é a fonte mais espalhada atual de sicose.
Como alguém se torna sicótico? Toda vacina é sicosante. Nossa clínica nos informa isso, Só podemos
Como para toda diátese, há o inato hereditário e há o adquirido, quer ficar preocupados com a multiplicação das vacinações atualmente propostas.
são
dizer que determinadas afecções ou determinadas intoxicações repetitivas Esta polivacinação é, entretanto, necessária. A vida coletiva “das
exógeno
capazes de induzir o processo sicótico. O miasma é ao mesmo tempo crianças em creches, escolas maternais, o apelo das grandes viagens “através
e endógeno mesmo se a impregnação original seja sempre exógena,
da África, da Ásia, engendram condições epidemiológicas novas que
de
codificando então o genoma humano. Isto implica evidentemente na noção implicam proteções imunológicas maiores.
“tipos sensíveis”. Nem todo mundo é sicótico,
O médico homeopata não recusa as vacinações. Mas conhecendo seus
efeitos negativos. deve encontrar paliativos. Para isso, deverá recorrer à
prescrição dos “homeossicóticos” adequados.
O adquirido
Aqui dois são essenciais: THUYA, indicado para o indivíduo gordo,
volumoso, de tipo carbônico, SILICEA para o indivíduo emagrecido, fatigado,
Ele é representado por: de tipo silícico.
a) As doenças sexualmente transmissíveis Será então prescrita uma dose 9CH, na véspera da vacina, a ser
A se repetir interminavelmente, penosa conseqiiência de uma liberação renovada 7 dias mais tarde.
|!

88 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A SICOSE - 89

A prescrição concomitante de altas diluições de isoterápico preparado


Ir-se-á pesquisar no pai e na mãe, avós, tios, lias, irmãos. irmãs. à
a partir da vacina em causa, irá completar a cura. Mas aqui, estamos no
existência de doenças de sintomatologia sicótica.
idêntico, que não tem a profundidade de ação do semelhante,
É bemdificil objetivar: D.S.T. nos ascendentes e parentes, são coisas de
c) À administração de medicamentos imunodepressores
que não se fala. Por outro lado. encontrar-se-á facilmente o traço de cânceres
Eles são fonte de sicose iatrógena, quer agindo diretamente sobre .os na-genealogia: patológica:reconstituída.
sistemas imunológicos, ou quer engendrando perturbações repetidas na origem
de imunodepressores, São entre outros: Aqui. levando-se em conta as relações entre sicose e cancerinismo. o
câncer de um progenitor assinala a sicose do descendente.
- Os corticóides, mas igualmente os antiinflamatórios não esteróides.
E de se notar que a CORTISONA! diluída e dinamizada, objeto de uma O tipo constitucional será levado em consideração. pois a tipologia
patogenesia detalhada, é um de nossos mais eficazes homeossicóticos. favorece o empréstimo genético, resultando ela própria, desta ação de código.
- Os trangiilizantes e antidepressivos usados em longo prazo.
Prescritos para um período de longa duração, eles diminuem a resistência
imunológica. BENZODIAZEPINA, seria assim. após diluição, um anti-
SINAIS MAIORES DE SICOSE
sicótico ativo.
- Estrógenos e progesterona, A pílula contraceptiva e a hormonotera-
pia da menopausa engendrama sicose. Elas testemunham o aumento de peso Como reconhecer se um indivíduo está entrando ou já entrou em um
sem poder se afastar de regime. de que se queixam as mulheres tornadas processo sicótico? Esta é evidentemente a pergunta-chave, pois de sua
assim hormonodependentes, resposta depende de. fato nosso diagnóstico medicamentoso, portanto nosso
Nesse caso, também não é questão de se recusar a contracepção tratamento.
permanente, infinitamente preferível a uma interrupção de gravidez. Simples- O tripé sobre o qual repousa nossa compreensão. ariatomofisiopa-
mente é preciso tornar paliativos seus efeitos sicosantes, tológica é:
- Antibioterapias muito prolongadas ou repetidas. As penicilinas são
de longe as mais sicosantes, sendo as ciclinas e macrolídios, menos.
Inflamação — Exsudação > Neoformação
Vê-se assim o quanto esta poluição medicamentosa iatrógena já
denunciada por Hahnemann pode ser nociva. E sem dúvida na sicose que seu
papel se torna mais evidente. O estágio inflamatório é banal porque: universal. Ele. passa: muitas
O paradoxo é que. no contexto social atual, ela não pode ser recusada, vezes despercebido, pois estamos aqui em umprocesso torpe.
Devemos. portanto amenizá-la, tratá-la. E, sobretudo, na exsudação e na neoformação: que iremos diagnosticar
a sicose. tendo em conta todos os sinais clínicos que engendram:e que cercam
estes dois estágios fisiopatológicos fundamentais.
À hereditariedade ou o inato

r
E importante que se leve a hereditariedade em consideração, para Ossinais de exsudação
nossa compreensão e tratamento do paciente, o código genético é aqui o
miasma endógeno. Os corrimentos em diversas localizações são um sinal maior de sicose.
Eles têm um papel positivo de eliminação toxínica, consegiência da
inflamação.
IDicionário de matéria médica, O.A, Julian, Masson. |98|
90 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A SICOSE - 91

Encontramos assim: Cancerinismo: pele seca, acinzentada, manchada. Transpira-se pouco e


a) Corrimentos genitais não se elimina nada.
Eles assinalam a sicose genital e são específicos a todas estas D.S.T,
que afloram atualmente. São urctrites e vaginites, blenorragias e D.S.T.
Igualmente .a “gota matinal”. do velho gonococo -interminavelmente. recidi-
Os sinais de neoformação
vante. Leucorréias esverdeadas (esbranquiçadas: tuberculínicas) resistentes às
antibioterapias locais.
b) Exsudatos no aparelho respiratório, sobretudo na rinofaringe A sicose não somente persiste, mas fabrica, e infelizmente, não no
bom sentido. Aqui começamos a apontar as relações entre sicose e
O corrimento é esverdeado. Assoa-se e cospe-se verde na sicose cancerinismo
respiratória.
Assim encontramos:
A cor dos corrimentos orienta para a diátese:
a) Sinais cutâneos
A sicose se percebe na pele.
Verde Sicose
- Às verrugas: elas assinalam de maneira típica a sicose, em condições
Amarelo castanho Lues, psora
repetitivas e múltiplas. E nos remédios sicóticos que encontramos. nossos
Branco cremoso Tuberculinismo
tratamentos para verrugas. Sabe-se que estes tumores benignos são devidos a
ou aquoso
vírus do tipo Papova. eles próprios, oncópenos. São a parte emergente do
Avermelhado, sanguinolento Cancerinismo
iceberg sicótico. É preciso tratá-los em profundidade e não somente
queimá-los.
- Condilomas venéreos, herdeiros dos famosos “ficus”, Devidos a
c) Diarréias também csverdeadas papilomavirus, estas “cristas-de-galo” podem ser puntiformes ou atingir um
desenvolvimento considerável em couve-flor no imunodeprimido, tipo de
Barulhentas, bastante gasógenas, fregientemente matinais. forçando a
Aids. Sua localização é, sobretudo, Perianal. mas também perineal, vulvar ou
sair da cama rapidamente (THUY A, NATRUM SULFURICUM).
balanoprepucial.
d) Suores, por fim, que representam uma outra forma de
- Lipomas, quelóides, cistos sebáceos, lupos do couro cabeludo.
corrimento, pondo em funcionamento este grande emunctório que é à
pele - Outras formações cutâneas devem chamar nossa atenção: mollus-
cum contagiosum (Pox virus). grãos de milho, verrugas planas seborréicas e
Esta transpiração tem um odor forte de sopa: sopa de alho-poró, sopa principalmente manchas rubi que nos parecem bastante. patognômicas - da
de batatas. Ele se aloja nos órgãos genitais: escroto, vulva. prega entre as sicose.
nádegas, ânus.
- Nevus, sem faltar com um pano de fundo do terrivel melanoma.
De notar ainda, estes sinais diferenciais:
b) Tumores volumosos de desenvolvimento lento, porém. regular.
Sicose: suores viscosos nos órgãos genitais. Fibroma grande, bastante mole (o fibroma pequeno, seco, duro. marca
Tuberculinismo: suores frios escorrendo ao longo das costas, o toque sicótico do fluórico), quistos diversos, em particular dos .ovários,
agravando-se à noite. adenoma da próstata ou do seio, pólipos recidivantes.
Lues: suores viscosos por todo o corpo, agravando-se à noite. c) Um aumento de peso

Psora: pele seca. transpira-se pouco ou nada, eczema. Aparentemente banal, mas tão mais notável quanto parece “injusto”.
Uma sobrecarga ponderal de muitos quilos sem modificação do regime
92 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A SICOSE - 93

AU Lembremos que o único sicótico a não ser agravad


alimentar é um bomsinal de ingresso na sicose. Neste sentido. o uso da pílula o pela água é
contraceptiva, a supressão do fumo podem, no tipo sensível. ser sicosantes, STICUM cuja secura - belo exemplo de temperamento seco hipocrá
tico -
pois que fazem ganhar peso. ao contrário, chama a água.

Este ganho de peso frequentemente está relacionado a fenômenos de c) A vontade de chá


retenção de líquido. A sicose de fato, é fonte de hidrogenoidismo, o que Esta
UMbela modalidade alimentar e par ticul trmen
€!
implica umarelação particular com à água, bem descrita por Grauvogl.
A e

Os inchaços, os edemas da sindrome pré-menstrual, o anel que não se as O luético busca o álcool, a cerveja, o café. O. psórico gosta
das be-
pode tirar de manhã, tanto o dedo inchou à noite, são bons sintomas sicóticos. idas bem açucaradas, as limonadas, as sodas. O tuberculínico
bebe leite
O“sinal do anel” entre outros pertence a NATRUM SULFURICUM grande a sicótico gosta de chá e pode beber dele várias
xicaras, até mesmo 1 a 2
remédio homeossicótico. itros,
O chá é notoriamente diurético e drena as retenções de água,
dolorosas
co sicótico. Inconscientemente o sicótico busca este efeito
m Sinais clínicos anexos e dele. se bene-
icia,
Mas pelo fato de sua sensibilidade particular e do.
abuso. - este
a) Mental mesmo sicótico irá desenvolver sintomas patogenéticos
próprios: THEA
E marcado pela ruminação. O sicótico rumina suas preocupações. as THU Ts A
4 t À a 1 cias

contrariedades da vida quotidiana. . P

A ruminação sicótica deve ser diferenciada da obsessão luética. A


ruminação é o exagero de um processo natural. A obsessão é a chegada ao
espírito. de uma idéia parasita. frequentemente absurda, em todo . caso Modalidades
dolorosa. da qual a pessoa não pode se livrar. Ela engendra a angústia. já que
a ruminação sicótica engendra o mau humor.
São encontradas igualmente idéias fixas, sensações corporais bizarras Elas definem as circunstâncias de agravamento e de melhora
de toda
como a de ter alguma coisa viva no ventre ou pernas de vidro. esta sintomatologia sicótica.
A fobia do câncer está frequentemente presente no sicótico. 2) Agravamento
b) O agravamento de todos os problemas pela umidade - Umidad e, evidentemente, sob todas as suas formas
umi-
E mais precisamente pelo frio úmido. Há aí uma modalidade de tal dade climática, proximidade de umrio, de um poço, do mar,
o frio
valor que merece ser elevada à categoria de sinal geral. úmido.
São as dores articulares que estão na primeira categoria. THUYA. - O vento, o vento forte. seja qual for sua orientação.
RHUS TOXICODENDRON, NATRUM SULFURICUM, DULCAMARA,
se agravam com a umidade. São belos - As vacinações: o sicótico é aquele que reage mal às
ARANEA DIADEMA, todos vacinas, quer
“hidrogenóides”. não a tomem, ou desenvolvendo uma patologia pós-vacinal.

Este agravamento úmido diz respeito mesmo:à totalidade da patologia. - Peterminados alimentos: o chá principalmente, mas també
m o café.
Para um remédio como NATRUM SULFURICUM, por exemplo, a melancolia cebola, a cebolinha são frequentemente mal digeridas.
marcada por idéias suicidas ou o simples mau humor. se agravam com a b) A melhora
ameaça de chuva. Uma intensa diarréia, abundância de fezes melhoram então
- Sobretudo a secura, o calor com menos fregiiência.
este humor picante, exprimindo bem o papel positivo de toda eliminação
líquida. - Eliminaçõeslíquidas. uma grande diarréia, por exempl
o.
94 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A SICOSE . 95

DINÂMICA PATOLÓGICA DA SICOSE


SINAIS MAIORES DE SICOSE

O. desenrolar do processo sicótico - facilita o desenvolvimento “de um


1. Segiuência de D.S.T. e de blenorragia, antigas e repetidas. Sequência de
determinado número de afecções, cujos sintomas justamente irão coinci-
vacinações.: Sequência de tratamentos prolongados pelos corticóides e dir-com os sinais essenciais: da sicose. Estes sinais: encontrados em nossos
imunodepressores, em um tipo sensível, carbônico e silícico. grandes remédios de sicose, irão nos fornecer a chave de seu tratament
o.
2. Ruminação constante de preocupações, mesmo as mínimas. Idéias fixas. Serão fundamentalmente, por ordem de fregiiência:
3. Agravamento geral pela umidade, e, sobretudo, pelo frio úmido: (exceto
CAUSTICUM). :
4. Tendência às excrescências, verrugas, tumores benignos e aumento Catarros
injustificado de peso.
5. Tendência aos corrimentos mucosos crônicos, espessos, esverdeados:
mucosa genital, mucosarinofaríngea, mucosa cólica. Bastante característicos por seu caráter crônico, viscoso. esverdeado,
seu agravamento pela umidade.
6. Desejo de chá, que em longo prazo, agrava.
a) No plano respiratório
7. Inchaço abdominal com gases e ruídos abundantes.
Rinofaringites. bronquites. asma. Paradoxalmente. a asma de MEDOR-
8. Diarréias matinais, forçando a se levantar cedo, expulsão de gás com força.
RHINUM melhora com o tempo quente e úmido. ou à beira-mar: Porém
9, Coriza crônica espessa, mucopurulenta, esverdeada. NATRUM SULFURICUM com seus sibilos pulmonares, seus roncos,
sua
10. Corrimento uretral esverdeado, que se prolonga, urinas turvas e de mau cheiro. expectoração viscosa e esverdeada, seu nítido agravamento pela umidade,
é
11. Condilomas venéreos. de ocorrência bastante característica. no
12. Leucorréias abundantes, esverdeadas, colantes, irritantes. b) Noplano urogenital
13. Adenofibroma mamário que se agrava durante as regras. Corrimento uretral, típico na blenorragia. leucorréias repetitivas.
candidoses vaginais, herpes genital, todo o grupo de doenças sexualme
14. Pele muito gordurosa com suores odorantes “sopa de alho-poró", (exceto nte
CAUSTICUM), pior nos órgãos genitais. Numerosas manchas rubi. transmissíveis, prostatites,
15. Verrugas de toda a espécie. E de se notar que o herpes genital (HVS2) é sicótico, enquanto que
o
herpes labial (HVS1) é tuberculínico.

MODALIDADES
Tumores benignos

Agravamento a) No plano cutâneo


- pela umidadee o frio úmido (exceto CAUSTICUM) - Às verrugas, afecção especificamente sicótica, desde que múltiplas.
- pelo chá.
- Molluscum contagiosum. molluscum pendulum, verrugas
planas.
seborréicas.
Melhora: b) No plano urogenital
- pelo calor seco (calor úmido: MEDORRHINUM). - Os condilomas venéreos, cristas-de-galo são: incômodos detratar
, pois
frequentemente há sicose e lues, CINNABARIS, enxofre negro de
mercúrio,
96 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A SICOSE - 97

ao mesmo tempo sicótico e luético, será um grande remédio. Sua patogenia OS REMÉDIOS HOMEOSSICÓTICOS
merece ser aprofundada.
- Osfibromas uterinos e .os nódulos .miomatosos, Convém agir não Da universalidade do princípio de semelhança decorre .o fato de -que
somente no desenvolvimento do tumor, mas igualmente nas hemorragias serão homeossicóticos os remédios cuja patogenia revela os sintomas
fregiientes -do período da «menopausa. SABINA, principalmente, mas igual- análogos aos da sicose.
mente USTILAGO, IPECA, FRAXINUS, AMERICANA, são indicados em
caso de sangramento vermelho. THLASPI, CHAMOMILLA, SECALE em
caso de sangramento escuro.
Os grandes remédios da sicose
- Os adenofibromas dos seios chamando atenção para não passar a um
câncer, À punção biópsia é regra.
a) THUYA
- O adenoma da próstata desenvolvido em um indivíduo ainda jovem,
que apenas passou dos cingiienta anos, assinala uma sicose mal cuidada. Da THUYA OCCIDENTALIS diluída ou dinamizada é o grande remédio
mesmaforma. os adenomas grandes, seja qual for a idade, da sicose. À sicose tal qual foi concebida por Halhnemann e desenvolvida por
seus sucessores, o foi de fato, de acordo, com os. sinais patogenéticos .de
THUYA. Não esqueçamos a maravilhosa história do jovem seminarista.
Vítima de umcorrimento uretral, evocando umasicose imerecida, deixando-o
"Reumatismos de evolução lenta à mercê de uma comunidade piedosa, ele consultou Hahnemann. O mestre
descobriu então que conviria incriminar o hábito funesto: adquirido -no. jardim
de verão, onde o jovem mastigava sem cessar ramos -de tuia da cerca-em
Torpes, sempre de tipo artrósico, e exceto CAUSTICUM,agravados
volta. Daí. ele deduz que THUYA deve poder curar o que provocou. Ele faz a
pela umidade e o frio úmido, O hidrogenoidismo acompanha toda a
patogenia e verifica assim sua eficácia. A sicose é THUYA,porque THUYA
patologia sicótica.
é a sicose.
b) NETRICUM ACIDUM
O ácido nítrico é o segundo remédio histórico da-sicose; Toda sicose
BH Estados depressivos, melancólicos
que tenha resistido a THUYA,será para Hahnemanncurada por:NITRICUM
ACIDUM. Mas a importância sicótica de NITRICUM ACIDUM diminuiu
A ruminação. a idéia fixa, a fobia do câncer, estão em primeiro com o tempo, Evidentemente permanece sendo um remédio das. verrugas
plano. O suicida se encontra em NATRUM SULFURICUM e THUYA córneas, amareladas, sanguinolentas. Mas sua tendência ulcerativa faz mais
LOBBI - . dele, um remédio de lues.
c) STAPHYSAGRIA
Um grande remédio da sicose genital. Ele se refere não somente à
Problemas digestivos sicose genital propriamente dita com sua próstata aumentada, hipersensibi-
lidade voluptuosa da região, a “cistite dos recém-casados”, mas igualmente o
mental com as ruminações sexuais repetitivas e seus fantasmas que geram
Pricipalmente no cólon. Colites espasmódicas bastante gasosas com esgotamento tanto a ele quanto à parceira. STAPHYSAGRIA; é o Sexo,
diarréias. Diarréias fortes. matinais. de THUYA, de NATRUM SULFURI- principalmente o masculino (o sexo feminino: PLATINA).
CUM. Diarréias contrárias a STAPHYSAGRIA, de COLOCYNTHIS. Di- d) NATRUM SULFURICUM
arréias do lactente sicótico com RHEUM. Dirige o plano hidrogenóide da sicose. Sua sensibilidade à umidade, à
98 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A SICOSE - 99

velhas cicatrizes doloridas quando ameaça chuva, E nosso remédio = NATRUM CARBONICUM representa uma forma de descompensação
barômetro que permite prever o tempo com mais segurança que nosso sicótica de CALCAREA e de THUYA. Bastante gorduroso, mole, mais
é
meteorologista oficial. Seco, sem dores. Eu sofro, portanto vai chover. infiltrado, friorento, mas bastante intolerane ao calor, é vítima de diarréias
NATRUM SULFURICUM. que esgotam: |

CALCAREA CARBONICA & THUYA NATRUM & CARBONICUM


Os nosódios bioterápicos

Todos os três são sensíveis à influência lunar,


De bastante interesse aqui, pois têm uma ação de correção imu-
nológica, e de elevação das barreiras a pôr em ação. - CALCAREA CARBONICA, NATRUM CARBONICUM: agravados
a) MEDORRHINUM na lua cheia.

Pus de blenorragia por Neisseria, que some antes do tratamento. - THUYA: agravado na lua nova.
b) SILICEA
Trazido à luz e experimentado por Swan, continha “miasma” da sicose.
Deve ser prescrito emaltas dinamizações. de 7 a 30CH, Magro, também perturbado com a lua nova. À sicose desenvolve nele
b) GONOTOXINUM seus efeitos muito mais rapidamente, às vezes mesmo de maneira explosiva:
sicose que estoura pelo fato da falha total das defesas imunológicas.
Vacina antigonocócica muito antiga do Codex, caída em desuso no
o, c) CAUSTICUM
plano alopático. Pouco utilizada em homeopatia, mas interessante, entretant
pois obriga à estimulação imunológ ica bem dirigida. Útil na etiologia D.S.T. “Espírito acre dos álcalis”, etápa alquímica para o ouro “potável.
de 7 a 30CH:-É umnosódio do futuro. Experimentado patogeneticamente-. por. Hahnemann, pertence. incontestavel-
c) VACCINOTOXINUM mente, por suas' verrugas, seus: quelóides, à sicose: Mas sua - magreza e
principalmente sua melhora espantosa com. a umidade fazem dele a chave
Vacina antivariólica. Bom imunoestimulante de amplas indicações,
de wma sicose seca, que caminhará- devagar para a descompensação
permite tomar conta de tudo que sobra da sicose vacinal.
ARSENICUM para terminar em ulh esgotamento psórico com PSORINUM.. .
d) Isoterápicos de vacinas
Bastante constitucional. por seu componente potássico, ele: se prende
Lembremos o interesse de prescrever. com o fito de aumentar as aos temperamentos secos dé Hipócrates,- mais precisamente nervosos, secos: e
barreiras imunológicas. que se opõem à dinâmica reacional, isoterápicos de rios.
determinadas vacinas. :
Todas as vacinas .são sicosantes, principa lmente para os carbônicos e
> . eo
E
os silícicos. Mas empartic ular: um B.€.G. repetido porque não segura”, a da Úmido o
hepatite. as
varíola, mas foi abandonada; a do tétano, as vacinas contra a Seco ea THYA E * CAUSTICUM ———
minis Gordo
mas
vacinas dos trópicos (febre amarela, cólera). Precisam ser feitas,
.
Tm, “o

Frio “Magro
necessitam de um tratamento anti-sicótico concomitante.

Os remédios constitucionais
Remédios complementares

a) CALCAREA CARBONICA
Evidentemente, pois o processo sicótico desenvolve de preferência sua Vão intervir em uma semelhança mais objetivada em relação aos
ação no carbônico. diversos aparelhos do organismo.
CAS A SICOSE - 101
100 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTI

- O fibroma: grande.
a . pesado,
ado, hemorrági
ágico. SABINA, FRAXINU
a) No plano mental
AMERICANA 3 ou 4 CH, CROCUS comseucontexto histérico, 4 a 7 CH, ê
ntada, mas útil na tendência
- THUYA LOBBI (pouco experime
ruminações suicidas). Complementar e) As dores articulares
depressivo-obsessiva da sicose com
M.
especialmente de NATRUM SULFURICU . o implicam em toda a gama de nossos remédios hidrogenóides, mas
lar. Esgotado por toda sorte de
r . : ) ú
RHU XICODENDRON é mais tuberculínico .que sicótico, se com-
- SELENIUM, grande remédio vascu inchada,
toda. Perda de memória, próstata portando benr na ocorrência.
excessos, não agúentaria a vida
falhaerétil, complementa o nosso grande
idéias sexuais obsessivas, mas com Serão: DULCAMARA, COLCHICUM, ARA
: NEA DIADEMA, RUTA,
STAPHYSAGRIA. entre outros,
ão do sicótico.
- THEA SINENSIS ajudará na desintoxicaç
s de cabeça, pois que tem a
É umdos remédios das insônias e das dore
cefaléia latejantes de THUYA. SICOSE E DRENAGEM BIOTERÁPICA
b) No plano imunológico global
ótimo remédio homeossicótico.
- CORTISONA 4 a 30 CH é um defesas
A drenagemdo terreno sicótico implica:
corticóides: enfraquecem as
Sabe-se o quanto os tratamentos ração
eiro nos tratamentos onde a administ
imunológicas. Iremos utilizá-la prim A presc rição de
revele indis pensá vel.
de cortisona em longo prazo se ir a defesa
a cada 15 dias, permite reduz | É Uma estimulação do fator emunctorial
cortisona 7 CH, 9 CH, 1 dose
nflamatório.
imunológica sem lesar 0 efeito antii
genesia detalhada. Como a de
CORTISONA foi objeto de uma pato e em
E mais precisamente do rim e das articulações:
s da sicose. Com o passar do tempo
THUYA, ela segue os grandes traço
CORTISONA se tornou: um de- nos-
função das experimentações clínicas, -
m prescritos de acordo com a: seme a) O rim
sos. grandes homeossicóticos a sere
Será estimulado de forma a combater o peso e a retenção de líquido
lhança. .
úteis. em escala infinitesimal, - PILOSELLA T.M.. SOLIDAGO T.M., EQUISETUM T.M. e outras
- Outros imunoestimulantes serão , plantas diuréticas serão prescritas à razão de 50 a 100-gotas diárias.
.. INTERFERON, INTERLEUCINA
Citemos THYMULINA,; D.N.A,, RN.A s têm como base
000 a 100 000 K. Todo
CICLOSPORINA de 7 a 30 CH, 1
omod ulaç ão em altas dina mizações, importantíssima no processo semana.
uma imun
ressão. b) As articulações
sicótico caracterizado por sua imunodep
tuberculínico que sicótico. - À gemoterapia nostrará a tríade:
É de se notar que THYMULINA é mais
RIBES Bg mac, 1 D
c) No plano digestivo
NUX MOSCHATA facilitam as VITIS Bg mac. 1 D
ALOE, AESCULUS e, principalmente, osas.
IS irá combater as colites dolor
digestões do sicótico. COLOCYNTH PINUS Bg mac 1 D
pequeno carbônico. 5
RHEUM, as do lactente sicótico, o! 0 a 100 gotas de cada um ao dia, marcantes para combater os
d) No plano geniturinário problemas artrósicos que evoluem em longo prazo.
CHIMAPHILA, SABAL,de
- A próstata grande, pesada, disúrica pede - À organoterapia diluída e dinamizada
baixas.
3Da3 CH, portanto em diluições
nte luética.
- A uretrite: SARSAPARILLA,igualme
102 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A SICOSE - 103

CARTILAGE 4 CH, MEDULOSS 4 CH. | ampola ou um supositório - PENICILLIUM NOTATUM D 8.


diariamente, la 2 ampolas por dia alternadamente.
- A litoterapia de alteração:
FELDSPATO QUADRÁTICO D8: artrose generalizada.
APATITE D 8: artrose lombar; desmineralização difusa. Combater os processos de neoformação
ORPIMENT D 8: coxartrose
ENXOFRE NATIVO D 8: artrose generalizada. - VITIS Bg mac. 1 D, 50 a 100 gotas por dia.
la 3 ampolas diariamente. - MONAZITE D 8, BLENDA D 8, GALENA D$, CELESTHE D 8, |
ampola por dia.

Soerguimento das defesas imunológicas

Com:
- TECIDO RETICULOENDOTELIAL 4 CH. | ampola 3 vezes por
semana.
- THYMUS 4 CH, na mesma posologia.

Limpeza da árvore geniturinária

a) Como tratamento do adenoma da próstata


- SEQUOIA Bg mac, 1 D, 50 a 100 gotas por dia.
PRÓSTATA 4 CH: | ampola ou | supositório 3 vezes por semana.
b) Como tratamento do fibroma
- RUBUS IDAEUS Bg mac. 1 D. 100 gotas por dia.
- UTERUS 9 CH, | supositório 3 vezes por semana.
- FOLÍCULO ESTIMULINO-HIPOFISÁRIO 12 CH. PROGESTE-
RONA 3 CH. 1 ampola por dia alternadamente. a ser prescrita em
longo prazo.
c) Comotratamento de infecções repetitivas
À micromicoterapia:
- CANDIDA (MONILIA) ALBICANS D 8.
- STREPTOMYCES GRISEUS D 8.
“JoAIsuos onpraipu
ou oSnIIxO) 'ODlSojounur] oôvi) um exjop “epemo o epejti) opdosge v uioo
otusour -onb “unpijjpd .piuauodas] “OMS euouodal op os-ejeil,

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106 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A LUES - 107

ambi-
Outros germes. tais como, o estreptococo, condições ETIOLOGIA DA LUES
capazes de induzir um process o
entais desfavoráveis, são igualmente
luético. A sífilis
A observação e o estudo da doença sifilítica foram sem dúvi-
de “doença
da a origem da descoberta por Hahnemann da noção Evidentemente, foi a primeira etiologia reconhecida da lues.-pois toda
crônica”. ela foi construida em torno da analogia clínica sifilítica e patogenética do
nto
De fato, apesar da cura do cancro sifilítico e de um tratame remédio anti-sifilítico essencial, o mercúrio.
sífilis continua sua evoluçã o de
mercurial que, na época. era o indicado. a Umasífilis adquirida poderá ser a causa. Assiste-se atualmente a uma
maneira torpe nointerior do organismo. recrudescência da epidemiologia sifilítica nos grupos marcados pela “va-
gabundagem sexual”.
Passamos assim do estágio de doença aguda ao estágio de doença
s bem
crônica. cuja existência se revela pelos acidentes secundários e terciário A sífilis não tratada, transmitida pela mãe ao neonato, está felizmente
conhecidos. em completo desaparecimento. Ela persiste. nos países onde há miséria.
que Mas nos países desenvolvidos 6 que se chamava comumente sífilis hereditária
O mal do cancro gera assim uma doença crônica, a lues. e é isso não existe mais.
irá servir de modelo às outras doenças hahnema nnianas crônicas .
A etiologia sifilítica direta|permanece assim mesmo pouco freqiiente,
A hipótese do papel histórico da sífilis na elaboração do conceito enquanto que a lues é umia diátese extremamente difundida.
tia, foi
diatésico é tão verossímil que Hahnemann, antes de criar a homeopa
o “Isso implica evidentemente para a lues em outras etiologias além da
umsifilígrafo renomado emtoda a Europa.
sifiliticas.
, o
Ele foi de fato o inventor de um medicamento anti-sifilítico reputado
nte prescrit o pelos Mas isto necessita igualmente de que seja colocada a questão das
mercúrio solúvel (MERCURIUS SOLUBI LIS), largame
conseqtiências genéticas indiretas da doença sifilítica, como, aliás. para outras
venercologistas da época.
grandes afecções endêmicas fontes de diáteses.
“O mercúrio ou os derivados mercuriais eram conhecidos desde muito Uma sífilis adquirida e bem tratada têm ou não consegiiências para a
tempo como agentes medicamentosos do mai do cancro. descendência daquele que foi atingido?
Como passar dos anos. desde a descoberta da América, a humanidade No estágio atual da ciência, para os clássicos, a resposta é totalmente
ungiento
sofredora se untou abundantemente com pomadas de mercúrio. cujo negativa.
cinza é um exemplo.
A partir do momento em que um indivíduo se curou da. sífilis, da
O mercúrio em dose ponderal curava. pois. e até mesmo a sífilis. sorologia negativada, ele pode. procriar em paz. Sua descendência não corre
risco de nada e não sofrerá nenhuma cónsegiiência desagradável da afecção
Mas o princípio dos semelhantes era para Halmemann de essência
paterna e/ou materna,
universal. nada poderia ser feito a não ser pela semelhança.
O ponto de vista clássico é formal e preciso.
Era. portanto. lógico que Hahnemann fizesse de MERCURIUS o
remédio da lues. Para nós a questão é mais complexa,

A noção de remédio diatésico foi assimcolocada. Ao ponderável irá se Seguramente não consideramos que pelo fato de um- genitor ter
contraído sífilis, mas esteja “limpo” a criança concebida em seguida. possa
suceder a colocação do infinitesimal.
e e apresentar os sinais clínicos, sorológicos, da doença sifilítica.
À patogenesia de MERCURIUS. experimental e clínica. esclarec
clerna dialética hahnema nniana onde a o O mito horroroso da “heredossífilis”, tão em voga no século passado.
confirma os sinais maiores da lues,
a doença. felizmente desapareceu. fora os raros casos de sífílis.congênita.
doença significa o remédio. e o remédio,
108 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A LUES - 109

Por outro lado, estimamos (a clínica nos informa) que toda afecção Todo doente que tenha tido a sífilis. transmite. portanto, para sua
grave (e a sífilis é uma) deixa seutraço. descendência um determinado número de predisposições mórbidas, de
Há traço evidente emnível tissular. A existência de lesões residuais, de informações genéticas que constituem alues,
cicatrizes, “de disfunções “metabólicas, testemunham“isso. Há também No século XIX e no início do século XX, toda a classe política e
“cicatrizes” imunológicas, como o testemunham determinadas sorologias nte foi dizimada por ela. Flaubert, Gautier, Nerval, Baudelaire,
aparentemente irredutíveis. e que. no entanto. irão ser negativadas comaltas Vividni, Deschanel. -Os médicos também não foram poupados, nem mesmo o
diluições de LUESINUM,nosódio da diátese. grande Babinski.
Pode-se mesmo perguntar como todo mundo não é luético dada a quase
Mas há igualmente, a existência diatésica da lues o prova, traços do
universalidade da sífilis, desde a chegada a nosso país, do mal napolitano para
patrimônio hereditário.
uns, francês para outros.
Tudo ocorre como se o treponema. em sua relação com o homem E aí que intervém a noção particular de sensibilidade de determina-
contaminado, elemento vetor, perturbasse determinadas informações levadas dos tipos humanos a determinadas afecções.
pelo genoma humano.
Nossa noção de “constituições” se une aqui à nossa abordagem das
O AD.N. nuclear estruturante da cadeia cromossômica, portador de
“diáteses”,
triplos informáticos frágeis, não pode ser totalmente independente do plasma
nuclear, ele mesmo em troca como citoplasma da célula e do tecido atingido, Parece correto que um determinado número de indivíduos seja mais
sensível que outros à marca do “miasma” sifilítico.
O cromossomo, a mais ínfima parte do organismo no plano ponderal, é
o reflexo do todo, da mesma maneira que o todo é, ele próprio, a tradução São todos aqueles marcados. pelo fluorismo. c que pertencem à
concreta e desenvolvida deste cromossomo, constituição fluórica pura ou às constituições mistas carbofluóricas e
fosforofluóricas. Dissimetria estatural - “os construtos de .través” - ea
Tudo está ligado. velha concepção hipocrática que se revela
hiperlassidez ligamentar são as marcas.
estranhamente moderna.
O fluorismo faz a cama para o luetismo, assim como o luetismo
A partir do momento em que o patrimônio genético do indivíduo esteja engendra o fluorismo..
alterado, este vai transmitir à sua descendência um determinado número de
empréstimos não visíveis, um determinado número de informações que vão se Há através das gerações, uma espécie de feedback da cronicidade,
com o fluorismo favorecendo a difusão do luetismo que por sua-vez
revelar em determinadas circunstâncias, na ocasião de um determinado
engendra o fluorismo.
estresse.
A descendência vai ser fragilizada e sensível às afecções que são,
características da diátese. Fluorismo % Luetismo
Ela adquire principalmente uma forma reativa específica caracteri-
zando justamente a diátese e que pode. aliás, se entrelaçar de outras formas
E isso sem dúvida porque o fluorismo induz a determinadas
reativas, já que todo indivíduo é polidiatésico.
fragilidades vasculares. pela alteração do metabolismo do flúor, cujo “papel é
Estamos aí no domínio das “micromutações”. Na evolução visível que essencial na manutenção da integridade dos dentes. pólo- bucal; como das
conduziu o homem a partir do magma primitivo, sucede uma evolução paredesarteriais e venosas. pólo vascular da lues.
invisível que marca com seu empréstimo a espécie humana. Donde o
A nova patogenesia de CALCAREA. FLUORICA desenvolvida por
aparecimento de novas doenças, o desaparecimento de determinadas etnias, a
Metzger testemunha aafinidade do íon flúor para a com a parede vascular1.
modificação de determinados caracteres tipológicos.

Somos todos mutantes, mas micromutantes. Aparentemente, nada


surge, mas toda evolução da patologia é um testemunho, IJ. Metzger, Calcarea fluorica, Deutsch. Hom. Monats, 1954.5.313
OA Blian Calearea Qunsion Diprianária da Afatário NAdádisa NAncana 100]
110 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS À LUES - 111

E porque sem dúvida a perturbação inicial luética é vascular - arterial, a garganta, gerando em longo prazo alterações que se observavam durante
venosa, capilar - a lues engendra o fluorismo com todas as suas alterações sífilis secundárias e terciárias.
osteoarticulares emrelação à vascularização do tecido de sustentação. Em seguida, no plano vascular, o tabaco provoca lesões de tipo
inflamatório e ulceroesclerosas, causa mesmo de uma aterosclerose. que ela
própria é uma reação do tipo luético.

Outras etiologias da lues O filho do tabagista será um LYCOPODIUM, um MERCURIUS. um


LUESINUM ou um FLUORICUM ACIDUM: de características bem
particulares. Deve-se relacioná-los a “uma modificação do AD.N. sob à
Outras etiologias além da sífilis estão na raiz da lues. São todas as influência dos venenos do tabaco? Ou a intoxicação por contaminação
afecções que, no plano anatomopatológico. vão provocar a évolução crônica respiratória da criança educada pelos pais que fumam sem parar? Sem divida
|
característica: inflamação. ulceração, esclerose. os dois.
Serão grandes intoxicações crônicas mundial e perpetuamente difundi- c) Determinadas afecções que atingem o corredor amigdalofaríngeo
ou
das: alcoolismo. tabagismo. Serão também os grandes estresses físicos
A lues adora a boca e a garganta: pólo bucal. Parece até que afecções
psíquicos que atormentam certos povos, - em determinados países, em microbianas ou virais que atingem a mucosa bucofaringea. as glândulas
determinadas épocas. salivares, as amígdalas, sejam capazes de desencadear localmente e à
a) O alcoolismo distância reações de tipo luético. .
É uma das grandes causas modernas de luetismo. O álcool de fato pro- Que se imagine, por exemplo. o papel do estreptococo beta-hemolítico
voca esta reação ulceroesclerosa característica. E encontrada no figado etílico. desenvolvido na garganta. A glomerulonefrite que pode daí resultar
à
A cirrose, com sua esclerose retrátil, esmaga lentamente o nobre distância. faz intervir no glomérulo renal. inflamação, microulceração,
parênquima hepático, é um belo exemplo de modelo luético. | microesclerose. que destróem lenta. mas seguramente. o parênquima renal.

O tubo digestivo do alcoólatra é marcado por múltiplos ataques Serão assim fatores de lues;
inflamatórios e ulcerativos: esofagite, gastrite, úlcera gastroduodenal. Por fim, - a escarlatina. em processo de desaparecimento: -
o cérebro é tocado e vai explicar o desequilíbrio mental característico do
ou - anginas rubras severas hiperfebris, de estreptococos beta-hemolíticos:
luético. que se acha nas patogenesias de MERCURIUS. por exemplo,
LUESINUM. anginas brancas e atenção à difteria, uma bela doença luética! Mas
também se forma com as falsas membranas da mononuclcose infecciosa: “o
Aí também a impregnação etílica profunda e repetida, irá engendrar, no |
mal dos amantes”, Angina fusoespirilar de Vincent:
A.D.N. nuclear. modificações que serão transmitidas à descendência. ,
Conhecemos todas essas crianças de grandes bebedores marcadas em - parotidites e principalmente caxumba:
sua constituição - serão fluóricas - em seu temperamento, por sua fragilidade - amigdalites repetidas com amígdalas cripticas. focos de infecções
e sua instabilidade nervosas. e em sua morbidez. úlceras, problemas repetidas.
cardiovasculares.
d) Grandes dramas que atingem o ser humano, seja individual ou
b) Tabagismo intenso
coletivamente
É seguramente umfator de luetismo. No plano da semelhança, de fato,
Tudo o que irá provocar desequilíbrios graves e prolongados no
a maioria dos sintomas resultantes de uma intoxicação tabágica acentuada são
equilibrio físico e mental, tem consegiiências neurológicas e vasculares
cobertos entre outras por um grande remédio luético: ARGENTUM
geradoras de lues em alguns. Assim é que os autores viam na miséria, na
NITRICUM.
subalimentação ou nos maus tratos na infância, nas grandes penúrias, fatores
No plano anatomopatológico, o tabaco tem uma dupla ação constitutivos de lues.
“juesógena”. Primeiro o tabaco ataca as gengivas, os dentes, a mucosa bucal,
112 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A LUES - 113

umfato a ser observado,


A interpretação aqui é mais delicada. Mas é Obsessões Ruminações Fobias Depressão
ivos engen dram uma difusão de doenças
que todos estes grandes dramas colet
a sífilis. com expansão de um
sexualmente transmissíveis, em primeiro lugar LUES SICOSE TUBERCULINISMO PSORA
luético.
alcoolismo euforizante. que não pode ser mais
a nossos predecessores,
O “escrofulato da varíola” era uma noção cara
de gânglios hipertrofiados,
designando assim estas crianças raquíticas,
provindas de meios miseráveis. Todas estas obsessões engendram um compreensível medo da loucura.

SINAIS MAIORES DA LUES Insônias

Quais os sinais que permitem conhecer umluético”?


ué A lues teme a noite, que agrava todos os males, O luético é em geral
alguém que tem insônia, insônia de adormecimento, insônia de acordar. no
meio «da noite. LUESINUM é assim o remédio daqueles que não fecham o
e agitação
Instabilidade de caráter com distúrbio de atividade olho à noite: a “noite em claro”.

ente de emprego, de
O luético é um instável. Ele muda frequentem
sua atenção. Adapta-se mal
amor. A criança luética tem dificuldades em fixar 8 Aumento de secreções atingindo os diversos aparelhos
. ciências, matemáticas,
aos estudos que implicam uma análise lógica
aritmética.
rápido, bastante Hipersalivação de MERCURIUS, catarro rinofaríngeo viscoso, repeti-
O adulto pode ser umespírito brilhante, assimilando
ocultas. Mas deve atingir tivo, difícil de expulsar de ARGENTUM NITRICUM, diarréias abundantes
intuitivo, orientado para a filosofia, as ciências
se desorienta e é o fracasso doloridas por tenesmo intenso para todos os MERCURIUS.:
rapidamente sua meta, senão ele se desencoraja,
retumbante.
uloso, depravado,
Pode ser igualmente um espirito pouco escrup
Dores ósseas lancinantes, dilacerantes
jogador. perverso no sentido freudiano do termo.
profundo.
Pode, enfim, ser infelizmente um débil, mais ou menos
Atingindo qualquer osso do esqueleto, mas mais precisamente os
08508 longos nas zonas onde afloram à pele: tíbia, perôneo, cresta
iliaca. esterno. Elas são de exacerbação noturna. Elas refletem as
As obsessões
típicas dores ósseas assinaladas na sífilis terciária. O- doente: tem
frio nos ossos. . Elas são a gravadas pelo toque, pela pressão
Obsessão de ficar
A lues prepara o caminho para a neurose obsessiva. percussão. : ê ê óo dedo, da
ivo dos micrób ios e do contágio:
arruinado, obsessão da morte, medo obsess A dor óssea com aparecimento ou agravação noturna é, dos sinais de
.
“lavar as mãos sem cessar” é sinal de LUESINUM apelo típico da diátese luética.
No plano psiquiátrico distinguimos também: Oito luéticos têm este sintoma em mais alto grau:
A LUES.- 115
114 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

Dores ósseas noturnas Em um terreno ateromatoso e sob a ação de um auto-anti-


corpo antiartéria!, uma irritação inflamatória da íntima arterial se produz em
LUESINUM sulcos e placas limitadas em sua extensão. Ela será seguida do aparecimento
ASA FOETIDA
de microulcerações lineares, «que virão culminar ..com os agregados .plaque-
MERCURIUS
AURUM METALLICUM tários.
MEZEREUM
FLUORICUM ACIDUM De

PHYTOLACCA Ea partir destes microagregados que se constitui a placa ateroma-


KALIUM IODATUM
tosa por depósitos repetidos de colesterol! e de sais cálcicos. Esta placa evolui
na Spessura da média esclerosante da parede vascular e gera o risco de
embolia.
Quatro são nitidamente agravados pela percussão: Em volta desta placa aprofundam-se igualmente, sob a ação destes
mesmos auto-anticorpos, ulcerações mínimas que asseguram a expansão da
LUESINUM superficie arterial doente. São, elas próprias, geradoras, por sua-vez; de
ASA FOETIDA
MEZEREUM anticorpos. que explicam a continuação e a expansão do processo em um
AURUM METALLIGUM
feedback patológico que gera a si mesmo,

do metabolismo ósseo,
Estas dores testemunham a perturbação
tão caract erísticas da constituição
geradora de cáries, exostoses. osteofitoses Inflamação arterial —————> Ulceração
fluórica da qual se sabe a correl ação luétic a.

Auto-anticorpos Agregados plaquetários


lhos
Ulcerações ligadas também aos diversos apare
t o Y
icas testemunha-
O cancro sifilítico é um exemplo. As “gomas” sifilít Piaca arterio- q——— Depósito colesterol.
ndo volumosos bubões na esclerosa + cálcio
vam outrora com sua esclerose cicatricial, forma
pele e nas mucosas tocadas.
ivas. tais como, a
São assim luéticas as doenças neurológicas ulcerat
FEEDBACK ARTERIOSCLEROSO
neurológicas de tendência
esclerose em placas ou ainda grandes síndromes
aftas, as ulcerações da mucosa
esclerosa e atrópica, igualmente na boca. as
varicosa. :
intestinal: Crohn, retocolite úlcero-hemorrágica, úlcera Varizes e úlceras varicosas

| ni terreno vascular venoso é igualmente um bomrevelador de lues. O


al severa
O desenvolvimento regular da hipertensão arteri ion Nor desempenha um importante papel na estruturação da parede das
veias patogenesia de CALCAREA FLUORICA,tal como foi reexperimen-
tada por Metzger, contém numerosos sintomas venosos. no
Relaciona-se a uma arteriosclerose acentuada.
. Conhece-se de
A arteriosclerose é um processo tipicamente luético
os característicos da lues:
fato seu mecanismo. Faz intervir os três estági
inflamação, ulceração, esclerose. M. Tétau, Novas clínicas de organoterapia diluída e dinamizada, Ed. Similia, 1986.
116 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A LUES - 117º

cio-
Aqui aparece claramente a importância do determinismo constitu
nal, A constituição fluórica fecunda a lues.
SINAIS MAIORES DE LUES

1. Segúelas de sífilis, de alcoolismo, de anginas por estreptococo, de malária, de


Anginas repetidas, amigdalites, parodontoses miséria em um indivíduo que apresenta a dissimetria e a hiperlassidez
características da constituição fluórica.

O pavilhão bucofaríngeo é particularmente sensível à lues. 2. Instabilidade de caráter, falta de espírito lógico, agitação, situações de fracasso,
siífilis”, 3, Obsessões: ruína, micróbios.
A dentição de Hutchinson, bastante característica de “heredos
era clássicana temporada mais elevada da sífilis. 4. Insônia parcial ou total,
garganta,
A intoxicação mercurial atinge eletivamente gengivas e
5. Aumento das secreções de diversos aparelhos. Boca: hipersalivação; rinofaringe:
RIUS e sífilis. catarro viscoso; intestino: diarréia com tenesmo,
assinalando assim uma parte da semelha nça entre MERCU
À 6. Dores ósseas de agravamento noturno, atingindo os ossos longos, agravamento
Por fim, a zona de desenvolvimento privilegiado do estreptococo ao toque, percussão.
como um fator etiológi co importa nte de
beta-hemolítico que consideramos 7. Ulcerações que atingem os diversos aparelhos:
lues. -
- Síndromes neurológicas.
- Boca: aftas. Úlcera no estômago.

Dissimetrias morfológicas evidentes agrupando as car- - Ulceraçõesintestinais


m
acterísticas da constituição fluórica - Úlcera varicosa.
8. Anginas repetitivas: estreptococo À beta-hemolítico.

O fluórico parece “construído de lado” 9. H.T.A. por aterosclerose.

osteoarticulares 10. Varizes e úlceras varicosas


Assimetria estatural, rosto assimétrico, malformações
são freqiientemente o que cabe ao luético.
no tecido
A hiperlassidez ligamentar é a regra, traduzindo perturbações
MODALIDADES

elástico.
O fluoroluético “desloca” as vértebras de forma repetitiva, fazendo Agravamento: à noite
assima alegria dos quiropráticos. Melhora: na montanha

Modalidades bastante específicas


DINÂMICA PATOLÓGICA
almente
a) Agravamento geral de todos os problemas à noite, princip
as dores ósseas. , n A lues subentende toda uma patologia encontrada com fregiiência na
ha para as prática diária..
b) Melhora geral na montanha. O luético escolhe a montan
férias. Fica menos à vontade no mar. Esta patologia se desenvolve em função do tripé diatésico.
118 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A LUES - 119

Irritação > Ulceração — Esclerose das quais o mal de Alzheimer é umdos tipos, mas há tambéma síndrome de
Korsakoff (nada a ver aqui com o ilustre inventor das dinamizações
homeopáticas de frasco único) em relação com uma impregnação etílica
e de suas consegiiências nos diversos tecidos tocados.
crônica.
Através de uma nosografia sindrômica bastante vasta, a reatividade
o O luético. aliás. tem sempre tendência a beber muito e fumar bastante.
humorotissular permanece a mesma. O código. imunológico lá está.

Atingimento vascular
Patologia neuropsiquiátrica

E o segundo grande plano de ataque da lues. Haverá assim:


Esta patologia está em primeiro plano na lues. A sífilis de fato, na sua
fase terciária, lesa profundamente o tecido nervoso e foi no século passado a) Atingimentos arteriais
uma grande geradora de doenças mentais. - Hipertensão arterial: seja qual for em relação com uma ateroscle-
a) Neurologia rose ou com um atingimento renal, ela sempre pede -os grandes remédios
luéticos: AURUM, BARYTA, PLUMBUM, CRESOL. LUESINUM.
São luéticos de graves e penosas doenças nervosas: Parkinson, coréia,
torcicolo espasmódico, esclerose lateral aminotrófica de Charcot, seringomie- - Arterites e mais precisamente a arterite dos membros inferiores. A
lia, neuropatias periféricas, síndromes inflamatórios, tais como, esclerose em intoxicação tabágica, luética em si mesma, é um fator determinante.
placas. MERCURIUS, sobretudo MERCURIUS DULCIS, sendo um dos grandes
remédios de fundo, associado em um plano funcional a SECALE e a
A classificação destas síndromes. das quais algumas são terríveis, não
CUPRUM.
significa com certeza que possamos curá-las. Algumas melhoram com a
homeopatia, outras não. - Coronarites e suas consegiiências agudas e infarto do miocárdio
têm também relação coma lues.
Estes fracassos testemunhamaqui uma profunda intrincação entre psora
e lues. Como já o sublinhava Hahnemann, nada é mais dificil de atingir que a - Problemas vasculares cerebrais: infarto cerebral gerador de
psorolues, se não for mesmo a psorosicolues, amolecimento, hemorragias com consegiiência hemiplégica, aterosclerose
cerebral.
b) Psiquiatria
b) Atingimento venoso essencial: varizes, úlceras varicosas
O atingimento crônico luético do tecido cerebral, anatomopatologica-
mente menos acentuado que nas grandes sindromes neurológicas, explica sem Mas as hemorróidas são de essência psórica. Em todo: caso. varizes
dúvida a fregiência das neuroses e das psicoses observadas na lues. volumosas são sempre sinal de lues.
O psiquismo dos grandes remédios luéticos é, aliás, enormemente
perturbado como testemunha sua patogenesia.
Assim. ARGENTUM NITRICUM é vitima de múltiplas fobias e, E] A garganta
sobretudo obsessões com findo de agitação ansiosa. AURUM rumina idéias
espantosas de suicida. MERCURIUS doente de idéias lentas, amnésias que
À lues gosta da boca e da garganta. São. portanto, luéticas:
prenunciam o mal de Alzheimer. LUESINUM perde a memória. Por fobia aos
micróbios ele lava as mãos semcessar. a) Anginas
São bastante luéticas determinadas neuroses, mais precisamente as - Às anginas eritematosas repetitivas, severas, hiperfebris. Os estrepto-
neuroses obsessivas, determinadas demências. sobretudo as demências senis cocos beta-hemolíticos cuja metade são do grupo À; temíveis por geradores
de R.A.A.. são agentes luéticos de primeira classe.
120 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
À LUES - 121

- As anginas eritematopultáceas com a presença de um indumento


a) O mercúrio e seus derivados
laringofaringeo branco-acinzentado,
- MERCURIUS SOLUBILIS, remédio histórico do mal do cancro,
- A terrível angina. diftérica. Sempre tomar cuidado apesar da inventado por Hahnemann, e MERCURIUS METALLICUM cujas patoge-
vacinação obrigatória nem sempre respeitada. mnesias são para o próprio Hahnemamn, equivalentes. SOLUBILIS é o
- Anginas de falsas membranas da mononucleose infecciosa, angina remédio-chave da lues.
fusospirilar de Vincent. - MERCURIUS CORROSIVUS, Mercurius bastante agravado: subli-
- Anginasvirais; herpes, Epstein-Barr, citomegalovirus. mado corrosivo bastante agressivo para estas mucosas.
- MERCURIUS DULCIS, o calomel, indicado nas arterites.
b) Amigdalites crônicas
- MERCURIUS CYANATUS,o cianureto de mercúrio utilizado ainda
c) Parodontoses que se alastram
para a “limpeza” de determinadassífilis difíceis de tratar. Experimentado pelo
d) Parotidites, sobretudo caxumba Dr. Curie, pai de Pierre Curie, foi o remédio. histórico da difteria. Mas hoje,
e) Escarlatina convém-vacinar-e praticar a soroterapia. Não estamos mais na Idade Média..

Iniciando-se com uma síndrome infecciosa brutal, com angina rubra, - Dois derivados iodados:
disfágica, emética, devida ao estreptococo A beta-hemolítico. MERCURIUS BrIODATUS. remédio de angina e de amigdalite
esquerdas.
MERCURIUS PROTO-IODATOS: angina e amigdalite direitas.
OS REMÉDIOS LUÉTICOS - CINNABARIS,sulfato de mercúrio, de um lado e de outro para a
lues e a-psora.
b) Outros metais pesados
São remédios de lues evidentemente aqueles em cuja patogenesia se
- AURUM METALLICUM: ouro: diluído e dinamizado, caro a
achamos sinais maiores da diátese luética.
Paracelso,. um imenso remédio luético. Daí ele tem todas as características:
Encontramos assim: aterosclerose. com. hipertensão, desequilíbrio nervoso, dores ósseas, nítido:
agravamento noturno;
“ BARYTA CARBONICA:: fundamental por sua arteriosclerose
Em Metais pesados dos quais alguns eram antigamente utilizados cerebral e periférica, remédio-chave de nossos tratamentos anti--hipertensivos,
para tratar a sífilis. assim como os outros sais de bário, dos quais BARYTA IODATA, BARYTA
aquecida e desengordurada, principalmente para crianças.
-PLUMBUM cujaintoxicação: desenvolve. sintomas que-lembram os;
Podemos de fato conceber, em razão da universalidade do princípio de de MERCURIUS, em particular nos planos bucal e vascular, A hipertensão. é.
semelhança, que sua eficácia - pois já eram eficazes - tem relação com a particularmente severa, mas bem tolerada.
analogia profunda que une os sintomas patológicos da doença. sifilítica, aos
- PLATINA: hipersexualizada ao eu hipertrófico.
registrados pela experimentação patogenésica. Eles todos têm, aliás, afinidade
com o treponema, - BISMUTHUM. cuja patogencsia, de magreza, evoca a úlcera do
estômago.
Os resultados destas patogenesias, a apreciação de determinadas
intoxicações acidentais o confirma. c) KALIUM IODATUM
A este grupo pertencem: Kali luético já que os outros Kali são mais tuberculínicos, O iodeto de
potássio, elemento ativo do famoso xarope de Gibert, era comumente
122 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A LUES - 123

empregado no início do século no tratamento ligado à varíola. Formidável nas recortada por um aparador”. lembrando o aspecto de um cancro e das
ea

rinites agravadas pelo calor (modalidade IODUM) e nos reumatismos luéticos. ulcerações do período secundário.
bastante deformantes, de nítida exacerbação noturna. - Ácidos minerais:
SULFURICUM ACIDUM: remédio do alcoólatra inveterado.
>>NITRICUM-ACIDUM:: na fronteira entre a-sicose c a lues.
m Remédios de constituição fluórica

O fluorismo faz a cama para a lues que, por sua vez, induz o fluorismo. Os venenos

- CALCAREA FLUORICA: o remédio constitucional, para ser


manipulado em altas dinamizações se se visar a eficácia. À re- Os venenos
sde cobraa em geral
al são
sã luéticos:
cos: CROTAL US. NAJA,
cente patogenesia de Metzger confirma o grande caráter luético do fluoreto de BOTHROPS e principalmente: A
cálcio, o que não deixa de preocupar pelas consegiiências. de resultado ni : LACHESIS, este grande remédio da mulher na menopausa
tardio. das fluorizações sistemáticas em forte dose, destinadas a consolidar os niperstênica (+ SEPIA hipostênica, psorotuberculínica). A logorréia, o ciúme,
dentes. a agitação são bastante luéticas. Além do-mais. este veneno tem em sua:
cuja ação é profunda, na pele (ul- patogenesia. ulcerações azuis enegrecidas. sangrando facilmente, característi-
- FLUORICUM ACIDUM
cas.
cerações), no tecido venoso (varizes volumosas). nos ossos (necrose e
fístulas).
- HEKLA LAVA, lava do vulcão islandês, o monte Hekla. Remédio
do tecido ósseo deformado, indicado nas exostoses volumosas. Sua eficácia é Os nosódiosbioterápicos
fácil de evidenciar, por exemplo, no esporão calcâneo que desaparece em2 a
3 meses tomando-se diariamente 3 glóbulos de HEKLA LAVA 4 CH. o LUESINUM, antes preparado a partir da sorosidade de um cancro
- LAPIS ALBUS: fluossilicato de cálcio. Remédio de estados graves. colhido antes do tratamento. E o nosódio-chave da diátese.
É um SILICEA mais forte. a ser utilizado como imunoestimulante em altas - DIPATEROTOXINUM e DIPHTERICUM: eles lembram as relações .
dinamizações (10 000 K. 50 000 K) nas grandes falhas imunológicas e entre a difteria e a lues.
determinadas formas de cânceres gravissimos, ao lado de tratamentos DIPHTEROTOXINUM: anatoxina diftérica.
clássicos.
DIPHTERICUM: soro antidiftérico.
D.T.T.A.B.
Db B.:: vacina códice com suaa parte
parte diftérica
diftéri - e a titul
É
isoterápico D.T. Polio. ? , A tuto de
Remédios cáusticos capazes de provocar ulcerações que - STREPTOCOCCINUM.dado o papel indutor de lues do estreptococo '
lembram o cancro e desencadeara esclerose reativa típica A beta-hemolítico.

São. portanto. luéticos:


- ARGENTUM NITRICUM.o nitrato de prata. aliás outrora usado Remédios vegetais auxiliares
para cauterizar os cancros. E um magnífico remédio luético de uso direto em
nossa época.ela própria bastante luética.
Alguns, antigamente, eramutilizados para tratara sífilis. São eficientes
- KALIUM BICHROMICUM. bicromato de potássio. Este sal de uma para drenar a diátese, , a serem prescritos em 4 ou á5 CH, +.601U30K,
6 à ve
às
bela cor laranja, é extremamente corrosivo. Ulcera de bordas nítidas, como CH ou 200 K. vezes 1
124 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A LUES - 125

- SARSAPARILLA: drenagem renal, drenagem cutânea na pele seca e As varizes luéticas melhoram com SORBUS Bg mac, | D FL
quebradiça. D'8, VEIA 4 CH. ê + CADDRITE
- ASA FCETIDA: aerofagia e dores ósseas noturnas. Espasmofilia No plano neuropsiquiátrico
luética. = Prescrevemos BROTO DE TILIA Bg. mac | D sedativo, ZONA
-. MEZEREUM: sinusites e eczema. luéticos, sequelas de zona. LIMBICA 9..CH, como ansiolítico, FICUS ..Bg. mac 1 D, e EIXO
Agravamento noturno. CORTICO-HIPOTALÂMICO como timorreguladores
- PHYTOLACCA: o “mercúrio vegetal” por sua ação sobre a faringe, LEPIDOLITE D8 e TURMALINA LITÍCA D 8 serão preciosos. no
as dores ósseas, de agravamento noturno. combate aos estados depressivos fregientes na diátese.
- RUTA: tendões, ligamentos articulares, periósteo ósseo são a meta. A insônia irá precisar ao deitar de 75 gotas de TILIA Bg. ou 50 É
gotas de ESCHSCHOLTZIA T.M. e a colocação de um supositório
- GUAIACUM: reumatismo deformante das pequenas articulações,
BULBINUM 9 CH. RHODONITE D 8, 1 ampola será, noite sim noite não
original pelo desejo de maçãs.
igualmente útil, o
- STILLINGIA: remédio bastante luético: laringe, dores nos ossos e
periósteo, agravadas à noite, nevralgias piores à noite. No plano orofaringeo
Fregiientemente atingido pela lues, iremos tratar:
o Parodontoses, prescrevendo MUCOSA GENGIVAL 4 CH, 1 ampola
dia sim dia não, BETULA PUBESCENS Bg. mac 1 D e RIBES Bg. mac
LUES E DRENAGEM 1 D
50 a 100 gotas ao dia. O acréscimo de bochechos em um litro d'água
com
uma colher de café de ECHINACEA T.M,acelera a cicatrização.
Um determinado número de meios bioterápicos serão úteis para drenar - Às anginas repetitivas serão combatidas com AMÍGDALA 4 CH,
o terreno luético. CINABRIO D 8, gargarejos com ECHINACEA, CHALCOPYRITE D 8:
como
antiinflamatório
No plano vascular Em nível digestivo
- OLEA Bg mac. 1 D. 50 a 100 gotas por dia, hipotensor e sobretudo A úlcera gástrica ou gastroduodenal irá necessitar dê ESTÔMAGO 4
anti-radicais livres. hipocolesterolemiante. CH ou MUCOSA GASTRODUODENAL 4 CH, 1 ampola alternada com
- CRATAEGUS Bg mac. 1 D, 50 a 100 gotas. O broto do espinheiro HISTAMINA4 CH.
regulariza a motricidade e a tonicidade do miocárdio. Normaliza a FICUS Bg. mac 1 D é um bom sedativo das queimaduras. e acidez
T.A.. quer seja hiper ou hipo. estomacais.
- PILOSELLA T.M., SOLIDAGO T.M., LESPEDEZA T.M. são Os grandes processos ulceroesclerosos desenvolvidos no cólon e no
diuréticos excelentes, 30 a 40 gotas por dia para combater H.T.A, intestino delgado, doença de Crohn, retocolite úlcero-hemorrágica, respon-
- RIM 4 CH, ARTÉRIA 4 CH, VEIA 4 CH em ampolas unitárias ou dem muito bem à Organoterapia. Há, de fato, neutralização dos anticorpo
s
em supositórios irão deter a produção de auto-anticorpos es- quiBidos contra os órgãos-meta, que autogeram e agravam regularmente
a
clerógenos. vença.
- BARYTINA D 8, IODARGYRITE D 8, AZURITE D 8 irão Na doença de Crohn, iremos assim utilizar COLON CH 4, INTESTINO
igualmente intervir de acordo com: as suas respectivas indicações.
DELGADO CH 4, SUPRA-RENAL 4 CH,e na retocolite, SIGMÓIDE4
CH.
A arterite dos membros inferiores irá necessitar de POPULUS
RIBES Bg. mac 1 D irá exercer sua ação antiinflamatória do mesmo
NIGRA Bg mac. 1 D, 50 a 100 gotas, ARTERIA D 8, ERYTHRITE D 8;
modo que a cortisona,
AZURITE D 8, CINÁBRIO D 8.
126 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

Finalmente. a prescrição de MONILIA D 8. STREPTOMYCES


GRISEUS D 8. PENICILLIUM NOTATUM D 8. terá em longo prazo. uma
ação nitidamente desinfetante no trato intestinal,
Potenciá-lo-emos com nosódios prescritos em doses com intervalos de
7a is dias em9 ou l2 CH. Serão, por exemplo, os nosódios, Para B,
COLIBACILLINUM, PROTEUS, ENTEROCOCCINUM, assim como os
“sarcóides” como os denominamos autores ingleses, tais como, Scatol, índol, A PSORA
Putrescina.
A insuficiência renal
Sendo o rim um dos pontos atingidos pela lues, será tratado com
plantas diuréticas e, sobretudo com RIM 4 CH associado à prescrição que se
deteve no tempo. de STREPTOCOCCINUM de 9 CH a 30 CH.
DEFINIÇÃO DE PSORA

A .psora é uma das três diáteses identificadas por. Hahnemamn e


descritas em seu Tratado das doenças crônicas (1828). É a diátese mais
importante por seu campo: clínico e seu universalismo.- Portanto, há muita
importância em conhecê-la.
Sendo diátese, ela é antes uma forma reativa específica àsagressões
patógenas. Ela comporta sempre uma participação cutânea... adquirida .ou
hereditária. Ela evolui emalternâncias e substituições patológicas; mantendo
- por um determinado tempo o equilíbrio fisiológico, mas chegandofinalmente,
na ausência de tratamento apropriado, ao esgotamento da: energia vital do
indivíduo.
Como toda diátese, ela é igualmente doença miasmática que: implica
um agente patógeno externo, “adquirido” pelo indivíduo ou transmitidopor
hereditariedade, Ela é, por exemplo, disposição a reagir patologicamente a
determinados fatores das cercanias. Os “alérgenos” suscetíveis de desencadear
a reação antígeno-anticorpo em organismo “sensibilizado” ou “geneticamente
codificado”, oferecem um bom protótipo da concepção moderna de miasma
psórico.
Como toda “doença crônica” e por aplicação do ; princípio de
semelhança. a psora pede grandes remédios diatésicos cuja sintomatologia
patogenésica é análoga à sintomatologia que define a nosografia da psora.:
Descrevem-se três fases da dinâmica psórica, seja adquirida ou
hereditária:
- À psora latente, de qualquer forma quiescente. O organismo está
ainda equilibrado, mas determinados sinais permitem desconfiar da impreg-
nação psórica e da provável descompensação. O grande . remédio “aí é
LYCOPODIUM.
128 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A PSORA - 129

- A psora estourada; em pleno florescimento sintomático. Ela No interrogatório, descobrem-se bronquites repetidas, febre do feno, enxa-
quecas dolorosas, um eczema na infância. Ressalta-se ser friorento, tristeza,
corresponde entre outros a SULFUR.
fadiga e emagrecimento. A cor do rosto é terrosa. À pele acinzentada demonstra algo
- Psora descompensada, estágio de esgotamento da energia vital: malsão.
PSORINUM. Uma defihição: há umanítida alternância entre a asma que é a queixa principal
de M.L.C. e suas rinites espasmódicas, assim como suas enxaquecas.
A psora gera uma forma de defesa do organismo, visando eliminar
toda impregnação tóxica e toxínica, pela colocação periódica e sucessiva dos
Pai com boa saúde, mas reumático, mãe alérgica, asmática, tendo tido um
acidente pulmonar tuberculoso,
grandes emunctórios, em particular a pele. Ela assim evolui sucessivamente:
M.L.C. é, incontestavelmente como Patrick, um psórico. Seu tratamento irá
de problemas cutâneos para problemas pulmonares, hepáticos, digestivos ou
utilizar PSORINUM, SÍLICEA, HEPAR SULFUR, ARSENICUM. Ele terá uma melhora
toda sorte de patologia que leva a uma sucessão de doenças permanente, na espetacular em alguns meses.
medida em que os órgãos eliminadores, muito solicitados ou - assim
codificados, terminampor apresentar uma degradação de seu funcionamento.
— A Dra, Sabine L. é uma simpática colega, de uns quarenta anos, de cujos 2
Três exemplos concretos de psora irão esclarecer o problema:
filhos já cuidamos, dois muito belos pequenos carbônicos.
Ela nos consulta por vivos assobios no ouvido, piores à direita, concomitantes a
-— O menino Patrick L., 3 anos, apresenta desde a idade de 6 meses, um uma surdez bastante acentuada, para a qual qualquer intervenção cirúrgica seria: muito
eczema atópico severo. Lesões gordurosas, pruriginosas, arranhões sanguinolentos arriscada de se tentar. Todos os especialistas entre os mais eminentes estão de acordo
marcam o corpo desta pobre criança. O pai e a mãe não, agúentam mais, esgotados nesse ponto. O drama é que Sabine, mulher muito bonita, não quer usar aparelho, com
pelos gritos que dá o pequeno Patrick ao longo da noite, tanto o prurido perturba o sono. medo de desgostar seu marido que, aliás, não pede tanto.

Antibióticos e corticóides foram largamente usados. Apesar dos cuidados dos Nós a tratamos sem grande convicção, pois sabe-se bem que. os acúfenos
especialistas, o estado se agrava incontestavelmente, e múltiplas rinofaringites vêm resistem a todos os tratamentos, exceto em caso excepcional. Nossos resultados são de
ainda complicar as coisas, necessitando de novas antibioterapias que agravam fato bastante medíocres. Apesar de tudo, tem a cortesia de achar que está um pouco
incontestavelmente o quadro cutâneo. melhor.
Apesar do otimismo dos pediatras anunciando aos pais que isso irá “se curar Teríamos continuado assim, se em uma das últimas consultas, Sabine: não
sozinho" aproximadamente aos 8 anos, estes decidem tentar a homeopatia. Eles não se tivesse assinalado sofrer há muito tempo de um violento prurido anal. Ela não tinha
sentem com coragem de infligir à criança tantos anos de sofrimento, ousado nos falar, com medo de que pedíssemos para ver!
O pequeno Patrick é um belo menino, gordo e bem dotado, como todo pequeno Evidentemente foi o que fizemos. Descobrimos então uma grande .e enorme
carbônico que se respeita. Somente a pele está em um estado lamentável. placa de eczema seco, comolíquen, endurecido, indo da margem do ânus à entrada da
vulva.
A auscultação pulmonar revela leves estertores brônquicos evocando um
começo de asma, À palpação do ventre, o fígado está inchado, o que não tem nada de Admiramo-nos da extensão do fenômeno, no qual víamos uma derivação psórica
espantoso dada a quantidade de drogas administradas. dos fenômenos O.R.L. Ela nos responde de forma bastante agressiva, que aí nunca se
olha e que de qualquer forma, está assim há muito tempo.
No interrogatório, descobrimos antecedentes de asma no pai, antecedentes de
eczema na mãe com enxaquecasrepetitivas, Resistindo à tentação de prescrever uma biópsia que não teria sido bem-vinda,
pedindo restringir a aplicação de pomadas prescritas pelos dermatologistas que nunca a
A hesitação quase não é possível. Estamos em plena psora.
tinham examinado, pusemos em andamento um tratamento homeopsórico, SULFUR e
A manipulação de nossos grandes homeopsóricos, em particular GRAPHITES, LYCOPODIUM foram nossos remédios de fundo, CROTON, MEZEREUM, ARSENICUM,
PSORINUM, CALCAREA CARBONICA, soluciona o problema em oito meses. Só nossos remédios específicos.
persistem algumasirritações leves nas pregas dos cotovelos e dos joelhos, testemu-
Em três meses a zona destruída foi curada. O eczema desapareceu. Uma pele
nhando a permanência do processo psórico. A psora demora a ser totalmente eliminada.
delicada e rosada de bebê substituiu o local, o que nos mostrou com uma certa
Serão precisos muitos anos.
vergonha.
Mas o espantoso foi que concomitantemente, os rúidos no ouvido desaparece-
—> M.L.C,, 47 anos, professor de idiomas, vai à consulta por causa de uma asma ram. À psora e as metástases estavam eliminadas.
severa. Numerosas crises sub-reptícias. Hospitalização há 2 anos, em estado de mal Sabine aceitou então usar o aparelho e foi tão bem colocado que o marido levou
agudo. Apesar de um tratamento clássico, bem acompanhado, ele quase não obteve oito dias para notar, a menos que fosse uma piedosa mentira de amor :
melhora e suporta cada vez menos teofilina ou broncodilatadóres.
À PSORA - 131
130 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

vez que havia uma melhora sensível de sua pele, uma tremenda bronquite
Estes exemplos mostram o quanto a psora não se reduz ao conceito asmática ocorria. O tratamento homeopsórico resolveu o assunto.
clássico de alergia.
Mais trágico foi o caso de uma robusta vendedora de peixes, de
Ela se esconde por baixo. mas a ultrapassa para fecundar outras
cingienta anos «que veio. nos consultar :poruma enorme «úlcera -varicosa na
doenças. como por exemplo, doenças metabólicas (diabete chamada florite. perna direita. O uso conjunto de um tratamento homeopático e de curativos
tropismo
acidentes gotosos) ou então problemas funcionais, sobretudo de adequados cicatrizou esta úlcera 'em 3 “a 4 “Meses. -Persistia, entretanto, uma
traduzin do
cólico, sempre com um pano de fundo com uma fadiga profunda minúscula ulceração, do tamanho de uma cabeça de alfinete, que muito
bema baixa de energia vital. impacientava nossa comerciante. Um pequeno eczema, aliás, se instalou neste
nível e a desgostava enormemente, Ela foi consultar um eminente
flebologista. Este, homem experiente. fez cicatrizar o que restava da úlcera e
Etiologia do eczema e uma ou duas sessões de injeções esclerosantes e tópicos locais.
Nossa vendedora de peixes voltou triunfalmente nos mostrar uma perna lisa,
seca, nova! Infelizmente, três meses depois foi vitima de um extenso: infarto.
A psora aparece: Eis o exemplo de um notável deslocamento mórbido, psórico, aqui em um
terreno igualmente marcado pela lues,
Primeiro e antes de tudo, em seguida a uma afecção cutânea a) O eczema e qualquer outra dermatose são, portanto, uma
“recolhida” principal fonte de psora
Pode-se tratar de agressões microbianas ou virais de tropismo cutâneo:
Eis uma etiologia bastante primordial. impetigo, firúnculos, acnes e urticárias (aqui,.com um. toque tuberculínico),
ramos a herpes (toque sicótico). Pode-se tratar de atopia onde a proliferação
Todas as vezes, que em uminterrogatório do paciente, encont
e aparentemente bacteriana ou viral não seja senão consegiiência da lesão cutânea preexistente
noção de uma “doença de pele” em longo prazo, tratada
psora & que há à infecção.
curada rapidamente pela alopatia, sabemos que estamos na
É
doença crônica evolutiva subjacente. b) As agressões parasitárias
Para um homeopata, curar um eczema, por exemplo, unicamente na su- O sarcopta da sarna foi historicamente para Halhnemann o primeiro
com um anti-
perficie, por meio de pomadas, ou uma urticária unicamente elemento a gerar a psora.
é umerro.
histamínico bloqueando umconflito imunológico momentâneo, Convém nos lembrarmos que o termo “sarna” tinha, na época, um
O emunctório cutâneo. Bloqueia-se a
De fato, inibe-se assim significado muito amplo. Designava não somente o mal. parasitário,
o mai da
eliminação toxínica sem paliativo nenhum. Desloca-se assim mas igualmente todas as afecções cutâneas secas ou ressumantes, com
de uma nova
superfície para o profundo. Favorece-se então o aparecimento impinge, mal catalogadas. Fala-se então em “sarna dos padeiros”, “sarna do
órgãos vitais.
patologia. mais grave porque mais profunda e atingindo, esta, cimento”. É
importante
A pele é um órgão de eliminação toxínica para fora, um A sarna parasitária estava extremamente espalhada na época das
suas reações
emunctório. É preciso respeitar seu funcionamento, canalizando guerras napoleônicas. A falta de higiene. a miséria. o contágio vené-
se restabeleça
com cuidado para que o equilíbrio fisiológico, prova de saúde, reo explicavam a grande difusão. Tratava-se besuntando o contaminado
emprofundidade e na superfície. com enxofre e alcatrão. À sarna era interminável. Estes tratamentos drás-
mentos
Numerosos exemplos clínicos podem ser dados destes agrava ticos, mas pouco eficazes, engendraram um determinado número de
pela supressão da eliminação cutânea. problemas, que Hahnemanncoligiu cuidadosamente para apresentar o quadro
O
Lembramo-nos de uma criança de 4 anos toda coberta de eczema. clínico de uma psora multiforme tal como a descreveu em seu Tratado das
graus, do
tratar..nto clássico comportava tópicos cortisônicos de diversos doenças crônicas.
criança, pois cada
mais fraco ao mais forte. A mãe angustiada nos trouxe a
132 - AS D'ATESES HOMEOPÁTICAS
À PSORA - 133
c) As micoses
Uma sobrecarga alimentar
As micoses representam um terceiro grupo de agentes psorógenos
muito mais preocupante porque em expansão. Assiste-se atualmente a um
extraordinário “desenvolvimento “das -micoses -cutâneas.-O desenvolvimento “Unia sobrecarga alimentar volumosa e regular que leva à um bloqueio
patológico da Candida albicans, portanto saprófita da pele, a contaminação progressivo do eixo figado-pâncreas-rim é igualmente criadora da psora.
por um Tricophyton, o florescimento de uma ptiriase, mal das praias, são
Devem ser incriminados desde o início:
outras tantas etiologias psóricas. Esta constatação é o ponto de partida da
micromicoterapia dinamizada!, bioterapia surgida recentemente. a) .O consumo. excessivo de açúcar.e de alimentos açucarados
A psora implica em um ponto de partida cutâneo, e é aí "que se A sobrecarga pancreática e: as modificações. da . glicemia que daí
introduz o miasma inicial. resultam favorecem o desenvolvimento de acidentes psóricos. O diabete graxo
aos cinquenta anos é uma descoberta frequente no psórico.
É preciso ainda, que a dermatose inicial seja marcante, extensa,
demorada, fregientemente rebelde aos tratamentos clássicos. Um simples b) O consumo de gorduras animais em quantidade excessiva
“botão na ponta do nariz”, cedo desaparecido, não é suficiente para entrar na A hipercolesterolemia. acompanha fregiientemente a psora e o HDL,
psora. freqiientemente é baixo, sobretudo por falta: de exercício físico.
c) Uma alimentação. muito carregada
Uma alimentação muito carregada empurinas. engendra hiperuricemias
A multiplicação e o aparecimento de novos alérgenos em
que explodem às vezes em acessos gotosos, acidente psórico,
nosso meio ambiente, é uma outra fonte de psora.
De fato. o psórico é fregiientemente alguém que come demais e mal. E
, um glutão' como ANTIMONIUM. CRUDUM, .SULFUR, PETROLEUM,
Vivemos em uma época onde o ecossistema no qual estamos imersos, PSORINUM. Além do mais, dado seu cansaço subjacente, ele não faz
evolui e se modifica muito rapidamente. A poluição da atmosfera e dos exercício físico suficiente.
alimentos engendram neo-alérgenos que, solicitando repetitivamente nosso
Gordo ou magro, é um sedentário cujas análises frequentemente serão
sistema imunológico, desencadeiam uma psora que irá estourar em acidentes
perturbadas no sentido do excesso, mas de um excesso. que mesmo assim
alérgicos variados. Alergia aos pólens e aos ácaros, alergia alimentar
permanece moderado: glicemia um pouco forte demais, colesterol, uréia,
novamente em destaque, não são senão a parte emergente de umiceberg que
igualmente ácido úrico.
traduz, de fato, polissensibilizações complexas que tornambastante aleatórias
as dessensibilizações específicas ditas clássicas.
Êo :
De fato é usual que quando a dessensibilização a umalérgeno ou a um
grupo de alérgenos estiver terminada, o paciente se sensibilize a outros EH À hereditariedade é um importante fator de psora
alérgenos.
A psora reflete a intolerância progressivamente adquirida por nosso O código genético desempenha umpapel importante na constituição e
organismo no encontro de um ambiente cada vez mais iatrógeno. na transmissão da psora. Um gene modificado existe seguramente, e ainda não
foi posto emevidência.
Pais eczematosos, asmáticos, alérgicos, têm toda chance de engendrar
IM. Tétau e H. Lernout, Apresentação e clínica da micromicoterapia dinamizada,
uma criança psórica, em ausência de tratamento homeopático pré-natal. O
Cademos de Bioterapia nº 94, suplemento, junho 1987.
mesmo ocorre com a ascendência diabética, gotosa, ou ainda que tem
M. Tétau, Tratamento homcopático moderno dos eczemas e das micoses, Ed. Similia,
enxaqueca.
1988
A PSORA - 135
434 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

do Ciclo evolutivo
O interrogatório do paciente, ou quando se tratar de uma criança,
e.
pai ou da mãe, a respeito das doenças conhecidas dos pais ou da irmandad
nos dará informações sobre este ponto, de maneira clara e fácil. E clássico descrever três fases na evolução da diátese psórica.
Uma criança pequena, caso frequente, apresenta rinofaringites recidi- a) À psoralatente
O pai é
vantes «que -evoluem muitas .vezes para bronquites asmatiformes. E a fase em que a diátese se estrutura. Ela é assintomática por
do feno. O avô materno era
eczematoso e teve asma, A mãe assinala a febre
definição. Ela pode ser prolongada e não se mostrar a não ser no fim da
asmático. Estamos na psora em cheio!
existência. Ela pode -ser muito breve em caso de herança como .no Jactente
Na maioria das vezes são carbônicos em questão. A constituição atópico cujo eczemairá revelar a psora desde o 2º ou 3º mês de existência.
um belo
carbônica faz a cama para a psora. O bebê “atópico é em geral
oscilará entre seu remédio constitu- Ela será sistematicamente considerada em um indivíduo carbônico, se
CALCAREA CARBONICA cujo destino
queixando de fadiga, de tristeza e apresentando freqientemente problemas de
cional e este outro grande homeopsórico que é GRAPHITES.
digestão, episódios de prurido sem causa bem precisa.
CALCAREA CARBONICA irá corresponder frequentemente a esta
fase na criança, LYCOPODIUM noadulto.
Etiologias da psora
b) A psora estourada
Ela representa uma primeira fase de descompensação psórica e traduz
1) O eczemae todas as dermatoses extensas e rastejantes o esforço enérgico do organismo para eliminar suas toxinas adquiridas e/ou
2) A sarna parasitária hereditárias.

3) As micoses cutâneas Ela se caracteriza por uma inflamação brutal, violenta, mas de curta
ios e duração, de diversos órgãos e zonas do corpo com vistas à eliminação.
4) Os alérgenos do ambiente, mais precisamente cutâneos, respiratór
alimentares. As reações psóricas pôeni aqui em ação em uma sindrome inflamatória
5) Um consumo excessivo de açúcares e gorduras. aguda em um emunctório localizado: .
6) O sedentarismo. - cutâneo; dermatoses que queimam, ressumantes;

7) Uma herança de tipo alérgico ou de doenças metabólicas, - pulmonar: rinite. bronquite, asma aguda;
- digestivo: colites com diarréias, crise hemorroidal;
- neurológico: enxaquecas. estas verdadeiras tempestades: inflamatórias
vasculares; :
É de se notar que a psora não tem senão uma causa. Ela é pluricausal e
sua existência faz intervir um complexo conjunto de fatores etiológicos se - articular: periartrite do ombro, da coxa, das colunas . cervical e
engrenando uns aos outros. É então bem difícil detectar o primum movens lombar.
miasmático. A psora estourada é tipicamente centrífuga. SULFUR é seu grande
remédio, associado a seus auxiliares.
c) À psora descompensada

DINÂMICA PATOLÓGICA DA PSORA Ela se segue à psora estourada que, progressivamente, perde seu vigor,
cujas reações se atenuam e se entrelaçam para passar à cronicidade.

como no Ela se instala quer rapidamente, quer após anos de evolução. Tudo é
Nós a estudaremos em umplano dinâmico evolutivo, assim
questão de circunstância e de força vital do indivíduo.
plano sintomático nosográfico.
136 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A PSORA - 137

A psora descomperisada se traduz por uma exposição no tempo e por Estes sinais clínicos agrupam:
uma diminuição na intensidade das reações patológicas. Progressivamente se
a) Sinais cutâneos
instalam uma friagem bastante notável, uma tristeza irreprimível, uma fadiga
Tratam-se aí de sintomas determinantes para nosso
cada vez mais profunda. A reação vital se esgota progressivamente. Tudo se diagnóstico de
psora, pois a psora é a pele, e a pele é a psora,
passa como se ela se voltasse contra o próprio indivíduo.
Todo eczema comseus diversos aspectos clínicos,
A psora descompensada é centripeta. toda urticária, todas
as micoses com sua sintomatologia própria, são sintoma
s psóricos com a
Ainda aí, a localização emunctorial é evidente. Ocorrem: condição de que sejam acentuados e prolongados. A sarna
é evidentemente
- localizações cutâneas: dermatoses secas, com fissuras, descamantes, psórica,
de evolução. torpe; O simples prurido mesmo é de essência psórica. A psora coça.
= ocalizaçõ respirat
- localizações tratórias: astna repetitiva,
titiva, bronquites crônicas na Prescrevendo SULFUR de forma prolongada, serão frequentemente
desencadeados pruridos que testemunham uma eliminação
- fenômenos digestivos: insuficiência digestiva, colite crônica mais de tipo psórico.
dolorosa no sigmóide, hemorróidas permanentes; b) Sintomas respiratórios
- cefaléias, enxaquecas, vertigens; Comtipo de espasmos, de hipersecreções mucosas, evoluindo
de forma
alternada, periódica, crônica,
- dores articulares torpes.
PSORINUM, o nosódio da diátese. é o melhor similimum desta fase Podem ser rinites espasmódicas, asmas, bronquites em
geral de forte
secreção e de odor nauseabundo (HEPAR SULFUR). A
em total descompensação. febre do feno é um
bom exemplo de doença psóricá:
Portanto:
c) Problemas da termorregulagem que surpreende
m e causam
problema.
Psora latente —p> Psora estourada —» Psora descompensada
Ataques febris inesperados, sine materia na fase em que
estouram, até
mesmo na fase latente, levando a nítido agravamento pelo
calor.
CALCAREA ANTIMONIUM CRUDUM foge. do sol e do aquecedor.
CARBONICA SULFUR passeia de pés descalços, dorme comeles fora da
cama para
aliviar a queimadura. NATRUM MURIATICUM não-suporta
o calor solar.
a
A SULFUR ;———> PSORINUM De maneira inversa, a atenção pode ser chamada por
uma friagem
acentuada, cujo- máximo é atingido com PSORINUM, mas que
marca a maior
parte dos remédios psóricos, de CALCAREA CARBONICAa
ARSENICUM,
LYCOPODIUM passando por SEPIA, SILICEA, HEPAR SULFUR,entre
outros.
d) Periodicidade, alternância e cronicidade de todos os proble
mas,
são características bastante psóricas
Sinais maiores da psora Evidentemente com a condição de encontrar no histórico
do indivíduo,
em um momento qualquer, uma patologia cutânea,
A nosografia psórica está hoje bem codificada. Seus sinais clínicos se. - Periodicidade
acham assim na fase “de estouro” que descompensa. Eles podem mesmo ser
São ainda psóricos, a febre do feno, asma que retorna regularmente
detectados às vezes em período de latência. em-
determinadas épocas do ano.
138 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A PSORA - 139

Nunca omitir à busca de um ponto de partida ou pelo menos, dos


Vimos um dia. numa urgência, uma cantora de certo renome pra-
episódios relacionados à pele, sinal da psora. Uma asma, por exemplo, onde ticamente afônica. Ela devia cantar na mesma noite, Era, portanto. uma
haja antecedentes eczematosos, é uma asma psórica. Uma asma onde não haja grande catástrofe. A parganta estava vermelha, congestionada. com uma
estes antecedentes eczematosos, tem toda chance de ser tuberculínica, faringite granulosa, O interrogatório irá revelar que esta charmosa mulher
Fregiicntemente, então, não haverá periodicidade. sofria de certa fragilidade. traduzindo--Se ao menor excesso por vivas crises
O mais belo exemplo de periodicidade psórica é fornecido pelas hemorroidais.
“alergias sazonais. A alergia tem todos os caracteres da psora, a tal ponto que | Foi isso que aconteceu na antevéspera após um jantar um pouco
se pôde confundir alergia e psora. O. A, Julian falava então em “alergose”. copioso.
Ora, se a alérgia em geral é psórica, apesar de que haja igualmente alergias , Desde a parte da manhã, ela aplicou-se uma pomada anti-hemorroidal
tuberculinicas. a psora não se reduz: à; alergia. salvo, como, aliás, é a antiinflamatória. A crise de hemorróidas recrudesceu emvinte e quatro horas,
tendência atual, de fazer da alergia um.1 feiômeno generalizado, de fronteiras mas, em compensação, instalou-se uma laringite tenaz, mais perturbadora para
particularmente tênues. ela do que suas hemorróidas.
- Alternâncias . O interessante, aliás. é que ela se lembrava de já ter constatado o
A alternância é igualmente uma das características clínicas da psora fenômeno sem fazer a correlação que. entretanto, se interpunha entre sua
bastante evidente. garganta e seureto. tanto a coisa lhe parecia incongruente.

Estas alternâncias traduzem a tendência que tem a psora de migrar de A prescrição de AESCULUS, aqui em 7 CH. 4 glóbulos a cada duas
horas. acabou com sua afonia. Ela pôde desempenhar seu papel e tivemos
um local patológico a outro. Eis todo o problema das metástases mórbidas.
ocasião de segui-la por muito tempo para cuidar sua diátese psórica.
A palavra metástase tem aqui um significado diferente do que em matéria de
câncer. À metástase cancerosa traduz a disseminação do processo canceroso, a - Cronicidade
ocupação do organismo por células cancerosas. A metástase psórica reflete a Os problemas psóricos têm a particularidade de recidivar irresistivel-
leveza da reatividade psórica. Ela faz intervir primeiro um órgão, depois um mente ao longo da existência. Queimações brutais da : psora estourada,
segundo, e volta-se ao primeiro, fregientemente com intervalos livres. episódios rastejantes da psora descompensada. fazem do psórico um doente
Trata-se aí de um processo dinâmico que não implica, de imediato, perpétuo. Tudo se repete perpetuamente: asma. eczema, enxaquecas,
agravamento. A metástase cancerosa constituída traduz inelutavelmente uma vertigens, diarréias, hemorróidas.
situação estática de extrema gravidade. São pacientes que sempre têm alguma coisa. Eles são desanimados, e
A alternância eczema-asima é bem conhecida na criança atópica. também desanimadores para o médico desinformado.

Assim notamos:“Alternâncias eczema-broquite. eczema-reumatismo, A psora demora para ser tratada. E preciso informar isso ao paciente.
eczema--hemorróidas. . 9 Mas prescrevendo atentamente nossos remédios homeopsóricos, devemos
restabelecê-lo de forma suave e durável,
Outras alternâncias evoluem entre diarréias e reumatismos (DULCA-
MARA), entre diarréias e cefaléias: PODOPHYLLUM, tem diarréias no e) Sintomas digestivos
verão. cefaléias no inverno, O psórico come mal, digere mal,
Uma alternância interessante que temos encontrado na clínica é Assim, são sinais bastante psóricos:
a que faz ocorrer laringite c hemorróidas e inversamente. Ela é
- Perturbações no apetite
típica de AESCULUS e demonstra bem que a congestão portal
pode exercer seu efeito não somente no estreitamento venoso da Primeiro o psórico come bastante mal. Ele é glutão: ANTIMONIUM
mucosa retal. o que parece anatomicamente lógico, mas igualmente na CRUDUM, SULFUR, Já hepático; ele se sente satisfeito desde as primeiras
mucosa faringea. bocadas, LYCOPODIUM, mas se serve de pratos enormes.
140 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS “A PSORA - 141

Esgotado, ele acredita combater sua fadiga comendo muito e levanta nos pés. ANTIMONIUM CRUDUM, SULFUR detestam
se lavar: sentem
cheiro forte. Mas PSORINUM, HEPAR SULFUR, que
mesmo de noite, para esvaziar sua geladeira: PSORINUM, PETROLEUM. se limpam, não se
sentem melhor.
- Umavontade viva de açúcar e alimentos açucarados
“) No plano ginecológico
LYCOPODIUM, SULFUR, que são remédios de entrada na psora,
buscam.o açúcar que. aliás. agrava seu estado. Esta apetência pelo açúcar nos Iremos reter:
fornece um bom-sinal de. orientação diagnóstica em direção à diátese psórica. - prurido vulvar, leucorréias malcheirosas e irritantes:
O excesso de açúcar e de doces é bastante psorógena,
- à existência fregiiente de uma sindrome pré-menstrual que traduz
a
- Problemas do funcionamento intestinal periodicidade da psora.
Comtipo de colite, sobretudo sigmóidea. O cólon esquerdo é antes de k) A pele é malsã.
tudo psórico, o cólon direito é antes sicótico (NATRUM SULFURICUM). Há Em geral seca (ALUMINA), acinzentada, pruriginosa, que
bastante gás, de mau cheiro: SULFUR, PSORINUM. supura
facilmente (HEPAR SULFUR, SILICEA). Ela se cresta (PETR
OLEUM)
Há diarréias. Elas são freqientemente violentas pela manhã, forçando o descama (ARSENICUM).
paciente a sair da cama (PSORINUM, SULFUR). Sua parada abrupta agrava 1) Tendência geral às parasitoses
o doente.
- Primeiro cutâneas. evidentemente com a sarha. mastambém
- Constipação pulgas;
piolho. À criança que, na escola apesar da higiene maternal;
pega
Porém, há sobretudo constipação: o psórico frequentemente está piolho, é o pequeno psórico. nd
constipado e elimina mal, As hemorróidas são fregiientes, sempre muito
Mas também parasitoses internas: verminoses, tênia, ascaris
pruriginosas, bastante inflamatórias. ,
sobretudo oxiurose recidivante, Igualmente Entanha,; Lamblia
; são
f) Cefaléias e enxaquecas verdadeiras germes freqiientemente encontrados na análise fecal.
O psórico tem enxaquecas freqiientes. Estas cefaléias podem ser com m) Problemas dos fâncros, principalmente as unhas:
queimação. congestivas, com ondas de calor (SULFUR), se alternando com
A unha é um bom ponto de impacto da psora. SILICEA tem as
hemorróidas (ALOE). diarréias (PODOPHYLLUM). Cefaléias que podem unhas
manchadas de branco, ANTIMONIUM CRUDUM, GRAPHI
voltar periodicamente, a cada fim de. semana (PSORINUM). TES, PETRO-
LEUM têm as unhas grosseiras, deformadas, quebradiças. A unha
do artelho
*) Fadiga profunda maior é frequentemente uma das primeiras atingidas.
na
Uma fadiga profunda acompanha a vida toda do psórico. Ela se -n) Modalidades
acentua à medida que há o esgotamento da energia vital, sobrevindo depois
em explosões (SULFUR. ANTIMONIUM CRUDUM). Ela se instala de - Agravamento pelo frio, exceto SULFUR e NATRUM MURIATI-
“manhã. no fim da tarde com LYCOPODIUM. Por fim, ela se torna CUM. ANTIMONIUM CRUDUM se agrava pelo banho frio. LYCOP
ODIUM
permanente com ARSENICUM e, sobretudo PSORINUM que “só está bem na suporta mal o calor.
o
cama”. - Sensibilidade à ação da lua: lua e psora fazem um bom par.
Assim se
h) Tristeza profunda agravam: '
O psórico, a partir de SULFUR, é triste. Ele desiste de se curar Na lua nova: SILICEA, ALUMINA, ARSENICUM, SULFU
R.
(ARSENICUM, PSORINUM). Ele se torna mole e apático (GRAPHITES). A Na lua cheia: CINA, , CALCAREA CARBONICA, ALUMIN
tristeza se alimenta de idéias de culpa e de depreciação (SEPIA). ARSENICUM, LYCOPODIUM, NATRUM MURIATICUM. SULFUR, .,A,
i) Odor forte e desagradável
No quarto minguante: DULCAMARA, SEPIA.
Odor desagradável em todas as secreções e excrêções. CALCAREA
Como luar: ANTIMONIUM CRUDUM.
CARBONICA espalha um odor acre c acidulado. SILICEA tem mau cheiro
442 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A PSORA - 143

OS REMÉDIOS PSÓRICOS
SINAIS MAIORES DA PSORA

Hahnemann considerava que «para “trazer à tonauma psora “bem


ós doenças tara muito rapidamente.
| cutâneas prolongadas ou que term inaram enraizada, bastava dispor de um grande número de medicamentos homeopá
ti-
tás supressões móibidas. Após doenças intermináveis que esgotam a força cos.a serem prescritos, é lógico, sucessivamente em função da semelha
vital do indivíduo. nça.
Em1819, ele fez uma lista de 19 deles. que a completou aumenta
2) Estado depressivo com idéias melancólicas, tais como, depreciação, culpa. em 1828 para 34 medicamentos. Impõe-se então umensaio de classific
ndo-a
ação.
3) Fadiga profunda F A classificação dos remédios homeopáticos homeopsóricos pode
ser
4) Cronicidade, alternância, periodicidade de toda e qualquer patologia, sendo abordada emdois tempos:
um exemplo as manifestações alérgicas.
- Primeiro apoiando-nos na dinâmica evolutiva da psora. e iremos
5) Irregularidades térmicas:
distinguir os remédios da psora latente. da psora estourada e-
da psora
a) quer intolerância ao calor descompensada.
b) quer com maiorfrequência, frio extremo. - Emseguida, iremos definir as grandes linhas-sintomáticas comuns
aos
6) Fome excessiva e anormal, principais homeopsóricos.
7) Vontade de açúcar e doces.
8) Constipação relutante ou diarréias, piores pela manhã. Hemorróidas
pruriginosas.
Classificação dinâmica
9) Rinites espasmódicas, bronquites crônicas, asma repetitiva.
10) Erupçõescutâneas, qualquerque seja o tipo.
a) Os remédios da psora latente
11) Pele seca, malsã, de mau cheiro. Prurido persistente.
A sintomatologia é discreta, mas já é possível detectar um determinado
12) Mal odor em todas as secreções e excreções.
número de sinais que irão nos dar dois grandes remédios:
13) Tendência às parasitoses.
CALCAREA CARBONICA, o remédio constitucional. A psora pode
14) Problemas dos fâneros, sobretudo as unhas.
se desenvolver em toda e qualquer constituição. quer fosfórica,
fluórica,
silícica. Mas nunca estará completamente à vontade a não ser na constituição
MODALIDADES carbônica. CALCAREA CARBONICA é, de fato, um notável homeopsó
rico
cujos sinais patogenésicos e o tipo sensível delinciam um grande número
de
1) Agravamentos: sintomas psóricos. O bebê grandão. criança gorda, adulto enorme,
escleroso, o
velho redondo que volta a ter o rosto de bebê, todos estes carbônic
- supressão de uma eliminação, principalmente cutânea; os são
psóricos. Muitos, por seu excesso de peso, pagam. tributo à sicose, mas
- calor para uns, frio para a maioria; todos
evoluem à psora como testemunhamas dermatoses que surgem neles,
- O açúcar e os doces.
LYCOPODIUM é um homeopsórico fundamental. bastante indicado
2) Melhoras: em todas as etapas da vida do psórico. Sinais discretos de LYCOPODIUM
- tudo o que facilita as eliminações: podem já ser encontrados no psórico ainda Jovem. em período de latência
.
e exercício leve, moderado, prolongado Sinais bastante característicos surgemfrequentemente por volta dos
cingiienta
anos. O psórico idoso; finalmente, é com fregiiência um LYCOPODIUM
e regime leve, desintoxicante “do
tipo escarrado”.
- o ressurgimento de eczema.
A PSORA - 145
144 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

- NUX VOMICA. finalmente, remédio de temperamento interdiatésico.


Este insuficiente hepatobiliar vê sua intoxicação aumentar com o mas cuja polaridade hepatorrenal será muito útil a SULFUR,
passar dos anos. Ele emagrece em cima, engorda no baixo-ventre. Sua pele
ANTIMONIUM CRUDUM será nosso segundo grande remédio de
seca. amarelada, enruga precocemente. Ele enfraquece, e apesar de sua
psora manifesta. Sua gula o faz perder-se, e ele representa a primeira fase de
ambição. sua inteligência, perde confiança em si próprio. Nitidamente
descompensação de SULFUR. Ele se agrava pelo calor dos raios do sol (Cf.
friorento, ele se agrava pelo calor. Sua gula pelo açúcar agrava a psora. Por
NATRUM MURIATICUM), o do aquecedor. Seu eczema é ressumante,
fim, sua admirável lateralidade direita assinala o tropismo hepático. Velho,
amarelado, situando-se principalmente no rosto.
ele se torna melancólico: “A velhice é um naufrágio”.
. c) Os remédios de psora descompensada
Os auxiliares diretos de LYCOPODIUM serão:
Toda evolução farmacopráxica da psora vai se fazer pelo agravamento
Três remédios amarelos: BERBERIS, HYDRASTIS (igualmente
progressivo em direção a PSORINUM, o mais fraco dos psóricos, a partir de
cancerínico), CHELIDONIUM esse também lateralizado à direita. Todos
remédios-chave, intermediários.
agem sobre o fígado, o pâncreas e os rins.
Assim teremos;
- BRYONIA: ativo sobre o estômago-cólon e sobre as articulações.
Boca amarga e seca. Sensação de pedra pesada no estômago logo após ter GRAPHITES que é um CALCAREA CARBONICA descompensando
comido. Constipação com fezes muito secas, enegrecidas, volumosas sua psora. Seu aspecto constitucional, sua frialddade prende-o bem à
(NATRUM MURIATICUM. AMMONIUM MURIATICUM, MAGNESIA CALCAREA. Porém a fadiga: profunda traduzindo-se por linfatismo e,
MURIATICA que têm fezes como “bolinhas de cabra”). sobretudo seu “dartro pegajoso” assinalam o desenvolvimento da. psora.
CALCAREA CARBONICA e GRAPHITES serão os dois maiores remédios
b) Os remédios de psora estourada
da criança pequena atópica eczematosa.
Dois grandes, ainbos marcados por seu agravamento com o calor
SULFUR: remédio fundamental da época de calor flamejante. Sua | CALCAREA* CARBONICA & GRAPHITES
patogenesia nos traz erupções cutâneas de toda espécie, agudas, crônicas,
secas, gordurosas. Alternância, periodicidade, cronicidade marcam toda a
patologia. Seus pés são tão quentes que são colocados para fora da cama para SEPIA nos vem de PULSATILLA e ilustra, como assim o veremos,
refrescá-los. Congestão, desejo: de açúcar, diarréia matinal forçando a se com ARSENICUM,as relações entre tuberculinismo e psora. O psórico jovem
levantar muito cedo, mau odor em todas as secreções e excreções, fazem de é em geral um tuberculínico.. O tuberculínico idoso é um psórico. SEPIA é
SULFUR o rei dos homeopsóricos. O “fósforo” que permite ao organismo uma PULSATILLA muito friorenta piorando como frio; traduzindo sua psora,
eliminar todas as toxinas, queimando-as. por sua tristeza, suas idéias de depreciação, sua fadiga, suas ptoses, seus
Os principais auxiliares de SULFUR serão: dartros secos. A micose é a comensal habitual de SEPIA.

- ACONIT. ativo sobre as artérias, nosso grande antiinflamatório,


verdadeira “lanceta” de toda patologia aguda. PULSATILLA & SEPIA |
- AESCULUS, ALOE,ativos sobre as veias e os nós hemorroidais.

- CROTON, MEZEREUM, RHUS VERNIX, remédios de eczemas ARSENICUM, já bastante descompensado, indicado sobretudo para as
agudos. pruriginosos, que queimam, ressumante. pessoas idosas, nos vem de PHOSPHORUS. O arsênico. é o inverso do
fósforo. O romântico se tornou completamente desesperado. O homem sempre
- RHUS TOXICODENDRON, COLCHICUM,para as articulações com em ebulição se transforma em grande gelado. O eczema seco e descamante é
DULCAMARA, nitidamente mais sicótico pelo seu agravamento perante a o sinal de sua psora. O agravamento ao crepúsculo se deslocou para a
umidade.
146 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS A PSORA - 147

meia-noite. Ele permanece na agitação comum a ARSENICUM e PHOSPHO- Sinais maiores dos grandes remédios psóricos
RUS. Mas a primeira esgota, enquanto que a segundavivifica.

Pela semelhança, princípio universal, quando se aplica à sua definição,


| PHOSPHORUS 5 ARSENICUM os sinais maiores dos grandes homeopsóricos, irão evidentemente delinear os
sintomas maiores de identificação da psora.
HEPAR SULFUR, finalmente. grande supurativo, cuja pele malsã Os remédios psóricos serão, portanto, remédios que apresentam em sua
| engendra muitíssimos contratempos, irá se agravar de modo crônico para patogenesia:
“atingir SILICEA,este também supurativo, mas esgotado, tendo perdido todo o a) Sintomas cutâneos de tipo eczema, ou até mesmo de qualquer
entusiasmo vital. outra dermatose
- SULEUR, emprimeiro lugar, apresenta todas as formas possíveisde
| HEPAR* SULFUR 5 SILICEA eczema: eczema seco, eczema ressumante, dartros. O prurido
agravado pelo calor está sempre presente. A cronicidade é a regra,
- PSORINUM,também. é vítima de todos os tipos de eczema: crônico:
LYCOPODIUM será evidentemente encontrado na terceira ida-
seco, ressumante, se agravando no inverno, melhorando no' verão. Ele
de, implicando em uma psora descompensada. Ele segue o indivíduo a
também tem um prurido muito violento agravado no:calor da cama e
vida inteira. Pode igualmente surgir pela descompensação de SULFUR que
que incomoda o sono.
não consegue mais eliminar as toxinas. Será então a etapa para PSORINUM,
Emrelação a SULFUR. LYCOPODIUM tem umestatuto ambivalente. Tanto - ANTIMONIUM CRUDUM: eczema amarelado, gorduroso, da face e
do couro cabeludo.
pode precedê-lo como segui-lo. Toda a arte reside na manutenção deste
equilíbrio: , - GRAPHITES. remédio do “dartro pegajoso”. crosta escamosa, que
,
deixa escapar um líquido espesso como o mel. Seu eczema se
localiza em torno da boca, na comissura dos lábios sob forma de
' | LYCOPODIUM & SULFUR | perleche, no couro cabeludo, atrás das orelhas, nos dedos e nos
artelhos. nas regiões anal e genital,

SILICEA é um remédio: interdiatésico. Ele se refere e aponta para - HEPAR SULFUR, “figado de enxofre”: toda e qualquer feridinha
todas as diáteses. Ele sucede uma fase de supuração muito prolongada, por supura. Furúnculos e abcessos muito dolorosos, sendo a dor
excessiva em relação à causa que a desencadeia (cf. CHA-
seu componente psórico. Ele é o crônico de HEPAR SULFUR.
MOMILLA). Favorecea supuração; 4 e 5 CH; inibe a supuração: 7a
NATRUM MURIATICUM: como SEPIA, este grande policresto 9 CH..
tuberculínico se torna psórico ao envelhecer. Muito introvertido, é marcante
- SILICEA,toda ferida supura de maneira prolongadae repetitiva. Os
por sua magreza, seu apetite muito voraz e suaintolerância ao calor.
abcessos têm tendência a fazer fístulas, a se abrirem na pele.
PSORINUM, finalmente, “the last, not the least”, este nosódio da - ALUMINA: eczema muito seco, muito pruriginoso: racha até
diátese se situa no fim da estrada. Frilosidade e fadiga extremas, alergias sangrar. Este prurido se agrava com o calor da cama (cf. SULFUR.
repetitivas, lesões cutâneas variadas. mau odor são seus sinais. Pode-se nascer PSORINUM). Grande remédio do prurido anal, com CROTON, que
PSORINUM. Marcel Proust foi um vivo e genial exemplo. Na maioria das é ressumante,
vezes alguém se torna PSORINUM por volta dos cingienta anos e
- NATRUM MURIATICUM emsua vertente psórica apresenta acne
permanece-se até o fim de seus dias. às vezes um pouco prematuramente se a
com coceiras e herpes de localização labial. irrompendo ou se
homeopatia não se imiscuir.
agravando com o sol, ao mar.
148 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A PSORA - 149
- SEPIA: dartros secos, herpes circinado, micoses cutâneas (cf.
BERBERIS) alojando-se de preferência nas pregas dos membros. c) Sintomas digestivos, essencialmente intestinais
muito pruriginosas. As colites crônicas são tipicamente psóricas. Pode haver aí constipação
- PETROLEUM:.eczema seco -ou ressumante, mas sempre em fistula. ou diarréia ou alternância constipação-diarréias.
A pele se cresta. Agravamento pelo frio e no inverno. - Constipação: BRYONIA (grandes fezes secas, negras, duras),
NATRUM MURIATICUM (fezes pequenas como bolinhas “de cabra).
- ARSENICUM: empções cutâneas, secas. descamando abundante-
ALUMINA (fezes argilosas difíceis de expelir). GRAPHITES (fezes volumo-
mente em poeira fina “como a farinha” (KALIUM ARSENICUM:
sas envoltas em muco).
em grandes fatias). Prurido que queima.
- Diarréias: elas visam a eliminação. Diarréias fortes de manhãzinha
b) Manifestações respiratórias marcadas pela cronicidade e perio- (SULFUR. PSORINUM), diarréias negras. que queimam. fétidas. que causam
dicidade esgotamento de ARSENICUM, diarréias dos pequenos. por intolerância ao
Rinites espasmódicas que voltam na primavera ou no fim do verão. leite do pequeno CALCAREA CARBONICA ou de MAGNESIA CARBO-
NICA. diarréias aquosas de ALOE e de ANTIMONIUM CRUDUM após
bronquites crônicas recidivando a cada inverno. asma mais dificil para manter
excessos alimentares.
em sua periodicidade psórica porque as terapêuticas clássicas avolumam as
- Alternância constipação-diarréia: PODOPHYLLUM, ANTIMONIUM:
modalidades.
CRUDUM, COLLINSONIA (mulher grávida), CHELIDONIUM,
- ARSENICUM,coriza que queima, agravada ao ar livre. melhorando
d) Os sintomas que implicam em alternância são muito psóricos.
com o calor. Asma agravada entre meia-noite e 2 horas da manhã.
Eis o maior remédio de asma psórica (KALIUM CARBONICUM: - Asma e diarréias: SULFUR
asma tuberculínica). - Asma e eczema: ARSENICUM, SULFUR, PSORINUM.
- ARALIA: coriza abundante. com espirros que se agravam à menor - Asma € reumatismos: LYCOPODIUM, SULFUR:
corrente de ar. Asma que se desenvolve a partir do deitar, por volta - Cefaléias e diarréias: PODOPHYLLUM. ANTIMONIUM CRUDUM,
das 23 horas.
- Cefaléias e reumatismos: LYCOPODIUM, ALOE. BENZ
- ALLIUM CEPA; coriza espasmódica, periódica, escoriando mãos e ACIDUM. OEM
lábios, agravada com o calor (4 ARSENICUM), melhora ao ar livre. - Diarréias e eczema: SULFUR, CROTON, PETROLEUM.
Espirros. Fome canina. Colite flatulenta.
- Eczema e reumatismos: MEZEREUM, DULCAMARA, CROTON:
- NATRUM MURIATICUM: coriza crônica que se agrava às 10
- Hemorróidas e laringofaringites: AESCULUS,
“ horas da manhã. piorando com o calor.
e) Problemas na esfera alimentar
- HEPAR SULFUR: coriza, bronquite, asma crônicas, com expec-
toração espessa e malcheirosa. agravada com o ar frio, melhorando Apetite excessivo. desejo dominante de açúcar e de alimentos
com o calor. A asma melhora com o ar úmido (+ NATRUM açucarados.
SULFURICUM). LYCOPODIUM e SULFUR gostam excessivamente do açúcar.
CALCAREA CARBONICA e ANTIMONIUM CRUDUM são glutões.
- ANTIMONIUM TARTARICUM: bronquite. asma crônicas com
PETROLEUM se levanta à noite para comer, NATRUM MURIATICUM
expectoração difícil, agravada com o calor (cf. ANTIMO-
come muito e permanece magro. PSORINUM come avidamente, acreditando
NIUM CRUDUM), a umidade, a cada primavera, melhorando com o
frio. - assim compensar sua fraqueza.
8) E depois de uma frilosidade acentuada tornando
KALIUM NITRICUM: asma com dispnéia severa, agravada com o o frio
insuportável
movimento, exercício físico, esporte. É
Principalmente
n PSORINUM, mas também a maioria dos ho-
150 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
A PSORA - 151

ANTIMONIUM CRUDUM. LYCOPODIUM, NATRUM MURIATICUM - CHLAMYDIAE: às vezes encontrado.


preferindo o frescor, porque incomodados pelo calor.
Umisoterápico das fezes pode ser igualmente
aconselhado.
maior Vstes nosódios não objetivam “a não
ser patogenesias sumárias. A
: a entre eles não tem mesmo nenhuma patoge
Os nosódiosbioterápicos da diátese nesia. Serão prescritos
sobre a noção ctiológica. São mais antipsóricos
que homcopsóricos
Is di Dev evem ser prescritos em 7 a 9 CH, em posologia
i espaçada a cada 7 ou
Umúltimo grupo de remédios homeopáticos e antipsóricos será o dos tas, em função da evolução clínica.
nosódios bioterápicos da psora.
a) PSORINUM
PSORINUM é evidentemente o primeiro que vem à memória,
Desintoxicação do quadro cólico
Operacionalizado por Hering. experimentado a pedido de Hahnemann,
em um psórico ,
preparado por retirada nas vesículas de sarna, é um remédio notável. Sua
patogenesia, particularmente rica e detalhada. cobre todos os sintomas de uma
psora descompensada em mais alto grau. E um maravilhoso re-indutor de A cada dois meses, prescrever, por exemp
lo a
energia vital, SULFUR esfriado, ele é para a psora descompensada, de cada 7 dias, sucessivamente:
reatividade tão intensa como a de SULFUR na psora já declarada.
b) Nosódios intestinais 1 dose PARAB 12CH
Uma das grandes fontes de intoxicação psórica e ao mesmo tempo um 1 dose ENTEROCOCCINUM 12CH
dos grandes sintomas de psora é a disfunção intestinal, mais precisamente do 1 dose MONILIA ALBICANS
quadro cólico. 12CH
1 dose COLIBACILLINUM 12 CH
A psora se nutre da colite crônica, de fermentações intestinais -1 dose SCATOL
12CH
intempestivas, de inchaços., de problemas de passagem. 1 dose STREPTOCOCCINUM 12CH
É então importante manipular nossos grandes nosódios intestinais para 1 dose PUTRESCINUM
regular o funcionamento do cólon. Foi outrora a alegria dos nosódios de Bach
t2CH
1 dose PROTEUS
e Patterson. . . 12 CH
Hoje em dia. iremos utilizar um determinado número de bioterápicos
existentes legalmente. que irão nos ajudar a “limpar” o intestino c a
regularizar seus metabolismos. c) Os alérgenos
A lista é a seguinte:
Porque alergia é uma das grandes doenças
psóricas.
- PARATYPHOIDINUM B, COLIBACILLINUM. PROTEUS, EBER-
Pneumoalérgenos tais como:
THINUM: coliformes Gram-negativos.
- ENTEROCOCCINUM. STREPTOCOCCINUM: cocci Gram-posili- - Dermatophagoides pteronyssinus.
vos, frequentemente encontrados nas fezes. - Dermatophagoides farinae.
- PYROGENIUM: nosódio da infecção viral e/ou microbiana.
. Os famosos e microscópicos ácaros, “monstros”
- MONILIA ALBICANS e CANDIDINA: para a infestação micótica. da nossa época, podem
er neutralizados pela admina -
istração da dinamização correspondente:
+

- PUTRESCINUM, SCATOL e INDOLUM: produtos de degradação e


- dos bolores e poeiras da casa:
de nntrefacão.
1452 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS AÀ' PSORA - 153:

disponível
- POLLENS ou POLLANTINUM. A estirpe atualmente o À participação cutânea está sempre presente e assinala o processo
outros. A origem do pólen reativo psórico. Eczemas agudos ou forpes. às vezes simples prurido
agrupapólens de fléoio. hulco. dátilo, fétuco entre
?

na ativida de terapêu tica. Há traduzem que se coloque em jogo o emunctório da pele.


não desempenha. aliás, um papel determinante
uma estrutu ra “antige na “de base
em todo pólen. seja qual for sua origem. a Para canalizar, disciplinar a reação psórica. impõe-se então uma
feno, será prescrita,
comum. se bemque a título preventivo, na febre do renagem cuidadosa. Ela vira aliviar tanto a tarefa dos órgãos emunctoriais
seja qual for o pólen alergizante: como facilitará o processo de cura.
on qo já:.o havia. notado Hering, a dinâmica “salvadora “indo “do
1 dose POLLEN CH 30 por mês b ofun o à superfície. quer dizer dos órgãos profundos à pele, será preciso
precedendo em 6 meses 0 períodoalergizante renar não somente o tecido cutâneo, mas igualmente os emunctórios de
profundidade Pele, mas igualmente fígado. pâncreas, rime cólon, serão assim
a meta,

Alérgenos alimentares, tais como:


4 CH
- Peptonas da carne e/oude peixe e/ou do ovo, Prescreve-se de
Drenagem do cólon
a 15 CH emdessensibilização.
LAC
- Derivados do leite como LAC VACCINUM (leite integral) e
DEFLORATUM (creme deleite). | O cólon nos parece bastante importante na gêneseda psora: O psórico
em é quase sempre um colítico. Na-alternância de constipação e de diarréias
A isoterapia, ainda aí, pode ser utilizada com proveito, levando-se
tratado. dores abdominais estarão sempre presentes.
conta as sensibilizações específicas do pacient e psórico
do A drenagemcólica se fará prescrevendo:
Estamos então no domínio do idêntico e lembrar-se-á que a ação
idêntico é menos profunda que a do semelhante. ia - VÁCCINUM Bg mac. 1 D. | frasco de: 125 ml, SO a- 100 gotas por
tração
A idéia de dessensibilização especifica realizada por adminis
certame nte é sedutora . Mas, para que o E regulador do intestino irritado. estimulante em relação à constipação
oral de dinamizações isoterápicas
preciso sempre fazer intervir os grandes frenador em caso de diarréias.
resultado seja completo c durável. é
homeopsóricos de fundo.
p esta
€ Bu l

A DRENAGEM DA PSORA PELAS BIOTERAPIAS - Constipação


RHAMNUS
A psora. diátese muito grande de. auto-intoxicação crônica. se RHEUM 3 X, 1 frasco 30 ml
caracteriza essencialmente pelos esforços sérios levados a efeito pelo paciente ALOE
para desintoxicar seu organismo.
vezes
CASSIA
São as famosas crises de eliminação cuja violência às
de asma, - 15 a 30 gotas pordia.
surpreende. tão características da psora manifesta. Crises agudas
e se
surtos febris inopinados. diarréias e fluxo hemorroidal se sucedem
alternam assim, - Colites dolorosas comgás e diarréias. na mesma posologia:
A PSORA - 155
154 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

MOMORDICA - MORUS Bg mac. I D. a amoreira negra, cuja ação hipoglicemiante


era conhecida dos chineses desde a dinastia dos Han (500 anos a. €.): 50 a
CHINA: 3 X, | frasco de 30 ml 100 gotas por dia.
MALVA » - LAPPA TM. : agindo aao mesmo tempo sobre o âncreas
pân à 5
VALERIANA a 100 gotas). º , «ea pés GO
a — GARNIERITA D 8. este mineral do níquel. proveniente da Nova
ação, a edônia, estimula as funções endócrinas e exócrinas do pâncreas. Excelente
O organoterápico COLON será prescrito em 4 CH para a constip
e COLON 7 CH, remédio dos gases é das flatulências. 1a 3 ampolas por dia. para associar com
um supositório uma noite sim, uma não: | a 2 meses,
BLENDA D 8 (sulfato de zinco) e com ERYTHRITE D 8 (mineral do
diluição reguladora nas colites dolorosas.
cobalto). :
Patterson,
Emoutras fontes, inspirando-nos nos trabalhos de Bach e
do conduto intestin al, aument ando
damos importância à realização da limpeza
nosodio terapia específi ca, Somos
o nível das defesas imunológicas por uma
meses. dando
“assim levados, como já indicamos, a prescrever curas de dois Drenagem dofígado
altas dinamizações, 9 a 12 CH, diferent es nosódio s intestin ais.

Além do exemplo deste tipo de drenagem bioterápica, iremos ordenar Ela visa estimular as funções coleréticas: e colagogas do par
ao psórico 1 dose a ser tomada a cada domingo: figado-vesícula biliar. Uma ação hipocolesterolemiante será observada com
1º domingo: 1 dose PARA B 12 CH baixa concomitante dos triglicérides, se estiverem aumentados.
2º domingo: 1 dose ENTEROCOCCINUM 12 CH - TARAXACUM TM.: 50 à 100 gotas por dia para cura em La 2
meses.
3º domingo: | dose COLIBACILLINUM 12 CH
oo ROSMARINUS Bg mac. | D. 50 a 100 gotas. notável caçador de
4º domingo : | dose SCATOL 12 CH
radicais livres. o
5º domingo: 1 dose CANDIDINA 12 CH
- OLEA Bg. mac | D. 50 a 100 gotas por dia. excelente
6º domingo: 1 dose: PROTEUS 12 CH hipocolesterolemiante,
7º domingo: | dose EBERTHINUM 12 CH Uma pequena fórmula de drenagem fitoterápica complexa será
igualmente útil;
8º domingo: 1 dose INDOL 12 CH
A melhoraclínica é então espetacular.
BERBERIS
CHELIDÔNIUM

EH Drenagem do pâncreas CARDUUS MARIANUS 3X, 15 a 30 gotas ao dia


CHIONANTHUS
é bastante
Estimular o pâncreas é igualmente fundamental. O psórico
M. SULFU R) e como bom carbôni co, ele irá
amante do açúcar (LYCOPODIU
anos um floresce nte diabetes graxo. E A drenagem do rim
desenvolver por volta dos cinquenta
Preconizamos então:
| A creatinina, o ácido úrico são constantes fregiientemente aumentadas
- PANCREAS 4 CH. | ampola 3 vezes por semana. no psórico.
A PSORA - 157
156 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

Esta bioterapia utiliza dinamizações de microfungos a oitava decimal


O emunctório renal deve ser levado em consideração: repartidos em ampolas unitárias bebiveis.
- SOLIDAGO T.M.. PILOSELLA T.M.. 50 a 100 gotas ao dia serão Prescreve-se assim (para 3 meses: 60 ampolas):
prescritas com frequência.
- Intertrigos, herpes circunscrito, micoses dos artelhos:
- RIM 4.CH. 1 ampola | dia cada.2 da mesma forma,
º de manhã, | ampola de TRICOPHYTON RUBRUM D 8.
- SEIVA DE BÉTULA | D. 50 A 100 gotas, é um urocolítico
extraordinário. e à noite, 1 ampola de MONILIA ALBICANS D 8.
- Ptiriase versicolor:
e de manhã, I'ampola de PITYROSPORON D 8.
m Porfim e principalmente a drenagem da pele e à noite, | ampola de SACCHAROMYCES APICULARED 8,
- Candidoses cutâneas:
Em matéria de psora. a drenagem da pele tem evidentemente uma e 1a 3 ampolas ao dia. de MONILIA ALBICANS D 8,
importância capital,
A psora é de fato a diátese que implica sempre uma patologia cutânea
em um momento de sua história,
Scrá preciso então canalizar com cuidado esta eliminação cutânea: e
afora caso excepcional. evitar a prescrição local de corticóides e de
antibióticos. salvo talvez. em períodos - muito curtos em caso de exacerbação
insuportável. Eczema e micoses cutâneas serão assim tratadas cuidadosamente
por via interna.
É de se notar que afecções dermatológicas como o pênfigo c aerisipela
que colocam emjogo o prognóstico vital, pertencem ao domínio de uma psora
que instalada implica emtratamentos de urgência maciços e alopáticos.
Iremos utilizar para os outros casos. os três seguintes gemoterápicos.
50 a 100 gotas por dia:
- RIBES Bg mac. 1 D:corticoestimulante. antiinflamatório.
- CEDRUS Bg mac | D: eczema seco.
- ULMUS Bg mac | D: eczema ressumante.
- LAPPA MAJOR T.M.: 50 a 100 gotas por dia é um bom remédio de
acne recidivante.
- CONGLOMERATO D 8: litoterápico indicado em eczemas
que deixam traços. Pode ser prescrito conjuntamente com ENXOFRE
NATIVO D 8.
A drenagemcutânea irá se bencficiar igualmente com a micromicote-
rapia dinamizada. Ela é uma arma preciosa de tratamento de fundo para
cuidar das micoses cutâneas donde se conhece o caráter recidivante c
psorógeno.
O TUBERCULINISMO

DEFINIÇÃO

E uma diátese, portanto um estado dinâmico caracterizado por:

MH Uma forma reativa patológica específica

A reação inflamatória patológica ao estresse inicia-se e se


desenvolve
essencialmente no aparelho respiratório.

m A intervenção de um “miasma”, aqui facilita identificar o


ba-
cilo da tuberculose |

Um tuberculoso, mesmo curado, é sempre umtuberculínico. O BK.,


mesmo eliminado. deixa sua marca toxínica. Isso não. implica.
que um
tuberculínico seja fatalmente um tuberculoso, pois outras etiologi
as além do
bacilo da tuberculose podemser a origem do tuberculinismo,
Esta diátese é de individualização recente. O Dr: Antoine Nebel.
de
Lausanne identificou-a em 1927, a partir da psora hahnema
nniana, Deve-se
uma descrição precisa dela ao Dr. Léon Vannier,
O tuberculinismo põe em jogo um órgão vital essencial, o
pulmão.
cujo papel emunctorial será aqui destacado. o o
Emtodo tuberculínico, há uma alteração da função pulmonar, tanto
no
plano do metabolismo do oxigênio (e estamos: aqui na esfera
do oxigenoi-
dismo descrito por Grauvogl), como no das eliminações toxínicas,
como assim
160 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O TUBERCULINISMO - 161

o testemunha notadamente a hipercolesterolemia coexistente com frequência Às crises se repetem periodicamente. Ele tosse, ele cospe, é dispnéico. Suores
no atingimento pulmonar, noturnos abundantes.

A tuberculose pulmonar nos traz o exemplo típico da doença em Na infância, destaca-se uma sucessão de rinites, de bronquites. Ausência de
' eczema, o que elimina a noção de psora em primeira tinha.
relação à forma reativa tuberculínica.
Nesse longilíneo magro, elegante, artista, o tuberculinismo é evidente.
Tosse. expectoração. emagrecimento. suores noturnos. estabelecerão
em umplano clínico, a ligação entre tuberculose e tuberculinismo. Esta asma tubsrculínica irá responder favoravelmente a uma série de re-
médios tuberculínicos, IPECA, SAMBUCUS, ARSENICUM e dinamizações de tuberculi-
nas, ns
Tuberculinismo =
Tosse + Expectorações + Emagrecimento
+ Suores noturnos > O pequeno Thibaud R., 8 anos, tem a cada inverno, resfriado em cima de
restriado, bronquite em cima de bronquite. A cada episódio, forte ataque febril. Thibaud
está literalmente sob uma torrente de antibióticos. Os pediatras consultados aconselham
Todos esses sinais se encontram essencialmente na patogenesia de aospais, paciência, pois cedo ou tarde “a criança irá se curar por-si mesma”, com
paciência...
PHOSPHORUS. Este grande policresto será, portanto. por semelhança. um
remédio-chave da diátese. A criança emagreceu, está fatigada, com adenóides. Gânglios múltiplos.: Uma
tossinha persistente, chiados brônquicos quando da auscultação. Estamos diante de um
Iremos mesmo encontrá-los na patogenesia de TUBERCULINUM.
pequeno tuberculínico.
nosódio bioterápico da diátese. tal como o estabeleceu A. Nebel.
] Thibaud irá reagir muito bem aos.remédios tuberculínicos prescritos, Em um ano,
Um emunctório. outro que não o pulmão, pode ser colocado em xeque estará livre de todos estes problemas pulmonares.
no processo tuberculínico.
Trata-se do par rim-bexiga. cujo atingimento se traduz pela sobrevinda
de cistites infecciosas repetitivas. > À Srta. C.S,, 22 anos, secretária, é vítima há um ano e meio, de cistites por
colibacilos, que se sucedem a cada 3 meses.
Encontra-se aqui uma noção conhecida da medicina tradicional
chinesa, a dos relacionamentos energéticos chamados de “criação” (ciclo Nos antecedentes, descobre-se a noção de um vírus de pele, há 3 anos, sem
tratamento específico, A radiografia pulmonar é, aliás, normal.
Cheng). O pulmão “nutre” o rim.
Notam-se igualmente bronquites invernais regulares,
O tuberculinismo é uma forma reativa aguda, viva, “flamejante”. O
fósforo queima, alto e claro, resíduos e toxinas. Ele implica uma mobilização A Srta. €.5. é uma fosfórica bastante típica: Nós a consideramos, portanto, como
uma tuberculínica a ser tratada comotal. O colibacilo, visto constantemente nasurinas; é
rápidae intensa da energia vital, de fato um “germe de saída", .
-A este respeito. refere-se, sobretudo (mas não exclusivamente). a
A cura definitiva da Srta. C.S. não será obtida a não ser a partir da prescrição de
indivíduos jovens. crianças. adolescentes. Nasce-se tuberculínico. Velho, altas dinamizações de tuberculinas, especialmente TUBERCULINUM.
morre-se em geral psórico.
O tuberculinismo se desenvolve de preferência na constituição
fosfórica. Temperamentos nervosos e sangiiíneos estão mais precisamente
implicados. ETIOLOGIA

m Observações clínicas A forma reativa tuberculínica se desenvolve principalmente (mas não


unicamente) numindivíduo jovem, de constituição fosfórica. O fosfórico é o
tipo sensível da diátese,
— Clement L., 19 anos, estudante de artes plásticas, sofre desde os 2 anos de
asma severa.
As etiologias tuberculínicas são:
O TUBERCULINISMO- 163
462 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

à
A contagem da tuberculose O problema é muito mais preocupante nas crianças sensíveis
ao
impregnação tuberculínica, que apresentam às vezes uma anergia notável,
ser repetida
encontro com o B.C.G. Nelas, a vacina “não pega” e deve
a) A tuberculose, em primeiro lugar inúmeras vezes: o que, como agora se sabe, é contra-indicado.
marcá-lo
O acidente de tuberculose de que é vitima o indivíduo. irá Note-se que a administração, uma semana antes da vacinação. de uma
reatividade
por toda “a -sua existência com uma evidente e permanente dose V.A.B.9 CH, diluição homeopática de B.C.G. irá facilitar
a obtenção do
tuberculínica. vírus tuberculínico.
ficar. Mas
O tuberculínico não é forçosamente um tuberculoso, nem irá
o tuberculoso é sempre um tuberculínico.
a o
São equivalentes uma infecção principal severa, que justific infecções pulmonares severas
uo já
tratamento específico, uma virose de pele acentuada, em um indivíd
imunizado,
bacterianas
A tuberculose deve-ser buscada igualmente nos ascendentes
diretos. Infecções pulmonares severas e/ou. repetitivas, quer sejam
zando o
pai, mãe, tios, tias, e irmãos e irmãs. Ir além, não seria razoável . Dado o ou virais, sobrevindo na infância ou na adolescência. podem, fragili
s, temos todos certame nte, tecido pulmonar, ser igualmente fonte de tuberculinismo.
universalismo da tuberculose nos séculos passado
ancestrais que foram tuberculosos. Responsabilizaremos ainda:
pela
O código genético tem. portanto, sua importância. Ele explica a) À coqueluche e o sarampo
se tornam tubercul ínicos, enquant o que
noção de sensibilidade que alguns - vacinas
Compreender-se-á então facilmente que a propósito das
outros não. do B.€.6.
correspondentes, façamos as mesmas observações que à respeito
b) O B.€.6. ias. Mas
, o Nas creches e escolas-maternais, estas. vacinas são necessár
A vacinação pelo B.C.G. engendra com fregiiência. no tipo sensível elas implicam em que coloquemos em funcionamento,
concomitantemente
Calmett e-Guéri n é um bacilo atenuad o de
tuberculinismo. O bacilo de uma prevenção tuberculínica. É
do tipo
tuberculose. porém vivo. Alguns lactentes são, desde seu nascimento, repetidas
fosfórico. Estes, comcerteza, irão se tornar tuberculínicos. b) Pneumonias, pleurisias, traqueobronquites infecciosas
ar
A maioria dos bebês é carbônica. Nenhumdeles irá se tornar fosfóric
o c) O mal de Besnier-Beck-Schaumann ou sarcoidose pulmon
o-se comprid os, emagrec endo. São genetica -
durante o crescimento, tornand
mente codificados para serem tubercul ínicos.

Estas observações não significam que em nome de um eventual em


no fato de que, A multiplicação extraordinária dos pneumoalérgenos
tuberculinismo, recusamos a vacinação. Mas elas implicam nosso mundo moder no
concomitantemente à vacina, colocar iamos em funcion amento nossos medica-
mentos homeodiatésico s.
o tabaco, que
c) Reações tuberculínicas repetidas Seguramente, há pólens que sempre existiram. Há-
s. Há os famoso s ácaros, os
de fumado perto dos pequeninos, lesa seus pulmõe
Um dos piores hábitos em medicina preventiva é a multiplicação relacionada
micas à tubercul ina, a cada ano, na criança, com o temíveis dermatofagóides, cuja taxa de desenvolvimento está
reações cutâneas intradér edifícios: Há, por
ir a virose, com os tecidos aveludados ou de lã, ou ainda da idade dos
louvável pretexto de verificar se um B.€.6. praticado para introduz érica. À
renovada de fim, exacerbando o perigo de todos esses fatores, a poluição atmosf
testemunha a imunidade esperada. Ora, a administração , gera uma irritação
tuberculina, mesmo em dose ínfima, desenvo lve no organis mo frágil de uma elevada taxa de anidrido sulfúrico no ar de nossas cidades
ão de todos os fatores
criança sensível, uma reação imunológ ica, origem do tubercul inismo. permanente do aparelho pulmonar, facilitando a agress
164 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
O TUBERCULINISMO - 165
precedentes. A criança que respira mais perto do solo, está mais frente ao
perigo do que o adulto, A reeducação respiratória. uma ginástica corretiva, estão entre as
Estamos aí em domínio que se aproxima do tuberculinismo da psora. primeiras providências a serem prescritas ao jovem tuberculínico.

“Desmineralização” global do indivíduo


OS SINAIS MAIORES DO TUBERCULINISMO

A antigiidade do termo não deve dissimular a realidade clínica sempre


A observação e a integração de um determinado número de sinais
atual que encobre,
clínicos bem precisos irão nos orientar sobre um diagnóstico de tuberculi-
nismo. São testemunhas:

De nosso raciocínio calcado sobre a semelhança, iremos, aliás, deduzir a) O comprimento, entenda-se a magreza apesar de um apetite
o ou os remédios a serem prescritos para eliminar esta tendência patológica. muito voraz (NATRUM MURIATICUM, IODUM, ABROTANUM)
Estes sinais maiores são os seguintes: O tuberculínico é em geral um hipertiroidiano. Pode comer muito sem
ganharpeso.
b) Dores fregiientes na espinha dorsal

E Grande sensibilidade reativa a todas as agressões do aparelho | O tuberculínico cresceu muito rapidamente. Seu dorso é deformado
respiratório, do cavum aos bronquíolos e alvéolos pulmonares (cifose, principalmente escoliose) e. dolorido. Segiielas da epifisite de
Scheuerman. Sensibilidade dolorosa: das vértebras dorsais (PHOSPHORUS).
Não pode dormir a não ser em cama dura (NATRUM MURIATICUM).
a) O tuberculínico se resfria facilmente
c) Fadiga física rápida, contrastando com uma necessidade de
“Pega uma gripe por nada”. Comeste paradoxo: “Amandoo frescor do agitação permanente (PHOSPHORUS, ARSENICUM, T.K.)
ar livre”. (Tuberculinum).
Muda de lugar, mexe pés e pernas sem cessar (ZINCUM). Gosta de
b) Nítida sensibilidade ao frio e à infecção da rinofaringe viagens que cansam.
O nariz escorre facilmente. Otites frequentes. Rinofaringites recidi- d) Fadiga nervosa igualmente muito rápida
vando desesperadamente na criança pequena.
Inteligente, brilhante, romântico, o tuberculínico se deprime rapida-
c) Nítida sensibilidade dos brônquios e pulmões mente por excesso de atividade ou traumatismo psicológico. Ele gasta sua
Bronquites e asma, testemunham a reatividade pulmonar. À asma vida com intensidade (PHOSPHORUS). Então se torna triste, indiferente,
“pura” em contato com os pneumoalérgenos é tuberculínica, e a asma avesso a todo trabalho intelectual,
“associada” ao eczema é psórica. Para a criança tuberculínica, o princípio do ano escolar é sempre de
d) A insuficiência respiratória infraclínica é sempre subja- bom desempenho, mas o fim não é tão bom.
cente a esta patologia pulmonar
O tórax do tuberculínico, em geral fosfórico voltado para frente, é
sempre bastante estreito. A posição em grade das costelas é marcada por
EH Variação extrema de todos os sintomas, físicos e/ou mentais
capilares venosos dilatados, testemunhando a anoxia permanente. Escoliose e
cifose de uma coluna que tenha crescido demasiadamente rápido, acentuam o
fenômeno.
O caráter paradoxal é típico. Passa rapidamente do riso às lágrimas e
inversamente (PULSATILLA, IGNATIA). Dores erráticas.
O TUBERCULINISMO - 167
166 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
m Cistalgias e cistites frequentes na mulher
€ perigosa de um estado de
Sobretudo: descompensação brusca a
inesperado pode suceder de forma rápid
saúde frágil, lábil. Um agravamento
ra.
uma inelhora aparentemente confortado Recidivante apesar da -antibioterapia. .Colibacilo. e coliformes são
ico, apirético, tranquilo.
Deixa-se à noite, um paciente tuberculín comensais do :tuberculinismo.
ãzinha com 40º. quase asfixiado.
Encontrar-se-á o mesmo, de manh

Hipersexualidade
Cefaléias frequentes

entemente desencadeadas ou
Occipitofrontais ou globais, mais frequ Podendo ser seguida de frigidez (SEPIA) e impotência (PHO
ainda por um relacionamento sexual.
agravadas por um trabalho intelectual ou RUS. ZINCUM). ” ia

Apetite vivo Regras abundantes


dos, de leite, de queijo.
Com desejo de sal, de alimentos salga
ização pela alimentação salina. o Antecipadas. causam esgotamento, traduzindo bem a tendência hemor-
Disfarça-se instintivamente a desmineral
mal digeridos. Assim, PULSATILLA
Intolerância aos alimentos gordurosos rágica da diátese (CHINA. IPECA. KALIUM CARBONICUM).
LAMEN. É ela que corta cuidadosa-
detesta a manteiga. assim como CYC
-la na beira do prato.
mente a gordura do presunto para deixá

m Dores articulares agudas

Diarréias fáceis
Erráticas, agravadas pela umidade. Dores que aumentam, sobretudo nas
ca. gerando fadiga e
Freqiientes, sem dor, evoluindo de forma crôni costas.
PHORUS).
desmineralização (CHINA, IODUM. PHOS

E Congestão venosa periférica


“Coração agitado”

s picantes (IGNATIA).
Com taquicardia (IODUM), algias precordiai Frieiras. Acrocianose (PULSATILLA).
tares.
Hipotensão ortostática geradora de mal-es

E Transpiração profusa
Tosse fraca e frequente

pelo calor. melhorando com


Resfria-se facilmente A tosse é agravada Semalívio. sobretudo à noite, principalmente nas costas (T.K.).
wrta SMDNYA
168 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O TUBERCULINISMO - 169

Tendência às hemorragias de sangue vermelho 5. Variação extrema de todos os sintomas com descom
pensação brusca e
perigosa de um estado de saúde lábil.
Caráter paradoxal da sintomatologia,
Abundantes, repetidas: epistaxes, hemoptises ou escarros “ferrugem” 6. Cefaléias desencadeadas elou a ravadas elo trabalho
(PHOSPHORUS, FERRUM PHOSPHORICUM), hematúrias (FORMICA : jad | nte ectual pe a

RUFA, COLIBACILLINUM). PURPURA, 7. Apetite voraz com desejo de sal e de alimentos salgados.
8. Diarréias fáceis e repetidas.
9. Cistites e cistalgias frequentes na mulher.
Ataques febris inesperados sem causa aparente 10. Hipersexualidade. Regras muito abundantes, cansativa
s.
11. Congestão venosa periférica. Acrocianose,
Febre crescente. Desequilíbrio térmico: hipertermia brutal sine materia 12. Transpiração profusa, principalmente à noite.
(PHOSPHORUS, IODUM. NATRUM MURIATICUM). friagem extrema 13. Tendência às hemorragias de sangue vermelho.
(KALIUM CARBONICUM, CALCAREA PHOSPHORICA).
14. Ataques febris inesperados, sem causa aparente.

MODALIDADES
SINAIS MAIORES DE TUBERCULINISMO

1) Agravamento:
1. Sinais de tuberculose, de primoinfecção severa, de doenças ditas tuber- - O calor no plano funcional, mas também o frio no plano pulmonar.
culínicas (coqueluche, sarampo) e vacinas aferentes (B.C.G. e outras) em um
indivíduo de tipo fosfórico, o tipo sensível. - Em local fechado.
2. Em seguida a colibaciloses repetidas. - Com tempo úmido frio.
3. Grande sensibilidade reativa a todas as agressões, em particular ao frio, de - Quando das tempestades
todo aparelho respiratório, do cavum aos bronquíolos Com insuficiência
- Ào crepúsculo
respiratória subjacente:
2) Melhora:
a) Resfria-se facilmente, “pega friagem facilmente”, com este paradoxo
“adorando o frescor do arlivre”. - O frescor, o arlivre no plano funcional.
b) Nítida sensibilidade-rinofaríngea: rinofaringites recidivantes. O nariz escorre - O repouso, desde que possa se mexer quando se tem vontade.
facilmente. Determinadas febre do feno.
- No campo, na montanha de altitude média.
c) Nítida sensibilidade dos brônquios e parênquima pulmonar. bronquites
repetidas, asma. Tossefraca e frequente.
4. “Desmineralização” global:
DINÂMICA PATOLÓGICA
a) Magreza apesar de apetite voraz: hipertiroidismolatente.
b) Dores na coluna dorsal: “Aumentou muito rápido”.
O tuberculinismo se expressa em uma patologia que coincide
c) Fadiga física rápida contrastando com uma necessidade de agitação
evidentemente comos sinais maiores da diátese,
permanente das pernas.
r
d) Fadiga nervosa igualmente rápida: brifhante no início, mas esgotando-se com E uma patologia que atinge essencialmente o indivíduo jovem.
rapidez. / “Nasce-se tuberculínico, morre-se psórico”.
O TUBERCULINISMO - 171
170 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

icamente por meio de Uma patologia hepatodigestiva


Em um fundo reativo crônico, ela evolui dinam
acidentes agudos. intensos, violentos.
destino patológico é
O tuberculínico é rico em energia vital. Seu Gastroenterites, Diarréias fáceis e crônicas. Alergias alimentares,
marcado por: Ou, ao contrário. . umaq constipaçã
pação renitente,
à com fezes secas
(BRYONIA, NATRUM MURIATICUM, MAGNESIA MURIAÁTICA).

primeiro plano
Uma patologia respiratória, por definição, em
Uma patologia cardiovascular

a) Afecções repetidas do cavum


o interno em relação - Palpitações, taquicardia, hipotensão ortostática.
Rinites. rinofaringites, otites sobretudo do ouvid
com a inflamação do cavum. - Congestão venosa, acrocianose, sindrome algodistrófica, friciras.
pleurisias, pneu-
b)Traqueobronquites, bronquites, pneumonias, - Síndromes hemorrágicas. Hemofilia.
motórax espontâneo,
c) Acidentes respiratórios alérgicos
e aos pólens. asma
Coriza espasmódica. febre do feno por sensibilidad ã Uma patologia urogenital
por reação às poeiras, ácaros, mofo,
d) Todas as secreções mucosas respiratórias - Cistites repetidas de coliformes ou com urinas claras na mulher.
ATILLA, STAN-
Elas são espessas. não irritantes. amareladas (PULS - Fosfatúria (CALCAREA PHOSPHORICA).
S, FERRUM). Elas
NUM) às vezes estriadas de sangue (PHOSPHORU - Dismenorréia pubertária. até mesmo amenorréia (PULSATILLA).
o.
participamda eliminação toxínica do tubcrculínic

psíquico e de EH Uma patologia osteoarticular


Uma patologia nervosa do tipo de desequilíbrio
disritmia neurovegetativa
o Dorsos doloridos. melhorando quando: descansando: em. uma su-
perfície dura.
ação
a) Depressão fácil sucedendo a fases de superexcit - Reumatismos inflamatórios de V.S. elevada: R.A.A., poliartrite
a tudo (PHOSPHORUS. KALIUM PHOSPHO- reumatóide, espondiloartrite, pseudopoliartrite rizomélica. o .
Indiferença
isolamento. caráter es-
RICUM. PHOSPHORICUM ACIDUM. SEPIA).
da precoc e atinge em geral o
quizóide, esquizofrenia. A demência chama
tuberculínico.
Umapatologia cutânea
ao contrário, ano-
b) Perturbações do apetite com bulimia ou,
rexia
. . « . º - Urticárias: elas são em geral tuberculínicas, enquanto que os eczemas
ola ções variadas
c) Uma hipe'simpaticotonia com espasmos e contra são psóricos. o
a das vezes.
A espasmofília é de essência tuberculínica na maiori - Acnes.
O TUBERCULINISMO - 173
172 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

| A introdução de uma molécula iodada ameniza sempre a. ação


do
REMÉDIOS TUBERCULÍNICOS remédio de base. Assim, PHOSPHORUS TRI-IODATUS é de se
preferir
para o tuberculínico, se PHOSPHORUS parece desencadear uma reação
muito
vivaz. Assim também acontece com ARSENICUM IODATUM.
Os remédios tuberculínicos são .-aqueles cuja ..patogenesia revela
sintomas determinantes semelhantes aos sintomas dos estados tuberculínicos. Eis aí as chaves do tratamento dos tuberculínicos.

A noção etiológica intervirá igualmente com os nosódios bioterápicos.

Os nosódios-bioterápicostuberculínicos
O grande remédio da diátese: PHOSPHORUS
Exceto TUBERCULINUM (T.K.) que foi objeto de experimentação
PHOSPHORUS é o grande remédio da diátese tuberculínica, pois sua patogenética por Nebel e pode, portanto, ser prescrito de acordo
com a
semelhança sintomática, estes nosódios são dados segundo a noção
patogenesia reproduz, de fato, os sintomas essenciais do tuberculinismo. etiológica
diatésica.
São: :

Os outros remédios de fundo a) Os tuberculínicos


Portanto produtos provindos direta ou indiretamente do bacilo
da
tuberculose.
a) O remédio constitucional: CALCAREA PHOSPHORICA
o TUBERCULINUM ou T.K.: antiga tuberculina de Koch. Prepara
CALCAREA PHOSPHORICA irá evoluir de forma constitucional, de do
a partir do cozimento filtrado no qual foi cultivado o B.K.
acordo com a seqiiência de agravamento, para KALIUM PHOSPHORICUM,
MAGNESIA PHOSPHORICA, AMMONIUM PHOSPHORICUM para termi- - TUBERCULINUM RESIDUUM ou T.R.: tuberculina residual
nar pelo ácido. PHOSPHORICUM ACIDUM, obtida pela trituração do B.K. recolhido quando da filtração do coziment
o
precedente.
b) Os remédios temperamentais
Portanto:
O tuberculinismo se expande através dos 4 temperamentos hipocráti-
cos.
Entre os sanguíneos quentes e úmidos, encontramos PULSATILLA. T.K. = EXOTOXINAS DO B.K.
- NATRUM MURIATICUM, quente e seco, pertence aos biliosos, assim T.R.= ENDOTOXINASDO B.K,
como IODUM..
de KALIUM CARBONICUM. frio e úmido, é linfático, assim como - AVIÁRIA: tuberculina preparada apartir de bacilos da tuberculose,
SEPIA. isolados de pássaros. Ela é de atividade mais amena. que T.K. Utiliza-se nos
anciãos e nas crianças.
ARSENICUM,frio e seco. é do temperamento nervoso.
- V.A.B.: Vacina Atenuada Bilié, que não é mais do que B.C. G. cujo
c) SULFURIODATUM nome não pode ser utilizado pelos farmacêuticos, pois protegi
da por uma
É o derivado iodado de SULFUR. Ele facilita as eliminações marca comercial.
tuberculínicas. A presença de molécula iodada, modera a reatividade b) Nosódios provenientes de doenças tuberculínicas
flamejante do SULFUR, sempre a se temer neste hiper-reativo que é o
- MORBILLINUM, exsudato rinofaringeo purulento de sarampão.
tuberculínico.
O TUBERCULINISMO - 175
174 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

nto de coqueluche d) Nervos


- PERTUSSINUM. exsudato faringeo purule
ça de Hemop hilus pertus sis. - IGNATIA, KALIUM PHOSPHORICUM. PHOSPHORICUM ACT-
verificando-se a presen
DUM. ZINCUM.. MAGNESIA PHOSPHORICA.
e) Os coliformes
e) Fígado
do tuberculinismo.
Responsáveis por infecções urinárias características
- CHELIDONIUM, CARDUUS MARIANUS.
ANTICOLIBAC-
=“ COLIBACILLINUM e seu corolário SERUM
da terceir a decimal em f) Rim c bexiga
CILINUM, único nosódio a ser liberado a partir
ampolas bebiveis. - FORMICA RUFA, SOLIDAGO, APIS.

- PROTEUS. g) Genitais
- HELONIAS, ALETRIS, CYCLAMEN.,
d) Os pneumoalérgenos
preciosos. pois h) Coração e artérias
Mais “sarcódios” que “nosódios” no sentido inglês. mas
ulínicas. - CRATAEGUS, CONVALLARIA, STROPHANTUS.
são a origem de muitas afecções respiratórias tuberc
de isoterápico dos
- POLLENS para prescrever quer sob forma i) Pele
to padronizado €
diversos pólens individualizados. quer sob forma de conjun
- APIS, RHUS TOXICODENDRON.
polivalente preparado a partir de diversos pólens.
DO preparado - SIEGESBECKIA: supurações crônicas.
- Dermatofagóides variados. PULMÃO-HISTAMINA
anafilático, excelente à) Articulações
pelo Dr. Danoa partir de uma cobaia morta por choque
remédio do tuberculínico alérgico. - Tendões e: ligamentos: RHUS TOXICODENDRON, RHODODEN-
DRON.
- Serosas: APIS, BRYONIA.

E Os remédios de ação específica k) Sangue


- CHINA, FERRUM METALLICUM, FERRUM PHOSPHORICUM.,
sos serviços.
Sua orientação organotrópica é útil, pois prestam numero
Eles agem sobre:
BIOTERAPIAS DOS ESTADOS TUBERCULÍNICOS.
a) Pulmões
ILAGO,
- DROSERA, IPECA, SAMBUCUS, BRYONIA, TUSS
O “tuberculinismo prepara numerosas afecções bastante específicas,
- FERRUM PHOSPHORICUM (antiinflamatório): tanto no plano pulmonar, quanto no urinário e nervoso.
NUM, MANGA-
- KALIUM SULFURICUM. BERYLLIUM, STAN As bioterapias têm: aí um. interesse maior. Elas asseguram uma
drenagem de proximidade, já rica de efeitos terapêuticos, e paliam os riscos
de agravamento inerentes à diátese tuberculínica já que se sabe o quanto ela
b) Rinofaringe
descompensa rapidamente, e às vezes de maneira trágica.
- ALLIUM CEPA, MANGANUM.
O tuberculinismo, de fato. herdeiro da psora, tem dela todos os
e) Tircóide potenciais de descompensação, sem se beneficiar das possibilidades de
- SPONGIA. AQUA MARINA, HEDERA HELIX,
CALCAREA drenagem espontânea que representa o emunctório cutâneo, tão tipicamente
psórico. Isto explica os riscos consideráveis de agravamento deste terreno,
IODATA.
176 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O TUBERCULINISMO - 177

É, portanto, extremamente importante drenareste paciente. À patologia b) Outros antiinfecciosos imunoestimulantes


tuberculínica é vasta. Ela se liga não somente ao aparelho pulmonar que é
ROSA CANINA Bg mac. 1 D: 100 gotas diariamente para adulto, 5 a
preciso proteger, mas igualmente ao rim e ao sistema nervoso.
10 gotas por ano de idade na criança a partir de 4 anos.
Diversos tipos de situações clínicas podem se apresentar.
ECHINACEA T.M,, notável antiinfeccioso, ativo contra bactérias e
vírus. Eficazes contra rinofaringites, bronquites repetidas. 60 a .70 gotas
diariamente para o adulto. 5 gotas por ano de idade na criança a partir de 4
E Imunoestimulação tuberculínica anos, sem ultrapassar 30 gotas no total.
A micromicoterapia tem igualmente uma estupenda ação antiinfec-
ciosa. -
Uma das primeiras orientações de drenagem bioterápica em relação a
este terreno tuberculínico será de assegurar uma melhor qualidade às defesas Prescrever-se-á, por exemplo, em infecções O.R.L. e pulmonares, em
imunológicas. É preciso aumentá-las, regulá-las, assegurar a eliminação de uma noite 1 ampola PENICILLIUM NOTATUM: D 8. na outra noite
complexos imunes, as “toxinas” de acordo com Léon Vannier. STREPTOMYCES GRISEUS D 8, durante | a 2 meses, Febres que perduram,
resistindo à antibioterapia maciça, são assim detidas.
a) THYMULINA
Outras misturas micoterápicas são interessantes:
THYMULINA,prescrita essencialmente em 9 CH, mas às. vezes mais
alta e em dinamizações korsakovianas, é um notável imunoestimulante, ativo Citam-se:
sobre todos os terrenos, mas. sobretudo, sobre este terreno tuberculínico. - nas bronquites crônicas:ASPERGILLUS BRONCHIALIS D 8;
THYMULINA é extraída do timo cuja importância se conhece no - nas asmas: PENICILLIUM GRISEUM D 38. antiinfeccioso, anties-
código das defesas imunológicas. Conhece-se sua estrutura precisa, É um pasmódico:
nona-peptídeo cujo elemento ativador é um metal, o zinco. A presença deste
- nas síndromes inflamatórias agudas O.R.L. e pulmonares, a triade:
zinco, ZINCUM, metal tuberculínico, explica sem dúvida seu tropismo
diatésico específico. e ASPERGILLUS FUMIGATUS D.8;
THYMULINA é um nosódio tuberculínico importante. Nós estabelece- e FUSARIUM OXYSPORUM D 8;
mos sua patogenesia. Prescrito de 9 CH a 30 CH,ele intervém em nossas e PENICILLIUM CANDIDUM D 8,
sequências medicamentosas da mesma forma que outros nosódios, tais como,
A litoterapia: eia traz antiinfecciosos e antiinflamatórios.
V.A.B.. MORBILLINUM, TUBERCULINUM, AVIARIA.
- CHALCOPYRITA AURIFERA D 8;
A ação imunoestimulante de THYMULINA 9 CH pode: ser utilizada
em inúmeras circunstâncias patológicas tuberculínicas, das mais benignas às - OURO NATIVOD 8;
mais graves. - PRATA NATIVA D 8
Dessa forma: 1 ampola 2 a 3 vezes ao dia.

- desde os primeiros sinais de uma sindrome inflamatória do tipo A organoterapia, por fim, drena:
gripal, em umindivíduo cansado, astênico, prescrevo, 3 noites em seguida, 1 - o pulmão: PULMINA D 8, 1 ampola por dia, com o apoio de
dose de THYMULINA 9 CH. A ação é tão eficaz quanto a de ACONTT, DIAPHRAGMAD 8;
porém mais prolongada;
- à alergia: HISTAMINA D 8, | ampola por dia, com o apoio de
- nas rinofaringites de repetição, 1 dose de THYMULINA 9 CH SUPRA-RENAIS D 6.
semanalmente, no período invernal, 2 a 3 meses, imuniza o cavum das - O infestino grosso, de maneira indissolúvel ligado como nos ensina a
crianças com problemas. energética chinesa ao pulmão, por COLON D 8.
178 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O TUBERCULINISMO - 179

FÍGADO, PÂNCREAS, RIM em diluições estimulantes, poderão Será necessário em seguida, encadear os tratamentos tuberculínicos de
igualmente ser utilizados. fundo.

Colibaciloses repetidas Desequilibrio neurovegetativo

É fregiiente no tuberculínico, que é em geral um fosfórico longilíneo,


A infecção urinária recidivante, na maioria das vezes por colibacilos,
desmineralizado, apresentando perturbações respiratórias, do metabolismo dos
mas igualmente por Proteus, Klebsiella, Aerobacter, até mesmo um Gram+ íons Ca, P, K e, sobretudo Mg.
como umestreptococo, é fregiienté na mulher jovem tuberculínica.
o A “espasmofilia” é sua tradução habitual, e depressões brutais podem,
Ainda aí, THYMULINA 9 CH, | dose semanalmente, ECHINACEA igualmente, agravar a evolução psíquica do tuberculínico,
T.M. serão valiosas para aumentar as defesas imunológicas. PILOSELLA
A litoterapia é muito interessante, na ocorrência, pelo aporte energético
T.M. é igualmente interessante por sua atividade bacteriostática, especifica- mineral que ela representa.
mente voltada contra os germes Gram-. Iremos aplicar os esquemas de
GLAUCONIA D 8 é um excelente regulador de todas as desordens: de
tratamento do tipo.
tipo espasmófilo. Associo-o freqiientemente a 2 organoterápicos ansiolíticos,
EIXO-CÓRTICO-HIPOTALÂMICO 9 CH ou/e ZONA LÍMBICA 9 CH.
Crise de colibacilose aguda DIOPSIDE D 8, SAL GEMMA D 8, SILICA MARINA D 8, irão
intervir com uma ação remineralizante profunda, completando a ação de
nossos remédios constitucionais.
durante 10 dias:
A ciência médica recusa atualmente a espasmofilia; a clínica a observa
- De manhã, meio-dia e noite: 25 gotas ECHINACEAT.M. diariamente no tuberculínico.
+ 1 ampola SERUM ANTICOLI. D 3. Também:
- noite sim,noite não: 1 dose THYMULINAS CH.

Evitar-se-á assim o emprego de antibióticos não desprovidos de risco ESQUEMA DE TRATAMENTO BIOTERÁPICO DE UMA ESPASMOFILIA
iatrogênico e frequentemente mal tolerados.
No tratamento de urgência, em uma paciente tuberculínica vindo Diariamente:
consultar por um problema de colibacilose recidivante. porém fora da crise,
- De manhã: 100 gotas TÍLIA Bg mac. 1 D de1 frasco 125 ml
iremos prescrever ainda: |
-À noite,1 ampola: ,
“- De manhã: 100 gotas de PILOSELLA T.M.
* um dia: GLAUCONIA D 8,20 ampolas; .
- À noite:
« no dia seguinte: EIXO-CÓRTICO-HIPOTALÂMICO 9 CH, 20 ampolas.
e IL dia. 1 ampola BEXIGA D8.
- Ao meio-dia, 1 ampola:
e outro dia 1 ampola BORNITE D 8.
* um dia: SÍLICA MARINAD 8;
- A cada 7 dias alternadamente: 1 dose THYMULINA 9 CH. 1 dose e no outro dia: DIOPSIDE D 8.
COLIBACILLINUM 12 CH,
Acrescentar, sem dúvida, os grandes remédios constitucionais e os nosódios
Durante | ou 2 meses. tuberculínicos.
180 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

75 gotas, irá favorecer


No indivíduo jovem, ABIES Bg mac. | D 20 a
eu muito depressa, assegurando
a fixação de cálcio no esqueleto, que cresc
assima harmonia do crescimento e
do equilíbrio neurovegetativo.

O CANCERINISMO

DEFINIÇÃO

O cancerinismo, enquanto diátese, é uma forma reativa que orienta na


direção do risco oncógeno.
O tumor canceroso, o câncer disseminado não são nunca acidentes
fortuitos.. Eles são a reta de chegada de um processo patológico prolongado,
respondendo a um estresse denaturezas diversas. Estabelece-se assim uma
lenta degradação das defesas imunológicas que precedem a explosão
cancerosa,
Sendo tendência patológica reativa, .o cancerinismo se integra em nossa
análise diatésica. A. Nebel, criador da noção, compreendeu-a.
Tudo se passa como se determinados indivíduos estivessem codificados
para desenvolver diferentes formas de câncer. .
A hereditariedade é freqiientemente a causa. Custou-se muito a admitir.
Mas hoje, ninguém contesta que. há famílias com' câncer, o que confirma o
estudo genético.
Por câncer, entende-se, a partir de zonas inflamatórias, o desenvolvi-
mento anárquico de células “monstruosas” que encontraram caracteres
embrionários explicando sua multiplicação rápida.
Este desenvolvimento pode tomar desde o início uma forma “dissemi-
nada” como nos cânceres do sangue ou o sistema linfático. Pode ocorrer sob
forma de um tumor limitado, ou de infiltração sólida localizada, como nos
cânceres dos seios, da-próstata, do intestino. Mas a disseminação, a
metástase, permanece como a regra. sem dúvida concomitante com o tumor
primitivo.
É contra ela que são postas em operação as quimioterapias clássicas
necessárias.
O processo diatésico cancerínico se caracteriza, portanto. pela tríade:
182 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O CANCERINISMO - 183

inflamação — Multiplicação — Disseminação


Enquanto forma reativa patológica, o cancerinismo é seguramente uma
diátese que explica o câncer. mesmo que não o atraia obrigatoriamente.
O cancerinismo se assemelha, portanto, à sicose pela multiplicação, Mas o que se dizer de “miasma” oncógeno? Existe um miasma
pela neoformação, e à psora, pela metástase disseminativa mórbida. exógeno do câncer?
£
Toda .diátese .é identificada pela observação de. uma moléstia grave A -esta pergunta. minha resposta será “afirmativa. mesmo que na
cuja evolução traz à luz o reativo diatésico. ocorrência o miasma não seja univoco, esteja bem indeterminado. e se aqui, o
Assim a sífilis concretiza a lues, a blenorragia, a sicose, a sarna, a termo miasma parecer inadequado.
psora. Falar em origem miasmática, implica que se tente elucidar a noção de
O câncer do seio, um problema maior da saúde pública, parece-nos causalidade.
quando da ocorrência de um modelo confiável para identificar o reativo Veremos aqui, que há fatores alimentares, agressões repetidas. fontes
cancerínico, sem por isso entrar em todos os arcanos específicos anatomopa- de irritação e inflamação em longo prazo,
tológicos. Nosso fito é verificar o que é comum a todos os cânceres. A etiologia viral já foi invocada, mas quase não objetivada, afora
O estágio inflamatório é fácil de evidenciar no câncer do seio. excepcionalmente o tumor de Burkitt. Ela explica, aliás, a junção de
Determinados cânceres mamários se desenvolvem logo em seguida a um co-fatores concomitantes à presença viral como na papilomatose do colo
traumatismo, mesmo que mínimo, da glândula. A presença de microcalci- uterino, implicada no desenvolvimento do câncer insitu.
ficações concretiza esta inflamação. A extensão das mastopatias proliferantes, A: sobrevinda de um câncer implica certamente uma falha grave dos
portanto inflamatórias, é igualmente comprovável. mecanismos de defesa imunológica. É bem provável que sejamos todos
O tumor se desenvolve então pela multiplicação das células cancero- portadores de células cancerosas mantidas sob controle, por um policiamento
sas, às expensas do epitélio dos galactóforos ou dos lóbulos glandulares. Em linfocitário. Isso vem testemunhar a sobrevinda de diferentes tipos de câncer
ausência de diagnóstico e de tratamento, o processo neoplásico produz um no doente de Aids, abaixo de uma determinada taxa de CD4,
nódulo carcinomatoso que vai crescer, se espalhar, endurecer. A vinda à tona de uma diátese cancerínica rotulando- um terreno de
Por fim a disseminação: as metástases vão se alastrar, não somente por certa fragilidade patológica, nos permite compreender que o câncer não. é um
via linfática, mas também sangiiinea, tendo como uma primeira meta as fenômeno fortuito. Ele representa a culminação de um longo processo,
vértebras, fígado e pulmões. De maneira análoga à diátese psórica. há um cancerinismo “latente”
Quando da ocorrência, a importância de um “terreno” patológico perceptível por determinados sinais crônicos e um cancerinismo “declarado”
subjacente ao desenvolvimento da afecção fica evidente e é perfeitamente terminando em câncer. Antoine Nebel, Léon Vannier! já o tinham
admissível, Há, portanto, como se imaginar a realidade de uma diátese compreendido.
cancerínica. 4 .
A homeopatia não possui, é evidente, o remédio para os cânceres
Todas as mulheres que desenvolvem tal câncer, apresentam uma declarados - quem o tem? Isto não significa que ela' seja: inútil ao. lado dos
hipersensibilidade aos estrógenos do tecido mamário. A dosagem dos tratamentos clássicos, bem ao contrário,
receptores o objetiva. É essencial aqui, que se leve em conta a duração da Por outro lado; no cancerinismo latente. podemos, pelo manipular de
exposição do seio aos estrógenos. nossas dinamizações. recolocar no sentido: correto -o funcionamento do
A influência hereditária é agora bem conhecida. Uma mãe. uma irmã, organismo, a força vital desregulada.
vítimas de tal tipo de câncer, aumentam a probabilidade oncógena. A pesquisa Por aplicação da semelhança, dispomos de fato de remédios can-
genética traz sua confirmação. Dois genes foram aqui identificados, o cerínicos.
B.R.C.A. 1 (Breast Cancer) no cromossomo 17, o B.R.C.A. 2 no cromossomo
13, A transmissão destes genes se faz de forma dominante e gera um risco
maior entre 90% das mulheres que portamestes genes.
Léon Vannier, Os cancerínicose seu tratamento honieopático, Ed. Doin 1952.
184 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
O CANCERINISMO - 185

A este respeito, e voltando a nosso modelo patológico, o câncer do Da mesma forma, determinados virus que induz
seio, CONIUM MACULATUM, a grande cicuta. será um dos remédios-chave, em à falha das defesas
imunológicas irão favorecer o desenvolvi
mento de cânceres variados. A
ao lado de THUYA, fazendo a ligação entre sicose e cancerinismo,

responsabilidade dos H.[.V. parece provada
no sarcoma de Kaposi, e outros
De fato, na patogenesia “de -CONTUM. “assim como na de THUYA, retrovírus podem ser responsabilizados. tais
como, HTLV 1 no linfoma T.
encontramos todos os .sinais funcionais, até mesmo lesionais, que caracterizam
o estado cancerínico, com umtropismo mamário evidente em CONIUM.,

O fator iatrogênico

ETIOLOGIA
Nenhum medicamento que se beneficie de
uma AMM. provoca sem
sombra de dúvida um câncer. É uma
verdade: .comprovada. Senão, este
O fator hereditário medicamento perigoso não teria obtido
A.M.M. e nenhum médico o
prescreveria. Felizmente os legisladores
são extremamente rigorosos a
respeito.
Ele é muito importante,
Por outro lado, ignora-se: muito risco de - deter
Há famílias com câncer: câncer do seio, cânceres cólicos. sindrome de minados tratamentos
alopáticos em longo prazo, prolongados ao infini
Li-Fraumeni, atingimento maligno de múltiplos órgãos. to, de fato toda uma
existência. As experimentações hospitalares. farmacológ
icas não são feitas a
Mas o interrogatório de nossos pacientes revela outras relações, por não ser em curto espaço de tempo.
exemplo, câncer da próstata no pai e no filho, mais ou menos com a mesma Qual será o destino patológico dos doentes que
idade, ou ainda câncer do intestino na mãe, câncer do seio na filha, pelo fato de seu estado,
sejam obrigados a tomar em longo prazo
remédios cujas consegiiências
Há uma predisposição genética global ao câncer, que convém pesquisar negativas sobre a defesa imunológica se conhe
ce? Éo caso dos corticóides ou
com muito cuidado quando do interrogatório de nossos pacientes, em relação dos tranquilizantes tão banalmente prescritos.
a seus antecedentes parentais. Um dia a análise genética irá nos trazer uma Os tratamentos hormonais também acarretam
problemas. O hormônio
resposta precisa, centrada no genoma. masculino favorece incontestavelmente o cânce
r da próstata. Aliás, é muito
pouco prescrito.
O mesmo não ocorre na hormonoterapia femin
ina.
O fator viral A prescrição de estrógenos e de progesterona
, atualmente, é pratica-
mente sistemática para as mulheres na menop
ausa. A intenção é louvável:
evitar. combater a osteoporose. Entretanto, não
Desconfia-se muito dele, mesmo que não tenha sido provado. só não está provado de forma
confiável que esta: hormonoterapia preserva da
descalcificação.: mas. além de
Conhece-se o potencial oncógeno de determinados virus imputados no tudo, estatísticas incriminam um aumento
do risco de câncer no:seio e no'
desenvolvimento de certos tipos de tumores: vírus papilomatosos do tipo útero.
“Papova na sobrevinda de cânceres do colo uterino, vírus da hepatiteB e Evidentemente. há mais estatísticas que apontam
carcinoma hepatocelular, relação entre o linfoma de Burkitt, que é um câncer no sentido contrário.
Mas, assim mesmo, permanece a dúvida.
Ora, o câncer é uma doença muito
da nasofaringe, e o vírus de Epstein-Barr cuja sorologia francamente positiva Brave para que se esqueça nosso ideal hipocr
ático: “Primum non nocere” (em
nos parece umbom indicador biológico da propensão cancerínica. primeiro lugar não lesar).
Além do mais. inúmeros virus oncógenos foram colocados em Aliás, os clássicos não se enganam ao recom
endar na ocorrência, uma
evidência nos animais. supervisão atenta dos seios. para quem,
um antecedente de câncer é uma
contra-indicação absoluta.
186 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O CANCERINISMO - 187

O simples bom-senso médico nos incita à maior prudência. Atual- A multiplicação dos exames radiológicos ocorre no mesmo sentido.
feminino. Convém. portanto. limitá-los e trabalhar com a ecografia. que traz
mente. há uma superimpregnação hormonal artificial do sexo
os trinta e até além, hormôni os pós-men opáusic os a observações preciosas. sem aparentemente efeitos iatrogênicos.
Contracepção oral até
caininha ndo no sentido de uma patologi a ÂÃ respeito desta radioatividade crescente. o medicamento RADIUM
partir dos cinqiienta, tudo isso
iatrógena da qual infelizmente um dia, dar-se-á conta. BROMATUM utilizado em doses espaçadas emaltas dinamizações, de 9 a 30
CH. será um excelente preventivo,
A hormonoterapia da menopausa não é condenável em si Alguns
meses de hormônios. seguramente não fazem correr risco.
Mas em longo prazo, em minha opinião, ela não deve scr sistemática.
acentuada, O fator alimentar
Ela deve ser reservada a determinados casos de osteoporose muito
a a outros
onde o risco de fratura está em primeiro plano. a ser associad
tratamentos, limitando-os no tempo. O fator alimentar e tóxico desempenhamseu papel.
a
Lembremos o caso dos adolescentes cujas mães foram submetidas Determinados alimentos são irritantes para as mucosas. digestivas.
de risco. por meio de
tratamentos intempestivos e ineficazes para gravidez Alimentos defumados. como peixes. embutidos apimentados são suspeitos de
vi-
determinados estrógenos. Entre 12 e 20 anos de idade. vê-se o desenvol favorecer os cânceres digestivos. sobretudo no cólon, evidentemente com a
mento de cânceres vaginais. condição de ser uma base muito importante da alimentação. O mesmo ocorre
com uma nutrição muito à base de carnes. Carnes e peixes defumados não
Temostido casos abomináveis entre nossas pacientes.
deverão ser consumidos a não ser com moderação.
O excesso de álcool favorece o câncer do: esôfago e potencializa os
perigos do fumo. O chá degustado pelos japoneses em sua clássica cerimônia
A poluição atmostérica induz a cânceres do estômago, verdadeiro flagelo nacional, que faz nossos
colegas nipônicos utilizarem admiráveis sondas endoscópicas miniaturizadas
em para os rastrear sem dor. Quanto ao fumo, droga tão espalhada que se torna
Determinados agentes irritantes espalhados na atmosfera favorec
de anidrido s alimentar - e o charuto está voltando com força, e as mulheres o fumam cada
incontestavelmente a sobrevinda de cânceres. A presença
r, vez mais - tem sua responsabilidade no desenvolvimento dos cânceres
sulfurosos e sulfúricos. muito agressivos para o parênquima pulmona
brônquicos e é denunciado sem parar. Veneno cumulativo. o risco aumenta
favorece sem dúvida o câncer do pulmão.
além de 250 000 cigarros queimados ao longo de uma existência. Isso, aliás,
Mas o que me parece mais inquietante. apesar de todos os desmentidos não impede que nossos contemporâneos continuem a fumar. o que ilustra bem
oficiais, é o aumento da radioatividade atmosférica. apresença da morte em cada um, como o notou Freud, ele mesmo morto pelo
Em seguida à explosão de Tchernobyl, assistiu-se à multiplica- mo.
parece pou-
ção de nódulos tiroidianos. Sua probabilidade oncógena Emcontrapartida, um regime sadio, leve, com tendência vegetariana,
tecido
ca. mas sua presença traduz uma irritação preocupante, do frágil rica emfibras, é um excelente meio de atenuar o risco digestivo.
tiroidiano.
Os vegetarianos .ignoram praticamente o câncer do. intestino. Os
Da mesma forma. o terrível melanoma conhece um crescimento adeptos de determinadas seitas onde o fumo e as bebidas alcoólicas são
consideradas
bastante preocupante. A pinta, a' “mosca” não eram outrora rigorosamente proscritos têm bem menos cânceres do que o mais comum dos
quase como perigosas. o
mortais.
o
Hoje em dia, a caça às pintas. é com toda razão, impiedosa. pois Outros agentes não alimentares podem, aliás. intervir: na gênese do
dissemin ação
risco de sua transformação maligna é muito sério, com câncer. Esta carcinogênese química revela a doença profissional.
ultra-ránida.
O CANCERINISMO - 189
188 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

uma causa forte dos Umoutro viúvo foi levado alguns meses após o falecimento de sua
Citemos entre outros: O amianto, atualmente esposa. por um câncer da próstata com metástase. Um caixeiro. evidente
mente
eos do carvão de hulha, as
mesoteliomas pleurais, os epiteliomas cutân fumante inveterado, desenvol veu umcânce r do pulmão seis semanas após sua
a pelas aminas aromáticas, os
Icucoses do benzolismo, os cânceres da bexig demissão.
vinil. agente constitutivo “de
angiossarcomas do fígado pelo cloreto de são
inúmeros plásticos. Mesmo o modesto pó de serra gem. pela irritação repetida Nos dois anos que se seguem a uma aposentadoria mal recebida,
pode provo car um câncer do etmóide. gênero de acidente, sendo o segundo ano mais perigoso que O
que engendra nos operários expostos. propícios a este
primeiro.
A lista de carcinógenos químicos é longa.
alimentar. os perigos
Lembremos igualmente. e voltamos aí ao plano
do ciclamato e das aflatoxinas.
no mundo. Experimen- SINAIS MAIORES DE CANCERINISMO
O ciclamato é um agente edulcorante espalhado
rato, após uma longa fase de
talmente, ele provoca cânceres da bexiga no
fatência!. Existe um determinado número de sintomas que permite fazer um
fungo. o Aspergillus
As aflatoxinas são toxinas secretadas por um micro diagnóstico de cancerinismo.
oim e do milho. de determinadas -
flavis. agente contaminador do amend Mas convém lembrar que cancerinismo não é câncer e que um só sinal
tem um dos maiores poderes
regiões da África. Ora. a aflatoxina Bl não é suficiente para criar uma: diátese. E preciso um quadro: de. sinais, no
hepatocarcinogênicos conhecidos, mínimo 3. como sublinhava Hering, a respeito da determinação do similimum.
é a maior latência
Uma das características de todas estas moléculas
e O apare cimen to do câncer. Sua
entre a exposição aos carcinógenos
na medida em que à
verificação. portanto. é difícil e isso é mais preocupante No plano geral
os dos quais se ignora
indústria química lança, todos os dias. novos produt
totalmente o poder cancerígeno.
de risco, portanto -do a) Tendência à formação de nódulos inflamatórios endurecendo
A importância da nossa concepção de umterreno
€ preven ir no indivíduo facilmente, às vezes indolores, frequentemente doloridos.
cancerinismo. é reforçada. pois permite prever
sensível. portanto ameaçado. - Seios: mastose acentuada e dolorosa, numerosas microcalcificações,
ainda não características do câncer. A sindrome: pré-menstrual está aqui
é
delineado. O agravamento antes das regras, no décimo quarto dia do ciclo;
nítido. Os seios, doloridos.
O estresse psíquico
- Útero: hipertrofia e. sobretudo. endurecimento. Sangramento fácil.
Menometrorragias.
pelos ares as defesas
“Um grande estresse psicológico pode fazer ir
. - Próstata: nódulo prostático duro. prostatites repetitivas que levam ao
imunológicas e favorecer a explosão de um câncer
endurecimento da glande. elevação do P.S.A,
morre de amor. ou à
Com a aproximação do ano 2000 ainda se classicamente indolores, mas freqiiente-
- Gânglios: duros,
margemdahistória, Tristão c Isolda. nas. ca-
mente dolorosos. múltiplos. a serem buscados com cuidado
assassinado aos 40
A esposa de um de meus pacientes. tragicamente deias axilares e inguinais. Infiltração concomitante. da pele em relação aos
por um câncer no útero,
anos. seguiu-o na tumba 6 meses mais tarde. Icvada gânglios.
de desenvolvimento ultra-rápido.
- Cólon: pólipos recidivantes, retirados pela colposcopia. para análise
ainda benignos.
ns ll TEMIA
190 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O CANCERINISMO - 191

b)Dores que queimam, lancinantes, repetitivas, se eternizando nas - Tosse repetitiva, seca ou produtiva, de agravamento matinal.
regiões inflamatórias, principalmente no trato digestivo: boca. estômago,
- Expectoração às vezes sanguinolenta.
cólon, reto.
e) Diminuição acentuada, preocupante, da energia vital, impossível - Dispnéia de agravamento rápido.
de não ser notada. se traduzindo por: c) Rim
- Fadiga profunda, inexplicável, ao longo do dia, sem recuperação - Infecções urinárias repetitivas. resistindo aos tratamentos, levando a
noturna. praticar a U.L.V. reveladora.
- Friagem excessiva de aparecimento recente e que se acentua com o - Febrícula leve, mas inexplicada, regular. que arrasa em longo prazo,
tempo.
d) Geniturinário
- Tristeza intensa com ruminação mórbida, idéias sombrias e
sobretudo medo do câncer. - No homem: disúria com próstata dura. Aumehto do P.S.A.
- A alteração dos fâneros a se pesquisar, sobretudo nas unhas que se - Na mulher: hemorragias uterinas. quisto do ovário com irregula-
tornam quebradiças. canceladas, deformadas. A unha do dedão do pé é a ridade no invólucro e elevação do C.A, 125.
primeira a ser atacada c evoca às vezes uma unha psoríaca.
- Papilomas nocolouterino.
- Emagrecimento lento. progressivo. em relação à anorexia classica-
- Mastodinites com gânglios axilares e elevação do CA 15,9
mente eletiva pela carne, mas às vezes semalteração de regime, fenômeno
inverso daquele observado na sicose, que aumenta e ganhapeso. - Antecedentes de inúmeras I.V.G.
e) Pele

- Cor pálida, acinzentada, amarelada.


EH No plano local
- Inúmeras manchas marromescuro, bege. manchas rubi (THUYA).
- Verrugas. numerosos molluscum.
a) Digestivo
- Queimações na boca. Glossite sine causa, que termina por
“incomodar” todos os especialistas. Placas de leucoplasia em relação aos
fragmentos dentários, tabagismo. Endurecimento das glândulassalivares. Modalidades

- Queimações no estômago. de aparecimento recente, se agrávando


mais ao comer (+ ANARCARDIUM) com emagrecimento. Determinadas alterações nos sintomas podem ser notadas sem que
- Dores que queimam e de câãimbras abdominais, colite acentuada tenhamvalor absoluto.
não cedendo ao tratamento medicamentoso. Constipação de instalação a) Agravamento
recente, contrastando com uma passagem até então regular. No homem em
O cancerinismo se agrava emgeral:
particular, ter a coloscopia fácil.
- Pelo frio: a frialdade traduz a baixa energética.
- Hemorróidas permanentes, intermináveis, podendo acusar a
existência de pólipos subjacentes. - O inverno

- Fígado inchado. dolorido, duro. - Umaalimentação muito rica. cheia de carnes.

b) Pulmões - Um esforço físico ou mental excessivo e constante que esgota as-


defesas. Voo
- Tabagismo intenso comirritação laringofaringea.
192 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS
'O CANCERINISMO - 193

b) Melhora
d) Câncer do rim, da bexiga emrelação com o tabagismo
Melhora com:
e) Cânceres genitais:
- Umclima ameno e temperado.
- Uma alimentação desintoxicante: vegetariana, láctea, frutas. - Seios
=O repouso. = Próstata
- Utero: colo e corpo, o primeiro detecta-se. o segundo é difícil de
descobrir.
Biologia
f) Cânceres cutâneos: epitelioma baso (o único câncer. relativamente
benigno) e espinocelular. e temível melanoma de metástases rápidas e
Notar-se-á. no estágio atual de nossos conhecimentos: trágicas.
- O aumento dos testes de inflamação: V.S.. fibrógeno, C.R.P.. hiper- g) Câncer do cérebro, raro, mas. o tumor benigno. sicótico cujo
betaglobulinemia. desenvolvimento irresistível amassa o frágil tecido nervoso é tão trágico
- Determinadas sorologias positivas: H.I.V.. Epstein-Barr. citomega- quanto a neoformação.
lovirus. h) Câncer dos ossos. Kahler. '
- O aumento de indicadores específicos: P.S.A.. o mais confiável, CA
15.3, CA 19.9, CA 125, A.C.E,, alfafetoproteina.
As formas não tumorais

DINÂMICA PATOLÓGICA DO CANCERINISMO


Imediatamente disseminadas, atingindo essencialmente o sangue e o
sistema linfático:
O processo canceroso, resultado lógico. mas não inelutávei do - Fórmula branca: leucemias mielóides, linfóides.
cancerinismo, pode se revestir de múltiplas formas.
- Fórmula rubra: mal de Vaquez..
- Plaquetas

Formas tumorais - Linfossarcomas

Polipóides. infiltradas. localizadas no início. São entre outras:


a) Cânceres digestivos: língua, esôfago, estômago, sobretudo na OS REMÉDIOS CANCERÍNICOS
grande curvatura. intestino delgado. de diagnóstico dificil, cólon, reto, ânus
(ninguémpensa).
b) Cânceres do aparelho respiratório: laringe, brônquios, parênquima Os três grandes: THUYA, CONIUM, HYDRASTIS
pulmonar.
c) Câncer do fígado sucedendo uma cirrose. devida à hepatite B, ou
De fato. na patogenesia destes três remédios amplamente experimenta-
mais frequentemente de origem etílica em nossos países de grande consumo
de álcool.
dos. abundantemente verificados: na clínica, pois figuram entre os nossos
policrestos. encontram-se:
194 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O CANCERINISMO - 195

a) Formações tumorais Remédios com vistas imunoestimulantes


- THUYA: vermgas, papilomas e condilomas venéreos, nódulos
mamários que aparecem durante as regras e desaparecem depois. As múltiplas
a) Quer porque seus sinais patogenéticos permitem pensar que irão
manchas rubi são sinal de sicose e de cancerinismo. reequilibrar uma força vital gravemente perturbada
- CONTUM: nódulos duros, dolorosos, na mulher na menopausa, nos Entre outros:
seis classicamente murchos, mas que podem ter conservado seu contorno. Na
- SILICEA: magro, friorento, esgotado, eliminando suores profusos e
mulher-jovem.-:síndrome -pré-menstrual acentuado ..denotando -hipersensibi-
malcheirosos das mãos, dos pés, de tendência supurativa à menor ferida,
lidade hormonal, Útero fibromatoso e endurecido. Ovários císticos. Próstata
regras muito abundantes. A falha imunológica está em primeiro lugar no
hipertrofiada e dura. quadro patogenésico. É um grande remédio, bastante atual.
- HYDRASTIS: figado graxo. endurecido, fonte de dores agudas - ARSENICUM: remédio de estados graves. -Muito angustiado,
irradiando-se aos 2 ombros (no ombro direito: CHELIDONIUM). Ulceração e
desanimado da cura, magro, enfraquecido, agitado, friorento. Dores que
pólipos do colo uterino com perdas amarelas, viscosas, em fios. Ulcerações queimam, paradoxalmente melhoradas com o calor. Agravamento de todos os
cutâneas que queimamsem cicatrizar. problemas, de meia-noite às 2 horas da manhã, hora das falhas vitais.
b) Um enfraquecimentonítido das forças vitais - CARBO ANIMALIS: em seguida à. longa doença caquética,
- THUYA é ainda estênico, sobretudo em seu lado sicótico. Já. porém cânceres declarados. Grande fraqueza, falta de reação, quer ficar só. Toda a
no plano mental, há ruminação, as idéias fixas, as sensações estranhas que evolução é lenta e torpe. Adenopatias, endurecimentos glandulares e
englobam a fobia fregiente do câncer. E depois. falha geral das defesas tissulares: o nódulo é marcado de forma bastante característica por um aperto
imunológicas em relação com as vacinações muito numerosas e não venoso azulado aparente. É sede de dores que queimam, melhorando com o
calor (cf, ARSENICUM). Modalidade geral: agravamento aofrio, melhorando
homeopaticamente tratadas, múltiplas D.S.T.. tratamentos imunossupressores
como calor (cf. ARSENICUM, CARBO VEGETABILIS).
levados a efeito de forma maciça.
b) Quer porque em altas dinamizações tenham dado a prova
- CONTUM apresenta umanítida lentidão intelectual e motora. (cf.
clínica de sua ação imunoestimulante
BARYTA CARBONICA) com tremores e vertigens, insegurança da marcha
(cf. THUYA). Há aí um estado de senescência que deve chamar -a atenção. Ê - D.N.A. e R.N.A.para prescrever de acordo com minha experiência,
o remédio da continência sexual prolongada, remédio das “velhas irmãs”. das de 9 a 30 CH em posologia espaçada e alternada, salvo nos estados muito
graves de falha imunológica onde prescrevo em gotas:
religiosas. Sabe-se que o câncer do seio é correlato a um estado de
abstinência sexual, mas o “correto” retorno das coisas. de relações muito D.N.A. 4/ 9/12 CH,1 frasco 30 inl.
repetidas, favorece o câncer do colo do útero. A verdade, aqui como acolá, R.N.A. 4/ 9/12 CH, 15 a 30 gotas ao dia.
está no equilíbrio. CONTUM é igualmente um remédio do “velho” de libido
-THYMULINA CH 9, | dose semanal ou a cada 15 dias. Nós o
totalmente esgotada. encontramos aqui como estimulante geral.
- HYDRASTIS é, dos três, o mais aproximado. É um estágio
de cancerinismo grave. O emagrecimento, a fraqueza, a cor amare-
lada. a anorexia, são bastante evocadores. O medo do câncer deixa
Nosódios bioterápicos
lugar a um desejo de morte que apazigua e repousa: sente-a
próxima. Começam a ocorrer algumas eliminações acessórias:
corrimento espesso e amarelado pelo nariz e por trás dele, emissão de muco - CARCINOSINUM, preparado a partir de nódulos cancerosos,
amarelado com as fezes. Mas a constipação que é persistente, aumenta a particularmente do seio, não está autorizado. Sua patogenesia foi feita por
intoxicação. Foubister que a introduziu na terapêutica. Não é um remédio do câncer, mas
O CANCERINISMO - 197
196 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

- Sangue: NAJA. CROTALUS. PHOSPHORUS TRI IODATUS,


em altas dinamizações, 12. 15. 30 CH. parece-nos excelente no tratamento da
diátese cancerínica. - Pulmão: TABACUM, COALTAR. MAZOUT.

- VACCINOTOXINUM 7, 9, 12, 1ã CH: imunoestimulante ao Estes remédios devem ser prescritos em + CH. 3 a 4 glóbulos por
encontro das afecções virais. dia.
Este estudo pede algumas observações. Primeiro, a lista dos remédios
citados não .é exaustiva. Estamos ainda na fase de pesquisa..E preciso buscar
as patogenesias antigas e aí realizar as novas.
Remédios de indicação específica
A presença, nesta lista, de remédios importantes como THUYA,
SILICEA. IODUM. ARSENICUM, CALCAREA FLUORICA, traz à tona as
a) No plano geral conexões interdiatésicas e constitucionais que condicionam o desenvolvi-
- RADIUM BROMATUM, 9 ou 12 CH, 1 dose após radiologia, para mento .da diátese cancerínica. A psora: a lues, a sicose--são assimsolicitadas.
amenizar o risco oncógeno radiativo. Indicado igualmente como remédio As quatro constituições, carbônica. fosfórica. silícica, fluórica. podem ser a
cancerínico de fundo. causa, mesmo se a silícica nos parece estar fregiientemente em primeiro
- LAPIS ALBUS 9 a 15 CH, fluossilicato- de cálcio.
plano.
Emtodo caso. o que convémsublinhar são as estreitas relações entre
- IODUM 9 à 30 CH, sua patogenesia comporta inúmeros sinais can-
sicose: e cancerinismo. Parece evidente que o cancerinismo desenvolve
cerínicos.
efeitos mais à vontade tomando suas raízes à sicose.
- CALCAREA FLUORICA 9 a 30 CH.
Disso dão testemunho o papel-chave desempenhado: por THUYA nas
b) No plano local duas diáteses- e inúmeras observações. clínicas donde se retira o exemplo:
Entre outros:
- - Seio: ASTERIAS, PHYTOLACCA, LAC CANINUM, ASTRAGA- —+.' O-Sr, Jean; de 45 anos, é-um carbônicoimpregnado: de: sicose .bastante
. LUS GLYCYPHYLLUS típica.: :
Este destacado homem de negócios, pesa 100.kg; para. 1,82 m de altura. Não é
- Útero: MAGNESIA MURIATICA. KREOSOTUM, CALCAREA
obeso, mas “forte”. Este-excesso de peso-o desola, pois -sabe 0 quanto é prejudicial à
FLUORICA, ACTZEA RACEMOSA.
sua saúde: Ele é relativamente razoável na sua higiene alimentar, não bebe; não fuma.
- Boca: NITRICUM ACIDUM, CORROSIVUS “ Em seus antecedentes, nota-se aos 20 anos uma blenorragia que durou muito
- Esôfago: CONDURANGO,IRIS. tempo, sob forma de corrimento uretral apesar da antibioterapia indicada.
Peso elevado, blenorragia:- obstinada, constituição carbônica;. o: diagnóstico do
- Estômago: CONDURANGO, NEPENTHES, KREOSOTUM, ORNI-
sicose é o indicado,
THOGALLUM.
Acompanhamos o Sr, Jean há muitos .anos.. e - estabilizamos seu peso,
- Intestino: MAGNESIA — PHOSPHORICA, PETASITES. ASA dominando sua ansiedade e curando suas enxaquecas pelas quais ele veio se
FCETIDA. consultar. Vemos regularmente este paciente a cada três meses.

- Reto: SEDUM ACRE, ALOE, AESCULUS. Ora, há um ano e meio, para nossa grande.surpresa, o sr. Jean comparece à
consulta tendo: perdido 15 kg, no intervalo de 3 meses.Isso nos parece espantoso.
- Próstata: THYMOL, COLCHINUM. COPAHU.
O Sr, Jean não teve nenhuma dificuldade em nos confessar que nos “enganou”.
- Pele: CHELIDÓNIUM, USNEA BARBATA. Ah., a ambigúidade dos relacionamentos médicos! Ele consultou um de nossos colegas
“emagrecedores de plantão" que se pretendia homeopata.-"
- Bexiga: CRESOL, ANILINUM, NICOTININUM.
O Sr. Jean estava cansado, deprimido e não hánenhum mal'em admitir o perigo
- Fígado: CHELIDONIUM, ASCLEPIAS CURASSAVICA, TRICH- de tais tratamentos ou anorexígeno, extrato -tiroidiano, diuréticos são amplamente
LORETHYLENE, usados. Entretanto, e isso é válido, ele não quer recuperar o peso.
=p.

198 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS O CANCERINISMO - 199

Estudamos com ele uma dieta e continuamos a lhe oferecer os cuidados Todos esses minerais devem se utilizados sob forma de ampola
homeopáticos necessários. Em 1 ano, apesar de tudo, ele recuperou 3 a 4 kg.
unitária. em curas sucessivas de 2 meses, por exemplo. pois para se obter um
Neste momento, o Sr. Jean nos mostra um pequeno gânglio endurecido, indolor, máximo de atividade em matéria cancerínica. convém mudar frequentemente
instalado na região submaxilar direita, Após algumas manobras O.R.L., praticamos uma
as seqiiências Jitoterápicas.
punção do gânglio e foi estabelecido o diagnóstico de câncer da amígdala direita.
Infelizmente a ablação e a análise histológica da amostra confirmaram o diagnóstico.
Assistimos então à passagem nítida da diátese sicótica à diátese cancerínica. O
emagrecimento brutal acirou' o processo sicótico, até aí equilibrado por nossos A micromicoterapia
cuidados, a um ritmo tal que não podia haver senão descompensação, esta se fazendo
sob forma de câncer.
A micromicoterapia vai nos trazer igualmente elementos interessantes,
Durante muito tempo acreditou-se que o câncer era provocado por um
BIOTERAPIASE DIÁTESE CANCERÍNICA bacilo específico. Era visto frequentemente no sangue dos cancerosos. Era
visível no campo microscópico onde tinha a curiosa propriedade de oscilar.
Apercebcu-se de fato. que se tratava de microfungo e foram ela-
As bioterapias serão um aporte eficaz para consolidar as defesas de
boradas teorias para incriminar tais microfungos na gênese do câncer, à
terreno,
maneira de como o Helicobacter com justa razão é incriminado nas lesões
gástricas.
Um determinado número de microfungos irá ser prescrito para
A litoterapia solúvel aumentar as defesas cancerínicas. Lembremos que devem ser prescritos em D
8. em ampola unitária,

Aqui, ela deve ser colocada em destaque. A prescrição de minerais e Utilizaremos assim. segundo a localização:
minerais diluídos e dinamizados em D 8; consolida de fato, notavelmente as - MUCOR MUCEDO D 8: estômago. intestino.
defesas do terreno. normalizando o funcionamento enzimático perturbado pelo - MONILIA ALBICANS D 8: intestino, reto.
bloqueio de determinados íons metálicos.
- ASPERGILLUS FUMIGATUS D 8: pulmões.
- MONAZITA D 8. rocha que mistura metais raros (YTTRIUM,
- FUSARIUM OXYSPORUM 8: rim, bexiga.
THORIUM). é indispensável como tratamento de fundo: no mínimo | ampola
por dia.. | | ampola, 1 a 3 vezes ao dia. para uma cura em | mês.

- BLENDA D 8. regulariza 0 metabolismo do zinco, elemento


fundamental,
Organoterapia diluída e dinamizada, homeopatia vegetal
- OURO NATIVO D 8 e PRATA NATIVA D 8.
- ORPIMENTO D 8, sulfato de arsênico.
Serão utilizados como desintoxicante estimulando os emontórios, RIM
- CINÁBRIO D 8, sulfato de mercúrio.
4 CH. FIGADO 4 CH. COLON 4 CH, cntre outros.
- FLUORITA D 8, fluoreto de cálcio.
No plano da patologia mamária, lembremos o interesse de prescrever a
- GALENAD 8. sulfato de chumbo. título da regulagem hormonal nas mulheres hormono-alvos:
- CHALCOPYRITA AURIFERA D 8. antiinflamatório. - Quer FOLLICULINUM 9 CH ou 12 CH.| dosc no 7 e 14º dias do
- GLAUCONIA D 8, por seu aporte de magnésio, ciclo, ou 2 vezes ao mês para frear a secreção de estrógenos.
200 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

- Seja de alternância em longo prazo:


um dia 1 ampola F.S.H. D 24.
no dia seguinte 1 ampola PROGESTERONA D 8 com a mesma .-
intenção,
(Explicar corretamente “à “paciente, “que “se trata de medicamentos
frenadores. protetores e não estimulantes. Senão. um colega pouco a par da UMA ABERTURA AO FUTURO
homeopatia, poderia por coleguismo. alertá-la e enlouquecê-la).
Em matéria de lesões ou de ameaças precisas sobre um órpão, a
prescrição ao referido órgão em diluição frenadora é útil. por exemplo, em 1
ampola 3 vezes por semana.
PULMÃO 9 CH ou PRÓSTATA 9 CH emcaso de lesões dos órgãos Chegando ao término de nosso estudo, identificamos. definimos,
considerados. descrevemos cinco, diáteses. Estas diáteses esclarecem a dinâmica patológica
de nossos contemporâneos, o “porquê” estão doentes. a forma como
conseguem sua doença.
Mas é evidente: quea espécie humana não se deixa prender facilmente.
Reduzir toda a patologia a cinco movimentos energéticos desviados. seria
absurdo. mesmo que no estado atual das coisas. isto nos pareça essencial.
Outros fatores devem ser levados em conta, que irão permitir
determinar a especificidade de cada paciente. Constituições e temperamentos
irão completar assim a abordagem diatésica.
Além do mais, a semelhança continua sendo a regra de ouro e nos leva
a emparelhar cada vez mais doente e remédio.
2
A análise diatésica é chamada para se enriquecer com novas
diáteses. Isso nos parece inelutável.
De fato, toda diátese está calcada em uma das três. grandes doenças que
devastam a humanidade.
Na Idade Média. houve sarnas, as lepras na volta das cruzadas. À psora
nasceu daí. Mas antes tinha havido a peste e ultimamente. a cólera, duas
grandes epidemias que seguramente desempenharamseu papel na estruturação
psórica.
A Renascença. marcada pelo desnudamento solar dos véus. pagã.
liberou os costumes. A sífilis sobreveio. e com ela a lues.
Às puerras se tornaram continentais. Guerra: dos:- Trinta Anos.
intermináveis campanhas napoleônicas. reviraram nossa Europa: Antigos
cavaleiros teutões e estalajadeiras do Grande Exército cultivaram esta doença
dos ficus que engendrou-a-sicose.
A tuberculose marcou o romantismo, Musset, Chopin. Marguerite
UMA ABERTURA AO FUTURO - 203
:
202 - AS DIÁTESES HOMEOPÁTICAS

Hiroshima c Nagasaki, os A homeopatia desempenha assim plenamente seu papel de terapêutica


Com a radioatividade e o nuclear, após ativa e preventiva. caminhando sempre no sentido correto do interesse do
toma forma, cur
cânceres se multiplicam e o cancerinismo homem considerado em sua unicidade.
câncer, nem tuberculose,
Tudo isso não significa que antes não havia
ões eram mais discretas, quase não
nem sífilis. nem sarna. Mas estas afecç os
a tudo na evolução dos diagnóstic
apareciam. O progresso técnico não explic
e no trazer à tona novas patologias.
es epidemias, outras
É lógico, portanto, conceber que outras grand ma
Sua vez, com seu. selo. o. geno
intermináveis pandemias irão marcar por
s reativas patológicas que será
humano. Assim, irão nascer novas forma
preciso levar em conta.
do soropositivos aumenta
Eupenso especialmente na Aids. O número
esper ança de vida aumenta notavel-
com regularidade. Graças a Deus. sua
s. Cedo ou tarde, irá se construir
“mente, Crianças nascem de mães soropositiva
desim unoló gicas, sem medida comum
um “aidetismo” cujas consegiiências
ção por H.LV. irão engendrar
com a gravidade atual trágica da, infec
para uma “anergose diatésica”.
patologias específicas. Talvez haja aí lugar
identificar no seio das
Em algum lugar. restam novas diáteses por
doenças crônicas já conhecidas.
ainda mal decifrado.
A psora. por exemplo, é umimenso território
testemunhando a fragilidade
Daí já foi extraído o tuberculinismo
para O pulmão e os gânglios. as
pulmonar do psórico. O tropismo da peste
o de Koch trazem um clemento de
relações entre o bacilo de Hansen c o bacil
explicação.
nidade na primeira metade
Mas a marca da cólera que dizimou a huma
se ilustrou, está. igualmente presente.
do século XIX e na qual à homeopatia
tivas, mais precisamente cólicas.
Ela se ilustra no conjunto das reações diges
io psórico.
que ocupam umlugar importante no domín
merecer ser valorizado e ser
Este conjunto reativo cólico nos parece
reconhecido como conjunto diatésico.
ca e do porvir.
Tudo isto está no horizonte da pesquisa clíni
de diátese é infinitamente
No estado atual dos fatos, o conceito
o homeopata que sou.
preciosa e mesmo indispensável para o médic
de um"terreno" patológico
Ele objetiva de maneira clínica a realidade
Os trabalhos dos geneticistas atuais
permanente, sempre subjacente à afecção.
começam a se confirmar.
de tratar como médicos, este
Este conceito nos dá, além do mais. meios
por princípio desconfiamos,
terreno. sem manipulações genéticas das quais
ÍNDICE

INTRODUÇÃO............eererererasease ra trate errarterteeree tra reeateeersrrtirta

Definição da diátese............ sea Ieeeecremnes meecrreemenrs

Histórico da noção diatésica................. serenas maaniereeres

Classificação e principais características das diáteses ............areais “3

“a
Os remédios diatésicos............ ren ceereceeeerereeeeirtces .53

Modalidades práticas do tratamento dos estados diatésicos ......................

À SICOSE iss rsrsrsr ceriienicaric eres cre aea crase tr ane sean i ane i nana re aaa raia eras era eranentan ds ..83

À PSOra...... irritar ererarea ana ceseeaaa caraca aaa aeee nenem ira n cares erananrereena

O tuberculinismo ........... errar renas ees ereta serenas

O cancerinismo ............eercriserereeana raca seeneaarera aerea iai cas erenrresarraaaias