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Vamos extrair as informações e colocar dentro dos 3.

(CESPE-CEBRASPE – 2018) Determinado porto rece-


diagramas: beu um grande carregamento de frango congelado,
800 contêineres distribuição; carne suína congelada e carne bovina congelada, para
0 contêineres com os 3 produtos; exportação. Esses produtos foram distribuídos em
300 contêineres carne bovina; 800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner
450 contêineres carne suína; foi carregado com os três produtos; 300 contêineres
100 contêineres com frango e carne bovina; foram carregados com carne bovina; 450, com carne
150 contêineres com carne suína e carne bovina; suína; 100, com frango e carne bovina; 150, com carne
100 contêineres com frango e carne suína. suína e carne bovina; 100, com frango e carne suína.
Nessa situação hipotética,
400 contêineres continham frango congelado.
Bovina Frango
( ) CERTO  ( ) ERRADO
50 100 X
Com as informações colocadas nos diagramas na
questão anterior, podemos somar todas as informa-
ções que não possuem contato com o conjunto de
0 frango e subtrair do total. Veja:
50 (só bovinos);
150 100 150 (bovinos e suínos);
200 (só suínos).
Somando tudo isso, teremos 400 contêineres com
200 Suína
outras carnes, o que sobrou do total será a resposta
para a questão.
800-400= 400 contêineres contêm franco. (Lembre-se, a
banca não perguntou somente frango). Logo, 400 con-
Veja que apenas 200 contêineres foram carregados
têineres continham frango congelado. Resposta: Certo.
somente com carne suína. Resposta: Errado.
4. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Em um aeroporto, 30
2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Determinado porto rece-
beu um grande carregamento de frango congelado, passageiros que desembarcaram de determinado
carne suína congelada e carne bovina congelada, para voo e que estiveram nos países A, B ou C, nos quais
exportação. Esses produtos foram distribuídos em ocorre uma epidemia infecciosa, foram selecionados
800 contêineres, da seguinte forma: nenhum contêiner para ser examinados. Constatou-se que exatamente
foi carregado com os três produtos; 300 contêineres 25 dos passageiros selecionados estiveram em A ou
foram carregados com carne bovina; 450, com carne em B, nenhum desses 25 passageiros esteve em C e 6
suína; 100, com frango e carne bovina; 150, com carne desses 25 passageiros estiveram em A e em B.
suína e carne bovina; 100, com frango e carne suína. Com referência a essa situação hipotética, julgue os
Nessa situação hipotética, itens que se seguem
50 contêineres foram carregados somente com carne Se 11 passageiros estiveram em B, então mais de 15
bovina. estiveram em A.

( ) CERTO  ( ) ERRADO ( ) CERTO  ( ) ERRADO

Vamos extrair as informações e colocar dentro dos Dos 30 passageiros, são 25 que estiveram apenas
diagramas: em A ou B, de modo que os outros 5 passageiros esti-
800 contêineres distribuição; veram apenas em C. Veja ainda que 6 passageiros
0 contêineres com os 3 produtos; estiveram A e B, de modo que os outros 19 estiveram
300 contêineres carne bovina; somente em um desses dois países. Logo,
450 contêineres carne suína;
100 contêineres com frango e carne bovina;
A B
150 contêineres com carne suína e carne bovina;
100 contêineres com frango e carne suína.

Bovina Frango
X 6 25 – 6 – x =
50 100 X
19 – x

150 100

200 Suína C 5

Veja que exatamente 50 contêineres foram carrega-


150 dos somente com carne bovina. Resposta: Certo.
Sabemos que o número de pessoas que estiveram em Para toda distância percorrida nesta tabela, existe
B é dado pela soma 6 + (19 – X). Ou seja, um único correspondente de valor pago por corrida.
11 = 6 + (19 – X) Um matemático diria que o valor pago na corrida de
11 = 25 – X taxi está em função da distância percorrida. Se cha-
X = 25 – 11 marmos D de distância e VP de valor pago, pode-se
X = 14 escrever então a fórmula que represente essa função:
Logo, as pessoas que estiveram em A são X + 6 = 14 VP = 2D + 5, onde as duas letras na fórmula são as
+ 6 = 20. Resposta: Certo. variáveis, tendo VP variando de acordo com a varia-
ção de D, isto é, VP está em função de D. A fórmula da
5. (CESPE-CEBRASPE – 2016) Situação hipotética: A função permite escrever a sua correspondente Tabe-
ANVISA realizará inspeções em estabelecimentos la, bastando substituir os valores D e obter seus res-
comerciais que são classificados como Bar ou Res- pectivos VP. Podemos dizer ainda, que o valor fixo na
taurante e naqueles que são considerados ao mesmo fórmula (cinco) seria o valor da bandeira.
tempo Bar e Restaurante. Sabe-se que, ao todo, são 96 Definição: Uma relação 𝑓 de um conjunto A em
estabelecimentos a serem visitados, dos quais 49 são um conjunto B, ou uma função 𝑓 de A em B, que é
classificados como Bar e 60 são classificados como denotado por 𝑓: A → B, e apresenta a seguinte pro-
Restaurante. Assertiva: Nessa situação, há mais de 15 priedade: ⩝x ϵ A, existe um único y ϵ B tal que (x,
estabelecimentos que são classificados como Bar e y) ϵ 𝑓.
como Restaurante ao mesmo tempo. Na figura abaixo, observa-se que as relações 𝑓 e g
não são funções, pois para 𝑓 nem todo elemento de A
( ) CERTO  ( ) ERRADO tem um respectivo em B. Já para a relação g, não se
tem todo elemento de A com um único respectivo em
B. A relação h: esta sim é uma função, visto que para
Extraindo os dados:
todo elemento de A existe um único respectivo em B,
total: 96;
bar: 49; A f B
restaurante: 60.
Somando tudo, temos 49 + 60 = 109. Passou o total de
96, porque estamos contando 2x vezes os estabeleci-
mentos que estão na interseção. Logo, descontamos
o que passou do total. 109 - 96 = 13 estabelecimentos
que são classificados como Bar e como Restaurante
ao mesmo tempo. Resposta: Errado.

A g B

RELAÇÕES E FUNÇÕES, FUNÇÕES


POLINOMIAIS,FUNÇÕES
EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS
INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES, RELAÇÕES E
FUNÇÕES
A
O conceito de função é um dos mais importantes H B
em toda a matemática. Essa teoria aparece em mui-
tos momentos do nosso cotidiano e seu uso pode ser
encontrado em diversos assuntos, como por exemplo,
qual seria o preço a ser pago numa conta de luz que
depende da quantidade de energia consumida? Ou será
que a temperatura influencia o aumento de vendas de
sorvete? E assim, o seu estudo se torna apropriado para
que sua aplicação ajude na resolução de problemas. Geralmente existe uma expressão y = 𝑓 (x) que
Toda vez que temos dois conjuntos e algum tipo de expressa todos os elementos da relação, assim, para
representar uma função 𝑓, de A em B, segundo uma
associação entre eles, que faça corresponder a todo
lei de formação, tem-se:
elemento do primeiro conjunto um único elemento do
segundo, ocorre uma função, ou dizemos que um está
𝑓 = {(x, y) | x ϵ A, y ϵ B e y = 𝑓 (x)} ou
MATEMÁTICA

em função do outro. Podemos representar uma função


𝑓: A → B
de duas maneiras, tabela ou fórmula. Abaixo segue
x ↦ 𝑓(x)
uma tabela que relaciona dois conjuntos, distância per-
corrida e valor pago em uma corrida de taxi:
Por exemplo, a função 𝑓, que associa a cada núme-
ro real x ao número 2x é expressa da seguinte forma:
DISTÂNCIA PERCORRIDA
10 15 20 25
(KM) 𝑓 = {(x, y) | x ϵ A, y ϵ B e y = 2x} ou
𝑓: A → B
VALOR PAGO (R$) 25 35 45 55
x ↦ 2x 151
Domínio, Contra Domínio e Imagem da função Funções Injetoras, Sobrejetoras e Bijetoras

O domínio (D) de uma função é sempre o próprio As Funções Injetoras são funções tais que os dis-
conjunto de partida, ou seja, é formado por todos os
tintos elementos do domínio se relacionam com dis-
possíveis elementos do conjunto A (D=A) e nos gráficos
são os valores que a abscissa (eixo x) pode assumir. O tintos elementos da imagem, ou seja, dois elementos
contra domínio (CD=B) é o conjunto de chegada, for- do domínio não podem ter a mesma imagem (Figura
mado por todos os elementos do conjunto B e são for- a). Uma função 𝑓: ℝ → ℝ dada por 𝑓(x) = 4x é injetora,
mados por todos os valores que as ordenadas (eixo y)
visto que para x1 ≠ x2tem-se 4x1 ≠ 4x2, logo, 𝑓 (x1) ≠ 𝑓
podem assumir. A imagem (Im) é formada por todos os
elementos do contra domínio que se relacionam com (x2).
algum elemento do domínio. Assim, quando todo ele- a) Diagrama para funções injetoras
mento x ϵ A está associado a um elemento y ϵ B, dize-
mos que y é a imagem de x, e denotamos por y = 𝑓(x).
Seja uma função 𝑓: ℕ → ℕ, ou seja, com domínio
e contra domínio nos naturais, definida por y = 𝑓(x)
= x + 2. Seu conjunto imagem é formado por meio da
substituição dos valores de x = {0, 1, 2, 3, 4, ...}, perten-
cente aos ℕ, em y = 𝑓(x), então para x = 1 → y = 𝑓(1) = 1
+ 2 = 3, e assim sucessivamente, de modo geral, a Im(
𝑓) = x + 2.

Importante!
b) Diagrama para funções sobrejetoras
Se tivermos um elemento do conjunto de parti-
da (A) do qual não tem seu respectivo valor em
relação ao conjunto (B), então essa relação não
é função.

O domínio é um subconjunto dos ℝ no qual todas


as operações indicadas em y = 𝑓(x) são possíveis. Para
a função abaixo qual seria seu domínio?

√x – 2
𝑓(x) = c) Diagrama para funções bijetoras
√3 – x

Assim, o domínio são todos valores possíveis para


x tal que y = 𝑓(x) exista nos reais. Tem-se duas restri-
ções na função, a primeira que não existe raiz quadra-
da negativa e que o denominador não seja nulo. Para
isso faremos:
x – 2 ≥ 0 → x ≥ 2 e 3 – x > 0 → x < 3, note que a
desigualdade do denominador exclui o zero. Assim, a
intersecção dessas duas condições é 2 ≤ x < 3. Logo, o
domínio é D = {x ϵ R| 2 ≤ x < 3}.

As Funções Sobrejetoras são funções nas quais o


seu conjunto imagem (Im) é igual ao contra domínio
(CD), isto é, Im=CD=B (Figura b). Em funções que acon-
teçam as duas situações ao mesmo tempo, ou seja, a
função é Injetora e Sobrejetora, então dizemos que ela
é uma Função Bijetora (Figura c).

Funções Pares e Ímpares

Uma função é dita par se, e somente se, 𝑓(x) =


𝑓(–x), para todo x ∊ D, ou seja, valores simétricos de x
devem ter a mesma imagem em y. Por outro lado, se a
função for definida por 𝑓(–x) = – 𝑓(x), então dizemos a

Diagrama A e B, em relação ao domínio (D), contra domínio (CD) e


função é ímpar. Seja 𝑓:A→B, os diagramas para fun-
152 imagem (Im). ções par e ímpar seguem na Figura 6.
a) Diagramas para funções pares Se 𝑓(x) = 2x então, 𝑓[g(x)] = 2g(x), como temos tam-
bém que 𝑓[g(x)] = x + 3, logo:

x+3
𝑓[g(x)] = 2g(x) = x + 3 → g(x) =
2

Relações entre Funções

A igualdade entre duas funções, é uma relação


entre funções definida da seguinte forma: sejam as
funções 𝑓: A → B e g: C → D, são funções iguais se, e
somente se, A = C e B = D e 𝑓(x) = g(x) para todo x ∊ A.
Assim, sendo A = {1, 2, 3} e B = {–2, –1, 0, 1, 2} e as
funções de A em B definidas por:

x2 – 1
𝑓(x) = x – 1 e g(x) =
x+1
Assim, para o domínio A = {1, 2, 3} tem-se:

𝑓(1) = 1 – 1 = 0
𝑓(2) = 2 – 1 = 1
𝑓(3) = 3 – 1 = 2

Diagramas para funções par (a) e ímpar (b).


e

Funções de x (𝑓(x) = xn), definidas em 𝑓 : ℝ → ℝ, 12 – 1


com potências pares são funções pares e com potên- g(1) = =0
cias ímpares são funções ímpares, por exemplo, 𝑓(x) 1+1
= x2 ou 𝑓(x) = x4 são pares e 𝑓(x) = x3 ou 𝑓(x) = x5 são
ímpares, visto que, 𝑓(x) = x2 = (–x)2 = 𝑓(–x) e 𝑓(–x) = (–x)3 22 – 1
= –x3 = –𝑓(x). g(2) = =1
Observando o gráfico de uma função par notamos 2+1
que ela é simétrica em relação ao eixo das ordenadas
(eixo y). 32 – 1
Já a função ímpar é simétrica em relação a origem g(3) = =2
3+1
((x, y) = (0, 0))

Funções Periódicas e Compostas Como 𝑓(1) = g(1); 𝑓(2) = g(2); 𝑓(3) = g(3) para todo x
∊ A, temos que as funções são iguais.
Funções periódicas a grosso modo são funções Podemos ter outras relações entre funções, como
especiais de fácil identificação visual ou gráfica, nas a soma de duas funções 𝑓 e g definida por:
quais se observa uma característica de repetição do (𝑓 + g) (x) = 𝑓 (x) + g(x).
decorrer da curva em intervalos subsequentes.
Uma função 𝑓 : ℝ → ℝ é dita periódica de tempo T, A diferença entre funções, definida por:
se existe uma constante positiva T tal que 𝑓(x) = 𝑓(x + (𝑓 – g) (x) = 𝑓 (x) – g(x).
T) para todo x ϵ ℝ. Assim, se 𝑓 é periódica de período
T, então, 𝑓 também é periódica de período nT, onde O produto entre funções:
n ϵ ℕ, 𝑓(x) = 𝑓(x + T) = 𝑓(x + 2T) = ... = 𝑓(x + nT). Por (𝑓 · g) (x) = 𝑓 (x) · g(x).
exemplo, funções trigonométricas 𝑓(x) =sen(x) e g(x) =
cos(x), são funções periódicas de período T =2π.
E o quociente entre funções:
Para que uma função composta 𝑓 com g exista,
cada uma delas 𝑓 e g devem ser funções dentro do (𝑓 / g) (x) = 𝑓 (x) / g(x), g(x) ≠ 0.
domínio e contra domínio definidos, ou seja, 𝑓: A → B
e g: B → C. Então, para todo x ϵ A temos um único y ϵ Em cada uma das operações anteriores o domínio
B tal que y = 𝑓(x) e para todo y ϵ B tem-se um único z da função resultante consiste naqueles valores de x
ϵ C tal que z = 𝑓(y), logo, existe uma função h: A → C, que estão no domínio de cada uma das funções 𝑓 e g,
definida por h(x) = z. Pode-se ainda indicá-la como 𝑓οg sendo que quando tivermos o quociente existe a neces-
MATEMÁTICA

ou h(x) = 𝑓[g(x)]. sidade do denominador ser não nulo e algumas outras


Assim, sejam as funções 𝑓(x) = x2 + 2 e g(x) = 3x. A funções também podem ter restrições específicas,
composta de 𝑓οg é dada por 𝑓[g(x)] = 𝑓[3x] = (3x)2 + 2 como por exemplo, a função raiz quadrada que precisa
= 9x2 +2. ser positiva. Logo, o domínio do resultado delas deve
Já a composta de gο𝑓 seria: g[𝑓 (x) ] = g[(x2 +2)] = satisfazer as duas funções ao mesmo tempo.
3(x + 2) = 3x2 + 2.
2
Supondo duas funções 𝑓(x) = √x + 1 e g(x) = √x – 4 , os
Podemos ainda, conhecendo a composta gο𝑓, vol- domínios delas são D𝑓 = [–1, +∞[ e Dg = [4, +∞[, notem
tar para as funções individuais, 𝑓 e g. Supondo 𝑓(x) = que raiz quadrada pode assumir somente valores
2x e 𝑓[g(x)] = x + 3, qual será a função g(x)? positivos incluindo o zero. 153
Se fizermos o quociente delas, teremos: Uma função 𝑓: A → B definida por y = 𝑓(x) é dita fun-
ção crescente em um intervalo, se para dois valores
quaisquer de x1 e x2, pertencentes ao intervalo, se x1 <
√x + 1
(𝑓/g)(x) = x2então 𝑓(x1) < 𝑓(x2). Ou seja, aumentando os valores de
√x – 4 x os valores de y também aumentam (Figura 9a).
Uma função y = 𝑓(x) = 3x é uma função crescente
nos ℝ, visto que para qualquer x1 < x2 → 3x1 < 3x2 para
O domínio da função quociente é D𝑓/g = ]4, +∞[, pois
todo {x1, x2} ∊ ℝ.
nesse caso o denominador não pode ser nulo.
Uma função 𝑓: A → B definida por y = 𝑓(x) é dita
função decrescente em um intervalo, se para dois
RAIZ DE UMA FUNÇÃO valores quaisquer de x1 e x2, pertencentes ao interva-
lo, se x1 < x2 então 𝑓(x1) > 𝑓(x2). Ou seja, aumentando
Raiz, ou raízes de uma função, são também conhe- os valores de x os valores de y diminuem (Figura 9b).
cidas como zero da função, ou seja, é quando o valor Uma função y = 𝑓(x) = –3x é uma função decres-
de x tenha imagem, y em zero ou nula, isto é, y = 𝑓(x) cente nos ℝ, visto que para qualquer x1 < x2 → –3x1 >
= 0. –3x2 para todo {x1, x2} ∊ ℝ.
Assim, para determinar a raiz da função y = 2x – 1,
basta igualar tal função a zero e isolar o valor de x, logo:

1
y = 2x – 1 = 0 → 2x = 1 → x =
2

É raiz da função y = 2x – 1 e o ponto no plano car- a) b)


tesiano será:
Figura 9. Exemplos de funções crescente (a) e decrescente (b).
1
(x, y) = ,0 FUNÇÃO DEFINIDA POR MAIS DE UMA SENTENÇA
2
Funções definidas por mais de uma sentença
FUNÇÃO CONSTANTE, CRESCENTE E são funções em que cada subdomínio tem uma função
DECRESCENTE associada a ela e a união desses subdomínios forma
o domínio da função original 𝑓(x). Com isso, conse-
Uma relação 𝑓: ℝ → ℝ recebe a denominação de guimos construir o gráfico das funções 𝑓(x) em cada
função constante quando a cada elemento de x ∊ ℝ subdomínio, Figura 10, dois exemplos de funções com
associa-se sempre o mesmo elemento c ∊ ℝ, ou seja, mais de uma sentença e diferentes subdomínios.

{
y = 𝑓(x) = c. O gráfico da função constante é uma reta
paralela ao eixo das abcissas (eixo x) passando pelo –x + 1, se x < –2
ponto (x, y) = (0, c), figura a seguir, assim o conjunto
Imagem (Im) de 𝑓 é Im = {c}. a) 𝑓(x) = x2 – 1, se – 2 ≤ x ≤ 1
–x + 1, se x > 1

(Figura 10a);

Função constante 𝑓(x) = c.


b) 𝑓(x) = { –x2 + 1, se x < 1
(x – 2)2 – 1, se x ≥ 1

Assim, temos exemplos de funções constantes (Figura 10b).


como mostra a figura a seguir.

y=4 y=–2

154 Exemplos de funções constante. (Figura 10a)


(Figura 10b)

FUNÇÃO INVERSA E SEU GRÁFICO

Uma função 𝑓: A → B, bijetora de A em B, ou seja,


distintos elementos do domínio (A) se relacionam com
distintos elementos da imagem (Im) e a Im=CD=B, a
relação inversa de 𝑓 é uma função de 𝑓: B → A, que
denominamos de função inversa e denotada por 𝑓 -1.
Seja uma função 𝑓:A→B, com A = {1, 2, 3, 4} e B = {1,
3, 5, 7}, definida por 𝑓(x) = 2x – 1, 𝑓 = {(1, 1), (2, 3), (3,
5), (4, 7)}. Temos que 𝑓 é bijetora visto que D𝑓 = A e a
Im𝑓 = B. A função inversa de 𝑓 também é uma função
bijetora, visto que para todo y ∊ B existe um único x ∊
A tal que 𝑓–1 = {(y, x) | (x, y) ∊ 𝑓}, onde 𝑓–1 = {(1, 1) | (3,
2), (5, 3), (7, 4)} D𝑓–1 = B e Im𝑓–1 = A. Logo, a sentença da
função inversa de 𝑓 é definida por:

{
y+1
𝑓(x) = y = 2x – 1 → 2x = y + 1 → x =
2
Figura 11. Funções (a) 𝑓(x) = 2x – 1, (b) 𝑓–1(x) = (x + 1)/2 e (c) as
duas funções mais a bissetriz em pontilhado.
Logo, se 𝑓 = {(x, y) ∊ A × B | y = 2x – 1}, então:
FUNÇÃO LINEAR, AFIM E QUADRÁTICA

𝑓–1 = { (y, x) ∊ B × A | x =
y+1
2
Função Linear e Afim

A Função Linear é uma aplicação de ℝ → ℝ quan-


do cada elemento x ∊ ℝ associa o elemento ax ∊ ℝ com
O domínio da f é A que é a imagem de f –1, já o a ≠ 0 e constante real, ou seja, 𝑓(x) = ax. a ≠ 0.
domínio de f–1 é B que é a imagem da f. O gráfico da função linear é uma reta que passa
Na Figura 11, vemos os gráficos das funções 𝑓 e 𝑓 -1 pela origem e liga os pontos (x, y) = (x, ax) no plano
cartesiano (Figura 12).
acima, percebemos pela Figura 11c que eles são simé-
tricos em relação a bissetriz nos quadrantes ímpares
do plano cartesiano. Para construir o gráfico basta
plotar os pontos (x, y) ou (y, x) das duas funções no
plano cartesiano e traçar uma reta.
MATEMÁTICA

Figura 12. Gráfico da Função Linear 𝑓(x) = 2x e o ponto (x, y) = (2, 4).

A aplicação de ℝ → ℝ, quando cada x ∊ ℝ estiver


associado ao elemento (ax + b) ∊ ℝ com a ≠ 0, a e b
constante real, recebe o nome de Função Afim, ou
seja, 𝑓(x) = ax + b; a ≠ 0, onde a é conhecido como coe-
ficiente angular e b como coeficiente linear. 155
O gráfico para a função afim, 𝑓(x) = ax + b, também
é uma reta, onde o coeficiente angular indica a incli-
nação da reta e o coeficiente linear indica o local em
que a reta corta o eixo das ordenadas (eixo y). Seja a
função afim, 𝑓(x) = 2x + 1, (x, y) = (0, 1) é o ponto onde a
reta corta o eixo y, com mais um ponto pode-se traçar
a reta que representa a função 𝑓(x). Assim, para x = 1
→ y = 3, ou seja, o ponto (x, y) = (1, 3), seu gráfico segue
na Figura 13.
Assim colocando esses resultados sobre o eixo x
e adicionando os sinais vemos em quais intervalos
Importante! estão os sinais positivos e negativos da função.
2º caso: a < 0 (decrescente):
Uma função afim, 𝑓(x) = ax + b, quando b = 0 ,
transforma-se na função linear, 𝑓(x) = ax, assim,
dizemos que uma função linear é um caso parti- b
cular da função afim.
üü =ℵℵ=
üüü
𝑓(x) ax + b > 0 → x < – ;
a

b
üü =ℵℵ=
üüü
𝑓(x) ax + b < 0 → x > – ;
a

Figura 13. Gráfico da Função Afim 𝑓(x) = 2x + 1 e o ponto (x, y) = (1, 3).
Seja a função 𝑓(x) = 2x + 1, sua raiz é dada por:
Uma Função Afim é crescente sempre que o coe-
ficiente angular for positivo e decrescente quando o 1
2x + 1 = 0 → x = –
mesmo for negativo. 2

Sinal da Função Afim Como o coeficiente angular é positivo (a = 2 > 0),


então o estudo de sinal de 𝑓(x) será:
O estudo do sinal de uma função 𝑓: A → B definida
1
por y = 𝑓(x), é encontrar para quais valores de x temos x >üü
üüü – ℵℵ=
→ 𝑓(x) > 0
2
𝑓(x) > 0, 𝑓(x) < 0 ou 𝑓(x) = 0, com x ∊ D𝑓 .
Inicialmente, identificamos onde a função é igual 1
x <üü
üüü – ℵℵ=
→ 𝑓(x) < 0
a zero, ou seja, encontramos a raiz da função y = 𝑓(x). 2
Para isso fazemos y = 𝑓(x) = 0, para função afim temos
a raiz sendo:

b
𝑓(x) = ax + b = 0 → x = –
a

Agora, teremos dois casos para estudo do sinal da


função afim, um quando o coeficiente angular é posi-
tivo (a > 0) outro quando é negativo (a < 0):
1º caso: a > 0 (crescente): Inequações produto e quociente para Função Afim

Sejam as funções 𝑓(x) e g(x), as inequações produ-


b to delas são dadas por:
üü= ax
üüü
𝑓(x) ℵℵ=+b>0→x>– ; 𝑓(x) · g(x) > 0 ou 𝑓(x) · g(x) < 0 ou 𝑓(x) · g(x) ≥ 0 ou
a 𝑓(x) · g(x) ≤ 0
b De acordo com a regra de sinais do produto de
üü= ax
üüü
𝑓(x) ℵℵ=+b<0→x<– ; números reais, temos que (+ × + = +); (– × – = +); (+ × –
156 a = –), assim, um conjunto solução (S) para uma dessas
inequações pode ser encontrado da seguinte forma, De acordo com a regra de sinais do quociente de
seja a inequação produto 𝑓(x) · g(x) > 0, para o produto números reais, temos que (+ ÷ + = +); (– ÷ – = +); (+
ser positivo temos duas situações: 𝑓(x) > 0 e g(x) > 0 ou ÷ – = –) e lembrando que o denominador da fração
𝑓(x) < 0 e g(x) < 0. não pode ser nulo, assim, um conjunto solução (S)
Assim, para 𝑓(x) > 0 e g(x) > 0 encontramos a solu-
para uma dessas inequações pode ser encontrado da
ção S1 para a 𝑓(x) > 0 e a solução S2 para a g(x) > 0,
chegando na solução geral S1 ⌒ S2. seguinte forma, seja a inequação quociente:
Depois para 𝑓(x) < 0 e g(x) < 0 encontramos a solu-
ção S3 para a 𝑓(x) < 0 e a solução S4 para a g(x) < 0,
𝑓(x)
chegando na solução geral S3 ⌒ S4 . ≥0
Por fim, a solução para a inequação produto, 𝑓(x) · g(x)
g(x) > 0, é dada pela união das soluções anteriores,S =
{S1 ⌒ S2} ◡ { S3 ⌒ S4}. Raciocínio análogo para as outras
Para o produto ser positivo temos duas situações:
inequações produto.
Tomemos como exemplo a inequação produto (x + 𝑓(x) ≥ 0 e g(x) > 0 ou 𝑓(x) ≤ 0 e g(x) < 0.
2) (3x – 1) > 0, ou seja, 𝑓(x) · g(x) > 0 → 𝑓(x) = x + 2 e g(x) Assim, para 𝑓(x) ≥ 0 e g(x) > 0 encontramos a solu-
= 3x – 1, seguindo os dois passos acima temos: ção S1 para a 𝑓(x) ≥ 0 e a solução S2 para a g(x) > 0,
chegando na solução geral S1 ⌒ S2.
Depois para 𝑓(x) ≤ 0 e g(x) < 0 encontramos a solu-
xüü
+ 2 ℵℵ=
üüü >0→x>–2
ção S3 para a 𝑓(x) ≤ 0 e a solução S4 para a g(x) < 0,
chegando na solução geral S3 ⌒ S4 .
1
Por fim, a solução para a inequação quociente:
3xüü
üüü– 1 ℵℵ=
>0→x>
3
𝑓(x)
≥0
g(x)

É dada pela união das soluções anteriores, S = {S1


⌒ S2} ◡ {S3 ⌒ S4}. Raciocínio análogo para as outras
inequações quocientes.
Logo, a solução para esse primeiro caso é: Tomemos como exemplo a inequação quociente:

{
S1 ⌒ S2= x∊ℜ|x>
1
{ (x + 2)
≥1
3 (3X – 1)

Ou seja,
x üü
+ 2 <ℵℵ=
üüü 0→x<–2

1
(x + 2) (x + 2) (–2x + 3
3xüü
üüü 0→x<
– 1 <ℵℵ= ≥1→ –1≥0→ ≥0
3 (3x – 1) 3x – 1 (3x – 1

Assim temos:

𝑓(x)
> 0 → 𝑓(x) = – 2x + 3 e g(x) = 3x – 1
g(x)

Logo, a solução para esse segundo caso é S3 ⌒ S4 = Seguindo os dois passos acima temos:
{x ∊ ℜ | x < – 2}. Assim, o conjunto solução para inequa-
ção produto (x + 2) (3x – 1) > 0 é:
3
– üü
üüü
2x + 3ℵℵ=
≥0→x –≤

{
S = {S1 ⌒ S2} ◡ {S3 ⌒ S4} = x ∊ ℜ | x < –2 ou x >
1
{ 1
2
MATEMÁTICA

3 3xüü
üüü– 1 >ℵℵ=
0→x>
3

Seja as funções 𝑓(x) e g(x), as inequações quocien-


tes delas são dadas por:

𝑓(x) 𝑓(x) 𝑓(x) 𝑓(x)


> 0 ou < 0 ou ≥ 0 ou ≤0
g(x) g(x) g(x) g(x) 157
Logo, a solução para esse primeiro caso é: 3 1
(xv, yv) = ,–

{
S1 ⌒ S2= x∊ℜ|
1
<x≤
3
{ 2 4

3 2 Logo seu gráfico segue na Figura 14.

3
– üü
üüü
2x +ℵℵ=
3≤0→x –≥
2

1
üü
üüü
3x –ℵℵ=
1<0→x<
3

Logo, a solução para esse segundo caso é {S3 ⌒


S4} = {∅}. Assim, o conjunto solução para inequação
quociente: Figura 14. Gráfico da Função Quadrática 𝑓(x) = x2 – 3x + 2 com
(x v, y v = ^ 2 , – h e raízes (x1, y) = (1, 0); (x2, y) = (2, 0).
3 1
vértice: 4
(x + 2) As raízes ou zeros da função quadrática são os valores de x tal que a
≥1 𝑓(x) = ax2 + bx + c = 0.
(3x – 1)
Pela forma canônica tem-se que a função 𝑓(x) = ax2
é: + bx + c pode ser escrita da seguinte forma:

{ [ ]
2

S = {S1 ⌒ S2} ◡ {S3 ⌒ S4} =


x∊ 1
<x≤
3
{ 𝑓(x) = a x+
b

ℜ| 2a 4a2
3 2

Sendo ∆ = b2 – 4ac, o discriminante, igualando essa


Quando se está trabalhando algebricamente com função canônica a zero chegamos nos valores das
uma inequação e no momento que se tem a necessida- raízes:
de de multiplicar por -1 ambos os lados para isolar x,
(–1) · – x ≤ – 3/2 · (–1) , não esqueça de também inver-
– b ± √∆
ter o sinal da inequação, ficando nesse caso, x ≥ 3/2 . x=
2a
Funções Quadráticas
Usando essa fórmula chegamos nas raízes da fun-
A Função Quadrática ou do 2º grau é uma apli- ção quadrática, 𝑓(x) = x2 – 3x + 2:
cação de ℝ → ℝ quando cada elemento x ∊ ℝ associa
o elemento (ax2 + bx + c) ∊ ℝ com a ≠ 0, ou seja, 𝑓(x) = ∆ = b2 – 4ac = (–3)2 – 4 · 1 · 2 = 9 – 8 = 1,
ax2 + bx + c; a ≠ 0 e a, b, c ∊ ℜ. Um exemplo de função
quadrática, 𝑓(x) = x2 – 3x + 2; a = 1, b = –3, c = 2. – (–3) – √1 3–1
O gráfico para a função quadrática, 𝑓(x) = ax2 + x1 = = =2
bx + c, é uma parábola, assim para sua construção é 2·1 2
necessário mais que dois pontos, diferente do visto
– (–3) + √1 3+1
anterior na construção da reta. Inicialmente encon- x2 = = =2
tra-se os zeros ou raízes da função, o vértice e o pon- 2·1 2
to de encontro com o eixo y. São três coeficientes na
função quadrática, a, b e c. O primeiro (a) indica se a Assim, as raízes para a função quadrática são: (x1,
concavidade da parábola está voltada para cima (a > y) = (1, 0); (x2, y) = (2, 0).
0) ou para baixo (a < 0), já o terceiro (c) indica onde a
parábola corta o eixo das ordenadas (eixo y), ou seja, Quando o valor de delta é negativo (∆ < 0) não
quando x = 0 ou y = c. Seja a função quadrática, 𝑓(x) temos raízes reais, pois raiz quadrada de um núme-
= x2 – 3x + 2, (x, y) = (0, 2) é o ponto onde a parábola ro negativo é um número complexo. Quando o delta
corta o eixo y, com mais alguns pontos pode-se traçar é igual a zero (∆ = 0) as duas raízes são iguais, ou seja,
a parábola que representa a função 𝑓(x). Assim, as raí- teremos uma função quadrática de raiz unitária. Já
zes da função são y = 0 → x1 = 1; x2 = 2, ou seja, o ponto para delta positivo (∆ > 0) teremos então a situação de
158 (x1, y) = (1, 0); (x2, y) = (2, 0) e o vértice dado pelo ponto: duas raízes reais.
Sinal da Função Quadrática

O estudo do sinal de uma função 𝑓: A → B definida


por y = 𝑓(x), é encontrar para quais valores de x temos
𝑓(x) > 0, 𝑓(x) < 0 ou 𝑓(x) = 0, x ∊ D𝑓 com.
Inicialmente, identificamos onde a função é igual
a zero, ou seja, encontramos a raiz da função y = 𝑓(x). Logo no estudo do sinal da função quadrática 𝑓(x)
Para isso fazemos y = 𝑓(x) = 0, para função quadrática = x2 – 3x + 2, temos que a = 1 > 0 e calculamos o valor
vimos que as raízes são: do delta, ∆ = 1 > 0, e das raízes, x1 1 = e x2 = 2. Assim,
concluímos para o estudo de sinal:
– b ± √∆
x=
2a üü> 0,
üüü
𝑓(x) ℵℵ={x ∊ ℜ | x < 1 ou x > 2}

Com ∆ = b2 – 4ac. a>0→


Agora, teremos os casos para estudo do sinal da üü< 0,
üüü
𝑓(x) ℵℵ={x ∊ ℜ | 1 < x < 2}
função quadrática, quando o coeficiente a é positivo
(a > 0) outro quando é negativo (a <0) e ainda quando
∆ > 0; ∆ < 0 e ∆ = 0 Inequações para Função Quadrática
Para ∆ < 0 temos:
Seja a ≠ 0 as inequações quadráticas são: ax2 + bx
a > 0 → 𝑓(x) >0, ⩝x ∊ ℜ + c > 0, ax2 + bx + c < 0, ax2 + bx + c ≥ 0 ou ax2 + bx + c ≤ 0.
a < 0 → 𝑓(x) < 0, ⩝x ∊ ℜ Resolver a inequação 𝑓(x) = ax2 + bx + c > 0 signifi-
No gráfico da função quadrática com ∆ < 0, como ca encontrar valores de x tal que 𝑓(x) seja positiva. O
não existe raiz real, logo a parábola não corta o eixo resultado para resolver essa inequação é encontrado
x (abscissa). no estudo de sinal da função 𝑓(x) . Assim dependendo
dos valores de a e de delta temos algumas combina-
ções de resultados para solução da 𝑓(x) > 0:

Para ∆ = 0 temos:

a > 0 → 𝑓(x) > 0, ⩝x ∊ ℜ


a < 0 → 𝑓(x) < 0, ⩝x ∊ ℜ

No gráfico da função quadrática com ∆ = 0, as raí-


zes são iguais (raiz unitária), logo a parábola corta o
eixo x (abscissa) em apenas um ponto, nesse ponto a
𝑓(x) = 0.

Para ∆ > 0 temos: No caso de inequação produto faz-se o estudo de


sinal de cada uma das funções quadráticas e define-se
como solução de acordo com a regra de sinais do pro-
üü> 0,
üüü
𝑓(x) ℵℵ={x ∊ ℜ | x < x1 ou x > x2} duto de números reais, temos que (+ × + = +); (– × – =
a>0→ +); (+ × – = –), assim, um conjunto solução (S) para uma
dessas inequações pode ser encontrada da seguinte
üü< 0,
üüü
𝑓(x) ℵℵ={x ∊ ℜ | x1 < x < x2}
forma, seja a inequação produto 𝑓(x) · g(x) > 0, para o
produto ser positivo temos duas situações: 𝑓(x) > 0 e
MATEMÁTICA

g(x) > 0 ou 𝑓(x) < 0 e g(x) < 0.


üü> 0,
üüü
𝑓(x) ℵℵ={x ∊ ℜ | x1 < x < x2}
Então seja a inequação produto (x2 – x – 6) · (– x2
a<0→ + 2x – 1) > 0, para achar o conjunto solução primeiro
üü< 0,ℵℵ=
üüü
𝑓(x) {x ∊ ℜ | x < x1 ou x > x2} encontra-se as raízes de cada função 𝑓(x) = x2 – x – 6 e
g(x) = –x2 + 2x – 1:

No gráfico da função quadrática com ∆ > 0, exis- ∆ üü


üüü
𝑓
ℵℵ=
= (–1)2
– 4(1)(–6) = 1 + 24 = 25
te as duas raízes reais, logo a parábola corta o eixo x ∆ = b2 – 4ac →
(abscissa) em dois pontos, nesses pontos a 𝑓(x) = 0. ∆ üü
üüü
g
= (2)
ℵℵ=
2
– 4(–1)(–1) =4–4=0 159
–(–1) – √25 Para g(x) = – x2 + 2x, com ∆ > 0 e a < 0:
xüü
üüü
1
= ℵℵ= = –2
2·1
𝑓(x) = 0 g(x) > 0, {x ∊ ℜ | 0 < x < 2}
–(–1) + √25
xüü
üüü
2
= ℵℵ= =3 g(x) < 0, {x ∊ ℜ | x < 0 ou x > 2}
2·1
Assim, para a inequação quociente ser negativa,
üü ℵℵ= –(2) 𝑓(x)/g(x) = (2x2 + x – 1) / (–x2 + 2x) < 0, temos duas situa-
üüü ± √0
g(x) = 0 x =x = =1 ções, a primeira com 𝑓(x) > 0 e g(x) < 0. Assim, a solu-
1
üü
üüü 2
ℵℵ=
2 · (–1) ção será:

Para 𝑓(x) = x2 – x – 6, com ∆ > 0 e a > 0:


üüü =ℵℵ üü1
üü ℵℵ= ü
S1 = x ∊ ℜ | x < – 1 ou x > ⌒ {x ∊ ℜ | x < 0 ou x >2}
üü> ℵℵ=
üüü =ℵℵ üü2
üü ℵℵ=
üüü ü
𝑓(x) 0, {x ∊ ℜ | x < –2 ou x > 3}
üü< ℵℵ=
üüü 0, {x ∊ ℜ | –2 < x <3}
𝑓(x) = {x ∊ ℜ | x < –1 ou x > 2

Para g(x) = –x2 +2x – 1, com ∆ = 0 e a < 0:


A segunda para 𝑓(x) < 0 e g(x) > 0. Assim, a solução
g(x) < 0, ⩝x ∊ ℜ.
será:
Assim, para a inequação produto ser positiva, 𝑓(x)
· g(x) = (x2 – x – 6) · (–x2 + 2x – 1) > 0, sabendo que g(x) <
0, então a 𝑓 também deve ser negativa, 𝑓(x) < 0. Assim, =ℵℵ üü1
üü ℵℵ=
üüü ü
a solução será S = {x ∊ ℜ |–2 < x < 3}. S2 = x∊ℜ|–1<x< ⌒ { x ∊ ℜ | 0 < x < 2}
üü ℵℵ=
üüü =ℵℵ üü ü
No caso de inequação quociente faz-se o estudo 2
de sinal de cada uma das funções quadráticas e defi-
üüü =ℵℵ üü1
üü ℵℵ= ü
ne-se como solução de acordo com a regra de sinais
= x∊ℜ|0<x<
do quociente de números reais, temos que (+ ÷ + = üü ℵℵ=
üüü =ℵℵ üü ü
2
+);(– ÷ – = +);(+ ÷ – = –), assim, um conjunto solução (S)
para uma dessas inequações pode ser encontrada da
Logo, a solução das inequações quociente (2x2 + x
seguinte forma, seja a inequação quociente 𝑓(x) / g(x)
– 1)/(–x2 + 2x) < 0 é:
> 0, para o quociente ser positivo temos duas situa-
ções: 𝑓(x) > 0 e g(x) > 0 ou 𝑓(x) < 0 e g(x) < 0.
Então seja a inequação quociente (2x2 + x – 1)/(–x2 + üü ℵℵ=
üüü 1 ℵℵ üüü
=

2x) < 0, para achar o conjunto solução primeiro encon- S1 ◡ S2 = x ∊ ℜ | x < –1 ou 0 < x < ou x > 2
üü ℵℵ=
üüü =ℵℵ üü ü
tra-se as raízes de cada função 𝑓(x) = 2x2 + x – 1 e g(x) 2
= – x2 + 2x:
üü ℵℵ=
üüü Máximo e Mínimo para Função Quadrática

∆𝑓 = (1)2 – 4(2)(–1) = 1 + 8 = 9 Dizemos que o número yM ∊ Im(𝑓) é o valor máxi-


∆ = b2 – 4ac →
mo ou mínimo da função y = 𝑓(x) se, somente se, yM ≥
∆g = (2) – 4(–1)(0) = 4 – 0 = 4
2

üü –(1)
üüü ℵℵ= – √9
y ou yM ≤ y, respectivamente. Ao valor xM ∊ D𝑓 tal que
yM = 𝑓(xM) chamamos de ponto máximo ou mínimo da
xüü
üüü= ℵℵ= = –1 função. Esse ponto também conhecido como vértice
1
2·2 da função quadrática ou da parábola. Denotamos o
𝑓(x) = 0
vértice como:
–(1) + √9 1
xüü
üüü
= ℵℵ=
2
=
2·2 2
ℵℵ–b ℵ–∆ℵ
üü ü(xM, yℵ
üüü ) = V (xv, yv) = V ℵ , ℵ ℵ
–(2) – √4 M
ℵü2a üℵ
ü ü4a
xüü
üüü
1
= ℵℵ= =2
2 · (–1)
g(x) = 0 Para a função quadrática 𝑓(x) = x2 – 3x + 2, o vértice
–(2) + √4
xüü
üüü
2
= ℵℵ= =0 é dado por:
2 · (–1)
ℵℵ–b ℵ
–∆ℵ
Para 𝑓(x) = 2x2 + x – 1, com ∆ > 0 e a > 0: üü ü
üüü ℵ V(xv , yv) = V ℵ , üüℵ ℵ üüüüüü
ℵü2a
ü 4aℵ
1 ℵℵ
– ( –3) –((–3)2 – 4 · 1 ·ℵ
2)ℵ
𝑓(x) > 0, x ∊ ℜ | x < –1 ou x >
üü ü
üüü ℵ =V ℵ , ℵ ℵ ü
2
ℵüü2 · 1 4·1 üüℵ
=ℵℵ üü ü 1
𝑓(x) < 0, x ∊ ℜ | –1=<ℵxℵ
< ℵℵ3 ℵ1ℵ
üü ü
2 üü ü
üüü ℵ =V ℵ , – 4ℵ ℵ üüüüüü
160 ℵü2ü üüℵ
Sendo a = 1 > 0, então a concavidade da parábola –(4) – √16
está voltada para cima e o vértice será ponto de míni- xüü
üüü
= ℵℵ=
1
= –4
mo da função. 2·1
O vértice de uma função quadrática será ponto de –(4) + √16
máximo da função quando a < 0 e ponto de mínimo xüü
üüü
= ℵℵ=
2
=0
da função quando a > 0. 2·1

FUNÇÃO MODULAR As raízes são –4 e 0, como para a primeira sentença


o valor de a > 0, então a concavidade é voltada para
Definição, Gráfico, Domínio e Imagem cima, e na segunda sentença o valor de a < 0, ou seja,
concavidade voltada para baixo. Logo, a solução posi-
Uma função 𝑓: ℝ → ℝ definida pela associação de cada tiva para a função nas duas sentenças segue o interva-
x ∊ ℝ a 𝑓(x) = |x| ∊ ℝ é denominada Função Modular. lo de x abaixo:
Considerando a definição de módulo de um núme-
ro real, em que para um número x tem-se |x| = x, se x
≥ 0 ou |x| = –x, se x < 0, podemos descrever a função x2üü
üüü+ 4x,
ℵℵ=x ≤ –4 ex≥0
𝑓(x) =
modular também da seguinte forma: üü
üüü ℵℵ=
–x – 4x, –4 < x < 0
2

x,üü
üüüse xℵℵ=
≥0 Dessa forma construímos o gráfico para x2 + 4x no
𝑓(x) = intervalo abaixo de –4 e acima de 0 e para –x2 – 4x no
üü ℵℵ=
üüü
– x, se x < 0
intervalo entre –4 e 0 (Figura 16).
As raízes das sentenças definidas pela função
O gráfico para a função modular 𝑓(x) = |x| é defi- modular podem também ser chamadas de ponto (s)
nido pela junção dos dois gráficos da função de duas de inflexão da curva (funções quadráticas) ou da reta
sentenças (x e –x) e resultará em duas semi-retas de (funções lineares ou Afim). Inflexão é um ponto sobre
origem na raiz da função, (x, y) = (0,0), ou seja, essas uma curva na qual a curvatura troca o sinal, nesse
retas são bissetrizes dos primeiro e segundo quadran- caso indo para o lado positivo do eixo y, pois, Im(𝑓)
tes do plano (Figura 15). = 𝔑+.
O domínio da função modular é o conjunto dos
reais, ou seja, para todo x ∊ ℝ, existe um único y ∊
Im(𝑓), sendo que a imagem da função assume somen-
te valores positivos (reais não negativos (ℝ+)). Logo,
Im(𝑓) = ℜ+. Note, que no gráfico da função as retas
ficam acima do eixo x, onde todos valores para y são
positivos (Figura 15).

Figura 16. Gráfico da Função Modular 𝑓(x) = | x2 + 4x|.

Equações Modulares

Lembrando da definição de módulo de um núme-


Figura 15. Gráfico da Função Modular 𝑓(x) = |x|. ro real, em que para um número k > 0 tem-se |x| = k
⇔ x = k ou x = –k. Então a solução da equação modu-
Para funções modulares com potência quadrática lar |x + 2| = 3 é:
como 𝑓(x) = |x2 + 4x|, primeiro divida a função modu-
lar em funções definidas por duas sentenças:
MATEMÁTICA

x üü
+ 2 =ℵℵ=
üüü 3→x =1
|x + 2| = 3 ⇔
üü ℵℵ=
üüü
x + 2 = –3 → x = –5
x2üü
üüü ℵℵ=
+ 4x
𝑓(x) =
üü
–(x
üüü + 4x)
2 ℵℵ=
S = {–5, 1}

A essas duas funções encontramos as suas raízes: Caso tenhamos duas funções modulares, como a
equação |3x + 2| = |x – 1|, a solução é dada da seguin-
∆ = b2 – 4ac = 42 – 4 · 1 · 0 = 16 te forma: 161
3 Já para x < –1 temos –x –1 ≥ 7 – 2x ⇔ x ≥ 8, com
3xüü
üüü+ 2ℵℵ=
=x–1→x=– solução:
2
|3x + 2| = |x – 1| ⇔
1 S2 = {x ∊ ℜ| x < –1} ⌒ {x ∊ ℜ| x ≥ 8} = {∅}
3xüü
üüü+ 2ℵℵ=
= –x + 1 → x = –
4
Assim, a solução de |x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 é dada por:
üü
üüü
= ℵ üü1
3 ℵℵℵ=ü
S= – ,– S1 ◡ S2 = {x ∊ ℜ| x ≥ 2} ◡ ∅ = {x ∊ ℜ| x ≥ 2}
üü
üüü
= ℵ üü4
2 ℵℵℵ=ü

FUNÇÃO EXPONENCIAL
E na situação de uma função modular, como a
equação |3x + 2| = 2x – 3, a solução é válida para valo- Definição, Características, Domínio, Imagem e
res de x tal que 2x – ≥ 0 → x ≥ 3/2. A solução da equa-
Gráfico
ção é dada por:

Seja a um número real, tal que seja maior que zero


3xüü
üüü+ 2ℵℵ=
= 2x – 3 → x = –5
e diferente de 1(0 < a ≠ 1 ou a ∊ ℜ*+ –{1}), a função 𝑓:
|3x + 2| = 2x – 3 ⇔ 1 ℝ → ℝ que associa a cada x ∊ ℝ o número 𝑓(x) = ax,
3xüü
üüü+ 2ℵℵ=
= –2x + 3 → x =
5 é conhecida como Função Exponencial. Assim fun-
ções como: 2x, (√2)x e 10x são exemplos de funções
Como a solução só é válida para valores de x ≥ 3/2, exponenciais.
então a solução para |3x + 2| = 2x – 3 é S = {∅}. Da definição de função exponencial, a partir de
algumas características, pode-se notar:
Inequações Modulares
z x = 0 → 𝑓(0) = a0 = 1;
Uma das propriedades de módulo para números
reais, em que para um número k > 0 tem-se |x| < k ⇔ z 𝑓(x) = ax é crescente para a > 1, ou seja, x1 < x2 →
–k < x < k e |x| > k ⇔ x < – k ou x > k. Com essa proprie- 𝑓(x1) < 𝑓(x2);
dade podemos resolver inequações modulares como z 𝑓(x) = ax é decrescente para 0 < a < 1, ou seja, x1 <
|3x – 2| < 4 e sua solução é:
x2 → 𝑓(x1) > 𝑓(x2);
z n ∊ ℤ e a > 1, então 𝑓(n) = an > 1 se, e somente se, n
2 > 0;
|3x – 2| < 4 ⇔ –4 < 3x – 2 < 4 → –2 < 3x < 6 → – <x<2
3 z a ∊ ℝ, a > 1 e r ∊ ℚ, então 𝑓(r) = ar > 1 se, e somente
üü ℵℵ=
üüü ℵℵ üüü
=2 se, r > 0;
S= x∊ℜ|– <x<2 z a ∊ ℝ, a > 1 e r, s ∊ ℚ, então as > ar se, e somente se,
üü ℵℵ=
üüü ℵℵ üüü
=3
s > r;
z a ∊ ℝ, a > 1 e α ∊ {ℝ –ℚ}, então aα > 1 se, e somente
Mas se a inequação for |5x + 4| ≥ 4, a solução é:
se, α > 0;
|5x + 4| ≥ 4 ⇔ 5x + 4 ≤ –4 ou 5x + 4 ≥ 4 ⇔ 5x ≤ –8 z a ∊ ℝ, a > 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente se, b
> 0;
ou z a ∊ ℝ, a > 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somente
se, x1 > x2;
8 z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e b ∊ ℝ, então ab > 1 se, e somente
5x ≥ 0 ⇔ x ≤ – ou x ≥ 0 se, b < 0;
5
z a ∊ ℝ, 0 < a < 1 e x1, x2 ∊ ℝ, então ax1 > ax2 se, e somen-
üü ℵℵ=
üüü =ℵℵ üüü
8 te se, x1 < x2.
S= x∊ℜ|x≤– ou x ≥ 0
üü ℵℵ=
üüü 5
=ℵℵ üüü
O domínio da função exponencial é o conjunto
Para a inequação |x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 temos: dos reais, ou seja, para todo x ∊ ℝ, existe um único y ∊
Im(𝑓), sendo que a imagem da função assume somente
|x + 1| + 2x – 7 ≥ 0 → |x + 1| ≥ 7 – 2x valores positivos não nulos (reais não negativos e não
nulo (ℝ*+)). Logo, Im(𝑓) = ℜ*+. Note, que no gráfico da
x üü
üüü
+ 1, ℵℵ=
se x ≥ – 1 função a curva de 𝑓(x) = ax está toda acima do eixo x,
|x + 1| = pois 𝑓(x) = ax > 0, ⩝ x ∊ ℜ. Além disso, temos que o pon-
–xüü
üüü– 1,ℵℵ=
se x < –1
to de encontro da curva com o eixo y, é no ponto (x, y)
= (0, 1), x = 0 → 𝑓(0) = a0 = 1. Assim, o gráfico para duas
Para x ≥ –1 temos x + 1 ≥ 7 – 2x ⇔ ≥ 2, com solução:
funções exponenciais, crescente (a > 1) e decrescente
162 S1 = {x ∊ ℜ | x ≥ – 1} ⌒ { x ∊ ℜ | x ≥ 2} = {x ∊ ℜ | x ≥ 2} (0 < a < 1), segue como na Figura 17.
üü1
üü
üüü
=ℵℵ ü
ℵℵ=
S= – 2,
=ℵℵ üü2
üü
üüü ü
ℵℵ=

Inequações Exponenciais

Inequações exponenciais são aquelas inequações


onde a incógnita x está no expoente, como: 2x > 32 e
2x – 4x < 2.
A forma de solucionar a inequação exponencial é
deixando todas as potências com a mesma base, como
a 𝑓(x) = ax é crescente com base (a > 1) e decrescen-
te com base (0 < a < 1), podemos dizer então que a
desigualdade se mantém para as potências quando a
função é crescente e inverte quando é decrescente, ou
seja:

a > 1 → ax > ay ⇔ x > y;


0 < a < 1 → ax > ay ⇔ x < y

Seja a inequação exponencial 2x < 32 (crescente),


temos a solução igual a:

2x < 32 → 2x < 25 → x < 5


S = {x ∊ ℜ | x < 5}

E na inequação exponencial (decrescente):

ℵ ℵx
ü ℵ1ℵ ≥ ü125
ℵ5ℵ
Temos duas formas:

ℵ1ℵ ℵ1ℵ
x x
Figura 17. Gráfico da Função Exponencial, (a) crescente (𝑓(x) = 2x) e
(b) decrescente (𝑓(x) = (0, 5)x ). ü ℵ5ℵ üü → ℵ ℵ
≥ 125 ü
≥ 53 → (5–1)x ≥ 53 → 5–x ≥ 53
ℵℵ ℵ5ℵ
Equações Exponenciais
5–x ≥ 53 → – x ≥ 3 → x ≤ –3
Equações exponenciais são aquelas equações nas
quais a incógnita x está no expoente, como: 2x = 32 e S = {x ∊ ℜ | x ≤ –3}
2x – 4x = 2.
A forma de solucionar a equação exponencial é
ℵ1 ℵx ℵ1ℵx ℵ 1ℵx ℵ 1ℵ–3
deixando todas as potências com a mesma base, como ü ℵ ℵ ≥ü125ü→ ℵ ℵ ≥ü53 →
ü ℵ ℵ ≥üü ℵ ℵ ü
a 𝑓(x) = ax é injetora, podemos dizer que potências ℵ5 ℵ ℵ 5ℵ ℵ 5ℵ ℵ 5ℵ
iguais e de mesma base têm expoentes iguais, ou seja,
ax = ay ⇔ x = y, (a ∊ ℜ*+ –{1}) x ≤ –3
Seja a equação exponencial 2x = 128, temos a solu-
ção o valor de x igual a: S = {x ∊ ℜ | x ≤ –3}

FUNÇÃO LOGARÍTMICA
2x = 128 → 2x = 27→ x = 7
S = {7} Logaritmo

Agora para a equação exponencial 52x


2+3x–2
= 1 Antes de definir a Função Logarítmica, temos que
temos x igual a: ter uma noção básica de Logaritmo. A ideia de Loga-
ritmo surgiu para solucionar problemas de equações
MATEMÁTICA

52x2+3x–2 = 1 → 52x2+3x–2 = 50 → 2x2 + 3x – 2 = 0 exponenciais do tipo 2x = 3, ou seja, exponenciais que


∆ = b2 – 4ac = 32 – 4 · 2 · (–2) = 9 + 16 = 25 não são possíveis deixar os dois membros com a mes-
ma base, assim define-se o conceito de logaritmo, seja
–b – √∆ –3 – √25 dois números reais positivos a e b, com a ≠ 1, chama-se
xüü
üüü
= ℵℵ=
1
= = –2 x o logaritmo de b na base a, onde o expoente que se
2a 2·2
deve dar à base a de modo que a potência obtida seja
–b + √∆ –3 +√25 1 igual a b, ou seja:
xüü
üüü
= ℵℵ=
2
= =
2a 2·2 2 loga b = x ⇔ ax = b 163
Em que, a é base do logaritmo; b é o logaritmando O domínio da função logarítmica é o conjunto dos
e x é o logaritmo. Assim, por exemplo, o logaritmo log2 reais positivos não nulos, ou seja, para todo x ∊ ℝ*+,
8 = 3 pois 23 = 8. existe um único y ∊ Im(𝑓), como a função 𝑓: ℝ*+ → ℝ,
Logo, dessa definição decorrem algumas proprie- 𝑓(x) = loga x, admite a inversa g: ℝ → ℝ*+, g(x) = ax, assim
dades, seja (a ∊ ℜ*+ –{1}) e b > 0: 𝑓 é bijetora e portanto a imagem da função assume
qualquer valor real. Logo, Im (𝑓) = ℜ. Note, que no grá-
z loga 1 = 0;
fico da função 𝑓(x) = loga x, a curva está toda a direita
z loga a = 1; do eixo y, pois x > 0. Além disso, temos que o ponto de
encontro da curva com o eixo x, é no ponto (x, y) = (1,
z aloga b = b; 0), x = 1 → 𝑓(1) = loga 1 = 0. Assim, o gráfico para duas
funções logarítmicas, crescente (a > 1) e decrescente (0
z loga b = loga c ⇔ b = c;
< a < 1), segue como na Figura 18.
z b > 0 e c > 0 → loga (b · c) = loga b + loga c, que pode
ser generalizada para:
ℵn ℵ n
logaüℵΠ bi ℵü= Σ loga bi, n ≥ 2;
ℵi = 1 ℵ i=1

ℵbℵ
ü a ℵ ℵ = log
z b > 0 e c > 0 → log ü a b – loga c, então loga
ℵc ℵ
ℵ1 ℵ
ü ℵ ℵ = –ü loga c;
ℵc ℵ
z α ∊ ℝ → loga bα = α · (loga b);

1
z n ∊ ℕ → loga √b = loga(b) =
*
loga b ;
n
z a, b, c ∊ ℝ+ e a ≠ 1, c ≠ 1:

logc b
loga b = , mudança de base com quociente;
logc a
z a, b, c ∊ ℝ+ e a ≠ 1, c ≠ 1: loga b = logc b · log a
c,
mudança de base com produto;

1
z a ≠ 1, b ≠ 1 loga b = ;
loga a

1
z β ∊ ℝ* logaβ b = loga b ;
β

Definição, Características, Domínio, Imagem e


Gráfico

Seja a um número real, tal que seja maior que zero


e diferente de 1(0 < a ≠ 1 ou a ∊ ℜ*+ –{1}), a função 𝑓: ℝ*+
→ ℝ que associa a cada x ∊ ℝ*+ o número 𝑓(x) = loga x, é
conhecida como Função Logarítmica. Assim funções
como: log2 x, log½ x e log x são exemplos de funções
logarítmicas.
Da definição de função logarítmica algumas carac-
Figura 18. Gráfico da Função Logarítmica, (a) crescente (𝑓(x) = log2
terísticas quando a ∊ ℜ*+ –{1}, pode-se notar:
x) e (b) decrescente (𝑓(x) = log½ x).

z 𝑓: ℝ*+ → ℝ e g: ℝ → ℝ*+: 𝑓(x) = loga x → 𝑓–1 (x) = g(x) =


Equações Logarítmicas
ax , relação inversa;
z 𝑓(x) = loga x é crescente para a > 1; Equações logarítmicas são aquelas equações do
z 𝑓(x) = loga x é decrescente para 0 < a < 1; tipo: loga 𝑓(x) = loga g(x) ou loga 𝑓(x) = α, α ∊ ℝ e com
(a ∊ ℜ*+ –{1}).
z a > 1; 0 < x < 1 → loga x < 0; A forma de solucionar a equação logarítmica é
z a > 1; x > 1 → loga x > 0; deixando os logaritmos com a mesma base, e igualan-
do as função 𝑓(x) = g(x) > 0 ou aplicando propriedade
z 0 < a < 1; 0 < x < 1 → loga x > 0;
inversa e transformando em equação exponencial,
164 z 0 < a < 1; x > 1 → loga x < 0; loga 𝑓(x) = α → 𝑓(x) = aα
Seja a equação logarítmica log4 (3x + 2) = log4 (2x + 2x2 – 5x > 0 → ∆ = (–5)2 – 4 · 2 · 0 = 25
5), temos a solução o valor de x = 3, pois foi maior que
x > –2/3 e x > –5/2:
– (–5) – √25
xüü
üüü
= ℵℵ=
1
= 0
üü ℵℵ=
üüü
3x + 2 < 0 → x > –2/3 2·2

üü ℵℵ=
üüü –(–5) + √25 5
2x + 5 > 0 → x > –5/2 xüü
üüü
= ℵℵ=
1
=
2·2 2
log4 (3x + 2) = log4 (2x + 5) → (3x + 2) = (2x + 5) → x = 3
S = {3} Como para a 𝑓(x) = 2x2 – 5x temos a > 0 e ∆ > 0,
então a solução para 𝑓(x) > 0 é:
Agora para a equação logarítmica log4 (2x2 + 5x + 4)
= 2 temos x igual a:
üü ℵℵ==ℵℵ üü5
üüü ü

2x2 + 5x + 4 > 0 S1 = x ∊ ℜ | x < 0 ou x >


üü ℵℵ==ℵℵ üü2
üüü ü
∆ = b – 4ac = 25 – 32 = –7
2

logo, 𝑓(x) > 0, ⩝ x ∊ ℜ


Agora o estudo da inequação logarítmica começa
log4 (2x2 + 5x + 4) = 2 → 2x2 + 5x + 4 = 42 →2x2 + 5x + 4 na relação entre os logaritmos de mesma base. Como
= 16 → 2x2 + 5x – 12 = 0 a base é 2, então a função é crescente:

∆ = b2 – 4ac = 52 – 4 · 2 · (–12) = 25 + 96 = 121 a = 2 > 1 → log2 (2x2 – 5x) ≤ log2 3 → 2x2 – 5x ≤ 3 → 2x2
– 5x – 3 ≤ 0

– b – √∆ – 5 – √121
xüü
2x2 – 5x – 3 ≤ 0 → ∆ = (–5)2 – 4 · 2 · (–3) = 25 + 24 = 49
üüü
1
= ℵℵ= = = –4
2a 2·2
– (–5) – √49 1
xüü
üüü
= ℵℵ=
– b + √∆ – 5 +√121 3
xüü
üüü
= ℵℵ= = = 1
= –
2
2a 2·2 2 2·2 2
– (–5) + √49
xüü
üüü
1
= ℵℵ= = 3
üü
üü3
üüü
=ℵℵ ü
ℵℵ= 2·2
S= – 4,
=ℵℵ üü2
üü
üüü ü
ℵℵ=
Como para a g(x) = 2x2 – 5x – 3 temos a > 0 e ∆ > 0,
então a solução para g(x) ≤ 0 é:
Inequações Logarítmicas
üü ℵℵ=
üüü ℵℵ üüü
=1
Inequações logarítmicas são aquelas inequações
do tipo: loga 𝑓(x) >loga g(x) e loga 𝑓(x) > α, α ∊ ℝ e com S2 = x∊ℜ|– ≤x≤3
=2
üü ℵℵ=
üüü ℵℵ üüü
(a ∊ ℜ*+ –{1}).
A forma de solucionar a inequação logarítmica é
deixando os logaritmos com as mesma base, e aplican- Assim, a solução da inequação logarítmica log2
do as desigualdades em casos de bases maiores que (2x2 – 5x) ≤ log2 3 é dada pela intersecção das soluções
um ou entre zero e um, lembrando que as 𝑓(x) = g(x) acima:
> 0 ou aplicando propriedade inversa e transforman-
do em equação exponencial, loga 𝑓(x) = α → 𝑓(x) = aα. üü ℵℵ=
üüü ℵℵ üüü
=5
1
Esquematizando temos: S = S1 ⌒ S2 = x∊ℜ|– ≤ x < 0 ou <x≤3
üü ℵℵ=
üüü 2 =2
ℵℵ üüü

üü >ℵℵ=
üüü
𝑓(x) g(x) se a>1
loga 𝑓(x) > loga g(x) ⇔ E na inequação logarítmica log2 (3x + 5) > 3, temos:
0 üü
< 𝑓(x)
üüü ℵℵ=< g(x) se 0 < a < 1
a > 1 → log2 (3x + 5) > 3 → 3x + 5 > 23 → 3x + 5 > 8 → x > 1
ou
Mas, a função 𝑓(x) = 3x + 5 > 0, então:
üü >ℵℵ=
üüü
𝑓(x) ak se a >1
loga 𝑓(x) > k ⇔
MATEMÁTICA

5
0 üü
< 𝑓(x)
üüü ℵℵ=< ak se 0 < a < 1 𝑓(x) = 3x + 5 > 0 → x > –
3
0 üü
< 𝑓(x)
üüü ℵℵ=< ak se a>1
loga 𝑓(x) > k ⇔
üü ℵℵ=
üüü
𝑓(x) > a se 0 < a < 1
k Como a solução x > 1 é também maior que:

Seja a inequação logarítmica log2 (2x2 – 5x) ≤ log23, 5


para acharmos a solução primeiro fazemos o estudo x>–
do sina de 𝑓(x) = 2x2 – 5x: 3 165
Logo temos o intervalo de solução para x sendo: Mantissas
N 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
S = {x ∊ ℜ | x > 1}

Logaritmos Decimais 20 3010 3032 3054 3075 3096 3118 3139 3160 3181 3201
21 3222 3243 3263 3284 3304 3324 3345 3365 3385 3404
São funções logarítmicas onde a base a = 10, ou
22 3424 3444 3464 3483 3502 3522 3541 3560 3579 3598
pode ser escrita como potência de base 10, como: log10
𝑓(x) ou log10α 𝑓(x), α ∊ ℝ*. Pode-se ter também a nota- 23 3617 3636 3655 3674 3692 3711 3729 3747 3766 3784
ção: log10 𝑓(x) = log 𝑓(x), onde não há a necessidade de 24 3802 3820 3838 3856 3874 3892 3909 3927 3945 3962
escrever o valor 10 na base. Todas as características
e propriedades de logaritmos também valem para os 25 3979 3997 4014 4031 4048 4065 4082 4099 4116 4133
logaritmos decimais. 26 4150 4166 4183 4200 4216 4232 4249 4265 4281 4298
Segue algumas propriedades:
27 4314 4330 4346 4362 4378 4393 4409 4425 4440 4456

z 10c ≤ x < 10c+1 ⇔ log 10c ≤ log x < log 10c+1 → c ≤ log x 28 4472 4487 4502 4518 4533 4548 4564 4579 4594 4609
< c + 1, x > 0 e c ∊ ℤ; 29 4624 4639 4654 4669 4683 4698 4713 4728 4742 4757
z log x = c + m, onde c ∊ ℤ é característica e 0 ≤ m < 1
é a mantissa; 30 4771 4786 4800 4814 4829 4843 4857 4871 4886 4900
z x > 1 → c ≥ 0; 0 < x < 1 → c < 0; 31 4914 4928 4942 4955 4969 4983 4997 5011 5024 5038
z A mantissa (m) é um valor tabelado;
32 5051 5065 5079 5092 5105 5119 5132 5145 5159 5172
z A mantissa do decimal de x não se altera quando
multiplica-se x por potência de 10 com expoente 33 5185 5198 5211 5224 5237 5250 5263 5276 5289 5302
inteiro, ou seja a mantissa (m) de log x não muda 34 5315 5328 5340 5353 5366 5378 5391 5403 5416 5428
quando temos log10p x, p ∊ ℤ.
35 5441 5453 5465 5478 5490 5502 5514 5527 5539 5551
Valores da característica (c) são dados da seguinte
36 5563 5575 5587 5599 5611 5623 5635 5647 5658 5670
forma:
37 5882 5694 5705 5717 5729 5740 5752 5763 5775 5786
38 5798 5809 5821 5832 5843 5855 5866 5877 5888 5899
log 2,3 → c = 0
üü ℵℵ=
üüü 39 5911 5922 5933 5944 5955 5966 5977 5988 5999 6010
log 31,421 → c = 1
x>1 40 6021 6031 6042 6053 6064 6075 6085 6096 6107 6117
log 204 → c = 2
üü ℵℵ=
üüü 41 6128 6138 6149 6160 6170 6180 6191 6201 6212 6222
log 6542,3 → c = 3 42 6232 6243 6253 6263 6274 6284 6294 6304 6314 6325
43 6335 6345 6355 6365 6375 6385 6395 6405 6415 6425
log 0,2 → c = –1
üü ℵℵ=
üüü 44 6435 6444 6454 6464 6474 6484 6493 6503 6513 6522
log 0,035 → c = –2
0<x<1 45 6532 6542 6551 6561 6571 6580 6590 6599 6609 6618
log 0,00405 → c = –3
üü ℵℵ=
üüü 46 6628 6637 6646 6656 6665 6675 6684 6693 6702 6712
log 0,00053 → c = –4 47 6721 6730 6739 6749 6758 6767 6776 6785 6794 6803
48 6812 6821 6830 6839 6848 6857 6866 6875 6884 6893
Ou seja, o c é a quantidade de algarismos da parte 49 6902 6911 6920 6928 6937 6946 6955 6964 6972 6981
inteira menos 1 em caso de x > 1 e para 0 < x < 1 é o
oposto (negativo) da quantidade de zeros (inclusive o 50 6990 6998 7007 7016 7024 7033 7042 7050 7059 7067
zero antes da vírgula!) que precede o primeiro alga- 51 7075 7084 7093 7101 7110 7118 7126 7135 7143 7152
rismo significativo. 52 7160 7168 7177 7185 7193 7202 7210 7218 7226 7235
Sendo a mantissa tabelada para N = 234 (m =
53 7243 7251 7259 7267 7275 7284 7292 7300 7308 7316
0,3692), Tabela 1, c = 1, assim o valor do log 23,4 = c +
m = 1 + 0,3692 = 1,3692. 54 7324 7332 7340 7348 7356 7464 7372 7380 7388 7396

Tabela 1. Exemplo de tabela de Mantissas para valores de 100 a 549


(IEZZI; MURAKAMI, 1977).
Mantissas
N 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
EXERCÍCIOS COMENTADOS
10 0000 0043 0086 0128 0170 0212 0253 0294 0334 0374
1. (FCC – 2018) Inicialmente o domínio da função y = –
11 0414 0453 0492 0531 0569 0607 0645 0682 0719 0755
x² + 2x + 15 é o conjunto dos números reais e essa
12 0792 0828 0864 0899 0934 0969 1004 1038 1072 1106 função será chamada de função J. Uma outra função,
13 1139 1173 1206 1239 1271 1303 1335 1367 1399 1430 K, também dada por y = −x² + 2x + 15, tem como domí-
14 1461 1492 1523 1553 1584 1614 1644 1673 1703 1732 nio o conjunto {−4,−3,−2,3,4,5,6,7}. A diferença entre a
maior imagem da função J e a menor imagem da fun-
15 1761 1790 1818 1847 1875 1903 1931 1959 1987 2014 ção K, nessa ordem, é igual a:
16 2041 2068 2095 2122 2148 2175 2201 2227 2253 2279
a) 18.
17 2304 2330 2355 2380 2405 2430 2455 2480 2504 2529 b) 41.
18 2553 2577 2601 2625 2648 2672 2695 2718 2742 2765 c) 36.
19 2788 2810 2833 2856 2878 2900 2923 2945 2967 2989 d) 4.
166 e) 15.
Para saber temos que a função J: ℝ → ℝ, ou seja, D = 3 2 3 2
Im= ℝ, a função K: A → B, D = A e Im = B, logo se A = = 4log2 2 + log2 2 + log2 2 = 4 + +
{−4, −3, −2, 3, 4, 5, 6, 7} então B = {–20, –9, 0 ,7, 12}. 2 3 2 3
Assim, a menor imagem para a função K é -20, já a
maior imagem para a função J, como o coeficiente 24 + 9 + 4 37
a< 0, a concavidade está voltada para baixo e o seu = =
6 6
ponto de máximo será o:
Resposta: Letra C.
∆ 64
yvértice = – =– = 16
4a 4 · (–1) 4. (VUNESP – 2014) Uma população P cresce em fun-
ção do tempo t (em anos), segundo a sentença P =
Fazendo a diferença na ordem mencionada temos:
2000.50,1t. Hoje, no instante t = 0, a população é de
16 – (–20) = 16 + 20 = 36. Resposta: Letra C.
2000 indivíduos. A população será de 50000 indiví-
2. (FCC – 2019) Em uma negociação salarial, o sindicato duos daqui a:
representativo dos trabalhadores de uma empresa de
alta tecnologia em manufatura de peças para compu- a) 20 anos.
tadores pediu 31,25 reais por hora de trabalho mais b) 25 anos.
uma taxa adicional por empreitada de 7,05 reais por c) 50 anos.
unidade inteira fabricada em cada hora. A empresa por d) 15 anos.
sua vez ofereceu 12,03 reais por hora trabalhada mais e) 10 anos.
12,03 reais por taxa de empreitada por unidade intei-
ra produzida por hora. Na audiência de negociação, Resolvendo deixando todos log na mesma base:
foram estabelecidas equações para o salário por hora P = 2000 · 50,1t → 50000 = 2000 · 50,1t → 50,1t
de cada uma das propostas em termos de n, o número
inteiro de peças produzidas por hora. O valor por hora 50000 50
= = = 25
trabalhada mais a taxa de empreitada que a empresa 2000 2
ofereceu só é maior que o valor solicitado pelo sindi-
cato quando: 50,1t = 25 = 52 → 0,1t = 2 →

2 2 10
a) n<2. t= = =2· = 20 anos
b) n=2. 0,1 1 1
c) n=3.
10
d) n<3.
e) n>3. Resposta: Letra A.

Inicialmente temos as seguintes funções para sindi- 5. (FAFIPA – 2016) Os valores de x que satisfazem a ine-
cato e empresa, respectivamente: quação (x2 + 2x -15 / x + 2 )≤ 0 pertencem a:
yS = 31,25t + 7,05n
yE = 12,03t + 12,03n a) (-∞-5]U[-2,3].
Para a empresa ser maior que a do sindicato temos: b) (-∞-5]U(-2,3].
yE > ys → 12,03t + 12,03n > 31,25t + 7,05n c) (-∞-5]U(-2,3).
Deixando em função de número de peças produzi- d) (-∞-5)U[-2,3].
das por hora temos:
12,03n – 7,05n > 31,25t – 12,03t → 4,98n > 19,22t → Para a razão ser negativa existem dois conjuntos de
n > 3,86t soluções possíveis:
Logo, para o valor da empresa ser maior que a do 1º) x2 + 2x – 15 ≥ 0 e x + 2 < 0:
sindicato os funcionários terão que produzir mais x < –2
que três peças por hora trabalhada, ou seja, n>3. x2 + 2x – 15 ≥ 0
Resposta: Letra E.
∆ = b2 – 4ac = 4 – 4 · 1 · (–15) = 4 + 60 = 64
3. (FCC – 2016) O valor da expressão log2 16 + log4 8 + – b – √∆ –2–8
log8 4 é igual a: xüü
üüü
1
= ℵℵ= = = –5
2a 2
a) 5. – b + √∆ –2 + 8
b) 23/2. xüü
üüü
2
= ℵℵ= = =3
c) 37/6. 2a 2
d) 5/4.
MATEMÁTICA

Como ∆ > 0 e a > 0 a parábola tem duas raízes e a con-


e) 41/8. cavidade voltada para cima assim para que a função
quadrática seja positiva a solução é em S1 = {x ∊ ℜ | –
Resolvendo deixando todos log na mesma base: 5 ≤ x ou x ≥ 3} mas também deve satisfazer a solução
log2 16 + log4 8 + log8 4 = log2 24 + log 22 23 + log23 22 S2 = {x ∊ ℜ | x < –2}, assim, S1 ⌒ S2 = {x ∊ ℜ | x ≤ –5}.
3 2 2º) x2 + 2x – 15 ≤ 0 e x + 2 > 0:
= 4log2 2 + log2 2 + log2 2 x > –2
2 3 x2 + 2x – 15 ≤ 0
Como log2 2 = 1 então temos: ∆ = b2 – 4ac = 4 – 4 · 1 · (–15) = 4 + 60 = 64 167
– b – √∆ –2–8
e o
a11 a12
xüü
üüü
= ℵℵ= A=

{
1
= = –5 a21 a22
2a 2
(lê – se a um um) elemento que está na 1ª linha
– b + √∆ –2 + 8 a11
e 1ª coluna.
xüü
üüü
= ℵℵ=
2
= =3 (lê – se a um dois) elemento que está na 1ª linha
2a 2 a12
e 2ª coluna.
Como ∆ > 0 e a > 0 a parábola tem duas raízes e (lê – se a um um) elemento que está na 2ª linha
a21
a concavidade voltada para cima assim para que a e 1ª coluna.
função quadrática seja negativa a solução é em S3 (lê – se a um um) elemento que está na 2ª linha
a22
= {x ∊ ℜ | – 5 < x < 3} mas também deve satisfazer e 2ª coluna.
a solução S4 = {x ∊ ℜ | x > –2}, assim, S3 ⌒ S4 = {x ∊
Observação: Uma matriz M de ordem m ⨉ n tam-
ℜ | –2 < x ≤ 3}.
bém pode ser indicada por M = (aij) ou M = (aij) m ⨉ n.
A solução final é dada pela união das parciais:
(S1 ⌒ S2) ◡ (S3 ⌒ S4) = {x ∊ ℜ | x ≤ – 5 ou –2 < x ≤ 3} = TIPOS DE MATRIZES
(– ∞, –5] ◡ (–2, 3]. Resposta: Letra B.
Matriz Linha
REFERÊNCIAS
É toda matriz do tipo 1 ⨉ n, ou seja, é uma matriz
DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto e que possui apenas uma linha.
aplicações. 3. ed. São Paulo: Ática, 2016. 3 v. Exemplo:

IEZZI, Gelson et al. Fundamentos de Matemática C = [–3 4 1] é uma matriz linha de ordem 1x3
Elementar. 3. ed. São Paulo: Atual, 1977. 10 v. M = (–9 7 0 –√15) é uma matriz linha de ordem 1x4

IEZZI, Gelson et al. Matemática: ciência e aplica- Matriz Coluna


ções. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 3 v.
É toda matriz do tipo m ⨉ 1, ou seja, é uma matriz
que possui apenas uma coluna.
LEONARDO, Fabio Martins de et al. Conexões com
Exemplo:
a Matemática. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2016. 3
v. RS VW
SS - 2 WW
PAIVA, Manoel Rodrigues. Matemática. 2. ed. São SS 1 WW
Paulo: Moderna, 2010. 3 v. A= SS 7 WW é uma matriz coluna de ordem 4x1
SS 0 WW
SS- 17WW
SOUZA, Joamir Roberto de; GARCIA, Jacqueline
da Silva Ribeiro. #Contato Matemática. 1. ed. São
T X
Paulo: FTD, 2016. 3 v.
e o é uma matriz coluna de ordem 2x1
-6
B=
1

Matriz Nula
MATRIZES
É a matriz que possui todos os elementos iguais a
Matrizes podem ser definidas da seguinte manei-
zero.
ra: sejam dois números naturais m e n diferentes de
zero, denominamos matriz de ordem m por n (indi- Exemplo:
ca-se m x n) qualquer tabela M formada por núme-
= G
ros pertencentes ao conjunto dos reais, sendo estes 0 0 0 0
E= é uma matriz nula de ordem 2x4
números distribuídos em m linhas e n colunas. 0 0 0 0
Exemplos:

e o
0 0
> H
-2 1 0
A= é uma matriz de ordem 2x3, N= é a matriz nula de ordem 2x2
2 4 3 0 0

= G é uma matriz de ordem 2x2,


0 -1
B= Matriz Quadrada de Ordem n
3 5
JK 9 1 NO É toda matriz do tipo n ⨉ n, ou seja, em uma matriz
KK 3 OO quadrada de ordem n o número de linhas e colunas
C= KK- 8 7 OO é uma matriz de ordem 3x2. são iguais.
K 4 0 O
Exemplo:
L P
Toda matriz m x n tem os seus elementos repre-
e o é uma matriz quadrada de ordem 2x2
sentados por (aij) onde i representa a linha e j a colu- 2 -8
A=
na em que o elemento está localizado: 7 0
168 Exemplo:
RS VW RS V
SS - 7 4 2 WW SS1 0 0 0W
W
SS 2 W
B= 9 0W WW é uma matriz quadrada de
SS0 0W
WW é uma matriz identidade de ordem 4.
3 1 0
SS 2 I4 = S
S-5 - 1 22 W W ordem 3x3. SS0 0 1 0WWW
SS
T X S0 0 0 1W W
Observação: Para toda matriz quadrada, no lugar
T X
IGUALDADE DE MATRIZES
de mencionarmos que sua ordem é n ⨉ m, dizemos
apenas que ela é uma matriz de ordem n. Por exem-
Duas matrizes A = (aij)m ⨉ n e B = (bij)m ⨉ n serão iguais
plo, ao nos referirmos a uma matriz quadrada de
quando aij = bij para todo i ∈ {1,2, ∙∙∙ , m } e todo j ∈ {1,2,
ordem 3, estamos dizendo que essa matriz possui três
linhas e três colunas. ∙∙∙ , n }. Portanto para que duas matrizes sejam iguais,
elas devem ser do mesmo tipo e apresentar todos os
elementos correspondentes iguais.
Diagonal Principal
Exemplo:
Chamamos de diagonal principal de uma matriz
quadrada de ordem n, o conjunto dos elementos que
[ ] [ ]
Seja A = X 2 e B = 7 2 , a matriz A será igual
9 –6 z y
à matriz B, se, e somente se, x = 7, y = – 6 e z = 9.
possui índices iguais.
Exemplo: ADIÇÃO DE MATRIZES

Dadas duas matrizes A = (aij)m ⨉ n e B = (bij)m ⨉ n , cha-


e o é uma matriz quadrada de ordem 2,
2 -8
A= mamos soma de A + B a matriz C = (cij)m ⨉ n tal que cij =
7 0 aij + bij, para todo i e todo j. Isto significa que a soma
cuja diagonal principal é uma matriz composta de duas matrizes A e B do tipo m ⨉ n é uma matriz C
pelos elementos a11 = 2, e a22 = 0 do mesmo tipo, em que cada elemento é a soma dos
elementos correspondentes em A e B.
Diagonal Secundária Exemplo:

Chamamos de diagonal secundária de uma matriz


quadrada de ordem n o conjunto dos elementos que [ –14 09 27 ] + [ –31 –01 05 ] = [ –14+–31 90 +– 10 27 ++ 05 ]
possui soma dos índices igual a n + 1. = [ 4 –1 7 ]
Exemplo: –5 9 7

A = e o é uma matriz quadrada de ordem 2,


2 -8
� Propriedades da adição de matrizes
7 0
A adição de matrizes do tipo admite as seguintes
cuja diagonal secundária é composta pelos elemen- propriedades:
tos a12 = - 8, e a21 = 7
P1) Associativa: (A + B) + C = A + (B + C)
Matriz Diagonal
P2) Comutativa: A + B = B + A
P3) Elemento Neutro: A + 0 = A, em que 0 é a matriz
É a matriz em que todos os elementos que não per-
nula
tencem à diagonal principal são iguais a zero.
P4) Elemento simétrico: A + (- A) = 0, em que -A é a
Exemplo:
matriz oposta de A.

–15 0 0 PRODUTO DE NÚMERO POR MATRIZ


B= 0 1 0
Dado um número k e uma matriz A = (aij)m ⨉ n, cha-
0 0 – √7 ma-se produto kA a matriz B = (bij)m ⨉ n tal que bij = kaij,
para todo i e todo j. Isto significa que multiplicar uma
matriz A por um número k é construir uma matriz B
Matriz Identidade de Ordem n formada por todos os elementos de A multiplicados
por k.
É toda matriz quadrada em que os elementos da

[ ][ ][ ]
diagonal principal são iguais a 1. A matriz identidade
4 –1 2 ∙ 4 2 ∙ (– 1) 8 –2
é representada pela letra maiúscula I, seguida da sua 2. 0 5 = 2 ∙ 0 2 ∙ 5 = 0 10
ordem, ou seja, In. 3 √2 2 ∙ 3 2 ∙ √2 6 2 ∙ √2
Exemplos:
MATEMÁTICA

� Propriedades do produto de um número por uma


= G
1 0 matriz
I2 = é uma matriz identidade de ordem 2
0 1
O produto de um número por uma matriz admite
as seguintes propriedades:
JK1 0 0N
O
KK OO P1) a . (b . A) = (a . b) . A
I3 = KK0 1 0 O é uma matriz identidade de ordem 3
OO P2) a . (A + B) = a . A + a . B
K0 0 1 P3) (a + b) . A = a . A + b . A
L P P4) 1 . A = A 169
PRODUTO DE MATRIZES

Dadas duas matrizes A = (aij)m ⨉ n e B = (bij)n ⨉ p , deno-


[ 01 00 ] ∙ [ 00 01 ] = [ 00 00 ]
minamos o produto AB a matriz C = (cik)m ⨉ p tal que cik =
MATRIZ TRANSPOSTA
ai1 . b1k + ai2 . b2k + ai3 . b3k + . . . + ain . bnk = ƩnJ=1 aij . bjk para
todo i ∈ {1,2, ... ,m} e k ∈ {1,2, ... ,p}.
Dada a matriz A = (aij)m ⨉ n, chamamos transposta
Observações: A definição dada garante a existên- de A a matriz At = (a´ji)n ⨉m tal que aji’ = aij para todo i
cia do produto AB somente se o número de colunas de e todo j. Isto significa que as colunas de At são ordena-
A for igual ao número de linhas de B, pois A é do tipo damente iguais às linhas de A.
m ⨉ n e B é do tipo n ⨉ p. Exemplos:
A definição dada afirma que o produto AB é uma
matriz que tem o número de linhas de A e o número
> H
de colunas de B, pois AB é do tipo m ⨉ p. 4 2 -1
Exemplos: Se A = 2 , sua transposta é
5 7 5 2x3

[ ] [ ]
1 –2
2 4 2
∙ 0 5
RS VW
–1 –3 5 4 0
SS 4 5 WW
2x3 2x3 At = SS2 7W W
SS 2 W W
[ (– 1)2 ∙∙ 11 ++ 4(–∙ 3)0 +∙ 02 +∙ 45 ∙ 4 (– 1)2∙(–(–2)2)++4(–∙ 53)+∙ 25 ∙+05 ∙ 0 ] S-1
T
5 W3x2
X
Se B = [– 1 0 ⁵√19 – 6]1x4, sua transposta é
RS V
[ 10 16
19 – 13 ]
2x2
SS - 1 WWW
SS 0 WW
SS5 WW

[ ]
Bt =
1 SS 19WW
–2 ∙ [ 3 –5 4 0 ]
1x4
SS - 6 WW
12 4x1
3x1 T X
1∙3 1 ∙ (– 5) 1∙4 1∙0 � Propriedades de uma matriz transposta

[ (– 2) ∙ 3 (– 2) ∙ (– 5)
12 ∙ 3 12 ∙ (– 5)
(– 2) ∙ 4
12 ∙ 4
(– 2)
∙0
12 ∙ 0 ] A matriz transposta admite as seguintes propriedades:

[ ]
3 –5 4 0 P1) (At)t = A
– 6 10 – 8 0 P2) (A + B)t = At + Bt
36 –60 48 0 P3) (k . A)t = k . At
3x4
P4) (A . B)t = Bt . At

[ 5 –3 1
0 3 –2 ] 3x2

[ ]
1
–1
10 3x1
MATRIZ SIMÉTRICA

Denominamos matriz simétrica toda matriz qua-


[ 5 ∙ 1 + (– 3) ∙ (– 1) + 1 ∙ 10 = 18
0 ∙ 1 + 3 ∙ (– 1) + (– 2) ∙ 10 – 23 ] [ ] 1x2
drada A, de ordem n, tal que At = A.
Exemplo:
� Propriedades do produto de matrizes Se C = [2 –1
–1 3 ]
, sua transposta é Ct =
2 –1
–1 3
. [ ]
Portanto, a matriz C é simétrica, pois C = C.
t
O produto de matrizes admite as seguintes
propriedades:
MATRIZ ANTISSIMÉTRICA
P1) Associativa: (A . B) . C = A . (B . C)
P2) Distributiva à direita em relação à adição: (A + B) . Denominamos matriz antissimétrica toda matriz
C=A.C+B.C quadrada A, de ordem n, tal que At = - A.
P3) Distributiva à esquerda: C . (A + B) = C . A + C . B
P4) (k . A) . B = A . (k . B) = k . (A . B) Se D = [ –04 04 ], sua transposta é D = [ 04 t
0 ]
–4 .

Observações: É muito importante notar que, em


Portanto, a matriz D é antissimétrica, pois Dt = -D.
geral, a multiplicação de matrizes não é comutativa,
ou seja, para duas matrizes quaisquer A e B, temos AB
≠ BA. MATRIZ INVERSA
Quando A e B são tais que AB = BA, dizemos que A
e B comutam. Notemos que uma condição necessária Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos
para A e B comutarem é que sejam matrizes quadra- que A é uma matriz invertível se existir uma matriz
das e de mesma ordem. A-1 tal que A . A-1 = A-1 . A = In, onde In é a matriz identi-
É importante observar também que a implicação dade de ordem n.
AB = 0 → A = 0 ou B = 0 não é válida para matrizes, Observações: Se A não é invertível, dizemos que A
ou seja, é possível encontrar duas matrizes não nulas é uma matriz singular.
cujo produto é a matriz nula. Se A é invertível, então é única a matriz A-1.
170 Exemplo: Exemplos:
A matriz A =
, pois
[ 1
2
3
7 ] é inversível e A = [ –72 –13 ]
–1
Determinante de matriz quadrada de ordem 2

Se M é de ordem 2, então o det M é o produto dos


elementos da diagonal principal de M, menos o produ-
A ∙ A– 1 = [ 21 73 ] ∙ [ –72 –13 ] to dos elementos da diagonal secundária de M.
Exemplo:

[ 21 ∙∙ 77 ++ 37 ∙∙ (–(– 2)2) 1 ∙ (– 3) + 3 ∙ 1
2 ∙ (– 3) + 7 ∙ 1 ] = [ 01 0
1 ] =I 2 Se M = [ 26 –1
5 ]
, então:

A ∙ A– 1 = [ –72 –3
1 ]∙[ ]1
2
3
7
det M = 2 ∙ 5 – [6 ∙ (– 1)] = 10 – (– 6) = 10 + 6 = 16

Determinante de matriz quadrada de ordem 3


[ 7 ∙ 1 + (–3) ∙ 2
–2∙1+1∙2 –2∙3+1∙7 ] [ 0
7 ∙ 3 + (– 3) ∙ 7
=
1 0
1 ] = I2
Se M é de ordem 3, então o det M é dado por:

Qual é a inversa da matriz A = [ 02 1


3 ]? det M = a11 ∙ a22 ∙ a33 + a12 ∙ a23 ∙ a31 + a13 ∙ a21 ∙ a32 – a13
∙ a22 ∙ a31 – a11 ∙ a23 ∙ a32 – a12 ∙ a21 ∙ a33

Fazendo A-1 = [ ac b
d ], temos: Podemos memorizar essa definição da seguinte
maneira:

A– 1 ∙ A = [ ac bd ] ∙ [ 02 31 ] = [ 01 01 ] z Repetimos ao lado da matriz, as duas primeiras


colunas;

[ ac ∙∙ 22 ++ db ∙∙ 00 ac ∙∙ 11 ++ db ∙∙ 33 ] = [ 01 01 ] z Os termos precedidos pelo sinal + são obtidos


multiplicando-se os elementos segundo as flechas
situadas na direção da diagonal principal;

{ a +2a3b= 1= 0
1 1 z Os termos precedidos pelo sinal – são obtidos
⇒a= eb=–
2 6 multiplicando-se os elementos segundo as flechas
situadas na direção da diagonal secundária.

{ c +2c3d= 0= 1
1 Este dispositivo apresentado acima é conhecido
⇒c=0ed= como Regra de Sarrus, e é utilizado para o cálculo de
3
determinantes de ordem 3.
Vejamos agora um exemplo numérico:

> H
1
2
- 16
RS V
Portanto, A-1 =
0
1
SS1 2 1W
W
3
SS5 W
- 2W
Seja M = 3 WW , calcule o seu determinante
SS
� Propriedades de uma matriz inversa 2 4 - 1W
T X
A matriz inversa admite as seguintes propriedades: Utilizando a regra de Sarrus, temos que:

P1) (A-1)-1 = A 1 2 1 1 2
P2) (A . B)-1 = B-1 . A-1 det M = 5 3 – 2 5 3 = 1 ∙ 3 ∙ (1) + 2 ∙ (– 2) ∙
2 4 –1 2 4
P3) (At)-1 = (A-1)t
2 + 1 ∙ 5 ∙ 4 – (1 ∙ 3 ∙ 2 + 1 ∙ (– 2) ∙ 4 + 2 ∙ 5 ∙ (– 1))

1 2 1 1 2
det M = 5 3 – 2 5 3 = – 3 – 8 + 20 – (6 – 8
DETERMINANTES 2 4 –1 2 4
– 10) = 9 – (– 12) = 9 + 12 = 21, portanto, o det de M
Determinantes podem ser definidos do seguinte = 21
modo: considere o conjunto das matrizes quadra-
das de elementos reais. Seja M uma matriz de ordem MENOR COMPLEMENTAR
n desse conjunto. Denominamos determinante da
matriz M (e indicamos por det M) o número que asso- Considere uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja aij
ciamos a matriz M, operando seus elementos confor- um elemento de M. Definimos menor complementar
do elemento aij, e indicamos por Dij, como sendo o
MATEMÁTICA

me a ordem desta matriz.


determinante da matriz que se obtém suprimindo a
Determinante de matriz quadrada de ordem 1 linha i e a coluna j de M.
Exemplo:
Se M é de ordem 1, então o det M é o único elemen- RS V
to de M. SS1 -2 3 WW
SS1 W
Exemplo: Seja M = -1 5WWW , então:
SS
S2 4 - 2WW
Se M = [4], então o det M = 4 T X 171
D11 = – 1 5 = - 18, note que suprimimos a primeira 2 – 3 + 3 ∙ (– 1)3 ∙ 5 – 3 + 4 ∙ (– 1)4 ∙ 5 2 = 1
4 –2 4 2 1 2 1 4

[ ]
1 –2 3 ∙ 1 ∙ (4 + 12) + 3 ∙ (– 1) ∙ (10 + 3) + 4 ∙ 1 ∙ (20 – 2) = 16 – 39
linha e a primeira coluna da matriz M, 1 – 1 5 , + 72 = 49
2 4 –2
calculando assim o determinante dos elementos Observações: podemos utilizar Sarrus ou Laplace
restantes. no cálculo do determinante de uma matriz qualquer,
O raciocínio é análogo para os demais termos, por- os resultados obtidos serão os mesmos. Na utilização
tanto teremos: de Laplace qualquer fila (linha ou coluna) escolhida
produzirá o mesmo valor de determinante. De prefe-
1 5 = – 12, D = 1 – 1 = 6, rência, escolha sempre a fila com a maior quantidade
D12 =
2 –2 13
2 4 de elementos iguais a zero. Este procedimento facilita
os cálculos do determinante.
D21 = – 2 3 = – 8, D22 = 1 3 = – 8,
4 –2 2 –2 PROPRIEDADES DOS DETERMINANTES
D23 = 1 – 2 = 8, D31 = – 2 3 = – 7,
2 4 –1 5 A definição de determinante e o teorema de Lapla-
1 3 1 – 2 = 1. ce nos permitem fazer o cálculo de qualquer deter-
D32 = = 2, D33 = minante, no entanto, é possível simplificar o cálculo
1 5 1 –1
com a aplicação de certas propriedades. Vejamos estas
COMPLEMENTO ALGÉBRICO (COFATOR) propriedades:

Consideremos uma matriz M de ordem n ≥ 2. Seja P1) Matriz transposta


aij um elemento de M. Definimos complemento algé-
brico do elemento aij, e indicamos por Aij, como sendo Se M é a matriz de ordem n e Mt sua transposta,
então det Mt = det M
o número ( - 1)i + j . Dij
Exemplo:
Exemplo: RS V
RS
SS1 -2 3W
VW S- 1 2 0 WWSS W
Seja M = S1
S 5W
WW Seja a Matriz M = SS 3 4 - 6WWW , o det M = – 10
W, então:
-1
SS SS 2 1 - 2WW
S2 4 - 2W W T V X
RS
T X SS- 1 3 2W WW
A11 = (– 1) 1+1
∙ D11 = (– 1) ∙ – 1 5 = 1 ∙ (– 18) = – 18
2
SS 2
4 –2 logo a Mt = 4 1W WW , e o det Mt = – 10
SS
A12 = (– 1)1+2 ∙ D12 = (– 1)3 ∙ 1 5 = (– 1) ∙ (– 12) = 12 S0 - 6 - 2W W
2 –2 T X
P2) Fila nula
A13 = (– 1)1+3 ∙ D13 = (– 1)4 ∙ 1 5 = 1 ∙ (6) = 6
2 –2
Se os elementos de uma fila (linha ou coluna) qual-
A21 = (– 1) 2+1
∙ D21 = (– 1) ∙ – 2 3 = (– 1) ∙ (– 8) = 8
3 quer de uma matriz M de ordem n forem todos nulos,
4 –2 então det M = 0
RS V
A22 = (– 1)2+2 ∙ D22 = (– 1)4 ∙ 1 3 = 1 ∙ (– 8) = – 8 S 3 - 1 4WW
SS W
2 –2
Seja M = SS 0 0 0W
W , o det de M = 0
1 – 2 = (– 1) ∙ (8) = – 8 SS- 3 WW
A23 = (– 1)2+3 ∙ D23 = (– 1)5 ∙ 5 2W
2 4
T X
A31 = (– 1)3+1 ∙ D31 = (– 1)4 ∙ – 2 3 = 1 ∙ (– 7) = – 7 P3) Multiplicação de uma fila por uma constante
–1 5
Se multiplicarmos uma fila qualquer de uma
A32 = (– 1)3+2 ∙ D32 = (– 1)5 ∙ 1 3 = (– 1) ∙ (2) = – 2
1 5 matriz M de ordem n por um número k, o determi-
nante da nova matriz M’ obtida será o produto de k
A33 = (– 1)3+3 ∙ D33 = (– 1)6 ∙ 1 – 2 = 1 ∙ (1) = 1 pelo determinante de M, isto é det M’ = k . det M
1 –1 Exemplo:
RS V
TEOREMA FUNDAMENTAL DE LAPLACE
SS2 - 1 3W
W
SS4 W
O determinante de uma matriz de ordem n ≥ 2, é Seja M = 5 0W
WW , o det M = – 28
SS W
a soma dos produtos dos elementos de uma fila qual- S2 -1 1W
quer (linha ou coluna) pelos respectivos cofatores. T X
Se multiplicarmos a primeira linha da matriz por
RS V 2, teremos:
SS1 3 4WWW RS V
Seja M = SS5 2 - 3WWW , então: SS4 - 1 6WWW
SS
1 4 2W M’ = S SS4 5 0WWW , o det de M’ = – 56, ou seja, det M’ = 2 .
T X SS2 - 1 1WW
1 3 4
det M = 5 2 – 3 = a11 ∙ A11 + a12 ∙ A12 + a13 ∙ A13 det M, oTdet de M’ X = – 56, ou seja, caso fosse multipli-
1 4 2 cada a primeira coluna da matriz M por 2, o determi-
nante da nova matriz M’ também seria o dobro do det
172 = 1 ∙ (– 1)1+1 ∙ D11 + 3 ∙ (– 1)1+2 ∙ D12 + 4 ∙ (– 1)1+3 ∙ D13 = 1 ∙ (– 1)2 ∙ M.
RS VW RS W V
SS4 -1 3W SS 1 2 6W
S WW SS 3 W
- 3W
M’ = S8 0W Seja M = -1 WW , o det M = 0, pois a 3ª linha
SS 5 WW , o det M’ = - 56 SS
S4 -1 1W
-2 4 12W
T X T X
é a 2ª linha multiplicada por 3.
P4) Multiplicação da matriz por uma constante
P8) Combinação linear de filas paralelas
Se A é uma matriz de ordem n, então det (ɑ . A) =
Se uma matriz quadrada M, de ordem n, tem uma
ɑn . det A linha (ou coluna) que é combinação linear de outras
Exemplo: linhas (ou colunas), então det M = 0

e o , o det A = 14
4 -1 Exemplos:
Se A =
2 3 JK 1 - 2 - 1N
O
Se quiséssemos descobrir o determinante de 3 . A, KK OO
faríamos: Seja M = KK 3 4 7O
O , o det M = 0, pois a 3ª coluna
KK- - 3O
O
det 3 . A = (3)2 . det A = 9 . 14 = 126 5 2
L P
é a soma da 1ª coluna com a 2 ª coluna.
P5) Troca de filas paralelas JK2 NO
-3
KK 5 OO
Seja M uma matriz de ordem n ≥ 2. Se trocarmos Seja N = KK1 4 0O OO , o det N = 0, pois a 3ª linha é
KK
10 O
de posição duas filas paralelas, obteremos uma nova - 10
3
matriz M’ tal que det M’ = - det M L P
Exemplo: o dobro da 2ª linha menos a 1ª linha.
RS VW
SS 1 -1 2W
W P9) Teorema de Binet
Seja M = SS 0 3 4W
WW , o det M = 13
SS W
S- 3 5 1W Se A e B são matrizes quadradas de ordem n, então
T X det (AB) = det A . det B
Exemplo:
Se trocarmos de posição a primeira coluna com a
Seja A = e o , o det A = 5 e B = e o , o det
3 2 -2 -7
segunda coluna, teremos: -1 1
B = 3, 1 2
RS V Logo, pelo Teorema de Binet, o det (A . B) = det A .
SS- 1 1 2W
W
SS 3 W det B = 5 . 3 = 15
M’ = 0 4W
WW o det M’ = - 13 Observação: decorre a seguinte relação do Teore-
SS W
S5 -3 1W ma de Binet:
T X
Portanto a conclusão que chegamos é que: det M’ 1
det A–1 =
= - det M det A
O raciocínio é análogo, caso fosse feita a troca de Exemplo:
RS V
linhas paralelas.
SS0 3 - 1W
W
SS2 W
P6) Filas paralelas iguais Seja A = -4 3WWW , o det A = 19 , logo o det A–1 =
SS
1
=
1 S1 2 - 3WW
Se uma matriz M de ordem n ≥ 2 tem duas filas det A 19 T X
paralelas formadas por elementos respectivamente
P10) Matriz triangular
iguais, então det M = 0.
Exemplo: O determinante de uma matriz triangular (aquela
cujos elementos acima ou abaixo da diagonal princi-
RS V pal são todos iguais a zero) é dado pelo produto dos
SS- 1 0 2W
W
SS 4 W elementos da diagonal principal.
Seja M = 5 7W
WW , o det de M = 0, pois a 1ª e 3ª Exemplos:
SS W
S- 1 2W RS V
0W
0
T X SS- 3 W
MATEMÁTICA

0
SS 1 W
linha são iguais. Seja A = 2 0WWW , como temos uma matriz
SS
S4 -5 - 1WW
P7) Filas paralelas proporcionais
T X
triangular superior, ou seja, todos os elementos acima
Se uma matriz de ordem n ≥ 2 tem duas filas para- da diagonal principal são nulos, logo o determinante
lelas formadas por elementos respectivamente pro- de A será dado pelo produto dos elementos da diago-
porcionais, então det M = 0. nal principal da matriz A.
Exemplo: Portanto: det A = ( - 3) . 2 . ( - 1) = 6 173
{
RS V
SS1 -2 7 W
W a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c1
SS0 W
Seja B = 4 2WWW , como temos uma matriz a21x1 + a22x2 + a23x3 + . . . + a2nxn = c2
SS
S0 0 - 3WW S a31x1 + a32x2 + a33x3 + . . . + a3nxn = c3
T X ∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
triangular inferior, ou seja, todos os elementos acima am1x1 + am2x2 + am3x3 + . . . + amnxn = cm
da diagonal principal são nulos, logo o determinante
de B será dado pelo produto dos elementos da diago-
Note que pela definição do produto de matrizes, o
nal principal da matriz B.
sistema linear genérico acima, pode ser escrito na for-
Portanto: det B = 1 . 4 . ( - 3) = - 12
ma matricial da seguinte maneira:

[ ][ ] [ ]
a11 a12 a13 ... a1n x1 c1
SISTEMAS LINEARES a21 a22 a23 ... a2n x2 c2
EQUAÇÃO LINEAR a31 a32 a33 ... a3n x3 = c3
∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙ ∙ ∙
Denominamos equação linear toda equação do
tipo: am1 am2 am3 ... amn xn cn

a11x1 + a12x2 + a13x3 + . . . + a1nxn = c, onde: Exemplos:


Escrevendo na forma matricial os dois exemplos
a1, a2, a3, . . . , xn : são coeficientes reais, não todos anteriores, temos:
nulos.
x1, x2, x3, . . . , xn : são as incógnitas.
{ x4x+–7yy == 21 ⇒ [ 1 ] ∙ [ y ] = [1 ]
4 –1 x 2
c : é o termo independente.
7

{ [ ][][ ]
Quando o termo independente é nulo, dizemos
que a equação linear é homogênea. – 3x + 2y – z = – 1 –3 2 –1 x –1
Exemplos: x + y – 5z = 3 ⇒ 1 1 –5 ∙ y = 3
2x – 5y + 2z = 4 2 –5 2 z 4
a) 4x + 3y – z = – 1
b) 2x – y = 3
SOLUÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR
c) – 2x – y + 5z = 0 (Equação linear homogênea)
Seja uma sequência ou n-upla ordenada de núme-
Não são equações lineares as equações abaixo: ros reais (a1, a2, a3, . . . , an), a mesma será solução de
um sistema linear S, se for a solução de todas as equa-
a) x2 + y – z3 = 3 ções lineares de S, ou seja:
b) xy – 5z = –7
c) x – 2y + √z = 3
a11a1 + a12a2 + a13a3 + . . . + a1nan = c1 (setença verdadeira)

� Sistema linear: a21a1 + a22a2 + a23a3 + . . . + a2nan = c2 (setença verdadeira)


a31a1 + a32a2 + a33a3 + . . . + a3nan = c3 (setença verdadeira)
Denominamos sistema linear, o conjunto de duas ∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙∙
ou mais equações lineares com n incógnitas.
am1a1 + am2a2 + am3a3 + . . . + amnan = cm (setença verdadeira)
Exemplos:

{ 4x – y = 2 Exemplo:

{
x + 7y = 1
x + 2y – 2z = – 5
Neste caso temos um sistema linear de duas incóg- 2x – 3y + z = 9
nitas, sendo elas x e y. O 2 e o 1 são os termos indepen-
3x – y + 3z = 8
dentes desse sistema.

{
O sistema acima admite como solução a tripla
– 3x + 2y – z = – 1
ordenada (1,-2,1), pois substituindo estas coordenadas
x + y – 5z = 3 em cada uma das equações lineares, temos:

{
2x – 5y + 2z = 4

{
(1) +2 (– 2) – 2 (1) = – 5 1–4–2=–5
Neste caso temos um sistema linear de três incóg-
nitas, sendo elas x, y e z. O -1, e o 4 são os termos inde- 2(1) – 3 (– 2) + (1) = 9 ⇒ 2+6+1=9
pendentes desse sistema. 3+2+3=8
3(1) – (– 2) + 3(1) = 8

{
Um sistema linear de m equações com n incógni- –5=–5
tas, indicado por m x n (lemos “m por n”), pode ser 9 = 9 .todas as sentenças são verdadeiras.
174 representado por um conjunto de equações do tipo: 8=8
SISTEMA LINEAR HOMOGÊNEO
Dx 11 Dy 22
portanto: x = = = 1, y = = = 22
Chamamos de sistema linear homogêneo, aquele D 11 D 11
possui todos os termos independentes nulos, ou seja,
iguais a zero.
Exemplo: Logo a solução do sistema é o par ordenado (1, 2)

{ {
x + y + 2z = 0 x – 2y + z = 0
b) 2x + y – 3z = – 5
3x + 4y – z = 0 4x – y – z = – 1
2x + 3y – 3z = 0
1 –2 1 0 –2 1
D = 2 1 – 3 = 10, Dx = – 5 1 – 3 = 10
Todo sistema linear homogêneo admite a solução
4 –1 –1 –1 –1 –1
nula (0, 0, ..., 0), chamada de solução trivial. Além da
solução trivial um sistema linear homogêneo pode ter
outras soluções. 1 0 1 1 –2 0
Dy = 2 – 5 – 3 = 20, Dz = 2 1 – 5 = 30
4 –1 –1 4 –1 –1
MÉTODOS PRÁTICOS PARA A RESOLUÇÃO DE UM
SISTEMA
Dx 10 Dy 20
portanto: x = = = 1, y = = =2
Regra de Cramer
D 10 D 10
Inicialmente consideremos o seguinte sistema Dz 30
z= = =3
linear:
D 10

{ aa xx ++ bb yy == cc
1
2
1
2
1
2
Logo a solução do sistema é a tripla ordenada (1, 2, 3).

CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS LINEARES

[a ]
a1 b1
é a matriz incompleta do sistema c1 e c2, Os sistemas lineares podem ser classificados con-
b2
2 forme o esquema abaixo:
são os termos independentes do sistema.
a1 b1 determinado
D= , é o determinante da matriz incompleta
a2 b2 possível
do sistema.
indeterminado
Sistema
c1 b1
Dx = , é o determinante da matriz obtida
c2 b2
impossível
por meio da troca dos coeficientes de x, pelos termos
independentes, na matriz incompleta. Sistema Possível e Determinado
a1 c1
Dy = , é o determinante da matriz obtida
a2 c2 Um sistema será possível e determinado (SPD),
quando o determinante D da matriz incompleta for
por meio da troca dos coeficientes de y, pelos termos
diferente de zero, ou seja, D ≠ 0.
independentes, na matriz incompleta.
Sistema Possível e Indeterminado
O exemplo acima é análogo para qualquer sistema
linear n x n, portanto a regra de Cramer pode ser apli-
cada para resolver qualquer sistema linear n x n, onde Um sistema será possível e indeterminado (SPI),
D ≠ 0. A solução será dada pelas seguintes razões: quando o determinante D da matriz incompleta for
igual a zero (D = 0) e os determinantes das incógnitas

( )
também: (D1 = D2 = D3 = ... = Dn = 0)
D1 D2 D3 Dn
X1 = ,X2 = ,X3 = , . . . , xn =
D D D D Sistema Impossível

Exemplos: Um sistema será impossível (SI), quando o deter-


Vamos resolver os seguintes sistemas pela Regra minante D da matriz incompleta for igual a zero (D =
0) e pelo menos um dos determinantes das incógnitas
MATEMÁTICA

de Cramer:
for diferente de zero.

{ 3x2x– +4yy == –45


Vamos classificar cada um dos sistemas lineares
a) abaixo:

D = 3 – 4 = 11, Dx = – 5 – 4 = 11, D =
2 1 4 1
3
2
– 5 = 22
4
{
a) 4x – y = 1
2x + 3y = 5

D = 4 – 1 = 14 Como D ≠ 0, o sistema é SPD


2 3 175
b)
{ x + 2y – z = 1
2x – 3y + 4z = 2
3x – y + 3z = 3
z Vamos multiplicar a 1ª equação por (- 2) e adicio-
nar o resultado à 2ª equação.

Substituiremos a terceira linha por uma nova,


1 2 –1 fazendo a seguinte operação:
D = 2 – 3 4 = 0, como D = 0, o sistema não é SPD,
3 –1 3 z Vamos multiplicar a 1ª equação por (- 3) e adicio-
nar o resultado à 3ª equação.

{
vamos verificar se é SPI ou SI.
x + 2y – 2z = – 5
– 7y + 5z = 19
1 2 –1 1 1 –1 1 2 1 – 7y + 9z = 23
Dx = 2 – 3 4 = 0, Dy = 2 2 4 = 0, Dz = 2 – 3 2 = 0
3 –1 3 33 3 3 –1 3 Substituiremos a terceira linha por uma nova,
fazendo a seguinte operação:
Como D = 0, Dx = 0, Dy = 0 e Dz = 0, o sistema é SPI.
z Vamos multiplicar a 2ª equação por (- 1) e adicio-

c)
{ – 2x + y – 3z = 0
x – y – 5z = 2
nar o resultado à 3ª equação.

3x – 2y + 2z = – 3

–2 1 –3
D = 1 – 1 – 5 = 0, como D = 0, o sistema não é SPD,
{ x + 2y – 2z = – 5
– 7y + 5z = 19
4z = 4

3 –2 –2 Com o sistema escalonado, podemos determinar


os valores das incógnitas da seguinte forma:
vamos verificar se é SPI ou SI. Obtendo z na 3ª equação:

4z = 4
0 1 –3
Dx = 2 – 1 – 5 = 40 , Como D ≠ 0, o sistema é SI. 4
–3 –2 –2
x
z=
4
Não é necessário analisar o determinante das incóg-
z=1
nitas y e z, uma vez que um deles já apresenta resulta-
do diferente de zero. Obtendo y na 2ª equação:
Como z = 1, vamos substituir o seu valor na 2ª
ESCALONAMENTO DE SISTEMAS LINEARES equação e encontrar o y:

Nem sempre a Regra de Cramer é um instrumento – 7y + 5z = 19


– 7y + 5(1) = 19
prático para a resolução de sistemas lineares. Para a
– 7y + 5 = 19
resolução de sistemas de três ou mais equações, pode- – 7y = 19 – 5
mos fazer a solução de uma forma escalonada, ou seja, – 7y = 14
vamos fazer o escalonamento do sistema. Um sistema
14
estará escalonado quando de equação para equação, y=
no sentido de cima para baixo, houver aumento dos –7
coeficientes nulos situados antes dos coeficientes y=–2
não-nulos.
Exemplos: Obtendo x na 1º equação:
Como y = - 2 e z = 1, vamos substituir os seus valo-

{ {
res na 1ª equação e encontrar o x:
x+y+z=3 x+y+z–t=6
S1 0x + y + z = 2 , S2 0x – y – 4z + 3t = – 13 x + 2y – 2z = – 5
0x + 0y + z = 1 0x + 0y + 12z – 6t = 20
x + 2 (– 2) – 2(1) = – 5
x–4–2=–5
Vejamos um exemplo prático de como resolver um x–6=–5
sistema linear por escalonamento: x=–5+6
x=1

{ 2x – 3y + z = 9
x + 2y – 2z = – 5
3x – y + 3z = 8
Logo a solução do sistema é a tripla ordenada (1, -2, 1).

Primeiramente vamos trocar de posição a linha 2


com a linha 1, para que a incógnita x que possui o coe-
EXERCÍCIOS COMENTADOS
ficiente 1 fique na primeira linha.
1. (ESAF – 2009) O determinante da matriz:

{ x + 2y – 2z = – 5
2x – 3y + z = 9
3x – y + 3z = 8
B=
[
2
a
4+a
1
b
2+b
0
c
c ] é:

a) 0
Substituiremos a segunda linha por uma nova, b) 2b - c
176 fazendo a seguinte operação: c) a + b + c
d) 6 + a + b + c
e) 2bc + c - a ( –11 2
–1
∙ ) ( ) = (31 –42 )
a b
c d
A matriz B é uma matriz quadrada de ordem 3, para Fazendo o produto entre as matrizes no primeiro
calcular os seus determinantes, vamos utilizar a membro, temos:
Regra de Sarrus:
2 1 0 2 1 ( (– 1)1 ∙∙ aa ++ (–2 ∙1)c ∙ c 1∙b+2∙d
) (
(– 1) ∙ b + (– 1) ∙ d
=
3 –2
1 4 )
a b c a b ,
4+a 2+b c 4+a 2+b
(–a a+ –2cc b + 2d
–b–d ) = (31 –42 )
Vamos fazer o produto das diagonais principais,
menos o produto das diagonais secundárias. Pela igualdade de matrizes geraremos o seguinte
sistema linear:

{
2 ∙ b ∙ c + 1 ∙ c ∙ (4 + a) + 0 ∙ a ∙ (2 + b) – [0 ∙ b ∙ (4 + a) +
2 ∙ c ∙ (2 + b) + 1 ∙ a ∙ c] = 2bc +4c + ac – [4c + 2bc + ac] a + 2c = 3
= 2bc + 4c + ac – 4c – 2bc – ac = 0 Resposta: Letra A. b + 2d = – 2
2. (ESAF – 2012) Dada as matrizes: –a–c=1

(21 33) e B = (21 43)


–b–d=4
A=
Trocando de posição a linha 2 com a linha 3, temos:
Calcule o determinante do produto AB:

{
a) 8 a + 2c = 3
b) 12 –a–c=1
c) 9
b + 2d = – 2
d) 15
e) 6 –b–d=4

Pelo Teorema de Binet, temos que: o det (A ∙ B) = det Vamos encontrar primeiramente os valores de a e
A ∙ det B c, fazendo a soma da linha 1 com a linha 2, temos:
Calculando separadamente cada um dos determi- c=4
nantes, teremos:
Substituindo c por 4 na primeira linha, temos:
2 3
Det A = = 2 ∙ 3 – (3 ∙ 1) = 6 – 3 = 3 a + 2c = 3
1 3
2 4 a + 2 ∙ (4) = 3
Det B = =2∙3–4∙1=6–4=2 a+8=3
1 3
a=3–8
Portanto o det (A ∙ B) = detA ∙ detB = 3 ∙ 2 = 6 Respos- a=–5
ta: Letra E.
Para encontrar os valores de b e d, faremos a soma
da linha 3 com a linha 4, obtendo:
3. (CESGRANRIO – 2011) Considere a equação matricial
AX = B, d=2
Substituindo d por 2 na linha 4, temos:
Se A = ( –11 2
–1 ) e B = (31 –42 ) , então a matriz X é: –b–d=4
– b – (2) = 4
–b–2=4
a)
( 22 –54 ) –b=4+2
–b=6
b)
( –45 –26 ) b=–6

c) (
Portanto a matriz X será igual a:
–5 –6
( )
– 1 – 4)
3 –1 4 2
Resposta: Letra B.

d) (
2 ) {3x2x ++ my
–5 –8 y = 18
4. (UNIRIO – 2009) Se o sistema: possui
3 =k

e) (
0 3)
4 0 infinitas soluções, o produto k ∙ m, vale:

a) 8
MATEMÁTICA

Para encontrar a matriz X, vamos escreve-la como


uma matriz genérica, e substituir na equação indi- b) 12
cada no enunciado: c) 15
d) 18
X= ( 40 03 ) e) 20

Substituindo as três matrizes conhecidas na equa- Se o sistema possui infinitas soluções, ele é um siste-
ção inicial, temos: ma possível indeterminado (SPI). Pela regra de Cra-
mer um sistema linear 2x2 será SPI, se e somente se,
A∙X=B D = 0, Dx = 0 e Dy = 0. 177
Para encontrar o valor de m vamos calcular o deter- 0 5 1 0 5
minante da matriz incompleta, igualando o mesmo Dx = 1 1 – 2 1 1 = 0 ∙ 1 ∙ (– 4) + 5 ∙ (– 2) ∙ (– 1)
a zero, teremos, portanto: –1 3 –4–1 3
+ 1 ∙ 1 ∙ 3 – [1 ∙ 1 ∙ (– 1) + 0 ∙ (– 2) ∙ 3 + 5 ∙ 1 ∙ (– 4)]
3 1
=0
2 m Dx = 10 + 3 – (– 1 – 20) = 13 – (– 21) = 13 + 21 = 34
3∙m–2∙1=0 Logo Dx = 34
3m – 2 = 0 Fazendo:
3m = 2 Dx 34
2 x= = = 2, portanto x = 2. Resposta: Letra B.
m= D 17
3
Para encontrar o valor de k, basta calcular o determi-
nante em relação a uma das duas incógnitas, já que
descobrimos o valor de m, porém para facilitar os
SEQUÊNCIAS
cálculos vamos calcular o determinante em relação
a y, igualando o mesmo a zero, teremos o seguinte:
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS
3 18
=0
2 k Esse tema é cobrado de uma maneira que ao mes-
3 ∙ k – 2 ∙ 18 = 0 mo tempo que pode parecer fácil, pode ser bem com-
3k – 36 = 0 plicado. Descobrir a lei de formação ou padrão da
3k = 36 sequência é o seu principal objetivo, pois nas ques-
36
k= tões sobre sequências/raciocínio sequencial, você
3 será apresentado a um conjunto de dados dispostos
k = 12 de acordo com alguma “regra” implícita, alguma lógi-
Não se esqueça que o exercício não pede os valores ca de formação. O desafio é exatamente descobrir
de m e k, mas sim o produto entre eles. Fazendo o essa “regra” para, com isso, encontrar outros termos
produto entre m e k, teremos: daquela mesma sequência.
Veja o exemplo abaixo:
2 24
m∙k= ∙ 12 = =8
3 3 2, 4, 6, 8,...
Resposta: Letra A.
A primeira pergunta que podemos fazer para
5. (CESGRANRIO – 2011) Considere o sistema a seguir: achar a lei de formação é: os números estão aumen-
tando ou diminuindo?

{ x + 5y + z = 0
4x + y – 2z = 1
7x + 3y – 4z = – 1
Caso eles estejam aumentando, devemos tentar as
operações de soma ou multiplicação entre os termos.
Nesse sistema o valor de x é: Veja o nosso exemplo que fora postado: 2, 4, 6, 8,.. Do
primeiro termo para o segundo, somamos o número
a) 3 dois e depois repetimos isso.
b) 2
c) 1 2+2=4
d) 0 4+2=6
e) -1 6+2=8
O exercício pede somente o valor da incógnita
Logo, o nosso próximo termo será o número 10,
x, portanto podemos utilizar a regra de Cramer,
pois 8+2 = 10.
para encontrar o seu valor. Pela regra de Cramer,
D Caso os números estejam diminuindo, você pode
sabemos que: x = x . Calculando os respectivos buscar uma lógica envolvendo subtrações ou divisões
D
determinantes pela regra de Sarrus, teremos: entre os termos.
Agora, observe esta outra sequência:
1 5 1
D= 4 1 –2
7 3 –4 2, 3, 5, 7, 11, 13, ...

1 5 1 1 5 Qual é o seu próximo termo? Vários alunos tendem


D = 4 1 – 2 4 1 = 1 ∙ 1 ∙ (– 4) + 5 ∙ (– 2) ∙ 7 + 1 ∙ 4 a dizer que o próximo termo é o 15, mesmo tendo per-
7 3 –4 7 3
cebido que o 9 não está na sequência. A nossa tendên-
∙ 3 – [1 ∙ 1 ∙ 7 + 1 ∙ (– 2) ∙ 3 + 5 ∙ 4 ∙ (– 4)]
cia é relevar esse “probleminha” e marcar logo o valor
D = – 4 – 7 + 12 – (7 – 6 – 80) = – 62 – (– 79) = – 62 + 15. Muito cuidado! Como já disse, o padrão encon-
79 = 17 trado deve ser capaz de explicar TODA a sequência!
Logo D = 17 Neste caso, estamos diante dos números primos! Sim,
Fazendo Dx, temos: aqueles números que só podem ser divididos por eles
0 5 1 mesmos ou então pelo número 1. No caso, o próximo
Dx = 1 1 –2 seria o 17, e não o 15. A propósito, os próximos núme-
178 –1 3 –4 ros primos são: 17, 19, 23, 29, 31, 37...
SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS ALTERNADAS

É bem comum aparecem questões que envolvem


uma sequência que tem mais de uma lei de formação.
Podemos ter 2 sequências que se alternam, como nes-
te exemplo:

2, 5, 4, 10, 6, 15, 8, 20, ...


O número que substitui o símbolo “?” é:
Se analisarmos mais minuciosamente, podemos
dizer que temos uma sequência que, de um número a) 25.
para outro, devemos somar 2 unidades e também b) 23.
podemos notar que temos a sequência que, de um c) 32.
número para o outro, basta somar 5 unidades, elas d) 20.
estão em sequências numéricas alternadas. Veja: e) 28.
1° Sequencia: 2, 4, 6, 8,...
2° Sequencia: 5, 10, 15, 20, ... Note o seguinte padrão:
1 + 2 = 3 (primeiro número da segunda coluna)
SEQUÊNCIAS COM FIGURAS E DE PALAVRAS 3 + 5 = 8 (primeiro número da terceira coluna)
8 + 12 = 20 (primeiro número da quarta coluna)
Não há teoria específica para este assunto, mas res- 20 + 28 = 48 (primeiro número da quinta coluna)
ponderemos a seguir algumas questões para “pegar- Resposta: Letra E.
mos o jeito” dos exercícios que envolvem sequências
com figuras e de palavras. Esse é o modo como se 3. (ACCESS – 2020) Observe a sequência infinita a
aprende essa matéria. Mãos à obra! seguir:

LOGICALOGICALOGICALOGICA...

EXERCÍCIOS COMENTADOS A 2020ª letra dessa sequência é:

1. (FURB – 2019) Em um restaurante, usam-se mesas a) C.


que comportam 4 cadeiras. Se juntarem duas dessas b) A.
mesas, consegue-se espaço para 6 cadeiras. Se jun- c) L.
tarem três dessas mesas, o espaço fica restrito a 8 d) O.
cadeiras. A imagem a seguir ilustra essa situação: e) I.

Temos o ciclo “L O G I C A”, com 6 elementos. Agora,


basta dividir a posição 2020 pela quantidade de ele-
mentos do ciclo. Veja:
2020 / 6 = 336 + resto 4
Ou seja, temos 336 ciclos completos mais 4
elementos:
Seguindo esse padrão, pode-se afirmar que a quanti- Resto 1 = L
dade de mesas que se deve juntar para que a quanti- Resto 2 = O
dade de lugares disponíveis (cadeiras) seja igual a 22 Resto 3 = G
é: Resto 4 = I (Gabarito)
Resposta: Letra E.
a) 6.
b) 15. 4. (INSTITUTO CONSULPLAN – 2019) Observe a sequên-
c) 10. cia de palavras:
d) 12. OSSOS – NEVOEIRO – DESENHO – JANTARES –
FIBRILADOR – MILÍCIA – ABRIDOR – ? –. A palavra
e) 8.
que substitui corretamente o ponto de interrogação é:
1 mesa = 4 cadeiras
a) GARAPA.
2 mesas = 6 cadeiras
b) MAMÃO.
3 mesas = 8 cadeiras
c) JONATAS.
4 mesas = 10 cadeiras d) AGROPECUÁRIO.
5 mesas = 12 cadeiras
MATEMÁTICA

6 mesas = 14 cadeiras A sequência apresentada segue um padrão em rela-


7 mesas = 16 cadeiras ção aos meses do ano. A primeira palavra, OSSOS,
8 mesas = 18 cadeiras começa com letra “O”, mês de outubro; a segunda
9 mesas = 20 cadeiras palavra, NEVOEIRO, começa com a letra “N”, mês
10 mesas = 22 cadeiras de novembro...
Resposta: Letra C. OSSOS → Outubro
NEVOEIRO → Novembro
2. (CONTEMAX – 2020) Considere o seguinte padrão de DESENHO → Dezembro
números JANTARES → Janeiro 179
FIBRILADOR → Fevereiro z o termo que buscamos é o da décima posição, isto
MILÍCIA → Março é, a10;
ABRIDOR → Abril z a razão da PA é 2, portanto r = 2;
? → Maio z o termo inicial é 1, logo a1 = 1;
O ponto de interrogação está associado ao mês de z n, ou seja, a posição que queremos, é a de número
Maio, devendo ser substituído por uma palavra que 10: n = 10
comece com a letra “M” = MAMÃO, apresentada nas
opções. Resposta: Letra B. Logo,

5. (IBADE – 2019) A palavra MALOTE está para LOMAET, an = a1 + (n-1)r


assim como CAMILO está para: a10 = 1 + (10-1)2
a10 = 1 + 2x9
a) MIOLCA. a10 = 1 + 18
b) MICAOL. a10 = 19
c) CAOLMI.
d) MILOCA. Isto é, o termo da posição 10 é o 19. Volte na
sequência e confira. Perceba que, com essa fórmula,
e) LOCAMI.
podemos calcular qualquer termo da PA. O termo da
posição 200 é:
Na palavra MALOTE, foi invertida a ordem das
duas primeiras sílabas (LOMA) e invertida a ordem
an = a1 + (n-1)r
das duas últimas letras (ET). Basta seguir o mes- a200 = 1 + (200-1)2
mo raciocínio para a palavra CAMILO, que fica: a200 = 1 + 2x199
MICAOL. Resposta: Letra B. a200 = 1 + 198
a200 = 199

Soma do primeiro ao n-ésimo termo da PA


PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E
A fórmula a seguir nos permite calcular a soma dos
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS “n” primeiros termos de uma progressão aritmética:
PROGRESSÕES ARITMÉTICAS n # (a1 + an)
Sn =
2
Uma progressão aritmética é aquela em que os
termos crescem, sendo adicionados a uma razão cons- Para entendermos um pouco melhor, vamos calcu-
tante, normalmente representada pela letra r. lar a soma dos 7 primeiros termos do nosso exemplo
Termo inicial: valor do primeiro número que que já foi apresentado: {1,3,5,7,9,11, 13, ...}.
Já sabemos que a1 = 1, e n = 7. O termo an será, nes-
compõe a sequência;
te caso, o termo a7, que observando na sequência é o
Razão: regra que permite, a partir de um termo, número 13, ou seja, a7 = 13. Substituindo na fórmula,
obter o seguinte. temos:
Observe o exemplo abaixo:
n # (a1 + an)
{1,3,5,7,9,11,13, ...} Sn =
2

7 # (1 + 13)
Veja que 1+2=3, 3+2=5, 5+2=7, 7+2=9, e assim suces- S7 =
2
sivamente. Temos um exemplo nítido de uma Progres-
são Aritmética (PA) com uma razão 2, ou seja, r = 2 e 7 # 14
S7 =
termo inicial igual a 1. Em questões envolvendo pro- 2
gressões aritméticas, é importante você saber obter o 98
termo geral e a soma dos termos, conforme veremos S7 = = 49
2
a seguir.
Dependendo do sinal da razão r, a PA pode ser:
Termo geral da PA PA crescente: se r > 0, a PA terá termos em ordem
crescente.
Trata-se de uma fórmula que, a partir do primei- Ex.: {1, 4, 7, 10, 13, 16...} → r = 3
PA decrescente: se r < 0, a PA terá termos em ordem
ro termo e da razão da PA, permite calcular qualquer
decrescente.
outro termo. Temos a seguinte fórmula:
Ex.: {20, 19, 18, 17 ...} → r = -1
PA constante: se r = 0, todos os termos da PA serão
an = a1 + (n-1)r iguais.
Ex.: {7, 7, 7, 7, 7, 7, 7...} → r = 0.
Nesta fórmula, an é o termo de posição n na PA (o
“n-ésimo” termo); a1 é o termo inicial, r é a razão e n é
Dica
a posição do termo na PA.
Usando o nosso exemplo acima, vamos descobrir PA crescente: se r > 0;
o termo de posição 10. Já temos as informações que PA decrescente: se r < 0;
180 precisamos: {1,3,5,7,9,11, 13, ...} PA constante: se r = 0.
Em uma progressão aritmética de 3 termos, o Substituindo na fórmula da média aritmética:
segundo termo ou o termo do meio é a média aritmé- (a1 + a2 + a3 + a4 )/4 = 310
tica entre o primeiro e terceiro termo. Veja: (a1+ a1 + r + a1 + 2r + a1 + 3r) / 4 = 310
4 a1 + 6r = 310 . 4
PA (a1, a2, a3)  a2 = (a1 + a3)/2 4 a1 + 6. (-24) = 1240
PA (2, 4, 6)  4 = (2+6)/2  4 = 4 4 a1 - 144 = 1240
a1 = 346
Encontrando a4:
a4= 346 + (4-1).r
EXERCÍCIOS COMENTADOS a4= 346 + 3r
a4= 346 + 3. (-24)
a4 = 274. Resposta: Letra D.
1. (IBFC – 2015) O total de múltiplos de 4 existentes
entre os números 23 e 125 é: 3. (CESPE-CEBRASPE – 2017) Em cada item a seguir é
apresentada uma situação hipotética, seguida de uma
a) 25. assertiva a ser julgada, a respeito de modelos lineares,
b) 26. modelos periódicos e geometria dos sólidos.
c) 27. Manoel, candidato ao cargo de soldado combatente,
d) 28. considerado apto na avaliação médica das condições
e) 24. de saúde física e mental, foi convocado para o teste
de aptidão física, em que uma das provas consiste em
O primeiro múltiplo de 4 neste intervalo é 24 e o últi- uma corrida de 2.000 metros em até 11 minutos. Como
mo é 124. Veja que os múltiplos de 4 formam uma Manoel não é atleta profissional, ele planeja completar
PA de razão igual a 4. Então, temos as seguintes o percurso no tempo máximo exato, aumentando de
informações: uma quantidade constante, a cada minuto, a distância
a1 = 24 percorrida no minuto anterior.
an = 124 Nesse caso, se Manoel, seguindo seu plano, correr 125
r = 4 (podemos ir somando de 4 em 4 unidades para metros no primeiro minuto e aumentar de 11 metros a
obter os múltiplos). distância percorrida em cada minuto anterior, ele com-
Substituindo na fórmula do termo geral, vamos pletará o percurso no tempo regulamentar.
encontrar a quantidade de elementos (múltiplos):
( ) CERTO  ( ) ERRADO
an = a1 + (n-1)r
124 = 24 + (n – 1)4 Veja que no primeiro minuto ele percorre 125
124 = 24 + 4n – 4 metros, no segundo 125 + 11 = 136 metros, no ter-
124 – 24 + 4 = 4n ceiro 125 + 2×11 = 147 metros, e assim por diante.
104 = 4n
Estamos diante de uma progressão aritmética (PA)
n = 26. Resposta: Letra B.
de termo inicial a1 = 125 e razão r = 11. O décimo
primeiro termo (correspondente ao 11º minuto) é:
2. (FCC – 2018) Rodrigo planejou fazer uma viagem em an= a1 + (n-1).r
4 dias. A quantidade de quilômetros que ele percorrerá a11 = 125 + (11 – 1).11
em cada dia será diferente e formará uma progressão a11 = 125 + 110 = 235 metros
aritmética de razão igual a − 24. A média de quilôme-
A soma das distâncias percorridas nos 11 primeiros
tros que Rodrigo percorrerá por dia é igual a 310 km.
minutos é dada pela fórmula da soma dos termos
Desse modo, é correto concluir que o número de quilô-
da PA:
metros que Rodrigo percorrerá em seu quarto e último
dia de viagem será igual a n # (a1 + an)
Sn =
2
a) 334.
b) 280. 11 # (125 + 235)
S11 =
c) 322. 2
d) 274. 11 # 360
e) 310. S11 =
2
Primeiro devemos achar o a1, para depois acharmos S11 = 180 · 11
o a4. Devemos colocar tudo em função de a1, para S11 = 1.980
podermos substituir na média. Usando a fórmula A distância total percorrida é menor do que 2.000
do termo geral: metros. Logo, Manoel não completará o percurso
r = -24 no tempo regulamentar de 11 minutos. Resposta:
an= a1 + (n-1).r Errado.
Achando a1:
a1 = a1 + (1-1).r
4. (FCC – 2017) Em um experimento, uma planta recebe
MATEMÁTICA

a1 = a1
a cada dia 5 gotas a mais de água do que havia recebi-
Colocando a2 em função de a1:
do no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu 374 gotas
a2= a1+ (2-1)r
a2 = a1 + r de água, no 1° dia do experimento ela recebeu
Colocando a3 em função de a1:
a3= a1+ (3-1)r a) 64 gotas.
a3 = a1 + 2r b) 49 gotas.
Colocando a4 em função de a1: c) 59 gotas.
a4 = a1 + (4-1)r d) 44 gotas.
a4 = a1 + 3r e) 54 gotas. 181
Já sabemos que a razão é r = 5 e que o a65 = 374, Usando novamente o nosso exemplo e fazendo a
então, o a1 é dado por: soma dos 4 primeiros termos (n = 4), temos: {2, 4, 8,
a65= a1 + (n-1).r 16, 32...}
374 = a1 + (65-1)5 4
2 # (2 - 1)
374 = a1 + 64 x 5 S4 =
374 = a1 + 320 2-1
a1 = 54 gotas. 2 # (16 - 1)
S4 =
Resposta: Letra E. 1
2 # 15
S4 =
5. (CESPE-CEBRASPE – 2014) Em determinado colégio, 1
todos os 215 alunos estiveram presentes no primeiro S4 = 30
dia de aula; no segundo dia letivo, 2 alunos faltaram;
no terceiro dia, 4 alunos faltaram; no quarto dia, 6 alu- Soma dos infinitos termos de uma progressão
nos faltaram, e assim sucessivamente. geométrica
Com base nessas informações, julgue os próximos
Suponha que você corra 1000 metros, depois,
itens, sabendo que o número de alunos presentes às
você corra 500 metros, depois, você corra 250 metros
aulas não pode ser negativo.
e, depois, 125 metros – sempre metade do que você
No vigésimo quinto dia de aula, faltaram 50 alunos.
correu anteriormente. Quanto você correrá no total?
Observe que o que temos é exatamente uma progres-
( ) CERTO  ( ) ERRADO são geométrica infinita, porém, essa PG é decrescente.
Quando temos uma PG infinita com razão 0 < q <
P.A. (215, 213, 211, 209,..., a25) 1, teremos que qn = 0. Entendemos, então, que quanto
Termo Geral da P.A. maior for o expoente, mais próximo de zero será. Por-
an= a1 + (n-1).r tanto, substituindo, teremos:
a25 = 215 + (25-1) · (-2)
a25 = 215 + (24· -2) a1 # (0 - 1)
S∞ =
a25 = 215 - 48 q-1
a25 = 167 alunos
a1
Logo, 215 - 167 = 48 alunos ausentes. Resposta: Errado. S∞ =
q-1
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS
Dica
Observe a sequência abaixo: Em uma progressão geométrica, o quadrado do
termo do meio é igual ao produto dos extremos.
{2, 4, 8, 16, 32...}
{a1, a2, a3}  (a2)2 = a1 × a3
Cada termo é igual ao anterior multiplicado por 2. Veja: {2, 4, 8, 16, 32...}
Este é um exemplo típico de Progressão Geométrica, 82 = 4 × 16
ou simplesmente, PG. Em uma PG, cada termo é obti- 64 = 64.
do a partir da multiplicação do anterior por um mes-
mo número, o que chamamos de razão da progressão
geométrica. A razão é simbolizada pela letra q. EXERCÍCIOS COMENTADOS
No exemplo acima, temos q = 2 e o termo inicial é
a1 = 1. Da mesma maneira que vimos para o caso de 1. (FUMARC – 2018) Se a sequência numérica repre-
PA, normalmente, precisamos calcular o termo geral sentada por (6, a2, a3, a4, a5,192) é uma Progressão
e a soma dos termos. Geométrica crescente de razão igual a q, então, é COR-
RETO afirmar que o valor de q é igual a:
Termo geral da PG
a) 2.
A fórmula a seguir nos permite obter qualquer b) 3.
termo (an) da progressão geométrica, partindo-se do c) 4.
primeiro termo (a1) e da razão (q): d) 8.

an = a1 × qn-1 Vamos substituir os valores que já temos na fórmu-


la geral da PG para acharmos a razão:
No nosso exemplo, o quinto termo, a5 (n = 5), pode an = a1 × qn-1
ser encontrado assim: a6 = a1 × q6-1
192 = 6 × q5
{2, 4, 8, 16, 32...} 192/6 = q5
a5 = 2 × 25-1 32 = q5
a5 = 2 × 24 q=
5
32
a5 = 2 × 16 q=2
a5 = 32 Resposta: Letra A.
Soma do primeiro ao n-ésimo termo da PG 2. (IBFC – 2016) Se a soma dos elementos de uma P.G.
(progressão geométrica) de razão 3 e segundo termo
A fórmula abaixo permite calcular a soma dos “n”
12 é igual a 484, então o quarto termo da P.G. é igual a:
primeiros termos da progressão geométrica:
a) 324.
n
a1 # (q - 1) b) 36.
Sn = c) 108.
182 q-1 d) 216.
Temos que a2 = 12 e q = 3. Para calcularmos o quarto
termos, devemos usar a fórmula do termo geral da HORA DE PRATICAR!
PG. Veja:
a4 = a2 × q4-2 1. (CESGRANRIO — 2018) Considere o conjunto A cujos
a4 = 12 × 32 5 elementos são números inteiros, e o conjunto B for-
a4 = 12 × 9 mado por todos os possíveis produtos de três elemen-
a4 = 108 tos de A.
Resposta: Letra C. Se B = {–30, –20, –12, 0, 30}, qual o valor da soma de
todos os elementos de A?
3. (IDECAN – 2014) Observe a progressão geométrica
(P.G.) e assinale o valor de y.
a) 5
P.G. = (y + 30; y; y – 60) b) 3
c) 12
a) +30. d) 8
b) +60. e) –12
c) –30.
d) –60. 2. (CESGRANRIO — 2015) Em certo concurso, a pontua-
e) –90. ção de cada candidato é obtida da seguinte forma:
Em uma progressão geométrica, o quadrado do ter- por cada acerto o candidato recebe 3 pontos e, por
mo do meio é igual ao produto dos extremos. Logo: cada erro, perde 1 ponto. Os candidatos A e B fizeram
y² = (y + 30) × (y - 60) a mesma prova, porém A acertou 5 questões a mais
y² = y² -60y +30y -1800 do que B.
y² - y² +60y -30y = -1800 Qual foi a diferença entre as pontuações obtidas pelos
30y = -1800 dois candidatos?
y = -1800/30
y = -60 a) 15
Resposta: Letra D. b) 25
c) 5
4. (FUNDATEC – 2019) A sequência (x-120; x; x+600) for-
ma uma progressão geométrica. O valor de x é: d) 10
e) 20
a) 40.
b) 120. 3. (CESGRANRIO — 2015) A mãe de João decidiu aju-
c) 150. dá-lo a pagar uma das prestações referentes a uma
d) 200. compra parcelada. Ela solicitou a antecipação do
e) 250. pagamento e, por isso, a financeira lhe concedeu um
desconto de 6,25% sobre o valor original daquela pres-
Em uma progressão geométrica, o quadrado do ter-
tação. João pagou um terço do novo valor, e sua mãe
mo do meio é igual ao produto dos extremos. Logo:
pagou o restante.
x2 = (x-120) × (x+600)
x2 = x2 + 600x – 120x -72000 A parte paga pela mãe de João corresponde a que fra-
x2 - x2 = 480x – 72000 ção do valor original da prestação?
480x = 72000
x = 72000/480 29
a)
x = 150 48
Resposta: Letra C. 1
b)
5. (IESES – 2019) Em uma progressão geométrica de 24
razão r = 3 a soma dos 5 primeiros termos é igual a 968. 15
Então, o primeiro termo dessa progressão é: c)
16
a) Maior que 18. 5
d)
b) Maior que 15 e menor que 18. 8
c) Maior que 12 e menor que 15.
4
d) Maior que 9 e menor que 12. e)
e) Menor que 9. 25

Vamos usar a fórmula da soma da PG: 4. (CESGRANRIO — 2015) Cada vez que o caixa de um
banco precisa de moedas para troco, pede ao geren-
n
a1 # (q - 1) te um saco de moedas. Em cada saco, o número de
Sn =
q-1 moedas de R$ 0,10 é o triplo do número de moedas de
R$ 0,25; o número de moedas de R$ 0,50 é a metade
MATEMÁTICA

n
a1 # (3 - 1) do número de moedas de R$ 0,10.
968 =
3-1 Para cada R$ 75,00 em moedas de R$ 0,50 no saco de
a1 # (243 - 1) moedas, quantos reais haverá em moedas de R$ 0,25?
968 = 2
a) 20
1936 = 242a1 b) 25
a1 = 1936 / 242 c) 30
a1 = 8 d) 10
Resposta: Letra E. e) 15 183
5. (CESGRANRIO — 2018) Para que seja possível admi- 9. (CESGRANRIO — 2013) Mauro precisava resolver alguns
nistrar as vendas de uma empresa, é necessário 1
exercícios de Matemática. Ele resolveu dos exercícios
estimar a demanda do mercado. Considere que uma 5
2
cidade tenha 300.000 habitantes que consomem dois no primeiro dia. No segundo dia, resolveu dos exercí-
3
sabonetes por mês e que a participação da empresa X
cios restantes e, no terceiro dia, os 12 últimos exercícios.
no mercado de sabonetes é de 30%. A demanda men-
Ao todo, quantos exercícios Mauro resolveu?
sal por sabonetes da empresa X é de
a) 30
a) 60.000 unidades b) 40
b) 90.000 unidades c) 45
c) 120.000 unidades d) 75
d) 180.000 unidades e) 90
e) 240.000 unidades
10. (CESGRANRIO — 2013) Em certa cidade, a tarifa do
metrô é R$ 2,80, e a dos ônibus, R$ 2,40. Mas os passa-
6. (CESGRANRIO — 2018) O dono de uma loja deu um
geiros que utilizam os dois meios de transporte podem
desconto de 20% sobre o preço de venda (preço ori-
optar por um bilhete único, que dá direito a uma viagem
ginal) de um de seus produtos e, ainda assim, obteve
de ônibus e uma de metrô, e custa R$ 3,80.
um lucro de 4% sobre o preço de custo desse produto. Em relação ao valor total gasto com uma viagem de
Se vendesse pelo preço original, qual seria o lucro obti- ônibus e uma de metrô pagas separadamente, o bilhe-
do sobre o preço de custo? te único oferece um desconto de, aproximadamente,

a) 40% a) 27%
b) 30% b) 30%
c) 10% c) 32%
d) 20% d) 34%
e) 25% e) 37%

11. (CESGRANRIO — 2013) Numa empresa, todos os seus


7. (CESGRANRIO — 2018) Uma empresa cria uma cam- clientes aderiram a apenas um dos seus dois planos,
panha que consiste no sorteio de cupons premiados. Alfa ou Beta. O total de clientes é de 1.260, dos quais
O sorteio será realizado em duas etapas. Primeira- apenas 15% são do Plano Beta. Se x clientes do plano
mente, o cliente lança uma moeda honesta: Beta deixarem a empresa, apenas 10% dos clientes
que nela permanecerem estarão no plano Beta.
se o resultado for “cara”, o cliente seleciona, aleatoria- O valor de x é um múltiplo de
mente, um cupom da urna 1; se o resultado for “coroa”, o
cliente seleciona, aleatoriamente, um cupom da urna 2. a) 3
b) 8
Sabe-se que 30% dos cupons da urna 1 são premia- c) 13
dos, e que 40% de todos os cupons são premiados. d) 11
e) 10
Antes de começar o sorteio, a proporção de cupons
premiados na urna 2 é de 12. (CESGRANRIO — 2013) O gráfico abaixo apresenta o
consumo médio de oxigênio, em função do tempo, de
a) 50% um atleta de 70 kg ao praticar natação.
b) 25%
c) 5%
d) 10%
e) 15%

8. (CESGRANRIO — 2015) Amanda e Belinha são amigas


e possuem assinaturas de TV a cabo de empresas
diferentes. A empresa de TV a cabo de Amanda dá
descontos de 25% na compra dos ingressos de cine-
ma de um shopping. A empresa de TV a cabo de
Belinha dá desconto de 30% na compra de ingressos
do mesmo cinema. O preço do ingresso de cinema,
sem desconto, é de R$ 20,00. Em um passeio em famí-
lia, Amanda compra 4 ingressos, e Belinha compra 5
ingressos de cinema no shopping, ambas utilizando-
-se dos descontos oferecidos por suas respectivas Considere que o consumo médio de oxigênio seja dire-
empresas de TV a cabo. tamente proporcional à massa do atleta.
Quantos reais Belinha gasta a mais que Amanda na Qual será, em litros, o consumo médio de oxigênio de
um atleta de 80 kg, durante 10 minutos de prática de
compra dos ingressos?
natação?
a) 10 a) 50,0
b) 15 b) 52,5
c) 20 c) 55,0
d) 25 d) 57,5
184 e) 30 e) 60,0
13. (CESGRANRIO — 2018) Uma sequência numérica tem 1
O número real x para o qual se tem Sx =
seu termo geral representado por an, para n ≥ 1. Sabe- 4
-se que a1 = 0 e que a sequência cujo termo geral é bn
= an+1 – an, n ≥ 1, é uma progressão aritmética cujo a) 4
primeiro termo é b1 = 9 e cuja razão é igual a 4. b) log25
O termo a1000 é igual a c) 3/2
d) 5/2
a) 2.002.991 e) log23
b) 2.002.995
c) 4.000.009 18. (CESGRANRIO — 2015) Uma sequência de números
d) 4.009.000 reais tem seu termo geral, an , dado por an = 4.23n+1,
e) 2.003.000 para n ≥ 1. Essa sequência é uma progressão

14. (CESGRANRIO — 2018) Para obter uma amostra de a) geométrica, cuja razão é igual a 2.
tamanho 1.000 dentre uma população de tamanho b) geométrica, cuja razão é igual a 32.
20.000, organizada em um cadastro em que cada ele- c) aritmética, cuja razão é igual a 3.
mento está numerado sequencialmente de 1 a 20.000, d) aritmética, cuja razão é igual a 1.
um pesquisador utilizou o seguinte procedimento: e) geométrica, cuja razão é igual a 8.

I. calculou um intervalo de seleção da amostra, dividin- 19. (CESGRANRIO — 2013) A sequência an, n ∈ N é
do o total da população pelo tamanho da amostra: uma progressão aritmética cujo primeiro termo é
20.000/1.000 = 20;
a1 = −2 e cuja razão é r = 3. Uma progressão geo-
II. sorteou aleatoriamente um número inteiro, do interva-
métrica, bn, é obtida a partir da primeira, por meio
lo [1, 20]. O número sorteado foi 15; desse modo, o
da relação bn = 3an , n ? N. Se b1 e q indicam o primeiro
primeiro elemento selecionado é o 15º;
termo e a razão dessa progressão geométrica, então
III. a partir desse ponto, aplica-se o intervalo de seleção q
da amostra: o segundo elemento selecionado é o 35º vale
b1
(15+20), o terceiro é o 55º (15+40), o quarto é o 75º
(15+60), e assim sucessivamente.
a) 243.
O último elemento selecionado nessa amostra é o b) 3.
1
a) 19.997º c)
243
b) 19.995º
2
c) 19.965º d) –
3
d) 19.975º
e) 19.980º 27
e) –
6
15. (CESGRANRIO — 2013) Progressões aritméticas são
sequências numéricas nas quais a diferença entre 20. (CESGRANRIO — 2014) Seja A3x3 uma matriz quadra-
dois termos consecutivos é constante. da de ordem 3. O elemento da matriz A3x3, que ocupa
A sequência (5, 8, 11, 14, 17, ..., 68, 71) é uma progres- a linha i e a coluna j, é representado por aij, i, j = 1, 2, 3.
são aritmética finita que possui Acerca dos elementos da matriz A3x3, sabe-se que:

a) 67 termos Quatro elementos são iguais a 0 e os cinco restantes


b) 33 termos são iguais a 1;
c) 28 termos Para todos os valores de i e j, tem-se aij = aji .
d) 23 termos
e) 21 termos Os possíveis valores da soma a11 + a22 + a33 são:

16. (CESGRANRIO — 2018) Considere a sequência numé- a) 0e1


rica cujo termo geral é dado por a n=2 1-3n, para n ≥ 1. b) 0e2
Essa sequência numérica é uma progressão c) 0e3
d) 1e3
1
a) geométrica, cuja razão é e) 2e3
8
b) geométrica, cuja razão é -6.
c) geométrica, cuja razão é -3. 9 GABARITO
d) aritmética, cuja razão é -3.
MATEMÁTICA

1
e) aritmética, cuja razão é 1 D
8
2 E
17. (CESGRANRIO — 2018) Para x > 0, seja Sx a soma
3 D

4 B

5 D
185
6 B

7 A

8 A

9 C

10 A

11 E

12 E

13 B

14 B

15 D

16 A

17 B

18 E

19 A

20 D

ANOTAÇÕES

186
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

INTRODUÇÃO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Nem sempre a banca organizadora do concurso dispõe o conteúdo programático do edital em uma sequência
lógica. Isso acaba dificultando a busca dos assuntos, além de prejudicar uma assimilação eficiente dos temas. Por
isso, elaboramos didaticamente o conteúdo a seguir, abordando todos os itens do edital de uma maneira que você
realmente consiga aprender e otimizar os seus estudos. Acompanhe na tabela a seguir a equivalência dos itens do
edital, reorganizados nesse material.

CONTEÚDO DO EDITAL NESTE LIVRO

Os bancos na Era Digital: Atualidade, tendências e desafios

Internet banking

Mobile banking

Open banking

Novos modelos de negócios

Fintechs, startups e Big techs

Sistema de bancos-sombra (Shadow banking)

Funções da moeda Banco na Era Digital – Atualidades do Mercado


Financeiro
O Dinheiro na Era Digital: blockchain, bitcoin e demais
criptomoedas

Marketplace

Correspondentes bancários

Arranjos de pagamentos

Sistema de pagamentos instantâneos (PIX)

Segmentação e interações digitais

Transformação digital no Sistema Financeiro

ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO


OS BANCOS NA ERA DIGITAL: ATUALIDADES, TENDÊNCIAS E DESAFIOS
HOME/OFFICE BANKING, REMOTE BANKING, BANCO VIRTUAL

A ligação entre o computador do cliente e o computador do banco é o que basicamente se define como Home
Banking.
Para que houvesse uma redução de custos de intermediação financeira, os bancos concluíram que havia
necessidade de reduzir o trânsito e a fila de clientes nas agências.
Esse o motivo para o aprimoramento dos Bancos 24 horas, onde se dá o atendimento remoto – fora das agên-
cias – da clientela.
Esse tipo de atendimento se utiliza da rede banco 24 horas (saques, depósitos, pagamento de contas, solicitação
de entrega de talões de cheques etc.), empresas tipo balcão eletrônico, cartões magnéticos em redes de postos de
gasolina, redes de lojas.
Pode-se, então, obter uma integração dos requisitos de conveniência, segurança, eficácia e relacionamento,
exigidos pelo conceito de remote bank.
A segurança na transmissão de dados é garantia pelo perfil que o banco, concede por meio de uma palavra-cha-
ve-password que limita o acesso às informações.
187
Fonte: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/ Startup significa o ato de começar algo, normal-
contabilidade/remote-banking-(banco-virtual)/24984 mente relacionado com companhias e empresas que
estão no início de suas atividades e que buscam explo-
INTERNET BANKING/BANCO DIGITAL rar atividades inovadoras no mercado.
Empresas startup são jovens e buscam a inovação
Muito além de oferecer serviços por internet ban- em qualquer área ou ramo de atividade, procurando
king ou aplicativos que auxiliem clientes a realizar desenvolver um modelo de negócio escalável e que
suas transações financeiras, o banco digital se carac- seja repetível.
teriza por apresentar uma proposta de valor onde a Um modelo de negócio é a forma como a empre-
maioria dos seus produtos e serviços sejam oferecidos sa gera valor para os clientes. Um modelo escalável
de forma digital. e repetível significa que, com o mesmo modelo eco-
É um modelo operacional com infraestrutura nômico, a empresa vai atingir um grande número de
capaz de responder às interações de seus clientes em clientes e gerar lucros em pouco tempo, sem haver um
tempo real e criar uma cultura que se adeque às ino- aumento significativo dos custos.
vações tecnológicas de forma ágil.
De acordo com a pesquisa FEBRABAN de tecnologia MOBILE BANKING
bancária 2014, o Banco digital possui um processo não
presencial no momento da abertura de contas, com cap- Banco móvel (às vezes utilizado o termo em inglês
mobile banking) são ferramentas que disponibilizam
tura digital de documentos e informações e coleta eletrô-
alguns serviços tipicamente bancários através de dis-
nica de assinatura. Com relação à consulta e resolução de
positivos móveis, como um celular.
problemas, o banco digital possui acesso a canais eletrô-
“Mobile Banking (operação bancária móvel)
nicos para todas as consultas e contratação de produtos.
refere-se à disposição e vantagem dos serviços da
A resolução de problemas é feita por múltiplos canais operação bancária e financeiros com a ajuda dos dis-
sem a necessidade da ida à agência. positivos móveis da telecomunicação.
A variedade de serviços oferecidos pode incluir
Relação entre bancos digitais e FinTechs ou Startups facilidades para realizar operações bancárias e tran-
sações do mercado acionário, para administrar clien-
Fintechs são as startups que criam inovações no tes e para ter acesso a informações personalizadas.”
setor financeiro, baseados em tecnologia. Elas têm Serviços de informação, por outro lado, pode ser
sido uma aposta dos bancos tradicionais para acele- oferecido como um módulo independente.
rar a inovação tecnológica e se inserir na era digital.
Os bancos beneficiam-se da interação com essas OPEN BANKING E OS NOVOS MODELOS DE
empresas disruptivas pela facilidade e agilidade na NEGÓCIOS
criação e aprimoramento de produtos e serviços.
Enquanto as FinTechs veem nessa parceria, uma Se fôssemos traduzir ipsis litteris, Open Banking
maneira de validar o negócio, receber investimentos significaria Banco Aberto. Mas esse é um termo que
e ganhar experiência. remete aos métodos de Inovação Aberta pensados
Além disso, os bancos possuem uma base ampla, exclusivamente para o setor bancário.
consolidada e crescente de clientes e oferecem estabi- Dentro do que chamamos de Open Banking está
lidade, confiança e experiência em atender à regula- a prática da colaboração entre instituições bancárias
mentação do Sistema Financeiro Nacional. tradicionais com startups, fintechs e empresas de tec-
No Brasil, diversas instituições financeiras têm nologia. Essas parcerias resultam em soluções e apli-
promovido programas que dialogam com as FinTechs. cações inovadoras.
O Bradesco, por exemplo, criou em 2014 o programa E isso só acontece por que as Interfaces de Progra-
InovaBra, que promove a interação do banco com mação de Aplicativos (APIs) permitem que terceiros
startups com potencial de desenvolvimento de negó- acessem informações financeiras com eficiência, o
cios e produtos relacionados a serviços financeiros. que promove o desenvolvimento de novos aplicativos
Dentro desse ecossistema, foi criado em 2017 o Ino- e serviços. Elas também facilitam a coleta e a análises
vaBra habitat, do qual a Simply é uma das empresas sofisticadas de volumes exponenciais de dados.
participantes. Um espaço onde empresas, startups, APIs abertas são ótimas oportunidades para criar
investidores, mentores e empreendedores geram novos modelos de negócios bancários, iniciando o tão
novos negócios e buscam soluções inovadoras com necessário processo de Transformação Digital, res-
base no networking e na colaboração. ponsável por tirar as instituições financeiras da área
Outro exemplo dessa interação é o Cubo, um espa- de conforto e guiá-las rumo a estratégias fundamenta-
ço de coworking lançado pelo Itaú em parceria com das em user-centric.
a Redpoint, localizado na zona sul de São Paulo. Ele O Open Banking propõe elaboração de produtos e
comporta e apoia até cinquenta startups, sendo seis serviços online, 100% digitais que geram vantagens
delas, FinTechs. para o usuário final. Sim, a ideia não é resolver o pro-
O banco digital representa uma evolução na for- blema do banco e de seus desenvolvedores, mas o do
ma de se relacionar com o cliente tendo como base seu consumidor.
a inovação tecnológica. Ou seja, busca uma relação Idealmente, uma estratégia de Open Banking deve
mais personalizada e próxima do consumidor a fim resultar em uma melhor experiência para os consumi-
de atender uma nova geração de clientes mais exigen- dores. A diferença entre o conceito e outras estratégias
tes e conectados. rotineiras no mercado é o novo cenário criado por ele,
Fonte: http://blog.simply.com.br/banco-digital-desafio-setor-
em que correntistas acessam serviços e funcionalida-
financeiro/ des do banco a partir de sites e aplicativos terceiros.
A instituição financeira deixa de existir apenas
188 Startup em seus próprios domínios e passa a ter contato com
seu cliente em outros espaços digitais, ampliando sua fatores como idade, profissão, hobbies, gostos cultu-
atuação, público, portfólio de serviços e tempo de rais e atividades praticadas regularmente.
contato.
A plataforma de API aberta do banco deve ser z Utilize a mídia correta
capaz de conectar o correntista, mais especificamente
os dados dele, à outras plataformas de sua escolha. O Saber quem é o seu público alvo ideal é a chave
poder de escolha é do usuário, o de conexão de dados para descobrir onde o seu cliente está e, a partir dis-
é da instituição financeira. so, estabelecer qual a mídia deve ser prioritária na
Fonte: https://www.mjvinnovation.com/pt-br/blog/open-banking/ ação. Conhecer as opções de segmentação, uso e perfis
existentes em cada ambiente é essencial para que sua
O comportamento do consumidor na relação com o campanha tenha bom desempenho.
banco
z Teste variáveis
O perfil do cliente de serviços bancários tem muda-
do nos últimos anos. Bancos tradicionais já não conse- Durante a publicação da campanha é fundamental
guem suprir as necessidades de clientes que nasceram criar variantes de público para entender a receptivida-
mergulhados na era digital, como a geração Y. de de cada um. Segmentações diferentes influenciam
Por isso, a fim de oferecer um relacionamento resultados diferentes, por isso ter públicos segmenta-
mais personalizado, é essencial compreender quais dos permite elevar seu entendimento da audiência a
são os interesses e necessidades dessa nova geração cada interação da campanha, permitindo resultados
de consumidores, assim como o que eles esperam dos cada vez melhores.
serviços financeiros.
A geração digital deseja ser localizada por seus z Mensure os resultados
interesses específicos e características peculiares e
não ser somente um número em amplos dados demo- Acompanhar os dados de demografia, renda, enga-
gráficos. Ela é composta por clientes participativos e jamento, tempo de visita e conversão, disponibilizados
que desejam ser questionados sobre os produtos e ser- ao analisar as campanhas, possibilita que a cada publi-
viços que o banco oferece. cação você conheça melhor seu público. A partir disso
São consumidores que esperam que o banco tenha é possível ajustar a nova etapa da ação e segmentar
uma visão ampla de seu relacionamento, atuando de de forma ainda mais precisa, provocando impacto na
forma antecipatória, observando possíveis problemas hora certa e na pessoa certa.
e criando soluções. Eles querem ser surpreendidos com
Fonte: https://infographya.com.br/segmentacao-de-publico-no-
serviços especiais em momentos inesperados e espe-
ambiente-digital/
ram que a instituição financeira esteja ao seu lado no
longo prazo, nos diversos momentos da sua vida.
A importância da segmentação pública
Estes clientes também esperam que o banco tenha
caráter informativo e orientador. Além de terem inte-
É difícil até hoje mensurar o quanto a internet está
resse em assuntos financeiros, querem que a institui-
transformando a humanidade em todos os aspectos:
ção os eduque através de dicas e canais on-line, assim
social, cultural, econômico, mas, algumas caracterís-
como os informe sobre o atual cenário econômico,
ticas dessa nova era digital já são bastante evidentes,
alertando-os sobre mudanças financeiras.
mensuráveis e aplicáveis em estratégias de marketing.
Desejam sentir que estão seguros e protegidos, que
Na época de ouro da TV aberta, o grande público
podem escolher os melhores canais para interagir geral era o objetivo final de qualquer campanha. Ven-
com o banco. dia mais quem tinha mais espaço publicitário, quem
Fonte: http://blog.simply.com.br/banco-digital-desafio-setor- conseguia anunciar nos programas de maior audiên-
financeiro/
cia. Essa realidade mudou completamente desde que
a internet se popularizou, principalmente com o uso
SEGMENTAÇÃO E INTERAÇÕES DIGITAIS

ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO


em massa de redes sociais.

O marketing digital é essencial para a comunicação Direcionando investimento e mensagem


das atividades de uma marca, afinal neste ambiente é
possível se posicionar e garantir uma audiência quali- Hoje, a grande oportunidade de consolidação no
ficada. Neste sentido, a estratégia é ainda mais asser- mercado e fortalecimento de marca não está mais na
tiva quando as ações e campanhas de marketing são divulgação para grandes públicos, mas na identificação
personalizadas de acordo com o público e comparti- e foco em nichos de mercado onde se concentram as
lhadas no momento certo para atingir o cliente. pessoas com mais potencial de compra e fidelização.
Ao estabelecer um planejamento para a divul- A segmentação é uma forma de otimizar investi-
gação de uma campanha no Facebook é necessário mentos através de uma mensagem mais objetiva e com
selecionar, dentre os diversos filtros demográficos e escopo mais bem definido. Se por um lado gasta-se
perfis de interação, quem deverá ser impactado por menos com tempo de exibição em horário nobre, por
sua publicação. Saiba como começar: outro ganha-se mais relevância em campanhas dese-
nhadas para atrair organicamente. É uma forma única
z Crie ‘personas’ no mundo corporativo de fazer mais com muito menos.

Definir as características da pessoa que você quer Criando uma identidade


atingir por meio da associação com seus valores e
informações facilita a seleção de interesses que con- O Marketing Digital surgiu dessa necessidade de
tribuam para uma segmentação eficaz. Selecione aproximar marca e público de forma como nunca antes 189
foi possível. O termo do momento em divulgação publi- seu público alvo. Ao aplicar técnicas de Marketing
citária é “conexão emocional”. Campanhas segmenta- Digital à mesma campanha, é possível conseguir o
das e que se apoiam em redes sociais para passar uma mesmo resultado, 10 mil, em um grupo segmentado
mensagem tornam a empresa mais próxima do público, de entusiastas com 20 mil pessoas. Você gasta apenas
como mais uma amiga em sua rede de relacionamentos. uma fração do dinheiro em um ambiente muito mais
Dessa forma, é possível criar uma identidade bem propício ao engajamento.
definida para o negócio e seus produtos. A marca é
personificada em uma mensagem e é muito mais fácil Segmentando de forma inteligente
se relacionar afetivamente com uma persona do que
apenas um nome na tela. E a segmentação do Marketing Digital, principal-
mente utilizando Big Data, não se resume apenas ao
Aumentando taxas de conversão gosto de um público. Com a captação de mais infor-
mações sobre clientes e visitantes por meio de site e
Ou seja, a segmentação de público é hoje a fórmu- redes sociais, é possível segmentar com muito mais
la mais rápida e eficiente para aumentar a sua taxa precisão. Pode-se criar campanhas específicas, por
de conversão (a porcentagem de pessoas atingidas exemplo, para uma única cidade, uma faixa etária ou
pela mensagem que realmente fazem uma compra ou até um horário do dia.
assinam um serviço), além de necessitar de um custo
menor para manter esse cliente fidelizado. Retendo clientes através de relacionamento
Conexão emocional é barata de criar e difícil de ser
quebrada — duas características que qualquer empresa Por último, uma das grandes vantagens do Marke-
busca em suas campanhas de marketing. Segmentar seu ting Digital na segmentação de público é a capacidade
público é a forma mais eficiente de alcançar esse resultado. de separar a aquisição da fidelização de clientes.
Em campanhas de massa, não há como fazer essa
Marketing Digital e a estratégia de segmentação diferenciação — a mesma mensagem é divulgada
para clientes e não clientes. Já o Marketing Digital
Agora que a importância da segmentação de públi- possibilita campanhas específicas de remarketing e
co ficou clara, é hora de entender melhor como o relacionamento que tratem apenas sua base já con-
Marketing Digital pode fazer isso na prática. São bene- quistada, otimizando o investimento menor na manu-
fícios que vão muito além da mensagem em si e sua tenção desse público fidelizado com engajamento e a
plataforma de divulgação, mas também estratégias tão desejada conexão emocional.
de Business Intelligence para garantir que seu inves-
Fonte: https://2dcb.com.br/blog/como-o-marketing-digital-ajuda-na-
timento em divulgação seja feito de forma assertiva:
segmentacao-de-publico

Entendendo o seu público


O DINHEIRO NA ERA DIGITAL: BLOCKCHAIN,
BITCOIN E DEMAIS CRIPTOMOEDAS
O primeiro passo para uma divulgação adequada
a esse novo público é entender quem são seus clientes
Moedas Virtuais
potenciais. Através de pesquisas e aplicação de téc-
nicas de prospecção, é possível identificar nichos de
mercado potenciais para divulgar e engajar. As chamadas “moedas virtuais” ou “moedas cripto-
A prática de mais sucesso atualmente é a criação gráficas” são representações digitais de valor que não
de buyer personas, perfis fictícios que representam são emitidas por Banco Central ou outra autoridade
seus consumidores e ajudam a elaborar e implementar monetária. O seu valor decorre da confiança deposita-
campanhas de marketing mais segmentadas e focadas. da nas suas regras de funcionamento e na cadeia de
participantes.
Veremos agora algumas perguntas quando fala-
Criando campanhas em plataformas unificadas
mos de moedas virtuais:
Parte de entender seu público passa também por
O Banco Central do Brasil regula as “moedas
mapear seu comportamento na internet e hábitos ao
virtuais”?
consumir conteúdo digital. Para aproveitar informa-
ções valiosas como essas, é preciso criar ou contratar
plataformas que unifiquem e automatizem a sua pre- Não. As “moedas virtuais” não são emitidas, garan-
sença nesses ambientes. tidas ou reguladas pelo Banco Central. Possuem for-
Hoje o Marketing Digital é obrigatoriamente mul- ma, denominação e valor próprios, ou seja, não se
ticanal e só é possível mensurar resultados e adaptar trata de moedas oficiais, a exemplo do real.
estratégias se todos os dados coletados em diversas As “moedas virtuais” não devem ser confundidas
fontes estiverem centralizados em um bom sistema com “moedas eletrônica”, prevista na legislação. Moe-
de monitoramento. das eletrônicas se caracterizam como recursos em
reais mantidos em meio eletrônico que permitem ao
Economia de dinheiro usuário realizar pagamentos.

O resultado mais relevante que o Marketing Digi- O Banco Central do Brasil autoriza o funcionamento
tal traz para a segmentação do público é otimizar a das empresas que negociam “moedas virtuais” e/
taxa de conversão — como dissemos, fazer mais com ou guardam chaves, senhas ou outras informações
menos. Ao entender os hábitos e gostos do seu públi- cadastrais dos usuários, empresas conhecidas como
co e ter um sistema integrado de monitoramento, a “exchanges”?
divulgação se torna mais barata e eficiente.
Imagine uma campanha em TV aberta que atinja Não. Essas empresas não são reguladas, autoriza-
190 um milhão de pessoas, sendo que apenas 10 mil sejam das ou supervisionadas pelo Banco Central. Não há
legislação ou regulamentação específica sobre o tema Fonte: https://blog.toroinvestimentos.com.br/bitcoin-blockchain-o-
no Brasil. que-e
O cidadão que decidir utilizar os serviços presta-
dos por essas empresas deve estar ciente dos riscos de Mineração de criptomoeda
eventuais fraudes ou outras condutas de negócio inade-
quadas, que podem resultar em perdas patrimoniais. Na rede Bitcoin, cada bloco possui diversas transa-
ções e sua transmissão acontece a cada dez minutos
É possível realizar compras de bens ou serviços no quando alguém descobre um “quebra-cabeças”.
Brasil utilizando “moedas virtuais”? O sistema Bitcoin utiliza o “Secure Hashing Algori-
thm 256” (ou SHA-256), algoritmo que fornece valores
A compra e venda de bens ou de serviços depende a partir de um conjunto alfanumérico, usando uma
de acordo entre as partes, inclusive quanto à forma função matemática e criptográfica.
de pagamento. No caso de utilização de “moedas vir- São cálculos quase impossíveis de se realizar, pois
tuais”, as partes assumem todo o risco associado. exigem uma rapidez descomunal. Assim, foram cria-
dos hardwares de mineração para solucionar esses
Qual o risco para o cidadão se as moedas virtuais cálculos.
forem utilizadas para atividades ilícitas? O objetivo desses hardwares é solucionar os algo-
ritmos matemáticos e, assim, conseguir um espaço
Se utilizada em atividades ilícitas, o cidadão pode no blockchain para registrar suas transações com as
estar sujeito à investigação por autoridades públicas. bitcoins.
Blockchains são conhecidos por serem extrema-
As “moedas virtuais” podem ser utilizadas como mente seguros e praticamente não hackeáveis. Isso
investimento? porque usam “mecanismos de consenso” que, basica-
mente, são regras que definem a forma (justa) em que
A compra e a guarda de “moedas virtuais” estão uma rede cripto deve funcionar.
sujeitas aos riscos de perda de todo o capital investido, Os dois principais mecanismos de consenso exis-
além da variação de seu preço. O cidadão que investir tentes em blockchains são proof-of-work (PoW) e
em “moedas virtuais” deve também estar ciente dos proof-of-stake (PoS).
riscos de fraudes. O algoritmo proof-of-work garante a segurança da
rede blockchain pela mineração de criptomoedas —
É permitido realizar transferência internacional processo em que poder computacional é aplicado para
utilizando “moedas virtuais”? encontrar uma solução matemática complicada que
dá o direito de transmissão de um bloco de transações.
Não. Transferências internacionais devem ser fei- Esse é o algoritmo de consenso utilizado pelas
tas por instituições autorizadas pelo Banco Central a redes Bitcoin, Ethereum (por enquanto), Bitcoin
operar no mercado de câmbio, que devem observar as Cash, Monero e demais blockchains que utilizam a
normas cambiais. mineração cripto para garantir sua segurança.
Fonte: https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/ Assim, aqueles que tiverem as máquinas de mine-
perguntasfrequentes-respostas/faq_moedasvirtuais ração mais potentes têm mais chances de encontrar
essa solução matemática mais rápido e garantir a
BlockChain segurança e confiabilidade do blockchain.
Porém, PoW é criticado, pois a mineração cripto
O BlockChain espécie de banco de dados, onde não é algo sustentável, já que milhares de máqui-
ficam armazenadas todas as informações sobre as nas precisam estar ligadas ao mesmo tempo, em
transações de Bitcoins. O mais legal é que este grande uma grande competição tecnológica, a fim de obter
arquivo é acessível a todos os usuários. a recompensa fornecida pelo protocolo a cada trans-
Dessa forma, você pode acessar essa base de dados missão de bloco (atualmente, de 6,25 BTC). E isso custa
pelo seu computador e ver uma negociação que ocor- MUITA energia elétrica, que polui o meio ambiente.

ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO


reu entre duas pessoas: uma na China e outra na Ale- Outro mecanismo muito conhecido e que visa subs-
manha, por exemplo. tituir o insustentável modelo PoW é proof-of-stake.
Os detalhes sobre quem são os envolvidos não é Em vez de solucionar um quebra-cabeça matemá-
possível saber, pois tudo é criptografado. Mas você tico, um nó (participante da rede) garante o direito de
sabe que aquela transação ocorreu e que ela está gra- transmitir o bloco de transações à rede com base na
vada na blockchain para sempre. quantia que está “bloqueada” (aplicada) na rede, ou
E falamos para sempre no sentido literal. Afinal, seja, a quantia em staking de seus criptoativos.
não é possível desfazer ou alterar uma transação após Quando soluciona o quebra-cabeça da rede, recebe
ela ser inserida no sistema. Ou seja, não dá para voltar uma recompensa na forma do token principal da rede.
atrás caso tenha se arrependido de vender seus Bit- Porém, se fizer algo de errado, uma parte de seus crip-
coins. Ficou mais claro agora o que é blockchain? toativos em staking pode ser “queimada”, como um
tipo de punição para maus agentes.
Dica (Fonte: moneytimes.com.br-Daniela do Nascimento)
Blockchain é uma cadeia de blocos, daí o nome,
que fazem parte de um sistema de registro coleti- ARRANJOS DE PAGAMENTO
vo. Isso quer dizer que as informações não estão
guardadas em um lugar só, pois em vez de esta- Um arranjo de pagamento é o conjunto de regras e
rem armazenadas em um único computador, todas procedimentos que disciplina a prestação de determi-
as informações da blockchain estão distribuídas nado serviço de pagamento ao público. As regras do
entre os diversos computadores ligados a ela. arranjo facilitam as transações financeiras que usam 191
dinheiro eletrônico. Diferentemente da compra com comerciante, como lojas de departamento, ou em
dinheiro vivo entre duas pessoas que se conhecem, o estabelecimentos pertencentes a uma rede de
arranjo conecta todas as pessoas que a ele aderem. É franquia ou de licenciados;
o que acontece quando o cliente usa uma bandeira de z Exclusivos para pagamento de serviços públicos,
cartão de crédito numa compra que só é possível por- como água, luz e transporte;
que o vendedor aceita receber daquela bandeira. z Baseados em moedas virtuais, como programas de
Os arranjos podem se referir, por exemplo, aos pro- benefícios, como de milhagem aérea e outros pro-
cedimentos utilizados para realizar compras com car- gramas que tenham como objetivo incentivar uso
tões de crédito, débito e pré-pago, em moeda nacional e a fidelidade do cliente por meio de prêmios;
ou estrangeira. Os serviços de transferência e remes- z Decorrentes de programas governamentais de
sas de recursos também são arranjos de pagamentos. benefícios, a exemplo de vale-alimentação, vale-
As pessoas jurídicas não financeiras que executam os -refeição e vale-cultura;
serviços de pagamento no arranjo são chamadas de ins- z De saque e aporte, nos quais as condições de pres-
tituições de pagamento e são responsáveis pelo relacio- tação desses serviços são estabelecidas por meio
namento com os usuários finais do serviço. Instituições de contratos comerciais entre as operadoras de
financeiras também podem operar com pagamentos. caixas eletrônicos e as instituições financeiras e de
A instituição é chamada de Instituidor de Arranjo pagamento, e que, atualmente, não são submeti-
de Pagamento quando é a pessoa jurídica responsável dos à aprovação do BC; e
pela criação do arranjo de pagamento e pela manu- z Destinados ao recebimento de doações eleitorais.
tenção do seu funcionamento. A ele cabe o papel de
organizar e criar regras para o funcionamento do O Banco Central (BC) supervisiona todos os arran-
arranjo, observada a regulamentação do Banco Cen- jos de pagamento que não se enquadrem nas condi-
tral, e de monitorar se os participantes dos arranjos
ções descritas acima.
estão seguindo as regras e os procedimentos estabele-
Ainda, segundo a Lei 12.865/13, em seu artigo 7º
cidos. As bandeiras de cartão de crédito são exemplos
Os arranjos de pagamento e as instituições de paga-
de instituidor de arranjo. O Banco Central é o institui-
mento observarão os seguintes princípios, conforme
dor dos arranjos TED, DOC, boleto e Pix, por exemplo.
parâmetros a serem estabelecidos pelo Banco Central
Alguns tipos de arranjo de pagamentos não estão
do Brasil, observadas as diretrizes do Conselho Mone-
sujeitos à regulação do BCB, tais como os cartões pri-
tário Nacional:
vate label – emitidos por grandes varejistas e que só
podem ser usados no estabelecimento que o emitiu
I - Interoperabilidade ao arranjo de pagamento e
ou em redes conveniadas. Também não são sujeitos
entre arranjos de pagamento distintos;
à supervisão do BC os arranjos para pagamento de
II - Solidez e eficiência dos arranjos de pagamen-
serviços públicos (como provisão de água, energia
to e das instituições de pagamento, promoção da
elétrica e gás) ou carregamento de cartões pré-pagos competição e previsão de transferência de saldos
de bilhete de transporte. Incluem-se nessa categoria, em moeda eletrônica, quando couber, para outros
ainda, os cartões de vale-refeição e vale-alimentação. arranjos ou instituições de pagamento;
O BR Code, que é um exemplo de arranjo de paga- III - Acesso não discriminatório aos serviços e às
mento, passará a ser o padrão único para QR Codes infraestruturas necessários ao funcionamento dos
(código de barras bidimensional) a serem utilizados arranjos de pagamento;
para a iniciação de transações em arranjos de paga- IV - Atendimento às necessidades dos usuários
mento. A Resolução BCB nº10, que entrou em vigor em finais, em especial liberdade de escolha, segurança,
20/08/2020, estabelece que os arranjos de pagamentos proteção de seus interesses econômicos, tratamen-
terão até 21/04/2021 para adaptarem os QR Codes ao to não discriminatório, privacidade e proteção de
BR Code. dados pessoais, transparência e acesso a informa-
Com esse novo padrão, o usuário pagador poderá ções claras e completas sobre as condições de pres-
utilizar o mesmo QR Code para iniciar uma transação tação de serviços;
em diferentes arranjos – a depender do aplicativo V - Confiabilidade, qualidade e segurança dos ser-
escolhido, de acordo com suas preferências. Os pres- viços de pagamento; e
tadores de serviço de pagamento devem informar ao VI - Inclusão financeira, observados os padrões
usuário qual o arranjo de pagamento está sendo utili- de qualidade, segurança e transparência equivalen-
zado naquela transação. tes em todos os arranjos de pagamento.
A legislação proíbe que instituições de pagamento
prestem serviços privativos de instituições financeiras, PIX – PAGAMENTOS INSTANTÂNEOS
como a concessão de empréstimos e financiamentos ou
a disponibilização de conta bancária e de poupança. RESOLUÇÃO BCB Nº 1, DE 12 DE AGOSTO DE 2020
Não são regulados e supervisionados pelo BC os
seguintes arranjos de pagamento: A participação no PIX é obrigatória para as insti-
tuições financeiras e para as instituições de pagamen-
z Que apresentem volumetria inferior a: to autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil com mais de quinhentas mil contas de clientes
„ R$500 milhões de valor total das transações, ativas, consideradas as contas de depósito à vista, as
acumulado nos últimos doze meses; e contas de depósito de poupança e as contas de paga-
„ 25 milhões de transações, acumuladas nos últi- mento pré-pagas.
mos doze meses. Consideram-se contas de clientes ativas as contas
de depósito à vista, as contas de depósito de poupança
z Cujos cartões sejam emitidos para uso exclusivo e as contas de pagamento pré-pagas não encerradas.
192 em uma rede de estabelecimento de um grande É facultada a adesão ao PIX:
I - das demais instituições financeiras e instituições z Chave aleatória
de pagamento z Pix Copia e Cola
II - da Secretaria do Tesouro Nacional, na condição
de ente governamental.
Dica
As instituições de pagamento que optarem por Eu posso ter várias chaves cadastradas na mes-
aderir ao PIX, e não se enquadrarem nos critérios ma conta, mas nunca várias contas vinculadas a
previstos na regulamentação em vigor para serem mesma chave, pois a chave só poderá abrir uma
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, conta de cliente.
serão consideradas integrantes do Sistema de Paga-
mentos Brasileiro (SPB) a partir do momento em que Shadow banking
apresentarem pedido de adesão ao PIX.
Os processos e estruturas de governança do PIX O shadow banking, também conhecido em portu-
devem garantir: guês como “sistema bancário sombra”, é um con-
junto de operações e intermediários financeiros que
I - a representatividade e a pluralidade de institui- fornecem crédito em todo o sistema financeiro glo-
ções e de segmentos participantes; bal de forma “informal”.
II - o acesso não discriminatório; e Ou seja, por meio de uma série de atividades
III - a mitigação de conflitos de interesse. paralelas ao sistema bancário, algumas instituições
O Fórum Pix é um comitê consultivo permanente e agentes conseguem realizar financiamentos de for-
que tem como objetivo subsidiar o Banco Central do ma indireta, sem passar por nenhuma supervisão ou
Brasil na definição das regras e dos procedimentos regulação.
que disciplinam o funcionamento do Pix.
Dentre os intermediários não-regulamentados que
O Fórum Pix é integrado por:
I - participantes do arranjo, individualmente ou por meio podem fazer parte do shadow banking estão os:
de associações representativas de âmbito nacional;
II - provedores e potenciais provedores de serviços z Bancos de investimento;
de tecnologia da informação, z Fundos de hedge;
III - usuários pagadores e recebedores, por meio de z Operações com derivativos e títulos securitizados;
associações representativas de âmbito nacional; e z Fundos do mercado monetário;
IV - câmaras e prestadores de serviços de compen- z Companhias de seguros;
sação e de liquidação que ofertem mecanismos de z Fundos de capital privado;
provimento de liquidez no âmbito do Pix.
z Fundos de direitos creditórios;
z Factorings e fomentadoras mercantis;
A coordenação do Fórum Pix será exercida pelo
z Empréstimos descentralizados (peer-to-peer
Banco Central do Brasil.
lending).
Compete ao Coordenador do Fórum Pix:
Por que o shadow banking existe?
I - apresentar, por iniciativa própria ou a partir de
sugestão de participante, propostas de acréscimos Instituições que praticam o shadow banking geral-
ou de alterações de regras que possam ensejar a mente servem como intermediários entre credores
necessidade de alteração no Regulamento do Pix, e tomadores de empréstimos, fornecendo crédito e
quando referentes a temas que impactem a atuação capital para investidores e corporações.
dos participantes e seus correspondentes modelos Mas como essas instituições não são bancárias, elas
de negócio; não recebem depósitos tradicionais como um banco
II - analisar e responder as contribuições dos parti- tradicional. Por isso, muitas operações feitas por essas
cipantes do Fórum Pix acerca das propostas de que instituições possuem maiores riscos de mercado, de
trata o inciso I;
crédito e de liquidez, além de não possuir uma reser-
III - definir os temas a serem discutidos pelo Fórum
va de capital para servir como garantia.

ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO


Pix;
IV - definir a periodicidade das reuniões do Fórum Mas com o desenvolvimento dos mercados glo-
Pix; bais e a estruturação de operações cada vez mais
V - decidir sobre a constituição de grupos de tra- complexas, o shadow banking passou a desempenhar
balho temáticos, com objeto delimitado, de forma um papel cada vez mais relevante em todo o sistema
permanente ou por prazo determinado, e sobre a financeiro. De acordo com estudos da área, estima-se
composição, a coordenação, os produtos, os prazos que em 2015 existiam 92 trilhões de dólares em os ati-
e as diretrizes de atuação desses grupos; vos financeiros não bancários circulando pelo mundo.
VI - decidir sobre a constituição de comitês, inclu-
sive de autorregulação, sua composição e objeto de
atuação; e
VII - coordenar a atuação das entidades envolvidas
no encaminhamento das soluções aprovadas. ANOTAÇÕES
Os clientes que desejarem usar o sistema PIX pre-
cisam cadastrar uma chave de acesso a uma conta
específica em uma ou mais instituições financeiras.
No total existem 5 chaves possíveis:

z Seu CPF ou CNPJ


z Seu número de telefone
z Seu e-mail 193
ANOTAÇÕES

194
Com o mesmo raciocínio podemos fazer a aplica-
ção de um desconto nessa mercadoria, sendo agora o
empresário fazendo uma promoção para alavancar
as vendas desse produto, assim dando um desconto

MATEMÁTICA FINANCEIRA de 10% no valor dessa mercadoria de R$500,00 reais,


temos então que o valor de referência dela continua
sendo 100%. Se vai dar desconto, então a ideia ago-
ra não é de soma, mas sim de subtração, fazendo
a diferença temos, 100%-10%=90%, então o valor
CONCEITOS GERAIS - O CONCEITO a ser pago pelo produto é 90% do valor original,
DO VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO, 90%=90/100=0,90, assim basta multiplicar o valor de
CAPITAL, JUROS, TAXAS DE JUROS, referência da mercadoria por 0,90 e obtenha o valor
CAPITALIZAÇÃO E REGIMES DE dela corrigida com um desconto de 10% promocional.
Logo, R$500,00*0,90=R$450,00, ou seja, um desconto
CAPITALIZAÇÃO
de R$50,00 reais.
O valor do dinheiro no tempo é um conceito que
sustenta que o dinheiro no presente vale mais do que JUROS SIMPLES - DOS JUROS, DA TAXA DE
a mesma soma de dinheiro a ser recebida no futuro. JUROS, DO PRINCIPAL E DO PRAZO DA OPERAÇÃO
Assim, um dólar hoje vale mais que um dólar amanhã. FINANCEIRA, EQUIVALÊNCIA FINANCEIRA
Analogamente, um real hoje tem mais valor do que
um real no futuro. Alguns conceitos são importantes para o bom
Perceba, que o valor do dinheiro também pode entendimento da Matemática Financeira. Assim,
ser relacionado aos conceitos de inflação e poder de tem-se o conceito de juros (J) que é a remuneração
compra. Ambos os fatores podem ser levados em con- do capital emprestado, podendo ser entendido, de
sideração, junto à qualquer taxa de retorno em que
forma simplificada, como sendo o aluguel pago pelo
possa ser obtida com o investimento do dinheiro. Pois,
uso do dinheiro, ou seja, é o rendimento pelo uso do
a inflação corrói o valor do dinheiro e, assim, analoga-
mente, corrói o poder de compra. capital financeiro em um determinado tempo a uma
Um exemplo é o preço da gasolina, se você rece- dada taxa. Outro conceito é o de valor presente ou
besse um vale gasolina de R$100,00 reais em 2010, capital (PV) que é qualquer valor expresso em moe-
poderia ter comprado vários galões. Agora, se você da corrente e disponível em determinada época; valor
recebesse o mesmo vale de R$100,00 reais em 2021, atual, valor de aquisição, valor na data zero, valor do
conseguiria, provavelmente, comprar bem menos empréstimo, valor financiado, capital, ou seja, valor
litros de gasolina que em 2010. do capital inicial.
Além dos juros, temos também a taxa de juros (i)
AUMENTO E DESCONTO que é a razão entre os juros recebidos (ou pagos) no
final de certo período de tempo e o valor inicialmente
Esse tipo de operação com porcentagens é muito
aplicado (ou emprestado). Estas se referem sempre a
usado no nosso dia a dia em muitas situações. Como
clientes, buscamos negociar preços de mercadorias uma unidade de tempo (mês, semestre, ano, etc.). As
ou produtos, com a intensão de ganhar um desconto taxas podem ser representadas percentualmente ou
no valor final. Ou ainda, como empresário, queren- em decimal (por exemplo: 10%=0,10). O tempo, núme-
do fazer um movimento no comércio de seu estabe- ro de períodos, quantidade de prestações, é chamado
lecimento você pode fazer inúmeras promoções com de prazo (n), e deverá sempre estar compatível com
desconto nos produtos oferecendo diversas taxas ou a periodicidade da taxa de juros, assim, n=0 é a data
porcentagem de desconto. Em outra situação, pode- atual (hoje) ou início do 1º período, já n=1 é o final do
-se também ter a intenção de aumento, devido algum 1º período. De modo geral, o mercado trabalha com
reajuste nos valores de insumos utilizados para pro-
o ano comercial de 360 dias e o ano civil de 365 dias.
dução de seus produtos. Essas são algumas situações
O valor futuro ou montante (FV) é um valor
possíveis para uso de métodos percentuais de corre-
ção numérica. nominal de um título, valor residual de um bem, valor
Vamos analisar as seguintes situações hipotéticas do capital acrescido de seus rendimentos, ou seja, é o
MATEMÁTICA FINANCEIRA

para melhor fixarmos a teoria: valor acumulado ao final de n períodos de capitaliza-


Supondo que você, como empresário, precisa rea- ção, à taxa de juros i. O pagamento (PMT) é o valor
justar uma mercadoria que de acordo com a inflação de cada parcela, prestação ou depósito. Normalmente
do período sofreu um reajuste de 11% e sua mercado- é utilizado quando trabalhamos com série de paga-
ria atualmente tem um custo para o cliente de R$500,00 mentos. A data focal é a data que se considera como
reais, então o custo atual tem uma referência em por- base de comparação para valores referidos a datas
centagem de 100%. Se o ajuste será para aumentar o diferentes.
valor do produto em 11%, desta forma, o novo valor
O diagrama de fluxo de caixa, Figura 19, é de
do produto corresponderá em 100%+11%=111%, onde
111%=111/100=1,11, assim basta multiplicar o valor de grande utilidade na Matemática Financeira, permitin-
referência da mercadoria por 1,11 e obtenha o valor do que se visualize no tempo o que ocorre com o capi-
dela corrigida com um aumento de 11% inflacionário. tal (PV). Fluxo de caixa são movimentos monetários
Logo, R$500,00*1,11=R$555,00, ou seja, um aumento que são identificados temporalmente através de um
de R$55,00 reais. conjunto de entradas e saídas de caixa. 195
1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 PV = 2000; i = 0,10; n = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10}
FV = PV · (1 + in)
n = 0 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 0) = 2000 · 1 = 2000
n = 1 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 1) = 2000 · 1,1 = 2200
1 n = 2 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 2) = 2000 · 1,2 = 2400
0 2 3 4 5 6 7 8 9 10
n = 3 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 3) = 2000 · 1,3 = 2600
n = 4 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 4) = 2000 · 1,4 = 2800
2000 n = 5 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 5) = 2000 · 1,5 = 3000
n = 6 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 6) = 2000 · 1,6 = 3200
3000 n = 7 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 7) = 2000 · 1,7 = 3400
n = 8 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 8) = 2000 · 1,8 = 3600
Figura 19. Exemplo de diagrama de fluxo de caixa.
n = 9 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 9) = 2000 · 1,9 = 3800
Os critérios de capitalização de juros, demons- n = 10 → FV = 2000 · (1 + 0,1 · 10) = 2000 · 2 = 4000
tram como os juros são formados e sucessivamente
incorporados ao capital no decorrer do tempo. São Nos juros simples o valor de incremento mensal
referente à taxa de juro é constante, ou seja, mês a mês,
dois os regimes: simples (ou linear) e composto (ou
o valor de aumento é o mesmo, basta fazer a diferença
exponencial). Começaremos a falar do Juros Simples,
entre os montantes de um mês com o anterior, FVj – FVj-1.
e posteriormente do juros compostos. O regime de capitalização simples é muito utiliza-
No regime de capitalização simples os juros cres- do por países com baixo índice de inflação. No entan-
cem de forma linear ao longo do tempo. Neste critério, to, em países com alto índice de inflação, a exemplo do
os juros incidem somente sobre o capital inicial (PV) Brasil, a sua utilização só faz sentido para curto prazo.
da operação, não se registrando juros sobre o saldo
dos juros acumulados. Na utilização da capitalização JUROS COMPOSTOS - CÁLCULO DO MONTANTE,
simples, definimos os Juros (J) em função do valor pre- DOS JUROS, DA TAXA DE JUROS, DO PRINCIPAL E
sente (PV), da taxa de juro (i) e prazo (n): DO PRAZO DA OPERAÇÃO FINANCEIRA
J = PV · i · n O regime de juros compostos considera que os
juros formados em cada período são acrescidos ao
O valor futuro ou montante (FV) a ser pago então
capital formando o montante (capital mais juros) do
é dado pela soma do valor presente com o juro no período. Este montante, por sua vez, passará a render
período: juros no período seguinte formando um novo mon-
tante (constituído do capital inicial, dos juros acumu-
FV = PV + J
lados e dos juros sobre os juros formados em períodos
Substituindo J em FV temos: anteriores), e assim por diante.
Na utilização da capitalização composta, devemos
FV = PV + J = PV + PV · i · n = PV · (1 + in) utilizar a seguinte fórmula para o valor futuro:
FV = PV · (1 + in)
FV = PV · (1 + i)n
No caso do regime de capitalização simples, o cál-
culo dos juros é feito apenas sobre o Principal. Neste 1
Sendo (1 + i)n o fator de capitalização e o
caso os juros serão sempre constantes, pois são calcu- (1 + i)n
fator de atualização.
lados sobre a mesma base de cálculo (capital inicial Neste caso, note que o crescimento da capitalização
ou Valor Presente). Assim, não há acúmulo de juros composta não é linear como na capitalização simples,
ao capital para o cálculo dos novos juros dos perío- como pode ser observado na Figura 21, o crescimento
dos seguintes, por isso, dizemos que o crescimento do é exponencial.
capital é linear (Figura 20).

Figura 20. Capitalização simples, com PV = R$2000,00 e i = 10% ao


mês, por 10 meses.

Assim, para encontrar os resultados da Figura 20,


utilizamos a fórmula do Montante (FV) anterior e
obtemos os valores mensais a serem pagos em cada
mês à taxa de juros de 10%. Figura 21. Capitalização composta, com PV=R$2000,00 e i=10% ao
196 mês, por 10 meses.
Assim, para encontrar os resultados da Figura 21, 2. (FCC – 2019) Em uma determinada data, Henrique
utilizamos a fórmula do Montante (FV) anterior e recebeu, por serviços prestados a uma empresa, o
obtemos os valores mensais a serem pagos em cada valor de R$ 20.000,00. Gastou 37,5% dessa quantia e o
mês à taxa de juro de 10%, com correção composta, restante aplicou a juros simples, a uma taxa de 18% ao
ou seja, juro do tempo j em relação ao montante j – 1. ano. Se no final do período de aplicação ele resgatou
o montante correspondente de R$ 14.000,00, significa
PV = 2000; i = 0,10; n = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10} que o período dessa aplicação foi de:
FV = PV · (1 + i)n
n = 0 → FV = 2000 · (1 + 0,1)0 = 2000 · 1 = 2000 a) 1 trimestre.
n = 1 → FV = 2000 · (1 + 0,1)1 = 2000 · 1,1 = 2200 b) 10 meses.
n = 2 → FV = 2000 · (1 + 0,1)2 = 2000 · 1,21 = 2420 c) 1 semestre.
n = 3 → FV = 2000 · (1 + 0,1)3 = 2000 · 1,331 = 2662 d) 8 meses.
n = 4 → FV = 2000 · (1 + 0,1)4 = 2000 · 1,464 = 2928,2 e) 1 ano e 2 meses.
n = 5 → FV = 2000 · (1 + 0,1)5 = 2000 · 1,6105 = 3221,02
n = 6 → FV = 2000 · (1 + 0,1)6 = 2000 · 1,7716 = 3543,122 Sabe-se que o montante (FV) é de R$14000,00 reais,
n = 7 → FV = 2000 · (1 + 0,1)7 = 2000 · 1,9487 = 3897,434 o capital (PV) é de R$12500,00 reais, pois, se ele rece-
n = 8 → FV = 2000 · (1 + 0,1)8 = 2000 · 2,1463 = 4287,178 beu R$20000,00 reais e gastou 37,5%, significa que
n = 9 → FV = 2000 · (1 + 0,1)9 = 2000 · 2,3579 = 4715,895 sobrou (20000 * (1-0,375) = 20000 * 0,625 = 12500), o
n = 10 → FV = 2000 · (1 + 0,1)10 = 2000 · 2,5937 = 5187,485 juro de 18% ao ano, ao mês basta dividir por 12 e irá
dar 1,5% ao mês, o prazo (n) é dado por:
O regime de capitalização composta é amplamen-
te adotado por todo mercado financeiro e de capitais. M = FV = PV · (1 + in)
Sua importância é fundamental para o entendimento 14000 = 12500 · (1 + 0,015n)
de praticamente todas as operações financeiras que 14000 = 12500 + 12500 · 0,015n
são realizadas. Cabe destacar que, em comparação 14000 – 12500 = 187,5n
com o regime de capitalização simples, para o primei-
1500
ro período de capitalização indifere a escolha de juros n= = 8 meses
simples ou compostos, pois ambos os juros produzi- 187,5
dos se igualam. Resposta: Letra D.

CÁLCULO DO MONTANTE 3. (FCC – 2016) Uma pessoa deseja investir em um imo-


bilizado para a sua loja e o fornecedor lhe ofereceu as
Resumindo então temos a fórmula do montante seguintes condições:
para juros simples:
a. Preço à vista = R$1.800,00;
M = FV = PV · (1 + in) b. Preço a prazo = entrada de R$300,00 e R$ 1.650,00 em
60 dias.
E o montante para juros compostos:
A taxa de juros simples mensal cobrada pelo fornece-
M = FV = PV · (1 + i)n dor, na venda a prazo foi de:

a) 5,5% a.m.
b) 4,88% a.m.
EXERCÍCIOS COMENTADOS c) 4,17% a.m.
d) 5,00% a.m.
1. (FCC – 2019) Um barril, quando está 20% vazio, con- e) 8,33% a.m.
tém 48 litros a mais do que quando está 60% cheio. A
capacidade desse barril, em litros, é: Sabe-se que o montante (FV) é de R$1650,00 reais,
como empréstimo, o capital (PV) é de R$1500,00
a) 240. reais, pois, ele pagou R$300,00 reais de entrada, o
b) 180. prazo foi de 2 meses (n=2), assim, a taxa de juro (i)
c) 320. é dada por:
d) 360.
MATEMÁTICA FINANCEIRA

e) 120. M = FV = PV · (1 + in)
1650 = 1500 · (1 + 2i)
Deseja-se saber o volume do barril em litros, sendo 1650 = 1500 + 3000i
que quando ele está 20% vazio significa estar 80% 1650 – 1500 = 3000i
=100%-20%=0,8 cheio, se x é o volume do tanque
100% cheio, assim temos: 150
i= = 0,05 = 5,00% a.m
3000
0,8x = 48 + 0,6x → 0,8x – 0,6x = 48 → 0,2x = 48 Resposta: Letra D.

48 4. (FCC – 2018) A Cia. Endividada tinha que liquidar uma


x= → x = 240 dívida no valor de R$ 200.000,00 em determinada
0,2 data, porém precisou negociar a prorrogação do pra-
zo de pagamento por não dispor de liquidez. O credor
Resposta: Letra A. aceitou prorrogar o pagamento por 90 dias e negociou 197
a remuneração com uma taxa de juros compostos de FLUXOS DE CAIXA E DIAGRAMAS DE FLUXO DE
2% ao mês. O valor devido pela Cia. Endividada, no CAIXA
final do prazo de prorrogação, foi, em reais:
Conceitos e Objetos
a) 216.486,43.
b) 212.000,00. A estrutura e composição do Balanço Patrimonial
c) 212.241,60. é uma demonstração estática, sintética e ordenada do
d) 208.080,00. patrimônio da empresa, responsável pela evidenciação
e) 216.000,00. da composição qualitativa e quantitativa do patrimô-
nio. Ao ser elaborado, o BP evidencia quais itens fazem
Sabe-se que o capital (PV) foi de R$200.000,00 reais, parte do patrimônio (bens, direitos e obrigações), bem
o prazo foi de 90 dias, em meses é 3 (n=3), a taxa de como qual o valor monetário de cada um desses itens.
juro composto foi de 2%=0,02 ao mês, assim, o mon- A forma mais conhecida de se obter o fluxo de cai-
tante (FV) é dado por: xa a partir de um balancete que aprenderemos mais
a frente.
M = FV = PV · (1 + i)n No balanço, as contas serão classificadas segundo
FV = 200000 · (1 + 0,02)3 os elementos do patrimônio que registrem, e agrupa-
FV = 200000 · (1,02)3 das de modo a facilitar o conhecimento e a análise da
FV = 200000 · 1,06121 situação financeira da companhia.
FV = 212.241,60 Resposta: Letra C. Como você já sabe, o conjunto de bens e direitos é
classificado no ativo do balanço patrimonial. Segundo
a norma CPC 00 – Estrutura Conceitual para o Rela-
5. (FCC – 2017) Um empréstimo com juros compostos
tório Financeiro, ativo é um recurso econômico pre-
de 1,2% ao mês corresponde a uma taxa anual de:
sente controlado pela entidade como resultado de
eventos passados.
a) (1,1212 − 1) × 100%.
O ativo, dentro do balanço patrimonial, é divido
b) (1,10212 − 1) × 100%.
em dois grandes grupos: ativo circulante e ativo não
c) (1,01212 − 1) × 100%. circulante, sendo que as contas serão dispostas em
d) (1,001212 − 1) × 100%. ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos
e) (1,1001212 − 1) × 100%. nelas registrados, vale dizer, o ativo que possui maior
liquidez (se “transforma” em dinheiro mais rápido)
Sabe-se que a taxa de juro mensal é de aparece primeiro.
i=1,2%=1,2/100=0,012, com prazo de 1 ano temos A Lei das S/A determina que o ativo deve ser apre-
n=12 meses. Assim sabemos que o juro é dado por J sentado nos seguintes grupos:
= FV – PV e por ser composto temos também:
z Ativo Circulante: disponibilidades; direitos rea-
FV = PV · (1 + i)n → FV = PV · (1 + 0,012)12 → FV = lizáveis no curso do exercício social subsequente;
PV · (1,012)12 aplicações de recursos em despesas do exercício
então: seguinte.
z Ativo Não Circulante: realizável a longo prazo;
J = FV – PV investimentos; imobilizado; intangível.
J = PV · (1,012)12 – PV
J = PV · (1, 01212 –1) Decore essa estrutura, isso vai auxiliar bastante
no seu estudo. Veja que há uma divisão em ativo cir-
Assim, a taxa anual é dada por (1,012 –1) · 100%.
12
culante e não circulante. Vejamos o que diz o CPC 26
Resposta: Letra C.
para diferenciar esses dois grupos.
O ativo deve ser classificado como circulante quan-
REFERÊNCIAS
do satisfizer qualquer dos seguintes critérios:
DANTE, Luiz Roberto. Matemática: contexto e
z Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que
aplicações. 3. ed. São Paulo: Ática, 2016. 3 v.
seja vendido ou consumido no decurso normal do
ciclo operacional da entidade;
IEZZI, Gelson et al. Fundamentos de Matemática z Está mantido essencialmente com o propósito de
Elementar. 3. ed. São Paulo: Atual, 1977. 10 v. ser negociado;
z Espera-se que seja realizado até doze meses após a
IEZZI, Gelson et al. Matemática: ciência e aplica- data do balanço; ou
ções. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. 3 v. z É caixa ou equivalente de caixa (conforme defini-
do no Pronunciamento Técnico CPC 03 – Demons-
LEONARDO, Fabio Martins de et al. Conexões com tração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca
a Matemática. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2016. 3 ou uso para liquidação de passivo se encontre
v. vedada durante pelo menos doze meses após a
data do balanço.
PAIVA, Manoel Rodrigues. Matemática. 2. ed. São
Paulo: Moderna, 2010. 3 v. Todos os demais ativos devem ser classificados
como não circulantes.
SOUZA, Joamir Roberto de; GARCIA, Jacqueline Merece destaque o item “Espera-se que seja reali-
da Silva Ribeiro. #Contato Matemática. 1. ed. São zado até doze meses após a data do balanço”. Vejamos
198 Paulo: FTD, 2016. 3 v. um exemplo.
Caso uma entidade faça uma venda no dia 01/09/2020 Os direitos pessoais são identificados pelos crédi-
para receber a prazo em 18 parcelas, podemos afirmar tos que a entidade possui contra outras pessoas, como
que esse direito de receber (ativo) é não circulante? vendas a prazo (clientes, duplicatas a receber) ou mes-
Cuidado. O prazo de 12 meses é a contar da divul- mo adiantamentos concedidos a fornecedores.
gação do Balanço Patrimonial e não da venda propria- Já os direitos reais são identificados como bens
mente dita. Veja só esse esquema que pode facilitar o conversíveis em dinheiro da entidade, como o esto-
entendimento: que de material para venda e estoque de material de
Observe que na data da venda, a entidade rece- consumo.
berá 3 parcelas dentro do exercício de 2020, além de Por último temos os recursos aplicados em despe-
12 parcelas no exercício de 2021. Como, em regra, o sas do exercício seguinte, também conhecido como
Balanço é publicado no dia 31/12, contamos 12 meses
despesas antecipadas. Nesse caso, temos aluguéis
partir desse momento para acharmos o limite para
antecipados, prêmio de seguro a vencer (seguros ante-
identificar o que entra no ativo circulante.
cipados) e assinatura de periódicos.
Portanto, teremos 15 parcelas no ativo circulante
Bastante cuidado que esses itens são ativos circu-
(3 em 2020 + 12 em 2021), e as outras 3 restantes no
ativo não circulante realizável a longo prazo. lantes quando realizados em até 12 meses da data do
Portanto, bastante cuidado com o prazo do ativo. balanço. Caso uma despesa antecipada seja realizada
Podemos ter uma ativo a receber em 20 parcelas total- após esse prazo, será classificado no ativo não circu-
mente no ativo circulante, bastando, por exemplo, que lante realizável a longo prazo.
seja feita uma venda a prazo no mês de abril ou antes,
dessa forma teremos 8 parcelas no exercício corrente Ativo Não Circulante
da venda mais 12 parcelas no exercício seguinte.
Existe um detalhe importante na classificação do Segundo a Lei 6.404/76 e o CPC 26, o ativo não cir-
ativo circulante: o ciclo operacional. culante é divido em 4 subgrupos: realizável a longo
A regra geral é o prazo de 12 meses a contar da prazo, investimentos, imobilizados e intangível.
data do balanço. Porém, caso o ciclo operacional da
entidade seja superior a 12 meses, devemos classifi- z Ativo não circulante realizável a longo prazo:
car o ativo em circulante e não circulante levando em o ativo não circulante realizável a longo prazo é
consideração esse prazo do ciclo operacional. formado pelos direitos realizáveis após o término
O ciclo operacional da entidade é o tempo entre a do exercício seguinte, assim como os derivados de
aquisição de ativos para processamento e sua realização vendas, adiantamentos ou empréstimos a socieda-
em caixa ou seus equivalentes. Quando o ciclo operacio- des coligadas ou controladas, diretores, acionistas
nal normal da entidade não for claramente identificá- ou participantes no lucro da companhia, que não
vel, pressupõe-se que sua duração seja de doze meses. constituírem negócios usuais na exploração do
Por isso utilizamos o prazo de 12 a contar do balanço.
objeto da companhia.
Porém, na situação em que o ciclo operacional da
empresa tiver duração maior que o exercício social,
Observe que a regra geral é que os ativos que fo-
a classificação no circulante ou longo prazo terá por rem realizados após 12 meses do balanço sejam clas-
base o prazo desse ciclo. sificados como realizável a longo prazo. Porém, no
caso de empréstimos ou adiantamentos a empresas
COMPOSIÇÃO coligadas ou controladas, diretos, acionistas ou parti-
cipantes dos lucros, não importa o prazo, são direitos
Ativo Circulante classificáveis no ativo não circulante.
Veja um exemplo, a AMBEV fez um empréstimo ao
O primeiro item a ser incluído no ativo circulan- Diretor de Vendas para que seja pago em 6 parcelas a
te são as disponibilidades. “Disponibilidades” é uma contar de dezembro. Veja que é curto o prazo. Mesmo
classificação do ativo que envolve três itens: caixa, assim, quando o balanço for elaborado dia 31/12, esse
banco e aplicação financeira de liquidez imediata. direito de receber da AMBEV será evidenciado no ati-
Caixa é uma conta do ativo que representa o vo não circulante realizável a longo prazo.
dinheiro disponível na entidade.
Banco representa os depósitos bancários da entidade. z Investimentos: outro subgrupo do ativo não cir-
Já aplicação financeira de liquidez imediata corres- culante são os investimentos. Aqui você deve
ponde a aplicações financeira de alta liquidez, que são tomar cuidado, pois a palavra investimentos não
prontamente conversíveis em montante conhecido de
MATEMÁTICA FINANCEIRA

tem correlação com investimentos financeiros na


caixa, sujeitas a um insignificante risco de mudança
linguagem informal.
de valor e prontamente conversíveis em moeda no
prazo de até 3 meses ou 90 dias.
Para a Lei 6.404/76, investimentos são as partici-
Veja que esses itens representam, basicamente, o
próprio dinheiro da entidade, portanto sendo o ativo pações permanentes em outras sociedades e os direi-
mais líquido à disposição da entidade. Bastante cui- tos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo
dado com cheques, pois os cheques recebidos e não circulante, e que não se destinem à manutenção da
depositados em conta são classificados como equiva- atividade da companhia ou da empresa.
lentes de caixa. Cuidado com aquisição de ações. Caso a entida-
Outro item classificado no ativo circulante são os de compre as ações com a finalidade de especulação
direitos realizáveis no curso do exercício social subse- (esperar valorizar e vender), essas ações não podem
quente. Os direitos realizáveis no curso do exercício ser consideradas como participação permanente.
social representam direitos que podem ser classificados Como está disponível para a venda, devem ser classifi-
em reais ou pessoais, segundo o próprio Código Civil. cadas como ativo circulante. 199
Então você deve levar para a prova que se a aqui- Como exemplo de passivo, temos as contas a pagar,
sição de ações ou títulos representativos do capital tributos a recolher, salários a pagar, empréstimos e
social for de caráter permanente, será classificada financiamentos, aluguel a pagar, seguros a pagar,
como ativo não circulante. adiantamentos recebidos (afinal a entidade recebe
Outro exemplo de investimentos são obras de arte antes de cumprir sua parte), receita antecipadas (bas-
e ouro, desde que esses itens não estejam no objeto tante semelhante aos adiantamentos recebidos).
da entidade, ou seja, a Ambev comprar um quadro de
Monet é investimento, já um museu não irá classificar
dessa forma. Patrimônio Líquido (Passivo Não Exigível)

z Imobilizado: ativo imobilizado é outro subgrupo O patrimônio líquido (passivo não exigível) corres-
do não circulante. São classificados como “imobili- ponde ao saldo residual do ativo, depois de deduzidos
zados” os direitos que tenham por objeto bens cor- os passivos exigíveis.
póreos destinados à manutenção das atividades Segundo a Lei 6.404/76, o patrimônio líquido é
da companhia ou da empresa ou exercidos com dividido em capital social, reservas de capital, ajustes
essa finalidade, inclusive os decorrentes de ope- de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações
rações que transfiram à companhia os benefícios, em tesouraria e prejuízos acumulados.    
riscos e controle desses bens.

Entra nesse subgrupo os veículos utilizados pela PATRIMÔNIO LÍQUIDO


entidade, móveis, equipamentos, computadores, imó-
veis destinados ao uso da atividade. Cuidado com os Capital Social
imóveis, pois se forem destinados a aluguel, a depen- (-) Capital a integralizar
der do destino do aluguel, imóvel pode ser classifica-
do como propriedade para investimento e não ativo Reservas de Capital
imobilizado.
Aqui vale entender que não apenas aqueles de Reservas de lucro
propriedade da entidade, mas aqueles oriundos de
arrendamento mercantil também. (+/-) Ajuste de Avaliação Patrimonial
Sabe os aviões da EMBRAER? Eles não são de pro- (-) Ações em tesouraria
priedade da AZUL Cia Aéreas por exemplo. A AZUL faz
um contrato de arrendamento e a EMBRAER transfere (-) Prejuízo acumulado
os aviões para a AZUL. Como os riscos e benefícios da
aeronave são “transferidos” para a AZUL, quem regis-
A conta Ajuste de Avaliação Patrimonial é uma
tra, do ponto de vista contábil, como ativo o avião é a
AZUL e não a EMBRAER, mesmo que, juridicamente, conta que pode ser retificadora do PL ou não.
o avião seja de propriedade da EMBRAER. Para ser
ativo, não precisa da propriedade jurídica, apenas do
controle do item. Cuidado com isso.       
EXERCÍCIOS COMENTADOS
z Intangível: por último, temos o ativo intangível no
ativo não circulante. São classificados como ativo 1. (CESPE-CEBRASPE – 2019) A classificação de ativos
não circulante os direitos que tenham por obje- e passivos como circulantes ou não circulantes deve
to bens incorpóreos destinados à manutenção obedecer ao ciclo operacional da empresa.
da companhia ou exercidos com essa finalidade,
inclusive o fundo de comércio adquirido. ( ) CERTO  ( ) ERRADO

Como exemplo de ativo intangível, temos marcas, Na verdade, somente devem observar o ciclo opera-
patentes, direitos de exploração econômico (luva de
cional quando esse for maior do que 12 meses. Se o
livros, direitos de exploração de imagem de terceiros
por exemplo), softwares, fundo de comércio e goo- ciclo operacional for menor, deve-se observar o pra-
dwill (cuidado, pois ele pode ser classificado tanto zo de 12 meses a contar do balanço para classificar
como investimentos quanto intangível). Quando for os ativos e passivos em circulante e não circulante.
no balanço individual será investimentos, já no balan- Resposta: Errado.
ço consolidado será intangível.
2. (CESPE-CEBRASPE – 2019) Assinale a opção que
Passivo Exigível apresenta apenas contas integrantes do ativo do
balanço patrimonial de uma empresa.
Agora que já estudamos o grupo do ativo, vamos
passar a estudar o grupo do passivo exigível. a) estoques; contas a receber
O passivo compreende obrigações da entidade, b)  caixa; empréstimos
seja com terceiros (passivo exigível), seja com os c)  empréstimos; debêntures
sócios (passivo não exigível ou patrimônio líquido). d)  capital social; fornecedores
O passivo exigível é formado pelo passivo circu-
e)  obrigações tributárias; caixa
lante e o passivo não circulante. A distinção entre pas-
sivo circulante e não circulante leva em consideração
o prazo de pagamento do passivo. Das alternativas, apenas a letra A possui contas
Caso uma obrigação de pagamento seja paga em do ativo. Empréstimos, debêntures, fornecedores e
até 12 meses a contar da data do balanço, será classifi- obrigações tributárias fazem parte do passivo exigí-
cada como passivo circulante. Caso o prazo seja supe- vel. Já o capital social é conta do patrimônio líquido.
200 rior, será passivo não circulante. Resposta: Letra A.
3. (CESPE-CEBRASPE – 2018) A tabela a seguir repre- de verificação. É importante destacar que o balancete
senta, em reais, o balancete de verificação de uma não é uma demonstração contábil prevista na legis-
sociedade anônima em 31/12/20x0. lação, bem como não é obrigatório. Consiste em um
demonstrativo auxiliar elaborado pela entidade para
SALDO simplesmente verificar a correção da partida dobra-
CONTAS da, ou seja, se o total de débitos corresponde ao total
DEVEDOR CREDOR de créditos.
O prazo de elaboração do balancete não está pre-
Caixa 25.300   visto em nenhuma norma. Porém, existe a recomen-
Aplicação financeira 5.700   dação da elaboração mensal do balancete.
O balancete pode ser elaborado em modelos que
Estoques 4.000   vão de 2 até 8 colunas. Vamos verificar cada um des-
ses modelos.
Móveis e utensílios 10.000  
MODELOS E TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO
Despesa de aluguel 3.000  

Duplicadas a pagar   8.200 z Balancete de Verificação de 2 Colunas

Aluguel a pagar   3.000 Veja só:

Capital social   30.000 BALANCETE DE VERIFICAÇÃO


Receita de serviços   6.800 Saldo Atual
Conta
Saldo devedor Saldo Credor
Nessa situação hipotética, o balanço patrimonial
elaborado a partir dos dados constantes do balan-
Caixa 300,00
cete deverá apresentar um passivo de R$ 48.000.
Vamos identificar as contas do passivo:
Banco 11.900,00

Duplicadas a pagar 8.200 Móveis 3.200,00


Aluguel a pagar 3.000
Veículos 10.000,00
Total 11.200
Mercadorias 1.400,00
Resposta: Errado.
Clientes 300,00
4. (CESPE-CEBRASPE – 2018) O BP apresenta as contas
de resultado da entidade, correspondentes a um exer- Fornecedores 400,00
cício financeiro coincidente com o ano civil.
Financiamentos 6.500,00
( ) CERTO  ( ) ERRADO

O balanço patrimonial representa as contas patri- Capital Social 20.000,00


moniais. As contas de resultado aparecem na DRE
(Demonstração do Resultado do Exercício). Respos- Vendas 300,00
ta: Errado.
Custo da Mercadoria
50,00
5. (CESPE-CEBRASPE – 2018) O BP permite ao usuá- Vendida
rio da informação a análise da situação financeira da
companhia em dado momento. Despesas 50,00

( ) CERTO  ( ) ERRADO Total 27.200,00 27.200,00


MATEMÁTICA FINANCEIRA

O BP possibilita a análise da situação financeira,


bem como a composição qualitativa e quantitativa Veja que ao analisarmos as contas, podemos cons-
do patrimônio da entidade. Resposta: Certo. tatar se o saldo total de débitos está igual ao saldo de
créditos. Se houver erro no saldo total, deve ser verifi-
CONCEITOS, MODELOS E TÉCNICAS DE cada a escrituração realizada para encontrar o motivo
ELABORAÇÃO do erro. Vale dizer que olhando apenas o balancete,
não é possível saber qual tipo de erro de escrituração
Balancete De Verificação foi cometido, mas apenas constatar o erro.
Outro ponto importante desse balancete de duas
Após todos os registros realizados durante o exer- colunas é que ele apresenta o saldo final de cada con-
cício social, é necessário fazer o levantamento dos ta, ou seja, não é possível saber qual era o saldo ini-
saldos contábeis de todas as contas para que seja veri- cial do caixa no exercício, por exemplo, mas apenas
ficado se houve algum erro de saldo devedor ou cre- sabemos que o saldo ao final do exercício social era
dor. Esse levantamento é feito através do balancete de 10.000. 201
z Balancete de Verificação de 4 Colunas

Vamos ver o balancete de 4 colunas:

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Saldo Inicial Saldo Atual
Contas
Devedor Credor Devedor Credor
Caixa ------------ ------------ 300,00
Banco 13 mil 11,9 mil
Móveis 3 mil 3,2 mil
Veículos 10 mil 10 mil
Mercadorias 1,5 mil 1,4 mil
Clientes ------- ------ 300,00
Fornecedores 500,00 400,00
Financiamentos 7 mil 6,5 mil
Capital Social 20 mil 20 mil
Vendas ------- ------ 300,00
Custo da Mercadoria
------- ------ 50,00
Vendida
Despesas ------- ------ 50,00
Total 27,5 mil 27,5 mil 27,2 mil 27,2 mil

Veja que a diferença entre o balancete de 2 e 4 colunas está nas colunas do saldo inicial. Portanto, no balancete
de 4 colunas, além do saldo final de cada conta, temos também o saldo inicial, ou seja, no início do exercício social.
Observe que o saldo das receitas e despesas estão zerados, o que não está errado, já que no final do exercício
anterior essas contas são zeradas para a apuração do resultado do exercício passado.

z Balancete de Verificação de 6 Colunas

Agora vamos para o balancete de 6 colunas:

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO

Saldo Inicial Movimento do Período Saldo Atual


Conta
Devedor Credor Débito Crédito Devedor Credor

Caixa ------------ ------------ 500,00 200,00 300,00


Banco 13.000,00 1.100,00 11.900,00
Móveis 3.000,00 200,00 3.200,00
Veículos 10.000,00 ------- ------- 10.000,00
Mercadorias 1.500,00 ------- ------- 1.400,00
Clientes ------- ------ 300,00 300,00
Fornecedores 500,00 100,00 400,00
Financiamen-
7.000,00 500,00 6.500,00
tos
Capital Social 20.000,00 ------- ------- 20.000,00
Vendas ------- ------ 300,00 300,00
Custo da
Mercadoria ------- ------ 50,00 50,00
Vendida
Despesas ------- ------ 50,00 50,00
Total 27.500,00 27.500,00 1.700,00 1.700,00 27.200,00 27.200,00
202
Observe que nesse modelo de balancete inclui-se o movimento contábil de cada conta no período, ou seja,
quanto foi debitado e creditado em cada conta. Dessa forma podemos verificar o saldo inicial, o quanto de débito
e crédito e o saldo final da conta. Um balancete bastante detalhado.

z Balancete de Verificação de 8 Colunas

Por último temos o balancete de 8 colunas. Vejamos com ele é elaborado:

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Saldo Inicial Movimento do Período Saldo Atual
Conta Saldo do movimento
Devedor Credor Débito Crédito Devedor Credor
Débito Crédito
Caixa ------------ ------------ 500,00 200,00 300,00 ------- 300,00 -------
Banco 13 mil ------- ------- 1,1 mil ------- 1,1 mil 11,9 mil -------
Móveis 3 mil ------- 200,00 ------- 200,00 ------- 3,2 mil -------
Veículos 10 mil ------- ------- ------- ------- ------- 10 mil -------
Mercadorias 1,5 mil ------- ------- ------- ------- ------- 1,4 mil -------
Clientes ------- ------ 300,00 ------- ------- 300,00 300,00 -------
Fornecedores ------- 500,00 100,00 ------- 400,00 ------- ------- 400,00
Financiamentos ------- 7 mil 500,00 ------- 6,5 mil ------- ------- 6,5 mil
Capital Social ------- 20 mil ------- ------- 20 mil ------- ------- 20 mil
Vendas ------- ------ ------- 300,00 ------- 300,00 ------- 300,00
Custo da Merca-
------- ------ 50,00 ------- ------- 50,00 50,00 -------
doria Vendida
Despesas ------- ------ 50,00 ------- ------- 50,00 50,00 -------
Total 27.500,00 27.500,00 1.700,00 1.700,00 ------- ------- 27.200,00 27.200,00

No balancete de 8 colunas, acrescentam-se duas colunas referentes aos saldos dos movimentos, ou seja, a dife-
rença entre os débitos e créditos do período.

EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) O balancete de verificação deve ser obrigatoriamente elaborado a cada mês.

( ) CERTO  ( ) ERRADO

O levantamento do balancete é feito mensalmente, mas não de forma obrigatória. O que existe é uma recomen-
dação. Resposta: Errado.

2. (CESPE-CEBRASPE – 2018) A apresentação de determinado balancete de verificação com valores diferentes para o
total de débitos e créditos constitui evidência de inversão entre a conta credora e a conta devedora em pelo menos um
dos lançamentos contábeis.

( ) CERTO  ( ) ERRADO

Se o saldo das contas devedoras for diferente do saldo das contas credoras, diversos são os erros que causaram
MATEMÁTICA FINANCEIRA

essa anomalia, não necessariamente inversão entre contas. Pode, simplesmente, ter havido erro no valor de uma
ou outra conta em um lançamento. Resposta: Errado.

3. (CESPE-CEBRASPE – 2018) O balancete de verificação inclui as contas patrimoniais e as contas de resultado.

( ) CERTO  ( ) ERRADO

O balancete apresenta o rol das contas utilizadas na contabilidade da entidade, incluindo contas patrimoniais e
de resultado. Resposta: Certo.

4. (CESPE-CEBRASPE – 2018) O balancete de verificação pode ser levantado em modelos que vão de um mínimo de
duas colunas a um máximo de seis colunas.

( ) CERTO  ( ) ERRADO 203


Os modelos de balancete podem ser feitos de 2 até 8 Consumidor Amplo) que julgar mais econômico no
colunas. Resposta: Errado. momento da assinatura do contrato do financiamento.
Contudo, é válido ressaltar que, quando se neces-
5. (CESPE-CEBRASPE – 2018) O balancete de verifica- sita de financiamento, optar por um prazo mais curto,
ção é uma demonstração financeira obrigatória pela se possível, é sempre o melhor a se fazer. Isso, porque,
legislação societária, e sua finalidade restringe-se a em financiamentos imobiliários, paga-se juros sobre
fornecer aos usuários internos da entidade informa- o saldo devedor. Logo, quanto mais amortização hou-
ções sobre a evolução dos saldos das contas devedo- ver, menos gastos com juros terá o comprador.
ras e credoras em determinado período. Pensando nisso, o sistema SAC (Sistema de Amorti-
zação Constante) pode ser mais vantajoso que a Tabe-
( ) CERTO  ( ) ERRADO la Price, porque representa uma economia de cerca de
10%, em média. A Tabela Price possui como vantagem
Balancete de verificação não é demonstração finan- sua parcela inicial, que, normalmente, é bem menor.
ceira, mas apenas relatório financeiro gerencial. No entanto, pelo SAC, apesar de as parcelas serem
Resposta: Errado. maiores no começo, há uma amortização maior da
dívida, que leva a uma economia significativa no final.
Para melhor ilustrar esse comparativo entre as
vantagens oferecidas por cada um dos Sistemas (SAC
SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO - e Price), veja o quadro a seguir representando um
SISTEMA PRICE, SISTEMA SAC financiamento de R$ 200 mil parcelado em 20 anos,
com juros de 7% ao ano e correção pela TR. Perceba
TABELA PRICE E SAC que a prestação do SAC começa a R$ 439 mais cara,
mas o valor total pago no final é quase R$ 30 mil mais
Ao financiar o sonho da casa própria, tem-se que baixo.
escolher um sistema de pagamento. Para isso, existem
as seguintes opções: tabela price ou SAC. Aqui, discu- SAC PRICE
tiremos um pouco a respeito de tais sistemas, para
entendermos o que de fato eles são, se há alguma dife- Parcela inicial R$ 1.964,16 R$ 1.524,89
rença, vantagem e/ou desvantagem entre eles e se um
deles é mais barato/acessível que o outro. Parcela final R$ 838,05 R$ 1.524,89
Esses sistemas, basicamente, são formas de amor-
tização e financiamento a longo prazo, acertadas ao Total pago R$ 336.264,90 R$ 365.973,34
banco ou à construtora durante o financiamento da
compra de um imóvel: a Tabela Price (Sistema Fran-
cês de Amortização) e o SAC (Sistema de Amortização Outra Forma de Correção Possível das Prestações de
Constante). Ambos, segundo José Mansini, planejador um Financiamento
financeiro pela Planejar: “São dois cálculos distintos
que determinam de que forma o comprador do imó- A Caixa Econômica Federal divulgou em agosto de
vel irá pagar [amortizar] o empréstimo que ele fez 2019 uma nova linha de crédito para aquisição de casa
para este fim. Nestes dois sistemas, será definido o própria, que possui juros entre 2,95% e 4,95% ao ano,
valor da parcela mensal a ser paga”. mais a inflação do país, medida pelo IPCA. Disponível
somente para contratos novos, esse novo modelo pode
Diferenças entre Tabela Price e SAC ser usado para financiar até 80% do valor de imóveis
novos e usados, com prazo de até 360 meses.
Há diferenças entre esses dois sistemas de amor-
tização, mas a diferença que mais se destaca diz res-
peito à forma e rapidez de amortização (diminuição Importante!
gradativa da dívida).
Tal distinção afeta desde o valor das parcelas até A prestação terá seu valor corrigido mensalmen-
a quantidade total de juros. No Sistema SAC, tem-se, te, o que é, geralmente, feito pelo sistema SAC. O
incialmente, prestações com valores mais altos e que valor da parcela, por sua vez, pode ou não dimi-
ficam menores no final, pois (como dito anteriormen- nuir com o decorrer do tempo, pois depende da
te) há amortização mensal do valor financiado. Ou trajetória da inflação. Ao passo que, na tabela
seja, da primeira parcela até a última, o valor vai cain- Price, a correção feita por meio do IPCA desca-
do, porque há uma diminuição progressiva dos juros. racteriza totalmente o conceito de parcelas fixas.
Na Tabela Price, no entanto, as parcelas começam
mais baixas, mas são estáticas, não sofrem alteração
durante todo o período de financiamento. A título de exemplo, leve em consideração o mesmo
valor utilizado na situação que vimos anteriormente,
Vantagens Oferecidas pela Tabela Price e pelo SAC de R$ 200 mil financiado em 20 anos, diferenciado
apenas a taxa, que passa a ser de 4,95% e uma estima-
A escolha é sempre do comprador. Ou seja, cabe a tiva de IPCA de 4%. Aqui, cabe salientar que se trata
ele optar pela forma de pagamento que mais se ade- apenas de uma situação hipotética/simulada, já que
qua à realidade financeira. A escolha, notadamente, não é certo a previsão da trajetória da inflação por um
deve levar em consideração o fator de correção (TR período tão longo.
204 – Taxa Referencial ou IPCA – Índice de Preços ao
A taxa bimestral de juros realmente cobrada é de
SAC PRICE

Parcela inicial R$ 1.645,56 R$ 1.306,69 a) 20%


b) 25%
Parcela final R$ 1.833,30 R$ 2.853,77 c) 11%
d) 16%
Total pago R$ 433.014,03 R$ 475.426,66
e) 22,5%

Simulação de Financiamento 3. (CESGRANRIO — 2015) Considere que hoje é uma


segunda-feira e um carnê de pagamentos apresenta
Para fazer simulações de financiamentos com um vencimento em atraso desde a última terça-feira,
Tabela Price e/ou com o SAC, basta acessar sites de para um valor de R$ 100,00, e ainda prevê multa de 2%,
bancos, como Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e e mora de 12% a.m.
Santander e fazer as simulações.
O valor a pagar, em reais, é de

a) 104,40
HORA DE PRATICAR! b) 114,00
c) 104,00
d) 103,60
1. (CESGRANRIO — 2015) Um microempresário preci-
e) 104,45
sa aumentar seu capital de giro e resolve antecipar 5
cheques de 10.000 reais cada um, todos com data de
4. (CESGRANRIO — 2013) Um cliente contraiu um
vencimento para dali a 3 meses.
empréstimo, junto a um banco, no valor de R$
20.000,00, a uma taxa de juros compostos de 4% ao
DADOS mês, com prazo de 2 trimestres, contados a partir da
liberação dos recursos. O cliente quitou a dívida exa-
X X³ tamente no final do prazo determinado, não pagando
nenhum valor antes disso.
1,042 1,131

1,045 1,141 Dados


1,047 1,148 1,04² ≅ 1,082
1,049 1,154 1,04³ ≅ 1,125
1,044 ≅ 1,170
1,052 1,164 1,045 ≅ 1,217
1,046 ≅ 1,265
O gerente do banco informa que ele terá exatamente 1,047 ≅ 1,316
dois custos para realizar a antecipação, conforme des-
critos a seguir. Qual o valor dos juros pagos pelo cliente na data da
quitação dessa dívida?
Custo 1 – Um desconto sobre o valor dos cheques a
uma taxa de 4% ao mês. Esse desconto será direta- a) R$ 5.300,00
mente proporcional ao valor dos cheques, ao tempo b) R$ 2.650,00
de antecipação e à taxa de desconto anunciados. c) R$ 1.250,00
Custo 2 – Custos operacionais fixos de 500 reais para d) R$ 1.640,00
antecipações de até 100 mil reais. e) R$ 2.500,00

Assim, comparando o valor de fato recebido pelo 5. (CESGRANRIO — 2013) As capitalizações oferecidas
microempresário e o valor a ser pago após 3 meses por dois fundos de investimento foram simuladas
(valor total dos cheques), o valor mais próximo da por uma operadora financeira. A aplicação inicial em
taxa efetiva mensal cobrada pelo banco, no regime de ambos os fundos foi a mesma. Na simulação, a capi-
juros compostos, é de talização no primeiro fundo de investimento durou
48 meses e se deu a juros mensais de 1%, no regi-
MATEMÁTICA FINANCEIRA

a) 5,2% me composto. No segundo fundo de investimento, a


b) 4,5% capitalização durou 24 meses apenas. A operadora
c) 4,7% buscava determinar qual deveria ser a taxa mensal
d) 5,0% de juros oferecida pelo segundo fundo, em regime
e) 4,3% composto, para, ao final dos 24 meses, gerar o mesmo
montante gerado pelo primeiro ao final dos 48 meses.
2. (CESGRANRIO — 2015) Uma instituição financeira
efetua o desconto de um título de valor de face de R$ Essa taxa é de:
25.000,00 dois meses antes do vencimento, utilizando
taxa de desconto simples bancário (por fora) de 9% a) 2% a.m.
ao mês. A instituição exige o pagamento de 2% do b) 2,01% a.m.
valor de face do título como taxa de administração no c) 2,02% a.m.
momento de desconto do título. d) 2,1% a.m.
e) 2,2% a.m.
205
6. (CESGRANRIO — 2013) Um refrigerador custa, à vis- 10. (CESGRANRIO — 2015) Uma conta de R$ 1.000,00
ta, R$ 1.500,00. Um consumidor optou por comprá-lo foi paga com atraso de 2 meses e 10 dias. Conside-
em duas parcelas. A loja cobra uma taxa mensal de re o mês comercial, isto é, com 30 dias; considere,
juros (compostos) de 2%, atuante a partir da data da também, que foi adotado o regime de capitalização
compra. O valor da primeira parcela, paga pelo con- composta para cobrar juros relativos aos 2 meses, e
sumidor 30 dias após a compra, foi de R$ 750,00. que, em seguida, aplicou-se o regime de capitalização
Um mês após o primeiro pagamento, o consumidor simples para cobrar juros relativos aos 10 dias.
quitou sua dívida ao pagar a segunda parcela.
Se a taxa de juros é de 3% ao mês, o juro cobrado foi de
Qual foi o valor da segunda parcela?
a) R$ 64,08
a) R$750,00 b) R$ 79,17
b) R$765,00 c) R$ 40,30
c) R$780,00 d) R$ 71,51
d) R$795,60 e) R$ 61,96
e) R$810,00
11. (CESGRANRIO — 2015) Aplicaram-se R$ 2.000,00 em
7. (CESGRANRIO — 2013) Considerando-se a mesma um fundo de investimento, por um ano, que rende à
taxa de juros compostos, se é indiferente receber R$ taxa bruta de 18% ao ano. O imposto de renda é de
1.000,00 daqui a dois meses ou R$ 1.210,00 daqui a 22,5% sobre o ganho nominal. Em um ano em que a
quatro meses, hoje, esse dinheiro vale inflação foi de 7,5%, a taxa real de juros anual obtida
nesse investimento foi de:
a) R$ 909,09
b) R$ 826,45 a) 5,5%
c) R$ 466,51 b) 6,5%
d) R$ 683,01 c) 5,0%
e) R$ 790,00 d) 4,5%
e) 6,0%
8. (CESGRANRIO — 2015) Arthur contraiu um financia-
mento para a compra de um apartamento, cujo valor 12. (CESGRANRIO — 2013) Uma pessoa que vive de rendi-
à vista é de 200 mil reais, no Sistema de Amortização mentos do mercado financeiro aplicou todos os seus
Constante (SAC), a uma taxa de juros de 1% ao mês, recursos, o que lhe rendeu um retorno nominal de 20%
com um prazo de 20 anos. Para reduzir o valor a ser no ano.
financiado, ele dará uma entrada no valor de 50 mil Considerando-se que a inflação da cesta básica foi de
reais na data da assinatura do contrato. As prestações 6% nesse mesmo ano, quantas cestas básicas a mais,
começam um mês após a assinatura do contrato e em termos percentuais, ela poderá comprar após o
são compostas de amortização, juros sobre o saldo retorno da aplicação?
devedor do mês anterior, seguro especial no valor
de 75 reais mensais fixos no primeiro ano e despesa a) 12,8%
administrativa mensal fixa no valor de 25 reais. b) 13,2%
c) 14,0%
A partir dessas informações, o valor, em reais, da
d) 14,8%
segunda prestação prevista na planilha de amortiza-
e) 15,0%
ção desse financiamento, desconsiderando qualquer
outro tipo de reajuste no saldo devedor que não seja a
13. (CESGRANRIO — 2015) Um cliente foi a um banco
taxa de juros do financiamento, é igual a
tomar um empréstimo de 100 mil reais, no regime
de juros compostos, a serem pagos após 3 meses
a) 2.087,25
por meio de um único pagamento. Para conseguir o
b) 2.218,75
dinheiro, foram apresentadas as seguintes condições:
c) 2.175,25
d) 2.125,00
I - taxa de juros de 5% ao mês, incidindo sobre o saldo
e) 2.225,00
devedor acumulado do mês anterior;
II - impostos mais taxas que poderão ser financiados jun-
9. (CESGRANRIO — 2013) Um empréstimo deverá ser
tamente com os 100 mil reais.
pago em quarenta e nove prestações mensais e con-
secutivas, vencendo a primeira prestação trinta dias
Ao fazer a simulação, o gerente informou que o valor total
após a liberação do dinheiro. O financiamento foi fei-
de quitação após os 3 meses seria de 117.500 reais.
to pelo Sistema de Amortização Constante, SAC, com
taxa mensal de juros de 1%. O valor mais próximo do custo real efetivo mensal, ou
Se a vigésima quinta prestação é de R$ 5.000,00, o sal- seja, a taxa mensal equivalente desse empréstimo,
do devedor, em reais, após o pagamento da quadragé- comparando o que pegou com o que pagou, é de
sima oitava prestação é de
a) [(1,1751/3 - 1) x 100]%
a) 4.000 b) [(1,1931/3 - 1) x 100]%
b) 4.080 c) [(1,051/3 - 1) x 100]%
c) 4.800 d) [(1,1581/3 - 1) x 100]%
d) 4.880 e) [(1,1891/3 - 1) x 100]%
206 e) 5.000
14. (CESGRANRIO — 2015) Um investimento rende à taxa
de juros compostos de 12% ao ano com capitalização
trimestral. Para obter um rendimento de R$ 609,00
daqui a 6 meses, deve-se investir, hoje, em reais,

a) 6.460
b) 10.000
c) 3.138
d) 4.852
e) 7.271

15.
(CESGRANRIO — 2015) Um banco empresta R$
10.000,00, com taxa de juros de 2% ao mês, para serem
pagos em 5 pagamentos mensais consecutivos, ven-
cendo a primeira prestação um mês após o emprésti-
mo. O valor de cada prestação é de R$ 2.121,58.

O saldo devedor, após o segundo pagamento, é, em


reais, de, aproximadamente:

a) 5.696,00
b) 6.118,00
c) 5.653,00
d) 5.565,00
e) 5.897,00

9 GABARITO

1 C

2 B

3 A

4 A

5 B

6 D

7 B

8 B

9 A

10 D

11 E

12 B

13 A

14 B
MATEMÁTICA FINANCEIRA

15 B

ANOTAÇÕES

207
ANOTAÇÕES

208
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

INTRODUÇÃO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Nem sempre a banca organizadora do concurso dispõe o conteúdo programático do edital em uma sequência
lógica. Isso acaba dificultando a busca dos assuntos, além de prejudicar uma assimilação eficiente dos temas. Por
isso, elaboramos didaticamente o conteúdo a seguir, abordando todos os itens do edital de uma maneira que você
realmente consiga aprender e otimizar os seus estudos. Acompanhe na tabela a equivalência dos itens do edital,
didaticamente reorganizados neste material.

CONTEÚDO DO EDITAL NESTE LIVRO PÁGINA


Mercado financeiro e seus desdobramentos (mercados monetário, de
Políticas Econômicas 210
crédito, de capitais e cambial)
Moeda e política monetária: Políticas monetárias convencionais e
não convencionais (Quantitative Easing); Taxa SELIC e operações
Políticas Econômicas 210
compromissadas; O debate sobre os depósitos remunerados dos
bancos comerciais no Banco Central do Brasil
Orçamento público, títulos do Tesouro Nacional e dívida pública Políticas Econômicas 210
Sistema Financeiro Nacional: Estrutura do Sistema Financeiro Na- Sistema Financeiro Nacional 217
cional; Órgãos normativos e instituições supervisoras, executoras e
operadoras Instituições Financeiras 224

Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito Mercado de Crédito – Operações Ativas e Garantias 231
direto ao consumidor, crédito rural, poupança, capitalização, previdên-
cia, consórcio, investimentos e seguros Produtos e Serviços Bancários 242
Dinâmica do Mercado: Operações no mercado interbancário Mercado de Crédito – Operações Ativas e Garantias 231
Mercado bancário: Operações de tesouraria, varejo bancário e recu-
Mercado de Crédito – Operações Ativas e Garantias 231
peração de crédito
Taxas de juros de curto prazo e a curva de juros; taxas de juros no-
Mercado de Crédito – Operações Ativas e Garantias 231
minais e reais
Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mer-
Mercado de Crédito – Operações Ativas e Garantias 231
cantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancárias
Noções de Mercado de capitais Mercado de Capitais 257
Noções de Mercado de Câmbio: Instituições autorizadas a operar e
Mercado de Câmbio 267
operações básicas
Regimes de taxas de câmbio fixas, flutuantes e regimes intermediários
Mercado de Câmbio 267
Taxas de câmbio nominais e reais
Impactos das taxas de câmbio sobre as exportações e importações Mercado de Câmbio 267
Diferencial de juros interno e externo, prêmios de risco, fluxo de capi-
Mercado de Câmbio 267
tais e seus impactos sobre as taxas de câmbio
Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas; Prevenção e com-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

bate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei nº 9.613/98 e suas altera-


Crime de Lavagem de Dinheiro/Capitais e Legislações 270
ções; Circular nº 3.978, de 23 de janeiro de 2020 e Carta Circular nº
4.001, de 29 de janeiro de 2020 e suas alterações.
Autorregulação bancária Autorregulação Bancária 279
Sigilo Bancário: Lei Complementar nº 105/2001 e suas alterações Lei Complementar nº 105/2001 280
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): Lei nº 13.709, de 14 de agos-
Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 283
to de 2018 e suas alterações
Legislação anticorrupção: Lei nº 12.846/2013 e Decreto nº
Legislação anticorrupção 289
8.420/2015 e suas alterações
Segurança cibernética: Resolução CMN nº 4.658, de 26 de abril de Segurança cibernética: Resolução CMN nº 4.658, de
303
2018 26 de abril de 2018

209
Um dia um navio choca-se com algumas pedras per-
POLÍTICAS ECONÔMICAS to da ilha e sua carga de doces é perdida na costa.
De repente, 30 toneladas de doces estão dispostas
Dentro do contexto da nossa matéria, surgirão, na praia, e qualquer pessoa que deseja doces sim-
inevitavelmente, as políticas adotadas pelo governo plesmente caminha até a praia e pega alguns. Por-
que a oferta de doces é muito maior que a procura,
para buscar o bem-estar da população. Como agente
os seus 25 quilos de doces não têm valor algum.
de peso no sistema financeiro brasileiro, o Governo
(Fonte: Ed Grabianowski)
tem por objetivo estruturar políticas para alcançar
a macroeconomia brasileira, ou seja, criar meca- Essa simples lei é um dos fatores que mais afetam
nismos para defender os interesses dos brasileiros, a inflação, pois, por definição, inflação significa:
economicamente.
É comum ouvirmos nos jornais notícias como: Aumento generalizado e persistente dos preços dos
o governo aumentou (ou diminuiu) a taxa de juros. produtos de uma cesta de consumo
Essas notícias estão ligadas, intrinsecamente, às polí-
ticas coordenadas pelo governo para estabilizar a eco- Ou seja, para haver inflação, deve haver um
nomia e o processo inflacionário. aumento de preços, mas este aumento não pode ser
As políticas traçadas pelo governo têm um objetivo pontual, deve ser generalizado. Mesmo que alguns
simples, que é aumentar ou reduzir a quantidade de produtos não aumentem de preço, se a maioria
dinheiro circulando no país, e com isso, controlar a aumentar, já é suficiente. Mas esse aumento deve ser
inflação. persistente, ou seja, contínuo.
Como em toda pesquisa científica, deve haver um
Para tanto, o governo vale-se de manobras como:
grupo de estudos, e esse grupo chamamos de cesta de
aumentar ou diminuir taxas de juros, aumentar ou consumo, porque, ao avaliar a inflação, avaliamos a
diminuir impostos e estimular ou desestimular a libe- evolução de um grupo de produtos ou serviços, e não
ração de crédito pelas instituições financeiras. cada um isoladamente.
Desta forma, imagine que você vai ao supermer-
INFLAÇÃO OU PROCESSO INFLACIONÁRIO cado e faz uma feira. Nessa feira, terá vários produ-
tos em seu carrinho, como: água, arroz, feijão, carne,
A inflação é um fenômeno econômico que ocorre milho, trigo, frutas, verduras, legumes etc. Também
devido a vários fatores. Dentre eles, está um bastante terá na mesma cesta produtos como: dólar, euro,
conhecido por todos desde o Ensino Médio, quando os gasolina, álcool (combustível), viagens, lazer, cinema,
energia etc.
professores falavam da “lei da oferta e da procura”,
Quando você terminou a cesta e foi ao caixa, a conta
lembra-se? totalizou R$ 500,00 no primeiro mês. No segundo mês,
A lei é bem simples do ponto de vista histórico, ao repetir os mesmos produtos, a conta totalizou R$
mas do ponto de vista econômico há varias variáveis 620,00; no terceiro, R$ 750,00 e, no quarto, R$ 800,00.
que levam a uma explicação do seu comportamento, Note que os preços estão subindo de forma persistente.
por exemplo: Quando o preço de algo sobe, o nosso dinheiro
O que faria você gastar mais dinheiro? Obviamen- perde valor, uma vez que precisaremos de mais reais
te, ter mais dinheiro, correto? Então, se você possuir para comprar o mesmo produto. A esse processo de
mais dinheiro, a tendência natural é que você gaste perda de valor do dinheiro damos o nome de inflação.
mais. Com isso, empresas, produtores e prestadores O processo inflacionário tem um irmão oposto que
de serviços, percebendo que você está gastando mais, é chamado de deflação. A deflação ocorre quando os
preços dos produtos começam a cair de forma genera-
elevarão seus preços, pois sabem que você pode pagar
lizada e persistente, gerando desconforto econômico
mais pelo mesmo produto, uma vez que há excesso
para os produtores, que podem chegar a desistir de
de demanda pelo produto ou serviço. produzir algo em virtude do baixo preço de venda.
Da mesma forma, se um produto é elaborado em Ambos os fenômenos têm consequências desas-
grande quantidade e a há uma sobra deste, os seus trosas no nosso bem-estar econômico, pois a inflação
preços tendem a cair, uma vez que há um excesso de gera desvalorização do nosso poder de compra, e a
oferta de produto. deflação pode gerar desinteresse dos produtores em
fabricar, o que, em ambos os casos, pode gerar desem-
Em resumo, a lei da oferta e procura declara que prego em massa. Além de tudo, ambas podem culmi-
quando a procura é alta, os preços sobem e, quan- nar na temida recessão, que significa a estagnação
do a oferta é alta, os preços caem. Dois exemplos completa ou quase total da economia de um país.
demonstram isso. Se existe um teatro com 2 mil Tanto a inflação como a deflação são fenômenos que
lugares (uma oferta fixa), o preço dos espetáculos podem ser calculados e quantificados. Para isso, nosso
dependerá de quantas pessoas desejam ingressos. governo mantém uma autarquia a postos, pronta para
Se uma peça muito popular está sendo encenada, apurar e divulgar o valor da inflação oficial, chama-
e 10 mil pessoas querem assisti-la, o teatro pode da Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
subir os preços de forma que os 2 mil mais ricos Essa autarquia chama-se Instituto Brasileiro de Geo-
possam pagar os ingressos. Quando a procura é grafia e Estatística (IBGE). O IPCA é a inflação calcula-
muito mais alta que a oferta, os preços podem subir da do dia primeiro ao dia 30 de cada mês, considerando
terrivelmente. Nosso segundo exemplo é mais ela- como cesta de serviços a de famílias com renda de até
borado. Digamos que você viva numa ilha na qual 40 salários mínimos, ou seja, quem ganha até quarenta
todos amam doces. Porém, existe um suprimento salários mínimos entra no cálculo da inflação oficial.
limitado de doces na ilha, assim, quando as pessoas A fim de manter nosso bem-estar econômico, o
trocam doces por outros itens, o preço é razoavel- governo busca estabilizar essa inflação, uma vez que
mente estável. Com o tempo, você economiza até 25 ela, por sua vez, reduz nosso poder de compra. Para
quilos de doces, que você pode trocar por um carro padronizar os parâmetros da inflação, o governo bra-
210 novo. sileiro instituiu o regime de Metas para Inflação.
Nesse regime, a meta de inflação é constituída por POLÍTICAS/SITUAÇÕES RESTRITIVAS OU
um centro de meta, que seria o valor ideal entendido POLÍTICAS/SITUAÇÕES EXPANSIONISTAS
pelo governo como uma inflação saudável.
Esse centro tem uma margem de tolerância para As políticas restritivas são resultado de ações
mais e para menos, pois, como em qualquer nota, que de alguma forma reduzem o volume de dinhei-
temos os famosos arredondamentos. É como no colé- ro circulando na economia e, consequentemente, os
gio, quando você tirava 6,5 e o professor arredondava gastos das pessoas gerando uma desaceleração da eco-
para 7, lembra? Isso ajudava muito você na hora de nomia e do crescimento. Mas por que o governo faria
fechar a nota no fim do ano e, para o governo, é do isso? A resposta é simples: faz isso para controlar a
mesmo jeito. É uma “ajudinha” para fechar a nota. inflação, pois quando há muito dinheiro circulando
Veja como foram e como estão as principais mudanças no mercado, o que acontece com os preços dos pro-
referentes a isso no Brasil: dutos? Sobem!
Para conter essa subida, o governo restringe o con-
Meta Central sofre novo corte em 2020 sumo e os gastos para que a inflação diminua. Nesse
caso, você iria ao shopping não para comprar coisas,
6% mas apenas para ver as coisas ou “dar uma voltinha”.
Teto 5,75% Isso representa nosso cenário atual desde 2014.
Teto
5,50%
Teto
5,25% Por outro lado, as políticas expansionistas são
4,50% 4,25% 5%
Meta 4%
Teto
Teto resultado de ações do governo que estimulam os
Meta 3,75% gastos e o consumo, ou seja, em cenário de baixo
Central
Central Meta 3,50%
Meta
Central Central Meta crescimento, o governo incentiva as pessoas a gastar
Central
3% 2,75% 2,50%
e as instituições financeiras, a emprestar. Isso gera
Piso 2,25% 2% um volume maior de recursos na economia, para
Piso Piso Piso Piso que o mercado não entre em recessão. Portanto, esse
resultado faria você gastar mais, endividar-se mais e
investir mais; logo você não iria ao shopping só para
ver as coisas, mas sim para comprar, e comprar mui-
2018 2019 2020 2021 2022 to! Entretanto, devemos ter cuidado, pois com muitos
Fonte: Conselho Monetário Nacional. Infográfico elaborado em: gastos, também alimentamos um crescimento acele-
09/01/2020 rado da inflação. Tivemos esse cenário recentemente
de 2008 a 2013 e hoje sofremos a crise inflacionária
Atenção! Até 31 de dezembro de 2016, a margem devido ao crescimento excessivo do consumo.
de tolerância, ou seja, de variação do centro da meta Resumindo, as políticas econômicas podem ser:
era de 2% para mais (teto) ou para menos (piso). Já a
partir de primeiro de janeiro de 2017 até 31 de dezem- z Expansionistas, quando estimulam os gastos, em-
bro de 2018, a nova margem de tolerância passou a préstimos e endividamentos para aumentar o vo-
ser de 1,5% para mais (teto) ou para menos (piso). lume de recursos circulando no país;
Para o ano de 2019, o centro da meta para a inflação z Restritivas, quando desestimulam ou restringem
será de 4,25%, com intervalo de tolerância de menos os gastos, empréstimos e endividamentos para re-
1,50% e de mais 1,50%. Para o ano de 2020, o centro duzir o volume de recursos circulando no país.
da meta para a inflação será de 4,00%, com intervalo
de tolerância de menos 1,50% e de mais 1,50%. Para o Atenção! Muitas pessoas se questionam por que
ano de 2021, o centro da meta será 3,75% com a mar- o governo, quando busca estimular o consumo e
gem de tolerância de 1,5% para mais ou para menos. aquecer a economia, simplesmente não emite mais
Para 2022, o centro será de 3,50% e para 2023, o cen- dinheiro e, com isso, resolve o “problema da falta de
tro será de 3,25% com margens de tolerância de 1,5% dinheiro”. A resposta é simples e, pelos conhecimen-
para mais e para menos. tos que você adquiriu até aqui, será perfeitamente
Além disso, o Decreto 9.083 de junho de 2017 alte- capaz de responder. Quanto mais dinheiro em circula-
rou a periodicidade de estabelecimento da meta de ção, menor seu valor; com isso, os preços irão sempre
inflação para até 30 de junho de cada terceiro ano tender a subir mais e o “problema” da falta de dinhei-
imediatamente anterior. Parece complicado, mas é ro continuará. Logo, emitir moeda não é uma solução
simples, veja: o centro da meta de inflação do ano de fácil de aceitar, pois ela pode acarretar sérios danos à
2021 foi decidido pelo Conselho Monetário Nacional estabilidade do poder de compra.
três anos antes, ou seja, até 30 de junho de 2018, e Entretanto, existe uma forma não convencional
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

assim, sucessivamente, o de 2022 deveria ser decidido de emitir moeda para que possamos, eventualmente,
até 30 de junho de 2019, sempre respeitado o limite de suprir a falta exagerada de dinheiro. Entretanto, vale
lembrar que essa forma de emitir é restrita e peculiar,
3 anos de antecedência.
pois o dinheiro será emitido apenas de forma escri-
Todas essas medidas adotadas pelo governo bus-
tural, ou seja, eletrônica, uma vez que o ato de emitir
cam estabilizar nosso poder de compra e nosso bem- papel moeda o torna suscetível a desgastes pela infla-
-estar econômico. Para utilizar essas ferramentas, o ção, já que circula livremente em qualquer lugar do
governo utiliza as famosas políticas econômicas, que país.
nada mais são do que um conjunto de medidas que Essa forma de emissão de moeda chama-se flexi-
busca estabilizar o poder de compra da moeda nacio- bilização quantitativa, quantitative easing ou, ainda,
nal, gerando bem-estar econômico para o país. afrouxamento quantitativo.
As políticas econômicas são estabelecidas pelo Na flexibilização quantitativa, a quantidade de
Governo Federal, tendo como agentes de suporte o moeda criada é chamada de valor expandido. É uma
Conselho Monetário Nacional, como normatizador, e o criação maciça de dinheiro, ou seja, afrouxamento
Banco Central, como executor dessas políticas. As ações monetário. Usualmente, os bancos centrais só impri-
desses agentes resultam em apenas duas situações para mem papel moeda seguindo a demanda de dinheiro,
o cenário econômico, que serão expostas a seguir. ou seja, não há criação espontânea de dinheiro novo. 211
Nessa técnica, os bancos centrais usam o dinheiro precisa estimular a economia. Então, a saída é arreca-
eletronicamente criado para comprar grandes quan- dar impostos e, quando estes não forem suficientes, o
tidades de títulos e diversos ativos financeiros no governo se endivida. Quando o governo emite títulos
mercado financeiro e de capitais. Isso não representa públicos federais, ele se endivida, pois os títulos públi-
entrega de dinheiro novo para os bancos empresta- cos são acompanhados de uma remuneração, uma taxa
rem, e sim como reserva bancária – depósitos que os de juros, que recebeu o nome do sistema que adminis-
bancos têm nas contas do Banco Central. tra e registra essas operações de compra e venda. Esse
sistema chama-se Sistema Especial de Liquidação e
DIVISÃO DAS POLÍTICAS ECONÔMICAS Custódia (SELIC). Esse sistema deu o nome a taxa de
juros dos títulos, chamada de taxa SELIC.
z Política Fiscal: Arrecadações menos despesas do Essa taxa de juros é o famoso juro da dívida públi-
fluxo do orçamento do governo; ca, porque o governo deve considerá-lo como despesa
z Política Cambial: Controle indireto das taxas de e endividamento. Logo, a emissão destes títulos, bem
câmbio e da balança de pagamentos; como o aumento da taxa SELIC, devem ser cautelosos
z Política Creditícia: Influência nas taxas de juros para evitar excessos de endividamento, acarretando
do mercado, através da taxa Selic; dificuldades em fechar o caixa no fim do ano.
z Política de Rendas: Controle do salário mínimo Esse fechamento de caixa pode resultar em duas
nacional e dos preços dos produtos em geral; situações. Uma chamamos de superávit e a outra, de
z Política Monetária: Controle do volume de meio déficit.
circulante disponível no país e controle do poder Resultado fiscal primário é a diferença entre as
multiplicador do dinheiro escritural. receitas primárias e as despesas primárias durante
um determinado período. O resultado fiscal nominal,
Política Fiscal ou resultado secundário, por sua vez, é o resultado
primário acrescido do pagamento líquido de juros.
A política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas Assim, fala-se que o governo obtém superávit fiscal
quais o governo arrecada receitas e realiza despe- quando as receitas excedem as despesas em dado
sas de modo a cumprir três funções: a estabilização período; por outro lado, há déficit quando as receitas
macroeconômica, a redistribuição da renda e a alo- são menores do que as despesas.
cação de recursos. A função estabilizadora consiste na No Brasil, a política fiscal é conduzida com alto
promoção do crescimento econômico sustentado, com grau de responsabilidade fiscal. O uso equilibrado dos
baixo desemprego e estabilidade de preços. A função recursos públicos visa a redução gradual da dívida
redistributiva visa assegurar a distribuição equitativa líquida como percentual do PIB, de forma a contri-
da renda. Por fim, a função alocativa consiste no for- buir com a estabilidade, o crescimento e o desenvol-
necimento eficiente de bens e serviços públicos, com- vimento econômico do país. Mais especificamente, a
pensando as falhas de mercado. política fiscal busca a criação de empregos, o aumento
Os resultados da política fiscal podem ser avalia- dos investimentos públicos e a ampliação da rede de
dos sob diferentes ângulos, que podem focar na men- seguridade social, com ênfase na redução da pobreza
suração da qualidade do gasto público, bem como e da desigualdade.
identificar os impactos da política fiscal no bem-estar
dos cidadãos. Política Cambial
Para tanto, o governo se utiliza de estratégias como
elevar ou reduzir impostos, pois, além de sensibilizar
É o conjunto de ações governamentais diretamen-
seus cofres públicos, busca aumentar ou reduzir o
volume de recursos no mercado quando for necessário. te relacionadas ao comportamento do mercado de
A política fiscal consiste em basicamente dois obje- câmbio, inclusive no que se refere à estabilidade rela-
tivos: primeiro, ser uma fonte de receitas ou de gastos tiva das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de
para o governo, na medida em que reduz seus impos- pagamentos.
tos para estimular ou desestimular o consumo. Segun- A política cambial busca estabilizar a balança de
do, quando o governo usa a emissão de títulos públicos pagamentos tentando manter em equilíbrio seus com-
emitidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, para ponentes, que são: a conta corrente, que registra as
comercializá-los e arrecadar dinheiro para cobrir entradas e saídas devidas ao comércio de bens e ser-
seus gastos e cumprir suas metas de arrecadação. viços, bem como pagamentos de transferências; e a
O governo tem metas de arrecadação, que muitas conta capital e financeira. Também são componentes
vezes precisam de uma “forcinha” através da comercia- dessa conta os capitais compensatórios: empréstimos
lização de títulos públicos federais no mercado financei- oferecidos pelo FMI e contas atrasadas (débitos venci-
ro. Segundo o art. 164 da Constituição Federal, é vedado dos no exterior).
ao Banco Central financiar o tesouro com recursos pró- Dentro dessa balança de pagamentos, há uma
prios, este busca capitalizar o governo comercializando outra chamada Balança Comercial, que busca esta-
os títulos emitidos pela Secretaria do Tesouro. bilizar o volume de importações e exportações den-
Desta forma, o governo consegue não só arrecadar tro do Brasil. Essa política visa equilibrar o volume de
recursos como, também, enxugar ou irrigar o merca- moedas estrangeiras dentro do Brasil para que seus
do de dinheiro, pois quando o Banco Central vende valores não pesem tanto na apuração da inflação, pois
títulos públicos federais, retira dinheiro de circulação as moedas estrangeiras estão muito presentes em nos-
e entrega títulos aos investidores. Já quando o Banco so dia a dia.
Central compra títulos de volta, devolve recursos ao Como o governo não pode interferir no câmbio
sistema financeiro, além de diminuir a dívida pública brasileiro de forma direta, uma vez que o câmbio bra-
do governo. sileiro é flutuante, o governo busca estimular exporta-
Como isso funciona? O governo vive em uma que- ções e desestimular importações quando o volume de
da de braços constante, pois precisa arrecadar mais moeda estrangeira estiver menor dentro do Brasil. Da
212 do que ganha, mas não pode deixar de gastar, pois mesma forma, caso o volume de moeda estrangeira
dentro do Brasil aumente demais, causando sua des- a economia está parada e ninguém consome, produzin-
valorização exagerada, o governo busca estimular do uma estagnação completa do setor produtivo. Com
importações para reestabelecer o equilíbrio. essa medida, o governo espera estimular o consumo e
Mas por que o governo estimularia a valorização gerar mais empregos.
de uma moeda estrangeira no Brasil? Ao estimular Ao contrário, a política monetária contracionista
a valorização de uma moeda estrangeira, atraímos consiste em reduzir a oferta de moeda, aumentan-
investidores, além de tornar o cenário mais salutar do assim a taxa de juros e reduzindo os investimen-
para os exportadores, que são os que produzem rique-
tos. Essa modalidade da política monetária é aplicada
zas e empregos dentro do Brasil. Dessa forma, ao se
quando a economia está sofrendo alta inflação, visan-
utilizar da política cambial, o governo busca estabili-
do reduzir a procura por dinheiro e o consumo cau-
zar a balança de pagamentos e estimular ou desesti-
mular exportações e importações. sando, consequentemente, uma diminuição no nível
de preços dos produtos.
Política Creditícia Esta política monetária é rigorosamente elaborada
pelas autoridades monetárias brasileiras, utilizando-
Conjunto de normas ou critérios que cada insti- -se dos seguintes instrumentos, todos regulamentados
tuição financeira utiliza para financiar ou emprestar e executados pelo Banco Central do Brasil:
recursos a seus clientes, mas sobre a supervisão do
governo, que controla os estímulos a concessão de z Mercado Aberto
crédito. Cada instituição deve desenvolver uma políti-
ca de crédito coordenada, para encontrar o equilíbrio Também conhecido como Open Market, operações
entre as necessidades de vendas e, concomitantemen- com títulos públicos são mais um dos instrumentos
te, sustentar uma carteira a receber de alta qualidade. disponíveis de política monetária. Esse instrumento,
Essa política sofre constante influência do poder considerado um dos mais eficazes, consegue equili-
governamental, pois o governo se utiliza de sua taxa brar a oferta de moeda e regular a taxa de juros em
básica de referência, a taxa SELIC, para conduzir as curto prazo.
taxas de juros das instituições financeiras para cima
A compra e venda dos títulos públicos, emitidos pela
ou para baixo.
Secretaria do Tesouro Nacional, se dá pelo Banco Cen-
Se o governo eleva suas taxas de juros, é sinal de
tral através de Leilões Formais e Informais. De acordo
que os bancos em geral seguirão seu raciocínio e ele-
varão suas taxas também, gerando uma obstrução a com a necessidade de expandir ou reter a circulação de
contratação de crédito pelos clientes tomadores ou moedas do mercado, as autoridades monetárias compe-
gastadores. Já se o governo tende a diminuir a taxa tentes resgatam ou vendem esses títulos.
SELIC, os bancos em geral tendem a seguir essa dimi- Se existe a necessidade de diminuir a taxa de juros
nuição, recebendo estímulos a contratação de crédito e aumentar a circulação de moedas, o Banco Central
para os tomadores ou gastadores. compra (resgata) títulos públicos que estejam em cir-
culação. Se a necessidade for inversa, ou seja, aumen-
Política de Rendas tar a taxa de juros e diminuir a circulação de moedas,
o Banco Central vende (oferta) os títulos disponíveis.
A política de rendas consiste na interferência do Portanto, os títulos públicos são considerados
governo nos preços e salários praticados pelo mer- ativos de renda fixa, tornando-se uma boa opção de
cado. No intuito de atender a interesses sociais, o investimento para a sociedade.
governo tem a capacidade de interferir nas forças do Outra finalidade dos títulos públicos é a de captar
mercado e impedir o seu livre funcionamento. É o que recursos para o financiamento da dívida pública, bem
ocorre quando o governo realiza um tabelamento de como financiar atividades do Governo Federal, como
preços com o objetivo de controlar a inflação. por exemplo, Educação, Saúde e Infraestrutura.
Ressaltamos que, atualmente, o governo brasileiro
Os leilões dos títulos públicos são de responsabi-
interfere tabelando o valor do salário-mínimo; entre-
lidade do BACEN, que credencia Instituições Financei-
tanto, quanto aos preços dos diversos produtos no
país, não há interferência direta do governo. ras chamadas de dealers ou líderes de mercado, para
que façam efetivamente o leilão dos títulos. Nesse caso,
Política Monetária temos o leilão informal ou Go Around, pois nem todas
as instituições são classificadas como dealers.
É a atuação de autoridades monetárias sobre a Os leilões formais são aqueles em que todas as
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

quantidade de moeda em circulação, de crédito e das instituições financeiras, credenciadas pelo BACEN,
taxas de juros controlando a liquidez global do sis- podem participar do leilão dos títulos, mas sempre
tema econômico. Essa é a mais importante política sob o comando deste.
econômica traçada pelo governo. Nela, estão contidas Além dessas formas de o governo participar do
as manobras que surtem efeitos mais eficazmente na mercado de capitais, existe o Tesouro Direto, forma
economia. que o governo encontrou que aproxima as pessoas
A política monetária influencia diretamente a quan- físicas e jurídicas em geral, ou não financeiras, da
tidade de dinheiro circulando no país e, consequente- compra de títulos públicos. O tesouro direto é um sis-
mente, a quantidade de dinheiro no nosso bolso.
tema controlado pelo BACEN para que a pessoa física
Existem dois principais tipos de política monetária
ou jurídica comum possa comprar títulos do governo
a serem adotados pelo governo: a política restritiva,
ou contracionista, e a política expansionista. dentro de sua própria casa ou escritório.
A política monetária expansiva consiste em aumen- Os títulos públicos possuem, hoje, 5 tipos diferen-
tar a oferta de moeda, reduzindo a taxa de juros tes com características que lhe concedem rentabilida-
básica e estimulando investimentos. Essa política é des distintas. A seguir, vamos conhecer quais são os
adotada em épocas de recessão, ou seja, épocas em que títulos: 213
TÍTTULOS PÚBLICOS FEDERAIS

Nome Anterior Nome Atual Rentabilidade

Deságio sobre o valor nominal


LTN Tesouro Prefixado
Títulos sem CUPOM, ou seja, com (prefixado)
pagamento de juros somente no
LFT Tesouro Selic SELIC (pós-fixado)
vencimento.
NTN – B (Principal) Tesouro IPCA Juros + IPCA

Tesouro IPCA com Juros


NTN-B Juros + IPCA
Semestrais
Títulos com CUPOM
Tesouro Prefixado com Deságio sobre o valor nominal
NTN-F
Juros Semestrais (prefixado)

Os juros semestrais significam que a cada semestre o governo paga a você os juros devidos, mas apenas os
juros, o principal, que é o valor que você investiu, ele só devolve no final do prazo, belezinha?! Esse pagamento de
juros semestrais, nós chamamos de CUPOM.

z Redesconto ou Empréstimo de Liquidez

Outro instrumento de controle monetário é o Redesconto Bancário, no qual o Banco Central concede “emprés-
timos” às instituições financeiras a taxas acima das praticadas no mercado.
Os chamados empréstimos de assistência à liquidez são utilizados pelos bancos somente quando existe
uma insuficiência de caixa (fluxo de caixa), ou seja, quando a demanda de recursos depositados não cobre suas
necessidades.
Quando a intenção do Banco Central é de injetar dinheiro no mercado, ele baixa a taxa de juros para estimular
os bancos a pegar esses empréstimos. Os bancos, por sua vez, terão mais disponibilidade de crédito para oferecer
ao mercado; consequentemente, a economia aquece.
Quando o Banco Central tem por necessidade retirar dinheiro do mercado, as taxas de juros concedidas para
esses empréstimos são altas, desestimulando os bancos a pegá-los. Dessa forma, os bancos que precisam cumprir
com suas necessidades imediatas enxugam as linhas de crédito, disponibilizando menos crédito ao mercado; com
isso, a economia desacelera.
Vale ressaltar que o Banco Central é proibido, pela Constituição Brasileira, de emprestar dinheiro a qualquer
outra instituição que não seja uma instituição financeira. As operações de Redesconto do Banco Central podem
ser:

„ Intradia, destinadas a atender necessidades de liquidez das instituições financeiras ao longo do dia. É o
chamado Redesconto a juros zero;
„ De um dia útil, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez decorrentes de descasamento de curtíssi-
mo prazo no fluxo de caixa de instituição financeira;
„ De até quinze dias úteis, podendo ser recontratadas desde que o prazo total não ultrapasse quarenta e
cinco dias úteis, destinadas a satisfazer necessidades de liquidez provocadas pelo descasamento de curto
prazo no fluxo de caixa de instituição financeira e que não caracterizem desequilíbrio estrutural;
„ De até noventa dias corridos, podendo ser recontratadas desde que o prazo total não ultrapasse cento e
oitenta dias corridos, destinadas a viabilizar o ajuste patrimonial de instituição financeira com desequilí-
brio estrutural.

Atenção! Entende-se por operação intradia a compra com compromisso de revenda, em que a compra e a cor-
respondente revenda ocorrem no próprio dia entre a instituição financeira tomadora e o Banco Central.
Todas as operações feitas pelo BACEN são compromissadas, ou seja, a outra parte que contrata com o BACEN
assume compromissos com ele para desfazer a operação assim que o BACEN solicitar.
Sobre a Compra com Compromisso de Revenda, temos algumas observações que aparecem nas provas. Podem
ser objeto de Redesconto do Banco Central, na modalidade de compra com compromisso de revenda, os seguintes
ativos de titularidade de instituição financeira, desde que não haja restrições a sua negociação:

„ Títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic, que inte-
grem a posição de custódia própria da instituição financeira;
„ Outros títulos e valores mobiliários, créditos e direitos creditórios, preferencialmente com garantia real,
e outros ativos.

Importante!
As operações intradia e de um dia útil aceitam como garantia exclusivamente os títulos públicos federais; as
demais podem ter como garantia qualquer título aceito como garantia pelo BACEN.
214
z Recolhimento Compulsório Os instrumentos de política monetária citados aci-
ma são importantes armas para execução do quantita-
Um dos instrumentos de Política Monetária utiliza- tive easing ou flexibilidade quantitativa.
do pelo governo para aquecer ou esfriar a economia.
É um depósito obrigatório feito pelos bancos junto ao QUANTITATIVE EASING
Banco Central.
Parte de todos os depósitos que são efetuados à Quantitative easing (QE) pode ser definido como
vista, ou seja, os depósitos das contas correntes, tanto
transações de compra de ativos, tanto públicos quan-
de livre movimentação como de não livre movimen-
to privados, em larga escala, executadas pelo Banco
tação pelo cliente, depósitos a prazo e demais depósi-
Central com o objetivo de estimular a demanda agre-
tos feitos pela população, junto aos bancos, vão para
gada, seja por meio da ampliação das reservas ban-
o Banco Central. O Banco Central fixa essa taxa de
cárias, seja por meio da injeção de liquidez direta no
recolhimento. Essa taxa é variável, de acordo com os
setor privado.
interesses do governo em acelerar ou não a economia.
Após a crise de 2008, o QE ganhou grande espaço
Isso porque, ao reduzir o nível do recolhimen-
na política monetária mundial.
to, sobram mais recursos nas mãos dos bancos para
O quantitative easing tem o objetivo de atuar sobre
serem emprestados aos clientes, com isso, gerando
maior volume de recursos no mercado. Já quando a taxa de juros de longo prazo. Assim, tecnicamente,
os níveis do recolhimento aumentam, as instituições o QE é a compra de títulos de longo prazo pelo Banco
financeiras reduzem seu volume de recursos, liberan- Central com o objetivo de atuar diretamente sobre a
do menos crédito e, consequentemente, reduzindo o taxa de juros de longo prazo.
volume de recursos no mercado. Isso acontece quando o Banco Central perde a
O recolhimento compulsório tem por finalidade capacidade de atuar sobre as taxas de curto prazo
aumentar ou diminuir a circulação de moeda no país. a fim de afetar as de longo prazo com o objetivo de,
Quando o governo precisa diminuir a circulação de assim, gerar algum estímulo na economia.
moedas no país, o Banco Central aumenta a taxa do
compulsório, pois, dessa forma, as instituições finan- ORÇAMENTO PÚBLICO
ceiras terão menos crédito disponível para população;
portanto, a economia acaba encolhendo. Segundo o site do Ministério da Economia:
Ocorre o inverso quando o governo precisa aumen-
tar a circulação de moedas no país. A taxa do compul- O orçamento público é o instrumento de planeja-
sório diminui e, com isso, as instituições financeiras mento que estima as receitas que o governo espe-
fazem um depósito menor junto ao Banco Central. ra arrecadar ao longo do próximo ano e, com base
Assim, os bancos comerciais ficam com mais moe- nelas, autoriza um limite de gastos a ser realizado
da disponível e, consequentemente, aumentam suas com tais recursos.
linhas de crédito. Com mais dinheiro em circulação, há Essa programação orçamentária consta na Lei
o aumento de consumo e a economia tende a crescer. Orçamentária Anual (LOA), elaborada com base
As instituições financeiras podem fazer transferên- nas metas e prioridades do Governo definidas na
cias voluntárias, de recursos oriundos de depósitos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
vista; porém, o depósito compulsório é obrigatório, É a LDO que estabelece a ligação entre o Plano Plu-
porque os valores que são recolhidos ao Banco Cen- rianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
tral são remunerados por ele para que a instituição Ao englobar receitas e despesas, o orçamento é peça
financeira não tenha prejuízos com os recursos para- fundamental para o equilíbrio das contas públicas
dos junto ao BACEN. e indica para a sociedade as prioridades definidas
O recolhimento pode ser feito em espécie (papel pelo governo, como, por exemplo, gastos com edu-
moeda), através de transferências eletrônicas para cação, saúde e segurança pública.
contas mantidas pelas instituições financeiras junto ao
BACEN ou até mesmo através de compra e venda de títu- Ou seja, o que acontece no Brasil não é diferente
los públicos federais. Além disso, o Recolhimento Com- do que acontece em uma família, é necessário definir
pulsório pode variar em função das seguintes situações: o orçamento e planejar os gastos de acordo com suas
prioridades.
� Regiões Geoeconômicas;
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

z Prioridades de aplicações, ou seja, necessidade do DÍVIDA PÚBLICA


governo;
z Natureza das instituições financeiras. Para entendermos corretamente o conceito de
Dívida Pública, temos que entender o conceito de Défi-
Redação dada pelo Del nº 1.959, de 14/09/82)
cit Público, sendo:
Os valores dos Recolhimentos Compulsórios são
estabelecidos pelo BACEN da seguinte forma: Déficit Público

DETERMINAR COMPULSÓRIO SOBRE DEPÓSITO À O governo, como toda família, possui receitas e
VISTA despesas, e, como toda família, geralmente o gover-
Até 100% no apresenta mais Despesas do que Receitas, dessa
maneira tem-se:
DETERMINAR COMPULSÓRIO SOBRE DEMAIS TÍ-
TULOS CONTÁBEIS E FINANCEIROS
Até 60% Déficit = Gastos - Receitas
215
Quanto maior o gasto em relação às receitas, CRESCIMENTO DAS DESPESAS PÚBLICAS
maior o Déficit, de maneira contrária, quanto maior
as Receitas em relação aos gastos, tem-se Superávit. De maneira geral, os gastos públicos podem ser
O Déficit Público tem relação direta com a Dívida subdivididos em quatro categorias, sendo elas:
Pública, sendo assim:
z Consumo do Governo: Salários do Funcionalis-
mo, Consumo Corrente etc;
Quanto Mais Elevado o déficit público, Maior o au-
z Investimento do Governo;
mento da dívida
z Transferências ao Setor Privado: Como Subsídios
às Empresas;
MANEIRAS DE MENSURAÇÃO DO DÉFICIT PÚBLICO z Juros da Dívida.

De maneira geral, existem três maneiras de se De forma geral, a Dívida Pública consiste no esto-
medir o déficit público. Vamos analisar as 3 de forma que total de recursos de terceiros utilizados para
resumida: financiar o déficit público.

Déficit Nominal TÍTULOS PÚBLICOS

Todas as despesas e receitas incorridas pelo gover- São títulos emitidos pelo próprio governo para
no em determinado período. Como o próprio nome angariar recursos, na prática é a forma do governo “te
diz, o cálculo é feito pelo valor nominal, ou seja, não pedir dinheiro emprestado”. Para que você empres-
há o cálculo da inflação. Lembre-se, o Déficit Nomi- te esse recurso ao governo é necessário que o mesmo
nal não considera a inflação do período. te garanta alguma vantagem financeira na forma de
juros.
Déficit Primário Os títulos públicos não possuem garantia do FGC,
porém são considerados muito seguros, pois o gover-
Para se medir o Déficit Primário, os pagamentos e no brasileiro costuma honrar sua dívida atualmente.
recebimentos de juros são excluídos da Medida. Lem- Lembre-se que os Títulos Públicos não contam com a
bre-se, no cálculo do Déficit Primário não se conside- Garantia do FGC.
ram as despesas com juros, amortizações da dívida Entre os títulos públicos existem duas modalida-
pública, entre outras despesas e receitas financeiras. des: os títulos sem cupom e os títulos com cupom.
O principal motivo de retirar as despesas financei- Títulos sem cupom pagam seus juros apenas no
ras é evidenciar de forma concreta a fonte primária de vencimento dos títulos; enquanto títulos com cupom
aumento da dívida pública. É necessário saber que o pagam no vencimento e juros periódicos (trimestrais,
Déficit Primário é a fonte primária da dívida pública. semestrais etc).

Déficit Operacional
Importante!
É o “Déficit Real” por assim dizer, neste cálculo, é Títulos Sem Cupom pagam juros Apenas no ven-
deduzido do déficit efeitos da inflação e do pagamento cimento dos títulos.
de juros da dívida. Lembre-se que o Déficit Operacio-
Títulos Com Cupom pagam juros Periódicos.
nal deduz a Inflação e o Pagamento de Juros de seu
cálculo.
A rentabilidade de títulos com o sem cupom costu-
NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO mam ser bem parecidas, mudando apenas a frequên-
cia de pagamento.
Como uma família, o Brasil também necessita de
financiamento para suas atividades, a maneira mais Títulos sem Cupom
usual de País financiar suas atividades é por meio da
Emissão de Títulos Públicos, em resumo: São títulos públicos sem cupom:

z A maneira mais óbvia de financiar este déficit é z LFT – Letra Financeira do Tesouro (Tesouro Dire-
tomando recursos emprestados do setor privado, to Selic): Pós Fixado, atrelado à SELIC. Por ser pós
por meio da venda de títulos públicos; fixado é recomendado em cenários de alta de SELIC;
z Os títulos públicos não podem ser adquiridos dire- z LTN – Letra do Tesouro Nacional: Pré Fixado, o
tamente pelo BACEN; investidor já sabe no momento da contratação a
z Os Títulos Públicos são referenciados pela taxa rentabilidade do papel;
SELIC; z NTN-B (Principal): Notas do Tesouro Nacional Série
z Quando o governo precisa de financiamento, nor- B. Título atrelado à inflação (IGPM ou IPCA) bom
malmente sobe a taxa SELIC, o que causa um maior para o investidor que quer proteger seu ganho real.
interesse por títulos públicos;
z Um Aumento da Taxa SELIC, tira moeda da Eco- Títulos com Cupom
nomia, já que os investidores tendem a preferir
comprar títulos. São títulos públicos com cupom:

Lembre-se que um aumento da taxa Selic tende a z NTN-B: Atrelada a Inflação (IPCA ou IGPM);
216 diminuir a inflação e Vice e Versa. z NTN F: Pré-Fixado.
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Uma das engrenagens mais importantes, se não a mais importante, para que o mundo seja do jeito que é, é o
dinheiro. Ele compra carros, casas, roupas, título e, segundo alguns, só não compra a felicidade. Sendo o dinheiro
carregado com toda essa importância, cada país, estado e cidade organiza-se de forma a ter seu próprio modo de
ganhar dinheiro. Essa organização, aliás, é formada de um jeito em que a maior quantidade possível de dinheiro
possa ser adquirida. Há muito tempo, o mundo funciona dessa forma. Por isso, todos os países já conhecem muitos
caminhos e atalhos para que sua organização seja elaborada para seu benefício.
Essa organização que busca o maior número possível de riquezas é definida por uma série de importantes
órgãos do estado. No Brasil, esse órgão formador da estratégia econômica do país é chamado de Sistema Finan-
ceiro Nacional. Ele tem, basicamente, a função de controlar todas as instituições que são ligadas às atividades
econômicas dentro do país, e muitas outras funções. Tem também muitos componentes que o formam.
Existem grupos dentro do grupo do Sistema Financeiro Nacional. O mais importante dentro desse sistema é o
Conselho Monetário Nacional. Esse conselho é essencial por tomar as decisões mais importantes para a que o
país funcione de forma eficiente e eficaz.
O Conselho Monetário Nacional tem sob seu comando muitos integrantes que são importantes, cada um na sua
função. No entanto, o mais importante desses membros é o Banco Central do Brasil.
O Banco Central do Brasil é o responsável pela emissão de papel-moeda e de moeda metálica, dinheiro que
circula no país. Ele exerce, junto ao Conselho Monetário Nacional, um trabalho de fiscalização nas instituições
financeiras do país. Além disso, tem diversas utilidades, como realizar operações de empréstimos e cobrança de
créditos junto às instituições financeiras. O Banco Central é considerado o banco mais importante do Brasil, acima
de todos os outros, uma espécie de “Banco dos Bancos”.
O Sistema Financeiro Nacional, então, é uma forma de várias entidades se organizarem de modo a manter
a máquina do governo funcionando. Sua utilidade é o acompanhamento e também a coordenação de todas as
atividades financeiras que acontecem no Brasil. Esse acompanhamento acontece na forma de fiscalização. Já a
coordenação está na parte em que funcionários do Banco Central agem segundo suas responsabilidades, no cená-
rio financeiro.
Esse sistema já sofreu várias mudanças ao longo dos anos. O próprio Banco Central era outra entidade, com
nome diferente: Superintendência da Moeda e do Crédito. A mudança ocorreu por meio do art. 8º da Lei nº
4.595/1964. As moedas do Brasil já mudaram várias vezes ao longo da História brasileira. A modificação de uma
moeda nacional é, em qualquer circunstância, algo que causa muitas mudanças, mas no caso da mudança para a
atual moeda (real), essa transformação foi grandiosa. Em uma época em que a inflação era um grande terror para
economia brasileira, essa mudança, chamada de plano real, conseguiu frear a inflação e normalizar os preços do
comércio interno. Isso, seguido de uma valorização da moeda nacional, resultou em uma recuperação rápida da
economia brasileira.
Quem manuseia dinheiro todos os dias, paga suas contas, recebe seu salário, nem pensa no grande sistema que
há por trás dessas operações. Na verdade, os salários são do valor que são para que a atual quantidade de dinheiro
circule no país, para que a economia brasileira seja como é. Assim, o Sistema Financeiro Nacional toma decisões
todos os dias que são refletidas na nossa realidade.
O Sistema Financeiro Nacional é um conjunto de instituições, órgãos e afins que controlam, fiscalizam e fazem
as medidas que dizem respeito à circulação da moeda e de crédito dentro do país. O Brasil, em sua Constituição
Federal de 1988, em seu art. 192, cita qual o intuito do sistema financeiro nacional: O Sistema Financeiro Nacional,
estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do país e a servir aos interesses da coletividade, em
todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por leis complementares que
disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram.
O Sistema Financeiro Nacional pode ser divido em duas partes distintas: subsistema normativo e subsiste-
ma operativo ou operador. O de normas responsabiliza-se por fazer regras para que se definam parâmetros
para transferência de recursos entre uma parte e outra, além de supervisionar o funcionamento de instituições
que façam atividade de intermediação monetária. Já o subsistema operativo ou operador torna possível que as
regras de transferência de recursos, definidas pelo subsistema de supervisão, sejam possíveis.
O subsistema normativo é formado por: Conselho Monetário Nacional, Conselho de Recursos do Sistema
Financeiro Nacional, Banco Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários, Conselho Nacional de Segu-
ros Privados, Superintendência de Seguros Privados, Conselho Nacional da Previdência Complementar e Superin-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

tendência da Previdência Complementar.


O outro subsistema, o operativo ou operador, é composto por: Instituições Financeiras Bancárias, Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo, Sistema de Pagamentos, Instituições Financeiras Não Bancárias, Agentes
Especiais, Sistema de Distribuição de TVM. As partes integrantes do subsistema operativo, citadas acima, são
grupo que compreendem instituições que são facilmente achadas em nosso dia a dia. As Instituições Financeiras
Bancárias, por exemplo, representam as Caixas Econômicas, Bancos Comerciais, Cooperativas de Crédito e Bancos
Cooperativos. As instituições Financeiras Não Bancárias são, por exemplo, Sociedades de Crédito ao Microem-
preendedor, Companhias Hipotecárias, Bancos de Desenvolvimento.
As autoridades do Sistema Financeiro Nacional também podem ser divididas em dois grupos: Autoridades
Monetárias e Autoridades de Apoio.
As autoridades monetárias são as responsáveis por normatizar e executar as operações de produção de moe-
da. São elas o Banco Central do Brasil (Bacen) e o Conselho Monetário Nacional (CMN).
Já as autoridades de apoio são instituições que auxiliam as autoridades monetárias na prática da política
monetária. Um exemplo desse tipo de instituição é o Banco do Brasil. Outro tipo de autoridade de apoio são ins-
tituições que têm poderes de normatização limitada a um setor específico. O exemplo desse tipo de autoridade é
a Comissão de Valores Mobiliários. 217
As instituições financeiras, termo muito usado para definir algumas empresas, são definidas como as pes-
soas jurídicas, públicas ou privadas e que tenham sua função principal ou secundária de guardar, intermediar
ou aplicar os recursos financeiros (tanto dos próprios recursos como recursos de terceiros), que sejam em
moeda de circulação nacional ou de fora do país e também a custódia de valor de propriedade de outras pessoas.
Pessoas físicas que façam atividades paralelas às características acima descritas também são consideradas
instituições financeiras, sendo que essa atividade pode ser de maneira permanente ou não. No entanto, exercer
essa atividade sem a prévia autorização devida do estado pode acarretar ações contra essa pessoa. Essa autorização
deve ser dada pelo Banco Central e, no caso de serem estrangeiras, a partir de um decreto do Presidente da Repú-
blica. Entretanto, em 2020 o presidente editou o Decreto nº 10.029 que delegou ao Bacen o poder de autorizar o
funcionamento de instituições financeiras estrangeiras; todavia, deve-se levar em consideração que se trata de uma
delegação que pode ser avocada a qualquer momento, e trata-se de um decreto, que pode ser, também, revogado.
As decisões tomadas pelo Conselho Monetário Nacional têm total ligação com o estado da economia do país.
Suas mudanças são determinantes para o funcionamento do mercado financeiro. A chamada bolsa de valores
(mercado no qual as mercadorias são ações ou outros títulos financeiros) tem empresas, produtos e ações que
variam de acordo com o que esse sistema faz. Considerando o alto valor de dinheiro investido nesse mercado, a
bolsa de valores é um espelho das grandes proporções com as quais as decisões tomadas por esse sistema podem
afetar a vida de todas as esferas da sociedade.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL


Órgãos normativos Entidades supervisoras Operadores
Instituições financeiras
Conselho Monetário Nacio- Banco Central do Brasil
captadoras de depósitos Bolsa de mercadorias e futuros
nal (CMN) (Bacen)
à vista
Conselho Nacional de Pre-
Superintendência de Se-
vidência Complementar Resseguradores Demais instituições financeiras
guros Privados (Susep)
(CNPC)
Superintendência Nacio-
Conselho Nacional de Se-
nal de Seguro Comple- Bancos de câmbio Bolsa de valores
guros Privados (CNSP)
mentar (Previc)
Comissão de Valores Sociedades de
Sociedades seguradoras
Mobiliários (CVM) capitalização
Intermediários e adminis-
Entidades abertas de previdên-
tradores de recursos de
cia complementar
terceiros
Fundos de pensão

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E A LEGISLAÇÃO

O Brasil, buscando a melhor forma de servir ao seu povo, conforme ordena a Carta Magna, tem por obrigação
criar um sistema que seja capaz de organizar, de forma eficiente, a circulação de dinheiro e suas formas deriva-
das, buscando a segurança e o desenvolvimento do país. Com isso, vem o art. 192 da nossa Constituição Federal:

Art. 192 O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País
e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas
de crédito, será regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital
estrangeiro nas instituições que o integram. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 40, de 2003)

A Lei nº 4595/1964 dispõe sobre o sistema que será operado no Brasil, as autoridades monetárias que serão os
agentes responsáveis por garantir que essas operações aconteçam e que sejam seguras e solidas para os agentes
financeiros e seus clientes. Acompanhe o art. 1º:

Art. 1º O sistema Financeiro Nacional, estruturado e regulado pela presente Lei, será constituído:
I - do Conselho Monetário Nacional;
II - do Banco Central do Brasil
III - do Banco do Brasil S. A.;
IV - do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social;
V - demais instituições financeiras públicas e privadas.

O Sistema Financeiro Nacional é ainda composto pela Comissão de Valores Mobiliários (Lei 6385/1976).

Conselho Monetário Nacional (CMN)

É o órgão normativo máximo no SFN. É ele quem dita as normas que serão seguidas pelas instituições finan-
ceiras. Além disso, o CMN é responsável por formular as políticas da moeda e crédito no país, ou seja, é responsá-
218 vel por coordenar todas as políticas econômicas do país e, principalmente, a política monetária.
Suas reuniões ordinárias, ou seja, comuns, são Compete ao Presidente do Conselho deliberar ad
mensais, e ao final de cada reunião é emitida uma referendum do colegiado, nos casos de urgência e de
resolução da qual é lavrada uma ata, cujo extrato é relevante interesse. Perceba que o Presidente não tem
publicado no Diário Oficial da União (DOU) e no Sis- o famoso “voto de minerva”, ou seja, não possui voto de
tema de Informação do Banco Central (SISBACEN), desempate, pois ele pode tomar decisões sozinho, em
excluindo-se os assuntos confidenciais discutidos na casos de urgência, e depois submeter essa decisão à vota-
reunião. ção na reunião ordinária ou extraordinária do colegiado.
O Banco Central do Brasil é a Secretaria-Execu-
DECRETO Nº 1.307, DE 9 DE NOVEMBRO DE 1994 tiva do CMN e da Comissão Técnica da Moeda e do
Crédito (Comoc). Compete ao Banco Central organi-
Art. 30 As decisões de natureza normativa serão zar e assessorar as sessões deliberativas (preparar,
divulgadas mediante resoluções assinadas pelo assessorar, dar suporte durante as reuniões, elaborar
Presidente do Banco Central do Brasil, veicu- as atas e manter seu arquivo histórico).
ladas pelo Sistema de Informações Banco Central
(SisBacen) e publicadas no Diário Oficial da União. z Objetivos do CMN
Parágrafo único. As decisões de caráter confiden-
cial serão comunicadas somente aos interessados.
Agora, vamos saber o que o CMN faz de fato, qual
[...] sua missão. Para isso, a Lei deu ao CMN objetivos que
Art. 33º [...] são sua missão, o motivo de ele existir. Os objetivos do
§ 1º Após as atas terem sido assinadas por todos os CMN são 9, e as atribuições, que são as armas que o
conselheiros, extratos das atas serão publicados CMN tem para cumprir os objetivos, são 39!
no Diário Oficial da União, excluídos os assun- Você não precisa decorar todos os objetivos e atri-
tos de caráter confidencial. buições do CMN. Basta guardar 4 dos 6 objetivos, pois
são os que mais caem nas provas, e adicionar uma
Resumindo: Tanto as Resoluções quanto os extra- regrinha dos verbos, na qual veremos que tanto os
tos são publicados no DOU e no SISBACEN; entretanto, objetivos quanto as atribuições sempre serão inicia-
se houver algum assunto confidencial, este não será das com verbos de poder, mandar, autoridade.
divulgado a todos publicamente, apenas aos interes- Dos objetivos do CMN, descartamos 2, que são:
sados. Entretanto, a resolução como um todo deve ser Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos
publicada, excluindo-se as partes confidenciais. instrumentos financeiros” e
O CMN é um órgão colegiado, composto por um minis- Estabelecer, para fins da política monetária e
tro, o Presidente do Banco Central e o Secretário Especial cambial, as condições especificas para negociação
de Fazenda do Ministério da Economia, todos indicados de contratos derivativos...
pelo Presidente da República, sendo o Presidente do Bacen
submetido à aprovação do Senado Federal. Esses não são cobrados com frequência em provas,
até por não terem contexto ou conexão com assuntos
dos editais. Sendo assim, ficamos com 4 objetivos e as
Ministro da Economia
(Presidente do Conselho) atribuições. Mais à frente, faremos relações entre as
atribuições e os objetivos do CMN, o que nos ajudará
bastante a lembrar deles na hora da prova.
CMN Vejamos a seguir a sequência dos objetivos do CMN:

Secretário Especial de
Presidente do Banco Central Orientar
Fazenda do Ministério da
do Brasil
Economia

Propiciar
Importante: Em fevereiro de 2021, foi publicada a
Objetivos do CMN

Lei Complementar 179, que estabelece mandatos de qua-


tro anos para presidentes e diretores do Banco Central. Zelar
Estes mandatos são renováveis por mais quatro, para o
presidente do Banco Central e os demais diretores. Coordenar
Além disso o Presidente do Bacen e os demais dire-
tores serão, durante o período do mandato, fixos e
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

estáveis, só podendo ser demitidos por processo admi- Estabelecer


nistrativo disciplinar.
É interessante saber também que, segundo o
Estabelecer
Decreto nº 1.307, de 9 de novembro de 1994:

Art. 8º O presidente do CMN poderá convidar Você percebeu algo estranho naquele que está des-
para participar das reuniões do conselho sem tacado? Ele não é um verbo de mandar, mas sim de
direito a voto outros Ministros de Estado, assim fazer, de “colocar a mão na massa”. Essa é a única
como representantes de entidades públicas ou exceção do CMN a regra dos verbos, então, atente-se
privadas. ao verbo zelar, pois ele cai muito em provas, por se
Art. 16 [...] tratar de uma exceção.
§ 1º Poderão assistir às reuniões do CMN: Agora que vimos os verbos vinculados aos objeti-
a) assessores credenciados individualmente pelos vos do CMN, você percebeu que esses verbos indicam
conselheiros; poder, mandar, autoridade. Logo, fica fácil memori-
b) convidados do presidente do conselho. zar as competências o CMN, pois elas sempre serão
§ 2º Somente aos conselheiros é dado o direito de iniciadas por um verbo que indica mandar. Então,
voto. vejamos na íntegra os objetivos: 219
„ Orientar a aplicação dos recursos das institui- O centro da meta é o que CMN entende que seria
ções financeiras públicas ou privadas, de forma a meta ideal para o cenário econômico do país. Entre-
a garantir condições favoráveis ao desenvolvi- tanto, engessar um número no mercado financeiro
mento equilibrado da economia nacional. não é bom, principalmente um índice que avalia os
preços do mercado; então, o CMN admite uma peque-
É muito importante que o CMN oriente a forma na variação para mais ou para menos. Caso o índice
como as instituições irão investir seus recursos, pois de inflação, IPCA, inflação oficial, esteja dentro des-
sa margem de variação (ou margem de tolerância),
más decisões no mercado financeiro custam mui-
entende-se que o Banco Central cumpriu a meta de
to dinheiro e até a falência de várias instituições. É
inflação estabelecida pelo CMN. O CMN diminuiu, a
importante destacar que ele orienta todas as institui-
partir de 2017, a margem de tolerância de 2% para
ções financeiras, incluindo as públicas.
1,5%, estabelecendo um novo teto e um novo piso.
Por causa dos objetivos, o CMN recebeu da Lei
„ Zelar pela liquidez e solvência das instituições 4595/64 várias atribuições, ou seja, as armas que ele
financeiras. tem para poder cumprir seus objetivos, das quais desta-
camos algumas que mais frequentes em prova. Podemos
Esse objetivo cai com muita frequência nas provas, conectá-las aos objetivos para nos ajudar a memorizar
pois se trata de uma exceção à regra dos verbos de mais, sem ter de utilizar apenas a regra dos verbos. Veja
mandar. Ele faz com que o CMN sempre tenha como a seguir os principais verbos ligados às atribuições:
preocupação buscar que as instituições financeiras
tenham recursos disponíveis em seu caixa, mantendo- Fixar diretrizes
-se líquidas e honrando seus compromissos para com
Disciplinar
seus credores, mantendo-se solventes.
Estabelecer limites
„ Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e
Determinar
dos instrumentos financeiros, de forma a tor-
nar mais eficiente o sistema de pagamentos e Regulamentar

Atribuições
Principais
mobilização de recursos;
Outorgar
„ Estabelecer, para fins da política monetária
e cambial, as condições específicas para nego- Estabelecer
ciação de contratos derivativos, estabelecendo
limites compulsórios, definindo as próprias Regular
características dos contratos existentes e crian- Expedir normas
do novos;
„ Coordenar as políticas monetária, creditícia, Disciplinar
orçamentária, fiscal e da dívida pública interna Delimitar
e externa.
OBJETIVOS ATRIBUIÇÕES CORRESPONDENTES
É importante destacar que o CMN sempre será
o responsável por formular essas políticas. Como Delimitar, com periodicidade não in-
Zelar pela
vimos, o CMN não costuma fazer coisas, mas apenas ferior a dois anos, o capital mínimo
liquidez e
mandar; então, quando o CMN formula políticas, ele das instituições financeiras privadas,
solvência das
as envia ao Bacen, que as executa. levando em conta sua natureza, bem
instituições
como a localização de suas sedes e
financeiras
„ Estabelecer a meta de inflação. agências ou filiais
Orientar a
Esse é um dos mais importantes objetivos do CMN, aplicação dos
que aparece com frequência nas provas. O CMN pas- recursos das
sa a ser o responsável por estabelecer um parâmetro instituições
para metas de inflação no Brasil. Ele, com base em financeiras
estudos e avaliações da economia, estabelece uma públicas ou
meta para a inflação oficial, que deverá ser cumpri- privadas, de Regular a constituição, o funcionamen-
da pelo Bacen dentro do ano indicado. Hoje, no Brasil, forma a garan- to e a fiscalização de todas as institui-
temos uma meta de inflação que é dividida da seguin- tir condições ções financeiras que operam no país
te forma até dezembro de 2021: favoráveis
ao desen-
volvimento
Teto de 5,25% a.a
equilibrado
da economia
Parâmetros da Meta de

Margem de tolerância nacional


de 1,5% para mais
Inflação 2021

Coordenar
as políticas
Centro de 3,75% a.a � Disciplinar o crédito e suas moda-
monetária,
lidades e as formas das operações
creditícia,
creditícias
Margem de tolerância de orçamentária,
� Estabelecer limites para a remunera-
1,5% para menos fiscal e da
ção das operações e serviços bancá-
dívida públi-
rios ou financeiros
ca interna e
Piso de 2,25% a.a
220 externa
Existem algumas atribuições do CMN que não I - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no
fizemos conexões, pois são bastante independentes. dia 1º de março do primeiro ano de mandato do
Entretanto, não deixaremos de comentá-las, pois Presidente da República;
caem bastante em provas, logo, merecem nossa aten- II - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início no
ção. São elas: dia 1º de janeiro do segundo ano de mandato do
Presidente da República;
z Expedir normas gerais de estatística e contabilida- III – O Presidente do Banco Central e 2 (dois) Direto-
de a serem apreciadas pelas instituições financei- res terão mandatos com início no dia 1º de janeiro
ras. Atente-se a esta atribuição, que costuma cair do terceiro ano de mandato do Presidente da Repú-
em questões mais elaboradas; blica; e
z Disciplinar as atividades das bolsas de valores IV - 2 (dois) Diretores terão mandatos com início
(define o que é uma bolsa de valores e o que elas no dia 1º de janeiro do quarto ano de mandato do
Presidente da República.
fazem);
z Fixar as diretrizes e normas da política cam-
bial, inclusive quanto a compra e venda de ouro Será admitida uma recondução para o Presiden-
e quaisquer operações em Direitos Especiais de te e para os Diretores do Banco Central do Brasil que
Saque e em moeda estrangeiras; houverem sido nomeados na forma da LC179/2021.
z Outorgar ao Banco Central da República do Bra- Além disso, no exercício dos mandatos, o presiden-
sil o monopólio das operações de câmbio quando te e os demais diretores do Bacen são fixos e estáveis.
ocorrer grave desequilíbrio no balanço de paga- Isso significa que, uma vez investidos nos cargos de
mentos ou houver sérias razões para prever a imi- diretos, eles só podem ser demitidos nas seguintes
nência de tal situação; hipóteses:
z Baixar normas que regulem as operações de câm-
bio, inclusive swaps, fixando limites, taxas, prazos Art. 5º [...]
I - a pedido;
e outras condições.
II - no caso de acometimento de enfermidade que
Atenção: Nas provas das bancas mais exigentes, incapacite o titular para o exercício do cargo;
é comum aparecer o CMN contextualizado com Con- III - quando sofrerem condenação, mediante deci-
são transitada em julgado ou proferida por órgão
gresso Nacional, Senado Federal e Câmara dos Depu-
colegiado, pela prática de ato de improbidade
tados. Então, temos uma regra básica que vai te ajudar
administrativa ou de crime cuja pena acarrete, ain-
em qualquer competência do CMN que possa ser per-
da que temporariamente, a proibição de acesso a
guntada e contextualizada com o Poder Legislativo. cargos públicos;
IV - quando apresentarem comprovado e recorren-
Dica te desempenho insuficiente para o alcance dos obje-
O CMN só se relaciona com o Senado Federal, ou tivos do Banco Central do Brasil.
seja, Câmara dos Deputados, nunca!
Segundo o § 1º do art. 5º da LC, na hipótese acima,
Exceto dois casos em que aparece o Congresso compete ao Conselho Monetário Nacional submeter ao
Nacional na Lei 4595/64: Presidente da República a proposta de exoneração, cujo
aperfeiçoamento ficará condicionado à prévia aprova-
Art. 4º [...] ção, por maioria absoluta, do Senado Federal.
XVI - Enviar obrigatoriamente ao Congresso Nacio- O Bacen é a autarquia executiva central do SFN,
nal, até o último dia do mês subsequente, relatório além de Supervisora, com a missão primária de garan-
e mapas demonstrativos da aplicação dos recolhi- tir a estabilidade do poder de compra da moeda
mentos compulsórios (vetado); nacional, e secundárias de zelar pela estabilidade e
[...] eficiência do SFN, suavizar as flutuações do nível de
§ 6º O Conselho Monetário Nacional encaminhará atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
ao Congresso Nacional, até 31 de março de cada Realiza duas reuniões ordinárias semanalmente,
ano, relatório da evolução da situação monetária e
nas quais são lavradas circulares e as atividades de
creditícia do País no ano anterior, no qual descreve-
sua competência privativa; também podem ser emi-
rá, minudentemente as providências adotadas para
tidas resoluções. Sua sede fica em Brasília, e tem
cumprimento dos objetivos estabelecidos nesta
outras 9 representações nas capitais dos estados do
lei, justificando destacadamente os montantes das
Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

emissões de papel-moeda que tenham sido feitas


para atendimento das atividades produtivas. Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará.
O Bacen tem ainda 4 objetivos:
Banco Central Do Brasil (Bacen)
z Zelar pela adequada liquidez da economia;
O Bacen é uma autarquia colegiada independente z Zelar pela estabilidade e promover o permanente
composta por nove diretorias, incluindo a presidên- aperfeiçoamento do sistema financeiro;
cia. Todos indicados pelo Presidente da República z Manter as reservas internacionais em nível adequado;
com aprovação do Senado Federal, sem vinculação z Estimular a formação de poupança.
a nenhum ministério.
Deverão ser nomeados o Presidente e 8 Diretores Cuidado! Lembre-se que existe um zelar que é
do Banco Central do Brasil, cujos mandatos atende- competência do CMN: Zelar pela liquidez e solvência
rão à seguinte escala, dispensando-se nova aprovação das instituições financeiras. Então, caso apareça um
pelo Senado Federal para os indicados que, na oca- verbo zelar e não for associado ao texto acima, auto-
sião, já estejam no exercício do cargo. Acompanhe os maticamente, será competência do Bacen.
incisos do § 2º do art. 4º da Lei Complementar nº 179, Dentre as várias competências do Bacen, vale
de 24 de fevereiro de 2021: ressaltar: 221
z Emitir papel-moeda e moeda metálica; Não se esqueça de que os verbos relacionados
z Executar os serviços do meio circulante; ao CMN são sempre verbos de autoridade. São ver-
z Determinar a taxa de recolhimento compulsó- bos como: regular, autorizar, estabelecer, coordenar,
rio até 100% dos depósitos à vista e 60% títulos fixar normas, disciplinar, orientar etc.
contábeis das instituições financeiras; Já os verbos empregados ao Bacen são verbos de
z Receber recolhimentos compulsórios e voluntá- ação, ou seja, verbos que indicam “botar as mãos na
rios das instituições financeiras e bancárias; massa” ou apenas supervisionar. São exemplos: execu-
tar, exercer, realizar, controlar, fiscalizar, aplicar etc.
z Realizar e regulamentar operações de redescon-
Entretanto, atente-se, pois o Bacen tem 6 exceções
to e empréstimo às instituições financeiras;
a essa regra. São: 3 regular, 1 estabelecer, 1 autori-
z Regular a execução dos serviços de compensação zar e 1 determinar.
de cheques e outros papéis;
z Regulamentar e efetuar operações de compra e z Regular a compensação de cheques e outros papéis;
venda de títulos públicos federais; z Regular o mercado de câmbio e suas operações e
z Exercer o controle do crédito sobre todas as suas flutuações;
formas; z Regular a concorrência entre as instituições financeiras;
z Exercer a fiscalização das instituições financeiras; z Estabelecer as condições para o exercício de
z Autorizar o funcionamento das instituições finan- cargos de administração/direção das instituições
ceiras no país; financeiras privadas;
z Estabelecer as condições para o exercício de quais- z Autorizar o funcionamento de instituições finan-
quer cargos de administração/direção nas institui- ceiras no país;
ções financeiras privadas; z Determinar a taxa do recolhimento compulsório.
z Vigiar a interferência de outras empresas nos
mercados financeiros e de capitais; O Bacen recebe vários apelidos, devido às várias
z Controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país. atividades que realiza. São eles:

Atenção! Autorizar o funcionamento de Institui- � Banco dos Bancos: Quando recebe os depósitos
compulsórios e voluntários das instituições finan-
ções Financeiras Estrangeiras no País, só por Decreto
ceiras, e estes voluntários, apenas oriundos dos
do Poder Executivo.
depósitos à vista;
Lei 4595/1964 z Banqueiro do Governo: Quando centraliza o cai-
xa do governo e administra as reservas internacio-
Art. 18 As instituições financeiras somente pode- nais, bem como as reservas em ouro do Brasil;
rão funcionar no País mediante prévia autorização z Banco Emissor: Quando emite o papel moeda
do Banco Central da República do Brasil ou decreto autorizado pelo CMN e fabricado pela Casa da
do Poder Executivo, quando forem estrangeiras. Moeda do Brasil;
z Emprestador de última Instância: Quando reali-
Conforme dito anteriormente, entretanto, em 2020 za o empréstimo de liquidez, ou redesconto, às ins-
tituições financeiras. Vale lembrar mais uma vez
o presidente editou o Decreto nº 10.029 que delegou
que o Bacen é proibido pela Constituição Federal
ao Bacen o poder de autorizar o funcionamento de
de emprestar dinheiro a qualquer entidade que
instituições financeiras estrangeiras. Reiteramos que
não seja uma instituição financeira.
deve ser levado em consideração que se trata de uma
delegação que pode ser avocada a qualquer momento,
Apenas para relembrar, esse empréstimo, que nós
e de um decreto que pode ser, também, revogado. já conhecemos pelo nome de redesconto do Banco
Não se esqueça de que o Bacen regulamenta o Central e que já explicamos no início da matéria, tem
câmbio (inciso XV do art. 10 da Lei 4595/64), a com- as seguintes modalidades, como vimos antes:
pensação de cheques e outros papéis e a concorrên-
cia entre as instituições financeiras. Acompanhe o § 2º z Intradia, destinado a atender necessidades de li-
do art. 18 da mesma lei: quidez de instituição financeira, ao longo do dia. É
o chamado redesconto a juros zero;
§ 2º O Banco Central da República do Brasil, no
z De um dia útil, destinado a satisfazer necessida-
exercício da fiscalização que lhe compete, regula-
des de liquidez decorrentes de descasamento de
rá as condições de concorrência entre instituições
curtíssimo prazo no fluxo de caixa de instituição
financeiras, coibindo-lhes os abusos com a aplica-
financeira;
ção da pena nos termos desta lei.
z De até quinze dias úteis, podendo ser recontrata-
do desde que o prazo total não ultrapasse quarenta
O CMN orienta a aplicação dos recursos das e cinco dias úteis, destinado a satisfazer necessi-
instituições financeiras. Também regulamenta a dades de liquidez provocadas pelo descasamento
constituição, o funcionamento e a fiscalização das de curto prazo no fluxo de caixa de instituição
instituições financeiras que operam no país. financeira e que não caracterizem desequilíbrio
O Bacen autoriza o funcionamento das institui- estrutural;
ções financeiras e também estabelece as condições z De até noventa dias corridos, podendo ser recon-
para exercer quaisquer cargos de direção nas insti- tratado desde que o prazo total não ultrapasse cen-
tuições financeiras privadas. to e oitenta dias corridos, destinado a viabilizar o
ajuste patrimonial de instituição financeira com
Dica desequilíbrio estrutural.

Zelar pela liquidez e solvência das instituições Entende-se por operação intradia a compra com
financeiras é do CMN. compromisso de revenda em que a compra e a corres-
222 Zelar pelo resto que aparecer é com o Bacen! pondente revenda ocorrem no próprio dia.
FORMAS DE REDESCONTO Vale ressaltar que existe também uma taxa Selic cha-
mada Selic Over, que é a taxa SELIC de um dia especí-
O Bacen só aceita redescontar Títulos Públi- fico, pois o que é traçado pelo Copom é uma meta, mas
Intradia cos Federais
o que acontece diariamente chama-se Selic Over; isso
(Juros Zero)
ocorre porque, como qualquer outro papel que vale
O Bacen só aceita redescontar Títulos Públi- dinheiro, os títulos públicos variam de preço todo dia.
1 dia útil cos Federais Até dezembro de 2017, o Copom podia divulgar
(Há cobrança de juros pelo Bacen)
essa Meta da Taxa Selic com um viés, ou seja, com uma
Qualquer título serve para ser redescontado, tendência de alta ou de baixa. Esse artifício era utili-
Até 15 dias desde que o Bacen entenda que é um título zado para casos extremos de variação econômica nos
úteis seguro e com garantia quais o Presidente do Copom poderia elevar ou abai-
(Há cobrança de juros pelo Bacen)
xar a taxa Selic sem, necessariamente, convocar uma
Qualquer título serve para ser redescontado, reunião extraordinária do colegiado do comitê. Entre-
Até 90 dias desde que o Bacen entende que é um título tanto, em 19 de dezembro de 2017, através da Circular
corridos seguro e com garantia 3868, o Bacen não mais autorizou ao Copom divulgar
(Há cobrança de juros pelo Bacen) Taxa Selic com vieses de alta ou de baixa, para evitar
quaisquer tipos de especulações no mercado.
Comitê de Política Monetária (Copom) As reuniões ordinárias do Copom ocorrem apro-
ximadamente de 45 em 45 dias e dividem-se em dois
Instituído em 20 de junho de 1996, tem como objetivo dias/sessões: geralmente, a primeira sessão às terças-
estabelecer as diretrizes da política monetária e definir -feiras e a segunda, às quartas-feiras.
a taxa de juros básica que será seguida pelos bancos.
O número de reuniões ordinárias foi reduzido para
O Copom é composto pelos membros da Diretoria
oito ao ano a partir de 2006, sendo o calendário anual
Colegiada do Banco Central do Brasil: o presiden-
divulgado até o fim de junho do ano anterior, admitidas
te, que tem o voto de qualidade; e os diretores de
modificações até o último dia do ano da divulgação.
Administração, Assuntos Internacionais e de Gestão
No primeiro dia das reuniões, os chefes de depar-
de Riscos Corporativos, Fiscalização, Organização do
Sistema Financeiro e Controle de Operações do Cré- tamento apresentam uma análise da conjuntura
dito Rural, Política Econômica, Política Monetária, doméstica abrangendo inflação, nível de atividade,
Regulação do Sistema Financeiro, e Relacionamento evolução dos agregados monetários, finanças públi-
Institucional e Cidadania. cas, balanço de pagamentos, economia internacional,
Também participam do primeiro dia da reunião os mercado de câmbio, reservas internacionais, mercado
chefes dos seguintes departamentos do Banco Central: monetário, operações de mercado aberto, avaliação
Departamento de Operações Bancárias e de Sistema prospectiva das tendências da inflação e expectati-
de Pagamentos (Deban), Departamento de Operações vas gerais para variáveis macroeconômicas.
do Mercado Aberto (Demab), Departamento Econô- No segundo dia da reunião, do qual participam
mico (Depec), Departamento de Estudos e Pesquisas apenas os membros do Comitê e o chefe do Depep,
(Depep), Departamento das Reservas Internacionais sem direito a voto, os diretores de Política Monetária
(Depin), Departamento de Assuntos Internacionais e de Política Econômica, após análise das projeções
(Derin) e Departamento de Relacionamento com In- atualizadas para a inflação, apresentam alterna-
vestidores e Estudos Especiais (Gerin). tivas para a taxa de juros de curto prazo e fazem
A primeira sessão dos trabalhos conta ainda com a recomendações acerca da política monetária. Em
presença do chefe de gabinete do presidente, do asses- seguida, os demais membros do Copom fazem suas
sor de imprensa e de outros servidores do Banco Cen- ponderações e apresentam eventuais propostas alter-
tral, quando autorizados pelo presidente. nativas. Ao final, procede-se à votação das propostas,
Destaca-se a adoção, pelo Decreto 3.088, em 21 buscando-se, sempre que possível, o consenso. A deci-
de junho de 1999, da sistemática de metas para a são final – a meta para a Taxa Selic e o viés, se houver
inflação como diretriz de política monetária. Des- – é imediatamente divulgada à imprensa ao mesmo
de então, as decisões do Copom passaram a ter como tempo em que é expedido Comunicado através do Sis-
objetivo cumprir as metas para a inflação definidas tema de Informações do Banco Central (SisBacen).
pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o mes- As atas em português das reuniões do Copom são
mo Decreto, se as metas não forem atingidas, cabe divulgadas às 8h30 da quinta-feira da semana posterior
ao presidente do Banco Central divulgar, em Carta a cada reunião, dentro do prazo regulamentar de até
Aberta ao Ministro da Economia, os motivos do des- quatro dias úteis após o fim da segunda sessão, sen-
cumprimento, bem como as providências e prazo para
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

do publicadas na página do Banco Central na internet1


o retorno da taxa de inflação aos limites estabelecidos. e para a imprensa a partir das 18h30 do dia da segunda
Formalmente, os objetivos do Copom são: sessão. Em inglês, deverão ser publicadas no 7º dia útil.
Ao final de cada trimestre civil, o Copom divulga,
z Implementar a política monetária;
através do Bacen, o documento Relatório de Infla-
z Analisar o Relatório de Inflação divulgado pelo
Banco Central ao final de cada trimestre civil; ção2, que analisa detalhadamente a conjuntura eco-
z Definir a meta para a Taxa Selic, ficando viés nômica e financeira do País, bem como apresenta suas
extinto (Circular 3868/17). projeções para a taxa de inflação. Dentro das políti-
cas monetárias, o CMN e o Bacen, buscando facilitar
A taxa de juros fixada na reunião do Copom é a Meta a confecção desse relatório de inflação, criaram os
para a Taxa Selic (taxa média dos financiamentos diá- aglomerados monetários, e dentro deles, os meios de
rios, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema pagamento, que são a forma como o dinheiro está pre-
Especial de Liquidação e Custódia – Selic), a qual vigora sente na economia, quer em dinheiro “vivinho” ou em
por todo o período entre reuniões ordinárias do Comitê. “papel que vale dinheiro”.
1  Disponível em: https://www.bcb.gov.br/publicacoes/atascopom
2  Disponível em: https://www.bcb.gov.br/publicacoes/ri 223
Comissão De Valores Mobiliários (CVM) Atenção: Estimular a formação de poupança tarefa é
do Bacen, mas estimular a formação de poupança para
z Lei 6.385/1976 e alterações posteriores aplicação em valores mobiliários compete à CVM.
Também é tarefa da CVM promover a expansão e
Apenas em 1976, portanto, 12 anos após a criação
o funcionamento eficiente e regular do mercado de
do SFN, foi criada a CVM, uma autarquia, em regime
ações e estimular as aplicações permanentes em ações
especial, vinculada ao Ministério da Economia, cole-
do capital social das companhias abertas.
giada, independente.
É atribuição da CVM fiscalizar os seguintes valo-
Ela é composta por 5 Diretores, incluindo o pre-
res mobiliários:
sidente, todos indicados pelo Presidente da Repú-
blica e aprovados pelo Senado Federal. Todos têm
mandato fixo e estabilidade; atente-se ao fato de que z Ações (e suas distribuições públicas);
mandato é de 5 anos, proibida a recondução, ou seja, z Debêntures e suas cédulas (e suas distribuições
a “reeleição”, e a cada ano a comissão se renova em públicas);
um quinto, ou seja, sai um dos 5 e entra um novo. z Bônus de subscrição (e suas distribuições públicas)
z Cotas de Fundos de Investimentos;
Dica z Notas promissórias comerciais – commercial pa-
pers (e suas distribuições públicas);
Lembre-se de que a CVM adora o número 5! Qual- z Fundos de investimento;
quer coisa diferente de 5 está errada: z Derivativos, Contratos Futuros e de Opções (Deri-
� 5 diretores; vativos são contratos que derivam a maior parte
� Mandato de 5 anos; de seu valor de um ativo subjacente, taxa de refe-
� Renovados a cada ano e 1/5. rência ou índice).

Suas reuniões ordinárias são semanais, das quais É atribuição da CVM fiscalizar os seguintes merca-
são emitidas Instruções Normativas de vinculação dos de valores mobiliários:
Nacional. A comissão é responsável por regulamen-
tar, desenvolver, controlar e fiscalizar o Mercado de
z Mercado de balcão;
Valores Mobiliários do país. A CVM sempre vai ter
z Bolsas de valores.
suas atribuições ligadas aos termos “Valores Mobiliá-
rios” ou “Mercado de Capitais”.
Acompanhe o art. 3º da Lei 6.385/1976: Cabe ao CMN disciplinar as atividades das Bolsas
de Valores. Também compete ao CMN estabelecer,
Art. 3º Compete ao Conselho Monetário Nacional: para fins da política monetária e cambial, condições
I - definir a política a ser observada na organiza- específicas para negociação de contratos de derivati-
ção e no funcionamento do mercado de valores vos, independentemente da natureza do investidor.
mobiliários; Não são títulos de responsabilidade da CVM:
II - regular a utilização do crédito nesse mercado;
III - fixar, a orientação geral a ser observada pela z Títulos Públicos (Federais, Estaduais e Municipais);
Comissão de Valores Mobiliários no exercício de
z Títulos Cambiais.
suas atribuições;
IV - definir as atividades da Comissão de Valores
Mobiliários que devem ser exercidas em coordena- Estes são competência do Banco Central. Compete
ção com o Banco Central do Brasil. ao Bacen fiscalizar o Mercado de Capitais quando de
V - aprovar o quadro e o regulamento de pessoal da títulos de valores mobiliários não contemplados pela
Comissão de Valores Mobiliários Lei 6.385/76. Logo, o BACEN fiscaliza tudo o que a CVM
VI - estabelecer, para fins da política monetária não fiscalizar no Mercado de Capitais.
e cambial, condições específicas para negociação
de contratos derivativos, independentemente da
natureza do investidor (Incluído pela Lei nº 12.543,
de 2011)
§ 1o  Ressalvado o disposto nesta Lei, a fiscaliza- INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
ção do mercado financeiro e de capitais con-
tinuará a ser exercida, nos termos da legislação SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL: ESTRUTURA
em vigor, pelo Banco Central do Brasil. (Incluído DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL; ÓRGÃOS
pela Lei nº 12.543, de 2011) NORMATIVOS E INSTITUIÇÕES SUPERVISORAS,
EXECUTORAS E OPERADORAS
Ou seja, tudo que não for dado como responsabi-
lidade da CVM, será do Bacen. Assim, a CVM e o CMN
Ótimo, agora sabemos tudo sobre quem normatiza
exercem as funções de:
e quem fiscaliza as instituições financeiras, mas quem
„ Assegurar o funcionamento eficiente e regular são de fato estas instituições financeiras?
dos mercados de bolsa e de balcão;
„ Proteger os titulares de valores mobiliários; Lei 4.595/1964
„ Evitar ou coibir modalidades de fraude ou
manipulação no mercado; Art. 17 Consideram-se instituições financeiras,
„ Assegurar o acesso do público a informações para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas
sobre valores mobiliários negociados e sobre as jurídicas públicas ou privadas, que tenham
companhias que os tenham emitido; como atividade principal ou acessória a cole-
„ Assegurar a observância de práticas comerciais ta, intermediação ou aplicação de recursos
equitativas no mercado de valores mobiliários; financeiros próprios ou de terceiros, em moeda
„ Estimular a formação de poupança e sua apli- nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de
224 cação em valores mobiliários. propriedade de terceiros.
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei e da legis- O resultado desta equação chama-se spread. Este
lação em vigor, equiparam-se às instituições termo nada mais é do que a diferença entre a receita
financeiras as pessoas físicas que exerçam das taxas de juros que o banco recebe, e as despesas
qualquer das atividades referidas neste arti- que o banco tem para captar os recursos que serão
go, de forma permanente ou eventual. emprestados.
Art. 18 As instituições  financeiras  somente
poderão funcionar  no País  mediante  prévia
autorização do Banco Central da República do
Juro pago ao Juro pago pelo
Brasil ou decreto do Poder Executivo, quando banco por seus banco a seus
SPREAD
BANCÁRIO
forem estrangeiras. devedores credores

Basicamente, uma instituição financeira tem como


objetivo a intermediação dos recursos de clientes que
tem dinheiro sobrando (agentes superavitários), para
os clientes que precisam de dinheiro (agentes defi- Importante!
citários). Ou seja, pega-se de quem tem sobrando e Este spread não pode ser confundido com lucro
empresta-se à quem está precisando. do banco, pois se considerarmos que o spread é
Entretanto, quando a instituição busca captar di- o lucro, estamos afirmando que a única despesa
nheiro, ela oferece aos clientes uma recompensa pa- que o banco possui é o custo de captação, o que
ra que eles aceitem assumir os riscos de emprestar não é verdade!
dinheiro, essa recompensa nós chamamos de remu- O spread bancário funciona como um lucro bru-
neração por aplicação, e esta operação, para a institui-
to, do qual ainda serão deduzidas as despesas
ção, é uma operação passiva.
administrativas, as provisões de devedores duvi-
Já quando o cliente necessita de dinheiro, a insti-
dosos (inadimplência) e despesas gerais, fican-
tuição financeira busca emprestar o dinheiro capta-
do o que sobrar depois destas deduções o real
do, mas cobra do cliente uma taxa de juros, que nada
mais é do que o preço do dinheiro emprestado, mais o
lucro do banco.
seu lucro. Esta operação, para a instituição financeira,
é chamada ativa. Taxa de Juros do Mercado x Taxa Selic
Estas atividades realizadas pelas Instituições Finan-
ceiras levam ao desenvolvimento dos produtos finan- A taxa de juros chamada Selic, que é a taxa que
ceiros ou bancários, que estudaremos mais à frente. remunera os títulos públicos e que falaremos bastante
ainda no decorrer da matéria, serve como balizadora
FORMAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS das taxas de juros cobradas pelos bancos, ou seja, se a
taxa de juros Selic subir, as taxas de juros dos bancos
Muitas pessoas se perguntam: como um banco sobem também, e vice-versa.
determina uma taxa de juros? Tem-se, portanto, a formação das taxas de juros,
Para estabelecer uma taxa de juros, os bancos onde os bancos levam em consideração:
seguem o mesmo raciocínio de um vendedor de qual-
quer produto ou serviço. Para estabelecer esta taxa z Custos administrativos (salários, inadimplência,
o banco busca saber a quantidade de demanda pelo indenizações etc;
produto financeiro, bem como os custos para vendê-lo z Custo da captação (pago aos poupadores);
e a sua margem de lucro. z Tendência da taxa Selic (determinada pelo governo).
Para se construir esta taxa os bancos levam em
consideração: Desta forma, temos a taxa de juros de uma institui-
ção financeira, que será cobrada em muitas operações
z Custo da captação do dinheiro (valor que irá ser de crédito.
pago ao cliente que deposita os recursos no banco); Mais à frente entenderemos como o governo deter-
z Custos administrativos do banco como: salários, mina esta taxa Selic e como ela influencia de forma
impostos, água, luz, telefone, despesas judiciais etc; abrangente a formação das taxas de juros.
z Custos com recolhimento compulsório, pois os
valores que ficam retidos no banco central, mes- PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OFICIAIS
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

mo sendo remunerados, não tem o mesmo ganho FEDERAIS


que teriam se estivessem sendo emprestados aos
clientes; Caixas Econômicas
z Inadimplência do produto, uma vez que quanto
maior for a inadimplência, maior será o risco de A Caixa Econômica Federal, criada em 1.861, está
prejuízo, e este prejuízo é repassado aos clientes regulada pelo Decreto-Lei 759, de 12 de agosto de
com aumentos de taxas e tarifas; 1969, como empresa pública vinculada ao Ministé-
z Margem de lucro desejada. rio da Economia. Trata-se de instituição assemelha-
da aos bancos comerciais, podendo capta depósitos
Quando os bancos avaliam as taxas de juros cobra- à vista, realizar operações ativas e efetuar prestação
das, levam em consideração uma equação matemáti- de serviços. Uma característica distintiva da Caixa é
ca simples: Receita de Crédito – Custo da Captação. que ela prioriza a concessão de empréstimos e finan-
Esta equação mostra o lucro bruto da liberação dos ciamentos a programas e projetos nas áreas de assis-
créditos, uma vez que apenas deduziu o custo da cap- tência social, saúde, educação, trabalho, transportes
tação, e como vimos ali em cima, este não é o único urbanos e esporte. Pode operar com crédito dire-
custo que o banco possui. to ao consumidor, financiando bens de consumo 225
duráveis, emprestar sob garantia de penhor indus- em empresas nacionais através da subscrição de ações
trial e caução de títulos, bem como tem o monopólio e debêntures conversíveis. O BNDES considera ser de
do empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob con- fundamental importância, na execução de sua política
signação e tem o monopólio da venda de bilhetes de de apoio, a observância de princípios ético-ambientais
loteria federal. Além de centralizar o recolhimento e assume o compromisso com os princípios do desen-
e posterior aplicação de todos os recursos oriundos do volvimento sustentável. As linhas de apoio financeiro
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), inte- e os programas do BNDES atendem às necessidades
gra o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo de investimentos das empresas de qualquer porte
(SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). e setor, estabelecidas no país. A parceria com ins-
tituições financeiras, com agências estabelecidas em
todo o país, permite a disseminação do crédito, pos-
Banco do Brasil S/A
sibilitando um maior acesso aos recursos do BNDES.
O BB é uma S/A, Múltipla, Pública, de capital
Operações Passivas de uma Instituição Financeira
aberto, onde o Governo Federal é o acionista majori-
tário, portanto é uma Sociedade de Economia Mista,
z Depósitos à vista ou depósitos em conta corren-
onde existe capital público e privado, juntos. te ou depósitos a Custo Zero:
É o principal executor da política oficial de cré-
dito rural. São a captação de recursos junto ao público em
Tem algumas funções atípicas, pois ainda é um geral, pessoas físicas e jurídicas. Os depósitos à vis-
grande parceiro do Governo Federal, são elas: ta têm como características não são remunerados
e permanecem no banco por prazo indeterminado,
z Executar e administrar os serviços da câmara de sendo livres as suas movimentações.
compensação de cheques e outros papéis; Para o banco, geram fundos (funding) para lastrear
z Efetuar os pagamentos e suprimentos necessários operações de créditos de curto prazo, porém, uma
à execução do Orçamento Geral da União; parte deve ser recolhida ao BACEN, como depósito
z Aquisição e financiamento dos estoques de produ- compulsório, servindo portando como instrumento
ção exportável; de política monetária. Outra parte destina-se ao cré-
z Agenciamento dos pagamentos e recebimentos dito contingenciado, conforme parâmetros definidos
fora do País; pelo CMN, e o restante são os recursos livres para
z Operador dos fundos setoriais, como Pesca e aplicações, pelo banco.
Reflorestamento; A movimentação das contas correntes, cujos recur-
z Captação de depósitos de poupança, com direcio- sos são de livre movimentação pelos seus titulares,
namento para o crédito rural, e operacionalização são movimentadas por meio de depósitos, cheques,
do FCO – Fundo Constitucional do Centro-Oeste; ordens de pagamento, documentos de créditos (DOC),
transferências eletrônicas disponíveis (TED) e outros.
z Execução dos preços mínimos dos produtos
A abertura e movimentação de contas correntes
agropastoris;
são normatizadas pelo CMN, por meio das Resoluções
z Execução dos serviços da dívida pública consolidada;
n. 2025 e 2.747 e dispositivos complementares.
z Realizar, por conta própria, operações de compra De regra todo depósito é feito no Caixa do Banco,
e venda de moeda estrangeira e, por conta do que recebe o dinheiro e autentica a ficha de depósito,
BACEN, nas condições estabelecidas pelo CMN; que vale como prova de que foi feito o depósito e que
z Arrecadação dos tributos e rendas federais, a o cliente entregou tal dinheiro ao Banco.
critério do Tesouro Nacional; As fichas de depósitos devem ser preenchidas pelo
z Executor dos serviços bancários para o Gover- cliente ou por funcionário do Banco, constando, espe-
no Federal, e suas autarquias, bem como de todo cificamente, os valores em cheque e em dinheiro, sen-
os Ministérios e órgãos acessórios. do que uma das vias da ficha será entregue ao cliente
e a outra será o documento contábil do caixa.
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento O depósito tanto pode ser feito em dinheiro cor-
Econômico e Social rente, como em cheques, que serão resgatados pelo
Banco depositário junto ao serviço de compensação
Criado em 1952 como autarquia federal, foi enqua- de cheques, ou pelo serviço de cobrança.
drado como uma empresa pública federal, com Os depósitos em dinheiro produzem o imediato
personalidade jurídica de direito privado e patri- crédito na conta corrente em que foi depositado, mas
mônio próprio, pela Lei 5.662, de 21 de junho de os depósitos em cheque só terão o crédito liberado
1971. O BNDES é uma Empresa Pública vinculada ao após seu resgate.
Ministério da Economia e tem como objetivo: Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

z Apoiar empreendimentos que contribuam para o É importante mencionar que o depósito à vista é
desenvolvimento do país. uma das principais formas que as Instituições Finan-
ceiras têm de criar moeda escritural, ou seja, moedas
Suas linhas de apoio contemplam financiamentos que são dados em um computador, que não existem
de longo prazo e custos competitivos, para o desen- materialmente. Logo, só os captadores de depósito à
volvimento de projetos de investimentos e para vista criam moeda escritural.
a comercialização de máquinas e equipamentos
novos, fabricados no país, bem como para o incre- z Depósito a prazo ou depósito a prazo fixo:
mento das exportações brasileiras. Contribui, tam-
bém, para o fortalecimento da estrutura de capital das São depósitos em que o cliente dá ao banco um
empresas privadas e desenvolvimento do mercado de prazo para sacar o dinheiro, ou seja, o cliente não
226 capitais. A BNDESPAR, subsidiária integral, investe poderá sacar sem prévio aviso ao banco. Com isso, o
banco fica mais seguro para emprestar esse dinheiro Caderneta de Poupança
captado, portanto, paga uma remuneração, em forma
de taxa de juros, pelo prazo que o dinheiro permane- As instituições financeiras captadoras de poupan-
cer aplicado. ça são geralmente as que aplicam em financiamen-
Com esses valores o banco empresta-os para os tos habitacionais, ou seja, pegam o valor arrecadado
deficitários e nesta ponta realiza uma operação ativa, na poupança e emprestam boa parte do valor em
pois está em posição superior, uma vez que o cliente financiamentos habitacionais. Existem, no entanto,
agora deverá devolver o dinheiro ao banco. as poupanças rurais que são captadas pelos bancos
comerciais, para empréstimos no setor rural.
As instituições que captam poupança no País são:
Importante Sociedades de Crédito Imobiliário (SCI), Associações
de Poupança e Empréstimo (APE) e a Caixa Econômica
Se sua prova pedir para você definir se tal opera- Federal (CEF), além de outras instituições que queiram
ção é ativa ou passiva, atente para um referencial captar, mas deverão assumir o compromisso de empres-
que a questão estiver indicando, caso contrário, tar parte dos recursos em financiamentos habitacionais.
poderá se confundir. Nosso referencial acima foi A caderneta de poupança constitui um instrumen-
o BANCO. to de aplicação de recursos muito antigo, que visa,
entre outras coisas, a aplicação com uma rentabilidade
razoável para o cliente. Esta rentabilidade é composta
Os Depósitos a Prazo Mais Comuns São o CDB e o por duas parcelas sendo uma básica e a outra variá-
RDB vel. A parcela básica chamamos de TR ou Taxa de refe-
rência, que nada mais é do que a média das Letras do
O CDB e o RDB nada mais são do que, como vimos Tesouro Nacional (tipo de título público federal pré-fi-
acima, o cliente superavitário emprestando dinheiro xado) negociadas no mercado secundário e registradas
na Selic. Já a parcela Variável é a remuneração adicio-
ao banco, para que este empreste dinheiro aos defi-
nal, que pode ser de 0,5% ao mês, aproximadamente
citários. O CDB – Certificado de Depósito Bancário é
6,17% ao ano; ou 70% da Meta da taxa Selic.
materializado quando o cliente faz um depósito, em
um banco comercial e o banco entrega um certificado
de que o cliente depositou aquele dinheiro, e pagará
uma remuneração em forma de taxa de juros, geral-
mente atrelada a outro certificado de depósito, cha-
mado CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro.
A vantagem deste papel é que pode ser “passa-
do para frente”, ou seja, pode ser endossado (para
quem nunca viu este termo, nada mais é do que poder
passar para frente). O CDB possui duas modalidades:

z Pré-fixado, quando determinamos a remuneração


do cliente no momento da contratação;
z Pós-fixado quando a remuneração do cliente está
atrelada a um índice futuro.

Na modalidade pós-fixada, há uma sub modalida-


de chamada flutuante, esta modalidade permite que
a remuneração varie todo dia, ou seja, o cliente será
remunerado por período que deixar o dinheiro apli- Para que você possua direito à rentabilidade da
cado. Neste caso dizemos que o CDB possui liquidez poupança, existem algumas regrinhas que você deve
diária, pois após o primeiro dia de aplicação já é pos- obedecer, conforme a Lei 8.177/91, que é a lei que
sível resgatar os valores obtendo juros proporcionais determinar remuneração da poupança e suas regras.
ao período aplicado. O RDB – Recibo de Depósito Ban-
cário é materializado quando o cliente faz uma entre- z 1ª A remuneração será calculada sobre o menor
ga de dinheiro a uma Instituição Financeira, mas esta saldo apresentado em cada período de rendimen-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

não pode emitir um certificado, pois não capta em to. Mas o que é um período de rendimento?
contas correntes. A instituição, então, emite apenas
um recibo, um simples recibo, que diz: “este cliente I - para os depósitos de pessoas físicas e entida-
deixou comigo um valor e eu remunerarei por uma des sem fins lucrativos, o período de rendimento
taxa de juros”, geralmente, também, o CDI. é o mês corrido, a partir da data de aniversário
O problema deste papel é que, por não ser um cer- da conta de depósito de poupança;
tificado, e sim apenas um recibo, não pode ser pas- II - para os demais depósitos, o período de ren-
sado para frente, ou seja, não pode ser endossado. dimento é o trimestre corrido a partir da data
As instituições são as Sociedades de Crédito e as Coo- de aniversário da conta de depósito de poupança.
perativas de Crédito, pois só podem captar depósito
a prazo sem emissão de certificado, ou seja, apenas E essa tal data de aniversário? O que é?
RDB. O RDB possui duas modalidades: Pré-fixado e
Pós-fixado, entretanto o RDB não possui liquidez A data de aniversário da conta de depósito de
diária, visto que não pode ser resgatado, sob hipótese poupança será o dia do mês de sua abertura, consi-
alguma, enquanto não acabar o prazo acordado com derando-se a data de aniversário das contas abertas
a instituição financeira. nos dias 29, 30 e 31 como o dia 1° do mês seguinte. 227
z 2ª O crédito dos rendimentos será efetuado: Caixas Econômicas

I - mensalmente, na data de aniversário da conta, A Caixa Econômica Federal, criada em 1.861, está
para os depósitos de pessoa física e de entidades regulada pelo Decreto-Lei 759, de 12 de agosto de
sem fins lucrativos; e 1969, como empresa pública vinculada ao Ministé-
II - trimestralmente, na data de aniversário no últi- rio da Economia. Trata-se de instituição assemelhada
mo mês do trimestre, para os demais depósitos. aos bancos comerciais, podendo captar depósitos à
vista, realizar operações ativas e efetuar prestação
Resumindo, para você receber o rendimento da de serviços. Uma característica distintiva da Caixa é
sua poupança, é preciso deixar o recurso depositado que ela prioriza a concessão de empréstimos e finan-
até a data de aniversário da poupança, e no aniversá- ciamentos a programas e projetos nas áreas de assis-
rio dela quem ganha o presente (os juros) é você! Note tência social, saúde, educação, trabalho, transportes
urbanos e esporte. Pode operar com crédito direto ao
que para isso você deve deixar o valor depositado até
consumidor, financiando bens de consumo durá-
que o valor complete o aniversário, mas há, neste pon-
veis, emprestar sob garantia de penhor industrial
to, uma confusão entre a interpretação da lei e ques-
e caução de títulos. Conta, também, com o monopólio
tões de prova, pois a lei é bem clara ao afirmar que a do empréstimo sob penhor de bens pessoais e sob con-
data de aniversário é o dia da abertura da conta e não signação e tem o monopólio da venda de bilhetes de
o dia do depósito do recurso. loteria federal. Além de centralizar o recolhimento
Entretanto, as bancas examinadoras de concursos de e posterior aplicação de todos os recursos oriundos do
bancos vêm afirmando que a conta poupança pode ter Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), inte-
28 aniversários, ou seja, um para cada dia de depósitos, gra o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
uma vez que posso realizar depósitos todo dia, e que os (SBPE) e o Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
depósitos nos dias 29,30 e 31 são contabilizados como
efetivamente realizados no dia 01 do mês seguinte. Cooperativas de Crédito
Desta forma, para conciliar os dois pensamen-
tos, podemos consolidar que a poupança só rende- A cooperativa de crédito é uma instituição financei-
rá se completar aniversário, e este aniversário é do ra formada por uma associação autônoma de pessoas
mês corrido para pessoas físicas e entidades sem fins unidas voluntariamente, com forma e natureza jurí-
dica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos,
lucrativos; e para os demais será o trimestre corrido.
constituída para prestar serviços a seus associados.
Para pessoas físicas e pessoas jurídicas sem
Deve Constar a expressão “cooperativa de crédito”.
fins lucrativos, não há incidência de tributação de
imposto de renda, entretanto devem ser declarados z Singulares: mínimo de 20 PF (algumas PJ podem
no imposto de renda; mas declarar é diferente de desde que sejam de atividades correlatas, pareci-
pagar imposto, ok? para as pessoas jurídicas com das, e que não tenham fins lucrativos)
fins lucrativos há incidência de imposto de renda
nos rendimentos trimestrais da poupança, a alíquo- Resolução 4.434/2015 As cooperativas de crédito
ta a ser cobrada será de 22,5% sobre os rendimen- singulares passam a ser classificadas nas seguintes
tos. categorias:

OPERADORES DO SFN I. Plenas – podem praticar todas as operações


autorizadas às cooperativas de crédito;
Instituições Financeiras Monetárias ou Bancárias II. Clássicas – vedada a realização de opera-
ções que geram exposição vendida ou comprada
em ouro, moeda estrangeira, variação cambial,
São instituições que captam basicamente depósi-
variação no preço de mercadorias, ações ou em
tos à vista, abrindo contas correntes e criando moeda instrumentos financeiros derivativos, bem como a
escritural. Relembrando, essas moedas escriturais são aplicação em títulos de securitização, empréstimos
números virtuais em computador, o dinheiro físico/ de ativos, operações compromissadas e em cotas de
material não existe. fundos de investimento; e
III. Capital e Empréstimo – vedada a capta-
Bancos Comerciais ção de depósitos e a realização de operações que
geram exposição vendida ou comprada em ouro,
moeda estrangeira, variação cambial, variação no
Os bancos comerciais são instituições financeiras preço de mercadorias, ações ou em instrumentos
privadas ou públicas que têm como objetivo princi- financeiros derivativos, bem como a aplicação em
pal proporcionar suprimento de recursos necessários títulos de securitização, empréstimos de ativos,
para financiar, a curto e médio prazo, o comércio, a operações compromissadas e em cotas de fundos
indústria, as empresas prestadoras de serviços, as de investimento.
pessoas físicas e terceiros em geral. Deve ser cons-
z Centrais: mínimo de 3 cooperativas singulares.
tituído sob a forma de sociedade anônima e na sua
denominação social deve constar a expressão “Ban-
Características:
co”, vedado à palavra Central (Resolução CMN 2.099,
de 1994). Captam depósitos à vista, como atividade „ São equiparadas às Instituições Financeiras (Lei
típica, abrindo contas-correntes e criando moeda 7492/86);
escritural, mas, também podem captar deposito a „ Atuam principalmente no setor primário da
228 prazo fixo (CDB/RDB). economia (rural).
Operações mais comuns: INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO MONETÁRIAS
OU NÃO BANCÁRIAS
„ Captam depósitos à vista e a prazo somente de
associados, sem emissão de certificado – “RDB”, São instituições que não captam depósitos à vis-
além de poderem, desde 2020, captar Caderne- ta, ou seja, não abrem contas correntes e não criam
ta de Poupança e realizar operações de finan- moeda escritural. Estas instituições não lidam com
ciamento habitacional; dinheiro em espécie, mas sim com papéis que valem
„ Obter empréstimos ou repasses de instituições dinheiro e saldos eletrônicos, que representam valo-
financeiras nacionais ou estrangeiras, inclusive res em dinheiro.
por meio de depósitos interfinanceiros. (Reso-
lução 3.859/2010); Bancos de Investimento
„ Receber recursos de fundos oficiais;
„ Doações; Os bancos de investimento são instituições
„ Conceder empréstimos e financiamentos ape- financeiras privadas especializadas em operações
nas aos associados; de participação societária de caráter temporário, de
„ Aplica no mercado financeiro. financiamento da atividade produtiva para supri-
mento de capital fixo e de giro e de administração
Banco Cooperativo de recursos de terceiros. Devem ser constituídos
sob a forma de sociedade anônima e adotar, obri-
Banco comercial ou banco múltiplo constituído, gatoriamente, em sua denominação social, a expres-
obrigatoriamente, com carteira comercial. É uma são “Banco de Investimento”. Não possuem contas
sociedade anônima e se diferencia dos demais por ter correntes e captam recursos via depósitos a prazo,
como acionistas controladores as cooperativas CEN- repasses de recursos externos, internos e venda de
TRAIS de crédito, as quais devem deter no mínimo cotas de fundos de investimento por eles adminis-
51% das ações com direito a voto (Resolução 2.788/00). trados. As principais operações ativas são financia-
Principais características: mento de capital de giro e capital fixo, subscrição ou
aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos
z Captam depósitos à vista e a prazo (CDB e RDB) interfinanceiros e repasses de empréstimos externos
somente de associados; (Resolução CMN 2.624, de 1999).
z Captam recursos dentro do país e no exterior atra-
vés de empréstimos; z Podem ter Conta desde que: não remunerada e não
z Os recursos por eles captados ficam na região onde movimentada por cheque nem por meio eletrôni-
o Banco atua, e onde os recursos foram gerados; cos pelo cliente;
z Emprestam através de linhas de crédito em geral z Administra fundos de investimento;
somente aos associados; z São Agentes Underwriters e auxiliam na oferta
z Prestam serviços também aos não cooperados. pública inicial de papéis de companhias abertas.

Note que não há obrigatoriedade de a constitui- Bancos Múltiplos com Carteira de Investimentos
ção do Banco Cooperativo ser uma S/A fechada, pois a Para fixar, relembremos a definição de Bancos
Resolução cita apenas uma S/A, deixando a critério da
Múltiplos citada anteriormente: Os bancos múltiplos
instituição essa decisão.
são instituições financeiras privadas ou públicas que
realizam as operações ativas, passivas e acessórias
Bancos Múltiplos com Carteira Comercial
das diversas instituições financeiras, por intermédio
das seguintes carteiras: comercial, de investimento
Os bancos múltiplos são instituições financeiras
e/ou de desenvolvimento, de crédito imobiliário,
privadas ou públicas que realizam as operações ati-
de arrendamento mercantil e de crédito, financia-
vas, passivas e acessórias das diversas instituições
mento e investimento.
financeiras, por intermédio das seguintes carteiras:
Essas operações estão sujeitas às mesmas normas
comercial, de investimento e/ou de desenvolvimen-
legais e regulamentares aplicáveis às instituições sin-
to, de crédito imobiliário, de arrendamento mer-
cantil e de crédito, financiamento e investimento. gulares correspondentes às suas carteiras. A carteira
de desenvolvimento somente poderá ser operada
Essas operações estão sujeitas às mesmas normas
por banco público. O banco múltiplo deve ser cons-
legais e regulamentares aplicáveis às instituições sin-
tituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

gulares correspondentes às suas carteiras. A carteira


delas, obrigatoriamente, comercial ou de investi-
de desenvolvimento somente poderá ser operada
mento, e ser organizado sob a forma de sociedade
por banco público. O banco múltiplo deve ser cons-
anônima. As instituições com carteira comercial
tituído com, no mínimo, duas carteiras, sendo uma
podem captar depósitos à vista. Na sua denomina-
delas, obrigatoriamente, comercial ou de investi-
ção social deve constar a expressão “Banco” (Resolu-
mento, e ser organizado sob a forma de sociedade
ção CMN 2.099, de 1994).
anônima. As instituições com carteira comercial
podem captar depósitos à vista. Na sua denomina- Bancos de Desenvolvimento
ção social deve constar a expressão “Banco” (Resolu-
ção CMN 2.099, de 1994). Constituídos sob a forma de sociedade anônima,
Como você percebe, este banco múltiplo tem tudo com sede na capital do Estado que detiver seu con-
a ver com Banco Comercial, e mais na frente você per- trole acionário, devendo adotar, obrigatória e priva-
ceberá que existe o Banco de Investimentos, que é não tivamente, em sua denominação social, a expressão
monetário, e que também forma um Banco Múltiplo, “Banco de Desenvolvimento”, seguida do nome do
mas sem carteira comercial, ou seja, não poderá cap- Estado em que tenha sede (Resolução CMN 394, de
tar depósitos à vista. 1976). 229
Empréstimos direcionados principalmente para interfinanceiros e empréstimos externos. Os deposi-
Empresas do setor Privado. Exemplos: BDMG, BRDE. tantes dessas entidades são considerados acionistas da
Bancos de desenvolvimento são exclusivamente associação e, por isso, não recebem rendimentos, mas
bancos públicos. O BNDES não é um banco de desen- dividendos. Os recursos dos depositantes são, assim,
volvimento, é uma empresa pública. classificados no patrimônio líquido da associação e não
no passivo exigível (Resolução CMN 52, de 1967).
Sociedades de Crédito, Financiamento e
Investimento „ Sociedade Civil sem fins Lucrativos;
„ Os clientes que abrem poupança tornam-se asso-
Constituídas sob a forma de sociedade anônima e ciados e recebem dividendos (remuneração da
na sua denominação social deve constar a expressão poupança).
“Crédito, Financiamento e Investimento”. Tais enti-
dades captam recursos por meio de aceite e colocação z Captação: Poupança; Letra de Crédito Hipotecá-
de Letras de Câmbio (Resolução CMN 45, de 1966), ria; Letra Financeira; Repasse da Caixa Econômica
Certificados de Depósitos Bancários e Recibos de Federal e de outras instituições financeiras cap-
Depósitos Bancários (Resolução CMN 3.454, de 2007). tadoras de poupança que não desejam operar no
São as famosas financeiras, geralmente ligadas SFH
a algum Banco Comercial. Têm capacidade para rea-
lizar operações até 12 vezes o seu patrimônio e prati- Sociedades de Crédito Imobiliário
ca altas taxas de juros devido à alta inadimplência de
São instituições financeiras criadas pela Lei 4.380,
suas operações. Exemplo: Fininvest, Losango.
de 21 de agosto de 1964, para atuar no financiamento
Sociedades de Arrendamento Mercantil habitacional. Constituem operações passivas dessas
instituições os depósitos de poupança, a emissão de
Sociedade de arrendamento mercantil (SAM) rea- letras e cédulas hipotecárias e depósitos interfinan-
liza arrendamento de bens móveis e imóveis adquiri- ceiros. Suas operações ativas são: financiamento para
dos por ela, segundo as especificações da arrendatária construção de habitações, abertura de crédito para
(cliente), para fins de uso próprio desta. Assim, os con- compra ou construção de casa própria, financiamen-
tratantes deste serviço podem usufruir de determina- to de capital de giro a empresas incorporadoras, pro-
do bem sem serem proprietários dele. dutoras e distribuidoras de material de construção.
Embora sejam fiscalizadas pelo Banco Central do Devem ser constituídas sob a forma de sociedade
Brasil e realizem operações com características de um anônima, adotando obrigatoriamente em sua deno-
financiamento, as sociedades de arrecadamento mer- minação social a expressão “Crédito Imobiliário”.
cantil não são consideradas instituições financeiras, mas (Resolução CMN 2.735, de 2000).
sim entidades equiparadas a instituições financeiras.
Constituídas sob a forma de sociedade anônima, AS Sociedades Corretoras de Títulos e Valores
devendo constar obrigatoriamente na sua denomina- Mobiliários (CTVM)
ção social a expressão “Arrendamento Mercantil”.
São constituídas sob a forma de sociedade anôni-
Operam na forma Ativa:
ma ou por quotas de responsabilidade limitada.
z Leasing – Locação de bens Móveis, nacionais ou Dentre seus objetivos estão: operar em bolsas
estrangeiros e Bens Imóveis adquiridos pela enti- de valores, subscrever emissões de títulos e valores
dade arrendadora para fins de uso próprio do mobiliários no mercado; comprar e vender títulos e
arrendatário; valores mobiliários por conta própria e de terceiros;
z Captação: captam através de empréstimos em outras encarregar-se da administração de carteiras e da
instituições financeiras nacionais ou estrangeiras. custódia de títulos e valores mobiliários; exercer
funções de agente fiduciário; instituir, organizar e
Como sua principal atividade ativa é o Leasing ou administrar fundos e clubes de investimento; emitir
arrendamento mercantil (aluguel), passa a ser conside- certificados de depósito de ações; intermediar opera-
rada uma prestadora de serviços, logo sobre suas opera- ções de câmbio; praticar operações no mercado de
ções não incide o Imposto sob Operações Financeiras câmbio; praticar determinadas operações de conta
(IOF), mas sim Imposto Sob prestação de Serviços. margem; realizar operações compromissadas; pra-
Dentro do SFN funciona um subsistema dos cap- ticar operações de compra e venda de metais pre-
tadores de poupança que direcionam estes recursos ciosos, no mercado físico, por conta própria e de
para financiamentos habitacionais, o SISTEMA BRA- terceiros; operar em bolsas de mercadorias e de futu-
SILEIRO DE POUPANÇA E EMPRESTIMOS (SBPE). Nele ros por conta própria e de terceiros. São supervisio-
operam a Caixa (CEF), as Associações de Poupança e nadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN
Empréstimo (APE) e as Sociedades de Crédito Imo- 1.655, de 1989).
biliário (SCI) e as demais instituições que desejem
captar poupança para emprestar em financiamentos As Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores
habitacionais. Mobiliários (DTVM)
Associações de Poupança e Empréstimos: São constituídas sob a forma de sociedade anô-
São constituídas sob a forma de sociedade civil, nima ou por quotas de responsabilidade limitada,
sendo de propriedade comum de seus associados. devendo constar na sua denominação social a expres-
Suas operações ativas são, basicamente, direcionadas são “Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários”.
ao mercado imobiliário e ao Sistema Financeiro Algumas de suas atividades: intermedeiam a oferta
da Habitação (SFH). As operações passivas são cons- pública e distribuição de títulos e valores mobiliá-
tituídas de emissão de letras e cédulas hipotecárias, rios no mercado; administram e custodiam as car-
230 depósitos de cadernetas de poupança, depósitos teiras de títulos e valores mobiliários; instituem,
organizam e administram fundos e clubes de inves- Por outro lado, a Política de Crédito de um banco é
timento; operam no mercado acionário, comprando, um assunto de extrema importância para o concessor
vendendo e distribuindo títulos e valores mobiliá- de crédito, pois fornece instrumentos que auxiliam
rios, inclusive ouro financeiro, por conta de tercei- na hora da decisão de emprestar ou não, funcionando
ros; fazem a intermediação com as bolsas de valores como orientadores da concessão.
e de mercadorias; efetuam lançamentos públicos de
E como a literatura técnica define crédito?
ações; operam no mercado aberto e intermedeiam
operações de câmbio. São supervisionadas pelo Ban-
co Central do Brasil (Resolução CMN 1.120, de 1986). Crédito é todo ato de vontade ou disposição de
alguém de destacar ou ceder, temporariamen-
z Fiscalizadas pelo BACEN e CVM; te, parte do seu patrimônio a um terceiro, com a
z São intermediadores. (investidor – Bolsa); expectativa de que esta parcela volte a sua posse
z Intermediam operações de câmbio até o limite de integralmente, após decorrido o tempo estipula-
100 mil dólares por operação, nas operações de do. (Wolfgang Kurt Schrickel)
compra e venda de moeda à vista (cambio pronto);.
z São, juntamente com os Bancos de Investimento, Em outras palavras: “crédito é a expectativa gera-
os underwriters. da através da disponibilidade de uma quantia em
dinheiro para uma pessoa, dentro de um espaço de
Importante! tempo limitado”.
Para uma instituição financeira, a palavra crédito
O acordo BACEN CVM nº17 autorizou a DTVM a é sinônima de confiança. A atividade bancária funda-
operar no ambiente da Bolsa de Valores, acaban- menta-se nesse princípio, que envolve a instituição
do, assim, com uma grande diferença existente propriamente dita, seu universo de clientes, empre-
entre as CTVM e DTVM. gados e o público em geral. Afinal, confiança é um
sentimento, uma convicção que se constrói ao longo
do tempo, através de acontecimentos e experiências
Bolsas de Valores e Bolsas de Mercadorias e de
reais, da lisura, probidade, pontualidade, honestidade
Futuros
de propósitos, cumprimento de regulamentos e com-
As bolsas de valores são um mercado organi- promissos assumidos.
zado que pode ser constituído sob a forma de Socie- O banco, no exercício da sua função principal, que
dade Civil sem fins lucrativos, ou S/A Com fins é a de intermediar recursos de terceiros, promover a
lucrativos, estas bolsas têm por finalidade oferecer captação de riquezas e poupanças, apoia-se nos prin-
um ambiente seguro para que os investidores rea- cípios da segurança e confiança para consolidação de
lizem suas operações de compra e venda de capitais, um relacionamento construtivo.
gerando fluxo financeiro no mercado futuro. São 3 os elementos fundamentais do crédito,
As bolsas de Mercadorias e de Futuros são ins- sendo eles: Montante; Prazo e Prêmio ou Juros.
tituições que viabilizam a negociação de contratos
futuros, opções de compra, derivativos e o mer-
z Montante (é a “bufunfa” de fato, é o R$ que a ins-
cado a termo. Neste segmento operam investidores
interessados nas variações futuras de preços dos tituição vai liberar para você)
produtos e ativos.
Atualmente no Brasil, estas duas bolsas se uni- É o capital ou dinheiro do crédito. É o valor que
ram formando a BM&F Bovespa, que é uma fusão das irá receber emprestado para a satisfação das suas
atividades das duas bolsas anteriores, ou seja, hoje necessidades que, posteriormente, terá que devolver
a BM&F Bovespa, opera tanto no mercado à vista de à Entidade Financiadora, o banco.
ações ou no mercado de balcão, como no mercado a No entanto, são as necessidades ou finalidades
termo ou de futuros. que determinam o montante do crédito, pois, não
Em 2016 a BM&F Bovespa comprou todos os direi-
é aceitável, solicitar um crédito de montante elevado
tos e carteiras da maior administradora de mercado
de balcão do Brasil, a CETIP S/A, que estudaremos para comprar um carro.
mais à frente, desta forma a atual BM&F Bovespa é É igualmente aceitável que o risco que a Entidade
uma S/A com fins lucrativos, e recebe o nome de B3 Financeira está disposta a correr pela concessão de
(Bolsa, Brasil, Balcão), visando o lucro através da determinado montante seja condicionado a um cola-
prestação de serviços gerando um ambiente salutar teral ou garantia que lhe proporcionará a segurança
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

para as negociações do mercado de capitais, que pode ou conforto para disponibilização desse montante.
ser um ambiente físico onde ocorrem as negociações, Assim sendo, o montante, de grosso modo, está con-
ou um ambiente Eletrônico onde ocorrem os Pregões. dicionado pela finalidade, risco e garantias associadas.

z Prazo (é o tempo para devolver o dinheiro ao


MERCADO DE CRÉDITO – OPERAÇÕES banco acrescido dos juros da operação)
ATIVAS E GARANTIAS
Período no qual o montante terá que ser resti-
Crédito é um conceito presente no dia a dia das tuído à Entidade Financeira, este varia de acordo
pessoas e empresas, mais do que possamos imaginar com as preferências e necessidades subjacentes ao
a princípio. Todos nós estamos continuamente às vol- pedido de crédito. A título de exemplo, não é conside-
tas com o dilema de uma equação simples: a constante rado correto, proporcionar um crédito para comprar
combinação de nossos recursos finitos com o conjun- carro com um prazo demasiado alargado, pois se con-
to de nossas imaginações e necessidades infinitas, sidera que o prazo de 4 a 6 anos é um período aceitá-
gerando desta forma a procura por Crédito. vel para este tipo de crédito. 231
De igual modo, a garantia do crédito surge nova- PRINCIPAIS MODALIDADES DE CRÉDITO
mente como variável determinante na definição
do prazo do empréstimo, pois, oferece-se como cola- Para nossa prova consideramos mercado de crédito
teral o penhor de um depósito a prazo, então pode- tudo relacionado a crédito, entretanto vamos salientar
rá negociar o prazo do seu crédito permitindo maior os tipos que nossa banca mais gosta de cobrar. Lem-
flexibilidade. brando que quando uma instituição financeira está
Assim sendo, o prazo apresenta-se flexível e rela- liberando recursos, ela se encontra na posição Ativa,
ciona-se com a finalidade do crédito e a garantia ou seja, está liberando dinheiro para um deficitário e
associada. este deficitário deverá devolver o recurso ao banco,
acrescentando uma taxa de juros pactuada entre as
z Prêmio ou Juros (é o famoso pagamento que partes. As principais operações ativas são:
você dá à instituição para ela te emprestar o
dinheiro) z O CDC – Crédito Direto ao Consumidor

Surge como compensação pela antecipação do Esta modalidade de crédito é a mais comum, pois é
montante necessário para a satisfação das necessida- direcionada para diversas áreas, como: Automático,
des de consumo ou bem-estar. Do ponto de vista das Turismo, Salário/ Consignação (30% da renda, debi-
Entidades Financiadoras ou Bancos é considerado o tado do contracheque) e o CDC para bens de consu-
lucro, ou a variável que carrega a parte dos lucros. mo duráveis: carros, motos etc.
Regra geral, a taxa de juro pode ser fixa ou variá- Admite garantias reais ou fidejussórias, ou até
vel sendo que a primeira permite maiores níveis de mesmo sem garantias. Obs.: Existe ainda o CDC-I (Cré-
segurança para o consumidor, pois permite saber dito Direto ao Consumidor com Interveniência) que é
antecipadamente o valor de todos os reembolsos. Já a realizado quando o vendedor é o fiador ou avalista do
segunda reflete a evolução do mercado, sendo que, o cliente na operação, ou seja, o banco fornece crédito
consumidor terá ganhos, se a variação for para menos ao cliente, pois o vendedor está assumindo o risco da
e terá gastos adicionais se a variação for para mais. operação junto ao banco, para que este libere o recur-
De igual modo, a finalidade e garantia associada so parcelado ao cliente.
ao pedido de crédito define o prêmio ou juros que
terá de suportar, pois, considera-se que o crédito ao z Hot Money
consumo ou crédito de consumo, como os cartões de
crédito ou crédito pessoal, possuem maiores taxas de Inicialmente uma aplicação financeira de curto
juro que os créditos hipotecários para compra de casa, prazo, com alta rentabilidade. Trazido para o Brasil,
denominados créditos habitacionais. ganhou fama por ser uma linha de crédito destinada
Assim sendo, o prêmio ou os juros surgem como a Pessoas Jurídicas.
as variáveis determinantes do valor do dinheiro no Prazo de 1 até 29 dias, mas normalmente se con-
tempo, pois permite atualizar e compensar as Enti- trata por até 10 dias.
dades financiadoras do custo em conceder o crédito Para sanar problemas momentâneos de fluxo de
em detrimento de outras opções de investimento. caixa.
O prêmio ou juros está igualmente condicionado Adaptável às mudanças bruscas nas taxas de
à finalidade e garantia da operação, pois este será tão juros por ter como principal característica o curto
elevado quanto menor a importância da necessidade, prazo.
menor o valor da garantia ou maior nível de risco da
operação. z Vendor Finance
É da conjugação destes três elementos que surge a
prestação do crédito, pois esta é a junção do capital, É uma operação de financiamento de vendas
prazo e os juros. baseadas no princípio da cessão de crédito, que per-
A prestação terá maior ou menor valor a depender mite a uma empresa vender seu produto a prazo e
da taxa de juros e o tempo do empréstimo, mantendo- receber o pagamento à vista.
-se o capital constante. A operação de Vendor supõe que a empresa com-
Em outras palavras, o reembolso do montante pradora seja cliente tradicional da vendedora, pois
financiado pode ser efetuado mediante o pagamento será esta que irá assumir o risco do negócio junto ao
de prestações que serão determinadas em função do banco.
tempo e do prazo. A empresa vendedora transfere seu crédito ao
Fonte: http://www.artigonal.com/credito-artigos/3-elementos- banco e este, em troca de uma taxa de intermediação,
fundamentais-do-credito-3840068.html paga o vendedor à vista e financia o comprador.
A principal vantagem para a empresa vendedora é
Tendo por base a confiança, a concessão de crédito a de que, como a venda não é financiada diretamente
também é baseada em dois elementos fundamentais: por ela, a base de cálculo para a cobrança de impostos,
comissões de vendas e royalties, no caso de licença de
z A vontade do devedor de liquidar suas obrigações fabricação, torna-se menor.
dentro das normas contratuais estabelecidas; É uma modalidade de financiamento de vendas
z A habilidade do devedor de assim fazê-lo, ou seja, para empresas na qual quem contrata o crédito é
de pagar. o vendedor do bem, mas quem paga o crédito é o
comprador. Assim, as empresas vendedoras deixam
A vontade de pagar pode ser colocada sob o título de financiar os clientes, elas próprias, e dessa forma
Caráter, enquanto que a habilidade para pagar pode param de recorrer aos empréstimos de capital de giro
ser nominada tanto como Capacidade, quanto como nos bancos ou aos seus recursos próprios para não se
232 Capital e Condições. descapitalizarem e/ou pressionarem seu caixa.
Como em todas as operações de crédito, ocorre a “arrendador” e “arrendatário”, conforme sejam,
incidência do IOF, sobre o valor do financiamento, de um lado, um banco ou sociedade de arrenda-
que é calculado proporcionalmente ao período do mento mercantil, o arrendador, e, de outro, o clien-
financiamento. te, o arrendatário.
A operação é formalizada com a assinatura de um
convênio, com direito de regresso entre o banco e a O objeto do contrato é a aquisição, por parte do
empresa vendedora (fornecedora), e de um Contrato arrendador, de bem escolhido pelo arrendatário
de Abertura de Crédito entre as três partes (empresa para sua utilização. O arrendador é, portanto, o
vendedora, banco e empresa compradora). proprietário do bem, sendo que a posse e o usufruto,
durante a vigência do contrato, são do arrendatário.
z Compror Finance Residindo aí a principal vantagem do leasing, pois o
arrendatário, ou seja o cliente que irá usar o bem, o
Existe uma operação inversa ao Vendor, denomi- utilizará sem necessariamente ter sua propriedade, o
nada Compror, que ocorre quando pequenas indús- que em um financiamento comum não será possível,
trias vendem para grandes lojas comerciais. Neste pois o cliente estaria comprando o bem e não apenas
caso, em vez de o vendedor (indústria) ser o fiador alugando. Desta forma, o Leasing é um serviço e, por
do contrato, o próprio comprador é que funciona isso, não incide sobre suas operações o IOF, mas sim o
Imposto Sobre Serviço, o ISS.
como tal.
O contrato de arrendamento mercantil pode pre-
Trata-se, na verdade, de um instrumento que dila-
ver ou não a opção de compra, pelo arrendatário, do
ta o prazo de pagamento de compra sem envolver o
bem de propriedade do arrendador. Esta opção deve
vendedor (fornecedor).
ser indicada no momento da contratação.
O título a pagar funciona como “lastro” para o
Caso o cliente deseje/almeje ficar com o bem no final,
banco financiar o cliente que irá lhe pagar em data
deverá pagar ao Arrendador o Valor Residual Garantido
futura pré-combinada, acrescido de juros e IOF, sem
(VRG) que nada mais é do que um valor de mercado do
incidência imediata da CPMF no empréstimo. Como o
bem. Este VRG pode ser diluído nas parcelas do aluguel
Vendor, este produto também exige um contrato mãe
durante todo o contrato se assim for pactuado.
definido as condições básicas da operação que será Duas das principais vantagens do Leasing são:
efetivada quando do envio ao banco dos contratos-fi-
lhos, com as planilhas dos dados dos pagamentos que z A não incidência de IOF, e sim de ISS, o que torna
serão financiados. a operação mais barata;
z A possibilidade, para as Pessoas Jurídicas, de
z Adiantamentos ou Descontos deduzir do Imposto de Renda como despesa ope-
racional as parcelas do Leasing.
Consistem basicamente em adiantar ao cliente
ou credor, um valor referente a um crédito que este Como nos Empréstimos Normais é Possível Quitar o
receberá somente em uma data futura. Logo, aquele Leasing Antes do Prazo Definido no Contrato?
crédito já contará no caixa do cliente ou da empresa.
Sim. Caso a quitação seja realizada após os prazos
O banco, por não ser mãe do cliente, cobra uma taxa
mínimos previstos na legislação e na regulamenta-
de juros, que dimunui do valor de face do título, ou
ção (art. 8º do Regulamento anexo à Resolução CMN
valor nominal.
2.309, de 1996), o contrato não perde as caracterís-
Exemplo: Um cliente possui um título, que tem
ticas de arrendamento mercantil. Entretanto, caso
valor de face, valor escrito, de R$ 1.000,00. De posse
realizada antes dos prazos mínimos estipulados, o
desse título o cliente vai até o banco e solicita ao ban-
contrato perde sua caracterização legal de arrenda-
co que adiante a ele o valor referente àquele título. O mento mercantil e a operação passa a ser classifica-
banco cobra uma taxa de juros que diminui do valor da como de compra e venda a prazo (art. 10 do citado
de face do título um determinado valor, exemplo: o Regulamento).
banco irá cobrar R$200,00 pela antecipação. Logo, o Nesse caso, as partes devem arcar com as conse-
banco faz o crédito na conta do cliente no valor de quências legais e contratuais que essa descaracteriza-
R$800,00. O banco fica com a custódia do papel, e ção pode acarretar.
quando o devedor pagar o título, o banco ficará com
o valor de R$1.000,00. Lucrando, assim, R$200,00 na
operação.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Bem objeto do
Esses títulos podem ser boleto, cartões de cré- leasing
dito, cheques pré-datados, duplicatas e notas
promissórias.
Quando falamos de desconto de duplicatas, che-
ques ou notas promissórias, temos alguns detalhes:
Caso os títulos não sejam pagos pelo devedor, o
Arrendatário
banco tem direito de regresso contra o credor, ou Arrendador (Banco)
(Cliente)
cedente. Ou seja, se o devedor não pagar o banco vai Proprietário
Usuário
atrás do cliente (credor), para que este efetue o paga-
mento ao banco.

z Leasing ou Arrendamento Mercantil – Principal Deve vender o


produto das Sociedades de Arrendamento Mercan- bem após o fim do
Pode optar por ficar
til (S.A.M), o leasing é um contrato denominado na contrato caso o
com o bem no final
legislação brasileira como “arrendamento mer- cliente não o adquira
no final
cantil”. As partes desse contrato são denominadas 233
QUADRO RESUMO
Leasing financeiro Leasing operacional
2 anos para bens com vida útil < 5 anos
Prazo mínimo de duração do leasing 90 dias
3 anos para bens com vida útil > 5 anos
Valor residual garantido - VRG Permitido Não permitido
Pactuada no início do contrato, normalmente
Opção de compra Conforme valor de mercado
igual ao VRG
Por conta do arrendatário ou da
Manutenção do bem Por conta do arrendatário (cliente)
arrendadora
Total dos pagamentos, incluindo o VRG, deve- O somatório de todos os paga-
rá garantir à arrendadora o retorno financeiro mentos devidos no contrato não
Pagamentos
da aplicação, incluindo juros sobre o recurso poderá exceder 90% do valor do
empregado para a aquisição do bem bem arrendado
Valor pré-fixado no contrato para exercer a opção de compra (Fonte: Banco Central)

OBS. 1: Os bens que podem ser arrendados são móveis ou imóveis, nacionais ou estrangeiros. Para os estran-
geiros é necessário que estes estejam em uma lista elaborada pelo CMN.
OBS. 2: Sale and Leaseback (Apenas para bens Imóveis): tipo de Leasing em que o dono de um imóvel o
vende para uma Sociedade de Arrendamento, e no mesmo contrato a Sociedade de Arrendamento arrenda o bem
para o vendedor, entretanto esta modalidade só é possível no leasing financeiro e só para Pessoas Jurídicas.
OBS. 3: Os bens objetos de arrendamento mercantil – Leasing, não podem ser arrendados ao próprio fabricante do
bem, ou seja, por exemplo: A Embraer que fabrica aviões no Brasil, não pode arrendar seus aviões para si.

Consórcio

Consórcio é a reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com prazo de duração e número de cotas
previamente determinados, promovida por administradora de consórcio, com a finalidade de propiciar a seus
integrantes, de forma isonômica, a aquisição de bens ou serviços, por meio de autofinanciamento.
A administradora de consórcios é a pessoa jurídica prestadora de serviços com objeto social principal voltado
à administração de grupos de consórcio, constituída sob a forma de sociedade limitada ou sociedade anônima.
A adesão de um consorciado a um grupo de consórcio se dá mediante assinatura de contrato de participação.
Nesse contrato, devem estar previstos os direitos e os deveres das partes, tais como a descrição do bem a que o
contrato está referenciado e seu respectivo preço (que será adotado como referência para o valor do crédito e
para o cálculo das parcelas mensais do consorciado). No contrato deve haver, ainda, as condições para concorrer
à contemplação por sorteio, bem como as regras da contemplação por lance.
O interesse do grupo de consórcio prevalece sobre o interesse individual do consorciado. Os grupos de consór-
cio caracterizam-se como sociedade não personificada com patrimônio próprio, o qual não deve ser confundido
com o patrimônio dos demais grupos nem com o da administradora. ​
Contemplação no consórcio:

z A contemplação é atribuição de crédito ao consorciado para a aquisição de bem ou serviço;


z As contemplações podem ocorrer por meio de sorteios ou lances;
z A contemplação por lance somente pode ocorrer depois de efetuadas as contemplações por sorteio ou se estas
não forem realizadas por insuficiência de recursos do grupo de consórcio;
z Uma vez contemplado, o consorciado terá a faculdade de escolher o fornecedor e o bem desde que respeitada
a categoria em que o contrato estiver referenciado;
z O fato de a administradora eventualmente ser vinculada a alguma concessionária, revendedora ou montadora
de bens não pode restringir a liberdade de escolha do consorciado.

O Banco Central (BC) é responsável pela normatização, autorização, supervisão e controle das atividades do
sistema de consórcios, com foco na eficiência e solidez das administradoras e cumprimento da regulamentação
específica.
As questões inerentes às relações de consumo entre clientes e usuários das instituições financeiras e das admi-
nistradoras de consórcio estão sujeitas ao Código de Defesa do Consumidor, cabendo aos órgãos integrantes do
Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) fazer a mediação dessas questões.
As administradoras de consórcio devem remeter periodicamente ao BC informações contábeis e não-contábeis
sobre as operações de consórcio.
Fonte: bcb.gov.br

CRÉDITOS ROTATIVOS

Os créditos rotativos nada mais são do que operações em que o devedor pode reutilizar o valor liberado pelo
234 banco sempre que liquidar a operação anterior.
Conta Garantida

Caracteriza-se por um valor disponibilizado pelo banco ao cliente em uma conta de não livre movimentação,
onde o mesmo só pode movimentá-la por cheque ou transferência.
Resumindo, é um saldo em uma conta que, caso o cliente não tenha fundos na sua conta corrente de livre
movimentação, esta conta cobre a emissão de cheques e outros compromissos, desde que haja aviso prévio do
pedido de movimentação, além da provável exigência de garantias para a liberação do recurso solicitado.

Cheque Especial

Crédito de caráter rotativo que se destina a cobrir emissão de cheques de clientes PF ou PJ que não tenham
saldo disponível em sua conta. Estes valores ficam disponíveis para o cliente movimentá-los com seus cheques,
cartões, TED e DOC. Os juros são mensais e não há necessidade de amortização mensal do saldo devedor, bastando
o cliente pagar os juros e IOF do período utilizado.
Para conta de depósitos à vista titulada por pessoas naturais, ou seja, pessoas físicas e por microempreen-
dedores individuais (MEI), as taxas de juros remuneratórios cobradas sobre o valor utilizado do cheque especial
estão limitadas a, no máximo, 8% (oito por cento) ao mês.
É vedado à instituição financeira impor limite superior a R$500,00 (quinhentos reais), se o cliente optar pela
contratação de limite mais baixo, ou seja, se o cliente disser que quer o menor limite possível, o banco não pode
exigir que sejam 500 reais, pode ser menor.
A alteração de limites, quando não realizada por iniciativa do cliente, deve ser feita da seguinte forma:

z No caso de redução, ser precedida de comunicação ao cliente, com no mínimo trinta dias de antecedência;
z No caso de majoração, ser condicionada à prévia autorização do cliente, obtida a cada oferta de aumento de
limite.

Os limites podem ser reduzidos sem observância do prazo da comunicação prévia, desde que verificada dete-
rioração do perfil de risco de crédito do cliente, conforme critérios definidos na política de gerenciamento do
risco de crédito.

Cartão de Crédito

Consistem, basicamente, em uma linha de crédito rotativo, onde o cliente compra com o cartão e pode pagar
de uma só vez ou parcelado.
Conforme for pagando as faturas, o crédito vai sendo liberado novamente e pode ser reutilizado.
As atividades de emissão de cartão de crédito exercidas por instituições financeiras estão sujeitas à regula-
mentação baixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil, nos termos dos arts.
4º e 10 da Lei 4.595, de 1964. Todavia, nos casos em que a emissão do cartão de crédito não tem a participação
de instituição financeira, não se aplica a regulamentação do CMN e do Banco Central.
Vale lembrar que existem as instituições de pagamento, que nada mais são do que instituições não financei-
ras que operam recebendo e processando os pagamentos dos cartões dos clientes. Estas instituições se submetem
a regulamentação do CMN e do Bacen.
Hoje no Brasil prevalece a Circular 3.885/2018 que exige solicitação de autorização para funcionamento de
instituições de pagamento, que incluem as administradoras de cartões de crédito, apenas se ultrapassarem o
parâmetro de 500 milhões de reais em transações comuns ou 50 milhões em transações pré-pagas.
Desta forma, não há uma regra que o Bacen autoriza funcionamento de administradoras de cartão, ficando
obrigatório apenas as que ultrapassarem os parâmetros acima.

TIPOS DE INSTITUIÇÃO DE PAGAMENTO


CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Gerencia conta de pagamento do tipo pré- Exemplo: emissores dos cartões de vale-
Emissor de moeda eletrônica -paga, na qual os recursos devem ser de- -refeição e cartões pré-pagos em moeda
positados previamente. nacional.
Gerencia conta de pagamento do tipo
Exemplo: instituições não financeiras emis-
Emissor de instrumento de pa- pós-paga, na qual os recursos são de-
soras de cartão de crédito (o cartão de cré-
gamento pós-pago positados para pagamento de débitos já
dito é o instrumento de pagamento).
assumidos.
Não gerencia conta de pagamento, mas Exemplo: instituições que assinam con-
Credenciador habilita estabelecimentos comerciais para trato com o estabelecimento comercial
a aceitação de instrumento de pagamento. para aceitação de cartão de pagamento.
Não gerencia conta de pagamento, mas Exemplo: instituições que assinam con-
Credenciador habilita estabelecimentos comerciais para trato com o estabelecimento comercial
a aceitação de instrumento de pagamento. para aceitação de cartão de pagamento.
Uma mesma instituição de pagamento pode atuar em mais de uma modalidade (Fonte: bcb.gov.br) 235
Tipos de Cartão de Crédito Todas essas tarifas devem estar previstas em con-
trato e são cobradas exclusivamente pela administra-
Existem duas categorias de cartão de crédito: dora do cartão.
básico e diferenciado. O cartão básico é aquele uti-
lizado somente para pagamentos de bens e servi-
ços em estabelecimentos credenciados. Já o cartão Importante!
diferenciado é aquele cartão que, além de permitir
a utilização na sua função clássica de pagamentos de Atualmente não existe valor mínimo para paga-
bens e serviços, está associado a programas de bene- mento de fatura de cartão de crédito, ficando as
fício e/ou recompensas, ou seja, oferece benefícios instituições financeiras livres para decidir qual
adicionais, como programas de milhagem, seguro de o valor mínimo para o pagamento das faturas
viagem, desconto na compra de bens e serviços, aten- pelos clientes.
dimento personalizado no exterior etc.
O cartão de crédito básico é de oferecimento
obrigatório pelas instituições emissoras de cartão Vale destacar que caso o cliente não pague a fatu-
de crédito, quando possuem o produto cartão de cré- ra por completo, o saldo devedor será financiado pelo
dito em seu portifólio. Esse cartão básico pode ser Banco e não pela administradora do cartão, e cabe
nacional ou internacional, mas o valor da anuidade ao Banco oferecer ao cliente opções de parcelamen-
do cartão básico deve ser menor do que o valor da to alternativas mais baratas que os juros cobrados no
anuidade do cartão diferenciado, por este motivo o rotativo do cartão. Da mesma forma, caso o cliente
cartão básico não tem direito a participar de pro- queira parcelar uma fatura, pois está incapaz de efe-
gramas de recompensas oferecidos pela instituição tuar o pagamento total, quem parcelará será o Ban-
emissora. co e não a administradora do cartão, pois estas estão
Existem ainda os Retailer Cards, que são cartões proibidas pelo Bacen a realizarem tal operação.
de loja que só podem ser usados na rede da loja espe-
cifica, por exemplo: Renner e Riachuelo. E os Co-Bran- Na verdade, os financiamentos são feitos por ban-
ded Cards, que são cartões de crédito que fazem cos, pois administradoras de cartão de crédito são
parcerias com outras empresas de grande nome no proibidas de financiar seus clientes. Nesses casos,
mercado, exemplo: Itaú TAM fidelidade. o detentor do cartão de crédito aparecerá no SCR
Além dessas classificações, o Banco Central, atra- como cliente do banco, que é o real financiador da
vés da resolução CMN nº 4.549, adicionou uma outra operação intermediada pela administradora de
cartão de crédito.
classificação quanto ao pagamento dos valores das
faturas que são: cartão com rotativo regular e cartão Fonte: FAQ Sistema de Informação de Crédito – BACEN
com rotativo não regular.
O rotativo regular: Pagamento apenas do míni- Com base nisto que aprendemos, é bom saber que
mo e não parcela o restante, situação em que adere para que o cartão funcione, é preciso uma estrutura
ao crédito rotativo regular, em que se sujeita o titu- completa de instituições financeiras, credenciadores,
lar do cartão ao pagamento dos juros e dos encargos bandeiras e estabelecimentos. Mas quem é quem?
financeiros previstos em contrato, sendo vedada a Instituições Financeiras ou Emissor: É o banco
cobrança de juros adicionais punitivos (comissão de ou uma instituição não bancária que fornece o car-
permanência). tão de crédito e/ou débito para o cliente (titular do
O rotativo não regular: Pagamento de valor infe- cartão). É quem se relaciona com o titular do cartão,
rior ao mínimo, sem parcelamento: cliente fica ina- estabelecendo os limites de crédito, enviando o cartão
dimplente, podendo ser aplicados os procedimentos para utilização, emitindo as faturas e aprovando as
previstos no contrato para situações de inadimple- compras realizadas nas lojas.
mento: juros do crédito rotativo (por dia de atraso Credenciador: Responsável pela filiação dos esta-
sobre a parcela vencida ou sobre o saldo devedor não belecimentos comerciais para uso de cartões nas ope-
liquidado); multa de 2% sobre o principal; e juros de rações de venda. É responsável pelo fornecimento e
mora de 1% ao mês. Atenção! O prazo máximo de uti- manutenção dos equipamentos de captura, a trans-
lização de crédito rotativo é de 30 dias, até o venci- missão dos dados das transações eletrônicas e os cré-
mento da fatura subsequente. ditos em conta corrente do estabelecimento comercial.
Estabelecimento Credenciado: Empresa de qual-
Tarifas Cobradas quer porte, incluindo o empreendedor individual ou
profissional autônomo que aceita o sistema de cartões
Os bancos só podem cobrar 5 tarifas, considera- com suas respectivas bandeiras nas vendas de bens
das prioritárias, referentes à prestação de serviços de ou serviços.
cartão de crédito: anuidade, emissão de segunda via Bandeira: É quem licencia a marca para o emissor
do cartão, tarifa para uso na função saque (nacional e para o credenciador e coordena o sistema de apro-
ou internacional), para uso do cartão no pagamento vação, compensação e liquidação dos créditos. A Visa,
de contas e no pedido de avaliação emergencial do Mastercard, Diners Club e American Express são exem-
limite de crédito. plos de bandeiras internacionais e a Hipercard, Elo,
Podem ser cobradas ainda tarifas pela contrata- Sorocred, Sicred são bandeiras nacionais ou regionais
ção de serviços de envio de mensagem automática
relativa à movimentação ou lançamento na conta Cartão BNDES
de pagamento vinculado ao cartão de crédito, pelo
fornecimento de plástico de cartão de crédito em O Cartão BNDES é um produto que, baseado no
formato personalizado, e ainda pelo fornecimen- conceito de cartão de crédito, visa financiar os inves-
to emergencial de segunda via de cartão de crédi- timentos dos Micro Empreendedores Individuais
to. Esses serviços são considerados “diferenciados” (MEI), Micro Empresas e das micro, pequenas e
236 pela regulamentação. médias empresas de controle nacional.
Podem obter o Cartão BNDES as MPMEs (com fatu- Tarifa de Abertura de Crédito (TAC): Os bancos estão
ramento bruto anual de até R$ 300 milhões), (caso autorizados a cobrar a TAC desde que esta não exceda
a empresa pertença a grupo ou conglomerado, o fatu- 2% do limite de crédito concedido. OF (Imposto sob
ramento bruto total de todas as participantes deve ser Operação Financeira) no cartão BNDES agora pode ser
somado e não pode exceder o limite de 300 milhões), cobrado, devido ao Decreto Nº 8.511 de agosto de 2015.
sediadas no País, de controle nacional, que exer-
çam atividade econômica compatíveis com as Políti- Crédito Rural
cas Operacionais e de Crédito do BNDES e que estejam
em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos federais. É uma linha de crédito barata, com taxas determi-
O cartão BNDES Agro é também um produto nadas por legislação que buscam ajudar aos produ-
baseado no conceito de cartão de crédito, entretanto é tores rurais e suas cooperativas em suas atividades.
voltado apenas para pessoas físicas e visa financiar Beneficiários:
investimentos em produtos rurais em seus negócios.
O portador do Cartão BNDES poderá comprar
z Produtor rural (pessoa física ou jurídica);
exclusivamente os itens expostos no Portal de Ope-
z Cooperativa de produtores rurais;
rações do Cartão BNDES (www.cartaobndes.gov.br)
z Pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo
por fornecedores previamente credenciados.
As 11 Instituições financeiras emissoras atuais do produtor rural, dedique-se a uma das seguintes
Cartão BNDES são: atividades:

„ Pesquisa ou produção de mudas ou sementes


Banco do fiscalizadas ou certificadas;
Brasil Banco
do
„ Pesquisa ou produção de sêmen para insemina-
Sicredi
Nordeste ção artificial e embriões;
„ Prestação de serviços mecanizados de nature-
za agropecuária, em imóveis rurais, inclusive
Sicoob Santander
para proteção do solo;
„ Prestação de serviços de inseminação artificial,
em imóveis rurais;
„ Medição de lavouras;
Emissores „ Atividades florestais.
Itaú Banestes
Cuidado! Sindicatos rurais estão fora, ou seja, não
podem ser beneficiários do crédito rural.
Pode ser concedido, com finalidades especiais,
crédito rural a pessoa física ou jurídica que se dedi-
Caixa Banrisul que à exploração da pesca e da aquicultura, com
fins comerciais, incluindo-se os armadores de pes-
ca. (Resolução BACEN 4.106/2012)
BRDE Bradesco O tomador do crédito está sujeito à fiscalização da
Instituição Financeira.

Bandeiras de cartão de crédito: Cabal, Elo, Mas- Da origem dos Recursos


terCard e Visa.
Controlados/Obrigatórios: são controlados por
Lei, ou seja, exige-se que sejam repassados ao cré-
dito rural.
Caso os bancos descumpram esta exigência,
pagam multa e o valor desta multa será revertida
em recursos ao credito rural.
As condições financeiras em vigor são: Limite
de crédito de até R$ 2 milhões por cartão, por banco
z Os recursos obrigatórios (decorrentes da exigibili-
emissor.
dade de depósito à vista);
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

z Os das Operações Oficiais de Crédito sob supervi-


z Prazo de parcelamento de 3 a 48 meses.  são do Ministério da Economia;
z Taxa de juros pré-fixada (informada na página ini- z Os de qualquer fonte destinados ao crédito
cial do Portal). rural na forma da regulação aplicável, quando
sujeitos à subvenção da União, sob a forma de
Obs. 1: O limite de crédito de cada cliente será atri- equalização de encargos financeiros, inclusive os
buído pelo banco emissor do cartão, após a respecti- recursos administrados pelo Banco Nacional de
va análise de crédito. Uma empresa pode obter um Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES);
Cartão BNDES de cada bandeira por banco emissor, z Os oriundos da poupança rural, quando aplicados
podendo somar seus limites numa única transação.  segundo as condições definidas para os recursos
Obs. 2: O cliente pode obter um Cartão BNDES em obrigatórios;
quantos bancos emissores ele desejar. Caso um ban- z Os dos fundos constitucionais de financiamento
co emissor trabalhe com mais de uma bandeira de regional;
cartão de crédito, o cliente poderá ter, nesse ban- z Os do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Fun-
co, um Cartão BNDES de cada bandeira, desde que café).
a soma dos limites não ultrapasse R$2 milhões. z Letra de Crédito do Agro Negócio/LCA. (Novo!) 237
Não controlados: todos os demais. O banco capta Para a comercialização o valor máximo será libera-
se quiser e empresta como quiser. do de acordo com a garantia ofertada que poderá ser de
até 4,5 milhões se as garantias forem de Nota Promis-
Quais são as modalidades da operação? Resolução sória Rural ou uma Duplicata Rural, podendo chegar
a 25 milhões para Financiamento Especial de Estoca-
CMN 4.899/21
gem (FEE) de sementes, com recursos controlados.
Para o crédito de industrialização limite do cré-
Custeio: destina-se a cobrir despesas normais dos dito para as operações de industrialização, ao ampa-
ciclos produtivos como aquisição de bens e insumos, ro dos recursos controlados, é de R$1.500.000,00 (um
suplemento do capital de trabalho, além de atender às milhão e quinhentos mil reais) por tomador, em cada
pessoas dedicadas à extração de produtos vegetais. (é ano agrícola e em todo o SNCR, onde, no mínimo, 50%
comprar insumos para plantar grãos, vegetais, etc.). (cinquenta por cento) da produção a ser beneficiada
ou processada deve ser de produção própria do pro-
Investimentos: destina-se às aplicações em bens
dutor rural, da cooperativa de produção ou de asso-
ou serviços, cujo desfrute se estenda por vários ciados; podendo chegar a 400 milhões, com recursos
períodos de produção. (Modernização) dos fundos constitucionais, se tomado por cooperati-
Comercialização: destina-se a assegurar ao pro- vas de produção agropecuárias
dutor ou cooperativas os recursos necessários à
colocação de seus produtos no mercado, podendo O que é Nota Promissória Rural?
compreender a pré-comercialização, os descontos
de Nota Promissória Rural, Duplicatas Rurais e o Título de crédito, utilizado nas vendas a prazo
Empréstimo do Governo Federal (EGF). de bens de natureza agrícola, extrativa ou pastoril,
Crédito de industrialização: destina-se a pro- quando efetuadas diretamente por produtores rurais
dutor rural para industrialização de produtos agro- ou por suas cooperativas; nos recebimentos, pelas
pecuários em sua propriedade rural, desde que, no cooperativas, de produtos da mesma natureza entre-
gues pelos seus cooperados, e nas entregas de bens de
mínimo, 50% (cinquenta por cento) da produção a ser
produção ou de consumo, feitas pelas cooperativas
beneficiada ou processada seja de produção própria;
aos seus associados. O devedor é, geralmente, pessoa
e a cooperativas, na forma definida no Manual do Cré- física.
dito Rural, desde que, no mínimo, 50% (cinquenta por
cento) da produção a ser beneficiada ou processada O que é Duplicata Rural?
seja de produção própria ou de associados.
Nas vendas a prazo de quaisquer bens de nature-
Taxa de Juros za agrícola, extrativa ou pastoril, quando efetuadas
diretamente por produtores rurais ou por suas coo-
A taxa de juros máxima admitida no crédito rural perativas, poderá ser utilizada também, como título
é de 6% a.a. (seis por cento), podendo ser reduzidas a do crédito, a duplicata rural. Emitida a duplicata rural
critério da instituição financeira e escalonada confor- pelo vendedor, este ficará obrigado a entregá-la ou a
me origem dos recursos dos Fundos Constitucionais remetê-la ao comprador, que a devolverá depois de
(FNE, FNO e FCO). assiná-la. O devedor é, geralmente, pessoa jurídica.

Quais são os limites de financiamento? Como pode ser liberado o crédito rural?

De uma só vez ou em parcelas, por caixa ou em


O limite de crédito de custeio rural, por benefi-
conta de depósitos, de acordo com as necessidades do
ciário, em cada safra e em todo o Sistema Nacional
empreendimento, devendo sua utilização obedecer a
de Crédito Rural (SNCR), é de R$3.000.000,00 (três
cronograma de aquisições e serviços.
milhões de reais), devendo ser considerados, na apu- Para liberação do crédito rural a instituição finan-
ração desse limite, os créditos de custeio tomados com ceira pode exigir um projeto, podendo este ser dis-
recursos controlados, exceto aqueles tomados no pensado caso haja garantias de Notas Promissórias
âmbito dos fundos constitucionais de financiamento Rurais ou Duplicatas Rurais.
regional ou aqueles cuja origem do recurso sejam as Os objetivos do crédito rural são:
Letras de Crédito do Agronegócio.
Nas operações de investimento, o limite de crédi- z Estimular os investimentos rurais efetuados pelos
to dependerá do objeto a ser adquirido e da disponibi- produtores ou por suas cooperativas;
lidade da instituição financeira, pois é vedado utilizar z Favorecer o oportuno e adequado custeio da
recursos controlados/obrigatórios para operações de produção e a comercialização de produtos
investimentos, exceto se disposto em norma específi- agropecuários;
z Fortalecer o setor rural;
ca, que são as linhas que utilizam recursos da Poupan-
z Incentivar a introdução de métodos racionais
ça Rural e de linhas de crédito do BNDES. Além disso
no sistema de produção, visando ao aumento de
devem ser observados os seguintes prazos: produtividade, à melhoria do padrão de vida das
populações rurais e à adequada utilização dos
z Investimento fixo: 12 (doze) anos; recursos naturais;
z Investimento semifixo: 6 (seis) anos, exceto z Propiciar, pelo crédito fundiário, a aquisição e
quando se tratar de aquisição de animais para regularização de terras pelos pequenos produ-
reprodução ou cria, cujo prazo será de até 5 (cin- tores, posseiros e arrendatários e trabalhadores
238 co) anos, incluído até 12 (doze) meses de carência. rurais;
z Desenvolver atividades florestais e pesqueiras; z Crédito de investimento para construções, refor-
z Estimular a geração de renda e o melhor uso da mas ou ampliações de benfeitorias: até a conclusão
mão-de-obra na agricultura familiar. do cronograma de execução, previsto no projeto;
z Demais financiamentos: até 60 (sessenta) dias após
As garantias da operação: cada utilização, para comprovar a realização das
obras, serviços ou aquisições.
z Penhor agrícola, pecuário, mercantil, florestal ou
cedular; Cabe ao fiscal verificar a correta aplicação dos
z Alienação fiduciária; recursos orçamentários, o desenvolvimento das ati-
z Hipoteca comum ou cedular; vidades financiadas e a situação das garantias, se
z Aval ou fiança; houver.
z Seguro rural ou ao amparo do Programa de Garan-
tia da Atividade Agropecuária (Proagro); (Isento de FINANCIAMENTOS À EXPORTAÇÃO E
IOF) IMPORTAÇÃO – BNDES
z Proteção de preço futuro da commodity agrope-
cuária, inclusive por meio de penhor de direitos, Financiamentos à importação - são linhas de
contratual ou cedular; crédito captadas no exterior para financiamento aos
z Outras que o Conselho Monetário Nacional admitir. importadores por um prazo negociado com o banco.
Podem ser obtidas pelo importador com o banqueiro
A que tipo de despesas está sujeito o crédito rural? no exterior ou com o banco brasileiro.
Financiamentos à exportação - são linhas de cré-
z Remuneração financeira (taxa de juros); dito que podem ser com recursos do BNDES (Banco
z Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social),
Seguro, e sobre Operações relativas a Títulos e dos bancos nacionais e do Tesouro Nacional, já que é
Valores Mobiliários (IOF); de interesse do país que ocorra a exportação para que
z Custo de prestação de serviços; ocorra a entrada de divisas no país.
z As previstas no Programa de Garantia da Ativida- Entre as linhas de financiamento, podemos citar:
de Agropecuária (Proagro);
1. ACC – Adiantamento sobre Contrato de Câmbio - For-
O Proagro é o Programa de Garantia da Atividade ma de antecipação de receita para exportadores que
Agropecuária. É um programa do governo federal que já tenha fechado o contrato de venda e que, portan-
garante o pagamento de financiamentos rurais quan- to, já tenham uma data prevista para o embarque das
do a lavoura sofrer danos provocados por eventos cli- mercadorias e posterior ingresso das divisas.
máticos adversos ou causados por doenças e pragas
sem controle. O contrato de câmbio  será negociado com um
banco local, que adianta ao exportador os reais equi-
z Prêmio de seguro rural, observadas as normas valentes ao valor da exportação. O contrato de câmbio
divulgadas pelo Conselho Nacional de Seguros pode ser encerrado, também, sem liquidação financei-
Privados; ra. É quando o ACC vira um ACE.
z Sanções pecuniárias, as famosas MULTAS por
descumprimento de normas, que acabam virando 2. ACE – Adiantamento sobre Cambiais Entregues -
recursos para o crédito rural. Com o embarque das mercadorias e a entrega dos
z Prêmios em contratos de opção de venda, do mes- documentos, o ACC poderá ser contabilmente trans-
mo produto agropecuário objeto do financiamento formado em ACE ou, no caso do exportador não ter
de custeio ou comercialização, em bolsas de merca- feito ACC, o ACE pode ser solicitado em até 60 dias
dorias e futuros nacionais, e taxas e emolumentos após o embarque.
referentes a essas operações de contratos de opção.
ACE é, portanto, um financiamento após o embar-
Nenhuma outra despesa pode ser exigida do mutuá- que das mercadorias com a entrega de documentos
rio, salvo o exato valor de gastos efetuados à sua conta e depende da necessidade do exportador em esten-
pela instituição financeira ou decorrente de expressas der o prazo de pagamento para seus compradores
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

disposições legais. Cuidaso! A Alíquota do IOF é zero, (importadores).


mas existe um IOF adicional de 0,38% sobre o Cré-
dito Rural. GARANTIAS DAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO

Quando deve ser realizada a fiscalização do crédito As Garantias de operações de crédito existem como
rural? uma forma de proteção para os bancos e credores em
geral que querem garantir o pagamento, por parte do
Deve ser efetuada nos seguintes momentos: devedor, de compromissos assumidos por este para
com os credores. As garantias possuem dois grandes
z Crédito de custeio agrícola: antes da época previs- grupos: Fidejussórias e as Reais.
ta para colheita; As garantias Fidejussórias são relacionadas a pes-
z Empréstimo do Governo Federal (EGF): no curso soas, ou seja, a garantia passa a ser uma pessoa física
da operação; ou jurídica. Já as garantias Reais envolvem bem ou
z Crédito de custeio pecuário: pelo menos uma vez direitos que são dados em garantia do cumprimento
no curso da operação, em época que seja possível de alguma obrigação, por exemplo: veículos, imóveis,
verificar sua correta aplicação; títulos de crédito e até direitos de crédito. 239
Garantias Fidejussórias A fiança pode ser dada por qualquer pessoa capaz
física ou jurídica. Quando o fiador, pessoa física for
Do prefixo latino “fides”, fé, sinceridade, crença, casado, é obrigatório o consentimento do cônjuge.
confiança, crédito, esse tipo de garantia está baseada Na avaliação dos bens do(s) fiador (es) não se conta
na fidelidade do garantidor em cumprir a obrigação, o bem de família – único imóvel residencial – por for-
caso o devedor não o faça e, de outro lado, na confian- ça da impenhorabilidade prevista na Lei 8.009/90 e no
ça do credor, no retorno de seu crédito, seja por parte Código Civil. Esse bem de família somente pode respon-
do devedor ou por parte do garantidor. der pela dívida se for recebido em garantia hipotecária.
Nessa garantia, a assinatura do garantidor será a Fiança Bancária: Nada mais é do que um contra-
garantia do cumprimento das obrigações assumidas to por meio do qual o banco, que é o fiador, garante
pelo devedor, ou até mesmo os bens pessoais do o cumprimento da obrigação de seus clientes (afian-
garantidor respondem pelo cumprimento da dívida çado) e poderá ser concedido em diversas modalida-
do devedor. Nesta categoria, estão o aval e a fiança. des de operações e em operações ligadas ao comércio
internacional.
A fiança nada mais é do que uma obrigação escri-
z Aval: Ato pelo qual alguém, pela aposição de sua
ta, acessória, assumida pelo banco, e que, por se tratar
assinatura no verso ou anverso de um título de
de uma garantia e não de uma operação de crédito,
crédito, declara-se responsável solidariamente
está isenta do IOF.
com o devedor pelo pagamento da quantia expres-
Os Bancos somente poderão prestar fiança que
sa no título. tenha perfeita caracterização do valor em moeda
nacional e vencimento, ou seja, o prazo de validade
Ou seja, o Aval é uma garantia dada em Títulos de da fiança.
Crédito e é solidária, ou seja, tanto o devedor como Além disso, os bancos não poderão contratar fian-
seu garantidor, o avalista, podem ser executados pelo ças que acumulem valor superior a 5 vezes o montan-
credor na ordem que este preferir. Desta forma, dize- te dos seus capitais realizados e reservas livres, bem
mos que o aval é avacalhado, ou seja, bagunçado e como as fianças não poderão, isoladamente, superar
sem ordem de execução. a metade da soma dos recursos livres e dos capitais
O novo Código Civil exige a autorização do cônju- realizados.
ge, casado sob o regime de comunhão parcial e total É vedado aos bancos:
de bens, para a prestação de aval, sob pena de invali-
dade das respectivas garantias. z A assunção de responsabilidades por aval ou
No aval, o garantidor promete pagar a dívida, caso outorga de aceite;
o devedor não o faça. Vencido o título, o credor pode z A concessão de fiança ou qualquer outra garantia
cobrar indistintamente do devedor ou do avalista. que possa, direta ou indiretamente, ensejar aos
O aval é uma garantia tipicamente cambiária, ou seja, favorecidos a obtenção de empréstimos em geral,
não vale em contrato, somente pode ser passado ou o levantamento de recursos junto ao público;
em títulos de crédito e o avalista se responsabiliza z A concessão de aval ou fiança em moeda estran-
apenas pelo valor expresso no título avalizado. geira ou que envolva risco de variação de taxas
Fiança Pessoal: É um contrato por meio do qual de câmbio, exceto quando se tratar de operações
alguém, chamado fiador, garante o cumprimento da ligadas ao comércio exterior.
obrigação do devedor, caso este não o faça, ou garante
o pagamento de uma indenização ou multa pelo não A prestação de fiança pela Caixa Econômica Fede-
cumprimento de uma obrigação de fazer ou de não ral depende de prévia e expressa autorização deste
fazer do afiançado. A fiança é uma garantia dada em Banco Central, em cada caso. As Sociedades de Crédi-
contratos, ou seja, diferentemente do aval, a fiança to, Financiamento e Investimentos não poderão pres-
exige um contrato para ser formalizada. tar fiança nem aval.
Na fiança, existem três figuras distintas: As informações anteriores não se aplicam aos ban-
cos privados de investimento ou de desenvolvimento,
os quais ficam regulados, no particular, pela Resolu-
z O Fiador: aquele que se obriga a cumprir a obriga-
ção nº 18, de 18 de fevereiro de 1966. As demais Insti-
ção, caso o devedor não o faça;
tuições Financeiras, inclusive Cooperativas de Crédito
z O Afiançado: é o devedor principal da obrigação
e Seção de Crédito das Cooperativas Mistas, não pode-
originária da fiança,
rão outorgar aceite, fiança ou aval.
z O Beneficiário: é o credor, aquele a favor do qual
a obrigação deve ser cumprida. Garantias Reais

A fiança, em relação ao crédito, representa uma Como vimos na garantia pessoal, os bens gerais do
obrigação subsidiária, ou seja, ela só existe até o garantidor asseguram o cumprimento da obrigação.
limite estabelecido e somente pode ser cobrada Já na garantia real (do latim res=coisa), o devedor ou
caso o devedor não pague a dívida afiançada. garantidor destaca um bem específico que garantirá
A fiança é subsidiária, o que permite o direito o ressarcimento do credor, na hipótese de inadim-
de ordem na execução da dívida, ou seja, o fiador, plência do devedor. Diante da hipótese de inadimple-
ou codevedor, só efetivamente será executado após mento do devedor, o credor pode oferecer à venda o
cobrança ao devedor principal. bem onerado, pagando-se com o preço obtido, devol-
Para ser solidária, ou seja, para que o fiador possa vendo ao devedor a diferença entre o valor da dívida
ser compelido a pagar, independentemente de o deve- e o preço alcançado na venda. Caso o preço da venda
dor já ter ou não sido acionado para fazê-lo, deverá não baste para a liquidação da dívida, o devedor
240 conter cláusula específica. continua obrigado ao pagamento da diferença.
O credor com garantia real não necessita habilitar- Hipoteca – Direito real de garantia, constituído
-se em concordata do devedor, visto que o bem garan- sobre imóvel do devedor ou de terceiros, sem tirá-
tidor da operação já está destacado em sua garantia. -lo da posse direta do proprietário, objetivando sujei-
Na hipótese de falência, vendido o objeto garantidor, tá-lo ao pagamento da dívida.
primeiramente o credor é pago e, restando algum Ou seja, diferentemente da alienação fiduciária,
valor, é esse distribuído entre os credores quirogra- aqui o devedor dá o bem em garantia, mas continua
fários. Se o valor da venda não for suficiente para o o dono dele, ou seja, não há transferência de pro-
ressarcimento do credor, esse deverá habilitar-se no priedade do devedor para o credor, mas apenas a
processo de falência pela diferença, na qualidade de sinalização de que aquele imóvel é uma garantia de
credor quirografário. uma operação de crédito e, caso ele seja vendido, o
valor arrecadado será voltado preferencialmente a
Penhor quitação da dívida contraída.
A hipoteca pode ser formalizada em um Instru-
Penhor Mercantil – Contrato acessório e formal, mento à parte ou por cláusula adjeta a contratos de
em que o devedor, ou outra pessoa por ele, entrega empréstimos, mas em qualquer caso é obrigatória a
ao credor um ou vários bens móveis, como garantia averbação na matrícula do imóvel junto ao Cartório
de obrigação. de Registro de Imóveis.
Quando o imóvel for de propriedade de pessoa
física casada, é obrigatório o comparecimento de seu
Importante! cônjuge na hipoteca.
Finalmente, convém salientar que toda garan-
O bem, objeto dessa garantia, obrigatoriamente
tia é acessória de uma obrigação principal e que,
fica na posse do banco ou de quem este indi-
portanto, com a extinção da obrigação principal, a
car como fiel depositário. A Propriedade é do garantia deixa de existir. Por outro lado, a garantia
devedor! se prende somente à obrigação garantida, não poden-
do, por ato unilateral do credor se estender a outra
O contrato lastreado por garantia de penhor mer- obrigação, ainda que as partes sejam as mesmas.
cantil é levado a registro no Cartório de Títulos e
Documentos, para que surta os efeitos legais contra FUNDO GARANTIDOR DO CRÉDITO
terceiros. A origem/propriedade do bem a ser penho-
rado é comprovada através de documentação hábil. Em agosto de 1995, através da Resolução 2.197,
De acordo com o Código Civil, extingue-se o penhor: de 31/08/1995, o Conselho Monetário Nacional - CMN
autoriza a “constituição de entidade privada, sem fins
z Extinguindo-se a obrigação; lucrativos, destinada a administrar mecanismos de
z Perecendo a coisa; proteção a titulares de créditos contra instituições
z Renunciando o credor; financeiras”.
z Confundindo-se na mesma pessoa as qualidades Em novembro de 1995, o Estatuto e Regulamento
de credor e de dono da coisa; da nova entidade são aprovados. Cria-se, portanto,
z Dando-se a adjudicação judicial, a remissão ou a o Fundo Garantidor de Créditos - FGC, associação
venda da coisa empenhada, feita pelo credor ou civil sem fins lucrativos, com personalidade jurí-
por ele autorizada. dica de direito privado, através da Resolução 2.211,
de 16/11/1995.
Alienação Fiduciária: É a garantia representa- O FGC tem por objetivos prestar garantia de crédi-
da pela transferência da propriedade resolúvel tos contra instituições dele associadas, nas situações
do bem móvel para o credor fiduciante, ficando o de:
devedor fiduciário na posse direta desse bem, na
condição de fiel depositário, até o cumprimento total z Decretar da intervenção ou da liquidação extraju-
das obrigações. dicial de instituição associada;
Essa garantia veio resolver o problema das Socie- z Reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil,
dades Financeiras que, ao financiar a aquisição de do estado de insolvência de instituição associada
bens móveis, utilizava-se de institutos obsoletos para que, nos termos da legislação em vigor, não estiver
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

garantir o pagamento da obrigação. Esta garantia é sujeita aos regimes referidos no item anterior.
típica em financiamento de bens duráveis.
Para o credor, esse tipo de garantia trouxe a novi- Integra também o objeto do FGC, consideradas
dade de, caso o devedor não liquide sua obrigação as finalidades de contribuir para a manutenção da
no vencimento, poderá requerer a ação de busca e estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e pre-
apreensão do bem alienado e, após se apossar des- venção de crise sistêmica bancária, a contratação de
se, vendê-lo a terceiros, aplicando o valor de venda operações de assistência ou de suporte financeiro,
no pagamento de seu crédito, ou seja, com a alienação incluindo operações de liquidez com as instituições
fiduciária, o bem pode ser executado sem o tramite associadas, diretamente ou por intermédio de empre-
judicial completo, bastando o devedor ser declara- sas por estas indicadas, inclusive com seus acionistas
do irremediavelmente insolvente, ou seja, não vai controladores.
pagar de jeito nenhum.
No entanto, convém salientar que o credor não Critérios para Pagamento
pode ficar com o bem objeto da garantia, devendo
vendê-lo, utilizando-se do valor da venda na liquida- O pagamento é realizado por CPF/CNPJ e por insti-
ção da operação. tuição financeira ou conglomerado. 241
Limite de Cobertura Ordinária
COMO ERA
Até R$250.000,00 por CPF, por conta ou conglome- Garantia de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ e conglo-
rado financeiro. Se a conta possuir mais de um titular, merado financeiro, em depósitos cobertos pelo Fundo
o valor de 250 mil será dividido pelo número de titu- Garantidor de Créditos e emitidos por instituições as-
lares, ou seja, não são 250 mil por cada, mas sim por sociadas à entidade.
todos, ok? Não havia teto para garantia paga pelo FGC por CPF ou
CNPJ em qualquer período.
Adesão Compulsória
Investidores não-residentes não contavam com a ga-
rantia do FGC.
A adesão das instituições financeiras e as associa-
ções de poupança e empréstimo em funcionamento COMO FICOU
no País - não contemplando as cooperativas de crédito
Limite permanece inalterado.
e as seções de crédito das cooperativas, é realizada de
forma compulsória. As autorizações do Banco Central Teto de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, a cada período
do Brasil para funcionamento de novas instituições de 4 anos, para a garantia paga pelo FGC.
financeiras estão condicionadas à adesão ao FGC. Investidores não-residentes passam a contar com a ga-
O FGC possui norma legal que explicita os critérios rantia, para investimentos elegíveis.
e limites de proteção ao Sistema Financeiro Nacional
- Resolução 4.222, de 23 de maio de 2013.
O FGCOOP – Fundo Garantidor do Cooperativismo
Depósitos Garantidos
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou
resolução que estabelece a forma de contribuição
z Depósitos à vista (contas correntes) das instituições associadas ao Fundo Garantidor do
z Depósitos de poupança; Cooperativismo de Crédito (FGCoop), bem como
z Depósitos a prazo CDB e RDB; aprova seu estatuto e regulamento. Conforme previs-
z Depósitos mantidos em contas não movimentáveis to na Resolução nº 4.150, de 30/10/2012, esse fundo
por cheques destinadas a salários; terá como instituições associadas todas as cooperati-
z Letras de câmbio; vas singulares de crédito do Brasil e os bancos coo-
perativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito
z Letras hipotecárias;
Cooperativo (SNCC).
z Letras de crédito imobiliário; De acordo com seu estatuto, o FGCoop tem por
z Letras de crédito do agronegócio (LCA); objetivo prestar garantia de créditos nos casos de
z Operações compromissadas que têm como objeti- decretação de intervenção ou de liquidação extraju-
vo títulos emitidos após 8 de março de 2012 por dicial de instituição associada, até o limite de R$250
empresa ligada. mil reais por pessoa, bem como contratar operações
de assistência, de suporte financeiro e de liquidez com
Para que o fundo possua recursos, são necessárias essas instituições.
A contribuição mensal ordinária das instituições
contribuições MENSAIS das instituições que fizeram
associadas ao Fundo será de 0,01% dos saldos das
adesão ao FGC.
obrigações garantidas, que abrangem as mesmas
A contribuição ordinária é de 0,01% e as espe- modalidades protegidas pelo Fundo Garantidor de
ciais, para garantir os DPGEs (Depósitos a Prazo com Créditos dos bancos, o FGC.
Garantia Especial) de 0,02% com garantias reais e
0,03% sem garantias reais. Essas garantias reais, são
bens ofertados em garantia pela instituição financeira Importante!
para cobrir eventuais problemas de liquidez. As Cooperativas de Crédito e os Bancos Coope-
Atenção, pois as Letras Imobiliárias não são mais rativos não fazem mais parte do FGC, apenas
garantidas pelo FGC. fazem parte do FGCOOP. O FGCOOP (Fundo
A regra padrão é que o FGC garante os depósitos Garantidor do Cooperativismo) que tem as mes-
até 250 mil reais por CPF/conta ou conglomerado mas coberturas do FGC, mesmos critérios e
financeiro, entretanto para o DPGE – Depósitos a Pra- mesmos objetivos.
zo com Garantia Especial do FGC – a garantia é de até
40 milhões de reais, o que o torna especial. Vale des-
tacar que nesta modalidade de investimentos não se
PRODUTOS E SERVIÇOS BANCÁRIOS
admite conta conjunta, mas apenas individual, desta
forma não há de se falar em dividir os 40 milhões para SISTEMA DE SEGUROS PRIVADOS
2 ou mais pessoas na mesma conta.
Essa modalidade de depósitos exige valor míni- O Subsistema Normativo
mo inicial de 1 milhão de reais e prazo mínimo de 12 Dentro do sistema de seguros privados, nós temos,
meses e máximo de 24 meses. assim como no sistema financeiro que vimos anterior-
Algumas mudanças que ocorreram no FGC em mente, uma estrutura composta por órgão normativo,
242 2017. entidade supervisora e os operadores.
Neste sistema, nós temos como órgão normativo o O Subsistema Operador do Sistema de Seguros
Conselho Nacional de Seguros Privados, o CNSP, res- Privados
ponsável por fixar as diretrizes e normas da política
de seguros privados. Ele é composto pelo Ministro da As instituições a seguir são subordinadas ao CNSP
Economia (Presidente), representante do Ministério e a SUSEP, que regulamentam seu funcionamento e
da Justiça, representante da Secretaria da Previdência fiscalizam suas atuações neste mercado.
Social, Superintendente da Superintendência de Segu-
ros Privados, representante do Banco Central do Brasil Sociedades de Capitalização
e representante da Comissão de Valores Mobiliários.
São atribuições do CNSP: Constituídas sob a forma de sociedades anô-
nimas, elas negociam contratos (títulos de capita-
z Fixar diretrizes e normas da política de seguros lização) que têm por objeto o depósito periódico de
privados; prestações pecuniárias pelo contratante, o qual terá,
z Regular a constituição, organização, funcionamen- depois de cumprido o prazo contratado, o direito de
to e fiscalização dos que exercem atividades subor- resgatar parte dos valores depositados corrigidos por
dinadas ao Sistema Nacional de Seguros Privados, uma taxa de juros estabelecida contratualmente; con-
bem como a aplicação das penalidades previstas; ferindo, ainda, quando previsto, o direito de concor-
z Fixar as características gerais dos contratos de rer a sorteios de prêmios em dinheiro.
seguro, previdência privada aberta, capitalização
e resseguro; O Título de Capitalização (Circular 569/2028)
z Estabelecer as diretrizes gerais das operações de
resseguro; É um produto em que parte dos pagamentos reali-
z Conhecer dos recursos de decisão da SUSEP e do IRB; zados pelo subscritor (adquirente) e usado para for-
z Prescrever os critérios de constituição das Sociedades mar um capital mínimo, segundo cláusulas e regras
Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdên- aprovadas e mencionadas no próprio título (Condições
cia Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos Gerais do Título), e que, além disso, será pago em moe-
limites legais e técnicos das respectivas operações; da corrente nacional em um prazo máximo esta-
z Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão belecido no contrato, dando também ao adquirente/
de corretor. subscritor o direito a participação em sorteios.
Os prazos dos títulos de capitalização são:
Para auxiliar o CNSP, foi criada a SUSEP (Superin-
tendência de Seguros Privados) que é a autarquia z Prazo de Pagamento: é o período durante o qual o
responsável pelo controle e fiscalização dos mercados Subscritor compromete-se a efetuar os pagamen-
de seguro, previdência privada aberta, capitalização tos que, em geral, são mensais e sucessivos. Outra
e resseguro. A autarquia, vinculada ao Ministério da possibilidade, como colocada acima, é a de o título
Economia, foi criada pelo Decreto-lei nº 73, de 21 de ser de Pagamento Periódico (PP) ou de Pagamento
novembro de 1966, e sua missão é desenvolver os Único (PU);
mercados supervisionados, assegurando sua estabili- z Prazo de Vigência: é o período durante o qual o
dade e os direitos do consumidor. Título de Capitalização está sendo administrado pela
São atribuições da SUSEP: Sociedade de Capitalização, sendo o capital relativo
ao título, em geral, atualizado monetariamente pela
z Fiscalizar a constituição, organização, funciona- TR e capitalizado pela taxa de juros informada nas
mento e operação das Sociedades Seguradoras, de Condições Gerais. É o prazo que compreende o iní-
Capitalização, Entidades de Previdência Privada cio e o fim do título, ou seja, o prazo em que o cliente
Aberta e Resseguradores, na qualidade de execu- ou subscritor concorre aos sorteios;
tora da política traçada pelo CNSP; z Prazo de Carência: é o período em que o subscri-
z Atuar no sentido de proteger a captação de pou- tor (cliente) não pode solicitar o resgate da capita-
pança popular que se efetua através das operações lização, mesmo com perdas. Esse prazo é máximo
de seguro, previdência privada aberta, de capitali- de 24 meses em qualquer modalidade.
zação e resseguro; Formas de pagamento:
z Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores
dos mercados supervisionados; z Por Mês (PM)
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

z Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos


instrumentos operacionais a eles vinculados, com É um título que prevê um pagamento a cada mês
vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Segu- de vigência do título.
ros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização;
z Promover a estabilidade dos mercados sob sua z Por Período (PP)
jurisdição, assegurando sua expansão e o funcio-
namento das entidades que neles operem; É um título em que não há correspondência entre
z Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que o número de pagamentos e o número de meses de
integram o mercado; vigência do título.
z Disciplinar e acompanhar os investimentos daque-
las entidades, em especial os efetuados em bens z Pagamento Único (PU)
garantidores de provisões técnicas;
z Cumprir e fazer cumprir as deliberações do É um título em que o pagamento é único (realiza-
CNSP e exercer as atividades que por este forem do uma única vez), tendo sua vigência estipulada na
delegadas; proposta. (no mínimo 12 meses). Note que nem sem-
z Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. pre os prazos de vigência e pagamento vão coincidir. 243
Modalidades: Só pode ser estruturado na forma PU (pagamento
único), vigência mínima de 60 dias e para resgate ape-
z Modalidade Tradicional: nas após 60 dias contados da aplicação.
Define-se como Modalidade Tradicional o Título de
Capitalização que tem por objetivo restituir ao titular, Categoria Instantânea
ao final do prazo de vigência, no mínimo, o valor
total dos pagamentos efetuados pelo subscritor A famosa raspadinha agora pode ser atrelada a
(cliente), desde que todos os pagamentos previstos título de capitalização. Este procedimento já era feito
tenham sido realizados nas datas programadas. há anos no Brasil, mas não era regulamentado pela
Deve possuir prazo de vigência mínimo de 12
SUSEP, o que mudou após a publicação da Circular
meses e tem carência mínima de 30 dias para resgate.
569/2018. É importante frisar que Categoria Instantâ-
z Modalidade Compra-Programada: nea não pode ser confundida com modalidade.

Define-se como Modalidade Compra-Programa- Como é estruturado um título de capitalização?


da o Título de Capitalização em que a sociedade de
capitalização garante ao titular, ao final da vigência,
Os títulos de capitalização são estruturados com
o recebimento do valor de resgate em moeda corrente
nacional, sendo disponibilizada ao titular a faculdade prazo de vigência igual ou superior a 12 meses e em
de optar, se este assim desejar e sem qualquer outro séries cujo tamanho deve ser informado no próprio
custo, pelo recebimento do bem ou serviço referen- título, sendo no mínimo de 10.000 títulos. Por exem-
ciado na ficha de cadastro, subsidiado por acordos plo, uma série de 100.000 títulos poderá ser adquirida
comerciais celebrados com indústrias, atacadistas ou por até 100.000 clientes diferentes, que são regidos
empresas comerciais. pelas mesmas condições gerais e se for o caso, concor-
Devem ser estruturados na forma PM (Por Mês) ou
rerão ao mesmo tipo de sorteio.
PP (Por Período), possuem prazo de vigência míni-
mo de 6 meses e 30 dias de carência para resgate. O título prevê pagamentos a serem realizados pelo
subscritor. Cada pagamento apresenta, em geral, três
z Modalidade Popular: componentes:

Define-se como Modalidade Popular o Título de z Cota de Capitalização: parte que é destinada a
Capitalização que tem por objetivo propiciar a partici-
acumulação do capital, corrigira monetariamente
pação do titular em sorteios, sem que haja devolução
integral dos valores pagos. Tem vigência mínima de por um índice fixado no contrato. Deve ser maior
12 meses e carência mínima de 60 dias para resgate. que as demais cotas;
A Tele Sena é um ótimo exemplo desta modalidade. z Cota de sorteio: parte destinada ao pagamento
dos prêmios aos sorteados;
z Modalidade Incentivo: z Cota de Carregamento: parte destinada as despe-
Entende-se por Modalidade Incentivo o Título de sas administrativas da sociedade de capitalização
Capitalização que está vinculado a um evento promo- com a administração do título.
cional de caráter comercial instituído pelo Subscritor
para alavancar as vendas de seus produtos ou servi- Os valores dos pagamentos são fixos?
ços ou para fidelizar seus clientes. Nos títulos com vigência igual a 12 meses, os paga-
O subscritor neste caso é a empresa que compra o mentos são obrigatoriamente fixos. Já nos títulos com
título e o cede total ou parcialmente (somente o direi- vigência superior, é facultada a atualização dos paga-
to ao sorteio) aos clientes consumidores do produto
mentos, a cada período de 12 meses, por aplicação de
utilizado no evento promocional.
Tem prazo de vigência mínimo de 60 dias e prazo um índice oficial estabelecido no próprio título.
de 60 dias de carência para resgate.
O resgate é sempre inferior ao valor total que foi
z Modalidade de instrumento de garantia: pago?
Permite que o título de capitalização seja utilizado
como uma garantia ou caução. Com isso, o título de capi- Não. Alguns títulos possuem ao final do prazo de
talização passa a ser uma alternativa ao seguro garan- vigência um percentual de resgate igual ou até mesmo
tia e à fiança à locação ou obrigação com terceiros. superior a 100%, isto é, se fosse, por exemplo 100%,
O título só poderá ser resgatado pelo terceiro, caso significaria que o titular receberia ao final do prazo
o contrato seja quebrado pelo subscritor/adquirente de vigência, tudo o que pagou, além da atualização
do título, desta forma não se fala de carência para res- monetária, que é o caso do produto Tradicional.
gate. O subscritor/ adquirente poderá resgatar o título
durante a vigência, entretanto, só poderá fazê-lo com
ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDÊNCIA
a anuência do terceiro.
A vigência mínima será de 6 meses. COMPLEMENTAR

z Modalidade de filantropia premiável: Entidades abertas de previdência complementar


- são entidades constituídas unicamente sob a forma
É um instrumento para que entidades beneficen-
de sociedades anônimas e têm por objetivo instituir
tes de assistência social angariem recursos. Nessa
modalidade, o direito de resgate do valor do título de e operar planos de benefícios de caráter previden-
capitalização é cedido para a entidade beneficente, ciário, concedidos em forma de renda continuada,
permanecendo o cliente apenas com o direito de par- pagamentos por período determinado ou paga-
244 ticipar de sorteios. mento único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas.
Os Planos de Previdência Complementar Abertos Os planos denominados PGBL E VGBL, durante o
período de diferimento, terão como critério de remu-
Os planos são comercializados por bancos e segu- neração da provisão matemática de benefícios a con-
radoras, e podem ser adquiridos por qualquer pessoa ceder, a rentabilidade da carteira de investimentos
física ou jurídica. O órgão do governo que fiscaliza e do Fundo de Investimentos Exclusivo (FIE), instituí-
dita as regras dos planos de Previdência Privada é a do para o plano, ou seja, DURANTE O PERÍODO DE
Susep (Superintendência de Seguros Privados), que é DIFERIMENTO NÃO HÁ GARANTIA DE REMUNE-
ligada ao Ministério da Economia. RAÇÃO MÍNIMA, ou seja, pode render negativo.
Os dois planos mais comuns são PGBL e VGBL. PGBL ou VGBL, como avaliar os dois tipos de pla-
PGBL significa Plano Gerador de Benefício Livre e nos de previdência.
VGBL quer dizer Vida Gerador de Benefício Livre.
São planos previdenciários que permitem que PGBL X VGBL
você acumule recursos por um prazo contratado.
Durante esse período, o dinheiro depositado vai sen- Abatimento das Tratamento Durante o período
do investido e rentabilizado pela seguradora ou banco contribuições no Fiscal de acumulação, os
escolhido. Imposto de Renda recursos aplicados
Tanto no PGBL como no VGBL, o contratante passa (até o limite de estão isentos de
12% da Renda tributação sobre
por duas fases: o período de investimento e o período
Bruta anual) du- os rendimentos.
de benefício. O primeiro normalmente ocorre quando
rante o período de Somente no mo-
estamos trabalhando e/ou gerando renda. Esta é a fase
acumulação. So- mento do recebi-
de formação de patrimônio. Já o período de benefício
bre os valores de mento de renda ou
começa a partir da idade que você escolhe para come- resgate e rendas resgate haverá a
çar a desfrutar do dinheiro acumulado durante anos haverá a incidên- incidência de Im-
de trabalho. A maneira de recebimento dos recursos é cia de tributação posto de Renda
você quem escolhe. É possível resgatar o patrimônio
acumulado e/ou contratar um tipo de benefício (ren-
da) para passar a receber, mensalmente, da empresa Mais atraente Para quem Para quem é isento,
seguradora. para quem de- é indicado declara Imposto de
É importante lembrar que tanto o período de clara Imposto de Renda simplificado
investimento quanto o período de benefício não preci- Renda completo, ou tem previdência
sam ser contratados com a mesma seguradora. Desta podendo aprovei- complementar e/
forma, uma vez encerrado o período de investimento, tar o abatimento ou já abate o limite
o participante fica livre para contratar uma renda na da Renda Bruta máximo de 12% da
instituição que escolher. anual na fase de Renda Básica anual
contribuição
Diferença entre PGBL e VGBL

A principal distinção entre eles está na tributação.


Fonte: Conde Consultoria Atuarial
No PGBL, você pode deduzir o valor das contribuições
da sua base de cálculo do Imposto de Renda, com limi-
te de 12% da sua renda bruta anual. Assim, poderá Os planos de Previdência Privada cobram dois
reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar sua tipos de taxa que devem ser observados na hora da
restituição de IR. Vamos supor que um contribuinte contratação: a taxa de administração financeira e a
tenha um rendimento bruto anual de R$ 100 mil. Com taxa de carregamento.
o PGBL, ele poderá declarar ao Leão R$ 88 mil. O IR A taxa de administração financeira é cobrada
sobre os R$ 12 mil restantes, aplicados em PGBL, só pela tarefa de administrar o dinheiro do fundo de
será pago no resgate desse dinheiro. Mas atenção: esse investimento exclusivo, criado para o seu plano, e
benefício fiscal só é vantajoso para aqueles que fazem pode variar de acordo com as condições comerciais
a declaração do Imposto de Renda pelo formulário do plano contratado. Os que têm fundos com investi-
completo e são tributados na fonte.
mentos em ações, por serem mais complexos, normal-
Para quem faz declaração simplificada ou não é
mente têm taxas um pouco maiores do que aqueles
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

tributado na fonte, como autônomos, o VGBL é ideal.


Ele é indicado também para quem deseja diversificar que investem apenas em renda fixa.
seus investimentos ou para quem deseja aplicar mais É importante saber que, a taxa de administração
de 12% de sua renda bruta em previdência. Isto por- financeira é cobrada diariamente sobre o valor total
que, em um VGBL, a tributação acontece apenas sobre da reserva e a rentabilidade informada é líquida, ou
o ganho de capital. seja, com o valor da taxa de administração já debitado.
A taxa de carregamento incide sobre cada depó-
É possível a portabilidade entre planos do tipo VGBL
sito que é feito no plano. Ela serve para cobrir des-
(Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano
pesas de corretagem e administração. Na maioria dos
Gerador de Benefício Livre)? Não, a portabilidade
só é permitida entre planos do mesmo segmento, casos, a cobrança dessa taxa não ultrapassa 5%, sen-
isto é, entre planos de previdência complementar do o máximo autorizado pela SUSEP de 10%, sobre o
aberta (PGBL para PGBL), ou entre planos de segu- valor de cada contribuição que você fizer. No mercado
ro de vida com cobertura por sobrevivência (VGBL há três formas de taxa de carregamento, dependendo
para VGBL).3 do plano contratado. São elas:

3 Fonte: http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/planos-e-produtos/previdencia-complementar-aberta#duvidasfaq 245


z Antecipada: incide no momento do aporte. Esta A Alíquota Regressiva
taxa é decrescente em função do valor do aporte
e do montante acumulado. Ou seja, quanto maior Esta alíquota indica que o imposto será cobrado na
forma inversa a Progressiva, ou seja, começará alto,
o valor do aporte ou quanto maior o montante
em 35%, e terminará em 10% ao fim de dez anos, ou
acumulado, menor será a taxa de carregamento
seja, a alíquota reduz com o tempo. Logo, esta modali-
antecipada.
dade é mais indicada para aqueles que desejam ficar no
z Postecipada: incide somente em caso de porta- plano de previdência por muito tempo, e que queiram
bilidade ou resgates. É decrescente em função do utilizar a aplicação como benefício futuro de aposenta-
tempo de permanência no plano, podendo chegar doria. Indicada para aqueles clientes que estão pensan-
a zero. Ou seja, quanto maior o tempo de perma- do em muito longo prazo. Deve, também, ser escolhida
nência, menor será a taxa. com atenção, pois esta escolha entre progressiva ou
z Híbrida: a cobrança ocorre tanto na entrada (no Regressiva é irretratável, ou seja, você não pode mudar.
ingresso de aportes ao plano), quanto na saída (na Tome cuidado, pois existe a possibilidade de troca
ocorrência de resgates ou portabilidades). Como de regime tributário de Progressivo para Regressivo, e
você pode ver, existem produtos que extinguem a isso encontra amparo na Lei 11.053. Embora a lei não
cobrança dessa taxa após certo tempo de aplica- seja muito clara, ela faz menção ao fato de que o clien-
ção. Outros atrelam esse percentual ao saldo inves- te que tenha uma previdência na moralidade tributária
progressiva possa migrar para a alíquota regressiva,
tido: quanto maior o volume aplicado, menor a
mas isso só pode ser feito uma única vez e é irreversível.
taxa. Nos dois casos, não deixe de pesquisar antes
Da mesma forma, em 2015 a SUSEP e a PREVIC
de escolher seu plano de previdência. assinaram um acordo em março daquele ano para
que fosse possível a migração entre previdência
Alíquotas do Imposto de Renda (IR) complementar aberta para fechada e vice-versa,
entretanto o acordo não especifica como e em que ter-
A alíquota do imposto de renda serve para tributar mo essa migração é feita, ficando clara apenas a auto-
a renda que você receberá ao final do plano, quando rização para migração.
for gozar o benefício de forma parcelada ou de uma
única vez. Claro que a receita federal não ficaria de PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FECHADA
fora desse seu dinheiro, não é? Logo, esta alíquota
Como vimos anteriormente, além das Sociedades
pode ser cobrada de duas formas de acordo com a de Capitalização, das seguradoras e das Entidades
escolha do cliente. Abertas de Previdência Complementar, existem as
Entidades Fechadas de Previdência complemen-
A Alíquota Progressiva tar. Entretanto, estas não são subordinadas ao CNSP
nem, tampouco, são fiscalizadas pela SUSEP. Vejamos:
Esta forma de tributação é ideal para quem não
declara imposto de renda ou se declara como isento, CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA
pois o imposto cobrado na previdência no momento COMPLEMENTAR
do resgate será de 15%, independente do prazo. Conselho Nacional de Previdência Complementar
Entretanto, caso sua renda passe a ser tributável, ou (CNPC) é um órgão colegiado que integra a estrutura do
seja, você passe a ganhar o suficiente para pagar impos- Ministério da Economia, reunindo-se trimestralmen-
to de renda, a tributação que era 15% passa a acompa- te, e cuja competência é regular o regime de previdên-
nhar a tributação do seu salário, e quando você efetuar cia complementar operado pelas entidades fechadas de
o resgate, terá de fazer um ajuste no seu imposto de previdência complementar (fundos de pensão).
renda para mais ou para menos, a depender o valor do O CNPC é o novo órgão com a função de regular
seu salário e da alíquota cobrada, por isso o nome Pro- o regime de previdência complementar operado
gressiva, pois aumenta conforme seu salário progride. pelas entidades fechadas de previdência comple-
Por exemplo, eu ganho 10 mil reais por ano, por- mentar, nova denominação do Conselho de Gestão da
tanto não preciso declarar imposto de renda, e se eu Previdência Complementar.
declarar não preciso pagar imposto, logo minha pre- SUPERINTENDÊNCIA DE PREVIDÊNCIA
vidência está sujeita a imposto de 15% e quando você COMPLEMENTAR (PREVIC)
efetuar o resgate e for cobrado o imposto, como você
não deve pagar imposto de renda, pode receber o Lei nº 12.154, de 23 de dezembro de 2009
valor cobrado de volta como restituição.
Art. 1º Fica criada a Superintendência Nacional de
Agora um outro exemplo: Ganho 70 mil reais por
Previdência Complementar - PREVIC, autarquia de
ano, logo, devo declarar imposto de renda e devo natureza especial, dotada de autonomia administra-
pagar imposto, ou esse pode ser retido no meu salá- tiva e financeira e patrimônio próprio, vinculada ao
rio pelo meu empregador se eu for assalariado. Para Ministério da Economia, com sede e foro no Distri-
quem ganha 70 mil reais por ano o imposto devido é de to Federal e atuação em todo o território nacional.
27,5%, ou seja, minha previdência sairá de um imposto Parágrafo único. A Previc atuará como entidade
de 15% para um imposto de 27,5%. Desta forma você de fiscalização e de supervisão das atividades das
entidades fechadas de previdência complementar
deverá pagar imposto a mais por ela e não receberá
e de execução das políticas para o regime de pre-
nada de volta a título de restituição. vidência complementar operado pelas entidades
Por isso, essa forma de tributação deve ser escolhi- fechadas de previdência complementar, observadas
da com cuidado, e com o pensamento no fato de que as disposições constitucionais e legais aplicáveis.
246 se sua renda subir demais você pagará mais imposto. Art. 2º Compete à Previc:
I - proceder à fiscalização das atividades das enti- O Seguro
dades fechadas de previdência complementar e
de suas operações; Contrato mediante o qual uma pessoa denomina-
II - apurar e julgar infrações e aplicar as penali- da Segurador, se obriga, mediante o recebimento de
dades cabíveis; um prêmio, a indenizar outra pessoa, denominada
III - expedir instruções e estabelecer procedimen- Segurado, do prejuízo resultante de riscos futuros,
tos para a aplicação das normas relativas à sua previstos no contrato. (Circular SUSEP 354/07).
área de competência, de acordo com as diretrizes Ou seja, o Segurador assume o risco do segurado
do Conselho Nacional de Previdência Complemen- e em troca disto recebe um prêmio em dinheiro, logo,
tar, a que se refere o inciso XVIII do art. 29 da Lei no cabe ao Segurador decidir se aceita ou não o risco do
10.683, de 28 de maio de 2003; segurado.
IV - autorizar:
Para se proteger as seguradoras se valem de pes-
a) a constituição e o funcionamento das enti-
quisas e questionários sobre o segurado para buscar
dades fechadas de previdência complementar,
calcular a probabilidade de um evento acontecer ou
bem como a aplicação dos respectivos estatutos e
regulamentos de planos de benefícios; não. Estes eventos são os fatos geradores ou, simples-
mente, sinistros. Quando estes sinistros ocorrem o
Entidades Fechadas de Previdência Complementar segurador deve indenizar o segurado conquanto que
o sinistro esteja previsto no contrato firmado entre os
As entidades fechadas de previdência complemen- dois. Este contrato chamamos de apólice.
tar (fundos de pensão) são organizadas sob a forma
As partes da proposta de seguro:
de fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos
e são acessíveis, exclusivamente, aos empregados z Apólice: proposta formal aceita pela seguradora;
de uma empresa ou grupo de empresas ou aos ser-
z Endosso: poder que se tem de mudar o bem em
vidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e
garantia ou características do bem garantido;
dos Municípios, entes denominados patrocinadores
z Prêmio: prestação paga periodicamente pelo
ou aos associados ou membros de pessoas jurídicas de
caráter profissional, classista ou setorial, denomina- segurado;
das instituidores. z Sinistro: prejuízo causado a um bem segurado;
As entidades de previdência fechada devem seguir z Indenização: valor que segurado recebe caso o
as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Mone- sinistro ocorra;
tário Nacional, por meio da Resolução 3.121, de 25 z Franquia: contribuição do segurado para libera-
de setembro de 2003, no que tange à aplicação dos ção da indenização, é a coparticipação do segura-
recursos dos planos de benefícios. do no prejuízo.

O Plano de Previdência Fechado Dentro do mercado de seguros, nós temos dois


grandes grupos de seguros:
Também conhecido como fundos de pensão, é cria-
do por empresas e voltado exclusivamente aos seus Seguros de Acumulação
funcionários, não podendo ser comercializado para
quem não é funcionário daquela empresa. Onde eu invisto um capital por um determinado pra-
A Superintendência Nacional de Previdência Com- zo e, ao final, recebo o valor de volta, corrigido por um
plementar (PREVIC) é uma autarquia vinculada ao indexador de juros. Então é chamado de acumulação
Ministério da Economia, responsável por fiscalizar porque há um acúmulo de dinheiro que ao final poderá
as atividades das entidades fechadas de previdência ser devolvido ao segurado caso o sinistro não ocorra.
complementar (fundos de pensão). Exemplo: Previdência Complementar Aberta (PGBL,
Atenção! Em ambas as entidades a aplicação dos VGBL), Títulos de Capitalização.
recursos das reservas é orientada pelo CMN.
Seguros de Risco

São os famosos fatos geradores. Esses seguros


foram criados para o segurado contribuir com um
valor, e por meio dessa contribuição ele recebe uma
indenização caso algum sinistro aconteça com o bem
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

segurado, que pode ser um bem material ou até mes-


mo a própria vida.
Neste tipo de seguro, o acúmulo de capital não é
devolvido ao segurado ao final do prazo contratado,
pois o valor pago destina-se ao prêmio pago ao Segu-
rador para assumir o risco do sinistro do segurado.
Ex: Vida, Automóveis, acidentes pessoais, saúde,
residenciais e viagem.
SOCIEDADES SEGURADORAS
O RESSEGURO OU RETROCESSÃO
São entidades, constituídas sob a forma de socie-
dades anônimas, especializadas em pactuar contrato, O Resseguro é o Seguro das Seguradoras
por meio do qual assumem a obrigação de pagar
ao contratante (segurado), ou a quem este designar, É um contrato em que o ressegurador assume o
uma indenização, no caso em que advenha o risco compromisso de indenizar a companhia segurado-
indicado e temido, recebendo, para isso, o prêmio ra (cedente) pelos danos que possam vir a ocorrer em
estabelecido. decorrência de suas apólices de seguro. 247
Para garantir com precisão um risco aceito, as próprio período (e às demais despesas da seguradora).
seguradoras usualmente repassam parte dele para Isso implica em que o prêmio cobrado é calculado de
uma resseguradora que concorda em indenizá-las por forma que corresponda à importância necessária para
eventuais prejuízos que venham a sofrer em função cobrir o valor das indenizações relativas aos sinistros
da apólice de seguro que vendeu. O contrato de resse-
esperados. Não há, assim, a possibilidade de devolu-
guro pode ser feito para cobrir um determinado risco
isoladamente ou para garantir todos os riscos assumi- ção ou resgate de prêmios e contribuições capitali-
dos por uma seguradora em relação a uma carteira ou zadas ao segurado, ao beneficiário ou ao estipulante,
ramo de seguros. O seguro dos riscos assumidos por como nos casos de planos de previdência.
uma seguradora é definido por meio de um contrato Tipicamente, esse regime se aplica aos planos pre-
de indenização. videnciários ou de seguro de vida em grupo, em situa-
Os Resseguradores fornecem proteção a varia- ções em que a massa de participantes é estacionária e
dos riscos, inclusive para aqueles de maior vulto e as despesas com pagamento de benefícios são estáveis
complexidade que são aceitos pelas seguradoras. Em e de curta duração. É usado também na previdência
contrapartida, a cedente (segurador direto) paga um
social estatal (INSS e regimes próprios do Estado),
prêmio de resseguro, comprometendo-se a fornecer
informações necessárias para análise, fixação do pre- porém, sem a condição de estabilidade mencionada.
ço e gestão dos riscos cobertos pelo contrato. É o caso também dos seguros de vida em grupo, de
Resumindo, a seguradora fica com medo de dar seguros de automóveis, de saúde etc.
um problema sério na apólice de seguro, ou o valor a Ocorrido o sinistro, o segurado recebe uma
indenizar ser alto demais, e acaba por tentar diminuir indenização pré-estabelecida independentemente
o risco, dividindo com uma resseguradora. É o seguro do valor que pagou. No mercado de seguros, entre-
do Seguro. tanto, para garantia da solvência das empresas, a
legislação impõe a formação de provisões de prêmios
O Cosseguro não ganhos, de oscilação de riscos e de sinistros, devi-
damente atestadas pelos atuários em Nota Técnica e
O cosseguro nada mais é do que pegar uma apólice
Avaliação Anual.
de seguro e distribuí-la para mais de uma seguradora,
ou seja, quando o risco é alto demais, as seguradoras O regime de repartição de capitais de cobertura é
dividem, entre elas, o risco daquela apólice, pois caso o método em que há formação de reserva apenas para
haja algum problema, o sinistro, o prejuízo é dirimido garantir os pagamentos das indenizações e benefí-
entre elas. cios iniciados no período, ou seja, arrecada-se apenas
Aqui há algumas características dos seguros: o necessário e suficiente para formação de reserva
Os seguros podem ser classificados em seguros garantidora do cumprimento dos benefícios futuros
individuais ou em grupo. que se iniciam neste período.
O seguro individual é uma relação entre uma pes-
Em outras palavras, há formação de um fundo
soa ou uma família e uma seguradora. A seguradora,
evidentemente, terá de aferir corretamente o risco correspondente ao valor atual dos benefícios de pres-
segurado e pulverizá-lo, colocando-o numa carteira tação continuada iniciados no período em questão.
onde existem diversos riscos semelhantes, mas inde- Nesse regime, há a obrigação de constituição de pro-
pendentes entre si. visão de benefícios concedidos.
O seguro em grupo é o seguro de um conjunto O regime de capitalização é o método que con-
de pessoas ligadas entre si de modo que se estabelece siste em determinar a contribuição necessária para
uma relação triangular entre a seguradora, o segura- atender determinado fluxo de pagamento de benefí-
do e o grupo a que ele pertence. cios, estabelecendo que o valor da série de contribui-
O grupo pode ser constituído por uma empresa,
ções efetuadas ao longo do tempo seja igual ao valor
por uma organização sem fins lucrativos, por uma
associação profissional, ou por uma pessoa física. Os da série de pagamentos de benefícios que se fará no
seguros contratados por empresas são chamados de futuro.
empresariais ou corporativos. É um seguro em gru- Esse modelo de financiamento constitui reservas
po, formalizado por uma única apólice que garante tanto para os participantes assistidos, como para os
coberturas estabelecidas de acordo com um critério ativos e obviamente pressupõe a aplicação das con-
objetivo e uniforme, não dependente exclusivamente tribuições nos mercados financeiros, de capitais e
da vontade do segurado. imobiliários a fim de adicionar valor à reserva que se
A seguradora, com base nos contratos de adesão ao está constituindo. A capitalização é dividida em duas
seguro, emite para cada segurado um documento que
fases distintas: a primeira denominada “fase contri-
comprova a inclusão no grupo (Certificado de Seguro).
Nesse documento constam a identificação do segura- butiva” e a segunda “fase do benefício”.
do e a designação dos seus beneficiários. A legislação vigente torna obrigatória a utilização
Os seguros diferem também segundo o regime de do regime financeiro de capitalização para os bene-
financiamento, ou seja, a técnica atuarial que deter- fícios de pagamento em prestações que sejam pro-
mina a forma de financiamento das indenizações e gramadas e continuadas. Nesse regime, obriga-se a
benefícios integrantes do contrato. empresa a constituir provisão de benefícios concedi-
Os regimes se dividem em repartição e capitali- dos, como no caso anterior, e provisão de benefícios
zação. O regime de repartição, por sua vez, se divide a conceder. Assim, no regime de capitalização, o obje-
entre repartição simples e repartição de capitais de
tivo não é apenas pagar indenização ou benefício
cobertura.
No regime de repartição simples, todos os prêmios pré-estabelecido, mas permitir ao segurado ou par-
pagos pelos segurados em determinado período for- ticipante retirar ao final do contrato uma poupança
mam um fundo que se destina ao custeio de indeniza- que, idealmente, cubra os riscos de morte, invali-
248 ções a serem pagas por todos os sinistros ocorridos no dez, aposentadoria etc.
RAMOS DE SEGUROS

GRUPOS CARACTERÍSTICAS GERAIS


Seguros contra incêndio, roubo de imóveis, bem como os seguros compreensivos re-
1 Patrimonial
sidenciais, condominiais e empresariais

2 Riscos Especiais Seguros contra riscos de petróleo, nucleares e satélites

Seguros contra indenizações por danos materiais ou lesões corporais a terceiros por
3 Responsabilidades
culpa involuntária do segurado

4 Cascos em (“run off”) Seguros contra riscos marítimos, aeronáuticos e de hangar

Seguros contra roubos e acidentes de carros, de responsabilidade civil contra tercei-


5 Automóvel
ros e DPVAT

Seguros de transporte nacional e internacional e de responsabilidade civil de cargas,


6 Transporte
do transportador e do operador

7 Riscos Financeiros Seguros diversos de garantia de contratos e de fiança locatícia

8 Crédito em (“run off”) Seguros de crédito à exportação e contra riscos comerciais e políticos

Seguros coletivos de vida e acidentes pessoais, vida com cobertura para risco de so-
9 Pessoas Coletivo
brevivência, prestamista e educacional

10 Habitacional Seguros contra riscos de morte e invalidez do devedor e de danos ao imóvel financiado

11 Rural Seguros agrícola, pecuário, de florestas e penhor rural

12 Outros Seguros no exterior de sucursais e de seguradoras no exterior

Seguros individuais de vida e acidentes pessoais, vida com cobertura para risco de
13 Pessoa Individual
sobrevivência, prestamista e educacional

Seguros compreensivos para operadores portuários, responsabilidade civil facultativa


14 Marítimos
para embarcações e marítimos

Seguros de responsabilidade facultativa para aeronaves, aeronáuticos, responsabili-


15 Aeronáutico
dade civil de hangar e responsabilidade do explorador ou transportador aéreo

16 Microsseguros Microsseguros de pessoas, microsseguros de danos

17 Saúde Seguro Saúde

Fonte: Susep

ABERTURA E MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS: DOCUMENTAÇÃO BÁSICA

Bom pessoal, muitos de nós já fomos a algum banco, alguma vez, para abrir, ou assistir alguém abrir uma con-
ta. A conta que abrimos no banco nada mais é do que um contrato, e como tal precisa de regras e de orientações
sobre sua forma.
Lembrando que esse contrato é composto por uma ficha-proposta e um cartão de assinatura.
A ficha-proposta deve conter no mínimo: Qualificação do depositante, endereço residencial e comercial
completos, telefone com DDD, referencias pessoais, data da abertura da conta e o número dessa conta, e a assina-
tura do depositante.
Estas orientações estão contidas na Resolução CMN nº 4753/2019, que dita às regras básicas que devem nor-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

tear as Instituições Financeiras quando da Abertura e manutenção de contas de depósito.


Então vamos ver o que o CMN e o BACEN têm dito sobre isso:

No caso de pessoa física:

z Documento de identificação (carteira de identificação ou equivalente, como, por exemplo, a carteira nacional
de habilitação, passaporte, CTPS, carreiras de órgão de classe);
z Inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF);
z Comprovante de residência.

Para que exista uma pessoa física, basta que esta nasça com vida. Ela se extingue com a morte do indivíduo.

No caso de pessoa jurídica:

z Documento de constituição da empresa (contrato social e registro na junta comercial);


z Inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ); 249

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