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Documentos que qualifiquem e autorizem os Veremos com mais detalhes mais a frente.
representantes, mandatários ou prepostos a movi- Sobre as tarifas que podem ser cobradas na sua
mentar a conta. conta veja: Quando se fala em serviços do Banco, lem-
z Para que uma Pessoa Jurídica de direito Privado bramos que são 4 categorias de serviços:
exista é necessário que o contrato social seja regis-
trado na JUNTA COMERCIAL do Estado onde a z Serviços essenciais: aqueles que não podem ser
empresa se situa. cobrados
z Nos casos de Partidos Políticos deve-se registrar
o estatuto no TSE – Tribunal Superior Eleitoral. „ Emissão da primeira via do cartão de débito.
(estes são pessoas jurídicas de direito privado).
(segundas vias, exceto nos casos decorrentes de
z As pessoas jurídicas podem ser também de direito
perda, roubo, furto, danificação e outros moti-
Público Interno: União, Estados, Distrito Federal e
vos não imputáveis a Instituição emitente);
Municípios; Autarquias e Fundações Públicas. (são
„ 4 saques durante o mês. (No caso de poupança
criados por Lei)
z Existem ainda as de Direito Público Externo: que são 2 saques por mês);
são os territórios e entidades governamentais no „ Até 10 folhas de cheque durante o mês;
exterior. „ 2 extratos por mês;
„ Até dia 28 de fevereiro de cada ano o banco
A pessoa jurídica extingue-se com a dissolução deve enviar ao cliente um extrato consolida-
desta, mediante acordo entre os sócios ou por decreto do, mostrando seus rendimentos no ano ante-
judicial, exceto para as públicas, que serão por meios rior, geralmente para fins de Imposto de Renda;
específicos. „ 2 Transferências entre contas da mesma insti-
Além disso, a instituição financeira pode estabe- tuição por mês. (No caso da poupança 2 transfe-
lecer critérios próprios para abertura de conta de rências entre contas de mesma titularidade);
depósito, desde que seguidos os procedimentos pre- „ Consultas via internet;
vistos na regulamentação vigente (Resolução CMN „ Prestação de qualquer serviço por meios eletrô-
4753/2019). nicos, no caso de contas cujos contratos prevejam
Ou seja, as instituições Financeiras podem exigir utilizar exclusivamente meios eletrônicos;
outros documentos ou termos para abrir esta conta, „ Compensação de cheques.
mas desde que não firam a resolução acima.
Ex.: Depósito Inicial e comprovante de rendimentos.
z Serviços prioritários: O banco é obrigado a for-
Vamos compreender sobre a ficha-proposta agora.
necer um pacote básico destes serviços priori-
Esta deve conter no mínimo:
tários, que são aqueles relacionados a contas de
z Condições para fornecimento de talonário de depósitos, transferências de recursos, operações
cheques; de crédito e de arrendamento mercantil, cartão
z Necessidade de comunicação pelo depositante, de crédito básico e cadastro, somente podendo ser
por escrito, de qualquer mudança de endereço ou cobrados os serviços constantes da Lista de Servi-
número de telefone ou no cadastro; ços da Tabela I anexa à Resolução CMN 3.919, de
z Condições para inclusão do nome do depositante 2010, devendo ainda ser observados a padroni-
no Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundos zação, as siglas e os fatos geradores da cobrança,
(CCF); também estabelecidos por meio da citada Tabela I;
z Informação de que os cheques liquidados, uma z Serviços especiais: aqueles cuja legislação e
vez microfilmados, poderão ser destruídos; regulamentação específicas definem as tarifas
(estas microfilmagens devem permanecer por no e as condições em que aplicáveis, a exemplo
mínimo 10 anos no arquivo); dos serviços referentes ao crédito rural, ao Siste-
z Tarifas de serviços, incluindo a informação sobre ma Financeiro da Habitação (SFH), ao Fundo de
serviços que não podem ser cobrados; Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ao Fundo
z Saldo médio mínimo exigido para manutenção PIS/PASEP, às chamadas “contas-salário”, bem
da conta se houver essa exigência. como às operações de microcrédito de que trata a
Resolução CMN 4.000, de 2011;
Importante! z Serviços diferenciados: aqueles que podem ser
cobrados desde que explicitadas ao cliente ou ao
A Ficha-Proposta somente poderá ser microfil- usuário as condições de utilização e de pagamento.
mada depois de transcorridos no mínimo cinco
anos, a contar do início do relacionamento com No encerramento da conta é necessário tomar
o cliente. alguns cuidados:

É facultado à instituição financeira abrir, man- z Pode ser encerrada por ambas as partes, cliente ou
ter ou encerrar contas de depósito caso o cliente banco, desde de que acompanhada de aviso prévio,
esteja inscrito no CCF – Cadastro de Emitente de Che- por meio de carta registrada ou meio eletrônico;
ques sem Fundos. z Informar se há cheques a serem compensados,
O cliente será incluído no CCF nas seguintes pois havendo, o banco pode ser negar encerrar
condições: a conta, sem a devida comprovação de que eles
foram liquidados;
z Devolução de cheque sem provisão de fundos na z Devolver as folhas de cheque restantes ou decla-
segunda apresentação; rar que as inutilizou;
z Devolução de cheque por conta encerrada; z Deixar depositado na conta valores para com-
z Devolução de cheque por pratica espúria. (práti- pensar débitos e compromissos assumidos na
250 cas ilegais). relação do cliente com o banco.
Atente para algumas informações: ao sacado. Caso não realize o pagamento, o banco
pode lançar o nome do sacado em protesto ou até
z Pessoas Físicas com idade entre 16 e 18 anos, não mesmo aos órgãos de proteção ao crédito.
emancipadas, podem ter conta de depósitos, e
acesso a crédito também, desde que na abertura Ainda sobre cobrança, existe um evento chamado
ou na assinatura do contrato sejam assistidas por float, que nada mais é do que quando o banco recebe
seus responsáveis legais!; um título de cobrança (boleto) a favor do cedente X,
z Já as Pessoas Físicas com idade inferior a 16 anos, porém só repassa a quantia correspondente depois
podem ter contas de depósitos, e devem ser repre- de 3 dias. Durante esse período (float) o Banco perma-
sentadas por seus representantes legais; nece com o recurso, a custo zero, investe a quantia.
z Pessoas Físicas com Deficiência Visual podem Para que isso existe deve estar previsto no contrato da
ter contas de depósitos, e até firmar contratos de
prestação do serviço. Geralmente essa liberdade dada
empréstimo, desde que sejam assistidas por duas
ao banco deixa as tarifas de cobrança mais baratas.
testemunhas e que o contrato seja lido em voz alta;
z Os residentes e domiciliados no exterior podem
ter conta no Brasil, mas as movimentações ocor-
Cedente Mercadoria Sacado
ridas em tais contas caracterizam ingressos ou saí-
das de recursos no Brasil e, quando em valor igual Credor Devedor
ou superior a R$10 mil, estão sujeitas a comprova-
ção documental, registro no sistema informatizado Aceita A
do Banco Central e identificação da proveniência
e destinação dos recursos, da natureza dos paga-
mentos e da identidade dos depositantes e dos
beneficiários das transferências efetuadas. (Lem- Banco
brando que só instituições autorizadas a operar Cobrador
com câmbio podem ter esse tipo de conta).

COBRANÇA
FUNDOS DE INVESTIMENTOS
Um dos serviços mais desenvolvidos pelos bancos
Um fundo de investimento é uma comunhão de
atualmente é a cobrança, um serviço indispensável para
recursos, captados de pessoas físicas ou jurídicas, com
qualquer banco comercial. Com este instrumento, os
o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da
bancos estreitaram seu relacionamento com os clien-
aplicação em títulos e valores mobiliários. Um fun-
tes, PF e PJ, e engordaram as aplicações com recursos
do é organizado sob a forma de condomínio, e seu
transitórios em títulos. Vamos ver como isso acontece.
patrimônio é dividido em cotas, cujo valor é calcu-
Quando um cliente vende algo para alguém, bem
lado diariamente por meio da divisão do patrimô-
ou serviço, emite um boleto ou bloqueto, estes pos-
nio líquido pelo número de cotas em circulação.
suem código de barras, logo podem transitar pelos
Em outras palavras é como um condomínio que reúne
serviços de compensação, sem sua movimentação físi-
recursos de um conjunto de investidores (cotistas),
ca. Vimos, inclusive, que estes boletos transitam pelo
com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da
SILOC, até o VLB 25mil. Boletos de valor igual ou supe-
aquisição de uma carteira de títulos ou valores mobi-
rior ao VLB 250 mil transitam diretamente no STR.
liários. Se o gestor do fundo fizer um bom trabalho, o
Nesta história nós temos três personagens:
patrimônio do fundo aumentará, aumentando o valor
z O Credor ou cedente – cliente do banco que irá das cotas do fundo.
emitir ou contratar os serviços de emissão boletos Quando este fundo dá um bom resultado, ou seja,
de cobrança; lucro, este valor é distribuído proporcionalmente ao
z O Banco – instituição que disponibiliza o programa número de cotas de cada participante.
para emissão destes boletos, e que pode realizar a É a comunhão de recursos sob a forma de condo-
cobrança de duas formas: simples¹ ou registrada². mínio em que os cotistas têm os mesmos interesses
z O devedor ou sacado – cliente do credor que adqui- e objetivos ao investir no mercado financeiro e de
riu produto ou serviço, e pagará o boleto emitido. capitais, ou seja, todos têm os mesmos direitos, e o
valor das cotas é igual para todos.
A cobrança como falamos anteriormente, é um Funciona exatamente como um condomínio de
produto de relacionamento entre banco e cliente apartamentos, em que cada condômino é dono de
(cedente). Com isso o cedente possui conta no banco uma cota (um apartamento) e paga a um terceiro para
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

e os valores resultantes da cobrança são creditados administrar e coordenar as tarefas do prédio (o síndi-
diretamente na conta do cedente, em D+0 ou D+1, a co). Nele são estabelecidas as regras de funcionamen-
depender do que for pactuado. to (horário de funcionamento da piscina, do salão de
Graças ao sistema de compensação, o sacado festas, de música alta nas dependências dos aparta-
(devedor) pode pagar o título em qualquer praça, até mentos, entre outras). Essas regras são seguidas por
a data do vencimento. Após o vencimento, somente na todos os moradores, sem exceção.
agencia bancaria do cedente ou emissor do título. Um fundo de investimento funciona da mes-
ma forma. Os cotistas (os moradores) compram uma
z A cobrança simples é a mera emissão dos boletos. quantidade de cotas ao aplicar, e pagam uma taxa
O cedente preenche, emite, envia e especifica o ban- de administração a um terceiro (o Gestor, o síndico)
co onde deve ser pago, tudo isso sem aviso prévio ao para coordenar as tarefas do fundo e gerenciar seus
banco. Quando do pagamento, o banco envia uma recursos no mercado. Ao comprar cotas de um deter-
informação ao cliente e credita em sua conta; minado fundo, o cotista está aceitando suas regras
z A cobrança registrada é mais completa, pois o ban- de funcionamento (aplicação, resgate, horários, cus-
co vai processar a emissão dos títulos, com base em tos etc.), e passa a ter os mesmos direitos dos demais
informações previamente enviadas pelo cedente, e cotistas, independentemente da quantidade de cotas
vai processar inclusive a cobrança do pagamento que cada um possui. 251
Agora, imagine que você não mora num prédio, O formulário de informações complementares é
portanto está fora do condomínio, e precisa escolher documento de natureza virtual, que deve ser disponibi-
quem vai fazer a manutenção da piscina e da quadra lizado pelo administrador e pelo distribuidor do fundo
esportiva ou quem vai contratar os seguranças. Pro- em seus sites. Trata-se de um documento de caracterís-
vavelmente, terá mais trabalho para encontrar esses tica mais dinâmica, que fornece informações comple-
prestadores de serviços e gastará mais. Se estivesse mentares sobre o fundo, contendo, entre outras:
num condomínio, essa seria uma tarefa para o sín-
dico, com a vantagem de poder ratear com os outros z Local, meio e forma de divulgação de informações
condôminos esses custos. do fundo;
Situação semelhante poderia acontecer com você, z Local, meio e forma de solicitação de informações
caso estivesse sozinho no mercado financeiro. Cabe- pelo cotista;
ria a você escolher os ativos para compor uma car- z Exposição dos fatores de riscos inerentes à compo-
teira de investimento. Isso significa analisar com sição da carteira do fundo;
frequência riscos, nível de endividamento e expecta- z Descrição da tributação aplicável ao fundo e a seus
tiva de resultados de cada empresa da qual você com- cotistas, contemplando a política a ser adotada
prou ação ou de cada banco do qual você adquiriu um pelo administrador quanto ao tratamento tributá-
CDB. Isso daria muito trabalho, logo, você entrando rio perseguido;
em um grupo, este grupo terá um gestor, e esse gestor z Descrição da política de administração de risco;
se preocupará com isso para você. z Política de distribuição de cotas, inclusive no que
se refere à descrição da forma de remuneração
Fonte: XP Investimentos dos distribuidores.
Quando o investidor vai aderir a um fundo, ou con- Lâmina de Informações Essenciais
domínio, ele deve atestar, mediante termo apropriado, A instrução CVM 522, de 08 de maio de 2012,
que recebeu o Regulamento, e que tomou ciência da que promoveu alterações na instrução 409, trouxe
política de investimentos e dos riscos do produto, modificações na Lâmina de Informações Essenciais,
além disso deve ser disponibilizado para eletronicamen- documento já utilizado no mercado para a venda de
te o Formulário de Informações Complementares. fundos de investimento para investidores de varejo. A
Caso o investidor que comprou parte desse fun- ideia é padronizar o material utilizado, de forma que
do queira vender, ele pode? os investidores possam melhor comparar os fundos.
Nas mudanças, a lâmina passa a conter as informa-
Isso vai depender. Existem dois tipos de fundos: ções mais importantes em formato simples e sempre
Abertos e Fechados. na mesma ordem. Além das informações sobre taxas
Os Fundos Abertos permitem que o investidor res- e despesas, a lâmina traz uma tabela com os retornos
gate o valor aplicado a qualquer momento, ou seja, dos últimos cinco anos, que enfatiza a existência, caso
ele pode reaver seu dinheiro, logo, será um fundo de exista, de anos com rentabilidade negativa, além de
alta liquidez. O resgate será feito com base no valor outras mudanças, conforme disposto na instrução.
em que a cota estiver valendo no mercado. Embora A lâmina deve ser atualizada mensalmente até o
existam fundos que pedem prazo de carência para res- dia 10 (dez) de cada mês com os dados relativos ao
gate, por exemplo: 30 ou 60 dias após a aplicação; os mês imediatamente anterior, e enviá-la imediatamen-
fundos são considerados como tendo alta liquidez. te à CVM. O administrador deve entregar a lâmina ao
Já os Fundos Fechados não permitem o resgate futuro cotista antes do seu ingresso no fundo e divul-
antecipado, ou seja, se você comprar vai ter de ficar gar, em lugar de destaque na sua página na internet, e
com as cotas até o fim do prazo estabelecido. Entre- sem proteção de senha, a lâmina atualizada.
tanto, como nada é eterno, você pode vender as cotas É importante saber que, todo cotista, ao ingressar
para outra pessoa, mas como elas já foram comer- no fundo, deve atestar, por meio de termo próprio,
cializadas a primeira vez com você, você terá de ven- que recebeu o regulamento e o prospecto (a partir de
dê-las no mercado secundário, ou seja, na bolsa de 1º de janeiro de 2013, a lâmina), que tomou ciência dos
valores ou no mercado de balcão. riscos envolvidos e da política de investimentos, como
também da possibilidade de ocorrência de patrimônio
ESTRUTURAS PRESENTES NOS FUNDOS DE negativo e de sua responsabilidade por contribuições
INVESTIMENTOS adicionais de recursos, quando for o caso. Por isso,
Mas o que são esse Regulamento e o Formulário de atenção ao ler esses documentos, pois neles o inves-
Informações Complementares? tidor vai encontrar informações muito importantes.
O Regulamento é o documento de constituição do Os Papéis das Pessoas
fundo. Nele estão estabelecidas todas as informações e
as regras essenciais relacionadas, entre outras estabele- z O investidor: cliente que tem recursos disponí-
cidas no capítulo IV da instrução CVM 409: (i) à adminis- veis para aplicar em fundos de investimentos,
tração; (ii) à espécie, se aberto ou fechado; (iii) ao prazo muitas vezes atraído por ganhos superiores ao de
de duração, se determinado ou indeterminado; (iv) à investimentos tradicionais como poupança, CDB e
gestão; (v) aos prestadores de serviço; (vi) à política de RDB e que foge de risco elevados como os investi-
investimento, de forma a caracterizar a classe do fun- mentos diretos em ações;
do; (vii) à taxa de administração e, se o caso, às taxas z O investidor Qualificado: pessoas físicas ou jurí-
de performance, entrada e saída; (ix) às condições de dicas que tem notório conhecimento sobre inves-
aplicação e resgate de cotas. As alterações no regula- timentos ou que tem volumes elevados aplicados
mento dependem de prévia aprovação da assembleia em investimentos e que estão dispostas a aplicar
geral de cotistas e devem ser comunicadas à CVM. É de forma diferenciada.
importante saber que as alterações feitas no regulamen-
São considerados investidores qualificados:
to do Fundo de Investimento implicam modificações
nas condições de funcionamento do Fundo. Portanto, o I – instituições financeiras;
cotista deve analisar as modificações propostas de acor- II – companhias seguradoras e sociedades de
252 do com seus interesses como investidor. capitalização;
III – entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
IV – pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a
R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor
qualificado mediante termo próprio.
V – fundos de investimento destinados exclusivamente a investidores qualificados;
VI – administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus
recursos próprios;
VII – regimes próprios de previdência social instituídos pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou
por Municípios. IN CVM 450.

Atenção! Existem também os investidores Profissionais, que são pessoas físicas ou jurídicas que possuam
investimentos financeiros em valor superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente,
atestem por escrito sua condição de investidor profissional mediante termo próprio.

z Os Administradores dos Fundos: São Instituições Financeiras, autorizadas pela CVM, que serão os responsá-
veis legais pelo Fundo, e pode, inclusive, atuar como distribuidor das cotas do Fundo;
z O Gestor: este é o cara que põe a mão na massa, ou seja, é o profissional que acompanha o mercado financei-
ro, mede o risco do fundo diariamente, analisa e avalia o cenário econômico, toma decisão sobre quais ativos
comprar ou vender, obedecendo as diretrizes legais e a política de investimentos do fundo;
z Os distribuidores são aqueles que fazem a distribuição das cotas, como falamos anteriormente, pode ser o
próprio administrador, ou outra instituição que integre o sistema de distribuição de valores mobiliários;
z O custodiante é a instituição que irá guardar, ou seja, custodiar o título, para que o mesmo esteja disponível
quando for utilizado. Pode ser o próprio administrador, ou caso não seja credenciado pela CVM para essa atri-
buição, uma instituição contratada.

Estruturas e Responsabilidades dos Fundos de


Investimento no Brasil

Investigadores e proprietários das cotas Representação legal; Contratação de prestadores


do Fundo de Investimento, que repre-
Cotistas
de serviços; Documentação (regulamentados e
sentam frações ideais de seu patrimônio prospectos); Controle de enquadramento e com-
líquido; Confiam seus recursos aos pres- pliance; Gestão de risco; Assembleias de cotistas;
Fundos de Investimentos
tadores de serviço. Relatórios e extratos a cotistas, incluindo informes
de rendimentos; Retenção de impostos; Relatórios
a órgãos reguladores; Abertura de contas em con-
Administrador trapartes, KYC e PLD de prestadores de serviços e
cotistas.
Gestor

z Escolha dos investimentos;


z Compra e venda de ativos;
z Definição da estratégia de investimentos;
z Ajuste do portfólio, em caso de desenquadramento.

Custodiante

z Recepção de instruções de investimentos;


z Guarda e liquidação física e financeira dos ativos que compõem a carteira do Fundo;
z Reconciliação;
z Controle de eventos corporativos;
z Abertura de contas em clearings e agentes depositários.

Controlador

z Cálculo do valor da cota do fundo;


z Precificação e marcação a mercado dos ativos do fundo;
z Contabilidade;
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

z Geração de relatórios de posição para gestores.


Distribuidor

z Marketing e vendas das cotas do Fundo;


z Suitability de cotistas;
z KYC e PLD de cotistas;
z Serviço de atendimento a cotistas.

Escriturador

z Receber ordens de aplicação e resgate de cotistas ou distribuidores;


z Controlar e manter a posição de cotas detidas por cada um dos cotistas;
z Envio de relatórios e extratos mensais a cotistas;
z Cálculo e retenção de Impostos.

Auditor Independente

z Realizar auditoria anual do Fundo. 253


A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

É a essência do Fundo, ou seja, é através dela que o investidor ira saber como o administrador irá conduzir o
Fundo, se procura retorno de curto ou longo prazo, no que irá aplicar e qual o tipo de risco que ele está disposto
a correr na compra dos papeis.
Essa política pode ser ativa ou passiva:

z Ativa: quando o Fundo estabelece um índice de referência, exemplo CDI, e tenta ultrapassar esse índice;
z Passiva: quando o Fundo estabelece um índice de referência, exemplo CDI, e tenta acompanhar esse fundo,
mas apenas acompanhar.
z Benchmark: É o indicador de mercado usado para medir a performance do Fundos. É a referência para
saber se o fundo está rendendo bem ou não. Para os fundos de renda fixa p mais usado é o CDI e para os de
renda variável são o IBOVESPA e o IBX – Índice Brasil;
z Taxa de Administração: é a taxa cobrada pela empresa administradora pelo serviço de gerenciamento do
fundo. É um percentual fixo, calculado sobre patrimônio líquido e são cobrados diariamente. Esses recur-
sos servem para remunerar o administrador, ou seja, é o salário do administrador;
z Taxa de Performance: é a taxa cobrada por alguns fundos quando estes ultrapassam seu benchmark, ou seja,
rende mais do que o esperado. Ocorre quando o administrador faz o dever de casa muito bem, e por isso
ganha uma recompensa;
z Taxa de entrada ou de saída: É uma taxa que poderá ser cobrada do investidor quando da aquisição de cotas
do fundo (taxa de entrada ou de carregamento) ou quando o investidor solicita o resgate de suas cotas. Nesse
caso a taxa de entrada ou de saída não está computada no patrimônio do fundo, portanto o valor da cota do
fundo divulgado pelo administrador não contém essa taxa. Como todas as demais taxas, essa também deverá
estar definida no regulamento e no prospecto do fundo;

Vejamos um conceito importante.

z Chinese Wall: Embora cada fundo de investimentos tenha seu CNPJ próprio, os recursos do administrador
poderiam, eventualmente, se misturar com os recursos dos investidores, para isso, esse termo foi criado para
separar estes recursos, ou seja, o dinheiro do administrador não pode ficar junto ao dinheiro do investidor,
para evitar que o dinheiro dos investidores fosse utilizado pelo administrador em proveito próprio.

Agora que você sabe sobre quase todos os termos de Fundos de Investimentos vamos ver o que pode haver
dentro deles.

Os Tipos de Fundos Quanto a sua Rentabilidade

Dentro dos fundos nos temos papeis que valem dinheiro, e esses papeis pode ser de Renda Fixa ou de Renda
Variável.

z Renda Fixa: Rendimento pactuado no momento da emissão do título. Podem ser pré ou pós-fixados. Os pré-fi-
xados são aqueles que temos uma remuneração determinada no momento da contratação, já os pós-fixados são
aqueles em que atrelamos a um índice pactuado previamente (TR, IPCA, IGP-M etc.);
z Renda Variável: quando a taxa de rentabilidade não pode ser avaliada na emissão, podendo ao final gerar
ganhos ou prejuízos, ou seja, o mercado dirá quando aquele papel irá valer no futuro. O maior exemplo que
temos são as ações.

Os Tipos de Fundos Quanto ao seu Prazo

Curto Prazo

Os fundos de investimento de curto prazo têm por objetivo reproduzir as variações das taxas de juros e das
taxas pós-fixadas, investindo seus recursos em títulos públicos federais ou em títulos privados de baixo risco de
crédito com prazo médio de cada ativo de até 365 dias.

Longo Prazo

Os fundos de investimento classificados como de longo prazo são aqueles que têm uma carteira de títulos com
prazo médio acima de 365 dias.

A NOVA CLASSIFICAÇÃO DOS FUNDOS – IN CVM 555

z Renda Fixa: Os fundos dessa categoria possuem a sua carteira de investimentos (80%) composta por títulos de
renda fixa pré ou pós-fixados. Principalmente títulos públicos e títulos privados de bancos de baixo risco de
crédito. Este fundo não pode ter taxa de performance, exceto se for um fundo exclusivo para investidor qua-
lificado. Na modalidade renda fixa existe um segundo nível chamada fundos simples que nada mais são do
que os antigos fundos referenciados que têm por objetivo de rentabilidade, proporcionar uma rentabilidade
254
atrelada a um indexador financeiro, e a sua carteira de investimento deverá ser composta por, no mínimo,
95% da carteira em títulos públicos e títulos de bancos com risco igual ou superior ao do governo. Os
fundos simples também têm a comunicação com os investidores feita de forma eletrônica apenas, e eles não
podem cobrar taxas de performance, o que reduz custos e aumenta seu potencial de retorno;
z Cambial: Os fundos dessa categoria têm a sua carteira de investimentos composta por (80%) títulos de renda
fixa que tenham como objetivo de rentabilidade proporcionar a variação de preços de uma determinada
moeda estrangeira;
z Multimercados: Os fundos dessa categoria obtêm sua rentabilidade, fundamentalmente, a partir de várias
operações arriscadas. Os derivativos financeiros são contratos que visam a simular um conjunto de opera-
ções de modo a permitir que o gestor do fundo possa alavancar o patrimônio do fundo em uma determinada
estratégia de investimento. A alavancagem é a possibilidade que o gestor tem de poder aplicar o patrimônio
do fundo em papeis mais arriscados como ações de empresas alavancadas, derivativos, e títulos de variação
de preços elevadas;
z Ações: Os fundos dessa categoria têm a sua carteira de investimentos composta por 67% (no mínimo) em
ações de empresas negociadas em Bolsa de Valores.

Tributação (IR) – 15%, incidente no resgate, ou seja, não tem come cotas e IOF é zero.

Atenção! Os fundos de renda fixa, ações e multimercados também ganharam uma nova categoria, que entra
no segundo nível de divisão: investimento no exterior, na qual são incluídos os fundos com carteiras que têm
mais de 40% dos ativos alocados em papéis internacionais.

FRAME DA CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS

Regulação Regulação

Nível 1 Nível 2 Nível 3

Simples Simples

Indexados Índice

Ativos
Soberano
z Duração Baixa
Renda Fixa Grau de Investimento
z Duração Média
Crédito Livre
z Duração Alta
z Duração Livre

Investimento no Exterior
Investimento no Exterior
Dívida Externa

Balanceados
Flexível
Macro
Alocação Trading
Long and Short - Direcional
Multimercados Por Estratégia Long and Short - Neutro
Juros e Moedas
Investimento no Exterior Livre
Capital Protegido
Estratégia Específica
Investimento no Exterior

Indexados índices
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Valor/Crescimento
Setoriais
Dividendos
Ações Ativos Small cap
Sustentabilidade/Governança
índice Ativo
Livre

Investimento no Exterior Investimento no Exterior

Fundos Fechados de Ações


Específicos Fundos de Ações FMP-FGTS
Fundos de Mono Ação

Cambial Cambial Cambial

Fonte: comoinvestir.com.br 255


Outros Tipos de Fundos

z Direitos Creditórios: A carteira de investimento desses fundos é composta em sua totalidade por títulos que
representam operações realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de arrenda-
mento mercantil e de prestação de serviços. Esses títulos são conhecidos como recebíveis. Esses fundos pos-
suem uma regulamentação própria (Instruções CVM 356/2001 e 399/2003 e suas modificações);
z Fundos de Previdência: São fundos de investimento destinados a acolher os recursos captados pelo plano
gerador de benefícios livres (PGBL e VGBL);

z Imobiliário: São fundos de investimento fechados, cujos recursos são destinados para empreendimentos
imobiliários e possuem uma regulamentação própria (Instruções CVM 205/1994 e 206/1994 e suas modifica-
ções). (Isentos de Imposto de Renda.);

z Riscos em Fundos de Investimentos.

É a probabilidade de não se obter o que se esperava. Em se tratando de fundos de investimento temos duas
dimensões para o risco:

z Risco de Crédito: É a probabilidade de que o emissor do título que compõe a carteira do fundo não pague o
valor do título no seu vencimento;
z Risco de Estratégia ou Mercado: É a probabilidade de que a estratégia de investimento do gestor do fundo
não produza os resultados esperados, o risco de estratégia poderá resultar em patrimônio negativo e se
isso ocorrer o cotista será obrigado a aplicar mais recursos de tal forma a zerar o patrimônio negativo;
z Risco de Liquidez: Ocorre quando os fundos encontram dificuldade para liquidar as vendas de cotas dos
cotistas por desinteresse do mercado ou por deficiência de caixa do fundo.

Portanto é primordial que o investidor em fundos de investimento tenha a exata noção dos riscos que está cor-
rendo ao investir em um fundo de investimento.

A Marcação a Mercado

Como o próprio nome diz, marcação a mercado significa atualizar para o valor do dia o preço. Ou seja, mes-
mo que um papel (ou qualquer outro ativo de renda fixa) tenha uma taxa determinada (prefixada ou pós-fixada),
é necessário que, diariamente, seu valor seja atualizado.
O risco de crédito, essencialmente, está vinculado aos preços definidos pelo mercado, e se faz necessário, a
cada momento, definir o valor do título em função das novas taxas vigentes em relação ao rendimento definido
na sua origem.
A marcação a mercado é mais apropriada para os negócios em fundos de investimento e carteiras admi-
nistradas, que negociam frequentemente títulos de acordo com a sua necessidade de caixa ou de seleção de novas
modalidades de aplicação financeira para suas carteiras.
Para definir o valor de negociação em uma data qualquer, o mercado define a taxa do momento composta da
taxa básica (sem risco) e do spread adicional definido pelas variáveis de risco que envolvem o título negociado.
Por este fato dizemos que mesmo os fundos de renda fixa podem ter volatilidade.

A Tributação dos Fundos

A tributação nos fundos ocorre de duas formas, a primeira é o Come Cotas, evento que diminui o número de
cotas do investidor no fundo, por isso o nome; e o segundo é o imposto de renda cobrado no momento do resgate
da aplicação.
O Come Cotas ocorre em 2 meses do ano, maio e novembro, o que dá uma distancia de 6 meses entre um e
outro, então podemos afirmar que o come cotas ocorre semestralmente.
Para os fundos de curto prazo o come cotas é de 20% e para os de longo prazo será de 15%, exceto os fundos de
ações que não sofrem com o come cotas.
O imposto de renda no resgate será cobrado, obviamente, quando o cliente resgata seus valores, sendo descon-
tado o que já foi cobrado no come cotas.

No momento do resgate os fundos de Curto Prazo seguem a tebela:

PRAZO DAS APLICAÇÕES ATÉ 180 DIAS ACIMA DE 180 DIAS

Alíquota 22,5% 20%

No momento do resgate os fundos de Longo Prazo seguem a tebela:

PRAZO DAS DE 181 A 360 DE 361 A 720 ACIMA DE 720


ATÉ 180 DIAS
APLICAÇÕES DIAS DIAS DIAS

Alíquota 22,5% 20% 17,5% 15%

IOF

O IOF nas operações de fundos de investimentos começa com alíquota de 96%, chegando a zero no 30º dia após
256 a aplicação. Os fundos de ações não sofrem cobrança de IOF.
MERCADO DE CAPITAIS
O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que tem o propósito de propor-
cionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização. É constituído pelas
bolsas de valores, sociedades corretoras distribuidoras e outras instituições financeiras autorizadas.
Anteriormente, quando falamos de autoridades monetárias, vimos uma delas como principal supervisora e
reguladora do mercado de valores mobiliários, a CVM.
A CVM é a principal autarquia responsável por garantir o adequado funcionamento do mercado de valores
mobiliários. Logo, para que qualquer companhia possa operar nesse mercado, dependerá de autorização prévia
da CVM para realizar suas atividades.
Para que Serve o Mercado de Valores Mobiliários?
Em alguns casos, o mercado de crédito não é capaz de suprir as necessidades de financiamento dos agentes ou
das empresas. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando um determinado agente, em geral uma empresa, deseja
um volume de recursos muito superior ao que uma instituição poderia, sozinha, emprestar. Além disso, pode
acontecer de os custos dos empréstimos no mercado de crédito, em virtude dos riscos assumidos pelas instituições
nas operações, serem demasiadamente altos, de forma a inviabilizar os investimentos pretendidos. Surgiu, com
isso, o que é conhecido como Mercado de Capitais, ou Mercado de Valores Mobiliários.
No Mercado de Valores Mobiliários, em geral, os investidores emprestam recursos diretamente aos agentes defi-
citários, como as empresas. Caracteriza-se por negócios de médio e longo prazo, nos quais são negociados títulos
chamados de Valores Mobiliários. Como exemplo, podemos citar as ações, que representam parcela do capital
social de sociedades anônimas, e as debêntures, que representam títulos de dívida dessas mesmas sociedades.
Nesse mercado, as instituições financeiras atuam, basicamente, como prestadoras de serviços, assessorando
as empresas no planejamento das emissões de valores mobiliários, ajudando na colocação deles para o público in-
vestidor, facilitando o processo de formação de preços e a liquidez, assim como criando condições adequadas pa-
ra as negociações secundárias. Elas não assumem a obrigação pelo cumprimento das obrigações estabelecidas e
formalizadas nesse mercado. Assim, a responsabilidade pelo pagamento dos juros e principal de uma debênture,
por exemplo, é da emissora, e não da instituição financeira que a tenha assessorado ou participado do processo
de colocação dos títulos no mercado. São participantes desse mercado, como exemplo, os Bancos de Investimento,
as Corretoras e Distribuidoras de títulos e Valores Mobiliários, as entidades administradoras de mercado de bolsa
e balcão, além de diversos outros prestadores de serviços.
No mercado de capitais, os principais títulos negociados são:

z Ações – ou de empréstimos tomados, via mercado, por empresas;


z Debêntures conversíveis em ações, bônus de subscrição;
z Commercial papers ou Notas Promissórias Comerciais, que permitem a circulação de capital para custear o
desenvolvimento econômico.

O mercado de capitais abrange, ainda, as negociações com direitos e recibos de subscrição de valores mobiliá-
rios, certificados de depósitos de ações e demais derivados autorizados à negociação pela CVM.
Esses títulos são papéis que valem dinheiro, ou seja, são uma forma de uma empresa ou companhia arrecadar
dinheiro, na forma de aquisição de novos sócios ou credores. Isso decorre do fato de que, muitas vezes, arrecadar
dinheiro através da emissão de títulos é mais barato para a empresa do que contratar empréstimos em institui-
ções financeiras.

EMPRESAS E COMPANHIAS

As Companhias são as empresas que são emissoras dos papéis negociados no mercado de capitais. Essas
empresas têm um objetivo em comum: captar recursos em larga escala e de forma mais lucrativa. Para que isso
ocorra, as empresas devem solicitar à CVM autorização para emitir e comercializar seus papéis.
Essas empresas são chamadas Sociedades Anônimas ou, simplesmente, S/A. Ao adotarem esse tipo de consti-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

tuição, elas passam a ter uma quantidade de sócios maior do que teriam se fossem empresas de responsabilidade
limitada – LTDA, por exemplo.
Estas S/As podem ser constituídas de forma aberta ou fechada. Vejamos as diferenças:
As S/A abertas admitem negociação dos seus títulos nos mercados abertos, como Bolsa e Balcão Organizado;
já as fechadas só podem ter seus papéis negociados restritamente entre pessoas da própria empresa ou próximas
à empresa.

COMPANHIAS
Abertas Fechadas

Características
Atuam nas bolsas de valores ou mercados de bal- Nº de cotistas limitados a 20 patrimônio pequeno não operam em
cão organizados bolsas de valores ou balcões organizados 257
NEGOCIAÇÕES DE PAPÉIS do registro para ofertas de até R$ 2.400.000,00 (Dois
milhões e quatrocentos mil reais) em cada período de
Para as Companhias Abertas, que admitem nego- 12 meses, desde que observadas as condições estabe-
ciação de seus papéis no mercado público, há distri- lecidas nos §§ 4º ao 8º, do art. 5º, da instrução CVM
buição em dois tipos de mercados: o primário e o 400/03.
secundário. As ofertas públicas devem ser realizadas por inter-
Oferta pública de distribuição, primária ou médio de instituições integrantes do sistema de dis-
secundária, é o processo de colocação, junto ao públi- tribuição de valores mobiliários, como os bancos
co, de certo número de títulos e valores mobiliários de investimento, corretoras ou distribuidoras. Essas
para venda. Envolve desde o levantamento das inten- instituições poderão se organizar em consórcios com
ções do mercado em relação aos valores mobiliários o fim específico de distribuir os valores mobiliários no
ofertados até a efetiva colocação junto ao público, mercado e/ou garantir a subscrição da emissão, sem-
incluindo a divulgação de informações, o período de pre sob a organização de uma instituição líder, que
subscrição, entre outras etapas. assume responsabilidades específicas. Para participar
As ofertas podem ser primárias ou secundárias. de uma oferta pública, o investidor precisa ser cadas-
Quando a empresa vende novos títulos e os recursos trado em uma dessas instituições.
dessas vendas vão para o caixa da empresa, as ofer- Essas instituições integrantes do Sistema de Dis-
tas são chamadas de primárias. tribuição de Valores Mobiliários são os chamados
Por outro lado, quando não envolvem a emissão
agentes subscritores ou agentes underwhiters. Esses
de novos títulos, caracterizando apenas a venda de
agentes realizam a subscrição dos títulos, ou seja, assi-
ações já existentes – em geral dos sócios que querem
nam embaixo atestando a procedência dos papéis, por
“desinvestir” ou reduzir a sua participação no negócio
isso o nome underwhiting.
– e os recursos vão para os vendedores e não para o
Esse evento pode ser dividido em 3 tipos:
caixa da empresa, a oferta é conhecida como secun-
dária (block trade).
Além disso, quando a empresa está realizando a z Underwhiting Firme: Modalidade de lançamen-
sua primeira oferta pública, ou seja, quando está to na qual a instituição financeira, ou consórcio
abrindo o seu capital, a oferta recebe o nome de ofer- de instituições, subscreve a emissão total, encar-
ta pública inicial ou IPO (do termo em inglês, Inicial regando-se, por sua conta e risco, de colocá-la
Public Offer). no mercado junto aos investidores individuais
Quando a empresa já tem o capital aberto e já rea- (público) e institucionais. Nesse tipo de operação,
lizou a sua primeira oferta, as emissões seguintes são no caso de um eventual fracasso, a empresa já
conhecidas como ofertas subsequentes ou, no termo recebeu integralmente o valor correspondente às
em inglês, follow on. ações emitidas. O risco é inteiramente do under-
writer (intermediário financeiro que executa uma
z Mercado Primário operação de underwriting).

„ Oferta Pública Inicial – IPO (títulos novos); O fato de uma emissão ser colocada por meio de
„ Sensibilizam o caixa da empresa; underwriting firme oferece uma garantia adicional ao
„ Pode ter valor nominal ou valor de mercado. investidor, porque, se as instituições financeiras do
consórcio estão dispostas a assumir o risco da opera-
z Mercado Secundário ção, é porque confiam no êxito do lançamento, uma
„ Negociação dos títulos já emitidos anterior- vez que não há interesse de sua parte em imobilizar
mente; recursos por muito tempo;
„ Não sensibiliza o caixa da empresa;
z Underwhiting Best Efforts (Melhores Esforços):
„ Os papéis terão seu valor apenas pelo valor de
Modalidade de lançamento de ações na qual a
mercado.
instituição financeira assume apenas o compro-
misso de fazer o melhor esforço para colocar o
A Lei 6385/1976, que disciplina o mercado de capi-
máximo de uma emissão junto à sua clientela, nas
tais, estabelece que nenhuma emissão pública de
melhores condições possíveis e em um determina-
valores mobiliários poderá ser distribuída no mer-
cado sem prévio registro na Comissão de Valores do período de tempo. As dificuldades de colocação
Mobiliários, apesar de lhe conceder a prerrogativa de das ações irão se refletir diretamente na empresa
dispensar o registro em determinados casos, e delega emissora. Nesse caso, o investidor deve proceder a
competência para a CVM disciplinar as emissões. uma avaliação mais cuidadosa, tanto das perspec-
Além disso, exemplifica algumas situações que tivas da empresa quanto das instituições financei-
caracterizam a oferta como pública, por exemplo: a ras encarregadas do lançamento;
utilização de listas ou boletins, folhetos, prospectos ou z Residual ou stand-by underwriting: Nessa for-
anúncios destinados ao público; a negociação feita em ma de subscrição pública, a instituição financeira
loja, escritório ou estabelecimento aberto ao público, não se responsabiliza, no momento do lançamen-
entre outros. to, pela integralização total das ações emitidas.
Em regra, toda oferta pública deve ser registrada Há um comprometimento, entre a instituição e a
na CVM. Porém, o registro poderá ser dispensado empresa emitente, de negociar as novas ações jun-
considerando as características específicas da ofer- to ao mercado durante certo tempo findo, no qual
ta em questão, como, por exemplo, a oferta pública poderá ocorrer a subscrição total, por parte da ins-
de valores mobiliários de emissão de empresas tituição, ou a devolução, à sociedade emitente, das
de pequeno porte e de microempresas, assim defi- ações que não foram absorvidas pelos investidores
258 nidas em lei, que são dispensadas automaticamente individuais e institucionais.
Aspectos Operacionais do underwriting: A Tradicionalmente, o Mercado de Balcão é um
decisão de emitir ações, seja pela oferta pública, seja mercado de títulos sem local físico definido para
para abertura ou aumento do capital, pressupõe que a realização das transações que são feitas por tele-
a sociedade ofereça certas condições de atratividade fone entre as instituições financeiras. Ele é chamado
econômica, bem como supõe um estudo da conjuntu- de Organizado quando se estrutura como um sistema
ra econômica global a fim de evitar que não obtenha de negociação de títulos e valores mobiliários, poden-
êxito por falta de senso de oportunidade. É preciso do estar organizado como um sistema eletrônico de
que se avaliem, pelo menos, os seguintes aspectos: negociação por terminais, que interliga as institui-
existência de um clima de confiança nos resultados da ções credenciadas em todo o Brasil, processando suas
economia, estudo setorial, estabilidade política, infla- ordens de compra e venda e fechando os negócios
ção controlada, mercado secundário e motivações eletronicamente.
para oferta dos novos títulos. O Mercado de Balcão Organizado é um ambien-
te administrado por instituições autorreguladoras,
MERCADOS DE ATUAÇÃO DAS COMPANHIAS que propiciam sistemas informatizados e regras
para a negociação de títulos e valores mobiliários.
No mercado organizado de valores mobiliários, Essas instituições são autorizadas a funcionar pela
temos a criação de mecanismos, sistemas e regulamen- CVM e por ela são supervisionadas.
tos que propiciam a existência de um ambiente segu- Atualmente, a maior administradora de balcão
ro para que os investidores negociem seus recursos e organizado do país era a CETIP. Atualmente, ela foi
movimentem a economia do país. No Brasil, existem comprada pela BM & F Bovespa e, hoje, compõe a
dois tipos de mercado organizado, que são as Bolsas B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).
de Valores e os Balcões Organizados de negociação.
Quais os Títulos Negociados no Mercado de Balcão
� Bolsas de Valores: Organizado?

„ Ambiente no qual se negociam os papéis das O Mercado de Balcão Organizado pode admitir a
S/A abertas; negociação somente as ações de companhias aber-
„ Podem ser Sociedades civis sem fins lucrativos
tas com registro para negociação em mercado de
ou S/A com fins lucrativos;
balcão organizado. As debêntures de emissão de
„ Opera via pregão eletrônico, não havendo mais
companhias abertas podem ser negociadas simulta-
o pregão viva voz, que era chamado presen-
neamente em Bolsa de Valores e Mercado de Bal-
cial. Agora, as transações são feitas por telefone
cão Organizado desde que cumpram os requisitos de
através dos escritórios das instituições finan-
ambos os mercados.
ceiras autorizadas;
Conforme vimos, antes de ter seus títulos nego-
„ Registra, supervisiona e divulga as execuções
ciados no mercado primário, a companhia deverá
dos negócios e as suas liquidações.
requerer o registro de companhia aberta junto à
CVM e, neste momento, deverá especificar onde seus
Em resumo, as Bolsas de Valores compreendem
títulos serão negociados no mercado secundário, se
um ambiente que pode ser físico ou eletrônico.
Nele, são realizadas negociações entre investidores e em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.
entre companhias e investidores. Entretanto, pelo fato Essa decisão é muito importante, pois, uma vez
de as empresas que operam na Bolsa serem grandes concedido o registro para negociação em mercado
demais e possuírem uma tradição, aquelas que estão de balcão organizado, este só pode ser alterado com
começando têm dificuldade para serem tão atrativas um pedido de mudança de registro junto à CVM.
quanto elas. A companhia aberta é responsável por divulgar
Pensando nisso, a CVM autorizou a criação de para a entidade administradora do Mercado de Bal-
Mercados de Balcão, que são, também, ambientes cão Organizado todas as informações financeiras e
virtuais nos quais empresas menores podem nego- atos ou fatos relevantes sobre suas operações. A enti-
ciar seus títulos com mais facilidade. Vale dizer que dade administradora do Mercado de Balcão Organi-
o Mercado de Balcão pode ser Organizado ou Não zado, por sua vez, irá disseminar essas informações
Organizado. através de seus sistemas eletrônicos ou impressos
para todo o público.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

No Mercado de Balcão Organizado, a companhia


Organizado Não Organizado aberta pode requerer a listagem de seus títulos atra-
vés de seu intermediário financeiro ou este poderá
requerer a listagem independentemente da vontade
Utiliza da companhia. Por exemplo, se o intermediário pos-
exclusivamente o Não existe sistema
padrão
suir uma grande quantidade de ações de uma deter-
Sistema Eletrônico
de Negociação minada companhia, ele poderá requerer a listagem da
mesma e negociar esses ativos no Mercado de Balcão
Supervisiona a Não existe padrão Organizado. Nesse caso, a entidade administradora do
Liquidação dos na supervisão dos Mercado de Balcão Organizado disseminará as infor-
papéis papéis
mações que a companhia aberta tiver encaminhado
à CVM.
Em resumo, o Mercado de Balcão Organizado tem Além de ações e debêntures, no mercado de balcão
normas e é bastante confiável. Já o Não Organizado é organizado, são negociados diversos outros títulos,
uma verdadeira bagunça. tais como: 259
z Bônus de subscrição; O fundo de garantia é mantido pelas bolsas com a
z Índices representativos de carteira de ações; finalidade exclusiva de assegurar aos investidores o
z Opções de compra e venda de valores mobiliários; ressarcimento de prejuízos decorrentes de execução
z Direitos de subscrição; infiel de ordens por parte de uma corretora membro,
z Recibos de subscrição; entrega de valores mobiliários ilegítimos ao investi-
z Quotas de fundos fechados de investimento, dor, decretação de liquidação extrajudicial da corre-
incluindo os fundos imobiliários e os fundos de tora de valores, entre outras.
investimento em direitos creditórios; Uma segunda diferença refere-se aos procedi-
z Certificados de investimento audiovisual; mentos especiais que as bolsas de valores devem
z Certificados de recebíveis imobiliários. adotar no caso de variação significativa de preços
ou no caso de uma oferta, representando uma quanti-
Sistemática do Mercado Organizado dade significativa de ações. Nesses casos, as bolsas de
valores devem interromper a negociação do ativo.
1ª Etapa 2ª Etapa 3ª Etapa Para as companhias, a regra para se tornar uma
companhia aberta é a mesma, independentemente de
A empresa decide Busca autorização A empresa decide buscar uma listagem em bolsa de valores ou no mer-
tornar-se Companhia junto à CVM, para em qual mercado de
– se S/A aberta ou entrar nos mercados atuação deseja estar cado de balcão organizado.
S/A fechada de atuação

Importante!
CVM Autoriza Mercado de Balcão
Se S/A Aberta
Organizado
ou não
Não pode haver negociação simultânea de uma
mesma ação de uma mesma companhia em bol-
sa de valores e em instituições administradoras
Vale destacar que a companhia pode trocar de do Mercado de Balcão Organizado.
mercado. Todavia, como se trata de uma grande buro-
cracia que envolve recomprar todos os papéis em
circulação em um mercado para poder migrar para MERCADO DE AÇÕES
o outro, a CVM editou a IN CVM 400, a qual dita as
regras para a mudança de mercado de atuação. Dentro do Mercado de Capitais, está o mercado
Para as ações, é proibida a comercialização em mais procurado e utilizado, que é o Mercado de Ações.
ambos os mercados simultaneamente. Já para as Nele, são comercializados os papéis mais conhecidos
debêntures, é permitida a negociação simultânea nos no mundo dos negócios, os quais tornam o seu possui-
dois mercados. dor um sócio da companhia emitente.
O mercado de ações consiste na negociação, em
Qual a diferença entre uma Bolsa de Valores e as mercado primário ou secundário, das ações geradas
entidades que administram o Mercado de Balcão por empresas que desejam captar dinheiro de uma
Organizado? forma mais barata. Neste sentido, ação pode ser
entendida como a menor parcela do capital social
As Bolsas de Valores também são responsáveis por das companhias ou sociedades anônimas. É, por-
administrar o mercado secundário de ações, debêntu- tanto, um título patrimonial e, como tal, concede aos
res e outros títulos e valores mobiliários. Na verdade, seus titulares, os acionistas, todos os direitos e deve-
ainda que não haja nenhum limite de quantidade ou res de um sócio no limite das ações possuídas.
tamanho de ativos para uma companhia abrir o capi- Uma ação é um valor mobiliário expressamente
tal e listar seus valores para negociação em bolsas de previsto no inciso I, do art. 2º, da Lei 6.385/1976. No
valores, em geral, as empresas listadas em bolsas de entanto, apesar de todas as companhias ou socieda-
valores são companhias de grande porte. des anônimas terem o seu capital dividido em ações,
Isso prejudica a “visibilidade” de empresas de
somente as ações emitidas por companhias registra-
menor porte e, de certa forma, a própria liquidez dos
das na CVM, chamadas companhias abertas, podem
ativos emitidos por essas companhias. Por isso, em
ser negociadas publicamente no mercado de valores
muitos países, há segmentos especiais e/ou mercados
mobiliários.
segregados especializados para a negociação de ações
Atualmente, as ações são predominantemente
e outros títulos emitidos por empresas de menor porte.
escriturais, mantidas em contas de depósito, em nome
Ao mesmo tempo, no Brasil, no Mercado de Balcão
Organizado é admitido um conjunto mais amplo de dos titulares, sem emissão de certificado, em instituição
intermediários do que em Bolsas de Valores, o que contratada pela companhia para a prestação desse ser-
pode aumentar o grau de exposição de companhias viço, em que a propriedade é comprovada pelo “Extra-
de médio porte ou novas empresas ao mercado. to de Posição Acionária”. As ações devem ser sempre
Assim, o objetivo da regulamentação do mercado nominativas, não mais sendo permitida a emissão e a
de balcão organizado é ampliar o acesso ao mer- negociação de ações ao portador ou endossáveis.
cado para novas companhias, criando um segmento
voltado à negociação de valores emitidos por empre- Espécies de Ações
sas que não teriam, em bolsas de valores, o mesmo
grau de exposição e visibilidade. As ações podem ser de diferentes espécies, con-
Para os investidores, a principal diferença entre forme os direitos que concedem a seus acionistas. O
as operações realizadas em bolsas de valores e aque- Estatuto Social das Companhias, que é um conjunto de
las realizadas no mercado de balcão organizado é regras que deve ser cumprido pelos administradores
que, nesse último, não existe um fundo de garantia e acionistas, define as características de cada espécie
260 que respalde suas operações. de ações, que podem ser:
z Ação Ordinária (sigla ON – Ordinária Nominativa)

Sua principal característica é conferir ao seu titular o direito a voto nas Assembleias de acionistas;

z Ação Preferencial (sigla PN – Preferencial Nominativa)

Normalmente, o Estatuto retira dessa espécie de ação o direito de voto. Em contrapartida, concede outras
vantagens, tais como prioridade na distribuição de dividendos ou no reembolso de capital, podendo, ainda,
possuir prioridades específicas se admitidas à negociação no mercado.
As ações preferenciais podem ser divididas em classes, tais como, classe “A”, “B” etc. Os direitos de cada classe
constam do Estatuto Social.
As ações preferenciais têm o direito de receber dividendos ao menos 10% a mais que as ordinárias. Vale
observar que, em regra, elas não possuem direito a voto ou, quando o tem, ele é restrito. Isso porque existem dois
casos em que as ações preferenciais adquirem direito a voto temporário, quais sejam:

z Quando a empresa passar mais de três anos sem distribuir lucros;


z Quando houver votação para eleição dos membros do Conselho Administrativo da companhia.

ORDINÁRIAS PREFERENCIAIS FRUIÇÃO OU GOZO


Voto Lucro Ex.: Ações
51% controlador � Pelo menos, 10% maior que as ordinárias Ações que foram compradas de volta pelo emi-
� Se a empresa passar mais de 3 anos sem dar tente, mas que o titular recebeu um novo títu-
lucro, essas ações adquirem o direito ao voto lo representativo do valor que é negociável e
endossável.

Características das Ações

z Quanto ao valor:

„ Nominais: o valor da ação vai descrito na escritura de emissão no momento do lançamento;


„ Não nominais: o valor da ação será dito pelo mercado, mas não pode ser inferior ao valor dado na emissão
das ações (essa manobra é mais arriscada, porém pode dar maior retorno).

z Quanto à forma:

„ Nominativas: há o registro do nome do proprietário no cartório de registro de valores mobiliários e a


emissão física do certificado;
„ Nominativas Escriturais: não há a emissão física do certificado, mas apenas o registro no Livro de Regis-
tros de Acionistas; as ações são representadas por um saldo em conta.

Obs.: ações ao portador não são mais permitidas no Brasil desde 1999, pois eram alvo de muita lavagem de
dinheiro.

Importante!
Termo que pode aparecer na prova:
� Blue Chips: Ações de primeira linha, de grandes empresas e, por isso, possuem muita segurança e tradição.
São ações usadas como referência para índices econômicos. CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

z Quanto à remuneração das ações:

Elas podem ser remuneradas de quatro formas:

„ Dividendos: compreendem a parcela do lucro líquido que, após a aprovação da Assembleia Geral Ordi-
nária, será alocada aos acionistas da companhia. O montante dos dividendos deverá ser dividido entre as
ações existentes, para sabermos quanto será devido aos acionistas a cada ação por eles detida.

Para garantir a efetividade do direito do acionista ao recebimento de dividendos, a Lei das S.A. prevê o sistema
do dividendo obrigatório, de acordo com o qual as companhias são obrigadas a, havendo lucro, destinar parte
dele aos acionistas a título de dividendo. Porém, a referida Lei confere às companhias liberdade para estabelecer,
em seus estatutos sociais, o percentual do lucro líquido do exercício, que deverá ser distribuído anualmente aos
acionistas, desde que o faça com “precisão e minúcia” e não sujeite a determinação do seu valor ao exclusivo
arbítrio de seus administradores e acionistas controladores.
Caso o Estatuto seja omisso, os acionistas terão direito a recebimento do dividendo obrigatório equiva-
lente a 50% do lucro líquido ajustado nos termos do art. 202, da Lei das S.A; 261
„ Ganhos de Capital: Ocorrem quando um inves- Dividendos fixos são aqueles cujo valor se encon-
tidor compra uma ação por um preço baixo e tra devidamente quantificado no Estatuto, seja em
vende a mesma ação por um preço mais alto, ou montante certo em moeda corrente, seja em percen-
seja, realiza um ganho; tual certo do capital, do valor nominal da ação ou,
„ Bônus de Subscrição: Quando alguém adquire ainda, do valor do patrimônio líquido da ação. Nessa
ações, passa a ser titular de uma fração do capi- hipótese, tem o acionista direito apenas a tal valor, ou
tal social de uma companhia. Todavia, quando o seja, uma vez atingido o montante determinado no
capital é aumentado e novas ações são emitidas, Estatuto, as ações preferenciais com direito ao divi-
as ações até então detidas por tal acionista pas- dendo fixo não participam dos lucros remanescentes,
sam a representar uma fração menor do capital, que serão distribuídos entre ações ordinárias e prefe-
ainda que o valor em moeda seja o mesmo. renciais de outras classes se houver.
Dividendo mínimo é aquele também previamen-
Para evitar que ocorra essa diminuição na partici- te quantificado no Estatuto, seja com base em montan-
pação percentual detida pelo acionista no capital da te certo em moeda corrente, seja em percentual certo
companhia, a Lei assegura a todos os acionistas, como do capital, do valor nominal da ação ou, ainda, do
um direito essencial, a preferência na subscrição valor do patrimônio líquido da ação. Porém, ao con-
das novas ações que vierem a ser emitidas em um trário das ações com dividendo fixo, as que fazem jus
aumento de capital (art. 109, inciso IV, da Lei das S.A.), ao dividendo mínimo participam dos lucros remanes-
na proporção de sua participação no capital, anterior- centes após assegurado às ordinárias dividendo igual
mente ao aumento proposto. ao mínimo. Assim, após a distribuição do dividendo
Da mesma forma, os acionistas também terão mínimo às ações preferenciais, às ações ordinárias
direito de preferência nos casos de emissão de títu- caberá igual valor. O remanescente do lucro distribuí-
los conversíveis em ações, tais como debêntures do será partilhado entre ambas as espécies de ações
conversíveis e bônus de subscrição. em igualdade de condições.
Neste período, o acionista deverá manifestar sua O dividendo fixo ou mínimo assegurado às ações
intenção de subscrever as novas ações emitidas no preferenciais pode ser cumulativo ou não. Sendo cumu-
âmbito do aumento de capital ou dos títulos conver- lativo, no caso de a companhia não ter obtido lucros
síveis em ações, conforme o caso. Caso não o faça, o durante o exercício em montante suficiente para pagar
direito de preferência caducará. integralmente o valor dos dividendos fixos ou mínimos,
o valor faltante será acumulado para os exercícios poste-
Alternativamente, caso não deseje participar do
riores. Essa prerrogativa depende de expressa previsão
aumento, o acionista pode ceder seu direito de prefe-
estatutária.
rência (art. 171, § 6º, da Lei das S.A.). Da mesma forma
No caso das companhias abertas que tenham ações
que as ações, o direito de subscrevê-las pode ser livre-
negociadas no mercado, as ações preferenciais deve-
mente negociado, inclusive em Bolsa de Valores;
rão conferir aos seus titulares ao menos uma das
vantagens a seguir (art. 17, § 1º, da Lei 6.404/1964,
„ Bonificação: Ao longo das atividades, a Com- Lei das S/A.):
panhia poderá destinar parte dos lucros sociais
para a constituição de uma conta de “Reservas”
� Direito a participar de uma parcela correspon-
(termo contábil). Caso a companhia queira, em
dente a, no mínimo, 25% do lucro líquido do
exercício social posterior, distribuir aos acio-
exercício, sendo que, desse montante, garante-
nistas o valor acumulado na conta de Reservas, -se um dividendo prioritário de, pelo menos, 3%
poderá fazê-lo na forma de Bonificação, poden- do valor do patrimônio líquido da ação e, ainda,
do efetuar o pagamento em espécie ou com a o direito de participar de eventual saldo desses
distribuição de novas ações. É importante des- lucros distribuídos, em igualdade de condições
tacar que, atualmente, as empresas não mais com as ordinárias, depois de ter sido assegurado a
distribuem bonificação na forma de dinheiro, elas dividendo igual ao mínimo prioritário;
pois preferem fidelizar ainda mais os sócios, z Direito de receber dividendos, pelo menos, 10%
dando-lhes mais ações. maiores que os pagos às ações ordinárias;
z Direito de serem incluídas na oferta pública em
Ações Preferenciais e Distribuição de Dividendos decorrência de eventual alienação de controle.

A Lei das S.A. permite que uma sociedade emita ações Com relação aos direitos dos acionistas, existem
preferenciais, que podem ter seu direito de voto suprimi- algumas situações que as bancas de concursos gostam
do ou restrito por disposição do estatuto social da compa- de cobrar em prova e, por isso são importantes.
nhia. Em contrapartida, tais ações deverão receber uma Quando a empresa realiza Sobra no Caixa, ou seja,
vantagem econômica em relação às ações ordinárias. Lucro, ela pode comprar ações de acionistas mino-
Além disso, a Lei permite que as companhias aber- ritários, pois, assim, concentrará mais o valor das
tas tenham várias classes de ações preferenciais, que ações. A esse evento chamamos de amortização de
conferirão a seus titulares vantagens diferentes entre ações. O personagem que mais ganha nessa história é
si. Nesse caso, os titulares de tais ações poderão com- o Controlador, pois, como ele detém 51% das ações,
parecer às Assembleias Gerais da companhia, bem seu poder ficará maior, já que o número de acionistas
como opinar sobre as matérias objetos de deliberação, ou de ações diminui, aumentando seu percentual.
mas não poderão votar. A CVM, vendo esse aumento de poder do contro-
As vantagens econômicas a serem conferidas às lador, baixou a Instrução Normativa nº 10, que, em
ações preferenciais em troca dos direitos políticos outras palavras, diz que a recompra de ações, uma
suprimidos, conforme dispõe a Lei, poderão consistir vez feita, finda por aumentar o poder do controlador
em prioridade de distribuição de dividendo, fixo ou da empresa. Entretanto, essas ações que foram recom-
mínimo, prioridade no reembolso do capital, com prê- pradas devem permanecer em tesouraria por, no
mio ou sem ele, ou a cumulação dessas vantagens (art. máximo, 90 dias e, depois, devem ser revendidas
262 17, caput e incisos I a III, da Lei das S.A.). ou canceladas.
Ou seja, a CVM está limitando esse aumento de poder do controlador, para evitar que os acionistas mino-
ritários percam sua participação na administração da empresa.
Quanto à mudança de controlador – o acionista majoritário, que detém 51% das ações – a CVM também edita
norma que regula essa troca, para evitar prejuízos aos acionistas minoritários. É a IN CVM 400 que diz que, para a
troca do controlador, o novo controlador deve garantir que, caso queira fechar o capital da S/A, deverá comprar
as ações dos minoritários por, ao menos, 80% do valor pago pelas ações do controlador anterior. Fazendo
isso, a CVM garante que os acionistas minoritários não terão prejuízos, pois o novo controlador poderia comprar
as ações a um preço bem mais baixo do que pagou pelas do controlador anterior. É preciso dizer que, para que
isso ocorra, deve haver uma concordância mínima entre os acionistas gerais. A esse princípio chamamos de
tag along.
Existem, ainda, manobras que o mercado de capitais faz, as quais geram impacto sobre o valor das ações no
mercado e sua capacidade de comercialização. Vejamos:

z Desdobramento ou Split

É uma estratégia utilizada pelas empresas com o principal objetivo de melhorar a liquidez de suas ações.
Acontece quando as cotações estão muito elevadas, o que dificulta a entrada de novos investidores no mercado.
Imagine que uma ação é cotada ao valor de R$ 150, com lote padrão de 100 ações. Para comprar um lote des-
sas ações, o investidor teria que desembolsar R$ 15.000, que é uma quantia considerável para a maior parte dos
investidores (pessoa física).
Desdobrando suas ações na razão de 1 para 3, cada ação dessa empresa seria multiplicada por 3. Assim, quem
possuísse 100 ações, passaria a possuir 300 ações. O valor da cotação seria dividido por 3, ou seja, passaria de R$
150 para R$ 50.
Na prática, o desdobramento de ações não altera, de forma alguma, o valor do investimento ou o valor da
empresa. É apenas uma operação de multiplicação de ações e divisão dos preços, para aumentar a liquidez das
ações. Agora, depois do desdobramento, o investidor que quisesse adquirir um lote de ações da empresa, gastaria
apenas R$ 5.000. Note que o investidor que possuía 100 ações cotadas a R$ 150, com um valor total de R$ 15.000,
ainda possui os mesmos R$ 15.000, porém distribuídos em 300 ações cotadas a R$ 50.
Com as ações mais baratas, mais investidores se interessam em comprá-las. Isso pode fazer com que as cota-
ções subam em curto prazo, devido à maior entrada de investidores no mercado, porém não há como prever se
isso irá ou não acontecer. A companhia também pode utilizar os desdobramentos como parte de sua estratégia de
governança corporativa, para mostrar atenção e facilitar a entrada de novos acionistas minoritários.
Os desdobramentos podem acontecer em qualquer razão. No entanto, as mais comuns são de 1 para 2, de 1
para 3 e de 1 para 4 ações.

z Grupamento ou Inplit

Exatamente oposto ao desdobramento, o grupamento serve para melhorar a liquidez e os preços das ações
quando estão cotadas a preços muito baixos no mercado.
Imagine uma empresa com ações cotadas na bolsa a R$ 10, com lote padrão de 100 ações. A empresa julga,
baseada em seu histórico e seu posicionamento estratégico, que suas ações estão cotadas por um valor muito bai-
xo no mercado e aprova, em assembleia geral, que fará um grupamento na razão de 5 para 1. Ou seja, cada cinco
ações passarão a ser apenas uma ação e os preços serão multiplicados por 5.
Antes do grupamento, o investidor que possuísse 100 ações cotadas a R$ 10 teria o valor total de R$ 1.000. Após
o grupamento, o mesmo investidor passaria a ter 20 ações (100/5) cotadas a R$ 50, ou seja, continuaria possuindo
os mesmos R$ 1.000 investidos. O grupamento, assim como o desdobramento, não altera em absolutamente nada
o valor do investimento.
Um dos objetivos do grupamento de ações é tentar diminuir a volatilidade dos ativos. Assim, R$ 1,00 de varia-
ção em um ativo cotado a R$ 10,00 significa 10% de variação. Já em um ativo cotado a R$ 50,00, representa apenas
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

2%. É importante ressaltar que nada garante se isso irá ou não acontecer.
Outro objetivo do grupamento pode estar atrelado ao planejamento estratégico da companhia e a suas práticas
de governança corporativa. As cotações de suas ações podem estar intimamente ligadas à percepção de valor da
empresa por parte dos investidores.

DESDOBRAMENTO OU SPLIT GRUPAMENTO OU INPLIT

� Manobra feita para tornar as ações mais baratas e atra-


tivas para novos investidores � Manobra feita para tornar as ações mais caras e, aparen-
� Diminui o valor das ações, mas mantém o valor aplicado temente, elevar seu valor
pelo investidor � Aumenta valor das ações, mas mantém o valor aplicado
� Aumenta a quantidade de ações do investidor
� Não altera o capital do investidor � Diminui a quantidade de ações
� Aumenta a liquidez das ações, pois ficam mais baratas e � Não altera o capital do investidor
fáceis de serem comercializadas
263
Mercado à Vista de Ações

O mercado à vista de ações é aquele no qual ocorrem as negociações deste papel de forma imediata, ou seja,
nele, você pode comprar e vender uma ação no mesmo dia. O comprador realiza o pagamento (liquidação
financeira) e o vendedor entrega as ações objeto da transação (liquidação física) em D+2 (dois dias) – liqui-
dação física e financeira –, ou seja, no segundo dia útil após a realização do negócio. Nesse mercado, os preços
são formados em pregão em negociações realizadas no sistema eletrônico de negociação.
No mercado à vista de ações, temos:

� Operações imediatas ou de curto prazo;


z Operacionalizado na Bolsa de Valores;
z Sistema eletrônico de negociação;
z Câmara de liquidação de ações – antiga CBLC.

Hoje, o mercado à vista de ações é coordenado pela B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Dentro dele, temos a compra
e venda de ações quase que instantaneamente, pois é nele que ocorrem as negociações diárias do mercado de
capitais.
Durante o dia, temos o pregão que, atualmente, é eletrônico, funcionando das 10h às 18h. Ele nada mais é do
que a B3 coordenando a compra e venda dessas ações.
Após seu fechamento, que ocorre às 18h, não se pode mais realizar nenhuma transação no ambiente.

Importante!
Até 2019, existia o After Market, que era um curto espaço de tempo em que os investidores poderiam realizar
negociações fora do horário regular da Bolsa. Todavia, com a modificação do horário de fechamento para
18h, em 2020, o After Market foi extinto.

Quando funcionava, o After Market era uma reabertura para que as pessoas que não pudessem negociar no
mercado no horário regular conseguissem participar, assegurando práticas equitativas ao mercado. Das 17h30
às 17h45, ocorria a pré-abertura desse mercado, no qual só podiam ser canceladas operações feitas no horário
normal. Das 17h45 às 18h, podiam ser feitas transações no mercado, mas somente com papéis que já haviam
sido comercializados no dia, então não se podia lançar títulos novos no After Market.
Existia, ainda, um limite máximo e mínimo para as operações – 2% para mais ou para menos, além de limite
de valor. Nele, eram executadas ordens simples tais como compra e venda, execução ou cancelamento de compra
ou venda, além de dar ordem a mercado.
As ordens podiam ser dadas:

z A Mercado: quando especifica a quantidade e as características do que vai ser comprado ou vendido (exe-
cutar na hora);
z Limitada: executar a preço igual ou melhor do que o especificado;
z Administrada: a mesma a mercado, mas, nesse caso, fica a critério da intermediadora decidir o melhor
momento;
z ON-STOP: define o nível de preço a partir do qual a ordem deve ser executada;
z Casada: ordem de venda de um e compra do outro (ambas executadas ao mesmo tempo).

DÁ A ORDEM

� Investidor

EXECUTA A ORDEM

� CTVM
� DTVM
� Banco de Investimentos

REALIZA A ORDEM

� After Market
� Sistema de negociação eletrônico

As ordens diurnas que estivessem no sistema pendentes, sujeitavam-se aos limites de negociação do After
Market. O sistema rejeitava ordens de compra superiores ao limite e ordens de venda a preço inferior ao limite.
A variação permitida era de 2% para mais ou para menos, além de ter um limite de operações de R$ 100 mil por
264 investidor (já somado ao que ele havia feito no pregão regular).
Os negócios feitos na B3 devem ser divulgados em D+1. A liquidação física das compras e vendas de ações
deve ser até D+2, a qual ocorre quando o vendedor entrega as ações à Câmara de liquidação de ações.
A liquidação financeira das ações compradas ou vendidas é, também, em D+2. Esta ocorre quando é feito o
débito na conta do comprador e, ao mesmo tempo, é entregue a ação fisicamente ao comprador.

Lei 6.404 (art. 64) – DEBÊNTURES

O que são debêntures?

São valores mobiliários representativos de dívida de médio e longo prazo, que asseguram a seus detentores
(debenturistas) o direito de crédito contra a companhia emissora. Essa companhia emissora pode ser uma S/A
aberta ou fechada, mas somente as abertas podem negociar suas debêntures no mercado das bolsas ou bal-
cão, pois nas fechadas, as debêntures nem precisam de registro na CVM, pois é algo fechado, restrito. Lembre-
-se de que, para operar na Bolsa ou no Mercado de Balcão, as coisas precisam vir a público. Então, uma empresa
fechada não tem vontade de vir a público, somente as abertas.
Até agora, você já sabe que existem duas pessoas nesse processo de debêntures.
Vejamos:

Agente fiduciário viabiliza

Companhia que emite a Debênture e Investidor do Mercado que deseja


deseja captar recursos emprestar seu dinheiro ao emissor
(Envia a Debênture) em troca de juros previamente pactuados
(Envia o Dinheiro)

Agente underwritter

Para essa debênture ter validade, ela precisa apresentar alguns requisitos legais, pois, acima de tudo, se trata
de um contrato e, como tal, precisa de algumas especificações. Vejamos quais são elas:

z Deve constar o nome debênture com a indicação da espécie e suas garantias;


z Nº de emissão, série e ordem;
z Data da emissão;
z Vencimento (determinado ou indeterminado – perpétua – e se poderá ou não ter seu prazo de vencimento
antecipado);
z O índice que vai ser usado para corrigir o valor da debênture. (ex.: CDI, IPCA, IGP-M);
z Quantidade de debêntures que irão ser emitidas (limitada ao capital próprio da empresa);
z Valor nominal da debênture (ou valor de face);
z As condições para conversão ou permuta e seus respectivos prazos;
z Se a debênture terá garantias ou não (e, se tiver, quais serão). Tais garantias podem ser:

„ Real: a mais valiosa, pois a garantia existe fisicamente (hipoteca, penhor, caução, bens determinados);
„ Flutuante: não existe um bem específico; a garantia é uma parte do patrimônio da empresa (até 70% do
valor do capital social);
„ Quirografária: nenhuma garantia ou privilégio (a garantia em caso de falência será o que sobrar e se
sobrar alguma coisa);
„ Subordinada: em caso de falência, oferece preferência apenas sobre o crédito dos acionistas.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Agora, você já sabe o que é necessário para fazer uma debênture, quem pode emitir e quais as garantias que
podem ser usadas ou não. Porém, de que forma é possível materializar, ou seja, transformar essa debênture
em algo que se possa ver? Existem duas formas para isso. Vejamos o esquema a seguir:

z Nominativas

„ Título físico;
„ Registrado na CETIP;
„ Emite o certificado;
„ Registro no Livro de Registro de Debêntures Nominativas.

z Nominativas Escriturais

„ Informação Eletrônica;
„ CETIP registra e custodia;
„ Não emite certificado;
„ Registro no Livro de Registro de Debêntures Nominativas. 265
z Simples: Um simples direito de crédito contra a
Importante! emissora ou empresa;
z Conversíveis: podem ser trocadas por ações da
� A escritura da debênture é obrigatória, mas a
empresa emitente das debêntures;
emissão do certificado é facultativa;
z Existe prazo máximo para que o debenturista
� Não é comum o debenturista solicitar o certifi-
decida se irá querer converter em ações ou não e,
cado da debênture, mas, se solicitá-lo, a empre- nesse prazo, a empresa não pode mudar nada nos
sa deve emiti-lo; seus papéis;
� As Debêntures só podem ser emitidas por ins- z Permutáveis ou não conversíveis: é a opção que
tituições que não sejam instituições financeiras. o debenturista tem de trocar as debêntures por
ações de outras companhias, depois de haver
passado um prazo mínimo.
Quanto aos prazos das debêntures, que devem
constar na escritura da emissão, podem ser: Já quanto à remuneração, pode-se ter:

z Determinado: prazo fixado na emissão da debênture; z Juros (fixos ou variáveis);


z Indeterminado ou perpétua: via de regra, não
tem prazo de vencimento, mas esse prazo pode ser Aqui, atente-se ao fato de que as Sociedades de
decretado pelo agente fiduciário quando ocorrer Arrendamento Mercantil e as Companhias Hipote-
inadimplência no pagamento dos juros ou dissolu- cárias só podem remunerar a juros pela TBF – Taxa
ção do emitente, a empresa; Básica Financeira;
z Antecipado: z Participação nos Lucros;
z Prêmio de Reembolso: não pode ser atrelado, inde-
„ Antes do resgate: deve constar na escritura o xado a TR, TBF ou TJLP.
prazo para resgate e a possibilidade de isso
ocorrer; Medição dos Riscos nas Debêntures
„ Antes do vencimento: quando ocorrer um
colapso no mercado ou o agente fiduciário vir z Alta qualidade: baixa taxa de retorno;
que o debenturista corre algum risco. z Baixa qualidade: alta taxa de retorno.

Basta lembrar que quanto mais risco, mais grana;


Agente Fiduciário
quanto menos risco, menos grana.
A Lei 6.404/76 estabelece que a escritura de emis- As Ofertas das Debêntures
são, por instrumento público ou particular, de debên-
tures distribuídas ou admitidas à negociação no z Pública
mercado terá, obrigatoriamente, a intervenção de
agente fiduciário dos debenturistas. O agente fiduciá- „ Público em geral;
rio é quem representa a comunhão dos debenturistas „ Há registro na CVM;
perante a companhia emissora, com deveres específi- „ Assembléia Geral ou Conselho Administrativo
cos de defender os direitos e interesses dos debentu- decidem;
ristas, entre outros citados na Lei. „ Agente Fiduciário;
Para tanto, possui poderes próprios também atri-
z Privada
buídos pela Lei para, na hipótese de inadimplência
da companhia emissora, declarar, observadas as „ Grupo restrito de investidores;
condições da escritura de emissão, antecipadamen- „ Não há registro na CVM.
te, vencidas as debêntures e cobrar o seu principal e
acessórios, executar garantias reais ou, se não existi- Os Mercados das Debêntures
rem, requerer a falência da companhia, entre outros.
Esse personagem viabiliza a operação de compra
das debêntures, por parte do debenturista, e a venda, Primário Secundário
por parte da empresa emissora, ou seja, ele interme- � Debêntures já
existentes
dia a situação. Além disso, o agente fiduciário deve, � Emissão pela 1ª vez
� Compra e venda por
acima de tudo, proteger o debenturista. Para isso, ele investidores
representa o debenturista em caso de colapso do
mercado, ou para: � Balcão Organizado
(Sistema Nacional
� Influi no caixa da
de Debêntures -
empresa
z Proteção do debenturista; administrado pela
CETIP S/A)
z Executar garantias reais da emissora;
z Requerer falência da emissora.
Commercial Papers
Vale dizer que o agente fiduciário pode reque-
rer essas situações para garantir ao debenturista o Commercial Papers são títulos, papéis que
recebimento dos créditos. valem dinheiro. São uma aplicação. Parecem muito
São Agentes Fiduciários os Bancos Múltiplos, os com as debêntures e com as notas promissórias que
Bancos de Investimento, CTVM e DTVM. Quanto aos estudamos no tópico sobre Títulos de Crédito (a famo-
266 tipos ou classes de debêntures, podem ser: sa amarelinha).
São títulos de curto prazo, que têm prazo míni- Cabe destacar que apenas os Bancos e a CEF,
mo de 30 dias e máximo de 360 dias, emitidos por exceto os Bancos de Desenvolvimento, podem operar
instituições não financeiras, ou seja, as instituições livremente nele. Já algumas instituições operam com
financeiras estão fora, pois podem captar recursos restrições, ou seja, não podem fazer qualquer opera-
de outras maneiras. Então, o Commercial Paper serve ção, mas somente as especificadas pelo BACEN. São
para captar recursos no mercado interno, pois cons- elas:
titui uma promessa de pagamento na qual incidem
juros a favor do investidor. z Bancos de Desenvolvimento;
z Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento;
z Agências de Fomento.
Importante!
Com exceção dessas três, as demais podem reali-
As debêntures podem ser emitidas para fora
zar todas as operações do Mercado de Câmbio, embo-
do país com garantia real de bens situados no ra algumas tenham restrições de valor, mas não de
Brasil. Já os Commercial Papers não podem. operações. As sociedades corretoras de títulos e valo-
Eles podem ser emitidos apenas para dentro do res mobiliários, as sociedades distribuidoras de títu-
Brasil. los e valores mobiliários e as sociedades corretoras de
câmbio têm algumas restrições quanto ao valor das
operações:

� Operações de câmbio com clientes para liquidação


MERCADO DE CÂMBIO pronta de até US$ 300 mil ou o seu equivalente em
outras moedas;
O que é Câmbio? z Operações no mercado interbancário (arbitra-
gens no país) e por meio de banco autorizado a
Câmbio é a operação de troca de moeda de um operar no mercado de câmbio (arbitragem com o
país pela moeda de outro país. Por exemplo, quando exterior).
um turista brasileiro vai viajar para o exterior e pre-
cisa de moeda estrangeira, o agente autorizado pelo Além desses agentes, o Banco Central também con-
Banco Central a operar no mercado de câmbio recebe cedia autorização para agências de turismo e meios
do turista brasileiro a moeda nacional e entrega-lhe de hospedagem de turismo para operarem no Merca-
(vende-lhe) a moeda estrangeira. Já quando um turis- do de Câmbio. Atualmente, não se concede mais auto-
ta estrangeiro quer converter moeda estrangeira em rização para esses agentes, permanecendo, ainda,
reais, o agente autorizado a operar no mercado de apenas aquelas agências de turismo cujos proprietá-
câmbio compra a moeda estrangeira do turista estran- rios pediram ao Banco Central autorização para cons-
geiro, entregando-lhe os reais correspondentes. tituírem instituição autorizada a operar em câmbio.
No Brasil, o mercado de câmbio é o ambiente Enquanto o Banco Central está analisando tais pedi-
no qual se realizam as operações de câmbio entre dos, as agências de turismo ainda autorizadas podem
os agentes autorizados pelo Banco Central e entre continuar a realizar operações de compra e venda de
estes e seus clientes, diretamente ou por meio de moeda estrangeira em espécie, cheques e cheques de
seus correspondentes. Esse mercado é regulamen- viagem relativamente a viagens internacionais.
tado e fiscalizado pelo Banco Central e compreen- Em resumo:
de as operações de compra e de venda de moeda
estrangeira, as operações em moeda nacional entre z Os meios de hospedagem não podem mais operar
residentes, domiciliados ou com sede no país e resi- câmbio de jeito nenhum;
dentes, domiciliados ou com sede no exterior e as z As agências de turismo que pediram autorização
operações com ouro-instrumento cambial realiza- ao BACEN continuam até que ele decida se elas
das por intermédio das instituições autorizadas a ficam efetivamente ou não.
operar no mercado de câmbio pelo Banco Central,
diretamente ou por meio de seus correspondentes. Ainda, as Instituições Financeiras podem contratar
Incluem-se, no mercado de câmbio brasileiro, as correspondentes para operar câmbio por elas. Nesse
operações relativas aos recebimentos, pagamentos e caso, teríamos um plano B para as agências de Turis-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

transferências do e para o exterior, mediante a utili- mo que tiverem seus pedidos negados pelo BACEN,
zação de cartões de uso internacional, bem como as pois, se elas se filiarem a uma Instituição Financeira,
operações referentes às transferências financeiras não mais precisarão da autorização deste.
postais internacionais, inclusive vales postais e reem- Pela Resolução nº 4.811/20, as operações realizadas
bolsos postais internacionais. pelos correspondentes são de total responsabilidade
À margem da lei, funciona um segmento denomi- da instituição contratante, devendo ela estabelecer
nado Mercado Paralelo. São ilegais os negócios rea- as regras e condutas que os correspondentes deverão
lizados nesse mercado, bem como a posse de moeda seguir, quais sejam:
estrangeira oriunda de atividades ilícitas.
z Execução ativa ou passiva de ordem de pagamento
Quem Opera no Mercado de Câmbio? relativa à transferência unilateral (ex.: manuten-
ção de residentes, transferência de patrimônio,
Bancos Múltiplos, Comerciais, de Investimentos, prêmios em eventos culturais e esportivos) do ou
de Desenvolvimento, CEF, SCFI, CTVM, DTVM, Agên- para o exterior, limitada ao valor equivalente a
cias de Fomento e Corretoras de Câmbio são institui- U$$ 3 mil dólares dos Estados Unidos, em espé-
ções habilitadas a operarem no Mercado de Câmbio. cie e 1 mil dólares por operação; 267
z Compra e venda de moeda estrangeira em espécie, É dispensado o respaldo documental das opera-
cheque ou cheque de viagem, bem como carga de ções de valor até o equivalente a US$ 10 mil, preser-
moeda estrangeira em cartão pré-pago, limitada ao vando-se, no entanto, a necessidade de identificação
valor equivalente a US$ 3 mil dólares dos Estados do cliente.
Unidos, por operação e em espécie 1 mil dólares;
z Recepção e encaminhamento de propostas de Banda Cambial no Brasil
operações de câmbio.
Uma Banda Cambial é a forma como um país defi-
ne suas taxas de câmbio, quer sejam fixas ou livres,
A ECT – Empresa de Correios e Telégrafos do Bra-
ou, até mesmo, flutuantes. Até 2005, existiam duas
sil – também é autorizada pelo Banco Central a rea-
bandas cambiais, a Livre e a Flutuante. A primeira,
lizar operações com vales postais internacionais,
por exemplo, vinha dos empréstimos e envios de
emissivos e receptivos, destinadas a atender compro-
dinheiro do Brasil para fora e vice-versa.
missos diversos, tais como: manutenção de pessoas
No entanto, operar com duas bandas cambiais era
físicas, contribuições previdenciárias, aposentadorias
muito burocrático, pois cada uma tinha suas especi-
e pensões, aquisição de medicamentos para uso parti-
ficações. Então, em 2005, ficou instituída, no Brasil, a
cular, pagamento de aluguel de veículos, multas, doa- banda cambial, que foi resultante da junção das ban-
ções. Por meio dos vales postais internacionais, a ECT das Livre e Flutuante. Aqui, vale lembrar que, como
também pode dar curso a recebimentos ou pagamen- o Governo intervém indiretamente no mercado, com-
tos conduzidos sob a sistemática de câmbio simplifi- prando e vendendo moeda, essa flutuação recebeu o
cado de exportação ou de importação, observado o nome de flutuação suja.
limite de US$ 50 mil, ou seu equivalente em outras
moedas, por operação. As Operações no Mercado de Câmbio

� Memorize os limites elencados pelo resumo a As operações mais comuns são:


seguir:
z Compra e Venda de moeda estrangeira;
z Arbitragem (operação em que há a compra de
„ CTVM, DTVM e Corretoras de Câmbio: 300 mil moeda estrangeira com outra moeda estrangeira);
dólares por operação; z Exportação e Importação.
„ Empresa de Correios e Telégrafos: 50 mil dóla-
res por operação; Como se Efetivam as Trocas de Moedas?
„ Correspondentes Bancários e Agências de
Turismo ainda em operação: 1 mil dólares por As trocas de moedas podem ser:
operação – em contrapartida, em espécie – e 3
mil dólares em operações escriturais (Resolu- z Manuais: em espécie;
ção nº 4.811/20). z Sacadas: quando não existe o dinheiro vivo, mas,
sim, papéis que valem dinheiro.

Quando falamos de câmbio, pensamos, também,


Importante! nas taxas cambiais, ou seja, nas taxas que revelam
As instituições são obrigadas a informar o VET – quanto uma moeda vale em relação a outra moeda.
Valor Efetivo Total nas operações. Entre elas, as mais comuns são:
Isso deve-se ao fato de que nas operações de z Taxa Repasse ou Cobertura: feita entre os Bancos
câmbio há custos embutidos como: e o BACEN;
� Tarifa de Conversão das moedas z Dólar Pronto: para as operações com entrega em
� IOF – Imposto sobre Operações Financeiras até 48 horas ou D+2;
Vale destacar que o IOF é um imposto que incide z PTAX: Média das compras e vendas de moedas
sobre quase todas as operações financeiras. estrangeiras entre as Instituições Financeiras den-
tro do país – sempre em dólar americano. Essa é a
taxa de câmbio que é divulgada diariamente pelo
Resolução nº 3.568/2008 com Alterações Banco Central e serve de referência para várias
Posteriores pela Resolução nº 4.811/20 operações no mercado cambial.

Art. 8º As pessoas Físicas e Jurídicas podem Taxa de Câmbio nominal x Taxa de Câmbio Real
comprar e vender moeda estrangeira ou realizar
A Taxa de Câmbio Nominal indica o preço do ati-
transferências internacionais em reais, de qualquer
natureza, sem limitação de valor, sendo contra-
vo financeiro, enquanto que a Taxa de Câmbio Real
parte na operação agente autorizado a operar indica o preço relativo entre duas moedas, o que per-
no mercado de cambio, observada a legalidade da mite medir a competitividade relativa entre os dois
transação, tendo como base a fundamentação eco- países em questão.
nômica e as responsabilidades definidas na respec- Em resumo, a taxa nominal é o preço de um ativo
tiva documentação. limpo e seco, sem nenhuma interferência. Já o valor
real é o preço do ativo comparado entre duas moedas
Neste sentido, pode-se dizer que qualquer pessoa – dessa forma, é possível saber quanto aquele deter-
minado ativo vale em um país e noutro.
física ou jurídica pode comprar e vender moeda
estrangeira desde que a outra parte na operação de A Forma de Materializar as Operações de Câmbio: O
câmbio seja agente autorizado pelo Banco Central a Contrato de Câmbio
operar no Mercado de Câmbio (ou seu corresponden-
te para tais operações) e que seja observada a regu- Contrato de câmbio é o documento que forma-
lamentação em vigor, incluindo a necessidade de liza a operação de compra ou de venda de moeda
268 identificação em todas as operações. estrangeira.
Nele, são estabelecidas as características e as con- Após o embarque dos bens, o exportador entrega
dições sob as quais se realiza a operação de câmbio, os documentos da exportação e as cambiais (saques)
revelando informações relativas à moeda estrangeira da operação ao banco e celebra um contrato de câm-
que um cliente está comprando ou vendendo, à taxa bio para liquidação futura. Então, o exportador pede
contratada, ao valor correspondente em moeda nacio- ao banco o adiantamento do valor, em reais, corres-
nal e aos nomes do comprador e do vendedor. Os con- pondente ao contrato de câmbio. Assim, além de obter
tratos de câmbio devem ser registrados no Sistema um financiamento competitivo para conceder prazo
Câmbio pelo agente autorizado a operar no mercado de pagamento ao importador, o exportador também
de câmbio. fixa a taxa de câmbio da sua operação.
Nas operações de compra ou de venda de moeda O ACE pode ser contratado com prazo de até 390
estrangeira de até US$ 10 mil, ou seu equivalente em dias após o embarque da mercadoria. A liquidação
outras moedas estrangeiras, não é obrigatória a for- da operação ocorre com o recebimento do pagamen-
malização do contrato de câmbio. O agente do merca- to efetuado pelo importador, acompanhado do paga-
do de câmbio deve identificar seu cliente e registrar a mento dos juros devidos pelo exportador.
operação no Sistema Câmbio.
O Contrato de Câmbio deve conter alguns requisitos
ACC ACE
legais para ter validade, devendo ser registrado no
Adiantamento Sob Contrato Adiantamento Sob Contrato
SISBACEN, constando: de Câmbio de Exportação

z Qual a moeda em questão;


z A taxa cobrada; Pré-Embarque Pós-Embarque

z O valor correspondente em moeda nacional; � Financia a mercadoria a ser � Antecipa os recursos


exportada a serem recebidos do
z Nome do comprador e do vendedor. Comprador
� Deve ser contratado até 360
dias antes do embarque da � Deve ser feito até 390 dias
mercadoria posteriores ao embarque da
Importante! mercadoria

Até 10 mil dólares não é necessário o Contrato


de Câmbio. No entanto, o registro da operação é O pagamento é feito quando O pagamento da operação
no embarque da mercadoria deverá ser feito quando o
obrigatório (Circular Bacen nº 3.825/17). ou no ingresso do dinheiro importador enviar os recursos
pago pelo importador

Existem 10 (dez) tipos de Contratos de Câmbio. A


seguir, listaremos os que são mais comumente cobra- Tanto no ACC quanto no ACE, os limites de finan-
dos em prova. Vejamos: ciamento são de até 100% do valor das mercadorias e
não incidem IOF sobre essas operações, por se trata-
z ACC – Adiantamento Sobre Contrato De Câmbio rem de incentivos à exportação.
As operações de Exportação e Importação devem
O ACC é um dos mais conhecidos e utilizados meca- ser registradas em um sistema chamado SISCOMEX –
nismos de financiamento à exportação. Trata-se de Sistema de Comércio Exterior. Esse Sistema é utilizado
financiamento na fase de produção ou pré-embarque. em conjunto pela SECEX (Secretaria de Comércio Exte-
Para realizar um ACC, o exportador deve procurar rior), pela Secretaria da Receita Federal e pelo BACEN,
um banco comercial autorizado a operar em câmbio. para fiscalizar a entrada e a saída de recursos do Brasil
Tendo limite de crédito com o banco, o exportador cele- para o exterior e vice-versa, trazendo vários benefícios
bra com este um contrato de câmbio no valor corres- aos processos de exportação e importação, quais sejam:
pondente às exportações que deseja financiar, ou seja, o
contrato de câmbio é celebrado antes mesmo do expor- z Harmonização de conceitos e uniformização de
códigos dos processos;
tador receber do importador o pagamento de sua venda.
z Ampliação de pontos de atendimento;
Neste sentido, o exportador pede ao banco o adian-
z Eliminação de coexistências de controles e siste-
tamento do valor, em reais, correspondente ao contra-
mas paralelos de coleta de dados;
to de câmbio. Assim, além de obter um financiamento
z Diminuição, simplificação e padronização de do-
competitivo para a produção da mercadoria a ser
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

cumentos;
exportada, o exportador também fixa a taxa de câm- z Agilidade nos processos e diminuição dos custos
bio da sua operação. administrativos.
Cabe destacar que o ACC pode ser realizado em
algumas exportações de serviços e, ainda, em até 360 O SISCOMEX é um sistema e, como tal, é neces-
dias antes do embarque da mercadoria. A liquidação sário que as pessoas se cadastrem nele para ope-
da operação ocorre com o recebimento do pagamen- rar. Existem 4 (quatro) tipos de cadastros para o seu
to efetuado pelo importador, acompanhado do paga- acesso.
mento dos juros devidos pelo exportador, ou pode Vejamos:
ser feita com encadeamento com um financiamento
pós-embarque. z Habilitação ordinária: destinada à pessoa jurí-
dica que atue habitualmente no comércio exte-
z ACE – Adiantamento Sobre Cambiais Entregues: O rior. Nesta modalidade, a empresa está sujeita ao
ACE – Adiantamento sobre Cambiais Entregues – é acompanhamento da Receita Federal com base
um mecanismo similar ao ACC, só que contratado na análise prévia da sua capacidade econômica e
na fase de comercialização ou pós-embarque. financeira; 269
Obs.: essa é a modalidade mais completa de habi- pronta ou futura. Neste sentido, temos a possibilida-
litação, a qual permite aos operadores realizar qual- de de realizar operações com vencimento futuro, ou
quer tipo de operação. Quando o volume de suas seja, a operação só será finalizada em uma data pre-
operações for incompatível com a capacidade econô- viamente acordada entre as partes.
mica e financeira evidenciada, a empresa estará sujei- Ocorre que, no caso de operações interbancárias,
ta a procedimento especial de fiscalização. a termo (contrato), as partes devem observar que, nas
operações para liquidação pronta ou futura, a taxa de
z Habilitação simplificada: destinada às pessoas câmbio deve refletir exclusivamente o preço da moe-
físicas, às empresas públicas e às sociedades de da negociada para a data da contratação da operação
economia mista – entidades sem fins lucrativos; de câmbio, sendo facultada a pactuação de prêmio
z Habilitação especial: destinada aos órgãos da ou bonificação nas operações para liquidação futura.
Administração Pública direta, autarquias, fun- Esse prêmio a que o Banco Central se refere no Capí-
dações públicas, órgãos públicos autônomos e tulo 1, da série “Regulamento do Mercado de Câmbio
organismos internacionais; e Capitais Internacionais”, é o Prêmio de Risco. Ele
z Habilitação restrita: destinada à pessoa física ou nada mais é que um viés (uma tendência) entre a taxa
jurídica que tenha operado anteriormente no de câmbio no mercado futuro e a esperança do câm-
comércio exterior exclusivamente para realização bio no futuro.
de consulta ou retificação de declaração. Por fim, vale lembrar que podemos analisar o Prê-
mio de Risco, comparando a paridade coberta dos
No mercado de Câmbio temos, também, as ope- juros à paridade descoberta destes.
rações de Remessas. As remessas são operações de
envio de recursos para o exterior, por meio de ordens
de pagamento (cheque, ordem por conta, fax, internet,
cartões de crédito). Em suma, são formas de enviar CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO/
dinheiro para fora do país através de instituições.
Existem remessas do Exterior para o Brasil e vice- CAPITAIS E LEGISLAÇÕES
-versa. Elas podem ser:
LEI N° 9.613/1998 (LEI DE PREVENÇÃO À LAVAGEM
z Em espécie: por Instituição Financeira ou pelo DE DINHEIRO)
ECT; Também conhecida como Lei de Lavagem de
z Via cartão de crédito: seguem a mesma lógica da Capitais, a Lei nº 9.613/98 visa combater a ocultação
remessa em espécie, entretanto o pagamento é fei- ou dissimulação de bens ou valores que tenham sido
to por cartão de crédito. obtidos de forma ilícita (frutos de infrações penais).
O termo lavagem diz respeito à necessidade de se
O que é Posição de Câmbio? dar aparência de legalidade — “lavar” o dinheiro ili-
citamente obtido (“sujo”). A expressão tem origem no
A posição de câmbio é representada pelo saldo direito estadunidense, “money laundering”, com a des-
das operações de câmbio (compra e venda de moeda coberta de que criminosos, na década 1920, usavam
estrangeira, de títulos e documentos que os represen- lavanderias para esconder a origem criminosa de
tem e de ouro-instrumento cambial) prontas ou para bens (alguns países utilizam a expressão “branquea-
liquidação futura realizadas pelas instituições autori- mento de capitais”, mas seu uso não é muito aceito,
zadas pelo Banco Central do Brasil a operar no merca- tendo em vista a conotação racista).
do de câmbio. Um exemplo de lavagem é a compra de obras de
arte para revenda com dinheiro obtido por meio do
O que é Posição de Câmbio Comprada? tráfico ilícito de drogas.
Uma das grandes novidades trazidas pela Lei nº
A posição de câmbio comprada é o saldo em moe- 9.613/98 é que, antes dela, apenas o tráfico de drogas
da estrangeira registrado em nome de uma instituição poderia configurar um crime antecedente que pudes-
autorizada que tenha efetuado compras, prontas ou se gerar a lavagem de dinheiro. Com sua entrada em
para liquidação futura, de moeda estrangeira, de títu- vigência, outros crimes podiam ser antecedentes da
los e documentos que as representem e de ouro-ins- lavagem. Em 2012, a Lei nº 12.683/12 alterou a Lei nº
trumento cambial em valores superiores às vendas. 9.613/98, de modo que, hoje, qualquer infração penal
(crime ou contravenção, como, por exemplo, o jogo do
O que é Posição de Câmbio Vendida? bicho) podem ser considerados crimes antecedentes
para a lavagem.
A posição de câmbio vendida é o saldo em moeda
estrangeira registrado em nome de uma instituição CONCEITO E FORMAS DE LAVAGEM
autorizada que tenha efetuado vendas, prontas ou
Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, ori-
para liquidação futura, de moeda estrangeira, de títu-
gem, localização, disposição, movimentação ou
los e documentos que as representem e de ouro-ins- propriedade de bens, direitos ou valores prove-
trumento cambial em valores superiores às compras. nientes, direta ou indiretamente, de infração
penal. (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
O que é Prêmio de Risco? Pena – reclusão, de 3 a 10 anos, e multa.
Para melhor explicar isso, retomaremos alguns O art. 1º traz o conceito de lavagem de dinheiro (ou
conceitos já estudados. capitais). De maneira simples, temos que a lavagem
Sabemos que a taxa de câmbio é livremente pactua- de dinheiro consiste no ato ou atos praticados com a
da entre os agentes autorizados a operar no mercado finalidade de dar aparência lícita a bens, direitos ou
de câmbio ou entre estes e seus clientes, podendo as valores que tenham origem na prática de uma infra-
270 operações de câmbio ser contratadas para liquidação ção penal (crime ou contravenção).
Veja que os núcleos do tipo (verbos) são ocultar e O art.1º, § 4º traz uma causa de aumento de pena
dissimular. Se o agente pratica os dois, dentro do mes- (de 1/3 a 2/3) se os crimes previstos na Lei de Lavagem
mo contexto, responde por um único crime. forem cometidos:
A lavagem é chamada de “crime parasitário”.
Observe bem que a lavagem (que é crime) tem relação z De forma reiterada; ou
com a prática de uma infração (crime ou contraven- z Por intermédio de organização criminosa.
ção) anterior. De acordo com o art. 1º, o julgamento
independe do processo e do julgamento das infrações Dica
penais antecedentes.
Neste sentido, para que seja punível a lavagem, O conceito de organização criminosa se encon-
deve haver um fato típico e ilícito anterior. No entan- tra na Lei nº 12.850/13.
to, não é necessária a condenação no crime anterior,
somente será excluída a lavagem. Ou seja, se a infra- Já vimos que existe hipótese de aumento de pena
ção penal antecedente foi atípica (fato inexistente) e, nos crimes de lavagem. E será que existe alguma hipó-
por isso, não constituir infração penal, ou, ainda, se tese de diminuição? Sim, ela se encontra prevista no
houve causa que excluísse a ilicitude, não há como o art. 1º, § 5º da Lei nº 9.613/98.
agente responder por lavagem de dinheiro.
Seguindo com o nosso estudo, incorrerá na mes- COLABORAÇÃO PREMIADA
ma, pena prevista no caput do art. 1º, quem pratica as
condutas que estão no art. 1º, § 1º: § 5º A pena poderá ser reduzida de um a dois
terços e ser cumprida em regime aberto ou
§ 1º Incorre na mesma pena quem, para ocultar
semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-
ou dissimular a utilização de bens, direitos ou
-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por pena res-
valores provenientes de infração penal
tritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe
I - os converte em ativos lícitos;
colaborar espontaneamente com as autoridades,
II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou
prestando esclarecimentos que conduzam à apu-
recebe em garantia, guarda, tem em depósito,
ração das infrações penais, à identificação dos
movimenta ou transfere;
autores, coautores e partícipes, ou à localização
III - importa ou exporta bens com valores não
dos bens, direitos ou valores objeto do crime.
correspondentes aos verdadeiros.

O inciso I trata da hipótese de a lavagem dar-se Para ser beneficiado pela colaboração premiada, o
com a conversão dos bens, direitos ou valores em ati- indivíduo deve colaborar, a qualquer tempo (ou seja, na
vos lícitos, como, por exemplo, ações na Bolsa. Por esse fase investigatória ou processual), de uma das três formas
viés, pode-se falar na chamada “lavagem em cadeia” previstas (basta uma; os requisitos não são cumulativos):
(lavagem da lavagem), que é a ocultação ou dissimu-
I - conduzir à apuração das infrações penais;
lação de bens, dinheiro ou valores, provenientes de
II - conduzir à identificação de autores, coautores
lavagens anteriores (neste caso, o delito antecente é
e partícipes; ou
outra lavagem). Um exemplo da lavagem em cadeia III - conduzir à localização dos bens, direitos ou
seria a aplicação, na Bolsa de Valores, de rendimentos valores objeto do crime.
obtidos numa lavagem anterior.
O inciso II trata da figura do receptador dos bens, z Formas de colaboração (alternativas) (art. 1º, §
direitos ou valores. Já o inciso III cuida da hipótese espe- 5º, Lei nº 9.613/98)
cífica de lavagem por meio de operações de importação
e exportação. O parágrafo 2º do artigo 1º apresenta
outras hipóteses equiparadas à lavagem de dinheiro: Apuração de infrações

§ 2º Incorre ainda, na mesma pena quem:


Identificação de Autores, Coautores e Partícipes
I – Utiliza, na atividade econômica ou financei-
ra, bens, direitos ou valores provenientes da
infração penal; Localização dos Bens, Direitos ou Valores
II - participa de grupo, associação ou escri-
tório tendo conhecimento de que sua atividade
Colaborando, o indivíduo tem a possibilidade de
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

principal ou secundária é dirigida à prática de cri-


mes previstos nesta Lei. obter os seguintes benefícios (“prêmios”; daí se cha-
mar de colaboração premiada).
O inciso I do § 2º pune a lavagem no exercício de
atividade econômica ou financeira e o inciso II pune a z Benefícios ao colaborador na lavagem de
associação para fins de lavagem de capitais. dinheiro (art. 1º, § 5º, Lei nº 9.613/98)

§ 3º A tentativa é punida nos termos do parágra-


fo único do art. 14 do Código Penal. Diminuição da pena de 1 a 2/3 e fixação
do regime inicial aberto ou semiaberto
O § 3º traz importante disposição no sentido de
que é punível a tentativa de lavagem de capitais. Substituição da pena privativa de
libertada por pena restritiva de direitos
§ 4º A pena será aumentada de um a dois ter-
ços, se os crimes definidos nesta Lei forem come-
Perdão judicial (causa extintiva
tidos de forma reiterada ou por intermédio de
de punibilidade)
organização criminosa. 271
Esses benefícios aplicam-se somente à colaboração Medidas Assecuratórias
premiada nos crimes de lavagem de dinheiro.
Existem outras formas de colaboração premiada z Sequestro:
previstas em outras leis (como a Lei de Organizações
Criminosas por exemplo), que oferecem ao colabora- É a decisão judicial, bem como a consequente
dor outros “prêmios” (como o não oferecimento de retenção por depósito da coisa litigiosa em mãos de
denúncia). terceiros estranhos à lide, com o fim de preservar o
direito sobre ela (Mirabete).
AÇÃO CONTROLADA E INFILTRAÇÃO DE AGENTES Na esfera penal, o sequestro é a retenção de bem
imóvel ou móvel, havido com os proventos da infra-
§ 6º Para a apuração do crime de que trata este ção, com o fim de assegurar as obrigações civis deste
artigo, admite-se a utilização da ação controlada - (Magalhães Noronha).
e da infiltração de agentes.
z Hipoteca Legal:
A fim de efetivar a apuração do crime de lavagem
de dinheiro, a Lei admite a utilização dos meios espe- Art. 134 A hipoteca legal sobre os imóveis do indi-
ciais de investigação da ação controlada (situação ciado poderá ser requerida pelo ofendido em qual-
excepcional na qual o flagrante, que deve ser imedia- quer fase do processo, desde que haja certeza da
to, é retardado para que se consiga descobrir outros infração e indícios suficientes da autoria.
sujeitos envolvidos na prática do delito, reunindo-se
provas mais robustas ou, ainda, recuperando-se o pro- O dispositivo recai sobre os bens imóveis e serve
duto ou proveito do crime — é chamado de flagrante para assegurar a reparação do dano.
prorrogado, retardado ou diferido) e da infiltração
de agentes (prevista no art. 10 da Lei de Organiza- z Arresto:
ções Criminosas, que tem como objetivo permitir que
policiais ingressem legalmente em organizações cri- Art. 137 Se o responsável não possuir bens imó-
minosas, utilizando-se de identidades falsas, a fim de veis ou os possuir de valor insuficiente, poderão
investigar suas atividades). ser arrestados bens móveis suscetíveis de penhora,
Uma das formas de ação controlada é a conhecida nos termos em que é facultada a hipoteca legal dos
“entrega vigiada”, prevista no Decreto nº 5.015/04, que imóveis. Recai sobre o patrimônio lícito ou ilíci-
consiste na permissão de remessas internacionais ilíci- to do sujeito e tornam indisponível. Ou seja, se o
tas ou suspeitas, feitas com o conhecimento e controle investigado com o lucro obtido por meio da prática
das autoridades com o objetivo de permitir a colheita de crime de contrabando, adquiriu um veículo, este
pode ser sequestrado.
de mais provas e a identificação dos envolvidos.

DISPOSIÇÕES PROCESSUAIS EFEITOS DA CONDENAÇÃO

A partir do art. 2º, a Lei nº 9.613/98 passa a tra- O art. 7º estabelece alguns efeitos da condenação
tar de disposições que se aplicam ao proceso criminal por crimes de lavagem, além dos que constam no
da lavagem de dinheiro. Veremos, a seguir, os pontos Código Penal:
mais relevantes.
O primeiro ponto que merece destaque diz respei- Art. 7º São efeitos da condenação, além dos
previstos no Código Penal:
to à competência. Os crimes de lavagem, via de regra,
I - a perda, em favor da União - e dos Estados,
são de competência da Justiça Estadual.
nos casos de competência da Justiça Estadual -, de
Excepcionalmente, a competência será da Justiça todos os bens, direitos e valores relacionados,
Federal, nas hipóteses do inciso III do art. 2°, quais direta ou indiretamente, à prática dos crimes
sejam: previstos nesta Lei, inclusive aqueles utilizados
para prestar a fiança, ressalvado o direito do
z Crimes praticados contra o sistema financeiro e a lesado ou de terceiro de boa-fé;
ordem econômico-financeira; II - a interdição do exercício de cargo ou fun-
z Crimes praticados em detrimento de bens, serviços ção pública de qualquer natureza e de diretor, de
ou interesses da União ou de suas entidades autár- membro de conselho de administração ou de
quicas ou empresas públicas; gerência das pessoas jurídicas referidas no art.
z Quando a infração penal antecedente for de com- 9º, pelo dobro do tempo da pena privativa de
petência da Justiça Federal. liberdade aplicada.
§ 1º A União e os Estados, no âmbito de suas com-
Por sua vez, o art. 4º prevê a possibilidade de o juiz, petências, regulamentarão a forma de destinação
dos bens, direitos e valores cuja perda houver sido
de ofício, a requerimento ou mediante represen-
declarada, assegurada, quanto aos processos de
tação do delegado de polícia (ouvido o Ministério
competência da Justiça Federal, a sua utilização
Público), desde que haja indícios suficientes de infra- pelos órgãos federais encarregados da prevenção,
ção penal, decretar, em 24 horas, medidas assecura- do combate, da ação penal e do julgamento dos cri-
tórias de bens direitos ou valores do investigado mes previstos nesta Lei, e, quanto aos processos de
ou acusado, ainda que estejam em nome de terceiros, competência da Justiça Estadual, a preferência dos
se constituam instrumento, produto ou proveito dos órgãos locais com idêntica função.
crimes de lavagem ou de crimes antecedentes. § 2º Os instrumentos do crime sem valor econômi-
As medidas assecuratórias são aquelas que asse- co cuja perda em favor da União ou do Estado for
guram o direito do ofendido e a responsabilização decretada serão inutilizados ou doados a museu
pecuniária do criminoso. As medidas assecuratórias criminal ou a entidade pública, se houver interesse
272 possíveis são o sequestro, a hipoteca legal e o arresto. na sua conservação.
O art. 7º estabelece, como efeito da condenação, z Resumidamente, essa política de prevenção deve
a perda de todos os bens e valores ligados direta ou contemplar, conforme disposição do art. 3º:
indiretamente aos crime de lavagem, preservando o z Diretrizes para definir responsabilidades, proce-
direito do lesado ou terceiro de boa-fé. Por exemplo, dimentos, avaliação interna do risco, promoção da
se o crime antecedente for um roubo, o bem ou valor cultura organizacional, seleção correta de funcio-
é devolvido ao legítimo dono. nários etc.;
O dispositivo estabelece, ainda, que, se os condena- z Diretrizes para implementar procedimentos de
dos forem funcionários públicos ou diretores, mem- coleta, verificação, registro, monitoramento, comu-
bros de conselho de administração ou de gerente das nicação ao Conselho de Controle de Atividades
pessoas jurídicas elencadas no art. 9º (Bolsa de Valo- Financeiras (COAF), entre outras.
res, seguradoras, administradoras de cartão de crédi-
to, empresas de leasing etc), estes ficarão interditados Segundo o inciso III do art. 3º, é necessário o com-
de exercerem seus cargos ou funções pelo dobro de prometimento da alta administração com a efetivi-
tempo da pena privativa de liberdade imposta. dade e a melhoria contínua da política.
Vamos fazer alguns exercícios agora? De acordo com o art. 4º, admite-se a adoção de polí-
tica de prevenção à lavagem de dinheiro e ao finan-
CIRCULAR 3.978/2020 ciamento do terrorismo única por conglomerado
prudencial e por sistema cooperativo de crédito. Essa
A presente circular lista procedimentos de com- política de prevenção deve ser:
pliance, ou seja, de controles internos para que se
previna o crime de lavagem de dinheiro. De maneira z Documentada, aprovada pelo Conselho ou Direto-
geral, temos que a circular: ria e mantida atualizada;
z Divulgada aos envolvidos em linguagem
Dispõe sobre a política, os procedimentos e os compreensível.
controles internos a serem adotados pelas insti-
tuições autorizadas a funcionar pelo Banco Central Nos termos literais dos arts. 6º e 7º:
do Brasil visando à prevenção da utilização do
sistema financeiro para a prática dos crimes Art. 6º A política referida no art. 2º deve ser divul-
de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e gada aos funcionários da instituição, parceiros e
valores de que trata a Lei nº 9.613, de 3 de março de prestadores de serviços terceirizados, mediante lin-
1998, e de financiamento do terrorismo, previsto na guagem clara e acessível, em nível de detalhamento
Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016. compatível com as funções desempenhadas e com a
sensibilidade das informações.
Lembre-se de que todas as instituições autori- Art. 7º A política referida no art. 2º deve ser:
zadas a funcionar pelo Banco Central devem adotar I - documentada;
II - aprovada pelo conselho de administração ou, se
esta circular. Trata-se de uma circular extensa, com
inexistente, pela diretoria da instituição; e
muito detalhamento técnico. Nosso objetivo neste
III - mantida atualizada.
tópico será extrair desse documento os pontos que
mais acreditamos que possam ser cobrados em prova. DA GOVERNANÇA DA POLÍTICA DE PREVENÇÃO À
Então, vamos lá: LAVAGEM DE DINHEIRO
Art. 1º Esta circular dispõe sobre a política, os Art. 8º As instituições mencionadas no art. 1º devem
procedimentos e os controles internos a serem dispor de estrutura de governança visando a assegu-
adotados pelas instituições autorizadas a fun- rar o cumprimento da política referida no art. 2º e
cionar pelo Banco Central do Brasil visando à dos procedimentos e controles internos de preven-
prevenção da utilização do sistema financeiro para ção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do
a prática dos crimes de “lavagem” ou ocultação terrorismo previstos nesta circular.
de bens, direitos e valores, de que trata a Lei nº
9.613, de 3 de março de 1998, e de financiamento
do terrorismo, previsto na Lei nº 13.260, de 16 de
Dica
março de 2016. Governança tem a ver com boas práticas
Parágrafo único. Para os fins desta circular, os cri- administrativas.
mes referidos no caput serão denominados generi-
camente “lavagem de dinheiro” e “financiamento As instituições devem indicar formalmente ao
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

do terrorismo”. Banco Central do Brasil diretor responsável, nos ter-


mos do art. 9º. Esse diretor pode desempenhar outras
POLÍTICA DE PREVENÇÃO funções na instituição, contanto que isso não gere
Art. 2º As instituições mencionadas no art. 1º conflito de interesses.
devem implementar e manter política formulada
AVALIAÇÃO INTERNA DE RISCO
com base em princípios e diretrizes que busquem
prevenir a sua utilização para as práticas de lava- Art. 10 As instituições referidas no art. 1º devem
gem de dinheiro e de financiamento do terrorismo. realizar avaliação interna com o objetivo de iden-
tificar e mensurar o risco de utilização de
A política de prevenção ao crime de lavagem de seus produtos e serviços na prática da lavagem de
dinheiro, de acordo com o parágrafo único do art. 2º dinheiro e do financiamento do terrorismo.
desta Circular, deve ser adequada ao perfil:
Sem segredos, a avaliação interna:
z Dos clientes, da instituição e dos funcionários, par-
ceiros e prestadores; z Deve considerar o perfil das operações e das pes-
z Das operações, transações, produtos e serviços. soas envolvidas; 273
z Deve ser documentada e aprovada; A qualificação do cliente deve ser reavaliada e
z As categorias de risco devem ser definidas para sempre atualizada.
maior possibilidade de mitigação;
z Pode ser realizada de forma centralizada em ins- z Pontos de Atenção na Qualificação
tituição do conglomerado prudencial e do sistema
Nos termos do art. 19, os procedimentos de qua-
cooperativo de crédito, nos termos do art. 11.
lificação devem incluir a verificação da condição do
PROCEDIMENTOS DESTINADOS A CONHECER OS cliente como:
CLIENTES
„ Pessoa politicamente exposta: Detentores de
Art. 13 As instituições mencionadas no art. 1º mandato, ocupantes de cargos de natureza espe-
devem implementar procedimentos destinados a cial, tais como ministros e altas autoridades
conhecer seus clientes, incluindo procedimentos públicas;
que assegurem a devida diligência na sua identifi- „ Familiar: Parentes até o segundo grau;
cação, qualificação e classificação „ Estreito colaborador: Pessoa conhecida por
§ 1º Os procedimentos referidos no caput devem ser ter qualquer tipo de estreita relação com pessoa
compatíveis com: exposta politicamente.
I - o perfil de risco do cliente, contemplando medi-
das reforçadas para clientes classificados em cate- Para esses clientes, devem ser adotados procedi-
gorias de maior risco, de acordo com a avaliação mentos de qualificação compatíveis com sua condição.
interna de risco referida no art. 10;
II - a política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao Classificação dos Clientes
financiamento do terrorismo de que trata o art. 2º; e
Art. 20 As instituições mencionadas no art. 1º
III - a avaliação interna de risco de que trata o art. 10.
devem classificar seus clientes nas categorias de
É importante notar que os procedimentos devem risco definidas na avaliação interna de risco men-
ser formalizados em manual específico, que deve ser cionada no art. 10, com base nas informações obti-
das nos procedimentos de qualificação do cliente
aprovado pela diretoria da instituição e mantido atua-
referidos no art. 18.
lizado, de acordo com os parágrafos 2º e 3º do art. 13.
Parágrafo único. A classificação mencionada no
Identificação dos Clientes caput deve ser:
I - realizada com base no perfil de risco do cliente e
Art. 16 As instituições referidas no art. 1º devem na natureza da relação de negócio;
adotar procedimentos de II - revista sempre que houver alterações no per-
identificação que permitam verificar e validar a fil de risco do cliente e na natureza da relação de
identidade do cliente. negócio.
§ 1º Os procedimentos referidos no caput devem
incluir a obtenção, a verificação As instituições devem classificar seus clientes:
e a validação da autenticidade de informações de
z Nas categorias de risco definidas na avaliação
identificação do cliente, inclusive, se
interna de risco;
necessário, mediante confrontação dessas infor-
mações com as disponíveis em bancos de dados de
z Usando como base as informações obtidas nos pro-
caráter público e privado. cedimentos de qualificação.
§ 2º No processo de identificação do cliente devem
Essa classificação deve ser revista sempre que
ser coletados, no mínimo:
houver alterações no perfil do cliente.
I - o nome completo, o endereço residencial e o
número de registro no Cadastro
Segundo o art. 23, é vedado às instituições iniciar
de Pessoas Físicas (CPF), no caso de pessoa natu- relação de negócios sem que os procedimentos de iden-
ral; e tificação e de qualificação do cliente estejam concluídos.
II - a firma ou denominação social, o endereço Admite-se, por um período máximo de 30 dias, o
da sede e o número de registro no início da relação de negócios em caso de insuficiên-
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), cia de informações relativas à qualificação do clien-
no caso de pessoa jurídica. te, desde que não haja prejuízo aos procedimentos de
monitoramento e seleção, de acordo com o parágrafo
Se o cliente for do exterior, desobriga-se o CPF. Se a único do mesmo artigo.
empresa for com sede no exterior, desobriga-se o CNPJ.
Identificação e da Qualificação do Beneficiário Final
Qualificação dos Clientes Art. 24 Os procedimentos de qualificação do cliente
pessoa jurídica devem incluir a análise da cadeia de
Art. 18 As instituições mencionadas no art. 1º participação societária até a identificação da pes-
devem adotar procedimentos que permitam quali- soa natural caracterizada como seu beneficiário
ficar seus clientes por meio da coleta, verificação e final, observado o disposto no art. 25. [...]
validação de informações, compatíveis com o perfil
de risco do cliente e com a natureza da relação de É também considerado beneficiário final o repre-
negócio. sentante, inclusive o procurador e o preposto, que
exerça o comando sobre as atividades da pessoa jurí-
As instituições deverão avaliar sempre: dica. Esse procedimento não é necessário em relação
às pessoas jurídicas constituídas sob a forma de com-
z A capacidade financeira do cliente; panhia aberta ou entidade sem fins lucrativos e as
274 z O perfil de risco. cooperativas.
Art. 25 As instituições mencionadas no art. 1º devem IV - oficiais-generais e membros de escalões supe-
estabelecer valor mínimo de referência de participa- riores do Poder Judiciário;
ção societária para a identificação de beneficiário V - executivos de escalões superiores de empresas
final. públicas; ou
§ 1º o valor mínimo de referência de partici- VI - dirigentes de partidos políticos.
pação societária de que trata o caput deve ser
estabelecido com base no risco e não pode ser REGISTRO DE OPERAÇÕES
superior a 25% (vinte e cinco por cento), consi-
derada, em qualquer caso, a participação dire- Disposições Gerais
ta e a indireta.
§ 2º o valor de referência de que trata o caput As instituições devem manter registros de todas
deve ser justificado e documentado no manual as operações realizadas, produtos e serviços contrata-
de procedimentos referido no art. 13, § 2º. dos, inclusive saques, depósitos, aportes, pagamentos,
recebimentos e transferências de recursos, nos ter-
Qualificação como Pessoa Exposta Politicamente mos do art. 28 desta Circular:

Art. 28 [...]
Art. 27 As instituições mencionadas no art. 1º devem
implementar procedimentos que permitam qualifi- § 1º os registros referidos no caput devem conter,
car seus clientes como pessoa exposta politicamente. no mínimo, as seguintes informações sobre cada
operação:
I - tipo;
Consideram-se pessoas expostas politicamente, entre
II - valor, quando aplicável;
outros:
III - data de realização;
IV - nome e número de inscrição no cpf ou no cnpj
Art. 27 [...] do titular e do beneficiário da operação, no caso de
§ 1º Consideram-se pessoas expostas politicamente: pessoa residente ou sediada no país; e
I - os detentores de mandatos eletivos dos Poderes V - canal utilizado.
Executivo e Legislativo da União;
II - os ocupantes de cargo, no Poder Executivo da Registro de Operações Envolvendo Pessoa do
União, de: Exterior
a) Ministro de Estado ou equiparado;
b) Natureza Especial ou equivalente; Art. 28 [...]
c) presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalen- § 2º No caso de operações envolvendo pessoa natu-
tes, de entidades da administração pública indireta; e ral residente no exterior desobrigada de inscrição
d) Grupo Direção e Assessoramento Superiores no cpf, na forma definida pela secretaria da receita
(DAS), nível 6, ou equivalente; federal do brasil, as instituições devem incluir no
III - os membros do Conselho Nacional de Justi- registro as seguintes informações:
ça, do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais I - nome;
Superiores, dos Tribunais Regionais Federais, dos II - tipo e número do documento de viagem e respec-
Tribunais Regionais do Trabalho, dos Tribunais tivo país emissor; e
Regionais Eleitorais, do Conselho Superior da Jus- III - organismo internacional de que seja represen-
tiça do Trabalho e do Conselho da Justiça Federal; tante para o exercício de funções específicas no
IV - os membros do Conselho Nacional do Ministério país, quando for o caso.
Público, o Procurador-Geral da República, o Vice- § 3º No caso de operações envolvendo pessoa jurí-
-Procurador-Geral da República, o Procurador-Geral dica com domicílio ou sede no exterior desobrigada
do Trabalho, o Procurador-Geral da Justiça Militar, de inscrição no cnpj, na forma definida pela secre-
os Subprocuradores-Gerais da República e os Procu- taria da receita federal do brasil, as instituições
radores Gerais de Justiça dos Estados e do Distrito devem incluir no registro as seguintes informações:
Federal; I - nome da empresa; e
V - os membros do Tribunal de Contas da União, o Pro- II - número de identificação ou de registro da
curador-Geral e os Subprocuradores-Gerais do Minis-
empresa no respectivo país de origem.
tério Público junto ao Tribunal de Contas da União;
VI - os presidentes e os tesoureiros nacionais, ou Registro de Operações de Pagamento, Recebimento
equivalentes, de partidos políticos; e Transferência de Recursos
VII - os Governadores e os Secretários de Estado e
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

do Distrito Federal, os Deputados Estaduais e Dis- Art. 30 No caso de operações relativas a pagamen-
tritais, os presidentes, ou equivalentes, de entidades tos, recebimentos e transferências de recursos, por
da administração pública indireta estadual e distri- meio de qualquer instrumento, as instituições refe-
tal e os presidentes de Tribunais de Justiça, Tribu- ridas no art. 1º devem incluir nos registros men-
nais Militares, Tribunais de Contas ou equivalentes cionados no art. 28 as informações necessárias à
dos Estados e do Distrito Federal; e identificação da origem e do destino dos recursos.
VIII - os Prefeitos, os Vereadores, os Secretários
Municipais, os presidentes, ou equivalentes, de enti- As instituições devem incluir nos registros:
dades da administração pública indireta municipal
e os Presidentes de Tribunais de Contas ou equiva- z Identificação da origem;
lentes dos Municípios. z Identificação do destino dos recursos.
§ 2º São também consideradas expostas politica-
mente as pessoas que, no exterior, sejam: § 3º Para fins do cumprimento do disposto no caput,
I - chefes de estado ou de governo; devem ser incluídas no registro das operações, no
II - políticos de escalões superiores; mínimo, as seguintes informações, quando couber:
III - ocupantes de cargos governamentais de esca- I - nome e número de inscrição no CPF ou no CNPJ
lões superiores; do remetente ou sacado; 275
II - nome e número de inscrição no CPF ou no CNPJ Atenção: é vedado postergar saques em espécie de
do recebedor ou beneficiário; contas de depósitos à vista de valor igual ou inferior a
III - códigos de identificação, no sistema de liquida- R$5.000,00, admitida a postergação para o expediente
ção de pagamentos ou de transferência de fundos, seguinte de saques de valor superior ao estabelecido.
das instituições envolvidas na operação; e
IV - números das dependências e das contas envol- MONITORAMENTO, SELEÇÃO E ANÁLISE DE
vidas na operação OPERAÇÕES E SITUAÇÕES SUSPEITAS

Registro das Operações em Espécie As instituições devem implementar procedimen-


tos de monitoramento, seleção e análise de operações
Art. 33 No caso de operações com utilização de e situações com o objetivo de identificar e dispensar
recursos em espécie de valor individual superior especial atenção às suspeitas de lavagem de dinhei-
a r$2.000,00 (dois mil reais), as instituições referi- ro e de financiamento do terrorismo, nos termos do
das no art. 1º devem incluir no registro, além das caput do art. 38. Lembre-se de que operações suspei-
informações previstas nos arts. 28 e 30, o nome e o tas requerem maior atenção.
respectivo número de inscrição no cpf do portador Os procedimentos devem:
dos recursos.
Art. 34 No caso de operações de depósito ou apor- Art. 38 [...]
te em espécie de valor individual igual ou superior I - ser compatíveis com a política de prevenção
a r$50.000,00 (cinquenta mil reais), as instituições à lavagem de dinheiro e ao financiamento do
referidas no art. 1º devem incluir no registro, além terrorismo de que trata o art. 2º;
das informações previstas nos arts. 28 e 30: II - ser definidos com base na avaliação interna
I - o nome e o respectivo número de inscrição no cpf ou de risco de que trata o art. 10;
no cnpj, conforme o caso, do proprietário dos recursos; III - considerar a condição de pessoa exposta
II - o nome e o respectivo número de inscrição no politicamente, nos termos do art. 27, bem como
cpf do portador dos recursos; e a condição de representante, familiar ou estreito
colaborador da pessoa exposta politicamente, nos
III - a origem dos recursos depositados ou aportados.
termos do art. 19; e
IV - estar descritos em manual específico, apro-
Segundo o parágrafo único do art. 34, na hipótese vado pela diretoria da instituição.
de recusa do cliente ou do portador dos recursos em
prestar a informação, a instituição deve registrar o Monitoramento e Seleção de Operações e Situações
fato e utilizar essa informação nos procedimentos de Suspeitas
monitoramento.
Existem diversos procedimentos que as institui-
Art. 35 No caso de operações de saque, inclusi- ções devem implementar. Essas hipóteses estão elen-
ve as realizadas por meio de cheque ou ordem de cadas no art. 39 desta Circular. Vejamos o dispositivo
pagamento, de valor individual igual ou superior na íntegra:
a R$50.000,00 (cinquenta mil reais), as instituições
referidas no art. 1º devem incluir no registro, além Art. 39 As instituições referidas no art. 1º devem
das informações previstas nos arts. 28 e 30: implementar procedimentos de monitoramento e sele-
I - o nome e o respectivo número de inscrição no ção que permitam identificar operações e situações
CPF ou no CNPJ, conforme o caso, do destinatário que possam indicar suspeitas de lavagem de dinheiro
dos recursos; e de financiamento do terrorismo, especialmente:
II - o nome e o respectivo número de inscrição no I - as operações realizadas e os produtos e ser-
CPF do portador dos recursos; viços contratados que, considerando as partes
III - a finalidade do saque; e envolvidas, os valores, as formas de realização, os
IV - o número do protocolo referido no art. 36, § 2º, instrumentos utilizados ou a falta de fundamento
inciso II econômico ou legal, possam configurar a existência
de indícios de lavagem de dinheiro ou de financia-
mento do terrorismo, inclusive:
Perceba que saques de grande valor podem indi- a) as operações realizadas ou os serviços presta-
car operações suspeitas, daí a necessidade de registro dos que, por sua habitualidade, valor ou forma,
das operações. Os saques de grande valor também configurem artifício que objetive burlar os proce-
não possuem a obrigatoriedade de estarem disponí- dimentos de identificação, qualificação, registro,
veis de imediato nos bancos; dessa forma, deve haver monitoramento e seleção previstos nesta Circular;
solicitação de provisionamento com, no mínimo, 3 b) as operações de depósito ou aporte em espécie,
dias úteis de antecedência, das operações de valor saque em espécie, ou pedido de provisionamento
para saque que apresentem indícios de ocultação
igual ou superior a R$ 50.000,00.
ou dissimulação da natureza, da origem, da locali-
As instituições devem: zação, da disposição, da movimentação ou da pro-
priedade de bens, direitos e valores;
Art. 36 [...] c) as operações realizadas e os produtos e serviços
I - possibilitar a solicitação de provisionamento por contratados que, considerando as partes e os valo-
meio do sítio eletrônico da instituição na internet e res envolvidos, apresentem incompatibilidade com
das agências ou Postos de Atendimento; a capacidade financeira do cliente, incluindo a ren-
II - emitir protocolo de atendimento ao cliente ou da, no caso de pessoa natural, ou o faturamento, no
ao sacador não cliente, no qual devem ser infor- caso de pessoa jurídica, e o patrimônio;
mados o valor da operação, a dependência na qual d) as operações com pessoas expostas politica-
deverá ser efetuado o saque e a data programada mente de nacionalidade brasileira e com represen-
para o saque; e tantes, familiares ou estreitos colaboradores de
III - registrar, no ato da solicitação de provisiona- pessoas expostas politicamente;
mento, as informações indicadas no art. 35, confor- e) as operações com pessoas expostas politicamen-
276 me o caso. te estrangeiras;
f) os clientes e as operações em relação aos quais I - ser fundamentada com base nas informações
não seja possível identificar o beneficiário final; contidas no dossiê mencionado no art. 43, § 2º;
g) as operações oriundas ou destinadas a países ou II - ser registrada de forma detalhada no dossiê
territórios com deficiências estratégicas na imple- mencionado no art. 43, § 2º; e
mentação das recomendações do Grupo de Ação III - ocorrer até o final do prazo de análise referido
Financeira (Gafi); no art. 43, § 1º.
h) as situações em que não seja possível manter atua- § 2º A comunicação da operação ou situação
lizadas as informações cadastrais de seus clientes; e suspeita ao Coaf deve ser realizada até o dia útil
II - as operações e situações que possam indicar seguinte ao da decisão de comunicação.
suspeitas de financiamento do terrorismo.
O prazo referido no inciso III do art. 48 será de
Em suma, podemos destacar que as instituições 45 dias da operação. A comunicação da operação ou
devem implementar procedimentos em operações situação suspeita ao Coaf deve ser realizada até o dia
que possam indicar suspeitas, especialmente: útil seguinte ao da decisão de comunicação.
z Operações atípicas que envolvam valor suspeito
ou forma de operacionalização suspeita, tais como Comunicação de Operações em Espécie
depósitos e saques fracionados;
z Operações de depósito ou saque em espécie que Art. 49 As instituições mencionadas no art. 1º
apresentem indícios de ocultação ou dissimulação; devem comunicar ao Coaf:
I - as operações de depósito ou aporte em espécie
z Operações com pessoas expostas politicamente
ou saque em espécie de valor igual ou superior a
de nacionalidade brasileira e estrangeira;
r$50.000,00 (cinquenta mil reais);
z Clientes e operações em relação aos quais não seja
II - as operações relativas a pagamentos, recebi-
possível identificar o beneficiário final; mentos e transferências de recursos, por meio de
z Operações oriundas ou destinadas a países ou qualquer instrumento, contra pagamento em espé-
territórios com deficiências estratégicas na imple- cie, de valor igual ou superior a r$50.000,00 (cin-
mentação das recomendações do Grupo de Ação quenta mil reais); e
Financeira (Gafi). III - a solicitação de provisionamento de saques em
espécie de valor igual ou superior a r$50.000,00
O período para a execução dos procedimentos de (cinquenta mil reais) de que trata o art. 36.
monitoramento e de seleção das operações e situações
suspeitas não pode exceder o prazo de 45 dias, contados a
partir da data de ocorrência da operação ou da situação. Dica
Todas as instituições, nos termos do art. 40, devem A Circular deixa como “gatilho” o valor de R$
assegurar que os sistemas utilizados no monitoramento 50.000,00 em variadas situações.
e na seleção de operações e situações suspeitas conte-
nham informações detalhadas das operações. As institui- A comunicação da operação ou situação suspeita
ções também devem manter documentação detalhada ao Coaf deve ser realizada até o dia útil seguinte ao da
Os procedimentos de monitoramento e seleção ocorrência da operação. As comunicações alteradas
podem ser realizados de forma centralizada em insti- ou canceladas após o quinto dia útil seguinte ao da
tuição do conglomerado prudencial e do sistema coo- sua realização devem ser acompanhadas de justifica-
perativo de crédito. tiva da ocorrência.
Procedimentos de Análise de Operações e Situações
Art. 53 As comunicações referidas nos arts. 48 e 49
Suspeitas
devem especificar, quando for o caso, se a pessoa
Art. 43 As instituições referidas no art. 1º devem objeto da comunicação:
implementar procedimentos de análise das opera- I - é pessoa exposta politicamente ou representante,
ções e situações selecionadas por meio dos proce- familiar ou estreito colaborador dessa pessoa;
dimentos de monitoramento e seleção de que trata II - é pessoa que, reconhecidamente, praticou ou
o art. 39, com o objetivo de caracterizá-las ou não tenha intentado praticar atos terroristas ou deles
como suspeitas de lavagem de dinheiro e de finan- participado ou facilitado o seu cometimento; e
ciamento do terrorismo. III - é pessoa que possui ou controla, direta ou indi-
retamente, recursos na instituição, no caso do inci-
Esquematicamente: so II.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

z As instituições devem implementar procedimentos As instituições que não tiverem efetuado comu-
de análise das operações e situações selecionadas nicações ao Coaf em cada ano civil deverão prestar
por meio dos procedimentos de monitoramento e declaração, até dez dias úteis após o encerramento do
seleção. O prazo para essa análise é de 45 dias con- referido ano, atestando a não ocorrência de operações
tados da operação; ou situações passíveis de comunicação.
z É vedada a contratação de terceiros para a reali-
zação da análise. PROCEDIMENTOS DESTINADOS A CONHECER
FUNCIONÁRIOS, PARCEIROS E PRESTADORES DE
PROCEDIMENTOS DE COMUNICAÇÃO AO COAF
SERVIÇOS TERCEIRIZADOS
Art. 48 As instituições referidas no art. 1º devem
comunicar ao Coaf as operações ou situações sus- Art. 56 As instituições mencionadas no art. 1º
peitas de lavagem de dinheiro e de financiamento devem implementar procedimentos destinados a
do terrorismo. conhecer seus funcionários, parceiros e prestado-
§ 1º A decisão de comunicação da operação ou res de serviços terceirizados, incluindo procedi-
situação ao Coaf deve: mentos de identificação e qualificação. 277
Nos termos do art. 60, as instituições, na celebração z Depósitos para troca de grandes quantidades de
de contratos com terceiros não sujeitos à autorização cédulas de pequeno valor;
para funcionar do Banco Central do Brasil, participan- z Depósitos em espécie relevantes em contas de servi-
tes de arranjo de pagamento do qual a instituição tam- dores públicos ou pessoas politicamente expostas.
bém participe, devem:
SITUAÇÕES RELACIONADAS COM OPERAÇÕES
Art. 60 [...] EM ESPÉCIE E CARTÕES PRÉ-PAGOS EM MOEDA
I - obter informações sobre o terceiro que permitam ESTRANGEIRA
compreender a natureza de sua atividade e a sua
reputação; Essas situações são extremamente similares àque-
II - verificar se o terceiro foi objeto de investigação las em moeda nacional, sendo:
ou de ação de autoridade supervisora relacionada
z Depósitos atípicos em relação à atividade econô-
com lavagem de dinheiro ou com financiamento do
terrorismo;
mica do cliente ou incompatíveis com a sua capa-
III - certificar que o terceiro tem licença do institui- cidade financeira;
dor do arranjo para operar, quando for o caso; z Movimentações em espécie por clientes que nor-
IV - conhecer os controles adotados pelo terceiro malmente não depositam em espécie;
relativos à prevenção à lavagem de dinheiro e ao z Fragmentação de depósitos, saques em espécie,
financiamento do terrorismo; e que possam burlar o valor total da operação;
V - dar ciência do contrato ao diretor mencionado z Negociações de moeda estrangeira, realizadas por
no art. 9º. diferentes pessoas, não relacionadas entre si, que
informem os mesmos dados de origem/destino;
DISPOSIÇÕES FINAIS z Negociações envolvendo taxas de câmbio com va-
riação significativa em relação às praticadas pelo
As disposições finais estão dispostas no capítu- mercado;
lo XII desta circular nº 3.078. Podemos sintetizar as z Utilização de diversas fontes de recursos para car-
informações mais importantes nos itens seguintes: ga e recarga de cartões pré-pagos;
z Depósitos com cédulas em mal estado de conservação;
z Percebe-se que toda a circular é repetitiva no sen- z Depósitos para troca de grandes quantidades de
tido de que os procedimentos devem ser contro- cédulas de pequeno valor.
lados sempre para evitar as ocorrências que a
SITUAÇÕES RELACIONADAS COM A
circular se destina a prevenir;
IDENTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE CLIENTES
z Devem ser adotadas medidas de avaliação da efe-
tividade dos controles previstos nesta circular.
Aqui, são situações relativas ao fornecimento de
dados pelos clientes para sua identificação e qualifi-
CIRCULAR 4.001/2020
cação, tais como:
Esta é uma circular de texto repetitivo, pois trata-
-se de uma lista de operações e situações que podem z Resistência ao fornecimento de informações neces-
configurar indícios de ocorrência dos crimes de “lava- sárias para o início de relacionamento ou para a
gem” ou ocultação de bens, direitos e valores. atualização cadastral;
Esta circular possui apenas dois artigos, sendo o art. z Oferecimento de informação falsa ou de difícil
1º responsável por listar as operações e situações descri- verificação;
tas acima. Não é interessante incluir todas as disposições z Abertura, movimentação de contas ou realização
do artigo; deste modo, selecionamos as mais pertinentes de operações por detentor de procuração ou de
para sua prova e a simplificamos, sem que se perca o sen- qualquer outro tipo de mandato;
tido original e sem suprir as informações necessárias. z Cadastramento de várias contas em uma mesma
Por ser uma lista, o mais importante é compreen- data, ou em curto período, com depósitos de valo-
der sua essência, que busca citar quais operações res idênticos ou aproximados;
podem ser consideradas suspeitas, entendendo que a z Operações em que não seja possível identificar o
“relação” apresentada na circular é exemplificativa. beneficiário final;
z Incompatibilidade da atividade econômica ou fa-
SITUAÇÕES RELACIONADAS COM OPERAÇÕES turamento informados com o padrão apresentado
EM ESPÉCIE COM A UTILIZAÇÃO DE CONTAS DE por clientes com o mesmo perfil.
DEPÓSITOS OU PAGAMENTO
SITUAÇÕES RELACIONADAS COM OPERAÇÕES DE
z Depósitos atípicos em relação à atividade econô- INVESTIMENTO NO PAÍS
mica do cliente ou incompatíveis com a sua capa-
cidade financeira; z Operações ou conjunto de operações de compra ou
z Movimentações em espécie por clientes que nor- de venda de ativos financeiros a preços incompa-
malmente não depositam em espécie; tíveis com os praticados no mercado;
z Fragmentação de depósitos, saques em espécie, z Operações atípicas que resultem em elevados
que possam burlar o valor total da operação; ganhos para os agentes intermediários, em despro-
z Depósitos ou aportes em espécie em contas de clien- porção com a natureza dos serviços efetivamente
tes que exerçam atividade comercial relacionada prestados;
com negociação de bens de luxo ou alto valor; z Investimentos significativos em produtos de baixa
z Depósitos com cédulas em mal estado de rentabilidade e liquidez;
278 conservação; z Resgates de investimentos no curtíssimo prazo.
SITUAÇÕES RELACIONADAS COM OPERAÇÕES DE SITUAÇÕES RELACIONADAS A CAMPANHAS
CRÉDITO NO PAÍS ELEITORAIS

Operações de crédito relacionam-se a emprés- z Recebimento de doações, em contas (eleitorais ou


não) de candidatos ou partidos políticos, de valo-
timos tomados. Em geral, são atípicas as seguintes
res que desrespeitem as vedações ou extrapolem
situações:
os limites definidos na legislação em vigor;
z Uso incompatível com as exigências regulatórias
z Operações de crédito no país liquidadas com recur- do fundo eleitoral;
sos aparentemente incompatíveis com a situação z Transferências, a partir das contas de candidatos,
financeira do cliente; para pessoas naturais ou jurídicas cuja ativida-
z Operação de crédito no país seguida de remessa de de não guarde aparente relação com contas de
recursos ao exterior que demonstrem atipicidade; campanha.
z Operações de crédito no país, simultâneas ou con-
secutivas, liquidadas antecipadamente ou em pra- SITUAÇÕES RELACIONADAS A BNDU E OUTROS
zo muito curto; ATIVOS
z Concessão de garantias de operações de crédito no BNDU é a sigla para Bens Não de Uso Próprio, ou
país por terceiros não relacionados ao tomador. seja, um ativo que é adquirido apenas para venda,
sendo exemplos de situações atípicas:
SITUAÇÕES RELACIONADAS COM A
MOVIMENTAÇÃO DE RECURSOS ORIUNDOS DE z Negociação para pessoas naturais ou jurídicas sem
CONTRATOS COM O SETOR PÚBLICO capacidade financeira;
z Negociação mediante pagamento em espécie;
z Movimentações atípicas relacionadas a patrocí- z Negociação por preço significativamente superior
nio, propaganda, marketing, consultorias, assesso- ao de avaliação;
z Negociação de outro ativo não financeiro em bene-
rias e capacitação;
fício de terceiros.
z Movimentações atípicas de recursos por organiza-
ções sem fins lucrativos; SITUAÇÕES RELACIONADAS COM OPERAÇÕES
z Movimentações atípicas de recursos por pessoa REALIZADAS EM MUNICÍPIOS LOCALIZADOS EM
natural ou jurídica relacionadas a licitações. REGIÕES DE RISCO

SITUAÇÕES RELACIONADAS COM ATIVIDADES z Operação atípica em municípios localizados em


INTERNACIONAIS regiões de fronteira;
z Operação atípica em municípios localizados em
z Operações com pessoas que não apliquem ou apli- regiões de extração mineral;
quem insuficientemente as recomendações do z Operação atípica em municípios localizados em
Grupo de Ação contra a Lavagem de Dinheiro e o outras regiões de risco.
Financiamento do Terrorismo (Gafi);
CONSIDERAÇÕES FINAIS
z Operações complexas e com custos mais ele-
vados que visem a dificultar o rastreamento dos Como visto, tratam-se de exemplos que podem
recursos;
indicar lavagem de dinheiro ou financiamento ao ter-
z Pagamentos de importação e recebimentos de expor-
rorismo. Como a lista repete-se em vários fatores, é
tação, antecipados ou não, por empresa sem tradição
importante compreender a lógica da situação.
ou cuja capacidade financeira seja incompatível;
z Transferências unilaterais atípicas;
z Exportações ou importações aparentemente fic-
tícias ou com indícios de superfaturamento ou
subfaturamento; AUTORREGULAÇÃO BANCÁRIA
z Pagamentos de frete ou de outros serviços que apre-
sentem indícios de atipicidade ou de incompatibilidade; z O que é o Sistema Brasileiro de Autorregulação
z Transações em uma mesma data, ou em curto Bancária?
período, de valores idênticos ou aproximados;
A auto regulação bancária é um sistema de normas
z Transferências relacionadas a investimentos não
criado pelo próprio setor bancário, com o propósito bási-
convencionais.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

co de criar um ambiente ainda mais favorável à realiza-


SITUAÇÕES RELACIONADAS COM FUNCIONÁRIOS, ção dos 4 (quatro) grandes princípios que o orientam:
PARCEIROS E PRESTADORES DE SERVIÇOS
„ Ética e Legalidade: adotar condutas benéficas
TERCEIRIZADOS
à sociedade, ao funcionamento do mercado e
Neste tópico, estão situações relacionadas aos ope- ao meio-ambiente; respeitar a livre concorrên-
radores, sendo estes funcionários, parceiros, presta- cia e a liberdade de iniciativa; atuar em con-
dores etc. São elas: formidade com a legislação vigente e com as
normas da auto regulação;
z Alteração inusitada nos padrões de vida e de com- „ Respeito ao Consumidor: tratar o consumi-
portamento do empregado, do parceiro ou de pres- dor de forma justa e transparente, com atendi-
tador de serviços terceirizados, sem causa aparente; mento cortês e digno; assistir o consumidor na
z Qualquer negócio realizado de modo diverso ao avaliação dos produtos e serviços adequados
procedimento formal da instituição por funcionário; às suas necessidades e garantir a segurança e a
z Fornecimento de auxílio ou informações, remu- confidencialidade de seus dados pessoais; con-
nerados ou não, a cliente em prejuízo do programa ceder crédito de forma responsável e incenti-
de prevenção à lavagem de dinheiro. var o uso consciente do crédito; 279
„ Comunicação Eficiente: fornecer informações z O Sistema de Autorregulação poderá ajudar a
de forma precisa, adequada, clara e oportuna, resolver algum problema pessoal/individual
proporcionando condições para o consumidor que o consumidor venha experimentando junto
tomar decisões conscientes e bem informadas; a algum dos bancos signatários?
a comunicação com o consumidor, por qual-
Sim. Caso autorizado pelo consumidor, o Sistema de
quer veículo, pessoalmente ou mediante ofer-
Autorregulação Bancária enviará a demanda ao canal
tas ou anúncios publicitários, deve ser feita de de atendimento responsável do próprio banco signatá-
modo a informá-lo sobre os aspectos relevantes rio reclamado. A Instituição reclamada será responsá-
do relacionamento com a Signatária; vel por responder diretamente o caso em até 15 dias.
„ Melhoria Contínua: aperfeiçoar padrões de con-
duta, elevar a qualidade dos produtos, níveis de z Quando eu identificar que algum banco não
segurança e a eficiência dos serviços. está cumprindo as regras, eu posso noticiar o
Sistema quanto a isso? Como me manifestar?
Nesse Sistema, os bancos estabelecem uma série
Sim. Você não apenas pode se manifestar como,
de compromissos de conduta que, em conjunto com as
na verdade, é esperado que você o faça. Esses regis-
diversas outras normas aplicáveis às suas atividades, con-
tros não serão individualmente respondidos, nem isso
tribuirão para que o mercado funcione de forma ainda gerará, de imediato ou necessariamente, alguma san-
mais eficaz, clara e transparente, em benefício não só do ção ao(s) banco(s) apontado(s). No entanto, eles serão
próprio setor, mas de todos os envolvidos nesse processo uma fonte preciosa de monitoramento da atuação de
– os consumidores e a sociedade como um todo. cada agente do Sistema, para que possamos melhor
conferir se, de fato, as normas da Autorregulação
z Como esse Sistema vai interferir no relaciona- estão sendo corretamente cumpridas.
mento entre bancos e consumidores? Dentre os vários normativos que a FEBRABAN
editou a respeito da Autorregulação Bancária, desta-
O propósito maior do Sistema de Autorregulação camos alguns pontos que podem ser abordados nas
Bancária é promover a melhoria contínua da qualida- suas provas.
de do relacionamento entre os bancos signatários do Vejamos:
Sistema e os consumidores (pessoa física). Assim, ao CÓDIGO DE AUTO-REGULAÇÃO BANCÁRIA
contribuir para um melhor funcionamento do setor,
os consumidores deverão ser diretamente beneficia- Art. 2º As normas da auto regulação não se
dos por esse processo. sobrepõe, mas se harmonizam à legislação vigente,
destacadamente ao código de Defesa do Consumi-
z Como será monitorada e avaliada a conduta dos dor, às leis e normas especificamente direcionadas
bancos, para que se saiba quem está, de fato, ao sistema bancário e à execução de atividades dele-
cumprindo as normas do Sistema? gadas pelo setor público a instituições financeiras.
Art. 3º As normas da auto regulação abrangem
O monitoramento das condutas dos bancos, para todos os produtos e serviços ofertados ou dispo-
que se avalie e assegure sua efetiva adequação a todas nibilizados pelas Signatárias a qualquer pessoa
as normas da autorregulação será feito pela Diretoria física, cliente ou não cliente (o “consumidor”).
de Autorregulação – criada pelo próprio Código de
Autorregulação Bancária, na estrutura da Febraban, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
para essa finalidade específica.
Para cumprir essa sua missão, a Diretoria de Autor- https://www.autorregulacaobancaria.com.br/.
regulação trabalhará com os seguintes procedimentos: Acesso em 4 de jul. 2021.

„ Relatórios de Conformidade: documento que


cada banco signatário do Sistema deverá preen-
cher a cada semestre, indicando e demonstrando
seus pontos de adequação, bem como as ações LEI COMPLEMENTAR 105/2001
que esteja tomando, ou que virá a tomar, para
completa adequação de quaisquer condutas que, A lei em estudo neste tópico é bem “pequena”. Sen-
de alguma forma, apresentem qualquer desa- do assim, listaremos os principais artigos, tecendo os
juste, em relação ao disposto nas normas do comentários necessários.
Sistema;
„ Relatório de Ouvidoria: os bancos signatários Art. 1º As instituições financeiras conservarão
deverão enviar à Diretoria de Autorregulação sigilo em suas operações ativas e passivas e ser-
os mesmos relatórios de Ouvidoria que reme- viços prestados.
tem ao Banco Central do Brasil; § 1º São consideradas instituições financeiras, para
„ Central de Atendimento: fornecer acesso à os efeitos desta Lei Complementar:
população a um sistema para registro de ocor- I - os bancos de qualquer espécie;
rências que os consumidores identifiquem II - distribuidoras de valores mobiliários;
como desajustes com as normas da Autorre- III - corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
gulação. Esse sistema, que não se volta ao tra- IV - sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
tamento ou solução de problemas individuais, V - sociedades de crédito imobiliário;
tem por finalidade específica propiciar um VI - administradoras de cartões de crédito;
monitoramento amplo do mercado por parte VII - sociedades de arrendamento mercantil;
da Diretoria de Autorregulação, no sentido de VIII - administradoras de mercado de balcão organizado;
avaliar o efetivo cumprimento das normas do IX - cooperativas de crédito;
280 Sistema sob a perspectiva do público. X - associações de poupança e empréstimo;
XI - bolsas de valores e de mercadorias e futuros; O sigilo não pode justificar que o Banco Central do
XII - entidades de liquidação e compensação; Brasil deixe de supervisionar o sistema financeiro.
XIII - outras sociedades que, em razão da natureza
de suas operações, assim venham a ser considera- § 2º As comissões encarregadas dos inquéritos a
das pelo Conselho Monetário Nacional. que se refere o inciso II do § 1º poderão examinar
quaisquer documentos relativos a bens, direi-
Perceba que este primeiro artigo apenas lista as tos e obrigações das instituições financeiras,
entidades que são definidas como instituições finan- de seus controladores, administradores, membros
ceiras, sem complicações até aqui. de conselhos estatutários, gerentes, mandatários e
É importante salientar que as empresas de fomen- prepostos, inclusive contas correntes e operações
to comercial ou factoring obedecerão às normas com outras instituições financeiras.
aplicáveis às instituições financeiras.
De acordo com o § 2º, o Banco Central tem acesso
NÃO VIOLAÇÃO DO DEVER DE SIGILO irrestrito, em regra, à supervisão do SFN.
De acordo com o § 3º do art. 1º, não constitui viola- § 3º O disposto neste artigo aplica-se à Comissão
ção do dever de sigilo: de Valores Mobiliários, quando se tratar de fis-
calização de operações e serviços no mercado
z Troca de informações entre instituições financei- de valores mobiliários, inclusive nas instituições
ras, para fins cadastrais; financeiras que sejam companhias abertas.
z Fornecimento de informações constantes de cadas-
tro de emitentes de cheques sem provisão de fun- Da mesma forma, a CVM, como entidade supervi-
dos e de devedores inadimplentes, a entidades de sora, tem as mesmas prerrogativas do Banco Central,
proteção ao crédito; relativas a sua área de atuação.
z Fornecimento das informações de identificação de
contribuintes à Receita Federal; § 4º O Banco Central do Brasil e a Comissão de
z Comunicação, às autoridades competentes, da prá- Valores Mobiliários, em suas áreas de competên-
tica de ilícitos penais ou administrativos; cia, poderão firmar convênios:
z Revelação de informações sigilosas com o consen- I - com outros órgãos públicos fiscalizadores de
timento expresso dos interessados; instituições financeiras, objetivando a realização
z Fornecimento de dados financeiros e de pagamen- de fiscalizações conjuntas, observadas as respecti-
tos, relativos a operações de crédito e obrigações vas competências;
de pagamento adimplidas, para formação de his- II - com bancos centrais ou entidades fiscaliza-
tórico de crédito. doras de outros países, objetivando:
a) a fiscalização de filiais e subsidiárias de
QUEBRA DE SIGILO instituições financeiras estrangeiras, em funciona-
mento no Brasil e de filiais e subsidiárias, no exte-
Art. 1º [...] rior, de instituições financeiras brasileiras;
§ 4º A quebra de sigilo poderá ser decretada, b) a cooperação mútua e o intercâmbio de
quando necessária para apuração de ocorrência informações para a investigação de atividades ou
de qualquer ilícito, em qualquer fase do inqué- operações que impliquem aplicação, negociação,
rito ou do processo judicial, e especialmente nos ocultação ou transferência de ativos financeiros e
seguintes crimes: de valores mobiliários relacionados com a prática
I - de terrorismo; de condutas ilícitas.
II - de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes
ou drogas afins; Note que podem ser firmados convênios para
III - de contrabando ou tráfico de armas, munições supervisão.
ou material destinado a sua produção;
IV - de extorsão mediante seqüestro;
SIGILO JUDICIAL
V - contra o sistema financeiro nacional;
VI - contra a Administração Pública;
VII - contra a ordem tributária e a previdência social; Art. 3º Serão prestadas pelo Banco Central do Bra-
sil, pela Comissão de Valores Mobiliários e pelas
VIII - lavagem de dinheiro ou ocultação de bens,
instituições financeiras as informações ordena-
direitos e valores;
das pelo Poder Judiciário, preservado o seu
IX - praticado por organização criminosa.
caráter sigiloso mediante acesso restrito às
Art. 2º O dever de sigilo é extensivo ao Banco Central do
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

partes, que delas não poderão servir-se para


Brasil, em relação às operações que realizar e às infor-
fins estranhos à lide.
mações que obtiver no exercício de suas atribuições.

Outras Especificações Sobre o Sigilo A “quebra de sigilo” será efetuada apenas para
assuntos relacionados à lide
Art. 2º [...]
§ 1º O sigilo, inclusive quanto a contas de depósitos, § 1º Dependem de prévia autorização do Poder
aplicações e investimentos mantidos em institui- Judiciário a prestação de informações e o for-
ções financeiras, não pode ser oposto ao Banco necimento de documentos sigilosos solicita-
Central do Brasil: dos por comissão de inquérito administrativo
I - no desempenho de suas funções de fiscalização, destinada a apurar responsabilidade de servidor
compreendendo a apuração, a qualquer tempo, de público por infração praticada no exercício de suas
ilícitos praticados por controladores, administra- atribuições, ou que tenha relação com as atribui-
dores, membros de conselhos estatutários, gerentes, ções do cargo em que se encontre investido.
mandatários e prepostos de instituições financeiras; § 2º Nas hipóteses do § 1º, o requerimento de que-
II - ao proceder a inquérito em instituição financei- bra de sigilo independe da existência de pro-
ra submetida a regime especial. cesso judicial em curso. 281
Não é necessário processo judicial em curso para XV - quaisquer outras operações de natureza seme-
que possa ser autorizada a quebra de sigilo para pro- lhante que venham a ser autorizadas pelo Banco
cesso administrativo. Central do Brasil, Comissão de Valores Mobiliários
ou outro órgão competente.
§ 3º Além dos casos previstos neste artigo o Banco
Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobi- O artigo apenas lista quais operações devem ser
liários fornecerão à Advocacia-Geral da União as disponíveis aos órgãos de Administração Tributária.
informações e os documentos necessários à defesa Não se incluem entre as informações as operações
da União nas ações em que seja parte. financeiras efetuadas pelas administrações direta e
indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios.
Para inquérito administrativo, o poder judiciário
deve autorizar a prestação de informações. Art. 6º As autoridades e os agentes fiscais tribu-
tários da União, dos Estados, do Distrito Federal
INFORMAÇÕES AO PODER LEGISLATIVO e dos Municípios somente poderão examinar
documentos, livros e registros de instituições
Art. 4º O Banco Central do Brasil e a Comissão de financeiras, inclusive os referentes a contas de
Valores Mobiliários, nas áreas de suas atribuições, depósitos e aplicações financeiras, quando hou-
e as instituições financeiras fornecerão ao Poder ver processo administrativo instaurado ou
Legislativo Federal as informações e os docu- procedimento fiscal em curso e tais exames
mentos sigilosos que, fundamentadamente, se sejam considerados indispensáveis pela autoridade
fizerem necessários ao exercício de suas respecti- administrativa competente.
vas competências constitucionais e legais. Parágrafo único. O resultado dos exames, as
§ 1º As comissões parlamentares de inquérito, informações e os documentos a que se refere este
no exercício de sua competência constitucional e artigo serão conservados em sigilo, observada a
legal de ampla investigação, obterão as informa- legislação tributária.
ções e documentos sigilosos de que necessita-
rem, diretamente das instituições financeiras, ou Ou seja, a Administração Tributária necessita de
por intermédio do Banco Central do Brasil ou da um processo em curso para examinar dados financei-
Comissão de Valores Mobiliários. ros sigilosos.
§ 2º As solicitações de que trata este artigo deve-
rão ser previamente aprovadas pelo Plenário Art. 7º Sem prejuízo do disposto no § 3º do art. 2º,
da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, a Comissão de Valores Mobiliários, instaura-
ou do plenário de suas respectivas comissões parla- do inquérito administrativo, poderá solicitar
mentares de inquérito. à autoridade judiciária competente o levan-
tamento do sigilo junto às instituições finan-
O poder legislativo, para suas atribuições institu- ceiras de informações e documentos relativos a
cionais, tem acesso aos dados financeiros protegidos bens, direitos e obrigações de pessoa física ou jurí-
dica submetida ao seu poder disciplinar.
por sigilo.
Parágrafo único. O Banco Central do Brasil e a
Comissão de Valores Mobiliários, manterão
INFORMAÇÕES À ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA permanente intercâmbio de informações acer-
ca dos resultados das inspeções que realizarem, dos
Art. 5º O Poder Executivo disciplinará, inclusive inquéritos que instaurarem e das penalidades que
quanto à periodicidade e aos limites de valor, os aplicarem, sempre que as informações forem neces-
critérios segundo os quais as instituições finan- sárias ao desempenho de suas atividades.
ceiras informarão à administração tributária
da União, as operações financeiras efetuadas pelos SIGILO EM CRIMES DE AÇÃO PÚBLICA
usuários de seus serviços.
§ 1º Consideram-se operações financeiras, para os Art. 9º Quando, no exercício de suas atribuições, o
efeitos deste artigo: Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores
I - depósitos à vista e a prazo, inclusive em conta Mobiliários verificarem a ocorrência de crime
de poupança; definido em lei como de ação pública, ou indícios
II - pagamentos efetuados em moeda corrente ou da prática de tais crimes, informarão ao Ministé-
em cheques; rio Público, juntando à comunicação os documentos
III - emissão de ordens de crédito ou documentos necessários à apuração ou comprovação dos fatos.
assemelhados; § 1º A comunicação de que trata este artigo será efe-
IV - resgates em contas de depósitos à vista ou a tuada pelos Presidentes do Banco Central do Brasil
prazo, inclusive de poupança; e da Comissão de Valores Mobiliários, admitida
V - contratos de mútuo; delegação de competência, no prazo máximo de
VI - descontos de duplicatas, notas promissórias e quinze dias, a contar do recebimento do processo,
outros títulos de crédito; com manifestação dos respectivos serviços jurídicos.
VII - aquisições e vendas de títulos de renda fixa ou
variável; Nesses casos, a comunicação ao MP será feita em
VIII - aplicações em fundos de investimentos; até 15 dias.
IX - aquisições de moeda estrangeira;
X - conversões de moeda estrangeira em moeda § 2º Independentemente do disposto no caput des-
nacional; te artigo, o Banco Central do Brasil e a Comis-
XI - transferências de moeda e outros valores para são de Valores Mobiliários comunicarão aos
o exterior; órgãos públicos competentes as irregularida-
XII - operações com ouro, ativo financeiro; des e os ilícitos administrativos de que tenham
XIII - operações com cartão de crédito; conhecimento, ou indícios de sua prática, anexan-
282 XIV - operações de arrendamento mercantil; e do os documentos pertinentes.
DISPOSIÇÕES FINAIS FUNDAMENTOS

Art. 10 A quebra de sigilo, fora das hipóteses Art. 2º a disciplina da proteção de dados pessoais
autorizadas nesta Lei Complementar, constitui tem como fundamentos:
crime e sujeita os responsáveis à pena de reclu- I - o respeito à privacidade;
são, de um a quatro anos, e multa, aplicando- II - a autodeterminação informativa;
-se, no que couber, o Código Penal, sem prejuízo de III - a liberdade de expressão, de informação, de
comunicação e de opinião;
outras sanções cabíveis.
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da
imagem;
Lembre-se de que a quebra de sigilo, fora das hipó- V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a
teses estudadas, constitui crime, com pena de reclu- inovação;
são de 1 a 4 anos e multa. VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa
do consumidor; e
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas quem VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento
omitir, retardar injustificadamente ou prestar da personalidade, a dignidade e o exercício da cida-
falsamente as informações requeridas nos ter- dania pelas pessoas naturais.
mos desta Lei Complementar.
Art. 11 O servidor público que utilizar ou viabi- Perceba que os fundamentos estão ligados aos
lizar a utilização de qualquer informação obti- direitos dos cidadãos e das empresas de manterem o
da em decorrência da quebra de sigilo de que sigilo de seus dados.
trata esta Lei Complementar responde pes-
soal e diretamente pelos danos decorrentes, sem PRINCÍPIOS
prejuízo da responsabilidade objetiva da entidade
pública, quando comprovado que o servidor agiu de Os princípios, os quais devem ser observados nas
acordo com orientação oficial. atividades de tratamento de dados pessoais, nor-
teiam-se pela boa-fé e precisam atender aos demais
princípios elencados no art. 6º. Vejamos:

Art. 6º As atividades de tratamento de dados pes-


LEI Nº 13.709/2018 – LEI GERAL DE soais deverão observar a boa-fé e os seguintes
PROTEÇÃO DE DADOS princípios:
I - finalidade: realização do tratamento para propó-
sitos legítimos, específicos, explícitos e informados
A Lei Geral de Proteção de Dados constitui uma ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior
“Lei Seca”, ou seja, não há tanta doutrina ou jurispru- de forma incompatível com essas finalidades;
dência envolvida. Para fins de prova, cabe-nos conhe- II - adequação: compatibilidade do tratamento
cer os pormenores dessa Lei, buscando os principais com as finalidades informadas ao titular, de acordo
pontos que podem vir a ser cobrados. com o contexto do tratamento;
III - necessidade: limitação do tratamento ao
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES mínimo necessário para a realização de suas fina-
lidades, com abrangência dos dados pertinentes,
proporcionais e não excessivos em relação às fina-
A Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, lidades do tratamento de dados;
inclusive nos meios digitais:
Por “necessidade” (inciso III), entende-se a limita-
z Por Pessoa Física; ção do tratamento ao mínimo necessário, de modo
z Por Pessoa Jurídica de Direito Público ou Privado. a resguardar os dados dos cidadãos e das empresas.

IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consul-


Importante! ta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração
do tratamento, bem como sobre a integralidade de
Essa Lei tem o objetivo de proteger os direitos seus dados pessoais;
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

fundamentais de liberdade e de privacidade, V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares,


além de abranger todos os Entes Federativos. de exatidão, clareza, relevância e atualização dos
dados, de acordo com a necessidade e para o cum-
primento da finalidade de seu tratamento;
Vejamos o que dispõe o art. 1º dessa Lei. VI - transparência: garantia, aos titulares, de
informações claras, precisas e facilmente acessíveis
Art. 1º Esta lei dispõe sobre o tratamento de dados sobre a realização do tratamento e os respectivos
pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa agentes de tratamento, observados os segredos
comercial e industrial;
natural ou por pessoa jurídica de direito público
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e
ou privado, com o objetivo de proteger os direitos
administrativas aptas a proteger os dados pessoais
fundamentais de liberdade e de privacidade e o de acessos não autorizados e de situações aciden-
livre desenvolvimento da personalidade da pessoa tais ou ilícitas de destruição, perda, alteração,
natural. comunicação ou difusão;
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir
lei são de interesse nacional e devem ser observadas a ocorrência de danos em virtude do tratamento de
pela união, estados, distrito federal e municípios. dados pessoais; 283
IX - não discriminação: impossibilidade de rea- III - realizado para fins exclusivos de:
lização do tratamento para fins discriminatórios a) segurança pública;
ilícitos ou abusivos; b) defesa nacional;
X - responsabilização e prestação de contas: c) segurança do Estado; ou
demonstração, pelo agente, da adoção de medidas d) atividades de investigação e repressão de
eficazes e capazes de comprovar a observância e infrações penais; ou
o cumprimento das normas de proteção de dados IV - provenientes de fora do território nacional e
pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas. que não sejam objeto de comunicação, uso compar-
tilhado de dados com agentes de tratamento brasilei-
ÁREA DE ATUAÇÃO ros ou objeto de transferência internacional de dados
com outro país que não o de proveniência, desde que o
Aplica-se a qualquer operação, independentemen- país de proveniência proporcione grau de proteção de
te do meio, do país de sua sede ou do país onde este- dados pessoais adequado ao previsto nesta Lei.
jam localizados os dados, desde que:

z A operação de tratamento seja realizada no terri- Importante!


tório nacional; Dados pessoais, não econômicos, ou ligados à
segurança nacional para fins de investigação
Apesar de independer do país sede da pessoa físi- não se submetem a essa lei.
ca ou jurídica, a operação deve ser feita em território
nacional, para que entre na abrangência da Lei.
TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS
z A atividade de tratamento tenha, por objetivo, a
oferta ou fornecimento de bens ou serviços ou o Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente
tratamento de dados de indivíduos; poderá ser realizado nas seguintes hipóteses:
I - mediante o fornecimento de consentimento
A Atividade tem que ter ligação com oferta ou for- pelo titular;
necimento de serviços.
O controlador de dados que obtiver consentimento
z Se consideram coletados, no território nacional, os para compartilhar com outros controladores deverá
dados pessoais cujo titular nele se encontre no obter outro consentimento. Este deverá ser fornecido
momento da coleta. por escrito ou por outro meio que demonstre a mani-
festação de vontade do titular.
Esses são os termos do art. 3º, da Lei 13.709/18.
Vejamos: II - para o cumprimento de obrigação legal ou regu-
latória pelo controlador;
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de III - pela administração pública, para o tratamento
tratamento realizada por pessoa natural ou por e uso compartilhado de dados necessários à execu-
pessoa jurídica de direito público ou privado, inde- ção de políticas públicas previstas em leis e regu-
pendentemente do meio, do país de sua sede ou do lamentos ou respaldadas em contratos, convênios
país onde estejam localizados os dados, desde que: ou instrumentos congêneres, observadas as dispo-
I - a operação de tratamento seja realizada no ter- sições do Capítulo IV desta Lei;
ritório nacional; IV - para a realização de estudos por órgão de pes-
II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a quisa, garantida, sempre que possível, a anoni-
oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o mização dos dados pessoais;
tratamento de dados de indivíduos localizados no V - quando necessário para a execução de contrato
território nacional; ou (Redação dada pela Lei nº ou de procedimentos preliminares relacionados a
13.853, de 2019) Vigência contrato do qual seja parte o titular, a pedido do
III - os dados pessoais objeto do tratamento tenham titular dos dados;
sido coletados no território nacional. VI - para o exercício regular de direitos em pro-
cesso judicial, administrativo ou arbitral, esse
NÃO APLICAÇÃO DA LEI último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setem-
bro de 1996 (Lei de Arbitragem) ;
VII - para a proteção da vida ou da incolumida-
Atente-se às previsões do art. 4º, pois há grandes
de física do titular ou de terceiro;
chances de serem cobradas em prova. VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em
procedimento realizado por profissionais de saúde,
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de serviços de saúde ou autoridade sanitária;
dados pessoais: IX - quando necessário para atender aos inte-
I - realizado por pessoa natural para fins exclusiva- resses legítimos do controlador ou de terceiro,
mente particulares e não econômicos; exceto no caso de prevalecerem direitos e liberda-
II - realizado para fins exclusivamente: des fundamentais do titular que exijam a proteção
a) jornalístico e artísticos; ou dos dados pessoais; ou
b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. X - para a proteção do crédito, inclusive quanto
7º e 11 desta Lei; ao disposto na legislação pertinente.
§ 1º Revogado
A partir da leitura desse dispositivo, percebe-se § 2º Revogado
que apenas os dados econômicos e financeiros rela- § 3º O tratamento de dados pessoais cujo acesso é
cionados a fornecimento ou à oferta de serviços público deve considerar a finalidade, a boa-fé e o inte-
284 submetem-se à aplicação dessa lei. resse público que justificaram sua disponibilização.
A regra é de que os dados pessoais devem ser tra- § 1º A determinação do que seja razoável deve levar
tados apenas quando necessário. em consideração fatores objetivos, tais como cus-
to e tempo necessários para reverter o processo de
§ 4º É dispensada a exigência do consentimento anonimização, de acordo com as tecnologias dispo-
previsto no caput deste artigo para os dados torna- níveis, e a utilização exclusiva de meios próprios.
dos manifestamente públicos pelo titular, resguar- § 2º Poderão ser igualmente considerados como dados
dados os direitos do titular e os princípios previstos pessoais, para os fins desta Lei, aqueles utilizados para
nesta Lei. formação do perfil comportamental de determinada
pessoa natural, se identificada.
É dispensada a exigência do consentimento para os
dados tornados manifestamente públicos pelo titular. Os dados anonimizados (relativos a determinado
titular que não possa ser identificado) não serão con-
§ 5º O controlador que obteve o consentimento refe-
siderados dados pessoais, salvo quando o processo de
rido no inciso I do caput deste artigo que necessitar
anonimização ao qual foram submetidos for revertido.
comunicar ou compartilhar dados pessoais com
outros controladores deverá obter consentimento
específico do titular para esse fim, ressalvadas as
TRATAMENTO DE DADOS DE CRIANÇAS E
hipóteses de dispensa do consentimento previstas ADOLESCENTES
nesta Lei.
Art. 14 O tratamento de dados pessoais de crian-
Cabe ao controlador o ônus da prova de que o ças e de adolescentes deverá ser realizado em seu
consentimento foi obtido em conformidade com o dis- melhor interesse, nos termos deste artigo e da legis-
posto dessa Lei. lação pertinente.

§ 6º A eventual dispensa da exigência do consen- O tratamento de dados pessoais de crianças deve-


timento não desobriga os agentes de tratamento rá ser realizado com o consentimento específico por,
das demais obrigações previstas nesta Lei, espe- pelo menos, um dos pais ou pelo responsável legal.
cialmente da observância dos princípios gerais e da
garantia dos direitos do titular. TÉRMINO DO TRATAMENTO DE DADOS

O titular tem direito ao acesso facilitado às infor- Art. 15 O término do tratamento de dados pessoais
mações sobre o tratamento de seus dados. ocorrerá nas seguintes hipóteses:
I - verificação de que a finalidade foi alcançada ou de
LEGÍTIMO INTERESSE DO CONTROLADOR que os dados deixaram de ser necessários ou perti-
nentes ao alcance da finalidade específica almejada;
Art. 10 O legítimo interesse do controlador somen-
II - fim do período de tratamento;
te poderá fundamentar tratamento de dados pes-
III - comunicação do titular, inclusive no exercício
soais para finalidades legítimas, consideradas a
de seu direito de revogação do consentimento con-
partir de situações concretas, que incluem, mas não
forme disposto no § 5º do art. 8º desta lei, resguar-
se limitam a:
dado o interesse público; ou
I - apoio e promoção de atividades do controlador; e
IV - determinação da autoridade nacional, quando
II - proteção, em relação ao titular, do exercício
houver violação ao disposto nesta lei.
regular de seus direitos ou prestação de serviços
que o beneficiem, respeitadas as legítimas expecta-
ELIMINAÇÃO DOS DADOS
tivas dele e os direitos e liberdades fundamentais,
nos termos desta Lei.
Art. 16 Os dados pessoais serão eliminados após o
Quando o tratamento for baseado no legítimo inte- término de seu tratamento, no âmbito e nos limites
resse do controlador, somente os dados pessoais estri- técnicos das atividades, autorizada a conservação
para as seguintes finalidades:
tamente necessários para a finalidade pretendida
I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória
poderão ser tratados, nos termos do § 1º, do art. 10.
pelo controlador;
II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre
TRATAMENTO DE DADOS SENSÍVEIS
que possível, a anonimização dos dados pessoais;
De acordo com o art. 11, o tratamento de dados pes- III - transferência a terceiro, desde que respeitados
os requisitos de tratamento de dados dispostos nes-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

soais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes


ta Lei; ou
hipóteses:
IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu aces-
z Quando o titular ou seu responsável legal consen- so por terceiro, e desde que anonimizados os dados.
tir, de forma específica e destacada (I, art. 11);
z Sem fornecimento de consentimento do titular, DIREITOS DO TITULAR
apenas para situações emergenciais, tais como: pro-
teção da vida e incolumidade física (II, art. 11). Toda pessoa natural tem assegurada a titularidade
de seus dados pessoais e garantidos os direitos funda-
TRATAMENTOS DE DADOS ANÔNIMOS mentais de liberdade, de intimidade e de privacidade.

Art. 12 Os dados anonimizados não serão conside- Art. 18 O titular dos dados pessoais tem direito a
rados dados pessoais para os fins desta Lei, salvo obter do controlador, em relação aos dados do titu-
quando o processo de anonimização ao qual foram lar por ele tratados, a qualquer momento e median-
submetidos for revertido, utilizando exclusivamen- te requisição:
te meios próprios, ou quando, com esforços razoá- I - confirmação da existência de tratamento;
veis, puder ser revertido. II - acesso aos dados; 285
III - correção de dados incompletos, inexatos ou Art. 23 [...]
desatualizados; I - sejam informadas as hipóteses em que, no exer-
IV - anonimização, bloqueio ou eliminação de dados cício de suas competências, realizam o tratamento
desnecessários, excessivos ou tratados em descon- de dados pessoais, fornecendo informações claras e
formidade com o disposto nesta Lei; atualizadas sobre a previsão legal, a finalidade, os
V - portabilidade dos dados a outro fornecedor de procedimentos e as práticas utilizadas para a exe-
serviço ou produto, mediante requisição expres- cução dessas atividades, em veículos de fácil aces-
sa, de acordo com a regulamentação da autorida- so, preferencialmente em seus sítios eletrônicos;
de nacional, observados os segredos comercial e III - seja indicado um encarregado quando realiza-
industrial; rem operações de tratamento de dados pessoais,
VI - eliminação dos dados pessoais tratados com o nos termos do art. 39 desta Lei; e
consentimento do titular, exceto nas hipóteses pre-
vistas no art. 16 desta Lei; Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mis-
VII - informação das entidades públicas e privadas ta que explorem atividade econômica terão o mes-
com as quais o controlador realizou uso comparti- mo tratamento que particulares.
lhado de dados;
Art. 26 O uso compartilhado de dados pessoais
VIII - informação sobre a possibilidade de não for-
pelo Poder Público deve atender a finalidades espe-
necer consentimento e sobre as consequências da
cíficas de execução de políticas públicas e atribui-
negativa;
ção legal pelos órgãos e pelas entidades públicas,
IX - revogação do consentimento, nos termos do §
respeitados os princípios de proteção de dados pes-
5º do art. 8º desta Lei.
soais elencados no art. 6º desta Lei.
§ 1º É vedado ao Poder Público transferir a enti-
dades privadas dados pessoais constantes de
Importante! bases de dados a que tenha acesso, exceto:
É garantido ao titular dos dados a portabilidade I - em casos de execução descentralizada de ativida-
de pública que exija a transferência, exclusivamente
a outro fornecedor.
para esse fim específico e determinado, observado
o disposto na Lei nº 12.527, de 18 de novembro de
2011 (Lei de Acesso à Informação);
CONFIRMAÇÃO DE EXISTÊNCIA OU ACESSO AOS
II – Vetado;
DADOS
III - nos casos em que os dados forem acessíveis
Art. 19 A confirmação de existência ou o acesso publicamente, observadas as disposições desta Lei.
a dados pessoais serão providenciados, mediante IV - quando houver previsão legal ou a transferên-
requisição do titular: cia for respaldada em contratos, convênios ou ins-
I - em formato simplificado, imediatamente; ou trumentos congêneres;
V - na hipótese de a transferência dos dados obje-
Perceba que, em formato simplificado, é de forma tivar exclusivamente a prevenção de fraudes e
imediata. irregularidades, ou proteger e resguardar a segu-
rança e a integridade do titular dos dados, desde
II - por meio de declaração clara e completa, que que vedado o tratamento para outras finalidades.
indique a origem dos dados, a inexistência de
registro, os critérios utilizados e a finalidade do O Poder Público poderá transferir os dados pes-
tratamento, observados os segredos comercial e soais constantes de bases de dados a entidades priva-
industrial, fornecida no prazo de até 15 (quinze) das somente:
dias, contado da data do requerimento do titular.
z Em casos de execução descentralizada de ativida-
Nessa hipótese, o prazo é de 15 dias do requerimento. de pública que exija a transferência;
z Em casos em que os dados forem acessíveis publi-
OUTRAS DISPOSIÇÕES camente;
z Quando houver previsão legal ou a transferência
z O titular dos dados tem direito a solicitar a revi- for respaldada em contratos, convênios ou instru-
são de decisões tomadas unicamente com base em mentos congêneres;
tratamento automatizado de dados pessoais que z Na hipótese de a transferência dos dados obje-
afetem seus interesses (art. 20); tivar exclusivamente a prevenção de fraudes e
z Os dados pessoais referentes ao exercício regular irregularidades.
de direitos pelo titular não podem ser utilizados
em seu prejuízo (art. 21); RESPONSABILIDADE
z A defesa dos interesses e dos direitos dos titulares
Art. 31 Quando houver infração a esta Lei em decor-
de dados poderá ser exercida em juízo individual
rência do tratamento de dados pessoais por órgãos
ou coletivamente (art. 22).
públicos, a autoridade nacional poderá enviar infor-
me com medidas cabíveis para fazer cessar a violação.
TRATAMENTO DE DADOS PELO PODER PÚBLICO
Perceba que são citadas apenas “Medidas Cabí-
De acordo com o art. 23, o tratamento de dados
veis”, sem maiores detalhamentos.
pessoais pelas pessoas jurídicas de direito público
deverá ser realizado para o atendimento de sua fina- Art. 32 A autoridade nacional poderá solicitar a
lidade pública, à persecução do interesse público, agentes do poder público a publicação de relatórios
com o objetivo de executar as competências legais ou de impacto à proteção de dados pessoais e sugerir a
cumprir as atribuições legais do serviço público, des- adoção de padrões e de boas práticas para os trata-
286 de que: mentos de dados pessoais pelo poder público.
TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS ENCARREGADO PELO TRATAMENTO DE DADOS
PESSOAIS
Art. 33 A transferência internacional de dados pes-
soais somente é permitida nos seguintes casos: O controlador deverá indicar encarregado pelo tra-
I - para países ou organismos internacionais que tamento de dados pessoais. Esse encarregado terá sua
proporcionem grau de proteção de dados pessoais identidade e as informações divulgadas publicamente.
adequado ao previsto nesta lei;
II - quando o controlador oferecer e comprovar Art. 41 O controlador deverá indicar encarregado
garantias de cumprimento dos princípios, dos direi- pelo tratamento de dados pessoais.
tos do titular e do regime de proteção de dados pre- § 1º A identidade e as informações de contato do
vistos nesta lei, na forma de: encarregado deverão ser divulgadas publicamen-
a) cláusulas contratuais específicas para determi- te, de forma clara e objetiva, preferencialmente no
nada transferência; sítio eletrônico do controlador.
b) cláusulas-padrão contratuais; § 2º As atividades do encarregado consistem em:
c) normas corporativas globais; I - aceitar reclamações e comunicações dos titula-
d) selos, certificados e códigos de conduta regular- res, prestar esclarecimentos e adotar providências;
mente emitidos; II - receber comunicações da autoridade nacional e
III - quando a transferência for necessária para a adotar providências;
cooperação jurídica internacional entre órgãos III - orientar os funcionários e os contratados da
públicos de inteligência, de investigação e de per- entidade a respeito das práticas a serem tomadas
secução, de acordo com os instrumentos de direito em relação à proteção de dados pessoais; e
internacional; IV - executar as demais atribuições determina-
IV - quando a transferência for necessária para a das pelo controlador ou estabelecidas em normas
proteção da vida ou da incolumidade física do titu- complementares.
lar ou de terceiro;
V - quando a autoridade nacional autorizar a Responsabilidade e do Ressarcimento de Danos
transferência;
Art. 42 O controlador ou o operador que, em razão
do exercício de atividade de tratamento de dados
pessoais, causar a outrem dano patrimonial, moral,
Importante!
individual ou coletivo, em violação à legislação de
Sendo autorizada pela autoridade, a transferên- proteção de dados pessoais, é obrigado a repará-lo.
cia pode ser executada. § 1º A fim de assegurar a efetiva indenização ao
titular dos dados:
I - o operador responde solidariamente pelos
VI - quando a transferência resultar em compromis- danos causados pelo tratamento quando descum-
so assumido em acordo de cooperação internacional; prir as obrigações da legislação de proteção de
VII - quando a transferência for necessária para a dados ou quando não tiver seguido as instruções
execução de política pública ou atribuição legal do lícitas do controlador, hipótese em que o opera-
serviço público, sendo dada publicidade nos termos dor equipara-se ao controlador, salvo nos casos de
do inciso I do caput do art. 23 desta Lei; exclusão previstos no art. 43 desta lei;
VIII - quando o titular tiver fornecido o seu con- II - os controladores que estiverem diretamente
sentimento específico e em destaque para a trans- envolvidos no tratamento do qual decorreram
ferência, com informação prévia sobre o caráter danos ao titular dos dados respondem solida-
internacional da operação, distinguindo claramen- riamente, salvo nos casos de exclusão previstos no
art. 43 desta lei.
te esta de outras finalidades; ou
IX - quando necessário para atender as hipóteses
previstas nos incisos II, V e VI do art. 7º desta Lei. NÃO RESPONSABILIZAÇÃO

AGENTES DE TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS Art. 43 Os agentes de tratamento só não serão res-
ponsabilizados quando provarem:
I - que não realizaram o tratamento de dados pes-
Controlador e Operador soais que lhes é atribuído;
II - que, embora tenham realizado o tratamento de
Art. 37 O controlador e o operador devem manter dados pessoais que lhes é atribuído, não houve vio-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

registro das operações de tratamento de dados pes- lação à legislação de proteção de dados; ou
soais que realizarem, especialmente quando basea- III - que o dano é decorrente de culpa exclusiva do
do no legítimo interesse. titular dos dados ou de terceiro.

Quando em legítimo interesse, essa necessidade é O tratamento de dados pessoais será irregular
reforçada. quando deixar de observar a legislação ou quando
não fornecer a segurança que o titular deles espera.
Art. 38 A autoridade nacional poderá determinar
ao controlador que elabore relatório de impacto à SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS
proteção de dados pessoais, inclusive de dados sen-
síveis, referente a suas operações de tratamento de Art. 46 Os agentes de tratamento devem adotar
dados, nos termos de regulamento, observados os medidas de segurança, técnicas e administrativas
segredos comercial e industrial. aptas a proteger os dados pessoais de acessos não
autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de
O Operador deverá realizar o tratamento segundo destruição, perda, alteração, comunicação ou qual-
as instruções fornecidas pelo controlador. quer forma de tratamento inadequado ou ilícito. [...] 287
Art. 47 Os agentes de tratamento ou qualquer Composição
outra pessoa que intervenha em uma das fases
do tratamento obriga-se a garantir a segurança Art. 55-C A ANPD é composta de:
da informação prevista nesta Lei em relação aos I - conselho diretor, órgão máximo de direção;
dados pessoais, mesmo após o seu término. II - conselho nacional de proteção de dados pes-
soais e da privacidade;
Art. 48 O controlador deverá comunicar à autori-
III - corregedoria;
dade nacional e ao titular a ocorrência de incidente
Iv - ouvidoria;
de segurança que possa acarretar risco ou dano
V - órgão de assessoramento jurídico próprio; e
relevante aos titulares.
VI - unidades administrativas e unidades especiali-
zadas necessárias à aplicação do disposto nesta lei.
Cabe frisar que deverão ser adotadas boas práticas
de governança na proteção dos dados. As regras de O Conselho Diretor da ANPD será composto por 5
boas práticas e de governança deverão ser publicadas (cinco) Diretores – incluindo o Diretor Presidente –,
e atualizadas periodicamente e poderão ser reconhe- todos eles com mandato de 4 (quatro) anos. Os mem-
cidas e divulgadas pela autoridade nacional. bros serão escolhidos pelo Presidente da República e
por ele nomeados, após aprovação pelo Senado Federal.
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS
Competências
Art. 52 Os agentes de tratamento de dados, em Art. 55-J Compete à ANPD: (Incluído pela Lei nº
razão das infrações cometidas às normas previstas 13.853, de 2019)
nesta Lei, ficam sujeitos às seguintes sanções admi- I - zelar pela proteção dos dados pessoais, nos termos
nistrativas aplicáveis pela autoridade nacional: da legislação;(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
(Vigência) II - zelar pela observância dos segredos comercial e
I - advertência, com indicação de prazo para ado- industrial, observada a proteção de dados pessoais
ção de medidas corretivas; e do sigilo das informações quando protegido por
II - multa simples, de até 2% (dois por cento) do lei ou quando a quebra do sigilo violar os funda-
faturamento da pessoa jurídica de direito privado, mentos do art. 2º desta Lei; (Incluído pela Lei nº
grupo ou conglomerado no Brasil no seu último 13.853, de 2019)
exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, III - elaborar diretrizes para a Política Nacional
a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade;
infração; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
IV - fiscalizar e aplicar sanções em caso de trata-
III - multa diária, observado o limite total a que se
mento de dados realizado em descumprimento à
refere o inciso II;
legislação, mediante processo administrativo que
IV - publicização da infração após devidamente
assegure o contraditório, a ampla defesa e o direito
apurada e confirmada a sua ocorrência; de recurso; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
V - bloqueio dos dados pessoais a que se refere a V - apreciar petições de titular contra controlador
infração até a sua regularização; após comprovada pelo titular a apresentação de
VI - eliminação dos dados pessoais a que se refere reclamação ao controlador não solucionada no
a infração; prazo estabelecido em regulamentação; (Incluído
X - suspensão parcial do funcionamento do banco pela Lei nº 13.853, de 2019)
de dados a que se refere a infração pelo período VI - promover na população o conhecimento das
máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual normas e das políticas públicas sobre proteção de
período, até a regularização da atividade de trata- dados pessoais e das medidas de segurança; (Incluí-
mento pelo controlador; do pela Lei nº 13.853, de 2019)
XI - suspensão do exercício da atividade de trata- VII - promover e elaborar estudos sobre as práticas
mento dos dados pessoais a que se refere a infração nacionais e internacionais de proteção de dados pes-
pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável soais e privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
por igual período; VIII - estimular a adoção de padrões para serviços
XII - proibição parcial ou total do exercício de ativi- e produtos que facilitem o exercício de controle dos
titulares sobre seus dados pessoais, os quais deve-
dades relacionadas a tratamento de dados
rão levar em consideração as especificidades das
atividades e o porte dos responsáveis; (Incluído
As sanções poderão ser agravadas em decorrência pela Lei nº 13.853, de 2019)
de reincidência, má-fé, entre outras situações. IX - promover ações de cooperação com autorida-
des de proteção de dados pessoais de outros paí-
AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS ses, de natureza internacional ou transnacional;
(ANPD) (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
X - dispor sobre as formas de publicidade das ope-
Disposições Gerais rações de tratamento de dados pessoais, respeita-
dos os segredos comercial e industrial; (Incluído
Art. 55-A Fica criada, sem aumento de despesa, a pela Lei nº 13.853, de 2019)
XI - solicitar, a qualquer momento, às entidades
Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD),
do poder público que realizem operações de trata-
órgão da administração pública federal, integrante
mento de dados pessoais informe específico sobre o
da Presidência da República.
âmbito, a natureza dos dados e os demais detalhes
do tratamento realizado, com a possibilidade de
z A natureza jurídica da ANPD é transitória; emitir parecer técnico complementar para garan-
z É assegurada autonomia técnica e decisória à tir o cumprimento desta Lei; (Incluído pela Lei nº
288 ANPD. 13.853, de 2019)
XII - elaborar relatórios de gestão anuais acerca de „ Promover e elaborar estudos sobre as práti-
suas atividades; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) cas nacionais e internacionais de proteção de
XIII - editar regulamentos e procedimentos sobre dados pessoais e privacidade;
proteção de dados pessoais e privacidade, bem
„ Ouvir os agentes de tratamento e a sociedade
como sobre relatórios de impacto à proteção de
dados pessoais para os casos em que o tratamen- em matérias de interesse relevante e prestar
to representar alto risco à garantia dos princípios contas sobre suas atividades e planejamento;
gerais de proteção de dados pessoais previstos nes- „ Garantir que o tratamento de dados de idosos
ta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) seja efetuado de maneira simples, clara, acessí-
XIV - ouvir os agentes de tratamento e a sociedade vel e adequada ao seu entendimento;
em matérias de interesse relevante e prestar con-
„ Comunicar aos órgãos de controle interno o
tas sobre suas atividades e planejamento; (Incluído
pela Lei nº 13.853, de 2019)
descumprimento do disposto nessa Lei por
XV - arrecadar e aplicar suas receitas e publicar, no órgãos e entidades da Administração Pública
relatório de gestão a que se refere o inciso XII do Federal.
caput deste artigo, o detalhamento de suas receitas
e despesas; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) É recomendável a leitura do art. 55-J, o qual dispõe
XVI - realizar auditorias, ou determinar sua rea- sobre as competências da ANPD.
lização, no âmbito da atividade de fiscalização de
que trata o inciso IV e com a devida observância do
CONSELHO NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS
disposto no inciso II do caput deste artigo, sobre o
tratamento de dados pessoais efetuado pelos agen- PESSOAIS E DA PRIVACIDADE
tes de tratamento, incluído o poder público; (Incluí-
do pela Lei nº 13.853, de 2019) Composição
XVII - celebrar, a qualquer momento, compromisso
com agentes de tratamento para eliminar irregulari- O Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais
dade, incerteza jurídica ou situação contenciosa no e da Privacidade é composto de 23 representantes.
âmbito de processos administrativos, de acordo com
o previsto no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro
de 1942; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XVIII - editar normas, orientações e procedimentos Importante!
simplificados e diferenciados, inclusive quanto aos pra- Acreditamos não ser necessário saber a compo-
zos, para que microempresas e empresas de pequeno
porte, bem como iniciativas empresariais de caráter sição completa para fins de prova. No entanto,
incremental ou disruptivo que se autodeclarem star- caso queira conhecê-la, ela está disposta no art.
tups ou empresas de inovação, possam adequar-se a 58-A da lei em estudo.
esta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019)
XIX - garantir que o tratamento de dados de idosos
seja efetuado de maneira simples, clara, acessível e Competências
adequada ao seu entendimento, nos termos desta Lei
e da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto Art. 58-B Compete ao Conselho Nacional de Prote-
do Idoso); (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) ção de Dados Pessoais e da Privacidade:
XX - deliberar, na esfera administrativa, em cará-
I - propor diretrizes estratégicas e fornecer subsí-
ter terminativo, sobre a interpretação desta Lei, as
dios para a elaboração da Política Nacional de Pro-
suas competências e os casos omissos; (Incluído
pela Lei nº 13.853, de 2019) teção de Dados Pessoais e da Privacidade e para a
XXI - comunicar às autoridades competentes as atuação da ANPD;
infrações penais das quais tiver conhecimento; II - elaborar relatórios anuais de avaliação da exe-
(Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) cução das ações da Política Nacional de Proteção
XXII - comunicar aos órgãos de controle interno o de Dados Pessoais e da Privacidade;
descumprimento do disposto nesta Lei por órgãos e III - sugerir ações a serem realizadas pela ANPD;
entidades da administração pública federal; (Incluí- IV - elaborar estudos e realizar debates e audiên-
do pela Lei nº 13.853, de 2019) cias públicas sobre a proteção de dados pessoais e
XXIII - articular-se com as autoridades reguladoras da privacidade; e
públicas para exercer suas competências em seto-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

V - disseminar o conhecimento sobre a proteção de


res específicos de atividades econômicas e governa-
dados pessoais e da privacidade à população.
mentais sujeitas à regulação; e (Incluído pela Lei nº
13.853, de 2019)
XXIV - implementar mecanismos simplificados,
inclusive por meio eletrônico, para o registro de
reclamações sobre o tratamento de dados pessoais LEGISLAÇÃO ANTICORRUPÇÃO
em desconformidade com esta Lei.
LEI N° 12.846/2013
A Lei prevê várias competências à ANPD. No en-
tanto, listaremos, a seguir, aquelas que julgamos mais
pertinentes para fins de prova. Vejamos: A Lei Anticorrupção dispõe sobre a responsabiliza-
ção administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prá-
z Compete à ANPD tica de atos contra a administração pública, em âmbito
nacional ou estrangeiro. Foi criada para combater mais
„ Zelar pela proteção dos dados pessoais, nos ter- atos lesivos praticados por empresas aos entes públi-
mos da legislação; cos, especialmente em licitações e contratos. 289
§ 1º A pessoa jurídica será responsabilizada inde-
Importante! pendentemente da responsabilização individual
das pessoas naturais referidas no caput.
A Lei prevê a responsabilização objetiva admi-
nistrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática Segundo o § 2º do art. 3º, os dirigentes ou admi-
de atos contra a administração pública, nacional nistradores somente serão responsabilizados por atos
ou estrangeira, nos termos do art. 1º. ilícitos na medida da sua culpabilidade.

RESPONSABILIZAÇÃO EM FUSÃO, CISÃO E


Para um melhor esclarecimento o exposto, veja- INCORPORAÇÃO
mos a íntegra do art. 1º:
Art. 4º Subsiste a responsabilidade da pessoa jurídi-
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a responsabilização ca na hipótese de alteração contratual, transfor-
objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas mação, incorporação, fusão ou cisão societária.
pela prática de atos contra a administração públi- § 1º Nas hipóteses de fusão e incorporação, a
ca, nacional ou estrangeira. responsabilidade da sucessora será restrita à
Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei às obrigação de pagamento de multa e reparação
sociedades empresárias e às sociedades simples, integral do dano causado, até o limite do patri-
personificadas ou não, independentemente da for- mônio transferido, não lhe sendo aplicáveis as
ma de organização ou modelo societário adotado, demais sanções previstas nesta Lei decorrentes de
bem como a quaisquer fundações, associações de atos e fatos ocorridos antes da data da fusão ou
entidades ou pessoas, ou sociedades estrangeiras, incorporação, exceto no caso de simulação ou evi-
que tenham sede, filial ou representação no terri- dente intuito de fraude, devidamente comprovados.
tório brasileiro, constituídas de fato ou de direito, § 2º As sociedades controladoras, controladas,
ainda que temporariamente. coligadas ou, no âmbito do respectivo contrato, as
consorciadas serão solidariamente responsá-
SUJEITOS ATIVOS veis pela prática dos atos previstos nesta Lei,
restringindo-se tal responsabilidade à obrigação
O parágrafo único do art. 1º dispõe a respeito dos de pagamento de multa e reparação integral
do dano causado.
sujeitos ativos desta lei. Aplica-se o disposto nesta Lei às:
A responsabilidade subsiste caso a pessoa jurídica
z Sociedades empresárias, personificadas ou não;
que cometa o ato lesivo:
z Sociedades simples, personificadas ou não;
z Fundações ou associações de entidades ou pessoas;
z Passe por alterações no contrato;
z Sociedades estrangeiras com sede, filial ou repre-
z Passe por transformação ou incorporação;
sentação no território brasileiro.
z Passe por fusão ou cisão societária.
As sociedades que podem ser enquadradas nesta
Quando houver fusão ou incorporação, a respon-
lei independem do modelo societário adotado, sendo sabilidade da sucessora será restrita à:
enquadradas quando constituídas de fato ou de direi-
to, ainda que temporariamente. z Obrigação de pagamento de multa;
z Reparação integral do dano causado.
Art. 2º As pessoas jurídicas serão responsabili-
zadas objetivamente, nos âmbitos administrativo e
Esta responsabilidade é até o limite do patrimô-
civil, pelos atos lesivos previstos nesta Lei praticados
nio transferido, não sendo aplicáveis outras sanções,
em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não.
exceto no caso de simulação ou evidente intuito de
fraude, devidamente comprovados.
Trata-se de uma lei “enxuta”, sendo interessante,
para fins de estudos, entender a letra da lei e “deco- RESPONSABILIDADE EM EMPRESAS
rar” alguns pontos. CONSORCIADAS

RESPONSABILIZAÇÃO DOS DIRIGENTES Serão solidariamente responsáveis ao pagamento


da multa e a reparação do dano as:
Art. 3º A responsabilização da pessoa jurídica não
exclui a responsabilidade individual de seus diri-
z Sociedades controladoras ou controladas;
gentes ou administradores ou de qualquer pessoa
z Sociedades coligadas;
natural, autora, coautora ou partícipe do ato ilícito.
z Sociedades consorciadas.
Atente-se ao fato de que qualquer pessoa, dirigen- ATOS LESIVOS À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
te ou não, autora, coautora ou partícipe do ato lesivo, NACIONAL/ESTRANGEIRA
será responsabilizada.
É importante ainda salientar que, independente- O art. 5º desta Lei aponta os atos lesivos à adminis-
mente da responsabilização individual, a pessoa jurí- tração. Não há segredos, pois são atos muito parecidos
dica em si também será responsabilizada, uma vez com os previstos na lei de Improbidade Administrativa.
que a responsabilidade é objetiva. É o que aponta o Constituem atos lesivos à administração pública,
290 § 1º do art. 3º: nacional ou estrangeira, aqueles que:
z Atentem contra o patrimônio público nacional ou Segundo o § 2º do art. 5º, equiparam-se à adminis-
estrangeiro; tração pública estrangeira as organizações públicas
z Atentem contra princípios da administração pública; internacionais.
z Atentem contra os compromissos internacionais
assumidos pelo Brasil. AGENTE PÚBLICO ESTRANGEIRO

Dica Art. 5º [...]


§ 3º Considera-se agente público estrangeiro, para
Mais importante do que “decorar” todos os atos os fins desta Lei, quem, ainda que transitoriamen-
lesivos, é entender que qualquer ato que atente te ou sem remuneração, exerça cargo, emprego
contra esses três tópicos anteriores será enqua- ou função pública em órgãos, entidades estatais ou
drado para fins desta lei. em representações diplomáticas de país estrangeiro,
assim como em pessoas jurídicas controladas, direta
São exemplos de atos lesivos: ou indiretamente, pelo poder público de país estran-
geiro ou em organizações públicas internacionais.
Art. 5º [...]
I - prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamen- Nesse ponto, a Lei 12846/2013 trata das sanções
te, vantagem indevida a agente público, ou a tercei-
aplicáveis na esfera administrativa. Vejamos o art. 6º:
ra pessoa a ele relacionada;
II - comprovadamente, financiar, custear, patroci-
nar ou de qualquer modo subvencionar a prática Art. 6º Na esfera administrativa, serão aplicadas às
dos atos ilícitos previstos nesta Lei; pessoas jurídicas consideradas responsáveis pelos
III - comprovadamente, utilizar-se de interposta atos lesivos previstos nesta Lei as seguintes sanções:
pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular I - multa, no valor de 0,1% (um décimo por cento)
seus reais interesses ou a identidade dos beneficiá- a 20% (vinte por cento) do faturamento bruto do
rios dos atos praticados; último exercício anterior ao da instauração do pro-
IV - no tocante a licitações e contratos: cesso administrativo, excluídos os tributos, a qual
a) frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combina- nunca será inferior à vantagem auferida, quando
ção ou qualquer outro expediente, o caráter compe- for possível sua estimação; e
titivo de procedimento licitatório público; II - publicação extraordinária da decisão condenatória.
b) impedir, perturbar ou fraudar a realização de
qualquer ato de procedimento licitatório público; Esquematicamente, temos:
c) afastar ou procurar afastar licitante, por meio de
fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer
z Multa de 0,1% a 20% do faturamento bruto do
tipo;
d) fraudar licitação pública ou contrato dela decorrente;
último exercício anterior ao da instauração do
e) criar, de modo fraudulento ou irregular, pessoa processo administrativo, excluídos os tributos.
jurídica para participar de licitação pública ou
celebrar contrato administrativo; Quando for possível estimar a vantagem auferida
f) obter vantagem ou benefício indevido, de modo pela empresa, decorrente do ato lesivo, a multa nunca
fraudulento, de modificações ou prorrogações de será inferior à vantagem auferida.
contratos celebrados com a administração públi- Caso não seja possível estimar o Faturamento Bru-
ca, sem autorização em lei, no ato convocatório da to da pessoa jurídica, a multa será de R$ 6.000,00 a R$
licitação pública ou nos respectivos instrumentos 60.000.000,00. (§ 4º do art. 6º).
contratuais; ou
g) manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-fi-
nanceiro dos contratos celebrados com a adminis- z Publicação extraordinária da decisão condenatória.
tração pública;
V - dificultar atividade de investigação ou fiscali- Art. 6º [...]
zação de órgãos, entidades ou agentes públicos, ou § 5º A publicação extraordinária da decisão conde-
intervir em sua atuação, inclusive no âmbito das natória ocorrerá na forma de extrato de sentença,
agências reguladoras e dos órgãos de fiscalização a expensas da pessoa jurídica, em meios de comu-
do sistema financeiro nacional. nicação de grande circulação na área da prática da
infração e de atuação da pessoa jurídica ou, na sua
DEFINIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA falta, em publicação de circulação nacional, bem
ESTRANGEIRA como por meio de afixação de edital, pelo prazo
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

mínimo de 30 (trinta) dias, no próprio estabele-


Art. 5º [...] cimento ou no local de exercício da atividade, de
§ 1º Considera-se administração pública estran- modo visível ao público, e no sítio eletrônico na
geira os órgãos e entidades estatais ou representa- rede mundial de computadores.
ções diplomáticas de país estrangeiro, de qualquer
nível ou esfera de governo, bem como as pessoas A intenção dessa sanção é justamente expor a pessoa
jurídicas controladas, direta ou indiretamente, pelo jurídica infratora, para que seus negócios fiquem preju-
poder público de país estrangeiro. dicados, ações tenham queda, percam investidores etc.

Esquematicamente temos a administração pública APLICAÇÃO DAS SANÇÕES


estrangeira dividida em:
Art. 6º [...]
z Órgãos e entidades estatais de país estrangeiro; § 1º As sanções serão aplicadas fundamenta-
z Representações diplomáticas de país estrangeiro; damente, isolada ou cumulativamente, de acordo
z Pessoas jurídicas controladas pelo poder público com as peculiaridades do caso concreto e com a
de país estrangeiro. gravidade e natureza das infrações. 291
Lembre-se de que as sanções podem ser aplicadas estendidos todos os efeitos das sanções apli-
isolada ou cumulativamente. cadas à pessoa jurídica aos seus administra-
dores e sócios com poderes de administração,
Art. 6º [...] observados o contraditório e a ampla defesa.
§ 2º A aplicação das sanções previstas neste artigo
será precedida da manifestação jurídica ela- Dica
borada pela Advocacia Pública ou pelo órgão
de assistência jurídica, ou equivalente, do ente Lembre-se de que muitas “empresas alvo” des-
público. ta lei são grandes conglomerados dotados de
muita influência e poder econômico. Logo, a
Segundo o § 3º do art. 6º, a aplicação das sanções possibilidade de a personalidade jurídica ser
previstas não exclui a obrigação da reparação inte- desconsiderada, em caso de abuso de seu poder,
gral do dano causado. garante maior lisura ao processo.
AGRAVANTES E ATENUANTES DAS SANÇÕES COMISSÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Art. 7º Serão levados em consideração na aplica- Art. 10 O processo administrativo para apuração
ção das sanções: da responsabilidade de pessoa jurídica será con-
I - a gravidade da infração; duzido por comissão designada pela autoridade
II - a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator; instauradora e composta por 2 (dois) ou mais
servidores estáveis.
A vantagem pretendida com o ato ilícito, mesmo § 1º O ente público, por meio do seu órgão de represen-
que não tenha se efetivado, será considerada como tação judicial, ou equivalente, a pedido da comissão a
“tentativa”. que se refere o caput, poderá requerer as medidas judi-
ciais necessárias para a investigação e o processamen-
III - a consumação ou não da infração; to das infrações, inclusive de busca e apreensão.
IV - o grau de lesão ou perigo de lesão; § 2º A comissão poderá, cautelarmente, propor à
V - o efeito negativo produzido pela infração; autoridade instauradora que suspenda os efeitos do
VI - a situação econômica do infrator; ato ou processo objeto da investigação.
VII - a cooperação da pessoa jurídica para a apura-
ção das infrações; Em suma, para efetuar seus trabalhos, a comissão
VIII - a existência de mecanismos e procedimen- poderá:
tos internos de integridade, auditoria e incentivo
à denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva z Requerer medidas judiciais necessárias para a
de códigos de ética e de conduta no âmbito da pes- investigação;
soa jurídica; z Requerer procedimentos como busca e apreensão;
IX - o valor dos contratos mantidos pela pessoa z Propor medidas cautelares que suspendam os efei-
jurídica com o órgão ou entidade pública lesados; tos do ato ou processo objeto da investigação.

PROCESSO ADMINISTRATIVO DE É importante destacar que a comissão, após a conclu-


RESPONSABILIZAÇÃO são do procedimento administrativo, dará conhecimento
ao Ministério Público, para apuração de eventuais delitos.
Art. 8º A instauração e o julgamento de processo
administrativo para apuração da responsabilidade de PRAZO DO PROCESSO
pessoa jurídica cabem à autoridade máxima de cada
órgão ou entidade dos Poderes Executivo, Legislativo Art. 10 [...]
e Judiciário, que agirá de ofício ou mediante provo- § 3º A comissão deverá concluir o processo no pra-
cação, observados o contraditório e a ampla defesa. zo de 180 (cento e oitenta) dias contados da data
da publicação do ato que a instituir e, ao final, apre-
Estes Poderes poderão agir de ofício ou mediante sentar relatórios sobre os fatos apurados e even-
provocação, sempre observados o contraditório e a tual responsabilidade da pessoa jurídica, sugerindo
ampla defesa. de forma motivada as sanções a serem aplicadas.

§ 1º A competência para a instauração e o julga- A comissão deverá concluir o processo no prazo de


mento do processo administrativo de apuração de 180 dias contados da data da publicação do ato que
responsabilidade da pessoa jurídica poderá ser a instituir, prazo que pode ser prorrogado, desde
delegada, vedada a subdelegação. que por motivo fundamentado. Ao final do prazo, a
comissão deve apresentar relatórios sobre os fatos
A instauração de processo administrativo específi- apurados e eventual responsabilidade da pessoa jurí-
co de reparação integral do dano não prejudica a apli- dica, sugerindo de forma motivada as sanções a serem
cação imediata das sanções estabelecidas nesta Lei. aplicadas.
Um ponto que merece destaque nesta legislação
diz respeito à desconsideração da personalidade jurí- DEFESA
dica, presente no art. 14 desta Lei. Vejamos:
Art. 11 No processo administrativo para apuração
Art. 14 A personalidade jurídica poderá ser de responsabilidade, será concedido à pessoa jurí-
desconsiderada sempre que utilizada com abu- dica prazo de 30 (trinta) dias para defesa, con-
so do direito para facilitar, encobrir ou dissi- tados a partir da intimação.
mular a prática dos atos ilícitos previstos nesta
292 Lei ou para provocar confusão patrimonial, sendo Atente-se ao prazo de 30 dias para a defesa.
COMPETÊNCIA DA CONTROLADORIA GERAL DA PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO
UNIÃO
Art. 19 [...]
Art. 8º [...] § 4º O Ministério Público ou a Advocacia Pública
§ 2º No âmbito do Poder Executivo federal, a Con- ou órgão de representação judicial, ou equivalente,
troladoria-Geral da União - CGU terá competência do ente público poderá requerer a indisponibili-
concorrente para instaurar processos adminis- dade de bens, direitos ou valores necessários à
trativos de responsabilização de pessoas jurí- garantia do pagamento da multa ou da repara-
dicas ou para avocar os processos instaurados ção integral do dano causado, conforme previsto
com fundamento nesta Lei, para exame de sua regu- no art. 7º, ressalvado o direito do terceiro de boa-fé.
laridade ou para corrigir-lhes o andamento.
Essas previsões tratam-se de medidas cautelares
A CGU terá competência concorrente, podendo para garantir que os danos sejam reparados e a multa,
avocar os processos no âmbito do Poder Executivo paga.
Federal
Também é válido salientar que compete à Contro- DECRETO N° 8420
ladoria-Geral da União (CGU) a apuração, o processo e
o julgamento dos atos ilícitos previstos nesta Lei prati- O Decreto nº 8.420/15 regulamenta a Lei Anticor-
cados contra a administração pública estrangeira. rupção, apresentando-a de modo detalhado, porém,
Nos termos do art. 9º: sem inovar no ordenamento jurídico. Trata-se de um
“decreto seco”, ou seja, não há tanta doutrina ou juris-
prudência envolvida.
Art. 9º Competem à Controladoria-Geral da União
Ademais, como decretos costumam ser técnicos e
- CGU a apuração, o processo e o julgamento dos
muito literais, é de suma importância, para um melhor
atos ilícitos previstos nesta Lei, praticados contra
aproveitamento de seus estudos, que você possua
a administração pública estrangeira, observado o
conhecimentos a respeito da Lei nº 12.846/2013.
disposto no Artigo 4 da Convenção sobre o Comba-
te da Corrupção de Funcionários Públicos Estran-
geiros em Transações Comerciais Internacionais, RESPONSABILIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
promulgada pelo Decreto nº 3.678, de 30 de novem-
bro de 2000. A apuração da Responsabilidade Administrativa
será efetuada por meio de Processo Administrativo de
RESPONSABILIZAÇÃO JUDICIAL Responsabilização (PAR) nos termos do art. 6º desse
Decreto.
Como as esferas são independentes, cabe lembrar
Competência (Art. 3º)
que a responsabilização na esfera administrativa não
afasta a possibilidade de sua responsabilização na
A competência para a instauração e julgamento
esfera judicial.
do PAR é:
São sanções da esfera judicial:
z Da autoridade máxima da entidade em face da
Art. 19 [...] qual foi praticado o ato lesivo;
I - perdimento dos bens, direitos ou valores que z Em caso de órgão da administração direta, do seu
representem vantagem ou proveito direta ou indi- Ministro de Estado.
retamente obtidos da infração, ressalvado o direito
do lesado ou de terceiro de boa-fé;
A competência será exercida de ofício ou median-
te provocação e poderá ser delegada, sendo vedada a
É ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de subdelegação.
boa-fé.
Instauração
II - suspensão ou interdição parcial de suas atividades;
III - dissolução compulsória da pessoa jurídica; Art. 4º a autoridade competente para instauração
do par, ao tomar ciência da possível ocorrência de
Esta será determinada quando a pessoa jurídica, ato lesivo à administração pública federal, em sede
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

de forma habitual, facilitar, promover, ocultar ou dis- de juízo de admissibilidade e mediante despacho
simular ato ilícito. fundamentado, decidirá:
I - pela abertura de investigação preliminar;
IV - proibição de receber incentivos, subsídios, II - pela instauração de par; ou
subvenções, doações ou empréstimos de órgãos III - pelo arquivamento da matéria.
ou entidades públicas e de instituições financeiras
públicas ou controladas pelo poder público, pelo Esquematicamente, podemos definir que a autori-
prazo mínimo de 1 (um) e máximo de 5 (cinco) dade competente, ao tomar ciência, decidirá pelo(a):
anos.
z Abertura da investigação preliminar
As sanções poderão ser aplicadas de forma isolada
ou cumulativa. A investigação preliminar terá caráter sigiloso e
A condenação torna certa a obrigação de reparar, não punitivo e será conduzida por comissão composta
integralmente, o dano causado pelo ilícito, cujo valor por dois ou mais servidores efetivos, ou empregados
será apurado em posterior liquidação, se não constar públicos (§ 1º, Art. 4º). O prazo da investigação será de
expressamente da sentença. 60 dias, prorrogáveis por mais 60 (§ 4º, Art. 4º); 293
z Instauração do PAR COMPETÊNCIAS DA CGU

Art. 5º No ato de instauração do PAR, a autorida- Art. 13 A Controladoria-Geral da União possui,


de designará comissão, composta por dois ou mais no âmbito do Poder Executivo federal, competência:
servidores estáveis, que avaliará fatos e circunstân- I - concorrente para instaurar e julgar PAR; e
cias conhecidos e intimará a pessoa jurídica para, II - exclusiva para avocar os processos instaura-
no prazo de trinta dias, apresentar defesa escrita e dos para exame de sua regularidade ou para cor-
especificar eventuais provas que pretende produzir. rigir-lhes o andamento, inclusive promovendo a
aplicação da penalidade administrativa cabível.
A comissão será composta por dois ou mais servi- § 1º A Controladoria-Geral da União poderá exer-
dores estáveis ou empregados públicos, preferencial- cer, a qualquer tempo, a competência prevista
mente, com mais de 3 anos de serviço. O prazo para no caput, se presentes quaisquer das seguintes
intimados apresentarem defesa escrita é de 30 dias, circunstâncias:
somados a estes o prazo de 10 dias para possíveis ale- I - caracterização de omissão da autoridade origi-
gações finais. nariamente competente;
II - inexistência de condições objetivas para sua
Vale ressaltar que serão recusadas provas ilíci-
realização no órgão ou entidade de origem;
tas, impertinentes, desnecessárias, protelatórias ou
III - complexidade, repercussão e relevância da
intempestivas;
matéria;
IV - valor dos contratos mantidos pela pessoa jurí-
z Arquivamento da matéria. dica com o órgão ou entidade atingida; ou
V - apuração que envolva atos e fatos relacionados
Disposições Gerais sobre o PAR a mais de um órgão ou entidade da administração
pública federal.
Art. 8º A pessoa jurídica poderá acompanhar o PAR § 2º Ficam os órgãos e entidades da administração
por meio de seus representantes legais ou procurado- pública obrigados a encaminhar à Controladoria-Ge-
res, sendo-lhes assegurado amplo acesso aos autos. ral da União todos os documentos e informações que
Parágrafo único. É vedada a retirada dos autos da lhes forem solicitados, incluídos os autos originais
repartição pública, sendo autorizada a obtenção de dos processos que eventualmente estejam em curso.
cópias mediante requerimento. Art. 14 Compete à Controladoria-Geral da União
Art. 9º O prazo para a conclusão do par não exce- instaurar, apurar e julgar PAR pela prática de
derá cento e oitenta dias, admitida prorrogação atos lesivos à administração pública estrangei-
por meio de solicitação do presidente da comissão ra, o qual seguirá, no que couber, o rito procedimen-
à autoridade instauradora, que decidirá de forma tal previsto neste Capítulo.
fundamentada.
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DOS
COMPETÊNCIAS DA COMISSÃO ENCAMINHAMENTOS JUDICIAIS

A comissão poderá: Disposições Gerais

Art. 9º[...] Art. 15 As pessoas jurídicas estão sujeitas às seguin-


§ 2º A comissão, para o devido e regular exercício tes sanções administrativas, nos termos do art. 6º da
de suas funções, poderá: lei nº 12.846, de 2013:
I - propor à autoridade instauradora a suspensão I - multa; e
cautelar dos efeitos do ato ou do processo objeto da II - publicação extraordinária da decisão adminis-
investigação; trativa sancionadora.
II - solicitar a atuação de especialistas com notório Art. 16 Caso os atos lesivos apurados envolvam
conhecimento, de órgãos e entidades públicos ou de infrações administrativas à Lei nº 8.666, de 1993,
outras organizações, para auxiliar na análise da ou a outras normas de licitações e contratos da
matéria sob exame; e administração pública e tenha ocorrido a apuração
III - solicitar ao órgão de representação judicial ou conjunta prevista no art. 12, a pessoa jurídica tam-
equivalente dos órgãos ou entidades lesados que bém estará sujeita a sanções administrativas que
requeira as medidas necessárias para a investiga- tenham como efeito restrição ao direito de partici-
ção e o processamento das infrações, inclusive de par em licitações ou de celebrar contratos com a
busca e apreensão, no País ou no exterior. administração pública, a serem aplicadas no par.

Em resumo, as pessoas jurídicas estão sujeitas às


Importante! seguintes sanções administrativas:
Da decisão administrativa sancionadora, cabe
pedido de reconsideração com efeito suspen- z Multa;
sivo, no prazo de 10 dias, contados da data de z Publicação Extraordinária da Decisão Administra-
publicação da decisão. (Art. 11) tiva Sancionadora;
z Proibição de Participar de Licitações ou Contratar com
a Administração Pública (se o ilícito tiver relação).
z O pedido de reconsideração deve ser considerado
em até 30 dias; Multa
z Caso não apresente pedido de reconsideração, o
sancionado deve cumprir as sanções também no O cálculo da multa relaciona-se com o Faturamen-
294 prazo de 30 dias. to Bruto do Último Exercício, o qual varia de 1% a 5%.
Neste sentido, caso não seja possível utilizar o cri-
Importante! tério do valor do Faturamento Bruto, será utilizado o
valor do faturamento do ano corrente caso não haja
Lembre-se de que a multa pode variar de acordo faturamento no exercício anterior:
com o valor do contrato ou da situação.
z Sobre o montante total de recursos recebidos pela
pessoa jurídica sem fins lucrativos no ano em que
Da multa, serão subtraídas porcentagens no caso de:
ocorreu o ato lesivo;
z Sobre o faturamento estimável nas demais hipóteses.
Art. 18 [...]
I - um por cento no caso de não consumação da
infração;
Nessas hipóteses, o valor será limitado entre R$
II - um e meio por cento no caso de comprova- 6.000,00 (seis mil reais) e R$ 60.000.000,00 (sessenta
ção de ressarcimento pela pessoa jurídica dos milhões de reais).
danos a que tenha dado causa; Com a assinatura do Acordo de Leniência, a mul-
III - um por cento a um e meio por cento para o ta aplicável será reduzida, conforme a fração nele
grau de colaboração da pessoa jurídica com a pactuada, observados os limites legais. (Art. 23)
investigação ou a apuração do ato lesivo, inde-
pendentemente do acordo de leniência; Publicação Extraordinária da Decisão Administrativa
IV - dois por cento no caso de comunicação espon- Sancionadora
tânea pela pessoa jurídica antes da instaura-
ção do PAR acerca da ocorrência do ato lesivo; e Art. 24 A pessoa jurídica sancionada administrativa-
V - um por cento a quatro por cento para compro- mente pela prática de atos lesivos contra a adminis-
vação de a pessoa jurídica possuir e aplicar tração pública, nos termos da Lei nº 12.846, de 2013,
um programa de integridade, conforme os parâ- publicará a decisão administrativa sancionadora na
metros estabelecidos no Capítulo IV. forma de extrato de sentença, cumulativamente:
I - em meio de comunicação de grande circulação
na área da prática da infração e de atuação da pes-
Na ausência de fatores ou se a subtração resultar
soa jurídica ou, na sua falta, em publicação de cir-
em 0% ou menos, mesmo assim, haverá multa, nos culação nacional;
termos do art. 19, na razão de: II - em edital afixado no próprio estabelecimento
ou no local de exercício da atividade, em localidade
z 0,1% do Faturamento Bruto do Último Exercício; que permita a visibilidade pelo público, pelo prazo
z R$ 6.000,00 caso não seja possível utilizar o Fatu- mínimo de trinta dias; e
ramento Bruto. III - em seu sítio eletrônico, pelo prazo de trinta dias
e em destaque na página principal do referido sítio.
z Limites da Multa (Art. 20, § 1º)
Dica
Em qualquer hipótese, o valor final da multa terá
A sanção, aqui, é “envergonhar” a empresa, fazen-
como limite:
do-a admitir o seu ato de corrupção. A publica-
ção será feita às expensas da pessoa jurídica
z Mínimo: 0,1% ou R$ 6.000 – o que for maior;
sancionada.
z Máximo: 20% do Faturamento ou 3x o Valor da
Vantagem auferida ou pretendida.
Cobrança da Multa Aplicada
Impossibilidade de Auferir o Faturamento
A multa aplicada ao final do PAR será integralmen-
te recolhida pela pessoa jurídica sancionada no prazo
Art. 22 Caso não seja possível utilizar o critério do
30 dias. Caso não seja paga, esta será inscrita em dívi-
valor do faturamento bruto da pessoa jurídica no ano
da ativa (Art. 25).
anterior ao da instauração ao PAR, os percentuais
dos fatores indicados nos art. 17 e art. 18 incidirão:
ACORDO DE LENIÊNCIA
I - sobre o valor do faturamento bruto da pessoa
jurídica, excluídos os tributos, no ano em que ocor-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Art. 28 O acordo de leniência será celebrado com


reu o ato lesivo, no caso de a pessoa jurídica não
as pessoas jurídicas responsáveis pela prática dos
ter tido faturamento no ano anterior ao da instau-
atos lesivos previstos na Lei nº 12.846, de 2013, e dos
ração ao PAR;
ilícitos administrativos previstos na Lei nº 8.666, de
II - sobre o montante total de recursos recebidos
1993, e em outras normas de licitações e contratos,
pela pessoa jurídica sem fins lucrativos no ano em
com vistas à isenção ou à atenuação das respec-
que ocorreu o ato lesivo; ou tivas sanções, desde que colaborem efetivamente
III - nas demais hipóteses, sobre o faturamento com as investigações e o processo administrati-
anual estimável da pessoa jurídica, levando em vo, devendo resultar dessa colaboração:
consideração quaisquer informações sobre a sua I - a identificação dos demais envolvidos na infra-
situação econômica ou o estado de seus negócios, ção administrativa, quando couber; e
tais como patrimônio, capital social, número de II - a obtenção célere de informações e documentos
empregados, contratos, dentre outras. que comprovem a infração sob apuração.
Parágrafo único. Nas hipóteses previstas no caput, Art. 29 Compete à Controladoria-Geral da União
o valor da multa será limitado entre R$ 6.000,00 celebrar acordos de leniência no âmbito do Poder
(seis mil reais) e R$ 60.000.000,00 (sessenta milhões Executivo federal e nos casos de atos lesivos contra
de reais). a administração pública estrangeira. 295
Deveres da Pessoa Jurídica A negociação do Acordo de Leniência deve ser con-
cluída em até 180 dias, prazo que pode ser prorrogado
Art. 30 A pessoa jurídica que pretenda celebrar a critério da CGU.
acordo de leniência deverá:
I - ser a primeira a manifestar interesse em coope- Art. 33 Não importará em reconhecimento da
rar para a apuração de ato lesivo específico, quan-
prática do ato lesivo investigado a proposta
do tal circunstância for relevante;
de acordo de leniência rejeitada, da qual não se
II - ter cessado completamente seu envolvimento
no ato lesivo a partir da data da propositura do fará qualquer divulgação, ressalvado o disposto no
acordo; § 1º do art. 31.
III - admitir sua participação na infração administrativa Art. 34 A pessoa jurídica proponente poderá
IV - cooperar plena e permanentemente com as desistir da proposta de acordo de leniência a
investigações e o processo administrativo e compa- qualquer momento que anteceda a assinatura
recer, sob suas expensas e sempre que solicitada, do referido acordo.
aos atos processuais, até o seu encerramento; e
V - fornecer informações, documentos e elementos Até a celebração do Acordo de Leniência pelo
que comprovem a infração administrativa.
Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da
União, a identidade da pessoa jurídica signatária do
A proposta do Acordo de Leniência poderá ser
feita até a conclusão do relatório a ser elaborado no Acordo não será divulgada ao público, salvo se autori-
PAR. Vejamos a íntegra do art. 31: zada sua divulgação.

Art. 31 A proposta de celebração de acordo de Cumprimento do Acordo de Leniência


leniência poderá ser feita de forma oral ou escrita,
oportunidade em que a pessoa jurídica proponente Art. 40 Uma vez cumprido o acordo de leniência
declarará expressamente que foi orientada a respei- pela pessoa jurídica colaboradora, serão declara-
to de seus direitos, garantias e deveres legais e de que dos em favor da pessoa jurídica signatária, nos ter-
o não atendimento às determinações e solicitações mos previamente firmados no acordo, um ou mais
da Controladoria-Geral da União durante a etapa de dos seguintes efeitos:
negociação importará a desistência da proposta.
I - isenção da publicação extraordinária da
§ 1º A proposta apresentada receberá tratamento
decisão administrativa sancionadora;
sigiloso e o acesso ao seu conteúdo será restrito
aos servidores especificamente designados pela II - isenção da proibição de receber incentivos,
Controladoria-Geral da União para participar da subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de
negociação do acordo de leniência, ressalvada a órgãos ou entidades públicos e de instituições finan-
possibilidade de a proponente autorizar a divulga- ceiras públicas ou controladas pelo Poder Público;
ção ou compartilhamento da existência da propos- III - redução do valor final da multa aplicável,
ta ou de seu conteúdo, desde que haja anuência da observado o disposto no art. 23; ou
Controladoria-Geral da União. IV - isenção ou atenuação das sanções adminis-
§ 2º Poderá ser firmado memorando de entendimen- trativas previstas nos art. 86 a art. 88 da Lei nº 8.666,
tos entre a pessoa jurídica proponente e a Controla- de 1993, ou de outras normas de licitações e contratos.
doria-Geral da União para formalizar a proposta e
definir os parâmetros do acordo de leniência.
§ 3º Uma vez proposto o acordo de leniência, a
Controladoria-Geral da União poderá requisitar os
Importante!
autos de processos administrativos em curso em Os efeitos do Acordo de Leniência serão estendi-
outros órgãos ou entidades da administração públi-
dos às pessoas jurídicas que integrarem o mes-
ca federal relacionados aos fatos objeto do acordo.
mo grupo econômico desde que tenham firmado
Em suma, a proposta apresentada: o Acordo em conjunto. (Parágrafo Único, Art. 40).

z Receberá tratamento sigiloso;


z O acesso ao seu conteúdo será restrito aos servido- PROGRAMA DE INTEGRIDADE
res especificamente designados pela Controlado-
ria-Geral da União para participar da negociação O Programa de Integridade consiste no conjunto
do Acordo de Leniência. de mecanismos e procedimentos internos de integri-
dade, auditoria e incentivo à denúncia de irregula-
Pode haver a divulgação desde que autorizada ridades com o objetivo de detectar e sanar desvios,
pela proponente e com anuência da CGU. fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados con-
tra a Administração pública, nacional ou estrangeira,
Art. 32 A negociação a respeito da proposta do de acordo com o art. 41.
acordo de leniência deverá ser concluída no pra-
zo de cento e oitenta dias, contado da data de
Parâmetros do Programa de Integridade
apresentação da proposta.
Parágrafo único. A critério da Controladoria-Geral
da União, poderá ser prorrogado o prazo estabele- O programa de integridade será avaliado, quanto a
cido no caput, caso presentes circunstâncias que o sua existência e aplicação, de acordo com os parâme-
296 exijam. tros elencados no artigo 42.
Vejamos: VIII - o fato de ser qualificada como microempresa
ou empresa de pequeno porte.
Art. 42 [...]
I - comprometimento da alta direção da pessoa jurí- Na avaliação de microempresas e empresas de
dica, incluídos os conselhos, evidenciado pelo apoio pequeno porte, serão reduzidas as formalidades, bem
visível e inequívoco ao programa; como algumas não serão exigidas.
II - padrões de conduta, código de ética, políticas e
procedimentos de integridade, aplicáveis a todos os CADASTRO NACIONAL DE EMPRESAS INIDÔNEAS
empregados e administradores, independentemen- E SUSPENSAS E DO CADASTRO NACIONAL DE
te de cargo ou função exercidos; EMPRESAS PUNIDAS
III - padrões de conduta, código de ética e políticas
de integridade estendidas, quando necessário, a Art. 43 O Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas
terceiros, tais como, fornecedores, prestadores de e Suspensas - CEIS conterá informações referentes
serviço, agentes intermediários e associados; às sanções administrativas impostas a pessoas físi-
IV - treinamentos periódicos sobre o programa de cas ou jurídicas que impliquem restrição ao direito
integridade; de participar de licitações ou de celebrar contratos
V - análise periódica de riscos para realizar adapta- com a administração pública de qualquer esfera
ções necessárias ao programa de integridade; federativa, entre as quais:
VI - registros contábeis que reflitam de forma com- I - suspensão temporária de participação em lici-
pleta e precisa as transações da pessoa jurídica; tação e impedimento de contratar com a adminis-
VII - controles internos que assegurem a pronta ela- tração pública, conforme disposto no inciso III do
boração e confiabilidade de relatórios e demonstra- caput do art. 87 da Lei nº 8.666, de 1993;
ções financeiros da pessoa jurídica; II - declaração de inidoneidade para licitar ou
VIII - procedimentos específicos para prevenir frau- contratar com a administração pública, conforme
des e ilícitos no âmbito de processos licitatórios, disposto no inciso IV do caput do art. 87 da Lei nº
na execução de contratos administrativos ou em 8.666, de 1993;
qualquer interação com o setor público, ainda que III - impedimento de licitar e contratar com União,
intermediada por terceiros, tal como pagamento de Estados, Distrito Federal ou Municípios, conforme
tributos, sujeição a fiscalizações, ou obtenção de disposto no art. 7º da Lei nº 10.520, de 17 de julho
autorizações, licenças, permissões e certidões; de 2002;
IX - independência, estrutura e autoridade da instân- IV - impedimento de licitar e contratar com a União,
cia interna responsável pela aplicação do programa Estados, Distrito Federal ou Municípios, conforme
de integridade e fiscalização de seu cumprimento; disposto no art. 47 da Lei nº 12.462, de 4 de agosto
X - canais de denúncia de irregularidades, abertos e de 2011;
amplamente divulgados a funcionários e terceiros, e V - suspensão temporária de participação em lici-
de mecanismos destinados à proteção de denuncian- tação e impedimento de contratar com a adminis-
tes de boa-fé; tração pública, conforme disposto no inciso IV do
XI - medidas disciplinares em caso de violação do caput do art. 33 da Lei nº 12.527, de 18 de novembro
programa de integridade;
de 2011; e
XII - procedimentos que assegurem a pronta inter-
VI - declaração de inidoneidade para licitar ou
rupção de irregularidades ou infrações detectadas
contratar com a administração pública, conforme
e a tempestiva remediação dos danos gerados;
disposto no inciso V do caput do art. 33 da Lei nº
XIII - diligências apropriadas para contratação e,
12.527, de 2011.
conforme o caso, supervisão, de terceiros, tais como,
fornecedores, prestadores de serviço, agentes inter- Dos incisos do art. 43, podemos extrair as seguintes
mediários e associados;
informações:
XIV - verificação, durante os processos de fusões,
aquisições e reestruturações societárias, do cometi- z Suspensão temporária de participação em licita-
mento de irregularidades ou ilícitos ou da existência
ção e impedimento de contratar com a Adminis-
de vulnerabilidades nas pessoas jurídicas envolvidas;
tração Pública;
XV - monitoramento contínuo do programa de inte-
gridade visando seu aperfeiçoamento na prevenção, z Declaração de inidoneidade para licitar ou contra-
detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos tar com a Administração Pública;
previstos no art. 5º da lei nº 12.846, de 2013; e z Suspensão temporária ou impedimento de partici-
XVI - transparência da pessoa jurídica quanto a pação em licitação e de contratar com a Adminis-
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

doações para candidatos e partidos políticos. tração Pública.


§ 1º na avaliação dos parâmetros de que trata
este artigo, serão considerados o porte e espe- CADASTRO NACIONAL DE EMPRESAS PUNIDAS
cificidades da pessoa jurídica, tais como: (CNEP)
I - a quantidade de funcionários, empregados e
colaboradores; Art. 45 O Cadastro Nacional de Empresas Punidas -
II - a complexidade da hierarquia interna e a quan- CNEP conterá informações referentes:
tidade de departamentos, diretorias ou setores; I - às sanções impostas com fundamento na Lei
III - a utilização de agentes intermediários como nº 12.846, de 2013; e
consultores ou representantes comerciais; II - ao descumprimento de acordo de leniência
IV - o setor do mercado em que atua; celebrado com fundamento na Lei nº 12.846, de
V - os países em que atua, direta ou indiretamente; 2013.
VI - o grau de interação com o setor público e a Parágrafo único. As informações sobre os acordos
importância de autorizações, licenças e permissões de leniência celebrados com fundamento na Lei nº
governamentais em suas operações; 12.846, de 2013, serão registradas no CNEP após a
VII - a quantidade e a localização das pessoas jurí- celebração do acordo, exceto se causar prejuízo às
dicas que integram o grupo econômico; e investigações ou ao processo administrativo. 297
Exclusão do Cadastro II - sistema cooperativo de crédito.
§ 3º As instituições que não constituírem política de
Art. 47 A exclusão dos dados e informações cons- segurança cibernética própria em decorrência do
tantes do CEIS ou do CNEP se dará: disposto no § 2º devem formalizar a opção por essa
I - com fim do prazo do efeito limitador ou faculdade em reunião do conselho de administração
impeditivo da sanção; ou ou, na sua inexistência, da diretoria da instituição.
II -mediante requerimento da pessoa jurídica
interessada, após cumpridos os seguintes requisi-
tos, quando aplicáveis: O porte, perfil de risco e modelo

CIBERNÉTICA DE DEVERÁ SER


de negócio da instituição

A POLÍTICA DE SEGURANÇA

COMPATÍVEL COM
SEGURANÇA CIBERNÉTICA: A natureza das operações e a
RESOLUÇÃO Nº 4.658, DE 26 DE ABRIL complexidade dos produtos,
serviços, atividades e processos
DE 2018 da instituição
A Resolução nº 4.658/2018 dispõe sobre a política
de segurança cibernética e sobre os requisitos para
a contratação de serviços de processamento e arma- A sensibilidade dos dados
zenamento de dados e de computação em nuvem a e das informações sob
serem observados pelas instituições financeiras e responsabilidade da instituição
demais instituições autorizadas a funcionar pelo Ban-
co Central do Brasil. Em outras palavras, a Resolução
O art. 3º, por sua vez, trata dos requisitos míni-
estabelece certas exigências que as instituições finan-
mos que a política de segurança cibernética deve
ceiras e outras instituições autorizadas deverão seguir
contemplar:
quanto ao seu ambiente tecnológico e de prevenção
aos ataques cibernéticos.
O art. 1º dispõe a respeito do objeto e do âmbito de Art. 3º A política de segurança cibernética deve
aplicação desta Resolução. Vejamos: contemplar, no mínimo:
I - os objetivos de segurança cibernética da
Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre a política de instituição;
segurança cibernética e sobre os requisitos II - os procedimentos e os controles adotados para
para a contratação de serviços de processamen- reduzir a vulnerabilidade da instituição a
to e armazenamento de dados e de computação em incidentes e atender aos demais objetivos de segu-
nuvem a serem observados pelas instituições finan- rança cibernética;
ceiras e demais instituições autorizadas a funcio- III - os controles específicos, incluindo os volta-
nar pelo Banco Central do Brasil. dos para a rastreabilidade da informação, que bus-
quem garantir a segurança das informações
sensíveis;
ESTA RESOLUÇÃO DEVERÁ SER OBSERVADA POR:
IV - o registro, a análise da causa e do impacto,
Instituições Financeiras bem como o controle dos efeitos de incidentes rele-
vantes para as atividades da instituição;
Instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central V - as diretrizes para:
do Brasil (Bacen) a) a elaboração de cenários de incidentes conside-
rados nos testes de continuidade de negócios;
As instituições mencionadas no art. 1º velarão pela b) a definição de procedimentos e de controles
implementação e manutenção das políticas de segu- voltados à prevenção e ao tratamento dos inci-
rança cibernética e deverão sempre observar os prin- dentes a serem adotados por empresas presta-
cípios e as diretrizes norteadoras. Vejamos: doras de serviços a terceiros que manuseiem
dados ou informações sensíveis ou que sejam
Art. 2º As instituições referidas no art. 1º devem relevantes para a condução das atividades ope-
implementar e manter política de segurança ciber- racionais da instituição;
nética formulada com base em princípios e diretri- c) a classificação dos dados e das informações
zes que busquem assegurar a confidencialidade, quanto à relevância; e
a integridade e a disponibilidade dos dados e d) a definição dos parâmetros a serem utilizados na
dos sistemas de informação utilizados. avaliação da relevância dos incidentes;
§ 1º A política mencionada no caput deve ser com- VI - os mecanismos para disseminação da cul-
patível com:
tura de segurança cibernética na instituição,
I - o porte, o perfil de risco e o modelo de negócio
incluindo:
da instituição;
a) a implementação de programas de capacita-
II - a natureza das operações e a complexidade dos
produtos, serviços, atividades e processos da insti- ção e de avaliação periódica de pessoal;
tuição; e b) a prestação de informações a clientes e usuários
III - a sensibilidade dos dados e das informações sobre precauções na utilização de produtos e servi-
sob responsabilidade da instituição. ços financeiros; e
§ 2º Admite-se a adoção de política de segurança c) o comprometimento da alta administração com
cibernética única por: a melhoria contínua dos procedimentos relaciona-
298 I - conglomerado prudencial; e dos com a segurança cibernética; e
VII - as iniciativas para compartilhamento de informações sobre os incidentes relevantes, mencionados no inciso IV,
com as demais instituições referidas no art. 1º.
§ 1º Na definição dos objetivos de segurança cibernética referidos no inciso I do caput, deve ser contemplada a capa-
cidade da instituição para prevenir, detectar e reduzir a vulnerabilidade a incidentes relacionados com o ambiente
cibernético.
§ 2º Os procedimentos e os controles de que trata o inciso II do caput devem abranger, no mínimo, a autenticação, a
criptografia, a prevenção e a detecção de intrusão, a prevenção de vazamento de informações, a realização periódica
de testes e varreduras para detecção de vulnerabilidades, a proteção contra softwares maliciosos, o estabelecimento
de mecanismos de rastreabilidade, os controles de acesso e de segmentação da rede de computadores e a manuten-
ção de cópias de segurança dos dados e das informações.

OS PROCEDIMENTOS E CONTROLES ADOTADOS PARA REDUZIR A VUL-


NERABILIDADE DA INSTITUIÇÃO A INCIDENTES E ATENDER AOS DEMAIS
OBJETIVOS DE SEGURANÇA CIBERNÉTICA, DEVEM ABRANGER, NO
MÍNIMO

Autenticação

Criptografia

Prevenção e detecção de intrusão

Prevenção de vazamento de informações

Realização periódica de testes e varreduras para detecção de vulnerabilidades

Proteção de softwares maliciosos

Mecanismos de rastreabilidade

Controles de acesso e de segmentação da rede de computadores

Manutenção de cópias de segurança dos dados e das informações

§ 3º Os procedimentos e os controles citados no inciso II do caput devem ser aplicados, inclusive, no desenvolvimento
de sistemas de informação seguros e na adoção de novas tecnologias empregadas nas atividades da instituição.
§ 4º O registro, a análise da causa e do impacto, bem como o controle dos efeitos de incidentes, citados no inciso IV
do caput, devem abranger inclusive informações recebidas de empresas prestadoras de serviços a terceiros.
§ 5º As diretrizes de que trata o inciso V, alínea «b», do caput devem contemplar procedimentos e controles em níveis
de complexidade, abrangência e precisão compatíveis com os utilizados pela própria instituição.

Os arts. 4º e 5º dizem respeito à divulgação da Política de Segurança Cibernética:

Art. 4º A política de segurança cibernética deve ser divulgada aos funcionários da instituição e às empresas presta-
doras de serviços a terceiros, mediante linguagem clara, acessível e em nível de detalhamento compatível com
as funções desempenhadas e com a sensibilidade das informações.
Art. 5º As instituições devem divulgar ao público resumo contendo as linhas gerais da política de segurança
cibernética.

As instituições deverão estabelecer um plano de ação e de resposta a incidentes; para isso, deverão observar
um mínimo de requisitos previstos no parágrafo único do art. 6º. Vejamos a íntegra dos artigos:

Art. 6º As instituições referidas no art. 1º devem estabelecer plano de ação e de resposta a incidentes visando à
implementação da política de segurança cibernética.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Parágrafo único. O plano mencionado no caput deve abranger, no mínimo:


I - as ações a serem desenvolvidas pela instituição para adequar suas estruturas organizacional e operacional aos
princípios e às diretrizes da política de segurança cibernética;
II - as rotinas, os procedimentos, os controles e as tecnologias a serem utilizados na prevenção e na resposta a
incidentes, em conformidade com as diretrizes da política de segurança cibernética; e
III - a área responsável pelo registro e controle dos efeitos de incidentes relevantes.

Para esse plano de ação e de resposta, as instituições deverão determinar um diretor responsável pela sua
execução e pela política de segurança cibernética:

Art. 7º As instituições referidas no art. 1º devem designar diretor responsável pela política de segurança cibernética
e pela execução do plano de ação e de resposta a incidentes.
Parágrafo único. O diretor mencionado no caput pode desempenhar outras funções na instituição, desde que não
haja conflito de interesses.

As instituições devem, também, realizar anualmente um relatório sobre a implementação do plano menciona-
do. Esse relatório deverá incluir, no mínimo, os pontos elencados no § 1º do art. 8º: 299
Art. 8º As instituições referidas no art. 1º devem d) a sua aderência a certificações exigidas pela
elaborar relatório anual sobre a implementação do instituição para a prestação do serviço a ser
plano de ação e de resposta a incidentes, mencio- contratado;
nado no art. 6º, com data-base de 31 de dezembro. e) o acesso da instituição contratante aos relatórios
§ 1º O relatório de que trata o caput deve abordar, elaborados por empresa de auditoria especializada
no mínimo: independente contratada pelo prestador de serviço,
I - a efetividade da implementação das ações relativos aos procedimentos e aos controles utiliza-
descritas no art. 6º, parágrafo único, inciso I; dos na prestação dos serviços a serem contratados;
II - o resumo dos resultados obtidos na imple- f) o provimento de informações e de recursos de
mentação das rotinas, dos procedimentos, dos gestão adequados ao monitoramento dos serviços
controles e das tecnologias a serem utilizados na a serem prestados;
prevenção e na resposta a incidentes descritos no g) a identificação e a segregação dos dados dos
art. 6º, parágrafo único, inciso II; clientes da instituição por meio de controles físicos
III - os incidentes relevantes relacionados com o ou lógicos; e
ambiente cibernético ocorridos no período; e h) a qualidade dos controles de acesso voltados à
IV - os resultados dos testes de continuidade de proteção dos dados e das informações dos clientes
negócios, considerando cenários de indisponibi- da instituição.
lidade ocasionada por incidentes. § 1º Na avaliação da relevância do serviço a ser
§ 2º O relatório mencionado no caput deve ser: contratado, mencionada no inciso I do caput, a
I - submetido ao comitê de risco, quando exis- instituição contratante deve considerar a cri-
tente; e ticidade do serviço e a sensibilidade dos dados e
II - apresentado ao conselho de administração das informações a serem processados, armazena-
ou, na sua inexistência, à diretoria da instituição dos e gerenciados pelo contratado, levando em con-
até 31 de março do ano seguinte ao da data-base. ta, inclusive, a classificação realizada nos termos
Art. 9º A política de segurança cibernética refe- do art. 3º, inciso V, alínea “c”.
rida no art. 2º e o plano de ação e de resposta a § 2º Os procedimentos de que trata o caput, inclusi-
incidentes mencionado no art. 6º devem ser apro- ve as informações relativas à verificação menciona-
vados pelo conselho de administração ou, na da no inciso II, devem ser documentados.
sua inexistência, pela diretoria da instituição. § 3º No caso da execução de aplicativos por meio da
Art. 10 A política de segurança cibernética e o internet, referidos no inciso III do art. 13, a institui-
plano de ação e de resposta a incidentes devem ção deve assegurar que o potencial prestador dos
ser documentados e revisados, no mínimo, serviços adote controles que mitiguem os efeitos de
anualmente. eventuais vulnerabilidades na liberação de novas
versões do aplicativo.
Os próximos artigos trataram do foco principal da § 4º A instituição deve possuir recursos e competên-
Resolução nº 4.658/2018. O Capítulo III dessa Resolu- cias necessários para a adequada gestão dos servi-
ção traz o importante ponto da contratação de ser- ços a serem contratados, inclusive para análise de
viços de processamento e armazenamento de dados informações e uso de recursos providos nos termos
e de computação em nuvem. Usualmente, as bancas da alínea «f» do inciso II do caput.
examinadoras dos certames atrelam-se à cobrança Art. 13 Para os fins do disposto nesta Resolução,
literal dos dispositivos; deste modo, os artigos serão os serviços de computação em nuvem abran-
inseridos na íntegra, com destaques para facilitar o gem a disponibilidade à instituição contratan-
seu estudo. Acompanhe a seguir: te, sob demanda e de maneira virtual, de ao
menos um dos seguintes serviços:
Art. 11 As instituições referidas no art. 1º devem I - processamento de dados, armazenamento de
assegurar que suas políticas, estratégias e estrutu- dados, infraestrutura de redes e outros recursos
ras para gerenciamento de riscos previstas na regu- computacionais que permitam à instituição contra-
lamentação em vigor, especificamente no tocante tante implantar ou executar softwares, que podem
aos critérios de decisão quanto à terceirização de incluir sistemas operacionais e aplicativos desen-
serviços, contemplem a contratação de servi- volvidos pela instituição ou por ela adquiridos;
ços relevantes de processamento e armazena- II - implantação ou execução de aplicativos desen-
mento de dados e de computação em nuvem, no volvidos pela instituição contratante, ou por ela
País ou no exterior. adquiridos, utilizando recursos computacionais do
Art. 12 As instituições mencionadas no art. 1º, pre- prestador de serviços; ou
viamente à contratação de serviços relevantes de III - execução, por meio da internet, dos aplicativos
processamento e armazenamento de dados e de implantados ou desenvolvidos pelo prestador de
computação em nuvem, devem adotar procedi- serviço, com a utilização de recursos computacio-
mentos que contemplem: nais do próprio prestador de serviços.
I - a adoção de práticas de governança corporativa Art. 14 A instituição contratante dos serviços men-
e de gestão proporcionais à relevância do serviço a cionados no art. 12 é responsável pela confiabili-
ser contratado e aos riscos a que estejam expostas; e dade, pela integridade, pela disponibilidade, pela
II - a verificação da capacidade do potencial presta- segurança e pelo sigilo em relação aos serviços
dor de serviço de assegurar: contratados, bem como pelo cumprimento da legis-
a) o cumprimento da legislação e da regulamenta- lação e da regulamentação em vigor.
ção em vigor; Art. 15 A contratação de serviços relevantes de
b) o acesso da instituição aos dados e às informa- processamento, armazenamento de dados e de
ções a serem processados ou armazenados pelo computação em nuvem deve ser previamente
prestador de serviço; comunicada pelas instituições referidas no art. 1º
c) a confidencialidade, a integridade, a disponibili- ao Banco Central do Brasil.
dade e a recuperação dos dados e das informações § 1º A comunicação de que trata o caput deve con-
processados ou armazenados pelo prestador de ter as seguintes informações:
300 serviço; I - a denominação da empresa a ser contratada;
II - os serviços relevantes a serem contratados; b) exclusão dos dados citados no inciso I pela empre-
e sa contratada substituída, após a transferência dos
III - a indicação dos países e das regiões em cada dados prevista na alínea “a” e a confirmação da inte-
país onde os serviços poderão ser prestados e os gridade e da disponibilidade dos dados recebidos;
dados poderão ser armazenados, processados V - o acesso da instituição contratante a:
e gerenciados, definida nos termos do inciso III do a) informações fornecidas pela empresa con-
art. 16, no caso de contratação no exterior. tratada, visando a verificar o cumprimento do dis-
§ 2º A comunicação de que trata o caput deve ser posto nos incisos I a III;
realizada, no mínimo, sessenta dias antes da con- b) informações relativas às certificações e aos
tratação dos serviços. relatórios de auditoria especializada, citados no
§ 3º As alterações contratuais que impliquem modifi- art. 12, inciso II, alíneas “d” e “e”; e
cação das informações de que trata o § 1º devem ser c) informações e recursos de gestão adequados
comunicadas ao Banco Central do Brasil, no míni- ao monitoramento dos serviços a serem prestados,
mo, sessenta dias antes da alteração contratual. citados no art. 12, inciso II, alínea “f”;
Art. 16 A contratação de serviços relevantes de VI - a obrigação de a empresa contratada noti-
processamento, armazenamento de dados e de ficar a instituição contratante sobre a subcon-
computação em nuvem prestados no exterior tratação de serviços relevantes para a instituição;
deve observar os seguintes requisitos: VII - a permissão de acesso do Banco Central
I - a existência de convênio para troca de infor- do Brasil aos contratos e aos acordos firmados
mações entre o Banco Central do Brasil e as para a prestação de serviços, à documentação e às
autoridades supervisoras dos países onde os informações referentes aos serviços prestados, aos
serviços poderão ser prestados; dados armazenados e às informações sobre seus
II - a instituição contratante deve assegurar que a processamentos, às cópias de segurança dos dados
prestação dos serviços referidos no caput não e das informações, bem como aos códigos de acesso
cause prejuízos ao seu regular funcionamento aos dados e às informações;
nem embaraço à atuação do Banco Central do VIII - a adoção de medidas pela instituição contra-
Brasil; tante, em decorrência de determinação do Banco
III - a instituição contratante deve definir, previa- Central do Brasil; e
mente à contratação, os países e as regiões em IX - a obrigação de a empresa contratada man-
cada país onde os serviços poderão ser presta- ter a instituição contratante permanentemen-
dos e os dados poderão ser armazenados, proces- te informada sobre eventuais limitações que
sados e gerenciados; e possam afetar a prestação dos serviços ou o cum-
IV - a instituição contratante deve prever alterna- primento da legislação e da regulamentação
tivas para a continuidade dos negócios, no caso em vigor.
de impossibilidade de manutenção ou extinção do Parágrafo único. O contrato mencionado no caput
contrato de prestação de serviços. deve prever, para o caso da decretação de regime
§ 1º No caso de inexistência de convênio nos ter- de resolução da instituição contratante pelo Banco
mos do inciso I do caput, a instituição contratante Central do Brasil:
deverá solicitar autorização do Banco Central do I - a obrigação de a empresa contratada conceder
Brasil para a contratação, observando o prazo e as pleno e irrestrito acesso do responsável pelo regi-
informações requeridas nos termos do art. 15 desta me de resolução aos contratos, aos acordos, à docu-
Resolução. mentação e às informações referentes aos serviços
§ 2º Para atendimento aos incisos II e III do caput, prestados, aos dados armazenados e às informa-
as instituições deverão assegurar que a legislação ções sobre seus processamentos, às cópias de segu-
e a regulamentação nos países e nas regiões em rança dos dados e das informações, bem como aos
cada país onde os serviços poderão ser prestados códigos de acesso, citados no inciso VII do caput,
não restringem nem impedem o acesso das institui- que estejam em poder da empresa contratada; e
ções contratantes e do Banco Central do Brasil aos II - a obrigação de notificação prévia do responsável
dados e às informações. pelo regime de resolução sobre a intenção de a empre-
§ 3º A comprovação do atendimento aos requisitos sa contratada interromper a prestação de serviços,
de que tratam os incisos I a IV do caput e o cumpri- com pelo menos trinta dias de antecedência da data
mento da exigência de que trata o § 2º devem ser prevista para a interrupção, observado que:
documentados. a) a empresa contratada obriga-se a aceitar even-
tual pedido de prazo adicional de trinta dias para a
Art. 17 Os contratos para prestação de serviços
interrupção do serviço, feito pelo responsável pelo
relevantes de processamento, armazenamen-
regime de resolução; e
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

to de dados e computação em nuvem devem


b) a notificação prévia deverá ocorrer também na
prever:
situação em que a interrupção for motivada por
I - a indicação dos países e da região em cada
inadimplência da contratante.
país onde os serviços poderão ser prestados e os
Art. 18 O disposto nos arts. 11 a 17 não se aplica
dados poderão ser armazenados, processados e
à contratação de sistemas operados por câmaras,
gerenciados;
por prestadores de serviços de compensação e de
II - a adoção de medidas de segurança para a
liquidação ou por entidades que exerçam ativida-
transmissão e armazenamento dos dados cita-
des de registro ou de depósito centralizado.
dos no inciso I;
III - a manutenção, enquanto o contrato estiver Quanto às disposições gerais desta Resolução, o
vigente, da segregação dos dados e dos controles de Capítulo IV aponta:
acesso para proteção das informações dos clientes;
IV - a obrigatoriedade, em caso de extinção do Art. 19 As instituições referidas no art. 1º devem
contrato, de: assegurar que suas políticas para gerenciamen-
a) transferência dos dados citados no inciso I ao to de riscos previstas na regulamentação em
novo prestador de serviços ou à instituição contra- vigor disponham, no tocante à continuidade de
tante; e negócios, sobre: 301
I - o tratamento dos incidentes relevantes relacionados com o ambiente cibernético de que trata o art. 3º, inciso IV;
II - os procedimentos a serem seguidos no caso da interrupção de serviços relevantes de processamento e armazenamen-
to de dados e de computação em nuvem contratados, abrangendo cenários que considerem a substituição da empresa
contratada e o reestabelecimento da operação normal da instituição; e
III - os cenários de incidentes considerados nos testes de continuidade de negócios de que trata o art. 3º, inciso V,
alínea “a”.
Art. 20 Os procedimentos adotados pelas instituições para gerenciamento de riscos previstos na regulamentação
em vigor devem contemplar, no tocante à continuidade de negócios:
I - o tratamento previsto para mitigar os efeitos dos incidentes relevantes de que trata o inciso IV do art. 3º e
da interrupção dos serviços relevantes de processamento, armazenamento de dados e de computação em nuvem
contratados;
II - o prazo estipulado para reinício ou normalização das suas atividades ou dos serviços relevantes interrompidos,
citados no inciso I; e
III - a comunicação tempestiva ao Banco Central do Brasil das ocorrências de incidentes relevantes e das interrup-
ções dos serviços relevantes, citados no inciso I, que configurem uma situação de crise pela instituição financeira,
bem como das providências para o reinício das suas atividades.
Art. 21 As instituições de que trata o art. 1º devem instituir mecanismos de acompanhamento e de controle
com vistas a assegurar a implementação e a efetividade da política de segurança cibernética, do plano de
ação e de resposta a incidentes e dos requisitos para contratação de serviços de processamento e armazenamen-
to de dados e de computação em nuvem, incluindo:
I - a definição de processos, testes e trilhas de auditoria;
II - a definição de métricas e indicadores adequados; e
III - a identificação e a correção de eventuais deficiências.
§ 1º As notificações recebidas sobre a subcontratação de serviços relevantes descritas no art. 17, inciso VI, devem ser
consideradas na definição dos mecanismos de que trata o caput.
§ 2º Os mecanismos de que trata o caput devem ser submetidos a testes periódicos pela auditoria interna, quando
aplicável, compatíveis com os controles internos da instituição.

AS INSTITUIÇÕES DEVEM

A definição de processos, testes e trilhas de auditoria


Instituir mecanismos de acompanhamento
A definição de métricas e indicadores adequados
e de controle que incluem:
A identificação e a correção de eventuais deficiências

Art. 22 Sem prejuízo do dever de sigilo e da livre concorrência, as instituições mencionadas no art. 1º devem desen-
volver iniciativas para o compartilhamento de informações sobre os incidentes relevantes de que trata o
art. 3º, inciso IV.
§ 1º O compartilhamento de que trata o caput deve abranger informações sobre incidentes relevantes recebidas de empresas
prestadoras de serviços a terceiros.
§ 2º As informações compartilhadas devem estar disponíveis ao Banco Central do Brasil.

Os artigos seguintes, consonantes às disposições finais da Resolução 4.658/2018, tratam especificamente dos pra-
zos estabelecidos pelo Banco Central para cada etapa de implementação da Resolução em comento:

Art. 23 Devem ficar à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo de cinco anos:
I - o documento relativo à política de segurança cibernética, de que trata o art. 2º;
II - a ata de reunião do conselho de administração ou, na sua inexistência, da diretoria da instituição, no
caso de ser formalizada a opção de que trata o art. 2º, § 2º;
III - o documento relativo ao plano de ação e de resposta a incidentes, de que trata o art. 6º;
IV - o relatório anual, de que trata o art. 8º;
V - a documentação sobre os procedimentos de que trata o art. 12, § 2º;
VI - a documentação de que trata o art. 16, § 3º, no caso de serviços prestados no exterior;
VII - os contratos de que trata o art. 17, contado o prazo referido no caput a partir da extinção do contrato; e
VIII - os dados, os registros e as informações relativas aos mecanismos de acompanhamento e de
controle de que trata o art. 21, contado o prazo referido no caput a partir da implementação dos citados
mecanismos.
Art. 24 O Banco Central do Brasil poderá adotar as medidas necessárias para cumprimento do disposto nesta
Resolução, bem como estabelecer:
I - os requisitos e os procedimentos para o compartilhamento de informações, nos termos do art. 22;
II - a exigência de certificações e outros requisitos técnicos a serem requeridos das empresas contratadas, pela
instituição financeira contratante, na prestação dos serviços de que trata o art. 12;
III - os prazos máximos, de que trata o art. 20, inciso II, para reinício ou normalização das atividades ou dos
serviços relevantes interrompidos; e
IV - os requisitos técnicos e procedimentos operacionais a serem observados pelas instituições para o
cumprimento desta Resolução.
Art. 25 As instituições referidas no art. 1º que, na data de entrada em vigor desta Resolução, já tiverem con-
tratado a prestação de serviços relevantes de processamento, armazenamento de dados e de computação em
nuvem devem apresentar ao Banco Central do Brasil, no prazo máximo de cento e oitenta dias, contados a
302 partir da data de entrada em vigor desta Resolução, cronograma para adequação:
I - ao cumprimento do disposto no art. 16, incisos I, II, IV e § 2º, no caso de serviços prestados no exterior; e
II - ao disposto nos arts. 15, § 1º, e 17.
Parágrafo único. O prazo previsto no cronograma para adequação mencionado no caput não pode ultrapas-
sar 31 de dezembro 2021.
[...]
Art. 27 O Banco Central do Brasil poderá vetar ou impor restrições para a contratação de serviços de pro-
cessamento e armazenamento de dados e de computação em nuvem quando constatar, a qualquer tempo,
a inobservância do disposto nesta Resolução, bem como a limitação à atuação do Banco Central do Brasil,
estabelecendo prazo para a adequação dos referidos serviços.

ÉTICA APLICADA: ÉTICA, MORAL, VALORES E VIRTUDES; NOÇÕES DE ÉTICA


EMPRESARIAL E PROFISSIONAL. A GESTÃO DA ÉTICA NAS EMPRESAS PÚBLICAS E
PRIVADAS
ÉTICA E MORAL

O ponto inicial desta matéria precisa de uma distinção que comumente passa batido: a diferença de ética e
moral. Você precisa de certezas firmes e objetivas para realizar a sua prova.
Ética é uma área da filosofia. É um estudo amplo, universal e atemporal. Seu objeto de estudo são princípios
fundamentais das ações e do comportamento humano. A moral, por sua vez, é uma construção social. Sendo assim,
está condicionada a sociedade que a cerca, que a contém. A moral tem um aspecto muito mais objetivo e representa
um momento e uma cultura.
Alguns autores trazem ética e moral como sinônimos, mas você precisa ter muito cuidado pois, apesar de
serem semelhantes e abordarem a “mesma coisa” por perspectivas diferentes, as bancas dos concursos estabele-
cem distinções entre esses termos.
Pronto! Temos uma distinção clara:

Princípios
Universal,
ÉTICA atemporal
fundamentais ações
do comportamento

Construção Representa um
MORAL social, ligada a momento e uma
sua sociedade cultura

A ética tem um caráter científico, por isso, suas mudanças e aplicações ocorrem de outra forma. Sua estabilida-
de é muito maior e suas aplicações alcançam uma universalidade. Em algum momento espera-se que mudanças
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

em conceitos éticos ocorrerão, mas para execução de provas de concurso o conceito de universalidade e estabili-
dade é adequado.
Agora que já conseguimos separar algumas caraterísticas de moral e ética, vamos aproveitar o êxito e nos
aprofundar um pouco nos seus conceitos. Para fazer isso vamos usar um pouco de etimologia.
É conveniente analisar no estudo da Ética sua etimologia. Assim, ética é uma palavra que vem do termo grego
ethos, que quer dizer “modo de ser”, “costume” ou “hábito”. A origem da palavra nos remete instantaneamente para
o cerne de seu conceito que, apesar da dificuldade de estabelecer um significado único, nos envia a um conjunto
de princípios morais ou valores que dão condição a convivência humana em sociedade. Em seguida temos a origem
do termo moral, que tem origem no latim e seria “mos” que tem o mesmo significado de ethos e que deu origem à
palavra “moral”.
A Moral varia no tempo, a depender da conjuntura social. Até o Século XIX, por exemplo, considerava-se nor-
mal que crianças trabalhassem em fábricas. Hoje, além de temos uma legislação especial (Estatuto da Criança e do
Adolescente) que protege essas crianças, a sociedade entendeu a necessidade de tratamento diferenciado a esse
grupo vulnerável. 303
Feitas essas distinções e estabelecidos alguns conceitos simples, vamos preparar uma tabela bastante objetiva
que vai ajudar nas revisões sobre esse ponto cobrado nas provas.

ÉTICA MORAL

Estudo filosófico, universal e atemporal, basea-


DEFINIÇÃO Sua aplicação está voltada para a prática.
do em princípios.

Não encontra limitações no tempo ou no espa- Seu alcance está condicionado ao local em que se
ALCANCE
ço. É um estudo filosófico e científico. aplica e ao período cultural em que é observada.

Fica relacionada à reflexão, com caráter


BASE A Moral Transforma a reflexão em ação.
especulativo.

As provas de concurso costumam cobrar essa matéria com questões que trazem expressões como: “bom compor-
tamento”, “boa conduta” ou “o bem”, e que acabam confundido o candidato na hora de definir se estão tratando de
ética ou moral pois, apesar das distinções que já estudamos, o limiar de diferenças é tênue.
Assim, certifique-se de qual concepção está sendo cobrada com base nos fundamentos apresentados nas ques-
tões, lembrando que a moral se funda nos costumes e tradições, enquanto a ética se baseia na razão e na reflexão.

REFERÊNCIAS

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. Ática, 1995.

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 2ª tiragem. SP: Martins Fontes (2003).

OS PRINCÍPIOS

Podemos conceber os princípios como sendo alicerces, base para formação dos valores que tem sua origem
nos aspectos econômicos, políticos e sociais. Então, podemos os definir como juízos de valor.
Eles são abstratos e possuem indefinição, mas orientam a intepretação da regra. Vejamos um exemplo que a
Constituição apresenta:

Art. 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Fede-
ral e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e,
também, ao seguinte:   

A Constituição, no caput de seu artigo 37, elenca princípios, mas não apresenta uma medida para cumpri-
mento de cada princípio. A norma, nesse momento, não define quais os limites da legalidade, impessoalidade,
publicidade ou eficiência. Por isso, os princípios são abstratos. Esse papel de definir “os limites de aplicação” dos
princípios e de apresentá-los como valores será exercido em um nível seguinte por meio das regras ou normas a
serem estabelecidas.
Nas palavras de Francisco Amaral (2017):

[...] são pensamentos diretores de uma regulamentação jurídica, critérios para a ação e para a constituição de normas e de
institutos jurídicos [...] Como diretrizes gerais e básicas, servem também para fundamentar e dar unidade a um sistema ou
a uma instituição.

Dica
Regras são prescrições de conduta claras e objetivas. Já os princípios são juízos abstratos de valor que orientam a
interpretação e a aplicação das regras.
A distinção entre princípios e regras traduz uma distinção entre dois tipos de normas.

VALORES E VIRTUDES

O Direito recepciona em nosso ordenamento jurídico os valores éticos e morais apontando-os como diretrizes impor-
tantes e como meios de aplicação das normas. Assim, o direito deve ser interpretado muito além das chamadas normas
jurídicas, devendo incorporar a moral em voga naquele momento ao ordenamento jurídico.
Os valores podem ser facilmente exemplificados, mas sua definição é mais complexa. Por exemplo, a vida é um
valor muito importante em nossa sociedade, juntamente com a liberdade e a propriedade. Se vocês repararem,
verão que existe uma relação entre os princípios e as expressões valor, direito, norma e regra.
Inicialmente estabelecemos um princípio: impessoalidade, por exemplo. Em seguida temos que impessoalidade é
a igualdade no tratamento dos cidadãos. A igualdade é um valor e vamos respeitá-lo. Nesse momento só nos faltaria
determinar uma norma de conduta, uma regra para seguirmos. Essa definição de valor é feita informando as pessoas
dos riscos em descumprir a impessoalidade. Ou seja, trazendo esses conceitos para a prática, desrespeitar a impes-
soalidade é uma improbidade administrativa, que configura crime e possui pena. Nesse momento temos um prin-
304 cípio consistente, um valor definido e uma norma apresentada.
Impessoalidade é um princípio.

Igualdade é um valor.

deriva uma norma de conduta.

= descumprir a impessoalidade é
improbidade administrativa. Disso

Lei de improbidade
Impessoalidade:
Administrativa:
Princípios
garantia de princípio

Princípio Regra Valor


Os princípios são
� � O papel de definir � Os princípios são
juízos de valor, ou será exercido em juízos de valor, ou
seja, são abstratos e um nível seguinte seja, são abstratos e
possuem indefinição através das regras possuem indefinição

Pronto! Definimos os conceitos de princípios e valores e relacionamos esses pontos ao Direito que é o campo
onde vamos aplicá-los.

REFERÊNCIAS

AMARAL, Francisco. Direito Civil. Introdução. 5. Ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2017.

NOÇÕES DE ÉTICA EMPRESARIAL E PROFISSIONAL CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Primeiramente, vale destacar que “Ética” é uma palavra originária do grego “Ethos”, que acarreta a noção de
caráter. Para os gregos antigos, este termo carregava a noção de uma percepção individual, no qual devia ser clara
e confortável, guiando o Homem no “Bem agir”.
Já a ética empresarial, ou ainda ética das organizações, é o comportamento da empresa referente à sua condu-
ta ética, ou seja, quando ela age em conformidade aos princípios morais preconizados na sociedade.
Neste sentido, inferimos que a ética empresarial funciona como os pilares morais e de relacionamento defini-
dos dentro da organização para o seu modo de atuação no mercado, diante de seus clientes, funcionários, parcei-
ros e até mesmo concorrentes. Assim, a atuação ética empresarial é aquela na qual está de acordo com os valores
estabelecidos.
Desse modo, a orientação humanística da ética empresarial é caracterizada por um conjunto de ações, projetos e
valores tendo como valor principal a vida humana, ou seja, ao bem estar social do ser humano.
O debate da ética empresarial abrange e questiona inúmeros aspectos da administração das organizações e
de suas relações com a sociedade.
De forma didática, podemos classificar a sua abrangência em quatro categorias (ou níveis): 305
Atualmente, devido à complexidade das relações
ABRANGÊNCIA DA ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO
entre as partes envolvidas, o termo Compliance, ine-
Nível Social Nível do Stakeholder rente à ética empresarial, vem ganhando destaque.
O termo compliance tem sua origem no verbo no
Na administração e políti- idioma inglês to comply, que significa agir de acor-
Nível Individual
cas internas do com as diretrizes estabelecidas, especificações ou
legislação, ou seja, a organização deve empenhar-
z Nível Social da Ética -se em cumprir e fazer cumprir as regras internas e
externas na qual regem suas atividades.
As questões éticas relacionam-se com o papel e os Na prática, cada vez mais é exigido das organiza-
efeitos das organizações na sociedade em geral. ções uma conduta ética, transparente e responsável
São exemplos das questões éticas envolvidas nesse perante toda a sociedade, não sendo mais aceitas ati-
nível:
tudes e ações sem a devida integridade.
„ É justo os altos executivos terem seus salários mui-
to maiores do que os trabalhadores operacionais?
„ Pode-se aceitar a influência das empresas pri- Importante!
vadas nos pleitos eleitorais? Estar em compliance é estar em conformidade
z Nível do Stakeholder com as leis e regulamentos (externos e inter-
nos), com o objetivo de evitar fraudes, ilícitos e
Stakeholder (ou em português, parte interessa- desvios de conduta.
da) são pessoas associadas diretamente ou indi-
retamente à organização ou que sofrem alguma
influência em suas decisões. Certamente, você aluno, deve estar se indagando
São exemplos das questões éticas envolvidas neste que esses conceitos inerentes à ética são abstratos e
nível: de difícil aplicação no dia a dia da organização. Como,
então, aplicar isso no cotidiano da empresa? A respos-
„ Quais são as obrigações da organização com rela- ta se dá por meio do famoso Código de Ética, nosso
ção ao impacto ambiental sobre as comunidades? próximo assunto!
„ Quais são as obrigações da empresa em infor-
mar os riscos de seus produtos para o consumi- A GESTÃO DA ÉTICA NAS EMPRESAS PÚBLICAS E
dor final? Ex.: tabaco. PRIVADAS
z Ética na administração e política internas
O principal mecanismo para implantar a gestão
Neste nível, a discussão sobre a ética tem seu foco da ética de modo eficiente, tanto nas empresas priva-
especialmente nas relações entre a organização e das, tanto nas empresas públicas é com a elaboração e
seus empregados. implantação do Código de Ética e/ou conduta.
São exemplos das questões éticas envolvidas neste Como sabemos: documentar é preciso! Assim, o
nível: código de ética é o documento utilizado para tradu-
zir o comportamento esperado de todos os funcio-
„ Quais são as obrigações da empresa com seu nários, inclusive de dirigentes, gerentes, parceiros
funcionário? comerciais.
„ Que participação os empregados devem ter nas Aliás, o código de ética do Banco do Brasil é maté-
decisões que afetam a empresa? ria de seu concurso! Caro aluno e futuro funcionário
z Nível Individual do BB, dessa maneira, a instituição ao cobrar o código
de ética no concurso de admissão, pretende que todos
No plano individual, as questões éticas dizem respei- os aprovados já ingressem conhecendo os seus direi-
to de como as pessoas devem tratar-se uma as outras. tos, deveres e o comportamento desejado.
São exemplos das questões éticas envolvidas neste De forma simples, o código de ética estabelece
nível: regras essenciais que devem ser observados por todos,
sem exceção, além de poder prever sanções para os
„ Quais os direitos as pessoas têm como trabalha- funcionários que o infringirem.
dores e seres humanos? Em regra, inicia-se com uma mensagem da auto-
„ Que normas de conduta devem orientar as deci- ridade máxima (o presidente), e posteriormente
sões que envolvem e afetam outras pessoas? encontra-se os princípios e valores adotados pela
Afinal, todo este debate sobre a abrangência da éti- organização, além do estabelecimento de direitos,
ca na Administração, tem como objetivo a transforma- deveres, obrigações e vedações, abordando diversos
ção da empresa em uma organização íntegra. outros tópicos relevantes, tais como: responsabilidade
E o que é uma organização íntegra? social, conflito de interesses, políticas de proteção de
O professor Marcelo Coimbra nos ensina que: dados, diversidade e inclusão, etc.
“uma organização íntegra é aquela que consegue Normalmente, as organizações optam por produ-
manter, em cada uma das suas decisões, atividades zir códigos de ética sucintos e de fácil compreensão,
ou ações uma coerência com a sua identidade, nun- favorecendo assim a sua difusão, leitura e aplicação.
ca perdendo de vista os valores que a inspiram e os Na tabela abaixo, trazemos algumas característi-
objetivos que ela deve perseguir, transformando-os cas essenciais na elaboração de um código de ética e/
306 em ação concreta”. ou conduta:
SUGESTÕES PARA ELABORAÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA

� Redigido de forma clara, objetiva e, se possível, coloquial


� Linguagem simples e direta, evitando dar margem a dupla interpretação
� Aprovado pela alta administração
� Revisado e alterando periodicamente com participação ativa dos funcionários

A maioria das ações inerentes à gestão da ética nas empresas privadas são compatíveis com as empresas
estatais (empresa pública e sociedade de economia mista). Dessa maneira, a principal diferença não está nas fer-
ramentas, e sim no modo como são formalizadas.
Na gestão privada é possível implantar as políticas de integridade de forma mais célere, aplicando as ações
necessárias para empresa. Já na gestão pública, respeitando o princípio da legalidade, as ações não podem ser
pautadas pela vontade da administração ou dos agentes públicos, mas sim deve-se obrigatoriamente respei-
tar a vontade da Lei.
É importante ressaltar que, o princípio da legalidade impõe que o agente público observe, fielmente, todos os
requisitos expressos na Lei.
Nessa lógica, na Administração Pública, a conduta ética é objeto de diversos dispositivos legais, por exemplo:

z Art. 37, da Constituição Federal de 1988:

A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência

z Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

Decreto nº 1.171/1994

O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somen-
te entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas prin-
cipalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição
Federal.

z Lei das Estatais (Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista)

Lei nº 13.303/2016

Art. 9º § 1º Deverá ser elaborado e divulgado Código de Conduta e Integridade, que disponha sobre:
I - princípios, valores e missão da empresa pública e da sociedade de economia mista, bem como orientações sobre
a prevenção de conflito de interesses e vedação de atos de corrupção e fraude;
II - instâncias internas responsáveis pela atualização e aplicação do Código de Conduta e Integridade;
III - canal de denúncias que possibilite o recebimento de denúncias internas e externas relativas ao descumprimento
do Código de Conduta e Integridade e das demais normas internas de ética e obrigacionais;
IV - mecanismos de proteção que impeçam qualquer espécie de retaliação a pessoa que utilize o canal de denúncias;
V - sanções aplicáveis em caso de violação às regras do Código de Conduta e Integridade;
VI - previsão de treinamento periódico, no mínimo anual, sobre Código de Conduta e Integridade, a empregados e
administradores, e sobre a política de gestão de riscos, a administradores.

Outro assunto que entrou para a agenda empresarial, e assim também pode ser cobrado em sua prova, é o
debate da responsabilidade social da empresa.
A responsabilidade social empresarial consiste no conjunto de iniciativas que objetiva o desenvolvimento
sustentável, tanto do ponto de vista econômico, quanto do ponto de vista social e ambiental.
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Nesta perspectiva, é de suma importância o foco na dimensão ética de suas relações com as partes envol-
vidas, bem como a qualidade dos impactos da organização sobre a sociedade e o meio ambiente.
Para facilitar o entendimento, esquematizamos os principais pontos na figura a seguir:

Responsabilidade Social Empresarial

� Econômico
Desenvolvimento � Social
Sustentável � Ambiental
307
Outro assunto já cobrado em concursos, é sobre o modelo inicial de responsabilidade social empresarial
desenvolvido por Carroll, no qual se estabelecem as dimensões da responsabilidade social empresarial em for-
ma de uma pirâmide:

Responsabilidade
Discricionária

Responsabilidade Ética

Responsabilidade Legal

Responsabilidade
Econômica

Fonte: Elaborado pelo autor com base em Carroll apud Machado Filho (2020).

Veremos agora cada uma das etapas da pirâmide:

z Responsabilidade Econômica: Envolve as obrigações da empresa de ser produtiva e rentável;


z Responsabilidade Legal: Consiste nas expectativas que a própria sociedade tem de que as empresas cum-
pram suas obrigações de acordo com o arcabouço legal existente;
z Responsabilidade Ética: Consiste em ter um comportamento que a sociedade espera da empresa, agindo com
equidade, justiça e imparcialidade, além de respeitar os direitos individuais;
z Responsabilidade Discricionária (ou filantrópica): Vai além das funções básicas tradicionalmente esperadas
e diz respeito ao envolvimento da empresa com questões relacionadas à melhoria do ambiente social.

Atualmente, com os inúmeros casos de corrupção tanto na iniciativa privada quanto na esfera pública, o com-
portamento ético tornou-se central nos debates nas organizações.
Dessa maneira, a tendência é que as organizações (públicas e privadas) mais transparentes tenham mais cre-
dibilidades em seus relacionamentos sociais e empresariais.
Com isso, a criação e a manutenção de um ambiente ético nas organizações contribuem para o fomento de
uma cultura focada na integridade, na qual permite a participação de todos os atores envolvidos, buscando elimi-
nar possíveis fraudes e corrupções.

Por fim, inferimos, que para o sucesso da organização é fundamental o alinhamento de sua estrutura organiza-
cional, a fim de atender a princípios éticos e com respeito à legislação nacional, de modo a que a função social da
organização seja efetivamente cumprida.

CÓDIGO DE ÉTICA E POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DO


BANCO DO BRASIL
Fique atento(a)! Para auxiliar nos seus estudos, disponibilizamos, na área do aluno, em nosso site, o material sobre
“Código de Ética e Política de Responsabilidade Socioambiental do Banco do Brasil”. O passo a passo para acessar os
materiais complementares encontra-se na página 6 desse livro. Você pode, também, acessá-los no site do Banco do Brasil.

HORA DE PRATICAR!
1. (CESGRANRIO – 2013) O Banco do Brasil é considerado um agente financeiro especial do Governo Federal, devido a algu-
mas atividades que desempenha, como a(o):

a) Seguro de bens imóveis.


b) Fiança bancária para investidores em bolsa.
c) Execução da política de preços mínimos de produtos agropecuários.
d) Extensão de crédito direto ao consumidor.
308 e) Concessão de cartões de crédito ao público.
2. (CESGRANRIO – 2015) A autonomia operacional do c) Situação política corrente no Brasil.
Banco Central (BC) tem sido um tema de debate entre os d) Piora das condições macroeconômicas no Brasil.
economistas. Nesse sentido, muitos analistas conside- e) Incerteza futura e maior percepção de risco por parte
ram que a condução da política monetária, atribuição do dos investidores.
BC, pode eventualmente sofrer interferência de instân-
cias superiores do governo, em especial, no estabeleci- 5. (CESGRANRIO – 2018) Para um investidor interessado
mento da meta inflacionária. em aplicar seus recursos financeiros no mercado de
Tal conclusão deriva do fato de que o estabelecimento ações, sua rentabilidade será positivamente afetada
dessa meta é atribuição: pela tendência de valorização das ações na bolsa de
valores. O Ibovespa, índice que acompanha a variação
a) Unicamente do presidente do BC, que pode sofrer média das cotações das ações negociadas na BM&F
pressões para estimular uma meta mais elevada. Bovespa, é um dos mais importantes indicadores do
b) Do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado comportamento do mercado acionário brasileiro, sen-
pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, Orça- do utilizado como indicador do comportamento médio
mento e Gestão e pelo presidente do BC. do mercado.
c) Da equipe econômica definida pelo presidente da Considerando-se que o Ibovespa venha mostrando
República, que anualmente se reúne para fixar a meta tendência média de alta nos últimos meses, o evento
inflacionária, e o BC que deve persegui-la através da que, supondo tudo o mais constante, poderia represen-
política de juros. tar uma reversão abrupta dessa tendência e desenca-
d) Do presidente do BC e dos bancos públicos, dentre dear resultados negativos no índice nos movimentos
eles o Banco do Brasil, que definem as taxas de infla- seguintes é a(o):
ção para um prazo de dois anos.
e) Do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a) Aumento da lucratividade média das companhias bra-
sileiras de capital aberto.
a meta inflacionária anualmente e a meta da taxa de
b) Aumento das taxas de juros nos Estados Unidos, para
juros a ser alcançada para que a taxa de inflação con-
níveis superiores aos esperados pelo mercado.
virja para sua meta.
c) Continuidade do processo de recuperação econômica
3. (CESGRANRIO – 2013) Nos últimos anos, observou- brasileira.
-se que o mercado bancário teve elevado crescimen- d) Redução das taxas de desemprego no Brasil.
to e forte acirramento entre as instituições bancárias e) Redução das taxas de juros reais no Brasil.
no desenvolvimento de suas atividades, aumentando,
dessa forma, a competição bancária. 6. (CESGRANRIO – 2015) Admita que um empresário
brasileiro, acionista majoritário de uma empresa em
Um dos fatores que impulsionaram essa disputa merca-
situação pré-falimentar, venha a ser acusado pelos
dológica, entre as instituições bancárias, surgiu com a:
acionistas minoritários de uso de informação privile-
a) Ausência de interesse nas compras de folhas de giada e manipulação de preços das ações negociadas
pagamento. na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São
b) Redução de taxas de juros dos Títulos Públicos Federais. Paulo (BM&F Bovespa).
O órgão responsável pelo eventual julgamento do pro-
c) Alta das taxas SELIC.
cesso administrativo contra o empresário é o(a):
d) Redução dos níveis de crédito.
e) Falta de garantia do chamado crédito consignado.
a) Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
4. (CESGRANRIO – 2018) A reação dos mercados de b) Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo
câmbio ontem deu uma boa sinalização de qual pode (BM&F Bovespa).
ser o caminho caso Washington intensifique o tom em c) Supremo Tribunal Federal (STF).
relação às relações comerciais dos Estados Unidos d) Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
com o restante do mundo. As moedas emergentes e) Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
recuaram a mínimas em dez dias, segundo dados do
Deutsche Bank, sob peso da queda de divisas corre- 7. (CESGRANRIO – 2018) Os agentes econômicos bem
informados, sejam empresas ou consumidores, estão
lacionadas às matérias-primas – como o rand sulafri-
sempre atentos às decisões do Comitê de Política
cano e o real brasileiro [...]. No Brasil, o dólar fechou
Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, com
em alta de 0,90%, para R$3,290, no maior nível desde o
respeito à fixação da taxa de juros básica de curto
último 9 de fevereiro. Na máxima, a cotação beirou os
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

prazo (a taxa Selic), porque esta influencia as demais


R$3,30 ao tocar R$3,2966. taxas de juros da economia como um todo. De agos-
CASTRO, J. Dólar deve subir no curto prazo, dizem analistas. Valor to de 2016 a março de 2018, a taxa Selic foi reduzida
Econômico, 15 mar. 2018, p.C2. Adaptado. de 14,25% a.a. para 6,50% a.a., o que, descontada a
inflação anual, significou maior convergência entre as
Em países que adotam o regime de câmbio flutuante, taxas de juros reais brasileiras e internacionais.
as mudanças diárias observadas nas taxas de câmbio Tendo em vista a determinação das taxas de juros
estão relacionadas a diversos fatores. Considerando- básicas de curto prazo num país que adota um regime
-se, no entanto, exclusivamente, a matéria jornalística, de metas de inflação, como o Brasil, os dois fatores
o principal fator que explica a desvalorização do real que justificam a contínua e significativa redução da
brasileiro no movimento diário do mercado de câmbio taxa Selic no país, desde agosto de 2016, foram a(o):
descrito no texto foi a(o):
a) Queda da inflação ao consumidor (IPCA) e o baixo
a) Aumento da oferta de divisas no mercado de câmbio. nível de desemprego no Brasil.
b) Forte intervenção do Banco Central do Brasil no mer- b) Enorme volatilidade do Ibovespa e o ambiente de
cado de câmbio. incerteza nos mercados globais. 309
c) Rápida recuperação em curso da economia brasileira 12. (CESGRANRIO – 2015) Sr. X é gerente de uma agência
e o cenário econômico externo favorável. bancária. Ele recebe o cliente, Sr. W, conhecido empre-
d) Significativo crescimento econômico doméstico e a sário do ramo da construção civil, com inúmeras aplica-
recuperação dos preços das commodities exportadas ções financeiras na agência. Com o passar do tempo,
pelo Brasil. gerente e cliente tornam-se amigos e confidentes. Em
e) Convergência das expectativas de inflação para as determinado dia, o empresário lhe confidencia ter rece-
metas de inflação anuais e os níveis elevados de capa- bido uma proposta de um conhecido para legalizar valo-
cidade ociosa da economia brasileira. res que ele recebia, sem declarar à Receita Federal, e
que adviriam de atividades não autorizadas pela lei.
8. (CESGRANRIO – 2018) No Brasil, quando o Comitê de Diante desse fato, o gerente adverte seu cliente de que,
Política Monetária do Banco Central do Brasil fixa a caso acolhesse a proposta, estaria realizando, em termos
meta anual para a taxa de juros básica de curto prazo de lavagem de dinheiro, o que caracteriza a etapa de:
da economia, tal meta é perseguida mediante compra
e venda de títulos públicos por parte da autoridade a) Ocultação.
monetária, cujo processamento é efetivado pelo (a): b) Conclusão.
c) Multiplicação.
a) Sistema de Compensação Bancária. d) Integração.
b) Sistema Brasileiro de Pagamentos. e) Manutenção.
c) Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos
13. (CESGRANRIO – 2013) Um gerente participa de pro-
Privados.
cesso de treinamento sobre títulos de créditos e
d) Sistema Especial de Liquidação e Custódia.
garantias do Sistema Financeiro Nacional. Durante
e) Sistema Geral do Mercado Aberto.
a avaliação dos itens abordados no treinamento, o
gerente, que se dedicou com afinco aos estudos, res-
9. (CESGRANRIO – 2015) As instituições financeiras não
ponde, apropriadamente, que o aval, nos termos do
bancárias são aquelas que não podem criar moeda
Código Civil:
escritural, mas são relevantes no sistema financeiro
nacional. Entre elas, encontram-se as seguintes:
a) Gera direito de regresso contra o avalizado em caso de
pagamento pelo avalista.
a) Sociedade de Fomento Mercantil e Banco de Câmbio. b) É garantia típica dos contratos bancários.
b) Companhias Hipotecárias e Banco de Desenvolvimento. c) Pode ser parcial quando firmado em título de crédito.
c) Cooperativas de Crédito e Bancos de Investimentos. d) Pode ser considerado até declaração judicial quando
d) Banco de Investimento e Caixa Econômica. cancelado.
e) Sociedade de Arrendamento Mercantil e Sociedades e) Deve ser subscrito exclusivamente no anverso do
Seguradoras e de Capitalização. título.

10. (CESGRANRIO – 2013) No Brasil, a condução e a ope- 14. (CESGRANRIO – 2015) Sr. W, após longa carreira no
ração diárias da política monetária, com o objetivo de Banco Z&Z S.A., passa a chefiar uma equipe numero-
estabilizar a economia, atingindo a meta de inflação e sa de colaboradores, sendo instado pelas altas ins-
mantendo o sistema financeiro funcionando adequa- tâncias da instituição financeira a aumentar o nível
damente, são uma responsabilidade do(a): de produtividade individual. Com esse objetivo, ele
realiza pesquisas sobre as necessidades e os desejos
a) Caixa Econômica Federal. dos funcionários e realiza diversas sessões de trei-
b) Comissão de Valores Mobiliários. namento. Ao aplicar os conhecimentos nas relações
c) Banco do Brasil. concretas, resolve criar um ritual, ao final de cada
d) Banco Central do Brasil. expediente laboral, elegendo o funcionário mais pro-
e) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e dutivo e o mais improdutivo do dia. Para o vitorioso
Social. funcionário, outorga uma barra de chocolate fino; para
o outro, a inclusão em quadro de avisos, com o seu
11. (CESGRANRIO – 2015) O Pacto Global das Nações nome em letras garrafais. Sra V, após um mês sendo
Unidas (UNGC) desempenha um relevante papel para classificada em último lugar, começa a chorar, causan-
estabelecer parâmetros centrais para o desenvolvi- do comiseração nos seus colegas, que passam a cri-
mento de ações relacionadas à gestão da sustentabi- ticar o método do gerente e levam o caso à Comissão
lidade, dentre outras dimensões. de Ética do Banco.

É um princípio do UNGC, para as empresas, relaciona- Nesse caso, de acordo com o código de Ética do Ban-
do à dimensão sustentabilidade o(a): co do Brasil, tais fatos são:

a) Combate à corrupção em todas as suas formas, inclu- a) Adequados, uma vez que é assegurada às chefias
sive extorsão e propina. completa liberdade para utilização de métodos que
b) Respeito à proteção de direitos humanos reconheci- levem aos objetivos preconizados.
dos internacionalmente. b) Adequados, uma vez que propiciaram aos funcioná-
c) Eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou rios treinamento e motivação, elementos que inte-
compulsório. gram o rol das atividades próprias da instituição sem
d) Apoio à liberdade de associação e de negociação limitações.
coletiva. c) Essenciais para um adequado desenvolvimento do
e) Incentivo ao desenvolvimento e à difusão de tecnolo- trabalho, uma vez que haja uma Comissão de Ética
310 gias ambientalmente amigáveis. externa.
d) Inadequados, uma vez que são repudiadas as ativida- Não sendo a instituição integrante de um conglome-
des de qualquer natureza que caracterizem assédio no rado financeiro, não poderá o diretor, nos termos da
ambiente de trabalho. citada Circular, exercer função relativa à:
e) Inadequados, uma vez que analisar os atos sob a pers-
pectiva empresarial revela-se essencial para aferir a a) Gerência de contas de pessoas jurídicas.
sua regularidade. b) Comissão governamental.
c) Avaliação de recursos humanos.
15. (CESGRANRIO – 2014) O Banco Y, motivado por pes- d) Administração de recursos de terceiros.
quisas internacionais, lança no mercado brasileiro um e) Participação em entes associativos.
produto que se destaca pelo pioneirismo em propor-
cionar lucro acima da média para a instituição finan- 19. (CESGRANRIO – 2013) O Fundo Garantidor de Cré-
ceira e, também, para o cliente que resolver aportar
dito foi criado para, dentre outras finalidades, pro-
recursos.
teger depositantes e investidores no âmbito do
sistema financeiro, até os limites estabelecidos pela
Tal iniciativa estaria em conformidade com o Código
regulamentação.
de Ética do Banco do Brasil por propiciar ao cliente um
produto:
Tal fundo é pessoa jurídica caracterizada como:
a) Inovador.
b) Lucrativo. a) Sociedade por ações.
c) Gerenciado. b) Sociedade de economia mista.
d) Disputado. c) Autarquia especial.
e) Necessário. d) Associação civil.
e) Empresa financeira.
16. (CESGRANRIO – 2014) Um casal possui contas sepa-
radas em uma mesma agência bancária. A mulher, 20. (CESGRANRIO – 2015) Ao chegar à sua agência, um
curiosa quanto aos gastos do marido, segundo ela, cliente percebe que há muitas filas nos caixas. Enquan-
excessivos, procura o gerente do Banco para pedir to aguarda o gerente, ouve reclamações de outros dois
informações sobre a movimentação financeira do côn- clientes que também esperam atendimento. Ambos
juge. O gerente, no entanto, aduz que somente pode comentam que, em dias de forte movimento, o serviço
permitir-lhe o acesso aos dados bancários mediante prestado na agência fica péssimo. Ele tem a sensação
autorização do correntista titular. de que a atenção recebida não é a mesma de outras
experiências naquele banco. Um dos motivos é que, ape-
Nos termos do Código de Ética do Banco do Brasil, o sar de cortês, o gerente é direto e rápido em seu atendi-
gerente estaria: mento, sem conversar tanto como nas vezes anteriores.

a) Protegendo o direito de imagem do correntista diante A experiência desse cliente é um exemplo de como as
da curiosidade da esposa. características dos serviços influenciam o atendimen-
b) Burlando o dever de cortesia que permite o acesso to bancário, pois demonstra que a:
preconizado pela cliente.
c) Violando a lei que permite o acesso de familiares às a) Percepção do cliente é afetada pela variabilidade dos
contas de todos os membros da família. serviços, causada pela irregularidade da demanda.
d) Perdendo uma oportunidade de negócios, deixando de
b) Simultaneidade do atendimento e do recebimento dos
agradar à cliente.
serviços provoca o aumento da demanda nas agências.
e) Assegurando o sigilo da operação bancária, que deve
c) Agência foi influenciada pelo gerente, que não admi-
ser protegido no caso.
nistrou o atendimento de maneira eficaz e eficiente.
d) Intangibilidade dos serviços é um fator que dificulta o
17. (CESGRANRIO – 2015) O combate à lavagem de
dinheiro tem se disseminado no mundo, tendo o rápi- atendimento aos clientes em dias de movimento.
do desenvolvimento de sofisticadas organizações e) Perecibilidade dos serviços sempre provocará impac-
criminosas que utilizam o sistema financeiro para legi- tos negativos na visão dos clientes bancários.
timar as suas atuações originariamente ilícitas.
9 GABARITO
De acordo com a Lei Federal nº 9.613/1998, o crime
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

de lavagem, atualmente, caracteriza-se, entre outras


ações, por ocultar valores decorrentes de atos consubs- 1 C
tanciados como:
2 B
a) Infrações administrativas. 3 B
b) Infrações penais.
c) Multas mobiliárias. 4 E
d) Sanções do Banco Central.
e) Ilícitos civis. 5 B

6 E
18. (CESGRANRIO – 2015) Sr. Q é diretor executivo do
Banco LX & T, tendo sido designado para ser respon- 7 E
sável pela implementação das medidas previstas na
Circular do Bacen no 3.461/2009, bem como pelas 8 D
comunicações aos órgãos nela indicados para a pre- 9 B
venção da lavagem de dinheiro. 311
10 D

11 E

12 A

13 A

14 D

15 A

16 E

17 B

18 D

19 D

20 A

ANOTAÇÕES

312
Atualmente o Windows é oferecido na versão 10,
que possui suporte para os dispositivos apontadores
tradicionais, além de tela touch screen e câmera (para
acompanhar o movimento do usuário, como no siste-

CONHECIMENTOS DE
ma Kinect do videogame xBox).
Em concursos públicos, as novas tecnologias e supor-

INFORMÁTICA
tes avançados são raramente questionados. As questões
aplicadas nas provas envolvem os conceitos básicos e o
modo de operação do sistema operacional em um dispo-
sitivo computacional padrão (ou tradicional).
O sistema operacional Windows é um software pro-
NOÇÕES DE SISTEMAS OPERACIONAIS prietário, ou seja, não tem o núcleo (kernel) disponível e o
usuário precisa adquirir uma licença de uso da Microsoft.
– WINDOWS 10 (32-64 BITS) E
AMBIENTE LINUX (SUSE SLES 15 SP2)
Importante!
O sistema operacional proporciona a base para
execução de todos os demais softwares no computa- Algumas bancas priorizam o conhecimento bási-
dor. Ele é responsável por estabelecer o padrão para co das configurações do sistema operacional.
comunicação com o hardware (através dos drivers). Assim, as primeiras páginas do material sobre
Os computadores podem receber diferentes sistemas, Windows são importantes para a realização das
segundo a sua arquitetura de construção. provas, mas não de todas as bancas. Por isso, a
É possível termos dois ou mais sistemas operacionais
necessidade de se estudar o conteúdo pensando
instalados em um dispositivo. No caso dos computado-
res, o usuário pode criar partições (divisões lógicas) no na relevância dele para as bancas organizadoras.
disco de armazenamento e instalar cada sistema (Win-
dows e Linux) em uma delas. O usuário também poderá
Funcionamento do Sistema Operacional
executar no formato de Máquina Virtual (Virtual Machi-
ne), conforme detalhado no tópico Virtualização.
O que os sistemas operacionais têm em comum? Do momento em que ligamos o computador até o
momento em que a interface gráfica está completa-
z Plataforma para execução de programas: eles mente disponível para uso, uma série de ações e con-
oferecem recursos que são compartilhados pelos figurações são realizadas, tanto nos componentes de
programas executados, desenvolvidos para serem hardware como nos aplicativos de software. Acompa-
compatíveis com o sistema operacional; nhe a seguir estas etapas.
z Núcleo monolítico: arquitetura monobloco, onde
um único processo centraliza e executa as princi-
pais funções. No Windows, é o explorer.exe; HARDWARE SOFTWARE
z Interface gráfica: mesmo oferecendo uma inter-
Energia elétrica - botão ON/OFF POST - Power On Self Test
face de linha de comandos, a interface gráfica é
a mais utilizada e questionada em provas, com
Equipamento OK BIOS - Carregado para a
ícones que representam os itens existentes no memória RAM
dispositivo;
z Multiusuário: os sistemas permitem que vários Disco de Inicialização Gerenciador de Boot
usuários utilizem o dispositivo, cada um com sua
respectiva conta e credenciais de acesso; Memória RAM Núcleo do Sistema Speracional
z Multiprocessamento: os sistemas possibilitam a
execução de vários processos simultaneamente, Periféricos de Entrada Drivers
gerenciando os recursos oferecidos pelo processador;
z Preemptivo: o sistema operacional poderá inter- Interface Gráfica
romper processos durante a sua execução; CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
z Multitarefas: os sistemas operacionais possibilitam
Aplicativos
a execução de várias tarefas de forma simultânea
e concorrentes entre si, através do gerenciamento
profundo da memória do dispositivo; Todo dispositivo possui um sistema de inicializa-
z Interface com o hardware: o sistema operacio- ção. Quando colocamos a chave no contato do carro
nal contém arquivos que atuam como tradutores, e damos a primeira mexida, todas as luzes do painel
possibilitando a comunicação do software com o se acendem e somente aquelas que estiverem ativa-
hardware. das permanecem. Quando ligamos o micro-ondas, ele
acende todo o painel e faz um beep. Quando ligamos
NOÇÕES DE SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS:
o nosso smartphone, ele acende a tela e faz um toque.
WINDOWS 10
Estes procedimentos são úteis para identificar que os
O sistema operacional Windows foi desenvolvido recursos do dispositivo estão disponíveis corretamen-
pela Microsoft para computadores pessoais (PC) em te para utilização.
meados dos anos 80, oferecendo uma interface gráfi-
ca baseada em janelas, com suporte para apontadores z POST – Power On Self Teste: autoteste da inicia-
como mouses, touch pad (área de toque nos portáteis), lização. Instruções definidas pelo fabricante para
canetas e mesas digitalizadoras. verificação dos componentes conectados; 313
z BIOS – Basic Input Output System: sistema bási- z Usuário: poderá executar os programas que foram
co de entrada e saída. Informações gravadas em instalados pelo administrador, mas não poderá
um chip CMOS (Complementary Metal Oxidy Semi- desinstalar ou alterar as configurações;
conductor) que podem ser configuradas pelo usuá- z Convidado ou Visitante: poderá acessar apenas os
rio usando o programa SETUP (executado quando itens liberados previamente pelo administrador. Esta
pressionamos DEL ou outra tecla específica no conta geralmente permanece desativada nas confi-
momento que ligamos o computador, na primeira gurações do Windows, por questões de segurança.
tela do autoteste – POST Power On Self Test);
z KERNEL – Núcleo do sistema operacional: O Windo- No Windows, as permissões NTFS podem ser atri-
ws tem o núcleo fechado e inacessível para o usuário. buídas em Propriedades, guia Segurança. Através de
O Linux tem núcleo aberto e código fonte disponível permissões como Controle Total, Modificar, Gravar,
para ser utilizado, copiado, estudado, modificado e entre outras, o usuário poderá definir o que será aces-
redistribuído sem restrição. O kernel do Linux está sado e executado por outros usuários do sistema. As
em constante desenvolvimento por uma comunidade permissões do sistema de arquivos NTFS não são compatí-
de programadores, e para garantir sua integridade e veis diretamente com o sistema operacional Linux, e caso
qualidade, as sugestões de melhorias são analisadas e tenhamos dois sistemas operacionais ou dois dispositivos
aprovadas (ou não) antes de serem disponibilizadas na rede com sistemas diferentes, um servidor Samba será
para download por todos; necessário, para realizar a ‘tradução’ das configurações.
z Gerenciador de BOOT : O Linux tem diferentes O Windows oferece a interface gráfica (a mais usa-
gerenciadores de boot, mas os mais conhecidos são da e questionada) e pode oferecer uma interface de
o LILO e o Grub; linha de comandos para digitação. O Prompt de Coman-
z GUI - Graphics User Interface: Interface gráfica, dos é a representação do sistema operacional MS-DOS
porque o sistema operacional oferece também a (Microsoft Disk Operation System), que era a opção
padrão de interface para o usuário antes do Windows.
interface de comandos (Prompt de Comandos ou
O Windows 10 oferece o Prompt de Comandos ‘bási-
Linha de Comandos).
co’ e tradicional, acionado pela digitação de CMD segui-
do de Enter, na caixa de diálogo Executar (aberta pelo
Quando o sistema Windows não consegue ini- atalho de teclado Windows+R = Run). Além dele, existe
ciar de forma correta, é possível recuperar o acesso o Windows Power Shell, que é a interface de comandos
através de ferramentas de inicialização. Para acesso programável, acessível pelo menu do botão Iniciar.
a estes recursos, pode ser necessária uma conta com Para conhecer as configurações do dispositivo, o
credenciais de administrador. usuário pode acessar as Propriedades do computa-
dor no Explorador de Arquivos, ou o item Sistema em
z Restauração do Sistema: a cada vez que o Win- Configurações (atalho de teclado Windows+I), ou pela
dows foi iniciado com sucesso, um ponto de res- Central de Ações (atalho de teclado Windows+A), ou
tauração foi criado. A cada instalação de software acionar o atalho de teclado Windows+Pause.
ou alterações significativas das configurações, um A interface gráfica do Windows é caracterizada
ponto de restauração é criado. Em caso de insta- pela Área de Trabalho, ou Desktop. A tela inicial do
bilidade, o usuário pode retornar o Windows para Windows exibe ícones de pastas, arquivos, programas,
um ponto de restauração previamente criado. atalhos, Barra de Tarefas (com programas que podem
z Reparação do Sistema: se arquivos do sistema foram ser executados e programas que estão sendo executa-
seriamente modificados ou se tornaram inacessíveis, dos) e outros componentes do Windows.
o Windows não iniciará e não conseguirá recuperar
para um ponto de restauração. O Windows permite a
criação de um disco de recuperação do sistema, que Microsoft Google Mozilla Kaspersky Firefox
Lixeira
restaura o Windows para as configurações originais. Edge Chrome Thunderbird secure Co
z Histórico de Arquivos: a cada alteração, o Windo-
ws armazena cópias dos arquivos originais e grava W X
os novos dados no local. Depois, caso necessário, o Provas Downloads- Caragua. Lista de Extra Dicas
usuário poderá acessar o Histórico de Arquivos e Anteriores Atalhos docx e-mails p... E-book cesp.txt
retornar para uma cópia anterior do mesmo item.
z Versões anteriores (ou Cópias de Sombra): alte- Digite Aqui Para Pesquisar
rações de conteúdos de pastas são monitorados
pelo Windows. O usuário poderá acessar no menu Figura 1. Imagem da área de trabalho do Windows 10.
de contexto, item Propriedades, guia Versões ante-
riores, as cópias anteriores da mesma pasta, res- Navegador padrão Windows 10 Atalhos
Itens Excluídos
taurando e descartando as alterações posteriores.

O Windows possui 3 níveis de acesso, que são as


Microsoft Google Mozilla Kaspersky Firefox
credenciais. Lixeira
Edge Chrome Thunderbird secure Co
Pasta de Arquivos
Arquivos
z Administrador: usuário que poderá instalar pro- W X

gramas e dispositivos, desinstalar ou alterar as Provas Downloads- Caragua. Lista de Extra Dicas
configurações. Os programas podem ser desinsta- Anteriores Atalhos docx e-mails p... E-book cesp.txt
Barra de Tarefas
lados ou reparados pelo administrador;
Digite Aqui Para Pesquisar
„ Administrador local: configurado para o
dispositivo; Cortana Área de Notificação
Visão de tarefas
„ Administrador domínio: quando o dispositivo Botão Iniciar
Central de Ações
está conectado em uma rede (domínio), o admi- Barra de acesso rápido
nistrador de redes também poderá acessar o
314 dispositivo com credenciais globais; Figura 2. Elementos da área de trabalho do Windows 10.
A Área de Trabalho, caracterizada pela imagem do z Bloquear o computador: com o atalho de teclado
papel de parede personalizada pelo usuário, poderá Windows+L (Lock), o usuário pode bloquear o com-
ter uma proteção de tela ativada. Após algum tempo putador. Poderá bloquear pelo menu de controle de
sem utilização dos periféricos de entrada (mouse e sessão, acionado pelo atalho de teclado Ctrl+Alt+Del;
teclado), uma imagem ou tela será exibida no lugar da z Gerenciador de Tarefas: para controlar os aplica-
imagem padrão. tivos, processos e serviços em execução. Atalho de
Na área de trabalho do Windows, o usuário pode- teclado: Ctrl+Shift+Esc;
rá armazenar arquivos e pastas, além de criar atalhos z Minimizar todas as janelas: com o atalho de tecla-
para itens no dispositivo, na rede ou na Internet. do Windows+M (Minimize), o usuário pode minimi-
A tela da área de trabalho poderá ser estendida ou zar todas as janelas abertas, visualizando a área de
duplicada, com os recursos de projeção. Ao acionar o ata- trabalho;
lho de teclado Windows+P (Projector), o usuário poderá: z Criptografia com BitLocker: o Windows oferece o
sistema de proteção BitLocker, que criptografa os
z Tela atual: exibir somente na tela atual. dados de uma unidade de disco, protegendo contra
z Estender: ampliar a área de trabalho, usando dois acessos indevidos. Para uso no computador, uma
ou mais monitores, iniciando em uma tela e ‘conti- chave será gravada em um pendrive, e para aces-
nuando’ na outra tela. sar o Windows, ele deverá estar conectado;
z Duplicar: exibir a mesma imagem nas duas telas. z Windows Hello: sistema de reconhecimento facial
z Somente projetor: desativar a tela atual (no note- ou biometria, para acesso ao computador sem a
book, por exemplo) e exibir somente no projetor necessidade de uso de senha;
ou Datashow. z Windows Defender: aplicação que integra recur-
sos de segurança digital, como o firewall, antivírus
O Windows 10 apresenta algumas novidades em
e antispyware.
relação às versões anteriores. Assistente virtual, navega-
dor de Internet, locais que centralizam informações etc.
Procure conhecer os novos recursos dos softwares
constantes do edital publicado.
z Botão Iniciar: permite acesso aos aplicativos instala-
No Windows, algumas definições sobre o que está sen-
dos no computador, com os itens recentes no início da
do executado podem variar, segundo o tipo de execução.
lista e os demais itens classificados em ordem alfabé-
Confira:
tica. Combina os blocos dinâmicos e estáticos do Win-
dows 8 com a lista de programas do Windows 7;
z Aplicativos: são os programas de primeiro plano,
z Pesquisar: com novo atalho de teclado, permite
que o usuário executou.
localizar a partir da digitação de termos, itens no
z Processos: são os programas de segundo plano,
dispositivo, na rede local e na Internet. Atalho de
carregados na inicialização do sistema operacional,
teclado: Windows+S (Search);
componentes de programas instalados pelo usuário.
z Cortana: assistente virtual. Auxilia em pesquisas de
z Serviços : são componentes do sistema operacio-
informações no dispositivo, na rede local e na Internet.
nal carregados durante a inicialização para auxi-
z Visão de Tarefas: permite alternar entre os pro-
gramas em execução e abre novas áreas de traba- liar na execução de vários programas e processos.
lho. Atalho de teclado: Windows+TAB;
z Microsoft Edge: navegador de Internet padrão do Os aplicativos em execução no Windows poderão
Windows 10. Ele está configurado com o buscador ser acessados de várias formas, alternando a exibição
padrão Microsoft Bing, mas pode ser alterado; de janelas, com o uso de atalhos de teclado. Confira:
z Microsoft Loja: loja de app’s para o usuário bai-
xar novos aplicativos para Windows; z Alt + Tab: alterna entre os aplicativos em execução,
z Windows Mail: aplicativo para correio eletrônico, que exibindo uma lista de miniaturas deles para o usuá-
carrega as mensagens da conta Microsoft e pode se tor- rio escolher. A cada toque em Alt+Tab, a seleção
nar um hub de e-mails com adição de outras contas; passa para o próximo item, retornando ao começo CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
z Barra de Acesso Rápido: ícones fixados de pro- quando passar por todos;
gramas para acessar rapidamente; z Alt + Esc: alterna diretamente para o próximo apli-
z Fixar itens: em cada ícone, ao clicar com o botão cativo em execução, sem exibir nenhuma janela de
direito (secundário) do mouse, será mostrado o seleção;
menu rápido, que permite fixar arquivos abertos z Ctrl + Alt + Tab: alterna entre os aplicativos em
recentemente e fixar o ícone do programa na barra execução como o Alt+Tab, mas a tela permanece em
de acesso rápido; exibição, podendo usar as setas de movimentação
z Central de Ações: centraliza as mensagens de segu- para escolha do programa;
rança e manutenção do Windows, como as atuali- z Windows + Tab: mostra a Visão de Tarefas, para
zações do sistema operacional. Atalho de teclado: escolher programas em execução ou outras áreas
Windows+A (Action). A Central de Ações não precisa de trabalho abertas.
ser carregada pelo usuário, ela é carregada automa-
ticamente quando o Windows é inicializado; Vários recursos presentes no sistema operacional
z Mostrar área de trabalho: visualizar rapidamen- Windows podem auxiliar nas tarefas do dia a dia. Pro-
te a área de trabalho, ocultando as janelas que cure praticar as combinações de atalhos de teclado, por
estejam em primeiro plano. Atalho de teclado: dois motivos: elas agilizam o seu trabalho cotidiano e
Windows+D (Desktop); elas caem em provas de concursos. 315
4 - Maximizar Antes de prosseguir, vamos conhecer estes conceitos.
2 - Barra ou linha de título
3 - Minimizar 5 Fechar
1 - Barra de Menus TERMO SIGNIFICADO OU APLICAÇÃO

Unidade de disco de armazenamento


Disco de permanente, que possui um siste-
armazenamento ma de arquivos e mantém os dados
gravados.

Estruturas lógicas que endereçam as par-


Área de trabalho Sistema de tes físicas do disco de armazenamento.
Arquivos NTFS, FAT32, FAT são alguns exemplos
de sistemas de arquivos do Windows.

Circunferência do disco físico (como


Trilhas um hard disk HD ou unidades removí-
Figura 3. Elementos de uma janela do Windows 10. veis ópticas).

São ‘fatias’ do disco, que dividem as


1 . Barra de menus: são apresentados os menus com Setores
trilhas.
os respectivos serviços que podem ser executados
no aplicativo. Unidades de armazenamento no dis-
Clusters co, identificado pela trilha e setor onde
2 . Barra ou linha de título: mostra o nome do arqui-
se encontra.
vo e o nome do aplicativo que está sendo execu-
tado na janela. Através dessa barra, conseguimos Estrutura lógica do sistema de arqui-
Pastas ou diretórios vos para organização dos dados na
mover a janela quando a mesma não está maximi-
unidade de disco.
zada. Para isso, clique na barra de título, mante-
nha o clique e arraste e solte o mouse. Assim, você Arquivos Dados. Podem ter extensões.
estará movendo a janela para a posição desejada. Pode identificar o tipo de arquivo, asso-
Depois é só soltar o clique. ciando com um software que permita
3. Botão minimizar: reduz uma janela de documento Extensão visualização e/ou edição. As pastas
podem ter extensões como parte do
ou aplicativo para um ícone. Para restaurar a janela
nome.
para seu tamanho e posição anteriores, clique neste
botão ou clique duas vezes na barra de títulos. Arquivos especiais, que apontam para
4. Botão maximizar: aumenta uma janela de docu- outros itens computacionais, como
unidades, pastas, arquivos, dispositi-
mento ou aplicativo para preencher a tela. Para Atalhos
vos, sites na Internet, locais na rede
restaurar a janela para seu tamanho e posição etc. Os ícones possuem uma seta,
anteriores, clique neste botão ou clique duas vezes para diferenciar dos itens originais.
na barra de títulos.
5. Botão fechar: fecha o aplicativo ou o documento. O disco de armazenamento de dados tem o seu
Solicita que você salve quaisquer alterações não tamanho identificado em Bytes. São milhões, bilhões e
salvas antes de fechar. Alguns aplicativos, como até trilhões de bytes de capacidade. Os nomes usados
os navegadores de Internet, trabalham com guias são do Sistema Internacional de Medidas (SI) e estão
ou abas, que possui o seu próprio controle para listados na escala a seguir.
fechar a guia ou aba. Atalho de teclado Alt+F4.
6. Barras de rolagem: as barras sombreadas ao longo do Exabyte
Petabyte (EB)
lado direito (e inferior de uma janela de documento). (PB)
Terabyte
Para deslocar-se para outra parte do documento, arras- Gigabyte (TB)
te a caixa ou clique nas setas da barra de rolagem. Megabyte (GB) trilhão
Kilobyte (MB) bilhão
(KB) mil milhão
Conceito de Pastas, Diretórios, Arquivos e Atalhos Byte
(B)

No Windows 10, os diretórios são chamados de pastas.


Ainda não temos discos com capacidade na ordem
E algumas pastas são especiais, coleções de arquivos, de Petabytes (PB – quatrilhão de bytes) vendidos
chamadas de Bibliotecas. São quatro Bibliotecas: Docu- comercialmente, mas quem sabe um dia? Hoje estas
mentos, Imagens, Músicas e Vídeos. O usuário poderá medidas muito altas são usadas para identificar gran-
criar Bibliotecas, para sua organização pessoal. Elas oti- des volumes de dados na nuvem, em servidores de
mizam a organização dos arquivos e pastas, inserindo redes, em empresas de dados etc.
apenas ligações para os itens em seus locais originais. 1 Byte representa uma letra, ou número, ou símbo-
O sistema de arquivos NTFS (New Technology File lo. Ele é formado por 8 bits, que são sinais elétricos (que
vale zero ou um). Os dispositivos eletrônicos utilizam
System) armazena os dados dos arquivos em localiza-
o sistema binário para representação de informações.
ções dos discos de armazenamento. Os arquivos pos-
A palavra “Nova”, quando armazenada no disposi-
suem nome, e podem ter extensões. tivo, ocupará 4 bytes. São 32 bits de informação grava-
O sistema de arquivos NFTS suporta unidades de da na memória.
armazenamento de até 256 TB (terabytes, trilhões de bytes) A palavra “Concursos”, ocupará 9 bytes, que são 72
316 O FAT32 suporta unidades de até 2 TB. bits de informação.
Os bits e bytes estão presentes em diversos momentos do cotidiano. Um plano de dados de celular oferece um pacote
de 5 GB, ou seja, poderá transferir até 5 bilhões de bytes no período contratado. A conexão Wi-Fi de sua residência está
operando em 150 Mbps, ou 150 megabits por segundo, que são 18,75 MB por segundo, e um arquivo com 75 MB de tama-
nho, levará 4 segundos para ser transferido do seu dispositivo para o roteador wireless.
Quando os computadores pessoais foram apresentados para o público, a árvore foi usada como analogia para
explicar o armazenamento de dados, criando o termo “árvore de diretórios”.

Documentos
Imagens Folhas
Músicas Flores
Vídeos Frutos

Pastas e Subpastas Tronco e Galhos

Diretório Raiz Raiz

Figura 4. Árvore de diretórios

No Windows 10, a organização segue a seguinte definição:

Arquivos de Programas (Program Files), Usuários (Users),


Estruturas do sistema operacional Windows. A primeira pasta da unidade é chamada raiz (da ár-
vore de diretórios), representada pela barra invertida.

Documentos (Meus Documentos), Imagens (Minhas Imagens), Ví-


Estruturas do Usuário
PASTAS deos (Meus Vídeos), Músicas (Minhas Músicas) – BIBLIOTECAS

Desktop, que permite acesso a Lixeira, Barra de Tarefas, pas-


Área de Trabalho
tas, arquivos, programas e atalhos.

Armazena os arquivos de discos rígidos que foram excluídos,


Lixeira do Windows
permitindo a recuperação dos dados.

Extensão LNK, podem ser criados arrastando o item com ALT


ATALHOS Arquivos que indicam outro local
ou CTRL+SHIFT pressionado.

Extensão DLL e outras, usadas para comunicação do software


DRIVERS Arquivos de configuração
com o hardware

O Windows 10 usa o Explorador de Arquivos (que antes era Windows Explorer) para o gerenciamento de pastas
e arquivos. Ele é usado para as operações de manipulação de informações no computador, desde o básico (formatar
discos de armazenamento) até o avançado (organizar coleções de arquivos em Bibliotecas).
O atalho de teclado Windows+E pode ser acionado para executar o Explorador de Arquivos.
Como o Windows 10 está associado a uma conta Microsoft (e-mail Live, ou Hotmail, ou MSN, ou Outlook), o CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
usuário tem disponível um espaço de armazenamento de dados na nuvem Microsoft OneDrive. No Explorador
de Arquivos, no painel do lado direito, o ícone OneDrive sincroniza os itens com a nuvem. Ao inserir arquivos ou
pastas no OneDrive, eles serão enviados para a nuvem e sincronizados com outros dispositivos que estejam conec-
tados na mesma conta de usuário.
Arquivos ocultos, arquivos de sistema, arquivos somente leitura... os atributos dos itens podem ser definidos
pelo item Propriedades no menu de contexto. O Explorador de Arquivos pode exibir itens que tenham o atributo
oculto, desde que ajuste a configuração correspondente.

Extensões de Arquivos

O Windows 10 apresenta ícones que representam arquivos, de acordo com a sua extensão. A extensão carac-
teriza o tipo de informação que o arquivo armazena. Quando um arquivo é salvo, uma extensão é atribuída para
ele, de acordo com o programa que o criou. É possível alterar esta extensão, porém corremos o risco de perder
o acesso ao arquivo, que não será mais reconhecido diretamente pelas configurações definidas em Programas
Padrão do Windows.
Confira na tabela a seguir algumas das extensões e ícones mais comuns em provas de concursos. 317
EXTENSÃO ÍCONE FORMATO

Adobe Acrobat. Pode ser criado e editado pelos aplicativos Office. Formato de docu-
PDF mento portável (Portable Document Format) que poderá ser visualizado em várias
plataformas.

Documento de textos do Microsoft Word. Textos com formatação que podem ser
editados pelo LibreOffice Writer.
DOCX

Pasta de trabalho do Microsoft Excel. Planilhas de cálculos que podem ser editadas
pelo LibreOffice calc.
XLSX

Apresentação de slides do Microsoft PowerPoint, que poderá ser editada pelo Li-
PPTX breOffice Impress.

Texto sem formatação. Formato padrão do acessório Bloco de Notas. Poderá ser
aberto por vários programas do computador.
TXT

Rich Text Format – formato de texto rico. Padrão do acessório WordPad, este docu-
mento de texto possui alguma formatação, como estilos de fontes.
RTF

Formato de vídeo. Quando o Windows efetua a leitura do conteúdo, exibe no ícone a


miniatura do primeiro quadro. No Windows 10, Filmes e TV reproduzem os arquivos
MP4, AVI, MPG de vídeo.

Formato de áudio. O Gravador de Som pode gravar o áudio. O Windows Media Player
e o Groove Music, podem reproduzir o som.
MP3

Formato de imagem. Quando o Windows efetua a leitura do conteúdo, exibe no ícone


BMP, GIF, JPG, a miniatura da imagem. No Windows 10, o acessório Paint visualiza e edita os arqui-
PCX, PNG, TIF vos de imagens.

Formato ZIP, padrão do Windows para arquivos compactados. Não necessita de pro-
gramas adicionais, como o formato RAR que exige o WinRAR.
ZIP

Biblioteca de ligação dinâmica do Windows. Arquivo que contém informações que


podem ser usadas por vários programas, como uma caixa de diálogo.
DLL

Arquivos executáveis, que não necessitam de outros programas para serem


executados.
EXE, COM, BAT

Se o usuário quiser, pode acessar Configurações (atalho de teclado Windows+I) e modificar o programa padrão. Alteran-
do esta configuração, o arquivo será visualizado e editado por outro programa de escolha do usuário.
No Windows 10, Configurações é o Painel de Controle. A troca do nome alterou a organização dos itens de ajustes do
Windows, tornando-se mais simples e intuitivo.
Através deste item o usuário poderá instalar e desinstalar programas e dispositivos, configurar o Windows,
além de outros recursos administrativos.
Por meio do ícone Rede e Internet do Windows 10, acessado pela opção Configurações, localizada na lista exi-
bida a partir do botão Iniciar, é possível configurar VPN, Wi‐Fi, modo avião, entre outros. VPN/ Wi-Fi/ Modo avião/
318 Status da rede/ Ethernet/ Conexão discada/ Hotspot móvel/ Uso de dados/ Proxy.
Modo Avião é uma configuração comum em smar- Ao acionar o atalho de teclado Alt+PrintScreen,
tphones e tablets que permite desativar, de manei- estamos copiando uma ‘foto da janela atual’ para a
ra rápida, a comunicação sem fio do aparelho – que Área de Transferência, desconsiderando outros ele-
inclui Wi‑Fi, Bluetooth, banda larga móvel, GPS, GNSS, mentos da tela do Windows.
NFC e todos os demais tipos de uso da rede sem fio. Ao acionar o atalho de teclado Ctrl+V (Colar), o
Mas, eu não vejo as extensões de meus arquivos. conteúdo que está armazenado na Área de Transfe-
Como resolver? rência será inserido no local atual.
O Explorador de Arquivos possui diferentes modos As ações realizadas no Windows, em sua quase
de exibição. Poderá ser em Lista, ou Detalhes, ou Con- totalidade, podem ser desfeitas ao acionar o atalho de
teúdo, entre outras. O usuário poderá ativar ou desati- teclado Ctrl+Z imediatamente após a sua realização.
var a exibição das extensões dos arquivos, facilitando Por exemplo, ao excluir um item por engano, ao pres-
a manipulação dos itens. sionar DEL ou DELETE, o usuário pode acionar Ctrl+Z
No Explorador de Arquivos do Windows 10, ao (Desfazer) para restaurar ele novamente, sem neces-
exibir os detalhes dos arquivos, é possível visualizar sidade de acessar a Lixeira do Windows.
informações, como, por exemplo, a data de modifica- E outras ações podem ser repetidas, acionando o
ção e o tamanho de cada arquivo. atalho de teclado Ctrl+Y (Refazer), quando possível.
Para obter uma imagem de alguma janela em
Modos de Exibição do Windows 10 exibição, além dos atalhos de teclado PrintScreen e
Alt+PrintScreen, o usuário pode usar o recurso Instan-
tâneo, disponível nos aplicativos do Microsoft Office.
Outra forma de realizar esta atividade, é usar a
Ferramenta de Captura (Captura e Esboço), disponível
no Windows.
Mas se o usuário quer apenas gravar a imagem cap-
turada, poderá fazer com o atalho de teclado Windo-
ws+PrintScreen, que salva a imagem em um arquivo na
pasta “Capturas de Tela”, na Biblioteca de Imagens.

Importante!
Ícones Extra Grandes Ícones Extra Grandes com nome (e extensão)
A área de transferência é um dos principais
Ícones Grandes
Ícones Grandes com nome (e extensão) recursos do Windows, que permite o uso de
Ícones médios com nome (e extensão) comandos, realização de ações e controle das
Ícones Médios
organizados da esquerda para a direita ações que serão desfeitas.
Ícones Pequenos
Ícones pequenos com nome (e extensão)
organizados da esquerda para a direita
Ícones pequenos com nome (e extensão)
Operações de Manipulação de Arquivos e Pastas
Lista
organizados de cima para baixo
Ícones pequenos com nome, data de Ao nomear arquivos e pastas, algumas regras pre-
Detalhes
modificaçã, tipo e tamanho. cisam ser conhecidas para que a operação seja reali-
Ícones médios com nome, tipo e tamanho, zada com sucesso.
Lado a Lado
organizado da esquerda para a direita.
Ícones médios com nome, autores, data de z O Windows não é case sensitive. Ele não faz distin-
Conteúdo
modificação, marcas e tamanho. ção entre letras minúsculas ou letras maiúsculas.
Um arquivo chamado documento.docx será consi-
Área de Transferência derado igual ao nome Documento.DOCX;
z O Windows não permite que dois itens tenham o
Um dos itens mais importantes do Windows não é mesmo nome e a mesma extensão quando estive-
visível como um ícone ou programa. A Área de Trans- rem armazenados no mesmo local;
ferência é um espaço da memória RAM, que armazena z O Windows não aceita determinados caracteres
uma informação de cada vez. A informação armaze- nos nomes e extensões. São caracteres reservados,
CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
nada poderá ser inserida em outro local, e ela acaba para outras operações, que são proibidos na hora
de nomear arquivos e pastas. Os nomes de arqui-
trabalhando em praticamente todas as operações de
vos e pastas podem ser compostos por qualquer
manipulação de pastas e arquivos.
caractere disponível no teclado, exceto os carac-
Ao acionar o atalho de teclado Ctrl+X (Recortar),
teres * (asterisco, usado em buscas), ? (interroga-
estamos movendo o item selecionado para a memória
ção, usado em buscas), / (barra normal, significa
RAM, para a Área de Transferência. opção), | (barra vertical, significa concatenador de
No Windows 10, se quiser visualizar o conteúdo comandos), \ (barra invertida, indica um caminho),
da Área de Transferência, acione o atalho de teclado “ (aspas, abrange textos literais), : (dois pontos, sig-
Windows+V (View). nifica unidade de disco), < (sinal de menor, signi-
Ao acionar o atalho de teclado Ctrl+C (Copiar), fica direcionador de entrada) e > (sinal de maior,
estamos copiando o item para a memória RAM, para significa direcionador de saída);
ser inserido em outro local, mantendo o original e z Existem termos que não podem ser usados, como
criando uma cópia. CON (console, significa teclado), PRN (printer, sig-
Ao acionar o atalho de teclado PrintScreen, esta- nifica impressora) e AUX (indica um auxiliar), por
mos copiando uma ‘foto da tela inteira’ para a Área de referenciar itens de hardware nos comandos digi-
Transferência, para ser inserida em outro local, como tados no Prompt de Comandos. (por exemplo, para
em um documento do Microsoft Word ou edição pelo enviar para a impressora um texto através da linha
acessório Microsoft Paint. de comandos, usamos TYPE TEXTO.TXT > PRN). 319
As ações realizadas pelos usuários em relação à manipulação de arquivos e pastas, pode estar condicionada ao
local onde ela é efetuada, ou ao local de origem e destino da ação. Portanto, é importante verificar no enunciado
da questão, geralmente no texto associado, estes detalhes que determinarão o resultado da operação.
As operações podem ser realizadas com atalhos de teclado, com o mouse, ou com a combinação de ambos. Vale
ressaltar que algumas bancas organizadoras não costumam questionar ações práticas nas provas e, raramente,
utilizam imagens nas questões.

OPERAÇÕES COM TECLADO

Atalhos de Teclado Resultado da Operação

Não é possível recortar e colar na mesma pasta. Será exibida uma men-
Ctrl+X e Ctrl+V na mesma pasta
sagem de erro.

Ctrl+X e Ctrl+V em locais diferentes Recortar (da origem) e colar (no destino). O item será movido

Copiar e colar. O item será duplicado. A cópia receberá um sufixo (Copia)


Ctrl+C e Ctrl+V na mesma pasta
para diferenciar do original.

Copiar (da origem) e colar (no destino). O item será duplicado, mantendo
Ctrl+C e Ctrl+V em locais diferentes
o nome e extensão.

Deletar, apagar, enviar para a Lixeira do Windows, podendo recuperar de-


Tecla Delete em um item do disco rígido pois, se o item estiver em um disco rígido local interno ou externo conec-
tado na CPU.

Tecla Delete em um item do disco Será excluído definitivamente. A Lixeira do Windows não armazena itens
removível de unidades removíveis (pendrive), ópticas ou unidades remotas.

Independentemente do local onde estiver o item, ele será excluído


Shift+Delete
definitivamente

Renomear. Trocar o nome e a extensão do item. Se houver outro item


com o mesmo nome no mesmo local, um sufixo numérico será adicio-
F2
nado para diferenciar os itens. Não é permitido renomear um item que
esteja aberto na memória do computador.

Lixeira

Um dos itens mais questionados em concursos públicos é a Lixeira do Windows. Ela armazena os itens que
foram excluídos de discos rígidos locais, internos ou externos conectados na CPU.
Ao pressionar o atalho de teclado Ctrl+D, ou a tecla DELETE (DEL), o item é removido do local original e arma-
zenado na Lixeira.
Quando o item está na Lixeira, o usuário pode escolher a opção ‘Restaurar’, para retornar ele para o local
original. Se o local original não existe mais, pois suas pastas e subpastas foram removidas, a Lixeira recupera o
caminho e restaura o item.
Os itens armazenados na Lixeira poderão ser excluídos definitivamente, escolhendo a opção “Esvaziar Lixeira” no
menu de contexto ou faixa de opções da Lixeira.
Quando acionamos o atalho de teclado Shift+Delete, o item será excluído definitivamente. Pelo Windows, itens excluí-
dos definitivamente ou apagados após esvaziar a Lixeira, não poderão ser recuperados. É possível recuperar com progra-
mas de terceiros, mas isto não é considerado no concurso, que segue a configuração padrão.
Os itens que estão na Lixeira podem ser arrastados com o mouse para fora dela, restaurando o item para o
local onde o usuário liberar o botão do mouse.
A Lixeira do Windows tem o seu tamanho definido em 10% do disco rígido ou 50 GB. O usuário poderá alterar o
tamanho máximo reservado para a Lixeira, poderá desativar ela excluindo os itens diretamente, e configurar Lixeiras
individuais para cada disco conectado.

OPERAÇÕES COM MOUSE

Ação do usuário Resultado da operação

Clique simples no botão principal. Selecionar o item.

Clique simples no botão secundário. Exibir o menu de contexto do item.

Executar o item, se for executável. Abrir o item, se for edi-


tável, com o programa padrão que está associado. Nos
Duplo clique.
programas do computador, poderá abrir um item através
da opção correspondente.

Renomear o item. Se o nome já existe em outro item, será


Duplo clique pausado.
sugerido numerar o item renomeado com um sufixo.
320
OPERAÇÕES COM MOUSE

Ação do usuário Resultado da operação

Arrastar com botão principal pressionado, e soltar na


O item será movido.
mesma unidade de disco.

Arrastar com botão principal pressionado, e soltar em ou-


O item será copiado.
tra unidade de disco.

Arrastar com botão secundário do mouse pressionado, e Exibe o menu de contexto, podendo “Copiar aqui” (no local
soltar na mesma unidade. onde soltar).

Arrastar com botão secundário do mouse pressionado, e Exibe o menu de contexto, podendo “Copiar aqui” (no local
soltar em outra unidade de disco. onde soltar) ou “Mover aqui”.

Ação do usuário Resultado da operação

Arrastar com o botão principal pressionado um item com O item será copiado, quando a tecla CTRL for liberada, in-
a tecla CTRL pressionada. dependente da origem ou do destino da ação.

Arrastar com o botão principal pressionado um item com O item será movido, quando a tecla SHIFT for liberada, in-
a tecla SHIFT pressionada. dependente da origem ou do destino da ação.

Arrastar com o botão principal pressionado um item com Será criado um atalho para o item, independente da ori-
a tecla ALT pressionada (ou CTRL+SHIFT). gem ou do destino da ação.

Clique em itens com o botão principal, enquanto mantém


Seleção individual de itens.
a tecla CTRL pressionada.

Seleção de vários itens. O primeiro item clicado será o iní-


Clique em itens com o botão principal, enquanto mantém
cio, e o último item será o final, de uma região contínua
a tecla SHIFT pressionada.
de seleção.

As ações envolvendo tela touchscreen foram questionadas quando o Windows 8 estava disponível. No Windo-
ws 10, apesar de ter suporte para telas sensíveis ao toque, não temos questões sobre as ações no sistema opera-
cional com esta interface.

EXERCÍCIO COMENTADO
1. (CESGRANRIO – 2018) Se um usuário tem duas pastas em uma mesma partição de um disco rígido de um compu-
tador rodando o Windows 10 em português, o que acontece se esse usuário, utilizando o botão esquerdo do mouse,
arrasta uma pasta sobre a outra?

a) Aparece uma mensagem perguntando se o usuário quer mover a pasta e todo o seu conteúdo ou somente o conteúdo
da pasta.
b) A pasta arrastada e o seu conteúdo são copiados para a outra pasta.
c) A pasta arrastada e todo o seu conteúdo são movidos para a outra pasta e deixam de existir na localização original.
d) O conteúdo da pasta arrastada é movido para a outra pasta, mas a pasta de origem, agora vazia, continua a existir na
localização original.
e) O usuário recebe uma mensagem de erro advertindo-o de que pastas não podem ser aninhadas.
CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
Ao arrastarmos um item de um local em uma unidade de disco para outro local na mesma unidade de disco, o
item será movido. Ao arrastarmos um item de um local em uma unidade de disco para outra unidade de disco, o
item será copiado. A letra A está errada, pois não aparecerá uma mensagem com confirmações parciais para a
ação. A letra B está errada, pois, estando na mesma unidade de disco, os itens são movidos (seriam copiados se
fossem unidades diferentes). A letra D está errada, pois, ao mover a pasta, ela deixa de existir no local original,
passando a existir apenas no destino da movimentação. A letra E está errada, pois não há o conceito de pastas
aninhadas – uma pasta dentro de outra pasta é uma subpasta. Resposta: Letra C.

NOÇÕES DE SISTEMA OPERACIONAL GNU LINUX – CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA OPERACIONAL GNU LINUX

O sistema operacional Linux é uma opção ao sistema operacional Windows, com outras características próprias.
O sistema operacional Linux é mais utilizado em sistemas de baixo custo, e possui diferentes distribuições para
diferentes modelos de computadores. Por ser um sistema de código aberto, deu origem a outros sistemas como o
iOs (Apple) e o Android (Google).
Por ser um sistema operacional livre e licenciável, possui a licença GNU GPL para distribuição. O projeto GNU
foi lançado no começo dos anos 80 e atualmente é patrocinado pela FSF (Free Software Foundation). Muitos usuá-
rios descobrem que no contexto de softwares livres, ser livre não significa ser gratuito. Ao contrário do termo 321
freeware, que identifica uma categoria de softwares Kernel (núcleo)

gratuitos para utilização, o termo free no Linux está


relacionada às liberdades de uso. Shell (interpretador)
A GPL (GNU Public Licence) baseia-se em 4 liberda-
des ‘essenciais’: Terminal
(linha de comandos)

z A liberdade de executar o programa, para qual-


quer propósito (liberdade nº 0); Interface gráfica
z A liberdade de estudar como o programa funciona
e adaptá-lo às suas necessidades (liberdade nº 1).
O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para
esta liberdade;
z A liberdade de redistribuir cópias de modo que
você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
z A liberdade de aperfeiçoar o programa e liberar os Figura 1. Assim como no Windows, o Linux tem camadas que

seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comu- separam os recursos.

nidade beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao


código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. Distribuições Linux

Disponível em < https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html Distribuição é um conjunto de personalizações


>. Acesso em: 27 nov. 2020. que mantém o mesmo núcleo (kernel) do Linux, mas
apresentável de forma diferenciada.
Características Básicas do Sistema Linux
Puppy, Debian, Fedora, Kubuntu, Ubuntu, RedHat,
O Linux tem as seguintes características básicas: SuSe, Mandrake, Xandros (da Corel) e Kurumim são
alguns exemplos de distribuições.
z Possui um kernel (núcleo) comum em todas as
Ubuntu é a distribuição mais cobrada em con-
distribuições;
cursos públicos, baseada na distribuição Debian. O
z FHS é um acrônimo para Hierarquia do Sistema de
Ubuntu é uma versátil distribuição Linux que pode
Arquivos. Basicamente, ele é um padrão que todas
ser instalada em várias construções computacionais,
as distribuições Linux devem seguir para organi-
zar os seus diretórios; desde que adaptadas (drivers).
z O código fonte está disponível para ser baixado, É importante citar, também, a Open SuSE, uma
estudado, modificado e distribuído gratuitamente; distribuição Linux que mantém as características
z As distribuições oferecem recursos específicos de comandos e diretórios das outras distribuições.
para cada proposta, mantendo o núcleo comum do Em suma, ao estudar o sistema Linux, você aprende-
sistema; rá sobre qualquer distribuição desse sistema, como
z Cada distribuição poderá ter uma ou mais interfa- Debian, Ubuntu ou OpenSuSE.
ces de usuário, e elas podem ser usadas em outras
distribuições; Big Linux Brasil
z Possui modo gráfico e terminal de comandos;
Gnoppix Alemanha
z Existem distribuições gratuitas e pagas;
ImpiLinux África do Sul
z As modificações realizadas pelos usuários serão
submetidas para avaliação da comunidade de Kurumim Brasil
desenvolvedores, que determinarão a importância Mint Irlanda
e relevância delas, antes de tornar as modificações DeMuDi Europa
oficiais para todo o mundo;
Finnix EUA
z Como todo sistema operacional, possui suporte
Insigne GNU Brasil
para protocolos TCP, permitindo o acesso às redes
de computadores com browsers ou navegadores; KeeP OS Brasil
z Geralmente instalado em dispositivos com Windo- Knoppix Alemanha
ws, o Linux oferece gerenciador de boot (bootloa- Linspire EUA
der) para gerenciar a inicialização, exibindo um
MeNTOPPIX Indonésia
menu para o usuário escolher qual sistema opera-
MEPIS EUA
cional será usado na sessão atual;
z LILO e GRUB são os gerenciadores de boot mais Rxart Argentina

comuns nas distribuições Linux; Satux Brasil


z O Linux é um sistema operacional do tipo case Symphony OS
sensitive, ou seja, diferencia letras maiúsculas de
letras minúsculas nos nomes de arquivos, diretó- Figura 2. Distribuição Ubuntu, derivada do Debian, é a mais
322 rios e comandos. questionada.
Diretórios Linux

Os diretórios são pastas onde armazenamos e organizamos arquivos e subpastas (subdiretórios). A represen-
tação dos diretórios segue o princípio lúdico de uma árvore. Árvore de diretórios ou folder tree é a forma como
as pastas dos sistemas Linux estão organizadas. Elas têm uma hierarquia, para facilitar a organização do sistema,
seus arquivos, bibliotecas e inclusive para melhorar a segurança do sistema.
FHS é um acrônimo para Hierarquia do Sistema de Arquivos. Basicamente, ele é um padrão que todas as dis-
tribuições Linux devem seguir para organizar os seus diretórios.
A escolha da árvore para representar a estrutura de diretórios, se mostrou adequada, dada a semelhança
entre seus componentes. Por exemplo, o diretório raiz é o primeiro diretório, assim como a raiz de uma árvore.
Encontramos diretórios principais, como /bin, /etc, /lib e /tmp, que podem ser considerados o ‘caule’ da árvore
de diretórios. Nos diretórios é possível criar subdiretórios, o que representam os galhos de uma árvore. E dentro
dos diretórios, temos arquivos (documentos, comandos, temporários) igual a árvore, como flores, folhas e frutos.
Enquanto o Windows representa com barra invertida um diretório, no Linux é usada a barra normal.
Diretórios, pastas e Bibliotecas são ‘sinônimos’. Diretórios é o nome usado no Windows XP e Linux, proveniente
do ambiente MS-DOS (interface de caracteres). Pastas é o nome usado no Windows. Bibliotecas é a estrutura de
organização criada no Windows Vista, que é utilizada no Windows 7, 8, 8.1 e 10 para organizar as informações
do usuário. Elas são usadas para organizar arquivos e subpastas (subdiretórios), mantendo-os até o momento de
serem apagados.

Importante!
Diretórios e comandos Linux são os itens mais importantes em concursos atualmente. Conceitos e caracte-
rísticas do sistema operacional Linux já foram amplamente questionados nas provas anteriores.

Os diretórios são denominados com algumas letras que indicam o seu conteúdo. Confira na tabela a seguir.

NOME DESCRIÇÃO CONTEÚDO

/bin binary – binário = executável Contém os comandos (arquivos binários executáveis).

Contém os drivers dos dispositivos de hardware, para comunicação do


/dev device – dispositivo = hardware
sistema operacional com o equipamento.

/home home – início Contém os arquivos dos usuários, como as bibliotecas do Windows.

Contém as bibliotecas do sistema Linux, compartilhadas por vários


/lib library – biblioteca
programas.

/usr user – usuário Contém as configurações dos usuários.

Tabela – Diretórios Linux, exemplos básicos

Os comandos são grafados com letras minúsculas, assim como os nomes dos diretórios. Diretórios e comandos
são algumas letras do nome do conteúdo ou ação realizada, que é um termo em inglês.
A seguir, uma tabela mais completa, com quase todos os diretórios de uma distribuição padrão Linux.

DIRETÓRIO DESCRIÇÃO E COMENTÁRIOS


/ raiz do sistema, o diretório que ‘’guarda’’ todos os outros diretórios. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
arquivos/comandos utilizados durante a inicialização do sistema e por usuários (após a inicializa-
/bin
ção). O termo BIN é referência ao tipo de informação, binário.

arquivos utilizados durante a inicialização do sistema. Boot é uma expressão comum a vários
/boot
sistemas para indicar a inicialização.

/dev drivers de controle de dispositivos. DEV vem de device, dispositivo.

/etc arquivos de configurações do computador.

/etc/sysconfig arquivos de configuração do sistema para os dispositivos.

/etc/passwd dados dos usuários, senhas criptografadas... PASSWORD = senha.

sistemas de arquivos montados no sistema (file system table – tabela do sistema de arquivos). O
/etc/fstab
sistema de arquivos do Linux pode ser EXT3, EXT4, entre outros.

/etc/group Grupos.

323
DIRETÓRIO DESCRIÇÃO E COMENTÁRIOS
/etc/include header para programação em C, através do comando include.

/etc/inittab Arquivo (tabela) de configuração do init.

/etc/skel Contém os arquivos e estruturas que serão copiadas para um novo usuário do sistema.

/home pasta pessoal dos usuários comuns. Equivale às bibliotecas do sistema Windows.

/lib bibliotecas compartilhadas. LIB vem de library, biblioteca.

/lib/modules módulos externos do kernel usados para inicializar o sistema...

/misc arquivos variados (misc de miscelânea).

/mnt ponto de montagem de sistemas de arquivos (CD, floppy, partições...) MNT vem de mount, montagem.

/proc sistema de arquivos virtual com dados sobre o sistema. PROC vem de procedure.

/root diretório pessoal do root. Equivalente a pasta raiz da unidade de inicialização C:

/sbin arquivos/comandos especiais (geralmente não são utilizados por usuários comuns).

/tmp arquivos temporários.

Unix System Resources. Contém arquivos de todos os programas para o uso dos usuários de
/usr
sistemas UNIX.

/usr/bin executáveis para todos os usuários.

/usr/sbin executáveis de administração do sistema.

/usr/lib bibliotecas dos executáveis encontrados no /usr/bin.

/usr/local arquivos de programas instalados localmente.

/usr/man manuais.

/usr/info informações.

/usr/X11R6 Arquivos do X Window System e seus aplicativos.

/var Contém arquivos que são modificados enquanto o sistema está rodando (variáveis).

/var/lib Bibliotecas.

Contém os arquivos que armazenam informações, mensagens de erros dos programas, relatórios
/var/log
diversos, entre outros tipos de logs.

Tabela – Diretórios Linux

Existem sites na Internet que oferecem emuladores de Linux, para treinamento. Acesse https://bellard.org/
jslinux/ para conhecer algumas opções.

Comandos Linux

Os comandos são denominados com algumas letras que indicam a tarefa que eles realizam. Confira na tabela
a seguir:

NOME DESCRIÇÃO AÇÃO


cp copy – copiar Copiam os arquivos listados.

ls list – listar Lista os arquivos e diretório do local atual.

mv move – mover Pode mover ou renomear um arquivo ou diretório.

rm remove – remover Apagar arquivos.

vi view – visualizar Permite visualizar e editar um arquivo.


Tabela – comandos Linux, exemplos básicos

A seguir, uma tabela mais completa, com quase todos os comandos questionados pelas bancas organizadoras,
quando temos o item Linux no conteúdo programático.
324
COMANDO DESCRIÇÃO EXEMPLO AÇÃO
cat arq1.txt >> arq2.txt O arq1.txt será concatenado com arq2.txt
Concatenar, juntar ou mostrar. Exibir
Os arq1.txt e arq2.txt serão unidos em arq3.
cat o conteúdo de arquivos ou direcioná- cat arq1.txt arq2.txt >> arq3.txt
txt
-lo para outro.
cat arq1.txt Exibirá arq1.txt

cd Mudar diretório. cd /home Muda para o diretório /home.


Copia o arquivo teste.txt para o diretório /
cp Copiar arquivos e diretórios. cp teste.txt /home
home.

Lê o conteúdo de um ou mais arqui- O comando cut pode ser usado para mostrar
cut vos e tem como saída uma coluna cut arq1.txt apenas seções específicas de um arquivo de
vertical. texto ou da saída de outros comandos.

Comparar e mostrar as diferenças


diff diff arq1.txt arq2.txt Mostra a diferença entre os dois arquivos.
entre arquivos e diretórios.

exit Sair do usuário atual. exit Sair do usuário atual.

Exibe o arq1.txt (comando cat no modo type),


Seleciona uma linha de texto que
grep cat arq1.txt | grep Nishimura com destaque para as linhas que contenham
contenha o texto pesquisado.
Nishimura.

id Informa o usuário atual. id Informa o usuário atual.

Permite listar e configurar as interfa-


Listar todas as interfaces (all)
ifconfig ces de rede (placas de rede) conecta- ifconfig -a
No Windows, o comando é ipconfig.
das no computador.

init 0 Desligar
init Desligar ou reiniciar o computador.
init 6 Reiniciar

ln Criar links de arquivos. ln texto.txt Cria um atalho para o arquivo texto.txt.

Lista os arquivos e diretórios existentes no


ls Listar arquivos e diretórios. ls
diretório atual.

kill Eliminar um processo em execução. kill 998 Eliminar o processo 998.

Cria o diretório novo, dentro do diretório /


mkdir Criar diretório. mkdir /home/novo
home.
mv texto.txt /home Move o arquivo texto.txt para o diretório /
Mover e renomear arquivos e
mv home.
diretórios.
mv texto.txt novo.txt Renomeia o arquivo texto.txt para novo.txt.

passwd Mudar a senha do usuário. passwd Mudar a senha.

Listam os processos em execução,


ps e com o número poderá eliminar ele ps Listar os processos em execução.
com o comando kill.
pwd Exibe o diretório atual. pwd Mostra onde estou.

rm Deletar arquivos. rm teste.txt Apaga o arquivo teste.txt

rmdir Remover diretórios. rmdir novo Remove o diretório novo que está no local atual. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
sort Ordena o conteúdo de um arquivo. sort arq1.txt Ordena o conteúdo do arquivo arq1.txt

Executar comandos como superu-


sudo sudo ps Executa o comando ps como superusuário
suário. Válido por 10 min.

shutdown -r +10 Reinicia em 10 minutos


shutdown Desligar ou reiniciar o computador.
shutdown -h +5 Desliga em 5 minutos
Exibir as últimas linhas de um
tail tail arq1.txt Exibe as 10 últimas linhas de arq1.txt
arquivo.
Cria um arquivo que contém os outros, sem
tar Empacotar arquivos. tar teste1.txt
compactar.
Criar e modificar data do arquivo. Se
Criar o arquivo vazio teste.txt com a data
touch o arquivo não existe, ele é criado va- touch teste.txt
atual.
zio, com a data atual.
Cria um novo usuário ou atualiza as
Criar o usuário fernando, com os arquivos
useradd informações padrão de um usuário useradd fernando
definidos em /etc/skel
no sistema Linux.
325
COMANDO DESCRIÇÃO EXEMPLO AÇÃO
Entra em modo de visualização e edição do
vi Visualizar um arquivo no editor vi teste.txt
arquivo teste.txt
O zypper é o gerenciador de pacotes
por linha de comando do OpenSU-
Instalar o pacote mplayer no OpenSus; Bus-
SE, funcionando como o apt-get do
car e instalar pacotes de software; gerenciar
zypper Debian, ou seja, providenciando fun- zypper install mplayer
atualizações e instalações de patches; geren-
ções, como acesso a repositórios,
ciar repositórios etc.
resolução de dependências entre pa-
cotes, instalação de pacotes etc.

Tabela – comandos Linux

Todos os sistemas operacionais possuem recursos para a realização das mesmas tarefas. Não é correto afirmar
que um sistema é melhor que outro, sendo que eles são equivalentes em funcionalidades.

Prompt de Comandos (Windows) e Console de Comandos (Linux)

A interface que não é gráfica, ou seja, de caracteres, sempre existiu nos computadores. Mas entre o Windows e Linux exis-
tem diferenças, tanto operacionais como de comandos. Confira um comparativo de comandos entre o Linux e o Windows.

LINUX WINDOWS
Ajuda man, help ou info /?
Data e Hora date, cal ou hwclock date e time
Espaço em disco df dir
Processos em execução ps
Finalizar processo kill
Qual o diretório atual? pwd cd
Subir um nível cd .. cd..
Diretório raiz cd / cd \
Voltar ao diretório anterior cd –
Diretório pessoal cd ~
Copiar arquivos cp copy
Mover arquivos mv move
Renomear mv ren
Listar arquivos ls dir
Apagar arquivos rm del
Apagar diretórios rm deltree
Criar diretórios mkdir md
Alterar atributos attrib
Alterar permissões chmod
Alterar proprietário (dono) chown
Alterar grupo chgrp
Comparar arquivos e pastas diff comp
Empacotar arquivos tar
Compactar arquivos gzip compact
Alterar a senha passwd
Concatenar, juntar e mostrar cat
Mostrar, visualizar vi type
Pausa na exibição de páginas more ou less more
Interfaces de rede ifconfig ipconfig
Caminho dos pacotes tracert route
Listar todas as conexões netstat arp -a
326
LINUX WINDOWS
Apagar a tela clear Cls
Concatenar comandos | |
Direcionar a entrada para um comando < <
Direcionar a saída de um comando > >
Localizar ocorrências dentro do arquivo grep
Exibir as últimas linhas do arquivo tail
Diretório raiz / (barra normal) \ (barra invertida)
Opção de um comando - (sinal de menos) / (barra normal)

Tabela – comparação de comandos Linux com comandos Windows

EXERCÍCIO COMENTADO
1. (FCC – 2019) Um Procurador solicitou ajuda ao suporte técnico para resolver um problema de conexão com a Internet em
um computador que usa o sistema operacional Linux. O atendente do suporte solicitou a ele para informar o endereço IP
do computador na rede. Para obter este endereço, em linha de comando, ele utilizou a instrução

a) netsh -a
b) ipconfig
c) getip -a
d) ifconfig
e) ipaddress

O comando, no Linux, para consultar as informações da conexão de rede é o ifconfig. No Windows, é ipconfig.
Resposta: Letra D.

EDIÇÃO DE TEXTOS, PLANILHAS E APRESENTAÇÕES (AMBIENTES MICROSOFT


OFFICE – WORD, EXCEL E POWERPOINT - VERSÃO O365)
Um pacote de aplicativos para escritório é sem dúvida, um dos mais úteis aplicativos que um computador pode
ter instalado. Independente do perfil de utilização do usuário, algum dos aplicativos disponíveis em um pacote
como o Microsoft Office, atendem a diferentes tarefas cotidianas. Das mais simples, até as mais complexas.
A Microsoft chama o pacote Office de ‘suíte de produtividade’, e tem como ‘concorrente’ o LibreOffice.
O Microsoft Office possui alguns aplicativos que trocaram de nomes ao longo do tempo. Atualmente está na
versão Office 365, que disponibiliza recursos via Internet (computação nas nuvens), com armazenamento de
arquivos no Microsoft OneDrive.
Serviços adicionais de comunicação, como o Microsoft Outlook e Microsoft Teams, fazem parte do pacote
Microsoft Office 365.

PROGRAMAS MICROSOFT OFFICE LIBREOFFICE

Editor de Textos Microsoft Word LibreOffice Writer CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA

Planilhas de Cálculos Microsoft Excel LibreOffice Calc


Apresentações de Slides Microsoft PowerPoint LibreOffice Impress

As extensões dos arquivos editáveis produzidos pelos pacotes de produtividade são apresentadas na tabela a seguir.

EXTENSÕES DE MICROSOFT
LIBREOFFICE
ARQUIVOS OFFICE

Editor de Textos DOCX ODT

Planilhas de Cálculos XLSX ODS

Apresentações de Slides PPTX ODP

As extensões do Microsoft Office, para arquivos editáveis, terminam em X, em referência ao conteúdo forma-
tado com XML, que foi introduzido na versão 2007. As extensões do LibreOffice iniciam com OD, em referência ao
Open Document, do Open Office. 327
Microsoft Office Os arquivos produzidos pelo Microsoft Office
podem ser gravados no formato PDF. O Microsoft
Office 2003 Office 2007 Office 365 Word, desde a versão 2013, possui o recurso “Refuse
PDF”, que permite editar um arquivo PDF como se fos-
Até a versão 2003, os arquivos produzidos pelo se um documento do Word.
Microsoft Office eram identificados com extensões de 3 O Microsoft Word pode gravar o documento no for-
letras, como DOC, XLS e PPT. Algumas questões de con- mato ODT, do LibreOffice, assim como é capaz de editar
cursos ainda apresentam estas extensões nas alternati- documentos produzidos no outro pacote de aplicativos.
vas das questões. Durante a edição de um documento, o Microsoft Word:
Na versão 2007, o padrão XML (eXtensible Markup
Language) foi implementado para oferecer portabili- z Faz a gravação automática dos dados editados en-
dade aos documentos produzidos. As extensões dos quanto o arquivo não tem um nome ou local de ar-
arquivos passaram a ser identificadas com 4 letras, mazenamento definidos. Depois, se necessário, o
como DOCX, XLSX e PPTX. usuário poderá “Recuperar documentos não salvos”;
Com o avanço dos recursos de computação na nuvem, z Faz a gravação automática de auto recuperação
o Office foi disponibilizado na versão on-line, que poste- dos arquivos em edição que tenham nome e local
riormente se chamou 365, e é a versão atual do pacote. definidos, permitindo recuperar as alterações que
Com um novo formato de licenciamento, com assinaturas não tenham sido salvas;
mensais e anuais, ao invés da venda de licenças de uso, a z As versões do Office 365 oferecem o recurso de
instalação do Office 365 no computador disponibiliza a “Salvamento automático”, associado à conta Mi-
última versão do pacote para escritórios. crosoft, para armazenamento na nuvem Microsoft
MS-WORD 2010 OneDrive. Como na versão on-line, a cada altera-
ção, o salvamento será realizado.
Estrutura Básica dos Documentos
O formato de documento RTF (Rich Text Format) é
Os documentos produzidos com o editor de textos
padrão do acessório do Windows chamado WordPad,
Microsoft Word possuem a seguinte estrutura básica:
e por ser portável, também poderá ser editado pelo
z Documentos – arquivos DOCX criados pelo Microsoft Microsoft Word.
Word 2007 e superiores. Os documentos são arquivos
editáveis pelo usuário, que podem ser compartilhados Dica
com outros usuários para edição colaborativa;
z Os Modelos (Template), com extensão DOTX, con- Em questões de informática nos concursos as
tém formatações que serão aplicadas aos novos extensões dos arquivos produzidos pelo usuário
documentos criados a partir dele. O modelo é usa- costumam ser questionadas com regularidade.
do para a padronização de documentos;
z O modelo padrão do Word é NORMAL.DOTM Ao iniciar a edição de um documento, o modo
(Document Template Macros – modelo de docu- de exibição selecionado na guia Exibir é “Layout de
mento com macros). As macros são códigos desen- Impressão”. O documento será mostrado na tela da
volvidos em Visual Basic for Applications (VBA) mesma forma que será impresso no papel.
para a automatização de tarefas; O Modo de Leitura permite visualizar o documen-
z Páginas – unidades de organização do texto, segun- to sem outras distrações como a Faixa de Opções com
do a orientação, o tamanho do papel e margens. As os ícones. Neste modo, parecido com Tela Inteira, a
principais definições estão na guia Layout, mas tam- barra de título continua sendo exibida.
bém encontrará algumas definições na guia Design; O modo de exibição “Layout da Web” é usado para
z Seção – divisão de formatação do documento, visualizar o documento como ele seria exibido se esti-
onde cada parte tem a sua configuração. Sempre vesse publicado na Internet como página web.
que forem usadas configurações diferentes, como Em “Estrutura de Tópicos” apenas os estilos de
margens, colunas, tamanho da página, orientação, Títulos serão mostrados, auxiliando na organização
cabeçalhos, numeração de páginas, entre outras, as
dos blocos de conteúdo.
seções serão usadas;
O modo “Rascunho”, que antes era modo “Nor-
z Parágrafos – formado por palavras e marcas de
mal”, exibe o conteúdo de texto do documento sem os
formatação. Finalizado com Enter, contém for-
elementos gráficos (imagens, cabeçalho, rodapé) exis-
matação independente do parágrafo anterior e do
parágrafo seguinte; tentes nele.
z Linhas – sequência de palavras que pode ser um Os modos de exibição estão na guia “Exibir”, que
parágrafo, ocupando uma linha de texto. Se for faz parte da Faixa de Opções. Ela é o principal elemen-
finalizado com Quebra de Linha, a configuração to da interface do Microsoft Office.
atual permanece na próxima linha;
Acesso Rápido Guia Atual Item com Listagem Guias ou Abas
z Palavras – formado por letras, números, símbolos,
caracteres de formatação etc.
Os arquivos produzidos nas versões anteriores do
Word são abertos e editados nas versões atuais. Arqui-
vos de formato DOC são abertos em Modo de Compa-
tibilidade, com alguns recursos suspensos. Para usar
todos os recursos da versão atual, deverá “Salvar
como” (tecla de atalho F12) no formato DOCX.
Os arquivos produzidos no formato DOCX poderão
ser editados pelas versões antigas do Office, desde que Caixa de Diálogo do Grupo Grupo Ícone com Opções
instale um pacote de compatibilidade, disponível para
328 download no site da Microsoft. Figura 1. Faixa de opções do Microsoft Word
Para mostrar ou ocultar a Faixa de Opções, o atalho de teclado Ctrl+F1 poderá ser acionado. Na versão 2007 ela era
fixa e não podia ser ocultada. Atualmente ela pode ser recolhida ou exibida, de acordo com a preferência do usuário.
A Faixa de Opções contém guias, que organizam os ícones em grupos.

GUIA GRUPO ITEM ÍCONE

Recortar

Copiar
Área de Transferência
Colar

Página Inicial Pincel de Formatação

Nome da fonte Calibri (Corp)

Tamanho da fonte
Fonte
Aumentar fonte

Diminuir fonte

Folha de Rosto

Páginas Página em Branco

Quebra de Página

Tabelas Tabela
Inserir

Imagem

Ilustrações Imagens Online

Formas

As guias possuem uma organização lógica, sequencial, das tarefas que serão realizadas no documento, desde
o início até a visualização do resultado final.

BOTÃO/GUIA DICA
Arquivo Comandos para o documento atual. Salvar, salvar como, imprimir, Salvar e enviar
Tarefas iniciais. O início do documento, acesso à Área de Transferência, formatação de fontes,
Página Inicial CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
parágrafos. Formatação do conteúdo da página
Tarefas secundárias. Adicionar um objeto que ainda não existe no documento. Tabela, Ilustra-
Inserir
ções, Instantâneos
Layout da Página Configuração da página. Formatação global do documento, formatação da página
Design Reúne formatação da página e plano de fundo
Referências Índices e acessórios. Notas de rodapé, notas de fim, índices, sumários etc
Correspondências Mala direta. Cartas, envelopes, etiquetas, e-mails e diretório de contatos
Correção do documento. Ele está ficando pronto... Ortografia e gramática, idioma, controle de
Revisão
alterações, comentários, comparar, proteger etc
Exibir Visualização. Podemos ver o resultado de nosso trabalho. Será que ficou bom?

329
EDIÇÃO E FORMATAÇÃO DE TEXTOS
EXERCÍCIOS COMENTADOS
A edição e formatação de textos consiste em apli-
1. (VUNESP – 2020) O arquivo modelo que sempre abre car estilos, efeitos e temas, tanto nas fontes, como nos
quando é iniciado o programa MS Word 2010, em sua parágrafos e nas páginas.
configuração padrão, e que inclui os estilos padrão e Os estilos fornecem configurações padronizadas
as personalizações que determinam a aparência bási- para serem aplicadas aos parágrafos. Estas formata-
ca de um documento, é o ções envolvem as definições de fontes e parágrafos,
sendo úteis para a criação dos índices ao final da edi-
a) Abertura.dotm ção do documento. Os índices são gerenciados através
b) Begin.docx das opções da guia Referências.
No Microsoft Word estão disponíveis na guia Pági-
c) Início.dotx
na Inicial, e no LibreOffice Writer estão disponíveis no
d) Padrão.docx
menu Estilos.
e) Normal.dotm
Com a ferramenta Pincel de Formatação, o usuá-
rio poderá copiar a formatação de um local e aplicar
As configurações de fontes e parágrafos, assim em outro local no mesmo documento, ou em outro
como os estilos utilizados, estão no arquivo Normal. arquivo aberto. Para usar a ferramenta, selecione o
dotm. Resposta: Letra E. ‘modelo de formatação no texto’, clique no ícone da
guia Página Inicial e clique no local onde deseja apli-
car a formatação.
O conteúdo não será copiado, somente a formatação.
Se efetuar duplo clique no ícone, poderá aplicar a
formatação em vários locais até pressionar a tecla Esc
ou iniciar uma digitação.

Seleção

Através do teclado e do mouse, como no sistema


operacional, podemos selecionar palavras, linhas,
parágrafos e até o documento inteiro.
Assim como no Windows, as operações com mouse
2. (VUNESP – 2020) No Microsoft Word 2010, em sua
e teclado também são questionadas nos programas do
configuração padrão, tem-se o ícone Recortar, do gru- Microsoft Office. Entretanto, por terem conteúdos dis-
po Área de Transferência e guia Página Inicial, desta- tintos (textos, planilhas e apresentações de slides), a
cado na imagem a seguir. seleção poderá ser diferente para algumas ações.

MOUSE TECLADO AÇÃO SELEÇÃO


Selecionar Seleciona o
- Ctrl+T
tudo documento
Botão 1 clique na Posiciona o
-
principal palavra cursor
Botão 2 cliques na Seleciona a
-
principal palavra palavra
Assinale a alternativa que apresenta a combinação de Botão 3 cliques na Seleciona o
-
teclas com o mesmo efeito desse ícone. principal palavra parágrafo
Botão 1 clique na Selecionar a
-
a) CTRL+V principal margem linha
b) CTRL+C Botão 2 cliques na Seleciona o
-
c) CTRL+X principal margem parágrafo
d) CTRL+A Botão 3 cliques na Seleciona o
-
e) CTRL+R principal margem documento
Seleciona
Ctrl+X é para Recortar. O conteúdo selecionado Selecionar
- Shift+Home até o início
até o início
será removido do local atual e enviado para a Área da linha
de Transferência, podendo ser colado (Ctrl+V) em Seleciona
Selecionar
outro local. - Shift+End até o final
até o final
Ctrl+C é para Copiar, Ctrl+A para Abrir e Ctrl+R da linha
para Refazer. O Pincel de Formatação é um recurso Seleciona
que permite copiar a formatação de um local (Ctr- Ctrl+Shif- Selecionar até o
-
l+Shift+c) e colar a formatação em outro local (Ctr- t+Home até o início início do
330 l+Shift+V). Resposta: Letra C. documento
MOUSE TECLADO AÇÃO SELEÇÃO 2. (VUNESP – 2018) Em um documento editado no
MS-Word 2010 (em sua configuração padrão e em por-
Seleciona tuguês), a palavra “Casa” de um parágrafo está com os
Ctrl+Shif- Selecionar até o formatos de fonte Arial, Negrito e Sublinhado, apenas,
-
t+End até o final final do e a palavra “Mesa”, de outro parágrafo, está com os
documento formatos de fonte Calibri e Itálico, apenas. O usuário
Botão Seleção Palavra por selecionou a palavra “Casa” e, a seguir, clicou no botão
Ctrl Pincel. Após isso, clicou na palavra “Mesa”.
principal individual palavra
Seleção de É correto afirmar que, após todas essas ações, a pala-
Botão Seleção um ponto vra “Mesa” estará apenas com os formatos de fonte
Shift
principal bloco até outro
local a) Arial e Itálico.
Botão b) Calibri, Negrito e Sublinhado.
Seleção Seleção c) Calibri, Itálico e Negrito.
principal Ctrl+Alt
bloco vertical d) Arial, Negrito e Sublinhado.
pressionado
e) Calibri e Sublinhado.
Seleção
Botão vertical, O Pincel (de formatação) é para copiar a formata-
Seleção
principal Alt iniciando ção de um local e aplicar em outro local do mesmo
bloco
pressionado no local do documento ou de um arquivo aberto no Microsoft
cursor Word. A palavra “Casa” de um parágrafo está com
os formatos de fonte Arial, Negrito e Sublinhado, e
copiando a formatação para a palavra “Mesa”, ela
Dica ficará igual. Resposta: Letra D.
Teclas de atalhos e seleção com mouse são
CABEÇALHOS
importantes, tanto nos concursos como no dia
a dia. Experimente praticar no computador. No Localizado na margem superior da página, poderá
Microsoft Word, se você digitar =rand(10,30) no ser configurado em Inserir, grupo Cabeçalho e Roda-
início de um documento em branco, ele criará um pé1. Poderá ser igual em toda a extensão do documen-
texto ‘aleatório’ com 10 parágrafos de 30 frases to, diferente nas páginas pares e ímpares (para frente
em cada um. Agora você pode praticar à vontade. e verso), semelhante ao da seção anterior, diferente
para cada seção do documento, ser ocultado na pri-
meira página etc., como podemos observar, são várias
as opções de personalização.
Os cabeçalhos aceitam elementos gráficos, como
EXERCÍCIOS COMENTADOS tabelas e ilustrações.
A formatação de cabeçalho e rodapé, é diferente
1. (VUNESP – 2020) Tem-se a imagem parcial da guia entre os programas do Microsoft Office. No Microsoft
Página Inicial do Microsoft Word 2010, em sua confi- Word o cabeçalho tem 1 coluna. No Excel, são 3 colu-
guração original. nas. No Microsoft PowerPoint... depende. Poderá ter 2
Em um documento em branco, ao iniciar a digitação, o ou 3 colunas.
texto estará alinhado _______ e formatado ______. A numeração de páginas poderá ser inserida no
cabeçalho e/ou rodapé.
Calibri (Corp 11

Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti- CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA


vamente, as lacunas do texto. Digite aqui.

a) à esquerda ... tachado


b) centralizado ... negrito e itálico Digite aqui. Digite aqui. Digite aqui.
c) justificado ... sublinhado
d) justificado ... negrito e itálico
e) à esquerda ... sublinhado

Em um documento em branco, ao iniciar a digita- EXERCÍCIOS COMENTADOS


ção, o texto estará alinhado justificado (1) e forma-
tado negrito e itálico (2). Resposta: Letra D. 1. (VUNESP – 2015) No MS-Word 2010, a partir da sua
configuração padrão, a figura ilustra um grupo cha-
mado “Cabeçalho e Rodapé”. Assinale a alternativa
correta que contém o nome da guia que contém esse
grupo.
1  O grupo Cabeçalho e Rodapé permite a inserção de um Cabeçalho (na margem superior), Rodapé (na margem inferior) e Número de Página
(no local do cursor, na margem superior, na margem inferior, na margem direita/esquerda) 331
a) Página Inicial.
b) Inserir.
c) Layout da Página.
d) Revisão.
e) Exibição.

O grupo Cabeçalho e Rodapé, para inserção de cabeçalhos, rodapés e números de páginas, está na guia Inserir.
Resposta: Letra B.

2. (VUNESP – 2018) No Microsoft Word 2010, em sua configuração original, um usuário criou um documento com 18
páginas. Posicionado na página 8, ele percebeu que precisava incluir um cabeçalho e o fez, clicando em Cabeçalho, no
grupo Cabeçalho e Rodapé, guia Inserir. Assinale a alternativa que indica quais páginas ficaram com o cabeçalho.

a) 1, apenas.
b) 8, apenas.
c) De 1 a 8, apenas.
d) De 8 a 18, apenas.
e) Todas as páginas.

Quando o documento está em edição, ele possui uma Seção. A seção é uma divisão de formatação. Ao inserir algo
no cabeçalho da página 8, o usuário está inserindo um conteúdo válido para todas as páginas da mesma seção.
Como a questão não informou sobre a existência de outras seções no documento, a inserção será válida para
todas as páginas. Resposta: Letra E.

PARÁGRAFOS

Edição e Formatação de Parágrafos

Os parágrafos são estruturas do texto que são finalizadas com Enter.


Um parágrafo poderá ter diferentes formatações. Confira:

z Marcadores – símbolos no início dos parágrafos;


z Numeração – números, ou algarismos romanos, ou letras, no início dos parágrafos;
� Aumentar recuo – aumentar a distância do texto em relação à margem;
� Diminuir recuo – diminuir a distância do texto em relação à margem;
� Alinhamento – posicionamento em relação às margens esquerda e direita. São 4 alinhamentos disponíveis:
Esquerda, Centralizado, Direita e Justificado;
� Espaçamento entre linhas – distância entre as linhas dentro do parágrafo;
z Espaçamento antes – distância do parágrafo em relação ao anterior;
z Espaçamento depois – distância do parágrafo em relação ao seguinte;
z Sombreamento – preenchimento atrás do parágrafo;
z Bordas – linhas ao redor do parágrafo.

Recuo especial de primeira linha


- apenas a primeira linha será
deslocada em
relação à margem esquerda

Margem esquerda Margem direita


2 2 4 6 8 10 10 14 16

Recuo deslocamento - as
Recuo esquerda - todas as linhas serão deslocadas em
linhas serão deslocadas relação à margem esquerda, Recuo direito - todas as
em relação à margem exceto a primeira linha linhas serão deslocadas em
esquerda relação à margem direita

332 Figura 2. Recuos de parágrafos (nos símbolos da régua)


Nos editores de textos, recursos que conhecemos no dia a dia possuem nomes específicos. Confira alguns
exemplos:

z Recuo – distância do texto em relação à margem;


z Realce – marca-texto, preenchimento do fundo das palavras;
z Sombreamento – preenchimento do fundo dos parágrafos;
z Folha de Rosto – primeira página do documento, capa;
z SmartArt – diagramas, representação visual de dados textuais;
z Orientação – posição da página, que poderá ser Retrato ou Paisagem;
z Quebras – são divisões, de linha, parágrafo, colunas ou páginas;
z Sumário – índice principal do documento.

Dica
Fontes e Parágrafos são os itens mais questionados do edital de Microsoft Word.

Muitos recursos de formatação não são impressos no papel, mas estão no documento. Para visualizar os carac-
teres não imprimíveis e controlar melhor o documento, você pode acionar o atalho de teclado Ctrl+* (Mostrar
tudo).

CARACTERES NÃO IMPRIMÍVEIS NO EDITOR MICROSOFT WORD


Tecla(s) Ícone Ação Visualização

Enter - Quebra de Parágrafo – muda de parágrafo e pode mudar a formatação

Shift+Enter - Quebra de Linha – muda de linha e mantém a formatação atual

Quebra de página – muda de página, no local atual do cursor. Dispo-


Ctrl+Enter ou ...Quebra de
nível na guia Inserir, grupo Páginas, ícone Quebra de Página, e na guia
Ctrl+Return páginas...
Layout, grupo Configurar Página, ícone Quebras

Quebra de coluna – indica que o texto continua na próxima coluna. ... Quebra de
Ctrl+Shift+ Enter
Disponível na guia Layout, grupo Configurar Página, ícone Quebras coluna..

Ctrl+Alt+ Enter - Separador de Estilo – usado para modificar o estilo no documento

Insere uma marca de tabulação (1,25cm). Se estiver no início de um


TAB
texto, aumenta o recuo

- - Fim de célula, linha ou tabela

ESPAÇO Espaço em branco


Ctrl+Shift+
Espaço em branco não separável
Espaço

- - Texto oculto (definido na caixa Fonte, Ctrl+D) abc CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA


- - Hifens opcionais

- - Âncoras de objetos

- - Selecionar toda a tabela

- - Campos atualizáveis pelo Word

EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (VUNESP – 2020) A imagem a seguir mostra um parágrafo de um documento sendo editado por meio do MS-Word
2010, em sua configuração padrão. 333
Um parágrafo muito grande costuma
utilizar várias linhas. E a formatação do
parágrafo fica bem visível.

O alinhamento aplicado ao parágrafo exibido na imagem é:

a) Alinhado à direita.
b) Alinhado à esquerda.
c) Normal.
d) Justificado.
e) Centralizado.

O Microsoft Word é um editor de textos, integrante do pacote Microsoft Office, para edição e formatação de
documentos. Os textos digitados no documento, quando finalizados com a tecla Enter, constituem parágrafos,
que poderão ter as seguintes formatações: marcadores, numeração, recuos, espaçamento, alinhamento e classi-
ficação, entre outras opções.
Alinhamento é a posição do texto do parágrafo em relação às margens da página.
Alinhamento à esquerda - atalho Ctrl+Q - texto alinhado apenas na margem esquerda
Centralizado - atalho Ctrl+E - texto alinhado entre as margens esquerda e direita
Alinhamento à direita - atalho Ctrl+G - texto alinhado apenas na margem direita
Justificado - atalho Ctrl+J - texto alinhado nas margens esquerda e direita simultaneamente
O texto exibido na imagem da questão está alinhado entre as margens. Ele está Centralizado. Resposta: Letra E.

2. (VUNESP – 2020) O alinhamento do parágrafo do documento é:

Instituto de Previdência dos Servidores


Públicos de Avaré

a) Centralizado.
b) Justificado.
c) Normal.
d) Alinhado à esquerda.
e) Alinhado à direita.

Quando o texto está entre as margens da página, com o mesmo espaço em ambos os lados, ele está centralizado.
O alinhamento poderá ser obtido com o acionamento do atalho de teclado Ctrl+E. Resposta: Letra A.

Esquerda Direita
Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de

Avaré

FONTES

Edição e Formatação de Fontes

As fontes são arquivos True Type Font (.TTF) gravadas na pasta Fontes do Windows, e aparecem para todos os
programas do computador.
As formatações de fontes estão disponíveis no grupo Fonte, da guia Página Inicial.

Calibri 11
N I S abc x2 x2

334
Nomes de fontes como Calibri (fonte padrão do Word), Arial, Times New Roman, Courier New, Verdana, são os
mais comuns. Atalho de teclado para formatar a fonte: Ctrl+Shift+F.
A caixa de diálogo Formatar Fonte poderá ser acionada com o atalho Ctrl+D.
Ao lado, um número indica o tamanho da fonte: 8, 9, 10, 11, 12, 14 e assim sucessivamente. Se quiser, digite o
valor específico para o tamanho da letra.
Atalhos de teclado: Pressione Ctrl+Shift+P para mudar o tamanho da fonte pelo atalho. E diretamente pelo
teclado com Ctrl+Shift+< para diminuir fonte e Ctrl+Shift+> para aumentar o tamanho da fonte.
Estilos são formatos que modificam a aparência do texto, como negrito (atalho Ctrl+N), itálico (atalho Ctrl+I)
e sublinhado (atalho Ctrl+S). Já os efeitos modificam a fonte em si, como texto tachado (riscado simples sobre as
palavras), subscrito (como na fórmula H2O – atalho Ctrl + igual), e sobrescrito (como em km2 – atalho Ctrl+Shift+mais)
A diferença entre estilos e efeitos é que, os estilos podem ser combinados, como negrito-itálico, itálico-sublinha-
do, negrito-sublinhado, negrito-itálico-sublinhado, enquanto os efeitos são concorrentes entre si.
Concorrentes entre si, significa que você escolhe o efeito tachado ou tachado duplo, nunca os dois simultanea-
mente. O mesmo para o efeito TODAS MAIÚSCULAS e Versalete. Sobrescrito e subscrito, Sombra é um efeito indepen-
dente, que pode ser combinado com outros. Já as opções de efeitos Contorno, Relevo e Baixo Relevo não, devem
ser individuais.
Finalizando... Temos o sublinhado. Ele é um estilo simples, mas comporta-se como efeito dentro de si mesmo.
Temos então Sublinhado simples, Sublinhado duplo, Tracejado, Pontilhado, Somente palavras (sem considerar os
espaços entre as palavras), etc. São os estilos de sublinhados, que se comportam como efeitos.

Dica
As questões sobre Fontes são práticas. Portanto, se puder praticar no seu computador, será melhor para a
memorização do tema. As questões são independentes da versão, portanto poderá usar o Word 2007 ou
Word 2016, para testar as questões de Word 2010.

EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (VUNESP – 2020) Um usuário do MS-Word 2010, em sua configuração padrão, precisa aplicar o recurso de formata-
ção de Fonte sobrescrito numa palavra previamente selecionada.
O ícone usado para aplicar o recurso descrito no enunciado é:

a) A▾

b) A

c) Aa

d) X2
2
e) X
O ícone A é para Diminuir Fonte (o tamanho). A letra B é para Aumentar Fonte. A letra C é para alternar entre
Maiúsculas e minúsculas. A letra D é para Subscrito. A letra E é para Sobrescrito, e o atalho é Ctrl+Shift+igual.
Resposta: Letra E.

2. (VUNESP – 2020) Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma palavra do documento com a formatação CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
de Fonte nela aplicada.

Instituto de Previdência dos Servidores


Públicos de Avaré

a) Servidores – sobrescrito.
b) Previdência – itálico.
c) Públicos – negrito.
d) Avaré – taxado.
e) Instituto – subscrito.

A palavra Instituto está em Negrito (Ctrl+N). A palavra de está sublinhada (Ctrl+S). A palavra Previdência está
com negrito e sublinhado. A palavra dos está abaixo da linha de texto, está Subscrito (Ctrl+igual). 335
A palavra Servidores está acima da linha de texto, está Sobrescrito (Ctrl+Shift+mais). A palavra Públicos está itálico
(Ctrl+I) e sublinhado. A palavra de (entre Públicos e Avaré), está com tachado. A palavra Avaré está sublinhada.
Resposta: Letra A.

COLUNAS

O documento inicia com uma única coluna. Em Layout da Página podemos escolher outra configuração, além
de definir opções de personalização.
As colunas poderão ser definidas para a seção atual (divisão de formatação dentro do documento) ou para o
documento inteiro. Assim como os cadernos de provas de concursos, que possuem duas colunas, é possível inserir
uma ‘Linha entre colunas’, separando-as ao longo da página.

Colunas

Uma

Duas

Três

Esquerda

Direita

EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (VUNESP – 2019) Um funcionário público que está elaborando um relatório no programa MS-Word 2010, em sua con-
figuração padrão, deseja que um dos parágrafos do texto editado seja apresentado em duas colunas. Para tanto, esse
funcionário deverá selecionar o parágrafo de interesse e escolher a correta opção do menu Colunas, que pertence à guia

a) Inserir Colunas.
b) Design de Página.
c) Exibir Colunas.
d) Layout de Página.
e) Revisão de Página.

Em um documento do Word, a configuração de Colunas = 1 é padrão. Ou seja, ele inicia com 1 coluna em modo
normal, e poderá ser alterada esta configuração.
As colunas do documento poderão ser configuradas na guia Layout da Página, grupo Configurar Página, ícone
Colunas. Resposta: Letra D.

2. (VUNESP – 2018) Deseja-se, no MS-Word 2016 (em português e em sua configuração padrão), configurar a página
de um documento em colunas. Na janela Colunas, acessível por meio da guia Layout da Página, algumas das opções
predefinidas de colunas são:

a) De textos, De imagens e De figuras.


b) Principal, Secundária e Oculta.
c) Larga, Normal e Estreita.
d) Uma, Duas e Três.
e) Simples, Dupla e Quádrupla.

Na guia Layout da Página, grupo Configurar Página, ícone Colunas, o usuário poderá formatar as colunas para
336 Uma, Duas, Três, Esquerda e Direita. Resposta: Letra D.
MARCADORES SIMBÓLICOS E NUMÉRICOS 2. (VUNESP – 2020) Três parágrafos foram digitados em
um documento no MS-Word 2010, em sua configura-
São várias as possibilidades de marcadores que ção padrão. Após digitar os parágrafos, como se vê
podem ser utilizadas. Veremos a seguir algumas opções: na imagem ANTES, aplicou-se em cada parágrafo um
recurso de formatação, deixando o documento como
• Usados por parágrafos, apresentam símbolos no visto na imagem DEPOIS.
início de cada, do lado esquerdo;
o Podem ser círculos preenchidos (linha acima), ou ANTES
círculos vazios, como esta;
 Outra forma de apresentação são quadrados, ou Tinha uma pedra no meio do caminho.
então...; No meio do caminho tinha uma pedra.
• O desenho do Office...; Logo a pedra sumiu.
 Um símbolo neutro...; DEPOIS
 Setas...;
 Check... ou qualquer símbolo que o usuário deseja 1. Tinha pedra no meio do caminho.
personalizar. • No meio do caminho tinha um pedra.
 Logo a pedra sumiu
Ao pressionar duas vezes Enter, sairá da formata-
ção dos marcadores simbólicos, retornando ao Normal. Assinale a alternativa que apresenta, correta e respec-
Os marcadores numéricos são semelhantes aos mar- tivamente, o recurso aplicado em cada parágrafo.
cadores simbólicos, mas com números, letras ou algaris-
mos romanos. Podem ser combinados com os Recuos de a) Numeração; Marcadores; Numeração.
parágrafos, surgindo o formato Múltiplos Níveis. b) Numeração; Numeração; Marcadores.
c) Numeração; Marcadores; Marcadores.
NÚMEROS LETRAS d) Marcadores; Numeração; Numeração.
1. Exemplo. a. Exemplo. e) Marcadores; Marcadores; Numeração.
2. Exemplo. b. Exemplo.
3. Exemplo. c. Exemplo. Numeração (números, letras ou algarismos roma-
4. Exemplo. d. Exemplo. nos) e marcadores (símbolos). Resposta: Letra C.
ROMANOS MÚLTIPLOS NÍVEIS
DEPOIS
1) Exemplo.
i. Exemplo. Numeração 1. Tinha pedra no meio do caminho.
a) Exemplo.
ii. Exemplo. Marcadores • No meio do caminho tinha um pedra.
2) Exemplo. Marcadores  Logo a pedra sumiu
iii. Exemplo.
a) Exemplo.
iv. Exemplo.
i) Exemplo.
TABELAS
Para trabalhar com a formatação de marcadores
Múltiplos níveis, o digitador poderá usar a tecla TAB para As tabelas são estruturas de organização muito
aumentar o recuo, passando os itens do primeiro nível utilizadas para um layout adequado do texto, seme-
para o segundo nível. E também pelo ícone Aumentar lhante a colunas, com a vantagem que estas não criam
recuo, presente na guia Página Inicial, grupo Parágrafo. seções exclusivas de formatação.
Usando a régua, aumentando o recuo também. As tabelas seguem as mesmas definições de uma
planilha de Excel, ou seja, tem linhas, colunas, é for-
Dica mada por células, e estas poderão conter também fór-
Ao teclar Enter em uma linha com marcador mulas simples.
ou numeração, mas sem conteúdo, você sai do Ao inserir uma tabela, seja ela vazia, a partir de um
recurso, voltando à configuração normal do pará- desenho livre, ou convertendo a partir de um texto, uma
grafo. Se forem listas numeradas, itens excluídos planilha de Excel, ou um dos modelos disponíveis, será
dela provocam a renumeração dos demais itens. apresentada a barra de ferramentas adicional na Faixa
CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
de Opções.
Um texto poderá ser convertido em Tabela, e vol-
tar a ser um texto, se possuir os seguintes marcado-
EXERCÍCIOS COMENTADOS res de formatação: ponto e vírgula, tabulação, enter
(parágrafo) ou outro específico.
1. (VUNESP – 2019) No MS-Word 2010, em sua configu- Algumas operações são exclusivas das Tabelas,
ração padrão, os recursos Marcadores, Numeração e como Mesclar Células (para unir células adjacentes em
Lista de Vários Níveis são formatações do grupo uma única), Dividir células (para dividir uma ou mais
células em várias outras), alinhamento do texto com-
a) Estilo.
binando elementos horizontais tradicionais (esquerda,
b) Tema.
centro e direita) com verticais (topo, meio e base).
c) Página.
d) Parágrafo. O editor de textos Microsoft Word oferece ferra-
e) Fonte. mentas para manipulação dos textos organizados em
tabelas.
São formatações de Parágrafo, aplicados ao conteúdo O usuário poderá organizar as células nas linhas e
do documento. Numeração, que poderá ser números, colunas da tabela, mesclar (juntar), dividir (separar),
letras ou algarismos romanos. Disponível na guia visualizar as linhas de grade, ocultar as linhas de gra-
Página Inicial, grupo Parágrafo. Resposta: Letra D. de, entre outras opções. 337
E caso a tabela avance em várias páginas, temos a opção Repetir Linhas de Cabeçalho, atribuindo no início da
tabela da próxima página, a mesma linha de cabeçalho que foi usada na tabela da página anterior.
As tabelas do Word possuem algumas características que são diferentes das tabelas do Excel. Geralmente estes itens
são aqueles questionados em provas de concursos.
Por exemplo, no Word, quando o usuário está digitando em uma célula, ocorrerá mudança automática de
linha, posicionando o cursor embaixo. No Excel, o conteúdo ‘extrapola’ os limites da célula, e precisará alterar as
configurações na planilha ou a largura da coluna manualmente.
Confira na tabela a seguir algumas das diferenças do Word para o Excel.

WORD EXCEL

Somente o conteúdo da primeira célula


Tabela, Mesclar Todos os conteúdos são mantidos
será mantido

Em inglês, com referências direcionais Em português, com referências posicio-


Tabela, Fórmulas
=SUM(ABOVe) nais =SOMA(A1:A5)

Recalcula automaticamente e manual-


Tabelas, Fórmulas Não recalcula automaticamente
mente (F9)

Tachado Texto Não tem atalho de teclado Atalho: Ctrl+5

Quebra de linha manual Shift+Enter Alt+Enter

Copia apenas a primeira formatação da


Pincel de Formatação Copia várias formatações diferentes
origem

Ctrl+D Caixa de diálogo Fonte Duplica a informação da célula acima

Ctrl+E Centralizar Preenchimento Relâmpago

Ctrl+G Alinhar à Direita (parágrafo) Ir para...

Ctrl+R Repetir o último comando Duplica a informação da célula à esquerda

F9 Atualizar os campos de uma mala direta Atualizar o resultado das fórmulas

F11 - Inserir gráfico

Finaliza a entrada na célula e mantém o


Ctrl+Enter Quebra de página manual
cursor na célula atual

Alt+Enter Repetir digitação Quebra de linha manual

Finaliza a entrada na célula e posiciona o


Shift+Enter Quebra de linha manual
cursor na célula acima da atual, se houver

Shift+F3 Alternar entre maiúsculas e minúsculas Inserir função

EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (VUNESP – 2018) Tem-se a seguinte imagem do Microsoft Word 2010, em sua configuração padrão:

Inserir Tabela

Inserir Tabela...

Desenhar Tabela

Converter Texto em tabela...

Planilha do Excel

Tabelas Rápidas
338
Assinale a alternativa que indica o resultado da ação IMPRESSÃO
ao clicar em Inserir Tabela...
Disponível no menu Arquivo e pelo atalho Ctrl+P
a) Será criada uma tabela de 1 linha e 1 coluna. (e também pelo Ctrl+Alt+I, Visualizar Impressão), a
b) Será criada uma tabela de 2 linhas e 2 colunas
impressão permite o envio do arquivo em edição para
c) Será criada uma tabela de 8 linhas e 10 colunas
d) Será aberta a janela Inserir Tabela, onde o usuário a impressora. A impressora listada vem do Windows,
poderá criar tabelas desde 1 linha e 1 coluna até mais do Painel de Controle.
de 8 linhas e 10 colunas. Podemos escolher a impressora, definir como será a
e) Será reservado um espaço no documento sobre o qual impressão (Imprimir Todas as Páginas, ou Imprimir Sele-
uma tabela pode ser configurada com um duplo-clique ção, Imprimir Página Atual, imprimir as Propriedades),
com botão principal do mouse.
quais serão as páginas (números separados com ponto e
O usuário poderá escolher a quantidade de linhas e vírgula/vírgula indicam páginas individuais, separadas
quantidade de colunas, digitando na caixa de diálo- por traço uma sequência de páginas, com a letra s uma
go correspondente, valores superiores aos exibidos seção específica, e com a letra p uma página específica).
na grade de tabela. Resposta: Letra D. Havendo a possibilidade, serão impressas de um
lado da página, ou frente e verso automático, ou
manual. O agrupamento das páginas permite que
várias cópias sejam impressas uma a uma, enquanto
Desagrupado, as páginas são impressas em blocos.
As configurações de Orientação (Retrato ou Paisa-
gem), Tamanho do Papel e Margens, podem ser esco-
lhidas no momento da impressão, ou antes, na guia
Layout da Página. A última opção em Imprimir pos-
sibilita a impressão de miniaturas de páginas (várias
páginas por folha) em uma única folha de papel.

2. (VUNESP – 2020) A tabela a seguir foi adicionada a


um documento do MS-Word 2010, em sua configura- Imprimir

ção padrão, utilizando-se o ícone:

EPSON8D025B(L5190 SERIES)
Pronto

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respec-


tivamente, a guia e o grupo em que se encontra o ícone
utilizado.
Imprimir Todas as Páginas
Tudo

Imprimir

Imprimir em Um Lado CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA


Apenas imprimir um lado d..

a) Inserir; Tabelas. Agrupado


b) Inserir; Objetos. 1;2;3 1;2;3; 1;2;3;
c) Página Inicial; Tabelas.
Orientação Retrato
d) Página Inicial; Objetos.
e) Exibição; Ilustrações. A4
21cm x 29,7 cm

O Microsoft Word é o editor de textos do pacote


Margens Personalizadas
Microsoft Office que permite a edição de textos com
recursos de formatação de Fontes e Parágrafos,
1 Página por Folha
além da inclusão de elementos gráficos como Tabe-
las, Ilustrações, Formas e Caixas de Textos. Configurar Página
No Microsoft Office, para adicionar um elemento
que não existe no documento, devemos acessar a
guia Inserir.
O ícone Tabela está disponível na guia Inserir, grupo
Tabelas. Resposta: Letra A. 339
EXERCÍCIOS COMENTADOS Quebras

1. (VUNESP – 2020) No MS-Word, em sua configuração


padrão para a Língua Portuguesa, tem-se diversas
opções de impressão. Ao ser selecionado o recurso
Imprimir, obtido por meio da ação Arquivo>Imprimir,
uma configuração de impressão que pode ser escolhi-
da é:

a) Imprimir Todas as Páginas, Imprimir Cabeçalhos,


Imprimir Rodapés e Imprimir Referências.
b) Imprimir Todas as Páginas, Imprimir Seleção, Imprimir
Página Atual e Impressão Personalizada.
c) Imprimir Todo o Documento, Imprimir Textos e Impri-
mir Figuras.
d) Imprimir Todo o Documento, Imprimir Colunas e Impri-
mir Tabelas.
e) Imprimir Tudo, Imprimir Seleção, Imprimir Figuras e
Imprimir Tabelas.

Imprimir Todas as Páginas, Imprimir Seleção,


Imprimir Página Atual e Impressão Personalizada.
Resposta: Letra B.

Se envolvem configurações diferentes, temos Quebras.


Cabeçalhos diferentes... quebras inseridas. Colu-
Imprimir todas as páginas
Tudo
nas diferentes... quebras inseridas. Tamanho de pági-
na diferente... quebra inserida.

Quebra
de Página

Numeração de Páginas

Disponível na guia Inserir permite que um núme-


2. (VUNESP – 2020) Na tela de impressão do MS-Word ro seja apresentado na página, informando a sua
2010, em suas configurações originais, o item de con- numeração em relação ao documento.
figuração “Orientação Retrato” indica que: Combinado com o uso das seções, a numeração de
página pode ser diferente em formatação a cada seção
a) o documento será impresso com qualidade fotográfica.
b) o documento será impresso na horizontal. do documento, como no caso de um TCC.
c) o documento será impresso na vertical.
d) apenas as imagens do documento serão impressas.
e) apenas páginas com imagens serão impressas.

Ao imprimir em orientação Retrato, o documento


será impresso na vertical. Ao imprimir em orienta-
ção Paisagem, o documento será impresso na hori-
zontal. Resposta: Letra C.

CONTROLE DE QUEBRAS E NUMERAÇÃO DE


PÁGINAS

As quebras são divisões. E podem ser do tipo Pági-


na ou de Seção.
Podem ser automáticas, como quando formata- Conforme observado na imagem acima, o núme-
mos um texto em colunas. Mas também podem ser
ro de página poderá ser inserido no Início da Página
manuais, como Ctrl+Enter para quebra de página,
Shift+Enter para quebra de linha, Ctrl+Shift+Enter (cabeçalho), ou no Fim da página (rodapé), ou nas
340 para quebra de coluna, e outras. margens da página, e na posição atual do cursor.
outro local do documento. Assim, ao criar uma refe-
EXERCÍCIOS COMENTADOS rência cruzada, o usuário poderá ir para o local dese-
jado pelo autor e a seguir retornar ao ponto em que
1. (VUNESP – 2020) O MS-Word 2010, possui diversas
estava antes.
formas de quebras de páginas, incluindo quebras de
seções e colunas. Assinale a alternativa que apresen-
ta o ícone relacionado às quebras descritas no enun-
ciado, cujo nome é Coluna.
Inserir
Legenda

a)
Legenda

b) Legenda
Figura 1
Opção
Rótulo: Figura
c)
Posição: Abaixo do item selecionado

Excluir rótulo da legenda

Novo rótulo Excluir Rótulo Numeração...


d)
Auto Legenda... OK Cancelar

e)

As quebras são divisões no documento. A letra A é


para Quebra de Seção do tipo Próxima Página, a letra
EXERCÍCIOS COMENTADOS
B para Quebra de Seção do tipo Contínua. A letra D é
1. (VUNESP – 2019) “Citações e bibliografia” e “Legen-
para quebra de seção do tipo Página Par, e a letra E é
para Quebra de Página. Resposta: Letra C. das” são grupos com recursos do MS-Word 2010, em
sua configuração padrão, localizados na guia
2. (VUNESP – 2020) Em um documento em branco no
Microsoft Word 2010, em sua configuração padrão, a) Correspondências.
um usuário redigiu um texto com 3 frases, mas em b) Referências.
apenas 1 parágrafo que não ocupa a página inteira. c) Inserir.
Na sequência, decidiu melhorar a formatação e posi- d) Página Inicial.
cionou o cursor do mouse no final da primeira frase e) Revisão.
e pressionou CTRL+ENTER. Em seguida, posicionou o
cursor do mouse no final da segunda frase e pressio-
A guia Referências contém as opções relaciona-
nou CTRL+ENTER.
das com índices, como “Citações e bibliografia” e
Diante desse procedimento, é correto afirmar que:
“Legendas”. Estas opções são usadas para identi-
a) o documento ficou com 3 parágrafos em 1 página. ficação de imagens, tabelas, ilustrações, e demais
b) o documento ficou com 3 colunas. objetos gráficos. Resposta: Letra B.
c) foi criada uma tabela com 3 linhas, e as frases foram
inseridas, sequencialmente, em cada uma das linhas.
d) o documento ficou com 3 páginas.
e) o documento ficou com 1 parágrafo em 3 linhas.

O documento ficou com 3 páginas. Na primeira CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA


página, a primeira frase. Ctrl+Enter inseriu uma
quebra de página e a segunda frase ficou na segunda
página. Ctrl+Enter inseriu outra quebra de página, 2. (VUNESP – 2020) Após adicionar uma imagem (por
e a terceira frase ficou na terceira página. Resposta: meio do ícone Imagem da guia Inserir) em um docu-
Letra D. mento do MS-Word, em sua configuração padrão, um
usuário clicou com o botão direito sobre a imagem e
LEGENDAS escolheu a opção Inserir Legenda.
Assinale a alternativa que apresenta o rótulo pré-se-
Uma legenda é uma linha de texto exibida abaixo
de um objeto para descrevê-lo. Podem ser usadas em lecionado nas opções na janela que se abre após a
Figuras (que inclui Ilustrações) ou Tabelas. escolha descrita no enunciado.
Disponível na guia Referências (índices), as legen-
das podem ser inseridas na configuração padrão ou a) Figura.
personalizadas. Depois, podemos criar um índice b) Equação.
específico para elas, que será o Índice de Ilustrações.
No final do grupo Legendas, da guia Referências, c) Tabela.
no Word 2010, encontramos o ícone “Referência Cru- d) Foto.
zada”. Em alguns textos, é preciso citar o conteúdo de e) Imagem. 341
As legendas são textos adicionados nas imagens, A guia Referências contém as opções relacionadas
tabelas e outros elementos do documento que pode- com índices, como o Sumário (índice principal do
rão ser usadas para a criação de índices. documento), notas de rodapé, notas de fim, referên-
Ao inserir uma legenda para uma imagem do docu- cias bibliográficas, entre outras. Resposta: Letra D.
mento, o texto padrão que será adicionado é “Figu-
ra”, seguido do número sequencial dela em relação INSERÇÃO DE OBJETOS
às demais existentes no documento.
Para adicionar uma legenda, deverá acionar o íco- Disponíveis na guia Inserir, os objetos que pode-
ne “Inserir legenda”, do grupo Legendas, na guia riam ser inseridos no documento estão organizados
Referências.
em categorias:
A guia Referências contém as opções para manipu-
Páginas – objetos em forma de página, como a
lação de índices no documento. Resposta: Letra A.
capa (Folha de Rosto), uma Página em Branco ou uma
ÍNDICES Quebra de Página (divisão forçada, quebra de página
manual, atalho Ctrl+Enter).
Basicamente, é todo o conjunto disponível na guia
Referências. z Tabelas: conforme comentado anteriormente, or-
Os índices podem ser construídos a partir dos Esti- ganizam os textos em células, linhas e colunas.
los usados na formatação do texto, ou posteriormente z Ilustrações: Imagem (arquivos do computador),
através da adição de itens manualmente. ClipArt (imagens simples do Office), Formas (geo-
Sumário – principal índice do documento. métricas), SmartArt (diagramas), Gráfico e Instan-
Notas de Rodapé – inseridas no final de cada pági- tâneo (cópia de tela ou parte da janela).
na, não formam um índice, mas ajudam na identifica-
ção de citações e expressões.
Notas de Fim – inseridas no final do documento,
semelhante a Notas de Rodapé.
Citações e Bibliografia – permite a criação de índices
com as citações encontradas no texto, além das Refe-
rências Bibliográficas segundo os estilos padronizados.
Legendas – inseridas após os objetos gráficos (ilus- Na sequência dos objetos para serem inseridos em
trações e tabelas), podem ser usadas para criação de um documento, encontramos:
um Índice de Ilustrações.
Índice – para marcação manual das entradas do índice. z Links: indicador para acessar a Internet via nave-
Índice de Autoridades – formato próprio de cita- gador, ou acionar o programa de e-mail, ou criação
ção, disponível na guia Referências. de referência cruzada.
Os índices serão criados a partir dos Estilos utili-
zados durante o texto, como Título 1, Título 2, e assim
Cabeçalho e Rodapé
por diante. Se não forem usados, posteriormente o
usuário poderá ‘Adicionar Texto’ no índice principal
(Sumário), Marcar Entrada (para inserir um índice) e z Texto: elementos gráficos como Caixa de Texto, Par-
até remover depois de inserido. tes Rápidas (com organizador de elementos do docu-
Os índices suportam Referências Cruzadas, que mento), WordArt (que são palavras com efeitos),
permitem o usuário navegar entre os links do docu- Letra Capitular (a primeira letra de um parágrafo
mento de forma semelhante ao documento na web. Ao com destaque), Linha de Assinatura (que não é uma
clicar em um link, o usuário vai para o local escolhido. assinatura digital válida, dependendo de compra via
Ao clicar no local, retorna para o local de origem. Office Marketplace), Data e Hora, ou qualquer outro
Objeto, desde que instalado no computador.
Dica z Símbolos: inserção de Equações ou Símbolos espe-
ciais.
A guia Referências é uma das opções mais
questionadas em concursos públicos por dois
motivos: envolvem conceitos de formatação do
documento exclusivos do Microsoft Word e é EXERCÍCIO COMENTADO
utilizado pelos estudantes na formatação de um
TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). 1. (VUNESP – 2014) No MS-Word 2010, pode-se inserir,
no documento em edição, símbolos que não constam
do teclado, como caracteres em língua estrangeira e
EXERCÍCIO COMENTADO marcas de parágrafo. Isso pode ser efetuado median-
te o seguinte botão da guia Inserir:
1. (VUNESP – 2020) Um recurso muito útil do MS-Word
2010, em sua configuração padrão, é o de Gerenciar a)
Fontes Bibliográficas, que facilita bastante a edição de
textos com muitas citações bibliográficas. b)
Assinale a alternativa que apresenta a guia em que se
localiza o recurso Gerenciar Fontes Bibliográficas.
c)
a) Página Inicial.
b) Inserir. d)
c) Revisão.
d) Referências.
e)
342 e) Correspondências.
Os símbolos poderão ser inseridos pelo ícone Símbolo, disponível na guia Inserir. A letra B é WordArt, um efeito de
texto. A letra C é Hiperlink, para criação de uma ligação com outro local ou documento. A letra D é Caixa de Texto,
um elemento gráfico com texto em seu interior. A letra E é Formas, para formas geométricas. Resposta: Letra A.

CAMPOS PREDEFINIDOS

Para essa seção, temos destaque para Linha de Assinatura e Data e Hora.
Estes campos são objetos disponíveis na guia Inserir que são predefinidos. Após a configuração inicial, são
inseridos no documento.
Além da configuração da Linha de Assinatura, existem outras opções, como ‘Data e Hora’, ‘Objeto’ e dentro do
item Partes Rápidas, no grupo Texto, da guia Inserir, a opção Campo.
Entre as categorias disponíveis, encontramos campos para: automação de documento, data e hora, equações
e fórmulas, índices, informação sobre o documento, informações sobre o usuário, mala direta, numeração e vín-
culos e referências.

EXERCÍCIO COMENTADO
1. (VUNESP – 2019) Assinale a alternativa que apresenta um recurso do MS-Word 2010, em sua configuração padrão,
que permite inserir a data atual dinamicamente no cabeçalho ou rodapé de um documento.

a) AutoTexto.
b) Data e Hora.
c) Timestamp.
d) Data Atual.
e) Clip-Art.

No editor de textos Microsoft Word, o documento possui elementos configuráveis como o cabeçalho e rodapé, que
poderão ser elementos gráficos adicionados em todas as páginas do arquivo ou em uma seção específica.
A seção é uma divisão de formatação, logo, é possível ter cabeçalho e rodapé diferente ao longo das páginas do
documento, primeira página diferente etc.
Para inserir a Data e Hora, de modo que seja atualizada dinamicamente a cada abertura ou impressão do docu-
mento, o usuário deve acessar a guia Inserir, grupo Texto, ícone Data e Hora.
AutoTexto são elementos visuais para o documento, pré-formatados.
Clipart são imagens prontas e nas novas versões se chama Imagens Online. Resposta: Letra B.

CAIXAS DE TEXTO

Esta ferramenta possibilita a inserção de caixas de textos pré-formatadas, ou desenhar no documento, acei-
tando configurações de direção de texto (semelhante a uma tabela) e também configurações de bordas e sombrea-
mento, semelhante a uma Forma.
Qualquer forma geométrica composta poderá ser caixa de texto.
Uma nova guia de opções será apresentada após a última, denominada Ferramentas de Caixa de Texto, permi-
tindo Formatar os elementos de Texto e do conteúdo da Caixa de Texto.
Nas opções disponibilizadas, será possível controlar o texto (direção do texto), definir estilos de caixa de texto
(preenchimento da forma, contorno da forma, alterar forma, estilos pré-definidos), efeitos de sombra e efeitos 3D.

CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA

EXERCÍCIO COMENTADO
1. (VUNESP – 2018) No MS-Word 2010, em sua configuração padrão, a partir da aba ________, no grupo _________ , o
ícone que permite adicionar uma Caixa de Texto, em um documento que está sendo editado é ________ .
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto.

a) Exibição...Texto...

b) Exibição...Formas...

c) Inserir...Texto...
343
d) Inserir...Texto... MICROSOFT EXCEL 2010

e) Página Inicial...Parágrafo... INTRODUÇÃO

As Planilhas de cálculos são amplamente utilizadas


No MS-Word 2010, em sua configuração padrão, a nas empresas para as mais diferentes tarefas. Desde
partir da aba Inserir, no grupo Texto, o ícone que
a criação de uma agenda de compromissos, passan-
permite adicionar uma Caixa de Texto, em um docu-
do pelo controle de ponto dos funcionários e folha de
mento que está sendo editado é Caixa de texto. Res-
posta: Letra D. pagamento, ao controle de estoque de produtos e base
de clientes. Diversas funções internas oferecem os
Atalhos de Teclado – Word 2010 recursos necessários para a operação.
O Microsoft Excel apresenta grande semelhança de
ATALHO AÇÃO ícones com o Microsoft Word. O Excel “antigo” usava os
formatos XLS e XLT em seus arquivos, atualizado para
Abrir – carrega um arquivo da memória per-
Ctrl+A XLSX e XLTX, além do novo XLSM contendo macros. A
manente para a memória RAM
atualização das extensões dos arquivos ocorreu com o
Salvar – grava o documento com o nome
Ctrl+B atual, substituindo o anterior. Caso não tenha Office 2007, e permanece até hoje.
nome, será mostrado Salvar como
Copiar – o selecionado será copiado para a
Ctrl+C
Área de Transferência Importante!
Ctrl+D Formatar Fonte As planilhas de cálculos não são banco de dados.
Centralizar – alinhamento de texto entre as Muitos usuários armazenam informações (dados)
Ctrl+E
margens em uma planilha de cálculos como
Alinhar à direita – alinhamento de texto na se fosse um banco de dados, porém o Microsoft
Ctrl+G
margem direita Access é o software do pacote Microsoft Office
Ctrl+I Estilo Itálico desenvolvido para esta tarefa. Um banco de dados
Justificar – alinhamento do texto em ambas
tem informações armazenadas em registros, sepa-
Ctrl+J rados em tabelas, conectados por relacionamen-
margens esquerda e direita
Localizar – procurar uma ocorrência no
tos, para a realização de consultas.
Ctrl+L
documento
Ctrl+M Estilo normal MS-EXCEL 2010
Ctrl+N Estilo Negrito
Ctrl+O Novo documento Começaremos agora a analisar ferramentas bási-
Alinhar à esquerda – alinhamento de texto na
cas disponíveis no programa Microsoft Excel 2010.
Ctrl+Q
margem esquerda
Guias – Excel 2010
Ctrl+R Refazer
Ctrl+S Estilo Sublinhado simples
LEMBRETE
Ctrl+Shift+ BOTÃO/GUIA
Aumentar o tamanho da fonte (VÁLIDO PARA EXCEL 2010/2013)
>
Comandos para o documento atual: Sal-
Pincel de Formatação - para copiar a forma- Arquivo
Ctrl+Shif- var, salvar como, imprimir, salvar e enviar.
tação de um local e aplicá-la a outro, seja no
t+C
mesmo documento ou outro aberto. Tarefas iniciais: O início do trabalho,
Ctrl+T Selecionar tudo – seleciona todos os itens acesso à Área de Transferência (Colar
Página Inicial
Especial), formatação de fontes, célu-
Substituir – procurar uma ocorrência e trocar las, estilos etc.
Ctrl+U
por outra
Tarefas secundárias: Adicionar um
Colar – o conteúdo da Área de Transferência objeto que ainda não existe. Tabela,
Ctrl+V
é inserido no local do cursor Inserir
Ilustrações, Instantâneos, Gráficos, Mi-
Recortar – o selecionado será movido para a nigráficos, Símbolos etc.
Ctrl+X
Área de Transferência
Configuração da página: Formata-
Ctrl+Z Desfazer Layout da
ção global da planilha, formatação da
Página
F1 Ajuda página.
F5 Ir para (navegador de páginas, seção etc) Funções: Permite acesso a biblioteca
de funções, gerenciamento de nomes,
Verificar ortografia e gramática – procurar Fórmulas
F7 auditoria de fórmulas e controle dos
por erros ou excesso de digitação no texto.
cálculos.
F12 Salvar como
Informações na planilha: Possibilitam
Shift+F1 Revelar formatação Dados obter dados externos, classificar e filtrar,
344 Shift+F3 Alternar entre maiúsculas e minúsculas além de outras ferramentas de dados.
LEMBRETE Por exemplo, se uma célula mostra o valor 5, pode-
BOTÃO/GUIA rá ser o número 5 ou uma função/fórmula que calcu-
(VÁLIDO PARA EXCEL 2010/2013)
lou e resultou em 5 (como =10/2).
Correção do documento: Ele está fi-
cando pronto... Ortografia e gramática,
Revisão
idioma, controle de alterações, comen-
tários, proteger etc.
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Visualização: Podemos ver o resultado
Exibição
de nosso trabalho. Será que ficou bom? 1. (VUNESP – 2019) Um professor solicita auxílio a um
escriturário para abrir, por meio do MS-Excel 2010,
Atalhos de teclado – Excel 2010 em sua configuração padrão, uma planilha contendo
horários de aula de todas as turmas do semestre. Para
Os atalhos de formatação (Ctrl+N para negrito, Ctr- procurar um texto contido na planilha, por exemplo o
l+I para itálico, entre outros) são os mesmos do Word nome do professor, o escriturário pode utilizar o atalho
2010. por teclado

a) Ctrl + B
ATALHO AÇÃO b) Ctrl + F
Ctrl+1 Formatar células c) Ctrl + L
d) Ctrl + A
Alterna entre guias da planilha, da direi- e) Ctrl + C
CTRL+PgDn
ta para a esquerda.
Alterna entre guias da planilha, da es- No Microsoft Office, os atalhos são em português.
CTRL+PgUp
querda para a direita. Ctrl+L é para localizar uma ocorrência de texto no
documento, planilha ou apresentação.
Repetir o conteúdo da célula que está à
Ctrl+R Ctrl+B é para salvar o documento. Ctrl+A é para
esquerda
abrir um documento ou planilha. Ctrl+C é para
Ir para, o mesmo que F5, tanto no Word copiar. Resposta: Letra C.
Ctrl+G
como Excel
Mostrar fórmulas (guia Fórmulas, grupo 2. (VUNESP – 2019) No MS-Excel 2010, em sua configu-
Ctrl+J ração padrão, o recurso “Colar Especial” permite, entre
Auditoria)
outras funcionalidades, colar os Valores ou as Fór-
F2 Edita o conteúdo da célula atual mulas. Ao copiar uma célula que tem como conteúdo
F4 Refazer uma fórmula e utilizar o recurso “Colar”, por padrão,
será feita uma cópia
F9 Calcular planilha manualmente
a) da fórmula com formatação.
ESTRUTURA BÁSICA DAS PLANILHAS b) da fórmula sem formatação.
c) do valor com formatação.
d) do valor sem formatação.
e) da formatação, apenas.

O atalho para Colar Especial é Ctrl+Alt+V. Ao colar,


segundo a definição padrão, o conteúdo será colado
com a fórmula formatada. Resposta: Letra A.

colar especial
colar
Tudo Todos usando tema da origem
Fórmulas Tudo, exceto bordas
Valores Larguras da coluna
Formatos Fórmulas e formatos de número
CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
Comentários Valores e formatos de número
Espaço de Trabalho – um conceito muito interes- Validação Todos os formatos condicionados de mesclagem
sante do Excel 2010, que já existia antes, e no Office Operação
Nenhuma Multiplicação
2013 foi estendido para os outros aplicativos, é o espa- Adição Divisão
ço de trabalho. Assim, quando temos vários arquivos Subtração
abertos, podemos salvar o espaço de trabalho. Em Ignorar em branco Transpor
outro momento, quando abrirmos o arquivo do espa-
colar vínculo Ok Cancelar
ço de trabalho, todas as planilhas que estavam abertas
serão reabertas, posicionando o cursor na célula em
que deixamos antes. CONCEITOS DE CÉLULAS, LINHAS, COLUNAS,
A planilha em Excel, ou folha de dados, poderá ser PASTAS E GRÁFICOS
impressa em sua totalidade, ou apenas áreas defini-
das pelo Área de Impressão, ou a seleção de uma área z Célula: unidade da planilha de cálculos, o encon-
de dados, ou uma seleção de planilhas do arquivo, ou tro entre uma linha e uma coluna. A seleção indivi-
toda a pasta de trabalho. dual é com a tecla CTRL e a seleção de áreas é com
Ao contrário do Microsoft Word, o Excel trabalha a tecla SHIFT (assim como no sistema operacional).
com duas informações em cada célula: dados reais e z Coluna: células alinhadas verticalmente, nomea-
dados formatados. das com uma letra. 345
z Linha: células alinhadas horizontalmente, numeradas com números.

Barra de Acesso Rápido Coluna

Barra de Fórmulas
Faixa
de Opções

Célula

Linha

z Planilha: o conjunto de células organizado em uma folha de dados. Na versão atual são 65546 colunas (nomeadas de A
até XFD) e 1048576 linhas (numeradas).
z Pasta de Trabalho: arquivo do Excel (extensão XLSX) contendo as planilhas, de 1 a N (de acordo com quanti-
dade de memória RAM disponível, nomeadas como Planilha1, Planilha2, Planilha3).
z Alça de preenchimento: no canto inferior direito da célula, permite que um valor seja copiado na direção
em que for arrastado. No Excel, se houver 1 número, ele é copiado. Se houver 2 números, uma sequência será
criada. Se for um texto, é copiado. Mas texto com números é incrementado. Dias da semana, nome de mês e
datas são sempre criadas as continuações (sequências).
z Mesclar: significa simplesmente “Juntar”. Havendo diversos valores para serem mesclados, o Excel manterá
somente o primeiro destes valores, e centralizará horizontalmente na célula resultante.

Mesclar e Centralizar

Mesclar e Centralizar

Mesclar através

Mesclar Células
G H
Desfazer Mesclagem de Células

E após a inserção dos dados, caso o usuário deseje, poderá juntar as informações das células.
Existem 4 opções no ícone Mesclar e Centralizar, disponível na guia Página Inicial:

z Mesclar e Centralizar – Une as células selecionadas a uma célula maior e centraliza o conteúdo da nova célu-
la. Este recurso é usado para criar rótulos (títulos) que ocupam várias colunas.
z Mesclar através – Mesclar cada linha das células selecionadas em uma célula maior.
z Mesclar células – Mesclar (unir) as células selecionadas em uma única célula, sem centralizar.
z Desfazer Mesclagem de Células – desfaz o procedimento realizado para a união de células.

EXERCÍCIO COMENTADO
1. (VUNESP – 2020) Considere a funcionalidade do MS-Excel 2010 representada pelo símbolo a seguir.


Assinale a alternativa que apresenta o nome da função representada pelo símbolo.

a) Média.
b) Soma.
c) Contar Números.
d) Máx.
346 e) Mín.
O ícone AutoSoma insere a função SOMA no local, Dica
para somar os valores numéricos adjacentes. Res-
posta: Letra B. As informações existentes nas células poderão
ser exibidas com formatos diferentes. Uma data,
ELABORAÇÃO DE TABELAS E GRÁFICOS por exemplo, na verdade é um número formata-
A tabela de dados, ou folha de dados, ou planilha do como data. Por isso conseguimos calcular a
de dados, é o conjunto de valores armazenados nas diferença entre datas.
células. Estes dados poderão ser organizados (classi-
ficação), separados (filtro), manipulados (fórmulas Os formatos Moeda e Contábil são parecidos entre
e funções), além de apresentar em forma de gráfico si. Mas possuem exibição diferenciada. No formato de
(uma imagem que representa os valores informados). Moeda, o alinhamento da célula é respeitado e o sím-
Para a elaboração, poderemos: bolo R$ acompanha o valor. No formato Contábil, o
z D igitar o conteúdo diretamente na célula. Basta alinhamento é ‘justificado’ e o símbolo de R$ fica posi-
iniciar a digitação, e o que for digitado é inserido cionado na esquerda, alinhando os valores pela vírgula
na célula. decimal.
z Digitar o conteúdo na barra de fórmulas. Disponí-
vel na área superior do aplicativo, a linha de fór- Moeda
mulas é o conteúdo da célula. Se a célula possui um R$4,00
valor constante, além de mostrar na célula, este
aparecerá na barra de fórmulas. Se a célula possui
um cálculo, seja fórmula ou função, esta será mos-
trada na barra de fórmulas.
z O preenchimento dos dados poderá ser agilizado
através da Alça de Preenchimento ou pelas opções
automáticas do Excel.
z Os dados inseridos nas células poderão ser forma-
tados, ou seja, continuam com o valor original (na
linha de fórmulas) mas são apresentados com uma
formatação específica. Contábil
z Todas as formatações estão disponíveis no atalho R$4,00
de teclado Ctrl+1 (Formatar Células).
z Também na caixa de diálogo Formatar Células,
encontraremos o item Personalizado, para criação O ícone % é para mostrar um valor com o formato de
de máscaras de entrada de valores na célula. porcentagem. Ou seja, o número é multiplicado por 100.
Exibe o valor da célula como percentual (Ctrl+Shift+%)
Formatos de números, disponível na guia Página
Inicial
FORMATO PORCENTAGEM
VALOR
Geral PORCENTAGEM E 2 CASAS
123 Sem formato especifico
1 100% 100,00%
Número
12 4,00 0,5 50% 50,00%

Moeda 2 200% 200,00%


R$4,00 100 10000% 10000,00%

Contábil 0,004 0% 0,40%


R$4,00
CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
Data Abreviada O ícone 000 é o Separador de Milhares. Exibir o
04/01/1900 valor da célula com um separador de milhar. Este
comando alterará o formato da célula para Contábil
Data Completa
quarta-feira, 4 de janeiro de 1900 sem um símbolo de moeda.

Hora SEPARADOR
00:00:00 FORMATO
VALOR DE MILHARES
CONTÁBIL
000
Porcentagem
400,00% 1500 R$1.500,00 1.500,00

1 Fração 16777418 R$16.777.418,00 16.777.418,00


2 4
1 R$1,00 1,00
Científico
102 4,00E+00 400 R$400,00 400,00
Texto
ab 4
27568 R$27.568,00 27.568,00
347
ß,0 ,0 0
Os ícones ,0 0 à,0 são usados para Aumentar casas decimais (Mostrar valores mais precisos exibindo mais
casas decimais) ou Diminuir casas decimais (Mostrar valores menos precisos exibindo menos casas decimais).
Quando um número na casa decimal possui valor absoluto diferente de zero, ele é mostrado ao aumentar casas deci-
mais. Se não possuir, então será acrescentado zero.
Quando um número na casa decimal possui valor absoluto diferente de zero, ele poderá ser arredondado para
cima ou para baixo, de ao diminuir as casas decimais. É o mesmo que aconteceria com o uso da função ARRED,
para arredondar.

Simbologia específica

Cada símbolo tem um significado, e nas tabelas a seguir, além de conhecer o símbolo, conheça o significado e
alguns exemplos de aplicação.

OPERADORES ARITMÉTICOS OU MATEMÁTICOS


Símbolo Significado Exemplo Comentários
+ (mais) Adição = 18 + 2 Faz a soma de 18 e 2
- (menos) Subtração = 20 – 5 Subtrai 5 do valor 20
* (asterisco) Multiplicação =5*4 Multiplica 5 (multiplicando) por 4 (multiplicador)
/ (barra) Divisão = 25 / 10 Divide 25 por 10, resultando em 2,5
% (percentual) Percentual = 20% Faz 20 por cento, ou seja, 20 dividido por 100
Exponenciação =3^2 Faz 3 elevado a 2, 3 ao quadrado = 9
^ (circunflexo)
Cálculo de raízes =8^(1/3) Faz 8 elevado a 1/3, ou seja, raiz cúbica de 8

Ordem das operações matemáticas

z ( ) → parênteses
z ^ → exponenciação (potência, um número elevado a outro número)
z * ou / → multiplicação (função MULT) ou divisão
z + ou - → adição (função SOMA) ou subtração

Como resolver as questões de planilhas de cálculos?

z Leitura atenta do enunciado (português e interpretação de textos)


z Identificar a simbologia básica do Excel (informática)
z Respeitar as regras matemáticas básicas (matemática)
z Realizar o teste, e fazer o verdadeiro ou falso (raciocínio lógico)

OPERADORES RELACIONAIS, USADOS EM TESTES


Símbolo Significado Exemplo Comentários
> (maior) Maior que = SE (A1 > 5 ; 15 ; 17 ) Se o valor de A1 for maior que 5, então mostre 15, senão mostre 17
< (menor) Menor que = SE (A1 < 3 ; 20 ; 40 ) Se o valor de A1 for menor que 3, então mostre 20, senão mostre 40.
>= (maior ou igual) Maior ou igual a = SE (A1 >= 7 ; 5 ; 1 ) Se o valor de A1 for maior ou igual a 7, então mostre 5, senão mostre 1.
<= (menor ou igual) Menor ou igual a = SE (A1 <= 5 ; 11 ; 23 ) Se o valor de A1 for menor ou igual a 5, então mostre 11, senão mostre 23.
<> (menor e maior) Diferente = SE (A1 <> 1 ; 100 ; 8 ) Se o valor de A1 for diferente de 1, então mostre 100, senão mostre 8.
= (igual) Igual a = SE (A1 = 2 ; 10 ; 50 ) Se o valor de A1 for igual a 2, então mostre 10, senão mostre 50.

Princípios dos operadores relacionais

z Um valor jamais poderá ser menor e maior que outro valor ao mesmo tempo.
z Uma célula vazia é um conjunto vazio, ou seja, não é igual a zero, é vazio.
z O símbolo matemático ≠ não poderá ser escrito diretamente na fórmula, use <>
z O símbolo matemático ≥ não poderá ser escrito diretamente na fórmula, use >=
z O símbolo matemático ≤ não poderá ser escrito diretamente na fórmula, use <=

OPERADORES DE REFERÊNCIA
Símbolo Significado Exemplo Comentários
=$A1 Trava a célula na coluna A
$ (cifrão) Travar uma célula =A$1 Trava a célula na linha 1
=$A$1 Trava a célula A1, ela não mudará
! (exclamação) Planilha = Planilha2!A3 Obtém o valor de A3 que está na planilha Planilha2.
Informa o nome de outro arquivo do Excel, onde deverá bus-
[ ] (colchetes) Pasta de Trabalho =[Pasta2]Planilha1!$A$2
car o valor.
348
OPERADORES DE REFERÊNCIA
=’C:\FernandoNishimura\
Informa o caminho de outro arquivo do Excel, onde deverá
‘ (apóstrofe) Caminho [pasta2.xlsx]
encontrar o arquivo para buscar o valor.
Planilha1’!$A$2
; (ponto e vírgula) Significa E = SOMA (15 ; 4 ; 6 ) Soma 15 e 4 e 6, resultando em 25.
: (dois pontos) Significa ATÉ = SOMA (A1:B4) Soma de A1 até B4, ou seja, A1, A2, A3, A4, B1, B2, B3, B4.
Executa uma operação sobre as células em comum nos
Espaço Intersecção =SOMA(F4:H8 H6:K10)
intervalos.

Princípios dos operadores de referência

z O símbolo de cifrão transforma uma referência relativa ( A1 ) em uma referência mista ( A$1 ou $A1 ) ou em
referência absoluta ( $A$1 )
z O símbolo de exclamação busca o valor em outra planilha, na mesma pasta de trabalho ou em outro arquivo.
Ex.: =[Pasta2]Planilha1!$A$2

Importante!
O símbolo de cifrão é um dos mais importantes na manipulação de fórmulas de planilhas de cálculos. Todas
as bancas organizadoras questionam fórmulas com e sem eles nas referências das células.

Observe a questão abaixo como exemplo de referências mistas.

Assumindo que foi digitada a fórmula =$F2-G$2 na célula H2 e que essa fórmula foi copiada e colada nas células H3
até H9, assinale a alternativa com o valor que aparecerá na célula H6 da planilha do MS-Excel 2010, em sua configura-
ção original, exibida na figura.

a) –R$ 960,00
b) –R$ 100,00
CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
c) R$ 400,00
d) R$ 500,00
e) R$ 360,00

A fórmula =$F2-G$2 inserida na célula H2 possui referências mistas.


O símbolo de cifrão transforma uma referência relativa ( A1 ) em uma referência mista ( A$1 ou $A1 ) ou em
referência absoluta ( $A$1 )
O símbolo de $ serve para fixar uma posição na referência (endereço da célula). A posição que ele estiver acom-
panhando, não mudará.
Quando não temos o símbolo de cifrão, temos uma referência relativa. A1
Se temos um símbolo de $, temos uma referência mista. $A1 ou A$1
E se temos dois símbolos de cifrão, temos uma referência absoluta. $A$1
A fórmula =$F2-G$2 tem =$F2-G$2 fixo, ou seja, ao copiar e colar, não mudará. =$F__-__$2
Na célula H2 temos a fórmula =$F2-G$2

Na célula H6 teremos a fórmula =$F6-G$2, porque mudamos da célula H2 para H6 (linha 2 para linha 6), mas
permanecemos na mesma coluna H (não precisando mudar a letra G da segunda parte da fórmula).
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