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Nome: José Filipe Silva Sousa

N.º: 4170094
Instrumento: Saxofone Clássico
Cadeira: Gestão de Carreira Artística
Docente(s): Pedro Boia; Ana Vanessa Pires

REFLEXÃO

Após terminar os seus estudos, um músico é confrontado com outras dificuldades no


mercado de trabalho. Hoje em dia é exigido aos músicos ter alguma capacidade
diferente e única que nos permita inserir na sociedade com certos gostos, ou seja, o seu
trabalho muitas vezes é desenvolvido em prol de um público específico, como é o caso
da comunidade jovem ou adolescente.
A luta do músico para se inserir no mercado de trabalho está cada vez mais
focada na captação da atenção de um público, na sua imagem e o quanto inovador é o
seu produto. Daí a expressão: “It’s not the music business only, it’s the show business”,
isto quer dizer que o músico tem de estar tão bem preparado em relação à qualidade
da arte que quer vender, mas também o quão bem ele a apresenta perante o público.
Para isso os artistas devem apostar cada vez mais utilizar a sua imaginação e criatividade
em achar novas maneiras mais apelativas e cativantes de apresentar e vender a sua arte.
Em contrapartida, graças á tecnologia atual, os meios de comunicação estão
bastante mais desenvolvidos. E é dever de um músico ou artista saber mexer-se neste
mundo informático.
Posto isto, o meu projeto de carreira artística consistirá em dois grupos com
públicos alvo distintos, nomeadamente um Quarteto de Saxofones e uma House
Marching Band. No que toca ao quarteto de saxofones a maior parte do nosso reportório
será de música erudita, desde o barroco até ao contemporâneo sendo que, como é
normal num quarteto de saxofones, metade do nosso reportório consistirá em obras
transcritas e arranjos para o nosso instrumento. Esta situação poderá traduzir-se numa
nova abordagem às obras mais clássicas e um descobrimento de novas sonoridades na
mesma obra.
Embora esta formação seja bastante normal na comunidade saxofonística o
nosso modelo de concerto será um quanto incomum. Na minha opinião um concerto
deve ter os seus momentos calmos e agitados, momentos altos e baixos, e conforme
este pensamento, o modelo de apresentação musical deve estar relacionado sempre
com a noção de espetáculo, ou seja, consoante a obra e o seu estilo musical, cria-se um
ambiente que enalteça as suas características tornando o concerto num deleite auditivo
e visual.
Do meu ponto de vista, este projeto poderá reforçar a atividade de música de câmara
em Portugal, atividade esta que muitas é vista como uma opção de recurso de carreira.
Para divulgar o meu trabalho e ser o próprio empreendedor do meu trabalho,
tem de haver um desenvolvimento não só na criatividade e inovação, como também na
maneira de como passo a informação ao público. Ou seja, tem de haver um investimento
bastante grande na parte da publicidade e propagação de imagem através da internet
nas redes sociais, sites, e-mail, entre outros. É esta parte que, na minha opinião, pode
ser decisiva entre o sucesso ou o fracasso.
Por fim, após esta breve reflexão sobre a posição atual do músico no mercado
de trabalho, penso que a chave do sucesso está em procurar um estilo próprio e uma
imagem própria para o nosso grupo que seja cativante para o nosso público alvo. Para
além de tocar bem, um músico não pode limitar-se às suas competências musicais – ele
tem de ser o mais ativo possível, social e procurar maneiras de se integrar no mercado
de trabalho, de forma a manter o seu projeto estável e não cair no fracasso. Deste modo,
deve de esforçar-se por adquirir capacidades extramusicais.

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