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Livro

Quebrando mitos com seu dinheiro.


Formas seguras e vencedoras de investir.

Nos anos 90, por exemplo, tínhamos com certa tranquilidade uma taxa
de juro real em torno de 20% ao ano, o que conseguia dobrar seu
investimento em 4 anos. Se investisse R$1.000,00; ao final de 4 anos
você teria R$2.000,00. Nos últimos anos, essa taxa chega a 3,5% ao
ano, o que para dobrar seu investimento leva 20 anos, uma mudança
significativa.
É necessário mudarmos também a forma de investir.

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eventuais danos ou perdas a pessoas ou bens, originados pelo uso dessa
publicação.

Acreditamos que uma vida financeira livre pode e deve ser conquistada com
muito trabalho e dedicação, não acreditamos no lucro e no dinheiro fácil.
Dedico esse livro a todos que buscam um melhor entendimento sobre como
administrar seu dinheiro, que acreditam que podem usufruir de uma vida
rica e próspera.
Sumário
$- Introdução – 5
$- O grande objetivo -6
$- Juros, vamos entender -9
$- Características da Renda Fixa -11
$- Oportunidade com Renda Fixa para Renda Variável -14
$- Tudo uma questão emocional 15
$ Ativos de renda fixa indexados à inflação 16
$ Produtos financeiros 17
$ Conhecendo índices e itens financeiros 18
$ FGC 18
$ DPGE 18
$ SELIC 19
$ CDI 19
$ Benchmark 20
$ Suitability 22
$ Fundos de investimentos e seus custos 24
$ Taxa de performance 26
$ Riscos de um fundo de investimentos 28
$ Dois tipos de fundos – passivo e ativo 28
$ Motivo de um fundo de investimento fechar para captação 29
$ Tipos de fundos de investimentos 30
$ Fundos setoriais 33
$ Fundo Long e Short 35
$ Fundo exclusivo de uma empresa
$ Fundo multimercado
$ Fundo capital protegido
$ Fundos imobiliários
$ COE
$ Caderneta de poupança
$ LCI e LCA
$ CRI e CRA
$ FIDC
$ CETIP
$ ANBIMA
$ Potes Financeiros
$ Multiplicar o patrimônio
$ Padrão de investimentos
$ Imposto de renda em Renda Fixa
$ Come Cotas
$ Imposto de renda em Renda Variável
$ IOF
$ Previdência Privada
$ Plano de capitalização
$ Nível de inteligência financeira
$ Educação e acompanhamento
$ Renda Fixa, uma característica interessante
$ Colchão financeiro
$ Tolerância ao risco e perda
$ Debêntures
$ Debêntures incentivadas
$ Título Público
$ CDB
$ Home Broker de renda fixa
$ Renda Fixa de menor risco, porém com risco
$ Long e Short
$ Carteira de dividendos
$ Aluguel de ações
$ Just do it da aposentadoria
$ Seguro de vida resgatável
$ Controle suas emoções
$ Tenha um plano
$ Tenha um profissional com você
$ Tabela de Juros
$ Conquistando seu sucesso financeiro.
Introdução

“Quebrando mitos com seu dinheiro”, essa é a nossa proposta nessa série
que estamos lançando.
Investimentos conservadores e de baixo risco.
Vamos também alertar sobre como investir seu dinheiro e tomar muito
cuidado com taxas de administração, taxas de performance e custos
envolvidos em seu investimento que muitas vezes podem levar boa parte do
resultado de seu investimento.
Vamos chamar atenção em muitos investimentos para os cuidados que
devem ser tomados.
Quebrar mitos, esse é nosso objetivo e que você comece a desenvolver não
um investimento, mas sim um projeto para sua vida financeira.
Você pode até mesmo ser conservador na bolsa de valores.
Como isso? Muitos acreditam que bolsa de valores é um negócio de
extremo risco.
Pode ser como pode não ser, bolsa de valores quer dizer operações com
renda variável e aí entra uma série delas, operações com proteção ou sem
proteção.
Operações alavancadas de alto risco, operações com ações com diversos
objetivos, além de operações com seguros.
Hoje em dia está muito comum no mundo todo fundo de investimentos com
capital protegido em renda variável. Aí cabe a pergunta: como um fundo em
renda variável consegue proteger seu capital? A resposta é se protegendo. E
se um fundo pode fazer isso, você também pode. Vamos mostrar durante o
livro esse tipo de investimento em fundo de capital protegido.
Estratégias como Long e Short, operações de financiamento com ações e
opções são estratégias que envolvem risco calculado, você sempre tem um
risco calculado.
Tudo é variável, mesmo os investimentos em renda fixa sofrem variações
por mais diminuta que possam parecer, mas, sofrem.
O mais importante para se obter sucesso em investimentos é um
planejamento e ter sempre uma estratégia objetivada, com foco e uma razão
pela qual investir, seja para pagar a educação dos filhos, seja para
aposentadoria, independência ou liberdade financeira.
Essa etapa de investimentos mostra como investir e o significado dos
principais investimentos com baixo risco ou risco calculado no Brasil.
Sucesso!
Roberto Navarro

O Grande Objetivo do Livro!


Tudo tem um porquê, uma causa, e assim colocamos sempre em nossos
treinamentos de Coaching Financeiro. O porquê faço o que faço. E não
poderia ser diferente com esse livro.
“Quebrando mitos com seu dinheiro” vem mostrar uma luz sobre
investimentos no Brasil, na data de hoje - 10 de abril de 2014 - o Brasil tem
pouco mais de 380.000 investidores em tesouro direto e 616.000
investidores na Bovespa e mais de 100.000.000 de contas de caderneta de
poupança. Esse número mostra a total falta de educação financeira do
Brasileiro, vamos quebrar muitos mitos aqui.
Durante os últimos anos, em especial de 2011 a 2014, venho analisando
muito o comportamento do investidor Brasileiro, está bem claro que o
investidor Brasileiro busca investimentos seguros, uma mistura de falta de
conhecimento e de educação financeira comportamental e medo.
E o interessante é que cada vez mais esses investidores estão sozinhos,
abandonados pelo sistema financeiro, vítimas de alta taxas, muitas vezes a
taxa cobrada chega a ser maior que o retorno do próprio investimento. E
estão abandonados também pelo próprio governo, que mal oferece
educação acadêmica, imagina educação financeira, zero.
E, aí, entra uma série de motivos, os investimentos mais seguros estão
ligados a produtos com baixa remuneração nas instituições financeiras e o
lucro que elas têm com produtos de renda variável é muito superior ao de
renda fixa.
E com isso, dificilmente você encontra no mercado cursos com o tema
“aprenda a investir em renda fixa”. Agora aprenda a investir na bolsa você
encontra centenas deles.
Fica a pergunta: será que essas instituições querem ensinar mesmo?
Por que o apelo educacional é muito forte somente em produtos de renda
variável, onde o lucro do produto é grande?
Pouquíssimas instituições ensinam sobre renda fixa.
Porque não realizam treinamentos dedicados a renda fixa?
Simples, pelo fato de que quanto mais o investidor aprender a investir em
renda fixa, menos a instituição fatura. Por outro lado, quanto mais ele
souber de renda variável, mais a instituição fatura com operações
realizadas.
Temos aí um interesse por corretagens.
Trata-se de educação financeira comportamental. Temos de educar em todas
as etapas, dívidas, investimentos, renda fixa, variável, bolsa, futuros, trades,
fundos, planejamento financeiro e aposentadoria. Não apenas com produtos
que dão muito lucro às instituições.
A educação financeira tem de ser tratada como modelo educacional e
comportamental, e não de acordo com interesses de instituições.
Hoje, o Instituto Coaching Financeiro é o principal sistema de Educação
Financeira que atua em todas as etapas da vida financeira: desde como
economizar até como desenvolver um grande lado empreendedor, passando
por investimentos, geração de renda e controle.
Dá até para entender essa atitude vindo de instituições financeiras, afinal de
contas o negócio deles é realizar investimentos e receber com corretagens e
não educacional, educacional serve apenas como um modelo bem sucedido
de atrair clientes. Porém, é inegável a importância da participação dessas
instituições no processo educacional.
Para escolas de educação financeira e institutos, já não cabe esse
entendimento e comportamento, muitos esbarram em sua própria limitação
técnica e de conhecimento sobre o assunto.
O resultado dos investimentos dos Brasileiros tem sido assombroso devido
a essa situação. Poucos investem e quando investem vão para a caderneta de
poupança, por pura falta de conhecimento e zona de conforto.
Acreditando em rentabilidade, segurança, liquidez e isenção de imposto de
renda. De fato, a caderneta de poupança oferece tudo isso, porém não é a
que mais oferece liquidez, rentabilidade e segurança. Você vai conhecer
muito investimento e muitos produtos interessantes com a leitura desse
livro.
Importante salientar que em investimentos podem haver mudança de regras
por parte do governo e das instituições, uma delas já é certa, a taxa de juros,
essa muda constantemente.
Por isso fica a dica: antes de investir, verifique sempre a informação, pode
ter tido alterações de regras e taxas entre a data de hoje e a data de seu
investimento.
Nós do Instituto Coaching Financeiro também temos um escritório de
investimentos, Matrix Invest, filiado a XP. E esse é um fator que nos dá
condições de avaliar tanto instituições financeiras como investidores, pois
atuamos em todas as pontas, esse fator nos permite uma visão, um
entendimento diferente de muitas instituições e nos permite valorizar ainda
mais a importância da educação financeira comportamental.
Os resultados que nossos alunos têm em seus investimentos em relação a
pessoas que investem sem treinamento é absurdamente diferente, brutal
mesmo a diferença, desde segurança, projeto de vida e planejamento
financeiro, com alocação de recursos focados em seu objetivo de vida.
Acredite, isso faz toda diferença.
Enfim, tenha uma excelente leitura, um excelente estudo e muito sucesso
com seus investimentos.

Esse é o motivo de escrever este livro: colocar no mercado, ao alcance de


todos, um conteúdo sobre produtos de renda fixa e, principalmente,
desmistificar a renda fixa em relação sobretudo a caderneta de poupança.

Para iniciar vamos entender um pouco de juros, importante colocar esse


fator; afinal, sempre queremos ver o nosso dinheiro crescer e esse
crescimento pode depender muito da taxa de juro.
Daí vem a importância de saber calculá-la e descobrir se estou ganhando ou
perdendo.
Mesmo que seu investimento cresça com uma taxa de juro, você corre o
risco de estar tendo uma perda patrimonial importante. Isso é muito comum
com a caderneta de poupança, pois ela rende; porém normalmente perde
para a inflação, nesse caso seu dinheiro recebeu juros, cresceu, porém
perdeu o poder de compra.
Exemplo:
A inteligência financeira em investimentos está em fazer seu dinheiro
vencer a inflação no período de 12 meses sempre. Por que 12 meses?
Pelo fato de muitas vezes seu investimento em um, dois ou três meses
render abaixo da inflação, ou até mesmo dar negativo e, acredite, isso é
muito comum, mas não precisa se desesperar, o importante é no período de
um ano fechar positivo e com ganhos acima da inflação.
O livro trata de investimentos com risco reduzido, não colocaremos apenas
produtos de renda fixa, apresentaremos também renda variável de baixo
risco ou risco controlável.

Juros para começar vamos falar sobre Juros.


O que são:
Juro pode ser considerado todo valor excedente do valor principal, podemos
dar diversos nomes a esse valor, porém tudo que for acima do valor
principal pode ser considerado como juros.
Juros Pré-Fixado
Quando a taxa de juros é pré-fixada, ficamos sabendo na hora de investir o
valor exato do resgate no dia do vencimento.
Devemos realizar investimentos com Juro pré-fixado toda vez que o
mercado estiver operando com tendência de queda de juros, pois garantimos
o juro do dia de início da aplicação, garantindo o recebimento de um juro
maior caso os juros venham a cair no período.

Juros Pós-Fixado.
Nos Juros pós-fixado, nós somente vamos saber o valor no dia do resgate.
Normalmente, esse tipo de investimento com juro pós-fixado, envolve além
dos juros uma taxa como CDI (Certificado de Depósito Interbancário), uma
taxa muito próxima da SELIC.
Devemos utilizar investimentos com juro pós-fixado toda vez que o
mercado estiver apontando para um aumento na taxa de juros. Assim
garantimos o juro mais alto na época do resgate.

Revisando a dica:
Tendência de Alta de Juros, Investir seu dinheiro com juro pós-fixado
Tendência de baixa de juros, investir seu dinheiro com juro pré-fixado.

Juro real
Juro real é o que realmente temos de verificar em nosso investimento.
Juro real é aquele que desconta a taxa de inflação, um exemplo:
Seu investimento rendeu 8% no ano.
Taxa de Inflação 6% no ano.
8-6=2
O juro real recebido foi de 2%
Caso seu investimento renda abaixo da inflação você teve uma perda
patrimonial, caso seu investimento renda acima da inflação você teve um
crescimento patrimonial.
Esse é o grande desafio: vencer a inflação sempre.
E, hoje, com as taxas cada vez mais apertadas, são necessários preparação,
conhecimento, estudo e ter um profissional acompanhando seus
investimentos.
O juro total é conhecido como juro nominal, juro nominal é o total
recebido.
Nos anos 90, por exemplo, tínhamos com certa tranquilidade uma
taxa de juro real em torno de 20% ao ano, o que conseguia dobrar seu
investimento em 4 anos. Se investisse R$1.000,00 ao final de 4 anos
você teria R$2.000,00. Nos últimos anos, essa taxa chega a 3,5% ao
ano, o que para dobrar seu investimento leva 20 anos, uma mudança
significativa.
É necessário mudarmos também a forma de investir.
Juro também pode ser definido como todo valor acrescido ao preço do
produto à vista.
Exemplo: Produto AZX preço à vista = R$10,00; preço a prazo 10 parcelas
de R$1,10; preço total = R$11,00 = juros pagos = R$1,00 ou 10%.

Juro Nominal
Já os juros nominais são considerado a soma total do rendimento, ou seja,
você tinha R$10.000,00 em determinado período e, após um período x,
você tem R$11.000,00, isso significa que você teve um ganho nominal de
R$1.000,00 ou o equivalente a 10%.
No juro real, teria de descontar a inflação, o que não acontece no juro
nominal, por isso é muito importante colocar o juro real sempre, para saber
de verdade o quanto você está ganhando ou perdendo.

Hoje realizar investimentos com juro real acima da inflação é um


verdadeiro desafio, é necessário muita educação financeira, disciplina e
planejamento.
A taxa de juros paga pelo governo Brasileiro é uma das maiores taxas de
juros pagas no mundo, devido a essa característica, muitos investidores
estrangeiros investem seu dinheiro no Brasil para aproveitar a alta taxa de
juros paga.

Características da renda fixa.


Renda fixa, estamos falando naquilo que não se meche é fixo.
Não é exatamente isso que ocorre com renda fixa, seu investimento vai
sofrer variações sim e pode até mesmo ser negativa, dependendo do tipo de
investimento realizado, e principalmente do prazo. Falaremos sobre esse
risco em cada investimento tratado mais adiante.
Não é porque o nome é fixo que não vai sofrer alterações.
Essa alteração é pequena e de baixo risco. O risco chega a ser tão pequeno
que você não corre nem mesmo o risco de “Ficar Rico” investindo em renda
fixa.
Aí você pode até pensar: então por que vou investir em um negócio que não
vai me deixar rico? Agora, se você investe muito dinheiro por mês, nesse
caso você não vai ficar rico, você já chegou rico à renda fixa.
Isso mesmo, para tornar-se Rico investindo em renda fixa é necessário
aportar muito dinheiro.
Porém, é muito importante considerar o efeito diversificação, o efeito
oportunidade e proteção que a renda fixa oferece.
Seu colchão financeiro, por exemplo, deve ficar investido 100% em renda
fixa.
Um fator interessante da renda fixa em comparação com a renda variável é:
a renda variável tem como característica muito forte de avaliação a
rentabilidade passada visando uma projeção futura, o que nem sempre
funciona. Já a renda fixa tem uma visão real de futuro e pode olhar hoje a
taxa que será recebida no futuro.
Uma característica interessante para quem visa segurança é saber
exatamente o quanto irá receber por seu investimento.
É muito comum observarmos comparações entre renda variável e renda fixa
e muitas vezes a renda fixa vence. Porém, temos de entender que o cálculo
é, no mínimo, um pouco estranho, pois a renda fixa tem uma base que é o
CDI; já a renda variável tem o Ibovespa como Benchmark. Dificilmente um
investidor investe em todas as ações do Ibovespa, e sim ele escolhe
empresas dentro ou fora do Ibovespa e, nesse caso, o cálculo muda,
podendo ser muito superior o investimento em renda variável em relação à
renda fixa.
Importante se ater a essa questão, pois muitos investidores acabam tomado
decisões por notícias ou informações não muito interessantes ou
tendenciosas, o que desperta um medo em relação a determinados tipos de
investimentos.
Verifique sempre a informação, pesquise e estude sobre os investimentos
sempre.

Oportunidade com renda fixa para investimento em oportunidade


variável

Uma forma de se obter vantagem interessante com a renda fixa é


utilizá-la como uma estratégia de oportunidades, oportunidade para adquirir
ações ou outros produtos quando estão em liquidação ou em um preço bem
interessante.
Imagine a seguinte situação: você gosta de investir em ações e tem um
dinheiro investido em ações, acompanha o mercado, tem uma boa corretora
e um bom agente de investimentos. E, de repente, aparece uma
oportunidade de um investimento em ações com um curto prazo de 10 dias;
porém todo o seu dinheiro está investido em outras ações e, nesse momento,
não é interessante vendê-las para comprar outras ações. Sendo assim, você
perde a oportunidade.
Agora, se você tem um recurso em renda fixa, esperando essa oportunidade,
o que você faz? Retira esse dinheiro da renda fixa, investe durante esse
curto prazo nas ações, após o período vende as ações e devolve o dinheiro
para a renda fixa, aguardando uma nova oportunidade.
Esse dinheiro da renda fixa pode ficar em um fundo DI ou CDB com
liquidez e rentabilidade diária, assim você tem sempre acesso a seu
dinheiro.
Importante aqui é esse dinheiro não ser o dinheiro do colchão, deve ser um
dinheiro exclusivo para adquirir oportunidades de mercado, que não
necessariamente podem ser em mercado financeiro, podem ser em imóveis
também essa oportunidade.
Esse é o dinheiro de oportunidade.
(Inserir figuras)

Tudo é uma questão emocional.


São nossas emoções que definem nossas ações, sejam elas na hora de
investir ou na hora de consumir.
Aprender a controlar as emoções em investimentos é um dever.
Pessoas com emoções à flor da pele normalmente se dão mal na hora de
investir seu dinheiro, sempre estão no lugar errado na hora errada.
É muito comum alguém que perdeu em ações ficar com tanto medo que
passa a não investir mais em ações e começa a juntar o dinheiro todo em
renda fixa e, normalmente, na poupança. E, como ele sempre escuta que a
bolsa está ruim, está em fase baixista, ele se acha esperto, e que fez a coisa
certa.
Só que, de repente, a coisa muda, a bolsa começa uma fase altista, ele não
liga, pois está contente com o pouco rendimento dele, porém “seguro”.
E, ele escuta de um amigo ou outro o quanto o amigo está ganhando na
renda variável, assiste a jornais falando das oportunidades da renda
variável, lê revistas mostrando o momento da renda variável, e o tempo vai
passando e ele passa a calcular o quanto está deixando de ganhar por estar
na renda fixa. Então, chega o grande dia, o dia fatídico da tomada de
decisão, ele tira todo o seu dinheiro da renda fixa, olha bem o TODO e
investe em ações, só que a fase começa a mudar, quem tinha que comprar já
comprou e agora é a grande hora de vender e realizar os lucros, e o que
acontece com ele? PERDE, novamente e, aí, a história se repete novamente.
Ele cometeu o mesmo erro, foi investir sem conhecimento, sem preparo,
apenas pelo “achismo” e, dessa forma, realmente não funciona.
Investimento não é achismo, investimento é capacidade de entendimento.
Analisar, planejar, ter um assessor de investimento capacitado são questões
fundamentais para a tomada de decisão.
Tudo isso vai fazer você tomar a decisão mais precisa, ainda assim não é a
garantia de 100% de acerto, isso não existe, se venderem essa garantia a
você, principalmente em renda variável, cuidado.
Aprenda a controlar suas emoções, saiba que não existe milagre, não existe
dinheiro fácil, é necessário conhecimento, planejamento, sabedoria e
acompanhar o mercado.
Dá trabalho?
Sim, dá trabalho.
Ficar Rico dá Trabalho.

Ativos de renda fixa indexados à inflação


Muito importante e inteligente é colocarmos em nossa carteira de
investimentos esse tipo de produto financeiro.
Um ativo indexado à inflação garante sempre uma parcela de juro real, isso
é de extrema importância, pois garante o crescimento de nosso patrimônio.
É uma excelente forma de proteger nossa carteira contra a inflação.

São eles alguns títulos públicos com garantia de Selic e IPCA:


Debêntures privadas com IPCA ou título público
A questão também de:
Debêntures
Debêntures patrocinadas ou incentivadas
São debêntures patrocinadas títulos privados com a vantagem da isenção
tributária.
O governo isentou as debêntures incentivadas de impostos a fim de
capitalizar empresas para investirem em infraestrutura, uma necessidade
real hoje no Brasil.
Com isso, uma série de empresas começaram a emitir os títulos de
debêntures, hoje é comum encontrar com taxas nominais entre 13% e 14%.
É muito importante avaliar o rating da empresa, o rating é o grau de risco da
empresa e é muito importante, pois esse tipo de investimento não tem
garantia do Fundo Garantidor de Crédito, o risco é inerente a empresa única
e exclusivamente; se a empresa quebrar, você pode perder seu dinheiro.
Sendo assim, a análise do rating é ultra importante. O banco ou a corretora
fornecem o rating para você no próprio formulário de aceite do
investimento, onde vem colocado o rating.
Importante analisar também o prazo para resgate, cada debênture tem uma
data (ou mais de uma) para seu resgate.
O resgate antecipado é possível, porém entra no mercado secundário, onde
a liquidez de algumas debêntures é limitadaa.

Produtos Financeiros

Vamos destacar produtos financeiros interessantes, meu objetivo aqui é


levar você a um nível de consciência em relação aos principais produtos do
mercado financeiro.
Como o objetivo do livro é mostrar investimentos de baixo risco, vamos
falar de investimentos com essa característica. Aparecerá até mesmo
operação em renda variável, apresentado a risco inerente àquele produto
financeiro.
Em muitos produtos financeiros, eu vou colocar a minha visão sobre o
produto, você pode encontrar visão diferente no mercado, respeito todas e
aqui apresento a minha visão particular de cada produto.
Importante destacar que sou agente de investimentos e tenho escritório de
investimentos. Em nosso escritório, trabalhamos com uma centena de
Instituições Financeiras, não apenas com uma, e isso nos qualifica ainda
mais a falar de determinados produtos.
Pode ser que, em algum caso, eu mostre o nome de uma ou outra
instituição, apenas quando for extremamente necessário, Na maioria, vamos
utilizar códigos.
Lembrando sempre: nosso intuito é educar. A decisão de investimento é
100% sua, por isso avalie bem, além desse livro, antes de tomar sua decisão
e pesquise, confira e, dê preferência, tenha um Agente Autônomo de
Investimento de sua confiança.
Investimento envolve risco de perda, tenha conhecimento de todo o risco
envolvido antes de investir.
Conhecendo itens e índices financeiros que vão aparecer em
comentários e produtos.
FGC
Fundo Garantidor de Crédito é quem garante alguns investimentos no
Brasil, como conta corrente, caderneta de poupança, LCI, LCA, CRI, CRA
e CDB.
O limite coberto pelo FGC é de R$250.000,00 por CPF e por Instituição
financeira, na data de hoje, 10 de Setembro de 2014, esse valor pode sofrer
alterações.
Instituído em agosto de 1995, pela Resolução 2.197, de 31 de agosto de
1995, do Conselho Monetário Nacional, ela autoriza a constituição de
entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a administrar mecanismos
de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras.
Dica importante ao escolher aplicações cobertas pelo FGC: invista menos
de R$250.000,00, pois o valor coberto é de apenas R$250.000,00.
Considere sempre o rendimento que terá, pois caso o valor exceda o limite
de R$250.000,00, você irá receber - em caso de quebra da Instituição
Financeira - apenas o valor de R$250.000,00. Por isso, mantenha sempre
essa margem de suporte.
Em caso de precisar utilizar mais de R$250.000,00 em investimentos,
diversifique em instituições financeiras.
Você pode acompanhar as regras pelo portal do FGC:
www.fgc.org.br

DPGE
Depósito a Prazo com Garantia Especial do FGC.
DPGE tem uma garantia especial do FGC no valor de até R$20.000.000,00,
um tipo de investimento realizado por grandes investidores.
O DPGE normalmente leva três dias úteis para devolver o dinheiro ao
investidor.
Investidores qualificados
São investidores com mais de R$300.000,00 em dinheiro investido em um
ou mais produtos financeiros.
Alguns produtos financeiros são exclusivos para investidores qualificados,
esses produtos têm algumas regras diferentes e grau de risco diferente.
Não é permitido ao investidor comum acessar investimentos qualificados,
para ter acesso a eles é necessário, além de ter o dinheiro, assinar um termo
como investidor qualificado na instituição financeira.
O valor investido não precisa ser necessariamente em um único produto
financeiro, pode estar diversificado em diversos produtos, que já é o
suficiente para tornar-se um investidor qualificado.
Esse valor está para ser alterado pelo Banco Central, é provável que o
investidor qualificado seja para investimentos acima de R$1.000.000,00.
Vale a pena ser um investidor qualificado, não somente por ter mais
dinheiro, mas por ter acesso a produtos financeiros com taxa de
administração menores e rentabilidades muitas vezes maiores.
Coloque essa meta de tornar-se um investidor qualificado, vale a pena.

Selic
Selic é a taxa básica de juros da economia fixada pelo Banco Central do
Brasil a cada 45 dias. Quando a taxa sofre alteração, todo o mercado de
juros no mercado financeiro sofre alteração, de acordo com a variação da
Selic.
Essa alteração pode ocorrer para cima ou para baixo.
Selic é uma ferramenta que o Governo utiliza muito como combate à
inflação.
IPCA – IBGE
Índice de Preços ao Consumidor Amplo é calculado pelo IBGE em cidades
e capitais do país.
Baseado no histórico de famílias que recebem de 1 a 40 salários mínimos,
atualmente o IPCA é o índice oficial do governo. Sua apuração é mensal, do
primeiro ao último dia útil do mês.

IGP DI
Índice Geral de Preços – Disponibilidade interna, da FGV, é formado por 3
índices.
60% IPA - Índice de Preços do Atacado.
30% IPC - Índice de Preços ao Consumidor.
10% INCC - Índice Nacional da Construção Civil.

IGP M
Índice Geral de Preços do Mercado – FGV
Utiliza a mesma base do IGP DI, diferindo apenas a data d coleta, que
considera do 21º Dia do mês anterior ao 20º dia do mês seguinte.
E o parâmetro de inflação do mercado financeiro serve, por exemplo, para
ajustes do aluguel.

CDI
Certificado de Depósito Interbancário utilizado pelos bancos, é uma taxa
over, com a qual os bancos realizam empréstimos entre eles para cobrir sua
necessidade de caixa de um dia. Normalmente, essa taxa é próxima à Selic.
CDI é muito utilizado como Benchmark do mercado de renda fixa.
São transações realizadas por meio eletrônico e registradas na CETIP.

Benchmark
Benchmark é um índice de comparação, uma forma que temos de comparar
o resultado de nosso investimento com uma média de mercado, os
benchmarks mais utilizados são:
CDI – Utilizado como Benchmark em alguns fundos de renda fixa e
Multimercado e Long & Short.
Caderneta de Poupança – Utilizado como índice em alguns fundos de
renda fixa.
Ibovespa – Índice com as principais ações da Bovespa, utilizado muito
como Benchmark da renda variável em muitos fundos.
IFIX – Índice de Fundo Imobiliário utilizado para o mercado dos fundos
imobiliários.
IMA-B - É um índice criado pela AMBIMA, com base nos títulos do
Tesouro Nacional.
ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial, empresas listadas no novo
mercado da Bovespa.
Benchmark é uma referência muito interessante e deve ser acompanhada de
perto para se ter uma ideia do resultado de seus investimentos e poder
compará-los com uma média de mercado real.
As instituições financeiras utilizam os índices de Benchmark para
acompanhar, tomar decisões e avaliar o resultado de seus produtos
financeiros e investimentos. Utilizam sempre um determinado Benchmark
como referência para os resultados de seus fundos de investimentos e a
cobrança de taxa de Performance.
Muita atenção com a escolha do Benchmark em seu fundo de investimento,
pois pode gerar um comprometimento de resultado devido ao Benchmark,
isso tem acontecido muito com fundos de renda fixa.
Alguns fundos colocaram como Benchmark a caderneta de poupança e, no
momento atual das taxas de juros, o índice da caderneta de poupança chega
a ser 80% menor que o CDI. Nesse caso, verifique sempre o Benchmark
para ter um resultado interessante e diminuir, assim, seu custo com taxa de
performance.
Exemplo:
Fundo ABC
Cobra 20% de Performance com Benchmark na Poupança.
Investimento valor de R$10.000,00.
Rendimento no período 12% aa. Nesse caso, o rendimento do fundo foi de
R$1.200,00.
Rendimento da Poupança no período 6%. Nesse caso, o rendimento do
dinheiro na poupança seria de R$600,00.
Como a taxa de Performance é cobrada apenas em cima da diferença, a
diferença entre a rentabilidade da poupança e a rentabilidade do fundo foi
de R$600,00. Os 20% serão cobrados em cima desses R$600,00,
totalizando um valor de R$120,00.
Sendo assim, você vai receber o valor de R$1.080,00 de rendimento.
Vamos agora ao investimento no Fundo DEF:
Esse fundo também cobra 20% de Performance, porém seu Benchmark é o
CDI.
Investimento valor de R$10.000,00.
Rendimento no período 12% aa. Nesse caso, o rendimento do fundo foi de
R$1.200,00.
Rendimento do CDI no período 10%. Nesse caso, o rendimento do dinheiro
no CDI seria de R$1.000,00.
Como a taxa de Performance é cobrada apenas em cima da diferença, a
diferença entre a rentabilidade do CDI e a rentabilidade do fundo foi de
R$200,00. Os 20% serão cobrados em cima desses R$200,00, totalizando
um valor de R$40,00.
Dessa forma, você vai receber o valor de R$1.160,00 de rendimento.
Recebe R$1.160,00 contra R$1.080,00 apenas pela diferença de
Benchmark. Essa é uma diferença considerável, avalie sempre essa questão
em seus investimentos.
No caso dos fundos, ainda tem a taxa de administração que, no caso de um
fundo de renda fixa, pode variar de 0,1% a 2% ao ano, de acordo com a
instituição financeira. Compare sempre antes.
Comece a quebrar mitos em seus investimentos, verifique e compare taxas e
benchmark. Cuidado, seu gerente vai se assustar com essas perguntas. Rs.
Mito – observe e compare sempre um fundo com taxa de performance e
outro sem taxa de performance. Cuidado, nem sempre o que cobra
menos taxas rende mais.

Suitability
É um sistema de classificação do investidor, o suitability é um questionário
que você responde e, como resultado das respostas, é gerado um perfil de
investidor: conservador, conservador moderado, moderado, moderado
agressivo e agressivo.
Agora é obrigatório, pelo Banco Central do Brasil, a todas instituições
financeiras realizarem o suitability com seus clientes que têm dinheiro
investido.
As instituições têm um prazo para se adaptarem, em breve estarão proibidas
de aceitar investimentos sem a realização do suitability, que é preenchido no
próprio site da instituição financeira.
Muitos investidores que têm dinheiro investido e ainda não preencheram o
suitability estão sendo convidados a realizar o preenchimento, inclusive
algumas instituições têm enviado cartas aos investidores que têm
investimentos, porém estão em desacordo com o suitability.
Caso você ainda não tenha realizado o questionário, faça-o. É muito
importante, mesmo que ainda não tenha dinheiro a investir, você vai
conhecer o seu perfil.
Importante falar que o perfil de investidor muda muito rápido,
principalmente no Brasil, e para um investidor iniciante.
Como o Brasileiro ainda não tem o hábito de investir e quando investe, a
imensa maioria vai para a caderneta de poupança, o perfil da maioria é o
perfil conservador. Acontece que conforme o investidor vai aprendendo, vai
se educando, lendo livros de finanças, participando de seminários e cursos
sobre investimento, ele passa a tornar-se cada vez mais um especialista e,
dessa forma, vai alterando gradativamente o seu perfil de investidor, vai
tolerando mais riscos dentro de seu aprendizado recebido.
Outra questão muito interessante em relação ao suitability é que muitos
investidores mantêm renda fixa em banco e renda variável em corretoras.
Dessa forma, o suitability do banco e da corretora ficam deficitários, pois
podem apresentar um resultado do investidor no suitability como moderado
se, naquele banco, ele só tem investimento em renda fixa; ou seja,
utilizando um perfil conservador, embora sua classificação do suitability
tenha dado moderado. Nesse caso, se for chamado pelo gerente, é
importante colocar a ele que tem investimentos em renda variável em uma
corretora.
Segue um modelo de como se deve alocar os recursos de investimentos.
Verifique se seus produtos financeiros estão de acordo com seu nível de
tolerância ao risco.

Perfil de Produtos
Investimento
Conservador Vida e Previdência;
Renda Fixa (ativos diretos e Fundos) ; e
 
Moderado Vida e Previdência;
Renda Fixa (ativos diretos e Fundos);
Fundos Multimercados;
Fundos Cambiais;
Renda Variável;
Fundos Imobiliários; e
Fundos em Participações.
Moderado Agressivo Vida e Previdência;
Renda Fixa (ativos diretos e Fundos);
Fundos Multimercados;
Fundos Cambiais;
Agressivo Renda Variável;
Fundos Imobiliários;
Fundos em Participações; e

Importante colocar que o perfil do investidor será alterado conforme passa a
investir e a conquistar conhecimento financeiro. Com mais informações, o
investidor passa a ter condições de investir de forma melhor e, assim, vai
modificar suas estratégias no decorrer do processo.
Importante também salientar que, dependendo do objetivo, o investidor é
agressivo e, dependendo do objetivo, o mesmo investidor é moderado ou
conservador. Um investidor normalmente é conservador com sua segurança
financeira e agressivo com seu plano de independência, por isso o processo
de “Potes Financeiros” é fundamental.

Fundos de Investimentos e seus custos.

Todo fundo de investimento é uma espécie de condomínio financeiro.


O que é um condomínio financeiro?
Imagine o condomínio de sua casa, ele exige um CNPJ próprio, um síndico
e uma gestão para arrecadar e pagar as contas e despesas em comum de seu
condomínio.
Um Fundo de Investimentos é exatamente isso, existe um Gestor do fundo,
uma auditoria do fundo, um órgão regulamentador, um órgão classificador
do fundo e uma equipe de gestão do fundo.
E toda essa despesa é compartilhada por meio da taxa de administração do
fundo.
Muita gente acredita ser injusta essa cobrança, mas vamos lá.
Imagina a seguinte situação:
Um amigo chega até você e fala que vai viajar, vai ficar fora durante o
período de um ano e, nesse período, ele vai pedir para você tomar conta de
um patrimônio dele.
Esse patrimônio é dinheiro, ele vai te entregar para você tomar conta do
montante de R$100.000,00 por um período de um ano. V você tem a
obrigação de cuidar do dinheiro dele.
Se alguém roubar o dinheiro, a responsabilidade é sua.
Se você perder esse dinheiro, a responsabilidade é sua.
Se você administrar mal a sua conta e, por um acaso, utilizar parte do
dinheiro, terá de devolvê-lo.
E, para você tomar conta desse dinheiro, ele vai te pagar o montante de
R$1.000,00 por ano, ou seja, R$83,33 por mês. Para você assumir toda essa
responsabilidade.
Tem mais, depois de um ano, você tem de devolver a ele o valor não de
R$100.000,00, mais de R$108.000,00. Sim, é uma taxa que ele quer por
você poder cuidar do dinheiro dele.
Você pode estranhar... espera aí, ele me dá R$1.000,00; eu faço tudo isso e
ele ainda quer R$8.000,00 a mais?
Sim, exatamente isso.
Bom, em muitas palestras eu faço essa pergunta e raramente uma pessoa
levanta a mão aceitando a proposta. Ou seja, não faria.
Sabe quem faz?
A instituição financeira faz isso para você.
E ainda tem manifestações nas ruas que quebram vidros do banco e, mesmo
assim, ele te garante. Tem assalto a caixa eletrônico, tem assalto a banco e,
mesmo assim, ele te garante.
Por isso a taxa de administração é cobrada, para cobrir custos operacionais
e ter lucro.
Quando for investir em um fundo de investimento, cabe a você comparar
taxas de investimento e taxas de performance antes de investir, e faça isso
com certeza.
Existem muitos casos em que a taxa cobrada chega a ser maior que a
rentabilidade em fundo de renda fixa. Já vi isso ocorrer não apenas em
renda variável. Essa situação mais comum que se possa parecer.
Sempre compare as taxas de administração, risco do fundo, volatilidade,
liquidez antes de investir.
Tenha bem claro na apresentação do fundo tanto as taxas, como também
tempo para aplicar, tempo para resgate e cotização do fundo. Você pode
consultar também o site da AMBIMA, que tem a classificação de todos eles
e o portal INFOMONEY também tem um programa bem interessante de
fundos com comparativo.
Quando você investe em um fundo, você não tem controle de onde o seu
dinheiro está indo, esse controle é inteiro administrado pelo gestor do fundo
e ele pode até mostrar em qual produto está investindo o seu dinheiro.
Quando da escolha do fundo, ele apresenta que tipo de produto ele vai
colocar no fundo como: Título Público, Debêntures, Moedas, Outros
Fundos, tudo isso deve estar bem explicado no prospecto do fundo.
Verifique sempre.
Atenção
Muitos fundos, além da taxa de administração, cobram taxas de saída
do fundo (e não é previdência privada). Isso existe e você deve se
atentar para essa cobrança, normalmente não explicada por agentes
financeiros.
Geralmente, essa cobrança é realizada quando solicitado o resgate
antes do prazo determinado pelo fundo. Atenção antes de investir,
verifique se o prazo de resgate está compatível com suas necessidades
financeiras.
Cada fundo de investimento tem um CNPJ próprio e tem de operar pela
regra aprovada pela CVM e pela classificação da AMBIMA. Ou seja, não é
o CNPJ da instituição e sim um gerado para o próprio fundo.
Pode o fundo quebrar e a instituição não? Sim, pode acontecer.
Pode acontecer a quebra de um fundo e não a da instituição pelo fato de um
fundo de investimento ter seu CNPJ separado em relação ao da instituição.
O risco de um fundo de investimentos está atrelado aos produtos a que
remuneram e nos quais estão alocados no fundo.
Taxa de Performance
Além da taxa de administração, é muito comum os fundos cobrarem taxas
de performance.
Calma, nem tudo é ruim na taxa de performance; aliás, eu particularmente
adoro pagar taxa de performance.
A taxa de performance, como o nome fala “Performance”, só é cobrada
mediante a entrega de um resultado.
Quando um fundo cobra taxa de performance, ele vai colocar um
benchmark (mais a frente vamos falar sobre benchmark), uma referência,
algo a ser comparado. E a taxa de performance é cobrada mediante a
entrega desse resultado prometido.
Vamos a um exemplo: o fundo FIAXPTO. Um fundo de ações coloca como
taxa de performance 20% e como Benchmark o índice Bovespa.
Vamos supor que no período de seu investimento o fundo rentabilizou 30%
no período e o Índice Bovespa rendeu 20%. A taxa de performance será
cobrada em cima da diferença.
Exemplo:
Valor do investimento R$10.000,00
Ibovespa 20% = R$2.000,00
Fundo FIAXPTO 30% = R$3.000,00
Diferença a favor do fundo = R$1.000,00
Taxa de Performance = 20% da diferença = R$200,00
R$200,00 é o valor da taxa de Performance, perceba que mesmo pagando a
taxa de Performance, o resultado foi superior ao Benchmark e você lucrou
R$2.800,00. Se fosse sem a taxa em um fundo do índice, você teria apenas
R$2.000,00 (aqui não foi calculada a taxa de administração, apenas a de
performance para o exemplo).

A taxa de Performance sempre será cobrada em cima da diferença e a cada


seis meses.
Atenção, alguns fundos podem cobrar taxa de performance mesmo
com o fundo dando negativo, porém superando o Benchmark.
Vamos ao exemplo: vamos supor que no período de seu investimento, o
fundo FIAXPTO apresentou uma perda de 10% e o índice de Benchmark
Ibovespa apresentou uma perda de 20%. Concordamos que mesmo o
resultado do fundo sendo negativo, ele apresentou uma Performance
superior ao índice de Benchmark.
Porém nem sempre será cobrada, existe fundo que não faz essa cobrança.
Normalmente são cobradas em fundos em que existem a chamada “Marca
d’Agua” ou “Linha d’Agua”, geralmente para investidores qualificados,
mas cabe verificar antes de investir.
Outra dica importante:
Verifique sempre qual é o Benchmark da cobrança da taxa, pois as
instituições estão muito espertas, pelo fato de muitos investidores
escolherem fundos com taxa de Performance, devido a um resultado
superior, muitos investidores não têm prestado atenção no que tem
acontecido recentemente.
Algumas instituições, especialmente em fundos de renda fixa, estão
alterando o Benchmark para o índice da caderneta de poupança. Isso
significa que vamos pagar mais caro.
Antes, eles colocavam o benchmark de renda fixa em cima do CDI e dos
índices de inflação, todos eles superiores à caderneta de poupança e, com o
novo benchmark, a cobrança passou a ser bem maior a favor das
Instituições.
Um exemplo:
Índice da poupança = 6%
CDI = 8%
Resultado do fundo =10%
Diferença a ser cobrada sobre o Benchmark CDI = 2%, se a taxa de
Performance for de 20% = 0,40 % sobre o rendimento a ser cobrado.
Diferença a ser cobrada sobre o Benchmark caderneta de poupança = 4%,
considerando a mesma taxa de Performance 20% = 0,80% sobre o
rendimento a ser cobrado.
Perceba que chega a ser o dobro da cobrança, como pode verificar, e até
mesmo como Benchmark a caderneta de poupança é ruim.
Vale muita atenção na escolha do fundo e esse caso especifico está
acontecendo na renda fixa, o que compromete muito a rentabilidade de seu
investimento.

Risco de um FI (Fundo de Investimento)


Fundo de investimento não tem garantia do FGC - Fundo Garantidor de
Crédito (falaremos mais à frente sobre o FGC).
Esse é um ponto negativo do produto.
A garantia é toda da instituição. Porém, o fundo pode quebrar e a instituição
não, nem mesmo ser responsabilizada por isso, em alguns casos.
Isso ocorre, porque o risco está ligado aos produtos financeiros colocados
dentro do fundo.
Exemplo de um fundo de ações: no FIA (Fundo de Investimentos em
Ações), o gestor escolhe ações de determinadas empresas. Onde está o
risco?
Nas ações das empresas que estão dentro do fundo e não na instituição
financeira que administra o fundo.
Muita gente, de forma errônea, acredita que ao investir em um fundo ele
está diversificando seu investimento. Sim, é verdade, dentro de um fundo
de investimento os recursos são alocados em diversos produtos financeiros
dentro da categoria estabelecida e permitida pela regra do fundo, isso é uma
diversificação do fundo.
Porém, a diversificação do investidor é importante ser realizada em diversos
fundos e em diferentes instituições financeiras; assim, você diminui o risco
de forma inteligente.
Muitos não fazem isso por ter um relacionamento com seu gerente de conta
do banco, isso é um grande erro. Acredite, seu gerente é especialista em
relacionamento, ele é treinado, preparado para gerar relacionamento, o
banco sabe que nós somos passionais e damos muito valor ao
relacionamento e ele utiliza isso a favor dele, não ao nosso.
Uma diferença de apenas 0,1 ponto percentual em 20 anos significa o valor
total de seu capital e, em 20 anos, provavelmente o banco irá trocar mais de
5 vezes o gerente de sua conta.
Outro motivo pelo qual muitos não diversificam é pelo fato de ter de abrir
conta em outro banco. Realmente, isso é muito chato, imagine ter conta em
diversos bancos, várias taxas a pagar, a perda de tempo e ainda ter de
controlar várias contas.
Isso hoje também não é necessário. Você pode abrir uma única conta em
uma corretora de valores, que trabalha com fundos de investimentos de
diversas instituições financeiras, o famoso “Shopping Center financeiro”.
Ali, você tem como escolher os melhores fundos, comparar as melhores
taxas e, normalmente, elas não cobram custo mensal de conta corrente.
figuras e extender mais o conceito de shopping financeiro, citar a schwab
Quanto ao risco da corretora, pode ficar tranquilo nesse sentido, o risco está
no produto financeiro e não na corretora. Corretora só leva corretagem e
quem vai remunerar a corretora é a instituição financeira com um repasse
da taxa de administração cobrada e não você. É você quem paga a taxa de
administração à instituição financeira por meio da taxa de administração
cobrada por ela.
Muito importante verificar o rating, o risco da instituição financeira gestora
do fundo, já que fundo de investimento não tem garantia do FGC. Todo
cuidado deve ser levado em consideração, uma vez que o risco de um fundo
de investimento é o risco de crédito que está ligado aos produtos de dentro
do fundo e à instituição financeira gestora do fundo.
Cuidado com fundos alavancados. Nesses fundos, além de você poder
perder seu dinheiro, pode sair devendo. Antes de aceitar um fundo,
verifique se ele opera com alavancagem, isso acontece em alguns fundos de
renda variável, inclusive Multimercado. Em renda fixa, isso não acontece.
Dois tipos de fundos – Passivo e Ativo
Temos dois tipos de fundos no mercado:
Fundo Passivo
Fundo passivo é aquele que segue a um índice, um benchmark ou a uma
operação ou empresa específica.
Um fundo de ações Ibovespa é um fundo passivo, investe em todas as ações
do índice Bovespa. Seu objetivo é apresentar o resultado do IBOVESPA, o
gestor não pode investir em outras ações que não estejam qualificadas ao
índice.
Um fundo de ações em ações Petrobras ou Vale também é um fundo
passivo. O gestor do fundo vai colocar todos os recursos nessas ações, ele
não pode em um fundo Petrobras investir no Grupo Ultra (Ipiranga), por
exemplo. Ele tem de colocar tudo na Petrobras.
Normalmente, um fundo passivo cobra taxa de administração menor, pois o
trabalho da gestão é extremamente menor, ele vai apenas seguir um índice,
replicar aquele resultado. E, geralmente, não cobram taxa de Performance,
pois não têm muita Performance a ser apresentada, é só replicar resultado
do desafio.
Fundo Ativo
Fundo ativo é aquele fundo que não segue uma referência, um Benchmark.
Na verdade, ele compete com o Benchmark e seu grande desafio é vencer
esse Benchmark.
Esses fundos necessitam de grande estudo e competência por parte de sua
equipe de gestão. As instituições financeiras travam verdadeira batalha em
busca dos melhores profissionais de mercado para gerir seus fundos. Esses
profissionais extraordinários são verdadeiras estrelas no mundo financeiro,
com todo merecimento diga-se de passagem.
Normalmente, um fundo ativo cobra taxa de administração maior, afinal o
trabalho de gestão é muito maior, ter de escolher ativos com maior
oportunidade de rentabilidade, risco e retorno.
Fundos ativos em sua grande maioria também cobram taxa de performance.
Fundo ativo existe em toda categoria, seja de fundos imobiliários, fundos de
renda fixa, Multimercado ou fundos de ações.
Gosto mais de fundos ativos, pois são geridos por profissionais
extremamente qualificados, que buscam sempre vencer ao Benchmark.

Motivo de um fundo fechar para captação.


Alguns fundos fecham para captação, muita gente fica com medo.
Não precisa se assustar não; aliás, é até positivo.
Um fundo, quando abre, coloca uma meta de captação de recursos, um
limite de captação para gerir aquele fundo.
A equipe de gestão determina que até “x” milhões de reais eles farão uma
administração interessante. Quando o fundo atinge esse montante pré-
determinado, a equipe de gestão fecha o fundo para novos depósitos.
Quem está dentro permanece e seu dinheiro continua sendo administrado
com a mesma qualidade, só não entra dinheiro novo, novos recursos. Você
pode sacar quando quiser o seu dinheiro, respeitando o prazo do fundo
logicamente.
Com o tempo, como o fundo deixa de capitar e os resgates acontecem
naturalmente pelos cotistas do fundo, o fundo passa a ter novo saldo para
captação e, nesse caso, ele reabre para nova captação, permitindo a entrada
de novos recursos dos cotistas do fundo e de novos investidores.
Importante prestar atenção: o fato de um fundo fechar para nova captação
está ligado à boa remuneração do fundo. Um fundo com remuneração ruim
tem dificuldades de captação. Já, se um fundo capta com certa rapidez, isso
é devido a sua excelente gestão. Fique atento e aproveite as oportunidades.
Muitas instituições financeiras comunicam quando um fundo está para
fechar para captação, fique atento.
Mito – Quando um fundo fecha para captação é por sua boa
performance. Por isso, busque sempre a informação correta. Um fundo
que capta pouco pode estar com performance ruim.

Tipos de Fundos de Investimentos

Fundo DI
Fundo de renda fixa, com rendimento e liquidez diária. A vantagem desse
tipo de fundo está ligada ao rendimento e liquidez diária, seu rendimento é
bem pequeno, muitas vezes perde até mesmo para o CDI. É necessário
comparar bem.
Porém, em muitos casos, batem o rendimento da caderneta de poupança.
Não existe garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O risco do
fundo DI está ligado ao risco de crédito da instituição financeira.
É cobrado Imposto de Renda da renda fixa sobre a rentabilidade do fundo e
IOF nos primeiros 30 dias.
Indicado para quem tem recursos parado na conta corrente para pagamento
de despesas de curto prazo.
Pode ser utilizado como conta para manter o capital de giro, já que o
dinheiro terá uma rentabilidade diária e parado na conta não.
É cobrada taxa de administração no fundo. Nesse caso, verifique o
Benchmark e dê preferência ao Benchmark ligado ao CDI, pois tem alguns
fundos cobrando Benchmark ligado à caderneta de poupança e, nesse
momento, essa diferença é grande, o CDI está 70% mais alto que a
poupança, então o Benchmark - se for poupança - vai te cobrar uma taxa a
mais.
Fique atento à taxa de administração de um fundo DI, pois como sua
remuneração é pequena, a taxa de administração tem um grande peso.
Importante comparar as taxas antes de investir. Existem no mercado fundos
DI, normalmente de grandes Bancos, cobrando 3% de taxa de
administração contra 0,3% de outro fundo DI da mesma categoria.

Pesquisar, estudar envolver-se com seu investimento é de extrema


importância. Jamais, mas jamais mesmo, tome uma decisão financeira por
achismo ou pela primeira informação, pesquise e faça perguntas. Compare
sempre antes de investir.
Evite sempre aquela dica do amigo, do cunhado, irmão, confira e pesquise
antes.
Um bom exemplo que tenho é de um aluno do curso Coaching Financeiro.
Um bom aluno, profissional e empreendedor de sucesso que tem uma
empresa muito interessante e que gera um bom lucro.
E, mesmo com essa característica empreendedora, ele tem dificuldade em
realizar investimentos financeiros, o que pode causar um verdadeiro estrago
em sua vida financeira.
Ele veio me perguntar a respeito de um fundo de investimento, o fundo
compromissado DI. Disse que seu dinheiro estava todo nesse investimento,
veja bem: todo!
A história dele é bem interessante: ele procurou o gerente de sua conta e
solicitou que mudasse de investimento e colocasse seu dinheiro na
caderneta de poupança, e o gerente imediatamente foi contra, alegando que
ele iria perder na poupança e que caderneta de poupança é um péssimo
investimento.
Sim, caderneta de poupança pode não ser a maravilha dos investimentos,
porém nesse caso do fundo compromissado DI sim, ela é melhor!!!
Quando meu aluno me contou essa história, a primeira pergunta que fiz foi:
Qual seu objetivo com esse dinheiro?
Ele respondeu: Nenhum!
Eu: Como assim nenhum?
Ele: Esse dinheiro é para acumular, não tenho necessidade de utilizar esse
dinheiro.
Veja bem, ele tem um recurso financeiro para longo prazo, não tem
necessidade de utilizar esse dinheiro agora.
Nesse caso, o produto DI é horroroso, é terrível para ele, a caderneta de
poupança também péssima opção, porém muito melhor em relação ao fundo
DI dele.
Esse tipo de fundo somente é interessante para colocar dinheiro para
utilização de recursos rápidos dentro do mês, fora isso não.
E, comparando com a caderneta de poupança, que foi sua solicitação junto
ao gerente de sua conta, a caderneta leva super vantagem já que ele não iria
precisar sacar esse dinheiro.
Vamos comparar o dois:
O Fundo DI cobra Imposto de Renda de renda fixa, ou seja:
22,5% em até 180 dias
20% de 181 a 360 dias
17,5% de 361 a 720 dias
15%após 720 dias 15%
Portanto, no fundo tem imposto a pagar e na caderneta de poupança não.
O banco em que seu dinheiro está investido está cobrando uma taxa de
administração de 1,25% ao ano. Nesse fundo, a caderneta de poupança não
cobra taxa de administração, talvez esse seja o grande interesse do gerente
de sua conta, atingir a famosa meta à custa da perda do patrimônio do
cliente.
A rentabilidade desse fundo nos últimos 4 meses foi inferior à da poupança.
E, por último e pior, o Fundo DI: não tem garantia nenhuma, não é coberto
pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e, em caso de quebra do banco,
esse meu aluno pode perder todo seu dinheiro. Enquanto a caderneta de
poupança é garantida pelo FGC até o valor de R$250.000,00.
Esse fato de meu aluno de Coaching Financeiro mostra como é importante
primeiro:
Estudar muito sobre investimentos, exatamente como você está
fazendo ao adquirir esse livro;
Pesquisar sobre investimentos em revistas, internet;
Conversar sobre investimentos, não ter vergonha de falar e fazer
perguntas. Às vezes, temos medo por achar que estamos
perguntando o óbvio, mas pergunta tola é aquela que não foi
feita;
Ter um agente de investimento, um Coach Financeiro que seja
independente e que possa comparar seu investimento;
Comparar sempre antes de investir.
Esse é um dos fatos que eu sempre falo, como o Coaching Financeiro
transforma vidas, você imagina como ficou esse aluno?
Sua face, seu rosto ficou vermelho de raiva do gerente de seu banco. Eu
ainda falei que o gerente não tem culpa, ele cumpre ordens e tem metas a
cumprir, é o emprego dele.
Nosso projeto Avança Brasil tem aberto a mente de muitos investidores
sobre aa forma de investir.
Imagine quanto dinheiro esse aluno já perdeu sendo remunerado abaixo da
inflação, sua perda patrimonial nos últimos anos foi gigantesca. Imagine
quanto ele ainda iria perder se não estivesse no treinamento e ainda se ele
estivesse no treinamento e não tivesse me perguntado, levantado a questão?
Seria uma perda imensurável, por isso prepare-se sempre e pergunte
sempre.

Fundos Setoriais
Todos os fundos setoriais cobram taxas de administração e alguns, além
da taxa de administração, cobram taxas de performance. Verifique
antes as taxas.
Fundos de investimento não têm garantia do FGC – Fundo Garantidor
de Crédito.
Setor Bancário
Investir os recursos no setor bancário, em ações de bancos como Itaú,
Bradesco, Banco do Brasil, Banrisul, entre outros.
Muitas vezes, o investidor tem dúvida em qual ação investir, porém
pretende investir seu dinheiro no setor ligado ao mercado bancário. A opção
por um fundo de investimento de ações do setor bancário passa a ser uma
opção interessante nesse caso.
Os bancos e muitas corretoras independentes oferecem fundos de
investimento em ações do setor bancário.
Não existe garantia do FGC e o investidor deve avaliar o risco do banco, ou
seja, seu rating e as taxas envolvidas como: taxa de performance, taxa de
administração e o prospecto do fundo.
Avalie também o histórico de rendimento do fundo, bem como sua liquidez
para resgate do dinheiro.
Fundo de ações: o imposto cobrado é o da renda variável (15%) e já vem
retido na fonte no momento do resgate.
Setor de energia elétrica
Investir seus recursos em empresas do setor de energia elétrica por meio de
ações listadas no IBOVESPA.
Serve especialmente para o investidor que deseja investir no setor elétrico e
está em dúvida em qual empresa investir. Teoricamente, os gestores dos
fundos de investimento estão mais preparados para escolher as empresas
que estão melhor qualificadas para investimento.
Não existe garantia do FGC e o investidor deve avaliar o risco do banco, ou
seja, seu rating e as taxas envolvidas como: taxa de performance, taxa de
administração e o prospecto do fundo.
Avalie também o histórico de rendimento do fundo, bem como sua liquidez
para resgate do dinheiro.
Os fundos setoriais todos tem essa mesma categoria.
Fundo de ações: o imposto cobrado é o da renda variável (15%) e já vem
retido na fonte no momento do resgate.

Setor Petróleo
Investir no setor de Petróleo, via ações listadas no IBOVESPA, segue a
mesma linha dos outros fundos setoriais.
Não existe garantia do FGC e o investidor deve avaliar o risco do banco, ou
seja, seu rating e as taxas envolvidas como: taxa de performance, taxa de
administração e o prospecto do fundo.
Avalie também o histórico de rendimento do fundo, bem como sua liquidez
para resgate do dinheiro.
Fundo de ações: o imposto cobrado é o da renda variável (15%) e já vem
retido na fonte no momento do resgate.

Setor Agropecuário
Segue a linha setorial, porém seus investimentos estão ligados na forma de
investimentos via Bolsa Mercadorias e Futuros - BMF.
Não existe garantia do FGC e o investidor deve avaliar o risco do banco, ou
seja, seu rating e as taxas envolvidas como: taxa de performance, taxa de
administração e o prospecto do fundo.
Avalie também o histórico de rendimento do fundo, bem como sua liquidez
para resgate do dinheiro.

Fundo Long & Short


Fundo muito interessante. Opera com uma operação de compra e venda de
uma ação dentro da mesma empresa ou combinando setores.
Pode ser feita uma operação, por exemplo, de compra de PETR4 no valor
de R$10.000,00 e venda de PETR3 no valor de R$10.000,00. Os valores
serão sempre os mesmos de compra e de venda, tornando o saldo zero, o
lucro está na diferença de valorização e desvalorização da ação. Pode ser
feita dentro da mesma empresa, como no exemplo citado, ou em empresas
diferentes dentro do mesmo setor, como setor de Petróleo com Petrobras
PETR x Ipiranga UGPA, ou setor de consumo Americanas LAME x Pão de
Açúcar PCAR.
Parece ser uma operação difícil, porém é bem simples; lógico, para quem
conhece o mercado. Essa é uma operação que pode ser feita por você
tranquilamente, sem a necessidade de utilizar um fundo de investimento.
Para vender a ação que você não tem na operação é necessário tomar ou
alugar a ação.
Essa transação é que é realizada pelos fundos, por especialistas do mercado
que ficam lapidando as oportunidades.
Os fundos Long & Short cobram taxa de administração e alguns, taxa de
performance. Normalmente, seu Benchmark é o CDI.
Não existe garantia do FGC e o investidor deve avaliar o risco do banco, ou
seja, seu rating e as taxas envolvidas como: taxa de performance, taxa de
administração e o prospecto do fundo.
Avalie também o histórico de rendimento do fundo, bem como sua liquidez
para resgate do dinheiro.
O Imposto de Renda cobrado é o imposto da renda fixa: 22,5% até 180 dias.
20% de 180 a 360 dias.
17,5% de 361 a 720 dias.
15% acima de 720 dias.
Dica importante – no resgate sempre observe a data, pois pode ter uma
grande diferença na cobrança do imposto. Exemplo: se você precisa sacar
seus recursos com 180 dias, seu imposto será de 22,5%; então, nesse caso,
espere um dia a mais que o imposto vai para 20%. Uma economia de 2,5%
no imposto.
Tem ainda o come cotas de 15% em Maio e Novembro.
Fundo Exclusivo de uma empresa
São fundos exclusivos de uma única empresa, exemplo:
Fundo Petrobras = investe em ações da Petrobras
Fundo Vale = investe em ações da Vale do Rio Doce.
Fundo BB Seguridade = investe em ações BBES3
Fundo Bradesco = investe em ações do Bradesco

Fique atento ao comentário abaixo e quebre também esse MITO


Fundo Petrobras
Fundo de investimento ofertado em muitos bancos com a finalidade de
investir em ações da Petrobras. Muito comum principalmente em Bancos
Estatais.
O que o fundo faz?
Ele aloca seu dinheiro em ações da Petrobras PETR3 ou PETR4.
A avaliação quanto a esse tipo de fundo é a seguinte: Você está disposto a
investir na Petrobras? Essa é a pergunta. Se a resposta for “não”, não tem
motivos para entrar no fundo. Se a resposta for “sim”, é importante avaliar
se investir por meio do fundo é vantajoso.
O que o fundo vai fazer com seu dinheiro é o seguinte: vai pegar e comprar
ações da PETR. Você mesmo pode fazer isso sem entrar no fundo.
Por exemplo, vamos supor que esse fundo cobra uma taxa de
Administração de 3% aa e você investe R$10.000,00. De taxa de
administração, você vai pagar R$300,00 todo ano. Se você mesmo compra
as ações, via seu Home Broker, e paga uma taxa fixa, você terá um custo
aproximado de R$18,00 em média, dependendo da corretora, para compra e
para venda. Nesse caso, você estaria gastando em torno de R$36,00.
Só aí é uma economia de R$264,00 em relação ao fundo. E mais, vamos
colocar que o fundo tenha uma alta de 20% no ano. Se isso ocorrer,
significa que as ações também subiram 20% no ano, pois o fundo nada mais
é que o resultado das ações. Então, você teria R$12.000,00 - R$300,00 da
taxa de ADM, ficaria com R$11.700,00. Só que você resolve sacar o
dinheiro e o imposto do fundo de ações é de 15%. Como você teve um
lucro de R$2.000,00; 15% seria R$300,00. Então, o saque seria de
aproximadamente R$11.400,00. Ótimo.
Se você faz a mesma operação comprando as ações via Home Broker, seu
custo seria de R$36,00 e para valores vendidos dentro do mês até
R$20.000,00 é isento de Imposto de Renda. Então, comprando as ações
nesse valor não teria imposto a pagar. Conclusão: você teria de crédito,
fazendo diretamente via Home Broker, o valor de R$11.964,00 com a alta
de 20%. E, no fundo, com a mesma alta, você terá R$11.400,00
aproximadamente, uma diferença de R$564,00.
Quem ficou com esses R$564,00? Parte o governo, parte a gestora do
fundo.
Por isso faça as contas antes, verifique os custos do fundo e quanto você
gastaria para fazer a mesma operação e siga a que for melhor para você!
Sempre busque informações e verifique! Fundo Vale do Rio Doce
Mesmo raciocínio do fundo Petrobras, não muda. Todo fundo que for
relacionado a uma empresa específica segue essa lógica. Já se for
relacionado a outro setor, a estratégia é uma diversificação de empresas, o
que muda o cálculo. Esse exemplo serve somente para quando o fundo
aloca seus recursos em uma única empresa. Os mais comuns são Fundo
Petrobras, Fundo Vale do Rio Doce, Fundo Itaú e Fundo Bradesco.
Compare antes de investir sempre.
Fundo de ações: o imposto cobrado é o da renda variável (15%) e já vem
retido na fonte no momento do resgate.

Fundo Multimercado
Investir os recursos em diferentes setores e produtos financeiros como:
Título Público, Moedas, Debêntures, Ações, LCI, LCA. Fica a critério dos
gestores a seleção dos produtos financeiros.
Um Fundo Multimercado pode dar negativo, fique atento, isso acontece
devido aos produtos financeiros alocados dentro do fundo.

O Imposto de Renda cobrado é o imposto da renda fixa:


22,5% até 180 dias.
20% de 180 a 360 dias.
17,5% de 361 a 720 dias.
15% acima de 720 dias.
Dica importante – no resgate sempre observe a data, pois pode ter uma
grande diferença na cobrança do imposto. Exemplo: se você precisa sacar
seus recursos com 180 dias, seu imposto será de 22,5%; então, nesse caso,
espere um dia a mais que o imposto vai para 20%. Uma economia de 2,5%
no imposto.
Tem ainda o come cotas de 15% em Maio e Novembro.

Não existe garantia do FGC e o investidor deve avaliar o risco do banco, ou


seja, seu rating e as taxas envolvidas como: taxa de performance, taxa de
administração e o prospecto do fundo.
Avalie também o histórico de rendimento do fundo, bem como sua liquidez
para resgate do dinheiro.

Fundo Capital Protegido


Tem crescido muito a oferta desse produto financeiro pelas instituições
financeiras.
Importante colocar que o capital protegido é garantido pela instituição
financeira, não existe garantia do FGC ou do Governo como no caso de
títulos públicos.
Sendo assim, para o Fundo de Capital Protegido existe a proteção da
instituição financeira, porém existe o risco da Instituição Financeira.
Como funciona:
Um fundo de capital protegido normalmente investe em renda variável. A
instituição financeira responsável pelo fundo escolhe, normalmente, ações
para compor o fundo.
Aí, você pensa: e como ela pode garantir isso, e se as ações caírem?
É o seguinte: essa operação é realizada junto com uma operação conhecida
como seguro. A instituição financeira adquire opções de venda em PUT da
empresa, garantindo assim o preço pago pela ação e tendo apenas o custo de
operação. Dessa forma, ela também está se garantindo. Como ela cobra uma
taxa de administração do fundo, caso os ativos do fundo subam ou caiam,
ela sempre ganha.
Os gestores do fundo fazem uma verdadeira varredura no mercado,
escolhendo os melhores ativos, que realmente têm uma tendência de alta no
período. Não é porque eles sempre ganham que vão brincar com o negócio,
pelo contrário, normalmente eles colocam uma meta de ganhos no fundo, o
que o torna muito interessante.
Vou colocar um exemplo real de um fundo de capital protegido recém
lançado no mercado:
A instituição chama a operação do Fundo de Operações Estruturadas e,
realmente, são extremamente estruturadas.
O fundo de capital protegido em questão escolheu ativos como Apple +
Google + Facebook para colocar no fundo.
Como percebe, uma operação estruturada no mercado americano.
Importante ressaltar que para você realizar essa operação no Brasil é
exigido um capital mínimo de um milhão de reais.
Nesse fundo em questão, você pode entrar com apenas cinco mil reais.
A operação estruturada do fundo consiste em adquirir no mercado
americano as ações das três empresas Apple + Google + Facebook. O fundo
ainda fará uma alavancagem de duas vezes o valor na operação durante o
período de 18 meses, limitado a uma alta de 15% desses ativos. Então, o
ganho estará limitado a 30%.
Interessante perceber que você pode investir R$5.000,00 e após 18 meses
você terá a seguinte situação:
Na pior das hipóteses, você recebe seu R$5.000,00 de volta, menos os
custos da operação, as taxas cobradas.
Na melhor das hipóteses, você recebe no máximo R$6.500,00 de volta.
Ou a variação entre o capital e o máximo de 30%.
Ainda tem Imposto de Renda que será na data do resgate, no valor de 15%
do ganho. Caso receba apenas os R$5.000,00; logicamente, não terá
Imposto de Renda a pagar.
O imposto já vem recolhido, não é necessário recolher via DARF.
Importante: Fundo de Capital Protegido existe por um prazo determinado,
tanto para captação como para resgate e essa data é respeitada, você não
consegue sacar seu dinheiro antes, nem entrar no fundo depois da data de
fechamento de captação.
Por isso, coloque um dinheiro investido que você não vai precisar resgatar
durante esse período.
Preste atenção na data de fechamento de captação, pois se não tiver o
dinheiro disponível no dia, você não entrará no fundo mesmo tendo
solicitado sua cota de participação.
Esse tipo de produto é muito interessante. Eu pessoalmente gosto muito
dele, muito bom para compor uma carteira diversificada de investimentos.
Não exige grande capital de entrada, dependendo, lógico, da Instituição
Financeira. E é uma operação estruturada que somente seria possível com
um capital acima de um milhão de reais e, logicamente, muito
conhecimento operacional.
Muito importante colocar que, mesmo se tratando de um fundo com
investimentos em ativos internacionais, o fundo é regulamentado pela
CVM. Tem de ser aprovado por ela e tem sua classificação na AMBIMA,
como todo fundo.
Lembrando: o risco está ligado à Instituição Financeira. Nesse caso, mesmo
que as ações percam valor, você tem a garantia da Instituição Financeira.

Fique atendo, ao avaliar um Fundo de Investimento, seja qual for a


sua categoria, avalie o seu histórico de rentabilidade e volatilidade de
no mínimo 12 meses. Apesar de o resultado passado não ser garantia
de resultado futuro, é uma boa referência saber o que o fundo vem
pré-formando.

Fundo de Investimento Imobiliário - FII


Fundo Imobiliário tem caído cada vez mais no gosto dos investidores, um
tipo de fundo realmente diferente e interessante.
O fundo imobiliário tem como sua principal característica ser um produto
financeiro com seus ativos imobiliários.
Não necessariamente um imóvel, pode ser LCI (Letra de Crédito
Imobiliário), pode ser CRI (Crédito de Recebíveis Imobiliários), ou
investimentos em outros fundos imobiliários. Porém, tudo está ligado ao
mercado imobiliário, seja em ativos financeiros ou em imóvel.
Também existem alguns fundos imobiliários mistos, com parte em imóvel e
parte em ativos financeiros ligados ao mercado imobiliário.
O risco do fundo imobiliário está ligado ao produto dentro do fundo e ao
risco da instituição financeira. Não existe garantia do governo e não existe
garantia do FGC. Mesmo um fundo com o objetivo de investir em LCI e
LCA, que têm garantia do FGC, o fundo em si não tem.
Um dos maiores benefícios do fundo imobiliário ou, talvez, até o melhor
benefício é a questão de benefício fiscal. O fundo imobiliário é isento de
Imposto de Renda para Pessoa Física no recebimento de dividendos ou
aluguéis. Essa característica tem atraído muitos investidores; afinal, tem de
ser considerada, já que em um fundo de renda fixa ou multimercado esse
mesmo imposto pode chegar a 22,5% e no fundo imobiliário não existe.
Um dos objetivos de se ter um fundo imobiliário é o recebimento
exatamente dos rendimentos. Você pode ter uma receita de aluguel
imediata, recebendo todos os meses sem se preocupar com a administração
de ter de cobrar inquilino e tudo o mais que envolve um imóvel. Toda essa
gestão é realizada pelo gestor do fundo.
Nesse caso também, você pode até pensar: vou pagar para esse gestor? Sim,
pagamos para o gestor, porém essa taxa fica em torno de 1% ao ano.
Enquanto, se você tiver um imóvel, essa taxa fica em torno de 10% para
imobiliária e você ainda tem Imposto de Renda a pagar sobre o rendimento
do aluguel, e no fundo imobiliário não.
Vamos supor que você deseja vender suas cotas do fundo imobiliário. Você
entra em seu Home Broker, aperta uma tecla e, em questões de segundos,
você vende seu fundo imobiliário. Recebe seu dinheiro todo em quatro dias,
sem nenhuma preocupação de passar documento, RGI, certidões e toda
burocracia. Sem contar que você vende em segundos e que o imóvel físico
pode levar anos.
Lógico, você tem o custo da corretora de valores para pagar, que geralmente
vai ficar em torno de 0,25% do valor, enquanto do imóvel físico vai ficar
em torno de 6% do valor.
As vantagens em relação ao imóvel físico são gigantes.
Já na venda de suas cotas com lucro, incide a cobrança de Imposto de
Renda no percentual de 20%.
Como escolher um fundo imobiliário?
Essa questão deve ser estudada com muito carinho e cuidado. Existem
fundos imobiliários de todo tipo. Os principais são:
Fundos de hospitais;
Fundos de shopping center;
Fundos de conjuntos comerciais;
Fundos de logística de galpões;
Fundos de imóveis comerciais com salas
Fundos de prédios comerciais com objetivo de locação;
Fundos de aquisição e investimentos para compra e venda de
imóveis;
Fundos de ativos financeiros lastreados em imóveis como LCI,
CRI e próprio fundo imobiliário.
Para escolher, é importante você sempre analisar:
Quem são os inquilinos do imóvel;
Quanto tempo de contrato;
Se existe vacância no imóvel e na região;
Qual tipo de reajuste de aluguel e de quanto tempo é esse
reajuste;
Se existe possibilidade de revisão de aluguel;
Multa por desocupação do imóvel antes do prazo;
Garantia de recebimento de aluguel;
Garantia por tempo de recebimento de um percentual sobre o
fundo;
Posição do imóvel, onde fica;
Gestão do imóvel;
Quais as corretoras envolvidas no lançamento;
Liquidez no mercado;
Variação de recebimento do aluguel mensal;
Volatilidade do fundo;
Relação com o IFIX (Índice do Mercado do Fundo Imobiliário);
Valor da cota em relação ao valor do imóvel;
Escolher uma corretora que tenha experiência no mercado de
fundos imobiliários.
Vamos analisar esses fatos:
Quem são os inquilinos do imóvel
Procure sempre imóvel com inquilino tradicional de força como bancos e
empresas tradicionais de mercado, que normalmente não ficam trocando de
endereço. No prospecto do fundo tem essa informação, o fundo é aberto e
você pode fazer qualquer consulta que desejar.
Quanto tempo de contrato
Tempo de contrato que o inquilino irá ficar no imóvel. Muitos contratos são
de 10 anos, o que lhe pode oferecer uma garantia de recebimento de aluguel
por um bom período.
Se existe vacância no imóvel e na região
Saber o percentual de vacância do imóvel. Se é um imóvel que tem muitos
espaços livres, seu rendimento está condenado, fuja desse tipo de fundo.
Verifique também na região do fundo como está o mercado, será que existe
muita procura ou os imóveis estão com muita vacância.
Qual tipo de reajuste de aluguel e de quanto tempo é esse
reajuste
Tipo de correção do aluguel, normalmente IGPM e anual.
Se existe possibilidade de revisão de aluguel
Essa questão é de estrema importância, pois em um mercado onde os
imóveis estão subindo muito, o rendimento do aluguel - por mais que seja
corrigido anualmente pelo IGPM - corre o risco de ficar defasado, devido à
valorização do imóvel ser superior a correção do IGPM.
Nesse caso, avalie bem, normalmente os fundos imobiliários com contrato
de locação maiores, além da correção anual, têm uma cláusula revisional de
aluguel a cada dois ou três anos. A finalidade é ajustar de acordo com o
mercado, o que pode acontecer de diminuir também o valor, já que será
feito um cálculo de mercado e será atualizado para os dois lados: inquilino e
investidor.
Multa por desocupação do imóvel antes do prazo
Caso uma empresa saia antes do prazo, verificar essa multa. Nesse caso,
aquele espaço fica livre, o que vai diminuir a rentabilidade do aluguel do
imóvel e, consequente, o rendimento do fundo.
Garantia de recebimento de aluguel
Que tipo de garantias são oferecidas em caso de inadimplência de
inquilino? Normalmente, para grandes empresas, elas oferecem uma carta
de fiança bancária como garantia.
Garantia por tempo de recebimento de um percentual sobre o
fundo
Muito importante verificar essa questão. O que parece positivo pode se
transformar em um verdadeiro desastre. Muitos fundos de investimento
imobiliários oferecem em seu lançamento uma garantia de rendimento.
O fundo pode prometer nos primeiros dois anos um rendimento de 0,90 ao
mês, por exemplo.
Isso atrai muitos investidores. Agora, o que vai acontecer depois que vencer
esse prazo? Após esse prazo, o rendimento será todo do aluguel, dos
recebíveis do fundo, o que pode superar esse valor ou diminuir esse valor.
Verifique sempre essa questão de garantia de tempo de recebimento e o
percentual e se esse percentual pode sofrer alteração durante o período.
Posição do imóvel, onde fica
Procure conhecer a área onde o imóvel está situado. Hoje em dia, pode ser
feita essa pesquisa pela internet com muita tranquilidade. Verifique se a
área está em tendência de alta, como está a oferta e a demanda de imóveis
na região.
Gestão do imóvel
Quem vai fazer a gestão desse imóvel? Verifique-se essa empresa tem
experiência em gestão de imóveis e, principalmente, em Fundos de
Investimentos Imobiliários.
Quais são os fundos administrados por essa gestora e como esses fundos
estão no mercado? Essa pesquisa de como os fundos estão você pode fazer
pela internet ou, até mesmo, pelo seu Home Broker.
Quais as corretoras envolvidas no lançamento
Importante verificar essa questão, pois quando grandes corretoras estão
envolvidas, normalmente, o número de investidores é bem maior, o que
gera boa liquidez no fundo.
Liquidez no mercado
Um dos fatores mais importantes é que há pouco tempo, atrás, o fundo
imobiliário não tinha liquidez nenhuma no mercado. Você adquiria uma
cota e para vender era complicado, levava alguns dias. Hoje, mudou.
Porém, não para todos os Fundos imobiliários. Ainda existe muita porcaria
no mercado e muito fundo sem liquidez nenhuma. Faça essa verificação
antes de escolher. Seu agente de investimentos conhece bem esse fator e
pode o auxiliar. Pelo seu Home Broker, quando você coloca o código do
fundo, você tem condições de verificar via análise gráfica toda a flutuação
do fundo.
Variação de recebimento do aluguel mensal
Na variação de aluguel, tem muito fundo que varia muito, de mês a mês,
com o rendimento de seus aluguéis. Isso ocorre tanto em fundos com ativos
imobiliários como em fundos com ativos financeiros, lastreados em
imóveis.
Tem fundo que chega até a ficar um ou outro mês sem repassar o
rendimento, devido a dificuldades de mercado que ele enfrenta.
Volatilidade do fundo
Essa questão está ligada a valorização e desvalorização dos fundos. Fundos
imobiliários não têm grande volatilidade, a famosa entrada e saída de
investidores.
Houve um movimento baixista recentemente e foi gerada uma espécie de
bolha em alguns fundos imobiliários. Isso, alinhado a recente alta de juros
realizada pelo governo, fez com que muitos investidores saíssem do fundo
imobiliário e migrassem para LCI, CRI e Tesouro Direto, que possuem uma
garantia maior e a alta de juros estava os beneficiando. Com isso, houve
uma queda generalizada na cota de muitos FII.
O que pode ser entendido também como uma oportunidade.
Relação com o IFIX (Índice do Mercado do Fundo Imobiliário)
Foi criado um Benchmark para o setor. Antes, havia o IMOB – Índice do
Setor Imobiliário. Agora, tem o IFIX - Índice dos Fundos Imobiliários.
Fator muito positivo, pois agora tem como comparar, de verdade, como está
o rendimento de seu fundo em relação ao mercado como um todo e em
relação à média do mercado verifique sempre seu fundo com o IFIX.
Muitas vezes o próprio gestor do fundo envia essa análise para você
acompanhar. Caso não receba, é simples analisar o IFIX, você localiza na
internet o seu fundo e você tem os dados.
Valor da cota em relação ao valor do imóvel
Essa é uma questão fundamental analisar: Será que você está pagando o que
vale?
Fundo de Investimento Imobiliário - FII tem como ativo um imóvel, porém
o FII é negociado em bolsa de valores, o que oferece uma negociação e
liquidez extremamente rápida e dinâmica. Então, nesse caso, a chance de o
valor do fundo se descolar do valor do imóvel é gigante. Porém, em um
determinado momento, eles vão se equiparar ou estar bem próximos.
Então, verifique essa questão se você perceber que o fundo está muito mais
caro que o imóvel. Evite adquirir essas cotas e se você tem, talvez seja a
hora de se desfazer delas e comprar outro fundo mais barato.
Caso esteja bem mais barato as cotas do fundo em relação ao imóvel,
procure entender o que ouve, se o imóvel foi desocupado se está com
vacância e o que aconteceu na região.
Caso esteja tudo dentro da normalidade e apenas houve uma desvalorização
da cota por questões de mercado, talvez seja a hora de adquirir essas cotas.
O chamado custo de oportunidade.
Escolher uma corretora que tenha experiência no mercado de
fundos imobiliários.
A boa escolha de uma corretora é um fator extremamente importante.
Verifique se a corretora tem especialista na gestão e no acompanhamento de
fundos imobiliários. Isso vai te dar uma tranquilidade, um conhecimento e
bons retornos em seu investimento.
Negociação em Bolsa
Todo fundo imobiliário é negociado em bolsa de valores, ele recebe um
código assim como uma ação. São exemplos de códigos de fundos
imobiliários no mercado:
MXRF11
XPCM11
XPGA11
BRCR11
Você pode adquirir quantas cotas quiser do fundo a partir de 1. Não existe
lote como no mercado de ações, as cotas são negociadas de uma em uma.
A aprovação do fundo imobiliário é realizada pela CVM e segue toda a
logística e exigência da Comissão de Valores Mobiliários.
Em fase de lançamento de fundo existe o período de silêncio, quando as
instituições financeiras - bem como todos os profissionais do mercado
financeiro envolvidos no lançamento - só podem oferecer informações
autorizadas pela CVM.
Em caso de descumprimento, o lançamento pode ser suspenso e, acredite,
isso ocorre mesmo. A CVM é super séria em relação a suas regras e as faz
cumprir.
Já tivemos no Brasil diversos lançamentos suspensos e/ou adiados devido à
quebra do período de silêncio.
Não só existe a suspensão, como também o pagamento de multa por parte
dos infratores. Muitas vezes a instituição financeira infratora é eliminada do
lançamento, não podendo participar.
Os lançamentos são os famosos IPO (Initial Public Offer) - Oferta Pública
Inicial.
Nesses lançamentos, o valor da cota é pré-estabelecido e existe valor
mínimo para entrada no FII.
Após o lançamento, as cotas começam a ser negociadas no mercado
secundário da Bovespa, onde pode-se negociar quantas cotas desejar a
preço de mercado no pregão do dia a dia.

Maior FII do Brasil


O maior fundo imobiliário do Brasil no momento (abril de 2014) é o
BRCR11, do Banco BTG Pactual, com um patrimônio no fundo na ordem
de R$3,1 bilhões. É o fundo com maior liquidez no mercado e o preferido
da grande maioria de investidores.
A principal característica do fundo é a aquisição e comercialização de
imóveis, prédios comerciais na região de SP, RJ e DF.
O fundo busca geralmente imóveis depreciados, onde realiza uma reforma
em busca de bons investimentos com inquilinos interessantes, valoriza o
imóvel e o vende com um belo lucro.
Como o grande objetivo desse fundo é a gestão ativa, ou seja, compra o
imóvel, reforma, valoriza e vende, sua característica de investimento é,
principalmente, de longo prazo. Não tem apenas a rentabilidade de aluguel,
porém ele tem conseguido bater, em rendimento mensal, muitos fundos
menores com característica de aluguéis.
Tem como característica principal a ativa valorização do imóvel. Assim, a
tendência é que o grande ganho venha da valorização de suas cotas. O que
não quer dizer que a cota possa oscilar para baixo. Aliás, não só pode como
vai, por isso a questão de investir pensando em um prazo maior.
Exemplo de shopping
Entendendo melhor um FII, imagina um Shopping Center!
Dentro desse Shopping, existem diversas lojas, praça de alimentação,
cinemas. Tem lojas âncoras como Renner, Mc Donald’s e Americanas.
Essas lojas pagam aluguel para o Shopping, pagam condomínio para o
Shopping. A gestão do Shopping pega esse dinheiro e paga suas despesas
relativas à manutenção e ao gerenciamento do shopping. Sobra um lucro
dos aluguéis e esse dinheiro dos alugueis vai para o dono do Shopping.
Adivinha quem é o dono do Shopping?
Acertou. O Fundo imobiliário. E, se você tem cotas desse fundo imobiliário,
você vai receber esse dinheiro proveniente dos aluguéis do Shopping na
proporção de suas cotas.
Característica mista variável e fixa
Muitos perguntam: Fundo de Investimento Imobiliário - FII é renda fixa ou
variável? Com certeza renda variável, pois a sua cota vai variar tanto para
cima como para baixo.
E muitos perguntam: E o FII lastreado em LCI e CRI (que são renda fixa)?
Esse também passa a ser renda variável, pois sua cota é negociada em bolsa,
o que vai variar sua cotação a cada negociação. Não existe um preço fixo,
existe um preço para cada negociação. É um leilão e vai ter variação.
Pode até não ter a mesma volatilidade de uma ação, isso é verdade, porém
vai sofrer sempre uma variação altista e baixista.
Importante
Pense sempre no fundo imobiliário como longo prazo, quando você compra
um imóvel você não compra para vender no dia seguinte, você pensa em
um prazo maior, o mesmo deve ser feito com o fundo de investimento
imobiliário. Às vezes, devido à facilidade de negociação, nos faz querer
vender e se desfazer, mas esse não é o caminho.
Você tem de ter um projeto, um plano e segui-lo. Agora, se no meio do
caminho, seu plano muda ou você identifica que o FII está com alguma
dificuldade, você pode e deve fazer sim uma alteração de percurso.
Quebre MITO utilizando oportunidades no mercado de Fundos
Imobiliários.
Plano de aposentadoria e Renda passiva residual
Fundo imobiliário vai muito bem para um plano de aposentadoria e tem
muitas vantagens em relação a outros planos, como os de previdência. Você
começa a investir agora e já começa a receber seu rendimento, o que você
pode até chamar de aposentadoria mensal. E é isenta de Imposto de Renda
na Pessoa Física. E, ainda, passa de geração para geração.
Diversificar sua carteira de investimentos com bons fundos imobiliários é
uma opção interessante, escolha bem os fundos de investimento imobiliário.

COE
Certificado de Operações Estruturadas. Esse é um tipo de investimento
relativamente novo no Brasil e muito interessante, pois tem a característica
de investimento com o capital protegido.
Nesse tipo de operação, normalmente a instituição financeira realiza um
mix de produtos, variando renda fixa e variável no mesmo fundo.
COE tem uma data especifica de resgate, normalmente não sendo possível
realizar o resgate antecipado. Dessa forma, para investir no produto é
importante ter em mente a questão tempo, pois ela será fundamental para
seu equilíbrio de fluxo de caixa.
É comum o investidor se empolgar pelo convite do gerente de realizar
determinado investimento. Passado um período, o investidor precisa do
dinheiro e, nesse momento, ele descobre que o dinheiro está preso no
investimento e que não pode realizar o saque.
Entra em desespero, pois precisa do dinheiro para uma emergência ou
necessidade própria. O que acaba acontecendo é o seguinte: o gerente do
Banco libera uma linha de crédito (um empréstimo) para o cliente utilizar,
com o prazo do empréstimo vencendo junto com a liberação do
investimento, só que o juro recebido pelo investimento normalmente é
cinco vezes menor. Então, para realizar um COE ou qualquer outro
investimento com prazo de resgate preestabelecido, planeje e verifique
sempre sua necessidade de caixa no período.
A grande vantagem do COE, está na garantia do capital protegido. Dessa
forma, na data do resgate, o investidor recebe no mínimo o valor que
investiu e pode receber mais de acordo com a performance do fundo.
Cada instituição estabelece como será seu COE e, normalmente, tem vários
tipos: mixando moedas como dólar euro; pode ter Bolsa; títulos de renda
fixa.
Muito parecido com um Fundo Multimercado, porém com o capital
protegido.
Para investir em um COE, as instituições estão fazendo o investidor passar
pelo suitability, uma pesquisa de definição de perfil de risco do investidor
exigido pelo Banco Central.
O imposto de um COE é o imposto da renda fixa, imposto regressivo.

Risco do COE
O capital está protegido, porém existe risco, pois esse tipo de investimento
oferece o risco de crédito, que o risco da instituição bancária. COE não tem
garantia do FGC, por isso a dica: se for fazer esse tipo de investimento,
escolha uma instituição com excelente classificação de risco, o chamado
rating.

Caderneta de Poupança
Serve Para Que?
Muito interessante avaliar a caderneta de poupança. Se sua rentabilidade
não é grande coisa, por que ter?
A caderneta de poupança tem uma rentabilidade de 0,5% + a TR (Taxa
Referência diária que corrige a caderneta de poupança).
Quando a taxa SELIC (taxa referência do Governo, mecanismo de juros
muito utilizado para conter a inflação) for inferior a 8,5% ao ano, a taxa de
correção da poupança muda para 70% da taxa SELIC mais a TR.
Como Surgiu:
A caderneta de poupança surgiu em 1966 (regulamentada em 1968).
O objetivo era que as pessoas poupassem, guardassem dinheiro para
adquirir a casa própria e, logo, tornou-se o principal produto financeiro que
o Brasileiro utiliza para guardar se dinheiro.
Liquidez:
A caderneta de poupança tem liquidez diária, porém não com rendimento.
Para ter rendimento na caderneta de poupança é necessário esperar 30 dias
da data de depósito, se sacar antes não terá rendimento algum.
Garantia:
Quem garante a caderneta de poupança é o FGC (Fundo Garantidor de
Credito). O governo não garante nada em relação a poupança. O valor
limite para garantia do FGC é de R$250.000,00 (até a data de 17 de abril de
2014). Esse valor pode ser alterado. Exemplo: se você tem R$300.000,00 na
poupança e o banco quebra por algum motivo, você vai receber do FGC
apenas R$250.000,00, você teve um prejuízo de R$50.000,00. Por isso,
diversificar poupança também é inteligente.
A poupança da Caixa Econômica Federal pode ser considerada a mais
segura, pois é 100% do governo. Já o Banco do Brasil é um banco misto,
Governo e sócios capitalistas via Bolsa de Valores.

Imposto de Renda:
A caderneta de poupança é isenta de imposto de renda.

Apesar de ser o produto financeiro mais utilizado do Brasileiro, pode ser


considerado como um dos piores, com rara exceção a poupança vai levar
vantagem. Sempre tem um produto financeiro para competir com condições
melhores.
Exemplos de comparações:
Quebrando MITOS com a Caderneta de Poupança
Benefício da poupança:
Liquidez para saque diário
Pode sacar quando quiser, porém a rentabilidade é somente em 30
dias, se sacar com 29 não tem rendimento, perde todo o período.
Solução:
Existem produtos com rentabilidade diária como Fundos de renda
fixa referenciado DI. Você pode sacar diariamente com valor
corrigido, paga Taxa de Administração e Imposto de Renda e não tem
garantia de FGC. Nesse caso, tem de fazer conta para chegar ao
melhor resultado.
LFT corrigida pela SELIC pode fazer saque uma vez por semana às
quartas-feiras, não pode sacar todo dia, tem Imposto de Renda e é
garantida pelo governo.
Risco
A garantia da Caderneta de Poupança é limitada a R$250.000,00 pelo
FGC. Com essa mesma garantia existe: LCI, LCA, CRI, CRA, CDB;
enfim, produtos com a mesma garantia, mas com rentabilidade
muitas vezes bem superior à da poupança. Em alguns casos, chega a
ser 80% maior a rentabilidade.
Dessa forma, cabe avaliar bem o produto e pesquisar nos bancos para
escolher o melhor, a desvantagem desses produtos é o prazo pré-
estabelecido a ser respeitado.
VERIFICAR SE ESTÁ NO LUGAR CORRETO:
Tesouro direto tem rentabilidade melhor e segurança maior. Verificar
sempre a questão do prazo de vencimento. Pode-se investir a partir de
R$30,00.

Rentabilidade
LCI, LCA, CRI, CRA, Tesouro direto, Fundos de renda fixa: em sua
grande maioria vencem a caderneta de poupança.

Sugestão:
Alocar recursos em diversos produtos com prazos diferentes, de
acordo com sua necessidade. Você pode fazer um mix de produtos
entre LCI, LCA, CRI, CRA, Tesouro direto, e Fundos; cada um com
um objetivo e prazo, de acordo com seu planejamento financeiro.

O mito da poupança
Como pode perceber, a poupança dificilmente bate em rentabilidade,
segurança e liquidez, pois existem produtos melhores.
A poupança é sim mais fácil de se utilizar, você faz um depósito e pronto,
não é necessário pesquisar nada, só tomar cuidado com o limite de garantia.
Normalmente, tudo que é mais fácil é mais barato. Nesse caso, o barato é o
rendimento que recebemos, não vale a pena, somente em um caso muito
pontual.
Enfim a caderneta de poupança tem garantia, tem liquidez e tem
rentabilidade, porém não é a melhor garantia, a melhor liquidez e a melhor
rentabilidade dentro da mesma categoria.
Quando falamos poupar, não significa colocar na caderneta de poupança,
poupar significa economizar para ter um futuro melhor.
E esse dinheiro economizado com tanto suor tem de ser tratado com muito
carinho e relevância.
A poupança remunera 0,5% + TR quando a SELIC está acima de 8,5%.
Abaixo de 8,5%, vai pagar 70% da SELIC + TR (TR é a taxa referencial
calculada diariamente para corrigir a caderneta de poupança).

LCI e LCA
Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio

São as famosas letras conhecidas no mercado.


LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
Hoje em dia é uma excelente opção de investimento no formato de renda
fixa.
Comparado com a caderneta de poupança, o rendimento pode variar até
80% superior ao da caderneta de poupança, dependendo da instituição
financeira que oferece a letra.
Duas vantagens muito importantes a serem consideradas:
São isentos do Imposto de Renda. Isso mesmo, assim como a caderneta de
poupança, tanto LCI como LCA são isentas de Imposto de Renda.
Tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito. O FGC garante tanto LCI
como LCA até o valor limite de R$250.000,00, por isso é muito importante
respeitar esse valor.
Caso você deseje investir um valor superior a garantia do FGC de
R$250.000,00, é importante você dividir esse investimento em duas
instituições.
Uma dúvida muito comum que muitos investidores têm é em qual investir:
LCI ou LCA? Praticamente não existe diferença, vamos falar disso a seguir.
E como essa diferença praticamente não existe, a escolha deve ser feita
baseada na rentabilidade e no prazo de resgate.

LCI
Quem emite a LCI é uma instituição financeira e o título é considerado de
renda fixa e lastreado por empréstimos imobiliários.
As letras podem ser de juros pré ou pós fixados.
Normalmente, o rendimento das LCI e LCA são com base no CDI, a
instituição financeira repassa um percentual do CDI que é próximo ao da
taxa SELIC.
Importante observar que esse repasse depende muito de instituição para
instituição, bem como o montante a ser investido e o prazo de investimento.
Geralmente, maiores valores e maiores prazos têm maior taxa paga pelos
bancos.
Quebrando MITOS com o Risco.
Importante observar que os bancos com rating (classificação de risco)
alto, ou seja, baixo risco, normalmente pagam uma taxa menor. Essas
instituições utilizam esse fator a favor delas, já que muito investidor
vai escolher de acordo com o risco do Banco.
Essa é uma decisão que você tem de tomar, pois, tanto LCI como
LCA, são garantidas pelo FGC e, em caso de quebra do banco, você
recebe o seu dinheiro até a garantia limite de R$250.000,00. Nesse
caso, o efeito rating da instituição financeira perde um pouco a
importância. Lógico, ninguém quer que a instituição financeira em
que está seu dinheiro quebre, até porque, mesmo com a garantia do
FGC, normalmente vai levar um prazo de 90 dias para receber seu
dinheiro. Durante esse período não há incidência de juros.
Então, antes de escolher a instituição, avalie e considere bem sua
tolerância ao risco e lembre-se: não coloque mais de R$250.000,00 na
mesma instituição. Aliás deixe sempre uma margem para os juros que
você vai receber, ou seja, o capital investido mais os juros não devem
ultrapassar o limite de garantia do FGC.
No caso da LCI ou LCA pré-fixada, você fica sabendo no ato do
investimento quanto vai receber.
No caso da LCI ou LCA pós-fixada, você só terá o conhecimento do valor
na data do resgate, esse valor será bem próximo a taxa do CDI e da SELIC.
Como Fazer para Investir em LCI ou LCA?
Praticamente todos os bancos possuem essa modalidade de investimento,
aliás, hoje, está na moda essa modalidade.
A forma mais inteligente de investir é por meio de uma corretora de
valores. Ali, você consegue comparar diversas letras, como LCI e LCA, de
uma forma independente e, assim, realizar um bom investimento.
Dificilmente o gerente do banco A vai lhe oferecer uma Letra do banco B.
Já em uma corretora, o agente de investimento pode lhe oferecer a opção de
escolha, inclusive já existe corretora no Brasil com plataforma exclusiva de
renda fixa, na qual você mesmo pode comparar as taxas, o prazo e o rating
de risco.
Cada LCI ou LCA tem um valor e uma quantidade mínima estipulada,
normalmente partem de R$1.000,00. As com melhores remunerações estão
normalmente acima de R$20.000,00. O que não significa que a de
R$1.000,00 seja ruim, muitas batem a poupança de longe, vale a pena
comparar.
Normalmente, elas são atreladas ao CDI, podendo ser pré ou pós-fixadas.
Os investidores habituais normalmente comentam sua remuneração pelo
CDI. Exemplo: “minha LCI rendeu 99% do CDI” ou “consegui 105% do
CDI” são comentários comuns no mercado.
Importante verificar o prazo, normalmente você não consegue sair da LCI
ou da LCA antes do prazo estipulado. Por isso, planeje bem o investimento.
Outra opção é diversificar o prazo, escolhendo mais de uma letra, assim
você trabalha de acordo com sua necessidade de resgate.
Lembre-se: respeite sempre o limite do FGC de R$250.000,00 e reserve
uma margem para que a remuneração mais a soma do capital esteja dentro
do limite de R$250.000,00. Caso precise de um valor acima de
R$250.000,00, você pode diversificar em outras instituições financeiras,
minimizando seu risco.
CRI – CRA
Títulos Privados
CRI - CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS

Título lastreado em ativos imobiliários de naturezas distintas, como CCI (Cédulas de Crédito
Imobiliário), carteira de recebíveis, etc. Só pode ser emitido por companhias securitizadoras,
responsáveis por estruturar os créditos imobiliários e transformá-los em CRIs.

Características

Possibilidade de remuneração atrelada à inflação + ganho real (prêmio),


vinculada ao DI ou pré-fixado;
Diversos tipos de CRIs com exposição a diferentes estruturas;
Possibilidade de garantias, como recebíveis imobiliários e/ou alienação
fiduciária do bem imobiliário;
Isenção de IR e IOF para pessoa física;
Liquidez baixa;
Investimento de longo prazo;
Destinado a investidores qualificados.
Operação garantida pela CETIP. Produto registrado em nome do cliente
(CPF/CNPJ).

Títulos Privados
CRA - CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO

Os títulos do agronegócio têm como objetivo viabilizar o financiamento do setor com recursos
privados.

Características

Possibilidade de remuneração atrelada à inflação + ganho real (prêmio)


vinculada ao DI ou pré-fixado;
Possibilidade de estruturas com garantias (como alienação da terra e
penhor da produção);
Isenção de IR e IOF para pessoa física;
Liquidez baixa;
Destinado exclusivamente a investidores qualificados.
Operação garantida pela CETIP. Produto registrado em nome do cliente
(CPF/CNPJ)

FIDC
Títulos Privados
FIDC - FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS

Fundo de Investimento que destina a maior parcela de seu patrimônio para aplicação em
direitos e títulos representativos de créditos (“direitos creditórios”) provenientes de operações
comerciais, industriais, imobiliárias, financeiras ou de prestação de serviços, entre outras.

Características

Rentabilidade superior quando comparado a ativos de risco equivalente;


Podem ser abertos (permitem resgates a qualquer momento, após a
carência) ou fechados (resgate no vencimento ou de acordo com um cronograma de
pagamentos);
“Colchão” de proteção para eventuais perdas por meio de cotas
subordinadas;
Negociável no mercado secundário como, por exemplo, uma debênture;
Destinado exclusivamente a investidores qualificados;
Investimento mínimo inicial de R$ 25 mil.

CETIP
A integradora do mercado financeiro registra operações realizadas em renda fixa por
instituições financeiras. Muito importante consultar a CETIP para verificar se seus
investimentos foram registrados em seu CPF. Para essa consulta basta acessar o site da CETIP.
Você pode acompanhar desde as instituições financeiras cadastradas até as operações em seu
CPF.
http://www.cetip.com.br

ANBIMA
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais

Representa instituições financeiras que atuam no mercado de capitais brasileiro.


Importante sempre consultar o Portal da Anbima, lá existem muitas informações interessantes,
como;
Classificação de Fundos de Investimentos;
Comparações;
Ranking;
Entre outras informações.
http://portal.anbima.com.br/

Potes Financeiros
“Potes” é metáfora instituída no treinamento de Coaching Financeiro.
A técnica de criação de “Potes” em investimentos é de extrema importância, posso dizer até
mesmo que é fundamental.
Quando estamos falando de “Potes”, estamos falando de planejamento e estudo de um projeto
que visa a conquista de um sonho.
Qual o preço do seu sonho?
Esse é o preço de seu pote.
O planejamento de “Potes Financeiros” deve servir para conquistar seus sonhos.
Normalmente, temos diversos sonhos como:
Viagem
Carro
Casa própria
Estudo dos filhos
Aposentadoria
Liberdade financeira
Consumo de curso prazo
Consumo de longo prazo
Etc... O seu “Pote”
Coloquei apenas alguns exemplos de objetivos que normalmente temos.
O que acontece normalmente é uma pessoa ter um objetivo e juntar dinheiro para realizar tal
objetivo. Ela não deixa de estar fazendo um “Pote”, porém um “Pote” bem feito é muito mais
que isso.
Juntar dinheiro, apesar de ser muito importante, tem de ser feito de forma inteligente. E, para
isso, criar “Potes Financeiros” objetivados pode fazer toda diferença para seu patrimônio
crescer de forma inteligente.
Imagine a seguinte situação: você faz dinheiro e coloca tudo em uma conta só, investe tudo em
um ou, no máximo, três produtos financeiros e, dessa conta, você paga tudo, despesas de
consumo, compra de carro, viagem e tudo mais.
O que acontece? Você está até realizando desejos, porém um pouco fora de controle.
O segredo dos “Potes” está na criação de investimentos específicos para cada objetivo.
Você pode até achar estranho e dizer: e se tenho 50 objetivos, tenho de ter 50 investimentos? A
resposta é sim, esse é o ideal.
Aí você pode pensar: então tenho de ter conta em vários bancos?
A resposta é não!
Hoje tem corretoras que tem um verdadeiro shopping financeiro de investimentos, onde você
pode escolher os melhores produtos sem sequer pagar tarifa de conta corrente.
Como criar “Pote Financeiro”?
O planejamento deve começar com o valor a ser acumulado, vamos supor que o objetivo seja
uma viagem de férias durante o natal com a família. Você levanta todo o custo: passagens,
hotel, transporte, passeios, alimentação, compras e tudo que pode envolver sua viagem. Vamos
dizer que esse valor chegue a R$30.000,00.
Primeira parte pronta, você tem o valor que precisa acumular.
Segunda parte: o tempo. Quando será essa viagem. Vamos dizer que será daqui a 10 meses.
Então você já tem o quanto precisa e o tempo para acumular.
Se você fizer uma divisão de R$30.000,00 por 10 meses, vai chegar a necessidade de
R$3.000,00 por mês para acumular para sua viagem.
Logo, você pode adquirir um investimento para esse período e, ao mesmo tempo, já ir
adquirindo alguns itens para sua viagem. Todo dinheiro que entrar para a viagem será destinado
a um fundo de viagem exclusivo para realizar esse objetivo. Esse investimento tem de ser
conservador e com liquidez diária para compra de passagem, hotel e tudo que responde a
viagem, de acordo com o momento que você precisar do dinheiro.
Nessa situação, investimentos como Fundo DI, LFT e até caderneta de poupança servem. Está
criado aí o “Pote” de viagem. No Coaching Financeiro, nós mostramos como fazer dinheiro
para pôr no “Pote”, aqui falamos do dinheiro já feito.
Você pode ter quantos “Potes” desejar.
O “Pote” da casa própria com investimentos exclusivos para ele.
O “Pote” da aposentadoria, esse você pode e deve criar até mais de uma alternativa.
Para um “Pote” de aposentadoria, caso você pague Imposto de Renda e declare pelo formulário
completo, vale a pena ter um plano de previdência em PGBL. Você leu os detalhes e cuidados
que deve tomar sobre previdência no capítulo de previdência. Assim, nesse “Pote” você já
começa a ser favorecido pelo benefício fiscal. Outro investimento será uma carteira de ações
com foco em bons dividendos, esse “Pote” para aposentadoria é indicado para acima de 10
anos, assim você tem o tempo da renda variável a seu favor. A escolha das ações podem variar
de tempos em tempos, pois as regras de distribuição de dividendos mudam e, com isso, podem
sofrer alterações. Acompanhe muito de perto essa carteira. Você pode tê-la também para
diversificar Títulos Públicos, no caso NTN-B, pois garante IPCA e mais uma taxa de juros e
Debêntures, de preferência patrocinadas. A diversificação desses itens em seu “Pote de
aposentadoria” vai gerar um resultado extraordinário no tempo com risco diversificado,
benefício fiscal em alguns produtos e garantia do governo em outros.
Você pode criar quantos “Potes” desejar. Dessa forma, você sempre separa recursos específicos
para seus objetivos, tem uma organização financeira inteligente, diversificando riscos e
crescendo de acordo com seu propósito de vida.
Recursos para sua liberdade financeira: você pode trabalhar com o tempo a seu favor e vai ter
um “Pote” com Título Público de longo prazo, Ações, Debêntures Patrocinadas, Fundos de
Renda Variável, Fundos de Multimercados, Fundos imobiliários. Esses produtos, com o tempo
a seu favor, fazem um mix interessante.
Já para seu “Pote” de curto prazo, como uma prestação ou uma aquisição dentro de um ano,
tem de ser gerado com investimento dentro desse prazo, muitas vezes utilizando, até mesmo, a
taxa de juros pré-fixada. Assim, você tem o valor exato de quanto vai receber e vai buscar
nesse “Pote” produtos com a garantia do FGC. Pode ser interessante LCI, LCA, CDB para esse
período.
Outro dia, um amigo queria comprar uma moto, essa moto custava na época R$6.000,00 e ele
tinha exatos R$6.000,00. Após o treinamento de Coaching Financeiro, ele resolveu criar um
“Pote” para a moto. Como ele fez?
Ele comprou na época 600 ações da BVMF3 e vendeu 600 opções da mesma BVMF3 por
R$0,84 cada opção, levantando o valor de R$504,00 menos os custos da operação em uma
operação conhecida como financiamento de ações ou venda coberta (essa operação envolve
risco calculado).
O que ele fez então? Ao invés de pagar à vista a moto e ficar sem os R$6.000,00, ele criou um
“Pote” com o dinheiro e levou exatos 14 meses para que ele tivesse todo o dinheiro.
Ou seja, 14 meses depois ele tinha pouco mais de R$12.000,00, comprou a moto? Não, ainda
não!!!
Continua a fazer dinheiro com o “Pote” da moto. Ele aprendeu uma técnica, se especializou
nela e está fazendo dinheiro. Isso é muito comum na geração de “Potes”, pois quando adiamos
a recompensa, acabamos afastando a emoção do momento. E, trabalhar com desejo ardente
gera aprendizado e, assim, as coisas fluem. Não se preocupe em mudar de “Pote”, o importante
é que você aprendeu e fez mais dinheiro, ficou mais rico em conhecimento e financeiramente.
Crie agora seus “Potes”, pense em seus objetivos, quais são eles e:
Descubra o Valor;
Calcule o Tempo;
Procure gerar uma receita própria para o objetivo;
Escolha produtos financeiros compatíveis com a liquidez, o tempo e o risco.
Seja qual for o tamanho de seu Sonho, crie “POTES FINANCEIROS”.
Multiplicar seu patrimônio: ser rentável é vencer a inflação e o Benchmark
Todos os dias muitos amigos me perguntam: Roberto, qual o melhor investimento?
Como faço para investir meu dinheiro?
O melhor investimento é sempre aquele que atinge seus objetivos e, para isso, pode ser ações,
Fundos imobiliários, CDB, LCI, Tesouro.
Tudo depende de seu objetivo. Para um objetivo de curto prazo, não posso colocar meu
dinheiro em ações, não seria interessante, pois pode haver perdas.
E, para um objetivo de longo prazo, não devo colocar em poupança, com certeza não é
interessante. Vai haver ganho financeiro, porém pode existir perda patrimonial, ou seja, o
rendimento não cobre a inflação do período.
O mais importante e inteligente é construirmos uma carteira de investimentos que vença a
inflação. Se a inflação no ano foi de 6% e seu investimento rendeu 6% isso significa que não
aconteceu nada. Você simplesmente teve mais dinheiro em sua conta de investimento, porém o
poder de compra continua o mesmo.
Se seu investimento rendeu menos de 6%, você perdeu seu patrimônio, teve uma perda
patrimonial, mesmo que tenha mais dinheiro, porque esse dinheiro não é suficiente para
comprar o mesmo produto um ano depois.
Exemplo: se você tinha R$10.000,00 e rendeu 5% ao ano, depois de um ano você tem
R$10.500,00 em dinheiro. Porém, se a inflação foi de 6%, um produto que um ano antes
custava R$10.000,00, hoje esse mesmo produto passa a custar R$10.600,00, ou seja, teve uma
perda de 1%, de R$100,00.
Nesse caso, teve uma perda patrimonial, perdeu o poder de compra, ficou mais pobre em
R$100,00.
Já, se seu investimento rendeu acima de 6% no ano, você teve um ganho patrimonial, caso a
inflação tenha sido 6%.
Exemplo: se você tinha R$10.000,00 e rendeu 7% ao ano, depois de um ano você tem
R$10.700,00 em dinheiro. Porém, se a inflação foi de 6%, um produto que um ano antes
custava R$10.000,00, hoje, esse mesmo produto custa R$10.600,00, ou seja, teve um ganho de
1% de R$100,00.
Nessa situação, teve um ganho patrimonial de R$100,00, ficou mais rico em R$100,00.
Esse é mais um Grande MITO no mercado. Muitos investidores inocentes fazem cálculos de
ganhos sem calcular a inflação.
A grande sabedoria em investimentos está em fazer nosso investimento render sempre a cima
da inflação, evoluindo assim nosso patrimônio.
Essa sabedoria é necessária e deve ser conquistada por meio de educação financeira, disciplina,
planejamento e execução.
Devemos ter um constante aprimoramento na forma de investir e de entender os investimentos,
alinhado a nossos objetivos de curto, médio e longo prazo.
A forma mais interessante é construindo uma carteira de investimento diversificada. Aqui em
nosso livro, estamos falando de investimentos mais seguros, que correm pouco risco ou com
risco calculado.
A renda variável oferece muitas oportunidades também e são muito interessantes.
Uma carteira de investimentos envolve escolher os produtos financeiros de acordo com nossa
necessidade e projeto. Variar os produtos faz com que tenhamos um risco reduzido, pois temos
diversos produtos.
Ter um agente de investimento é muito importante, mesmo que você tenha todo conhecimento,
um agente de investimento está sempre atualizado com as informações financeiras, taxas e
riscos.
Nesse relacionamento com um agente de investimento, você pode debater o melhor tipo de
investimento e, assim, juntos vão construir um excelente plano de investimento para bater a
inflação e controlar o risco.
Vencer a inflação é o grande objetivo é a meta número UM de qualquer investidor.
Vencer o Benchmark, essa é uma avaliação de capacidade e de qualidade de seu investimento.
Bater um Benchmark é algo acima da média, importante ter esse comparativo para avaliar seus
resultados em comparação com o Benchmark. Caso esteja vencendo, está com uma excelente
taxa de retorno, caso esteja perdendo, está abaixo da média. Essa é a META número DOIS:
vencer o Benchmark preestabelecido. Estabeleça um Benchmark, pode ter mais de um e deve
ser de acordo com os produtos financeiros estabelecidos.
Se em sua carteira tem Fundo imobiliário, compare com inflação e IFIX.
Se tem Título Público, compare com inflação e IMA-B.
Se tem Fundos de renda fixa, compare com CDI e/ou poupança.
E pode ter um Benchmark geral como inflação do ano, CDI, IPCA. Um que você escolha bater.
Trave uma competição contra ele, um MMA financeiro.
“O Melhor Investimento é sempre aquele que leva você ao lugar desejado”
Roberto Navarro

Padrão de Investimentos
O melhor investimento é aquele que atinge os seus objetivos, para isso temos de:
Ter objetivos claros e específicos, com data e valores claros.
Objetivos desafiantes, pois nos movem a aprender mais e a nos desafiar mais.
Com nossos objetivos e estudando sobre investimentos, passamos a ter certas preferências
financeiras por determinados produtos, seja Título Público, Ações, Fundos, Debêntures, etc.
E, assim, passamos a prestar mais atenção aos produtos escolhidos, deixamos de ser uma presa
fácil no mercado ou a cada oferta de um gerente ou agente de investimentos. Devemos sim
estar abertos a todos investimentos, porém temos de ter a sabedoria necessária para avaliarmos
se esse investimento vai nos levar ao nosso objetivo.
É muito comum algumas pessoas terem um plano de capitalização como investimento, isso não
vai levá-lo a lugar nenhum. Como foi que esse plano de capitalização foi feito?
Com certeza pela oferta de um gerente de banco que tem suas metas para serem batidas e isso
faz parte do “Pote” do banco.
Quando você estabelece objetivos claros e específicos, você passa a buscar somente
investimentos que o levem ao rumo desejado e, com certeza, não vai aceitar a primeira oferta.
Padrão de investimentos: siga sempre aquele em que você pode ser o maior especialista e com
o qual você se adapte melhor, seja com ações, Títulos Públicos, etc. Estabeleça sempre um
critério objetivado.

Imposto de Renda para renda fixa


É muito importante o Imposto de Renda ser levado em consideração em investimentos.
Em títulos de renda fixa, o Imposto de Renda é cobrado da seguinte forma:
De 1 dia a 180 dias = 22,5%
De 181 dias a 360 dias = 20%
De 361 dias a 720 dias = 17,5%
Acima de 721 dias = 15%
O imposto é retido na fonte, ou seja, já vem descontado, sem a necessidade de você recolher
em uma guia a parte. E é cobrado sempre sobre a rentabilidade, por isso imposto de renda.
Em Fundos de renda variável, o imposto de renda é cobrado independente do tempo, no valor
percentual de 15% sobre a rentabilidade.

Come Cotas.
Come Cotas é uma antecipação de imposto, realizada duas vezes por ano em cima da
rentabilidade de seu fundo de investimentos em renda fixa, no montante de 15% sobre a
rentabilidade.
Como funciona?
Todo mês de maio e novembro, o governo vai e morde (COME) 15% da rentabilidade de seu
fundo.
No momento do resgate, é feito o ajuste, exemplo:
Se você deixou o dinheiro por 300 dias, você tem um Imposto de Renda a pagar de 20%. Como
o come cotas já levou 15%, na data do resgate você vai pagar somente a diferença, nesse caso
5% a mais.
Caso você leve mais de 721 dias para resgatar, o imposto já foi 100% cobrado e não tem ajuste
a ser feito.
Importante saber que a cobrança é feita em cima de cada depósito realizado, não apenas no dia
da entrada no fundo.
Exemplo:
Você deposita R$1.000,00 em 10 de janeiro e mais R$1.000,00 em 10 de maio, tem um total de
R$2000,00 e resolve sacar os R$2000,00 em julho. Você vai pagar dois impostos diferentes:
22,5% do depósito realizado em 10 de maio e 20% do depósito realizado em janeiro, sendo que
no depósito de janeiro será um ajuste de 5%, pois o come cotas já levou 15%.
O imposto é cobrado em cima da data de cada depósito, mesmo estando todo dinheiro em um
mesmo fundo.
Atenção ao resgate, pois, às vezes, compensa esperar um pouco para pagar um imposto
menor, por isso vale muito o planejamento.
O que é muito comum ocorrer é o investidor fazer resgate sem levar em conta a data do
investimento. Com isso, às vezes por um dia paga um imposto muito maior.

Imposto na renda variável


O imposto cobrado em renda variável na venda de ações é de 15% do lucro apurado, com o
limite de R$20.000,00 ao mês. Ou seja, se você vender menos de R$20.000,00 dentro do mês,
mesmo tendo um lucro de 100%, não terá imposto a pagar.
Vamos a uma dica importante: suponha que você tem de sacar R$30.000,00 e, desses
R$30.000,00, R$10.000,00 é referente ao lucro da operação. Então, nesse caso, você tem um
Imposto de Renda a recolher de R$1.500,00 referente a 15% do lucro.
Dica: você deve sacar em duas vezes, pode sacar R$19.000,00 dia 30 e R$11.000,00 dia
primeiro do mês seguinte. Dessa forma, você economiza os R$1.500,00 de imposto que teria de
pagar, ficando dentro da faixa de limite de R$20.000,00.
Os impostos para outras operações como Day Trade são diferentes. Este livro não trata desse
tema. Estamos focados em investimentos com baixo risco e remuneração acima da inflação.

IOF
Todos os investimentos em aplicações financeiras e fundos de investimentos sem prazo pré-
determinados de carência são tributados pelo Imposto sobre Operações Financeiras - IOF, de
acordo com a portaria 264 do Ministério da Fazenda.
Imposto de operações financeiras, diferente de empréstimos, pois aqui estamos falando de
investimentos, são cobrados seguindo a regra de cálculo abaixo.
Cobrado por exemplo no CDB, com o valor de 1%, e vai diminuindo diariamente. Isso
significa que quanto mais tempo, menos imposto IOF pago.
Após 30 dias, o imposto é zerado.
Exemplo:
Número de Dias % Limite do Rendimento

01 96

02 93

03 90

04 86

05 83

06 80

07 76

08 73

09 70

10 66

11 63

12 60
Número de Dias % Limite do Rendimento

13 56

14 53

15 50

16 46

17 43

18 40

19 36

20 33

21 30

22 26

23 23

24 20

25 16

26 13

27 10

28 06

29 03

30 00

Previdência Privada
Um plano de previdência complementar ou previdência privada: por que ter ou não ter?
Vamos analisar aqui as vantagens e desvantagens dos planos de previdência, bem como os
cuidados que devem ser analisados no momento da contratação para você ter um bom plano de
previdência, se esse for seu desejo.
Muita gente não dá muita importância no momento de contratação de um plano de previdência
privada. Normalmente, o faz mediante a oferta do gerente do banco e não se atenta às
peculiaridades do produto.
Existem muitas pessoas com plano de previdência privada fora de seu perfil, com plano
totalmente inapropriado para seu padrão de renda, impostos e objetivos de longo prazo.
Muitos investidores têm, até mesmo, planos de previdência com rendimento negativo e muitos
com rendimento abaixo da inflação.
Em nosso departamento de planejamento de aposentadoria, nos deparamos com praticamente
100% das previdências erradas dos clientes que estão chegando. Ou seja, o cliente tem uma
previdência que já fez há algum tempo e, ao chegar ao escritório, analisarmos a previdência
privada, que normalmente está muito fora de seu perfil, seja no tempo, nas taxas cobradas, na
rentabilidade ou mesmo na forma dos impostos.
Hoje, não me recordo na verdade de nenhuma previdência que chegou até nosso escritório que
estivesse perfeita, que não foi necessária uma mudança, seja na forma de VGBL x PGBL,
Progressiva ou Regressiva, ou no tipo de fundo utilizado. E, sem sombra de dúvidas, elas
possuem a maior de todas as taxas cobradas, muitas vezes alta demais, chega a ter caso que a
taxa cobrada é superior aos rendimentos do plano de previdência.
Muita gente quando contrata um plano de previdência complementar simplesmente não dá
importância às questões simples, importantes e fundamentais que nós vamos analisar nesse
capítulo.
Um plano de previdência é extremamente útil para quem não quer se preocupar muito, quer
fazer um acúmulo e deixar para um gestor administrar e cuidar de seu dinheiro. E esse gestor
fará o melhor possível.
Para quem não tem muita disciplina financeira também é bem indicado ter uma previdência e,
de preferência, faça com débito em conta no dia que recebe seu salário, sendo a primeira conta
a pagar.
Primeira coisa: quando você contrata um plano de previdência complementar está contratando
um projeto, um planejamento para sua vida. Você vai pagar por muito tempo, provavelmente
mais de 20 anos na grande maioria dos casos. E mais, é o resultado desse planejamento que
provavelmente vai manter você e sua família pelo resto de sua vida. Então, se está se
programando para o resto de sua vida, você deve analisar tudo, tudo mesmo. E eu vou ajudar
você a tomar essa decisão nesse momento.
Perguntas importantes:
Primeiro, você deve ter em mente quanto você quer ter de recebimento em sua
aposentadoria por mês?
A previdência privada será seu único projeto para aposentadoria ou terá outros?
Se terá outros, qual o percentual destinado à previdência privada?
Quanto está disposto a pagar por mês?
Será preciso sacar durante o período? Atenção, apesar de ser permitido, isso não é
o ideal, porque a tributação da previdência é pesada no curto prazo.
Imposto de Renda: declara pelo completo ou simplificado? Completo = PGBL,
Simplificado = VGBL.
Quanto tempo pretende contribuir?
Pretende fazer aportes esporádicos?

Diferença entre VGBL e o PGBL?


VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) e PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres). A
principal diferença entre os dois está no regime tributário e, nos dois casos, o desconto dos
impostos ocorre apenas no resgate.
O resgate é calculado para regime de pagamento de imposto de acordo com a data de cada
depósito e não pela data de início da contratação do plano. É feito um cálculo no final do plano,
conhecido como PMP (Prazo médio Ponderado) e esse é um dos motivos que resgatar
previdência privada antes do prazo é um péssimo negócio.
A diferença de imposto está na seguinte situação: no VGBL, o Imposto de Renda incide apenas
sobre os rendimentos.
No PGBL, o Imposto de Renda incide sobre o valor total a ser resgatado ou recebido em forma
de pagamento mensal.
Dessa forma, você percebe que a escolha do plano é de extrema importância, pois a escolha
errada vai custar muito caro e, normalmente, só se descobre no momento do resgate, 20 ou 30
anos depois, e aí já era.
PGBL é indicado para quem paga Imposto de Renda e o declara em formulário completo.
Dessa forma, tem o direito de deduzir de seu imposto. O valor limite é de 12% de sua renda.
Vamos supor que você tem uma renda anual de R$100.000,00, você pode pagar em um plano
de previdência privada PGBL até o valor limite de R$12.000,00 referente aos 12%.
E se quiser fazer a mais, pode? Pode sim, porém a pergunta certa não é essa.
A pergunta certa é: e se quiser fazer a mais, vale a pena? A resposta é não.
Se você depositar em um PGBL acima dos 12% você não terá os benefícios fiscais no
montante acima dos 12% e, pior, vai pagar imposto no momento do resgate como se tivesse
tido o benefício. Estará pagando duas vezes.
O ideal nesse caso é fazer o valor excedente em um novo plano de previdência, dessa vez em
um VGBL. Você pode também escolher outros produtos financeiros para continuar seu plano
de aposentadoria.
Importante: ao escolher um Plano de Previdência Privada em PGBL, é muito importante
declarar de forma correta em seu Imposto de Renda, pois o cálculo do benefício já sai
automaticamente. Lembre-se sempre de fazer essa declaração, pois se você esquecer de
declarar, não terá o benefício e, depois, no momento do resgate, você será cobrado por ele. Já
tivemos alguns casos desse tipo e, depois, não tem mais nada a se fazer. Se esse é seu caso, tem
um plano de previdência privada PGBL, paga Imposto de Renda e ainda não declarou seu
plano, procure se informar na Receita Federal a fim de fazer um ajuste em sua declaração, caso
ainda esteja dentro do prazo e obtenha os benefícios.
O benefício fiscal do PGBL não é uma isenção de imposto e sim um adiamento de imposto.
Você irá recolher esse imposto no momento do resgate sobre o depósito mais os rendimentos,
porém você teve todo um lucro sobre os rendimentos do depósito. Vale a pena montar essa
estratégia, ter uma aposentadoria com benefício fiscal.
Já, no VGBL, é mais simples, você não tem benefício fiscal, portanto é indicado para quem não
paga imposto de renda.
Progressiva e Regressiva, qual escolher?
Para toda previdência privada é necessário escolher a tabela de tributação. Na imensa maioria,
a tabela de tributação regressiva é mais vantajosa, mas nem sempre. Vamos entender.
Se você pretende investir em um prazo longo, a tabela regressiva será melhor. Agora, se for em
um prazo curto e se sua renda projetada ficar dentro do limite da tabela de isenção do Imposto
de Renda, a tabela progressiva será melhor.

Progressiva
Na tributação Progressiva Compensada, a incidência de Imposto de Renda retido na fonte é de
15%. E, caso o valor seja superior a esse pela tabela de imposto de renda, será feito um ajuste
posterior de acordo com a tabela.
Caso, pela tabela o valor recebido esteja dentro do limite de isenção, você não tem imposto a
pagar, por isso é muito importante acompanhar a tabela do Imposto de Renda no site da receita
federal. www.receita.org.br

Dedução do IR
Imposto anual

Até 64 anos de idade

Alíquota Parcela a Deduzir do imposto


Base de Cálculo (R$)
(%) (R$)

Até 1.637,11 - -

De 1.637,12 até 2.453,50 7,5 122,78

De 2.453,51 até 3.271,38 15,0 306,80

De 3.271,39 até 4.087,65 22,5 552,15

Acima de 4.087,65 27,5 756,53

65 anos ou mais

Alíquota Parcela a Deduzir do imposto


Base de Cálculo (R$)
(%) (R$)
Até 3.274,22 - -

De 3.274,23 até 4.090,61 7,5 245,57

De 4.090,62 até 4.908,49 15,0 552,36

De 4.908,50 até 5.724,76 22,5 920,50

Acima de 5.724,76 27,5 1206,74

Importante: essa tabela é alterada com frequência, verifique sempre no site da Receita
Federal a atualização.

Regressiva
Já a tabela Regressiva é feita de forma definitiva, não tem muito cálculo a ser ajustado, nem
mesmo tem de comparar com a tabela de imposto. E, para quem vai depositar em um plano de
previdência complementar em longo prazo e acima do limite de isenção da receita federal, a
tabela regressiva é extremamente vantajosa, acompanhe:
O imposto pela tabela regressiva vai diminuindo 5% a cada 2 anos até o limite mínimo de 10%.
A tabela começa com 35%.
Tributação Regressiva Definitiva
Prazo de investimento/recebimento de Renda Alíquota de IR na
(anos) fonte

Até 2 anos 35%

2 a 4 anos 30%

4 a 6 anos 25%

6 a 8 anos 20%

8 a 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

Perceba que, se você ficar pela tabela maior do Imposto de Renda, pela progressiva você terá
27,5% de imposto mesmo que seja em 10 ou 20 anos e pela regressiva esse imposto cairia para
10%.
Muito importante fazer essa comparação e definir no momento de contratação de seu plano.
Caso você tenha um plano de previdência complementar, verifique, fale com seu corretor e, se
for possível, peça já um ajuste de tributação.
A alíquota conta a partir da data de cada contribuição e não da data de abertura da previdência,
é a média ponderada. Nesse caso, quando do resgate existe parte do investimento com mais de
10 anos que será tributado 10% e parte com 6 anos que será tributado com 20%, muito
importante considerar esse fator no momento do resgate, pode se fazer um resgate escalonado,
de acordo com o tempo e a alíquota. Vai resgatando por partes.
Pode ser feito o ajuste de tributação progressiva para regressiva, mas de regressiva para
progressiva não é permitido.
Importante ressaltar que quando feita a mudança, o prazo passa a contar a partir da mudança,
não será compensado o imposto do regime anterior.
Alterar PGBL para VGBL ou VGBL para PGBL também não é permitido.
Nesse caso de PGBL e VGBL, se você está em um plano errado, como a alteração não é
permitida, o ideal é que você pare de pagar o plano, mas não faça o resgate, pois o imposto é
alto, espere até dar o prazo de resgate com menor imposto se você estiver no regime regressivo.
No progressivo, você pode resgatar se for o caso, pois não terá diferença pelo prazo de
acumulação. E, em seguida, faça uma nova previdência privada dentro de seu perfil de tempo e
perfil fiscal.

Portabilidade
Portabilidade de previdência privada: é possível de ser feita e é muito utilizada pelos
brasileiros.
O governo instituiu o modelo de portabilidade. Não tem custos para fazê-la. E o grande
objetivo é forçar as instituições financeiras a realizarem um bom serviço.
É importante observar as regras de portabilidade de cada fundo de previdência, não existe
cobrança para isso, porém existe carência em alguns contratos.
A portabilidade é bem simples, basta procurar um agente financeiro, um corretor credenciado,
estudar o melhor plano e ele prepara toda a documentação pra você.
Atenção, não faça resgate da previdência para fazer uma nova. Faça a portabilidade, pois se
fizer o resgate vai pagar o imposto e perder os benefícios do tempo de acumulação. Estará
iniciando tudo do zero, esse é um erro muito comum.
Qual o motivo para as pessoas solicitarem a portabilidade de um Plano de Previdência
Privada?
A resposta é dada por uma pesquisa que temos dentro da Matrix Invest Bank. Uma razão muito
forte está relacionada ao atendimento. Muitos poupadores de previdência fizeram uma
previdência em um banco e não sabem sequer que tipo de produto eles têm, que tipo de
tributação, se é PGBL ou VGBL, ou se o fundo é conservador, moderado ou agressivo. Sabem
ainda menos sobre tipo de taxas, como a taxa de administração e a taxa de carregamento de
entrada e de saída.
Em alguns casos, as pessoas acham que têm previdência privada e não têm. Elas têm muitas
vezes um plano de capitalização (isso é terrível). Em outros, elas têm apenas um plano de
pecúlio e acreditam ser previdência. Em outros, têm seguro de vida e também acreditam ser
previdência. São produtos completamente diferentes e não são planos de aposentadoria.
Em segundo, há o motivo das altas taxas cobradas por algumas instituições financeiras.
Acredite, você vai encontrar taxas de até 10% de cobrança na soma das taxas de administração,
carregamento de entrada e carregamento de saída. Isso é absurdo e insustentável, compare
antes de investir sempre.
A taxa de administração hoje praticada com bom senso por parte de muitas instituições
financeiras está entre 1,10% a 1,5%, dependendo do fundo e do valor a depositar. Sem
cobrança de taxas de carregamento de entrada e saída. Essa taxa de administração é cobrada ao
ano. Mais uma vez, compare sempre.
Em terceiro, vem a questão da rentabilidade dos fundos de previdência. Muito fundo de
previdência tem dado negativo nos últimos anos. Isso tem gerado muita preocupação. Cabe
avaliar seu fundo de previdência e realizar a portabilidade para um melhor.
Um profissional certificado de mercado, normalmente, representa diversas instituições
financeiras. Seja um agente de investimentos ou um corretor de seguros, esse profissional está
melhor preparado, pois não representa uma única instituição. Ele é independente e pode
comparar taxas, rentabilidade e risco de diversas instituições e, assim, oferecer a você um
excelente serviço. Geralmente, quando você faz a previdência com esses profissionais, não é
cobrado o serviço.
Caso você não esteja satisfeito com seu plano de previdência privada ou simplesmente deseje
fazer uma comparação, não hesite em procurar um profissional de mercado.

A educação financeira promovida pela previdência


A previdência privada tem um apelo educacional financeiro fantástico, pois com o tempo é
muito comum o investidor de previdência começar a acompanhar o mercado e verificar
resultado. Ele passa a fazer curso, ler jornais e revistas especializadas e, assim, com o tempo,
ganha um aprendizado financeiro.
É muito comum alguns poupadores de previdência se tornarem investidores, eles ganham esse
conhecimento pelos estudos e percebem muitas vezes que conseguem realizar um resultado
melhor, administrando ele próprio o seu dinheiro. É nesse momento que ele está preparado para
resgatar sua previdência e investir por conta própria e, com o apoio de um agente de
investimentos, isso tem acontecido com muita frequência.
Um aluno de Coaching Financeiro certa vez resolveu acumular cerca de R$300,00 por mês
para sua aposentadoria e decidiu fazer por meio de fundos de investimentos.
Passado um ano, esse aluno me liga para falar sobre seu plano de aposentadoria. Eu lhe
perguntei como estava seu fundo de investimento e foi quando ele disse que não havia feito o
plano. Ou seja, não havia criado o “Pote” de aposentadoria. Nesse momento, lhe disse que a
melhor opção era a previdência. Ele questionou pelo fato de ter outros produtos financeiros
com maiores rentabilidades, o que de fato é verdade. Porém não para ele, pois, o problema dele
era a disciplina, já estava atrasado com seu “Pote” de aposentadoria. Nesse caso, disse a ele
que como ainda não criou sua disciplina, que comece pela previdência e, de preferência, com
débito em conta no dia de seu pagamento.
Esse caso é o maior exemplo de falta de disciplina. Se deixar para depois, o tempo passa e
acaba não fazendo o plano de aposentadoria. Pior: quanto mais o tempo passa, mais nos
aproximamos de nossa aposentadoria.
Máximo em renda variável permitido 49%
O máximo permitido por lei para um fundo de previdência investir em renda variável é de
49%. Nenhum fundo de previdência no Brasil aloca mais de 49% de seu capital em ativos de
renda variável, isso não é permitido.
Pecúlio
É possível adquirir um opcional em alguns planos de previdência privada, conhecido como
pecúlio. Pecúlio é um seguro que você adquire junto a alguns planos de previdência privada,
que passa a pagar um valor pré- determinado mensalmente a seus herdeiros, conforme
contratado no plano, em caso de morte ou acidente do titular.
O porquê das cobranças das taxas
As taxas são cobradas para se cobrir os custos e a manutenção do fundo de previdência, para
remunerar a equipe de gestão do fundo.
Lembrando que, após você se aposentar, o fundo de previdência vai te pagar durante um bom
tempo, e a instituição financeira não vai fazer isso de graça, ela tem de ser remunerada por isso.
Cabe ao investidor escolher a melhor previdência complementar e escolher uma taxa justa.
Muitos deixam para depois para fazer um plano de aposentadoria. O tempo passa e acaba não
fazendo. Pior: quanto mais o tempo passa, mais nos aproximamos de nossa aposentadoria.
Roberto Navarro

De acordo com o mercado hoje, a taxa mais alta que deve ser paga é de 1,5% de administração
e zero de carregamento. Pesquise bastante e avalie a instituição financeira antes.
Ter um bom corretor de seguros ou agente de investimentos independente é fundamental para
sua escolha.
As taxas normalmente cobradas são:
Taxas de administração
Taxa de carregamento de entrada
Taxa de carregamento de saída

Come cotas
O famoso come cotas do governo, modalidade que morde 15% de imposto sobre o rendimento
dos fundos nos meses de maio e novembro. Não existe em planos de previdência privada, pois
não é permitido come cotas em plano de previdência. E essa é uma vantagem interessante, pois,
o imposto vai acumulando e a rentabilidade em cima dele também.

SUSEP e CMN
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e Conselho Monetário Nacional (CMN) são os
órgãos responsáveis pela fiscalização, liberação e regulamentação das instituições financeiras
que administram os fundos de previdência privada.

Dicas finais e MITOS

Quando fazer uma Previdência Privada PGBL e VGBL.


Podem existir muitas definições, vamos aqui resumir.
PGBL é para quem paga e declara Imposto de Renda no formulário completo de IR.
VGBL é para quem não paga Imposto de Renda ou declara no formulário simplificado.
O desconto do PGBL no Imposto de Renda é limitado a 12% de sua renda anual.
Vamos dizer que João tem uma renda anual de R$100.000,00. Nesse caso, ele pode investir em
um Plano de Previdência PGBL o valor de R$12.000,00 e terá como descontar esse valor na
tabela de imposto de renda.
Porém, João gosta muito de Plano de Previdência Complementar e deseja investir R$15.000,00
no ano.
João, nesse caso, deve optar por dois planos de Previdência Complementar, depositando no
Plano PGBL R$12.000,00 com isenção fiscal e os outros R$3.000,00 em um plano de
Previdência Complementar VGBL. Assim, será favorecido pelo benefício fiscal.
Não vale a pena colocar os outros R$3.000,00 pelo fato de que esse benefício ganho agora será
descontado no futuro. Então, caso coloque mais dinheiro investido que o percentual teto de
12%, João pagará um imposto no futuro, sem ter tido benefício sobre o mesmo, por isso deve
ser feita outro plano de previdência.
Considerando os resultados de diversas fontes de investimento, o ideal é que esses R$3.000,00
vá para uma outra carteira de investimentos com uma rentabilidade mais interessante. E pode
ainda diversificar o investimento, como você vai acompanhar no capítulo do modelo Just Do It
de aposentadoria.
Progressiva e Regressiva, quando escolher?
Para uma renda abaixo de R$2.437,00 vale a pena a progressiva, porém esse valor é alterado de
acordo com a tabela do imposto de renda, confira anualmente esse valor no site da receita.
Acima desse valor, deve ser considerado a tabela de desconto da Progressiva com a tabela de
cálculo de tempo da regressiva. Uma coisa é certa, para uma renda acima de R$5.000,00 e mais
de 8 anos a regressiva é a melhor opção.

Leia atentamente o Regulamento do Plano,


lembrando que a assinatura da proposta de
inscrição implica a automática adesão do
proponente aos termos do regulamento do
plano e, no caso de planos coletivos, no
cumprimento das condições previstas no contrato.
O REGULAMENTO é o instrumento jurídico que
REGULAMENTO
disciplina os direitos e as obrigações das partes
contratantes. O regulamento atualizado do plano
será colocado à disposição do proponente,
previamente à contratação, sendo
obrigatoriamente remetido ao participante no ato
da inscrição, como parte integrante da proposta de
inscrição.

Documento em que o proponente, pessoa física,


expressa a intenção de contratar uma cobertura (ou
coberturas) ou aderir à contratação sob a forma
coletiva, nela manifestando pleno conhecimento
do regulamento. Na proposta de inscrição deve
constar, entre outras informações: denominação e
CNPJ da entidade; nº do processo SUSEP de
PROPOSTA DE
aprovação do plano; denominação, CNPJ e taxa de .
INSCRIÇÃO
administração do(s) FIE(s) vinculados ao plano,
percentual ou valor de carregamento e ou tabela
adotada para sua incidência, forma e critério para
sua cobrança; data prevista para concessão do
benefício e modalidade de renda contratada;
períodos de carência; nome e nº do registro do
corretor, quando for o caso; etc.
PRAZO DE Período em que não se aceitam os pedidos de
CARÊNCIA resgate ou portabilidade.

Deve-se atentar que a norma prevê o


estabelecimento em contrato de Resgate Total
com no mínimo 60 dias e no máximo 24 meses a
partir da contratação e do Resgate Parcial com
intervalos entre 60 dias e 6 meses. Já para
portabilidade, o período de carência é de 60
dias a partir da contratação.

Cumprido o prazo de carência, ao ser solicitado o


resgate, seu cálculo será realizado no 2º dia útil
posterior à data determinada pelo participante. Já
o pagamento deve ser efetivado até o 5º dia útil a
partir do pedido do participante. Por fim, só
poderá ser cobrado carregamento postecipado, se
RESGATE previsto no regulamento do plano, quando do
pagamento do resgate. À época da efetivação do
resgate ou da portabilidade, a EAPC deverá
informar ao participante, por escrito, quanto
do valor resgatado ou portado refere-se ao
valor nominal das contribuições pagas e o
respectivo valor do carregamento.

Cumprido o prazo de carência, ao ser solicitada a


portabilidade, seu cálculo será realizado no 2º dia
útil posterior à data determinada pelo participante.
Já a transferência dos recursos pela cedente deve
ser efetivada até o 4º ou 5º dia útil para planos
PORTABILIDADE aprovados antes de 30/01/2007. Esses recursos
devem ser recepcionados pela cessionária na
Provisão Matemática de Benefícios a Receber até
o 2º dia útil da disponibilidade. Por fim, a cedente
só poderá cobrar tarifa bancária e o carregamento
postecipado, se previstos no plano.

FASE DE RECEBIMENTO (CONCESSÃO) DO BENEFÍCIO

Recebimento No momento de receber o benefício, pode-se optar .


por uma das opções abaixo:
Renda mensal vitalícia
Renda mensal temporária
Renda mensal vitalícia com prazo mínimo
garantido
Renda mensal vitalícia reversível ao beneficiário
indicado
Renda Mensal vitalícia reversível ao cônjuge com
continuidade aos menores
Renda Mensal por prazo certo

Deve-se destacar que a escolha pela Renda


mensal vitalícia, no caso do óbito do
participante, após o início da percepção ao
benefício de renda não dá direito aos seus
beneficiários de recebimento de qualquer valor.
Devo resgatar a previdência para pagar uma dívida ou faço um empréstimo, qual a melhor opção?

Esse é um erro que muitos cometem: resgatar o Plano de Previdência para pagar uma dívida.
Esse momento pode acontecer com você. Você em um plano de previdência com dinheiro acumulado e, por algum
motivo, você está com dívida, seja de qualquer natureza, cheque especial, cartão de crédito, CDC, etc.
Nesse momento, é necessário fazer conta, com certeza os juros do cartão de crédito e do cheque especial é alto
demais e devem ser eliminados urgentemente ou esses juros vão eliminar você.
Porém, o imposto de renda cobrado no início de um plano de previdência complementar é alto demais e pode ser
maior que os juros de um financiamento.
Nessa situação, avalie as opções de empréstimo, como consignado, CDC e as opções que você tem disponíveis.
Compare com o imposto que será descontado da previdência e opte pela opção mais vantajosa para você, é pura
matemática.

Plano de capitalização
Se existe um péssimo negócio em termos de produtos financeiros é esse, porém como tudo, tem gente que defende.
E quem defende utiliza de um artifício interessante: “O JOGO” é que os planos de capitalização oferecem prêmios
normalmente em dinheiro, e aí entra o tal “contar com a sorte”.
Você paga um dinheiro e participa de sorteios, se for contemplado tem um prêmio seja dinheiro, barras de ouro,
imóvel ou automóvel.
E pode ter seu dinheiro de volta, de acordo com o tempo você tem, uma taxa de desconto que vai diminuindo ano a
ano até ter seu dinheiro de volta depois de um período de acordo com a contratação que fez com o banco.
Se seu objetivo é participar de um “Jogo”, pode ser sim interessante um plano de capitalização. Interessante
mesmo é para o Banco.
Agora se seu objetivo for investir, guardar dinheiro, acumular ou até aumentar seu patrimônio, essa é a pior opção
do mercado de produtos financeiros.
Tem muita gente que faz pela pressão exercida pelo gerente do banco ou por compensações como aumento de
limite de crédito, negociar taxa de juros, financiar carro, entre outros.
Um dia desses, eu fui fazer um saque no caixa de meu banco e a atendente ofereceu o plano de capitalização do
banco no momento de meu saque em dinheiro. Interessante, hoje não é mais o gerente ou um vendedor dentro da
agência, o negócio ficou sistemático e todo o banco oferece.
Mais interessante é que quem o faz muitas vezes não sabe nem mesmo o que adquiriu, tem gente que confunde
com seguro de vida, com previdência privada, com pecúlio ou, até mesmo, com seguro saúde.
Não é!
Plano de capitalização é um produto financeiro para capitalizar o Banco, não você!
Plano de capitalização: seu dinheiro fica preso por um período contratado e você concorrendo a prêmios por um
prazo pré-determinado, quando terá como resgatá-lo com uma taxa de desconto de acordo com o tempo que o ele
ficou capitalizando o banco. Se você não ganhar o prêmio pode ter certeza, é perda na certa. Fuja disso! Plano de
Capitalização é FRIA!
Muitos acreditam que um plano de capitalização é um investimento. Não é. Plano de capitalização é um produto
financeiro para capitalizar o Banco, não você!
Roberto Navarro

Nível de Inteligência Financeira


Quando apontamos o nosso nível de Inteligência Financeira, estamos falando de uma forma de se organizar
financeiramente com efeito de proteção e multiplicação de nosso patrimônio.
Nossa Inteligência Financeira é medida pela forma como geramos e gerimos nosso dinheiro.
Quem utiliza essa regra com maior sabedoria e resultado é quem tem o maior índice de Inteligência Financeira.
Hoje, no Brasil, o maior QI Financeiro é do Sr. Jorge Paulo Lemmann, proprietário da AMBEV. Hoje ele ocupa a
primeira posição dos mais ricos do Brasil. Nesse caso, sem discussão alguma, ele é o maior nível de Inteligência
Financeira do Brasil e provou isso na prática.
Em nosso livro e nos treinamentos não vem ao caso quem é o maior QI Financeiro e sim como podemos avançar
com nossas finanças para aumentarmos nosso patrimônio.
Não cabe aqui uma competição externa e sim interna. Vamos competir com nós mesmos para efeito de
multiplicarmos nosso patrimônio e não o dos outros.
Para desenvolvermos nossa Inteligência Financeira, devemos operar cinco situações especificamente, são elas:
Proteger meu Patrimônio

Para proteger nosso patrimônio, estamos falando daquilo que nós temos, o que já construímos, como nossos
investimentos, imóveis, dinheiro, carro e negócios.
Para proteger, devemos nos especializar cada vez mais e mantermos atualizados quanto às normas, regras, custos e
benefícios de todo o nosso negócio e os nossos investimentos.
Em nossa empresa, por exemplo, sempre devemos ter especialistas como contador, consultor financeiro,
profissionais capacitados para desenvolver nosso negócio. Pporém, o maior especialista tem de ser você.
Como nesse livro estamos falando de investimentos e, nesse nível de inteligência financeira, devemos buscar
proteção, No momento de alocar nossos recursos em investimentos, escolhermos a parte de segurança, ou seja, a
parte destinada à segurança, como o colchão financeiro. Buscamos, então, investimentos cobertos pelo Fundo
Garantidor de Crédito - FGC e pelo Governo, no caso o Tesouro Direto. Dessa forma, estamos protegendo nossos
recursos.
Devemos escolher também em nossa carteira de investimentos proteção quanto a impostos. Uma boa escolha de
produtos tem alguns com isenção de impostos e outros com impostos reduzidos.
Mais uma ação muito importante é avaliar o risco e o retorno de cada fundo, sua volatilidade, tudo isso encontra-se
no prospecto de um fundo para ser analisado.
No caso de CDB, Debêntures, Notas Promissórias é muito importante avaliar o Rating de risco da empresa. Para
proteger-se de possíveis calotes, é muito importante analisar o grau de risco da empresa a fim de proteger sua
carteira de investimentos.
Até mesmo em renda variável pode-se proteger uma carteira de ações por meio de um PUT de opções, o famoso
seguro de opções.
Mantenha sempre sob controle seus investimentos e acompanhe tudo; assim, também estará protegendo seu
dinheiro.
Utilize também estratégias sempre para multiplicar seu patrimônio, protegê-lo, controlar seus gastos e fazer
sempre mais dinheiro.

Educação e acompanhamento
Tenha um profissional junto de você
Ter um profissional do mercado financeiro, seja um Coach Financeiro, Educador Financeiro, Consultor Financeiro
ou Agente de investimentos é de fundamental importância para você montar e acompanhar uma excelente
estratégia de investimento.
Um profissional de preferência independente ou que represente diversas instituições, que tenha poder de comparar
taxas, retornos, juros e risco. Dessa forma, você sempre estará em boas mãos.
Existem profissionais pagos e profissionais que pertencem a uma instituição que fazem esse trabalho de forma
gratuita, sendo remunerados pela instituição financeira a qual eles ofertaram o produto. Esses são os famosos
corretores de valores ou corretores de investimentos.
O grande diferencial do Coach Financeiro em relação aos outros profissionais está na forma de entender seus
objetivos financeiros. Ele quer entender seus objetivos, suas necessidades financeiras e de sua família para montar
um planejamento financeiro eficiente, de acordo com seus objetivos e necessidades. Ele está preparado para levar
as melhores soluções financeiras para você, você pode consultar um bom Coach Financeiro pelo portal
www.coachfinanceiro.com, essa consulta é gratuita.
O profissional de Coaching Financeiro vai analisar não somente seus investimentos, mas também suas
necessidades e o comportamento desejado para atingir seus objetivos. É um profissional diferenciado.
O acompanhamento de um bom profissional pode economizar a você muito dinheiro e tempo. Porém, isso não
afasta a necessidade de você mesmo ter conhecimento e largar tudo que produziu e produz nas mãos de um
profissional. Você pode e deve analisar e avaliar junto com o profissional de mercado cada passo de seu
investimento, um bom profissional sempre vai falar “vem aprender a investir comigo” e não “vem investir
comigo”.

Atenção
Há tempos venho orientando e chamando a atenção à importância de estudar e de aprender para investir. O risco de
investir seu dinheiro por meio do gerente do banco, por exemplo, é você tornar-se vítima de um sistema criado
para beneficiar os grandes bancos. A importante notícia abaixo revela o que tenho mostrado em nossos eventos há
alguns anos.

Muitos Fundos ganham mais que clientes


Principalmente os Fundos DI de grandes Bancos. Normalmente esses fundos trazem comodidade ao cliente, como
aplicação automática e sorteio de prêmios, assim muitos investidores acabam investindo o seu dinheiro por
comodidade e falta de conhecimento financeiro e, lógico, o famoso relacionamento com o gerente do Banco.
Dez fundos DI e de renda fixa com patrimônio superior a R$ 100 milhões renderam mais para seus gestores do que
aos investidores em 2013. Essas carteiras, com taxa de administração que chega a 5% reúnem patrimônio de R$
16,4 bilhões e um total de 929.245 cotistas.
Em pesquisa recente, realizada pela Vérios, proprietária do site Comparação de Fundos, a Vérios simulou quanto
um investidor teria líquido ao fim de 2013 se tivesse aplicado R$ 10 mil no começo do ano. O fundo de
investimento com taxa de administração mais alta na ocasião foi um fundo DI do Santander com patrimônio de R$
4,1 bilhões, o banco ficou com R$ 516 e o cliente ganhou R$ 264. Outros R$ 56 foram pagos pelo investidor em
Imposto de Renda, considerada a alíquota de 17,5% incidente sobre fundos de renda fixa para o prazo entre um e
dois anos.
Como percebe na conta, o Banco ficou com a grande parte do retorno do investimento, nesse caso R$516,00 para o
Banco e apenas R$264,00 para o cliente.
Mais um MITO.
Se o investimento tivesse acontecido em um Fundo DI como o do BNP Paribas, da mesma categoria e mesmo grau
de risco, o investidor teria ficado com R$690,00 e o Banco com R$50,00 no mesmo período. Até mesmo na
poupança o investidor teria o dobro da rentabilidade oferecida pelo Banco. Mais uma vez compare antes de
investir.

Renda fixa tem uma característica muito interessante.


O principal perfil dos investidores que buscam o investimento em renda fixa está ligado à segurança, porém nem
toda renda fixa é 100% segura. Outro está ligado a perda financeira, porém mesmo o investimento em renda fixa
corre o risco de haver perda financeira, por menor que seja.
Perda patrimonial, essa sim deve ser a conta mais importante, pois nem sempre os investimentos em produtos
financeiros em renda fixa remuneram a inflação.
É necessário um bom estudo e planejamento dos produtos oferecidos no mercado de renda fixa para garantir sua
evolução patrimonial. No exemplo citado no capítulo anterior, do investimento em um grande banco de um fundo
DI, o cliente teve uma perda patrimonial gigante, perdendo até mesmo para a poupança.
O nome renda fixa, fixa quer dizer parado, nesse caso nunca espere uma grande remuneração em renda fixa, como
o nome diz, parado.
Sua remuneração acima da inflação já é algo interessante, devemos colocar sempre um benchmark, uma referência
comparativa. Assim, podemos ter algo a ser comparado e ter a real noção da evolução de nosso patrimônio.
Mesmo tratando-se de renda fixa, a diversificação em produtos é bem interessante, pois conseguimos maior
proteção em termos de FGC e também uma rentabilidade interessante.
As taxas cobradas são de fundamental importância. Faça uma boa análise, pois renda fixa rende pouco e a taxa de
administração tem um impacto absurdo na rentabilidade, uma taxa acima de 0,50% em renda fixa nem pensar.

Você não vai ficar rico investindo 100% em renda fixa, é praticamente impossível.
Renda fixa é de baixo risco, você não corre nem mesmo o risco de ficar rico investindo 100% em renda fixa, a não
ser que chegue rico a renda fixa.
Roberto Navarro

Colchão financeiro com renda fixa.


Colchão financeiro, é uma reserva financeira que devemos manter para emergência, a famosa reserva emergencial.
Estamos falando de 12 meses de nossa despesa mensal.
Considere todas as contas mensais que você tem como água, luz, telefone, aluguel, IPVA, IPTU, etc.
Vamos colocar um exemplo em que a soma de todas as contas chegue a R$5.000,00 mês. É pegar esse valor e
multiplicar por 12.
R$5.000,00 x 12 = R$60.000,00
Sessenta mil reais é o valor de seu colchão financeiro, esse é o valor que você deve ter como reserva emergencial.
Se sua despesa mensal for de R$1.000,00, então o valor será de R$12.000,00 e se for de R$8.000,00, então o valor
de seu colchão financeiro deverá ser de R$96.000,00.
O valor referente a seu colchão financeiro deve ser investido em investimentos seguros que vençam a inflação,
assim você garante o colchão por um bom tempo. Caso o resultado seja inferior à inflação, você terá de repor o
caixa de seu colchão financeiro anualmente. Exemplo: se sua despesa de R$5.000,00 passou para R$5.300,00 com
a inflação de 6%, a necessidade do colchão passa a ser R$63.600,00 e, se o investimento rendeu no ano apenas 5%,
você terá em seu colchão apenas R$63.000,00. Sendo assim, será necessário depositar mais R$600,00 para compor
o colchão.
O inverso também é verdadeiro, em caso de render acima da inflação você pode retirar a diferença e colocar em
outro tipo de investimento.
Os recursos do colchão financeiro devem estar em produtos seguros, de preferência com garantia do FGC. Entra aí
CDB, LCI, LCA, CRI, CRA, LC. Pode-se utilizar também Título Público, aliás Título Público é a minha
preferência para o Colchão Financeiro, principalmente a LFT, pois é corrigida pela SELIC.
Colchão Financeiro é um seguro de vida pessoal, com a vantagem de não ter de pagar ninguém e ter a sua
disposição os recursos sempre que precisar.
Comece agora mesmo a montar seu colchão financeiro, comece a acumular recursos. Uma LFT, por exemplo, você
pode começar com R$50,00. Vale a pena começar, não espere ter muito dinheiro, comece agora com pouco que em
breve terá muito.
Evite colocar os recursos de seu colchão em renda variável. Se precisar dos recursos ou parte dele e não for um
bom momento para retirá-lo, você pode ter problema com a rentabilidade. Utilize sempre produtos de renda fixa
para seu colchão.
Pode-se fazer uma diversificação de renda fixa em seu colchão financeiro, como:
Parte emergencial em Fundo DI (não tem garantia do FGC), por esse motivo coloque não mais que 10% do
colchão.
Parte em LFT, com remuneração pela SELIC.
Parte em outros Títulos como Tesouro Direto, Debêntures e LCI.
Assim, você diversifica prazo, risco e rentabilidade, mesmo dentro do colchão financeiro.
Dica: Formar o colchão financeiro deve ser prioridade um na vida financeira de qualquer pessoa. Lembre-
se: prioridade UM.
Uma conta inteligente de investimentos é planejar 30% de sua renda para investimento mensal. Se ainda não dá
para fazer isso hoje, comece a se preparar para atingir esse objetivo. Essa é a Fórmula Mágica. (Cabe uma bela
imagem aqui)
Comece por reduzir custos e aumentar sua renda.
Se você investir 10% de sua receita ao mês no seu colchão financeiro, você vai levar, em uma conta simples sem
considerar os juros, 10 anos para formar seu colchão.
Exemplo para ter um colchão de R$60.000,00:
Sua receita mensal = R$5.000,00
10% = R$500,00
Precisa de 120 meses (10 anos) para acumular R$60.000,00, tendo investido apenas 10% ou R$500,00 por mês
(sem contar juros).
Investido 30% seria um investimento de R$1.500,00 ao mês. Esse prazo seria 3 vezes menor, ou seja, de 120
meses reduziria para 40 meses para ter seu colchão financeiro (sem considerar juros).

Tolerância ao risco e a perda


Todos nós temos uma certa tolerância ao risco, especificamente àquilo que eu posso perder. Quando se trata de
dinheiro e investimentos, todo cuidado é pouco.
O grande problema em relação ao risco está ligado à questão emocional e planejamento. Muitos investidores
iniciantes e não apenas iniciantes passam a investir sem um planejamento claro e sem saber exatamente o que
desejam com esse investimento.
Dessa forma, quando perdem algum dinheiro em determinado investimento passam a se desesperar, muito em
função da falta de experiência, investir em que não conhece, por ganância e por não ter um planejamento. Essas
são as principais causas.
Sempre que for investir faça a seguinte conta: quanto posso perder desse dinheiro? Isso mesmo, quanto você pode
perder, pois, dessa forma pode utilizar mecanismos e ferramentas de proteção que limitem sua perda até o limite
tolerável. Agora se você não pretende perder nada, deverá sempre utilizar a renda fixa com a garantia do FGC.
Cuidado, fundos de investimento não têm garantia do FGC no momento.
Outro dia eu estava participando como palestrante de um evento do mercado de imóveis, uma feira de venda de
imóveis, quando após a palestra um dos participantes do evento me procurou para falar sobre investimentos e ele
afirmou: Roberto, eu tenho cem mil reais para investir no mercado financeiro, não estou preocupado com o quanto
vou ganhar, ele disse, mas, não posso perder nada, posso chegar depois de um ano e ter os mesmo cem mil, mas
jamais noventa e nove mil novecentos e noventa e nove. Percebe, esse é um caso de tolerância zero em relação ao
risco.
Nessa situação, tem de ser feito exatamente da forma dele e colocar 100% de seus recursos em um investimento
seguro. Não adianta argumentar nesse momento, deve-se cumprir com a orientação. Durante o processo de
investimento, no decorrer do tempo, ele passa a fazer treinamentos, o Coach Financeiro passa a enviar informações
a ele e ele passa a ganhar conhecimento. Com isso, ele passa a tolerar mais riscos e passa saber como administrá-
los com mais segurança. E, se perder algo sabe o porquê perdeu. Muitas vezes é isso: a pessoa não saber o porquê
perdeu a leva ao desespero.
Com o tempo, ele passou a diversificar os investimentos e hoje tem 30% de sua carteira em renda variável. Detalhe
importante: ele só tem 31 anos de idade.
Teve uma situação muito interessante também outro dia. Uma cliente estava com dificuldade de entender o que era
conservador, moderado e agressivo com um de nossos especialistas em investimento. Foi quando eu me aproximei
e fiz a seguinte pergunta a ela: Vamos supor que você me dê dez mil reais agora e passa dois meses você me liga e
pergunta quanto tem e eu falo que você tem nove mil, nesse caso o que você faz, manda eu continuar a investir
para recuperar, manda eu investir mais dinheiro ou manda eu tirar todo o dinheiro. Adivinhe a resposta?
Ela mandou tirar tudo, então eu disse ela é conservadora, não tem perfil para correr risco ainda.
Dessa forma eu sempre falo: o investidor chega com um perfil, nosso dever é ensinar a melhor forma de investir,
assim ele aprende e vai alterar sua tolerância ao risco no decorrer do tempo.
Nosso perfil e tolerância ao risco sempre vai depender de nosso conhecimento, de nossas necessidades, de nosso
medo. O medo sempre toma conta em momentos de decisões e, no momento em que vivemos, muitas vezes até
mesmo um investidor mais agressivo vai ficar conservador, de acordo com suas necessidades: em caso de uma
doença ou de pagamento de alguma aquisição. Isso faz com que ele diminua o ritmo e a tolerância ao risco.
Nosso perfil de tolerância ao risco e à perda também vai depender muito do momento e da fase em que vivemos.
Em uma palestra que apresentei no Rio de Janeiro, uma pessoa veio me cumprimentar ao final da palestra e disse:
Roberto estou com trezentos e setenta mil reais, vendi meu apartamento e quero investir. Olha que interessante
essa situação. O que ele tinha era dinheiro?
Não, ele tinha um apartamento, esses trezentos e setenta mil reais representavam mais que dinheiro, representavam
o apartamento dele. Nesse caso, um investimento seguro, pois era o único patrimônio que ele tinha. Então,
montamos um plano de investimentos diversificado em renda fixa, porém bem acima do CDI.
Ele passou a se educar e a frequentar nossos treinamentos até que chegou um momento que ele disse: chega, vou
mudar minha carteira. Ele já estava mais preparado, estava com conhecimento e com acompanhamento, assim ele
definiu ir 100% para a renda variável. Interessante, nós mostramos a ele que isso não era o ideal, mesmo com o
conhecimento que ele tinha, desenhamos uma carteira com 25% em variável e 75% diversificado em renda fixa,
porém utilizando multimercado também e a rentabilidade dele aumentou significativamente. O investidor pode ser
cauteloso, mesmo na renda variável tudo depende de sua tolerância ao risco e essa tolerância vai se alterar durante
o processo de educação de investimentos.
Debêntures
Debênture é uma modalidade de investimento que você investidor empresta dinheiro para uma empresa por meio
de emissão de debêntures.
São títulos de dívidas de uma empresa. Uma empresa emite Debêntures com o objetivo de captar recursos para
investir em seus negócios: seja aumento de capital de giro, infraestrutura ou novos investimentos.
As debêntures normalmente têm um rendimento de uma taxa de juros pré-fixada em mais um índice que pode ser
CDI, NTN-B, IPCA, etc.
Existe uma data de pagamento dessa debênture e, nessa data, a empresa vai pagar a você os juros mais o capital.
O risco de uma debênture está ligado ao risco da empresa, caso a empresa quebre ou dê um calote. Por isso, é
importante analisar o rating da empresa que é o nível de risco que a empresa oferece.
Não existe garantia do FGC, por isso, analise bem e escolha sempre empresas de rating alto, ou seja, risco baixo.
Pode resgatar antes do vencimento uma debênture, desde que tenha liquidez no mercado, porém mesmo tendo essa
condição de resgate antecipado, só entre caso pretenda respeitar o prazo pré-estipulado do investimento.
Para investir em debêntures é necessário ter conta em uma corretora, pois elas são negociadas em bolsa. Pode ser a
mesma corretora que você opera Bovespa.
É uma boa opção de investimento de médio e longo prazo. Pode se colocar nos “Potes” de médio e longo prazo,
como o “Pote” dos sonhos.

Debêntures Incentivadas
Debêntures incentivadas estão previstas pela Lei 12.431 para durar até abril de 2015, mas pode ser que sejam
prorrogadas. Esse é mais um motivo para aproveitar a oportunidade.
E o que são debêntures patrocinadas ou incentivadas?
Debênture é uma modalidade de investimento que você investidor empresta dinheiro para uma empresa por meio
de emissão de debêntures.
As debêntures patrocinadas são isentas de imposto de renda e são utilizadas por empresas com investimento em
infraestrutura.
Dessa forma, o governo alivia seu caixa no quesito financiamento, passando essa função para iniciativa privada
construir a infraestrutura e a população, os investidores, é quem financia todo a obra.
Para incentivar a entrada dos investidores. O governo isentou o Imposto de Renda desse tipo de investimento,
tornando esse investimento bem atrativo.
Importante salientar sobre o risco: o risco está ligado diretamente à empresa que emitiu as debêntures. Em caso de
quebra da empresa, o investidor corre o risco de não receber seu dinheiro, uma vez que debênture não tem garantia
do FGC - Fundo Garantidor de Crédito.
Atenção, avalie bem o rating da empresa antes de investir, rating é o grau de risco, a avaliação de risco de uma
empresa.
Atenção também com a data e o prazo de resgate da debênture. Esse prazo pode ser longo e, caso você necessite
sacar seu dinheiro antes, pode ter problema de liquidez no mercado e levar tempo para vender sua debênture no
mercado secundário.
As debêntures patrocinadas têm aumentado significativamente a sua liquidez no mercado devido ao interesse dos
investidores, pois a grande maioria de empresas que estão emitindo as debêntures patrocinadas estão pagando uma
boa taxa de juros e ainda isenta de Imposto de Renda.
Para investir em debêntures você pode utilizar seu banco ou uma corretora independente. Esse tipo de investimento
é para médio e longo prazo, jamais para curto prazo, pense sempre acima de um ano de investimento e em especial
resgatar somente na data de vencimento.

Tesouro Direto
Títulos Públicos Federais
São uma ótima opção de diversificação de carteira de investimentos, são diversas modalidades com juros pós-
fixados, pré-fixados e também mistos.
As taxas são interessantes no momento, bem melhores em comparação com a caderneta de poupança, mesmo
considerando as taxas cobradas pela operação e os impostos da renda fixa.
Para adquirir os títulos do tesouro é sempre via corretora de investimentos e o cadastro no Tesouro Direto.
Para isso basta cadastrar-se no site do Tesouro Direto e abrir sua conta em uma corretora de sua preferência.
Título Público é hoje o único investimento financeiro garantido pelo Governo, muitas pessoas acreditam que
a Caderneta de Poupança é garantida pelo Governo e não é, a Caderneta de Poupança é garantida pelo
FGC.
Os custos da operação podem variar de corretora para corretora, muitas corretoras oferecem bons descontos na
taxa de corretagem para atrair o cliente.
Mesmo estando dentro de uma corretora, o risco do Título Público é do governo, não da corretora. A corretora é
apenas o intermediário entre o investidor e o governo.

Entendo os títulos públicos:


São títulos emitidos pelo Governo Federal por meio do Tesouro Direto. O objetivo de emissão dos Títulos é para
captar recursos com a finalidade de financiar as necessidades de investimentos do governo como transporte,
educação, saúde, manutenção da estrutura, entre tantas outras necessidades do Governo Federal.
São utilizados também para cobrir déficit orçamentário e antecipar receitas do orçamento e operações de crédito.
Há uma grande variedade de Títulos Públicos no mercado, você deve escolher sempre de acordo com seu objetivo,
um com a sua cara, ou seja, sua finalidade, sua meta, seu estilo de investidor.
Marcação a Mercado.
Os Títulos Públicos Federais são de marcação a mercado, isso é com atualização de preço, você pode negociar.
Comprar ou vender a qualquer momento. No caso dos Títulos Públicos Federais, o leilão é toda quarta-feira.
Você não tem a necessidade de carregar até a data de vencimento (de ficar com o Título até o final). Isso significa,
na linguagem prática, que você pode resgatar antes do vencimento.
Pelo fato de ter a marcação a mercado, você pode acompanhar o valor real diariamente, em que pode haver
valorização ou desvalorização do título.

Responsabilidade
A responsabilidade pela emissão, controle, desdobramento e administração dos Títulos Públicos Federais fica por
conta da Secretaria do Tesouro Nacional.
Riscos
O risco de perda de seu capital existe em caso de quebra ou calote do Governo. O que hoje no Brasil é um risco
quase zero, portanto investidores do mundo inteiro compram Títulos Públicos Brasileiros devido à alta taxa de
juros pagas pelos Títulos (uma das maiores do mundo) e pelo baixo risco de calote do Governo.
Porém deve-se tomar cuidado com a data do Título, uma vez que a garantia do resultado pactuado é somente na
data do vencimento.
Os Títulos sofrem variações durante o período pré-vencimento, que pode ser positiva ou negativa, principalmente
nos Títulos ligados à taxa de juros, como IPCA + um percentual de juros. Em caso de alta de juros da taxa SELIC,
esses Títulos vão sofrer com a deflação de juros.
Um Título que foi comprado vamos dizer com uma taxa IPCA + 6% e, nesse momento, a SELIC é de 10%.
Passado um período, o Governo decide aumentar a SELIC para 10,5%. Nesse caso, passa a existir Títulos com
IPCA + 6,3% vamos dizer e quando o investidor vai comprar um Título, com certeza vai escolher o de maior taxa
retorno de juros. Com isso, os Títulos de menor taxa passam a sofrer um desconto. Porém, na data de vencimento o
investidor receberá 100% do valor pactuado na contratação, esse risco de desconto ocorre somente para resgate
antecipado.
O inverso também é verdadeiro, quando percebe-se que o Governo adota uma política de queda de juros da taxa
SELIC, os títulos com juros mais altos passam a ter grande valorização no mercado e aí abre-se uma excelente
oportunidade de fazer dinheiro com os Títulos Públicos em um curto espaço de tempo.
Importante estar atento a essas oportunidades do mercado.

Garantia.
Garantia do Governo: esse é o único investimento pelo qual realmente o governo garante, muitos acreditam que a
caderneta de poupança é garantida pelo governo e não é, quem garante a caderneta de poupança é o FGC - Fundo
Garantidor de Crédito.
O governo federal somente é responsável pela emissão dos Títulos Públicos Federais.

Limite
Existe hoje um limite mensal de compra, o valor limite até a data de 5 de março de 2014 está em $1.000.000,00
por mês por CPF.
Você pode adquirir mais, porém deve esperar a mudança do mês, o limite é mensal.

Impostos
São cobrados os chamados impostos de renda fixa.
$ 0 dia a 180 dias = 22,5%
$ 181 dias a 360 dias = 20%
$ 361 dias a 720 dias = 17,5%
$ acima de 720 dias = 15%
Cobrados sempre em cima da rentabilidade.
Mais o IOF - Imposto de Operações Financeiras caso o título seja vendido em um prazo inferior a 30 dias,
conforme a tabela já mostrada anteriormente de forma regressiva.

Títulos municipais e Estaduais


Também são colocados no mercado títulos públicos de esfera municipal e estadual.
Os objetivos da colocação desses títulos são para a captação de recursos para o financiamento das necessidades de
investimentos, por parte do Município ou Estado.
Financiamentos como educação, transporte, segurança, saneamento básico, saúde, entre outras necessidades do
município ou estado.
Os títulos têm prazo e taxa de juros e a garantia, nesse caso, do emissor, que pode ser do município, no caso dos
títulos municipais e, do estado, no caso dos títulos estaduais.
A liquidez dos títulos municipais e estaduais são muito baixas e o risco alto de calote do município ou do estado.
Um dos motivos de não haver muita liquidez nos Títulos Públicos Municipais e Estaduais é que tanto município
quanto estado não têm o poder de emitir moeda, contrário ao Governo Federal.
Não vejo atratividade nesses títulos, alto risco e liquidez baixa.

Nosso comentário:
Título Público Federal tem característica relevante pelo fato de ter a garantia do Governo.
O Tesouro Direto é um dos mais interessantes produtos financeiros para se construir um patrimônio com
rentabilidade e risco baixo.
Muitas pessoas têm muitas dúvidas quanto ao Tesouro Direto pelo fato de dever ter conta em corretora, fazer
cadastro no site do Tesouro, transferir recursos e escolher o Título Público mais adequado. Essas são as principais
dúvidas do investidor e, com isso, eles acabam adiando essa decisão muito importante.

Vamos aqui simplificar o máximo o entendimento do Título Público:


Títulos Pós Fixados.
São as Letras Financeiras do Tesouro - LFT que têm seu rendimento vinculado à taxa SELIC. Muito vantajoso,
pois temos aí uma taxa de ajuste do mercado, assim nosso investimento em LFT está bem protegido.
NTN-B é um Título misto, que paga uma taxa pré-fixada conhecida no momento da escolha do Título, no caso, a
taxa de juros a ser paga, exemplo 6%, mais uma taxa pós-fixada, no caso da NTN-B o IPCA. Muito interessante
esse investimento, pois o IPCA é a nossa inflação, então no caso de um investimento em NTN-B, o investidor tem
a garantia da atualização da inflação e mais uma taxa extra de juros.
Existem dois tipos de NTN-B:
A “Pura” que paga o famoso cupom, taxa de juros a cada 6 meses, ou seja, a cada seis meses você vai receber um
dinheiro referente aos juros do período em sua conta. Indicado para quem deseja receber parte de seu rendimento
antes do vencimento, uma espécie de aposentadoria.
A NTN-B principal. Essa já vai acumular os juros e pagar os juros somente no final, bem indicada para quem
deseja acumular patrimônio, pois os juros vão rentabilizar até o final do prazo pactuado, porém com resgate
antecipado pode haver grandes ganhos ou grandes perdas. Antes do prazo de vencimento: Alta de juros = Perda,
Baixa de juros = Ganhos.

Títulos Públicos Pré-Fixados.


São Letras do Tesouro Nacional - LTN que pagam uma taxa de juros pré-fixada nominal. Ou seja, o investidor já
fica sabendo exatamente no momento da compra quanto a LTN vai render.
E as NTN–F - Notas do Tesouro Nacional – F são pré-fixadas você fica sabendo no momento da compra o
rendimento, que pode ser diferente da LTN. A diferença entre as duas, NTN-F e a LTN, é quanto ao pagamento dos
juros. No caso da NTN-F, o pagamento é a cada seis meses, o chamado pagamento de cupom.
O Tesouro Direto tem essa diversidade de produtos e, assim, podemos criar uma carteira específica com Títulos
Públicos, utilizando essa diversidade de produtos e montar uma carteira diversificada em Títulos Públicos.
Opções de Investimento para carteira com Títulos Públicos:
Opção por receber rendimentos mensais.
Para essa opção pode-se montar uma carteira com NTN-F e NTN-B Pura.
Elas pagam cupom a cada seis meses. Nesse caso, você pode comprar várias notas da série com datas diferentes
para ter um rendimento mensal vindo de NTN.
Para opção de acúmulo de patrimônio.
Nesse caso, escolha NTN-B principal, LTN e LFT para que o rendimento seja acumulado e renda juros
progressivos.
Vale comparar as taxas de juros em diferentes vencimentos, pois quanto maior o vencimento, maior a taxa de juros.
Nesse caso, se seu objetivo é de longo prazo, vale a pena escolher um Título Público mais longo.
Outra vantagem nesse caso é que o Imposto de Renda é pago uma única vez, o que fará uma boa diferença já que é
cobrado o imposto de renda da renda fixa. Em um recebimento em menos de 180 dias, por exemplo, o imposto
será de 22,5% e em mais de 720 dias será de 15%, uma diferença bem considerável quando se trata de um objetivo
de acúmulo de patrimônio.

Carteira de Curto Prazo.


Nesse caso escolha a LFT, pois tem rendimento no dia a dia de acordo com a variação da taxa SELIC.
Carteira de aposentadoria com Título Público
Nesse caso, utilize Títulos Públicos com prazo de acordo com sua aposentadoria. A NTN-B é uma boa opção.
Prazo pré-determinado e pagamento de IPCA (índice oficial de inflação hoje) mais uma taxa de juros.

Como são estipulados o Preço do Título Público.

O preço unitário, valor pelo qual são negociados os Títulos Públicos, é uma estimativa do valor a ser recebido no
futuro, corrigido por uma taxa de juros determinada, que é a remuneração de quem investir.

A relação entre a taxa de juros e o preço é inversamente proporcional. Quando a taxa de juros cai, o preço sobe.
Quando a taxa de juros sobe, o preço cai. E essa variação será tanto maior quanto maior for o prazo remanescente
do título. A única exceção é a LFT, que dia a dia é corrigida pela taxa Selic.

Nessa situação, se seu investimento é de curto prazo, dê preferência à carteira de LFT.

Características

Remuneração pré ou pós-fixada;


Liquidez semanal pelo Tesouro Direto e cotação diária pela Mesa de Operações, tanto para
venda quanto para compra;
Investimentos com diferentes prazos e objetivos como: caixa, geração de renda para evitar
a depreciação de capital no longo prazo.

Tipos de títulos públicos Rentabilidade Características

NTN-B IPCA + Juros Juros semestrais e o principal no vencimento

NTN-B PRINCIPAL IPCA + Juros Juros + principal no vencimento

LFT SELIC Juros + principal no vencimento

NTN-F Juros Juros semestrais e o principal no vencimento


predefinidos

LTN Juros Juros + principal no vencimento


predefinidos

Possibilidade de alavancagem com Títulos Públicos


Incrível, mas existe essa opção, a função especulativa com investimentos por meio de Títulos Públicos.
Isso acontece devido à taxa de juros. Quando ocorre uma queda da taxa de juros, os títulos com taxas de juros
adquiridos de forma pré-fixada e com taxas maiores passam a ter uma grande valorização no mercado e,
consequentemente, há uma grande negociação de forma especulativa. São especuladores pessoas físicas e fundos
que buscam uma valorização rápida, essa estratégia pode chegar a um ganho de até 40% em algumas operações.
Título Público não foi feito com essa característica, porém ela é clara, é um modelo de matemática com taxas de
juros, mais oportunidade e leilão de mercado, o que acaba gerando um mercado especulativo.
Para utilizar essa estratégia basta acompanhar a cotação de seus Títulos, principalmente NTN-B, e aproveitar a
oportunidade quando surgir diferença significativa de preço a seu favor. Vale a pena acompanhar.
O risco está em você entrar de forma especulativa e precisar do dinheiro rápido e, nesse período, os juros da taxa
Selic aumentar. Nesse caso, seu título pode sofrer uma desvalorização e você terá de optar: vender com prejuízo,
ou aguardar retornar ao valor, ou aguardar seu vencimento.
No caso de aguardar o vencimento, se for um Título Público muito longo, pode levar anos, porém antes disso ele
tem grande possibilidade de recuperação.
Risco de perder todo seu dinheiro somente com o calote do governo, o que no Brasil hoje é um risco muito baixo.
Na data do vencimento você terá o valor pactuado.

CDB - CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO

São Títulos privados


CDB é um instrumento de captação dos bancos, com objetivo de financiar suas atividades. Você empresta dinheiro
aos bancos em troca de uma rentabilidade (juros).

CDBs escalonados
O CDB escalonado é um título cujo rendimento aumenta de acordo com o tempo em que o investidor permanece
com o ativo. O escalonamento é definido previamente ao momento da compra do CDB, sabendo-se qual será a
taxa de juros para cada janela de prazo.

Características

Liquidez diária após o período de carência;


Ampla rede de bancos emissores;
Geralmente é indexado ao DI e emitido com prazo em torno de dois anos;
Aplicação garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores até R$ 250 mil
por CPF e por instituição financeira;
Operação garantida pela CETIP. Produto registrado em nome do cliente (CPF/CNPJ);
Procure sempre verificar se a instituição financeira está registrando na CETIP em seu nome
ou em nome dela. Pode acontecer de a instituição financeira registrar o CDB no nome dela e não no do
investidor quando uma instituição financeira oferece CDB de outra instituição;
Você pode verificar essa situação tanto na CETIP como na própria instituição;
O registro em seu nome facilita em caso de problema com a instituição financeira, no
momento do resgate pelo FGC.
Um CDB passa a ser interessante em algumas situações:
Avalie as taxas, exemplo: tem CDB pagando 100% ou mais do CDI e tem CDB pagando 80% do CDI.
O que difere?
Normalmente, o prazo de resgate e a qualificação da instituição financeira, o conhecido Rating da Instituição
financeira.
Logicamente, o Rating que é o risco de mercado de uma instituição financeira deve sempre ser levado em
consideração, porém o CDB é garantido pelo FGC, isso diminui bem essa preocupação com a Instituição pois,
existe uma garantia.
Importante salientar que essa garantia é de apenas R$250.000,00. Então, sempre que investir em CDB desconte um
valor que seria a taxa de juros. Vamos entender que o resultado prometido do CDB seja 1% no mês e seu dinheiro
vai ficar durante 1 mês apenas, nesse caso invista R$245.000,00 nesse CDB, assim com o resultado de 1% seu
investimento total ficará em R$247.450,00, ainda assim abaixo do limite do FGC, então estará 100% coberto.
Se colocar R$250.000,00 e o rendimento for 1%, será o valor de rendimento mais capital de R$252.500,00. Nessa
situação, em caso de problema com a Instituição, a garantia será de apenas de R$250.000,00, os outros R$2.500,00
serão perdidos.
Importante diversificar a instituição, assim garante o FGC 100%.
Outra questão importante no CDB é o IOF. Nesse caso, busque sempre investir para mais de 30 dias.
Sempre preste atenção na data, pois se precisar do dinheiro antes da data de vencimento não vai poder retirar.
Tenha uma estratégia com data correta e valor correto, assim reduz seu risco e aumenta sua rentabilidade.

Home Broker de renda fixa


Home Broker de renda fixa, muito interessante utilizar, aliás hoje considero uma ferramenta imprescindível para
realizar um investimento.
Por meio de uma corretora de valores independente, você pode utilizar uma plataforma que normalmente não é
cobrada para utilização. Nela você pode comparar os fundos de diversas instituições financeiras, você compara
taxas cobradas de administração e performance, rentabilidade do fundo, volatilidade, risco e rating da instituição
financeira. E você investe por essa plataforma mesmo, basta escolher o fundo de sua preferência.
Em algumas plataformas, tem também as opções do Tesouro Direto.
Pergunte em sua corretora se ela possui essa ferramenta e utilize e, se não tem, procure uma.
O Portal Infomoney também possui um comparativo de fundos muito interessante. www.infomoney.com.br
Outra vantagem é a corretora não cobrar tarifa de conta corrente e ainda algumas oferecem atendimento de agente
de investimento personalizado, dependendo do seu volume de investimentos.

Renda Fixa de menor risco, porém com risco


Muitos “investidores” escolhem investir somente em renda fixa pelo medo.
Eu sempre coloco que quem tem medo de perder acaba perdendo a vontade de ganhar.
Uma coisa é cautela, outra coisa é medo.
Mesmo em renda fixa corre-se risco: risco, por exemplo, de um fundo de investimento sem garantia do FGC e
quebrar.
Risco de investir em produto errado, por exemplo: muitos investidores em 2013 perderam no Tesouro Direto e
ficaram extremamente decepcionados.
E perguntaram: nossa, mais não tem a garantia do governo? E eu perdi? Sim, perdeu! E, sim, tem a garantia do
governo.
Porém o que muitos fizeram foi entrar na onda das NTN-B que vinham com um resultado bem interessante, porém
o governo começou a aumentar a taxa de juros SELIC, o que fez os títulos do Tesouro no caso da NTN-B atrelada
ao IPCA e a uma taxa de juros pré-fixada ter uma taxa de desconto.
Mas, e a garantia? A garantia existe e no prazo de vencimento daquele título o governo vai pagar exatamente o
valor e a taxa contratada. Quem perdeu é quem saiu antes do vencimento.
Uma coisa é perder e outra é estar perdendo, muito importante entender essa definição.
Estar perdendo pode ser quando você não sacou, ou seja, seu investimento vem como uma taxa de desconto,
deflação ou desvalorização, porém você está com título ou fundo ou ação. Agora, se você vende você assume a
perda. Aí sim pode dizer “perdi”. Caso não saia da operação, você está perdendo, porém pode reverter a situação,
caso saia não tem mais como reverter a situação naquele investimento especificamente.
Por isso, mais uma vez insisto em acompanhar o mercado, entender o que está acontecendo é fundamental para
saber se errou ao investir ou se foi uma situação de momento que o produto sofreu.
Perda certa: uma coisa é certa, se investir em produto que renda menos que a inflação aí sim você perdeu. É a
chamada perda real, exemplo:
Você investiu
R$10.000,00, rendeu 4% e ficou com R$10.400,00. Após 1 ano, porém a inflação foi de 6%.
R$10.000,00 com 6% seria R$10.600,00. Nesse caso você teve um crescimento de R$400,00, porém uma perda do
poder de compra de R$200,00.
Renda Variável de menor risco, porém com risco
Existem operações em ações consideradas de baixo risco e com proteção, porém ainda assim existe um risco,
vamos falar delas.

Long & Short


Uma operação muito realizada no mercado hoje em dia. Já temos até mesmo muitos fundos de Long & Short no
mercado e seu Benchmark é o CDI. Para ter uma ideia como o risco é reduzido ele é comparado a um produto de
renda fixa, porém pode e vai ter perda algumas vezes.
Essa operação é feita por você e/ou seu corretor de valores. Você monta a estrutura diferente dos fundos Long &
Short, onde o gestor monta a operação, vamos falar dessa operação agora.
Como funciona essa operação:
A operação mais comum de Long & Short é a compra e venda de ações de uma mesma empresa ou setor.
Exemplo de operação dentro de uma mesma empresa:
Vamos supor que essa operação seja em Petrobras e deve ser usada a análise gráfica. Sim, uma operação de Long
& Short é de curtíssimo prazo e deve ser utilizada a análise gráfica ou técnica. Vamos supor que a análise
desenvolvida detectou uma oportunidade em compra de PETR4 com tendência de alta e venda de PETR3 com
tendência de alta, porém inferior a alta da PETR4. Nesse caso, a operação funciona assim:
Compra um determinado valor em ações, vamos dizer como exemplo R$10.000,00 em PETR4 e vende o mesmo
valor em ações R$10.000,00 em PETR3, o lucro ou a perda é a diferença de resultado.
Vamos colocar que a operação foi bem sucedida e a PETR4 subiu 4%, então seu capital em PETR4 foi para
R$10.400,00 e a PETR3 subiu 2%, então o débito em PETR3 foi para R$10.200,00. PETR4 – PETR3
(R$10.400,00 – R$10.200,00) = saldo a seu favor de R$200,00 menos custos da operação envolvido de corretagem
(cada corretora tem uma tabela). Assim, você ficou com R$200,00 ou 2%.
Detalhe: perceba que o valor sempre vai dar zero, você compra R$10.000,00 de um e vende R$10.000,00 do outro.
Como vai vender algo que não tem?
Você aluga o papel que não tem. No caso do exemplo a PETR3. Muito importante acompanhar com seu assessor,
muitas corretoras oferecem indicações de Long & Short fornecendo relatórios sobre a operação e as oportunidades.
O risco é reduzido, pois você tem duas operações dentro de uma operação, uma comprada e outra vendida, fazendo
uma proteção na operação.
O risco seria:
Ação comprada cair e a vendida subir
Ação comprada subir menos que a ação vendida
Ação comprada cair e a ação vendida cair menos que a ação comprada
Oportunidade de Lucro
Ação comprada subir mais que a ação vendida
Ação comprada cair, porém a ação vendida caiu mais em relação a ação comprada
Ação comprada subir e ação vendida cair (cenário ideal)
Também pode se montar Long & Short entre setores, ou seja, ações de empresas diferentes, porém dentro do
mesmo mercado (concorrentes).
Exemplo:
Compra Petrobras PETR4 e vende Ultragaz UPGA3.
Compra Pão de Açúcar PCAR3 e vende Americanas LAME4.
Compra Itaú ITUB4 e vende Bradesco BBDC4.
(Atenção, são apenas exemplos, não estamos orientando essas operações, para fazer a operação é necessária
análise técnica da operação).
Existem outros modelos de Long & Short mais sofisticados, esses 2 modelos são os mais comuns e normalmente
os indicados nas corretoras.
Hoje, algumas corretoras oferecem o serviço de pré-autorização para investir em Long & Short. Assim você emite
uma autorização para a corretora e determina um valor a ser investido na operação de Long & Short e a mesa de
operações dela vai realizar toda vez que encontrar a oportunidade de operação dentro do valor que foi autorizado.

Carteira Dividendos
Esse modelo de investimento é muito comentado e bem interessante no mercado.
Porém também envolve risco, aliás tudo que é renda variável envolve risco de perda.
Vamos entender uma carteira de dividendos e sua função.
Entendendo dividendos.
Dividendos é a parte do lucro de uma empresa distribuído em dinheiro para seus acionistas.
O percentual mínimo do lucro de uma empresa a ser distribuído permitido é de 25%.
O interessante é que dividendos são isentos de Imposto de Renda e depositados em dinheiro em sua conta da
corretora.
Muitos investidores utilizam essa metodologia escolhendo empresas com bom histórico e pagamento de proventos
ou dividendos.
Além dos dividendos, as empresas pagam juros sobre o capital. Já no caso dos juros, há incidência de Imposto de
Renda.
As empresas também de costume distribuem bônus em ações e fazem alteração em seu capital social e, no caso de
uma alteração, se for para redução de capital e a empresa está com caixa, esse dinheiro é distribuído entre os
acionistas.
Alguns cuidados devem ser tomados em uma operação de dividendos. Bom, como estamos falando em trabalhar
com lucro da operação, estamos falando em investimentos de longo prazo. Geralmente é com esse objetivo e perfil
que investidores utilizam parte de seus recursos em uma carteira de dividendos.
Porém estamos falando de renda variável e renda variável cai e sobe, ela vai variar sempre.
Com esse perfil de papel temos realmente de falar em um prazo maior.
Porém, nem tudo é garantia, a boa escolha da empresa é fundamental e envolve não só uma análise
fundamentalista, observando o histórico de lucro distribuído da empresa, como projeção futura, endividamento,
reserva e projeção de caixa da empresa, tudo isso afeta.
Devemos também analisar a análise gráfica, muito comum acontecer de uma empresa boa em dividendos estar
passando por um período de turbulência, seja por questões próprias ou de mercado ou política. Por isso, uma
análise gráfica deve ser considerada.
Uma escolha correta da empresa envolve analisar as duas escolas fundamentalista e técnica, no caso da escolha de
uma empresa com foco em dividendos.
Muito aconteceu nos últimos anos, pessoas investiram em Petrobras, por exemplo, alegando que viria o pré-sal e
mais todo o histórico sobre o petróleo. Sim, tudo isso é verdade, porém a Petrobras também tem uma questão
política muito forte, o que nem sempre ou quase nunca é previsível. E sua análise técnica mostrava claramente o
momento de venda das ações. Quem foi em busca do pré-sal se deu mal até o momento.
Sem contar que Petrobras é péssima pagadora de dividendos.
Mais uma atenção para a conta de dividendos: fazer uma comparação entre as empresas, o mesmo dinheiro
investido pode gerar resultados de dividendos completamente diferente, exemplo:
Ao investir R$100.000,00 em uma empresa XYZ que distribui 3% ao ano, você terá R$3.000,00 no ano de
dividendos depositado em sua conta.
Investir os mesmos R$100.000,00 em uma empresa XPTO que paga 9% ao ano, ou seja, nesse caso você tem
R$9.000,00. R$6.000,00 a mais que na outra empresa investindo o mesmo dinheiro.
Substituição das ações
Mesmo tratando-se de um investimento de ações com foco em dividendos, é muito importante o acompanhamento.
E constantemente pode ser interessante a substituição ou alteração de papéis em sua carteira.
A empresa pode alterar sua regra de distribuição de dividendos, passando por uma aprovação do conselho da
empresa, como aconteceu recentemente com a OI Telecom, que diminuiu o repasse de dividendos com o objetivo
de gerar caixa.
Enquanto outras podem melhorar o repasse de dividendos, por isso o acompanhamento é fundamental para
possíveis ajustes de carteira.
O pagamento de dividendos é feito em crédito em dinheiro em sua conta corrente, é anunciada antes pela empresa
a data correta que a ação vai pagar, a chamada data Ex.
O pagamento pode ser mensal, trimestral ou conforme a empresa estipular. Outro fator muito importante de se ater
é o período de distribuição dos dividendos, eu gosto muito da distribuição mensal.
Pagamento de Juros
Além da distribuição de dividendos as empresas também vão distribuir juros sobre o capital, importante destacar
que já sobre os juros de capital há Imposto de Renda.
A política de distribuição de juros envolve uma estrutura contábil por parte da empresa, pois os juros entram como
despesa da empresa.
Os juros também são pagos via crédito em dinheiro em sua conta, porém sobre os juros existe recolhimento de
Imposto de Renda.
Mais uma opção de gerar renda
Como o grande objetivo de uma carteira de dividendos é o longo prazo, outra opção bem interessante é colocar as
ações para alugar e ter uma remuneração a mais por esse serviço, mais a frente. Vamos explicar o aluguel de ações:
interessante que mesmo com as ações alugadas, você continua com os direitos de dividendos e juros sobre o
capital.

Parei aqui:
Colocamos a carteira de dividendos como um investimento de menor risco. Lógico, quando se sabe e estuda o que
está fazendo pelo fator de longo prazo, há a possibilidade de 4 ganhos contra 1 perda:
Possibilidade de Ganhos:
1. Dividendos
2. Juros
3. Aluguel
4. Aumento do valor das ações
Possibilidade de Perda:
Possibilidade de queda das ações, com a qual você terá perdas e, muitas vezes, essa perda não cobre
o recebimento dos bônus. Carteira de dividendos é para ser considerada para longo prazo.

Interessante:
Muitas corretoras oferecem análise para carteira de dividendos e sugestões de carteira de dividendos. Cabe um
estudo e uma comparação entre as corretoras para ver a estrutura de cada carteira.
Um bom agente de investimentos pode orientar você e acompanhar seus investimentos com objetivo em
dividendos.
Normalmente, Bancos, Elétricas, telefônicas, tabaco têm um bom histórico em pagamento de dividendos.

Algumas corretoras disponibilizam uma carteira com ações focadas em dividendos, pode ser bem útil acompanhar
e comparar.
Existe no mercado um Fundo de ações negociado em bolsa com objetivo em dividendos. É o XPTD11. Esse fundo
é interessante pelo fato de pagar os rendimentos de dividendos em dinheiro e não os acumular no fundo, o que gera
Imposto de Renda. Você pode comprar esse fundo diretamente em sua corretora. O risco está ligado à instituição
do fundo no caso da XP Investimentos e as ações alocadas dentro do fundo.

Aluguel de ações
Uma oportunidade importante para quem tem ou quer montar uma carteira de longo prazo.
Coloque suas ações para alugar. Sim, você pode alugar suas ações da mesma forma que aluga um imóvel, é mais
fácil e tem menos risco.
Como funciona: existe um banco, BTC, responsável pela operação. A Bovespa sempre será a contraparte, ou seja,
é como se estivesse alugando para a própria Bovespa.
Você nunca vai saber quem é o seu inquilino, nem o inquilino sabe quem é você, afinal isso pouco importa, pois a
contraparte é a Bovespa.
Você deixa as ações disponíveis para locação e, toda vez que tiver procura, suas ações serão alugadas e você terá
uma remuneração pelo aluguel.
Essa remuneração pode variar muito de acordo com a oferta e a procura do mercado. Se tem muita oferta, o
repasse é pequeno e, se tem muita procura, o repasse é maior.
E porque alguém aluga ou toma as ações alugadas como é conhecido no mercado o tomador?
São alguns fatores. Por exemplo, ele pode estar em uma operação de Long & Short e precisa das ações.
Pode também ter feito uma operação de venda alavancada e está esperando a queda das ações para obter lucro.
Interessante avaliar que se tem muita procura e pouco papel, poucas ações para alugar, é um sinal muito forte de
queda de papel. Exemplo clássico nos últimos anos são as ações da OGXP3. Ela chegou a ter 100% de pagamento
de aluguel. Quem consultou o BTC com certeza não comprou OGX.
Mais um fator relevante é a consulta ao banco de aluguel de ações no BTC. Ela pode revelar muita coisa, se tem
muita procura e poucas ações, o risco de queda das ações é iminente.
A Bovespa aumentou recentemente o limite de aluguel de ações, reflexo puro do que aconteceu de 2010 a 2013:
muitas ações em queda e muitos investidores operando com venda alugada, o que movimentou muito o cenário de
renda variável e as operações de venda.
Ditado do mercado!
Não importa se a bolsa sobe ou desce, o que importa é o que você faz!
Você pode ganhar com a alta ou com a queda!

Como é feito o aluguel:


Para realizar a operação para colocar as ações para alugar basta entrar em contato com sua corretora e solicitar que
coloque suas ações disponíveis para aluguel. Algumas corretoras têm a opção de deixar sua carteira, de forma
automática, disponível para aluguel.
Para tomar ações alugadas e realizar operação é necessário entrar em contato com a corretora. Não vamos aqui
colocar essa operação, pois ela envolve um certo risco e não está de acordo com o tema proposto neste livro.

Just do It da aposentadoria
Just do it. Técnica praticada no treinamento Coaching Financeiro, uma das técnicas de maior resultado, um dos
grandes momentos do treinamento, momento de transformação.
Just do It mostra o modelo de transformação da NIKE, empresa de material esportivo número um no mundo.
Just do It fala em realização, em fazer acontecer, fazer o que tem de ser feito.
Avançar diante dos obstáculos que vão surgir de forma natural, descobrir e desenvolver sempre uma fórmula de
ultrapassar todas as barreiras e avançar rumo a seu propósito bem definido.
E nossa aposentadoria é o ponto mais importante de toda nossa vida, não creio que alguém vá querer trabalhar
depois dos 70 anos. Aliás, querer trabalhar provavelmente vai, eu mesmo sou uma pessoa que quero trabalhar após
os 100 anos. Agora, o que duvido mesmo, de verdade, é que você deseje precisar trabalhar para sobreviver após os
70 anos.
Ou melhor, a grande maioria das pessoas que passam por nosso treinamento falam em não precisar mais trabalhar
após os 50 anos.
Por isso, dedico um capítulo de Quebrando mitos com o seu Dinheiro a sua aposentadoria.
Um plano de aposentadoria significa muito mais que um plano do INSS ou uma Previdência Privada. Ambos são
planos de aposentadoria, porém estão longe de ser a melhor opção. Além disso, você sabe o que significa se
aposentar pelo INSS – Isso Nunca Será Suficiente.
O dinheiro do INSS não será suficiente para manter o padrão de vida de sua família.
Uma Previdência Privada tem sua parte boa e ruim, como você avaliou no capítulo de previdência privada, mas ela
serve sim para completar sua aposentadoria.
Montar um plano de aposentadoria envolve algumas questões emocionais importantes.
Se você é uma pessoa bem equilibrada, controla seu orçamento, sabe se planejar, tem disciplina, pode montar um
belo plano diversificado.
Se você não tem controle nenhum, a Previdência Privada é uma boa opção e, de preferência, com débito em conta,
pois se deixar para pagar via boleto, a chance de deixar para depois é muito grande.
Uma vez, um cliente bem interessante, empresário autônomo, com total falta de controle financeiro, porém com
boa vontade me procurou. Fizemos um trabalho muito positivo em termos de melhorar sua renda: conseguiu
aumentar seus rendimentos em 300% ao ano, controlar suas contas, porém ainda faltava disciplina de investimento
quando o trabalho foi interrompido. No entanto, havíamos montado um plano de investimentos focado em
aposentadoria, visando um acúmulo financeiro via fundos e ações boas em dividendos.
Passado um ano, quando me procurou novamente, ele não tinha realizado o plano, apesar de estar fazendo muito
mais dinheiro e, nesse momento, eu o orientei a um plano de previdência. Foi quando ele disse: poxa, Roberto,
mas você em nosso planejamento anterior disse que previdência não era a melhor opção. E eu respondi: e não é,
não é a melhor opção para quem tem disciplina, o que não é seu caso. Você realizou o plano desenvolvido de
aposentadoria? Ele respondeu: NÃO. E eu respondi: então para você previdência privada será importante, se você
tivesse iniciado há um ano já teria acumulado algo. No entanto, tem zero. E mais, faça com débito em conta.
Você deve considerar seu plano de aposentadoria como despesa e não como investimento. Entenda o porquê. Uma
empresa paga todos os meses seus impostos e dentre esses impostos existe um em especial chamado INSS. Toda
empresa recolhe uma DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal) referente ao INSS, o pagamento
dessa DARF é o que? Uma despesa, uma receita, ou um investimento?
É uma despesa. O INSS significa aposentadoria dos funcionários e sócios da empresa. Então, se em uma empresa,
um negócio profissional é considerado despesa, por que em sua vida pessoal você vai colocar como investimento?
Outra situação é a questão de ativos e passivos. No mundo das finanças, ativo é tudo que coloca dinheiro em meu
“Pote”, em meu bolso, e passivo é tudo que tira dinheiro.
Nesse caso de ativos e passivos, um plano de aposentadoria é um passivo que vai tornar-se um ativo, hoje você
paga para receber no futuro.
Considere seu plano de aposentadoria sempre como uma obrigação e, de preferência, que seja a primeira conta do
mês a pagar. As Opções para um Plano de Aposentadoria JUST DO IT
Todos os produtos que vou mostrar agora você já conheceu em seu capítulo particular. Cabe a você agora montar
seu plano e diversificar dentro da melhor opção para você e sua família.
Plano de Previdência:
Você pode utilizar o plano de previdência complementar sim, nas seguintes situações:
Não tenho educação financeira. Comentário: faça um plano com débito em conta.
Minha empresa deposita parte da minha aposentadoria em plano de previdência complementar.
Comentário: excelente parte de sua aposentadoria está sendo completada pela empresa.
Pago Imposto de Renda e declaro pelo formulário completo, Comentário: faça um plano de
previdência em PGBL até o limite de 12% de sua renda e lembre-se de declarar para ter o benefício
fiscal. Se deseja contribuir com mais de 12%, faça mais um plano de previdência com o valor extra,
só que este valor extra faça em um plano VGBL.
Não pago imposto de renda. Comentário: faça um plano de previdência em VGBL.
Escolha o modelo de Tributação, Regressiva ou Progressiva, lembrando a regra: mais de 8 anos o
ideal é o sistema Regressivo. Você deve considerar também a tabela do Imposto de Renda para tomar
a decisão, a tabela você encontra no site da Receita Federal: www.receitafederal.org.br
Negocie muito a taxa de administração, carregamento de entrada e carregamento de saída. Hoje,
existem diversas instituições com 1% de taxa de administração e que não cobram taxas de
carregamento de entrada e saída. Faça uma pesquisa antes de investir. Normalmente, as previdências
de bancos comerciais são as mais caras e muito mais caras.
Uma vantagem: no dia da aposentadoria você escolhe se quer retirar todo o dinheiro investido, se
quer fazer saques a cada 60 dias ou se quer receber um valor mensal. Porém, essa escolha você pode
deixar para o futuro.
Escolha o tipo de fundo de previdência, desde 100% em renda fixa, 20% em variável, 49% em
variável, ou fundo misto que pode variar o valor em renda variável de 0 a 49%, de acordo com a
variação de mercado, pessoalmente gosto mais desse.
Título Público
Outra opção são os títulos públicos, em especial a NTN-B, essa nota paga o IPCA + uma taxa de
juros. O IPCA é a nossa inflação, ou seja, nesse caso você está garantindo a inflação e ainda
recebendo uma taxa extra de juros. Uma garantia contra a inflação e uma garantia de manter e ainda
crescer o poder de compra.
Importante considerar o prazo. Todos os títulos têm prazo de vencimento, eles podem ser sacados
antes, porém você vai a leilão com seu título. Como o plano aqui é plano de aposentadoria, você deve
considerar prazo longo e, seguindo seu plano, não será preciso descontar antes.
Importante ressaltar que título público tem Imposto de Renda e é considerado para efeito de imposto
o imposto regressivo da renda fixa.
Também são cobradas taxas para aquisição do título e tem de ser feito obrigatoriamente por uma
corretora de valores.
Fundos Imobiliários
Essa é outra opção que vem crescendo muito na categoria aposentadoria, muitos investidores
começam a utilizar essa modalidade para montar seu plano de aposentadoria.
Risco do fundo imobiliário está ligado ao imóvel que o fundo adquiriu e também à instituição
financeira dona do fundo.
Uma grande vantagem é a isenção de Imposto de Renda para pessoa física no recebimento dos
dividendos ou aluguéis.
Mais uma vantagem é que você começa a receber desde já os rendimentos, é como se sua
aposentadoria começasse hoje.
Escolha bons fundos avaliando seu histórico, a gestão e a liquidez do fundo.
Não tem garantia de FGC.

Debêntures
Outra opção que pode ser utilizada como plano de aposentadoria, hoje tem as debêntures
patrocinadas com isenção de Imposto de Renda e pagamento de IPCA e mais uma taxa de juros.
Nesse caso, muitas superam a rentabilidade do Tesouro Direto, porém não existe garantia do
governo e do FGC.
Como não tem a garantia do FGC, é de suma importância avaliar o rating da empresa.
Debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda.
Ações Boas Pagadoras de Dividendos
Essa é uma opção muito boa, a escolha das ações é fundamental, não basta selecionar
apenas por quanto ela está pagando de dividendos, as análise fundamentalista e gráfica são
necessárias para avaliar o momento e a projeção futura da empresa.
As corretoras oferecem o serviço de carteira de dividendos, vale a pena analisar.
Troca de ações, importante considerar a substituição das ações, uma carteira de dividendos
pode colocar quantas ações desejar, o número de 5 empresas é um número razoável.
Mantenha sempre sobre controle e acompanhando. É comum substituir uma ou outra
empresa por alguma outra que esteja com resultados melhores.
Vantagem: os dividendos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.
Recebimento pode ser em alguns casos até mensal e, nesse caso, você começa a receber sua
aposentadoria hoje.
Além dos dividendos, você recebe juros sobre o capital e sobre os juros têm incidência de
Imposto de Renda.
Aluguel: você pode colocar para alugar suas ações, já que o seu objetivo é de longo prazo,
assim você garante uma renda extra com o aluguel. Para alugar basta solicitar a sua
corretora. Mesmo com suas ações alugadas você continua com o direito de receber
dividendos e juros.
Ações são renda variável e vão sofrer alterações em sua cotação, tanto para cima como para
baixo, considere isso.
Jamais faça esse planejamento de ações para um prazo curto, não funciona.

Fundos de investimento
Outra forma de montar um plano de aposentadoria é por meio de fundos de investimento, os mais
utilizados são os fundos de dividendos e os fundos multimercados.
Opções que você passa a receber agora:
Em alguns dos investimentos citados você começa a receber desde já os resultados, são eles:
Dividendos
Fundos imobiliários
Cupom de Juros do Tesouro
Dica: Aproveite o resultado para reinvestir em seu plano de aposentadoria e aumentar o seu capital.
Importante:
Considerar título público, debêntures e investimentos com prazo programado.
Muito comum acontecer com esse tipo de investimento: no dia do resgate, o investidor pega o dinheiro e compra
um carro ou faz uma viagem ou dá outro destino ao dinheiro.
Lembre-se: esse é seu plano de aposentadoria, não é “Pote” de carro ou de viagem.
Assim que vencer um Título Público ou uma debênture ou qualquer outro investimento, você já reinveste para
garantir seu projeto.
Um Just do It de aposentadoria vai envolver uma diversificação em diversos “Potes Financeiros”, diversifique de
acordo com seus objetivos e perfil de risco aceitável.
Qual será seu plano de aposentadoria?
Como vai fazer em percentual e quais os produtos?
Quanto você quer ter de renda em sua aposentadoria?
Quanto vai depositar por mês?
Tenha um plano de aposentadoria diversificado, JUST DO IT.

Seguro de vida resgatável em vida


Seguro de vida está virando uma febre no Brasil, e agora a febre é o seguro de vida resgatável em vida.
Um investimento interessante, porém não inteligente. É muito útil para quem tem pouca disciplina, mesma
situação em relação à disciplina no caso da previdência privada.
Um seguro de vida é uma despesa, ou seja, uma prestação que pago todos os meses para assegurar minha vida e
minha família em caso de necessidade.
Não é investimento e sim despesa, não pode ser considerado de forma alguma um investimento. Não estou aqui
colocando a importância dele ou não, apenas colocando que não é um investimento inteligente e sim um seguro
contra perdas prematuras.
Nesse quesito, entra o seguro de vida resgatável em vida e muitos o colocam como um investimento, pois pode
resgatar depois de um período o valor investido.
Um produto que tem sido muito utilizado por profissionais liberais.
Eu tenho acompanhado de perto esse produto, inclusive participei de treinamento específico para o produto vida
resgatável na Mapfre e na Prudential. O seguro é muito bom e as empresas melhores ainda, porém não é a melhor
opção. Posso falar isso inclusive pelo fato de uma de minhas empresas comercializar esse produto, estou aqui
descrevendo algo contra até mesmo o que minha empresa vende.
Fiz diversos cálculos e nenhum deles me convenceu até hoje, eles apresentam o produto como um investimento e,
no caso do seguro de vida resgatável em vida, realmente é já que parte do valor pago por mês será retornado ao
cliente do seguro.
Porém não é a melhor opção já que a parte investida não é o valor total do seguro e a taxa de remuneração não é
grande coisa.
Nesse caso, é melhor fazer, se precisa e deseja, um seguro de vida, é melhor fazer um seguro de vida comum, com
as coberturas que você precisa e pegar a diferença do dinheiro e investir em produto financeiros melhores. A
diferença é grande, principalmente no longo prazo.
Inclusive, em pouco tempo, os juros que você recebe vai pagar o seguro de vida tradicional e ainda sobrar
dinheiro.
E ainda, se você tiver uma necessidade financeira em um período de cinco anos e precisar do dinheiro, no seguro
de vida resgatável o reembolso é mínimo, você não terá como controlar isso. Agora se tem um seguro tradicional e
investiu em outros produtos financeiros, você terá controle e acesso à remuneração e ao resgate no momento que
desejar.
Agora, se tem preguiça de investir e de cuidar e multiplicar seu patrimônio, pode fazer um seguro resgatável em
vida, que será de grande utilidade.
Indico até mesmo uma consulta com esses profissionais, eles são extremamente bem preparados para realizar o seu
planejamento de seguro de vida, em especial profissionais da Prudential. Evite contratar o seguro apresentado
normalmente pelo gerente do banco, muitos seguros hoje não são pagos pelo fato de o segurado desconhecer as
normas do seguro. Se deseja ter um seguro de vida, procure um bom profissional, quebre também esse mito, tenha
um especialista sempre.
Controle suas emoções
Nossas emoções determinam nossas ações, sempre afirmo “o Dinheiro é Emocional”.
É comum escutar: não vou tirar meu dinheiro do Banco XYZ, minha gerente de conta é super legal. Mais uma vez,
é a emoção tomando conta, estou perdendo dinheiro, perdendo patrimônio porque minha gerente é legal.
Pelo fato de ela ser super legal, ela provavelmente vai entender que você está escolhendo o melhor para seu
dinheiro, para seu patrimônio, para sua família, caso sua gerente não entenda, acredito que ela não é muito legal
assim.
Aprenda a controlar sua emoção em momentos de dificuldade, de perda financeira com investimentos, avalie se
tem algo errado com seu investimento. Tenha sempre um objetivo financeiro com seu dinheiro.
Coloque sempre o famoso Stop Loss e Stop Gain, Stop Loss é uma ferramenta limitadora de perdas e Stop Gain é
uma ferramenta limitadora de ganhos existente em seu Home Broker. Posso dizer que essas ferramentas são os
melhores amigos do investidor. Deixe ligado, mesmo que esteja ganhando dinheiro. Se atingiu seu objetivo,
reavalie de forma profissional se vale a pena continuar ou se chegou o momento de sair desse investimento e
mudar para outro. Avalie sempre que atingir seu objetivo.
Assim evita surpresas desagradáveis.
Um dos maiores inimigos do dinheiro é a ganância, quando a ganância toma conta é perda na certa.

Tenha um plano
Mantenha sempre seu plano alerta e esteja atento ao mercado, não seja e não se faça de vítima.
Um plano de vida financeira com plano de curto, médio e longo prazo.
Plano para sua aposentadoria, como viu no Just do It da aposentadoria, plano para compra da casa, para a viagem
de férias, para a troca do carro, para sua independência financeira. Monte planos específicos com propósitos bem
definidos e recursos específicos para cada tipo de objetivo.

Tenha um profissional junto de você

Ter um profissional com você pode poupar muito seu tempo e seu dinheiro. Um bom profissional não dispensa sua
obrigação de ter conhecimento.
Diferente do que muita gente pensa, um bom profissional financeiro pode te custar muito barato e até nada.
Você pode escolher um Coach Financeiro, um planejador financeiro ou um consultor financeiro, todos estes vão
lhe cobrar uma taxa pelos seus serviços ultra qualificados.
Porém você pode escolher também ter uma corretora independente, onde você não paga pela consultoria muitas
vezes e recebe o atendimento personalizado por um profissional de mercado.
O importante, nesse caso da corretora, é escolher uma realmente independente, onde tenha uma plataforma com
uma grande variedade de produtos de renda fixa e variável de diversas instituições financeiras, onde possa realizar
um bom comparativo de rendimento, de taxas cobradas de administração e de performance, além do risco.
Seja qual for o seu tamanho financeiro, o acompanhamento de um bom profissional pode fazer você economizar
com taxas, impostos e buscar sempre o produto mais rentável.
Dentro de um banco fica mais difícil, pois o profissional do banco, mesmo com toda qualificação estará preso a
produtos exclusivos da instituição a qual representa.
Um bom profissional vai auxiliar sua tomada de decisão, pense nisso, inclusive você vai ganhar em conhecimento
e educação financeira.
É impressionante a evolução das pessoas que buscam um profissional da área. E, de acordo com seu patrimônio,
você encontra um profissional de acordo com seu perfil de investidor e patrimonial.

Mantenha um bom plano de educação financeira comportamental, sempre aprendendo e evoluindo em seu
conhecimento financeiro.

Tabela de rentabilidade
Tenha os Juros Compostos sempre a seu favor.

Interessante avaliar o seu grau de educação financeira. Coloquei aqui uma tabela com taxas de juros e tempo.
Coloquei taxas de 0,5% a 1,5% ao mês de juros, repare a diferença do valor.
Interessante que taxas de 0,5% até 1,0% podem se encontrar no dia de hoje com garantia em bancos e corretoras.
Acima desse valor, envolve busca de investimentos e conhecimento adequado, analisar taxas, retorno e risco sobre
o investimento. Porém, vale muito a pena você se especializar no assunto, a diferença é grande e o preço da falta
de conhecimento é muito alto.
Jamais terceirize seu dinheiro para outra pessoa ou profissional tomar conta, você pode e deve ter um mentor, um
Coach Financeiro, porém deve manter-se atento e atualizado quanto à forma de investir seu dinheiro.
Valor investido por mês R$500,00.

Tempo 0,5% 0,8% 1% 1,5%


10 anos R$81.939,67 R$100.108,73 R$115.019,34 R$165.644,09
15 anos R$145.409,35 R$199.786,41 R$249.790,09 R$452.812,25
20 anos R$231.020,44 R$360.565,61 R$494.627,68 R$1.154.427,18
25 anos R$346.496,98 R$619.900,99 R$939.423,31 R$2.868.626,65
30 anos R$502.257,52 R$1.038.206,61 R$1.747.482,06 R$7.056.792,69

Calculo com R$1.000,00 ao mês


Tempo 0,5% 0,8% 1% 1,5%
10 anos R$163.879,34 R$200.217,46 R$230.038,68 R$331.288,18
15 anos R$290.818,70 R$399.572,82 R$499.580,18 R$905.624,50
20 anos R$462.040,44 R$721.131,22 R$989.255,36 R$2.308.854,36
25 anos R$692.993,96 R$1.239.801,98 R$1.878.846,62 R$5.737.253,30
30 anos R$1004.515,04 R$2.076.413,22 R$3.494.964,10 R$14.113.585,40

Repare como a diferença é gigante, esse é o milagre que os juros compostos podem fazer em seus investimentos,
tenha os juros compostos sempre a seu favor.
A taxa de 0,5% é basicamente a caderneta de poupança, simples e fácil de fazer, a de 0,8% pode se encontrar hoje
em alguns produtos do Tesouro Direto já descontado IR, bem como em CDB, LCI e Debêntures isentas de IR.
Acima de 0,8% já exige inteligência financeira, acompanhamento para conseguir esses resultados.
Saiba fazer o cálculo dos juros compostos. Em uma calculadora HP12c, você coloca o tempo, exemplo 240 meses,
e aciona a tecla n, a taxa de juros 1 e aciona a tecla i (não é necessário colocar o %, apenas o número). Valor
mensal do exemplo de 1.000,00 e aciona a tecla PMT. Para saber o resultado, acione a tecla FV (valor futuro). Vai
aparecer no visor o número 989,255,40. Esse é o valor que você vai conquistar investindo R$1.000,00 ao mês
durante 240 meses com uma taxa de juros mensal de 1%.
Assim, você pode calcular seu objetivo financeiro de investimento mensal, taxa de juros e tempo de investimento.
Agora é com você arrase!!!
Existe o velho ditado onde diz:
“Tempo é Dinheiro”
Eu coloco:
“Tempo e Taxa de Juros a meu Favor é Dinheiro”

Conquistando seu sucesso financeiro.


E agora?
Monte seus “Potes Financeiros”, utilize-os com muita sabedoria e crie sempre riqueza e prosperidade.
Durante esse livro trabalhamos com o modelo de investimentos. Vamos assim dizer, modelos cautelosos, que
envolvem risco, porém riscos calculados e têm baixo risco em relação à renda variável.
Algumas questões são muito interessantes colocarmos agora que você completou toda leitura.
Educação financeira sempre, acompanhe mercado, faça cursos, leia livros, participe de seminários,
mantenha contato com seu agente financeiro frequentemente.
Tenha um plano, uma meta bem definida, crie seus “Potes de Investimento”, seja fiel a seu plano, vai
levar tempo, mas você chega lá, sem um plano você dará muitas voltas.
Invista sempre, inicie agora, muitas pessoas esperam ter muito dinheiro para começar, esse é um dos
maiores erros, comece já, você não precisa ter muito dinheiro para iniciar, com menos de cem reais já
pode fazer um Tesouro Direto, por exemplo. Comece agora e vá investindo sempre, mês a mês.
Aprenda a adiar recompensa, faça um esforço agora em administrar seu dinheiro, controle suas
contas, gaste somente com o necessário, com o que é importante para você viver, esse resultado será
impressionante no futuro.
Administre os riscos, investir não quer dizer ganhar todo dia, vão acontecer sim dias ruins, porém
com preparação, acompanhamento e boa educação financeira, você terá condições de manter-se sobre
controle. Nesses momentos, converse e se aproxime mais ainda dos profissionais e de seu agente de
investimentos, se for necessário faça alguns ajustes, porém jamais desista. Se desistir, com certeza
não vai alcançar seu objetivo.
Realize seu plano, seu projeto com propósito bem definido e faça-o agora!
Luz e Prosperidade.
Roberto.

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