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Estrutura da Constituição Federal de 1988

A estrutura da Constituição Federal de 1988 é dividida em três


partes:

a) Prêambulo: é a parte introdutória do texto constitucional.


Nele estão situadas as diretrizes básicas a serem seguidas
pela República Federativa do Brasil, apesar de não possuir
força normativa vinculante, serve de vetor interpretativo
para as normas do ordenamento jurídico constitucional.

b) Ato das Disposiçõs Constitucionais Transitórias (ADCT): é


a parte anexa da Constituição de 88, que por sua vez, trata
de questões de transição entre o regime constitucional.
Possui a mesma força que as normas da parte material.

c) Parte material (art. 1° ao 250°): É o texto constitucional


propriamente dito. Segundo a pirâmide normativa do
escalonamento das normas de Hans Kelsen, as normas
constitucionais gozam de status superior, pois são
responsáveis pela estruturação do Estado. Nesse caso,
qualquer norma infra-constitucional que seja contrária ao
texto constitucional ou aos princípios constitucionais será
declarada inconstitucional em controle de
constitucionalidade

Obs: na Inglaterra não há o que se falar em


constitucionalidade em virtude da soberania do parlamento.
Aplicabilidade e eficácia das normas constitucionais

A doutrina majoritária adota a classificação do professor José


Afonso da Silva, porém, existem outras classificações para
catalogar a relação entre as normas constitucionais e as infra-
constitucionais.

Normas que possuem aplicação imediata (não dependem de


regulamentação):

a) Eficácia plena: são normas que, por sua característica e


importância, possuem aplicação irrestrita. Nesse caso,
qualquer limitação infra-constitucional será considerada
inconstitucional. A própria Constituição poderá limitar a
abrangência, o que é bastante raro.

b) Eficácia contida: possuem aplicabilidade imediata, todavia,


poderão sofrer limitação constitucional (não obrigatória).

Normas que não possuem aplicabilidade imediata:

a) Eficácia limitada: não possuem aplicação prática antes de


qualquer legislação a respeito, ou seja, caso não haja
regulamentação, não haverá exercício prático do Direito.

Obs: não existe hierarquia entre as classificassões das


normas constitucionais.