Você está na página 1de 7

Todo Casamento é uma

aliança!
Sabe aquela aliança que todo mundo sonha em usar?  Pois é, aquilo é só um
anel!

Claro que o anel serve essencialmente para indicar um elo, o signo de uma
aliança, de um voto!

A ambivalência desse símbolo provém do fato de que o anel une e isola ao


mesmo tempo. Circular e sem fim, ela é o símbolo dos ciclos da eternidade e
da união.

O importante não é “aliança” (o anel) e sim a “ALIANÇA” (o seu significado)

Fazer uma  ALIANÇA é fazer um compromisso! A aliança entre Deus e duas


pessoas que se unem pelos laços matrimoniais, vai muito além de um simples
anel e um contrato de casamento; a ALIANÇA é um compromisso ilimitado que
o casal assume diante de Deus e dos homens como confissão de amor eterno.

“De modo que já não são mais dois, porém uma só carne.
Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mt.19:6)

Quem faz aliança torna-se aliado. Um aliado é um companheiro, um amigo, um


parceiro… alguém que joga no mesmo time… que defende as mesmas causas.
É por isso que o Matrimônio exige a ALIANÇA. O anel no dedo é apenas o
sinal visível da aliança existente entre duas pessoas que escolheram-se para
serem um.

Aliança envolve obediência, submissão e principalmente fidelidade!

Não existe aliança sem fidelidade. Fidelidade é uma das marcas de quem
possui caráter. E quando dizemos obediência e submissão, não significa que
um será submisso ao outro, ou que deverá obedecer ao seu cônjuge! E sim,
submissão e obediência aos compromissos que uma ALIANÇA traz consigo…
AMAR – HONRAR – CUIDAR – RESPEITAR, incondicionalmente, na
ALEGRIA ou na TRISTEZA, na SAÚDE ou DOENÇA, na RIQUEZA ou na 
POBREZA…

Isso inclui aos homens e mulheres cumprirem seus papéis, sendo esposo(a),
companheiros, amigos,  além de satisfazerem-se sexualmente (o que também
é muito importante), porque ter uma ALIANÇA significa ter INTIMIDADE!

Aliança é fidelidade, amor, companheirismo… Em todas as áreas de nossas


vidas!

O amor sincero não pensa em si, não é egoísta. Supera tudo, supera a si
mesmo. Amar é uma escolha e a  busca pela Harmonia Conjugal é uma
ESCOLA DE AMOR!

Então meus queridos… Vocês que estão pensando em casar, pensem na


ALIANÇA que farão e lembrem-se: Se for pra dizer, que seja a verdade. Se for
pra prometer, que tenham a intenção de cumprir!

“Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”.  (Eclesiastes 5:4-5)

Porque toda Aliança… é PARA SEMPRE!

O significado da aliança de casamento e


sua sacralidade
O Direito Canônico define o matrimônio como “a aliança matrimonial,
pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma íntima comunhão
de vida toda (consortium totius vitae), que é ordenada por sua índole
natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, elevada,
nos batizados, a sacramento” (cf. Cân. 1055 § 1). Podemos afirmar que o
matrimônio é “sacramento de aliança”, é a explicitação da aliança entre
homem e mulher e do casal com Deus. Grande é o desejo cristão para
que se viva bem este sacramento que Paulo fez uma perfeita analogia:
“E vós, maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e
se entregou por ela” (cf. Ef 5,25).
No livro do Gênesis (1,26), lemos que Deus criou o ser humano à Sua
imagem e semelhança. O versículo 27 ressalta que: “homem e mulher” o
criou. Em Gn 2,18, acrescenta-se que: “não é bom que o homem esteja
só”, criou Deus a mulher reconhecida por Adão, ao dizer: “Esta sim é
osso dos meus ossos e carne da minha carne!”. Em Gn 2,24, Deus une o
casal: “O homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e se
tornarão uma só carne”. Existe, na criação, uma conexão entre Deus e o
ser humano, homem e mulher.

Uma das práticas mais utilizadas e sacramentadas em casamentos, por


todas as culturas, é o uso de alianças de casamento, mas poucas
pessoas entendem seu significado. Para entender o significado da
aliança no matrimônio, é importante saber, primeiro, o sentido da aliança
nas Escrituras, ou seja, a aliança de Deus com o povo.

A aliança matrimonial é um gesto de fidelidade e união

Aliança é a categoria mais fundamental de todo o Antigo Testamento, é


seu conceito chave: Israel tem a consciência de uma aliança sempre
renovada. Está na raiz da consciência de Israel, como povo escolhido,
que Deus fez uma aliança com Seu povo.
As Escrituras indicam o casamento como uma aliança: “sendo ela (a
esposa) a tua companheira e a esposa de tua aliança” (Malaquias 2,14).
“Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o
homem o que Deus uniu” (Mateus 19,6). O matrimônio sacramental, além
da aliança entre duas pessoas, esta se dá também na aliança com Deus.
A aliança no matrimônio é sinal de promessa um ao outro de amar,
honrar, cuidar, respeitar etc; na alegria e na tristeza, na saúde e na
doença até que a morte os separe. A aliança do casamento é selada com
o juramento feito um ao outro.
Aliança
“Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra” (Gn
9:13).

A frase acima refere-se a aliança de Deus com seu povo, após cessar o dilúvio e foi dita
à Noé depois que saiu da arca. Com isso podemos entender a “Aliança” como um
combinado, uma promessa ou Palavra de Deus, que se estende a todos os seus filhos.
Inclusive, em grego, usa-se a mesma palavra para se dizer “aliança” e “testamento”. Por
isso as expressões “Antigo testamento” e “Novo testamento” equivalem a “Antiga
aliança” e “Nova aliança”.

Para o censo comum, Noé é lembrado por ter construído uma grande arca, seguindo
uma orientação do próprio Deus, e ter abrigado nela um casal de cada espécie de animal
e toda sua família. Isso ocorreu por motivo de um dilúvio que viria e de fato, após a
arca, houve uma chuva de quarenta dias sobre a terra. Consequentemente, tudo o que
tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, e não estava
abrigado na arca, morreu.

De acordo com as escrituras, a questão seria um tanto mais profunda. Embora não seja a
primeira aliança de Deus com seu povo (a exemplo da aliança com Abraão), o altar de
Noé é o primeiro altar mencionado nas escrituras, como local de adoração. Noé,
semelhante ao que houve com Adão, recebeu a tarefa de “repovoar” a terra, onde sua
primeira atitude foi adorar a Deus.

Consta que o Senhor, tendo se agradado da adoração de Noé, recebendo a oferta como
um cheiro suave, determinou que não tornaria a amaldiçoar a terra por causa do homem,
ou porque seria mau os designos íntimos do homem desde sua mocidade, nem tornaria a
ferir todo ser vivente da forma como fez. Sobretudo, não deixaria de haver sementeira e
ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite enquanto durar a terra.

Para ilustrar a essência das alianças divinas, vale a pena observar um arco-íris refletindo
na seguinte afirmativa: “Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre
mim e a terra. Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer
o arco, então me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres
viventes de toda carne; e as águas não se tornarão em dilúvio para destruir toda carne.
O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança entre Deus e todos os
seres viventes de toda carne que há sobre a terra” (Gn 9:13-16)  

Entre outras alianças estão com Israel no deserto e com Davi, e até mesmo uma
renovação da aliança por parte do povo com Deus. Como liderou o rei Josias, que
restaurou o entendimento do povo com uma série de medidas, entre elas destruindo as
imagens de escultura. “O rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o Senhor,
para o seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus
estatutos, de todo o coração e toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que
estavam escritas naquele livro; e todo o povo anuiu a esta aliança” (2 Rs 23:3).

Profetas como Isaías e Jeremias advertiram o povo quanto a infidelidade a aliança e o


anúncio de uma nova aliança. Este segundo profeta, chegou a escrever o livro de
lamentações. Lamentações de Jeremias ilustra bem a dificuldade em exortar o povo ao
arrependimento quanto as práticas que desagradam a Deus.

Sem sombra de dúvidas, a aliança mais relevante de Deus com seu povo foi selada com
o sangue de Cristo: “Semelhantemente, (Jesus) depois de cear, tomou o cálice, dizendo:
este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós” (Lc 22.20).

Bibliografia:

A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica
do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e
Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

Símbolo da união

A comunidade conjugal, dom da criação recebida do Deus da Aliança, é


sinal da aliança de Deus com os homens. “Os maridos devem amar suas
mulheres como a seu próprio corpo, como Cristo faz com a sua Igreja”
(Ef 5,28-29), revela o matrimônio como sacramento da aliança e que nos
lembra, por sua vez, a fidelidade e a verdade que nos vêm de Deus e às
quais somos convidados a corresponder.
O matrimônio é uma entrega total, duradoura e fiel. Essa entrega como
dom só é verdadeira se for total e sem reservas, e supõe a força de uma
decisão e da vontade de se engajar por toda a vida. Esse dom primordial
aponta para uma graça que é anterior e que funda o próprio amor,
renovando-o e realimentando-o continuamente. É a graça sacramental
do matrimônio.

Nos números 47-52 da constituição pastoral Gaudium et Spes do


Vaticano II, dedicado ao matrimônio e à família, fala do matrimônio em
chave de aliança. O matrimônio é o sinal sacramental vivo da aliança de
amor que Deus fez com a humanidade em Cristo Jesus, e que se
exprime, realiza e atualiza de maneira permanente à união inefável, o
amor fidelíssimo e a entrega irrevogável de Jesus Cristo, o Esposo, à sua
Esposa Igreja, no compromisso de amor de seus membros batizados.
Leia mais:
.: Qual é o espírito da aliança matrimonial?
.: Como chegar à maturidade sexual no casamento?
.: Será que o casamento está fora de moda?
.: Casamento é mais que uma cerimônia bonita

O que simboliza a troca das alianças?

Na cerimônia do casamento, a união das mãos, gesto antigo, expressa a


mútua posse dos cônjuges. As entregas das alianças é sinal da
fidelidade e do compromisso e da aliança entre os noivos. Conforme
o Catecismo da Igreja Católica no número 1662: “O matrimônio se baseia
no consentimento dos contraentes, isto é, na vontade de doar-se mútua e
definitivamente para viver uma aliança de amor fiel e fecundo”. O
matrimônio cristão, portanto, tem três características: indissolubilidade,
fidelidade e fecundidade; e a aliança que o casal carrega em seus dedos
é sinal desse compromisso assumido um com o outro e com Deus diante
da Igreja.
A aliança que o noivo coloca no dedo da noiva e vice-versa demonstra
uma responsabilidade ilimitada, portanto, significa forte compromisso e
lealdade até a morte. Nesse momento, a prioridade passa a ser a vida
compartilhada. A aliança expressa o compromisso mútuo, é sinal
do amor e da fidelidade: “(N) receba essa aliança em sinal do meu amor
e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém”.
O fato de usar a aliança no dedo anular da mão esquerda para o
casamento tem várias explicações. No Antigo Egito, por exemplo, era
uma prática comum que o homem desse à mulher que desposaria um
anel (aliança que tem origem do francês), para que ela usasse no anular
da mão esquerda; dedo que os antigos egípcios acreditavam ter uma
veia que possuía a ligação mais direta com o coração, que, desde o
início dos tempos, sempre foi tido como o centro de todos os sentimentos
humanos. O uso, que se inicia com os egípcios, foi mantida pelos gregos,
assumida pelos romanos e, então, assimilada pela Igreja Católica, vindo,
portanto, de uma mistura de culturas; embora os ideais mais
predominantes, hoje em dia, em torno desse objeto, sejam católicos.

A aliança passa a ideia de algo infinito por se tratar de um círculo, algo


que jamais termina, simbolizando a promessa de “para sempre” com seu
uso, completando o ensinamento da Igreja Católica de casamentos que
não se acabam, até que a morte separe o casal. No momento da
cerimônia, a aliança representa não apenas o compromisso assumido
pelos noivos um com o outro, mas também com Deus: o casal jura
fidelidade, amor, apoio, honra, cuidado, respeito sob toda e qualquer
circunstância ou adversidade mutuamente. A aliança usada pelo casal
torna-se o símbolo de tudo o que prometeram, uma lembrança concreta
da promessa, que vai além dos contratos assinados perante a lei dos
homens. A aliança entre Deus e duas pessoas que se unem pelos laços
do matrimônio vai muito mais além de um simples contrato de casamento
ou regime de comunhão de bens; o casal assume diante de Deus e dos
homens a confissão de amor eterno.

Você também pode gostar