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Cap.

8 – Momento de Dipolo
Magnético, Spin e Taxas de
Transição
8.2 – Momentos de Dipolo Magnético Órbital
8.3 – A Experiência de Stern Gerlach e o Spin do Elétron
8.4 – A Interação Spin-Órbita
8.5 – Momento Angular Total
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita e os Níveis de Energia do Hidrogênio
8.7 – Taxas de Transição e Regras de Seleção
8.5 – Momento Angular Total
Se não existisse a interação spin-órbita, os momentos angulares
orbital e de spin de um elétron atômico seriam independentes
um do outro e obedeceriam, independentemente, a lei de
conservação de momento angular da mecânica quântica.

z z

~
L
~
S

p p
L= l(l + 1)~ S = s(s + 1)~
Lz = ml ~ Sz = ms ~
8.5 – Momento Angular Total
Acoplamento Spin-Órbita: força um acoplamento entre L e S
fazendo a orientação de um depender do outro.

z
J precissiona em torno de z

J~ = L
~ +S
~

~
S ~
L

L e S precessionam em torno de J.

J agora é que satisfaz a lei de conservação do momento angular da


mecânica quântica.
8.5 – Momento Angular Total
Pode-se mostrar, usando técnicas semelhantes às usadas para o
momento angular orbital, que:

p
J= j(j + 1)~ e Jz = mj ~

onde mj = j, j + 1, ..., 0, ..., +j 1, +j

como J~ = L
~ +S
~ =) Jz = Lz + Sz
8.5 – Momento Angular Total

portanto mj ~ = ml ~ + ms ~ =) mj = ml + ms

Como o maior valor de ml é l e o maior valor de ms é s=1/2, o maior


valor possível de mj será:

1 1
(mj )max = l + =) jmax = l +
2 2
8.5 – Momento Angular Total

portanto |l s|  j  |l + s|
8.5 – Momento Angular Total
Exemplo 8.5:
Enumere os valores possíveis dos números quânticos j e mj para
estados onde l=2 e s=1/2.
1 5
l=2 |l + s| = |2 + | =
1 e |l s|  j  |l + s| 2 2
s= 1 3
2 |l s| = |2 |=
2 2
8.5 – Momento Angular Total
5 5 3 1 1 3 5
j = =) mj = , , ,+ ,+ ,+
2 2 2 2 2 2 2
3 3 1 1 3
j = =) mj = , ,+ ,+
2 2 2 2 2
8.5 – Momento Angular Total

mj

mj

Possíveis valores
para l = 1

mj
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
1 1 dV (r) ~ ~ Escrever
Energia da interação Spin-Órbita: E= S.L em temos
2m2 c2 r dr
de j,l e s
Como: J~ = L
~ +S
~ ~ J~ = (L
J. ~ + S).(
~ L ~ + S)
~ = L.
~ L~ + S.
~S ~ + S.
~L ~ + L.
~ S~

~ S]
Mas: [L, ~ = 0 =) L.
~ S~ = S.
~L ~ ~ J~ = L.
J. ~ L~ + S.
~S ~ + 2S.
~L ~

J 2 = j(j + 1)~2
~L
Portanto S. ~ = 1 (J 2 L 2
S )
2
Mas:
2 L2 = l(l + 1)~2
S 2 = s(s + 1)~2

~ 2
Finalmente: S.
~L ~ = [j(j + 1) l(l + 1) s(s + 1)]
2
8.5 – Momento Angular Total

Energia potencial
orientacional cria
a abertura de subníveis
de energia para l ¹ 0.
8.5 – Momento Angular Total
8.5 – Momento Angular Total
8.5 – Momento Angular Total
5 5 3 1 1 3 5
j = =) mj = , , ,+ ,+ ,+
2 2 2 2 2 2 2
3 3 1 1 3
j= =) mj = , ,+ ,+
2 2 2 2 2

Eso
Exercício no quadro…
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
Energia da interação Spin-Órbita:
~2 1 dV (r)
E= [j(j + 1) l(l + 1) s(s + 1)]
4m2 c2 r dr

O valor médio da Energia da interação Spin-Órbita:

~2 1 dV (r)
h Ei = h i[j(j + 1) l(l + 1) s(s + 1)]
4m c r dr
2 2

onde
Z 1
1 dV (r) 1
dV (r)
h i= ⇤
n,l,ml (r) n,l,ml (r)dV
r dr 0 r dr
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
Correções Relativísticas para o átomo de um elétron de Schrödinger

Spin-Órbita: h ES.
~ L~ i = 0 (l = 0)

Z 4 e2 ~2 [j(j + 1) l(l + 1) s(s + 1)]


h ES.
~ L~i = (l 6= 0)
4m2 c2 a30 n3 l(l + s)(l + 1)
Massa relativística (P8.11):

p2 Energia Cinética Relativística


H =T +V = +V 1
2m T =) TRel = (c p + m c )
2 2 2 4 2 mc2
1
Portanto: HRel = TRel + V = (c2 p2 + m2 c4 ) 2 mc2 + V
p2 1
HRel = mc [(1 + 2 2 ) 2
2
1] + V
m c
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
Para pequenos valores de p temos que:

p2 p4
HRel ⇡ mc [1 +
2
1] + V
2m2 c2 8m4 c4

p2 p4 p4
HRel ⇡ +V HRel ⇡ H
2m 8m3 c2 8m3 c2
Portanto o operador para a correção na energia para a massa relativística é:

p4 T2 (E V )2 E 2 + V 2 2EV
ERel = = = =
8m3 c2 2mc2 2mc2 2mc2
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
Seu valor esperado é:
Z
1
h ERel i = ⇤
(E 2
+V2 2EV ) nljmj d⌧
2mc2 nljmj

Resolvendo a integral (se tudo estiver certo…):

Z 4 e4 2 s(s + 1)
h ERel i = [ ]
2mc2 a20 n3 2l + 1 n
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
Incluindo as correções relativísticas, a energia total do átomo de um elétron fica então:

E = En + h ES.
~ L~ i + h ERel i

Onde: mZ 2 e4 1
En =
2~2 (4⇡✏0 )2 n2

Z 2 |En |↵2 [j(j + 1) l(l + 1) s(s + 1)]


h ES.
~ L~i =
2n l(l + s)(l + 1)

Z 2 |En |↵2 2 s(s + 1)


h ERel i = [ ]
n 2l + 1 n
e2
↵=
4⇡✏0 ~c
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
Todos estes efeitos aparecem naturalmente na teoria de Dirac e a energia
total para o átomo de Dirac de um elétron é dada por:

µZ 2 e4 1 ↵2 1 3
En = [1 + ( )] Eq. (8-36)
2~2 (4⇡✏0 )2 n2 n j+ 1
2
4n

e2
onde: ↵ = (constante de estrutura fina)
4⇡✏0 ~c

µZ 2 e4 1 ↵2 Z 2 1 3
Bohr + Sommerfeld: En = [1 + ( )]
2~ (4⇡✏0 ) n
2 2 2 n n✓ 4n
8.6 – Energia de Interação Spin-Órbita
e os Níveis de Energia do Hidrogênio
Bohr Sommerfeld Dirac
0

n=3 nθ=3 j=5/2,l=2


nθ=2 j=3/2,l=1,2
nθ=1 j=1/2,l=0,1
n=2 nθ=2 j=3/2,l=1
nθ=1 j=1/2,l=0,1
-5
Energia (eV)

-10

n=1

-15
1.81x10-4 eV

nθ=1 j=1/2,l=0

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