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PROCESSOS

DE CONSTRUÇÃO

Trabalhos preliminares
Docente: Pedro Lança

Escola Superior de Tecnologia


e Gestão de Beja
Física dos Edifícios
Docente: Pedro Lança

Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Sítio: www.estig.ipbeja.pt/~pdnl


> E-mail: pedro.lanca@estig.ipbeja.pt

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ÍNDICE
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

TRABALHOS PRELIMINARES

1. Instalações provisórias
2. Movimentos de terras
(terraplanagens e escavações)
3. Demolições (a abordar com mais
detalhe em capítulo posterior)
4. “Condições de vizinhança”
5. Implantação de uma obra

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INTRODUÇÃO (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

INÍCIO DA CONSTRUÇÃO
DE UM EDIFÍCIO

2. A implantação do
estaleiro requer um
1. Pode afirmar-se que a
projecto específico.
construção de um
edifício tem início
com implantação do
estaleiro.
3. Este deve ser elaborado tendo em
consideração as necessidades
específicas da obra e das condições
do local de implantação.

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INTRODUÇÃO (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

(Fonte: www.vitruvius.com.br/entrevista/couto/couto_2.asp)

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INTRODUÇÃO (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

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INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> No entanto, antes da implantação do estaleiro, são


necessárias algumas actividades prévias a
desenvolver pela empresa construtora.

> Essas actividades, designadas “Trabalhos


preliminares” envolvem várias actividades, como
por exemplo:
1. verificação da disponibilidade de instalações
provisórias;
2. demolições, caso existam construções residuais no
local onde será construído o novo edifício;
3. remoção de entulho;
4. vias de acesso provisórias; e,
5. movimentos de terras (escavação e/ou aterro) para
assegurar as diferentes cotas de projecto do edifício.
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INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Para o correcto desenvolvimento das actividades


de construção de um edifício é necessário que o
estaleiro seja provido de:

1. Rede eléctrica provisória (adequada para os


equipamentos a utilizar na obra);
2. Rede provisória de águas e esgotos.

> Na fase do projecto de estaleiro, torna-se


necessário identificar a potência dos equipamentos
a serem utilizados.

> A soma da potência dos equipamentos, associada


a um coeficiente de simultaneidade, traduz-se na
potência necessária para a rede eléctrica
provisória.
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EQUIPAMENTOS (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> A título de exemplo, apresentam-se potências de


alguns equipamentos utilizados na construção de
edifícios correntes, podendo recorrer-se ao uso de
equipamento mais pesado, como gruas:

Equipamento Potência (KW) Sistema


Betoneira hidráulica 4,1 Trifásico
(400l.)
Guincho (500Kg.) 2,2 Mono/Trifásico
Compressor pesado 1,1 a 2,3 Mono/Trifásico
Máquina de corte
pesada (betão, pedra 3,2 a 5 Trifásico
e asfalto)
Agulhas de vibração 1a2 Mono/Trifásico
Máq. de dobrar e 1,5 Mono/Trifásico
cortar ferro
(Fontes: www.eurotrofa.pt; www.dwalt.com; www.stihl.pt)

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EQUIPAMENTOS (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Abastecimento de energia

1. Existe no local?
2. Existe rede monofásica?
3. Existe rede trifásica?

No primeiro e segundo caso podem existir alguns


problemas, pois apesar de eventualmente existir uma
rede de abastecimento de energia, muitos dos
equipamentos têm um sistema trifásico.

No terceiro e último caso, a potência disponível poderá


não ser suficiente.

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INSTALAÇÕES
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Redes de abastecimento e drenagem de


águas

1. Existem enterradas no local (solicitar o


cadastro das redes às entidades
competentes)?
2. Existe rede pública de abastecimento de água
no local?
3. Existe abastecimento de água através de
furos?
4. Existe rede pública de drenagem no local?
5. Existe fossa séptica no local?
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DEMOLIÇÕES (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> INTRODUÇÃO

Caso existam construções remanescentes no local


da obra, pode ser necessário proceder à sua
demolição.

Parte ou a totalidade dessas construções podem


ser aproveitadas como instalações provisórias,
como por exemplo, escritórios e/ou alojamento para
os trabalhadores.

Caso se verifica alguma das situações referidas no


parágrafo anterior, essas construções deverão ser
incluídas no projecto de estaleiro, restando a sua
demolição para o final da ora.

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DEMOLIÇÕES (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Os processos e equipamentos para a


demolição de construções devem ser
devidamente avaliados em projecto próprio.

> De uma forma geral, pode afirmar-se que a


demolição de um edifício deverá ser executada
na ordem inversa da sua construção.

> Para além dos cuidados e equipamentos de


protecção individual a utilizar, existem outros
cuidados e inspecções fundamentais a realizar
numa fase preliminar à demolição (ver slide
seguinte).

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DEMOLIÇÕES (III)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Cuidados e inspecções preliminares à fase de demolição


(adaptado de Barros, 2007):

1. Verificar as condições de vizinhança dos imóveis vizinhos


(possíveis interferências com a demolição);
2. Inspecção aos edifícios vizinhos e registo fotográfico do seu
estado de conservação (interior e exterior);
3. Verificar a existência de depósitos de material inflamável;
4. Desactivar instalações existentes, antes do início dos
trabalhos;
5. Protecção de superfícies das construções vizinhas
expostas as trabalhos de demolição;
6. Utilização de condutas de descarga de modo a evitar o
espalhamento de entulho;
7. Prever a protecção dos transeuntes, seja através de
tapumes com altura adequada, seja através da construção
de plataformas ou de galerias de protecção.

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DEMOLIÇÕES (IV)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

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MOVIMENTAÇÃO DE TERRAS (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Os trabalhos de movimentação de terras


podem ser descritos como (a desenvolver
posteriormente nas aulas):

“Conjunto de operações de escavação,


carga, transporte, descarga e compactação
com o objectivo de conformar um terreno do
estado natural para uma configuração final,
de acordo com a topografia desejada".

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IMPLANTAÇÃO (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Após a realização dos movimentos de terras


necessários para assegurar as cotas de projecto
e, admitindo que o projecto de construção
contém toda a informação suficiente, poderá dar-
se início à sua implantação.

> A implantação corresponde a passar o edifício


que "está no papel" para o terreno.

> Os meios humanos e equipamentos a utilizar


variam significativamente com as dimensões do
edifício.

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IMPLANTAÇÃO (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> No projecto de implantação de um edifício deverá


existir a referência a um ponto conhecido e
previamente definido, como por exemplo:

1. o alinhamento de uma rua;


2. um poste no alinhamento do passeio;
3. uma lateral do terreno; ou
4. um ponto deixado pelo topógrafo, por exemplo,
quando da realização dos movimentos de terras.

> Pode haver a necessidade de implantar uma


referência no local. Aquela deverá ser fixa,
encontrar-se devidamente assinalada e identificada
(na obra e no projecto de implantação) e ser
“indestrutível”.
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IMPLANTAÇÃO (III)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

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IMPLANTAÇÃO (V)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

P1 P1

S1 S1
P2 P2 P2 P2 P1 P2 P2 P2
D P1
S1 S1 S1 S1 S1 S1 S1 S1 S1
3.11

C
4.04

B
4.04

A
3.38 3.40 4.39 4.39 4.39 4.39 1.97

1 2 3 4 5 6 7 8

Planta Geral de Fundações


Escala 1:100

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EXEMPLO (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares
Projecto (I)

Envolvente exterior da construção

Limite do
terreno

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EXEMPLO (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Projecto (II)

P3 P2

d2

P5
P4

P6
P1

d1

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EXEMPLO (III)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Projecto (III)
PII
d3

P3 P2
PVI PV

PI P5
P4
d5

P6
PIV P1 PIII

d4

PI

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EXEMPLO (IV)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Obra (I) PII


d3

d2

PIV PIII

d4 d1

PI

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EXEMPLO (V)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Obra (II) PII


d3

P2

d2

P6
PIV P1 PIII

d4 d1

PI

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EXEMPLO (VI)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Obra (III) PII


d3

P2

d2

PI P5
P4
d5

P6
PIV P1 PIII

d4 d1

PI

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EXEMPLO (VII)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Obra (IV) PII


d3

P2

d2

PI P5
P4
d5

P6
PIV P1 PIII

d4 d1

PI

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EXEMPLO (VIII)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Obra (V.a) PII


d3

P3 P2

d2

P5
P4
d5

P6
PIV P1 PIII

d4 d1

PI

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EXEMPLO (IX)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Obra (V.b) PII


d3

P3 P2

d2

P5
P4
d5

P6
PIV P1 PIII

d4 d1

PI

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PIQUETAGEM (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

POR ONDE INICIAR?

FUNDAÇÕES ALINHAMENTOS
PRINCIPAIS

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PIQUETAGEM (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

O QUE É NECESSÁRIO?

PROJECTO DE PROJECTO DE
FUNDAÇÕES ARQUITECTURA

DEFINIR UM
REFERÊNCIAL
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PIQUETAGEM (III)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

COMO DEFINIR CADA PONTO?

3 COORDENADAS

2 PLANIMÉTRICAS 1 ALTIMÉTRICA

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PIQUETAGEM (IV)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

COMO MATERIALIZAR OS PONTOS,


EIXOS E FACES NO TERRENO?

CANGALHOS TEODOLITO ESTAÇÃO


e/ou (medição de TOTAL
CAVALETES ângulos)
e
NÍVEL
(altimetria)

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CANGALHOS E CAVALETES (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Cangalho

Fio/cordel
Prego

Fio de prumo

(Barros, 2007)

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CANGALHOS E CAVALETES (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Distância da construção:
entre a 1,0 e 1,5 m.

Sapata
Parede

0.6 a 1 m

> 0.6 m

Escola Superior de Cavalete


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CANGALHOS E CAVALETES (III)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Pregos para colocação Exemplo de marcação da face


dos cordéis exterior de elementos estruturais

Cavalete

As marcações da estrutura podem


ser realizadas no alinhamento dos
(Barros, 2007)
eixos dos diferentes elementos,
diminuindo o número de fios.
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CANGALHOS E CAVALETES (IV)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> VANTAGENS
1. Referencial planimétrico e altimétrico;
2. Adequado para estacas, fundações, pilares e
paredes;
3. “Boa” precisão (menos sujeito a choques do
que os apoios pontuais);

> DESVANTAGENS
1. Pode interferir na sequência executiva
(escavação, entrada de equipamentos)

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EXEMPLO PRÁTICO (I)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Linha de
referência

(IPT, 2007)
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EXEMPLO PRÁTICO (II)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Definição
de conta
altimétrica

(IPT, 2007)
(IPT, 2007)
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EXEMPLO PRÁTICO (III)
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

Cravação de estaca de Estaca no cruzamento de vários


referência (apoio muito frágil) cordéis (apoio muito frágil)

(IPT, 2007)
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TEODOLITO
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> O teodolito tem como objectivo a medição


de ângulos.

Antigamente Nos dias de hoje

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NÍVEL
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> O nível tem como objectivo a medição de


cotas altimétricas.

Antigamente Nos dias de hoje

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ESTAÇÃO TOTAL
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Este equipamento permite realizar todos os


trabalhos clássicos de topografia como
levantamentos, implantações ou até mesmo
simples medições de ângulos e distâncias.

(OZ, 2003)

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BIBLIOGRAFIA
Capítulo 2 – Trabalhos preliminares

> Barros, Mercia (2007). Serviços Preliminares de


Construção e Locação de Obras. Disponível em
http://www.usp.br.

> Mesquita, Carlos; Lança, Pedro (2003). Relatório Oz n.º


469. Lisboa.

> IPT (2007) Implantação de obra. Instituto Politécnico de


Tomar. Disponível em www.ipt.pt.

> IST (1997). Processos Gerais de Construção: folhas de


apoio à disciplina, Volume 2. Departamento de Engenharia
civil, IST.

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