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Projeto Pós-graduação

Tema Políticas para a sustentabilidade ambiental

Introdução
Nesse tema, vamos conhecer as políticas desenvolvidas pela Unesco
para a sustentabilidade ambiental. Você vai ver que elas costumam durar muitos
anos, pois objetivam atender a várias questões que necessitam de certo tempo
para começar a apresentar resultados.
Dessa forma, vamos revisar as principais ações internacionais ligadas ao
desenvolvimento sustentável, desde os projetos concluídos recentemente (como
a Década da Educação para Todos) até os que a vigência vai além de 2015
(como a Agenda do Desenvolvimento Pós-2015).
Dessa forma, veremos os objetivos e as conquistas de cada uma,
dividindo-as entre aquelas já concluídas (que tiveram grande importância para
desenvolvimento mundial) e as que ainda estão em vigência. Comentaremos,
ainda, como o Brasil tem participado desses movimentos voltados à
sustentabilidade.
Mas antes, vamos entender o que é a globalização, analisando como ela
impactou positiva e negativamente nas questões ambientais. Você já parou para
pensar em como a facilidade da realização de comércio entre os países
influencia o consumismo, que consequentemente contribui para geração de lixo?
Nosso objetivo aqui será exatamente fazer você refletir sobre situações assim,
que estamos muitas vezes inseridos mesmo sem saber.
Bons estudos!
Problematização
O desenvolvimento individual de cada cidadão depende, principalmente,
da forma como o governo investe em questões sociais que permitam que

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permitam essa ascensão. Quer um exemplo? Então acompanhe a seguir a
história de Claudia:

Claudia é casada e mora na capital do Paraná. Ela tem dois filhos, um com
10 anos e outro com 12 anos. Casou cedo e parou de estudar no Ensino Médio,
quando engravidou de seu primeiro filho. Voltou a estudar há dois anos e hoje
está feliz, pois conseguiu uma vaga para cursar Pedagogia na Universidade
Federal do Paraná.
Ela nunca imaginou que isso fosse acontecer, mas estudou bastante, fez
o ENEM e se submeteu ao SISU, conseguindo assim uma bolsa de estudos. Ela
tem estudado bastante, está muito difícil cuidar da casa, da família e ainda
participar de todas as atividades do curso. Mas é uma mulher dedicada e sabe
que vai conseguir realizar seu sonho de infância: ser professora.
Claudia e outros brasileiros tiveram a possibilidade de evoluir
recentemente. Alguns ingressaram na universidade pública ou privada, outros
adquiriram a casa própria, outros compraram um carro com prestações fixas.
Eles foram beneficiados por programas do governo, tão criticados hoje em dia.
De que forma, as mudanças na vida da família da Claudia exemplificam ações
de sustentabilidade?
Enfim, de que forma estas mudanças estão relacionadas com
sustentabilidade? Não é preciso responder agora. Acompanhe com atenção essa
aula e, ao final, você estará apto a responder a questão proposta.

Globalização
O mundo sofreu alterações de ordem cultural, política e econômica, no
final do século XX, que criaram condições para geração de um mercado
capitalista em todas as nações.
Os mercados de diferentes países passaram a interagir, aproximando as
pessoas e as mercadorias e expandindo seus negócios. O processo se originou
com as grandes navegações, no Século XVI, e aumentou sua evolução após a

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industrialização. Com os grandes avanços tecnológicos, surgiu a necessidade
de expansão do fluxo comercial entre os países.
As inovações nas áreas da informática e das telecomunicações,
principalmente após o uso público da internet, foram determinantes para a
abertura de novos mercados. Como consequência, surgiram os blocos
econômicos, entre eles o Mercosul e a Comunidade Europeia, que fortaleceram
relações comerciais entre os países membros.
O impacto da globalização na qualidade de vida, no mercado de trabalho
e no comércio internacional dependeu do nível de desenvolvimento de cada
nação.
Para o meio ambiente, os efeitos da globalização foram negativos. A
exploração das matérias-primas aumentou, gerando poluição e contaminação
dos ambientes naturais. O aumento do consumo teve como consequência o
aumento na produção de resíduos.
Socialmente, a globalização intensificou os grandes crimes internacionais
como prostituição, pedofilia e tráfico de drogas. Além disso, houve o aumento
das organizações criminosas, o que tornou mais difícil seu controle.
Como os mercados econômicos ficaram acessíveis ao simples acesso
pela internet, com disponibilidade de baixos custos e de boa qualidade, o próprio
mercado ficou estimulado a produzir mais e com melhor tecnologia. Os países
puderam atrair investimentos financeiros e estimular o comércio internacional.
Em consequência, diferentes culturas se aproximaram.
A concentração da riqueza foi uma das desvantagens da globalização,
com a tendência mundial de que os países mais desenvolvidos concentrem cada
vez mais renda. O aumento do desemprego e da miséria também teve suas
causas agravadas pela globalização. A pressão sobre o custo da mão de obra
fez com que as indústrias se instalassem onde havia menor custo, o que garantia
maior lucratividade. O mesmo ocorreu com os avanços tecnológicos, que
substituíram a mão de obra operária, gerando desemprego e miséria.

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A descaracterização das culturas regionais tem sido um risco da
globalização devido à supervalorização das culturas dos países desenvolvidos.
Vídeo: Acesse o material on-line e confira a videoaula da professora
Odete! Ela vai trazer mais informações sobre os impactos positivos e negativos
da globalização.

Programas da Unesco com vigência até 2015

Objetivos de Desenvolvimento do Milênio


Recentemente, o Brasil tem avançado em relação a alguns compromissos
assumidos em parceria com a Unesco.
Os objetivos do Programa “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”,
proposto para ser executado entre 2000 e 2015, eram:

 Acabar com a fome e a miséria;

 Promover uma educação básica de qualidade para todos;

 Garantir igualdade entre sexos e valorização da mulher;

 Reduzir a mortalidade infantil;

 Melhorar a saúde das gestantes;

 Combater a AIDS, a malária e outras doenças;

 Promover a qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente;

 Ter toda população trabalhando pelo desenvolvimento.

O Brasil reduziu as desigualdades sociais, incluindo a transição da


população em situação de miséria para atual classe média. Contribuiu para a
melhoria na condição de vida da população com a elevação progressiva do
salário mínimo, a extensão de benefícios previdenciários e a universalização da

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educação. O aumento da escolaridade apresentou relação direta com a elevação
de renda da faixa mais pobre da população.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável
(Rio+20), o Brasil assumiu compromissos internacionais para iniciar o processo
de elaboração de uma agenda de desenvolvimento pós-2015 (que você vai ver
com mais detalhes no decorrer dos estudos). Essa agenda trata dos novos
desafios de desenvolvimento e sustentabilidade, incluindo ações para os países
emergentes, como no caso do Brasil.
Outro ponto bastante importante é a análise crítica a respeito da
concentração urbana e seus reflexos sobre o ambiente. Um país como o nosso,
com elevada diversidade biológica e cultural, necessita de uma educação básica
de qualidade para transformar sua diversidade em riqueza. O desenvolvimento
só se torna possível pelo conhecimento, pela ciência e pela inovação.

Educação para todos


O investimento mais poderoso ou duradouro é aquele feito nos direitos
humanos, na dignidade, na inclusão social e no desenvolvimento sustentável. No
Fórum Mundial de Educação em Dakar, Senegal, 164 governos concordaram
com o “Marco de Ação de Dakar, Educação para Todos: Cumprindo nossos
Compromissos Coletivos de 2000 a 2015”. Seis objetivos educacionais de amplo
alcance foram então lançados.
Saiba Mais: Clique no link a seguir e veja quais foram eles:
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/education/education-for-all/education-
forall-goals/
Apesar de ainda não termos educação para todos no mundo, alguns
avanços, considerados medianos pela Unesco, foram alcançados neste período.
A redução pela metade de crianças e adolescentes fora da escola e o
monitoramento da qualidade da educação também passou a fazer parte do
cotidiano das nações. Apesar disso, alguns dados ainda assustam:

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 58 milhões de crianças estão fora da escola.
 A chance de crianças mais pobres do mundo ficarem fora da escola é

quatro vezes maior quando comparadas com as crianças mais ricas. 


Crianças pobres também têm cinco vezes mais chance de evadir da
escola antes do término do Ensino Fundamental.

 Para aquelas que se mantêm na escola o destino também é frustrante,


pois milhões saem da escola primária (primeiro ao quinto ano, no Brasil)
sem o aprendizado básico.
Os objetivos que foram definidos em 2000 para que a educação passasse
a ser para todos foram: educação e cuidados na primeira infância; educação
primária universal (primeiro ao quinto ano, no Brasil); habilidades para jovens e
adultos; alfabetização de adultos e paridade e igualdade de gênero.
Os esforços empreendidos para o avanço na educação primária no mundo
(primeiro ao quinto ano, no Brasil) foram interpretados praticamente como
sinônimo da garantia da presença da criança na escola, principalmente nos
países mais pobres. A meta contemplou, com menos atenção, as outras áreas
relacionadas com a educação, como a qualidade da educação, a educação e os
cuidados na primeira infância e a alfabetização de adultos.
Como ponto positivo, em 2015, observou-se a intensificação da atenção
em relação à educação, que ultrapassou em muito o ritmo observado em 1999.
O monitoramento do progresso melhorou e se expandiu.
As lições técnicas aprendidas foram importantes, mas as influências e as
mudanças políticas deverão ser muito mais relevantes para que a educação para
todos possa ser uma realidade no mundo.
Antes de continuar, é importante entender um conceito:
O Brasil é signatário de vários movimentos internacionais desenvolvidos
pela Unesco, que tem proposto uma série de campanhas em busca de um
desenvolvimento sustentável no planeta, as quais desencadearam em nosso

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país mudanças radicais na educação, na distribuição de renda e na inclusão de
pessoas na classe social média.
As “Décadas” são um bom exemplo, já que representam períodos em que
são desenvolvidas ações que buscam a disseminação de algum problema social.
Mesmo que ainda reste muito a fazer em relação à qualidade da educação, à
segurança pública, à conservação de nossos recursos naturais, essas
campanhas já trouxeram muitos benefícios. A seguir, vamos conhecer algumas
delas:

Década das Nações Unidas para a Alfabetização (2003-2012)


Nesse período, o mundo buscou difundir a alfabetização para todos, de
forma que os indivíduos sejam alfabetizados a fim de adquirir conhecimentos
socialmente úteis, para eles e para suas comunidades. Também houve
preocupação para dar maior visibilidade às boas práticas de alfabetização no
mundo.

Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento


Sustentável (2005-2014)
Nesse período, buscou-se a disseminação da visão educativa de um
mundo onde todos tivessem a oportunidade de se beneficiar de processos
educacionais de qualidade e onde todos aprendessem valores, comportamentos
e estilos de vida adequados para o desenvolvimento sustentável.
Estabeleceu-se, a partir daí, um marco para as ações voltadas à
sustentabilidade em todo o mundo, tanto em países industrializados quanto em
países em desenvolvimento. Essa década teve como objetivos:

 Tornar a educação e a aprendizagem o foco principal na busca pelo


desenvolvimento sustentável;

 Incentivar o aumento da qualidade do ensino e da aprendizagem na


educação a serviço da sustentabilidade.

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As consequências do consumo excessivo e do desperdício são
argumentos em prol da busca pelas mudanças em direção à sustentabilidade.
Dentro das atividades disponíveis relacionadas com a Década das Nações
Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável estão alguns módulos
didáticos produzidos com temas relacionados com as mudanças climáticas:

Mudanças Climáticas
O documento “Mudanças Climáticas” foi concebido para auxiliar
professores na compreensão desses fenômenos a nível mundial e local. Clique
no link a seguir e tenha acesso a ele (em inglês apenas):
http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002111/211136e.pdf
Nele você encontra subsídios para a elaboração de planejamentos que
abordem o tema. As atividades propostas neste módulo tratam dos seguintes
assuntos: A atmosfera e o equilíbrio energético da Terra; O tempo e o clima; As
mudanças climáticas; Propostas de atividades buscando agir, agora.
A Unesco produziu dois outros manuais, disponíveis em português.

 Guia Jovens rumo à mudança: kit de formação para um consumo


sustentável: Trata-se de um manual sobre mudanças climáticas e estilos
de vida. Mostra como podemos ajudar nosso meio ambiente através de
escolhas corretas e mudanças de comportamento. Objetiva também
motivar os jovens a tomarem decisões conscientes como pessoas,
consumidores e futuramente como profissionais, que disseminem um
estilo de vida sustentável.
Saiba Mais: Clique no botão a seguir e acesse esse Guia na íntegra:
http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001240/124085por.pdf

 Manual de Etiqueta Sustentável 3.0: Trata-se de um guia didático e


ilustrado que traz 65 ideias para enfrentar o aquecimento global e outros
desafios da atualidade, como movimento, clima, meios digitais, inovação,
pets, comida, energia elétrica, lixo, água e mobilidade.

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Saiba Mais: Clique no link a seguir e acesse esse documento na íntegra:
http://planetasustentavel.abril.com.br/pdf/manual-etiqueta-sustentavel-30-
2011.pdf

Os desafios propostos para a Década da Educação para o


Desenvolvimento Sustentável, no Brasil, foram o aumento da qualidade e da
abrangência da educação, bem como a reorientação de seus objetivos para
reconhecer a importância do desenvolvimento sustentável.
As premissas desta década foram: a promoção e a melhoria da educação
básica, a reorientação da educação existente em todos os níveis em direção ao
desenvolvimento sustentável, o desenvolvimento do entendimento público e da
consciência da sustentabilidade e a promoção de treinamentos.
Na atual condição de globalização, a sociedade tem que lidar com
questões relacionadas com a sustentabilidade, as mudanças climáticas, a crise
mundial de alimentos e as crises financeiras e econômicas.
A educação é o instrumento chave para mudanças significativas nas
atitudes, comportamentos e modos de vida em direção a uma postura mais
consciente em relação ao desenvolvimento sustentável. Para confrontar os
desafios atuais, são necessários valores, atitudes, capacidades e condutas
adequadas. Os objetivos para a década foram alcançar a coexistência pacífica
entre os povos, reduzir o sofrimento, a fome e a pobreza, em um mundo onde as
pessoas possam exercer dignamente seus direitos como seres humanos e como
cidadãos.
As questões culturais também estão vinculadas ao desenvolvimento econômico,
por meio da renda que as manifestações culturais (como a arte, a música, a
dança e o turismo) podem gerar. As três áreas (sociedade, meio ambiente e
economia) estão interconectadas pela dimensão cultural, uma característica do
desenvolvimento sustentável que devemos sempre ter em mente.
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e a Unesco, com apoio da Itaipu
Binacional desenvolveram o “Kit Educação Ambiental para Sociedades

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Sustentáveis - Uma Coletânea para Pensar e Agir”, cujo intuito é estimular
práticas e reflexões no campo da educação ambiental, fortalecendo e
aprofundando os processos de educação ambiental. É Composto por três
publicações:
1. Identidades da Educação Ambiental;

2. Aqui é onde eu moro, aqui nós vivemos (Municípios Educadores


Sustentáveis);

3. Encontros e Caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e


coletivos educadores (Vol. 1)

Saiba Mais: Clique no link a seguir e acesse esses materiais na íntegra:


http://www.mma.gov.br/publicacoes/educacao-
ambiental/category/100publicacoes-especiais

Observação: nesse mesmo endereço eletrônico é possível encontrar o


livro "Círculos de Aprendizagem para a Sustentabilidade", que é um relato de
uma aprendizagem transformadora em curso.
Saiba Mais: O Ministério da Educação produziu uma cartilha denominada
“Consumo sustentável: Manual de educação contendo atividades práticas”.
Clique no link a seguir e acesse-a na íntegra!
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao8.pdf

Saiba Mais: O livro “De economias verdes a sociedades verdes”, compromisso


da Unesco com o desenvolvimento sustentável, pode ser consultado em:
http://www.unesco.org/new/en/brasilia/about-this-
office/singleview/news/de_economias_verdes_a_sociedades_verdes_compromi
sso_da_un esco_com_o_desenvolvimento_sustentavel/#.VVKSK_lViko

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Década Internacional para Ação “Água, Fonte da Vida” (2005-2015)
Essa campanha tem o objetivo de atender às questões ligadas à água,
contidas na Agenda 21, nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das
Nações Unidas e no plano de implementação de Johannesburgo.
A Década deve teve um foco maior nas questões relacionadas à água em
todos os níveis, incluindo o grave problema da escassez de água doce e potável.
Por conta das mudanças climáticas e da desertificação, esse problema tende a
se agravar. Segundo o relatório da ONU sobre o desenvolvimento dos recursos
hídricos no mundo, até 2050 uma em cada quatro pessoas viverá em um país
com escassez crônica e recorrente de água.
Para tentar reverter essa tendência e superar esse desafio, busca-se
conscientizar as pessoas sobre sua responsabilidade na conservação da água e
promover o esforço da comunidade mundial no melhor gerenciamento dos
recursos hídricos. A água é essencial para a vida e crucial para o
desenvolvimento sustentável.
Vídeo: Acesse o material on-line e confira o vídeo da professora Odete!
Ela vai aprofundar o estudo sobre as políticas internacionais para educação
ambiental realizadas até 2015.

Programas da Unesco em vigência

Década das Nações Unidas para os Desertos e a Luta contra a


Desertificação (2010-2020)
A Década das Nações Unidas para os Desertos e a Luta contra a
Desertificação foi organizada para ajudar a reverter o processo que
comprometerá as produções agrícolas e trará uma inevitável crise mundial de
alimentos, levando-se em conta que a população mundial chegará aos oito
bilhões até 2050. A desertificação e a perda da qualidade do solo são tão críticas
que se estima que o semiárido brasileiro se torne totalmente árido em cerca de
50 anos.

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A Década se propõe a garantir, a longo prazo, que as terras áridas possam
contribuir para o bem-estar humano. Os quatro objetivos da década são:
melhorar os meios de vida das populações afetadas; melhorar as condições dos
ecossistemas sob risco; gerar benefícios mundiais e mobilizar recursos através
de parcerias eficazes.
Década da Biodiversidade
O Brasil está entre os 17 países megadiversos, já que abriga uma das
maiores biodiversidades do mundo. Por isso, tem dedicado grande esforço
nacional para criação e consolidação de áreas de proteção, que tem se mostrado
um dos instrumentos mais efetivos para a conservação da biodiversidade.
Mercados para produtos coletados de forma sustentável estão sendo
estimulados, fortalecendo as cadeias produtivas de base comunitária, o
empreendedorismo na área de turismo ecológico e o incentivo à transição para
uma economia de baixo carbono.

Década de Ação pelo Trânsito Seguro (2011-2020)


Os governos de todo o mundo se comprometem a tomar novas medidas
para prevenir os acidentes no trânsito, que matam cerca de 1,3 milhões de
pessoas por ano. Essa é a nona causa de mortes no mundo.
O plano de Ação Global para a Década define as etapas para melhorias
na segurança rodoviária, com maior rigor na legislação e medidas para uma
maior proteção aos ciclistas e pedestres.

Década Internacional dos Afrodescendentes (2015 e 2024)


Sob o tema: “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e
desenvolvimento” essa década buscará cumprir com o objetivo de promover o
respeito, a proteção e a realização de todos os direitos humanos e liberdades
fundamentais dos afrodescendentes, que são reconhecidos na Declaração
Universal dos Direitos Humanos.
A Década será uma oportunidade para se reconhecer a contribuição
significativa feita pelos afrodescendentes às nossas sociedades, bem como

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propor medidas concretas para promover sua inclusão total e combater todas as
formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e qualquer tipo de intolerância
relacionada. Os objetivos da Década serão:

 Fortalecer a cooperação e as ações nacionais, regionais e internacionais


relativas ao pleno gozo dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e
políticos pelos afrodescendentes, bem como sua participação plena e
igualitária em todos os aspectos da sociedade;

 Promover maior conhecimento e respeito aos diversos patrimônios,


culturas e contribuições dos afrodescendentes para o desenvolvimento
das sociedades;

 Adotar e fortalecer marcos legais nos âmbitos nacional, regional e


internacional, de acordo com a Declaração e o Plano de Ação de Durban,
e com a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas
de Discriminação Racial, bem como garantir a sua implementação total e
efetiva.

Agenda do Desenvolvimento Pós-2015


Nessa proposta, consta a retomada do crescimento econômico e a
consolidação e o fortalecimento de pequenos e médios empreendedores. A
sustentabilidade socioeconômica prevê a ampliação de oportunidades de
geração de emprego e de renda, incluindo o desenvolvimento das capacidades.
A educação deverá ser fortalecida também na formação profissional técnica,
para atender às pequenas e médias empresas. Sendo assim, ficará garantido o
acesso da nova classe média no mercado de trabalho e de consumo.
As áreas temáticas pós-2015 apoiados pela Unesco, no Brasil, são:

 Objetivos de desenvolvimento do milênio para todos e todas;

 Economia verde;

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 Trabalho decente, no contexto da erradicação da pobreza e do
desenvolvimento sustentável;

 Segurança pública e cidadania;

 Cooperação Sul-Sul, ou seja, entre os países da América Latina e da


África.
A nova agenda procurará a conclusão das propostas ainda não atingidas
nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e buscará contemplar os
compromissos assumidos na Conferência Rio +20. Deverá também atender a
novos e emergentes desafios. Estará fundamentada, ainda, nos princípios dos
direitos humanos, da igualdade e da sustentabilidade e trabalhará para a redução
da pobreza e a proteção do nosso planeta.
Vídeo: Acesse o material on-line e confira o vídeo da professora Odete!
Ela vai tratar das políticas internacionais atuais e futuras.

Revendo a problematização
Você se lembra da situação apresentada no início dos nossos estudos?
Ela mostrava a história de Claudia, que teve grandes mudanças em sua vida
ocasionadas por programas governamentais. A questão lançada foi: de que
forma as mudanças na vida de Claudia exemplificam ações de sustentabilidade?
Volte ao início dos estudos e releia a história, caso ache necessário, em seguida,
escolha a opção que achar mais adequada.
a. A família da Claudia foi beneficiada pelos programas do governo que
buscam atender aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

b. Claudia foi beneficiada pelas ações brasileiras da “Década das Nações


Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável”, que tem como
principal objetivo o acesso à educação de qualidade e à aprendizagem.

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c. Claudia poderá entrar na camada produtiva da sociedade, pois ao concluir
seu curso ela irá lecionar.

Síntese
Nesse tema, aprendemos como as políticas internacionais influenciaram
e influenciam a política nacional. Compreendemos também que as autoridades
estão preocupadas em desenvolver atividades que propiciem a sustentabilidade
do planeta.
Apontamos para a possibilidade de atuarmos como agentes de
transformação da sociedade, tomando individualmente atitudes para a
sustentabilidade e atuando como multiplicadores desta filosofia.
Vídeo: Acesse o material on-line e confira o vídeo de síntese da
professora Odete!

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Referências

JACOBI, P. Poder local, políticas sociais e sustentabilidade. Saúde e


Sociedade, 1999, n. 8 (1), p. 31-48.

______. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de


Pesquisa, 2003, n. 118, p. 189-205.

PELICIONI, M. C. F. Educação Ambiental, qualidade de vida e sustentabilidade.


Saúde e Sociedade, 1998. n. 7 (2), p. 19-31.

SORRENTINO, M.; TRAJBER, R.; MENDONÇA, P.; FERRARO-JUNIOR, L. A.


Educação ambiental como política pública. Educação e Pesquisa, 2005, São
Paulo, v. 31, n. 2, p. 285-299.

UNESCO. Década da educação para o desenvolvimento sustentável 2005


– 2014. Brasília: Unesco, 2011.

______. Década da Educação das Nações Unidas para um


Desenvolvimento Sustentável, 2005-2014: documento final do esquema
internacional de implementação. Brasília: Unesco, 2005.

______. Educação para todos 2000 – 2015: progressos e desafios. Relatório


conciso de monitoramento global de educação para todos. Brasília: Unesco,
2015.

______. Programa da UNESCO no Brasil 2013. Brasília: Unesco, 2013.

Atividades
1. A globalização foi um fenômeno de cunho capitalista, que apresentou
alguns pontos positivos na sociedade atual. Em relação a esse tema,
marque a opção que você considere correta:

a. A globalização aumentou a quantidade de recursos econômicos em todo


o mundo.

b. Os países mais pobres se desenvolveram e sua população melhorou a


qualidade de vida depois que as indústrias multinacionais se instalaram
em seu território.

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c. Os países desenvolvidos se sentem responsáveis pela miséria nos países
mais pobres, então mandam ajuda na forma de indústrias, para auxiliar o
desenvolvimento.

d. Os países mais pobres só estão nesta situação por que sua população
trabalha pouco.

2. Analise as assertivas a seguir sobre as mudanças acarretadas pela


globalização e escolha aquelas que indicam uma contribuição negativa
para a sociedade mundial atual.

I. Poluição e contaminação dos ambientes naturais.


II. Os grandes crimes internacionais, como prostituição, pedofilia, tráfico de
drogas e aumento das organizações criminosas, o que tornou mais difícil
seu controle;
III. Facilidade de comprar pela internet, com disponibilidade de baixos custos
e boa qualidade.
a. As opções I e II indicam contribuições negativas.

b. Todas as opções representam contribuições negativas.

c. Nenhuma das opções representa contribuições negativas.


d. As opções I e III representam contribuições negativas.

3. Escolha, entre as assertivas a seguir, aquelas que são temáticas dos


Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Pós-2015, a serem aplicadas
no Brasil:

I. Disponibilizar indistintamente a possibilidade, para homens e mulheres, de


atender aos seguintes objetivos: acabar com a fome e a miséria; educação
básica de qualidade para todos; igualdade entre sexos e valorização da
mulher; redução da mortalidade infantil; melhora da saúde das gestantes;

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combate à AIDS, à malária e a outras doenças; qualidade de vida e respeito
ao meio ambiente; todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.
II. Economia verde e trabalho decente no contexto da erradicação da
pobreza e do desenvolvimento sustentável; III. Segurança pública e
cidadania.

a. As opções I e II são objetivos de desenvolvimento.

b. Todas as opções são objetivos de desenvolvimento.

c. Nenhuma das opções é objetivo de desenvolvimento.

d. As opções I e III são objetivos de desenvolvimento.

4. 2015 está sendo um ano de grandes mudanças, com várias campanhas


da Unesco encerrando e iniciando. Entre as Décadas de Mobilização
Internacional citadas a seguir, quais ainda estão em desenvolvimento?

I. Década das Nações Unidas para os Desertos e a Luta contra a


Desertificação.
II. Década da Biodiversidade,
III. Década Internacional dos Afrodescendentes.
IV. Década Internacional para Ação “Água, Fonte da Vida”. V.
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

a. Todas as opções estão em desenvolvimento.

b. Nenhuma das opções está em desenvolvimento.

c. Apenas as opções IV e V estão em desenvolvimento.

d. As opções I, II e III estão em desenvolvimento.

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5. A educação é sem dúvida o instrumento para a mudança do Brasil em
relação à sustentabilidade ambiental. Nosso país evoluiu durante o
período da Década da Educação para todos. Indique quais os itens que
correspondem à realidade brasileira em relação à educação nacional.

I. O Brasil deu muita atenção à quantidade na Educação brasileira,


porém deu pouca atenção à sua qualidade.

II. O Brasil poderia ter investido mais na educação da primeira


infância.
Neste setor, ainda há grande carência de vagas.

III. Apesar de, em alguns estados brasileiros, existir investimento na


Educação de Jovens e Adultos, o país ainda possui alta taxa de
analfabetismo neste nível de ensino.

a. Todas as opções estão corretas.

b. Todas as opções estão incorretas.

c. Apenas as opções I e II estão corretas.

d. Apenas as opções I e III estão corretas.

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