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RELATÓRIO

DO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO
2019
I
RELATÓRIO DE GESTÃO
CONSOLIDADO
03

II
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS
41

III
CERTIFICAÇÃO LEGAL DO REVISOR
DO RELATÓRIO DO CONSELHO FISCAL
ÀS CONTAS CONSOLIDADAS
216

2
I
RELATÓRIO
DE GESTÃO
CONSOLIDADO
ÍNDICE

01.
MENSAGEM DOS PRESIDENTES DO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO E DA COMISSÃO EXECUTIVA
05

02.
PERFIL DO GRUPO SECIL 08
E PRINCIPAIS INDICADORES

03.
A NOSSA MISSÃO, VISÃO E VALORES 13

04.
AS NOSSAS PESSOAS 16

05.
A TRANSFORMAÇÃO NA SECIL 18

06.
PERFORMANCE 20
6.1. DESTAQUES DO ANO 21
6.2 ENQUADRAMENTO EM 2019 22
6.3 EVOLUÇÃO DOS NEGÓCIOS POR SEGMENTO 27
6.4 DESEMPENHO FINANCEIRO 35
6.5 GESTÃO DE RISCO 36

07.
PERSPETIVAS PARA 2020 37

08.
PROPOSTA DE APLICAÇÃO 39
DE RESULTADOS
E OUTRAS MENÇÕES LEGAIS

4
01.
MENSAGEM
DOS PRESIDENTES
DO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO
E DA COMISSÃO
EXECUTIVA
01.
NA ROTA PARA 2020
MENSAGEM DOS PRESIDENTES DO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO E DA COMISSÃO EXECUTIVA

O exercício da Secil em 2019 caracterizou-se por


um generalizado bom desempenho, que permitiu
apresentar resultados positivos em diversos
indicadores começando, desde logo, por um
significativo aumento do resultado líquido.

Em sequência da estratégia definida em 2017 para


fazer a Secil regressar a bons níveis de rentabilidade
através de um consistente programa de transformação
que designámos de Return, atingimos a exigente
meta definida para o EBITDA do ano, melhorámos os
resultados financeiros e diminuímos o endividamento.

No domínio da Saúde, Higiene e Segurança no


Trabalho continuámos a melhorar os Indicadores, permitir aumentar a eficiência energética e diminuir
com destaque para a diminuição de acidentes acentuadamente as emissões de carbono da nossa
graves, a caminho dos objetivos definidos, mas ainda Fábrica Secil-Outão, em Portugal.
com resultados variáveis em função das diferentes
geografias onde operamos. Nesta matéria, ainda Ainda assim, os riscos inerentes à nossa atividade,
subsiste caminho para percorrer até à criação de uma seja pela instabilidade em alguns dos nossos
sólida cultura de segurança. mercados, seja pelo crescimento das exigências
regulatórias requerem uma constante monitorização
Merece especial destaque a abrangente iniciativa e antecipação, para podermos atingir com sucesso as
que implementámos em toda as nossas operações metas definidas para 2020.
de redefinição e divulgação da nova Missão, Visão e
Valores do Grupo Secil, que se traduziu num reforço Queremos ainda deixar um expresso agradecimento
do alinhamento das nossas Pessoas e da nossa cultura a todos os colaboradores pelo empenho e dedicação
de Empresa. na prossecução dos objetivos estabelecidos e
agradecer a todos os demais stakeholders - Clientes,
A Sustentabilidade da nossa atuação ganha cada vez Fornecedores, Acionistas e demais Parceiros a
mais relevância face aos desafios de descarbonização confiança que depositam na Secil.
que se colocam à generalidade das empresas,
e à indústria cimenteira em particular. Neste Contamos com todos para concluir com sucesso mais
contexto, estamos a contribuir com o aumento do uma etapa desta arrojada viagem iniciada já em 1930.
coprocessamento de Combustíveis Alternativos em
Portugal, na Tunísia e no Brasil, e com o lançamento
de um promissor clínquer de baixa intensidade Otmar Hübscher
carbónica. Adicionalmente, vimos aprovado um CEO
relevante projeto de investimento e inovação,
designado “CCL - Clean Cement Line”, que vai João Castello Branco
Presidente do Conselho de Administração

MENSAGEM DOS PRESIDENTES DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E DA COMISSÃO EXECUTIVA


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
6
CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO

João Nuno de Sottomayor Otmar Hübscher Gonçalo de Castro


Pinto de Castelo Branco Salazar Leite

Carlos Alberto João Luís Barbosa Manuel António de Sousa Sérgio António
Medeiros Abreu Pereira de Vasconcelos Martins Alves Martins

Francisco José Melo José António do Prado Ricardo Miguel dos Vítor Paulo Paranhos
e Castro Guedes Fay Santos Pacheco Pires Pereira

JOÃO NUNO DE SOTTOMAYOR PINTO DE CASTELO BRANCO Presidente


OTMAR HÜBSCHER * Vice-presidente
GONÇALO DE CASTRO SALAZAR LEITE Vice-presidente
CARLOS ALBERTO MEDEIROS ABREU ** Vogal
JOÃO LUÍS BARBOSA PEREIRA DE VASCONCELOS ** Vogal
MANUEL ANTÓNIO DE SOUSA MARTINS ** Vogal
SÉRGIO ANTÓNIO ALVES MARTINS ** Vogal
FRANCISCO JOSÉ MELO E CASTRO GUEDES Vogal
JOSÉ ANTÓNIO DO PRADO FAY Vogal
RICARDO MIGUEL DOS SANTOS PACHECO PIRES Vogal
VÍTOR PAULO PARANHOS PEREIRA Vogal

* Presidente da Comissão Executiva


** Membro da Comissão Executiva

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
7
02.
PERFIL DO GRUPO
SECIL E PRINCIPAIS
INDICADORES
02.
PERFIL DO GRUPO
SECIL E PRINCIPAIS
INDICADORES

A Secil é um Grupo empresarial que assenta a


sua atividade na produção e comercialização de
cimento, betão pronto, agregados, argamassas,
prefabricados de betão e cal hidráulica. Para além
disto, também integra empresas que operam em
áreas complementares como o desenvolvimento de
soluções no domínio da preservação do ambiente e
a utilização de resíduos como fonte de energia.

O grupo Secil consolidou-se em Portugal, de onde


é originário, e expandiu-se nas últimas duas décadas
para outros mercados. Atualmente opera três
fábricas de cimento em Portugal (Outão, Maceira e
Cibra-Pataias) e está presente no exterior em Angola,
na Tunísia, no Líbano, em Cabo Verde, na Holanda,
Espanha e no Brasil.

Através das suas oito fábricas de cimento e da


presença em sete países e quatro continentes,
o Grupo Secil garante uma capacidade anual de
produção de cimento superior a nove milhões de
toneladas, quer para satisfazer os seus clientes nos
respetivos mercados nacionais, quer para diversos
destinos de exportação.

A presença internacional do Grupo permite-lhe tirar


partido de ganhos de escala, partilha de know-how
industrial e diversificar riscos associados aos ciclos
económicos dos mercados de construção nacionais
em que o Grupo opera.

Hoje, o Grupo Secil é um grupo de cariz


internacional, com mais de metade dos seus
colaboradores e do seu volume de negócios
realizado fora de Portugal.

PERFIL DO GRUPO SECIL E PRINCIPAIS INDICADORES


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
9
PRINCIPAIS INDICADORES DO GRUPO

ÁSIA

13%
VOLUME DE NEGÓCIOS

€ 510,9 m
2018: € 483,6 m 17% Volume de negócios 46%
+ 5,6% ÁFRICA

PORTUGAL

VENDAS PARA
38 PAÍSES
17%
AMÉRICA
8%

RESTO DA EUROPA

BRASIL

15%
EBITDA

€ 108,6 m
2018: € 90 m
15%
EBITDA 57%
+ 20,7% LÍBANO

PORTUGAL

14%
TUNÍSIA
-1%
ANGOLA

PERFIL DO GRUPO SECIL E PRINCIPAIS INDICADORES


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
10
MARGEM EBITDA RESULTADO LÍQUIDO ATRIBUÍVEL A ACIONISTAS

21,3% € 28 m
2018: 18,6% 2018: € 11,9 m
+ 134,9%

DÍVIDA LÍQUIDA REMUNERADA CASH FLOW OPERACIONAL

€ 358 m € 107 m
2018: € 386,4 m 2018: € 80,2 m
- 7,3% + 33,4%

PORTUGAL

INVESTIMENTO EM ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS 27%

€ 42,9 m
2018: € 24,4 m Investimentos
46%
+ 16,6% BRASIL
1%
ANGOLA

16%
TUNÍSIA
10%

LÍBANO

PERFIL DO GRUPO SECIL E PRINCIPAIS INDICADORES


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
11
Kg CO2 por t/cimentício

-7,2% CAPACIDADE
DE PRODUÇÃO
DE CIMENTO
8
fábricas
9,75 Mt

vs emissões de 1990

Nº DE COLABORADORES BRASIL

2.375 23%
40%
PORTUGAL
2018: 2.470 (-95)
- 3,8% ANGOLA
Número de
6% Colaboradores
TAXA DE FREQUÊNCIA ACIDENTES

-9% 12%
vs taxa de frequência de 2018 TUNÍSIA

19%

LÍBANO

PERFIL DO GRUPO SECIL E PRINCIPAIS INDICADORES


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
12
03.
A NOSSA MISSÃO,
VISÃO E VALORES
03.
A NOSSA MISSÃO,
VISÃO E VALORES

A definição da Missão, Visão e Valores surgiu


em 2019 como um passo estruturante para
alavancar a elaboração estratégica do Grupo
Secil rumo à rentabilidade e crescimento. Os
objetivos da iniciativa foram definir a identidade da
organização, alinhar as ações a curto e longo prazo,
envolver os colaboradores na mesma direção de
comportamentos diários e construir uma cultura Pessoas
única e forte. Pessoas alinhadas e comprometidas determinam o
sucesso da organização. É o fator diferenciador nas
A discussão da Missão, Visão e Valores iniciou-se empresas. Frases que definem este valor:
em 2018 e integrou todas as geografias da Secil - Nós damos valor à perspetiva das outras pessoas.
através da criação, em todos os países, de grupos de - Nós ajudamos as pessoas a darem o melhor de si.
trabalho, garantindo assim um alinhamento com as - Nós mostramos empatia e ouvimos antes de
ambições estratégicas de cada país. O trabalho dos oferecer orientação.
grupos foi compilado, analisado numa reunião com - Nós trabalhamos incansavelmente para garantir a
todos os CEOs e membros da Comissão Executiva segurança de todos.
e, finalmente, aprovado pela Comissão Executiva e
pelo Conselho de Administração da Secil.

A missão do Grupo Secil é sua razão de existir:


“Dar forma às ideias, fornecendo soluções
de cimento aos nossos clientes,
carreiras estimulantes às nossas pessoas,
uma cidadania responsável às nossas Integridade
comunidades e valor aos nossos acionistas”. Traduz comportamentos de honestidade, retidão,
imparcialidade, transparência e honradez. É a
A visão do Grupo Secil é a sua ambição para a forma de estar e de agir de cada pessoa. Frases que
próxima década, o que se vê e o que se quer atingir: definem este valor:
“Empenhamo-nos em ser, nas comunidades - Nós mostramos respeito e valorizamos todos os
que servimos, o fornecedor de soluções de indivíduos e todas as ideias.
cimento preferido dos nossos clientes”. - Nós somos honestos e confiáveis nas nossas
relações com as outras pessoas.
Por fim, os valores do Grupo Secil são a nossa forma - Nós aderimos aos mais altos padrões de ética e
de agir e liderar, os comportamentos adotados por segurança.
todos os colaboradores: - Nós reconhecemos as melhores características
dos nossos colegas e agimos em concordância.

A NOSSA MISSÃO, VISÃO E VALORES


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
14
Responsabilidade Colaboração
É a qualidade individual de responder pelos seus Só se trabalharmos conjuntamente, em total ajuda
próprios atos. Implica compreender que o sucesso e cooperação, podemos garantir a consecução
ou insucesso da organização depende dos atos dos objetivos a que nos propomos. Juntos somos
individuais e assumir a responsabilidade pelos mais fortes e podemos ter resultados de forma
mesmos. Frases que definem este valor: sustentável. Frases que definem este valor:
- Nós somos responsáveis pelas nossas ações e - Juntos, somos mais fortes e podemos contribuir
pelos nossos resultados. mais.
- Nós concentramo-nos em encontrar soluções e - Nós acreditamos que objetivos partilhados e
alcançar resultados. apoio mútuo levam ao sucesso.
- Nós adotamos práticas sustentáveis nos nossos - Nós celebramos as nossas conquistas
negócios. coletivamente.
- Nós comprometemo-nos a construir um ambiente - Nós promovemos a confiança e a atenção com os
de trabalho saudável e seguro. outros, pois potenciam a colaboração.

Código de Conduta
Juntamente com a Missão, Visão e Valores,
estruturou-se o Código de Conduta Secil, que
constitui, também, um pilar fundamental do
Grupo e da sua estratégia. O documento reúne
um conjunto de princípios e regras aplicáveis a
todos os colaboradores, garantindo a observância
de elevados padrões de ética empresarial e de
Desempenho integridade pessoal por parte de todas as pessoas
Mantemos constantemente elevados padrões de que compõem a organização e do Grupo em si
produtividade e encaramos os desafios difíceis de mesmo no exercício das suas atividades.
forma rápida, direta e eficaz. Frases que definem este
valor: Os princípios de atuação incluem temas como
- Nós somos focados nos resultados e cumprimos diligência, lealdade e colaboração, conflito de
as nossas promessas. interesses, ofertas, urbanidade e integridade, assédio,
- Nós temos como objetivo a nossa melhoria não discriminação, confidencialidade e legalidade. O
continua e dos nossos processos. documento também contempla os compromissos
- Nós aprendemos com erros e sucessos em igual do Grupo Secil com as partes interessadas e aborda
medida. os temas da sustentabilidade, direitos laborais e
- Nós incentivamos a sinceridade como forma de igualdade, saúde, segurança e ambiente.
melhorar a tomada de decisões.

A NOSSA MISSÃO, VISÃO E VALORES


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
15
04.
AS NOSSAS
PESSOAS
04.
AS NOSSAS
PESSOAS

Em 2017, o Grupo Secil iniciou uma jornada que


visa devolver a empresa até 2020 a níveis superiores
de rentabilidade e construir uma base sólida para o
nosso sucesso a longo prazo.

É por isso nossa ambição sermos uma empresa com


High Performance (Elevado Desempenho), assente
numa forte cultura de segurança que garante que
todos nós voltemos para casa com segurança todos
os dias, uma forte mentalidade centrada no cliente
e que promova a responsabilidade pelos resultados,
reforce o trabalho em equipa, estabeleça um
sentido de urgência, bem como o desenvolvimento
individual e instale um espírito empreendedor e
vencedor.

Este sistema vivo de mentalidades, processos e


comportamentos não pode ser construído sem o
total compromisso de todos os níveis de liderança,
que têm papel fundamental no resultado do nosso
negócio, assim como na modelagem da nossa
cultura.

Para atingir estes objetivos de desenvolvimento de


capital humano foi lançado o programa “Build Up”.

A par do desenvolvimento humano, o Grupo Secil


coloca grande ênfase na segurança de todas as
suas pessoas, no âmbito da sua sustentabilidade e
responsabilidade social.

Demonstrativo da importância desse compromisso,


têm sido alcançados resultados sucessivos de
melhoria dos indicadores de segurança, tendo 2019
sido o 5º ano consecutivo de redução do Índice de
Frequência de Acidentes (número de acidentes por
volume de horas trabalhadas) do Grupo Secil.

AS NOSSAS PESSOAS
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
17
05.
A TRANSFORMAÇÃO
NA SECIL
05.
A TRANSFORMAÇÃO
NA SECIL

Em 2017 foi lançado o projeto Return 2020 com o Rentabilidade


objetivo de levar a Secil de volta à rentabilidade, mas As equipas das diferentes geografias e áreas
também com o objetivo importante de desenvolver lançaram projetos com um objetivo total de 51
as nossas pessoas e sempre em segurança. Milhões de Euros de melhoria nos nossos resultados
operacionais de forma recorrente.
Estas metas colocam o Grupo no caminho de
melhoria traçado pelo programa de transformação TAXA DE CRESCIMENTO DO EBITDA
Return para fazer a Secil regressar a níveis superiores Principais Contribuições (Projetos Implementados)
de rentabilidade.

O ano de 2019 foi terceiro ano do projeto Return Secil Way (Portugal)
+ Procurement (Portugal e Brasil)
e a entrar no ano de 2020, estabelecido como o + Excelência Comercial (Portugal e Tunísia)
momento de atingir as metas estabelecidos. No ano + Combustíveis Alternativos (Brasil e Tunísia)
de 2019 foram atingidas as metas definidas para o a
rentabilidade operacional do Grupo Secil. Redução de custos de manutenção
(Tunísia e Portugal)

Ao longo destes anos todo o Grupo trabalhou em


conjunto para atingir os três grandes objetivos do Melhoria do clinker factor 33%
(Líbano e Tunísia)
processo de transformação, nomeadamente:
10%
Segurança - 5%
Melhorámos a nossa cultura de Segurança,
a u m e n t a n d o a co n s c i ê n c i a d e to d o s p a r a
comportamentos e atitudes, com iniciativas como os
“ELOS”, os diálogos de Segurança, os “Safety Walks”
e a formação das lideranças com o “Leading with
Safety – Embaixadores de Segurança”.

Pessoas
Definimos o nosso “framework” de competências
de liderança e o programa de desenvolvimento
“BUILD UP”. Neste estão incluídas cerca de 200
pessoas de todas as geografias. Análise e resolução
de problemas, promover a mudança, foco no
cliente, gestão da execução, liderar o desempenho, 2016 2017 2018 2019
capacidade de influenciar e desenvolver pessoas, Resultados recorrentes
são as competências identificadas como críticas para Impacto dos nossos 80 projetos do Return
o Return.
O ano 2019 já apresentou melhorias significativas
a nível de resultados e redução do nível de
endividamento e ambicionamos que o futuro
continue a apresentar resultados cada vez mais
positivos destas iniciativas.
A TRANSFORMAÇÃO NA SECIL
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
19
06.
PERFORMANCE
06.
PERFORMANCE
6.1. DESTAQUES DO ANO

O ano de 2019 foi um ano de consolidação da Tecnologia das Argamassas, em Goiânia, Brasil.
trajetória de melhoria encetada em anos anteriores.
Seguidamente, destacamos alguns dos principais 3º Trimestre
acontecimentos ocorridos no Grupo Secil durante • Aprovação do investimento no projeto “CCL –
o ano 2019: Clean Cement Line” na Fábrica Secil Outão.
• Participação no evento ArchiSummit, em Lisboa.
1º Trimestre • Participação da Societé de Ciments de Gabès na
• A Supremo Secil par ticipou ativamente no feira Internacional de Gabès, Tunísia.
desenvolvimento e fornecimento de betão para • Início do plantio de 26 mil mudas de árvores nativas
recuperação da fundação Ponte Hercílio Luz, da Mata Atlântica, parte do termo de compensação
cartão postal de Florianópolis, no Brasil, reaberta ambiental, por meio da recuperação florestal de 36
em dezembro. hectares, no município de Adrianópolis, Brasil.
• Lançamento da Missão, Visão e Valores Secil. • Participação no II Fórum Empresarial AISET, em
• Iniciou-se na Supremo Secil, no Brasil, o processo Setúbal.
de substituição energética de combustíveis fósseis • Fábrica Secil-Outão acolhe a prova automobilística
por resíduos, por coprocessamento. Rampa PQP.
• Lançamento da nova marca Secil TEK, marca de • Reforço de participação na ICV – Inertes de Cabo
referência do Grupo para a área de materiais. Verde, Lda, passando o Grupo a deter a totalidade
• Participação da Societé de Ciment de Gabès na do capital social dessa subsidiária.
feira MEDIBAT realizada em Sfax, Tunísia.
4º Trimestre
2º Trimestre • Participação no II Meeting de Manutenção
• Assinatura, pela Societé de Ciment de Gabès, da Industrial AISET, Palmela.
Carta do Desenvolvimento Sustentável do setor • Participação na Feira de Materiais de Construção
cimenteiro tunisino, em Túnis. Concreta e na Semana de Reabilitação Urbana do
• Participação na Semana de Reabilitação Urbana de Porto.
Lisboa. • Aquisição da empresa Betotrans.
• Implementação da Tecnologia “Fire Up”, sistema de • Entrega dos Prémios Secil Inovação.
melhoria do processo de combustão do forno para
redução do consumo térmico na Supremo Secil, no
Brasil.
• Participação na Feira Tektónica, em Lisboa.
• Entrega do Prémio Nacional de Reabilitação
Urbana, patrocinado pela Secil.
• “Portal do Cliente” entra em funcionamento na
Supremo Secil, no Brasil, permitindo aos clientes
o acesso a informações como rastreamento de
produto, solicitação de pedidos, downloads de
laudos técnicos, entre outros.
• Participação no SBTA – 13º Simpósio Brasileiro de

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
21
06.
PERFORMANCE
6.2. ENQUADRAMENTO EM 2019

PRINCIPAIS INDICADORES ECONÓMICO FINANCEIROS

Milhões de Euros 2019 2018 Variação

Demonstração de resultados
Volume de negócios 510,9 483,6 6%
EBITDA 108,6 90,0 21%
Margem EBITDA (%) 21,3% 18,6% 14%
Resultados operacionais 44,6 45,4 -2%
Margem EBIT (%) 8,7% 9,4% -7%
Resultados financeiros -24,1 -30,9 -22%
Resultados do exercício 26,9 16,6 62%
Atribuíveis aos detentores do capital 28,0 11,9 135%

Cash Flow
Cash-flow das atividades operacionais 107,1 80,2 34%

Investimentos
Aquisições de ativos fixos tangíveis 43,0 24,4 76%

Balanço
Total do Capital Próprio antes de InC 317,8 287,7 10%
Total do Capital Próprio 371,8 344,1 8%
Dívida Líquida remunerada 358,0 386,4 -7%
Dívida Líquida remunerada + IFRS 16 384,4 - -

EBITDA: Re su lt a d os o p e r a ci o n a i s a nte s d e
Depreciações, amortizações e perdas por imparidade
em ativos não financeiros.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
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PRINCIPAIS INDICADORES OPERACIONAIS

em 1000 ton 2019 2018 Variação

Capacidade produtiva anual de cimento


Produção 9.750 9.750 0%
Clínquer 4.499 4.688 -4%
Cimento 5.360 5.271 2%

Vendas
Cimento cinzento 5.060 5.096 -1%
Cimento branco 70 91 -23%
Clínquer 279 438 -36%
Inertes 3.276 3.110 5%
Pré-fabricados 162 122 33%
Argamassas 177 154 15%
Cal hidráulica 27 25 8%
Cimento-Cola 20 19 5%

em 100m3
Betão-pronto 1.743 1.565 11%

O ano de 2019 foi um ano positivo para o Grupo de melhorar a performance operacional, com
Secil, tendo-se verificado um aumento significativo destaque para investimentos realizados no Brasil de
dos resultados operacionais e dos resultados líquidos 19,7 milhões de euros.
do Grupo.
Os resultados operacionais incluem o efeito negativo
Esta melhoria deve-se aos resultados positivos das de imparidades de goodwill de 11,2 milhões de
ações de melhoria do plano estratégico Return e euros. Excluindo este efeito contabilístico de
forte enfoque na melhoria de rentabilidade, o que imparidade de goodwill, o resultado operacional
se verificou na quase generalidade das geografias teria aumentado 10,4 milhões de euros face a 2018
em que o Grupo Secil desenvolve atividade. (+22,9%).

O aumento do EBITDA permitiu uma redução O volume de negócios do Grupo Secil no ano de
importante do endividamento do Grupo, apesar dos 2019 cifrou-se em 510,9 milhões de euros, 5,7%
importantes investimentos realizados (42,9 milhões acima do verificado no período homólogo, um
de euros em 2019), nomeadamente com o propósito aumento de 27,4 milhões de euros.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
23
Este aumento verificou-se apesar da desvalorização
cambial face ao Euro, de algumas das moedas
dos diferentes países onde a Secil atua, que se
traduziu num impacto negativo de cerca de 5,3
milhões de euros. Caso não se tivesse verificado
esta desvalorização, o volume de negócios teria
sido superior ao do ano de 2018 em cerca de 32,7
milhões de euros.

A evolução do volume de negócios por país teve a


seguinte evolução em 2019 face a 2018:

VOLUME DE NEGÓCIOS (milhões de euros)

2019 2018 Variação

Portugal 295,8 262,3 13%


Líbano 63,0 82,0 -23%
Tunísia 57,4 46,9 22%
Brasil 85,3 78,1 9%
Angola 9,4 14,3 -35%

Total Consolidado 510,9 483,6 6%

Em Portugal, o aumento do volume de negócios no mercado. O efeito conjugado destes fatores


é explicado pelo crescimento das atividades no refletiu-se no aumento de 10,5 milhões de euros
mercado interno, consubstanciado pelo aumento no volume de negócios, apesar da desvalorização
das vendas de materiais de construção. cambial face ao Euro de cerca de 2,9 milhões de
euros.
O volume de negócios no Líbano registou uma
redução face ao período homólogo de 19,0 milhões No Brasil o volume de negócios cresceu também,
de Euros sobretudo devido à quebra de mercado tendo para isso contribuído a evolução positiva dos
verificada no setor do cimento e apesar do efeito preços e do volume de vendas, efeitos que foram
cambial positivo de 3,3 milhões de Euros. parcialmente contrabalançados pela desvalorização
cambial face ao Euro de cerca de 2,1 milhões de
No caso da Tunísia, destaca-se positivamente euros.
o impacto do aumento dos preços de venda de
cimento, em oposição ao decréscimo registado nas Em Angola, verificou-se uma diminuição das
quantidades vendidas, reflexo da quebra verificada quantidades vendidas (devido à retração do

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
24
mercado), parcialmente compensada por uma
evolução positiva nos preços médios de venda
(realizada no 4º trimestre). O impacto negativo da
desvalorização cambial do kuanza face ao Euro em
cerca de 3,6 milhões de euros contribuiu também
para a diminuição do volume de negócios.

O EBITDA consolidado atingiu 108,6 milhões de


euros, valor superior em 21,5% ao verificado no
ano anterior. De referir que o EBITDA do Grupo de
2019 encontra-se influenciado positivamente em
8,7 milhões de Euros devido à implementação dos
requisitos da IFRS16.

Mesmo sem o efeito da aplicação das IFRS, o


EBITDA e os resultados do Grupo apresentaram um
crescimento significativo na maioria dos países, com
exceção de Líbano e Angola:

EBITDA (milhões de euros)

2019 2018 Variação

Portugal 62,2 42,6 46,2%


Líbano 16,1 26,2 -38,6%
Tunísia 15,5 10,3 50,0%
Brasil 16,3 8,3 96,8%
Angola -1,5 2,6 s.s.

108,6 90,0 20,7%

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
25
Para o aumento do EBITDA em Portugal redução de outros proveitos operacionais, devido à
contribuíram a evolução favorável das quantidades implementação das IFRS.
vendidas (por aumento de mercado) assim como a
realização de vendas de licenças de emissão de CO2
excedentárias (superiores em 3,4 milhões de Euros
face ao período homólogo). O EBITDA das atividades
desenvolvidas a partir de Portugal registou um
acréscimo de 21,4 milhões de euros face ao período
homólogo, incluindo o impacto positivo de cerca de
5,6 milhões de Euros da implementação da IFRS16.

No Líbano, o EBITDA foi impactado negativamente


sobretudo pelo decréscimo das vendas devido à
quebra do mercado de construção e particularmente
nos últimos meses do ano pela grave crise social,
política e económica vivida no país.

O EBITDA das atividades na Tunísia registou um


acréscimo de cerca de 5,2 milhões de euros como
resultado do aumento dos preços de venda, e das
quantidades vendidas para o mercado externo,
que mais do que compensaram o aumento dos
custos de produção (nomeadamente combustíveis,
eletricidade e embalagem).

No Brasil, o EBITDA registou um acréscimo de cerca


de 8,0 milhões de euros. O aumento do volume de
negócios e a melhoria da performance operacional
mais que compensaram o aumento dos custos de
produção. O EBITDA do período inclui um proveito
de 3,4 milhões de Euros relativo a reembolsos de
impostos locais sobre as vendas, e um impacto
positivo de cerca de 1,9 milhões de Euros da
implementação da IFRS16.

Em Angola, a re duç ã o do valor do EB I T DA


deveu-se à quebra dos volumes vendidos, e
ao aumento dos custos das matérias-primas,
parcialmente compensado pelo aumento dos preços
médios de venda. O EBITDA encontra-se impactado
negativamente em cerca de 1,6 milhões de euros por

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
26
06.
PERFORMANCE
6.3. EVOLUÇÃO DOS NEGÓCIOS
POR SEGMENTO

PORTUGAL

PRINCIPAIS INDICADORES

Uni 2019 2018 Variação

Volume de negócios Meur 295,8 262,3 13%


EBITDA Meur 62,2 42,6 46%
Margem EBITDA % 21,0% 16,2% 30%
Produção de clínquer 1000 t 1.815 1.821 0%
Produção de cimento 1000 t 1.945 1.700 14%

Vendas de cimento e clínquer


Mercado Interno 1000 t 1.378 1.163 18%
Mercado Externo 1000 t 864 1.016 -15%

Total 1000 t 2242 2180 3%


Vendas de Betão 1000 m3 1.297 1.107 17%
Vendas de Inertes 1000 t 4.344 3.775 15%
Vendas de Argamassas 1000 t 226 200 13%
Vendas de Pré-fabricados 1000 t 126 115 10%

O Banco de Portugal (Boletim Económico – primeiros nove meses de 2019. As previsões mais
dezembro de 2019) apresentou uma projeção recentes (dezembro) da FEPICOP apontam para um
de crescimento económico para 2019 de 2%, acréscimo real de 6% da atividade do sector, com
ligeiramente inferior ao registado nos anos especial relevância para o crescimento do segmento
mais recentes e, projetando esta trajetória de da construção residencial (+12% em termos reais)
desaceleração até 1,6% para 2021 e 2022. O mas também nos segmentos de edifícios não
abrandamento do crescimento em 2019 reflete um residenciais (+3,6%) e um aumento do investimento
decréscimo de contributo das exportações, uma público (+4% em termos reais).
manutenção do dinamismo da procura interna,
com destaque na aceleração da Formação Bruta de O consumo de cimento em Portugal foi marcado
Capital Fixo. por variações homólogas mensais positivas ao longo
de todos os meses de 2019, em consonância com
De acordo com os dados reais conhecidos à data, o dinamismo verificado no setor da construção,
a atividade do setor da Construção foi positiva nos ao longo do ano. De acordo com as estimativas,

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
27
o mercado em 2019 terá crescido cerca de 15% a partir de Portugal cresceu 46%, atingindo os
comparativamente ao período homólogo. 62,2 milhões de euro versus 42,6 milhões de euro
registados em 2018.
O volume de negócios do conjunto das operações
d e se nvo lv i das e m Po r tu ga l a p re se nto u um A unidade de negócio de Cimento atingiu um EBITDA
crescimento de 12,8% comparativamente ao período de 75.8 milhões de euros, ou seja, 29% acima do
homólogo de 2018, atingindo os 296 milhões de período homólogo. Apesar do acréscimo dos custos
euros. variáveis, em resultado do aumento dos preços dos
combustíveis fósseis e eletricidade, o aumento do
A unidade de negócio de Cimento em Portugal, volume de negócios no mercado interno e a venda
atingiu um volume de negócios de 208 milhões de excedentes de licenças de CO2 a um preço médio
de euros, valor 11% acima do período homólogo, substancialmente acima do verificado em 2018,
em resultado do aumento de vendas no mercado contribuíram para este crescimento.
interno.
As unidades de negócio de materiais de construção
No mercado externo, a existência de ofer ta apresentaram um EBITDA de 15,9 milhões de euros,
excedentária na Europa, Mediterrâneo e África o que comparando com os 11,2 milhões de euros
Ocidental continuou a provocar um nível de registados em 2018, representa um aumento de
concorrência elevado. Esta envolvente teve impacto 42%. Este aumento foi sobretudo fruto do aumento
negativo nas quantidades vendidas. do volume de negócios, apesar do aumento dos
custos variáveis de produção devido a uma menor
Neste contexto, excluindo os terminais controlados disponibilidade de cinzas no segmento do betão.
pelo Grupo, o volume de negócios de exportação
diminuiu cerca de 23,1%. Esta evolução deveu-se O utros n e g ó ci os re l a ci o n a d os co m a á re a
ao decréscimo das vendas de cimento e clínquer de geográfica de gestão de Portugal, assim como
29%. gastos administrativos e corporativos totalizaram
29,6 milhões de euros, um aumento de 2,1 milhões
Nos restantes segmentos de negócio com atividade de euros face ao ano anterior, o que se deveu
desenvolvida a partir de Portugal (Betão Pronto, essencialmente a encargos com projetos de
Inertes, Argamassas e Pré-fabricados), o volume melhoria de eficiência operacional no âmbito do
de negócios de 2019 ascendeu a 135,2 milhões programa Return.
de euros, um crescimento de 23% face ao período
homólogo.

Este crescimento ocorreu em quase todas as áreas


dos materiais de construção, que sentiram os efeitos
positivos de um maior dinamismo da construção.
A unidade de negócio de Betão registou um
crescimento das quantidades vendidas de 19%.

O EBITDA do conjunto das atividades desenvolvidas

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
28
LÍBANO

PRINCIPAIS INDICADORES

Uni 2019 2018 Variação

Volume de negócios Meur 63,0 82,0 -23%


EBITDA Meur 16,1 26,2 -39%
Margem EBITDA % 25,5% 32,0% -20%
Produção de clínquer 1000 t 652 929 -30%
Produção de cimento 1000 t 809 1.121 -28%

Vendas de cimento e clínquer


Mercado Interno 1000 t 801 1.110 -28%

Vendas de Betão 1000 m3 81 97 -16%


Vendas de Pré-fabricados 1000 t 32 46 -30%

De acordo com as estimativas do FMI (World tenha decrescido 31% face a 2018, influenciado
Economic Outlook, FMI October 2019) a economia pelo decréscimo do mercado de construção, mais
libanesa terá crescido 0,2% em 2019. acentuado no último trimestre do ano, afetado pelas
condições políticas e económicas no país.
No entanto, no último trimestre de 2019, a situação
económica e política no Líbano deteriorou-se O volume de negócios do conjunto das operações
significativamente devido aos protestos populares no Líbano registou um valor inferior ao período
generalizados ocorridos a partir de final de outubro, homólogo, tendo atingido os 63 milhões de euros.
que provocaram a demissão do Governo Libanês, Este montante está influenciado positivamente pela
pelo que o crescimento poderá ter sido inferior ao valorização cambial do dólar face ao euro, em cerca
estimado pelo FMI. de 3,3 milhões de Euros.

Desde o início de 2020 que decorrem esforços por As vendas de Cimento decresceram face ao período
parte das forças políticas para a estabilização da homólogo. Os preços de venda mantiveram-se
situação social, política e económico-financeira do em níveis semelhantes aos de 2018. O volume de
país. negócios decresceu face ao período homólogo
influenciado essencialmente pelo decréscimo das
Estima-se que o consumo de cimento em 2019 quantidades vendidas.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
29
O volume de negócios de Betão registou uma
redução de 9% comparativamente ao período
homólogo, atingindo 5,1 milhões de euros, resultante
da redução de 16% das quantidades vendidas. Este
decréscimo de quantidades vendidas deveu-se à
diminuição do número de licenças de construção
obtidas no país e ao ambiente concorrencial nas
áreas onde as nossas operações atuam, assim como
à situação política e económica descrita.

O EBITDA conjunto das operações do Líbano


totalizou 16,1 milhões de euros, o que representa
uma diminuição de 39%, quando comparado com
o ano anterior, sobretudo proveniente da unidade
de Cimento. Este decréscimo deve-se sobretudo à
diminuição das quantidades vendidas, parcialmente
compensado por medidas de contenção de custos
fixos e variáveis. A implementação da IFRS16 teve
um impacto positivo no EBITDA das operações no
Líbano de 1,0 milhões de Euros.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
30
TUNÍSIA

PRINCIPAIS INDICADORES

Uni 2019 2018 Variação

Volume de negócios Meur 57,4 46,9 22%


EBITDA Meur 15,5 10,3 50%
Margem EBITDA % 27,0% 22,0% 23%
Produção de clínquer 1000 t 951 908 5%
Produção de cimento 1000 t 1.041 975 7%

Vendas de cimento e clínquer


Mercado Interno 1000 t 805 846 -5%
Mercado Externo 1000 t 364 259 41%

Total 1000 t 1.169 1.105 6%


Vendas de Betão 1000 m³ 133 118 13%
Vendas de Pré-fabricados 1000 t 4 6 -33%

De acordo com os últimos dados publicados Neste contexto, estima-se que o mercado interno de
pelo FMI o produto interno bruto real tunisino cimento tenha decrescido 9% face ao ano anterior. O
terá crescido 2,5% em 2018, esperando-se um mercado de cimento continuou a ser caracterizado
crescimento de 1,5% em 2019 (World Economic por uma concorrência muito intensa, devido ao
Outlook, FMI October 2019). excesso de capacidade instalada. No entanto, em
2019 assistiu-se a um aumento dos preços de venda
A Tunísia continua a enfrentar desafios significativos, justificado pelo aumento generalizado dos preços
incluindo elevados défices externos e fiscais, de aquisição de materiais relevantes na estrutura de
aumento da dívida e um crescimento insuficiente custos das produtoras de cimento.
para reduzir o desemprego. Subsiste ainda alguma
instabilidade social e uma pressão nas reivindicações No mercado de exportação de cimento apesar
sindicais. O défice do Estado reflete-se nas obras dos constrangimentos na fronteira Líbia e com
públicas e o setor imobiliário enfrenta desafios a obtenção de divisas no mercado financeiro da
devido a dificuldades de financiamento (pela Líbia, foi possível aumentar substancialmente as
fragilidade do setor bancário), com impacto no quantidades vendidas de cimento.
volume da construção.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
31
O volume de negócios do conjunto das operações o aumento dos custos de produção, sobretudo com
desenvolvidas na Tunísia, atingiu cerca de 57 milhões combustíveis sólidos, eletricidade e embalagem. A
de euros, que se traduziu numa variação homóloga desvalorização do dinar tunisino face ao Euro teve
positiva de 10 milhões de euros. Este aumento teria também um impacto negativo de 0,8 milhões de
sido de 28% caso não tivesse havido um impacto Euros.
negativo da desvalorização do dinar tunisino face ao
euro, de 2,8 milhões de euros.

Na unidade de negócio “Tunísia Cimento” o volume


de negócios cresceu cerca de 19% tendo-se cifrado
em 57,1 milhões de euros, contribuindo para isso o
aumento verificado nos preços médios de venda, já
que as quantidades vendidas no mercado interno
sofreram um decréscimo de 5%.

Este aumento dos preços médios de venda


foi motivado pelo aumento dos preços dos
combustíveis e da energia elétrica, face ao período
homólogo, assim como o aumento generalizado de
preços ocorrido na Tunísia.

Apesar das limitações anteriormente referidas no


caso das exportações, foi possível aumentar as
quantidades vendidas de cimento para o mercado
líbio e exportar clínquer para outros mercados na
África Ocidental, permitindo aproveitar a capacidade
de produção existente. No mix de cimento e clínquer
as quantidades vendidas cresceram 41%, resultando
num acréscimo de volume de negócios para o
mercado externo de 49%.

O volume de negócios de Betão cresceu 21% face


ao período homólogo, essencialmente devido ao
aumento das quantidades vendidas.

Em 2019, o EBITDA das atividades na Tunísia atingiu


15,5 milhões de euros, o que representou um
aumento de cerca de 50% face a 2018.

Este acréscimo é justificado pelo aumento verificado


nos preços de venda, que mais do que compensaram

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
32
BRASIL

PRINCIPAIS INDICADORES

Uni 2019 2018 Variação

Volume de negócios Meur 85,3 78,1 9%


EBITDA Meur 16,3 8,3 97%
Margem EBITDA % 19,1% 10,6% 80%
Produção de clínquer 1000 t 1.081 1.018 6%
Produção de cimento 1000 t 1.458 1.342 9%

Vendas de cimento e clínquer


Mercado Interno 1000 t 1.442 1.330 8%
Mercado Externo 1000 t 16 10 60%

Total 1000 t 1.458 1.340 9%


Vendas de Betão 1000 m³ 232 244 -5%

A economia brasileira terá registado um crescimento O principal responsável pela recuperação do


de 1, 2% em 2019, de acordo com as últimas consumo de cimento foi o setor imobiliário, com
projeções (World Economic Outlook, Update, FMI destaque para o residencial, alavancado pelo
January 2020). decréscimo da inflação e pela redução das taxas de
juro de crédito imobiliário.
Estas perspetivas, refletem a necessidade premente
de implementação de várias e difíceis reformas O volume de negócios do conjunto das operações
económicas, consideradas essenciais para o atingiu os 85 milhões de euros o que representou
equilíbrio das contas públicas do país. A recente um acréscimo de 9%, apesar da desvalorização
aprovação da reforma da previdência social cambial do real face ao euro, que registou um
contribuiu muito para uma melhoria do sentimento impacto negativo de cerca de 2,1 milhões de euros.
por parte dos agentes económicos. Caso não se tivesse verificado a desvalorização
cambial, o volume de negócios teria sido superior
Neste contexto, estima-se que o mercado relevante em 9 milhões de euros face ao período homólogo.
de cimento tenha crescido 3,4% face ao ano
anterior. Considerando o mercado global do Brasil, O EBITDA das atividades no Brasil atingiu 16,3
o consumo de cimento terá registado um aumento milhões de euros, o que compara com 8,3 milhões
de 3,5%, o que se traduz no primeiro crescimento de euros no período homólogo. O EBITDA do
positivo desde 2014. período inclui um ganho de 3,4 milhões de euros
relacionado com os reembolsos de impostos sobre
as vendas, e um impacto positivo de cerca de 1,9
PERFORMANCE milhões de Euros da implementação da IFRS16.
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
33
ANGOLA

PRINCIPAIS INDICADORES

Uni 2019 2018 Variação

Volume de negócios Meur 9,4 14,3 -35%


EBITDA Meur -1,5 2,6 s.s.
Margem EBITDA % -15,8% 18,1% -188%
Produção de clínquer 1000 t 107 122 -12%

Vendas de cimento e clínquer 1000 t 107 127 -16%

O FMI estima que a economia angolana em 2019 Nestes termos o preço do cimento, medido em
tenha decrescido cerca de 0,3% (World Economic moeda local, aumentou em cerca de 8% face ao
Outlook, FMI October 2019). período homólogo, compensando parcialmente o
decréscimo das quantidades vendidas.
Apesar do aumento dos preços do petróleo, do
lançamento de algumas reformas, a economia Em consequência, o volume de negócios atingiu um
continua estagnada, o setor bancário fragilizado e total de 9,4 milhões de euros, valor inferior ao ano
existe uma elevada escassez de divisas, provocando anterior, influenciado pela desvalorização cambial,
dificuldades a muitas empresas. O ano de 2019 ficou que teve um impacto negativo de 3,6 milhões de
marcado pela forte desvalorização do kwanza (cerca euros no volume de negócios. O EBITDA de 2019 é
de 38% face ao câmbio médio do ano anterior). negativo em 1,5 milhões de euros, significativamente
abaixo do verificado no período homólogo.
O mercado angolano de cimento, de acordo com os
dados disponíveis, apresentou uma variação negativa Os custos foram substancialmente afetados pela
de 7% relativamente a 2018. desvalorização do Kwanza face ao euro. Os custos
variáveis subiram 34%, fundamentalmente devido
As quantidades de cimento vendidas pela Secil ao aumento do custo de aquisição do clínquer no
decresceram 16% face a 2018. Num contexto de mercado internacional. Os custos fixos fabris por
forte inflação e de significativa desvalorização sua vez registaram um decréscimo face ao período
do kwanza face ao euro, a Secil Lobito tem vindo homólogo, o que tendo em consideração a inflação
a implementar uma rigorosa política de preços em Angola e a aquisição de alguns materiais de
que lhe permite fazer face ao agravamento dos conservação, cuja indexação à taxa de câmbio é
custos expressos tanto em moeda nacional como significativa, é bem representativo do esforço por
os decorrentes das importações necessárias. parte da unidade para controlar os custos.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
34
06.
PERFORMANCE
6.4. DESEMPENHO FINANCEIRO

Os resultados financeiros líquidos (incluindo No decorrer do ano de 2019, a Secil contratou


resultados de associadas e empreendimentos novos financiamentos de médio e longo prazo,
conjuntos) do Grupo Secil melhoraram de -30,9 mantendo a sua política de assegurar linhas de
milhões de euros em 2018, para -24,1 milhões financiamento com maturidades elevadas. As linhas
de euros. O diferencial positivo de 6,7 milhões de de financiamento contratadas pelo Grupo ascendiam
euros face ao ano anterior inclui maioritariamente a 743,6 milhões de Euros no final do ano, dos quais
diferenças cambiais favoráveis de contas a receber 285 milhões de Euros não se encontravam utilizados.
e a pagar em moeda estrangeira por empréstimos
intra-grupo. A adoção da IFRS 16 impactou O G rupo Secil prosseguiu a sua política de
negativamente os resultados financeiros em 1,0 maximização do potencial de cobertura natural
Milhões de Euros em 2019. da exposição cambial, através da compensação
de fluxos cambiais, em particular intra-grupo.
Os resultados líquidos atribuíveis aos acionistas Relativamente ao USD, a taxa de cobertura através
da Secil atingiram no final de 2019 os 28 milhões de hedging natural foi de aproximadamente 50%.
de euros, que comparam com resultado de 11,9
milhões de Euros registados em 2018. O aumento
dos resultados líquidos deve-se à melhoria verificada
no EBITDA, à melhoria verificada nos resultados
financeiros e ao ganho registado nos impostos sobre
lucros (por reconhecimento de ativos por impostos
diferidos em relação a créditos fiscais por utilizar em
31 de dezembro de 2019).

A dívida financeira líquida, antes do efeito da


aplicação da IFRS 16, ascendeu no final de 2019, a
358 milhões de euros, face a 386,4 milhões de euros
registados em dezembro de 2018, o que representa
uma redução de 28,3 milhões e euros (-7%).

A implementação da norma contabilística IFRS 16


provocou um aumento da dívida líquida em 26,4
milhões de Euros pela valorização de direitos de uso
de locações.

Em termos consolidados, 78% da dívida líquida


encontrava-se em regime de taxa fixa, conferindo
uma adequada proteção contra uma eventual subida
das taxas de juro.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
35
06.
PERFORMANCE
6.5. GESTÃO DE RISCO

Este capítulo encontra-se detalhado no Anexo às


Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo
Secil.

PERFORMANCE
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
36
07.
PERSPETIVAS
PARA 2020
07.
PERSPETIVAS
PARA 2020

A economia e as empres as a nível mundial Sendo certo que se vive atualmente um período
enfrentam desafios inesperados em resultado da ímpar de elevada incerteza, o Grupo Secil está a
rápida disseminação do Coronavírus (SARS-CoV-2/ trabalhar arduamente para minimizar os impactos
COVID-19). Esta pandemia terá necessariamente desta pandemia nas suas diferentes atividades, com
um impacto na economia global e nos mercados ênfase, acima de tudo, na saúde e segurança dos
financeiros em geral, assim como no desempenho seus colaboradores e restantes stakeholders.
e na atividade dos diferentes negócios e indústrias.
Neste momento estão a ser preparadas e, em Estamos convictos que, com prevenção, serenidade
alguns casos já decididas, medidas de mitigação, e em conjunto com todos os nossos stakeholders,
nomeadamente pelos principais bancos centrais e estaremos preparados para enfrentar este desafio.
governos, cujo impacto se afigura ainda de difícil
quantificação, tendo em conta que se desconhece
a duração desta situação disruptiva.

O Grupo Secil está a acompanhar em permanência


a evolução da pandemia do Coronavírus através dos
respetivos órgãos próprios. Procurando minimizar os
possíveis riscos associados ao surto e, na sequência
das recentes recomendações da Direção Geral de
Saúde (DGS) e da Organização Mundial de Saúde
(OMS), o Grupo Secil implementou Planos de
Contingência com o objetivo de garantir a segurança
dos seus colaboradores e comunidade em geral,
bem como assegurar a continuidade das operações.

Neste âmbito, o Grupo tem estado a comunicar


e a implementar junto dos seus colaboradores
e dife re nte s s t a ke h o ld e r s co m os q u a is s e
relaciona, um conjunto de medidas, instruções e
recomendações, de prevenção e de forte contenção,
amplamente divulgadas através de diferentes
plataformas.

Até ao momento, as operações do Grupo têm


decorrido com normalidade e sem disrupção na
maior parte das suas atividades. Ainda não nos é
possível estimar com razoável grau de confiança,
eventuais impactos na atividade do Grupo Secil face
ao atual enquadramento de elevada incerteza e
rápida evolução.

PERSPETIVAS PARA 2020


SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
38
08.
PROPOSTA
DE APLICAÇÃO
DE RESULTADOS
E OUTRAS
MENÇÕES LEGAIS
08.
PROPOSTA DE
APLICAÇÃO DE
RESULTADOS OUTRAS
MENÇÕES LEGAIS
EVENTOS SUBSEQUENTES
Conforme mencionado nas notas anexas às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2019:
- Em fevereiro de 2020 o Grupo alienou 50% da participação financeira detida na subsidiária Allmicroalgae
Natural products, S.A, a qual era detida a 100% no período findo em 31 de dezembro de 2019. Decorrente
desta operação verificou-se a saída desta empresa do perímetro de consolidação do Grupo.
- Adicionalmente, em março de 2020 o Grupo alienou a totalidade da participação financeira (25%) detida
na associada Setefrete, SGPS, S.A..

PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS


Os resultados líquidos positivos do período da Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. são de
28.039.255 euros. O Conselho de Administração propõe a seguinte aplicação:
- Reservas Legais: 1.401.963 euros
- Outras Reservas: 26.637.292 euros

O Conselho de Administração,
28 de abril de 2020

João Nuno de Sottomayor Pinto de Castelo Branco Sérgio António Alves Martins
Presidente Vogal

Otmar Hübscher Francisco José Melo e Castro Guedes


Vice-Presidente Vogal

Gonçalo de Castro Salazar Leite José António do Prado Fay


Vice-Presidente Vogal

Carlos Alberto Medeiros Abreu Ricardo Miguel dos Santos Pacheco Pires
Vogal Vogal

João Luís Barbosa Pereira de Vasconcelos Vítor Paulo Paranhos Pereira


Vogal Vogal

Manuel António de Sousa Martins


Vogal

A TRANSFORMAÇÃO NA SECIL
SECIL RELATÓRIO DE GESTÃO CONSOLIDADO 2019
40
II
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS
DEMONSTRAÇÃO
DOS RESULTADOS
CONSOLIDADOS

DO EXERCÍCIO DE 2019 E 2018

Valores em Euros Nota 2019 2018

Réditos 2.1 510.994.979 483.635.512


Outros rendimentos e ganhos operacionais 2.2 61.467.043 33.897.042
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 4.1 (157.781.405) (151.416.045)
Variação da produção 4.1 126.117 (120.708)
Fornecimentos e serviços externos 2.3 (185.699.644) (179.973.508)
Gastos com o pessoal 7.1 (79.708.600) (79.444.575)
Outros gastos e perdas operacionais 2.4 (9.878.755) (5.470.085)
Provisões líquidas 9.1 (33.225.994) (17.336.870)
Depreciações, amortizações e perdas por imparidade 3.7 (61.709.105) (38.332.338)
em ativos não financeiros

Resultado operacional 44.584.636 45.438.425

Resultados de associadas e empreendimentos conjuntos 10.3 1.719.099 1.182.762


Rendimentos e ganhos financeiros 5.10 21.679.708 12.004.930
Gastos e perdas financeiras 5.10 (47.529.635) (44.045.361)

Resultado antes de impostos 20.453.808 14.580.756

Imposto sobre o rendimento 6.1 6.431.059 2.037.994

Resultado líquido do período 26.884.867 16.618.750

Atribuível aos detentores do capital da Secil 28.039.255 11.935.919


Atribuível a interesses que não controlam 5.6 (1.154.388) 4.682.831

Resultado por ação

Resultado básico por ação 5.5 0,575 0,245


Resultado diluído por ação 5.5 0,575 0,245

As notas do Anexo constituem parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
42
DEMONSTRAÇÃO
DO RENDIMENTO
INTEGRAL
CONSOLIDADO

DO EXERCÍCIO DE 2019 E 2018

Valores em Euros Nota 2019 2018

Resultado líquido do período antes de interesses que não controlam 26.884.867 16.618.750

Itens que poderão ser reclassificados para a demonstração dos resultados


Instrumentos financeiros derivados de cobertura
Variações no justo valor 8.2.1 252.548 (113.946)
Efeito de imposto (69.451) 31.335
Diferenças de conversão cambial 7.798.118 (20.875.855)
Outros rendimentos integrais - 332
Itens que não poderão ser reclassificados para a demonstração dos resultados
Remensuração de benefícios pós-emprego
Remensurações 7.2.5 (90.858) (1.079.410)
Efeito de imposto 7.2.5 25.888 281.622

Total de outros rendimentos integrais líquidos de imposto 7.916.245 (21.755.922)

Total dos rendimentos integrais 34.801.112 (5.137.172)

Atribuível a:
Detentores do capital da Secil 33.800.395 (13.861.838)
Interesses que não controlam 1.000.717 8.724.666

34.801.112 (5.137.172)

As notas do Anexo constituem parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL CONSOLIDADO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
43
DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2019 E 2018


Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018 01/01/2018

ATIVO

Ativos não correntes


Goodwill 3.1 150.374.678 160.570.914 169.026.493
Ativos intangíveis 3.2 72.028.500 40.408.813 32.029.425
Ativos fixos tangíveis 3.3 526.231.563 518.069.369 570.313.429
Ativos sob direito de uso 3.4 27.288.240 - -
Propriedades de investimento 3.5 277.239 285.434 286.201
Investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos 10.3 3.336.316 2.596.774 1.981.451
Outros investimentos financeiros 8.3 375.175 193.833 3.526.520
Valores a receber não correntes 4.2 5.272.430 4.492.656 2.704.256
Ativos por impostos diferidos 6.2 73.185.310 52.800.118 52.304.575

858.369.451 779.417.911 832.172.350

Ativos correntes
Inventários 4.1 87.719.974 89.814.381 91.924.133
Valores a receber correntes 4.2 101.028.231 94.026.554 113.026.523
Imposto sobre o rendimento 6.1 6.450.566 5.112.451 4.875.971
Caixa e equivalentes de caixa 5.8 96.907.045 99.443.113 115.424.895
Ativos não correntes detidos para venda 3.6 7.809.209 8.534.209 1.964.956

299.915.025 296.930.708 327.216.478

Ativo total 1.158.284.476 1.076.348.619 1.159.388.828

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018 01/01/2018

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO

Capital e reservas
Capital social 5.2 224.183.484 224.183.484 264.600.000
Ações próprias 5.2 - - (22.609.745)
Outros instrumentos de capital próprio 5.3 133.000.000 136.500.000 140.000.000
Reserva de conversão cambial 5.4 (150.986.421) (156.628.579) (131.710.764)
Reserva de justo valor 5.4 (46.227) (229.324) (146.713)
Reserva legal 5.4 40.874.278 40.680.725 40.680.725
Outras reservas 5.4 16.912.287 14.561.797 16.425.713
Resultados transitados 5.4 25.868.818 16.668.980 17.803.613
Resultado líquido do período 5.5 28.039.255 11.935.919 (20.629.181)

Capital Próprio atribuível aos detentores do capital da Secil 317.845.474 287.673.002 304.413.648

Interesses que não controlam 10.2 53.914.585 56.408.940 63.005.559

Total do Capital Próprio 371.760.059 344.081.942 367.419.207

Passivos não correntes


Passivos por impostos diferidos 6.2 53.907.577 48.938.481 52.526.156
Responsabilidades por benefícios aos empregados de longo prazo 7.2 1.898.374 2.337.633 1.793.448
Provisões 9.1 61.018.374 34.074.505 31.097.072
Financiamentos obtidos 5.6 247.341.839 421.346.226 450.749.569
Passivos de locação 5.7 18.828.825 - -
Valores a pagar não correntes 4.3 - 316.310 262.140

382.994.989 507.013.155 536.428.385

Passivos correntes
Financiamentos obtidos 5.6 207.580.329 64.459.393 80.697.986
Passivos de locação 5.7 7.559.023 - -
Valores a pagar correntes 4.3 172.281.372 143.618.346 150.325.470
Imposto sobre o rendimento 6.1 16.108.704 17.175.783 24.453.298
Passivos não correntes detidos para venda - - 64.482

403.529.428 225.253.522 255.541.236

Passivo total 786.524.417 732.266.677 791.969.621

Capital Próprio e passivo total 1.158.284.476 1.076.348.619 1.159.388.828

As notas do Anexo constituem parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
44
DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
NOS CAPITAIS PRÓPRIOS CONSOLIDADOS

DO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE JANEIRO DE 2019 E 31 DE DEZEMBRO DE 2019

Reserva
Capital Instrumentos de de conversão Reservas
Valores em Euros Nota social capital próprio cambial de justo valor

Capital próprio em 31 de dezembro de 2018 224.183.484 136.500.000 (156.628.579) (229.324)

Resultado Líquido do período - - - -


Outro rendimentos integrais (líquidos de imposto) - - 5.642.158 183.097

Total dos rendimentos integrais do período - - 5.642.158 183.097

Aplicação do lucro do período 2018:


- Transferência para resultados transitados e reservas 5.4 - - - -
Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio 5.3 - (3.500.000) - -
Dividendos pagos por subsidiárias a interesses que não controlam 10.1 - - - -
Aquisições/Alienações a interesses que não controlam 10.1 - - - -

Total de transações com acionistas - (3.500.000) - -

Capital próprio em 31 de dezembro de 2019 224.183.484 133.000.000 (150.986.421) (46.227)

DO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE JANEIRO DE 2018 E 31 DE DEZEMBRO DE 2018

Instrumentos Reserva de
Capital Ações de capital conversão
Valores em Euros Nota social próprias próprio cambial

Capital próprio em 31 de dezembro de 2017 264.600.000 (22.609.745) 140.000.000 (131.707.893)

Impactos da transição para as normas internacionais de relato financeiro (IFRS)


Subsídios do governo
- Subsídios ao investimento - - - (2.871)
- Subsídios por licenças de emissão de gases com efeito de estufa - - - -
IFRS 9 - Reconhecimento inicial - - - -

Capital próprio em 1 de janeiro de 2018 264.600.000 (22.609.745) 140.000.000 131.710.764

Resultado Líquido do período - - - -


Outro rendimentos integrais (líquidos de imposto) - - - (24.917.815)
Realização do excedente de revalorização (líquido de imposto) - - - -

Total dos rendimentos integrais do período - - - (24.917.815)

Aplicação do lucro do período 2017:


- Transferência para resultados transitados 5.4 - - - -
Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio 5.3 - - (3.500.000) -
Extinção de ações próprias 5.2 (20.922.300 22.609.745 - -
Cobertura de perdas 5.2 (19.494.216) - - -
Dividendos pagos por subsidiárias a interesses que não controlam 10.1 - - - -
Aquisições/Alienações a interesses que não controlam 10.1 - - - -
Variação de Perímetro 10.1 - - - -

Total de transações com acionistas (40.416.516) 22.609.745 (3.500.000) -

Capital próprio em 31 de dezembro de 2018 224.183.484 - 136.500.000 (156.628.579)

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
45
Resultado
Resultados líquido do Interesses que
Reserva legal Outras reservas transitados período Total não controlam Total

40.680.725 14.561.797 16.668.980 11.935.919 287.673.002 56.408.940 344.081.942

- - - 28.039.255 28.039.255 (1.154.388) 26.884.867


- (64.115) - - 5.761.140 2.155.105 7.916.245

- (64.115) - 28.039.255 33.800.395 1.000.717 34.801.112

193.553 2.542.528 9.199.838 (11.935.919) - - -


- - - - (3.500.000) - (3.500.000
- - - - - (2.722.995 (2.722.995
- (127.923) - - (127.923) (772.077) (900.000)

193.553 2.414.605 9.199.838 (11.935.919) (3.627.923) (3.495.072) (7.122.995)

40.874.278 16.912.287 25.868.818 28.039.255 317.845.474 53.914.585 371.760.059

Resultado Interesses
Reservas de Reserva Outras Resultados líquido do que não
justo valor legal reservas transitados período Total controlam Total

(146.713) 40.680.725 20.909.092 20.417.402 (20.629.181) 311.513.687 63.132.120 374.645.807

- - (620.003) - - (622.874) (405) (623.279)


- - (3.863.376) (4.589) - (3.867.965) - (3.867.965)
- - - (2.609.200) - (2.609.200) (126.157) (2.735.357)

(146.713) 40.680.725 16.425.713 17.803.613 (20.629.181) 304.413.648 63.005.558 367.419.206

- - - - 11.935.919 11.935.919 4.682.831 16.618.750


(82.611) - (797.663) - - (25.798.089) 4.041.835 (21.756.254)
- - - 332 - 332 - 332

(82.611) - (797.663) 332 11.935.919 (13.861.838) 8.724.666 (5.137.172)

- - - (20.629.181) 20.629.181 - - -
- - - - - (3.500.000) - (3.500.000)
- - (1.687.445) - - - - -
- - - 19.494.216 - - - -
- - - - - - (10.180.618) (10.180.618)
- - 621.192 - - 621.192 (12.054) 609.138
- - - - - - (5.128.612) (5.128.612)

- - (1.066.253) (1.134.965) 20.629.181 (2.878.808) (15.321.284) (18.200.092)

(229.324) 40.680.725 14.561.797 16.668.980 11.935.919 287.673.002 56.408.940 344.081.942

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
46
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS

DO EXERCÍCIO DE 2019 E 2018


Valores em Euros Nota 2019 2018

ATIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 602.405.258 571.912.279
Pagamentos a fornecedores (398.573.111) (393.586.408)
Pagamentos ao pessoal (56.365.580) (55.468.074)

Fluxos gerados pelas operações 147.466.567 122.857.797

(Pagamentos)/recebimentos do imposto sobre o rendimento (3.826.983) (8.398.599)


Outros (pagamentos)/recebimentos da atividade operacional (35.682.269) (35.675.038)

Fluxos das atividades operacionais (1) 107.957.315 78.784.160

ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
Ativos fixos tangíveis 953.885 2.619.385
Subsídios ao investimento 3.3 - 727.005
Dividendos de associadas e empreendimentos conjuntos 979.701 876.450
Outros ativos (desagregar/adaptar designação conforme relevante) 267.104 -

2.200.690 4.222.840

Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros (1.129.209) (5.100.000)
Ativos fixos tangíveis (44.131.194) (20.155.495)
Outros ativos - (24.625)

(45.260.403) (25.280.120)

Fluxos das atividades de investimento (2) (43.059.713) (21.057.280)

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos 5.9 957.251.723 1.222.155.247

957.251.723 1.222.155.247

Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos 5.9 (982.701.013) (1.260.265.732)
Amortização de contratos de locação 5.9 (7.979.283) (667.005)
Juros e gastos similares (21.504.048) (20.338.795)
Dividendos (3.390.049) (12.988.171)
Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio (3.529.810) (3.500.000)

(1.019.104.203) (1.297.759.703)

Fluxos das atividades de financiamento (3) (61.852.480) (75.604.456)

VARIAÇÃO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (1)+(2)+(3) 3.045.122 (17.877.576)

Efeito das diferenças de câmbio (466.252) (1.088.606)

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA NO INÍCIO DO PERÍODO 5.8 95.337.433 115.278.680

Efeitos dos ativos detidos para venda - 1.008.000


Imparidades decorrentes da adoção da IFRS 9 (3.756.805) (1.983.065)

CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA NO FIM DO PERÍODO 5.8 94.159.498 95.337.433

As notas do Anexo constituem parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
47
ANEXO

01.
INTRODUÇÃO 50
1.1. APRESENTAÇÃO DO GRUPO 52
1.2. EVENTOS RELEVANTES DO PERÍODO 53
1.3. EVENTOS SUBSEQUENTES 54
1.4. BASES DE PREPARAÇÃO 55
1.5. ADOÇÃO DAS IFRS E NOVAS NORMAS
A ADOTAR 59
1.6. ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS
CONTABILÍSTICOS RELEVANTES 68

02.
PERFORMANCE OPERACIONAL 69
2.1. RÉDITO 71
2.2. OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
OPERACIONAIS 73
2.3. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS 74
2.4. OUTROS GASTOS E PERDAS OPERACIONAIS 76

03.
INVESTIMENTOS 77
3.1. GOODWILL 79
3.2. ATIVOS INTANGÍVEIS 85
3.3. ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS 91
3.4. ATIVOS SOB DIREITO DE USO 96
3.5. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO 98
3.6. ATIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS
PARA VENDA 100
3.7. DEPRECIAÇÕES, AMORTIZAÇÕES
E PERDAS POR IMPARIDADE 101

04.
FUNDO DE MANEIO 102
4.1. INVENTÁRIOS 104
4.2. VALORES A RECEBER 107
4.3. VALORES A PAGAR 111

05.
ESTRUTURA DE CAPITAL 114
5.1. GESTÃO DE CAPITAL 116
5.2. CAPITAL SOCIAL E AÇÕES PRÓPRIAS 117
5.3. OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO 119
5.4. RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS 120
5.5. RESULTADO POR AÇÃO 124
5.6. FINANCIAMENTOS OBTIDOS 125
5.7. PASSIVOS DE LOCAÇÃO 130
5.8. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 131
5.9. FLUXOS DE CAIXA DE ATIVIDADES DE
FINANCIAMENTO 132
5.10. RENDIMENTOS E GASTOS FINANCEIROS 133

48
06.
IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO 135
6.1. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO PERÍODO 137
6.2. IMPOSTOS DIFERIDOS 143

07.
PESSOAL 148
7.1. GASTOS COM O PESSOAL 150
7.2. BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS 152
7.3. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS
SOCIAIS 164

08.
INSTRUMENTOS FINANCEIROS 165
8.1. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO 166
8.2. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS 183
8.3. OUTROS INVESTIMENTOS FINANCEIROS 189
8.4. ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS 190

09.
PROVISÕES, COMPROMISSOS
E CONTINGÊNCIAS 191
9.1. PROVISÕES 193
9.2. COMPROMISSOS 197

10.
ESTRUTURA DO GRUPO 199
10.1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO 201
10.2. VARIAÇÕES DO PERÍMETRO DE
CONSOLIDAÇÃO 205
10.3. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS E
EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS 206
10.4. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS 209

11.
GESTÃO DE RISCOS OPERACIONAIS 211

49
01.
INTRODUÇÃO

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
50
01.
INTRODUÇÃO

As Notas às demonstrações financeiras encontram-se


organizadas em 11 blocos, agregados conforme a re-
levância da sua leitura conjunta para a compreensão
da performance, posição financeira e movimentos em
fluxos de caixa da Empresa para os períodos apre-
sentados.

As políticas contabilísticas relevantes e os principais


julgamentos e estimativas relativos a cada rubrica das
demonstrações financeiras encontram-se divulgadas
no início da respetiva Nota.

Na apresentação das Notas às demonstrações


financeiras, são utilizados os seguintes símbolos:

!! »
Este símbolo indica Este símbolo indica Este símbolo indica Este símbolo indica
a divulgação de políticas a divulgação de a divulgação das uma referência a outra
de gestão especificamente políticas contabilísticas estimativas e/ou Nota ou outra secção
aplicáveis aos itens especificamente aplicáveis julgamentos realizados do Relatório e Contas
na respetiva Nota. aos itens na respetiva em relação aos itens na onde é apresentada mais
Nota. respetiva Nota. informação sobre os itens
divulgados.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
51
01.
INTRODUÇÃO
1.1. APRESENTAÇÃO DO GRUPO

O Grupo SECIL (Grupo) é constituído pela Secil -


Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. (Sociedade
ou Secil) e subsidiárias. A Secil, sedeada no Outão,
Setúbal, foi constituída em 27 de junho de 1918 e
tem como atividade principal a fabricação e comer-
cialização de cimento, produzido na sua fábrica do
Outão, e distribuído pelos diversos entrepostos co-
merciais presentes por todo o país.

A Secil lidera um Grupo empresarial com atividades


operacionais em Portugal, Espanha, Holanda, Cabo
Verde, Tunísia, Angola, Líbano e Brasil, destacando-se:
(i) a produção de cimento diretamente e através das
suas subsidiárias, nas fábricas de Maceira, Pataias,
Gabès (Tunísia), Lobito (Angola), Beirute (Líbano),
Pomerode (Brasil) e Adrianópolis (Brasil), (ii) a
produção e comercialização de betão em Portugal,
Espanha, Tunísia, Líbano e Brasil e (iii) a produção
de inertes e exploração de pedreiras em Portugal e
Cabo Verde.

» Uma descrição mais detalhada da atividade


em cada ramo de negócio do Grupo encontra-se
divulgada na Nota 2.1 – Rédito.

A Secil é incluída no perímetro de consolidação


da Semapa - Sociedade de Investimento e Gestão,
SGPS, S.A., empresa-mãe, e da Sodim - SGPS, S.A.,
entidade controladora final.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
52
01.
INTRODUÇÃO
1.2. EVENTOS RELEVANTES DO PERÍODO

As demonstrações financeiras de 2019 constituem


as primeiras demonstrações financeiras preparadas
pelo Grupo SECIL em conformidade com as Normas
Internacionais de Relato Financeiro adotadas pela
União Europeia (IFRS - anteriormente designadas
Normas Internacionais de Contabilidade - IAS)
emitidas pelo International Accounting Standard
Board (IASB) e as interpretações emitidas pelo
Internacional Financial Reporting Interpretations
Committee (IFRIC) ou pelo anterior Standing
Interpretations Committee (SIC), em vigor à data das
referidas demonstrações financeiras.

As demonstrações financeiras foram preparadas de


acordo com a IFRS 1 - Adoção Pela Primeira Vez das
Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS),
tendo o Grupo SECIL preparado a sua Demonstração
da Posição Financeira de abertura na data da
transição, 1 de janeiro de 2018.

As demonstrações financeiras até 31 de dezembro de


2018 foram preparadas de acordo com os princípios
contabilísticos geralmente aceites em Portugal,
até àquela data (SNC - Sistema de Normalização
Contabilística). No processo de transição das normas
contabilísticas, anteriormente adotadas, para IFRS,
o Conselho de Administração alterou alguns dos
critérios de contabilização e valorização aplicados
nas demonstrações financeiras de 2018, de modo
que os mesmos se apresentem em conformidade
com as IFRS.

» Os efeitos desta transição são apresentados na


Nota 1.5.1 - Adoção pela primeira vez das IFRS.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
53
01.
INTRODUÇÃO
1.3. EVENTOS SUBSEQUENTES

Entre 1 de janeiro de 2020 e 28 de abril de 2020 de 2019. Decorrente desta operação verificou-se a
(Nota 1.4) ocorreram os seguintes eventos, os quais saída desta empresa do perímetro de consolidação
não originaram ajustamentos às demonstrações do Grupo.
financeiras consolidadas de 2019:
Em março de 2020 o Grupo alienou a totalidade da
Coronavírus participação financeira (25%) detida na associada
A economia e as empres as a nível mundial Setefrete, SGPS, S.A..
enfrentam desafios inesperados em resultado da
rápida disseminação do Coronavírus (SARS-CoV-2/
COVID-19). Esta pandemia terá necessariamente
um impacto na economia global e nos mercados
financeiros em geral, assim como no desempenho
e na atividade dos diferentes negócios e indústrias.

O Grupo SECIL está a acompanhar em permanência


a evolução da pandemia do Coronavírus através dos
respetivos órgãos próprios. Procurando minimizar os
possíveis riscos associados ao surto e, na sequência
das recomendações da Direção Geral de Saúde
(DGS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS),
o Grupo implementou Planos de Contingência
com o objetivo de garantir a segurança dos seus
colaboradores e comunidade em geral, bem como
assegurar a continuidade das operações.

Até ao momento, as operações do Grupo têm


decorrido com normalidade e sem disrupção, não
sendo ainda possível estimar com razoável grau de
confiança, eventuais impactos na atividade do Grupo
face ao atual enquadramento de elevada incerteza e
rápida evolução.

O impacto do COVID-19 foi considerado como um


evento subsequente não ajustável.

Alienação de participações financeiras


Em fevereiro de 2020 o Grupo alienou 50% da
participação financeira detida na subsidiária
Allmicroalgae - Natural products, S.A, a qual era
detida a 100% no período findo em 31 de dezembro

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
54
01.
INTRODUÇÃO
1.4. BASES DE PREPARAÇÃO

Autorização para emissão das demonstrações (Nota 8.3), nos quais se incluem os instrumentos
financeiras financeiros derivados (Nota 8.2).
A s presentes demonstrações financeiras
consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Bases de consolidação
Administração e autorizadas para emissão em 28 Subsidiárias
de abril de 2020 estando, no entanto, ainda sujeitas Subsidiárias são todas as entidades (incluindo as
a aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas, entidades estruturadas) sobre as quais a Empresa tem
nos termos da legislação comercial em vigor em controlo. A Empresa controla uma entidade quando
Portugal. está exposta a, ou tem direitos sobre, os retornos
variáveis gerados, em resultado do seu envolvimento
Os responsáveis do Grupo, isto é, os membros do com a entidade, e tem a capacidade de afetar esses
Conselho de Administração que assinam o presente retornos variáveis através do poder que exerce sobre
relatório, declaram que, tanto quanto é do seu as atividades relevantes da entidade.
conhecimento, a informação nele constante foi
elaborada em conformidade com o referencial O capital próprio e o resultado líquido destas
contabilístico aplicável, dando uma imagem empresas correspondentes à participação de
verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da terceiros nas mesmas são apresentados nas rubricas
situação financeira e dos resultados das empresas de Interesses não controlados, respetivamente, na
incluídas no perímetro de consolidação do Grupo. Demonstração da posição financeira consolidada em
linha própria no capital próprio e na demonstração
Referencial contabilístico de resultados consolidada. As empresas incluídas
As demonstrações financeiras consolidadas do nas demonstrações financeiras consolidadas
período findo em 31 de dezembro de 2019 foram encontram-se detalhadas na Nota 10.1.
preparadas em conformidade com as Normas
Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas É utilizado o método de compra para contabilizar a
pelo International Accounting Board (IASB) e aquisição de subsidiárias. O custo de uma aquisição
interpretações emitidas pelo International Financial é mensurado pelo justo valor dos bens entregues,
Reporting Interpretations Committee (IFRIC), em dos instrumentos de capital emitidos e dos passivos
vigor em 1 de janeiro de 2019 e conforme adotadas incorridos, ou assumidos na data de aquisição.
pela União Europeia.
Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e
Bases de mensuração passivos contingentes assumidos numa concen-
A s demonstrações financeiras consolidadas tração empresarial são mensurados inicialmente
anexas foram preparadas no pressuposto da ao justo valor na data de aquisição, independente-
continuidade das operações, a partir dos livros mente da existência de interesses não controlados.
e registos contabilísticos das empresas incluídas O excesso do custo de aquisição relativamente ao
na consolidação (Nota 10.1), e tomando por base justo valor da parcela do Grupo dos ativos e passivos
o custo histórico, exceto para os instrumentos identificáveis adquiridos é registado como goodwill,
financeiros mensurados ao justo valor através nos casos em que se verifica aquisição de controlo,
de resultados ou ao justo valor através de capital que se encontra detalhado na Nota 3.1.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
55
As subsidiárias são consolidadas, pelo método quando o preço de aquisição/ atribuição é contin-
integral, a partir da data em que o controlo é gente à ocorrência de eventos específicos acordados
transferido para o Grupo. Na aquisição de parcelas com o vendedor/ acionista (ex: realização de justo
adicionais de capital em sociedades já controladas valor de ativos adquiridos).
p e lo G r u p o, o d ife re n ci a l a p u r a d o e ntre a
percentagem de capitais adquiridos e o respetivo Quaisquer pagamentos contingentes a transferir
valor de aquisição é registado diretamente em pelo Grupo são reconhecidos ao justo valor na data
capitais próprios na rubrica Resultados transitados de aquisição. Caso a obrigação assumida constitua
(Nota 5.4). um passivo financeiro, as alterações subsequentes
do justo valor são reconhecidas em resultados. Caso
Quando à data de aquisição do controlo o Grupo a obrigação assumida constitua um instrumento de
já detém uma participação adquirida previamente, capital não há lugar a alteração do valor estimado
o justo valor dessa participação concorre para a inicialmente.
determinação do goodwill ou goodwill negativo.
Os resultados negativos gerados em cada período
Quando a aquisição do controlo é efetuada em pelas subsidiárias com interesses não controlados
percentagem inferior a 100%, na aplicação do são alocados na percentagem detida por estes,
método da compra, os interesses não controlados independentemente de assumirem um saldo
podem ser mensurados ao justo valor, ou na negativo.
proporção do justo valor dos ativos e passivos
adquiridos, sendo essa opção definida em cada Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor
transação. dos ativos líquidos da subsidiária adquirida (Goodwill
negativo), a diferença é reconhecida diretamente na
No caso de alienações de participações das quais Demonstração dos Resultados na rubrica Outros
resulte a perda de controlo sobre uma subsidiária, proveitos operacionais. Os custos de transação dire-
qualquer participação remanescente é reavaliada ao tamente atribuíveis são imediatamente reconhecidos
valor de mercado na data da venda e o ganho ou em resultados.
perda resultante dessa reavaliação é registado por
contrapartida de resultados, assim como o ganho As transações internas, saldos, ganhos não realiza-
ou perda resultante dessa alienação. dos em transações e dividendos distribuídos entre
empresas do grupo são eliminados. As perdas não
Transações subsequentes de alienação ou aquisição realizadas são também eliminadas, exceto se a tran-
de participações a interesses não controlados, que sação revelar evidência de imparidade de um ativo
não implicam alteração do controlo, não resultam transferido.
no reconhecimento de ganhos, perdas ou goodwill,
sendo qualquer diferença apurada entre o valor da As políticas contabilísticas das subsidiárias foram
transação e o valor contabilístico da participação alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir
transacionada, reconhecida no Capital próprio, em consistência com as políticas adotadas pelo Grupo.
Outros instrumentos de Capital próprio.

O custo de aquisição é ajustado subsequentemente

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
56
Associadas do Grupo nas mesmas. As perdas não realizadas são
Associadas são todas as entidades sobre as quais também eliminadas, exceto se a transação revelar
o grupo exerce influência significativa mas não evidência de imparidade de um bem transferido.
possui controlo, geralmente com investimentos
representando entre 20% a 50% dos direitos de voto. As políticas contabilísticas de associadas são
Os investimentos em associadas são contabilizados alteradas, sempre que necessário, de forma a
pelo método de equivalência patrimonial. garantir consistência com as políticas adotadas pelo
Grupo. Os investimentos em associadas encontram-
De acordo com o método de equivalência patrimo- se detalhados na Nota 10.3.
nial, as participações financeiras são registadas pelo
seu custo de aquisição, ajustado pelo valor corres- Acordos conjuntos
pondente à participação do Grupo nas variações dos Os acordos conjuntos são classificados como
capitais próprios (incluindo o resultado líquido) das op e raçõ es conjunt as o u e mp re e n dim e ntos
associadas, e pelos dividendos recebidos. conjuntos em função dos direitos e obrigações
contratuais de cada investidor. Os empreendimentos
As diferenças entre o custo de aquisição e o justo conjuntos são contabilizados e mensurados através
valor dos ativos, passivos e passivos contingentes do método de equivalência patrimonial.
identificáveis da associada na data de aquisição,
se positivas são reconhecidas como Goodwill e As operações conjuntas são contabilizadas nas
mantidas na rubrica Investimento em associadas. demonstrações financeiras consolidadas do Grupo
Se essas diferenças forem negativas são registadas em função da quota-parte de ativos detidos e
como proveito do período na rubrica Apropriação passivos assumidos conjuntamente, assim como
de resultados em empresas associadas. Os custos de os rendimentos do output da operação conjunta, e
transação diretamente atribuíveis são imediatamente gastos incorridos conjuntamente. Os ativos, passivos,
reconhecidos em resultados. rendimentos e gastos devem ser contabilizados de
acordo com as IFRS aplicáveis.
É feita uma avaliação dos investimentos em
associadas quando existem indícios de que o ativo Uma entidade conjunt amente control ada é
possa estar em imparidade sendo registadas como um empreendimento conjunto que envolve o
custo as perdas por imparidade que se demonstrem estabelecimento de uma sociedade, de uma parceria
existir também naquela rubrica. Quando as perdas ou de outra entidade em que o Grupo tenha um
por imparidade reconhecidas em exercícios interesse.
anteriores deixam de existir são objeto de reversão.
As entidades conjuntamente controladas são incluí-
Quando a participação do Grupo nas perdas da as- das nas demonstrações financeiras consolidadas
sociada iguala ou ultrapassa o seu investimento nes- pelo método da equivalência patrimonial de acor-
tas sociedades, o Grupo deixa de reconhecer perdas do com o qual as participações financeiras são re-
adicionais, exceto se tiver incorrido em responsabili- gistadas pelo seu custo de aquisição, ajustado pelo
dades ou efetuado pagamentos em nome destas. Os valor correspondente à participação do Grupo nas
ganhos não realizados em transações com as asso- variações dos capitais próprios (incluindo o resultado
ciadas são eliminados na extensão da participação líquido) e pelos dividendos recebidos.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
57
Quando a quota-parte das perdas atribuíveis ao Gru- consolidada, são registadas como rendimentos e
po é equivalente, ou excede o valor da participação gastos do período (Notas 5.10).
financeira nos empreendimentos conjuntos, o Gru-
po reconhece perdas adicionais se tiver assumido As rubricas de resultados das unidades operacionais
obrigações, ou caso tenha efetuado pagamentos em estrangeiras foram transpostas ao câmbio médio
benefício dos empreendimentos conjuntos. do período. As diferenças resultantes da aplicação
destas taxas comparativamente aos valores
Os ganhos e perdas não realizados entre o Grupo e anteriores foram refletidas na Reserva de conversão
os seus empreendimentos conjuntos são elimina- cambial no capital próprio (Nota 5.4). Sempre que
dos na proporção do interesse do Grupo nos em- uma entidade estrangeira é alienada, a diferença
preendimentos conjuntos. As perdas não realizadas cambial acumulada é reconhecida na demonstração
também são eliminadas, a menos que a transação dos resultados consolidados como parte do ganho
dê evidência adicional de uma imparidade sobre o ou perda na venda.
ativo transferido.
Comparabilidade
As políticas contabilísticas dos empreendimentos Com referência a 1 de janeiro de 2019, entrou em
conjuntos são alteradas, sempre que necessário, de vigor a norma contabilística IFRS 16 - Locações,
forma a garantir, que as mesmas são aplicadas de a qual foi adotada pelo Grupo na elaboração das
forma consistente com as do Grupo. suas demonstrações financeiras consolidadas
do exercício de 2019. As alterações às políticas
Moeda de apresentação e transações em moeda contabilísticas e o impacto nas demonstrações
diferente da moeda de apresentação financeiras encontram-se descritos na Nota 1.5.2.
Os elementos incluídos nas demonstrações
financeiras de cada uma das entidades do Grupo
são mensurados utilizando a moeda do ambiente
económico em que a entidade opera (moeda
funcional).

As presentes demonstrações financeiras consolida-


das encontram-se apresentadas em Euros.

Todos os ativos e passivos do Grupo expressos em


moeda diferente da moeda de apresentação foram
transpostos para Euros utilizando as taxas de câmbio
vigentes na data da Posição financeira consolidada
(Nota 8.1.1).

As diferenças de câmbio, originadas pelas diferenças


entre as taxas de câmbio em vigor na data das
transações e as vigentes na data das cobranças,
pagamentos ou à data da Posição financeira

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
58
01.
INTRODUÇÃO
1.5. ADOÇÃO DAS IFRS E NOVAS NORMAS
A ADOTAR
1.5.1. ADOÇÃO PELA PRIMEIRA VEZ DAS IFRS

O Grupo adotou as Normas Internacionais de Relato


Financeiro (“IFRS”) pela primeira vez em 2019, apli-
cando para o efeito a IFRS 1 – Adoção Pela Primeira
Vez das Normas Contabilísticas e de Relato Financei-
ro (IFRS), As IFRS foram aplicadas retrospetivamente
para todos os períodos apresentados. A data de tran-
sição é 1 de janeiro de 2018, e o Grupo preparou a
sua Demonstração da posição financeira de abertura
a essa data, considerando as isenções e exclusões
a outras normas existentes, permitidas pela IFRS 1.

O efeito dos ajustamentos de transição reportados a


1 de janeiro de 2018, relacionados com a adoção de
princípios e políticas contabilísticas de acordo com
o IAS/ IFRS, no montante de Euros 7.226.601, foram
reconhecidos a reduzir aos capitais próprios. Destes
ajustamentos de transição não resultaram alterações
no reconhecimento dos fluxos de caixa do período.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
59
A reconciliação entre o capital próprio a 1 de janeiro
de 2018, obtido de acordo com o SNC, e o capital
próprio a 1 de janeiro de 2018, obtido de acordo
com o IFRS, são explicados conforme se segue:
Capital Próprio
atribuível aos Total
detentores Interesses que do Capital
Valores em Euros do capital da Secil não controlam Próprio

Referencial contabilístico SNC 311.513.687 63.132.120 374.645.807


Impactos da transição para as normas
internacionais de relato financeiro (IFRS)
Subsídios do governo:
Subsídios não reembolsáveis, (622.874) (405) (623.279)
relacionados com ativos fixos tangíveis
Licenças de emissão de gases com efeitos (3.867.965) - (3.867.965)
de estufa (CO2), atribuídos a título gratuito
IFRS 9 - Reconhecimento inicial (2.609.200) (126.157) (2.735.357)

Total dos ajustamentos (incluindo os efeitos fiscais) (7.100.039) (126.562) (7.226.601)

Referencial contabilístico IFRS 304.413.648 63.005.558 367.419.206

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
60
A reconciliação entre o capital próprio a 31 de
dezembro de 2018 e o resultado líquido de 2018,
obtido de acordo com o SNC e o capital próprio a
31 de dezembro de 2018 e o resultado líquido de
2018, obtido de acordo com o IFRS, são explicados
conforme se segue:
Capital Próprio Interesses
atribuível aos que não Total do Resultado
detentores do controlam Capital líquido de
Valores em Euros capital da Secil Próprio 2018

Referencial contabilístico SNC 291.782.525 56.576.183 348.358.708 3.871.045


Impactos da transição para as normas
internacionais de relato financeiro (IFRS)
Subsídios do governo:
Subsídios não reembolsáveis, (526.132) (251) (526.383) -
relacionados com ativos fixos tangíveis
Licenças de emissão de gases com (8.866.967) - (8.866.967) -
efeitos de estufa (CO2), atribuídos a título gratuito
IFRS 9 - Reconhecimento (2.874.715) (167.388) (3.042.104) (195.000)
Desreconhecimento da amortização 1.369.957 - 1.369.957 1.411.163
do período de ativos intangíveis
Desreconhecimento da amortização 6.788.335 396 6.788.732 6.848.710
do período do Goodwill

Total dos ajustamentos (incluindo os efeitos fiscais) (4.109.522) (167.243) (4.276.765) 8.064.874

Referencial contabilístico IFRS 287.673.003 56.408.940 344.081.943 11.935.919

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
61
Desreconhecimento de subsídios Governamentais • Na rubrica de Valores a receber correntes,
nos Capitais Próprios a aplicação do novo modelo de imparidade,
determinou o reconhecimento de um ajustamento
• De acordo com a IAS 20 – Contabilização de Sub- negativo na transição no montante de Euros 974.773.
sídios Governamentais, os subsídios governamentais
relacionados com ativos fixos tangíveis são apre- • Foram reconhecidos impostos diferidos ativos, re-
sentados na Demonstração da posição financeira, ferentes a estas imparidades, no montante de Euros
a deduzir ao valor dos Ativos Fixos Tangíveis, conti- 220.665.
nuando a ser reconhecidos numa base sistemática
na demonstração dos resultados na mesma cadên-
cia em que são depreciados os ativos subsidiados. Desreconhecimento de amortização de Goodwill
O impacto desta reclassificação, na transição a 1 de
janeiro de 2018, ascendeu a Euros 840.515 (Euros De acordo com a IFRS 3, o Goodwill resultante de
623.279 líquidos de imposto); concentrações de atividades empresariais deixa de
ser objeto de amortização, conforme previsto no
• Os Direitos de emissão de gases com efeito de SNC, passando a ser sujeito a testes de imparidade,
estufa (CO2) atribuídos às empresas do Grupo no com periodicidade anual ou sempre que existam in-
âmbito do CELE (Comércio Europeu de Licenças de dícios de imparidade, conforme IAS 36 – Imparidade
Emissão de gases com efeito de estufa) 2013-2020, de ativos, pelo que foram ajustados os resultados
a título gratuito, são apresentados na Demonstração do exercício 2018 e os capitais próprios em 31 de
da posição financeira nos Valores a pagar correntes dezembro de 2018.
(conforme descrita na política contabilística na Nota
3.2). O impacto desta reclassificação, na transição
a 1 de janeiro de 2018, ascendeu a Euros 5.193.738 Desreconhecimento da amortização de ativos
(Euros 3.867.965 líquidos de imposto); intangíveis – marcas

• Os impostos diferidos passivos relacionados com De acordo com a IAS 38, os ativos intangíveis –
os subsídios não reembolsáveis e os direitos de marcas sem vida útil definida deixam de ser objeto de
emissão de gases com efeito de estufa, atribuídos amortização, conforme previsto no SNC, passando a
a título gratuito foram desreconhecidos. O impacto ser sujeito a testes de imparidade, com periodicidade
deste ajustamento, na transição a 1 de janeiro de anual ou sempre que existam indícios de imparidade,
2018, ascendeu a Euros 217.236 e Euros 1.325.773, conforme IAS 36 – Imparidade de ativos, pelo que
respetivamente. foram ajustados os resultados do exercício 2018 e os
capitais próprios em 31 de dezembro de 2018.

IFRS 9 – Reconhecimento inicial

• Na rubrica de Caixa e equivalentes de caixa, a apli-
cação do novo modelo de imparidade, determinou
o reconhecimento de um ajustamento negativo na
transição no montante de Euros 1.981.249.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
62
01.
INTRODUÇÃO
1.5. ADOÇÃO DAS IFRS E NOVAS NORMAS
A ADOTAR
1.5.2. NORMAS, ALTERAÇÕES
E INTERPRETAÇÕES A ADOTAR

Adoção da Norma IFRS 16 • não aplicação da IFRS 16 às locações de curta


duração (prazo inferior a 12 meses) e de valor
O Grupo adotou a IFRS 16 - Locações em 1 de reduzido (montantes inferiores a 5.000 euros).
janeiro de 2019, de acordo com a abordagem de
transição simplificada prevista nos parágrafos da IFRS Os principais impactos da adoção da IFRS 16 na
16: C3(b), C7 e C8 para o período de transição, o que demonstração de resultados de 2019, face ao que
se traduz na aplicação a 1 de janeiro de 2019 sem a seria reconhecido por aplicação da IAS 17, foram
reexpressão dos valores comparativos. os seguintes: aumento do valor de amortizações
de 7.701 milhares de Euros (Nota 3.4), aumento
Esta norma define os princípios para reconhecimen- do valor de juros de 1.033 milhares de Euros (Nota
to, mensuração e apresentação de locações, subs- 5.10) e uma redução das Rendas e alugueres em
tituindo a IAS 17 – Locações e as respetivas orienta- Fornecimentos e serviços externos de cerca de 8.734
ções interpretativas. milhares de Euros (Nota 2.3).

No âmbito desta norma foram registados ativos


sob direito de uso no valor de Euros 19.840.485
(Nota 3.4) a 1 de janeiro de 2019, os quais foram
mensurados pelo valor do passivo de locação
(Nota 5.7) calculado na data da adoção da norma.
Na mensuração dos passivos de locação e para
os contratos sem uma taxa de juro implícita foi
considerada uma taxa de juro incremental a qual se
situou no intervalo 0,26% - 21,89%.

Na adoção da IFRS 16 pela primeira vez, o Grupo


aplicou um conjunto de expedientes práticos
para as locações anteriormente classificadas
como operacionais de acordo com a IAS 17,
nomeadamente:

• o ativo sob direito de uso foi mensurado igualando


o valor do passivo de locação, tendo sido aplicada
uma taxa de desconto na data de primeira aplicação;

• aplicação de uma taxa de desconto única a


um conjunto de locações com características
razoavelmente semelhantes (tais como locações
com um prazo remanescente semelhante, para
uma classe semelhante de ativo subjacente e num
contexto económico semelhante); e

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
63
A reconciliação entre os compromissos com loca-
ções operacionais em 31 de dezembro de 2018 e
as responsabilidades por locações reconhecidas na
data inicial de aplicação é a seguinte:
Valores em Euros

Responsabilidades com locações operacionais a 31 dezembro 2018 23.612.590

Responsabilidades por locação não descontadas reconhecidas a 1 janeiro 2019 23.612.590


Efeito do desconto financeiro à taxa incremental a 1 de janeiro de 2019 4.862.990

Responsabilidades por locação reconhecidas a 1 janeiro 2019 18.749.600


Revisão das responsabilidades com locações operacionais 1.090.885

Responsabilidades por locação reconhecidas a 1 janeiro 2019 19.840.485

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
64
OUTRAS NORMAS, ALTERAÇÕES E INTERPRETAÇÕES ADOTADAS OU A ADOTAR
Normas, alterações e interpretações adotadas em 2019

Normas e alterações

IFRS 9 - Instrumentos Ativos financeiros que contenham características de pré-pagamento com compensação
financeiros (alteração) negativa podem agora ser mensurados ao custo amortizado ou ao justo valor através de
rendimento integral (OCI) se cumprirem os critérios relevantes da IFRS 9.

O IASB clarificou igualmente que a IFRS 9 exige aos preparadores o recalculo do custo
amortizado da modificação de passivos financeiros pelo desconto dos fluxos de caixa
contratuais usando a taxa de juro efetiva original (EIR) sendo reconhecida qualquer ajus-
tamento por via de resultados do período (alinhando o procedimento já exigido para os
ativos financeiros).

Esta alteração foi adotada pela Regulamento EU 2018/498 da Comissão sendo de im-
plementação obrigatória para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de janeiro de
2019, com adoção antecipada permitida.

IAS 28 – Investimentos Em outubro de 2017, o IASB emitiu alterações à IAS 28 relativamente a participações de
em associadas e longo prazo em associadas e empreendimentos conjuntos. As alterações esclarecem
empreendimentos que a IFRS 9 aplica-se a instrumentos financeiros em associadas ou empreendimentos
conjuntos (alteração) conjuntos aos quais o método de equivalência patrimonial não é aplicado, incluindo
interesses de longo prazo.

As alterações devem ser aplicadas retrospetivamente nos períodos anuais com início em
ou após 1 de janeiro de 2019.

IAS 19 – Benefícios de Em fevereiro de 2018, o IASB emitiu alterações à IAS 19. As alterações esclarecem a
empregados (alteração) contabilização quando ocorre uma alteração, redução ou liquidação no plano de be-
nefícios atribuídos.

As alterações agora especificam que uma entidade deve usar os pressupostos atualizados
da remensuração do seu passivo de benefício definido líquido (ativo) para determinar
o custo atual do serviço e os juros líquidos para o restante do período de relato após a
mudança no plano.

Das alterações resulta uma alocação diferente do rendimento integral total entre custo
do serviço, juros e outro rendimento integral.

As alterações aplicam-se prospetivamente a alterações, cortes ou liquidações de planos


de benefícios atribuídos que ocorram no ou após o início do primeiro período de relato
anual que comece em ou após 1 de janeiro de 2019.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
65
Normas e alterações

IFRIC 23 – Incerteza Em junho de 2017, o IASB emitiu a Interpretação 23, do International Financial Reporting
quanto aos tratamentos Interpretations Committee (IFRIC 23).
do imposto sobre o
rendimento (adoção) Esta Interpretação esclarece a forma como devem ser aplicados os requisitos de reco-
nhecimento e de mensuração da IAS 12 quando existe incerteza quanto aos tratamentos
do imposto sobre o rendimento. Nestas circunstâncias, uma entidade deve reconhecer
e mensurar o seu ativo ou passivo por imposto corrente ou diferido aplicando os re-
quisitos da IAS 12 com base no lucro tributável (perda fiscal), na matéria coletável, nas
perdas fiscais não utilizadas, nos créditos fiscais não utilizados e nas taxas de imposto
determinados na aplicação desta Interpretação.

Melhorias às normas 2015 Os melhoramentos do ciclo 2015-2017, emitidos pelo IASB em 12 de Dezembro de 2017
– 2017 introduzem alterações, com data efetiva para períodos que se iniciem em ou após 1 de
Janeiro de 2019, às normas IFRS 3 (remensuração da participação anteriormente detida
como operação conjunta quando obtém controlo sobre o negócio), IFRS 11 (não re-
mensuração da participação anteriormente detida na operação conjunta quando obtém
controlo conjunto sobre o negócio), IAS 12 (contabilização de todas as consequências
fiscais do pagamento de dividendos de forma consistente), IAS 23 (tratamento como
empréstimos geral qualquer empréstimo originalmente efetuado para desenvolver um
ativo quando este se torna apto para utilização ou venda).

As normas, alterações e interpretações acima não


tiveram impacto nas demonstrações financeiras.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
66
Normas, alterações e interpretações de aplicação obrigatória em ou após 1 de janeiro de 2020

Norma Alteração Data de aplicação

Normas e alterações ainda não endossadas pela União Europeia

IFRS 9 - Instrumentos Em 22 de outubro de 2018, o IASB emitiu as alterações à 1 de janeiro de 2020


financeiros (alteração) sua definição de negócio.

As alterações esclarecem que, para ser considerado


um negócio, um conjunto adquirido de atividades e
ativos deve incluir, no mínimo, um input e um processo
substantivo que, juntos, contribuam significativamente
para a capacidade de criar outputs.

As alterações também esclarecem que um conjunto de


atividades e ativos pode se qualificar como um negócio
sem incluir todos os inputs e processos necessários
para criar outputs, ou incluindo os próprios outputs,
substituindo o termo “capacidade de criar outputs” por
“capacidade de contribuir para a criação de outputs “.

Deixa de ser necessário avaliar se os participantes do


mercado são capazes de substituir inputs ou processos
omissos (por exemplo, integrando as atividades e
ativos adquiridos) e continuar produzindo outputs. As
alterações concentram-se em se os inputs adquiridos e
os processos substantivos adquiridos, juntos, contribuem
significativamente para a capacidade de criar outputs.

As alterações devem ser aplicadas às transações cuja


data de aquisição seja em ou após o início do primeiro
período de reporte anual com início em ou após 1 de
janeiro de 2020, sendo permitida a aplicação antecipada.
Se as entidades aplicarem as alterações antecipadamente,
devem divulgar esse facto.

Clarificação dos O IASB emitiu em 23 de janeiro de 2020 uma alteração à 1 de janeiro de 2020
requisitos de classificação IAS 1 Apresentação das Demonstrações Financeiras para
de passivos como clarificar como classificar dívida e outros passivos como
corrente ou não corrente e não corrente.
corrente (alterações à
IAS 1 – Apresentação As alterações visam promover a consistência na aplicação
das Demonstrações dos requisitos com o objetivo de ajudar as empresas a
Financeiras) determinar se, na demonstração da posição financeira,
dívida ou outros passivos com data de liquidação incerta
devem ser classificados como correntes (a liquidar ou
potencialmente a liquidar no prazo de um ano) ou não
correntes. As alterações incluem esclarecimentos sobre
os requisitos de classificação de dívida que uma empresa
pode liquidar convertendo em capital.

Esta alteração é efetiva para períodos após 1 de janeiro


de 2022.

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
67
01.
INTRODUÇÃO
1.6. ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS
CONTABILÍSTICOS RELEVANTES

A preparação de demonstrações financeiras con-


solidadas exige que sejam efetuadas estimativas e
julgamentos que afetam os montantes de rendimen-
tos, gastos, ativos, passivos e divulgações à data da
posição financeira consolidada. Para o efeito, o Con-
selho de Administração do Grupo baseia-se:

(i) na melhor informação e conhecimento de eventos


presentes e em alguns casos em relatos de peritos
independentes, e

(ii) nas ações que o Grupo considera poder vir a


desenvolver no futuro.

Na data de concretização das operações, os seus


resultados poderão ser diferentes destas estimativas.

ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS MAIS SIGNIFICATIVOS


As estimativas e os pressupostos que apresentam um risco significativo de originar um ajustamento material
no valor contabilístico dos ativos e passivos, no exercício seguinte, são apresentadas abaixo:

Estimativas e julgamentos Notas

Recuperabilidade do goodwill e marcas 3.1 – Goodwill


3.2 - Ativos intangíveis

Incerteza quanto ao tratamento do imposto sobre o 6.1 - Imposto sobre o rendimento do período
rendimento 6.2 - Impostos diferidos

Pressupostos atuariais 7.2 – Benefícios aos empregados

Reconhecimento de provisões 9.1 - Provisões

Recuperabilidade, vida útil e depreciação de ativos 3.3 – Ativos fixos tangíveis


fixos tangíveis

INTRODUÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
68
02.
PERFORMANCE
OPERACIONAL
02.
PERFORMANCE
OPERACIONAL

Valores em Euros Nota 2019 2018

Réditos 2.1 510.994.979 483.635.512


Outros rendimentos e ganhos operacionais 2.2 61.467.043 33.897.042

572.462.022 517.532.554

Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 4.1 (157.781.405) (151.416.045)
Variação da produção 4.1 126.117 (.120.708)
Fornecimentos e serviços externos 2.3 (185.699.644) (179.973.508)
Gastos com o pessoal 7.1 (79.708.600) (79.444.575)
Outros gastos e perdas operacionais 2.4 (9.878.755) (5.470.085)

(432.942.287) (416.424.921)

139.519.735 101.107.633

PERFORMANCE OPERACIONAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
70
02.
PERFORMANCE
OPERACIONAL
2.1. RÉDITO

!! Política de gestão dos negócios trução civil e consórcios associados à construção


de obras de elevada complexidade técnica como
A Comissão Executiva do Grupo Secil é a principal barragens e pontes. A venda de cimento ensacado
responsável pela tomada de decisões operacionais para o consumidor final é residual, sendo assegurada
do Grupo, analisando periodicamente, e de forma através de revendedores locais.
consistente, os relatórios da informação financeira e
operacional de cada segmento geográfico. Os rela- A Secil fornece os seus produtos nas suas fábricas
tórios são utilizados para monitorizar a performan- e entrepostos e assegura o transporte até às
ce operacional dos seus negócios e decidir sobre instalações do cliente, mediante subcontratação do
a melhor alocação de recursos ao segmento, bem transporte, existindo neste caso duas obrigações
como a avaliação do seu desempenho, e tomadas de performance, às quais a Secil aloca o preço da
de decisão estratégicas. transação baseado nos preços de venda.

Foram identificados cinco segmentos operacionais, O rédito reconhecido pela venda de cimento nos
com base nas áreas geográficas a partir das quais o entrepostos resulta das tabelas de preços em vigor
Grupo desenvolve a sua atividade: Portugal, Líbano, ajustadas por descontos de pronto pagamento e
Tunísia, Brasil e Angola. Refira-se que a geografia descontos de quantidade, atribuídos aos clientes,
Portugal inclui Cabo Verde, Holanda e Espanha, pois consoante se tratem de clientes revendedores ou
as exportações para estes países realizam-se a partir clientes industriais, tal como descrito nas condições
de Portugal e são monitorizadas em conjunto com gerais de venda. No que se refere aos grandes
as vendas nacionais. clientes e projetos específicos os preços e condições
de desconto são fixadas contrato a contrato.

Políticas contabilísticas Os descontos atribuídos constituem uma compo-


nente variável do preço que é considerada na de-
Rédito terminação do rédito registado na data da entrega
O Grupo apresenta nesta Nota o rédito desagregado do produto ao cliente, que corresponde à data da
por área geográfica, com base no país de destino transferência do controlo dos produtos.
dos bens e serviços vendidos pelo Grupo.
No caso da exportação, a transferência de controlo
Cimento dos produtos ocorre na sua generalidade quando
Parte significativa do rédito do Grupo Secil refere- os produtos passam para o controlo do cliente,
se à venda de cimento cinzento, a granel ou conforme os Incoterms negociados.
ensacado, em palete ou pacotões. A forma de
acondicionamento do cimento e ponto de entrega, Materiais
depende da dimensão do cliente e da utilização final A linha de negócio dos Materiais respeita aos
do produto. “derivados” do cimento: betão pronto, agregados,
argamassas e pré-fabricados de betão.
Os principais clientes do Grupo Secil são empresas
industriais na área do betão, pré-fabricados e cons- O rédito dos Materiais é reconhecido na data da

PERFORMANCE OPERACIONAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
71
entrega do produto ao cliente, mesmo que o
contrato implique entregas faseadas, devido às
diferentes fases da obra e quantidades a movimentar.

O rédito é reconhecido pelo montante da obriga-


ção de performance satisfeita, sendo que o preço da
transação corresponde a uma quantia fixa faturada
em função das quantidades vendidas, com conces-
são de descontos de quantidade (rappel) determiná-
veis com fiabilidade.

No que se refere às argamassas, o aluguer de equi-


pamentos de obra, para a armazenagem, mistu-
ra e aplicação de argamassas, corresponde a uma
obrigação de performance separada com preço de
venda autónomo deduzido de eventuais descontos
concedidos.

A área de pré-fabricados de betão, refere-se


essencialmente à comercialização de materiais
pré-fabricados standard, não existindo produção
de pré-fabricados mediante pedido específico dos
clientes. Nesta área de negócio o Grupo reconhece
o rédito de todos os produtos com a entrega do
produto ao cliente.

RÉDITO POR SEGMENTO GEOGRÁFICO, TENDO POR BASE O PAÍS DE DESTINO DOS BENS E
SERVIÇOS VENDIDOS PELO GRUPO
Nos exercícios de 2019 e 2018 o rédito do Grupo, tendo por base o destino dos bens e serviços vendidos,
é como se segue:

Valores em Euros 2019 2018

Portugal 236.495.600 201.167.819


Resto da Europa 40.075.357 34.470.188
América 85.443.880 83.397.253
África 84.964.183 81.694.890
Ásia 64.015.959 82.905.362

510.994.979 483.635.512

PERFORMANCE OPERACIONAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
72
02.
PERFORMANCE
OPERACIONAL
2.2. OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
OPERACIONAIS

Nos exercícios de 2019 e 2018, os outros rendimen-


tos e ganhos operacionais decompõem-se como
segue:

Valores em Euros 2019 2018

Ganhos na alienação de ativos não correntes 3.087.764 1.367.637


Subsídios - Licenças de emissão CO2 30.878.285 11.816.568
Alienação de licenças de emissão CO2 (Nota 3.2) 13.338.023 9.824.690
Rendimentos com tratamento de resíduos 603.655 (479.792)
Trabalhos para a própria empresa 436.061 (102.799)
Rendimentos suplementares 829.459 (943.257)
Processo PIS/COFINS - Brasil 3.298.422 -
Subsídios à exploração 619.731 1.163.609
Juros obtidos - cupões Secil Angola - 1.772.116
Interruptibilidade energia - REN 4.160.921 3.438.724
Outros rendimentos operacionais 4.214.722 2.987.850

61.467.043 33.897.042

O valor mostrado na rubrica Subsídios – licenças de


emissão de CO2, corresponde ao reconhecimento
em resultados do subsídio, originado na atribuição
de licenças a título gratuito (conforme descrito na
Nota 3.2).

O montante de Euros 3.298.422 apresentado na


rubrica Processo PIS/COFINS - Brasil, corresponde
ao ganho reconhecido pelas subsidiárias Supremo
e Margem em resultado da decisão proferida pelos
tribunais brasileiros no sentido da não sujeição dos
impostos PIS e Confins sobre o imposto ICMS que
é aplicado às vendas. Foi assim reconhecido o gan-
ho correspondente à devolução do imposto pago
em excesso em anos anteriores, sendo que este vai
ocorrer por dedução a impostos a pagar no futuro.

PERFORMANCE OPERACIONAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
73
02.
PERFORMANCE
OPERACIONAL
2.3. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS
EXTERNOS

Nos exercícios de 2019 e 2018, os Fornecimentos e


serviços externos decompõem-se como segue:

Valores em Euros 2019 2018

Energia e fluídos 47.153.371 43.240.605


Transporte de mercadorias 55.492.828 53.364.815
Trabalhos especializados 41.585.199 38.352.139
Conservação e reparação 20.314.181 18.844.082
Serviços diversos 14.159.933 20.871.196
Honorários 2.027.783 1.271.447
Seguros 3.200.082 2.628.279
Subcontratos 605.798 611.070
Outros 1.160.469 789.875

185.699.644 179.973.508

O aumento verificado em 2019 na rúbrica de forne-


cimentos e serviços externos está, essencialmente,
associado ao aumento dos gastos com energia e
fluídos (fruto do aumento do preço de aquisição de
eletricidade), transporte de mercadorias e trabalhos
especializados.

PERFORMANCE OPERACIONAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
74
Honorários faturados por serviços de revisão legal
de contas e auditoria
Nos exercícios de 2019 e 2018, os honorários fatura-
dos e reconhecidos em gastos são como se segue:

2019 2018

Gastos do Honorários Gastos do Honorários


Valores em Euros período faturados período faturados

KPMG (SROC) e outras entidades pertencentes


à mesma rede, em 2019
Serviços de revisão legal de contas e auditoria 203.147 193.130 300.550 300.550
Outros serviços de garantia de fiabilidade 5.900 5.900 1.500 1.500

209.047 199.030 302.050 302.050

Os serviços indicados como Outros serviços de


garantia de fiabilidade dizem essencialmente respeito
a emissão de relatórios sobre informação financeira
e pareceres efetuados no âmbito de operações de
fusão entre sociedades do grupo.

O Conselho de Administração entende existirem


suficientes procedimentos de salvaguarda da
independência dos auditores através dos processos
de análise do Conselho Fiscal relativamente aos
trabalhos propostos e da sua definição criteriosa em
sede de contratação.

PERFORMANCE OPERACIONAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
75
02.
PERFORMANCE
OPERACIONAL
2.4. OUTROS GASTOS E PERDAS
OPERACIONAIS

Nos exercícios de 2019 e 2018, os Outros gastos e


perdas operacionais decompõem-se como se segue:

Valores em Euros 2019 2018

Imparidades em dividas a receber (Nota 8.1.4) 639.721 379.693


Imparidades em inventários (Nota 4.1) 1.939.679 (1.735.779)
Donativos 657.643 577.477
Despesas bancárias 703.856 550.615
Perda na alienação de ativos não correntes 1.454.662 148.339
Impostos indiretos e Taxas 2.096.494 2.163.977
Quotizações 566.476 568.522
Multas e Penalidades 114.605 -
Outros gastos operacionais 1.705.619 2.817.241

9.878.755 5.470.085

PERFORMANCE OPERACIONAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
76
03.
INVESTIMENTOS
03.
INVESTIMENTOS

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018

Demonstração da posição financeira


Ativo
Goodwill 3.1 150.374.678 160.570.914
Ativos intangíveis 3.2 72.028.500 40.408.813
Ativos fixos tangíveis 3.3 526.231.563 518.069.369
Ativos sob direitos de uso 3.4 27.288.240 -
Propriedades de investimento 3.5 277.239 285.434
Ativos não correntes detidos para venda 3.6 7.809.209 8.534.209

784.009.429 727.868.739

Demonstração dos resultados


Depreciações, amortizações e perdas por imparidade 3.7 (61.709.105) (38.332.338)

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
78
03.
INVESTIMENTOS
3.1. GOODWILL

Políticas contabilísticas
O goodwill representa a diferença entre o justo valor
do custo de aquisição e o justo valor dos ativos, pas-
sivos e passivos contingentes identificáveis, das subsi-
diárias incluídas na consolidação, na data de aquisição
do controlo e é alocado a cada Unidade Geradora
de Caixa (UGC) ou grupo de UGCs mais baixas a que
pertence.

Amortização O goodwill não é amortizado. O Grupo realiza testes de imparidade ao goodwill anual-
e imparidade mente, ou sempre que existam indícios de imparidade. Os valores recuperáveis das
unidades geradoras de fluxos de caixa são determinados como o maior entre o valor de
uso e o justo valor menos custo de venda. As perdas por imparidade relativas ao goodwill
não podem ser revertidas.

Alienações e perdas de Ganhos ou perdas decorrentes da venda ou perda de controlo sobre uma entidade ou
controlo negócio ao qual o goodwill está alocado incluem o valor do goodwill correspondente.

Aquisições em moeda O goodwill originado na aquisição de uma entidade estrangeira, encontra-se registado
diferente da moeda de na moeda funcional dessa mesma entidade, sendo convertido para a moeda de relato
apresentação do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data de relato. As diferenças cambiais
geradas nessa conversão são registadas na rubrica Reserva de conversão cambial (Nota
5.5) como outro rendimento integral.

Dedutibilidade fiscal À luz da legislação fiscal atualmente vigente em Portugal, não se espera que o goodwill
reconhecido ou a reconhecer venha a ser dedutível em termos fiscais. Noutras geogra-
fias onde o Grupo opera o tratamento fiscal é diferenciado.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
79
Estimativas e julgamentos contabilísticos Estas projeções resultam dos orçamentos para o ano
seguinte e da estimativa dos fluxos de caixa para um
Testes de imparidade período subsequente de quatro anos refletida nos
Para efeitos de testes de imparidade às UGCs, o valor Planos de Médio Longo Prazo aprovados pelo Con-
recuperável foi determinado com base no valor em selho de Administração.
uso, de acordo com o método dos fluxos de caixa
descontados. O valor recuperável das UGC deriva de O Grupo na sua análise identifica primordialmente as
pressupostos relativos à atividade, designadamente, unidades geradoras de caixa, que se consubstanciam
volumes de vendas, preços médios de venda e custos nas geografias onde opera.
variáveis que nos períodos de projeção resultam de
uma combinação de previsões económicas para as No desenvolvimento dos testes de análise de recu-
regiões e mercados onde o Grupo opera, previsões peração dos ativos foram considerados pressupostos
da indústria, incluindo alterações nos mercados de- de projeção diferenciados em função das geografias
rivadas de alteração de capacidades instaladas para relevantes.
cada atividade operacional, projeções internas da
Gestão e performance histórica.

PRESSUPOSTOS NA BASE DOS PLANOS DE NEGÓCIOS

Pressupostos (CAGR 2020-2024) Portugal Tunísia Líbano Brasil Angola

Vendas em quantidade (kt)


Referência Cimento e clínquer
CAGR Vendas em quantidade (kt) -2,75% 1,15% -0,53% 3,84% 12,13%
Preço Médio de Venda ML/t
Referência Cimento cinzento no mercado interno
CAGR Preço Médio de Venda ML/t 1,34% 4,19% 0,42% 7,41% 13,14%

Pressupostos (CAGR 2019-2023) Portugal Tunísia Líbano Brasil Angola

Vendas em quantidade (kt)


Referência Cimento e clínquer
CAGR Vendas em quantidade (kt) -1,2% 0,5% -2,9% 6,3% 5,4%
Preço Médio de Venda ML/t
Referência Cimento cinzento no mercado interno
CAGR Preço Médio de Venda ML/t 1,6% 2,8% 1,0% 7,4% 8,9%

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
80
PRESSUPOSTOS NA BASE DOS PLANOS
DE NEGÓCIOS

Os principais pressupostos considerados a nível


macroeconómico são as projeções de taxa de
crescimento do PIB e de inflação nos mercados onde
o Grupo atua. As fontes das projeções são o FMI e o
Banco de Portugal.

A taxa de crescimento na perpetuidade reflete


a visão da Gestão a médio/ longo prazo para as
diferentes UGCs, tendo presente os pressupostos
macroeconómicos.

31/12/2019 31/12/2018

Taxa Taxa de Taxa de cresc. Taxa Taxa de Taxa de cresc.


Pressupostos financeiros WACC Imposto Perpetuidade WACC Imposto Perpetuidade

Portugal (EUR)
Período de Planeamento explicito 5,22% 27,50% - 6,43% 27,50% -
Perpetuidade 7,12% 27,50% 1,50% 6,43% 27,50% 1,35%
Tunísia (TND)
Período de Planeamento explicito 11,87% 25,00% - 13,09% 25,00% -
Perpetuidade 12,82% 25,00% 3,99% 11,80% 25,00% 3,98%
Líbano (USD)
Período de Planeamento explicito 18,70% 17,00% - 11,10% 17,00% -
Perpetuidade 12,59% 17,00% 2,29% 10,92% 17,00% 2,19%
Brasil (BRL)
Período de Planeamento explicito 8,48% 34,00% - 10,36% 34,00% -
Perpetuidade 9,39% 34,00% 3,49% 9,57% 34,00% 3,97%
Angola (USD)
Período de Planeamento explicito 10,81% 30,00% - 11,49% 30,00% -
Perpetuidade 12,43% 30,00% 2,29% 11,31% 30,00% 2,19%

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
81
TESTE DE IMPARIDADE

Em resultado dos testes de imparidade efetuados nos


períodos de 2019 e 2018, foi reconhecida uma perda
por imparidade no exercício de 2019, no goodwill
atribuído à UGC do Líbano, no montante de Euros
11.237.745.

ANÁLISE DE SENSIBILIDADE

Foi realizada uma análise de sensibilidade, aos


pressupostos considerados chave (de forma
independente para cada pressuposto) conforme se
segue:

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
82
Variação do Enterprise Value por variação de: 31/12/2019 31/12/2018

Portugal

1) Redução de 1% na taxa de crescimento na perpetuidade


Redução no valor de avaliação: -11,67% -12,05%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade
2) Aumento de 50 pontos base na taxa de desconto (WACC)
Redução no valor de avaliação: -8,36% -8,64%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade

Tunísia

1) Redução de 1% na taxa de crescimento na perpetuidade


Redução no valor de avaliação: -6,78% -8,16%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade
2) Aumento de 50 pontos base na taxa de desconto (WACC)
Redução no valor de avaliação: -5,40% -6,21%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade

Brasil

1) Redução de 1% na taxa de crescimento na perpetuidade


Redução no valor de avaliação: -11,10% -12,28%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade
2) Aumento de 50 pontos base na taxa de desconto (WACC)
Redução no valor de avaliação: -8,13% -8,67%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade

Angola

1) Redução de 1% na taxa de crescimento na perpetuidade


Redução no valor de avaliação: -3,39% -0,76%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade
2) Aumento de 50 pontos base na taxa de desconto (WACC)
Redução no valor de avaliação: -7,81% -3,95%
Resultado: Sem imparidade Sem imparidade

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
83
GOODWILL – VALOR LÍQUIDO

O goodwill é atribuído às unidades geradoras de flu-


xos de caixa (UGCs) do Grupo, as quais correspon-
dem às geografias onde o Grupo opera, conforme
segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Portugal 84.075.300 83.487.482


Líbano - 10.990.278
Tunísia 19.401.908 17.641.029
Brasil 46.897.470 48.452.125

150.374.678 160.570.914

MOVIMENTOS DO PERÍODO
Valores em Euros 2019 2018

Valor líquido no início do período 160.570.914 169.026.493


Imparidade (Nota 3.7 e Nota 6.1) (11.237.745) -
Ajustamento Cambial 1.041.509 (8.455.579)

Valor líquido no final do período 150.374.678 160.570.914

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
84
03.
INVESTIMENTOS
3.2. ATIVOS INTANGÍVEIS

Políticas contabilísticas
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao cus-
to de aquisição deduzido de amortizações e perdas
por imparidade, pelo método das quotas constantes
durante um período que varia entre 3 e 5 anos.

Direitos de emissão de gases com efeito de estufa


(CO2)
Dada a ausência de normativo contabilístico para o
reconhecimento e mensuração das licenças de CO2
a política definida pela gestão é como segue:

Reconhecimento As licenças de emissão de CO2 atribuídas ao Grupo no âmbito do CELE (Comércio


e mensuração inicial Europeu de Licenças de Emissão de gases com efeito de estufa) 2013-2020, a título
gratuito, são registadas na rubrica “Ativos intangíveis”, ao justo valor na data da atribuição,
por contrapartida de um subsídio, reconhecido na rubrica “Valores a pagar correntes”
(Nota 4.3).
As licenças de emissão de CO2 adquiridas para utilização são registadas pelo seu custo
de aquisição na rubrica “Ativos intangíveis”.

Mensuração subsequente As licenças de emissão de CO2 são sujeitas a amortização, no entanto não estão a gerar
e imparidades amortizações, considerando que ao custo de aquisição é deduzido o valor residual, o
qual corresponde ao valor de mercado das licenças de emissão de CO2.
Assim, à data de relato, caso o valor de mercado das licenças seja inferior ao valor
escriturado das licenças em carteira, é reconhecida uma imparidade, por contrapartida
da rubrica “Depreciações, amortizações e perdas por imparidade em ativos não
financeiros” (Nota 3.7).

Reconhecimento Pela emissão de CO2 efetuada, o Grupo regista um gasto, na rubrica Provisões por
em resultados contrapartida de uma responsabilidade na rubrica “Provisões” (Nota 9.1). A emissão de
CO2 é mensurada ao valor contabilístico das licenças detidas, segundo a fórmula de
custeio FIFO.
Caso as emissões efetuadas venham a ser liquidadas, no ano seguinte, com licenças
em carteira atribuídas a título gratuito, é reconhecido um ganho, na rubrica “Outros
rendimentos e ganhos operacionais” (Nota 2.2), pelo reconhecimento do subsídio
correspondente, por contrapartida da rubrica “Valores a pagar correntes” (Nota 4.3).
Na data da liquidação das emissões efetuadas, com a entrega das licenças de emissão
de CO2, o ativo intangível e a provisão constituída (Nota 9.1) são desreconhecidos.
A alienação de licenças de emissão de CO2 dá origem a um ganho ou perda, apurado
entre o valor de realização e o respetivo custo de aquisição, deduzido do correspondente
subsídio, registado na rubrica “Outros rendimentos e ganhos operacionais” (Nota 2.2)
ou “Outros gastos e perdas operacionais”, respetivamente.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
85
Marcas

Reconhecimento e Sempre que numa concentração de atividades empresariais sejam identificadas marcas,
mensuração inicial o Grupo procede ao seu reconhecimento em separado, mensuradas ao justo valor na
data da aquisição.
O justo valor das marcas reconhecido na data da aquisição encontra-se deduzido das
amortizações e perdas por imparidade acumuladas até 31 de dezembro de 2017, de
acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.

Mensuração subsequente Ao custo deduzido de perdas por imparidade acumuladas. As marcas não se encontram
e imparidades sujeitas a amortização por se considerar não terem vida útil definida.

Intangíveis desenvolvidos internamente


As despesas de desenvolvimento apenas são reco-
nhecidas como ativo intangível na medida em que
se demonstre a capacidade técnica para completar o
desenvolvimento do ativo e que este está disponível
para uso próprio ou comercialização. Caso as despe-
sas não satisfaçam esses requisitos, nomeadamente
as despesas com investigação, são registados como
custo quando incorrida.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
86
Estimativas e julgamentos contabilísticos

Marcas - Testes de imparidade


Para efeitos de testes de imparidade às marcas,
são preparadas avaliações anuais por entidade
independente com base no income-split method, um
modelo de fluxos de caixa pós-imposto associados à
influência da marca (diferença entre a margem líquida
da marca deduzida de investimentos em marketing
e a margem líquida da marca branca associada),
descontados para o momento da avaliação com
base numa taxa de desconto específica, tendo em
consideração as diferentes dinâmicas expectadas de
mercado.

PRINCIPAIS PRESSUPOSTOS UTILIZADOS NAS AVALIAÇÕES DAS MARCAS

2019 Taxa Taxa


Marca Mercado de desconto Imposto

Supremo Cimentos Brasil 8,40% 34,00%

2018 Taxa Taxa


Marca Mercado de desconto Imposto

Supremo Cimentos Brasil 10,44% 34,00%

Teste de imparidade utilizada no cenário base. Estas análises de sensibili-


Em resultado das avaliações efetuadas em 2019 e dade foram realizadas de forma independente para
2018, não foi identificada qualquer perda por impari- cada pressuposto. Caso tivessem sido adotados estes
dade ma marca Supremo Cimentos. pressupostos às marcas identificadas, esta análise de
sensibilidade não determinaria qualquer perda por
Análise de sensibilidade imparidade.
Foram efetuadas análises de sensibilidade aos pres-
supostos fundamentais considerados nas avaliações
realizadas, nomeadamente: 1) redução do indicador
EVA em 5%, face ao utilizado no cenário base, e 2)
aumento de 50 pontos base na taxa WACC em euros

INVESTIMENTOS
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87
Movimentos em ativos intangíveis
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019
e 2018, o movimento ocorrido na rubrica Ativos
intangíveis e nas respetivas amortizações e perdas de
imparidade é conforme se segue:

Propriedade Licenças Outros Ativos


industrial e de Emissão ativos intangíveis
Valores em Euros Marcas outros direitos de CO2 Intangíveis em curso Total

Valor bruto

Saldo a 1 de janeiro de 2018 23.215.346 276.537 13.416.634 79.076 11.503 36.999.096

Aquisições/Atribuições - - 22.570.591 - 3.512 22.574.103


Alienações - - (4.035.273) - - (4.035.273)
Licenças devolvida à Entidade
Coordenadora do Licenciamento - - (8.175.692) - - (8.175.692)
Regularizações, transferências
e abates - 25.688 - - (11.500) 14.188
Ajustamento cambial (2.458.421) - - - - (2.458.421)

Saldo a 31 de dezembro de 2018 20.756.926 302.225 23.776.260 79.076 3.515 44.918.001

Variação de perímetro - - - - - -
Aquisições/Atribuições - - 51.128.650 - 291.539 51.420.189
Alienações - - (5.958.532) (79.076) - (6.037.608)
Licenças devolvida à Entidade
Coordenadora do Licenciamento - - (11.710.681) - - (11.710.681)
Ajustamento cambial (419.281) - - - - (419.281)

Saldo a 31 de dezembro de 2019 20.337.645 302.225 57.235.697 - 295.054 78.170.620

Amort. acumuladas e perdas por imparidade

Saldo a 1 de janeiro de 2018 (4.643.069) (248.419) - (78.183) - (4.969.671)

Amortizações do período (Nota 3.7) - (17.010) - - - (17.010)


Alienações - (14.190) - - - (14.190)
Ajustamento cambial 491.684 (0) - - - 491.684

Saldo a 31 de dezembro de 2018 (4.151.385) (279.620) - (78.183) - (4.509.188)

INVESTIMENTOS
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88
Propriedade Licenças Outros Ativos
industrial e de Emissão ativos intangíveis
Valores em Euros Marcas outros direitos de CO2 Intangíveis em curso Total

Valor bruto

Amortizações do período (Nota 3.7) - (12.578) - - - (12.578)


Perdas por imparidade do período
(Nota 3.7) - - (1.782.393) - - (1.782.393)
Alienações - - - 78.183 - 78.183
Ajustamento cambial 83.856 - - - - 83.856

Saldo a 31 de dezembro de 2019 (4.067.529) (292.198) (1.782.393) - - (6.142.120)

Valor líquido a 1 de janeiro de 2018 18.572.277 28.118 13.416.634 893 11.503 32.029.425
Valor líquido a 31 de dezembro de 2018 16.605.540 22.605 23.776.260 893 3.515 40.408.813
Valor líquido a 31 de dezembro de 2019 16.270.116 10.027 55.453.304 - 295.054 72.028.500

Marcas
Em 31 de Dezembro de 2019 e 2018 o valor líquido
das marcas detalha-se como segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Supremo (Brasil) 16.270.116 16.605.540

Licenças de emissão de gases com efeito de estufa (CO2)


Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o Grupo detinha
licenças de CO2 registadas em conformidade com a
política acima descrita, com o seguinte detalhe:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Licenças CO2 (ton) 2.515.733 2.509.597


Valor unitário médio 22,8 9,47

57.235.697 23.776.260

Cotação de mercado 24,9 24,1

INVESTIMENTOS
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89
Licenças de de gases com efeito de estufa (CO2)
movimentos do período
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido nas licenças de emissão
de gases com efeito de estufa é conforme segue:

2019 2018

Valores em Euros Toneladas Valor Toneladas Valor

Saldo inicial 2.509.597 23.776.260 2.638.187 13.416.634

Licenças atribuídas gratuitamente 2.002.689 51.128.650 2.041.191 22.570.591


Licenças alienadas (528.100) (5.958.532) (566.125) (4.035.273)
Licenças devolvidas à Entidade Coordenadora
de Licenciamento (1.468.453) (11.710.681) (1.603.656) (8.175.692)

Saldo final 2.515.733 57.235.697 2.509.597 23.776.260

Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e


2018, o Grupo alienou 528.100 e 566.125 toneladas
de licenças de CO2, respetivamente, pelo valor de
Euros 13.338.023 e Euros 9.824.690 (Nota 2.2).

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
90
03.
INVESTIMENTOS
3.3. ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS

Políticas contabilísticas
Os ativos fixos tangíveis do Grupo são constituídos
pelo equipamento básico utilizado na extração de
calcário e britas (britadores) e na produção de clín-
quer, cimento (fornos, moinhos) e betão (centrais de
betão e pás carregadoras).

Reconhecimento Os ativos fixos tangíveis adquiridos até 1 de janeiro de 2019 (data de transição para IFRS),
e mensuração inicial encontram-se registados ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de
acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data,
deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos posteriormente à data de transição são apresentados
ao custo de aquisição deduzido de depreciações e perdas por imparidade.

Depreciações As depreciações são calculadas, pelo método da linha reta, a partir do momento em
e imparidade que o bem se encontra disponível para uso, utilizando-se as taxas que melhor refletem
a sua vida útil estimada.
A depreciação dos terrenos de exploração resulta da estimativa de vida útil média das
reservas, tendo em consideração o período de extração.

Terrenos de exploração 14
Edifícios e outras construções 7 - 50
Vida útil média Equipamento básico 3 - 20
estimada (anos) Equipamento de transporte 6 - 20
Equipamento administrativo 4 - 16
Outros ativos fixos tangíveis 4 - 20

Os valores residuais dos ativos e as respetivas vidas úteis são revistos e ajustados, se
necessário, na data da Posição financeira consolidada. Se a quantia escriturada é superior
ao valor recuperável do ativo, procede-se ao seu reajustamento para o valor recuperável
estimado mediante o registo de perdas por imparidade (Nota 3.7).

Gastos Os gastos subsequentes são incluídos no custo de aquisição do ativo fixo ou


subsequentes reconhecidos como ativos separados, conforme apropriado, somente quando é provável
que benefícios económicos futuros fluirão para a empresa e o respetivo gasto possa ser
mensurado com fiabilidade.
Os demais dispêndios com reparações e manutenção são reconhecidos como um gasto
no período em que são incorridos.

INVESTIMENTOS
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91
Peças As peças de reserva são consideradas estratégicas quando a sua utilização não se destina
de reserva ao consumo no âmbito do processo produtivo e se espera que a sua utilização se venha
a prolongar por mais que um período económico, e ainda as peças de manutenção
consideradas como “peças de substituição críticas” são reconhecidas no ativo não
corrente, como Ativos fixos tangíveis. Respeitando esta classificação, as peças de reserva
são depreciadas desde o momento em que se tornam disponíveis para uso e é-lhes
atribuída uma vida útil que segue a natureza dos equipamentos onde se prevê que
venham a ser integradas, não ultrapassando a vida útil remanescente destes.
As peças de manutenção de valores considerados imateriais e cuja utilização prevista
seja por período inferior a um ano são classificadas como inventários.

Encargos financeiros Os encargos financeiros de empréstimos diretamente relacionados com a aquisição


com empréstimos ou construção (caso o período de construção ou desenvolvimento exceda um ano) de
ativos fixos são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo.
No decurso dos períodos apresentados, não foram capitalizados quaisquer encargos
financeiros de empréstimos diretamente relacionados com a aquisição ou construção
de ativos fixos tangíveis.

Abates Os ganhos ou perdas provenientes do abate ou alienação são determinados pela


e alienações diferença entre os recebimentos das alienações quando aplicável deduzido dos custos
de transação e a quantia escriturada do ativo, e são reconhecidos na demonstração
dos resultados, como Outros rendimentos e ganhos operacionais (Nota 2.2) ou Outros
gastos e perdas operacionais (Nota 2.4).

Subsídios ao investimento Os subsídios ao investimento recebidos com o objetivo de compensar o Grupo por
- Reconhecimento inicial investimentos efetuados em ativos fixos tangíveis são registados a deduzir ao ativo
e em resultados e são reconhecidos em resultados durante a vida útil estimada dos respetivos ativos
subsidiados, sendo deduzido à depreciação do período, para efeitos de apresentação.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
92
Estimativas e julgamentos contabilísticos

Recuperabilidade dos ativos fixos tangíveis


A recuperabilidade dos ativos fixos tangíveis requer a
definição de estimativas e pressupostos por parte da
Gestão, nomeadamente, quando aplicável, no que diz
respeito ao apuramento do valor de uso no âmbito
dos testes de imparidade às unidades geradoras de
caixa do Grupo.

Vida útil e depreciação


Os ativos fixos tangíveis representam a componente
mais significativa do Ativo total do Grupo. Estes
ativos são sujeitos a uma depreciação sistemática
pelo período que se determina ser a sua vida útil
económica. A determinação das vidas úteis dos
ativos, bem como o método de depreciação a
aplicar é essencial para determinar o montante das
depreciações a reconhecer na Demonstração dos
resultados consolidados de cada período.

Estes dois parâmetros são definidos de acordo com


o melhor julgamento do Conselho de Administração
para os ativos e negócios em questão, considerando
também as práticas adotadas por empresas do setor
ao nível internacional e a evolução das condições
económicas em que o Grupo atua.

A existência de unidades de produção localizadas


em países com risco político relevante, incluindo
geografias com risco de/ou conflito efetivo, exige
uma maior monitorização e acompanhamento no
desenvolvimento de testes de imparidade regulares.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
93
Movimentos em ativos fixos tangíveis
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido nos Ativos fixos tangíveis
e nas respetivas depreciações e perdas de imparidade
é conforme se segue:

Terrenos Edifícios Equipamen- Ativos fixos


e recursos Recuperação e outras tos e outros tangíveis Adianta- Subsídios ao
Valores em Euros naturais paisagística construções tangíveis em curso mentos Investimento Total

Custo de aquisição

Saldo em 1 de janeiro de 2018 223.988.910 5.605.183 479.403.606 1.491.794.956 33.269.241 932.816 - 2.234.994.712

Variação de perímetro - - - 150.000 - - - 150.000


Aquisições 819.863 - 213.847 1.098.165 19.014.161 3.259.591 - 24.405.627
Alienações (479.150) - (1.121.413) (5.285.255) - - - (6.885.818)
Regularizações, transferências e abates 618.178 - 886.168 11.758.102 (6.971.652) (1.547.651) - 4.743.145
Ajustamento cambial (11.645.264) - (11.763.099) (33.818.103) (2.777.899) (45.532) - (60.049.897)
Ativos detidos para venda 964.016 - - 338.159 (19.374.713) - - (18.072.538)

Saldo em 31 de dezembro de 2018 214.266.553 5.605.183 467.619.109 1.466.036.024 23.159.138 2.599.224 - 2.179.285.231

Variação de perímetro - - - 7.333.037 - - - 7.333.037


Aquisições 696.044 - 203.415 2.968.756 32.649.450 6.459.021 - 42.976.686
Alienações (858.268) - (1.765.317) (12.241.277) - - - (14.864.862)
Regularizações, transferências e abates 7.797.825 8.762.238 2.998.811 (8.613.648) (16.149.490) (7.329.061) - (12.533.325)
Ajustamento cambial 2.381.379 (1.860) 420.463 7.020.339 (1.191.237) 2.432 - 8.631.516

Saldo em 31 de dezembro de 2019 224.283.533 14.365.561 469.476.481 1.462.503.231 38.467.861 1.731.616 - 2.210.828.283

Depreciações acumuladas e perdas por imparidade

Saldo em 1 de janeiro de 2018 (50.098.870) (2.526.362) (346.265.638)(1.253.249.265) (11 433 133) (267.500) (840.515) (1.664.681.283)

Variação de perímetro - - - - - - - -
Depreciações do período (Nota 3.7) (1.953.147) (114.164) (7.531.572) (28.998.693) - - 852.454 (37.745.122)
Subsídios recebidos no período - - - - - - (727.005) (727.005)
Alienações - - 702.625 3.998.759 - - - 4.701.384
Perdas por imparidade (Nota 3.7) - - 55.524 (73.706) (1.950.000) - - (1.968.182)
Regularizações, transferências e abates 971.042 - 564.851 717.839 229.625 - - 2.483.357
Ajustamento cambial 2.263.724 - 2.879.476 17.339.348 1.157.999 - 5.448 23.645.995
Ativos detidos para venda - - - (269.719) 13.344.713 - - 13.074.994

Saldo em 31 de dezembro de 2018 (48.817.251) (2.640.526) (349.594.734) (1.260.535.437) 1.349.204 (267.500) (709.618) (1.661.215.862)

Variação de perímetro - - - (735.911) - - - (735.911)


Depreciações do período (Nota 3.7) (3.149.796) (1.286.500) (7.472.747) (28.639.772) - - 119.715 (40.429.100)
Alienações 7.701 - 1.597.061 11.101.892 - - - 12.706.654
Perdas por imparidade (Nota 3.7) - - 40.122 (1.957.444) (786) - - (1.918.108)
Regularizações, transferências e abates (3.497.438) - 230.214 15.549.188 - - - 12.281.964
Ajustamento cambial 1.239.595 - (714.784) (7.269.939) 461.178 - (2.407) (6.286.357)
Ativos detidos para venda - - - 1.000.000 - - - 1.000.000

Saldo em 31 de dezembro de 2019 (54.217.189) (3.927.026) (355.914.868) (1.271.487.423) 1.809.596 (267.500) (592.310) (1.684.596.720)

Valor liquido em 1 de janeiro de 2018 173.890.040 3.078.821 133.137.968 238.545.691 21.836.108 665.316 (840.515) 570.313.429

Valor liquido em 31 de dezembro de 2018 165.449.302 2.964.657 118.024.375 205.500.587 24.508.342 2.331.724 (709.618) 518.069.369

Valor liquido em 31 de dezembro de 2018 170.066.343 10.438.535 113.561.613 191.015.808 40.277.457 1.464.116 (592.310) 526.231.563

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
94
No período findo em 31 de dezembro de 2018, foram
reconhecidos como ativos não correntes detidos
para venda, equipamentos industriais adquiridos no
período de 2016, no montante, líquido de perdas
por imparidade, de Euros 6.030.000 (Nota 3.6).
Adicionalmente, foram desreconhecidas como ativos
não correntes detidos para venda as centrais de betão,
no montante de Euros 1.032.456.

Em 2019 e 2018, as Regularizações, transferências e


abates referem-se, essencialmente, à transferência de
investimentos em curso para as restantes rubricas de
ativos fixos tangíveis firmes, efetivada no momento
em que os mesmos ficaram disponíveis para o uso
pretendido.

No decurso dos exercícios de 2019 e 2018 não


foram capitalizados quaisquer encargos financeiros
de empréstimos diretamente relacionados com a
aquisição, construção ou produção de ativos fixos
tangíveis.

» Os compromissos assumidos pelo Grupo para a


aquisição de ativos fixos tangíveis são detalhados na
Nota 9.2 – Compromissos.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
95
03.
INVESTIMENTOS
3.4. ATIVOS SOB DIREITO DE USO

Políticas contabilísticas

Reconhecimento e Na data da entrada em vigor da locação, o Grupo reconhece um ativo sob direito de uso
mensuração inicial pelo valor do seu custo o qual corresponde ao montante inicial do passivo da locação
ajustado de: i) quaisquer pagamentos antecipados; ii) incentivos à locação recebidos; e
iii) custos direto iniciais incorridos.
Ao ativo sob direito de uso, poderá acrescer a estimativa de remover e/ou restaurar o
ativo subjacente e/ou o local onde se situa, quando exigido pelo contrato de locação.

Depreciações, O ativo sob direito de uso é subsequentemente depreciado usando o método linear a
remensurações partir da data de entrada em vigor até ao menor entre o final da vida útil do ativo e o
e imparidades termo da locação. Adicionalmente, o ativo sob direito de uso é reduzido de perdas por
imparidade, se existirem, e ajustado por eventuais remensurações do passivo de locação.
A vida útil considerada para cada classe de ativos sob direito de uso é igual à vida útil
dos ativos fixos tangíveis (Nota 3.3) na mesma classe quando existe opção de compra
e o Grupo espera exercê-la.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
96
Movimentos em ativos sob direito de uso
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido nos Ativos sob direito
de uso e nas respetivas depreciações é conforme se
segue:

Propriedade Terrenos Edifícios Equipamentos


industrial e recursos e outras e outros
Valores em Euros e outros direitos naturais construções tangíveis Total

Custo de aquisição

Saldo em 1 de janeiro de 2019 (Nota 1.5.2) 848.223 10.098.040 3.269.278 5.624.944 19.840.485

Aquisições 5.008 747.287 1.020.796 7.037.465 8.810.556


Regularizações, transferências e abates - 1.308.837 (43.910) 4.238.916 5.503.843
Ajustamento cambial - (11.518) (25.274) (44.006) (80.798)

Saldo em 31 de dezembro de 2019 853.231 12.142.646 4.220.890 16.857.319 34.074.086

Amortizações, depreciações e perdas por imparidade acumuladas

Saldo em 1 de janeiro de 2019 - - - - -

Depreciações (Nota 3.7) (70.683) (1.673.146) (1.646.030) (4.311.544) (7.701.403)


Perdas por imparidade (Nota 3.7) - - - - -
Regularizações, transferências e abates - 7.698 7.768 872.329 887.795
Ajustamento cambial - 3.279 11.441 13.041 27.761

Saldo em 31 de dezembro de 2019 (70.683) (1.662.169) (1.626.821) (3.426.174) (6.785.847)

Valor líquido em 31 de dezembro de 2019 782.548 10.480.478 2.594.069 13.431.145 27.288.240

» O impacto da adoção da IFRS 16 “Locações” a 1


de janeiro de 2019 é apresentada na Nota 1.5.2 -
Adoção da IFRS 16.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
97
03.
INVESTIMENTOS
3.5. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO

O G r u p o cl a s s if i c a co m o p ro p r i e d a d e s d e
investimento nas demonstrações financeiras
consolidadas os imóveis detidos com o objetivo de
valorização do capital e/ou obtenção de rendas de
terceiros.

Políticas contabilísticas

Mensuração Uma propriedade de investimento é mensurada inicialmente pelo seu custo de aquisição
ou produção, incluindo os custos das transações que lhe sejam diretamente atribuíveis.
Após o reconhecimento inicial, as propriedades de investimento são mensuradas ao
custo deduzido das amortizações e perdas por imparidade acumuladas.
Os custos subsequentes com as propriedades de investimento só são adicionados
ao custo do ativo se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros
acrescidos face aos considerados no reconhecimento inicial.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
98
Movimentos em propriedades de investimento
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019
e 2018, o movimento ocorrido nas Propriedades
de investimento e nas respetivas amortizações é
conforme se segue:

Valores em Euros Terrenos Edifícios Total

Valor bruto

Saldo em 1 de janeiro de 2018 255.743 38.304 294.047

Saldo em 31 de dezembro de 2018 255.743 38.304 294.047

Regularizações, transferências e abates (9.147) - (9.147)

Saldo em 31 de dezembro de 2019 246.596 38.304 284.900

Amortizações acumuladas e perdas por imparidade

Saldo em 1 de janeiro de 2018 (1.718) (6.129) (7.847)

Amortizações e perdas por imparidade (Nota 3.7) - (767) (767)

Saldo em 31 de dezembro de 2018 (1.718) (6.896) (8.614)

Amortizações e perdas por imparidade (Nota 3.7) - (766) (766)


Regularizações, transferências e abates 1.718 - 1.718

Saldo em 31 de dezembro de 2019 - (7.662) (7.662)

Valor líquido em 1 de janeiro de 2018 254.025 32.175 286.201

Valor líquido em 31 de dezembro de 2018 254.025 31.408 285.434

Valor líquido em 31 de dezembro de 2019 246.596 30.642 277.239

Estes ativos compostos essencialmente por terrenos


e imóveis detidos para obtenção de rendas e/ou
valorizações do capital não se encontram afetos à
atividade operacional do Grupo, nem têm uso futuro
determinado.

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
99
03.
INVESTIMENTOS
3.6. ATIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS
PARA VENDA

Políticas contabilísticas
Os ativos não correntes (ou operações descontinua-
das) são classificados como detidos para venda se o
respetivo valor for realizável principalmente através
de uma transação de venda ao invés de ser através
do seu uso continuado.

Considera-se que esta situação se verifica apenas


quando i) a venda é muito provável e o ativo está
disponível para venda imediata nas suas atuais
condições; ii) o Grupo assumiu um compromisso de
vender; e iii) é expectável que a venda se concretize
num período de 12 meses.

Mensuração A partir do momento em que ativos tangíveis são classificados como ativos não
e apresentação correntes, detidos para venda, são mensurados pelo menor do valor contabilístico ou
do justo valor deduzido dos custos de venda, cessando a sua depreciação. Quando o
justo valor deduzido dos custos de venda é inferior ao valor contabilístico, a diferença
é reconhecida em resultados na rubrica Depreciações, amortizações e perdas por
imparidade em ativos não financeiros (Nota 3.7).

Alienações Os ganhos ou perdas nas alienações de ativos não correntes, determinados pela diferença
entre o valor de venda e o respetivo valor líquido contabilístico, são reconhecidos em
resultados como Outros rendimentos e ganhos operacionais (Nota 2.2) ou Gastos e
perdas operacionais (Nota 2.3).

Composição dos Ativos detidos para venda


Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os Ativos detidos
para venda apresentam a seguinte composição:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Equipamentos industriais 5.030.000 6.030.000


Ativos por impostos diferidos 2.779.209 2.504.209

Ativos detidos para venda 7.809.209 8.534.209

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
100
03.
INVESTIMENTOS
3.7. DEPRECIAÇÕES, AMORTIZAÇÕES
E PERDAS POR IMPARIDADE

Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e


2018, as Depreciações, amortizações e perdas por
imparidade” apresentam a seguinte composição:

Valores em Euros 2019 2018

Depreciações de ativos fixos tangíveis do período 40.548.815 38.597.576


Utilização de subsídios ao investimento (119.715) (852.454)

Depreciações de ativos fixos tangíveis, líquidos de subsídios utilizados (Nota 3.3) 40.429.100 37.745.122

PIS e COFINS sobre depreciações (1.372.988) (1.398.743)


Imparidades em ativos fixos tangíveis do período (Nota 3.3) 918.108 1.968.182
Imparidades de goodwill (Nota 3.1) 11.237.745 -
Amortizações em ativos intangíveis do período (Nota 3.2) 12.578 17.010
Imparidades em ativos intangíveis do período (Nota 3.2) 1.782.393 -
Depreciações de ativos sob direito de uso do período (Nota 3.4) 7.701.403 -
Imparidades em ativos detidos para venda (Nota 3.6) 1.000.000 -
Depreciações de propriedades de investimento (Nota 3.5) 766 767

61.709.105 38.332.338

INVESTIMENTOS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
101
04.
FUNDO DE MANEIO
04.
FUNDO DE MANEIO

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018

Demonstração da posição financeira


Ativo
Inventários 4.1 87.719.974 89.814.381
Valores a receber não correntes 4.2 5.272.430 4.492.656
Valores a receber correntes 4.2 101.028.231 94.026.554
Passivo
Valores a pagar não correntes 4.3 - 316.310
Valores a pagar correntes 4.3 172.281.372 143.618.347

366.302.007 332.268.248

Demonstração dos Resultados


Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 4.1 (157.781.405) (151.416.045)
Imparidade em Inventários 4.1 1.939.679 (1.735.779)
Variação da produção 4.1 126.117 (120.708)

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
103
04.
FUNDO DE MANEIO
4.1. INVENTÁRIOS

Políticas contabilísticas

Mercadoria e Matérias Primas

Mensuração inicial Ao custo de aquisição, o qual inclui as despesas incorridas até ao armazenamento.

Mensuração Ao mais baixo entre o custo de aquisição e o valor realizável líquido.


subsequente As diferenças entre o custo e o valor realizável líquido, se inferior, são registadas na
rubrica “Imparidade de inventários”.

Custeio Custo médio ponderado.

Produtos acabados, intermédios e trabalhos em curso

Valorização Ao mais baixo de entre o custo de produção (que inclui o custo das matérias-primas
incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, tomando por base o nível normal
de produção) e o valor realizável líquido.
O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda estimado deduzido dos custos
estimados de acabamento e de comercialização.
As diferenças entre o custo e o valor realizável líquido, se inferior, são registadas na
rubrica “Imparidade de inventários”.

Custeio Custo médio ponderado.

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
104
Inventários - detalhe por natureza
Em 31 de Dezembro de 2019 e 2018, os inventários
líquidos de perdas por imparidade acumuladas,
apresentam o seguinte detalhe:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Matérias primas 50.848.315 58.369.560


Mercadorias 15.220.328 8.884.727

Subtotal 66.068.643 67.254.287

Produtos acabados e intermédios 19.121.055 20.239.764


Produtos e trabalhos em curso 2.526.578 2.301.458

Subtotal 21.647.633 22.541.222

Adiantamento por conta de compras 3.698 18.872

Total 87.719.974 89.814.381

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, não existem


inventários cuja posse seja restrita e/ou penhoradas
como garantia de passivos.

Custo das mercadorias vendidas e matérias consu-


midas no período
O custo das mercadorias vendidas e das matérias
consumidas reconhecido nos períodos findos em 31
de dezembro de 2019 e 2018, é detalhado conforme
se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo Inicial 67.254.287 68.879.838


Compras 156.595.761 149.790.494
Saldo Final 66.068.643 67.254.287

Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas (157.781.405) (151.416.045)

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
105
Variação da produção no período
A variação da produção reconhecida nos períodos
findos em 31 de dezembro de 2019 e 2018, é
detalhada conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo Inicial (22.541.222) (23.041.179)


Regularizações 1.019.706 379.249
Saldo Final 21.647.633 22.541.222

Variação da produção 126.117 (120.708)

Movimentos em perdas por imparidade em inven-


tários
Os movimentos ocorridos nas perdas por imparida-
de acumuladas em inventários, nos períodos findos
em 31 de dezembro de 2019 e 2018, é conforme se
segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo Inicial 11.668.512 13.953.813

Aumentos 3.266.353 1.953.731


Reposições (1.326.674) (3.689.510)

Impacto em resultados do período (Nota 2.4) 1.939.679 (1.735.779)

Utilizações (4.121) (5.258)


Ajustamento cambial 165.134 (544.264)

Saldo Final 13.769.204 11.668.512

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
106
04.
FUNDO DE MANEIO
4.2. VALORES A RECEBER

Políticas contabilísticas

Clientes e outros devedores

Classificação Os saldos a receber de clientes resultam das atividades principais do Grupo e o modelo
de negócio seguido é “deter para cobrar”, embora pontualmente o Grupo utilize o
confirming.
Saldos de outros devedores são tipicamente do modelo “deter para cobrar”.

Mensuração inicial Ao justo valor.

Mensuração subsequente Ao custo amortizado, deduzido de perdas por imparidade.

Imparidade As perdas por imparidade são registadas com base no modelo simplificado previsto
de clientes na IFRS 9 registando as perdas esperadas até à maturidade. As perdas esperadas são
determinadas tendo por base a experiência de perdas reais históricas ao longo de um
período estatisticamente relevante e representativas das características específicas do
risco de crédito subjacente (ver Nota 8.1.4).

Imparidade de As perdas por imparidade são registadas com base no modelo geral de perdas de crédito
outros devedores estimadas da IFRS 9 (ver Nota 8.1.4).

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
107
Valores a receber - detalhe
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018 os valores
a receber, líquidos de perdas de imparidade
acumuladas, são detalhados conforme se segue:

31/12/2019 31/12/2018

Valores em Euros Não Corrente Corrente Total Não Corrente Corrente Total

Clientes - 61.315.517 61.315.517 - 60.123.200 60.123.200


Contas a receber - Partes relacionadas (Nota 10.4) - 950.084 950.084 - 783.771 783.771
Estado - 20.937.398 20.937.398 - 16.812.309 16.812.309
Adiantamentos a fornecedores - 1.984.888 1.984.888 - 1.792.397 1.792.397
Acréscimos de rendimento - 1.135.917 1.135.917 - 760.810 760.810
Gastos diferidos - 1.067.920 1.067.920 - 1.774.965 1.774.965
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2.2) - 1.141.004 1.141.004 - 1.256.428 1.256.428
Cauções prestadas a favor de terceiros 1.361.211 - 1.361.211 1.466.552 - 1.466.552
Depósito caução 342.569 - 342.569 517.673 - 517.673
Penhor sobre depósitos 3.127.912 7.185.129 10.313.041 2.273.001 5.571.124 7.844.125
Outros 440.738 5.310.374 5.751.112 235.430 5.151.551 5.386.981

5.272.430 101.028.231 106.300.661 4.492.656 94.026.554 98.519.210

» Os valores acima são apresentados líquidos de


perdas de imparidade acumuladas. A análise de
imparidade dos valores a receber é apresentada na
Nota 8.1.4 - Risco de crédito.

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
108
Estado - detalhe
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o Estado
detalha-se conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Imposto sobre o Valor Acrescentado 7.176.212 2.039.544


Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ((ICMS):
Programa Paraná Competitivo 865.170 1.117.640
ICMS - Outros 771.192 459.754
PIS e COFINS sobre ativos fixos 11.947.233 13.083.718
Restantes Impostos 177.591 111.653

20.937.398 16.812.309

O Programa Paraná Competitivo, concedido pelo


Governo do Estado do Paraná à subsidiária Margem
– Companhia de Mineração, SA, refere-se a um
incentivo fiscal que tem os seguintes benefícios: a)
parcelamento do ICMS incremental; b) diferimento
do pagamento do ICMS da energia elétrica e do gás
natural por um período de 96 meses, com inicio em
agosto de 2015; c) parcelamento, até o vencimento,
do ICMS declarado, no caso de recuperação judicial;
e d) concessão de crédito presumido em razão da
realização de obra de infraestrutura em território
paranaense.

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018 o PIS e COFINS


sobre ativos fixos, no montante de Euros 11.947.233
e de Euros 13.083.718, respetivamente, refere-se à
estimativa de crédito de PIS e COFINS das subsidiárias
Supremo Cimentos, SA e Margem Companhia de
Mineração, SA, sobre itens específicos dos ativos
fixos, conforme previsto na Lei 10.673/2002 (PIS) e Lei
10.833/2003 (COFINS) o qual está a ser recuperado
na mesma cadência da depreciação dos respetivos
ativos.

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
109
Acréscimos de rendimentos - detalhe
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os acréscimos de
rendimentos detalham-se conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Juros a receber 275.192 256.023


Outros 860.725 504.787

1.135.917 760.810

Gastos diferidos - detalhe


Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os gastos
diferidos detalham-se conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Seguros 749.191 1.352.265


Outros 318.729 422.699

1.067.920 1.774.965

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
110
04.
FUNDO DE MANEIO
4.3. VALORES A PAGAR

Políticas contabilísticas

Passivos financeiros ao custo amortizado

Mensuração inicial Ao justo valor, líquido dos custos de transação incorridos.

Mensuração Ao custo amortizado, utilizando o método da taxa de juro efetiva.


subsequente
A diferença entre o valor de reembolso e o valor da mensuração inicial é reconhecida
nos resultados ao longo do período da dívida em “Juros de outros passivos financeiros
ao custo amortizado” (Nota 5.10).

Valores a pagar - detalhe


Os valores a pagar, em 31 de dezembro de 2019 e
2018, são detalhados conoforme se segue:

31/12/2019 31/12/2018

Valores em Euros Corrente Não Corrente Corrente Total

Fornecedores c/c 74.013.573 - 67.690.357 67.690.357


Fornecedores - Partes relacionadas (Nota 10.4) 4.735.518 - 3.410.022 3.410.022
Estado 25.444 .896 - 22.584.327 22.584.327
Fornecedores de investimentos c/c 4.314.301 - 3.165.806 3.165.806
Adiantamentos de clientes 729.476 - 2.993.967 2.993.967
Obrigação por aquisição de investimentos 2.654.584 - 2.632.880 2.632.880
Outros credores 4.466.259 - 3.491.139 3.491.139
Acréscimos de gastos 26.234.743 - 24.955.636 24.955.636
Acréscimos de gastos - Partes relacionadas (Nota 10.4) 7.290 - 326.956 326.956
Rendimentos diferidos 28.599.867 - 12.350.164 12.350.164
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2.2) 1.080.865 316.310 17.093 333.403

172.281.372 316.310 143.618.347 143.934.657

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
111
Estado - detalhe
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o Estado
detalha-se conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Retenções de Imposto sobre o Rendimento 1.351.345 1.376.242


Imposto sobre o Valor Acrescentado 2.877.534 3.718.081
Contribuições para a Segurança Social 1.851.303 1.679.262
ICMS - Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços:
Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (PRODEC) 1.043.850 1.299.679
Programa Paraná Competitivo 17.040.791 13.109.455
ICMS - Outros 483.296 488.428
Outros 796.777 913.180

25.444.896 22.584.327

O montante apresentado em 31 de dezembro de 2019 c) parcelamento, até ao vencimento, do ICMS


e 2018 na rubrica “Programa de Desenvolvimento da declarado, no caso de recuperação judicial; e
Empresa Catarinense (PRODEC)”, no montante de
Euros 1.043.850 e de Euros 1.299.679, respetivamente, d) concessão de crédito presumido em razão da
refere-se a um benefício fiscal atribuído à subsidiária realização de obra de infraestrutura em território
Supremo Cimentos S.A., que consiste no diferimento, paranaense.
por um período de 48 meses, do prazo de pagamento
do ICMS devido sobre a receita de vendas, cujo Obrigações por aquisição de investimentos
pagamento se iniciou em 10 de abril de 2014. Os Refere-se ao pagamento diferido da aquisição de
montantes apresentados encontram-se descontados controlo do Grupo Supremo Cimentos, S.A. pela
para o seu valor presente. subsidiária Secil Brasil Participações S.A. em julho de
2015, repartido em Euros 130.547 de capital e Euros
O Programa Paraná Competitivo, concedido pelo 2.502.333 de juros.
Governo do Estado do Paraná à subsidiária Margem
– Companhia de Mineração, SA, refere-se a um
incentivo fiscal que tem os seguintes benefícios:

a) parcelamento do ICMS incremental;

b) diferimento do pagamento do ICMS da energia


elétrica e do gás natural por um período de 96 meses,
com início em agosto de 2015;

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
112
Acréscimos de gastos - detalhe
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o Estado
detalha-se conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Gastos com o pessoal 12.168.603 11.625.650


Juros a pagar 2.378.135 3.029.148
Consultoria 3.158.555 2.293.205
Gastos com energia 1.867.891 1.476.951
Outros 6.661.559 6.530.682

26.234.743 24.955.636

Rendimentos diferidos - detalhe


Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os rendimentos
diferidos detalham-se conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Licenças de emissão CO2 26.137.942 11.912.487


Tratamento de resíduos 585.076 350.400
Outros 1.876.848 87.277

28.599.867 12.350.164

FUNDO DE MANEIO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
113
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018

Demonstração da posição financeira


Capital próprio
Capital social 5.2 224.183.484 224.183.484
Outros instrumentos de capital 5.3 133.000.000 136.500.000
Reservas 5.4 (93.246.083) (101.615.381)
Resultados transitados 5.4 25.868.818 16.668.980
Resultados do período 5.5 28.039.255 11.935.919

317.845.474 287.673.002

Passivo
Financiamentos obtidos 5.6 454.922.168 485.805.619
Passivos de Locação 5.7 26.387.848 -
Caixa e equivalentes de caixa 5.8 96.907.045 99.443.113

578.217.061 585.248.732

Demonstração dos fluxos de caixa


Fluxos de caixa de atividades de financiamento 5.9 (61.852.480) (75.604.456)
Demonstração dos resultados
Rendimentos e gastos financeiros 5.10 (25.849.927) (32.040.431)

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
115
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.1. GESTÃO DE CAPITAL

!! Política de gestão de capital


Para efeitos de gestão de capital, considera-se o
Capital Próprio e a Dívida Líquida levantada pelo
Grupo junto de terceiros.

A política de gestão de capital do Grupo visa a


otimização da estrutura de capitais de modo a:

a) Manter níveis de financiamento adequados à


operação e desenvolvimento de cada unidade de
negócio;

b) Reduzir o custo do capital minimizando custos e


potenciando o resultado do Grupo

c) Proporcionar o retorno acionista e o pontual


cumprimento com os credores

d) Assegurar a liquidez e a solvabilidade do Grupo.


O Grupo monitoriza o seu nível de endividamento
essencialmente através do rácio de Dívida Líquida/
EBITDA e do rácio de Autonomia Financeira.

O Grupo tem como política privilegiar a contratação


de financiamento local, de modo a manter em cada
geografia estruturas de financiamento equilibradas,
a fomentar o relacionamento com o mercado
financeiro local e a assegurar uma cobertura natural
do risco de câmbio.

O Grupo Secil tem ainda como política efetuar a


renegociação/ renovação dos financiamentos antes
da sua maturidade, de forma a manter um nível
adequado de linhas de crédito disponíveis e os prazos
de vencimento da dívida fixados no médio/longo
prazo.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
116
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.2. CAPITAL SOCIAL E AÇÕES PRÓPRIAS

Políticas contabilísticas

Capital social

Reconhecimento O capital subscrito e não realizado é registado na rubrica “Valores a receber”.

Emissão Os custos diretamente atribuíveis à emissão de novas ações ou outros instrumentos


de novas ações de capital próprio são apresentados como uma dedução, líquida de impostos, ao valor
recebido.
Os custos diretamente imputáveis à emissão de novas ações ou opções, para a aquisição
de um negócio são incluídos no custo de aquisição, como parte do valor de compra.

Ações próprias

Reconhecimento Ao valor de aquisição, como uma redução do capital próprio.

Aquisições por Quando alguma empresa do Grupo adquire ações da empresa-mãe, o pagamento, que
empresa do Grupo inclui os custos incrementais diretamente associados, é deduzido ao capital próprio
atribuível aos detentores do capital da empresa-mãe até que as ações sejam canceladas,
reemitidas ou alienadas.

Alienação Quando as ações próprias são subsequentemente vendidas ou reemitidas, qualquer


de ações próprias recebimento, líquido de custos de transação diretamente atribuíveis e de impostos, é
refletido no capital próprio dos detentores do capital da empresa em Outras reservas
(Nota 5.5).

Extinção A extinção de ações próprias é refletida nas demonstrações financeiras consolidadas


de ações próprias como uma redução do Capital social e na rubrica Ações próprias, pelo valor equivalente
ao valor nominal e de aquisição, respetivamente, sendo o diferencial apurado entre os
dois montantes registado em outras reservas.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
117
Detentores de capital da Secil
O capital social da Secil encontra-se totalmente
subscrito e realizado, sendo totalmente representado
por 48.735.540 ações com o valor nominal de Euros
4,60.

O capital social da sociedade, em 31 de dezembro


de 2019 e 2018, é detido pelas seguintes pessoas
coletivas:

31/12/2019 31/12/2018

Denominação Nº de Ações % Nº de Ações %

Ações com valor nominal de 4,60 Euros


Semapa, S.G.P.S., S.A. 48.734.540 100,00% 48.734.540 100,00%
CIMO - Gestão de participações, SGPS, S.A. 1.000 0,00% 1.000 0,00%

48.735.540 100,00% 48.735.540 100,00%

Redução de capital social Ações próprias - movimentos


Por deliberação da Assembleia Geral realizada em No decurso do período findo em 31 de dezembro de
31 de maio de 2018, o capital social foi reduzido no 2018, foram extintas 4.184.460 ações próprias com o
montante de 40.416.516 Euros, da seguinte forma: valor contabilístico de Euros 22.609.745.

• Extinção de 4.184.460 ações próprias no valor total


de 20.922.300 Euros; e

• Redução do valor nominal das restantes ações em


0,40 Euros, utilizado para cobertura de perdas no
montante de 19.494.216 Euros.

Em resultado desta operação, em 31 de dezembro


de 2018, o capital social da Empresa passou a ser
representado por 48.735.540 ações com o valor
nominal de 4,60 Euros (previamente, 5,00 Euros),
encontrando-se totalmente subscrito e realizado.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
118
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.3. OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL
PRÓPRIO

Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e


2018, o movimento ocorrido nos Outros instrumentos
de capital próprio é conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo inicial 136.500.000 140.000.000


Reembolso de Prestações acessórias (3.500.000) (3.500.000)

Saldo final 133.000.000 136.500.000

Os montantes registados nesta rubrica respeitam


a prestações acessórias concedidas pelo acionista
Semapa-Sociedade de Investimentos e Gestão,
SGPS, S.A..

Nos termos estatutários, estas prestações apenas


podem ser restituídas aos acionistas desde que o
capital próprio não fique inferior à soma do capital
social e da reserva legal.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
119
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.4. RESERVAS E RESULTADOS
TRANSITADOS

Políticas contabilísticas

Reserva de conversão cambial

Reconhecimento A reserva de conversão cambial corresponde ao montante acumulado relativo


à apropriação pelo Grupo das diferenças cambiais resultantes da conversão das
demonstrações financeiras das subsidiárias e associadas goodwill (Nota 3.1) e
empréstimos que qualificam como extensões do investimento líquido) que operam fora
da zona Euro, essencialmente no Brasil, Tunísia, Líbano e Angola.

Reserva de justo valor

Reconhecimento Corresponde à variação acumulada do justo valor dos instrumentos financeiros derivados
classificados como de cobertura (Nota 8.2), e dos investimentos financeiros mensurados
ao justo valor através de outros rendimentos integrais (Nota 8.3), líquida de impostos
diferidos.

Reserva legal

Reconhecimento A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem
de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20%
do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da
sociedade. Poderá, contudo, ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas
as outras reservas, ou incorporada no capital.

Excedentes de revalorização

Reconhecimento Corresponde à reavaliação dos ativos fixos tangíveis e propriedades de investimento,


efetuada nos termos da legislação aplicável, que ainda não foi realizada.
Esta reserva não se encontra disponível para distribuir aos acionistas do Grupo.

Outras reservas

Reconhecimento Esta rubrica corresponde a reservas constituídas através da transferência de resultados


de períodos anteriores e outros movimentos. Não é distribuível a parte do saldo
correspondente ao valor de aquisição das ações próprias detidas (Nota 5.2).

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
120
Reservas - detalhe
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, as Reservas são
detalhadas conforme segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Reserva de conversão cambial (150.986.421) (156.628.579)


Reserva de justo valor (46.227) (229.324)
Reserva legal 40.874.278 40.680.725
Excedentes de revalorização 539.168 539.168
Outras reservas 16.373.119 14.022.629

(93.246.083) (101.615.381)

Reserva de conversão cambial


Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido na Reserva de conversão
cambial, por divisa, é conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo inicial (156.628.579) (131.710.764)

Real Brasileiro (3.146.394) (20.377.136)


Dinar Tunisino 5.627.597 (10.328.277)
Libra Libanesa 1.374.159 3.288.231
Dólar Americano 782.740 1.814.786
Kwanza Angolano 1.004.061 683.655
Metical Moçambicano (6) 926

Saldo final (150.986.421) (156.628.579)

ESTRUTURA DE CAPITAL
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121
Reserva de justo valor
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido na Reserva de justo valor
é conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo inicial (229.324) (146.713)


Aumentos de justo valor (Nota 8.2.1) 252.548 (113.946)
Efeito de imposto (69.451) 31.335

Saldo final (46.227) (229 .324)

Reserva legal
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019
e 2018, o movimento ocorrido na Reserva legal é
conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo inicial 40.680.725 40.680.725


Aplicação do resultado do período anterior 193.553 -

Saldo final 40.874.278 40.680.725

ESTRUTURA DE CAPITAL
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122
Outras reservas
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido nas Outras reservas é
conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo inicial 14.022.629 15.886.545


Aplicação do resultado do período anterior 2.542.528 -
Remensuração de benefícios pós-emprego
Remensurações (89.718) (1.079.243)
Efeito de imposto 25.603 281.580
Aquisições/Alienações a interesses que não controlam (127.923) 621.192
Extinção de ações próprias - (1.687.445)

Saldo final 16.373.119 14.022.629

Resultados transitados - movimento


Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019
e 2018, o movimento ocorrido nos Resultados
transitados é conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo inicial 16.668.980 17.803.613


Transferência do resultado líquido do período anterior 9.199.838 (20.629.181)
para resultados transitados
Impostos sobre itens incluídos diretamente no capital próprio - Terrenos - 332
Cobertura de perdas - 19.494.216

Saldo final 25.868.818 16.668.980

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
123
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.5. RESULTADO POR AÇÃO

Políticas contabilísticas

Reconhecimento O resultado básico por ação é apurado com base na divisão dos lucros ou prejuízos
atribuíveis aos detentores de capital próprio ordinário da Secil pelo número médio
ponderado de ações ordinárias em circulação durante o período.
Para a finalidade de calcular o resultado diluído por ação, a Secil ajusta os lucros ou
prejuízos atribuíveis aos detentores ordinários de capital próprio, bem como o número
médio ponderado de ações em circulação, para efeitos de todas as potenciais ações
ordinárias diluidoras.

Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e


2018, o resultado por ação é determinado conforme
se segue:

Valores em Euros 2019 2018

Resultado atribuível aos Acionistas da Secil 28.039.255 11.935.919

Número médio ponderado de ações (Nota 5.2) 48.735.540 48.735.540

Resultado básico por ação 0,575 0,245


Resultado diluído por ação 0,575 0,245

Não existem instrumentos financeiros convertíveis


sobre as ações da Secil, pelo que não existe diluição
dos resultados.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
124
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.6. FINANCIAMENTOS OBTIDOS

Os financiamentos obtidos incluem empréstimos por


obrigações, papel comercial, empréstimos bancários
e outros financiamentos.

Políticas contabilísticas

Mensuração inicial Ao justo valor, líquido dos custos de transação incorridos.

Mensuração Ao custo amortizado, utilizando o método da taxa de juro efetiva.


subsequente A diferença entre o valor de reembolso e o valor da mensuração inicial é reconhecida
na Demonstração dos resultados ao longo do período da dívida em “Juros suportados
com outros empréstimos obtidos” na Nota 5.10 – Rendimentos e gastos financeiros.

Justo valor O valor contabilístico dos financiamentos obtidos de curto prazo ou contratados com
taxas de juro variáveis aproxima-se do seu justo valor.
O justo valor dos financiamentos obtidos que são remunerados a taxa fixa é divulgado
na Nota 8.4 – Ativos e passivos financeiros.

Apresentação No passivo corrente, exceto se o Grupo detiver um direito incondicional de diferir a


liquidação do passivo por pelo menos 12 meses após a data de relato.

Estimativas e julgamentos contabilísticos

Papel comercial
O Grupo tem diversos programas de emissão de
papel comercial negociados, de acordo com os
quais é frequente a realização de emissões com
maturidade contratual inferior a um ano, mas com
natureza revolving. Nos casos em que o Grupo espera
realizar o roll over destes financiamentos, apresenta
os mesmos como passivos não correntes.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
125
Financiamentos obtidos - detalhe
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os financiamen-
tos obtidos são detalhados conforme se segue:

31/12/2019 31/12/2018

Valores em Euros Não Corrente Corrente Total Não Corrente Corrente Total

Empréstimos por obrigações 147.428.571 88.571.429 236.000.000 236.000.000 - 236.000.000


Papel Comercial 50.000.000 15.000.000 65.000.000 125.000.000 - 125.000.000
Empréstimos bancários 51.219.796 102.592.453 153.812.249 61.024.112 61.583.432 122.607.544
Encargos com emissão de empréstimos (1.306.528) (1.486.278) (2.792.806) (1.783.631) (1.354.928) (3.138.559)

Dívida bancária remunerada 247.341.839 204.677.604 452.019.443 420.240.481 60.228.504 480.468.985

Descobertos bancários - 2.747.547 2.747.547 - 4.105.680 4.105.680


Outros não remunerados - 155.178 155.178 - - -
Locações financeiras (antes da adoção da IFRS 16) - - - 1.105.745 125.209 1.230.954

Outros financiamentos obtidos - 2.902.725 2.902.725 1.105.745 4.230.889 5.336.634

Total financiamentos obtidos 247.341.839 207.580.329 454.922.168 421.346.226 64.459.393 485.805.619

Empréstimos por obrigações


Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os empréstimos
por obrigações são detalhados conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018 Vencimento Taxa de Juro

Secil 2015 / 2020 80.000.000 140.000.000 2020 Fixa


Secil 2016 / 2021 26.000.000 26.000.000 2021 Fixa
Secil 2017 / 2022 20.000.000 20.000.000 2022 Fixa
Secil 2016 / 2023 30.000.000 30.000.000 2023 Fixa
Secil 2018 / 2023 20.000.000 20.000.000 2023 Fixa
Secil 2019 / 2026 60.000.000 - 2026 Fixa

236.000.000 236.000.000

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
126
Papel comercial
Em 31 de dezembro de 2019 os montantes de Papel
Comercial contratados e utilizados são detalhados
conforme se segue:

Montante utilizado
Montante Data de
contratado Não corrente Corrente Total Vencimento Taxa de Juro

20.000.000 - - - 2022 Indexada a Euribor 6M


75.000.000 35.000.000 - 35.000.000 2021 Indexada a Euribor 6M
25.000.000 - - - 2021 Indexada a Euribor 6M
50.000.000 - - - 2023 Indexada a Euribor 6M
20.000.000 - - - 2021 Indexada a Euribor 6M
30.000.000 15.000.000 15.000.000 30.000.000 2021 Fixa

220.000.000 50.000.000 15.000.000 65.000.000

Em 31 de dezembro de 2018 os montantes de Papel


Comercial contratados e utilizados são detalhados
conforme se segue:

Montante utilizado
Montante Data de
contratado Não corrente Corrente Total Vencimento Taxa de Juro

55.000.000 - - - 2019 Indexada a Euribor 6M


50.000.000 - - - n.a. Fixa
150.000.000 105.000.000 - 105.000.000 2021 Indexada a Euribor 6M
20.000.000 - - - 2022 Indexada a Euribor 6M
50.000.000 20.000.000 - 20.000.000 2023 Indexada a Euribor 6M

325.000.000 125.000.000 - 125.000.000

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
127
Empréstimos bancários
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os montantes de
Empréstimos bancários contratados a taxa fixa, taxa
variável e indexante associado são detalhados con-
forme se segue:

31/12/2019 31/12/2018

Valores em Euros Não Corrente Corrente Total Não Corrente Corrente Total

Taxa variável 43.655 96.242.344 96.285.999 61.024.112 60.911.641 121.935.753


Taxa fixa 51.176.141 6.350.109 57.526.250 - 671.791 671.791

51.219.796 102.592.453 153.812.249 61.024.112 61.583.432 122.607.544

31/12/2019 31/12/2018

Indexante Não Corrente Corrente Total Não Corrente Corrente Total

TJLP/Cesta Moedas/Fixa e US$ 6.154.057 13.273.456 19.427.513 18.863.148 12.895.447 31.758.595


CDI 19.918.098 47.477.778 67.395.876 24.846.225 19.224.925 44.071.150
TMM 3.946.304 10.397.075 14.343.379 5.966.512 5.597.278 11.563.790
Taxa fixa 43.655 6.350.107 6.393.762 - 671.791 671.791
Euribor 4.636.185 3.568.330 8.204.515 8.209.731 4.128.116 12.337.847
Outros 16.521.497 21.525.707 38.047.204 3.138.496 19.065.875 22.204.371

51 .219.796 102.592.453 153.812.249 61.024.112 61.583.432 122.607.544

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
128
Prazos de reembolso dos empréstimos
A parcela classificada como não corrente em 31 de
dezembro de 2019 e em 2018 tem o seguinte plano
de reembolso definido:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

1 a 2 anos 104.539.491 168.329.640


2 a 3 anos 42.290.759 154.844.634
3 a 4 anos 32.916.220 36.002.915
4 a 5 anos 4.938.191 54.530.211
Mais de 5 anos 62.657.179 7.638.826

Total 247.341.839 421.346.226

Covenants financeiros em vigor


Para determinado tipo de operações de financiamento,
existem compromissos de manutenção de certos
rácios financeiros cujos limites se encontram
previamente negociados. Os covenants existentes
referem-se nomeadamente a cláusulas de Cross
default, Pari Passu, Negative pledge, Ownership-
clause, cláusulas relacionadas com a manutenção
das atividades do Grupo, manutenção de rácios
financeiros, nomeadamente de Dívida Líquida/EBITDA
comuns nos contratos de financiamento.

Adicionalmente, o Grupo cumpre os rácios a que


está obrigado pelos contratos de financiamento em
vigor em 31 de dezembro de 2019 e 2018.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
129
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.7. PASSIVOS DE LOCAÇÃO

Políticas contabilísticas

Mensuração inicial Na data de início da locação, o Grupo reconhece passivos de locação mensurados ao
valor presente dos pagamentos futuros da locação, os quais incluem pagamentos fixos
deduzidos de incentivos de locação a receber, de pagamentos variáveis da locação,
e valores que se esperam pagar a título de valor residual garantido. Os pagamentos
de locação incluem ainda o preço de exercício de opções de compra ou renovação
razoavelmente certas de serem exercidas pelo Grupo ou pagamentos de penalidades
de rescisão de locações, se o prazo da locação refletir a opção do Grupo de rescindir
o contrato.
No cálculo do valor presente dos pagamentos futuros da locação, o Grupo usa a uma
taxa de juro incremental de financiamento se a taxa de juro implícita na locação não for
facilmente determinável.

Mensuração Subsequentemente, o valor dos passivos de locação é incrementado pelo valor dos
subsequente juros (Nota 5.10 - Rendimentos e gastos financeiros) e diminuído pelos pagamentos de
locação (rendas).

Em 31 de dezembro de 2019, os montantes de


“Passivos de locação” respeitam aos seguintes direitos
de uso por segmento geográfico:

31/12/2019

Valores em Euros Não corrente Corrente Total

Angola - 5.292 5.292


Brasil - 2.229.366 2.229.366
Líbano 247.687 141.788 389.474
Portugal 18.482.066 5.182.577 23.664.643
Tunísia 99.072 - 99.072

18.828.825 7.559.023 26.387.847

» A análise de maturidade dos passivos de locação


é apresentada na Nota 8.1.3 - Risco de liquidez.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
130
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.8. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Políticas contabilísticas

Reconhecimento A rubrica de Caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, depósitos bancários e outros
investimentos de curto prazo com maturidade inicial até 3 meses, que possam ser
imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de flutuações de valor.

Apresentação Para efeitos da demonstração de fluxos de caixa, esta rubrica inclui também os
descobertos bancários, os quais são apresentados na Posição financeira consolidada,
no passivo corrente, na rubrica Financiamentos obtidos (Nota 5.6).

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os saldos de


“Caixa e equivalentes de caixa” são conforme se
segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Numerário 422.417 119.627


Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 102.224.498 100.811.513
Outras aplicações de tesouraria - 495.038

Caixa e equivalentes de caixa - valor bruto 102.646.915 101.426.178

Imparidades decorrentes da aplicação da IFRS 9 (5.739.870) (1.983.065)

Caixa e equivalentes de caixa - valor líquido 96.907.045 99.443.113

Descobertos bancários (Nota 5.6) (2.747.547) (4.105.680)

Caixa e equivalentes de caixa na demonstração de fluxos 94.159.498 95.337.433


de caixa consolidada

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, não existem


saldos significativos em “Caixa e equivalentes de
caixa” que estejam sujeitos a restrições de uso do
Grupo.

» Os saldos relativos a depósitos bancários sobre


os quais existem penhores estão incluídos na Nota
4.2 – Valores a receber.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
131
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.9. FLUXOS DE CAIXA DE ATIVIDADES DE
FINANCIAMENTO

Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019


e 2018, os movimentos ocorridos nos passivos de
atividades de financiamento do Grupo são conforme
se segue:

Transações que não afetam caixa e equivalentes de caixa

Fluxos de caixa
de atividades de Reconhecimen- Amortização Especialização Diferenças
Valores em Euros 01/01/2019 financiamento to de locações de encargos de juros cambiais 31/12/2019

Financiamentos obtidos (Nota 5.6)


Empréstimos por obrigações 236.000.000 - - - - - 236.000.000
Papel comercial 125.000.000 (60.000.000) - - - - 65.000.000
Empréstimos bancários 122.607.544 36.184.846 - - - (4.980.140) 153.812.249
Descobertos bancários 4.105.680 (1.634.136 276.002 2.747.547
Encargos com emissão de empréstimos (3.138.559) (2.992.015) - 3.357.324 - (19.556) (2.792.806)
Outros financiamentos 5.336.634 (2.433.909 - - - - 2.902.725
Passivos de locação (Nota 5.7) 19.840.485 (7.979.283) 8.810.556 - 5.774.083 (57.994) 26.387.847

Total 509.751.784 (38.854.497) 8.810.556 3.357.324 5.774.083 (4.781.688) 484.057.562

Transações que não afetam caixa


e equivalentes de caixa

Fluxos de caixa
de atividades de Amortização Diferenças
Valores em Euros 01/01/2018 financiamento de encargos cambiais 31/12/2018

Financiamentos obtidos (Nota 5.6)


Empréstimos por obrigações 216.000.000 20.000.000 - - 236.000.000
Papel comercial 167.000.000 (42.000.000) - - 125.000.000
Empréstimos bancários 149.771.117 (18.482.128) - (8.681.445) 122.607.544
Descobertos bancários 2.127.464 2.371.643 (393.427) 4.105.680
Encargos com emissão de empréstimos (4.118.031) (2.096.966) 3.300.969 (224.531) (3.138.559)
Outros financiamentos 2.127.464 3.209.170 - - 5.336.634

Total 532.908.014 (36.998.280) 3.300.969 (9.299.404) 489.911.299

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
132
05.
ESTRUTURA
DE CAPITAL
5.10. RENDIMENTOS E GASTOS
FINANCEIROS

Políticas contabilísticas

Apresentação O Grupo classifica como “Rendimentos e gastos financeiros”:


- os rendimentos e ganhos que resultam da atividade de gestão de tesouraria tais como:
i) os juros obtidos pela aplicação de excedentes de tesouraria; e ii) as variações de justo
valor de instrumentos financeiros derivados negociados para a cobertura do risco de
taxa de juro e taxa de câmbio dos financiamentos, independentemente da designação
formal de cobertura.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
133
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o detalhe dos
Rendimentos e gastos financeiros é conforme se
segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Juros suportados com títulos de dívida e dívida bancária (18.151.966) (18.791.097)


Juros suportados com outros financiamentos obtidos (8.529) (40.073)

Juros suportados por aplicação do método do juro efetivo (18.160.495) (18.831.170)

Comissões de empréstimos e gastos com aberturas de crédito (3.357.324) (3.300.969)


Diferenças de câmbio desfavoráveis em financiamentos obtidos e passivos (1.481.553) (3.780.921)
de locação
Juros suportados com passivos de locação (1.033.081) -

Gastos financeiros relativos à estrutura de capital do Grupo (5.871.958) (7.081.890)

Desconto financeiro de provisões (Nota 9.1) (265.628) (309.709)


Outras diferenças de câmbio desfavoráveis (8.354.472) (17.815.054)
Perdas com instrumentos derivados de negociação (Nota 8.2) (1.119.024) 595.716
Juros incorridos com instrumentos derivados (9.053.954) (93.874)
Outros gastos e perdas financeiros (4.704.104) (509.380)

Gastos e perdas financeiros (47.529.635) (44.045.361)

Juros obtidos de ativos financeiros ao custo amortizado 15.895.612 2.534.925


Diferenças de câmbio favoráveis 5.285.726 9.356.525
Outros rendimentos e ganhos financeiros 498.370 113.480

Rendimentos e ganhos financeiros 21.679.708 12.004.930

Resultados financeiros (25.849.927) (32.040.431)

As diferenças de câmbio em financiamentos obtidos Em 2019, a rubrica Outros gastos e perdas financeiros
e direitos de uso resultam, essencialmente, da inclui Euros 3.732.586 resultantes do reconhecimento
atualização cambial dos financiamentos contratados de imparidades decorrentes da aplicação da IFRS 9
em USD pelas subsidiárias Supremo Cimentos, S.A. e sobre saldos de Caixa e equivalentes de caixa.
Margem - Companhia de Mineração, SA.

ESTRUTURA DE CAPITAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
134
06.
IMPOSTO SOBRE
O RENDIMENTO
06.
IMPOSTO SOBRE
O RENDIMENTO

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018

Demonstração da posição financeira


Ativo
Imposto sobre o rendimento 6.1 6.450.566 5.112.451
Ativos por impostos diferidos 6.2 73.185.310 52.800.118

Passivo
Imposto sobre o rendimento 6.1 16.108.704 17.175.783
Passivos por impostos diferidos 6.2 53.907.577 48.938.481

Demonstração dos Resultados


Imposto corrente 6.1 10.946.304 7.571.360
Variação de posições fiscais incertas no período 6.1 (1.008.834) (5.326.546)
Imposto diferido 6.1 (16.368.529) (4.282.808)

(6.431.059) (2.037.994)

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
136
06.
IMPOSTO SOBRE
O RENDIMENTO
6.1. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO
DO PERÍODO

Políticas contabilísticas

Reconhecimento O imposto corrente do período e de períodos anteriores é, na medida em que não esteja
de passivos e ativos pago, reconhecido como passivo, na rubrica “Imposto sobre o rendimento”.
Se a quantia já paga, com respeito ao período e períodos anteriores, exceder a quantia
devida para esse período, o excesso é reconhecido como um ativo, na rubrica “Imposto
sobre o rendimento”.

Mensuração Os passivos (ativos) por imposto corrente do período e períodos anteriores são
mensurados pela quantia que se espera que seja paga (recuperada) às autoridades fiscais,
usando as taxas fiscais (e leis fiscais) que tenham sido decretadas.

Reconhecimento O imposto corrente sobre o rendimento é determinado com base nos resultados líquidos
em resultados do período das várias entidades incluídas no perímetro de consolidação, ajustados em
conformidade com a respetiva legislação fiscal vigente à data da Posição financeira
consolidada.
O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos gastos
e rendimentos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis noutros períodos. O lucro
tributável exclui ainda gastos e rendimentos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis.

Empresas tributadas A Secil e algumas das suas subsidiárias residentes em Portugal integram, desde 1 de
pelo Regime Especial janeiro de 2014, o grupo fiscal do qual a Semapa, SGPS, S.A. é a sociedade dominante,
de Tributação de sendo tributadas pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS),
Grupos de Sociedades constituído pelas empresas com uma participação igual ou superior a 75% e que
(RETGS) cumprem as condições previstas no artigo 69º e seguintes do código do IRC.
As empresas que integram o perímetro do grupo de sociedades sujeitas a este regime
apuram e registam o imposto sobre o rendimento tal como se fossem tributadas numa
ótica individual. O imposto apurado, a pagar ou receber, é reconhecido, como passivo
ou ativo, na rubrica “Imposto sobre o rendimento”, no entanto a pagar ou reembolsar
à sociedade dominante do grupo fiscal, atualmente a Semapa, SGPS, S.A. (Nota 10), a
quem compete o apuramento global e a autoliquidação do imposto.

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
137
Estimativas e julgamentos contabilísticos O Grupo, no que se refere à mensuração das posições
fiscais incertas, tem em consideração o disposto na
Passivos para liquidações adicionas IFRIC 23 – ‘Incerteza quanto aos impostos sobre o
O Grupo reconhece passivos para liquidações rendimento’, nomeadamente na mensuração dos
adicionais de impostos que possam resultar de riscos e incertezas na definição da melhor estimativa
revisões efetuadas pelas autoridades fiscais dos do gasto exigido para liquidar a obrigação, através da
diferentes territórios onde o Grupo desenvolve ponderação de todos os possíveis resultados por si
atividade. Quando o resultado final destas situações controlados e respetivas probabilidades associadas.
é diferente dos valores inicialmente registados,
as diferenças terão impacto no imposto sobre o
rendimento, no período em que tais diferenças se
constatam.

Em Portugal, as declarações anuais de rendimentos


estão sujeitas a revisão e eventual ajustamento por
parte das autoridades fiscais durante um período de
4 anos. Contudo, no caso de serem apresentados
prejuízos fiscais estes podem ser sujeitos a revisão
pelas autoridades fiscais por um período de 6 anos.
Noutros países em que o Grupo desenvolve a sua
atividade estes prazos são diferentes, em regra
superiores.

O Conselho de Administração entende que eventuais


correções àquelas declarações em resultado de
revisões/inspeções por parte das autoridades fiscais
não terão efeito significativo nas demonstrações
financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2019,
sendo certo que já foram revistos pela Autoridade
Tributária e Aduaneira os períodos até 2015, inclusive.

Posições fiscais incertas


O montante dos ativos e passivos estimados,
registados por conta de processos fiscais, decorre de
uma avaliação efetuada pelo Grupo com referência
à data da Demonstração da posição financeira
consolidada, quanto a potenciais divergências de
entendimento com a Administração Tributária, tendo
em conta os desenvolvimentos que vão ocorrendo
nas matérias fiscais.

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
138
Imposto reconhecido na demonstração dos resul-
tados consolidados
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o detalhe do
“Imposto sobre o rendimento” é conforme se segue:

Valores em Euros 2019 2018

Imposto corrente 10.946.304 7.571.360


Variação de posições fiscais incertas no período (1.008.834) (5.326.546)
Imposto diferido (Nota 6.2) (16.368.529) (4.282.808)

(6.431.059) (2.037.994)

Em 2019 e 2018 esta rubrica reflete um conjunto de


reversões de provisões fiscais, em consequência do
encerramento de alguns processos de inspeção fiscal
e de decisões dos tribunais favoráveis ao Grupo.

TAXA DE IMPOSTO NOMINAL NAS PRINCIPAIS GEOGRAFIAS ONDE O GRUPO OPERA

2019 2018

Portugal
Taxa nominal de imposto sobre o rendimento 21,0% 21,0%
Derrama municipal 1,5% 1,5%
22,5% 22,5%

Derrama estadual - sobre as partes dos lucros tributáveis 3,0% 3,0%


entre 1.500.000 Euros e 7.500.000 Euros
Derrama estadual - sobre as partes dos lucros tributáveis 5,0% 5,0%
entre 7.500.000 Euros e 35.000.000 Euros
Derrama estadual - sobre as partes dos lucros tributáveis 9,0% 9,0%
acima de 35.000.000 Euros

Outros países
Brasil - taxa nominal 34,0% 34,0%
Tunísia - taxa nominal 25,0% 25,0%
Líbano - taxa nominal 17,0% 17,0%
Angola - taxa nominal 30,0% 30,0%

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
139
RECONCILIAÇÃO DA TAXA EFETIVA DE IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO PERÍODO

Valores em Euros 2019 2018

Resultado antes de impostos 20.453.808 14.580.756

Imposto esperado à taxa nominal (22,5%) 4.602.107 3.280.670


Derrama estadual (5,0%) 1.022.690 729.038

Imposto resultante da taxa aplicável 5.624.797 4.009.708

Diferenças (a) 8.930.384 1.202.060


Imposto relativo a períodos anteriores 461.597 (238.932)
Prejuízos fiscais recuperáveis (795.258) (775.645)
Prejuízos fiscais não recuperáveis 2.432.787 4.709.274
Liquidações adicionais de imposto (1.008.834) (5.326.546)
Efeito de taxas de imposto diferentes (1.417.055) (3.016.676)
Retenção na fonte a título definitivo 118.786 448.929
Benefícios fiscais (21.640.344) (4.450.665)
Outros ajustamentos à coleta (b) 862.081 1.400.499

(6.431.059) (2.037.994)

Taxa efetiva de imposto -31,44% -13,98%

(a) Este valor respeita essencialmente a: 2019 2018

Efeito da aplicação do método da Equivalência Patrimonial (Nota 10.3) (1.719.099) (1.182.762)


Mais / (Menos) valias fiscais 225.831 241.132
(Mais) / Menos valias contabilísticas (960.781) (681.546)
Imparidades e provisões tributadas 9.426.677 916.102
Benefícios fiscais (2.454.111) (1.433.046)
Redução de imparidades e provisões tributadas (6.140.488) (952.052)
Resultados intra-grupo sujeitos a tributação 17.068.045 5.129.221
Amortização e perdas por imparidade do goodwill (Nota 3.1) 11.237.745 -
Reporte dos gastos de financiamento líquidos de períodos anteriores 2.519.488 2.589.828
Outros 3.270.818 (255.751)

32.474.125 4.371.126

Impacto fiscal (27,5%) 8.930.384 1.202.060

(b) O montante mostrado na rubrica “Ajustamentos à


coleta” respeita essencialmente à tributação autónoma.

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
140
Imposto reconhecido na demonstração da posição
financeira consolidada
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o detalhe do
“Imposto sobre o rendimento” é conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Ativo
Imposto sobre o rendimento 6.450.566 5.112.451

6.450.566 5.112.451

Passivo
Imposto sobre o rendimento 4.399.076 4.514.205
Responsabilidades adicionais de imposto 11.709.628 12.661.578

16.108.704 17.175.783

DECOMPOSIÇÃO DA RUBRICA IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018

Imposto sobre o rendimento


Imposto sobre o rendimento do período 5.821.298 5.778.766
Ajustamento cambial 63.444 (60.000)
Pagamentos por conta, especiais e adicionais por conta (1.569.599) (1.145.818)
Retenções na fonte a recuperar (788.932) (342.428)
Imposto sobre o rendimento de períodos anteriores (1.208.352) (810.165)

2.317.859 3.420.355

Imposto sobre o rendimento - Grupo fiscal Semapa


Imposto sobre o rendimento do período 4.544.623 1.582.597
Pagamentos por conta, especiais e adicionais por conta (5.295.068) (2.236.098)
Retenções na fonte a recuperar (3.618.904) (3.367.115)
Imposto sobre o rendimento de períodos anteriores - 2.015

10.4 (4.369.349) (4.018.601)

(2.051.490) (598.247)

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
141
POSIÇÕES FISCAIS INCERTAS - PASSIVOS

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Saldo no início do período 12.661.578 18.682.216

Aumentos 503.781 1.009.819


Reversões (1.512.615) (6.336.365)
Transferências - (303.952)
Utilizações - (93.697)
Ajustamento cambial 56.884 (296.443)

Saldo no final do período 11.709.628 12.661.578

Montante reconhecido em resultados do período - (ganho) / perda (1.008.834) (5.326.546)

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
142
06.
IMPOSTO SOBRE
O RENDIMENTO
6.2. IMPOSTOS DIFERIDOS

Políticas contabilísticas

Reconhecimento O imposto diferido é calculado com base na responsabilidade da Posição financeira


de passivos e ativos consolidada, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos ativos
e passivos e a respetiva base de tributação.
São reconhecidos ativos por impostos diferidos sempre que exista razoável segurança
de que serão gerados lucros tributáveis futuros contra os quais poderão ser utilizados.

Mensuração Para a determinação do imposto diferido é utilizada a taxa fiscal que se espera estar em
vigor no período em que as diferenças temporárias serão revertidas.

Reconhecimento Os impostos diferidos são registados como gasto ou rendimento do período, exceto
em resultados se resultarem de valores registados diretamente em capital próprio, situação em que o
imposto diferido é também registado na mesma rubrica. Os incentivos fiscais atribuídos
no âmbito de projetos de investimento a desenvolver pelo Grupo são reconhecidos
em resultados do período na medida da existência de matéria coletável nas empresas
beneficiárias que permita a sua utilização.

Estimativas e julgamentos contabilísticos Adicionalmente, salienta-se que as depreciações


fiscais da Margem Companhia de Mineração, S.A. são
Impostos diferidos reconhecidos em relação a pre- mais aceleradas do que as depreciações económicas,
juízos fiscais por utilizar gerando impacto negativo significativo no resultado
Os ativos por imposto diferido registados em relação fiscal da referida subsidiária.
a prejuízos fiscais por utilizar com referência a 31
de dezembro de 2019 e 2018, são integralmente Impostos diferidos reconhecidos em relação a cré-
referentes à subsidiária Margem Companhia de ditos fiscais por utilizar
Mineração, S.A., subsidiária do Grupo sedeada Os ativos por impostos diferidos registados em
no Brasil detentora da nova fábrica de Cimento relação a créditos fiscais por utilizar com referência
construída pelo Grupo em Adrianópolis, Estado do a 31 de dezembro de 2019, são referentes à Secil e
Paraná, que entrou em funcionamento no segundo às subsidiárias residentes em Portugal que obtiveram
semestre de 2015. Na medida em que a legislação créditos de imposto decorrentes de dispêndios
fiscal brasileira em vigor não impõe qualquer limite realizados em investigação e desenvolvimento.
temporal para a sua utilização contra lucros tributáveis
futuros, é convicção da gestão que, de acordo com o De acordo com o plano de negócios de médio
plano de negócios de médio prazo, o projeto venha a prazo, a Secil e as subsidiárias referidas geram lucros
gerar lucros tributáveis que serão compensados com tributáveis e consequentemente coleta suficiente para
os prejuízos fiscais acumulados nestes primeiros anos utilizar os créditos de imposto disponíveis.
de arranque.

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
143
Movimentos em impostos diferidos
No decurso dos períodos findos em 31 de dezembro
de 2019 e 2018, os movimentos ocorridos nos ativos
e passivos por impostos diferidos, são os seguintes:

Demonstração de resultados

Reclassificação
para ativos
Ajustamento Capital detidos para
Valores em Euros 01/01/2019 Cambial Aumentos Reduções próprio venda 31/12/2019

Diferenças temporárias que originam ativos por impostos diferidos

Prejuízos fiscais reportáveis 74.310.650 (1.734.980) 9.222.704 - - - 81.798.374

Provisões para recuperação ambiental e paisagística 3.397.483 (157) 4.141.180 (849.344) - - 6.689.162

Provisões e imparidades tributadas 15.635.915 286.246 10.418.295 (5.196.302) - - 21.144.154

Benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo 4.230.997 4.560 127.860 (620.318) 285.329 - 4.028.428

Mais-valias contabilísticas diferidas (intra-grupo) 1.606.517 (41) 467.724 (44.406) - - 2.029.794

Justo valor apurado em combinações empresariais 1.596.394 30.731 - - - - 1.627.125

Amortizações de ativos intangíveis 64.218.970 31.474 - (3.605.360) - - 60.645.084

Imparidades em ativos fixos 4.085.284 - 1.999.358 (1.930.837) - (1.000.000) 3.153.805

Outras diferenças temporárias 10.472.007 (10.830) 527.202 (11.509) (252.548) - 10.724.322

179.554.217 (1.392.997) 26.904.323 (12.258.076) 32.781 (1.000.000) 191.840.248

Diferenças temporárias que originam passivos por impostos diferidos

Reavaliação de ativos fixos tangíveis (46.092.976) 880.223 - 531.989 - - (44.680.764)

Instrumentos financeiros 1 039.670 (35.308) - 564.051 - - 1.568.413

Diferimento da tributação de mais-valias (508.077) - - 31.007 - - (477.070)

Acréscimos de depreciações (40.683.046) 360.816 (7.963.553) - - - (48.285.783)

Subsídios ao investimento - - - - - - -

Licenças emissão de gases com efeito de estufa - - - - - - -

Justo valor apurado em combinações empresariais (81.892.229) (2.759.629) - 9.090.362 - - (75.561.496)

Excesso do fundo de pensões (1.286.420) (2.000) (22.053) - (194.471) - (1.504.944)

Outras diferenças temporárias (647.502) 5.104 (69.450) 48.417 - - (663.431)

(170.070.580) (1.550.794) (8.055.056) 10.265.826 (194.471) - (169.605.075)

Ativos por impostos diferidos 52.800.118 (525.635) 24.192.068 (3.013.647) 7.406 (275.000) 73.185.310

Passivos por impostos diferidos (48.938.481) (108.235) (6.982.929) 2.173 .037 (50.969) - (53.907.577)

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
144
Demonstração de resultados

Reclassificação
para ativos
Ajustamento Capital detidos para
Valores em Euros 01/01/2018 Cambial Aumentos Reduções próprio Transferências venda 31/12/2018

Diferenças temporárias que originam ativos por impostos diferidos

Prejuízos fiscais reportáveis 67.932.564 (7.602.039) 13.980.125 - - - - 74.310.650

Provisões para recuperação ambiental e paisagística 3.251.890 (800) 300.010 (153.617) - - - 3.397.483

Provisões e imparidades tributadas 17.090.020 (633.393) 7.397.403 (8.218.115) - - - 15.635.915

Benefícios pós-emprego e outros benefícios de longo prazo 4.575.249 (4.600) 235.359 (678.115) 138.062 (34.958) - 4.230.997

Mais-valias contabilísticas diferidas (intra-grupo) 2.037.001 (8.327) (335.835) (86.322) - - - 1.606.517

Justo valor apurado em combinações empresariais 1.524.164 72.230 - - - - - 1.596.394

Amortizações de ativos intangíveis 66.315.235 49.058 1.329.677 (3.475.000) - - - 64.218.970

Imparidades em ativos fixos 11.708.227 - 1.950.000 (766.728) - - (8.806.215) 4.085.284

Outras diferenças temporárias 4.248.724 (241.758) 4.885.008 1.466.088 113.945 - - 10.472.007

178.683.074 (8.369.629) 29.741.747 (11.911.809) 252.007 (34.958) (8.806.215) 179.554.217

Diferenças temporárias que originam passivos por impostos diferidos

Reavaliação de ativos fixos tangíveis (52.430.381) 5.259.974 (51.002) 1.128.433 - - - (46.092.976)

Instrumentos financeiros 1.274.642 (131.972) (103.000) - - - - 1.039.670

Diferimento da tributação de mais-valias (541.805) - - 33.728 - - - (508.077)

Acréscimos de depreciações (33.962.502) 4.045.599 (10.766.143) - - - - (40.683.046)

Justo valor apurado em combinações empresariais (94.913.114) 5.982.113 - 6.777.931 1.477 - 259.364 (81.892.229)

Excesso do fundo de pensões (2.137.475) 1.658 (128.004) - 942.443 34.958 - (1.286.420)

Outras diferenças temporárias (925.347) 48.695 - 229.150 - - - (647.502)

(183.635.982) 15.206.067 (11.048.149) 8.169.242 943.920 34.958 259.364 (170.070.580)

Ativos por impostos diferidos 52.304.575 (2.860.483) 8.334.674 (2.617.354) 69.154 (8.739) (2.421.709) 52.800.118

Passivos por impostos diferidos (52.526.156) 4.834.127 (3.149.606) 1.715.094 243.803 8.739 (64.482) (48.938.481)

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
145
Prejuízos fiscais por utilizar sem impostos diferidos
reconhecidos
Os prejuízos fiscais sobre os quais o Grupo considera,
nesta data, não existir a capacidade de dedução de
lucros tributáveis futuros, e como tal sem imposto
diferido ativo, detalham-se por ano de prescrição
conforme se segue:

31/12/2019 2025 e
Valores em Euros Total 2020 2021 2022 2023 2024 posteriores

Não tributadas pelo RETGS


ALLMA - Microalgas, Lda. 152.601 - - 300 20.401 78 131.822
Florimar- Gestão e Participações, S.G.P.S., Lda. 688.919 - - 20.602 36.965 480.004 151.348
Madebritas - Sociedade de Britas da Madeira, Lda. 11.918 - - - - - 11.918
Secil Angola, SARL 1.165.620 597.336 568.284 - - - -
Secil - Companhia de Cimento do Lobito, S.A. 3.188.954 92.710 655.220 2.441.024 - - -
Silonor, S.A. 14.669.847 - - - - - 14.669.847
Soime, S.A.L. 414.140 260.537 108.098 45.505 - - -
Zarzis Béton 64.132 - - - - - 64.132
Secil Brasil Participações, S.A. 8.170.054 - - - - - 8.170.054
Supremo Cimentos, S.A. 46.376.238 - - - - - 46.376.238

74.902.423 950.583 1.331.602 2.507.431 57.366 480.082 69.575.359

Tributadas pelo RETGS


Allmicroalgae - Natural products, S.A. 170.447 - - 106.626 22.433 - 41.388
Argibetão - Sociedade de Novos Produtos de Argila 818.102 - - 256.334 303.923 89.667 168.177
e Betão, S.A.
Ciminpart - Investimentos e Participações, 23.026.786 - - 7.214.482 6.586.938 627.316 8.598.050
S.G.P.S., S.A.
Hewbol, S.G.P.S., Lda. 893.889 - - 871.318 17.247 5.324 -
Secil - Companhia Companhia Geral de Cal e 21.042.344 - - - 37.214 - 21.005.130
Cimento, S.A.
Secil Brands - Marketing, Publicidade, Gestão e 1.378.659 - - 693.055 230.864 217.758 236.982
Desenvolvimento de Marcas, Lda.
Secil Prébetão, S.A. 4.872.004 - - 239.207 657.310 295.452 3.680.035
Serife - Sociedade de Estudos e Realizações Industri- 61.906 - - 10.617 80 10.285 40.924
ais e de Fornecimento de Equipamento, Lda.
SPB - S.G.P.S., Lda. 33.090 - - 6.268 4.743 4.403 17.676
Unibetão - Indústrias de Betão Preparado, S.A. 3.503.714 - - - - - 3.503.714

55.800.941 - - 9.397.907 7.860.752 1.250.206 37.292.076

130.703.364 950.583 1.331.602 11.905.338 7.918.118 1.730.288 106.867.435

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
146
31/12/2018 2024 e
Valores em Euros Total 2019 2020 2021 2022 2023 posteriores

Não tributadas pelo RETGS


ALLMA - Microalgas, Lda. 152.523 - - - 300 20.401 131.822
Florimar- Gestão e Participações, S.G.P.S., Lda. 231.529 59.579 - - - - 171.950
Madebritas - Sociedade de Britas da Madeira, Lda. 10.013 - - - - - 10.013
Secil Angola, SARL 1.143.631 586.068 557.563 - - - -
Secil Prébetão, S.A. 8.121.614 3.545.712 - - - 239.218 4.336.684
SPB - S.G.P.S., Lda. 28.687 - - - 6.268 4.743 17.676
Secil - Companhia de Cimento do Lobito, S.A. 1.872.976 706.623 144.576 1.021.777 - - -
Secil Cement, B.V. (ex Seciment Investments, B.V.) 390.279 - - - - - 390.279
Silonor, S.A. 14.259.257 - - - - - 14.259.257
Soime, S.A.L. 511.887 376.630 106.056 29.201 - - -
Zarzis Béton 58.311 - - - - - 58.311
Sociedade de Inertes, Lda. 369.543 76.586 53.638 27.507 211.812 - -
Secil Brasil Participações, S.A. 7.917.965 - - - - - 7.917.965
Supremo Cimentos, S.A. 44.741.825 - - - - - 44.741.825

79.810.040 5.351.198 861.833 1.078.485 218.380 264.362 72.035.782

Tributadas pelo RETGS


Allmicroalgae - Natural products, S.A. 200.880 - - - - 106.626 94.254
Argibetão - Sociedade de Novos Produtos de Argila 734.197 - - - - 256.334 477.863
e Betão, S.A.
Ciminpart - Investimentos e Participações, 22.399.470 - - - - 7.214.482 15.184.988
S.G.P.S., S.A.
Hewbol, S.G.P.S., Lda. 888.565 - - - - 871.318 17.247
Secil - Companhia Companhia Geral de Cal e 21.963.990 - - - - - 21.963.990
Cimento, S.A.
Secil Brands - Marketing, Publicidade, Gestão e 1.160.665 - - - - 693.055 467.610
Desenvolvimento de Marcas, Lda.
Secil Britas, S.A. 373.253 - - - - - 373.253
Serife - Sociedade de Estudos e Realizações 61.559 - - - - 10.617 50.942
Industriais e de Fornecimento de Equipamento, Lda.
Unibetão - Indústrias de Betão Preparado, S.A. 5.697.885 - - - - - 5.697.885

53.480.464 - - - - 9.152.432 44.328.032

133.290.504 5.351.198 861.833 1.078.485 218.380 9.416.794 116.363.814

IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
147
07.
PESSOAL
07.
PESSOAL

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018

Demonstração da posição financeira


Passivo
Responsabilidades por benefícios de longo prazo aos empregados 7.2 1.898.374 2.337.633

Demonstração dos resultados


Gastos com o pessoal 7.1 79.708.600 79.444.575

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
149
07.
PESSOAL
7.1. GASTOS COM O PESSOAL

Políticas contabilísticas

Benefícios Estas responsabilidades são registadas no período em que os empregados adquirem o


de curto prazo respetivo direito, por contrapartida da demonstração dos resultados, independentemente
da data do seu pagamento, e o saldo por liquidar à data da Posição financeira consolidada
está relevado na rubrica de Valores a pagar correntes.

Férias e subsídio de férias


De acordo com a legislação vigente, os empregados têm, anualmente, direito a 22 dias
úteis de férias, bem como um subsídio de férias, direito esse adquirido no ano anterior
ao do seu pagamento.

Remuneração variável
De acordo com o sistema de gestão de desempenho vigente, os empregados podem
vir a receber uma remuneração variável no caso de cumprirem determinados objetivos,
direito esse normalmente adquirido no ano anterior ao do seu pagamento.

Benefícios de cessação Os benefícios de cessação de emprego são reconhecidos quando o Grupo deixa de
de emprego poder retirar a oferta dos benefícios; ou na qual o Grupo reconhece os gastos de uma
reestruturação, no âmbito do registo das provisões. Os benefícios devidos a mais de 12
meses após o final do período de reporte são descontados para o seu valor presente.

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o detalhe dos


Gastos com o pessoal é conforme se segue:

Valores em Euros 2019 2018

Remunerações dos Órgãos Sociais (Nota 7.3) 5.014.154 5.610.558


Remunerações do pessoal 52.176.696 51.627.807
Benefícios de pós emprego (Nota 7.2.4) 1.459.799 1.275.290
Outros benefícios de longo prazo (Nota 7.2.4) 48.634 153.080
Indemnizações 404.601 488.825
Contribuições para a Segurança social e similares 12.993.314 13.286.134
Seguros 487.166 487.147
Gastos de ação social 5.565.875 5.528.073
Outros gastos com o pessoal 1.558.361 987.662

79.708.600 79.444.575

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
150
NÚMERO DE EMPREGADOS NO FINAL DO PERÍODO

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018 Var. 2019/2018

Portugal 945 941 4


Líbano 444 486 (42)
Tunísia 282 319 (37)
Angola 153 159 (6)
Brasil 551 565 (14)

2.375 2.470 (95)

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
151
07.
PESSOAL
7.2. BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS

O Grupo atribui aos seus trabalhadores diversos Apesar do perfil conservador e da diversificação do
benefícios pós emprego (benefício definido e de fundo, a verificação dos riscos atrás referidos poderá
contribuição definida) e outros benefícios de longo levar à necessidade de contribuições adicionais para o
prazo (prémios de antiguidade e subsídio por morte). fundo considerando a natureza de benefício definido.

O Grupo mantém no mínimo o nível de cobertura das


!! Política de gestão do risco associado a pla- responsabilidades calculadas com os pressupostos
definidos pela Autoridade de Supervisão de Seguros
nos de benefício definido
e Fundos de Pensões.
De forma transversal ao Grupo, a exposição ao risco
encontra-se limitada ao número de beneficiários já
existentes e terá tendência a diminuir, uma vez que
não existem no Grupo planos de benefício definido
abertos à adesão de novos empregados.

Os riscos mais significativos a que o Grupo se


encontra exposto através dos planos de benefício
definido incluem:

a) Risco de alteração da longevidade dos participantes;

b) Risco de variação das taxas de mercado – a


variação de taxas impacta a taxa utilizada para
descontar as responsabilidades (taxa de juro técnica)
que se baseia em curvas de rentabilidade (yield) de
obrigações com notação de rating elevada e com
maturidades semelhantes às datas de termo das
responsabilidades e à taxa de rendimento dos ativos;

c) Risco de alteração da taxa de crescimento salarial


e de pensões;

d) Risco de alteração da legislação da segurança


social - em Portugal os planos de Benefício Definido
do Grupo asseguram um complemento face à pensão
da Segurança Social, pelo que a alteração das regras
desta terá impacto no valor das responsabilidades.

O nível de financiamento do fundo pode variar em


função não só dos riscos enunciados, mas também
da rentabilidade dos ativos financeiros do fundo.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
152
Políticas contabilísticas

Benefícios pós-emprego

Planos de benefícios A Secil e algumas subsidiárias do Grupo assumiram o compromisso de pagar aos seus
definidos empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma
por velhice, invalidez, reforma antecipada e pensões de sobrevivência, constituindo
planos de benefício definido.

Com o objetivo de financiar uma parte das suas responsabilidades, o Grupo constituiu
Fundos de Pensões autónomos. A maioria das empresas residentes em Portugal,
passaram a integrar o Fundo de Pensões do Grupo Secil, que resultou da alteração
do contrato constitutivo do Fundo de Pensões Secil, substituindo integralmente os
anteriores contratos e produzindo efeitos a 1 de janeiro de 2010. Este Fundo é o suporte
financeiro para pagamento dos benefícios previstos nos Planos de Pensões de cada
associada (agora geridos conjuntamente).

Com base no método das unidades de crédito projetadas, o Grupo reconhece os


custos com a atribuição destes benefícios à medida que os serviços são prestados pelos
empregados. Deste modo a responsabilidade total do Grupo é estimada, à data do fecho
anual de contas, para cada plano separadamente, por uma entidade especializada e
independente.

A responsabilidade assim determinada é apresentada na Posição financeira consolidada,


deduzida do justo valor dos fundos constituídos, na rubrica Pensões e outros benefícios
pós-emprego.

Os desvios atuariais que resultam da alteração no valor das responsabilidades estimadas,


como consequência de alterações aos pressupostos financeiros e demográficos
utilizados e ganhos de experiência, adicionadas do diferencial entre o retorno real
dos ativos do fundo e a quota parte estimada no juro líquido, são designados por
remensurações e registados diretamente na Demonstração do rendimento integral, em
resultados transitados.

O juro líquido corresponde à aplicação da taxa de desconto ao valor das


responsabilidades líquidas (valor das responsabilidades deduzido do justo valor dos
ativos do fundo) e é reconhecido nos resultados do período, na rubrica de Gastos com
o pessoal.

Os ganhos e perdas gerados por um corte ou uma liquidação de um plano de pensões


de benefícios definidos são reconhecidos em resultados do período quando o corte
ou a liquidação ocorrer. Um corte ocorre quando se verifica uma redução material no
número de empregados.

Os custos por responsabilidades passadas, que resultem da implementação de um novo


plano ou acréscimos nos benefícios atribuídos, são reconhecidos imediatamente em
resultados do período.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
153
Planos de A Secil e algumas subsidiárias do Grupo assumiram compromissos relativos à contribuição
contribuição definida para planos de contribuição definida, de uma percentagem dos vencimentos dos
empregados abrangidos por esses planos, por forma a proporcionar um complemento
de pensões de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência.

Para este efeito, foram constituídos Fundos de Pensões que visam a capitalização
daquelas contribuições, para os quais os empregados podem ainda efetuar contribuições
voluntárias, que nesse caso serão acrescidas de uma contribuição de incentivo efetuada
pela empresa, correspondente a uma percentagem desta sujeita a um valor máximo.
O Grupo não assume responsabilidades de contribuição adicionais ou um retorno pré-
fixado. Desta forma, as contribuições efetuadas são registadas como gastos do período,
no qual são reconhecidas, independentemente do momento da sua liquidação.

Complementos de pensões de reforma e sobrevivência (a cargo do Grupo)

Classificação Benefício definido.

Entidade As responsabilidades decorrentes dos reformados da Secil, à data de constituição do


Empregadora / Fundo de Pensões, 31 de dezembro de 1987, são asseguradas diretamente pela Secil.
Beneficiários De igual forma, as responsabilidades assumidas pela subsidiária Secil Martingança, S.A.
são asseguradas diretamente pela empresa.

Estes planos são igualmente avaliados semestralmente, por entidades independentes,


utilizando o método de cálculo dos capitais de cobertura correspondentes aos
prémios únicos das rendas vitalícias imediatas, na avaliação das responsabilidades
com atuais pensionistas e o método de crédito da unidade projetada, na avaliação das
responsabilidades com ativos.

Benefício atribuído Complemento de pensão de reforma por velhice e sobrevivência.

Complementos de pensões de reforma e sobrevivência (com Fundo gerido por Terceiro)

Classificação Benefício definido.

Entidade Secil e CMP – Todos os colaboradores admitidos até 31 de dezembro de 2009, com
Empregadora / contrato sem termo, que não optaram pela transição para o Plano de contribuição
Beneficiários definida e os reformados e pensionistas àquela data.

Unibetão – Todos os trabalhadores abrangidos pelo CCT celebrado entre a APEB e a


FEVICCOM, com contrato sem termo, e os reformados e pensionistas à data de 31 de
dezembro de 2009.

Beto Madeira - Todos os trabalhadores abrangidos pelo CCT celebrado entre a APEB e
a FEVICCOM, com contrato sem termo, e os reformados e pensionistas à data de 31 de
dezembro de 2010.

Cimentos Madeira – Os reformados e pensionistas à data de 31 de dezembro de 2011.

Benefício atribuído Complemento de pensão de reforma por velhice e invalidez, reforma antecipada e
pensão de sobrevivência.

Fundo constituído Fundo de Pensões do Grupo Secil.

Subsídios de reforma por velhice e invalidez

Classificação Benefício definido.

Entidade SCG – Colaboradores no ativo.


Empregadora /
Beneficiários

Benefício atribuído Pagamento de um subsídio de reforma por velhice e por invalidez com base no Acordo
Coletivo de Trabalho, artigo 52.

Fundo constituído Apólice de seguro.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
154
Assistência na doença

Classificação Benefício definido.

Entidade Cimentos Madeira - Aplicável apenas aos colaboradores reformados à data de início da
Empregadora / apólice de seguro.
Beneficiários

Benefício atribuído Regime de assistência na doença, de natureza supletiva relativamente aos serviços
oficiais de saúde, para os reformados.

Fundo constituído Seguro de saúde.

Plano de pensões

Classificação Contribuição definida.

Entidade Secil e CMP– Todos os colaboradores que à data de 31 de dezembro de 2009, optaram
Empregadora / pelo Plano de Contribuição Definida e todos os trabalhadores admitidos após essa data.
Beneficiários Sendo também aplicável aos membros dos órgãos de administração.

Unibetão – Todos os colaboradores no ativo à data de 31 de dezembro de 2009 e


admitidos após essa data, exceto os trabalhadores abrangidos pelo CCT celebrado
entre a APEB e a FEVICCOM. Sendo também aplicável aos membros dos órgãos de
administração.

Beto Madeira - Todos os colaboradores no ativo à data de 31 de dezembro de 2010 e


admitidos após essa data, exceto os trabalhadores abrangidos pelo CCT celebrado entre
a APEB e a FEVICCOM.

Secil Britas - Todos os colaboradores no ativo à data de 31 de dezembro de 2009 e


admitidos após essa data. Sendo também aplicável aos membros dos órgãos de
administração.

Brimade - Todos os colaboradores no ativo à data de 1 de julho de 2012 e admitidos


após essa data.

Cimentos Madeira - Todos os colaboradores no ativo à data de 1 de janeiro de 2012


e admitidos após essa data. Sendo também aplicável aos membros dos órgãos de
administração.

Benefícios de longo prazo

Reconhecimento A Secil e a subsidiária CMP, assumiram com os seus empregados a responsabilidade pelo
e mensuração pagamento de prémios de antiguidade e subsídios por morte, sendo a responsabilidade
reconhecida no balanço, por contrapartida de Gastos com o pessoal, correspondente ao
valor presente da obrigação destes benefícios, determinada de acordo com as avaliações
atuariais em cada data de relato anual.

Ganhos e perdas atuariais e todo o custo dos serviços passados são reconhecidos de
imediato como rendimento ou gasto do período.

Subsídios por morte

Classificação Benefício de longo prazo.

Entidade Secil – Colaboradores no ativo, que tenham sido admitidos até 01-01-2012.
Empregadora / CMP – Colaboradores no ativo, que tenham sido admitidos até 01-01-2012.
Beneficiários

Benefício atribuído Subsídio por morte.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
155
Prémio por antiguidade

Classificação Benefício de longo prazo.

Entidade Secil – Colaboradores no ativo


Empregadora / CMP – Colaboradores no ativo
Beneficiários

Benefício atribuído Prémio pago aos trabalhadores que:


(i) atingem os 25 anos ao serviço da empresa.
(ii) no ano de 2011 tenham uma antiguidade superior a 25 anos e inferior a 35 anos e
atingem os 35 anos ao serviço da empresa.

Estimativas e julgamentos contabilísticos

Pressupostos atuariais
O Grupo considerou os seguintes pressupostos
atuariais, associados a indicadores económicos e
demográficos, na avaliação das responsabilidades
com benefícios definidos:

31/12/2019 31/12/2018

Fórmula de Benefícios da Segurança Social Decreto-Lei nº 187/2007 de 10 de maio


Tabelas de invalidez EKV 80 EKV 80
Tabelas de mortalidade TV 88/90 TV 88/90
Taxa de crescimento salarial 1,00% 1,00%
Taxa de juro técnica 1,50% 2,00%
Taxa de crescimento das pensões 0,45% 0,45%
Taxa de crescimento dos prémios do seguro de saúde 4,60% 4,60%

Alterações nestes pressupostos podem ter um


impacto relevante no cálculo das responsabilidades.

Análise de sensibilidade
O Grupo considera a taxa de juro técnica e a taxa
de crescimento salarial esperada como as variáveis
mais significativas no cálculo das responsabilidades
referentes a planos de benefícios definidos. De
seguida apresenta-se uma análise de sensibilidade
à variação da taxa de juro técnica e à taxa de
crescimento salarial:

31/12/2019

Redução de 0,5% na taxa de juro técnica


Acréscimo das responsabilidades assumidas 761.406
Aumento de 0,5% na taxa de crescimento salarial
Acréscimo das responsabilidades assumidas 85.310

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
156
07.
PESSOAL
7.2. BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS
7.2.1. RESPONSABILIDADES LÍQUIDAS

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, as responsabili-


dades líquidas refletidas na demonstração da posição
financeira consolidada e o número de beneficiários
dos planos de benefícios de reforma e sobrevivência
em vigor no Grupo detalham-se como segue:

31/12/2019 31/12/2018

Valores em Euros Nº Benef. Valor Nº Benef. Valor

Responsabilidades com Pensões


Ativos 64 47.958 72 124.756
Aposentados 537 16.462.124 560 17.111.754
Valor de mercado dos Fundos de pensões (Nota 7.2.3) - (18.000.254) - (18.476.439)
Subsídios por reforma - Capital seguro 104 223.392 108 142.667
Apólices de Seguro (Nota 7.2.3) - (163.567) - (173.804)
Conta reserva* - (626.265) - (608.095)

Responsabilidades com Pensões - com fundo afeto 705 (2.056.611) 740 (1.879.161)

Aposentados 163 3.428.816 177 3.697.922

Responsabilidades com Pensões - sem fundo afeto 163 3.428.816 177 3.697.922

Responsabilidades com Pensões - líquidas 868 1.372.205 917 1.818.761

Outras Responsabilidades sem fundo afeto


Assistência na doença 5 44.250 5 43.164
Subsídios por reforma 120 33.376 129 25.325

Total responsabilidades pós-emprego 993 1.449.831 1.051 1.887.250

Outros benefícios de longo prazo


Subsídios por morte 407 65.669 420 64.527
Prémio de antiguidade 407 382.874 420 385.856

Total Outros benefícios de longo prazo 407 448.543 420 450.383

Total responsabilidades líquidas 993 1.898.374 1.051 2.337.633

* Excesso de fundo na passagem a CD e saldos de colaboradores


que tenham saído da Empresa sem direito à totalidade das contri-
buições efetuadas por esta.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
157
Informação histórica - últimos cinco anos
No decurso dos últimos cinco anos, as responsabili-
dades e o justo valor dos ativos e conta reserva regis-
taram a seguinte evolução:

Valores em Euros 2014 2015 2016 2017 2018 2019

Valor presente das obrigações 28.524.087 28.189.899 25.655.742 23.579.144 21.595.971 20.688.459
Justo valor dos ativos e conta reserva 27.371.925 24.818.761 23.260.088 21.785.696 19.258.338 18.790.086

Excedente / (défice) 1.152.162 3.371.138 2.395.654 1.793.448 2.337.633 1.898.374

Remensurações 268.897 (3.349.655) 203.825 (77.786) (1.079.410) (90.858)

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
158
07.
PESSOAL
7.2. BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS
7.2.2. RESPONSABILIDADES COM PENSÕES
E OUTROS BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO E DE
LONGO PRAZO

Em 2019 e 2018 as responsabilidades com pensões


e outros benefícios pós-emprego e de longo prazo
registam a seguinte evolução:

2019

Custo
Saldo Variação serviços Juro Desvios Pagamentos Saldo
Valores em Euros inicial cambial correntes líquido atuariais efetuados final

Pensões a cargo do Grupo 3.697.922 - - 67.999 225.978 (563.083) 3.428.816


Pensões com fundo autónomo 17.236.510 - 3.144 (24.886) 1.198.126 (1.902.812) 16.510.082
Subsídios por reforma - Capital seguro 142.667 16.392 4.841 (2.319) 96.340 (34.529) 223.392
Assistência na doença 43.164 - 835 (242) 3.301 (2.808) 44.250
Subsídios por reforma 25.325 2.625 3.084 2.092 250 - 33.376

Total responsabilidades - Benefícios pós-emprego 21.145.588 19.017 11.904 42.644 1.523.995 (2.503.232) 20.239.916

Subsídios por morte 64.527 - 3.429 1.359 (3.646) - 65.669


Prémio de antiguidade 385.856 - 26.812 7.749 12.931 (50.474) 382.874

Total responsabilidades - Outros benefícios 450.383 - 30.241 9.108 9.285 (50.474) 448.543
de longo prazo

Total responsabilidades 21.595.971 19.017 42.145 51.752 1.533.280 (2.553.706) 20.688.459

2018

Custo
Saldo Variação serviços Juro Desvios Pagamentos Saldo
Valores em Euros inicial cambial correntes líquido atuariais efetuados final

Pensões a cargo do Grupo 4.090.066 - - 75.381 140.410 (607.935) 3.697.922


Pensões com fundo autónomo 18.863.143 - 2.300 (42.544) 422.707 (2.009.096) 17.236.510
Subsídios por reforma - Capital seguro 184.050 (27.368) 5.529 2.306 25.892 (47.742) 142.667
Assistência na doença 45.450 - 881 - (470) (2.697) 43.164
Subsídios por reforma 32.511 (4.534) 2.843 2.324 (7.819) - 25.325

Total responsabilidades - Benefícios pós-emprego 23.215.220 (31.902) 11.553 37.467 580.720 (2.667.470) 21.145.588

Subsídios por morte 60.558 - 3.177 1.275 (483) - 64.527


Prémio de antiguidade 303.366 - 23.334 5.868 119.909 (66.621) 385.856

Total responsabilidades - Outros benefícios 363.924 - 26.511 7.143 119.426 (66.621) 450.383
de longo prazo

Total responsabilidades 23.579.144 (31.902) 38.064 44.610 700.146 (2.734.091) 21.595.971

A duração média esperada das responsabilidades por


benefícios definidos é de 7 anos.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
159
07.
PESSOAL
7.2. BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS
7.2.3. FUNDOS

Fundos afetos aos planos de pensões de benefício


definido - evolução
Em 2019 e 2018, os fundos afetos a planos de pensões
de benefício definido registam a evolução seguinte:

2019 2018

Valores em Euros Fundo autónomo Capital seguro Fundo autónomo Capital seguro

Valor no início 18.476.439 173.804 20.990.315 149 093


Variação cambial - 16.456 - (29.026)
Dotação efetuada 1.328 - - 95.389
Juros 1.425.301 7.836 (504.780) 6.090
Pensões pagas (1.902.814) - (2.009.096) -
Reformas processadas - (34.529) - (47.742)

Valor no fim do período (Nota 7.2.1) 18.000.254 163.567 18.476.439 173.804

No decurso dos períodos de 2019 e 2018, as


contribuições para os planos de benefício definido
apresentadas supra como Dotação efetuada foram
integralmente realizadas pelas subsidiárias do Grupo
não se tendo verificado quaisquer contribuições por
parte dos participantes dos mesmos.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
160
Fundos afetos a planos de benefício definido -
contribuições estimadas no próximo período
As contribuições previstas para o próximo período de
relato anual estão, entre outros fatores, dependentes
da relação entre a rentabilidade dos ativos dos fundos
e a taxa de juro técnica.

Fundos afetos a planos de benefício definido -


composição do património
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, a composição do
património do Fundo é conforme se segue:

Valores em Euros 2019 % 2018 %

Títulos cotados em mercado ativo


Obrigações 1.800.226 10,0% 1.852.312 10,0%
Ações 3.705.123 20,6% 3.352.795 18,1%
Dívida pública 9.720.286 54,0% 10.308.827 55,8%
Imobiliário - 0,0% 9.050 0,0%
Outras aplicações 2.697.663 15,0% 2.794.536 15,1%
Títulos não cotados
Liquidez 76.956 0,4% 158.919 0,9%

18.000.254 100% 18.476.439 100%

Os montantes evidenciados, com exceção da Liqui-


dez, correspondem aos justos valores destes ativos,
integralmente determinados com base nas cotações
observáveis em mercados líquidos ativos (regulamen-
tados) à data de referência da Demonstração da po-
sição financeira consolidada.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
161
07.
PESSOAL
7.2. BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS
7.2.4. GASTOS SUPORTADOS COM PLANOS
DE BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO E DE LONGO
PRAZO

Os gastos suportados com os planos de benefícios


pós emprego, nos períodos findos em 31 de
dezembro de 2019 e 2018, são conforme se segue:

2019 2018

Impacto no Impacto no
Custo Planos CD resultado Custo Planos CD resultado
serviços Juro Desvios Contribuições líquido serviços Juro Desvios Contribuições líquido
Valores em Euros correntes líquido atuariais do período (Nota 7.1) correntes líquido atuariais do período (Nota 7.1)

Pensões a cargo do Grupo - 67.999 - - 67.999 - 75.381 - - 75.381

Pensões com fundo autónomo 3.144 (24.886) - - (21.742) 2.300 (42.544) - - (40.244)

Apólice de Seguro 4.841 (2.319) - - 2.522 5.529 2.306 - - 7.835

Subsídios por reforma 3.084 2.092 - - 5.176 2.843 2.324 - - 5.167

Assistência na doença 835 (242) - - 593 881 - - - 881

Contribuições para planos CD - - - 1.405.251 1.405.251 - - - 1.226.270 1.226.270

Benefícios pós-emprego 11.904 42.644 - 1.405.251 1.459.799 11.553 37.467 - 1.226.270 1.275.290

Subsídios por morte 3.429 1.359 (3.646) - 1.142 3.177 1.275 (483) - 3.969

Prémio de antiguidade 26.812 7.749 12.931 - 47.492 23.334 5.868 119.909 - 149.111

Outros benefícios de longo prazo 30.241 9.108 9.285 - 48.634 26.511 7.143 119.426 - 153.080

42.145 51.752 9.285 1.405.251 1.508.433 38.064 44.610 119.426 1.226.270 1.428.370

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
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07.
PESSOAL
7.2. BENEFÍCIOS AOS EMPREGADOS
7.2.5. REMENSURAÇÕES RECONHECIDAS
DIRETAMENTE EM OUTROS RENDIMENTOS
INTEGRAIS

As remensurações reconhecidas diretamente em


outros rendimentos integrais, nos períodos findo em
31 de dezembro de 2019 e 2018, são conforme se
segue:

2019
Retorno Impacto
Ganhos e sobre ativos Valor Imposto nos Capitais
Valores em Euros perdas dos planos bruto diferido próprios

Benefícios pós emprego


Pensões a cargo do Grupo (225.978) - (225.978) 62.108 (163.870)
Pensões com fundo autónomo (931.980) 1.070.651 138.671 (37.044) 101.627
Subsídios por reforma (250) - (250) 147 (103)
Assistência na doença (3.301) - (3.301) 677 (2.624)

(1.161.509) 1.070.651 (90.858) 25.888 (64.970)

2018
Retorno Impacto
Ganhos e sobre ativos Valor Imposto nos Capitais
Valores em Euros perdas dos planos bruto diferido próprios

Benefícios pós emprego


Pensões a cargo do Grupo (140.410) - (140.410) 38.580 (101.830)
Pensões com fundo autónomo (40.023) (907.266) (947.289) 244.822 (702.467)
Subsídios por reforma 7.819 - 7.819 (1.681) 6.138
Assistência na doença 470 - 470 (99) 371

(172.144) (907.266) (1.079.410) 281.622 (797.788)

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
163
07.
PESSOAL
7.3. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS
ÓRGÃOS SOCIAIS

Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e


2018, as remunerações dos Membros dos Órgãos
Sociais são conforme se segue:

Valores em Euros 2019 2018

Órgãos Sociais da Secil


Conselho de Administração 3.297.123 3.867.500
Órgãos Sociais de Outras empresas do Grupo 1.717.031 1.743.058

Total 5.014.154 5.610.558

Remuneração dos Membros do Conselho de


Administração
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, relativamente
aos membros do Conselho de Administração da Secil,
não existiam: i) quaisquer responsabilidades adicionais
afetas a benefícios pós-emprego, ii) benefícios de
cessação de emprego, iii) pagamentos com base em
ações atribuídas nem iv) quaisquer saldos pendentes.

PESSOAL
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
164
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.1. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO

O Grupo Secil tem definida uma política de gestão dos


riscos financeiros que traça as diretrizes transversais a
todo o Grupo, com vista a identificar, medir e gerir os
diferentes riscos a que está exposto.

A referida política de gestão cobre, entre outros, o


risco de taxa de câmbio, de taxa de juro, de liquidez
e de crédito.

A gestão do risco é conduzida pela Direção Financeira


do Grupo, que analisa regularmente a evolução dos
mercados financeiros, monitoriza o grau de exposição
do Grupo aos diferentes riscos identificados, adota
medidas de gestão dos mesmos e realiza coberturas
com recurso a instrumentos financeiros sempre que
se entenda como adequado.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
166
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.1. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO
8.1.1. RISCO CAMBIAL

!! Política de gestão do risco cambial


A exposição cambial do Grupo surge principalmente
dos investimentos detidos em diversos países fora
da Zona Euro, dado que o Grupo prepara as suas
demonstrações financeiras consolidadas em Euros.
As principais divisas a que o Grupo está exposto são
o BRL (real brasileiro), o TND (dinar tunisino), o AOA
(kwanza angolano), a LBP (libra libanesa) e o USD
(dólar norte-americano).

O Grupo apresenta também exposição cambial


aos fluxos operacionais em USD, nomeadamente
os relativos às compras de combustíveis e fretes de
navios.

O Grupo procura mitigar a exposição cambial dos


seus ativos nas diversas geografias em que opera
através da contratação de financiamentos locais,
emitidos na mesma moeda dos respetivos ativos.

Complementarmente, e com vista à proteção do


risco dos fluxos em divisas, o Grupo tem como
política maximizar o potencial de cobertura natural
da sua exposição cambial, via compensação dos
fluxos cambiais intra-grupo. O controlo da exposição
cambial do Grupo é feito de forma integrada tendo
em consideração os fluxos globais.

Utilização de instrumentos financeiros derivados


Pontualmente, quando tal se afigura oportuno, o
Grupo recorre à utilização de instrumentos financeiros
derivados para a gestão do risco cambial, de acordo
com uma política definida.

Nos períodos apresentados, o Grupo detém derivados


que se encontram a cobrir o risco cambial de
operações futuras em moeda diferente da moeda
de apresentação (ver Nota 8.2 – Instrumentos
financeiros derivados).

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
167
Exposição dos ativos e passivos financeiros ao risco
cambial e análise de sensibilidade
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, a exposição do
Grupo ao risco de taxa de câmbio, com base nos
valores dos ativos e passivos financeiros, convertidos
para Euros, tendo por base as taxas de câmbio nessa
data, é conforme se segue:

Dólar Norte Real Libras Dinar Kwanza Total


31/12/2019 Americano Brasileiro Libanesas Tunisino Angolano (Euros)

Taxa de câmbio no final do período 1,123 4,530 1,694 3,176 564,241 -


Valorização/(desvalorização) face ao ano anterior 1,9% (2,1%) 1,9% 9,1% (55,9%) -
Taxa de câmbio médio período 1,120 4,415 1,688 3,282 419,996 -
Valorização/(desvalorização) face ao ano anterior 5,2% (2,5%) 5,2% (5,0%) (38,4%) -

Valores em Divisas
Caixa e equivalentes de caixa 72.803.953 16.187.443 5.392.030 8.547.794 308.715.342 74.802.970
Valores a receber 19.736.765 39.032.407 873.469 26.631.450 154.087.442 35.360.194

Total de ativos financeiros 92.540.718 55.219.849 6.265.499 35.179.244 462.802.784 110.163.164

Financiamentos (20.910.756) (490.000.056) (5.817.320) (50.311.246) (1.745.376.394) (149.156.845)


Valores a pagar (11.031.267) (168.768.917) (16.869.952) (30.745.475) (289.041.798) (67.232.044)

Total de passivos financeiros (31.942.024) (658.768.973) (22.687.272) (81.056.721) (2.034.418.192) (216.388.889)

Posição financeira líquida em moeda estrangeira 60.598.694 (603.549.124) (16.421.773) (45.877.477) (1.571.615.408) -

Posição financeira líquida em Euros 53.942.224 (133.239.685) (9.696.943) (14.445.959) (2.785.362) (106.225.725)

Impacto da variação de +10% na taxa de câmbio 5.394.222 (13.323.968) (969.694) (1.444.596) (278.536) (10.622.572)

Impacto da variação de -10% na taxa de câmbio (5.394.222) 13.323.968 969.694 1.444.596 278.536 10.622.572

Impacto da variação de + 10% em todas as taxas de câmbio nos resultados do período (925.192)

Impacto da variação de -10% em todas as taxas de câmbio nos resultados do período 1.130.790

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
168
Dólar Norte Real Metical Libras Dinar Kwanza Total
31/12/2018 Americano Brasileiro Moçambicano Libanesas Tunisino Angolano (Euros)

Taxa de câmbio no final do período 1,145 4,438 70,615 1,726 3,493 361,823 -
Valorização/(desvalorização) face ao ano anterior 4,5% (11,8%) (0,6%) 4,5% (18,6%) (78,3%) -
Taxa de câmbio médio período 1,181 4,309 71,248 1,780 3,125 303,491 -
Valorização/(desvalorização) face ao ano anterior (4,5%) (19,4%) 0,4% (4,5%) (15,0%) (59,2%) -

Valores em Divisas
Caixa e equivalentes de caixa 74.971.931 45.545.321 69.570 16.846.533 4.994.714 204.613.834 77.735.064
Valores a receber 5.936.722 38.052.645 - 28.274.677 27.198.086 120.116.778 21.877.485

Total de ativos financeiros 80.908.653 83.597.966 69.570 45.121.211 32.192.800 324.730.612 99.612.550

Financiamentos (18.374.811) (334.259.611) - (6.118.200) (52.272.287) (1.393.883.953) (113.723.042)


Valores a pagar (7.915.818) (124.937.903) - (34.661.055) (28.059.515) (230.051.778) (63.813.227)

Total de passivos financeiros (26.290.628) (459.197.515) - (40.779.255) (80.331.802) (1.623.935.731) (177.536.269)

Posição financeira líquida em moeda estrangeira 54.618.025 (375.599.549) 69.570 4.341.955 (48.139.003) (1.299.205.119) -

Posição financeira líquida em Euros 47.701.332 (84.626.895) 985 2.515.472 (13.782.353) (3.590.720) (77.923.719)

Impacto da variação de +10% na taxa de câmbio 4.770.133 (8.462.690) 99 251.547 (1.378.235) (359.072) (5.178.218)

Impacto da variação de -10% na taxa de câmbio (4.770.133) 8.462.690 (99) (251.547) 1.378.235 359.072 5.178.218

Impacto da variação de + 10% em todas as taxas de câmbio nos resultados do período (469.936)

Impacto da variação de -10% em todas as taxas de câmbio nos resultados do período 574.366

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
169
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.1. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO
8.1.2. RISCO DE TAXA DE JURO

!! Política de gestão do risco de taxa de juro A análise de sensibilidade é baseada nos seguintes
A exposição ao risco de taxa de juro do Grupo pressupostos:
encontra-se associada à dívida líquida remunerada • Alterações nas taxas de juro do mercado afetam
contratada pelo Grupo, sendo o objetivo de gestão do rendimentos ou despesas de juros de Instrumentos
risco de taxa de juro reduzir a volatilidade dos custos financeiros variáveis;
financeiros na demonstração dos resultados.
• Alterações nas taxas de juro de mercado afetam o
A estratégia de gestão do risco de taxa de juro é justo valor de Instrumentos financeiros derivados e
revista anualmente, em função da expetativa da outros ativos e passivos financeiros;
evolução das taxas em cada mercado onde o Grupo
está presente. Atualmente a estratégia de gestão do • Alterações no justo valor de Instrumentos financeiros
risco de taxa de juro passa por reduzir a exposição derivados e outros ativos e passivos financeiros são
às taxas variáveis através da contratação de dívida a estimados descontando os fluxos de caixa futuros de
taxa fixa. valores atuais líquidos, utilizando taxas de mercado
do final do ano.
Utilização de instrumentos financeiros derivados
Nos casos em que a Administração considera
adequado, o G rupo recorre à utilização de
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2),
para a gestão do risco de taxa de juro, tendo estes
instrumentos como objetivo fixar a taxa de juro dos
empréstimos que obtém, dentro de determinados
parâmetros, considerados adequados pelas políticas
de gestão de risco do Grupo.

Estimativas e julgamentos

Análise de sensibilidade
O Grupo utiliza a técnica da análise de sensibilidade
que mede as alterações estimadas nos resultados
e capitais de um aumento ou diminuição imediata
das taxas de juro de mercado, com todas as outras
variáveis constantes. Esta análise é apenas para fins
ilustrativos, já que na prática as taxas de mercado
raramente se alteram isoladamente.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
170
Sob estes pressupostos, o impacto de um aumento
de 0,5% nas taxas de juro, para todos os empréstimos
ou instrumentos financeiros derivados contratados
pela Empresa a 31 de dezembro de 2019 e 2018, é
conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Aumento de 0.5% nas taxas de juro de mercado


Impacto no resultado antes de importo - aumento / (diminuição) (1.815.111) (1.938.418)

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
171
Exposição ao risco de taxa de juro
Os ativos e passivos financeiros remunerados a taxa
fixa (que não expõem o Grupo ao risco de taxa de
juro) e remunerados a taxa variável (que expõem o
Grupo ao risco de taxa de juro) detalham-se como
segue:

Valores em Euros - 1 mês 1-3 meses 3-12 meses 1-5 anos + de 5 anos Total

31/12/2019
Ativos
Correntes
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5.8) 67.698.298 18.452.072 14.887.186 1.609.359 - 102.646.916

Total de ativos financeiros 67.698.298 18.452.072 14.887.186 1.609.359 - 102.646.916

Passivos
Não correntes
Financiamentos obtidos (Nota 5.6) 15.000.000 20.000.000 - 150.934.234 62.714.133 248.648.367
Correntes
Financiamentos obtidos (Nota 5.6) 29.088.346 14.159.483 162.916.054 - - 206.163.882
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2) - - 1.080.865 - - 1.080.865

Total de passivos financeiros 44.088.346 34.159.483 163.996.919 150.934.234 62.714.133 455.893.115

Posição financeira líquida de balanço 23.609.952 (15.707.411) (149.109.732) (149.324.875) (62.714.133) (353.246.199)

Valores em Euros - 1 mês 1-3 meses 3-12 meses 1-5 anos + de 5 anos Total

31/12/2018
Ativos
Correntes
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5.8) 69.211.824 30.032.472 1.686.845 495.037 - 101.426.178

Total de ativos financeiros 69.211.824 30.032.472 1.686.845 495.037 - 101.426.178

Passivos
Não correntes
Financiamentos obtidos (Nota 5.6) 95.000.000 - - 320.133.350 6.890.762 422.024.112
Correntes
Financiamentos obtidos (Nota 5.6) 54.929.836 4 043 950 2.609.645 - - 61.583.431
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2) - - 17.093 316.310 - 333.403

Total de passivos financeiros 149.929.836 4.043.950 2.626.738 320.449.660 6.890.762 483.940.946

Posição financeira líquida de balanço (80.718.012) 25.988.522 (939.893) (319.954.623) (6.890.762) (382.514.768)

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
172
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.1. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO
8.1.3. RISCO DE LIQUIDEZ

!! Política de gestão do risco de liquidez


O Grupo gere o risco de liquidez por duas vias:

• garantindo que a sua dívida financeira tem uma


componente elevada de médio e longo prazo
com maturidades adequadas às características das
indústrias onde exerce a sua atividade, e

• através da contratação com instituições financeiras


de linhas de crédito disponíveis a todo o momento,
por um montante que garanta uma liquidez
adequada.

A previsão dos fluxos de caixa é realizada pelas


entidades operacionais do Grupo e agregada pela
Direção Financeira do Grupo Secil na preparação
do orçamento anual . É da responsabilidade
dessa Direção a monitorização das previsões de
necessidades de liquidez do Grupo de forma a
garantir a manutenção de um nível adequado de
disponibilidades para responder às necessidades de
financiamento de cada unidade operacional.

Os planos de financiamento do Grupo têm em


consideração os objetivos definidos para cada
geografia, no que respeita aos montantes e prazos
de financiamento que se pretende assegurar e ao
cumprimento de rácios de endividamento.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
173
Maturidade contratual dos passivos financeiros
(fluxos não descontados, incluindo juros)
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, a liquidez dos
passivos financeiros contratados originará os seguin-
tes fluxos monetários não descontados, incluindo
juros, tendo por base o período remanescente até à
maturidade contratual:

Valores em Euros - 1 mês 1-3 meses 3-12 meses 1-5 anos + de 5 anos Total

31/12/2019

Financiamentos obtidos (Nota 5.6)


Empréstimos por obrigações - - 88.571.429 87.428.571 60.000.000 236.000.000
Papel comercial - - 15.000.000 15.000.000 35.000.000 65.000.000
Empréstimos bancários 29.088.346 14.159.483 59.344.625 48.505.663 2.714.133 153.812.250
Passivos de locação (Nota 5.7) 6.095.071 730.259 733.693 9.623.957 9.204.868 26.387.848
Valores a pagar (Nota 4.3)
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2) - - 1.080.865 - - 1.080.865
Outros passivos financeiros - - 171.200.507 - - 171.200.507

Total passivos 35.183.417 14.889.742 335.931.119 160.558.191 106.919.001 653.481.469

31/12/2018

Financiamentos obtidos (Nota 5.6)


Empréstimos por obrigações - - - 236.000.000 - 236.000.000
Papel comercial - - - 125.000.000 - 125.000.000
Empréstimos bancários 10.070.764 6.333.312 45.179.355 53.941.207 7.082.905 122.607.543
Valores a pagar (Nota 4.3)
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2) 1.693.333 1.693.333 17.093 316.310 - 3.720.069
Outros passivos financeiros 1.693.333 - 143.601.254 - - 145.294.587

Total passivos 13.457.430 8.026.645 188.797.702 415.257.517 7.082.905 632.622.199

» A maturidade contratual dos financiamentos


obtidos apresentada pressupõe o cumprimento de
covenants financeiros, conforme detalhados na Nota
5.6 – Financiamentos obtidos.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
174
Linhas de créditos disponíveis e não utilizadas
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, a Empresa possui
linhas de créditos bancários disponíveis e não utiliza-
dos conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Linhas de crédito não utilizadas


Papel comercial 155.000.000 200.000.000
Outras linhas de crédito 82.893.020 5.519.998

Total 237.893.020 205.519.998

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
175
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.1. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO
8.1.4. RISCO DE CRÉDITO

!! Política de gestão do risco de crédito


O Grupo encontra-se sujeito a risco de crédito sobre
os saldos a receber dos clientes e a outros devedores,
tendo adotado uma política de gestão de cobertura
de risco dentro de determinados níveis através de
seguros de crédito com entidades independentes
especializadas.

O Grupo adotou uma política de seguro de crédito


para a generalidade dos saldos a receber de clientes.
Desta forma considera-se que a exposição efetiva
do Grupo ao risco de crédito se encontra mitigada a
níveis aceitáveis relativamente às vendas.

No entanto, o agravamento das condições econó-


micas globais ou adversidades que afetem apenas
as economias a uma escala local pode originar uma
deterioração na capacidade dos clientes da Empresa
em saldar as suas obrigações, levando a que as en-
tidades que prestam o seguro de crédito diminuam
significativamente o montante das linhas que dispo-
nibilizam para esses clientes, o que pode resultar em
limitações nos montantes que se conseguem vender
a alguns clientes, sem incorrer diretamente em níveis
de risco de crédito enquadráveis na política de risco
nesta área.

Equivalentes de caixa
O Grupo tem uma política rigorosa de aprovação
das suas contrapartes financeiras, limitando a sua
exposição de acordo com uma análise individual de
risco e com plafonds previamente aprovados.

A análise da qualidade do risco de crédito das


contrapartes baseia-se sempre que possível na
respetiva notação de rating.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
176
Políticas contabilísticas

Perdas de crédito O Grupo avalia, numa base prospetiva, as perdas de crédito esperadas associadas
esperadas aos seus ativos financeiros mensurados ao custo amortizado conforme o detalhe
apresentado na Nota 8.4.1 – Categorias de instrumentos financeiros da Empresa.

Reconhecimento As perdas por imparidade dos saldos de clientes são registadas com base no modelo
de imparidades simplificado previsto na IFRS 9 registando as perdas esperadas até à maturidade. As
perdas esperadas são determinadas tendo por base a experiência de perdas reais
históricas ao longo de um período estatisticamente relevante e representativas das
características específicas do risco de crédito subjacente.

O modelo seguido na avaliação das imparidades de acordo com a IFRS 9 é como segue:
1. Apurar o perfil de pagamento dos clientes, definindo intervalos de periodicidade de
recebimento;
2. Com base em 1. supra, estimar a probabilidade de default (ou seja, o montante de
cobrança duvidosa apurado em 1. comparado com saldo de vendas em aberto em cada
intervalo calculado em 2);
3. Ajustar as percentagens obtidas em 3. relativamente às projeções futuras;
4. Aplicar as percentagens de default conforme calculadas em 4. aos saldos de clientes
aberto na data de relato.

O Grupo reconhece ainda imparidades em base casuística, com base em saldos


específicos e eventos passados específicos, tendo em conta a informação histórica
das contrapartes, o seu perfil de risco e outros dados observáveis de forma a registar
imparidade para esses ativos financeiros.

Desreconhecimento Os ativos financeiros são desreconhecidos quando não há expectativa real de


do ativo recuperação, sendo considerados como incobráveis.

Apesar de ser desreconhecido, a Empresa continua a tomar diligências para reaver os


valores devidos. Em casos de sucesso com a recuperação de valores, tais quantias são
reconhecidas nos resultados do período.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
177
Exposição máxima ao risco de crédito
A exposição máxima do Grupo ao risco de crédito de
ativos financeiros corresponde ao valor líquido dos
mesmos, conforme segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Não correntes
Outros investimentos financeiros (Nota 8.3) 375.175 193.833
Valores a receber (Nota 4.2) 5.272.430 4.492.656
Correntes
Valores a receber (Nota 4.2) 78.949.829 75.957.817
Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2) 1.141.004 1.256.428
Caixa e equivalentes de caixa (Nota 5.9) 96.484.628 99.323.486

182.223.066 181.224.220

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
178
Estrutura de antiguidade de saldos de clientes
Em 31 de Dezembro de 2019 e 2018, os créditos a
receber de clientes apresentavam a seguinte estrutura
de antiguidade, considerando como referência a data
de vencimento dos valores em aberto:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Valores não vencidos 37.798.090 38.988.811


Valores vencidos:
De 1 a 90 dias 21.265.884 17.449.647
De 91 a 180 dias 1.690.925 2.424.632
De 181 a 360 dias 1.319.101 2.182.302
De 361 a 540 dias 925.226 1.275.370
De 541 a 720 dias 547.069 754.136
A mais de 721 dias 4.955.463 10.334.840

68.501.758 73.409.738

Em contencioso de cobrança 19.407.588 12.085.959


Imparidades (26.593.829) (25.372.497)

Saldo de clientes (Nota 4.2) 61.315.517 60.123.199

Limite de seguro de crédito contratado 113.742.484 95.374.025

Os valores apresentados correspondem aos


valores em aberto, face aos prazos de vencimento
contratados. Apesar de existirem atrasos na liquidação
de alguns valores face a esses prazos, tal não resulta
na identificação de situações de imparidade para além
das consideradas através das correspondentes perdas.

Estas são apuradas atendendo à informação regular-


mente reunida sobre o comportamento financeiro
dos clientes do Grupo, que permite, em conjugação
com a experiência reunida na análise da carteira e em
conjugação com os sinistros de crédito que se verifi-
quem, na parte não atribuível à seguradora, definir o
valor das perdas a reconhecer no período.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
179
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, a análise de
antiguidade de saldos devedores que já se encontram
vencidos, e respetivas perdas por imparidade, é a
seguinte:

31/12/2019 31/12/2018
Valor Justo Valor Valor Justo Valor
Valores em Euros Bruto Garantias Bruto Garantias

Saldos devedores vencidos não considerados


em imparidade:
Vencidos há menos de 3 meses 21.199.504 1.404.376 17.380.267 -
Vencidos há mais de 3 meses 2.334.734 315.064 4.599.257 1.794.287

23.534.238 1.719.440 21.979.524 1.794.287

Saldos devedores vencidos considerados


em imparidade:
Vencidos há menos de 3 meses 66.380 - 69.379 -
Vencidos há mais de 3 meses 26.510.638 - 24.457.983 -

26.577.017 - 24.527.362 -

50.111.256 1.719.440 46.506.886 1.794.287

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
180
Risco de crédito de equivalentes de caixa
Em 31 de Dezembro de 2019 e 2019, a qualidade do
risco de crédito do Grupo face a ativos financeiros
(depósitos bancários, aplicações de tesouraria
e instrumentos financeiros derivados com justo
valor positivo) cujas contrapartes sejam instituições
financeiras, detalha-se como se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

A+ 1.511.385 -
A - -
A- 441.244 693.436
BBB+ 552.187 -
BBB 1.562.487 2.786
BBB- 526.065 3.801.104
BB+ 502.834 -
BB 9.269.711 4.222.692
BB- 3.558.290 10.261.884
B+ 1.331.790 5.471
B 488.652 151.603
B- 106.958 32.025.283
CCC+ 15.991.556 14.766.243
SD 35.275.095 -
Sem rating 31.106.244 35.495.676

102.224.499 101.426.178

Instrumentos financeiros derivados (Nota 8.2) 1.141.004 1.256.428

103.365.503 102.682.606

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
181
Imparidade de clientes e outros devedores
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019
e 2018, os movimentos ocorridos nas perdas
acumuladas por imparidade de clientes e outras
dívidas a receber são conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Imparidades acumuladas no início do período 34.016.671 36.652.892

Variações devidas a:
Reforço 1.861.928 1.532.339
Reversões (1.222.207) (1.152.646)

Variações reconhecidas em resultados do período (Nota 2.4) 639.721 379.693

Ajustamento cambial 45.791 (759.067)


Utilizações (217.217) (2.256.847)

Imparidades acumuladas no final do período 34.484.966 34.016.671

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
182
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.2. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
DERIVADOS

Políticas contabilísticas

Apresentação

O justo valor dos Instrumentos financeiros derivados encontra-se incluído na rubrica de


Valores a pagar (Nota 4.3), quando negativos e na rubrica Valores a receber (Nota 4.2),
quando positivo.

Tendo adotado pela primeira vez as IFRS com data de transição a 1 de janeiro de 2019,
o Grupo aplica os requisitos da contabilidade de cobertura presentes na IFRS 9 –
Instrumentos financeiros.

Instrumentos financeiros derivados ao justo valor através de resultados

Apesar de os derivados contratados pelo Grupo corresponderem a instrumentos eficazes


na cobertura económica de riscos, nem todos se qualificam como instrumentos de
cobertura contabilística de acordo com as regras e requisitos aplicáveis.

Os instrumentos que não se qualifiquem como instrumentos de cobertura contabilística


são registados na Posição financeira pelo seu justo valor e as variações no mesmo
são reconhecidas em Rendimentos e gastos financeiros (Nota 5.10), quando relativas a
operações de financiamento, ou em Fornecimentos e Serviços Externos (Nota 2.3) ou
Rédito (Nota 2.2), quando se refiram à cobertura de riscos cambiais sobre a compra de
matérias primas ou fluxos de recebimento de vendas em moeda diferente da moeda de
apresentação.

Instrumentos financeiros derivados de cobertura

Os Instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura podem


ser classificados contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram,
cumulativamente, com as condições definidas na IFRS 9.

Cobertura de fluxos O Grupo na sua gestão da exposição às taxas de juro e de câmbio, realiza cobertura de
de caixa (risco de taxa fluxos de caixa.
de juro e de câmbio)
Estas operações são registadas na Demonstração da posição financeira intercalar pelo
seu justo valor e, na medida em que sejam consideradas coberturas eficazes, as variações
no justo valor são inicialmente registadas no outro rendimento integral do período. Se
as operações de cobertura se apresentarem como ineficazes, o ganho ou a perda daí
decorrente é registada diretamente em resultados.

Os montantes acumulados em capital próprio são transferidos para resultados quando


o item coberto afeta a Demonstração dos resultados (por exemplo, quando a venda
futura coberta se materializa). O ganho ou a perda correspondente à componente eficaz
dos swaps de taxa de juro que se encontrem a cobrir financiamentos de taxa variável, é
reconhecido na rubrica de Rendimentos e gastos financeiros (Nota 5.10). No entanto,
quando a transação futura que se encontra coberta, origina o reconhecimento de um

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
183
ativo não financeiro (por exemplo, inventários ou ativos fixos tangíveis), os ganhos e
perdas anteriormente diferidos no capital próprio são incluídos na mensuração inicial
do custo do ativo.

Quando um instrumento de cobertura matura ou é vendido, ou quando deixa de cumprir


os critérios exigidos para que seja reconhecido contabilisticamente como de cobertura,
os ganhos e perdas acumuladas no capital próprio são reciclados para a Demonstração
dos resultados, exceto quando o item coberto é uma transação futura em que os ganhos
e perdas acumuladas constantes do capital próprio a essa data permaneçam no capital
próprio, caso em que apenas serão reciclados para a Demonstração dos resultados
quando a transação for reconhecida na Demonstração dos resultados.

Cobertura de investimento líquido no estrangeiro (risco de taxa de câmbio).

Cobertura de O Grupo, na sua gestão da exposição às taxas de juro e de câmbio, realiza cobertura de
investimento líquido fluxos de caixa.
no estrangeiro (risco
de taxa de câmbio) Estas operações são registadas na Demonstração da posição financeira intercalar pelo
seu justo valor e, na medida em que sejam consideradas coberturas eficazes, as variações
no justo valor são inicialmente registadas no outro rendimento integral do período. Se
as operações de cobertura se apresentarem como ineficazes, o ganho ou a perda daí
decorrente é registada diretamente em resultados.

Os montantes acumulados em capital próprio são transferidos para resultados quando


o item coberto afeta a Demonstração dos resultados (por exemplo, quando a venda
futura coberta se materializa). O ganho ou a perda correspondente à componente eficaz
dos swaps de taxa de juro que se encontrem a cobrir financiamentos de taxa variável,
é reconhecido na rubrica de Rendimentos e gastos financeiros (Nota 5.11). No entanto,
quando a transação futura que se encontra coberta, origina o reconhecimento de um
ativo não financeiro (por exemplo, inventários ou ativos fixos tangíveis), os ganhos e
perdas anteriormente diferidos no capital próprio são incluídos na mensuração inicial
do custo do ativo.

Quando um instrumento de cobertura matura ou é vendido, ou quando deixa de cumprir


os critérios exigidos para que seja reconhecido contabilisticamente como de cobertura,
os ganhos e perdas acumuladas no capital próprio são reciclados para a Demonstração
dos resultados, exceto quando o item coberto é uma transação futura em que os ganhos
e perdas acumuladas constantes do capital próprio a essa data permaneçam no capital
próprio, caso em que apenas serão reciclados para a Demonstração dos resultados
quando a transação for reconhecida na Demonstração dos resultados.

Cobertura de investimento líquido no estrangeiro (risco de taxa de câmbio).

Cobertura de risco cambial O Grupo efetua muito pontualmente operações de cobertura de vendas em moeda
na exportação e na diferente da moeda de apresentação e efetua cobertura das aquisições futuras de
aquisição de combustíveis combustível, nomeadamente do petcoke.

Cobertura de fluxos Quando uma operação estrangeira do Grupo contrai empréstimos em moeda que não
de caixa/ taxa de Juro seja a moeda funcional no país de atividade dessa operação, o Grupo efetua operações
de empréstimos de cobertura de forma a que a exposição reflita a moeda funcional.
a operações estrangeiras

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
184
Estimativas e julgamentos

Justo valor de instrumentos financeiros derivados


Sempre que possível, o justo valor dos derivados é
estimado com base em instrumentos cotados. Na
ausência de preços de mercado, o justo valor dos
derivados é estimado através do método de fluxos
de caixa descontados e modelos de valorização de
opções, de acordo com pressupostos geralmente
utilizados no mercado.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
185
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.2. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
DERIVADOS
8.2.1. MOVIMENTOS EM INSTRUMENTOS
FINANCEIROS DERIVADOS

Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019


e 2018, o movimento ocorrido no justo valor dos
instrumentos financeiros é como se segue:

2019 2018

Derivados de Derivados de Total Derivados de Derivados de Total


Valores em Euros negociação cobertura líquido negociação cobertura líquido

Saldo no início do período 1.239.335 (316.310) 923.025 623.165 (202.364) 420.801

Variação de justo valor em resultados (Nota 5.10) (1.119.024) - (1.119.024) 595.716 - 595.716
Variação de justo valor em outro rendimento integral - 252.548 252.548 - (113.946) (113.946)
Ajustamento cambial 3.590 - 3.590 20.454 - 20.454

Saldo no final do período 123.901 (63.762) 60.139 1.239.335 (316.310) 923.025

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
186
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.2. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
DERIVADOS
8.2.2. DETALHE E MATURIDADE DOS
INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS
POR NATUREZA

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o justo valor dos


instrumentos financeiros derivados detalha-se como
se segue:

31/12/2019 Positivos Negativos


Valores em Euros Nocional Moeda Maturidade (Nota 4.2) (Nota 4.3) Líquido

De cobertura
Swaps de taxa de juro (Swaps) 80.000.000 EUR 2020 - (63.762) (63.762)

- (63.762) (63.762)

De negociação
Non Deliverable Forward (NDF) 14.404.766 BRL 2020 5.940 - 5.940
Cross currency interest rate swap 41.000.000 USD 2020 979.191 (955.353) 23.838
Cross currency interest rate swap 6.673.340 EUR 2020 - (61.750) (61.750)
Non Deliverable Forward (NDF) 15.000.000 EUR 2020 155.873 - 155.873

1.141.004 (1.017.103) 123.901

1.141.004 (1.080.865) 60.139

31/12/2018 Positivos Negativos


Valores em Euros Nocional Moeda Maturidade (Nota 4.2) (Nota 4.3) Líquido

De cobertura
Swaps de taxa de juro (Swaps) 140.000.000 EUR 2020 - (316.310) (316.310)

- (316.310) (316.310)

De negociação
Non Deliverable Forward (NDF) 10.564.866 BRL 2019 - (17.093) (17.093)
Cross currency interest rate swap 25.139.298 USD 2019 1.107.459 - 1.107.459
Non Deliverable Forward (NDF) 6.133.306 EUR 2019 148.969 - 148.969

1.256.428 (17.093) 1.239.335

1.256.428 (333.403) 923.025

Derivados ao justo valor através de resultados no vencimento. Na mesma data, foram celebrados 4
Em janeiro de 2019, a subsidiária Supremo, contratou Non-Deliverable Forward no montante dos juros e do
junto de uma instituição financeira brasileira um capital nas respetivas datas de pagamento de juros e
financiamento externo de EUR 10.000.000 com amortização de capital.
maturidade em janeiro de 2020, com pagamento de
juros trimestrais e postecipados e amortização única

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
187
Em fevereiro de 2019, a subsidiária Margem, Em outubro de 2019, a subsidiária Supremo, contratou
contratou junto de uma instituição financeira um financiamento externo no montante de USD
brasileira um financiamento externo no montante de 18.000.000 com maturidade em dezembro de
USD 16.000.000 com maturidade em fevereiro de 2020, com uma única amortização no vencimento.
2020, com uma única amortização no vencimento. Nessa mesma data, foi celebrado um contrato cross
Nessa mesma data, foi celebrado um contrato cross currency interest rate swap com o objetivo de cobrir a
currency interest rate swap com o objetivo de cobrir a exposição à taxa de câmbio. Este derivado permitiu à
exposição à taxa de câmbio. Este derivado permitiu à Margem a fixação do valor nominal do financiamento
Margem a fixação do valor nominal do financiamento em BRL e o pagamento de juros à taxa CDI acrescida
em BRL e o pagamento de juros à taxa CDI acrescida de um spread, replicando integralmente o plano de
de um spread, replicando integralmente o plano de amortização do referido financiamento em USD.
amortização do referido financiamento em USD.
A Secil concedeu um financiamento intercompany
Em outubro de 2019, a subsidiária Margem, contratou em Reais Brasileiros (BRL) à subsidiária Supremo
os seguintes financiamentos externos no montante: e contratou um instrumento financeiro para
• em euro equivalente a BRL 30.000.000 com cobrir o recebimento em euros do financiamento,
maturidade em outubro de 2020, com uma única nomeadamente um Non-deliverable Forward no
amortização no vencimento. Nessa mesma data, montante total de BRL 14.404.766 com vencimento
foi celebrado um contrato cross currency interest em fevereiro de 2020.
rate swap com o objetivo de cobrir a exposição à
taxa de câmbio. Este derivado permitiu à Margem Cobertura de fluxos de caixa
a fixação do valor nominal do financiamento em Em 2015 a Secil contratou um empréstimo obriga-
BRL e o pagamento de juros à taxa CDI acrescida cionista de EUR 80.000.000, com reembolso integral
de um spread, replicando integralmente o plano de ao par em maio de 2020, com pagamento de juros
amortização do referido financiamento em EUR; semestrais e postecipados. Em 23 de junho de 2016,
foi contratado um derivado de cobertura de risco de
• de EUR 5.000.000 com maturidade em outubro de taxa de juro, através de um interest rate swap (IRS)
2020, com uma única amortização no vencimento. com valor nominal de EUR 80.000.000, com inicio
Na mesma data, foi celebrado um Non-Deliverable em 25 de novembro de 2016 e vencimento a 25 de
Forward no montante no montante total de EUR maio 2020.
5.000.000 com vencimento em outubro de 2020;

• de USD 7.000.000 com maturidade em dezembro


de 2020, com uma única amortização no vencimento.
Nessa mesma data, foi celebrado um contrato cross
currency interest rate swap com o objetivo de cobrir a
exposição à taxa de câmbio. Este derivado permitiu à
Margem a fixação do valor nominal do financiamento
em BRL e o pagamento de juros à taxa CDI acrescida
de um spread, replicando integralmente o plano de
amortização do referido financiamento em USD.

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
188
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.3. OUTROS INVESTIMENTOS
FINANCEIROS

Políticas contabilísticas

Mensuração Estes investimentos financeiros são reconhecidos como:


a) Ao justo valor através dos resultados, quando o Grupo os detém com o objetivo de
negociar; e
b) Ao justo valor através de outro rendimento integral, os restantes investimentos
financeiros.

Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os outros


investimentos financeiros, são detalhados conforme
se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Ativos financeiros ao justo valor através de resultados


C5LAB - Sustainable Construction Materials Association 35.000 -
Foire Internationale de Gabés 7.872 7.158
TCG - Terminale Cimentier de Gabés 191.763 57.261
Sté Zone Franche de Zarzis 114.711 104.301
Outros 25.829 25.115

375.175 193.833

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
189
08.
INSTRUMENTOS
FINANCEIROS
8.4. ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS
8.4.1. CATEGORIAS DE INSTRUMENTOS
FINANCEIROS DO GRUPO

Os instrumentos financeiros incluídos em cada rubrica


da demonstração da posição financeira consolidada
são classificados como segue:

Ativos
financeiros
ao justo valor
Ativos através de Instrumentos
financeiros resultados financeiros
Ativos ao custo (excluindo derivados de Ativos não
Valores em Euros Nota amortizado derivados) negociação financeiros Total

Outros investimentos financeiros 8.3 - 375.175 - - 375.175


Valores a receber 4.2 102.106.849 - 1.141.004 3.052.808 106.300.661
Caixa e equivalentes de caixa 5.9 94.159.498 - - - 94.159.498
Ativos não correntes detidos para venda 3.7 - - - 7.809.209 7.809.209

Total de ativos 196.266.347 375.175 1.141.004 10.862.017 208.644.544

31/12/2018
Outros investimentos financeiros 8.3 - 193.833 - - 193.833
Valores a receber 4.2 93.695.421 - 1.256.428 3.567.362 98.519.210
Caixa e equivalentes de caixa 5.8 95.337.433 - - - 95.337.433
Ativos não correntes detidos para venda 3.7 - - - 8.534.209 8.534.209

Total de ativos 189.032.854 193.833 1.256.428 12.101.571 202.584.686

Passivos Instrumentos Instrumentos Passivos


financeiros financeiros financeiros financeiros
Passivos ao custo derivados de derivados de fora do âmbito Passivos não
Valores em Euros Nota amortizado cobertura negociação da IFRS 9 financeiros Total

31/12/2019
Financiamentos obtidos 5.6 454.922.168 - - - - 454.922.168
Passivos de locação 5.7 - - - 26.387.847 - 26.387.847
Valores a pagar 4.3 141.871.164 63.762 1.017.103 - 29.329.343 172.281.372

Total de passivos 596.793.332 63.762 1.017.103 26.387.847 29.329.343 653.591.387

31/12/2018
Financiamentos obtidos 5.6 485.805.619 - - - - 485.805.619
Valores a pagar 4.3 128.923.929 (316.310) (17.093) - 15.344.131 143.934.657

Total de passivos 614.729.547 (316.310) (17.093) - 15.344.131 629.740.275

INSTRUMENTOS FINANCEIROS
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
190
09.
PROVISÕES,
COMPROMISSOS
E CONTINGÊNCIAS
09.
PROVISÕES,
COMPROMISSOS
E CONTINGÊNCIAS

Valores em Euros Nota 31/12/2019 31/12/2018

Provisões 9.1 61.018.374 34.074.505


Compromissos 9.2 103.274.972 114.244.385
Ativos e passivos contingentes 9.3 72.989.517 71.801.172

PROVISÕES, COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
192
09.
PROVISÕES,
COMPROMISSOS
E CONTINGÊNCIAS
9.1. PROVISÕES

Políticas contabilísticas

Reconhecimento e São reconhecidas provisões sempre que:


mensuração inicial • o Grupo tenha uma obrigação legal ou construtiva, como resultado de acontecimentos
passados;
• seja provável que uma saída de fluxos e/ou de recursos se torne necessária para liquidar
a obrigação; e
• possa ser efetuada uma estimativa fiável do montante da obrigação.

Capitalização Provisões de recuperação paisagística são reconhecidas por contrapartida da rubrica de


de dispêndios ativos fixos tangíveis (Nota 3.3).

Algumas empresas do Grupo têm como responsabilidade a recuperação ambiental


e paisagística das pedreiras afetas à exploração nos termos da legislação aplicável.
Os trabalhos de reabilitação incluem essencialmente a limpeza e regularização das
áreas destinadas à recuperação, a modelação e preparação do terreno, o transporte
e espalhamento de materiais rejeitados para aterro, a fertilização, a execução do
plano geral de revestimento com hidrossementeiras e plantações e a manutenção e
conservação das zonas recuperadas após a implantação.

Mensuração subsequente As provisões são revistas na data da Posição financeira consolidada e são ajustadas de
modo a refletir a melhor estimativa a essa data.

As provisões de recuperação paisagística são remensuradas em função do efeito


temporal do dinheiro, por contrapartida da rubrica “Desconto financeiro de provisões” na
Nota 5.10 – Rendimentos e gastos financeiros e consumidas pelos dispêndios efetuados
pelo Grupo com a recuperação, na data em que estes ocorrem.

Estimativas e julgamentos

Processos judiciais e fiscais


Estas provisões foram constituídas de acordo com
as avaliações de risco efetuadas internamente pelo
Grupo com o apoio dos seus consultores legais,
baseadas na probabilidade de a decisão ser favorável
ou desfavorável ao Grupo.

PROVISÕES, COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
193
Recuperação ambiental
A extensão dos trabalhos necessários e dos respetivos
custos a incorrer foram determinados tendo por
base os planos de lavra das pedreiras e estudos
preparados por entidades independentes, sendo que
a responsabilidade total foi mensurada pelo valor
esperado dos fluxos de caixa futuros, descontados a
valor presente.

Juízos de valor e estimativas estão envolvidos na


formação de expectativas sobre atividades futuras e
no montante e período de tempo dos fluxos de caixa
associados. Estas perspetivas são efetuadas com base
na envolvente existente e regulamentação em vigor.

No caso das pedreiras cuja reconstituição apenas é


possível no fim da exploração, o Grupo solicitou a
entidades independentes e especializadas a avaliação
dessas responsabilidades, bem como o período
estimado de exploração, reconhecendo provisões
para este efeito.

PROVISÕES, COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
194
Movimentos em provisões
No decurso dos períodos findos em 31 de dezembro
de 2019 e 2018, os movimentos ocorridos nas
Provisões são conforme se segue:

Licenças
Recuperação Emissão
Valores em Euros Ambiental de CO2 Outras Total

01/01/2018 7.526.197 8.222.899 15.347.976 31.097.072

Aumentos 515 11.816.568 9.730.234 21.547.317


Reversões (157.298) - (4.053.149) (4.210.447)

Impacto em resultados do período (156.783) 11.816.568 5.677.085 17.336.870

Utilizações (95.140) (8.175.693) (6.627.543) (14.898.376)


Ajustamento cambial (800) - (73.924) (74.724)
Descontos financeiros (Nota 5.11) 309.709 - - 309.709
Transferências e regularizações - - 303.954 303.954

31/12/2018 7.583.183 11.863.774 14.627.548 34.074.505

Aumentos 2.475.690 29.292.046 5.937.580 37.705.316


Reversões (1.951.727) (138.308) (2.389.287) (4.479.322)

Impacto em resultados do período 523.963 29.153.738 3.548.293 33.225.994

Variação de perímetro - - 28.413 28.413


Utilizações (174.450) (11.710.682) (3.669.134) (15.554.266)
Ajustamento cambial (2.016) - 217.879 215.863
Descontos financeiros (Nota 5.11) 265.628 - - 265.628
Transferências e regularizações 8.959.394 - (197.157) 8.762.237

31/12/2019 17.155.702 29.306.830 14.555.842 61.018.374

PROVISÕES, COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
195
Recuperação ambiental
Do valor apresentado em Transferências e regula-
rizações, no montante de Euros 8.959.394, Euros
8.762.237 correspondem à revisão dos planos de
pedreira e recuperação paisagística realizados no
período de 2019, nomeadamente revisão de gastos e
de taxa de juro. Desta revisão resultou igualmente o
reconhecimento de um aumento dos Ativos de recu-
peração paisagística no mesmo montante (Nota 3.3).

Licenças de emissão de CO2


Na rubrica de provisões estão registadas as
responsabilidades associadas à obrigação para
devolução das licenças de emissão de CO2,
decorrentes das emissões de CO2 registadas em
2019. Assim, na data da liquidação das emissões
efetuadas, com a entrega dessas licenças, a provisão
é desreconhecida.

Em 2019 e 2018, nas utilizações verificou-se o


desreconhecimento das licenças de emissão de CO2,
pelos consumos de 2018 e 2017, respetivamente. Este
movimento encontra-se refletido no movimento de
Ativos Intangíveis (Nota 3.2).

Outras provisões
Refere-se a provisões para fazer face a riscos
relacionados com eventos de natureza diversa, de
cuja resolução poderão resultar saídas de fluxos de
caixa, nomeadamente processos de reestruturação
organizacional, complementos ao fundo nacional
de segurança social Libanês, riscos de posições
contratuais assumidas em investimentos, entre outras.

PROVISÕES, COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
196
09.
PROVISÕES,
COMPROMISSOS
E CONTINGÊNCIAS
9.2. COMPROMISSOS

Compromissos de compra
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os compromissos
assumidos pelo Grupo respeitam a aquisições de
ativos fixos tangíveis e a bens e serviços, detalhados
conforme se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Ativos fixos tangíveis 10.776.242 4.772.692


Energia elétrica 10.287.430 18.029.651
Matérias primas - Petcoque e Carvão 6.105.205 13.689.302
Serviços 2.210.574 2.998.057
Outros 906.003 2.953.512

30.285.454 42.443.213

PROVISÕES, COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
197
Garantias prestadas a terceiros
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o Grupo
apresenta garantias prestadas a terceiros conforme
se segue:

Valores em Euros 31/12/2019 31/12/2018

Garantias prestadas
IAPMEI (âmbito do QREN) 443.157 252.157
IAPMEI (âmbito do PEDIP) 209.305 209.305
APSS - Admi. dos Portos de Setúbal e Sesimbra 2.605.009 2.605.009
Comissão de Coordenação e Desenv. Regional LVT 1.247.478 1.175.010
Conselho de Emprego, Indústria e Turismo (Espanha) 14.547 954.118
Banco Caixa Geral Brasil - 791.667
APDL - Administração do Porto de Leixões 720.657 720.657
ICNF - Inst. da Conserv. Natur. e das Florestas, I.P. 474.444 474.444
Comissão de Coordenação e Desenv. Regional Norte 236.403 236.403
Comissão de Coordenação e Desenv. Regional Centro 869.647 745.825
Comissão de Coordenação e Desenv. Regional Algarve 534.620 534.620
Tribunal do Trabalho 217.324 217.324
Mercedes Benz - Aluguer de veículos - 500.000
Livranças, avais e fianças - 833.625
Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais 274.595 -
Agência de Desenvolvimento e Coesão 1.047.365 -
Outras 1.987.925 616.951

10.882.476 10.867.115

Hipotecas sobre Terrenos, Imóveis e Equipamentos 62.107.042 60.934.057

72.989.517 71.801.172

PROVISÕES, COMPROMISSOS E CONTINGÊNCIAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
198
10.
ESTRUTURA
DO GRUPO
10.
ESTRUTURA
DO GRUPO

Nota

Empresas incluídas na consolidação 10.1


Interesses que não controlam 10.1
Variações do perímetro de consolidação 10.2
Investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos 10.3
Transações com partes relacionadas 10.4

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
200
10.
ESTRUTURA
DO GRUPO
10.1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA
CONSOLIDAÇÃO

Políticas contabilísticas

Entidades controladas A Secil controla uma entidade (subsidiária) quando está exposta a, ou tem direitos sobre
pelo Grupo os retornos variáveis gerados, em resultado do seu envolvimento com a entidade, e tem
a capacidade de afetar esses retornos variáveis através do poder que exerce sobre as
suas atividades relevantes.

O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondentes à participação


de terceiros nas mesmas são apresentados nas rubricas de interesses que não controlam
(Nota 5.6).

Concentração de É utilizado o método de compra para contabilizar a aquisição de atividades que


atividades empresariais constituam um negócio. O custo de uma aquisição é mensurado pelo justo valor dos
bens entregues, dos instrumentos de capital emitidos e dos passivos incorridos, ou
assumidos na data de aquisição.

Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos


numa concentração empresarial são mensurados ao justo valor na data de aquisição,
independentemente da existência de interesses não controlados. O excesso do custo
de aquisição relativamente ao justo valor da parcela do Grupo nos ativos e passivos
identificáveis adquiridos é registado como goodwill (Nota 3.1).

O custo de aquisição é ajustado subsequentemente quando o preço de aquisição/


atribuição é contingente à ocorrência de eventos específicos acordados com o
vendedor/ acionista (ex.: realização de justo valor de ativos adquiridos).

Quaisquer pagamentos contingentes a efetuar pelo Grupo são reconhecidos ao justo


valor na data de aquisição. Caso a obrigação assumida constitua um passivo financeiro,
as alterações subsequentes do justo valor são reconhecidas em resultados. Caso a
obrigação assumida constitua um instrumento de capital não há lugar a alteração do
valor estimado inicialmente.

Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos ativos líquidos da subsidiária
adquirida (goodwill negativo ou badwill), a diferença é reconhecida diretamente em
resultados na rubrica de Outros rendimentos e ganhos operacionais (Nota 2.2). Os custos
de transação diretamente atribuíveis são imediatamente reconhecidos em resultados.

Quando à data de aquisição do controlo o Grupo já detém uma participação adquirida


previamente, o justo valor dessa participação concorre para a determinação do goodwill
ou badwill.

Quando a aquisição do controlo é efetuada em percentagem inferior a 100%, na


aplicação do método da compra, os interesses que não controlam podem ser
mensurados ao justo valor, ou na proporção do justo valor dos ativos e passivos
adquiridos, sendo essa opção definida em cada transação.

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
201
Consolidação As subsidiárias são consolidadas, pelo método integral, a partir da data em que o
controlo é transferido para o Grupo. Na aquisição de parcelas adicionais de capital em
sociedades já controladas pelo Grupo, o diferencial apurado entre a percentagem de
capitais adquiridos e o respetivo valor de aquisição é registado diretamente no capital
próprio (Nota 5.5).

As políticas contabilísticas das subsidiárias foram alteradas, sempre que necessário, de


forma a garantir consistência com as políticas adotadas pelo Grupo.

As transações internas, saldos, ganhos não realizados em transações e dividendos


distribuídos entre empresas do grupo são eliminados. As perdas não realizadas são
também eliminadas, exceto se a transação revelar evidência de imparidade de um ativo
transferido.

Transações subsequentes Alienações com perda de controlo


de subsidiárias No caso de alienações de participações das quais resulte a perda de controlo sobre
uma subsidiária, qualquer participação remanescente é reavaliada ao valor de mercado
na data da venda e o ganho ou perda resultante dessa reavaliação é registado por
contrapartida dos resultados, assim como o ganho ou perda resultante dessa alienação.

Transações sem perda de controlo


Transações subsequentes de alienação ou aquisição de participações a interesses
que não controlam, que não implicam alteração do controlo, não resultam no
reconhecimento de ganhos, perdas ou goodwill, sendo qualquer diferença apurada entre
o valor da transação e o valor contabilístico da participação transacionada, reconhecida
no capital próprio, na rubrica de Resultados transitados. Os resultados negativos gerados
em cada período pelas subsidiárias com interesses que não controlam são alocados na
percentagem detida por estes, independentemente de assumirem um saldo negativo.

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
202
Empresas incluídas na consolidação
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o Grupo apre- 31/12/2019 31/12/2018

senta as seguintes subsidiárias: % do capital detido % do capital detido


pela Secil pela Secil

Denominação Social Sede Direta Indireta Total Total

Empresa-mãe:
Secil Portugal
Subsidiárias:
Hewbol, S.G.P.S., Lda. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Betotrans - Transportes e Serviços, Lda. Portugal - 100,00 100,00 -
Secil Cabo Verde Comércio e Serviços, Lda. Cabo Verde 99,80 0,20 100,00 100,00
ICV - Inertes de Cabo Verde, Lda. Cabo Verde 75,00 25,00 100,00 62,50
Florimar - Transporte Marítimo, Navios e Participações, Lda. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Sociedade de Inertes, Lda. (a) Moçambique - - - 100,00
Secil Cement, B.V. Holanda 100,00 - 100,00 100,00
Serife - Sociedade de Estudos e Realizações Industriais e de Fornecimento de Equipamento, Lda. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Silonor, S.A. França 100,00 - 100,00 100,00
Société des Ciments de Gabés Tunísia 98,72 - 98,72 98,72
Sud- Béton - Société de Fabrication de Béton du Sud Tunísia - 98,72 98,72 98,72
Zarzis Béton Tunísia - 98,52 98,52 98,52
Secil Angola, SARL Angola 100,00 - 100,00 100,00
Secil - Companhia de Cimento do Lobito, S.A. Angola - 51,00 51,00 51,00
Unibetão - Indústrias de Betão Preparado, S.A. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Secil Britas, S.A. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Secil Martingança - Aglomerantes e Novos Materiais para a Construção, S.A. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
IRP - Industria de Rebocos de Portugal, S.A. Portugal - 75,00 75,00 75,00
Allmicroalgae - Natural Products, S.A. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Argibetão - Sociedade de Novos Produtos de Argila e Betão, S.A. Portugal 99,53 - 99,53 99,53
Ciminpart - Investimentos e Participações, S.G.P.S., S.A. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
ALLMA - Microalgas, Lda. Portugal - 70,00 70,00 70,00
Secil Brasil Participações, S.A. Brasil - 100,00 100,00 100,00
Supremo Cimentos, SA Brasil - 100,00 100,00 100,00
Margem - Companhia de Mineração, SA Brasil - 100,00 100,00 100,00
Secil Brands - Marketing, Publicidade, Gestão e Desenvolvimento de Marcas, Lda. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
CMP - Cimentos Maceira e Pataias, S.A. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Ciments de Sibline, S.A.L. Líbano 28,64 22,41 51,05 51,05
Soime, S.A.L. Líbano - 51,05 51,05 51,05
Cimentos Madeira, Lda. Portugal 57,14 42,86 100,00 100,00
Beto Madeira - Betões e Britas da Madeira, S.A. Portugal - 100,00 100,00 100,00
Brimade - Sociedade de Britas da Madeira, S.A. Portugal - 100,00 100,00 100,00
Madebritas - Sociedade de Britas da Madeira, Lda. Portugal - 51,00 51,00 51,00
SPB, SGPS, Lda. Portugal 100,00 - 100,00 100,00
Secil Prébetão, S.A. Portugal - 100,00 100,00 100,00
Cementos Secil, SLU Espanha 100,00 - 100,00 100,00

(a) Empresa liquidada no exercício de 2019.

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
203
Interesses que não controlam - detalhe de por
subsidiária
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o detalhe dos
interesses que não controlam, apresentados na de-
monstração dos resultados e no capital próprio é
conforme se segue:

Resultado Capitais Próprios

% detida 2019 2018 31/12/2019 31/12/2018

Société des Ciments de Gabés e subsidiárias 1,28 57.601 45.713 547.578 496.823
IRP - Industria de Rebocos de Portugal, S.A. 25,00 217.815 178.246 408.109 367.794
Secil - Companhia de Cimento do Lobito, S.A. 49,00 (1.616.257) (1.041.672) (2.501.785) (2.025.265)
Ciments de Sibline, S.A.L e subsidiária 48,95 193.084 5.414.956 55.266.464 56.711.686
Outros (6.631) 85.587 194.219 857.903

(1.154.388) 4.682.831 53.914.585 56.408.940

Interesses que não controlam - movimentos


Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido em Interesses que não
controlam é conforme se segue:

31/12/2019 31/12/2018

Saldo inicial 56.408.940 63.005.558

Variação de perímetro (772.077) (5.128.612)


Dividendos (2.722.995) (10.180.618)
Transposição das demonstrações financeiras de subsidiárias estrangeiras 2.155.960 4.041.960
Alterações nos pressupostos atuariais (855) (125)
Outros movimentos nos capitais próprios - (12.054)
Resultado líquido do período (1.154.388) 4.682.831

53.914.585 56.408.940

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
204
10.
ESTRUTURA
DO GRUPO
10.2. VARIAÇÕES DO PERÍMETRO DE
CONSOLIDAÇÃO

Durante o exercício findo em 31 de dezembro


de 2019 e 2018, o perímetro foi alterado face ao
exercício precedente pelas seguintes operações de
reorganização societária:

2019 Data

Aquisição de participação
Betotrans - Transportes e Serviços, Lda. Set/19
Aquisição de participação adicional em subsidiária
ICV - Inertes de Cabo Verde, Lda. Jul/19
Liquidações
Sociedade de Inertes, Lda. Fev/19

2018 Data

Aquisição de participação adicional em subsidiária


Cimentos Madeira, Lda. Mar/18
Liquidações
Uniconcreto – Betão Pronto, S.A. Out/18
I3 Participações e Serviços, Ltda. Dez/18
Fusão por incorporação de subsidiárias em outras subsidiárias, sem alteração do interesse do Grupo
Lusoinertes, S.A., incorporada na Secil Britas, S.A. Nov/18
Promadeira, Lda., incorporada na Brimade – Sociedade de Britas da Madeira, S.A. Dez/18
Pedra Regional, S.A., incorporada na Brimade – Sociedade de Britas da Madeira, S.A. Dez/18
Secil Cement, BV (Ex Finlandimmo Holding BV) na Secil Cement, BV (Ex-Seciment Investment BV) Dez/18

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
205
10.
ESTRUTURA
DO GRUPO
10.3. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS E
EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS

Políticas contabilísticas

Associadas São todas as entidades sobre as quais o grupo exerce influência significativa, mas não
possui controlo, geralmente com investimentos representando entre 20% a 50% dos
direitos de voto.

Empreendimentos São acordos que conferem ao Grupo controlo conjunto (estabelecido contratualmente)
conjuntos e relativamente aos quais o Grupo detém um interesse nos ativos líquidos.

Método da equivalência Os investimentos em associadas e empreendimentos conjuntos são contabilizados


patrimonial pelo método de equivalência patrimonial. As participações financeiras são registadas
pelo seu custo de aquisição, ajustado pelo valor correspondente à participação do
Grupo nas variações de capitais próprios (incluindo o resultado líquido) das associadas
e empreendimentos conjuntos, por contrapartida de Resultados de associadas e
empreendimentos conjuntos, e dividendos.

Quando a participação do Grupo nas perdas da associada ou empreendimentos


conjuntos iguala ou ultrapassa o seu investimento nestas sociedades, o Grupo deixa
de reconhecer perdas adicionais, exceto se tiver incorrido em responsabilidades ou
efetuado pagamentos em nome destas.

Ganhos e perdas Os ganhos não realizados em transações com as associadas e empreendimentos


não realizados em conjuntos são eliminados na extensão da participação do Grupo nas mesmas. As
transações com o Grupo perdas não realizadas são também eliminadas, exceto se a transação revelar evidência
de imparidade de um bem transferido.

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
206
Investimentos em associadas e empreendimentos
conjuntos
Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, os investimentos
em associadas e empreendimentos conjuntos deta-
lham-se conforme se segue:

31/12/2019 31/12/2018

Valores em Euros % detida Valor % detida Valor

Associadas
Setefrete, SGPS, S.A. 25,00% 1.295.307 25,00% 1.507.381
MC - Materiaux de Construction 49,36% 1.574 49,36% 1.432
J.M.J. - Henriques, Lda. 50,00% 364.476 50,00% 373.235
Ave, S.A. 35,00% 212.318 35,00% 172.850
Empreendimentos conjuntos
Utis - Ultimate Technology To Industrial Savings, Lda. 50,00% 1.462.641 50,00% 541.876

3.336.316 2.596.774

Movimentos em associadas e empreendimentos


conjuntos
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019 e
2018, o movimento ocorrido nos investimentos em
associadas e empreendimentos é conforme se segue:

Valores em Euros 2019 2018

Saldo incial 2.596.774 1.981.451

Aquisições - 300.000
Resultado líquido - associadas 798.338 940.886
Resultado líquido - empreendimentos conjuntos 920.761 241.876
Dividendos atribuídos (979.701) (867.174)
Ajustamento cambial 144 (265)

Saldo final 3.336.316 2.596.774

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
207
Informação de associadas e empreendimentos
conjuntos
Nos períodos findos em 31 de dezembro de 2019
e 2018, as subsidiárias com interesses que não
controlam significativos apresentam nas suas contas
os valores que se seguem:

2019 Ativos Passivos Capital Rédito do Resultado


Valores em Euros Totais Totais Próprio período Líquido

Associadas
MC- Materiaux de Construction b) 2.597.024 2.588.957 8.067 2.782.624 (86.427)
J.M.J. - Henriques, Lda. a) 1.074.363 345.409 728.952 - (17.517)
Setefrete, SGPS, S.A. c) 5.211.797 469.692 4.742.105 34.271 2.034.181
Ave-Gestão Ambiental e Valorização Energética, S.A. b) 7.275.354 6.668.730 606.624 5.210.750 545.658
Empreendimentos conjuntos
Utis - Ultimate Technology To Industrial Savings, Lda. a) 6.536.602 3.611.325 2.925.276 1.217.450 1.841.524

a) A informação financeira apresentada está de acordo com as demonstrações financeiras da associada para o período findo em 31/12/2019
b) A informação financeira apresentada está de acordo com as demonstrações financeiras da associada para o período findo em 30/11/2019
c) A informação financeira apresentada está de acordo com as demonstrações financeiras ajustadas da associada para o período findo em 30/11/2019

2018 Ativos Passivos Capital Rédito do Resultado


Valores em Euros Totais Totais Próprio período Líquido

Associadas
MC- Materiaux de Construction a) 796.503 769.644 26.859 2.188.447 166.619
J.M.J. - Henriques, Lda. a) 1.081.992 335.521 746.471 - (3.563)
Setefrete, SGPS, S.A. b) 6.056.720 27.199 6.029.521 94.328 2.741.254
Ave-Gestão Ambiental e Valorização Energética, S.A. b) 4.566.607 4.072.738 493.869 9.023.866 432.898
Empreendimentos conjuntos
Utis - Ultimate Technology To Industrial Savings, Lda a) 3.158.738 2.074.987 1.038.751 1.909.071 483.751

a) A informação financeira apresentada está de acordo com as demonstrações financeiras da associada para o período findo em 31/12/2018
b) A informação financeira apresentada está de acordo com as demonstrações financeiras da associada para o período findo em 30/11/2018

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
208
10.
ESTRUTURA
DO GRUPO
10.4. TRANSAÇÕES COM PARTES
RELACIONADAS

Saldos com partes relacionadas


Em 31 de dezembro de 2019 e 2018, o Grupo
a p re s e nt a o s s e g u i nte s s a ld o s co m p a r te s
relacionadas:

31/12/2019 31/12/2018

Imposto Imposto
Valores a Valores sobre o Valores a Valores sobre o
receber a pagar Rendimento receber a pagar Rendimento
Valores em Euros (Nota 4.2) (Nota 4.3) (Nota 6.1) (Nota 4.2) (Nota 4.3) (Nota 6.1)

Acionistas
Semapa, SGPS, S.A. 438 2.589.181 - 1.000 934.286 -
Semapa, SGPS, S.A. - RETGS - - 4.369.349 - - 4.018.601
CIMO - Gestão de participações, SGPS, S.A. - 1.160 - - - -

438 2.590.341 4.369.349 1.000 934.286 4.018.601

Associadas e Empreendimentos conjuntos


J.M.J. Henriques, Lda. 131.925 - - 127.533 - -
Inertogrande 219.303 - - 214.674 - -
Setefrete - Soc. Tráfego Cargas, S.A. - 394.921 - 36.039 187.913 -
Ave-Gestão Ambiental e Valorização Energética, S.A. 182.785 392.192 - 109.264 202.631 -
Utis - Ultimate Technology To Industrial Savings, Lda. 250.353 94.503 - - - -

784.366 881.616 - 487.510 390.544 -

Outras entidades relacionadas


Cotif Sicar - 8.999 - - 78.294 -
Grupo Navigator 165.280 13.837 - 295.261 333.837 -
Eng. Silva Dias - 20.183 - - 19.849 -
Outros acionistas de subsidiárias e outras partes relacionadas - 1.227.832 - - 1.980.168 -

950.084 4.742.808 4.369.349 783.771 3.736.978 4.018.601

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
209
Transações do período com partes relacionadas
No decurso dos períodos findos em 31 de dezembro
de 2019 e 2018, o Grupo realizou as seguintes
transações com partes relacionadas:

31/12/2019 31/12/2018

Vendas e Outros Vendas e Outros (Gastos)/


Compras de Prestações rendimentos Compras de Prestações rendimentos rendimentos
Valores em Euros serviços de serviços operacionais serviços de serviços operacionais financeiros

Acionistas
Semapa, SGPS, S.A. (4.643.969) - - (4.277.871) 1.617 159 (39.739)

(4.643.969) - - (4.277.871) 1.617 159 (39.739)

Associadas e Empreendimentos conjuntos


J.M.J. Henriques, Lda. - - 1.800 - - 1.800 -
Inertogrande - - 1.800 - - 1.800 -
Setefrete - Soc. Tráfego Cargas, S.A. (2.076.051) - - (2.778.726) - 66.867 -
Ave-Gestão Ambiental e Valorização Energética, S.A. (2.635.027) 53.817 197.008 (2.030.784) 57.593 145.022 -
Utis - Ultimate Technology To Industrial Savings, Lda. (422.331) - 204.813 - - - -

(5.133.409) 53.817 405.421 (4.809.510) 57.593 215.489 -

Outras entidades relacionadas


Grupo Navigator (327.451) 247.816 - (441.125) 1.496.767 23.165 -
Eng. Silva Dias - - - - - - (334)

(327.451) 247.816 - (441.125) 1.496.767 23.165 (334)

(10.104.829) 301.633 405.421 (9.528.506) 1.555.977 238.813 (40.073)

ESTRUTURA DO GRUPO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
210
11.
GESTÃO DE RISCOS
OPERACIONAIS
11.
GESTÃO DE RISCOS
OPERACIONAIS

O Grupo está presente no setor da construção, o O setor da construção é sensível a fatores como as
qual está sujeito a riscos diversos, que podem ter um taxas de juro e uma quebra da atividade económica
efeito significativo na atividade que exerce, nos seus numa dada economia pode conduzir a uma recessão
resultados operacionais, nos fluxos de caixa que gera neste setor.
e na sua posição financeira.
Apesar do Grupo considerar que a sua diversificação
Os fatores de risco operacional analisados neste geográfica é a melhor forma de conseguir a
capítulo podem ser estruturados da seguinte forma: estabilização dos seus resultados, a sua atividade,
situação financeira e resultados operacionais podem
• Abastecimento de matérias-primas ser negativamente afetados por uma quebra do setor
• Preço de venda da construção em qualquer mercado significativo em
• Procura dos produtos do Grupo que opere.
• Concorrência
• Custos energéticos Concorrência
• Risco país – Brasil, Tunísia, Líbano e Angola As empresas do Grupo desenvolvem a sua atividade
• Legislação ambiental num ambiente competitivo. No caso do mercado
português, dada a conjuntura dos últimos anos, que
Abastecimento de matérias-primas tem motivado um forte declínio do setor, excessos de
No que se refere ao cimento e outros materiais, as capacidade dos operadores nacionais em conjugação
principais matérias-primas do processo de fabrico do com importações, poderão afetar a performance
cimento são os calcários e as margas ou argilas, cuja nesse segmento.
extração é efetuada em pedreiras próprias, localizadas
no perímetro fabril, dispondo o Grupo de reservas O mesmo se verifica no Brasil, país sob recessão e
que asseguram a exploração sustentada nos próximos atualmente com excesso de capacidade instalada que
anos. tem impactado negativamente os preços. Na Tunísia,
o excesso de oferta tem igualmente pressionado os
Preço de venda preços em baixa.
Uma vez que o Grupo desenvolve a sua atividade
em mercados geograficamente diversos, os preços Custos Energéticos
praticados, dependem essencialmente, da conjuntura Uma parte significativa dos custos do Grupo está
económica e da concorrência de cada país. dependente dos custos energéticos. A energia é um
fator de custo com peso significativo na atividade
Procura dos produtos do Grupo da Secil e das suas participadas. O Grupo protege-
O volume de negócios do Grupo deriva do nível se, em certa medida, contra o risco da subida
de atividade no setor da construção em cada um do preço da energia através da possibilidade de
dos mercados geográficos em que opera. O setor algumas das suas fábricas utilizarem combustíveis
da construção tende a ser cíclico, especialmente alternativos e de contratos de fornecimento de
em economias maduras, e depende do nível de energia elétrica de longo prazo para algumas das
construção residencial e comercial, bem como do necessidades energéticas. Apesar destas medidas,
nível de investimentos em infraestruturas. flutuações significativas nos custos da eletricidade

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SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
212
e dos combustíveis podem afetar negativamente É parte integrante da Política Integrada do Grupo Secil
a sua atividade, situação financeira e resultados o estrito cumprimento das exigências legais em ma-
operacionais. téria de Ambiente que lhe são aplicáveis bem como a
melhoria contínua do seu desempenho.
Risco país – Brasil, Tunísia, Líbano e Angola
O Grupo encontra-se exposto ao risco país do Em 2013, foi aprovado o BREF (Best Available Tech-
Brasil, Tunísia, Líbano e Angola nos quais detém nologies Reference Documents) - Conclusões sobre
investimentos em unidades produtivas. as Melhores Técnicas Disponíveis do Documento de
Referência - para os setores do cimento, cal e óxido
O caso do Líbano merece uma análise mais detalhada de magnésio que contém os novos limites e requisitos
dada a severidade da sua situação económica, política para estes setores, dispondo as empresas de quatro
e social em que vive atualmente. A crise existente deu anos para promover as necessárias adaptações às
origem a fortes convulsões sociais que se focaram suas práticas e equipamentos. Tais exigências foram
na alegada corrupção dos seus governantes e vertidas nas Licenças Ambientais que regulam a ati-
foram potenciadas pelo influxo de migrantes Sírios, vidade de exploração de pedreiras e produção de
alto desemprego e custo de vida. Estas convulsões cimento.
levaram à queda do governo em outubro de 2019. Do
ponto de vista económico, o desempenho continuou Como tal, o Grupo Secil tem vindo a acompanhar o
a agravar-se no final de 2019 e início de 2020. desenvolvimento técnico desta matéria, procurando
antecipar e planear as melhorias necessárias nos seus
Mais recentemente, o país deu passos importantes equipamentos para os fazer cumprir com os limites
co m v is t a à e s t a b iliz a ç ã o d a su a situ a ç ã o, a publicar, existindo assim a possibilidade do Grupo
destacando-se a nomeação de um novo primeiro- necessitar de realizar investimentos adicionais nesta
ministro, a aprovação do orçamento do estado pelo área, de modo a cumprir com eventuais alterações
parlamento e o princípio de acordo com o FMI para nos limites e regras ambientais que venham a ser
obter apoio técnico (e não financeiro) para estudar aprovados.
e ajudar a implementar um pacote de reformas
económicas estruturais que contenham a inflação e À data, as alterações legislativas que se conhecem
restabeleçam a confiança e estabilidade dos sistemas prendem-se também com a evolução do regime
de financiamento, comércio e pagamentos. de atribuição de comércio europeu de emissão de
gases com efeito de estufa (CELE), criado pela Diretiva
Como consequência do contexto apresentado nº 2003/87/CE, alterada pela Diretiva nº 2009/29/
acima, os principais riscos identificados pelo World CE (nova diretiva CELE), a qual apresenta o quadro
Economic Forum para o país são o desemprego, a legal do CELE para o período 2013-2020 e que foi
falha de governação do país, crises fiscais e colapso transposta para o ordenamento jurídico nacional
ou crise do estado. pelo Decreto-Lei 38/2013 de 15 de Março, que
veio a resultar na redução do âmbito de atribuição
Legislação Ambiental gratuita de licenças de emissão de CO2. A nível da
Nos últimos anos, a legislação da União Europeia em Comunidade Europeia a revisão desta última diretiva
matéria ambiental tem vindo a tornar-se mais restritiva para enquadrar o período post-2020, ou seja, o
no que respeita ao controlo das emissões ambientais. período 2021 a 2030 está na sua fase final.

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213
Foi aprovada a Diretiva UE 2018/410, de 14 de março, novos tipos de cimento. Acreditamos que as soluções
que altera a Diretiva 2003/87/CE para reforçar a só vão ser implementadas após o conhecimento, em
relação custo-eficácia das reduções de emissões e 2020, das licenças de CO2 que vão ser atribuídas às
o investimento nas tecnologias hipocarbónicas. A instalações para o período 2021 a 2030. Em Portugal
Diretiva EU 2018/410, enquadra entre outros aspetos foi criado em 2019 um laboratório colaborativo entre
o novo período CELE a vigorar entre 2021-2030, empresas, universidades e centros de investigação,
no qual se vai verificar uma redução da quantidade cujo objetivo é desenvolver linhas de investigação
de licenças de emissão de CO2 atribuídas de forma para redução das emissões de CO2.
gratuita.
Consciente de que a exploração de pedreiras tem
Com entrada da nova Comissão foi publicado no impactes na paisagem, na alteração do relevo,
final de 2019 o Acordo Verde Europeu traçando o na remoção do solo e do coberto vegetal e na
roteiro para uma economia sustentável europeia. A diminuição de refúgios/alimentos para a fauna. O
maior ambição de redução de emissões carbónicas Grupo assume a minimização destes impactos e
expressa neste documento levará a uma revisão aceleração do processo de colonização natural,
intermédia com provável efeito no subperíodo de não só através de programas de recuperação da
2026 a 2030. composição e estrutura das comunidades vegetais e
animais, mas também da recuperação das funções e
Esta evolução trará novos desafios para a indústria dos processos naturais do ecossistema.
cimenteira. No sentido de mitigar os efeitos
resultantes das sucessivas revisões desta legislação, Por outro lado, cumprindo com o Decreto-Lei
há muito que o Grupo empreendeu uma série de nº 147/2008 de 29 de junho, que transpôs para o
investimentos de natureza ambiental que, entre outras normativo Nacional a Diretiva 2004/35/CE, o Grupo
vantagens, tem permitido a redução continuada assegurou os seguros ambientais exigidos por
da emissão de CO2, destacando o investimento aquele normativo, garantindo o cumprimento dos
em equipamentos que permitem a valorização regulamentos em vigor e mitigando os riscos de
energética de combustíveis alternativos, a aposta em natureza ambiental a que se encontra exposto.
cimentos com menor incorporação de clínquer e o
investimento em equipamentos de menor consumo
energético.

Não é expectável que as tecnologias existentes


permitam a redução das emissões de forma a
garantir as atuais capacidades de produção com
recurso a emissões gratuitas, pondo em causa
a competitividade das exportações de clínquer
e cimento. Estão em curso vários projetos de
investigação no sentido de capturar, armazenar e
reutilizar o CO2, não tendo nenhum deles até à data
confirmado viabilidade económica, havendo, no
entanto, soluções que passarão pelo lançamento de

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214
CONSELHO DE
ADMINISTRAÇÃO

João Nuno de Sottomayor Pinto de Castelo Branco


Presidente

Otmar Hübscher
Vice-Presidente

Gonçalo de Castro Salazar Leite


Vice-Presidente

Carlos Alberto Medeiros Abreu


Vogal

João Luís Barbosa Pereira de Vasconcelos


Vogal

Manuel António de Sousa Martins


Vogal

Sérgio António Alves Martins


Vogal

Francisco José de Melo e Castro Guedes


Vogal

José António do Prado Fay


Vogal

Ricardo Miguel dos Santos Pacheco Pires


Vogal

Vítor Paulo Paranhos Pereira


Vogal

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
215
III
CERTIFICAÇÃO
LEGAL DO REVISOR
E RELATÓRIO
DO CONSELHO
FISCAL RELATIVO
ÀS CONTAS
CONSOLIDADAS
KPMG & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S.A.
Edifício FPM41 - Avenida Fontes Pereira de Melo, 41 - 15º
1069-006 Lisboa - Portugal
+351 210 110 000 | www.kpmg.pt

CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS

RELATO SOBRE A AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


CONSOLIDADAS
Opinião
Auditámos as demonstrações financeiras consolidadas anexas da Secil – Companhia
Geral de Cal e Cimento, S.A. (o Grupo), que compreendem a demonstração da
posição financeira consolidada em 31 de dezembro de 2019 (que evidencia um total
de 1.158.284.476 euros e um total de capital próprio de 371.760.059 euros, incluindo
um resultado líquido de 28.039.255 euros), a demonstração dos resultados
consolidados, a demonstração do rendimento integral consolidado, a demonstração
das alterações nos capitais próprios consolidados e a demonstração dos fluxos de
caixa consolidados relativas ao ano findo naquela data, e as notas anexas às
demonstrações financeiras consolidadas que incluem um resumo das políticas
contabilísticas significativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas anexas apresentam de
forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materiais, a posição financeira
consolidada da Secil – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. em 31 de
dezembro de 2019 e o seu desempenho financeiro e fluxos de caixa consolidados
relativos ao ano findo naquela data de acordo com as Normas Internacionais de
Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia.
Bases para a opinião
A nossa auditoria foi efetuada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria
(ISA) e demais normas e orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores
Oficiais de Contas. As nossas responsabilidades nos termos dessas normas estão
descritas na secção “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações
financeiras consolidadas” abaixo. Somos independentes das entidades que compõem
o Grupo nos termos da lei e cumprimos os demais requisitos éticos nos termos do
código de ética da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.
Estamos convictos de que a prova de auditoria que obtivemos é suficiente e
apropriada para proporcionar uma base para a nossa opinião.

KPMG & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S.A., KPMG & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S.A.
a firma portuguesa membro da rede KPMG, composta por firmas Capital Social: 3.916.000 Euros - Pessoa Coletiva Nº PT 502 161 078 -
independentes afiliadas da KPMG International Cooperative (“KPMG Inscrito na O.R.O.C. Nº 189 - Inscrito na C.M.V.M. Nº 20161489
International”), uma entidade suíça. Matriculada na Conservatória do registo Comercial de Lisboa sob o Nº
PT 502 161 078

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217
Ênfase
Conforme referido na nota 1.3, a economia e as empresas a nível mundial enfrentam
desafios inesperados em resultado da rápida disseminação do Coronavírus (“COVID-
19”), declarada em março de 2020 e, como tal, um evento não ajustável. O Grupo está
a acompanhar em permanência a evolução da pandemia do COVID-19 através dos
respetivos órgãos próprios e, procurando minimizar os possíveis riscos associados ao
surto implementou Planos de Contingência com o objetivo de garantir a segurança dos
seus colaboradores e comunidade em geral, bem como assegurar a continuidade das
operações. Até ao momento, as operações do Grupo têm decorrido com normalidade
e sem disrupção, não sendo ainda possível estimar com razoável grau de confiança,
eventuais impactos na atividade do Grupo face ao atual enquadramento de elevada
incerteza e rápida evolução. A nossa opinião não é modificada em relação a esta
matéria.
Responsabilidades do órgão de gestão e do órgão de fiscalização pelas
demonstrações financeiras consolidadas
O órgão de gestão é responsável pela:
— preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma
verdadeira e apropriada a posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos
de caixa do Grupo de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro
(IFRS) tal como adotadas na União Europeia;
— elaboração do relatório de gestão nos termos legais e regulamentares aplicáveis;
— criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir
a preparação de demonstrações financeiras consolidadas isentas de distorção
material devido a fraude ou erro;
— adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados nas circunstâncias; e
— avaliação da capacidade do Grupo de se manter em continuidade, divulgando,
quando aplicável, as matérias que possam suscitar dúvidas significativas sobre a
continuidade das atividades.
O órgão de fiscalização é responsável pela supervisão do processo de preparação e
divulgação da informação financeira da Entidade.
Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações
financeiras consolidadas
A nossa responsabilidade consiste em obter segurança razoável sobre se as
demonstrações financeiras consolidadas como um todo estão isentas de distorções
materiais devido a fraude ou erro, e emitir um relatório onde conste a nossa opinião.
Segurança razoável é um nível elevado de segurança mas não é uma garantia de que
uma auditoria executada de acordo com as ISA detetará sempre uma distorção
material quando exista. As distorções podem ter origem em fraude ou erro e são
consideradas materiais se, isoladas ou conjuntamente, se possa razoavelmente
esperar que influenciem decisões económicas dos utilizadores tomadas com base
nessas demonstrações financeiras.
Como parte de uma auditoria de acordo com as ISA, fazemos julgamentos
profissionais e mantemos ceticismo profissional durante a auditoria e também:
— identificamos e avaliamos os riscos de distorção material das demonstrações
financeiras consolidadas, devido a fraude ou a erro, concebemos e executamos
procedimentos de auditoria que respondam a esses riscos, e obtemos prova de
auditoria que seja suficiente e apropriada para proporcionar uma base para a
nossa opinião. O risco de não detetar uma distorção material devido a fraude é
maior do que o risco de não detetar uma distorção material devido a erro, dado
que a fraude pode envolver conluio, falsificação, omissões intencionais, falsas
declarações ou sobreposição ao controlo interno;
2

CERTIFICAÇÃO LEGAL DO REVISOR E RELATÓRIO DO CONSELHO FISCAL RELATIVO ÀS CONTAS CONSOLIDADAS


SECIL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
218
— obtemos uma compreensão do controlo interno relevante para a auditoria com o
objetivo de conceber procedimentos de auditoria que sejam apropriados nas
circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia do controlo
interno do Grupo;
— avaliamos a adequação das políticas contabilísticas usadas e a razoabilidade das
estimativas contabilísticas e respetivas divulgações feitas pelo órgão de gestão;
— concluímos sobre a apropriação do uso, pelo órgão de gestão, do pressuposto da
continuidade e, com base na prova de auditoria obtida, se existe qualquer
incerteza material relacionada com acontecimentos ou condições que possam
suscitar dúvidas significativas sobre a capacidade do Grupo para dar continuidade
às suas atividades. Se concluirmos que existe uma incerteza material, devemos
chamar a atenção no nosso relatório para as divulgações relacionadas incluídas
nas demonstrações financeiras consolidadas ou, caso essas divulgações não
sejam adequadas, modificar a nossa opinião. As nossas conclusões são baseadas
na prova de auditoria obtida até à data do nosso relatório. Porém, acontecimentos
ou condições futuras podem levar a que o Grupo descontinue as suas atividades;
— avaliamos a apresentação, estrutura e conteúdo global das demonstrações
financeiras consolidadas, incluindo as divulgações, e se essas demonstrações
financeiras representam as transações e acontecimentos subjacentes de forma a
atingir uma apresentação apropriada; e,
— obtemos prova de auditoria suficiente e apropriada relativa à informação financeira
das entidades ou atividades dentro do Grupo para expressar uma opinião sobre as
demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela orientação,
supervisão e desempenho da auditoria do Grupo e somos os responsáveis finais
pela nossa opinião de auditoria; e,
— comunicamos com os encarregados da governação, incluindo o órgão de
fiscalização, entre outros assuntos, o âmbito e o calendário planeado da auditoria,
e as conclusões significativas da auditoria incluindo qualquer deficiência
significativa de controlo interno identificada durante a auditoria.
A nossa responsabilidade inclui ainda a verificação da concordância da informação
constante do relatório de gestão com as demonstrações financeiras consolidadas.
RELATO SOBRE OUTROS REQUISITOS LEGAIS E REGULAMENTARES
Sobre o relatório de gestão
Dando cumprimento ao artigo 451.º, n.º 3, al. e) do Código das Sociedades
Comerciais, somos de parecer que o relatório de gestão foi preparado de acordo com
os requisitos legais e regulamentares aplicáveis em vigor, a informação nele constante
é concordante com as demonstrações financeiras consolidadas auditadas e, tendo em
conta o conhecimento e apreciação sobre o Grupo, não identificámos incorreções
materiais.

Lisboa, 30 de abril de 2020

KPMG & Associados


Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, S.A. (n.º 189)
representada por
Pedro Jorge Quental e Cruz (ROC n.º 1765)

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SECIL
Companhia Geral de Cal e Cimentos, S.A.
Sede, Outão. Apartado 71 | 2901-864 Setúbal
T. 212 198 100 / 265 534 766
F. 265 234 629

www.secil.pt

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