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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

INSTITUTO DE FILOSOFIA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA


CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
GLOBALIZAÇÃO E PROCESSOS DE INTEGRAÇÃO REGIONAL

Nome: Luís Gustavo Queiroga de Araújo


Matrícula: 18102701
Bibliografia: DICKEN, Peter. Mudança global: mapeando as novas fronteiras da
economia mundial. São Paulo, Bookman, 5 ed., cap. 6, 2010.

Resumo Crítico - Aula 11


Publicado em 2010, o capítulo 6 do livro “Mudança Global: mapeando as
novas fronteiras da economia mundial”, escrito por Peter Dicken, é intitulado “O
Estado está morto… Vida longa ao Estado”. O texto é dividido em 15 seções de
desenvolvimento.
Ao longo do capítulo, o autor busca examinar as funções do estado-nação
dentro da economia global da época. Assim, apresenta então um enfoque de nível
geral nas quatro principais funções do estado-nação: 1) recipientes de instituições e
práticas distintas; 2) reguladores de atividades e transações econômicas; 3)
concorrentes de outros Estados; e 4) colaboradores de outros Estados.
O capítulo inicia falando sobre como o estado-nação não possuirá mais sua
força de unidade econômica. Assim, ele indica que o Estado continua sendo muito
forte e importante para a formação da economia mundial e que desempenha um
papel crucial para o desenvolvimento econômico dos países. Dessa forma, expõe-se
que todo governos interfere nos diversos níveis de operação do mercado.
Já em relação à Globalização, o autor aponta que os Estados são capazes de
utilizá-la como uma forma para aumentar o seu poder ao construir de forma ativa a
Globalização e também ao utilizar a mesma como uma geopolítica suave, obtendo
assim mais poder sobre as suas respectivas economias nacionais e também
sociedades. É abordado então o exemplo dos Estados Unidos e o restante do G-7,
os quais elaboraram e estabeleceram acordos para comércio internacional que
estão no controle de investimentos transfronteiriços, redes de produção e
penetração de mercados constitutivos da globalização econômica contemporânea.
Os Estados capitalistas então utilizam desses instrumentos políticos para conseguir
formar tomadas de decisão econômicas e também políticas internacionais de seu
interesse.
Dando continuidade, o autor demonstra a diferença entre Estado, nação e
Estado-nação, sendo o Estado-nação um fenômeno relativamente recente, por mais
que seja por vezes considerado uma instituição natural. Tendo sua configuração
específica originada pelas relações de poder na Europa após o Tratado de Westfália,
os mapas dos Estados-nação são redesenhados continuamente. Assim, durante a
segunda metade do século 20, ocorreram dois eventos que surtiram efeitos
profundos em relação aos mapas dos Estados-nação.
O primeiro deles seriam as ondas de descolonização que ocorreram na África
e na Ásia nos anos de 1960, criando um novo grupo de Estados-nação. O segundo
seria o grande fim da União Soviética, a partir do ano de 1989, o qual resultou na
criação da Federação Russa, além de diversos Estados que teriam se tornado
independentes recentemente ao longo do Leste Europeu, e também a divisão da
antiga Iugoslávia.
Dessa forma, houve um grande aumento do número de Estados-nação,
totalizando mais de 190 atualmente. Então, o autor traz diversas tabelas e figuras
para demonstrar e exemplificar seu raciocínio, demonstrando as diferentes divisões
dos Estados-nação, dando um grande destaque à separação de Sérvia e
Montenegro, cujo havia recentemente dissolvido em 2 países.
Então o autor segue para a seção intitulada “Variedades do Capitalismo”.
Nesta seção é demonstrado que as sociedades foram capazes de desenvolver
métodos diferentes para organização de suas economias. Isso inclui dentro do
capitalismo, o qual possui diversos tipos, entre eles: capitalismo de
desenvolvimento; capitalismo de mercado social; e capitalismo de mercado
neoliberal.
Então o autor explica as concepções da função do governo ao regular a
economia. A primeira, capitalismo de mercado neoliberal, os mecanismo do mercado
são utilizados para regular grande parte dos aspectos da economia, sendo o
individualismo uma característica que domina. O segundo, capitalismo de mercado
social, é o contrário, há um maior valor à colaboração entre os diferentes atores da
economia. O terceiro, o capitalismo de desenvolvimento, seria onde o Estado tem o
papel que é muito mais fundamental ao definir metas sociais e econômicas, as quais
são consideráveis na estratégia industrial explícita.
Também é importante mencionar o sistema capitalista-comunista. Este
sistema é o existente na China, o qual com exclusividade é altamente centralizado e
é conjugado a um sistema de mercado capitalista cada vez mais aberto. Assim, tais
variações do sistema social de produção, ao dependeram da trajetória, podem
seguir uma lógica específica, até que ocorra uma crise.
Em seguida, o autor entra na última parte do texto, intitulada “Tipos de
integração econômica regional”. Nela o autor aborda quatro tipos de acordos
regionais, os quais são postos em ordem crescente em relação à integração político
econômica.
O primeiro seria o de área de livre comércio, sendo então onde as restrições
no comércio entre Estados membros são excluídas no acordo, entretanto, os
Estados membros mantêm suas políticas comerciais individuais para não membros
do acordo. A segunda seria a união aduaneira, a qual seria um acordo de livre
comércio entre os Estados membros, os quais também definem políticas comuns
para comércio com não membros.
A terceira é intitulada de mercado comum, onde além das mesmas questões
da união aduaneira, ainda existe também a adoção de uma livre movimentação de
fatores da produção entre os Estados membros. Por último, há a união econômica,
sendo a mais alta forma de integração econômica. Nela existe, além das mesmas
questões existentes no mercado comum, um controle supranacional das políticas
econômicas. Em seguida, o autor apresenta exemplos destes casos supracitados.
Para finalizar, o autor aborda como a integração regional traz o Estado como
colaborador. Aponta que, por mais que tenha ocorrido um grande aumento no
número de acordos para integração regional nos últimos anos, grande parte deles é
muito limitada em relação à profundidade e alcance dessa integração. São poucos
os casos que passaram do primeiro estágio, ou seja, de uma simples área de livre
comércio. A União Europeia é o único exemplo onde ocorreu o total apoio à
integração econômica em sua totalidade. Ainda assim, os blocos regionais em
qualquer nível de integração econômica originam e são legitimados por
Estados-nação, os quais ainda são partes muito importantes para a economia
global.
Finalizando a suma do texto, percebe-se que o seu conteúdo é de grande
relevância para entender a integração regional por apresentar os diversos níveis que
podem ser alcançados e como são alcançados. Além disso, traz diversos exemplos
sobre os desenhos para essa integração e também o seu histórico para que
chegasse onde está.

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