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PEDAGOGIA

RUTE FERREIRA DOS SANTOS

A PALAVRA ESCRITA PROVOCA LAÇOS E EMBARAÇOS


NO MUNDO VIRTUAL

Rio Pardo de Minas


2020
RUTE FERREIRA DOS SANTOS

A PALAVRA ESCRITA PROVOCA LAÇOS E EMBARAÇOS


NO MUNDO VIRTUAL

Trabalho de Licenciatura e, Pedagogia apresentado à


Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como
requisito parcial à aprovação no 7° semestre do curso de
Pedagogia.

Rio Pardo de Minas


Ano
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..............................................................................................................3
DESENVOLVIMENTO..................................................................................................4
CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................................8
REFERÊNCIAS.............................................................................................................9
3

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por objetivo, apresentar considerações sobre o papel


do pedagogo na mediação dos conflitos escolares possibilitando uma análise dos
pressupostos teóricos voltados à compreensão do atual contexto envolvendo os
avanços tecnológicos.
Nessa perspectiva este artigo propõe uma análise de uma pesquisa
bibliográfica sobre como se da o trabalho do pedagogo no ambiente escolar,
promovendo assim, uma compreensão acerca da mudança de paradigma no que diz
respeito aos conflitos internos, procurando discutir sobre como resolver estes
conflitos sem utilizar mecanismos rudes e ultrapassados respeitando a trajetória da
educação no seu reconhecimento como política pública educativa, os limites e as
possibilidades em relação aos conflitos.
DESENVOLVIMENTO

O atual contexto contemporâneo de grande avanço da ciência e


tecnológico, e das modificações que o modo de vida humano vem sofrendo em
diversas áreas, exigem inovações nas convicções e nas ações dos pedagogos
em relação ao ensino escolar, especialmente acerca do modo curricular preciso
aos discentes da escola atual. Ao notarmos as instancias no trabalho do
pedagogo da escola pública, apresenta-se à eventualidade real, que os
pedagogos vivem, tanto dos meios usados para o processo de ensino
aprendizagem quanto das necessidades de olhares atuais sobre as novas
mudanças do muno contemporâneo, com intervenções relevantes nas medidas
dos procedimentos destes profissionais.
O conflito, não é privilégio somente do mundo contemporâneo, é parte
complementar da vida e da ação na sociedade, seja no mundo atual ou arcaico.
Notando que não há certo e errado diante do conceito conflito, porém, lados e
opiniões distintas umas das outras. Um dos obstáculos no qual entendemos o
conflito é a inexperiência de notar o entorno que se encaminham a ele.
Geralmente, nas instituições de ensino e no meio social como um todo, somente
notamos um conflito quando este gera ações agressivas. Desse ponto é possível
tirar conclusões, antes de chegar ao ponto de ocorrer essas agressões havia
antes desacordos, que não foram resolvidos por não entender como supera-los
e sempre que há um conflito tem a ação de ambos os lados envolvidos e que
muitas vezes demonstram ações violentas.
Um exemplo de conflito na escola é a questão do uso de uniformes. Para
Chrispino e Chrispino (2002), está originando a partir daí um solo para o conflito
e, a fim de resolvê-lo, eles sugerem a propositura da intervenção mediadora de
conflitos, a cerca do conflito em questão. Posto que o conflito seja uma forte
presença na sociedade, entender como enfrenta-lo tem o significado de
aceitação das diferenças, acolher opiniões divergentes com respeito e dialogo é
fundamental, para evitar maiores desavenças.
Do mesmo modo que Chrispino e Chrispino (2002), Ortega e Del Rey
(2002), assomam um esquema de harmonia na qual a negociação de conflitos
indica, da mesma forma, um destino à solução das demandas no ambiente
escolar. Segundo elas: Nele entendemos o reconhecimento da solução de
conflitos com o propósito primordial enquanto conceituamos o conflito como uma
das questões na escola.
Ainda nesta visão, no momento em que a instituição de ensino fomenta
homogeneizar os alunos, aderindo paradigmas prescritos no proceder e padrões
de condutas pedagógicas autocratas que não preza a pluralidade de ideias e
opiniões dos alunos, está contendo a vivacidade inerente dos conflitos em sua
expressão benéfica, que ocorre exatamente no contato com as diferenças. As
diversidades são ensejos de prosperidades tanto no âmbito da educação quanto
no âmbito do convívio social.
No caso dos conflitos não solucionados, a consequência pode vir a ser a
manifestação violenta com ações agressivas, podendo ser verbais, depredações
e destruição. No momento em que resulta nessas ocorrências, não resolve a
contraposição por meio da robustez autoritária, porque a hostilidade não termina
com as capacidades resolutas. Disfarça-se nas entrelinhas do dia a dia escolar e
precisa ser compreendida e analisada por todos que estão presentes nesta
conjuntura.
Certificando estes enunciados, Guimarães (1996) afirma, quanto mais a
instituição enfrentar a aceitação da heterogeneidade do seu espaço escolar e
fortificar somente o procedimento de uniformidade, maiores e mais intensos
serão os sobressaltos. Por tanto, se a escola repensa todo o conflito existente
no âmbito social, precisa ser, da mesma forma, local de consonância entre os
indivíduos que a constituem. A intervenção, a conversação e a aceitação da
heterogeneidade entre os indivíduos com pensamentos distintos são capazes de
se transformarem numa das possibilidades para que os gestores, decentes e
dicentes, possam gerenciar os conflitos internos e externos. É a aceitação do
uno, do indiviso, do diverso, do plural, na heterogeidade.
Ocorre o enriquecimento sadio em relação aos conflitos quando também
é visto o lado positivo é por meio da expressão que ocorrem as novas ideias, da
convivência com o oposto. Dando voz a todos, é possível encontrar também
pensamentos que são semelhantes. Assim, ocorre o enriquecimento salutar das
convivências, em concordâncias, discordâncias e alianças (cf. Chrispino e
Chrispino, 2002).
Segundo Canterli (2004), as instituições
[...] são organizações que incorporam normas e valores considerados valiosos
para seus membros e para a sociedade. São produto de necessidades e
pressões sociais valorizadas pelos seus membros e pelo ambiente,
preocupados não apenas com lucros ou resultados, mas com a sua
sobrevivência e perenidade. São guiadas pelo senso de missão. Nas
Instituições as forças e pressões sociais atuam como vetores que moldam o
comportamento das pessoas.
Observando a escola com este olhar, notamos que ela contrai traços de um
estabelecimento, entretanto da mesma forma não perde o posto de organização. O
espaço escolar é um local em que as atitudes realizadas reúnem-se nas
convivências entre os indivíduos sem deixar de lado seus valores. E através das
inúmeras possibilidades que a internet oferece à comunidade escolar, que é possível
a aproximação do aluno ao professor, diretor e colegas, há possibilidades também
de conflitos, mas através deste objeto que gera conflitos é possível também
encontrar as soluções para estreitar as barreiras que são muitas vezes postas pelos
próprios envolvidos.
JORNAL DIGITAL

Objetivos  Dar voz aos alunos.


 Envolver os alunos de maneira transparente na tomada
de decisões.
 Oferecer aos alunos um modo diferente de utilizar as
mídias sociais.
Justificativa O jornal neste sentido é importante pelo fato de oferecer o
estreitamento na relação entre a comunidade escolar e os
alunos.
Estratégias  O projeto iniciara com uma conversa envolvendo os
alunos e a comunidade escolar para que sejam
discutidos quais serão os temas do jornal e o que a
comunidade e os alunos pretendem divulgar nele.
 A elaboração dos conteúdos do jornal será de
responsabilidade dos alunos, mas a comunidade escolar
também estará disposta a esclarecer e ajudar no que for
preciso.
 Os temas envolverão: os aspectos financeiros,
administrativos e pedagógicos. Terá também um espaço
para critica construtiva e temas que envolvam interesses
dos alunos.
Forma de divulgação O jornal será publicado em uma página de rede social
exclusiva da escola.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O trabalho foi muito importante para meu conhecimento sobre os conflitos


presentes no dia a dia escolar, pude entender o quanto é necessário trazer mais a
fundo a compreensão deste, tanto para o pedagogo, quanto para os alunos.
Entretanto, é necessário pensar no pedagogo como fator essencial no processo de
resolução dos conflitos, a cerca do que vimos no correr destas pesquisas, reside na
transação de ideais, teses e recursos através das diferentes disciplinas.
Essa metodologia renova o atual alicerce estanque das escolas. Tem o
significado de não somente o aluno ser o principal responsável, porém depende
também do pedagogo incumbir-se dessas responsabilidades, buscando soluções,
proporcionando boas iniciativas.
A partir do estudo da SGA, das pesquisas de fundamentações teóricas,
concluímos que cabe a nós futuros pedagogos, perceber a necessidade de atender
aos alunos com bons métodos, entendemos que é preciso reinterar a cada dia, o
nosso compromisso com a educação, esforçando rotineiramente em prol da
qualidade de ensino, seja qual for nossos desafios.
REFERÊNCIAS

CANTERLI, Nilza Maria. As organizações do nosso tempo. Disponível em:


https://www.gestiopolis.com/canales/gerencial/articulos. Acesso em: 27 out.2020.
CHRISPINO, A. Mediação de conflitos: cabe à escola tornar-se competente para
promover transformações. Revista do Professor, Porto Alegre, 2004.

CHRISPINO, A.; CHRISPINO, R. S. P. Políticas educacionais de redução da


violência: mediação do conflito escolar. São Paulo: Editora Biruta, 2002.

CHRISPINO, Álvaro. Gestão do conflito escolar: da classificação dos conflitos aos


modelos de mediação. In. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação.
Vol.15 n.54. Rio de Janeiro. 2007. ISSN:0104-4036On-line. Disponível em:
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104- 40362007000100002&script=sci_arttext
Acesso em: 25.out.2020.

GUIMARÃES, Áurea M. A dinâmica da violência escolar e ambiguidade.


Campinas/SP: Editora Autores Associados, 1996.

MARTINS, Angela Maria; MACHADO, Cristiane. Mediação de conflitos em escola:


entre normas e percepções docentes. Cadernos de Pesquisa. 2016, vol.46, n.161,
pp.566-592. ISSN 1980- 5314. Disponível em: https://doi.org/10.1590/198053143798
Acesso em: 26.out.2020.

OLIVEIRA, Elaine de Abel; MEYER, Patrícia. Jornal eletrônico escolar: uma nova
abordagem de produção de conhecimento. Congresso Nacional de Educação. São
Carlos. 2008. Disponível em:
https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2008/639_717.pdf Acesso em: 26.out.2020.

ORTEGA, Rosário e DEL RE, Rosário. Estratégias educativas para a prevenção


da violência. Brasília/DF: UNESCO, UCB (Universidade Católica de Brasília) e
Observatório de Violências nas Escolas (UCB), 2002.