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Impresso por Nathiele Santana, CPF 110.144.626-90 para uso pessoal e privado.

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e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 16/07/2021 20:49:41

Queixa:

Concepção

Idade dos pais na época: Mãe: Pai:


Tipo Rh: Mãe: Pai: Criança:
Número de gestações anteriores:
Abortos?: Naturais: Provocados:
Perda de algum filho? Antes ou depois do paciente?:

Gestação

A gravidez foi desejada por ambos? Sim ( ) Não ( )


Fez tratamento pré-natal? Sim ( ) Não ( )
Sofreu acidentes, queda? Sim ( ) Não ( )
Teve doença na gestação, rubéola, toxoplasmose ou sífilis? Sim ( ) Não ( )
Qual?
Tomou alguma mediação? Sim ( ) Não ( ) Qual?
Enjoo? Sim ( ) Não ( )
Exposição a RX? Sim ( ) Não ( )
Bebeu ou fumou?
Condições psicológicas durante a gravidez:

Parto

Local:__ ______ ______ ______ _____ ______ _____ ________


( ) cesáreo ( ) normal ( ) outros

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Este material faz parte do guía de estudos dos Cursos de Pós-Graduação
da
Faculdade Campos Elíseos
Parto:
( ) prematuro:
( ) nasceu esbranquiçado
( ) cianótico
( ) incubadora – quanto tempo:
Condições da criança:
Chorou logo ao nascer? Sim ( ) Não ( )
Tomou algum medicamento? Sim ( ) Não ( ) não sabe informar (
) Peso: Comprimento:
Teve icterícia? Sim ( ) Não ( ) Nível:
Nota do Apgar: 1º min. 5º min.

Alimentação

Mamou no seio? Sim ( ) Não ( ) Por quê?


Se mamou, até quando?
Como a mãe se sentia ao amamentar? Tranquila? Agitada?
Tomou mamadeira? Até quando?
Aceitou bem a alimentação pastosa? Sim ( ) Não ( )
Aceitou bem a alimentação sólida? Sim ( ) Não ( )
Usa copo? Sim ( ) Não ( )
Alimentação atual (tipo, apetite, posição, mastigação):

Preferência alimenta?

História Patológica Pregressa

Retardo mental, diabetes, síndromes, doenças nervosas, epilepsia


Doenças da infância

( ) Sarampo:
( ) Catapora:
( ) Caxumba:
( ) Rubéola:
( ) Coqueluche:
( ) Meningite:
( ) Desidratação grave:
( ) Complicação com alguma vacina. Qual? Idade:
( ) Otite
( ) Adenoides:
( ) Amigdalites:
( ) Alergias:
( ) Acidentes:
( ) Convulsões? Idade:
( ) Febre ( ) Frequentes ( ) Controlada
( ) Internações Quanto tempo ficou internado?
( ) Cirurgias Tipo: Idade:
( ) Quedas e traumatismos? Como, tipo, quando:

Sono

( ) Tranquilo
( ) Agitado. Quando? Que frequência?
( ) Range dentes
( ) Terror noturno
( ) Sonambulismo
( ) Soniloquismo (fala durante o sono)
( ) Dorme de boca aberta
( ) Enurese
( ) Dorme sozinho
( ) Dorme com alguém. Com Quem?
Até quando dormiu no quarto com os pais?
Qual atitude tomada para separá-lo?

( ) Hábitos especiais (presença de alguém, chupeta, brinquedos, embalo, chupa dedo


etc)____ ______ ______ ______ _____ ______ _____

Desenvolvimento psicomotor

Com que idade sustentou a cabeça?


Com que idade sentou-se? Com que idade engatinho:
Forma de engatinhar:
Com que idade começou a andar?
Caía muito?
Deixa cair as coisas?
Esbarra nos outros constantemente?
Dominância lateral?
Dominância manual:
Acredita que apresenta alguma dificuldade motora? Qual?

Controle de esfíncteres

Controle vesical (bexiga)?


Controle anal (fezes)?
Foi difícil, tranquilo, houve alguma pressão da família?
Desenvolvimento da linguagem

Balbucios:
Quando começou a falar?
Demorou? Se sim, como os pais reagiram?
Apresentou problemas de fala? Quais?
Compreende ordens?
Presença de bilinguismo em casa?
Como a criança se comunica?
Apresenta salivação no canto da boca?

Escolaridade

Com que idade entrou na escola?


Adaptou-se bem? Sim ( ) Não ( ) Obs:
Método de alfabetização:

Mudou-se de escola? Quais? Que série e com que idade?

________ ______ _____ ______ _____ ______ _____


Escola atual:
Local:__ ______ ______ ______ _____ ______ _____ ________
Método de alfabetização da escola atual:
Série e turno:
Professor (es) atual (ais):

Coordenadora/Orientadora:
Faz tarefas sozinho?
Com quem faz atividades?
Já foi reprovado? Quando?
Cite alguns fatos importantes acontecidos na vida escolar de seu filho:

________ ______ _____ ______ _____ ___


Quais as queixas mais frequentes?

Tem dificuldades para:


( ) Ler
( ) Escrever
( ) Coordenação motora
( ) Contar
( ) Calcular
( ) Esquece o que aprende
( ) Troca letras na escrita ou na leitura: “T/D”
( ) Letra ilegível
( ) Atenção
( ) Concentração
Conhece:
( ) Cores
( ) Números
( ) Dinheiro
( ) Letras
( ) Sabe os meses do ano? _
( ) Sabe os dias da semana?
Sabe recortar?
Apresenta tiques?
Como pega o lápis?
Escreve muito forte ou muito fraco?
Quais disciplinas vai melhor?
Quais disciplinas vai pior?

Qual disciplina que mais gosta?


Qual disciplina que não gosta?
Outras questões:

Comportamento

Humor habitual:
Prefere brincar sozinho ou em grupos? (Se for adolescente, pergunte se prefere ficar ou
sair sozinho ou em grupos):

Estranha mudanças de ambiente?


Adapta-se facilmente ao meio?
Tem horários?
É líder?
Aceita bem as ordens?
Pratica esportes?
Apresenta agressividade, apatia ou teimosia?
Percebe quando muda alguma coisa em casa ou quando há um objeto
novo?
________ ______ _____ ______ _____ ______ _____

Tem algum medo? Sim ( ) Não ( )


De que?
Quais as brincadeiras e os brinquedos preferidos?

Quem cuidava da criança até os três anos? E posteriormente?

Como a criança se comporta:


Sozinha:
Em família:
Com outras pessoas:
Com quem ela mais gosta de ficar e por quê?

Em que momento, a criança encontra a família?


( ) manhã ( ) tarde ( ) noite ( ) horário das refeições ( ) finais de semana
Que tipo de perdas a criança já enfrentou? (separação, falecimento, outros) E em
que
idade__ ______ _______ ______ _____ ______ _____ _
Já houve conflitos familiares? A criança já presenciou estes conflitos?

Sexualidade

Curiosidade sexual: Sim ( ) Não ( ) Início:

Tipo de pergunta:
Fase de masturbação Sim ( ) Não ( )
Atitude da família:

Independência

Vestir: Sim ( ) Não ( )


Abotoar: Sim ( ) Não ( )
Fechar: Sim ( ) Não ( )
Amarrar cadarços: Sim ( ) Não ( )
Banho: Sim ( ) Não ( )
Escovar os dentes: Sim ( ) Não ( )
Pentear: Sim ( ) Não ( )
Comer: Sim ( ) Não ( )
Calçar: Sim ( ) Não ( )
Laçar: Sim ( ) Não ( )
Visão

Algum problema? Sim( ) Não ( )


Usa óculos? Sim ( ) Não ( ) Desde quando?
Cirurgia? Sim ( ) Não ( ) Qual?

Audição

Normal? Sim ( ) Não ( )


Parece não ouvir quando é chamado?
Já fez audiometria?

Hábitos

Rói unha?
Tem tiques nervosos?
Alguma mania repetitiva (TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo)

Tem movimentos rítmicos?


Chupa dedo ou bico?
Tem ou tinha algum cheirinho, objetos que se vincula ao dormir, viajar ou levar para
a escola?__ ______ _____ __________ _______ ______ ___

Outros

Relacionamento

Relaciona-se com outras crianças (no caso de adolescentes, perguntar se relaciona-se


bem com outras pessoas):
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Tem amigos? Como é a relação (amigos passageiros, mesmos amigos por longo
tempo):

Como é a relação com professores e colegas de classe?

Como é a relação com os pais?

Como é a relação com os irmãos? Quantos são?

________ ______ _____ _____________ ______ _____


Comportamento emocional:
Como é o ambiente familiar?

________ ______ __________ _____ _______ _______

Outros

Como a família vê o problema?

Como a família age em função da criança?

Como os pais se veem: permissivos, autoritários, equilibrados?

Como os limites são colocados para criança no seu cotidiano?

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Informações gerais familiares

Situação econômica:
Situação cultural:
Livros: Sim ( ) Não ( )
Cinema: Sim ( ) Não ( )
Teatro: Sim ( ) Não ( )
Artes Sim ( ) Não ( )
Estímulo cultural: ( ) presente ( ) ausente. Quais?
Hábitos de lazer:
Constância de diálogos:
Fazem as refeições juntos? Quais?
Algum vício na família: drogas, alcoolismo?

Qual o tipo de punição: sermão, castigo corporal, castigo retirando algo...

________ ______ _____ ______ _____ __

É extremamente importante que as informações sejam precisas e fidedignas para que o


trabalho do neuropsicopedagogo seja melhor realizado.
A anamnese, juntamente com a avaliação do paciente permitirá que o profissional trace o
plano de intervenção adequado.

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ORIENTAÇÕES PARA ENTREVISTA OPERATIVACENTRADA NA APRENDIZAGEM
(E.O.C.A.) - Jorge Visca – Epistemologia Convergente.

Aplicação:

- Dos 5 anos até a idade adulta.


- Realizada em apenas 1 sessão.

Objetivo geral:

- Sondagem de aspectos manifestos e latentes sobre as possibilidades do sujeito


diante do conhecimento.

Objetivos específicos:

- Detectar sintomas e formular hipóteses sobre as prováveis causas das dificuldades


de aprendizagem, sem julgamento prévio ou contaminação do agente corretor.
- Levantar os possíveis obstáculos que emergem na relação do sujeito com o
conhecimento.
- Obter dados a respeito do paciente nos aspectos afetivos e cognitivos, a fim de
formular um sistema de hipóteses e delinear linhas de intervenção.

Materiais:

Haverá diferenciação de instrumentação/materiais dependendo da faixa escolar de cada


sujeito em que se aplicar a entrevista.

Os materiais geralmente apresentados, sobre uma mesa, para a idade escolar são:

✓ folhas lisas de papel ofício e folhas pautadas.


✓ lápis novo sem ponta e apontador.
✓ caneta esferográfica.
✓ canetas hidrocor na embalagem.
✓ borracha e tesoura.
✓ papéis coloridos (10 x 10cm).
✓ Régua.
✓ revistas, livros e gibis.
✓ cola e grampeador.
✓ Compasso e esquadro.
✓ lápis de cor na embalagem.
✓ pode-se incluir alguns jogos com suas regras: xadrez, quebra-cabeças, etc.

Observações importantes:

✓ O material deve ser distribuído na mesa onde a criança ficará sentada.

✓ Se ficar trazendo outros assuntos que não tenham nada a ver com a atividade, é um
indicativo de dificuldade que se tem de concentrar. Anote o comportamento e
procure fazê-la voltar à atividade.

✓ Se ela não quiser escrever ou ler, poderá ser um indicativo de rejeição por leitura
e escrita e um vínculo inadequado com a aprendizagem sistemática.

✓ Se ficar paralisada, pode-se repetir a consigna e dizer: “Você poderá me mostrar as


coisas que aprendeu a fazer, como desenhos, leitura, contas ou outra coisa que
quiser”.

✓ O material deve estar de acordo com a idade do cliente.

✓ O material deverá estar na sua forma mais simples e conservado.

✓ É interessante deixar os materiais na própria embalagem, como lápis de cor,


massa de modelar, caneta hidrocor e o lápis de escrever sem ponta. Desta forma,
poderemos observar a autonomia e a iniciativa da adolescente ou se ela sempre
pede ao neuropsicopedagogo que abra ou faça algo por ela.

✓ Observar e registrar a postura da criança, como se senta, que materiais evita, quais
as preferências, se é um(a) adolescente que não termina o que faz, se quer
mexer em tudo e nada realiza, se é um(a) adolescente que evita tocar nos
objetos, se é ansioso(a), etc.

✓ Converse com o/a adolescente sobre o que ele(a) produziu e peça-lhe que continue
mostrando o que sabe fazer. Se continuar na mesma atividade, direcione: “Você já
me mostrou que sabe desenhar e pintar, agora gostaria que você me mostrasse
outra coisa que sabe fazer”.

✓ Se pedir algum outro material, dizer que hoje vai trabalhar com o que está na mesa.
ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM (EOCA)

Nome: Idade: __
Escola: Ano:

1) Você sabe por que está aqui comigo hoje? O que achou da ideia?
2) O que acha que vai fazer?
3) Você quer estar aqui ou veio porque sua mãe, o colégio ou o seu professor a
obrigou?
4) Eles têm razão? ( ) sim ( ) não
5) Alguma repetência? Qual?
6) Como foi sua entrada na escola atual?
7) Estudou em outras? Como era?
8) O que mais gosta de fazer na escola?
9) O que não gosta?
10) Você gosta de estudar? Acha que os estudos são importantes? Por quê?
11)Qual sua disciplina favorita?
12) Desde quando?
13) Qual disciplina você não gosta? Desde quando?
14)Você gosta de seus professores?
15) Quando você não entende uma explicação o que você faz?
16) Onde você senta na classe? Onde gostaria de sentar?
17)Quem são suas companhias na escola?
18) Você faz as atividades de casa? Onde você faz? Quem ajuda a realizá-la?
19) Quais atividades escolares você acha mais difícil?
20)Quais atividades você mais gosta de fazer?
21)Como é o comportamento dos alunos da sua sala?
22)O que você faz quando não está na escola?
23)O que você acha da sua escola?
24)Você se considera uma boa aluna?
25)Você acha que tem alguma dificuldade em aprender?
26)Como é a sua família? Onde mora? Com quem mora?
27)Como você é tratada pela sua mãe?
28)Você tem contato com seus avós, tios,
primos? 29)Você gosta de ler?
30) Se pudesse e tivesse que fazer algo para um aluno que se parecesse com você em
sala de aula, o que aconselharia:
Aos pais?
Aos professores?
31) Qual profissão você deseja seguir?

ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO – E.O.C.A.

Consigna: Gostaria que você me mostrasse o que sabe fazer, o que lhe ensinaram
a fazer e o que você aprendeu a fazer. Para isto poderá utilizar este material
como quiser, ele está à sua disposição.

Relato do que vê sobre a mesa: (verificar se é observador, se nomeia todo o material ou


se deixa de observar alguns, se apresenta dificuldade em lembrar-se dos nomes dos
objetos, se há trocas na fala, se há fala infantilizada, etc.)

Em relação à temática (centra-se em tudo o que o aluno(a) diz):

( ) Fala muito durante todo o tempo da sessão


( ) Fala pouco durante todo o tempo da sessão
( ) Verbaliza bem as palavras
( ) Expressa com facilidade
( ) Apresenta dificuldades para se expressar verbalmente
( ) Fala de suas ideias, vontades e desejos
( ) Mostra-se retraído para se expor
( ) Sua fala tem lógica e sequência de
fatos ( ) Parece viver num mundo de
fantasias
( ) Tem consciência do que é real e do que é imaginário
( ) Conversa sem constrangimento
Observação:
Em relação à dinâmica (consiste na análise de tudo o que o aluno(a) faz: postura
corporal, gestos, maneira de pegar materiais, expressões faciais, olhares, etc.):

( ) O tom de voz é baixo


( ) O tom de voz é alto
( ) Sabe usar o tom de voz adequadamente
( ) Gesticula muito para falar
( ) Não consegue ficar sentado
( ) Tem atenção e concentração
( ) Anda o tempo todo
( ) Muda de lugar e troca de materiais constantemente
( ) Pensa antes de criar ou montar algo
( ) Apresenta baixa tolerância à frustração
( ) Diante de dificuldades, desiste fácil
( ) Tem persistência e paciência
( ) Realiza as atividades com capricho
( ) Mostra-se desorganizado e descuidado
( ) Possui hábitos de higiene e zelo com os materiais
( ) Sabe usar os materiais disponíveis, conhece a utilidade de cada um
( ) Ao pegar os materiais, devolve no lugar depois de usá-los
( ) Não guarda o material que usou
( ) Apresenta iniciativa
( ) Ocupa todo o espaço disponível
( ) Possui boa postura corporal
( ) Deixa cair objetos que pega
( ) Faz brincadeira simbólicas
( ) Expressa sentimentos nas brincadeiras
( ) Leitura adequada à escolaridade
( ) Interpretação de texto adequada à escolaridade
( ) Faz cálculos
( ) Escrita adequada à escolaridade
Observação:

Em relação ao produto (trata-se do que o aluno(a) realizou, o que deixa impresso no


papel ou na sua construção, por exemplo):

( ) Desenha e depois escreve


( ) Escreve primeiro e depois desenha
( ) Apresenta os seus desenhos com forma e compreensão
( ) Não consegue contar ou falar sobre os seus desenhos ou escrita
( ) Se nega a descrever sua produção
( ) Sente prazer ao terminar sua atividade e mostrar
( ) demonstra insatisfação sobre os seus feitos
( ) Sente-se capaz para executar o que foi proposto
( ) Sente-se incapaz para executar o que foi proposto
( ) Os desenhos estão no nível da idade do aluno
( ) Prefere matérias que lhe possibilite construir, montar e criar
( ) Fica preso no papel e lápis
( ) Executa a atividade com tranquilidade
( ) Demonstra agressividade de alguma forma em seus desenhos e suas criações
( ) Demonstra agressividade de alguma forma no comportamento
( ) É criativo(a)

Observação:

Conclusão:
QUADRO SUGESTIVO DE HIPÓTESES

NÍVEL COGNITIVO:

Pré-operatório intuitivo global

Pré-operatório intuitivo articulado

Em transição do pré-operatório para o operatório concreto

Operatório concreto

Operatório concreto em transição para o hipotético-dedutivo/formal

Formal.

NÍVEL DE LEITURA:

Pré-silábico

Silábico sem valor

Silábico com valor

Silábico-alfabético

Alfabético

OUTROS:

Rejeição da leitura e da escrita, normalmente quando evitam escrever durante a


sessão, dando preferência a jogos

Vínculo negativo com a aprendizagem sistemática

Vínculo positivo com a aprendizagem sistemática

Não articula o pensar com o fazer

Dificuldade com planejamento e organização

Medo ao ataque (resistência em entrar em contato com o material. Prefere falar


mais do que fazer)
Baixa autoestima (descontentamento com suas produções. Fala muito: não sei, não
consigo

Perfeccionismo; autoexigência

Fixação oral ( costuma colocar objetos na boca, mastiga lápis, borracha, rói unhas,
etc.)

Necessidade de agradar (característica sedutora)

Melhor rendimento e interesse na aprendizagem assistemática

Melhor rendimento e interesse na aprendizagem sistemática

Problemas de visão

Problemas na fala

Suspeita de dislexia ou TDAH, ou outro distúrbio

Dificuldade com a coordenação motora

Outras hipóteses:
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QUADRO DE MODALIDADES DE APRENDIZAGEM

HIPOASSIMILATIVA Bastante tímida, quase não fala, não


explora os objetos na mesa,
costuma querer ficar em uma mesma
atividade.
HIPERASSIMILATIVA Traz vários assuntos enquanto realiza a
atividade, conversa, pergunta, questiona,
mas não costuma ouvir porque já está
formulando outra pergunta. Prende-se aos
detalhes e não observa o todo.
HIPOACOMODATIVA Apresenta dificuldade de estabelecer
vínculos emocionais e cognitivos. Pode ser
confundido com um ser preguiçoso.
Também não explora muito os
objetos como se eles fossem machucá-lo.
Normalmente permanece em uma mesma
atividade.
HIPERACOMODATIVA Tem dificuldade de criar, prefere copiar,
repete o que aprende sem questionar, sem
investigar, é muito obediente, aceita tudo,
é submissa.
ASSIMILAÇÃO E Estão em equilíbrio.
ACOMODAÇÃO

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– E.O.C.A.

Aspectos Ação do sujeito Possíveis causas

Temática

Dinâmica

Produto

Obstáculos que
emergem na
relação com o
conhecimento

Hipótese

Delineamento da investigação:

Um dos aspectos primordiais da avaliação neuropsicopedagógica é a leitura e escrita. A


seguir um modelo de avaliação de leitura e escrita.

AVALIAÇÃO DA LEITURA

• PROVA 1 – Sequência e sucessão de sons

- Colocar sobre a mesa letras variadas entre elas, p,b,t,d,v,f. – (anexo 1)

- Falar protopalavras e a avaliada deverá apontar a letra que inicia esta protopalavra e a
que segue na segunda sílaba. Ex.: proti – apontar p e t sucessivamente.
Ex. de protopalavras: vifu, probi, tivu, vato, pafi, tadi, bove. tobi, coto, bipu, xaja, fanvim,
bintim, datu, divom, vedim.

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• PROVA 2 – Ritmo, entonação, Teste de velocidade de leitura

Obs: a pessoa com dislexia costuma ler menos de 50 a 60 palavras por minuto.

- Colocar o cronômetro no início para observar a velocidade. Peça que inicie leitura
silenciosa avisando que pare quando pedido e marque com o dedo onde parou (cinco
minutos de leitura). Some a quantidade de palavras lidas nos cinco minutos e divida o
resultado por cinco para saber o número de palavras lidas em um minuto.

- Pedir para que leia o texto em silêncio (uma quantia suficiente para observação).
Observar se acompanha a leitura com o dedo, se faz sub-leitura labial (não consegue ler
mentalmente, enunciando as palavras bem baixinhas), a postura, a conduta visual, etc.

TABELA DE VELOCIDADE DE LEITURA

QUANTIDADE DE PALAVRAS POR MINUTO


IDADE 7/8 8/9 9/10 10/11 11/12 12/13 Maiores
Estimativa de
50-60 60-85 85-110 110-125 125-135 135-145
Palavras lidas
Palavras lidas
silenciosamente
em um minutos
SOBRE A LEITURA
Acompanha leitura silenciosa com o

dedo? Faz sub-leitura labial?

Como é a postura durante a leitura?

Como é a conduta visual?


Texto sugerido:OS TRÊS IRMÃOS– (ANEXO 2)

• PROVA 3 – Teste de compreensão do texto

- Avaliando Leitura: Pedir que leia, em voz alta, a fábula. Observar seu desempenho na
leitura: pontuação, fluência, ritmo, trocas, omissões ou acréscimos.

- Avaliando Síntese oral: Peça-lhe que reconte com suas palavras. Observe se há
sequência de fatos, se há início, meio e fim. Observar oralidade e capacidade de síntese.

- Avaliando Síntese escrita: peça-lhe que escreva o que entendeu da fábula. Observe a
ortografia, se há trocas, omissões, acréscimos, escrita espelhada.

- Avaliando Interpretação: após a leitura, pergunte-lhe o que entendeu do texto e se


entendeu a moral da história (não entregar com o texto). Observe se há sentido no que diz,
se está adequado ao texto, se explica com detalhes ou se é muito lacônico (se expressa
com poucas palavras, conciso). Faça perguntas conforme sugestão abaixo:

1) Quantos e quais personagens estão presentes no texto?

2) Em que tempo acontece a história, passado, presente ou futuro?

3) Quem era Esopo e o que ele gostava de fazer?

4) A história relata a vida de quais bichos?

5) O que esses bichos estavam fazendo reunidos?

6) Qual foi a grande ideia surgida na assembléia?

7) Foi concretizada?

8) Qual a moral da história?

9) Que outro final você daria para esta fábula?

10) Mudando o final, você altera a moral da história. Qual a moral que você pode descrever
com o novo final?

Fábula de Esopo sugerida: NO TEMPO EM QUE OS BICHOS FALAVAM – (anexo 3)


Moral da história: "Não adianta ter boas idéias se não temos quem as coloque em
prática". Ou ainda: "Inventar é uma coisa, colocar em prática é outra".

- Anote as observações no quadro de sugestão abaixo:

QUADRO DE OBSERVAÇÃO DA LEITURA

AVALIAÇÃO DA LEITURA
Obedece pontuação?
Tem fluência?
Ritmo lento, adequado ou rápido
demais?
Há trocas na fala? Quais?
Há omissões na fala? Quais?
Há acréscimos na fala? Quais?
Como são as pausas?
Leitura corrente ou silabada?
AVALIAÇÃO DA SÍNTESE ORAL
Há sequência de fatos?
Há início, meio e fim?
Oralidade
Capacidade de síntese?
AVALIAÇÃO DA SÍNTESE
ESCRITA?
Há trocas na escrita? Quais?
Há omissões na escrita? Quais?
Há acréscimos na escrita? Quais?
Escrita espelhada?
Como é o uso das linhas?
Como é a letra?
AVALIAÇÃO DA INTERPRETAÇÃO
Compreendeu o texto?
Conclusão coerente sobre a moral?
Há sentido no que diz?
Explica com detalhes ou é lacônico?
Quais questões respondeu errado?
Foi criativa e coerente ao inventar
novo final para a Fábula?
Formulou nova moral de forma
lógica?

• PROVA 4 – Teste de competência de leitura silenciosa

- Dê uma outra fábula pequena para que leia e, depois, que conte o que entendeu.

Fábula sugerida: O COELHO E A CABRA– (anexo 4)

Moral da história: Tamanho não é documento. (não entregar junto com o texto)

AVALIAÇÃO DA ESCRITA

• PROVA 1 – Discriminação fonética – (anexo Regina Morizot)


- De posse do protocolo, explicar que vai falar uma sequência de sílabas, as quais
deverão ser escritas sobre os traços da coluna à esquerda, uma sílaba em cada espaço.
Ditar:

pa ta ca
ba da ga
cha sa ja za
fa va la lha
ma na nha ra “ara”
• PROVA 2 – Análise e sucessão de sons – protopalavras – (anexo Regina Morizot)

- O avaliado deverá escrever as protopalavras ditadas, após tê-las repetido verbalmente,


ou seja, a terapeuta fala a palavra, a criança a repete, e depois, escreve, seguindo as
colunas da prova, no protocolo, na seguinte ordem:

1ª coluna: dissílabos; 2ª coluna: trissílabos; 3ª coluna: polissílabos.

mouco ricapé otrudiré

bartim nuronli acoutebo

linou sizado drabadupo

fanve ierói pranchuhonti

sigo roguchi protadigu

- Nos quadrinhos à esquerda da cada coluna, marcar os erros e acertos colocando + ou 0


em cada espaço correspondente à cada sílaba.

• PROVA 3 – Memória auditiva de frases – (anexo Regina Morizot)

- Explicar que vai ditar algumas frases, as quais ela deverá ouvir atentamente, repetir
em voz alta e só depois escrevê-las nas linhas disponíveis no protocolo. Ditar:

Ele fez tudo preto.


Eu perdi minha bicicleta.
Papai achou um jornal no bosque.
Mamãe deixou o guarda chuva no
jardim.
Eu gostaria muito de sentar na grama fresca.

- Observar se começa a frase com letra maiúscula, se dá espaço entre as palavras, se faz
pontuação. Marcar os erros ortográficos, verificando se eles comprometem o sentido das
frases. Observar se omite palavras na frase.
• PROVA 4 – Ditado (anexo Ditado)

- Explicar que irá ditar uma série de palavras, as quais ela vai ouvir e não precisa repetir
em voz alta, basta escrevê-las na frente dos numerais em sequência, no espaço do
protocolo destinado a esta prova. Ditar:

Bebedouro – poder – atlas – quando – xícara – problema – qual – palhaço – enxoval –


coqueluche – juventude – azedo – quinze – urubu – fazenda – rato – mangueira –
conhecimento – duvidoso – carro – ânimo – fino – recruta – guaraná – selva – anjo –
sapateado – mão – tabuleta – durex – flauta – prato.

• PROVA 5 – Evocação (Slide Nomeação)

- Explicar que irá mostrar umas figuras. Não vai lhe dizer os nomes de cada uma, mas
ela deverá olhar e escrevê-las diante dos numerais desta parte do protocolo.

• PROVA 6 – Organização do Pensamento

- A criança deverá observar a figura (anexo) e descrever o que está vendo, primeiro
verbalmente e depois, por escrito. Pedir para dar um nome à história.

- Observar:

1) Se a linguagem tem relação com a figura;


2) Se há enumeração de elementos de forma estática ou dinâmica;
3) Personagem central: quem é, onde está, que ação executa; orientação temporal;
4) Enriquecimento do personagem: se a ele são atribuídas qualidades ou defeitos;
5) Personagens secundários descritos de maneira objetiva ou não;
6) Personagens secundários em relação ao tema;
7) Aspectos projetivos.
QUADRO DE OBSERVAÇÃO

ORGANIZAÇÃO DO PENSAMENTO

Linguagem

Enumeração de elementos

Personagem central

Enriquecimento do personagem

Personagens secundários

Personagens secundários - tema

Aspectos projetivos
ANEXOS AVALIAÇÃO DA LEITURA

AV. LEITURA - ANEXO 1 – PROVA 1

Letras - Sequência e sucessão de sons – protopalavras

(Para uso na mesa – puxar para cima de uma folha de sulfite colorida)

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B C D F
G J L M
N P Q R
S T V X
Z CH LH NH
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AV. LEITURA - ANEXO 2 – PROVA 2

OS TRÊS IRMÃOS

Um velho tinha três filhos, mas como todos os seus bens limitavam-se a uma casa,
que lhe fora legada por seus pais, não era capaz de decidir-se a vendê-la a fim de dividir
o produto da venda entre seus filhos. Nessa dúvida ocorreu-lhe* uma ideia.
- Aventurem-se pelo mundo – disse-lhes um dia – aprendam um ofício que lhes
permita viver, e quando tiverem terminado essa aprendizagem, deem-se pressa em
regressar; aquele de vocês que der a prova mais convincente de sua habilidade, herdará a
casa.
Em conseqüência dessa decisão, foi fixada a partida dos três irmãos. Decidiram que
um se tornaria ferreiro, outro barbeiro e o terceiro mestre de armas. Logo fixaram o dia e a
hora para encontrar-se e voltar juntos ao lar paterno. Combinado isso, partiram.
Ocorreu que os três irmãos tiveram a boa sorte* de encontrar cada um um hábil
mestre no ofício que queriam aprender. Assim foi que nosso ferreiro não demorou a
encarregar-se de ferrar os cavalos do rei, de modo que pensava com seus botões: “Meus
irmãos terão de ser muito hábeis para ganhar a casa para si”.
Por seu lado, o* jovem barbeiro logo teve por clientes os mais importantes senhores
da corte, de modo que já estava certo de ficar com a casa sob as barbas de seus irmãos.
Quanto ao mestre de armas, antes de conhecer todos os segredos de sua arte,
teve de receber mais de uma* estocada, mas a recompensa prometida valia a pena, e
ele exercitava sua vista e sua mão.
Quando chegou à época fixada para o regresso, os três irmãos reuniram-se no lugar
combinado e juntos tomaram o caminho rumo à casa de seu* pai.
Na mesma tarde de seu retorno, enquanto estavam os quatro sentados, diante da
porta da casa, viram uma lebre que vinha em direção a eles, correndo pelo campo,
travessamente.
- Bravo! Disse o barbeiro. – Eis aqui um cliente que vem a calhar para dar-me
ocasião de demonstrar minha habilidade.

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Pronunciando* estas palavras, nosso homem pegou o sabão e a tigela e preparava


sua espuma branca. Quando a lebre chegou perto, correu em sua perseguição, alcançou-
a, e enquanto corria lado a lado do ligeiro animal, ensaboou seu focinho e rapidamente, de
uma só passada, tirou-lhe os bigodes, sem fazer-lhe o menor corte e sem omitir o pelo
mais pequenino.
- Eis aqui algo bem-feito! – disse o pai. – Muito hábeis terão de ser teus irmãos para
tirar-te a casa.
Alguns instantes depois, viram chegar a toda velocidade um brioso cavalo atrelado a
um coche ligeiro.

- Vou dar-lhes uma amostra* de minha habilidade – disse por sua vez o ferreiro.
Dizendo isso, lançou-se sobre o rastro do cavalo, e ainda que este redobrasse sua
velocidade, tirou-lhe as quatro ferraduras, as quais trocou por outras quatro; tudo isso
em menos de um minuto, da maneira mais confortável do mundo e sem diminuir o passo
do cavalo.
- És um grande artista – exclamou o pai – podes estar certo de teu negócio como
teu irmão está do teu, e realmente não seria capaz de decidir qual dos dois merece
mais a casa.
- Esperem até que eu tenha feito minha prova* - disse então o terceiro filho.
Nesse momento, começou a chover. Nosso homem tirou da espada e pôs-se a
efetuar círculos tão rápidos sobre sua cabeça, que nenhuma gota de água caiu sobre ele.
A chuva aumentou em intensidade, logo pareceu que a derramavam com baldes do* céu.
No entanto, nosso mestre de armas, que havia se limitado a fazer girar sua espada cada
vez mais rapidamente, mantinha-se seco sob sua arma, como se estivesse sob um
guarda-chuva ou sob um teto. Vendo isso, a admiração do feliz pai chegou à culminância
e* ele exclamou:
- És tu quem deu a mais surpreendente prova de habilidade, és tu aquele ao qual
corresponde a casa.
Os dois maiores aprovaram essa decisão e juntaram seus elogios aos de seu pai.
Depois, como os três queriam-se muito, não quiseram separar-se e continuaram vivendo
juntos na* casa paterna, onde cada um exercia seu ofício. A fama de sua
habilidade

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estendeu-se e logo ficaram ricos. É assim que viveram felizes e considerados até idade
avançada. E quando, por último, o maior faleceu, os outros dois sentiram tal tristeza, que
não levaram muito tempo para segui-lo. Receberam honrarias fúnebres. O cura do lugar
disse com razão que três irmãos, que em vida viram-se dotados de tão grandes
habilidades e estiveram unidos com um amor tão firme, não deveriam ficar separados na
morte. Portanto foram sepultados juntos. (CONDEMARIN, 1989)

AV. LEITURA - ANEXO 3 – PROVA 3

NO TEMPO EM QUE OS BICHOS FALAVAM

Houve um tempo em que os bichos falavam, e eles falavam tanto que Esopo
resolveu recolher e contar as histórias deles para todo mundo.
Esopo era escravo de um rei da Grécia e divertia-se inventando uma moral para as
histórias que ouvia dos animais.
Na verdade, nem todos os moradores do país eram capazes de entender a
linguagem dos animais, mas Esopo era. Sobretudo dos pequeninos, que falavam muito
baixinho, como por exemplo, os ratinhos que moravam num buraco da parede da
cozinha do palácio.
Um dia, quando limpava o chão da cozinha, Esopo ouviu uns ruídos que vinham de
dentro do buraquinho. Os ratinhos estavam muito agitados e preocupados, pois o rei havia
colocado um gato grande e forte para tomar conta dos petiscos reais e o tal gato não
era de brincar em serviço, já tinha devorado vários ratos.
Esopo apurou os ouvidos e pôde ouvir tudo o que os ratinhos diziam. Um deles,
muito espevitado, parecia ser o líder e, de cima de uma caixa de fósforos, discursava:
- Meus amigos, assim não é mais possível, não temos mais paz e tudo porque o rei
resolveu trazer aquela fera para cá. Precisamos fazer alguma coisa, e logo, porque senão
esse gato vai acabar com a nossa raça!
Era uma assembléia de ratos e todos estavam muito empenhados em solucionar o
problema que os afligia: um gato, grande e forte, que o rei havia mandado colocar na
cozinha.
Já tinham perdido vários amigos nos dentes afiados da fera: o Provolone, o
Roquefort, o Camembert e o pobre Tatá, o mais amado de todos.
Planejaram, planejaram e não conseguiram chegar a nenhuma conclusão que
agradasse a todos. Precisavam de estratégias eficazes e seguras.
Uns achavam que deveriam matar o tal gato; outros diziam que era impossível:
"Como matar uma fera daquelas?"
Horácio estava quase convencido de que a sina de seu povo era morrer entre os
dentes do gato. Com lágrimas nos olhos, já ia descendo da caixa de fósforos quando
Frederico, um ratinho muito tímido que nunca falava, resolveu dar sua opinião:
- Como vocês sabem, eu não gosto muito de falar, por isso serei rápido, mas antes
vocês vão responder a uma pergunta: Por que esse gato é tão perigoso para nós, se
somos tão ágeis e espertos?
E Horácio respondeu:
- Ora, Frederico, esse gato é silencioso, não faz nenhum barulho. Como é que
vamos saber quando ele se aproxima?
- Exatamente como eu pensei. Me perdoem a modéstia, mas acho que a ideia que
tive é a melhor de todas as que ouvi aqui. Vejam só, é simples: Vamos arrumar um guizo,
pode ser até aquele que pegamos da roupa do bobo da corte. Lembram? Aquele que
achamos bonitinho e que faz um barulho enorme.
Os ratos não estavam entendendo nada, para que serviria um guizo?
Frederico tratou de explicar:
- A gente pega o guizo e coloca no pescoço do gato. Quando ele se aproximar,
vamos ouvir o barulho e fugir. Não é simples?
Todos adoraram a idéia. Era só colocar o guizo que todos ouviriam o gato se
aproximar.
Todos os ratos foram abraçar Frederico e estavam na maior euforia quando, de
repente, um ratinho, que não parava de roer um apetitoso pedaço de queijo, resolveu
perguntar:
- Mas quem é que vai colocar o guizo no pescoço do gato?
Todos saíram cabisbaixos. Como não haviam pensado naquilo antes?
Era o fim da euforia dos ratinhos.

AV. LEITURA - ANEXO 4 – PROVA 4

O COELHO E A CABRA
Um belo dia, o coelhinho saiu para colher cenouras, e acabou deixando a porta de
sua casa aberta. Ao voltar, ele percebeu que a casa estava fechada, então pensou:
- Quem está aí dentro?
O coelho bateu à porta e, apareceu uma cabra dizendo:
- Saia da minha casa! Eu sou a Cabra Cabrez, te dou um salto e te parto em três.
O coelhinho saiu correndo, viu um boi e pediu:
- Seu boi, uma cabra invadiu a minha casa, ainda disse que me dá um salto e me
parte em três. Ajude-me, seu boi!
O boi teve medo e disse para coelho que estava muito ocupado.
O coelho viu o cachorro dormindo e disse:
- Acorda pra latir.
Respondeu o cachorro:
- Au, au!!!
O coelho pediu:
- Seu cachorro, pode me ajudar? A Cabra Cabrez invadiu minha casa e ela disse
que me dava um salto e me partia em três.
O cachorro estava com muito sono e preferiu voltar a dormir.
Assim, o animalzinho se desesperou e começou a chorar, quando veio uma
abelhinha bem pequena e disse:
- Por que está chorando coelhinho?
Ele respondeu:
- Porque a Cabra Cabrez invadiu a minha casa, e ela disse que me dá um salto e
me parte em três.
A abelhinha foi até a casa do coelho e bateu à porta. A cabra já queria saltar em
cima da abelha, mas a abelha deu uma ferroada tão forte na cabra, que ela correu e nunca
mais se ouviu falar na Cabra Cabrez.

Os instrumentos e materiais serão de utilidade desde que tenhamos em mente as


interações entre os diversos elementos da situação avaliada, desde que nos permitam
compartilhar com alunos, professores e familiares a análise da situação e as possibilidades
de cada um, para um envolvimento ativo nas propostas de mudança. Estas devem permitir
avançar, de um lado, na melhoria da resposta educacional na escola e na família para o
desenvolvimento de crianças e adolescentes; de outro, no aumento da competência
pessoal no trabalho quando este é realizado entre profissionais e familiares.
REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Siqueira de. Psicopedagogia Clínica: Manual de Aplicação Prática para
Diagnóstico em Distúrbios de Aprendizado. São Paulo: Pólus Editorial, 2008.

BARBOSA, Laura M. S. Intervenções Psicopedagógicas no espaço da Clínica. Curitiba:


Ibpex, 2010.

BARBOSA, I.; KOPPE, M. Um novo pensar da prática pedagógica aliada à


neuropedagogia. Faculdades Integradas do Vale do Ivaí. Instituto de Estudos avançados
de Pós-Graduação. Marechal Cândido Rodon, 2013.

HENNEMANN, A. L. Neuropsicopedagogia na Sala de Aula. São Paulo, 2015.

KRUG, Clarice L. O cérebro se transforma quando aprendemos. In. Neuropsicopedagogia


e Contextos de Atuação. Novo Hamburgo: CENSUPEG, 2011. Aula expositiva do Curso de
Neuropsicopedagogia Clínica e Educação Inclusiva.

SÁNCHEZ-CANO, M. Avaliação Psicopedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2008.


SAMPAIO, S. Manual Prático do diagnóstico Psicopedagógico Clínico. Rio de Janeiro: Wak
Editora, 2012.

Apostila Elaborada por:


Profa Eliane Pereira Domingues
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NEUROPSICOPEDAGOGIA
Núcleo de Pós-Graduação

AVALIAÇÃO
NEUROPSICOPEDAGÓGICA

1
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AVALIAÇÃO NEUROPSICOPEDAGÓGICA

A Neuropsicopedagogia, aos poucos vem conquistando espaço no território brasileiro


surgindo como uma nova área do conhecimento e pesquisa na atuação interdisciplinar,
abarcando conhecimentos neurocientíficos e tendo seu foco nos processos de ensino
aprendizagem. Está pautada em atividades que avaliam e intervêm nos processos de
aprendizagem procurando obter informações de todas as ciências que possam contribuir
para formar o entendimento mais detalhado da aprendizagem de cada indivíduo. Assim
sendo, a Neuropsicopedagogia, que agrega conhecimentos da neurociência, psicologia e
pedagogia realiza um trabalho de prevenção, pois avalia e auxilia nos processos didático-
metodológicos e na dinâmica institucional para que ocorra um melhor processo de
ensino- aprendizagem (HENNEMANN, 2015).

Em entrevista para a Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPb, através de Racy e


Vieira (s.d.), Dr Marco Tomanick Mercadante, contextualiza a Neuropsicopedagogia com
as seguintes palavras: “Um campo do conhecimento que procura reunir os avanços
advindos das neurociências com a psicopedagogia. Assim, o profissional com essa
perspectiva deve ter conhecimento amplo das bases neurobiológicas do aprendizado, do
comportamento e das emoções, e dominar os elementos clássicos da psicopedagogia.
Além disso, uma coerência epistemológica que garanta uma adequada articulação dessas
áreas dispares do conhecimento é fundamental para a atuação na área”.

Nesta perspectiva, faremos um breve relato sobre os conhecimentos advindos das


neurociências para a atuação e avaliação neuropsicopedagógica.

O cérebro humano é uma maravilhosa máquina que transforma uma simples sensação em
pensamento, é um órgão complexo, desvendado parcialmente pela ciência, composto por
células nervosas e glândulas.

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Dentro desta complexidade é importante ressaltar as funções do encéfalo e dos
neurotransmissores, o encéfalo diferente do cérebro, é um conjunto de estruturas que
estão anatomicamente e fisiologicamente ligadas, são estruturas especializadas que
funcionam de forma integradas, para assegurar a unidade ao comportamento humano.
Possui uma constituição elaborada ao receber mensagens que informam ao homem a
respeito do mundo que o cerca além de receber um permanente fluxo de sinais de
outros órgãos que o capacita a controlar os procedimentos vitais do individuo, batimento
cardíaco, a fome e a sede, as emoções, o medo, a ira, o ódio e o amor tudo iniciando no
encéfalo tendo o cérebro, a parte maior e mais importante. Na aprendizagem a criança
tem na concentração e atenção aspectos importantes e fundamentais para o
desenvolvimento cognitivo e motor, o aprendizado depende de alguns outros fatores,
estimulo, interesse e da funcionalidade adequada das estruturas que irão receber tais
estímulos e principalmente da atenção desta criança. Se a atenção é fundamental para
a aprendizagem é através do desempenho de uma estrutura complexa localizada na
parte central do tronco encefálico denominada de formação reticular (age como se fosse
um filtro), que mantém o córtex em condições para que possa receber novos estímulos,
decodificá-los e interpretá-los principalmente os sensitivos que devem ser selecionados
onde somente os estímulos importantes passam por este "filtro", chegando ao córtex o que
os torna conscientes impedindo que os constantes bombardeios não venham atingir o
córtex de forma indiscriminada. Quanto aos neurotransmissores, são substancias
químicas produzidas pelos neurônios, as células nervosas, por meio delas podem enviar
informações a outras células, podem também estimular a continuidade de um impulso
ou efetivar a reação final no órgão ou músculo alvo, elas agem nas sinapses que são o
ponto de junção do neurônio com outra célula. Os Neurotransmissores possibilitam que
os impulsos nervosos de uma célula influenciem os impulsos nervosos de outra
permitindo assim que as células do cérebro por assim dizer, "conversem entre si". O
corpo humano desenvolve um grande número dessas mensagens químicas para facilitar a
comunicação interna e a transmissão de sinais dentro do cérebro, são substancias que
funcionam como combustível cerebral, nos deixam mais felizes e são fundamentais para
o bom
funcionamento do organismo. O interesse dos pesquisadores, suas descobertas, tem
crescido em resposta á necessidade de, não somente entender os processos
neuropsicobiológicos normais mais principalmente para respaldar a ciência da
educação.Modernas técnicas estão começando a revelar como o cérebro tem conseguido
a notável proeza da aprendizagem, as ciências cognitivas modernas, estão sendo
capazes de estudar objetivamente muitos componentes do processo mental tais como
atenção, cognição visual, linguagem, imaginação mental etc. Novos desafios terão pela
frente, certamente novas conquistas, possivelmente os obstáculos existentes entre
neurocientistas e educadores serão ultrapassados, novos paradigmas irão impulsionar a
ciência principalmente a aqueles que se preocupam com a educação sob novos olhares
(BARBOSA; KOPPE, 2013).

O neuropsicopedagogo utiliza-se dos processos de metacognição, o pensar sobre o


pensar, fazendo com que o indivíduo entenda o porquê de responder "de tal maneira, tal
pergunta", de que forma poderia ter feito melhor, sendo assim, os processos
metacognitivos vão além da cognição, uma vez que esta se baseia somente em ensinar o
aluno a dar respostas e se possíveis certas. Aliado aos demais profissionais do contexto
educativo ele procura transformar “queixas” em pensamentos, criando espaço para a
escuta e observação, para a partir daí fazer devolutivas.

Através de estudos de como o cérebro aprende, de modo mais eficiente, encontradas em


disciplinas voltadas às neurociências, o neuropsicopedagogo possui procedimentos e
práticas eficazes para lidar com situações de dificuldades de aprendizagem. Dificuldades
estas, que podem estar relacionadas à linguagem escrita, tanto na matemática quanto
na comunicação, ou talvez defasagem decorrente de déficit visual, motor ou transtornos
emocionais, bem como desenvolvimento intelectual diferenciado, tanto de alunos com
incapacidade como dos com altas habilidades.
Para que seja realizado uma avaliação neuropsicopedagógica adequada, é necessário
compreender como funciona na prática o aparelho cognitivo.

O encéfalo, nosso aparelho cognitivo, forma um todo complexo pouco compreendido,


entretanto, o pouco sabido é suficiente para incrementar nossas práticas para avaliação.

Pode-se didaticamente dividi-lo em três partes: o cerebelo (1), o sistema límbico (2) e o
córtex (3). O cerebelo (1) é a parte do encéfalo responsável por estruturar os comandos
mecânicos de nosso corpo. Quando aprendemos a falar, a escovar os dentes ou andar de
bicicleta é este sistema que recebe as instruções que programam sua rede de neurônios,
instruções estas difíceis de serem implantadas mas que depois jamais são esquecidas. O
sistema límbico (2) se compõe do hipotálamo, tálamo, amígdalas e hipocampo. Pode ser
entendido como um cérebro réptico completo em si mesmo. A evolução fez com que
fosse
somado a este cérebro réptil um córtex capaz de dar suporte as capacidades humanas
superiores e manteve este cérebro primitivo atribuindo-lhe vários papéis instintivos além da
função essencial de reter as informações colhidas durante o dia. Instintos básicos como o
medo e a decisão de lutar ou correr diante de uma ameaça são gerenciados pelas
amígdalas e hipotálamo, já o hipocampo perfaz a memória que registra os dados
colhidos durante o dia. É no córtex (3) onde se registram definitivamente o que se
aprendeu durante o dia. Diversos casos clínicos como o do sujeito acidentado que
esquece o que aprendeu minutos atrás forneceram as pistas de como funciona a
aprendizagem.

O córtex, embora possa reter informação equivalente a de milhares de PCs de último


tipo não consegue gravar dados durante o dia. Ou ele se deixa ler ou ele se deixa gravar.
Aqui se faz analogia com os computadores mas tal analogia é só aproximação porque nos
PCs separam dados e processamentos no córtex todo o processo é integralizado, dados e
processamentos ocupam a mesma rede neuronal. Mas como não se pode gravar no córtex
durante o dia, para onde vão os dados? É no hipocampo que guardamos as informações
durante o dia. Este se assemelha neuronalmente ao córtex, ocorre com tudo que seus
dados são copiados para o córtex todas as noites durante os sonhos e o hipocampo é
depois apagado. Uma vez no córtex, os dados ficam retidos para sempre... Freud já
defendia que não existe esquecimento o que existe é não lembrança... Esquecer é na
verdade não lembrar. Prova-se esta asserção pelo simples fato de se conseguir lembrar
de coisas em situações especiais ou ainda sob hipnose (então o dado não foi apagado...).
Mas como fazer com que uma informação seja transferida para o córtex?Ao contrário do
cerebelo, onde escolhemos exatamente o que queremos gravar, no córtex o sistema que
copia do hipocampo para ele é inconsciente. O critério de escolha do que se copia é
dado pela “profundidade” das marcas deixadas no hipocampo. Estas podem ser mais
“marcantes” se tiverem uma emoção qualquer associada ou então se fizermos
deliberadamente marcas mais fortes! Quando se estuda, quando se lê e se busca
compreender um dado conceito, o esforço empregado atribui um certo valor que o sistema
inconsciente de cópia reconhece como importante e o copia. O truque então é simples:
Basta que o aluno estude no mesmo dia da aula o que lhe foi ensinado! Tem que ser no
mesmo dia para que o conteúdo da aula dada esteja no hipocampo. O problema aqui é
fazer com que o alune estude.

AVALIAÇÃO

Segundo Sánchez-Cano (2008), a avaliação é “um processo compartilhado de coleta e


análise de informações relevantes da situação de ensino-aprendizagem, considerando-se
as características próprias do contexto escolar e familiar, a fim de tomar decisões que
visam promover mudanças que tornem possível melhorar a situação colocada”.

Trata-se de um processo porque não se reduz a uma atuação pontual ou a algumas


atuações isoladas, mas tem um início e uma continuidade de atuações inter-relacionadas,
destinadas a pesquisar e a compreender melhor o fato de ensinar a aprender.

A avaliação desenvolve-se em colaboração com o conjunto de participantes no processo:


os alunos, a família, a escola, outros profissionais, etc. Do ponto de vista deles, tem um
caráter interdisciplinar, com contribuições próprias da competência de cada um.
Falamos de coleta de informações relevantes porque, diante de uma situação de
avaliação, é preciso priorizar sempre os aspectos a avaliar, os quais serão mais críticos
para tomar decisões quanto à resposta educacional e quanto às mudanças progressivas
que deverão ser planejadas e, portanto, esse é o critério que orientará a coleta de
informações. Esse processo será desenvolvido nos contextos mais significativos em que
ocorrer a situação de ensino-aprendizagem.

É na sala de aula que a interação entre os alunos, os professores e os conteúdos


configuram, em parte, essa situação. Todavia, não podemos esquecer que a sala de aula
faz parte de uma instituição escolar com história, organização e funcionamento próprios. É
evidente que os dois contextos ou, se preferirem, sistemas, interajam influenciando-se
mutuamente. Ao mesmo tempo, a escola faz parte de um contexto social mais amplo
com o qual também se produz essa influência mútua. Dentro desse contexto social,
queremos fazer uma referência particular à família que o aluno pertence, interagindo
com os outros contextos descritos.

Estabelecendo um paralelo com a teoria de sistemas, podemos dizer que qualquer


mudança produzida em algum dos sistemas leva a mudanças ou adaptações de outros. A
avaliação terá de considerar todos esses contextos, assim como sua intenção.

Devemos ter presente que a avaliação nunca se faz no vazio, mas é sempre fruto de uma
demanda ou de uma necessidade detectada. Nesse sentido, não se poderá perder de vista
o objetivo ou a finalidade para que se inicie um processo de avaliação. Essa finalidade
condicionará tanto as atuações que realizaremos quanto os instrumentos que utilizaremos,
mas, sobretudo, os procedimentos adotados.

Sob essa perspectiva, é importante introduzir o conceito de eficiência na avaliação.


Quando se detecta uma necessidade, nem tudo o que é suscetível de ser avaliado na
situação que se apresenta terá de ser objeto de avaliação. Priorizam-se sempre os
aspectos mais relevantes segundo a proposta, e planejam-se apenas as atuações
necessárias para promover mudanças.

Esse processo é dinâmico e interativo, isto é, as atuações desenvolvidas interagem com


os demais participantes no processo (os alunos, os professores, a família, os outros
serviços, etc.), modificando-se mutuamente. Para que essa interação implique uma melhoria
real na situação avaliada, as pessoas que participam devem se envolver ativamente no
processo e se sentir competentes, cada uma na função que desenvolve. Compartilhar a
finalidade da avaliação será o primeiro passo do trabalho em equipe do conjunto de
participantes. É o requisito imprescindível para promover mudanças.

A fim de que cada participante possa se sentir competente no que lhe corresponde, temos
de nos centrar necessariamente na avaliação das capacidades e potencialidades, mais do
que no déficit e nas dificuldades. Consequentemente, as orientações obtidas serão
voltadas ao planejamento dos auxílios e condições que tornem possível a melhora da
situação colocada.

Portanto, a avaliação é uma ferramenta para tomar decisões que melhorem a resposta
educacional do aluno ou grupo de alunos, mas também para promover mudanças no
contexto escolar e familiar.

O PROCESSO DA AVALIAÇÃO NEUROPSICOPEDAGÓGICA

O processo de avaliação inclui numerosas atividades entrelaçadas e interdependentes


entre si. Vamos iniciar pela anamnese. A palavra anamnese tem origem grega e significa
– ana= trazer novamente – mnesis= memória. É um entrevista que o profissional da área
da saúde ou educação vai realizar com o responsável pelo aluno, em seu primeiro
encontro, tentando relembrar fatos ocorridos.
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A partir da queixa
apresentada, as perguntas se
aprofundarão em áreas
específicas.

Os objetivos da anamnese são os seguintes:

- Saber qual a queixa do pacientes para melhor direcionar o tratamento;


- Obter informações desde o período intrauterino para pesquisar possíveis causas da
patologia atual;
- Levantar a hipótese diagnóstica (HD);
- Providenciar os encaminhamentos necessários para avaliações de outros
especialistas.

Segue um modelo de anamnese:

ANAMNESE 1

Data da Anamnese:
Nome:
Entrevistado:
Idade: Data de Nascimento:

1
Modelo de Anamnese retirado do Manual Prático do Diagnóstico Psicopedagógico Clínico, com algumas adaptações.
10
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