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2010 Teoria Musical Aplicada 2010

Teoria Musical
Aplicada
à Grupos Instrumentais & Vocais

Ezidemar Siemiatkouski

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Teoria Musical Aplicada 2010

SEUS DADOS:

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Teoria Musical Aplicada 2010

ÍNDICE
AS DEFINIÇÕES DE MÚSICA ----------------------------------------- Pág. 6
NOTAÇÃO MUSICAL ------------------------------------------------ Pág. 6
CLAVES ----------------------------------------------------------- Pág. 7
DEFININDO O NOME DAS NOTAS NAS DIVERSAS CLAVES -------------- Pág. 9
TOM, SEMITOM, ESCALA DIATÔNICA & SINAIS DE ALTERAÇÃO ------- Pág. 14
ESCALA CROMÁTICA ------------------------------------------------------ Pág. 20
ENARMONIA ---------------------------------------------------------------- Pág. 21
INTERVALOS ---------------------------------------------------------------- Pág. 22
ACORDES ------------------------------------------------------------------- Pág. 26
CIFRAS ---------------------------------------------------------------------- Pág. 35
ESCALAS MAIORES --------------------------------------------------------- Pág. 40
ESCALAS MENORES -------------------------------------------------- Pág. 43
TONALIDADES -------------------------------------------------------------- Pág. 46
VALORES ---------------------------------------------------------- Pág. 56
PONTO DE AUMENTO ---------------------------------------------- Pág. 60
LIGADURA -------------------------------------------------------- Pág. 16
COMPASSOS ------------------------------------------------------ Pág. 62
BARRAS DE COMPASSO ------------------------------------------- Pág. 64
FÓRMULA DE COMPASSO ------------------------------------------ Pág. 64
CLASSIFICAÇÃO DOS COMPASSOS -------------------------------- Pág. 67
SOLFEJOS ------------------------------------------------------- Págs. 70 e 79
COMPASSOS IRREGULARES ------------------------------------------ Pág. 82
RITMO ------------------------------------------------------------ Pág. 83
MÉTRICA --------------------------------------------------------- Pág. 84
INÍCIO DO RITMO -------------------------------------------------- Pág. 86
TERMINAÇÕES DO RITMO ------------------------------------------ Pág. 87
CONTRATEMPO --------------------------------------------------- Pág. 87
SÍNCOPE ---------------------------------------------------------- Pág. 88
QUIÁLTERAS ------------------------------------------------------- Pág. 88
ANDAMENTOS ----------------------------------------------------- Pág. 92
MODIFICAÇÕES DE ANDAMENTO ----------------------------------- Pág. 95
EXPRESSÃO ------------------------------------------------------- Pág. 98
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Teoria Musical Aplicada 2010

AS DEFINIÇÕES DE MÚSICA
Música
É a arte de combinar diversos sons (e o silêncio) uns após os outros ou
ao mesmo tempo. Além de tudo, música é uma Linguagem, um idioma
musical que todo músico deve compreender.
A Música se divide em:
Melodia
Os sons são ouvidos uns após os outros formando um sentido musical.
Muitas vezes é adicionado à melodia um poema (letra).
Harmonia
Vários sons são ouvidos ao mesmo tempo obedecendo a certas
“Regras Musicais”.
Contraponto
Diversas melodias são ouvidas todas ao mesmo tempo dando a ideia
de movimento de vozes.
Ritmo
Movimento dos sons obedecendo a certa ordem de tempo e
duração. Às vezes mais rápido às vezes mais lento.
Timbre
São as diferentes “cores” dos sons de cada instrumento (flauta,
trombone, saxofone) ou vozes (femininas, masculinas) e que ao ouvir
esses sons, sozinhos ou juntos, sabe-se distingui-los uns dos outros.

NOTAÇÃO MUSICAL
Pauta ou Pentagrama
É o conjunto de cinco linhas e quatro espaços onde são escritas as
notas musicais (do, re, mi, fa, sol, la, si) e todos os simbolos e sinais de
uma partitura.

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Teoria Musical Aplicada 2010

Abaixo e acima da Pauta também se encontram linhas e espaços


invisíveis que são conhecidos como: Linhas e Espaços Suplementares
Superiores e Inferiores.

Linhas e Espaços Suplementares


Superiores

Linhas e Espaços Suplementares


Inferiores

CLAVES

Para que as notas tenham nomes (do, re, mi, fa,sol, la, si) e sua altura
definida na escala, coloca-se no inicio da pauta um sinal conhecido
como CLAVE.

A clave de Sol é escrita na segunda linha.

A clave de Fa pode ser escrita na terceira ou quarta linha.

A clave de Do pode ser escrita na primeira, segunda ou terceira linha.

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Correspondência Uníssona (mesmo som) nas Claves.

A clave de Sol é usada para os instrumentos solistas e mais agudos, nos


sons intermediários usamos a clave de Dó e nos sons médios para grave
usamos a clave de Fá.

As claves mais usadas são:

A clave de Sol
A clave de Fá na quarta linha
A clave de Dó na terceira linha (que é própria para a Viola Clássica)

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DEFININDO O NOME DAS NOTAS NAS DIVERSAS CLAVES

Escrita na segunda linha. Dessa forma a nota que se encontrar escrita


nessa linha terá o nome da clave: SOL.
A partir dai sabemos no nome das demais notas no pentagrama.

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Escrita na terceira e na quarta linha. Dessa forma a nota que estiver


escrita nessa linha terá o nome da clave: FA.
A partir dai sabemos no nome das demais notas no pentagrama.
Vejamos o exemplo mais comum que é a clave na quarta linha.

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A clave de Dó pode ser escrita na primeira, segunda, terceira ou


quarta linha. Veremos a seguir o caso mais usado que é na terceira
linha. Portando a nota DÓ estará escrita na terceira linha.

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Clave de Percussão

A clave de Percussão é usada para instrumentos de percussão de


notas não definidas (do, re, mi, etc).
Ela é escrita como todas as outras no início da pauta.
Geralmente a pauta de uma partitura de instrumento de percussão só
possui uma única linha pois o que interessa não é a nota (do, re, mi,
etc), visto que esses não tem nota definida, e sim o ritmo. Porém, muitas
vezes, a clave de Percussão é escrita em uma pauta normal (com as 5
linhas e os quatro espaços). Veja os exemplos abaixo:

Os instrumentos de percussão que se utilizam dessa clave em


suas partituras são: BOMBO, CAIXA CLARA, PRATOS, TAMBORES,
PANDEIRO, BATERIA e vários outros do mesmo gênero.

Atualmente a escrita musical para esses instrumentos, além de


se utilizar da Clave de Percussão , faz uso também de notas
com a “cabeça” modificada mantendo sua duração e dando
importância ao ritmo. Veja o exemplo:

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Anotações:

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TOM, SEMITOM, ESCALA DIATÔNICA & SINAIS DE


ALTERAÇÃO

Intervalo é a distância de um som (nota) ao outro

SEMITOM (Meio Tom)


É o menor intervalo entre uma nota e outra, adotado na Música
Ocidental (*Sistema Temperado). Abrevia-se: st.
TOM
É a soma de dois Semitons. Abrevia-se: T.
ESCALA DIATÔNICA
É a sequencia de oito sons conjuntos mantendo de um para o outro,
intervalos de Tom ou de Semitom.

MODOS DA ESCALA DIATÔNICA


A Escala Diatônica é formada por cinco (5) tons e dois (2) semitons. As
notas nessa Escala, de acordo com sua função, são chamadas de Grau
e são numerados com Algarismos Romanos (I, II, III, IV...).
Encontramos dois Modos difernetes na Escala Diatônica: o Modo Maior
e o Modo Menor. A diferença entre esses dois Modos está na posição
onde os seus tons e semitons se encontram.

No Modo Maior os Semitons sempre estarão entre o III e o IV


grau e entre o VII e o VIII grau. Os outros graus restantes sempre
serão compostos por Tom.

No Modo Menor os Semitons sempre estarão entre o II e o III


grau, entre o V e o VI grau e às vezes entre o VII e o VIII
(dependendo do tipo de Escala Menor). Os outros graus restantes
sempre serão compostos por Tom.

* O Sistema Temperado iguala os Semitons em partes perfeitamente iguais, o que não


acontecia com o Sistema Natural, onde cada “tonalidade soava diferente” uma da outra.
O Temperamento distribui os sons de modo que soem “afinados” em todos os tons:
- “Esse Do está desafinado em relação àquele Do”.
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Cada grau da Escala Diatônica, além de ser numerado com


Algarismos Romanos, ainda tem um nome.

No Modo Maior:

I grau - Tônica V grau - Dominante


II grau - Supertônica VI grau - Superdominante
III grau - Mediante VII grau - Sensível
IV grau - Subdominante VIII (I) grau - Tônica

Vejamos o exemplo em Do Maior:

No Modo Menor: (Alguns nomes mudam).

Nesse Modo costuma-se representar os graus com


Algarismos Romanos minúsculos.

i grau - Tônica v grau - Dominante


ii grau - Sobretônica vi grau - Sobredominante
iii grau - Mediante vii grau – Sensível / *Subtônica
iv grau - Subdominante viii (i) grau - Tônica

Vejamos o exemplo em La Menor:

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Graus Tonais: O grau I (Tônica) é o mais importante da escala à qual


dá o seu nome (ex: Escala de Do), Os outros graus de importancia são
respectivamente o V (Dominante), e o IV (Subdominante). Esses graus
são os responsáveis pela formação do Modo Maior da Escala Diatônica
Maior.

Graus Modais: O grau iii (Mediante), o grau vi (Sobredominante), e o


vii (Sensível). Esses graus são responsáveis pela formação do Modo
Menor da Escala Diatônica Maior.

Os graus da escala são classificados ainda em:

Graus Conjuntos

Graus Disjuntos

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Anotações:

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SINAIS DE ALTERAÇÃO (Acidentes)


São sinais colocados em frente (à esquerda) a nota e que modificam a
sua entoação.

Sustenido: Eleva a altura da nota natural um Semitom.

Dobrado Sustenido: Eleva a altura da nota natural um Tom.

Bemol: Abaixa a altura da nota natural um Semitom.

Dobrado Bemol: Abaixa a altura da nota natural um Tom.

Bequadro: Anula o efeito de todos os outros Acidentes


tornando a nota natural.

Semitom Natural: Formado por notas naturais. Só existem dois


semitons naturais o Mi – Fa e o Si – Do.

Semitom Diatônico: Formado por notas de nomes diferentes.


Exemplo: Do – Re bemol e outros. O Mi – Fa e o Si – Do também são
Diatônicos.

Semitom Cromático: Formado por notas de nomes iguais, mas


entoação diferente. Exemplo: Do – Do sustenido e outros.

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Os Sinais de Alteração também são classificados em:

Acidentes Fixos – São colocados logo após a clave, sempre em


intervalos de 5ª e indicam que duarante a peça as notas constantes
marcadas na armadura de clave serão alteradas com sustenidos ou
bemóis. Esses Acidentes definirão a *Tonalidade da peça.
Com os 7 sustenidos Com os 7 bemóis

Fa – Dó – Sol – Ré – La – Mi – Si Si – Mi – La - Ré – Sol – Dó - Fa

Acidentes Ocorrentes – Quando aparecem no decorrer de um


trecho, alterando todas as notas do mesmo nome, más só até o fim do
compasso onde está escrito.

Atenção – A alteração de uma nota final de compasso ligada à inicial do


compasso seguinte afeta também as notas deste compasso. Ex.: Hino 22 (3º
pentagrama – tenor).

Acidentes de Precaução – aparecem a fim de evitar erros na leitura


rápida; às vezes vem entre parênteses.

Nem sempre aparecem entre parênteses.

* Veja o capítulo que trata sobre Tonalidade.


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ESCALA CROMÁTICA
É uma escala que contém 12 notas com intervalos de semitons entre
elas. No sentido Ascendente utiliza-se sempre sustenidos e no
Descendente utiliza-se bemóis.

A escala é formada pelas 7 notas padrão da escala de Dó maior


acrescidas dos 5 tons intermediários.

Para entendermos a escala cromática, podemos utilizar o padrão da


escala de Do Maior e inserir os cinco sons existentes entre as notas que
têm entre si o intervalo de um tom. A utilização das notas da Escala
Cromática é chamada de Cromatismo.

Anotações:

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ENARMONIA
No Sistema Temperado, Enarmonia é a substituição de uma ou mais
notas por outras de nomes diferentes, mas de mesmo som, mesma
entonação. Notas Enarmônicas são notas de nomes diferentes, mas
com o mesmo som, a mesma altura.

No piano as Notas Enarmônicas são tocadas nas mesmas teclas.

Geralmente nom trecho musical onde uma determinada sequencia


de notas em movimento Ascendente escreve-se utilizando sustenido.
Já em uma sequencia de notas em movimento Descendente
escreve-se utilizando bemóis.

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INTERVALOS
As distâncias diversas que existem de um grau à outro, a diferença na
altura do som entre duas notas, a diferença de altura entre dois sons;
dá-se o nome de intervalo.

Conforme o número de sons que abrange, o intervalo pode ser de: 2ª,
3ª, 4ª, 5ª etc...

Entre dois sons vizinhos, como do e re, o intervalo é de segunda; de do


a mi existe uma terça, de do à fa uma quarta e assim por diante, como
no exemplo anterior.

Os intervalos podem ser melódicos, quando são ouvidos


sucessivamente, isto é, notas ouvidas uma após a outra e podem
também ser harmônicos, quando as notas são ouvidas todas ao mesmo
tempo. Exemplo:
Intervalo Melódico Intervalo Harmônico

De acordo com o número de tons e semitons que compõe um


intervalo, ele pode ser classificado como: maior, menor, justo,
aumentado e diminuto.

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Intervalos de 2ª, 3ª, 6ª e 7ª. (maior, menor, aumentado e


diminuto).
Intervalos de 4ª, 5ª e 8ª. (justo, aumentado e diminuto).

Intervalo de segundas

Intervalo de terças

Intervalo de quartas

Intervalo de quintas

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Intervalo de sextas

Intervalo de sétimas

Intervalo de oitávas

Os intervalos também podem ser consonantes ou dissonantes.

São consonantes aqueles que dão uma sensação de repouso e


estabilidade e não pedem resolução sobre outro intervalo.

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São dissonantes aqueles que dão uma sensação de movimento e


tensão e pedem resolução sobre outro intervalo consonante.

Anotações:

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ACORDES
São combinações de duas ou mais notas tocadas simultâneamente,
ou seja, todas juntas.

Os acordes são formados por grupos de 3, 4 e 5 notas.


*Existem também outras combinações de acordes: de 2, 9, 11 notas e outras.

Cada nota dos deversos tipos de acordes dados acima é diferente,


mas essas notas podem ser repetidas, no entanto para se classificar se
determinado acorde é de 3, 4 ou 5 notas, contam-se apenas as notas
diferentes, que não se repetem e assim classificá-los em acordes 3, 4 ou
5 notas. As notas repetidas chamam-se notas dobradas.

BAIXO E NOTA FUNDAMENTAL


Dá-se o nome de Baixo à nota mais grave do acorde, que será ou
não a tônica do acorde. Dessa forma a nota mais grave SEMPRE será o
Baixo.

Nota Fundamental é o nome dado à tônica do acorde em questão,


independente se essa nota for ou não a mais grave desse acorde.

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FORMAÇÃO DOS ACORDES EM GERAL


A forma mais simples de um acorde é a de três notas, mais conhecido
como tríade: a superposição de duas terças sobre uma nota
fundamental, a tônica.
A tríade também é conhecida como acorde perfeito.
Um acorde perfeito consiste em uma tônica e sua terça e quinta
tocadas juntas.

As notas de um acorde que se encontram acima da nota


fundamental são representadas pelo número correspondente ao
intervalo que formam, respectivamente, com a tônica.

Os acordes também podem ser encontrados em dois estados:


Fundamental: o baixo e a tônica Invertido: a fundamental não é o
são a mesma nota. baixo; isto é; o baixo e a tônica
são notas diferentes.

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FORMAÇÃO DOS ACORDES EM GERAL

Acordes de Quinta
Três (3) notas (Tríades)

De acordo com a classificação dos intervalos com que são formados,


a partir da tônica, os acordes de três (3) notas chamam-se:

Acorde Perfeito Maior


Formado por intervalos de 3ª maior e 5ª justa.

Acorde Perfeito Menor


Formado por intervalos de 3ª menor e 5ª justa.

Acorde de 5ª Diminuta
Formado por intervalos de 3ª menor e 5ª diminuta.

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Acorde de 5ª Aumentada
Formado por intervalos de 3ª maior e 5ª aumentada.

Anotações:

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Acordes de Sétima
Quatro (4) notas (Tétrades)
Também são conhecidos como Tétrades. Os Acordes de Sétima (4
notas) são sete (7) e são formados na escala diatônica. Para classificá-
los observa-se o intervalo formado pela tônica e terça, tônica e quinta
e a tônica e a sétima (7ª).

Acordes com 7ª Maior

Perfeito Maior (3ªM + 5ªJ)


+ 7ª MAIOR

Perfeito menor (3ªm + 5ªJ)


+ 7ª MAIOR

3ªM + 5ªAum + 7ª M

* O acorde de Sétima formado por 5ª diminuta e 7ª Maior


não é um acorde diatônico; isto é; formado por notas de
uma escala diatônica, pois o intervalo entre a 5ª e a 7ª
formam uma 3ª aumentada que não existe em nenhuma
escala diatônica.

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Acordes com 7ª Menor

Acorde 7ª da Dominante

Perfeito Maior (3ªM + 5ªJ)


+ 7ª menor

Perfeito menor (3ªm + 5ªJ)


+ 7ª menor

Acorde 7ª da Sensível (Meio-diminuto)

3ªm + 5ªdim + 7ª m

* O acorde de Sétima formado por 5ª Aumentada e


7ª menor não é um acorde diatônico; isto é;
formado por notas de uma escala diatônica, pois o
intervalo entre a 5ª e a 7ª formam uma 3ª diminuta
que não existe em nenhuma escala diatônica.

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Acorde 7ª da Diminuta

3ªm + 5ªdim + 7ª dim

Acordes de Nona
Cinco (5) notas

Os acordes de cinco (5) notas são dois. Para classificá-los observa-se


o intervalo formado pela tônica e a sua última nota (intervalo de 9ª).

Acorde 9ª Maior da Dominante


Formado por intervalos de 3ª maior, 5ª justa, 7ª menor e 9ª maior.

Acorde 9ª menor da Dominante


Formado por intervalos de 3ª maior, 5ª justa, 7ª menor e 9ª menor.

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Acordes Consonantes e Acordes Dissonantes

De acordo com o intervalo que formam, os acordes se classificam em


consonantes e dissonantes.

São consonantes aqueles formados somente por intervalos


consonantes. São encontrados nos acordes Perfeito Maior e
Perfeio Menor.

São dissonantes aqueles que têm um ou mais intervalos


dissonantes. Todos os acordes dissonantes possuem notas
atrativas, e assim, pedem resolução (sensação de repouso).

Notas Atrativas são aquelas que pedem resolução sobre outra


determinada nota. As Notas Atrativas Naturais são encontradas:

No VII grau (sensível) da escala diatônica, e pede resolução


ascendente para a tônica.
No IV grau (subdominante) da escala diatônica, e pede
resolução descendente para o III grau.

Esses dois graus (VII e IV) só têm tendência atrativa quando os


ouvimos simultâneamente, pois formam intervalos harmônicos
dissonantes. As notas que servem de resolução formam intervalos
consonantes. Assim toda dissonância tem resolução natural sobre uma
consonância.

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Anotações:

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CIFRAS
As Cifras são símbolos criados para representar os acordes de uma
maneira prática. A cifra é composta de letras, números, sinais e é
usado com maior freqüência na música popular.

As sete notas da escala são representadas pelas sete letras do


alfabeto:

Os números e sinais usados nas cifras representam os intervalos das


escalas, a partir da nota fundamental (tônica), em que são formados
os acordes. Tomemos por exemplo o acorde:

A notação da cifra ainda não está mundialmente padronizada, razão


pela qual encontramos um mesmo acorde anotado de maneiras
diferentes, como é geralmente o caso do acorde 7ª Maior e o
diminuto.

* Na cifragem Alemã o si é representado pela letra H


enquanto que o si bemol pela letra B.

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Teoria Musical Aplicada 2010

Quadro dos Intervalos e símbolos usados na cifragem dos acordes,


tomando como exemplo a nota fundamental Do.

* Usa-se add para a 9ª e sus para a 4ª quando estas não estiverem com
nenhum outro número junto. Caso contrário usa-se apenas os números.

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Teoria Musical Aplicada 2010

O que a Cifra Estabelece

A cifra estabelece o tipo dos acordes (maior, menor, 7ª da


dominante, 7ª diminuta, etc.)

Eventuais alterações (5ª aumentada ou diminuta, 9ª menor da


dominante ou aumentada, etc.)

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Teoria Musical Aplicada 2010

A * inversão dos acordes (3ª, 5ª ou 7ª no baixo, etc.). O Baixo é a


nota mais grave do acorde.

* Inversão de Acordes

Estado fundamental: a primeira nota formadora do acorde


(fundamental) aparece como baixo do acorde.
Primeira inversão: a segunda nota formadora do acorde (3ª)
aparece como baixo do acorde.
Segunda inversão: a terceira nota formadora do acorde (5ª)
aparece como baixo do acorde.

O que a Cifra Não Estabelece (livre escolha do executante)

A cifra não estabelece a * posição dos acordes.

* Posição dos Acordes

Cerrada (fechada): não há espaço para a colocação de nenhuma


nota formadora do acorde entre as vozes do acorde.
Aberta: há espaço para a colocação de notas formadoras do
acorde entre as vozes do acorde.

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Teoria Musical Aplicada 2010

A cifra não estabelece se o acorde será tocado simultaneamente


ou sucessivamente (arpejado).

A cifra não estabelece se no acorde as notas serão duplicadas


(*dobradas), triplicadas ou *omitidas.

* Dobrabemto e Omisão de Vozes

Em relação ao dobramento de vozes de-se evitar o dobramento


da 3ª pois dessa forma “enfraquece” a sonoridade do acorde todo.
Em relação à omissão (omit.) de vozes de-se ter cuidado com a
fundamental e omití-la apenas quando outro instrumento já
estiver executando-as nitidamente.
A omissão da 3ª cria o chamado “Power Chord” caracterizado
apenas pela tônica e a 5ª Justa.

Anotações:

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Teoria Musical Aplicada 2010

ESCALAS MAIORES
É a própria Escala Diatônica. Possui dois semitons entre o III e IV grau
e entre o VII e o VIII grau. Entre os outros graus há intervalos de tons.
A sequência de tons e semitons da Escala Maior, como já foi visto
antes, obedece à seguinte ordem:

Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Semitom

Veja o exemplo na escala de Do Maior (Escala Maior Natural).


Observe os graus e os tons e semitons entre esses graus.

MODOS DA ESCALA MAIOR NATURAL


(Modos Litúrgicos/ Modos Gregos)

Os Modos Litúrgicos (Gregos) baseiam-se na Escala Maior Natural (Do


Maior) que gera sete escalas a partir das notas de cada grau.

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Teoria Musical Aplicada 2010

GRAU NOTAS NOME DA ESCALA FORMAÇÃO


I Do a Do Modo Jônico (Maior) T T st T T T st
II Re a Re Modo Dórico T st T T T st T
III Mi a Mi Modo Frígio st T T T st T T
IV Fa a Fa Modo Lídio T T T st T T st
V Sol a Sol Modo Mixolídio (Dominante) T T st T T st T
VI La a La Modo Eólio (Menor Natural) T st T T st T T
VII Si a Si Modo Lócrio (Diminuto) st T T st T T T

Os modos podem ser entendidos como a extensão da Escala Natural


e Do Maior. As notas do re mi fa sol la si fazem parte de Do Jônico.
Se aplicarmos essas mesmas notas transformando a tónica em re,
teremos ré mi fá sol lá si dó, um Re Menor Dórico. Em mi temos mi fa sol
la si do re mi, um Mi Menor Frígio, e assim por diante.

MÚSICA MODAL
É a música feita com o emprego dos Modos. Na maioria das vezes
não tem acidentes na Armadura de Clave.

Desde a antiga Grécia os Modos já se utilizavam caracterizando a


espécie de música que seria executada. Os Modos eram aplicados de
acordo com uma determinada situação ou um determinado evento
que envolvesse música.

Com o surgimento do Temperamento, os Modos perderam


gradativamente sua importância e assim ficaram classificados dentro
dos conceitos "Maior e Menor".

A Música Modal foi empregada por diversas culturas ao longo da


história. Foi também a base da música religiosa na Idade Média.
Mesmo com o surgimento do sistema tonal, a música modal
permaneceu, sobretudo em manifestações populares e folclóricas de
diversas culturas do mundo. No Nordeste Brasileiro a cultura musical se
se utiliza muito da Musica Modal.

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Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

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Teoria Musical Aplicada 2010

ESCALAS MENORES
A escala originada no Modo Eólio dá origem à Escala Menor Natural
que possui dois semitons entre o ii e iii grau e entre o v e o vi grau. Entre
os outros graus há intervalos de tons.
A sequência de tons e semitons dessa escala obedece à seguinte
ordem:

Tom - Semitom - Tom - Tom - Semitom - Tom – Tom

Veja o exemplo na escala de La Menor Natural. Observe os graus e os


tons e semitons entre esses graus.

AS DIFERENTES FORMAS DA ESCALA MENOR

Semitons: entre o ii e iii grau e entre o v e o vi grau.

Tons: Entre os demais graus há intervalos de tons. O grau vii é


chamado de Subtônica.

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Teoria Musical Aplicada 2010

Semitons: entre o ii e iii grau, entre o v e o vi grau e entre o vii e


o viii grau.
Tons: Entre os demais graus há intervalos de tons. O grau vii é um grau
artificial e é chamado de Sensível.

Entre os graus vi e vii existe um intervalo de


2ª aumentada (um tom e um semiton).

Semitons na Ascendente: Estão entre o ii e iii grau e entre o vii e o viii


grau.
Semitons na Descendente: estão entre o vi e o v grau e o iii e o ii
grau.
Tons na Ascendente: Todos são Intervalo Tom (exceto entre o ii e iii
grau e o vii e o viii grau).
Tons na Descendente: Todos são Intervalo Tom (exceto entre o vi e v
grau e o iii e o ii grau).

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Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

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Teoria Musical Aplicada 2010

TONALIDADES
É o sistema de sons baseados na Escala Maior, Escala Menor, Escala
Menor Harmônica e Escala Menor Melódica, onde os graus dessas
escalas têm sua relação com o grau I, a Tônica.

De acordo com a quantidade de sustenidos ou de bemóis,


encontrados na armadura de clave é que o músico geralmente se
baseia para saber a tonalidade em que uma composição musical se
encontra.

Tonalidade é na prática o campo da música baseado em alguma


determinada escala.

Se observarmos o escala de Do maior com seus semitons, veremos


que pode ser dividida em duas partes iguais, chamadas tetracordes.

Uma extensão natural da escala a partir do segundo tetracorde nos


leva a uma região em que se faz necessário à elevação cromática de
um som para obter-se nova escala. Aparece o fa sustenido no sétimo
grau, o que leva à nova tônica e que por isso esse grau é chamado de
sensível.

46
Teoria Musical Aplicada 2010

Sem o fa sustenido, teríamos entre fa e sol um tom inteiro, uma


segunda maior, que não corresponderia à necessidade de semitom
entre sensível e tônica para a nova escala. Uma extensão maior
ainda, a partir do segundo tetracorde do acorde de Sol maior, a partir
de re, portanto, leva-nos á obrigatoriedade de introduzir novo
acidente para a sensível, o do sustenido, a fim de que forme semitom
com a nova tônica.

O mesmo processo verifica-se em uma extensão da escala de do


maior no sentido descendente (para baixo). Neste caso há a
necessidade de rebaixar o quarto IV, o si, para si bemól, a fim de que
o novo III grau forme com o IV um semitom. Surge então a escala de
fa maior, com um bemól na armadura de clave.

Se continuarmos esse processo descendente, serão encontradas as


outras escalas com bemóis na armadura de clave. Sempre
acrescentando um bemol ao IV grau para obter a próxima escala e
assim por diante.

47
Teoria Musical Aplicada 2010

Cada tonalidade maior tem sua tonalidade relativa menor e a menor


tem sua relativa menor. Estes relativos estão separados por um intervalo
de terça menor.

A escala de Do maior é relativa maior da escala de La menor e vice-


versa. À distância entre suas duas tônicas, do e la, forma um intervalo
de terça menor.

A ARMADURA DE CLAVE E OS ACIDENTES FIXOS

A ordem de colocação dos bemóis e sustenidos na armadura de clave


definem a Tonalidade do trecho musical e é sempre feita mantendo
intervalos de quarta justa inferior para os sustenidos e quarta justa
superior para os bemóis.

Toda a Tonalidade Maior tem sua Tonalidade Relativa Menor, como já


foi visto anteriormente e assim vice-e-versa.

Observe a seguir o quadro mostrando as tonalidades, suas


relativas e suas armaduras de clave.

48
Teoria Musical Aplicada 2010

A ordem de colocação dos bemóis e sustenidos na armadura de


clave é sempre feita mantendo intervalos de quarta inferior para os
sustenidos e quarta superior para os bemóis.

49
Teoria Musical Aplicada 2010

Veja agora as Escalas Maiores abaixo:

Formadas com Sustenidos: Formadas com Bemóis:

Ordem dos Sustenidos na Armadura Ordem dos Bemóis na Armadura de


de Clave: Clave:
FA – DO – SOL – RÉ – LÁ – MI – SI SI – MI – L Á – RÉ – SOL – DO – FÁ

50
Teoria Musical Aplicada 2010

ESCALAS RELATIVAS
Chamam-se ESCALAS RELATIVAS aquelas que têm a mesma
ARMADURA DE CLAVE e pertencem a modos diferentes.

Exemplo: SOL MAIOR (1 #) E MI MENOR (1 #)

As notas que formam as duas escalas relativas são as mesmas, com


exceção do VII grau da escala do MODO MENOR HARMÔNICA (que
tem alteração acidental ascendente).

Tabela das escalas maiores mais utilizadas e suas relativas menores:

51
Teoria Musical Aplicada 2010

Para saber a tonalidade de uma determinada música ou trecho


musical, existem várias maneiras utilizadas para isso.
Uma das mais usadas é observar a quantidade de bemóis ou
sustenidos existentes na armadura de clave.

No caso da armadura de clave estiver sem nenhum acidente


(bemóis ou sustenidos), a tonalidade será sempre de Do maior ou de
La menor sua relativa.

No caso de encontrarmos sustenidos, basta observar o último


sustenido na armadura de clave. A próxima nota que estiver acima
desse sustenido, dará o nome à tonalidade ou a sua nota relativa.

No caso de bemóis é só atentar para o penúltimo bemól dessa


armadura de clave. A nota em que estiver esse bemól é quem dará
nome à tonalidade ou a sua relativa.

No caso de existir apenas um bemól na armadura de clave, a


tonalidade desse trecho será sempre de Fa maior ou sua relativa Re
menor.

52
Teoria Musical Aplicada 2010

Outro esquema também utilizado para saber a ordem de colocação


dos bemóis e sustenidos na armadura de clave é o "Círculo das
quintas".

O "Círculo das quintas" ilustra as doze notas da escala diatônica na


seqüência das tonalidades.
Visto na direção dos ponteiros do relógio, apartir de do cada grau
de avanço no quadrante adiciona um sustenido à armadura de
clave. Visto na direção contrária à dos ponteiros do relógio, cada
grau a partir de do adiciona um bemól à armadura de clave.

Outra maneira de saber a tonalidade de uma determinada música


ou de um trecho musical, mas não muito precisa, consiste em
observar a última nota em que termina a melodia. Essa nota então
dará nome à tonalidade.
Mas nesse caso, como já foi dito, não é preciso, pois não é regra
uma melodia terminar na tônica. Muitas vezes a última nota não é
uma tônica, podendo ser uma mediante uma dominante ou outra
nota que faça parte do acorde final ou não.

53
Teoria Musical Aplicada 2010

Mais ainda resta saber se uma determinada música ou um trecho


musical está no modo maior ou modo menor. Para isso existem alguns
pontos a serem observados, que são eles:

A alteração acidental que caracteriza o modo menor.

Tomamos como exemplo a escala diatônica de Do maior e sua


relativa, La menor. Na escala de Do maior o quinto grau sofre uma
alteração ascendente para caracterizar o modo menor e tornar-se a
sensível na escala menor, nesse caso La menor.

Nesse caso, então, se uma música ou um trecho está na tonalidade de


Do maior ou La menor; de acordo com a armadura de clave sem
nenhum sustenido ou bemól; procura-se observar se a nota sol está com
um sustenido ou no estado natural. Se essa nota estiver com o sustenido,
a tonalidade do trecho estará em La menor, pois o sol com o sustenido
terá a função de sensível.

Caso a nota sol estiver sem o sustenido, então a tonalidade será de Do


Maior.

54
Teoria Musical Aplicada 2010

Geralmente para saber se a tonalidade da composição


está em modo menor ou em modo maior, geralmente o
músico usa a sua percepção musical (o ouvido), pois o
próprio “clima” da música já lhe revela isso.

Anotações:

55
Teoria Musical Aplicada 2010

VALORES
Nem todas as notas tem a mesma duração. Para entendermos a
duração dos sons musicais é necessário que as notas apareçam sobre
formas diferenciadas.

Estas diversas formas das notas se chamam Figuras ou Valores.

Temos então na seqüência abaixo as figuras mais usadas e que


representam os sons, elas aparecem em sete formas diferentes:

Pausas

As pausas são figuras que indicam duração de silêncio entre sons.


Cada figura de som tem sua respectiva pausa que lhe corresponde o
mesmo tempo de duração, ou seja, temos a pausa da semibreve, da
mínima, da semínima, da colcheia, da semicolcheia, da fusa e da
semifusa.

Veja abaixo as figuras e suas pausas correspondentes:

56
Teoria Musical Aplicada 2010

Quando se escreve duas ou mais colcheias, semicolcheias, fusas e


semifusas consecutivas os colchetes são substituídos por barras
horizontais, ficando as notas unidas em grupos.

Divisão proporcional dos valores

A semibreve é a figura que representa maior duração e é tomada


como unidade da Divisão Proporcional dos Valores, em resumo, todas
as demais figuras são divisões da semibreve.

Divisão Proporcional dos Valores

57
Teoria Musical Aplicada 2010

Abaixo temos a comparação real dos valores de acordo com o que


explicamos acima. Temos a semibreve e em seguida os valores das
demais em relação a semibreve.

Também assim:

58
Teoria Musical Aplicada 2010

E assim: a Breve é uma figura usada mais raramente.

a Quartifusa é uma figura usada mais raramente.


Em outras palavras:

Os números são as frações de cada figura correspondentes à


semibreve.

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Teoria Musical Aplicada 2010

PONTO DE AUMENTO
É um ponto colocado à direita da figura (nota ou pausa) para
aumentar a METADE de seu valor de duração.
Dois ou mais pontos podem ser colocados à direita da figura, tendo
nesse caso, o primeiro ponto o valor já conhecido e os seguintes pontos
cada um a metade do ponto anterior.
Exemplos: As pausas também podem ser pontuadas.

LIGADURA
É uma linha curva que se coloca acima ou abaixo das notas.
Existem 2 tipos de ligaduras: de Valor e de Fraseado. A que mais nos
interessa por enquanto é a de Valor.

Ligadura de Valor

É uma linha curva que une duas ou mais notas da mesma altura, (notas
iguais), e indica que os sons (notas) que estiverem ligados não devem
ser separados. Somente o primeiro som é emitido e os demais serão
apenas a prolongação do primeiro de acordo com seus valores.

60
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

61
Teoria Musical Aplicada 2010

COMPASSOS

As figuras que representam o valor da notas têm duração


INDETERMINADA (não tem valor fixo). Para que as figuras tenham um
determinado valor na duração do som, são utilizados espaços de
duração à que se dá o nome de: TEMPO.

Tempo é um valor determinado na duração do som ou do silêncio (pausa).

Os Tempos são agrupados em “pulsações”(batidas) iguais, de 2 em 2,


de 3 em 3 ou de 4 em 4, formando uma métrica.
Contamos o tempo na música através da pulsação que é constante.
A forma como contamos e dividimos o tempo é chamada de
Compasso.

Compasso é a divisão da música em séries regulares de tempo.

Essas séries, ou seja, Compassos, podem ser de 2 tempos, 3 tempos, 4


tempos, 5 tempos, 7 tempos, 11 tempos, etc., mas os mais usados são:

de 2 tempos - Chamado de COMPASSO BINÁRIO


de 3 tempos - Chamado de COMPASSO TERNÁRIO
de 4 tempos - Chamado de COMPASSO QUATERNÁRIO

62
Teoria Musical Aplicada 2010

O Compasso é identificado em uma determinada música pela


pulsação dos tempos fracos e fortes. Veja no quadro a seguir como é a
pulsação nos principais compassos:

Compasso Binário - 2 Tempos

Compasso Ternário - 3 Tempos

Compasso Quaternário - 4 Tempos

* Há também os compassos de 5, 7 ou mais tempos.

63
Teoria Musical Aplicada 2010

BARRAS DE COMPASSO
Os compassos são separados na pauta por uma linha vertical,
chamada barra de compasso.

FÓRMULAS DE COMPASSO
Representação do compasso
O Compasso é representado através de números em forma de fração
que aparecem no início da pauta.

Portanto entendemos assim:

Os números que podem ser utilizados no Numerador de uma


Fórmula de Compassos são: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, etc, e
representam a quantidade de tempos dentro de cada compasso.

64
Teoria Musical Aplicada 2010

Os números que podem ser utilizados no Denominador de uma


Fórmula de Compassos são as frações semibreve, e representam as
figuras que valerão 1 Tempo:

Lembrando que esses números não são o Tempo de Duração das figuras, são
apenas as proporções delas em relação à Semibreve.

Em qualquer compasso a figura que preenche um tempo chama-se


Unidade de Tempo (U.T.); e a figura que preenche um compasso inteiro;
sem faltar ou sobrar tempo; chama-se Unidade de Compasso (U.C.).
Atualmente usa-se muito a escrita das Fórmulas de Compasso da
seguinte maneira:

65
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

66
Teoria Musical Aplicada 2010

CLASSIFICAÇÃO DOS COMPASSOS

Os Compassos são classificados em: Simples e Compostos.

Compasso Simples
Compasso Simples é aquele em que a figura que vale 1 tempo
(unidade de tempo) forma uma figura simples, ou seja, não pontuada.
Nos Compassos Simples, cada Unidade de Tempo é dividida em duas
metades iguais:

Os números que são os Numeradores dos COMPASSOS SIMPLES são:

67
Teoria Musical Aplicada 2010

Dessa maneira já se sabe quando a Fórmula de Compasso é de um


Compasso Simples pelos Numeradores.

Veja esse quadro


contendo as
Fórmulas de
Compassos
SIMPLES mais
comuns:

Algumas U.C. nos Compassos Simples são formadas por figuras


pontuadas

Particularidade da Pausa de Semibreve

68
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

69
Teoria Musical Aplicada 2010

SOLFEJO
Ditado Rítmico - Compassos Simples Mais Comuns
Pronunciam-se as notas com a sílaba “PÁ” ou similar. Exercícios Pozzoli

70
Teoria Musical Aplicada 2010

71
Teoria Musical Aplicada 2010

Ditado Melódico - Compassos Simples Mais Comuns

Pronuncia-se o nome das notas. Ex: Dó-ó, Ré-é, etc...

72
Teoria Musical Aplicada 2010

73
Teoria Musical Aplicada 2010

74
Teoria Musical Aplicada 2010

Compasso Composto
Compasso Composto é aquele em que a figura que vale 1 tempo
(unidade de tempo) forma uma figura composta, ou seja, figura
pontuada. Nos Compassos Composto, cada Unidade de Tempo é
dividida em três metades iguais:

Os números que são os Numeradores dos COMPASSOS COMPOSTOS


são:

75
Teoria Musical Aplicada 2010

Dessa maneira já se sabe quando a Fórmula de Compasso é de um


Compasso Composto pelos Numeradores.

Veja esse quadro


contendo as
Fórmulas de
Compassos
COMPOSTOS
mais comuns:

Algumas U.C. nos Compassos Compostos são formadas por duas


figuras ligadas

AS PULSAÇÕES Pulsações divididas em duas (2) Pulsações divididas em três (3)

Duas Pulsações por compasso Binário simples Binário composto

Três Pulsações por compasso Ternário simples Ternário composto

Quatro Pulsações por compasso Quaternário simples Quaternário composto

76
Teoria Musical Aplicada 2010

77
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

78
Teoria Musical Aplicada 2010

SOLFEJO
Ditado Rítmico - Compassos Compostos Mais Comuns
Pronunciam-se as notas com a sílaba “PÁ” ou similar. Exercícios Pozzoli

79
Teoria Musical Aplicada 2010

Ditado Melódico - Compassos Compostos Mais Comuns


Pronuncia-se o nome das notas. Ex: Dó-ó, Ré-é, etc...

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Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

81
Teoria Musical Aplicada 2010

COMPASSOS IRREGULARES
(COMPLEXOS ou ALTERNADOS)

São compassos que não possuem uma pulsação regular, isto é, 2


tempos, 3 tempos ou 4 tempos. Esses compassos são uma junção de
compassos regulares, (como no exemplo abaixo) e de pulsações
diferentes formando assim os compassos irregulares:

Sendo assim, os compassos irregulares são classificados em:


Binário Irregular: Tem como denominador o número 5.

Ternário Irregular: Tem como denominador o número 7.

Quaternário Irregular: Tem como denominador os números 10 e 11.

82
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

RÍTMO
O ritmo corresponde a uma das características básicas da música, ao
lado da melodia e da harmonia. Na escrita musical o ritmo é
determinado pelo modo como as notas são agrupadas em compassos,
pelo número de tempos em um compasso e pelo modo como os
acentos recaem sobre os tempos.
O ritmo pode dar na música uma pulsação regular, ordenada, ou
pode voltar-se contra essa pulsação, criando ou desmanchando
tensão e alterando a evolução do discurso musical.

83
Teoria Musical Aplicada 2010

MÉTRICA
A MÉTRICA se baseia no estudo dos compassos e suas combinações
com os diversos ritmos.
E que o RITMO se trata da distribuição de valores e figuras diversas
obedecendo uma certa ordem de tempo.

Acento Métrico
Os tempos dos compassos obedecem a diversas acentuações, umas
fortes outras fracas. Essa acentuações são o Acento Métrico.
É por meio do Acento Métrico que podemos reconhecer, apenas
ouvindo, se:
Esta música tem compasso Binário
Esta música tem compasso Ternário
Esta música tem compasso Quaternário

O Acento Métrico dos compassos se dá dessa maneira:

84
Teoria Musical Aplicada 2010

Para o Compasso Quaternário também utiliza-se o seguinte Acento


Métrico:

Os tempos também são subdivididos em Partes Fracas e Fortes.

Assim:

Fórmula Rítmica
A métrica é sempre combinada a um padrão rítmico para gerar um
estilo particular. É o que acontece com músicas de dança, (a valsa ou
a polka) que têm padrões particulares para enfatiza as pulsações
(batidas), as quais são imediatamente reconhecíveis. Isto
frequentemente é feito para que a música coincida com os passos
rápidos da dança. Esses padrões rítmicos são oque chamamos de
Fórmula Rítmica e são o agrupamento de valores e figuras que fazem
um sentido musical.
Exemplo:

85
Teoria Musical Aplicada 2010

INÍCIO DO RITMO
Início do Ritmo
O Ritmo pode-se iniciar de três formas:

Ritmo Tético
O ritmo começa no 1° tempo do compasso; no Tempo Forte:

Tempo Forte

Ritmo Anacrústico (Protético)


O ritmo começa antes do início do compasso:
(Hino Nacional Brasileiro)

Tempo Forte

Anacruse ou Prótese são as figuras que estão antes do início de um compasso.

Ritmo Acéfalo (Decapitado)


O início do 1º compasso é ocupado por pausa(s), e o ritmo começa
no tempo Fraco.

86
Teoria Musical Aplicada 2010

TERMINAÇÕES DO RITMO
O Ritmo pode-se terminar de duas formas:

Terminação Feminina (Plana)


O ritmo termina no tempo Fraco do compasso:

Terminação Masculina (Truncada)


O ritmo termina no tempo Forte do compasso:

CONTRATEMPO
É quando as notas são executadas nos tempos (ou partes) fracas,
ficando os tempos (ou partes) fortes com pausas. O tempo onde
deveria recair a acentuação é preenchido por silêncio: a pausa.

87
Teoria Musical Aplicada 2010

SÍNCOPE
É quando o som de uma nota executada no tempo (ou parte) fraca
se prolonga até o tempo (ou parte) forte seguinte. Assim, o tempo forte
estará preenchido com os “restos” de som da nota anterior.

Síncopes Regulares são compostas por notas de mesma duração.


Síncopes Irregulares são compostas por notas de duração diferentes.

Também assim:

QUIÁLTERAS
Quando as Unidades de Tempo (U.T.) e Unidade de Compasso (U.C.)
são subdivididas em grupos de notas, e esses grupos são alterados na
quantidade de notas que normalmente os compõe; para mais ou para
menos; chamamos: Quiálteras. Coloca-se acima ou abaixo do grupo
da Quiáltera o numero de quantidades de figuras que compõem a
divisão alterada.
Exemplo:

88
Teoria Musical Aplicada 2010

As Quiálteras também podem ser constituidas por figuras de diferentes


valores, ou ainda com notas e pausas. Assim:

As Quiálteras formadas por valores iguais são as regulares e as


formadas por valores desiguais são as irregulares.

As Quiálteras são classificadas em: Diminutivas e Aumentativas.

As Quiálteras Aumentativas alteram para mais a quantidade de


subdivisões estabelecidas pela fórmula de compasso.

Mais conhecida
como TERCINA

89
Teoria Musical Aplicada 2010

As Quiálteras Diminutivas alteram para menos a quantidade de


subdivisões estabelecidas pela fórmula de compasso.

As Quiálteras devem ser executadas no mesmo tempo que o


grupo de notas da subdivisão normal de cada Fórmula de
Compasso é executado.

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Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

91
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

ANDAMENTOS
A velocidade com que uma música é tocada; um movimento rápido
ou um movimento devagar; sempre mantendo uma pulsação
constante a cada compasso ou acelerando e desacelerando
gradativamente, a isto chamamos de Agógica e é ela quem define a
velocidade de execução de uma música. Esta velocidade é chamada
de Andamento e indica a duração de cada tempo nos diversos
compassos.

Agógica, termo utilizado para descrever os desvios e alterações do tempo,


os quais são necessários para conferir sutileza e um maior interesse na frase
musical. É usado para ressaltar todos os detalhes de execução de uma peça
musical criando vitalidade através do uso inteligente do rubato,
precipitações, rallentamento, interrupções, etc.

Apesar de todas as indicações em uma partitura, o Andamento


permanece sempre uma questão de interpretação do músico, de cada
grupo ou de cada maestro e não existe realmente o Andamento
“correto” para uma peça musical, dado que a Acústica (como o som
se propaga em diferentes ambientes) e outras influências externas
exercem grande efeito sobre a velocidade a que uma composição se
torna mais ou menos expressiva.

Metrônomo

O Metrônomo é um aparelho (relógio) que mede o


tempo musical. Determina o Andamento marcando
regularmente a duração de cada tempo através de
um “click”. Para isso utiliza-se a seguinte Indicação
Metronômica como no exemplo abaixo:

A Semínima representa o tempo a cada


minuto e o número a quantidade de
batidas (Semínimas) por minuto.

92
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

A Indicação Metronômica é colocada ao lado do Andamento ou


isolada - no início da partitura ou no decorrer dela.

A representação escrita da Indicação Metronômica dependendo da


U.T. de cada fórmula de compasso.

O Andamento é indicado no início ou em outros locais da partitura e é


representado por palavras (em italiano) e representam somente a
velocidade dos Andamentos.

Consideram-se três tipos de Andamentos: Lentos, Moderados e


Rápidos.

93
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Essas palavras aparecem, muitas vezes, modificadas por meio de


outros termos (também italianos), e representam mudanças no
Andamento, tais como:

Assai (bastante),
Molto (muito),
Più (mais),
Meno (menos)
Animato (animado),
Quasi (quase),
Non Tanto (não tanto),
Mosso (movimentado),
Poco (pouco),
Non Troppo (não demais), etc.

Exemplo: Allegro non troppo, Allegretto Assai, Andante meno mosso,


Andante Quasi Lento, etc...

Algumas vezes encontramos outros termos; não em italiano;


representando as velocidades dos Andamentos e sim em alemão,
francês, inglês, espanhol e também em português, além de outros.

94
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

MODIFICAÇÕES NO ANDAMENTO

As modificações momentâneas do Andamento inicial são indicadas


no decorrer de um trecho musical, com termos também em Italiano:

Para aumentar a velocidade do Andamento:

Affret. (Affretando): Apressar. Instrução para aumentar o


ritmo, o que implica também um aumento na energia
sonora.
Accel. (Accelerando): Acelerando.
String. (Stringendo): Espremer . Direção à qual a
intensidade da música deve ser aumentada , por
aceleração do tempo (como quando se aproxima de um
clímax).
Più Mosso, Più Moto, Più Animato, Più Vivo.
Poco a poco Accelerando, Calcando, Incalzando.
Stret. (Stretto): Reunido , apertando. O Tempo fica mais
rápido. Também quando o tempo é acelerado para o
clímax final.

Para diminuir a velocidade do Andamento:

Rit. (Ritardando): Retardando gradativamente. Segurando


para trás, para segurar, retido.
Allarg. (Allargando).
Ritenuto: Retido , ou seja, mais lento (imediatamente , e
não gradualmente, com ritardando e rallentando ).
Rall. (Rallentando): Abrandar, gradualmente.
Praticamente o mesmo que ritardando.
Meno Mosso, Morrendo, Mancando, Calando.
Slargando, Slentando,Strascinando, Tardando, Smorzando,
etc.

95
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Para voltar ao Andamento anterior e outros:

A Tempo
A Tempo Primo
Tempo I
L’istesso Tempo - o mesmo andamento. embora a
fórmula de compasso mude , a duração do tempo
real permanece a mesma.
In Loco - Tocar exatamente como está escrito.

Outras modificações de Andamento:

Suspender o Andamento:

 Ad. Lib. (Ad libitum): À Vontade. A interpretação é


livre, sem compasso e sem tempo.
 A Piacere: À Vontade.
 Senza Tempo: Sem tempo
 Rub. (Rubato) – Indica certa liberdade na duração do
valor das figuras sem alterar a divisão do compasso.
 Doppio Movimento – Duplo. Duas vezes mais rápido
(ou seja, o dobro da velocidade anterior).

A Fermata: 

FERMATA sobre uma NOTA indica prolongamento, a


vontade, do som.

96
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

 SUSPENSÃO sobre uma PAUSA indica prolongamento,


a vontade, do silêncio.

 PARADA sobre uma BARRA (DUPLA) indica interrupção


entre duas partes do trecho musical.

 Pode-se ainda acrescentar sobre a FERMATA as


palavras LONGA ou CURTA, indicando uma
sustentação maior ou menor do valor.

ou ainda os símbolos:

97
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

EXPRESSÃO
Para interpretar uma obra, o músico deve compreender todas as
intenções e sentimentos que o compositor teve ao compô-la. Muitas
vezes o título da obra ja traz todo um clima de como ela será
interpretada. A maneira ou o caráter no qual o andamento deverá ser
tocado chamamos de EXPRESSÃO.
É pela Expressão que o músico se orienta para executar essa peça
musical conforme a intenção do compositor.
Para informar o caráter da música, o compositor utiliza no início da
partitura termos de Expressão em Italiano.

Existe uma infinidade de termos de Expressão. Veja alguns deles:

Addolorato - doloroso, triste. Dolente - doloroso.


Affabile - afável, carinhoso. Flebile - triste.
Affetuoso - terno, meigo. Giocoso - brincando.
Agevole - ágil. Giusto - justo, exato.
Agitato - agitado. Leggiero - ágil, leve.
Allegremente - alegre. Maestoso - majestoso.
Amabile - amável. Mesto - triste.
Amoroso - amoroso. Mosso - movido, animado.
Animato - animado. Parlando - como se estivesse
Appassionato - apaixonado. falando.
Ardito - com ardor. Piacevole - agradável.
Brillante - com brilho. Piangendo - chorando.
Burlesco - cômico. Recitativo - como se estivesse
Caldamente - com emoção. falando.
Calmato - com calma. Risoluto - decidido.
Cantabile - cantando. Scherzando - brincando.
Con Duolo – com dor. Sciolto - naturalmente,
Con Anima - com a alma. desembaraçado.
Con Fuoco - com (“fogo”) Sostenuto - sustentando o som.
intensidade. Tenero - com ternura.
Con Moto - movido, com vida. Brillante - com brilho.
Dolce - com doçura. Burlesco - cômico.

98
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Todas essas Expressões são combinados com os termos de


Andamento. Assim:

Andantino Affetuoso Lento Piangendo


Allegro con brio Adagio Sostenuto
Allegretto Scherzando Presto Mosso
Andante Mesto Andante Piacevole

Anotações:

99
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

DINÂMICA
A variação de Intensidade dos sons fortes e fracos constitui o
“colorido” da música.

A Dinâmica dos sons executados em uma obra, quase sempre vem


indicada por palavras Italianas – muitas vezes abreviadas – e também
por sinais gráficos encontrados no decorrer de uma partitura. Veja
abaixo a tabela das Intensidades:

100
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

A Dinâmica na partitura vem escrita logo abaixo da pauta indicando


o trecho que deverá ser executado num Forte:

ou num Mezzo-Piano e Piano logo após:

As mudanças gradativas de Intensidade, (do forte para o fraco), e


vice e versa, (ou do fraco para o forte e depois para o fraco
novamente), são escritas utilizando sinais gráficos dessa Forma:

“GRAMPOS” DE INTENSIDADE

101
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Outras abreviaturas em Italiano, também podem ser utilizadas para


designar aumento ou diminuição gradativa da Intensidade, tais como:
dim. : diminuindo.
smorz. : extinguindo o som.
rinf. : reforçando o som.
cresc. : crescendo a intensidade do som.
Morendo: desaparecendo o som.
s.v. (Sotto Voce): em baixa voz, som mediano.
Ao Niente: “até a nada”, até intensidade zero.
Calando: até intensidade zero.
poco a poco.
Perdendosi, Calando, Estinto, Slentando, Etc..

Outras escritas de Dinâmica

Dinâmicas Extremas:

Costuma-se também utilizar outras abreviaturas combinadas com os


sinais de Dinâmica habituais.

Costuma-se também
utilizar outras abreviaturas
combinadas com os
sinais de Dinâmica
habituais.

Forte-piano: indica que a nota deve ser “atacada” forte e


imediatamente seguida de um piano súbito.

102
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Os Sons “Reforçados”
Existem outras indicações de Intensidade que servem para
reforçar o som de algumas notas e geralmente devem ser
atacadas com muita força.

São eles:
Indica um acento repentino que
começa em um ( p )piano e cresce
até um ( f ) forte na duração da
nota.

Indica um acento repentino que se


prolonga com um ( f ) forte na
duração da nota.

o (sforzatíssimo)tem acentuação mais intensa.

Indica um acento vigoroso e uma


suavização logo em seguida.

Indica um acento reforçado e uma


maior ênfase do ( f ) forte.

Todos os Sinais de Intensidade, aqui vistos, podem


ser usados em combinação uns com os outros
formando Dinâmicas diversas.

103
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Anotações:

104
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

ARTICULAÇÃO
São as diferentes maneiras de emitir e “atacar” os sons musicais
utilizando-se de sinais gráficos apropriados para destacar, ligar ou
acentuar certas notas. Cada instrumento musical tem sua técnica
específica de Articulação.
A Articulação está para a música como a Dicção está para a
linguagem.
Não se deve confundir Articulação com Fraseado, que é a maneira
de se interpretar as Frases Melódicas.
Na Articulação temos:
LEGATO
STACCATO
SINAIS DE ACENTUAÇÃO
LEGATO
É uma palavra italiana que significa “Ligado” usada para indicar que
a passagem de um som para outro (sons diferentes) deve ser feita sem
interrupção (respiração).
Indica-se o Legato com a Ligadura de Expressão e a Ligadura de
Fraseado.

Ligadura de Expressão é a que liga uma menor quantidade de


notas, expressivamente.

Ligadura de Fraseado é a que liga uma maior quantidade de notas, um


trecho maior, uma Frase. (Muito usado nos Instrumentos de Cordas).

105
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Também usa-se escrever Legato abaixo ou acima do trecho desejado.

STACCATO
É uma palavra italiana que significa “Destacado” usada para indicar
que os sons são articulados destacando-se uns dos outros, de modo
separado.

Um trecho musical sem indicação alguma de


Articulação será executado com as notas separadas
umas das outras: Staccato.

Os Diferentes Tipos de Staccato

Staccato Simples (Ponto de Diminuição)

É um ponto colocado
acima da “cabeça” da
nota e divide o som dela
pela metade de seu real
valor, sendo uma metade
som e a outra metade
silêncio.

106
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Staccato Secco (Staccatíssimo, Staccato Martelato)

É um sinal em forma de
triângulo apontado para a
“cabeça” da nota e divide o
som dela em quatro partes,
sendo uma parte um quarto
de som e as outras três
quartos de silêncio.

Staccato Brando (Meio-Staccato)

É um sinal composto de
ponto e traço que divide
o valor da nota em quatro
partes, sendo três quartos
são som e um quarto de
silêncio.

107
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Portato (Ponto Ligado)

A emissão do som é feita de uma maneira intermediária


entre o Legato e o Staccato, por isso a combinação do
ponto e ligadura.

SINAIS DE ACENTUAÇÃO
Indicam quais notas terão o som acentuado (mais forte) e de que
maneira isso será feito.

O Sinal (Marcato), indica que a nota deve ser atacada com muito
vigor e suavizada logo em seguida.

O Sinal indica que a nota deve ser acentuada e em seguida


suavizada.

O Sinal (Tenuto), não tem acentuação inicial e é mantido o valor


total da nota.

108
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SONS

Nota ”Normal”: Tem geralmente um pequeno


decrescendo e termina um pouco antes.

TENUTO: Anota não decresce e é sustentada


rigorosamente até seu final .

MARCATO: O acento inicial é grande e o


decrescendo é menor .

ACENTUAÇÃO: O acento inicial é menor e o


decrescendo é maior que o anterior
(Marcato) .

109
Teoria Musical Aplicada à Banda de Música 2010

Anotações:

110
Teoria Musical Aplicada 2010

ORNAMENTOS
Quando uma ou mais notas são acrescentadas
às notas reais de uma melodia ou de um acompanhamento,
chamamos essas notas de Ornamentos.
Os Ornamentos são indicados por notas pequenas (menores que as
notas reais) ou por sinais especiais. São escritos antes ou acima das
notas reais.
Os principais tipos de Ornamentos são:

APOGIATURA
(Apojatura, apojectura, appoggiatura)

É um ornamento escrito antes da nota real e representado por uma


nota de tamanho menor. Se a Apogiatura estiver um grau acima da
nota real é chamada Apogiatura Superior e se estiver um grau abaixo é
chamada de Apogiatura Inferior.

Apogiatura Longa (Expressiva)


É representada por uma nota pequena ligada à nota real. Na
execução dessa Apogiatura dá-se o valor inteiro que ela representa.

O ACENTO É NA APOGIATURA E NÃO NA NOTA REAL

Conforme o valor da nota real a Apogiatura Longa pode variar.

111
Teoria Musical Aplicada 2010

Apogiatura Breve (Simples)


É representada por uma nota pequena (geralmente uma colcheia)
atravessada por um traço oblíquo e ligada à nota real. Na execução
dessa Apogiatura dá-se o valor minimo ficando o restante do valor com
a nota real.

O ACENTO É NA NOTA REAL E NÃO NA APOGIATURA

Conforme o Andamento, o estilo da peça e outros fatores, a duração


das Apogiatura Breve pode variar.

Aciacatura (Acciaccatura, Acicatura)


É um tipo de Apogiatura que tira sua duração do final da nota anterior
e não da próxima nota.

O ACENTO É NA NOTA REAL

A notação da Acicatura é exatamente igual a da Apogiatura. O que


muda é a sua execução que cabe ao intérprete optar por uma ou
outra conforme o estilo da peça.

Apogiatura Irregular
A execução desta Apogiatura é igual à da Apogiatura Breve com a
diferença apenas na distância, que é maior que um grau da nota real.

112
Teoria Musical Aplicada 2010

Apogiatura Sucessiva (Dupla & Irregular)


Consiste na execução sucessiva de Apogiaturas. É representada por
semicolcheias (duas, três ou mais) pequenas.

O ACENTO É NA NOTA REAL E NÃO NA APOGIATURA

Anotações:

113
Teoria Musical Aplicada 2010

MORDENTE

Formado por duas notas sendo que a primeira é de som igual ao da


nota real e a segunda é um grau acima ou abaixo da nota real.

Quando a segunda nota do Mordente está acima da nota real


chamamos de Mordente Superior e se escreve o sinal acima
da nota real.

Quando a segunda nota do Mordente está abaixo da nota real


chamamos de Mordente Inferior e se escreve o sinal acima
da nota real.

A execução dos Mordente é igual à da Apogiatura Sucessiva com a


diferença de que dependendo de o quanto mais lento fôr o
Andamento, mais curta será a execução.

Quando a segunda nota do Mordente tiver bemol ou sustenido


(ou até bequadro) acrescenta-se esses símbolos junto ao símbolo
do Mordente.
Assim: ou Assim:

Os sinais e (mais “alongados”) indicam um Mordente


duplicado. O dobro do que se executa no Mordente normal.

114
Teoria Musical Aplicada 2010

GRUPETO
Formado por um grupo de três ou quatro notas anteriores ou
posteriores à nota real.

São representados pelos sinais:

(Grupeto Superior) e

(Grupeto Inferior)
Conforme a execução, os Grupetos são classificados em Grupeto de
Ataque e Grupeto Medial.

Grupeto de Ataque
É executado no início da nota real. Formado por três notas, também
pode ser:
Superior, começando um grau acima da nota real, desce para a
nota real, vai para um grau abaixo da nota real, e termina na
nota real.
Inferior, começando um grau abaixo da nota real, sobe para a
nota real, vai para um grau acima da nota real, e termina na
nota real.

O Acento é na Nota Real, depois do Grupeto

115
Teoria Musical Aplicada 2010

Possíveis Alterações podem ser escritas acima ou abaixo do sinal do


Grupeto, como bemóis, Sustenidos ou Bequadros.

O valor das notas do Grupeto variam de acordo com o


Andamento e estilo da peça musical.

Grupeto Medial
É executado entre duas notas. O sinal do Grupeto é colocado entre a
nota real e a nota seguinte. Esse Grupeto é formado por quatro notas.
Também podem ser Grupeto Superior ou Grupeto Inferior.

O Acento é no início da Nota Real

116
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

117
Teoria Musical Aplicada 2010

TRINADO (Trilo)
É a repetição rápida e alternada de duas notas vizinhas (em grau
superior ou inferior), uma das quais é a nota real.

O Trinado é representado pelos símbolos: , ou


simplesmente e são escrito acima das notas que serão
executadas com o Trinado.

O Acento é na nota real (primeira nota do Trinado)

*O Trinado Superior é o mais utilizado.

Às vezes são acrescentados aos Trinados sustenidos, bemois,


bequadros para indicar que as notas de repetição devem ter esses
referidos acidentes.

A velocidade de execução de um Trinado depende do caráter e


andamento da obra, das intenções do compositor, regente ou
intérprete. Mas quanto mais lento fôr o Andamento mais rápida será a
execução do Trinado.

118
Teoria Musical Aplicada 2010

GLISSANDO
É o deslizamento rápido entre duas notas reais ou o final da duração
de uma nota real deslizada.

Às vezes a notação do Glissando é feita apenas com a abreviatura


gliss. ou ou ainda
Nem todos os instrumentos conseguem executar o Glissando.

PORTAMENTO
É um Ornamento representado por uma pequena colcheia escrita
antes da nota real e que antecipa esta e ambas tem a mesma
entoação. Na execução dá-se ao Portamento uma pequena parte do
final da primeira nota real.
O Acento é na segunda Nota Real

119
Teoria Musical Aplicada 2010

FLOREIO
É um Ornamento sem uma forma muito bem definida. Pode ser
formado por uma ou duas notas ou um grupo de notas entre duas
notas reais.

O Floreio de Uma Nota é


executado como uma
Apogiatura Breve ou uma
Aciacatura Irregular
mantendo sempre mais
de um grau de distância
até a nota real.

O Floreio de Três ou Mais Notas é representado por um grupo de


notas é executado como uma Apogiatura Irregular ou uma
Aciacatura Irregular. Esse Floreio deve ser executado rigorosamente
dentros dos limites do compasso.

120
Teoria Musical Aplicada 2010

CADÊNCIA MELÓDICA
É um Ornamento que consite na execução de uma passagem
sobrecarregada valores das mais diversas durações e cuja execução
fica a critério do executante. A Fermata colocada na nota real anterior
à Cadência Melódica permte a execução à vontade sem observar os
limites dos compassos.

Anotações:

121
Teoria Musical Aplicada 2010

ABREVIATURAS
São sinais que servem para facilitar o trabalho da escrita e leitura
musical.

As Abreviaturas são:

ABREVIATURAS DE REPETIÇÃO DE TRECHOS MUSICAIS

RITORNELLO (Retornello) – É um sinal que determina a repetição de


um trecho musical. É representado por barra dupla, dessa forma:

O trecho musical entre os Ritornellos será executado duas


vezes. Caso for necessário um maior numero de repetições
escreve-se acima a quantidade de vezes que será repetido.

Outra maneira de se escrever o Ritornello pode ser assim:

Se o trecho a ser repetido começa no início da partitura,


então só será colocado um Ritornello no final desse trecho.
Assim:

122
Teoria Musical Aplicada 2010

Se um trecho é repetido, mas com o final diferente usam-se


duas “chaves” com a expressão 1ª vez e a outra com a
expressão 2ª vez para terminar o trecho.

As “chaves” de repetição são geralmente chamadas de


“Casas”. Exemplo: casa de 1ª vez, casa de 2ª vez, etc...

Existem músicas que repetem várias vezes o mesmo trecho.


São as chamadas Estrofes e geralmente a última estrofe é
diferente para finalizar. Dessa forma escrevem-se as vezes à
serem repetidas dentro das “casas”.

D.C. (da Capo) – Indica a repetição da música a partir do início


(da “cabeça”, Italiano).

FINE (Fim) – Indica o final do trecho ou da música.

D.C. al Fine – Repetir a música desde o início até onde estiver a


expressão Fine.

(D.S. ou dal Segno) – Repetir a música a partir do sinal


(“Segno” significa sinal, em Italiano).

123
Teoria Musical Aplicada 2010

(Coda) – Indica o “salto” (muitas vezes chamado “pulo do Ò”) na


repetição a partir do lugar onde se encontra esse sinal para o trecho
onde se encontra um sinal semelhante. (significa Cauda, em Italiano).
Em diversas vezes esse tipo de Salto é representado assim:

* A partir do compasso 1 toca-se até o compasso 4 voltando até o compasso 1


obedecendo os Ritornellos. Depois da repetição segue para os compassos 5, 6, e
continua seguindo pelos compassos seguintes até o compasso 20 (D.S. al Coda)e
volta ao (compasso1). Faz os Ritornellos e segue novamente para os compassos
5, 6, e continua seguindo, desta vez até compasso 12 (To Coda) e faz o “Salto” para
o etc...

P ou Q – Esses sinais são outros tipos de Saltos.

Os termos em Italiano Dal, al podem ser combinados com todas as


abreviaturas vistas anteriormente.

124
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

125
Teoria Musical Aplicada 2010

ABREVIATURAS DE REPETIÇÃO DE NOTAS IGUAIS

Notas e grupo de notas iguais, dentro de um compasso,


podem ser abreviados da seguinte maneira:

126
Teoria Musical Aplicada 2010

TREMOLO (Trêmulo)
É a repetição da mesma nota preenchendo o seu valor no compasso.
A quantidade de barras - como no exemplo anterior - são as barras das
colcheias, semicolcheias, fusas, semifusas ou quartifusas. Na percussão
esse sinal é conhecido como Rufo.

Na maioria das vezes, executar o Tremolo significa repetir a nota com


valores menores e de maneira rápida até completar a duração da
figura. Nesse caso adiciona-se a expresão trem sobre a nota. Caso as
repetições tenham de ser exatas escreve-se a expresão non trem sobre
a nota.

ABREVIATURAS DE REPETIÇÃO DE NOTAS DIFERENTES

E nessas proporções para as outra figuras.

127
Teoria Musical Aplicada 2010

ABREVIATURAS DE REPETIÇÃO DE UM GRUPO DE NOTAS

Os sinais de repetição só devem ser usados dentro de um mesmo


compasso.

SIMILE
Também pode ser usado o termo Simile (similar) ou Segue.

ABREVIATURAS DE REPETIÇÃO DE UM OU MAIS COMPASSOS


Repetição de um compasso:

128
Teoria Musical Aplicada 2010

Repetição de dois compassos:

Repetição de um ou dois compassos por várias vezes:

ABREVIATURAS DE REPETIÇÃO DE PAUSAS


Para a repetição de compassos em silencio, usa-se uma barra com
um número acima. O número indica quantas vezes o compasso de
pausa será repetido.

G.P. (Pausa Geral)


Indica uma pausa para todo o conjunto musical – orquestra, banda,
etc. Do alemão G.P. Generalpause.

129
Teoria Musical Aplicada 2010

CESURAS
Existem dois tipos de Cesuras. A primeira é uma pequena e rápida
pausa de respiração entre duas frases. Executa-se tirando o final da
duração da nota anterior.

A segunda é uma interrupção súbita. Geralmente vem após uma


fermata ou acima de uma barra de compasso. Executa-se
interrompendo o som subitamente voltando ao sinal do regente.

ABREVIATURAS DE OITAVAS
Para evitar o excesso de linhas suplementares nas partes dos
instrumentos que tocam notas muito agudas ou muito graves, utiliza-se
a Linha de Oitava.
A Linha de Oitava escrita acima do trecho a ser “oitavado” executa-
se uma oitava acima. Caso a Linha de Oitava estiver escrita abaixo do
trecho a ser “oitavado” executa-se uma oitava abaixo.

130
Teoria Musical Aplicada 2010

- Indica que a melodia original deve ser executada


juntamente com uma oitava acima ou uma oitava abaixo.

- Indica duas oitavas acima ou duas oitavas abaixo. É


usado mais raramente.

Anotações:

131
Teoria Musical Aplicada 2010

TERMOS ESPECIAIS
Tacet (silêncio em latim) – Esta expressão indica que derta voz ou
determinado instrumento não toca o trecho onde estiver escrito a termo
Tacet. Play é o oposto de Tacet.

in Loco (no lugar) – Esse termo indica que as notas devem ser
executadas exatamente da maneira com estão escritas. Geralmente
esse termo vem escrito após de uma abreviatura ou um termo especial.
Vib. (vibrato) – Executa-se a nota com uma pequena, mas clara
vibração (ocilação). Nos instrumentos de sopro o vibrato é produzido
através dos lábios ou do diafragma.
Sordini, sord. (Surdina) – é um dispositivo abafador colocado
nos instrumentos para modificar o timbre e diminuir o seu volume sonoro.
As Surdinas mais comuns nos instrumentos de sopro são as para os
metais. Instrumentos de palheta também utilizam Surdinas. Instrumentos
de corda como os da família do violino utilizam um tipo de Surdina
encaixado nas cordas.
Con Sordini – Tocar com Surdina.

Senza Sordini – Tocar sem Surdina.

Via Sordini, Altazo Sordini – Tirar a Surdina.

132
Teoria Musical Aplicada 2010

Bouché (francês) – Sons fechados ou tampados. Termo usado


para abafar os sons nos instrumentos de metais. Geralmente utiliza-se a
mão (em forma de “concha” dentro da campana) no caso da Trompa ou do
Trombone.
A Tempo Primo – Utilizado após uma Rall.. Para voltar ao
andamento anterior.
Ossia – “Outra Alternativa” (geralmente mais fácil) na execução
de um certo trecho musical.

Divisi (div.) – Em um Naipe (grupo de instrumentos do mesmo


tipo), quando na mesma partitura existem mais de uma voz essas vozes
serão divididas entre os instrumentos do naipe. É escrito acima do
trecho musical em que as vozes se dividirão.
a1 ou a2 – Significa que em uma parte tocada por dois
instrumentos apenas um deles tocará. Assim escreve-se acima da parte
a1, se os dois tocarão em seguida escreve-se acima a2. Se mais
instrumentos tocarem na mesma parte usa-se o número correspondente
à quantidade de instrumentos.
Op. (opus, siginifica obra em latim) – Número da obra composta
por um compositor. Ex: Op. 39, Op. 102, etc.
Tutti – Toda a orquestra, banda ou cantores devem executar.
A cappella – Coro sem acompanhamento. Só vozes.

133
Teoria Musical Aplicada 2010

Ad libitum – Á vontade. Andamento livre a critério do


executante.
Fills – Preenchimento melódico ou rítmico usado em
acompanhamentos.
Intro – O mesmo que Introdução.
Shuffle – Muito utilizado na música Jazz. Divisão do tempo em
três partes. Sendo assim, se tivermos duas colcheias a primeira terá a
duração de 2 terços e a segunda a duração de um terço. Geralmente
o termo Shuffle vem acompanhado dos sinais:

Fade-out – Esta expressão indica que um pequeno trecho deve


ser repetido por várias vezes, diminuindo gradativamente de
intensidade até desaparecer.
Fade-in – O contrário do Fade-out. Esta expressão indica que o
trecho deve ser repetido por várias vezes, aumentando gradativamente
de intensidade até a intensidade real da música.
Vi - De – Em um determinado compassao da música é escrito a
expressão Vi. Em outro, após alguns ou vários compassos é escrito De. O
trecho musical que estiver entre o Vi e o De, pode ser omitido (não
tocado) a critério dos executantes.

134
Teoria Musical Aplicada 2010

Brassy – “Som metálico". Geralmente utilizado para os metais nos


trechos em fortíssimo. (Francês - cuivré; Inglês - brassy; Alemão - schmetternd).
Frulato (Flaterzung) – É um tipo de tremolo produzido nos
instrumentos de sopro. Sopra-se fazendo um som de “frrrr” com a língua.
É muito comum na música popular e no Jazz onde aparece escrito
com a palavra “Dirty” (sujo) e significa “som sujo”.
Attacca – É uma expressão em Italiano quer dizer: tocar
imediatamente, sem interrupção o movimento ou o trecho seguinte.

Anotações:

135
Teoria Musical Aplicada 2010

MELODIA
Melodia é o Discurso Musical. É a sucessão de sons (a escala também
pode ser considerada como uma melodia). É também a representação
horizontal da música ao contrário da harmonia que é a representação
vertical.
Toda melodia se caracteriza pela variação de alturas (linha de som) e
pela variação de durações (ritmo).

Tipos de Melodias
Existem vários tipos de melodias:

Melodias por grau conjunto onde as notas que compõe essa


melodia seguem como uma escala, de grau em grau.
Melodias de saltos onde as notas que compõe essa melodia
seguem “saltando” para graus mais distantes.
Melodias que combinam graus conjuntos e saltos.
Melodias Discursivas onde as notas que compõe essa melodia
seguem de um ponto de repouso até atingirem um clímax, um
ponto culminante e após retornarem ao ponto de repouso.
Como em um discurso, uma narração.
Melodias Poéticas onde as notas que compõe essa melodia
seguem com vários saltos para graus diferentes. Não possuem
ponto culminante.

136
Teoria Musical Aplicada 2010

SÍNTAXE MUSICAL
A Síntaxe Musical estuda a ordem lógica de construção e estruturação
de uma melodia. Na estrutura de uma melodia encontramos:
O Motivo
O Inciso
A Frase
O Tema
e o Período.

Motivo
É uma breve figura musical com forma clara e precisa. É formado a
partir de intervalos e ritmo bem definidos facilitando assim sua
memorização. Geralmente se repete várias vezes numa melodia e
também com algumas variações.

Inciso
É uma pequena célula musical formada por um impulso e um repouso.
Geralmente encontrado em *Cadências Harmônicas.

Tema
É a idéia fundamental de uma melodia. Uma melodia é formada por
vários motivos e esses vários motivos juntos formam o tema.

* Ver capítulo sobre Harmonia.


137
Teoria Musical Aplicada 2010

Frase
É unidade musical com sentido de conclusão. A extenção da frase
geralmente abrange 4 ou 8 compassos e pode ser formada por
semifrases.

Período
É geralmente formado por duas frases a inicial e a conclusiva
terminando com uma *cadência conclusiva. Algom como
“pergunta/resposta”.

As melodias geralmente não são demasiado longas para que sua


compreensão não seja difícil.

Anotações:

* Ver capítulo sobre Harmonia.


138
Teoria Musical Aplicada 2010

CONTRAPONTO
Combinação de Melodias
A música não é um aglomerado de melodias sem sentido e sem regras
algumas. A música é sim uma combinação de melodias que seguem
uma melodia principal e para isso são regidas por uma série de regras.
A partir das vozes humanas usamos o termo voz para uma linha
melódica. Pode ser um cantor ou um instrumento que está cantando ou
tocando essa voz. Se essa voz é mais importante que outras, na mesma
música, ela terá que possuir características musicais que a identifiquem
como sendo a voz principal. As demais vozes serão secundárias.
Baseado nesses princípios é que existe o Contraponto que estuda as
combinações de melodias.
Contraponto significa ponto contra ponto, ou seja, nota contra nota.
As regras do Contraponto estudam as relações de melodias contra
outras melodias, vozes contra outras vozes que podem ser a duas, três,
quatro ou mais vozes.
A voz principal, que é o ponto de partida, chama-se Cantus Firmus
(lat.) ou simplesmente canto. É a melodia já existente. O Contraponto é
o contrário a essa melodia e que é subordinado a ela. O estilo de
composição baseado nesse princípio é a Polifonia que quer dizer “várias
vozes”.
As vozes humanas são o fundamento para a manipulação do material
sonoro. As vozes femininas são denominadas:
Soprano (mais aguda) e
Contralto (mais grave).

As vozes masculinas são denominadas:


Tenor (mais aguda) e
Baixo (mais grave).

As vozes que ficam entre essas são o Mezzo-Contralto, voz média


feminina e o Barítono, voz média masculina.

139
Teoria Musical Aplicada 2010

Assim temos no mínimo 4 vozes que chamamos Côro ou Coral. E cada


uma tem sua extenção sonora:

Movimento das Vozes


Observando uma peça ou um trecho no estilo Coral a duas vozes
(vozes humanas ou instrumentais) observa-se a direção do movimento
que elas fazem entre si.

Movimento Paralelo
As vozes se movimentam na mesma direção conservando geralmente
os mesmos intervalos.

Movimento Oblíquo
Uma voz se mantem sem se movimentar e as outras se movimentam
em qualquer sentido.

140
Teoria Musical Aplicada 2010

Movimento Contrário
Duas vozes se movimentam em sentido contrário em relação às outras.

Anotações:

141
Teoria Musical Aplicada 2010

HARMONIA
Vários sons são ouvidos ao mesmo tempo obedecendo a certas
“Regras Musicais”.
A harmonia estuda o encadeamento dos acordes que são
encontrados em um trecho musical com suas formações e modulações
(passagem de uma tonalidade à outra) e também o contraponto com
vozes diferentes ou uma melodia com um acompanhamento
harmônico.
Na melodia os intervalos aparecem sucessivamente, uns após os
outros, enquanto que na harmonia os intervalos aparecem todos ao
mesmo tempo, simultâneamente.

Muito importamte para o estudo da harmonia é a chamada Série


Harmônica.
Quando ouvimos um som musical de altura definida estamos na
realidade ouvindo uma combinação de vários sons ao mesmo tempo.
A ordem em que se encontram esses sons sobrepostos, que estão
distribuídos sempre da mesma maneira fixos, é que determina o som
que ouvimos.
Se ouvirmos um do grave, por exemplo, nosso ouvido registrará tal do,
mas na realidade estará ouvindo a seguinte composição sonora:

A Série Harmônica serve de guia para todos os estudos referentes ao


campo da harmonia. A partir do som gerador do, os diferentes
*harmônicos servem de modelo para se construir encadeamentos
harmônicos.

* Notas que se formam apartir do som gerador (do) na série harmônica.


142
Teoria Musical Aplicada 2010

A harmonia constrói os sons a partir do acorde que tem sua forma


mais simples na tríade: a sobreposição de duas terças sobre uma tônica.
Na harmonia consideram-se quatro vozes como as quatro vozes
humanas: o soprano, o contralto, o tenor e o baixo. Como a tríade tem
apenas três notas uma dessas notas será duplicada. Para isso observam-
se os seis primeiros harmônicos da série harmônica que são notas
consoantes.

Observe que o som gerador do é o que mais se repete - 3 vezes - no


exemplo acima. Duas vezes aparece a 5ª e uma vez a 3ª. Percebe-se
então a relação de importância entre esses graus.
Assim formamos o nosso esquema Coral.

Cadências Harmônicas
Para o fundamento de acordes, devem-se reconhecer as funções
diversas dos vários graus das escalas.
Nos finais dos trechos musicais os acordes formados dentro dos graus
da escala dão a sensação de conclusão. A isso chamamos Cadências
Harmônicas. São terminações de frases ou períodos musicais através de
uma sucessão de dois ou mais acordes que concluem harmonicamente
o discurso musical.

143
Teoria Musical Aplicada 2010

Sendo a tônica o ponto de partida, o grau seguinte em importância


harmônica é o V grau, a dominante e após ele o IV grau, a
subdominante.
As Cadências Harmônicas são basicamente três.

Cadência Perfeita Cadência Plagal


Dominante V e Tônica I Subdominante IV e Tônica I

Cadência Completa
Tônica I, Subdominante IV, Dominante V e Tônica I

144
Teoria Musical Aplicada 2010

Anotações:

145
Teoria Musical Aplicada 2010

TRANSPOSIÇÃO
Mudança de uma tonalidade de uma peça musical para uma
tonalidade diferente da original. Uma composição em do maior, por
exemplo, pode ser transposta para um semitom abaixo ficando assim
na tonalidade de si maior.

Instrumentos Transpositores
São instrumentos musicais que tem suas notas anotadas na partitura
em altura diferente daquela que realmente soa quando são tocadas.
Os instrumentos que soam como está na partitura escrito são chamados
não-transpositores.
É sempre indicada, no início da partitura, a afinação do instrumento
transpositor, ou seja, a nota que realmente soa.
Um exemplo disso é o caso do Clarinete em Sib, a nota que o músico
toca ao ler um do escrito, soa como um sib.
Há diversas razões para que um instrumento seja transpositor. Alguns
instrumentos como o clarinete e o saxofone possuem diversos tamanhos.
Estes instrumentos são transpositores para que um músico possa tocar
qualquer instrumento da mesma família, sem ter que aprender diversos
dedilhados. Por exemplo, a nota escrita como do no saxofone alto e no
saxofone tenor possui o mesmo dedilhado, mas o som produzido pelo
alto é mais agudo que o do tenor. O mesmo ocorre com diversos
metais, que possuem válvulas ou pistos em configuração semelhante.
Em outros casos, a transposição limita-se a aumentar ou diminuir uma
oitava na escrita, para evitar a mudança de clave ou o uso excessivo
de linhas suplementares ao longo da música.
Os instrumentos transpositores geralmente são anotados na partitura
com seus nomes e suas afinações. Veja alguns exemplos:

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Anotações:

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ENTENDENDO O GESTUAL DO REGENTE

Maestro, Regente ou Condutor


É aquele que rege ou conduz e ensaia um grupo musical,
toca instrumentos, compõe, faz arranjos musicais,
trancreve, adapta, etc..

 Regência é a arte de transmitir a um grupo musical o andamento, a


dinâmica, a expressão, o ritmo de uma obra musical através gestos
que possam ser compreendidos pelos músicos, afim de todos
tocarem no mesmo andamento, com a mesma intensidade sonora,
com o mesmo fraseado, com a mesma expressão e entrarem
tocando corretamente em seus respectivos trechos musicais.

 O papel do maestro, regente ou condutor é dar uniformidade ao


grupo instrumental ou vocal para que todas sigam o mesmo tempo,
a mesma dinâmica e o mesmo andamento indicado na partitura,
pois ao contrário disso cada músico ou cantor perderia a
marcação do tempo em relação aos outros.

Os gestos do regente indicam ao


músico quando e como tocar.

A Marcação do Tempo (pulsação)


A primeira coisa que os gestos do regente devem indicar é a pulsação
do ritmo. Para isso ele utiliza a sua mão direita para caracterizar as
diversas formas de pulsações: compassos binários, ternários,
quaternários, etc.

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Os braços do maestro nunca traçam um desenho “frio e seco” no


espaço, mas pulsam de forma natural e “arredondada” em todas as
marcações.

*Obs.: Quando um compasso composto é lento constuma-se reger as


subdivisões ternárias dentro das formas: binária, ternária e quaternária.

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AS FORMAS DE REGÊNCIA
Há muitas formas de regência, mas vejamos aqui os quatro tipos mais
usados:
1. Regência no Tempo Justo (na mão). Esta, no ponto de vista de
muitos regentes é a pior de todas e infelizmente a mais usada. Consiste
em, a marcação do tempo, ser feita no exato momento em que a mão
do regente está embaixo. Como se ele estivesse “batendo os
compassos”. Os regentes que se utilizam desse tipo de regência,
erroneamente usam as duas mão fazendo exatamente a mesma coisa -
um “espelho uma da outra - sendo que, como já foi mencionado antes,
as mãos devem ser independentes. Esse tipo de regência contribui em
quase nada para o desempenho sonoro do grupo visto que nada tem
de expressivo.

2. Regência Figurada. Esta forma de regência consiste em o regente


não se ater aos compassos e sim ao fraseado da música. Ele se expressa
através de gestos que enfatizam os efeitos, as frases e mostram uma ou
outra entrada. Com poucos gestos, indica os fatos musicais não os
andamentos, com longos gestos, que surgem no início e vão ao término
de uma frase. É uma regência difícil de ser seguida, mas ela deixa o
músico bem envolvido com a obra. Este tipo de regência é fruto de
uma grande intimidade do maestro e seu grupo. Não é para qualquer
grupo e não é para qualquer maestro poder fazer isso.

3. Regência Refletiva. Este tipo de regência é uma forma de regência


antecipada. Todo o tipo de regência antecipada é a preferida dos
músicos, visto que eles precisam saber de suas intenções para depois
interpretá-las. O tempo, nesse tipo de regência, acontece “em cima”
ao invés de ser embaixo como acontece na Regência no Tempo Justo.
É mais utilizada em movimentos rápidos. O maestro indica no tempo
para baixo e ouve a resposta do grupo musical no levantar do braço –
no movimento do *levare do braço para o tempo seguinte.

4. Regência Antecipada. Utilizada especialmente nos tempos lentos. O


regente mostra todas as suas intenções com bastante antecedência.
Em geral há uma antecedência de pelo menos um tempo entre o gesto
e resultado sonoro. Orquestras, bandas, ou coros que não tem o hábito

* O momento em que a mão do regente levanta para depois “cair” no primeiro tempo
do compasso. A preparação do tempo.

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de trabalhar com regentes que antecipam os sinais, não gostam muito


deste tipo de gestual, mas em nível de resultados, é uma das melhores
formas de direção.
Há momentos que a antecipação se faz inevitável para informar
eventos importantes, como: mudanças bruscas de andamentos e
dinâmicas, assim como entradas e cortes de instrumentos ou vozes.

A BATUTA E O USO DAS MÃOS


A batuta funciona como um prolongamento
(visual) da mão direita, um dedo mais longo,
que se aproxima mais dos músicos e que facilita
a visão das intenções do regente. A batuta
deve ser utilizada sempre na mão direita que
tem como principal função a marcação dos
compassos, marcação rítmica.
O uso da batuta não é obrigatório tanto é que muitos regentes
preferem não a utilizar. Esso varia de regente para regente.
É importante lembrar que a mão direita é responsável pelo tempo com
ou sem batuta e que a mão esquerda elabora as nuances e o restante
das informações como as sutilezas de andamento e intensidade,
fraseado, cores, indica as entradas dos instrumentos e vozes, a
expressão, entre muitas ouras funções.

As mãos devem atuar de forma


independente e coerente, mas integradas
de tal maneira que uma complemente a
outra.
Em algum momento a mão direita pode
assumir as mesmas funções da mão
esquerda e vice versa. É o contexto musical
que sugere isso ao regente. Mas o certo é
que as duas mãos são independentes e
trabalham cada uma com suas funções bem
definidas e bem claras.
Às vezes, as duas mãos podem inverter as funções ou até mesmo uma
mão servir de “espelho” para outra com a intenção de reforçar certa
passagem, como num momento difícil ou num trecho que assim exija.

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A INTENSIDADE
Para designar as várias nuances de intensidades de uma peça musical,
o regente varia os tipos de movimentos de seus braços e mãos
alternando entre altura das mãos, proximidade ao corpo, muitos
movimentos, poucos movimentos, energia nos movimentos, posição da
palma da mão esquerda, etc.

 Quanto menores
(menos enérgicos) e
mais perto do corpo
forem os movimentos,
menos intensidade
sonora representarão.

 Movimentos médios e
“dosados”
representarão
intensidade sonora
média e “dosada”.

 Quanto maiores (mais


enérgicos) e mais longe
do corpo forem os
movimentos, mais
intensidade sonora
representarão.

Os músicos devem estar atentos ao gestual do regente para que


possam captar todas as suas intenções expressivas da peça musical.

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Teoria Musical Aplicada 2010

MUDANÇAS DE INTENSIDADE
A mão esquerda é a responsável pelas mudanças de intensidade.
O crescendo e o decrescendo são representados pelo levantar e
abaixar da mão a partir do campo da cintura do regente e indo até a
altura de sua cabeça, dependendo da gradatividade do que estiver
escrito na partitura.

A ARTICUAÇÃO
As diferentes articulações: staccato, legato, marcato, etc, são uma
forma de se obter diferentes texturas sonoras. Os gestos do regente
devem ser capazes de indicar claramente essas diferentes articulações,
recriando um tecido sonoro vivo para a expressão musical.
Staccato – Será representado por movimentos verticais enérgicos.
Legato – Será representado por movimentos horizontais suaves.

ENTRADAS E CORTES
Embora todo músico, seja ele qual for, deve saber contar e reproduzir
corretamente o ritmo da partitura o regente sempre estará indicando
com geralmente a mão esquerda sua respectiva entrada.
Da mesma forma, o final de uma frase pode ficar inseguro se não for
indicado claramente pelo regente. Gestos para entradas e cortes
fazem parte dos movimentos básicos do regente.

FERMATAS
Nem todas as fermatas são seguidas de corte. Por isso é necessário o
músico dobrar a atenção para as fermatas que o regente fizer para que
o grupo todo faça os cortes quando necessário, no momento certo e
da mesma forma as entradas após tais fermatas. Lembrando que tudo
o regente estará indicando.

O FRASEADO E A EXPRESSÃO
Para o regente, o grupo musical é um único instrumento por isso é ele
quem irá dar a interpretação de uma peça musical. Se não houver o
controle centralizado na mão do regente, teremos somente um grupo

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de pessoas tocando ao mesmo tempo, porém sem unidade e com um


resultado de execução ininteligível.
Os sinais de expressão que sempre aparecem nas partituras, serão
interpretados à maneira do regente. Por isso os músicos devem estar
atentos aos sinais que o regente transmite ao grupo a fim de dar
expressividade sonora às peças musicais.
O rosto do regente é um meio muito importante de interpretação fato
que cada musico nunca deve “colar” seus olhos na partitura e por
vezes olhar o rosto do regente para entrar juntamente com ele no
“clima da música”.

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BIBLIOGRAFIA

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à Grupos Instrumentais & Vocais

Ezidemar Siemiatkouski

www.ezdmusical.com
www.ezdmusical.premium.ws

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