Você está na página 1de 8

Aula 4

Controladoria Conversa Inicial

Profª Edenise A. dos Anjos

Sistemas de controles

O controle é definido como um conjunto de


métodos e ferramentas que os membros da
empresa usam para mantê-la na trajetória e Esta aula tem como objetivo apresentar
alcançar seus objetivos (Atkinson et al., uma das mais importantes funções da
2011) controladoria, o sistema de controle

Controles internos
Lei Sarbanes-Oxley (SOX)
Diretrizes para a implantação ou revisão de
Controles internos
um sistema de controles internos
Função da controladoria na gestão de riscos
Programa estruturado para o gerenciamento
de riscos

1
O que é controle? Definição de controle Interno.

“O controle interno compreende o plano de


O controle é um mecanismo de gestão, organização e o conjunto coordenado dos
definido como o processo pelo qual os métodos e medidas, adotados pela empresa,
gestores influenciam os outros membros de para proteger seu patrimônio, verificar a
uma organização para implementar as exatidão e a fidedignidade de seus dados
estratégias da organização (Anthony e contábeis, promover a eficiência operacional
Govindarajan, 2008). e encorajar a adesão à política traçada pela
administração” (Attie, 2018)

Característica de um Controle Interno Natureza e função do controle –


ciclo do controle
Planejamento

Os controles internos sob o enfoque da


controladoria, podem ser classificados em:
Correção Execução
Controles Contábeis
Controles Gerenciais

Avaliação Monitoramento
Fonte: Anthony e
Govindarajan, 2008, p. 582.

Tipos de controle

Lei Sarbanes-Oxley (SOX)


Controles de tarefas
Controles de resultados

2
Mudanças promovidas pela
SOX nas organizações

É uma lei aplicável às empresas com valores


Desenvolvimento da Controladoria
mobiliários emitidos nos Estados Unidos, bem
estratégica
como suas subsidiárias de grupos norte-
Governança Corporativa
americanos
Implantação de Controles Internos
(Pizo, 2018)

Principais aspectos da lei Sarbanes-Oxley


Capítulos Título
Criação do Órgão de Supervisão do Trabalho dos Auditores
I
Independentes
II Independência do auditor Diretrizes para a implantação
III Responsabilidade corporativa
IV Aumento do nível de divulgação de informações financeiras
ou revisão de um sistema
V Conflito de interesses de analistas de controles internos
VI Comissão de recursos e autoridade
VII Estudos e relatórios
VIII Prestação de contas das empresas e fraudes criminais
IX Aumento das penalidades para crimes de colarinho branco
X Restituição de impostos corporativos
XI Fraudes corporativas e prestação de contas

Segunda Terceira
Primeira •O sistema de controles •A complexidade dos
poderá compensar ou sistemas de controles
• Desenvolver o próprio internos não representa
neutralizar as
sistema de controles garantia de eficácia e
incompetências dos
Os sistemas de controles não se criam, executivos da empresa eficiência

sequer se alteram com facilidade, assim, o


desenho dos sistemas de controles deve levar Quarta
Quinta
•Participação das pessoas na
em consideração a complexidade, os planos •Fixação de prazos
realistas e exequíveis
implantação ou
aprimoramento dos
Sexta
• Sistemas complexos e
no processo de
de curto e de longo prazo, ou seja, estar
controles internos e na impraticáveis são inúteis
implantação do
manutenção e
sistema de controles
operacionalização sistêmica
alinhado com a missão e metas
organizacionais (Oliveira et al., 2015)
Sétima
• Processo de
implantação ou
reformulação

3
Gestão de riscos

É um processo determinado pela alta


Função da controladoria administração e executado pelos gestores da
na gestão de riscos empresa, entre os quais inclui-se a equipe da
controladoria, aplicado à estratégia do
negócio e desenhado para identificar eventos
que possam afetar a sua continuidade
(Oliveira et al., 2015)

Perspectivas de Riscos Identificação e Classificação de Riscos


Conformidade Desempenho

A identificação e classificação dos riscos


consiste na mais importante etapa do
Controle de Retorno de
GESTÃO DE
ameaças/riscos RISCOS oportunidades processo de gerenciamento de risco, o
internos externas planejamento das operações deve considerar
os riscos em todas as direções. Como por
exemplo, riscos nas áreas de:
Fonte: Padoveze, 2012.

Avaliação do risco
Produção
Compras M A A A Alto

Estoques
Impacto

B M A M Médio
Engenharia
Vendas
B B M B Baixo
Recursos Humanos
Tecnologia da Informação Probabilidade
Fonte: Pizo, 2018.

4
Estrutura de gerenciamento de risco

A estrutura de gerenciamento de riscos deve


Programa estruturado para o ser orientada a fim de que a organização,
gerenciamento de riscos aumente a probabilidade de alcançar seus
objetivos
Para avaliar os níveis de avaliação de riscos,
são classificadas em quatro categorias

Estrutura de gestão de risco


1. Estratégicos: metas gerais alinhadas à
missão e à visão da empresa 1. Identificação e classificação de riscos:
2. Operações: utilização eficaz e eficiente dos recomendações de auditorias internas e
recursos externas. Questionários de autoavaliação de
controles. Periodicidade: anual
3. Comunicação: confiabilidade dos relatórios
2. Avaliação e mensuração de riscos: baseada
4. Conformidade: cumprimento de leis e
em impacto e probabilidade. Periodicidade:
regulamentos aplicáveis (Padoveze, 2016)
anual. Mensuração: métodos quantitativos

5. Testes por área especializada: área


3. Tratamento e mitigação dos riscos: priorizar especializada de apoio à gestão de riscos
os riscos com maior impacto/probabilidade, testa os principais indicadores/controles
e selecionar ações: evitar, controlar, para monitoramento dos riscos
transferir e aceitar. Periodicidade: anual
6. Divulgar para a administração: para que
4. Monitoramento de riscos: donos dos riscos avalie a consistência do programa
tomam as ações acordadas no item III. (alinhamento à estratégia e política de
Periodicidade: a depender do indicador riscos) e implemente ações de melhoria
contínua. Periodicidade: trimestral

5
Elaboração da Mapa de Elaboração do mapa de Riscos
Riscos para Mensuração

Etapa 2 Etapa 4
Riscos identificados de curto e longo prazo
• Nomenclatura,
• Avaliação de • Controle x
Probabilidade do risco
risco, • Controles
risco Assertivas
assertivas
Comparabilidade das práticas de controles
Etapa 1 Etapa 3

Nesta aula aprendemos sobre a importância


dos sistemas de controles para as
organizações
Em relação à avaliação da gestão de riscos
Na Prática
quanto ao impacto e probabilidade, associe
com códigos com as assertivas:
I. Risco alto
II. Risco médio
III.Risco baixo

( ) Riscos de fluxos futuros de lucro de longo


prazo
( ) Riscos do que existe e da empresa em
operação Finalizando
( ) Riscos com tecnologia e obsolescência das
plantas fabris
( ) Riscos relacionados aos produtos e seus
respectivos mercados e clientes

6
Controles internos: importância, Diretrizes para a implantação ou revisão de
característica e, principalmente, função dos um sistema de controles internos:
controles sob o enfoque de tarefas delineamentos que norteiam a implantação
(transações) e de resultados de acordo com a de sistemas de controles internos na
perspectiva sistêmica organização, definindo funções e atividades
Lei Sarbanes-Oxley (SOX): principais Função da controladoria na gestão de riscos:
aspectos e reflexos nos sistemas de controles definição, identificação, mensuração e
internos avaliação da gestão de riscos

Programa estruturado para o gerenciamento


Referências
de riscos: modelo de estrutura e elaboração
do mapa da gestão de riscos

BERMUDO; V.; VERTAMATTI, R. Controladoria


estratégica e seus desdobramentos
ANTHONY, R. A.; GOVINDARAJAN, V.
comportamentais: a SOX como apoio à geração
Sistemas de controle gerencial. São Paulo:
de valor organizacional. São Paulo: Atlas, 2016.
AMGH, 2008.
CATELLI, A. Controladoria: uma abordagem da
ATKINSON, A. A. et al. Contabilidade gestão econômica – GECON. 2. ed. São Paulo:
gerencial. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2011. Atlas, 2001.
ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 7. GONCALVES, R. C. M. G.; RICCIO, E. L. Sistemas
ed. São Paulo: Atlas, 2018. de informação: ênfase em controladoria e
contabilidade. São Paulo: Atlas, 2009.

7
KPMG. Pesquisa de maturidade do processo
de gestão de risco no Brasil. 1. ed. 2018. PADOVEZE, C. L.; BERTOLUCCI, R. G.
Disponível em: Gerenciamento de risco corporativo em
<https://assets.kpmg/content/dam/kpmg/ controladoria. 1. ed. São Paulo: Cengage
br/pdf/2018/07/br-pesquisa-maturidade- Learning, 2008.
de-riscos-2018.pdf>. Acesso em: 13 jan. PADOVEZE, C. Controladoria: estratégica e
2019. operacional. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
OLIVEIRA, L.; PEREZ JUNIOR, J. H.; SILVA, C. _____. Controladoria estratégica aplicada:
A. S. Controladoria estratégica – textos e conceitos, estrutura e sistema de informações.
casos práticos com solução, 11. ed. São São Paulo: Cengage Learning, 2016.
Paulo: Atlas, 2015.

PIZO, F. Mapeamento de controles internos


SOX. São Paulo: Atlas, 2018. SCHMIDT, P.; SANTOS, J.; MARTINS, M. A. S.
PRADO, E. V. Práticas de gerenciamento de Manual de controladoria. São Paulo: Atlas,
riscos corporativos: um estudo de caso em 2014.
uma indústria multinacional de autopeças. VAASSEN, E.; MEUWISSEN, R.; SCHELLEMAN,
Dissertação (Mestrado em Administração) – C. Controle interno e sistemas de informação
Faculdade de Gestão e Negócios, contábil. São Paulo: Saraiva, 2013.
Universidade Metodista de Piracicaba, 2014.

Você também pode gostar