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Capítulo 25 - Nutrição de plantas, fertilidade do solo,


adubação e a economia brasileira

Os autores

Eurípedes Malavolta (in memoriam)


Engenheiro Agrônomo D.Sc., Professor Catedrático, Pesquisador Permissionário do CENA/USP,
Bolsista do CNPq.

Milton Ferreira Moraes


Engenheiro Agrônomo (UFG), Mestre em Gestão de Recursos Agroambientais (IAC). Bolsista FAPESP.
E-mail: moraesmf@yahoo.com.br

1. Funções do agronegócio Quantificação em 2004

São conhecidas as funções do agronegócio, algu- — Volume: R$ 534 bilhões (cerca de 30% do PIB
mas clássicas e uma mais recente, que representa de 1.776 bilhões);
a contribuição brasileira:
— exportações: US$ 30,6 bilhões;
— produção de alimento e fibra em escala cres-
— 42% do total, 17 milhões de trabalhadores, no
cente – abastecimento local e exportação;
campo e 37% dos empregos.
— produção de energia renovável – álcool,

NUTRIÇÃO DE PLANTAS, FERTILIDADE DO SOLO, ADUBAÇÃO E A ECONOMIA BRASILEIRA


biodiesel e outras fontes alternativas.
3. A cadeia produtiva
Estas duas funções, num cenário sustentável, têm
A cadeia produtiva é, na verdade, uma teia que
que ser exercidas em obediência à economia de
pode ser mais ou menos complicada ou complexa,
mercado (leia-se sem subsídio) e sem dano
dependendo do produto considerado. O modelo
irreversível ao ambiente. O fim maior das duas fun-
linear seguinte é uma simplificação muito geral
ções é a geração de riqueza e a ocupação de mão-
para os fins desta discussão, sem nenhuma outra
de-obra em todos os elos da cadeia produtiva.
pretensão. Note-se que todos os passos são de mão
dupla, o que indica a reversibilidade dos mesmos
2. O agronegócio no Brasil ou, melhor dizendo, a comunicação e interação entre
Na Tabela 2.1, aparecem os principais produtos que os participantes de todo o processo:
compõem o agronegócio brasileiro, mostrando a Pesquisa ⇔ Extensão ⇔ Aplicação ⇔ Produção
participação do País como produtor e o lugar que ⇔ Comercialização
ocupa no comércio internacional (DAHER, 2006).
São atores ou participantes:
Tabela 2.1 - Principais produtos do agronegócio brasileiro.
Produtor Exportador
(a) pesquisador – deve responder, por meio da
Produto experimentação e da pesquisa, às perguntas
Posição Mundial
do agricultor, da empresa agrícola, da indús-
Café 1º 1º
tria, dos órgãos públicos envolvidos no ne-
Açúcar 1º 1º
gócio exportador; o “produto da pesquisa”
Suco de laranja 1º 1º
Carne bovina 2º 1º pode ser um cultivar melhorado, uma varie-
Soja e derivados 2º 1º dade transgênica, uma prática cultural, siste-
Carne de frango 3º 1º ma de plantio que conserve ou melhore a fer-
Algodão 6º 3º tilidade do solo; 631
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(b) extensionista – “põe o homem que tem per- e interagem até a colheita e, às vezes, na pós-co-
guntas em contato com o homem que tem lheita. É o que indica a equação seguinte:
respostas para causar mudanças permanen-
Y = f (S, Cl, Pl, Pc, Pm...)
tes de atitude”; a extensão deve ser exercida
em todos os níveis, do Palácio do Planalto Onde:
até o campo, passando pela Câmara e pelo
Y = produção
Senado;
S = solo, corretivo, fertilizante
(c) aplicação – é feita pelo agricultor, empresa
agrícola, agropecuária, agroindustrial ou pela Cl = clima
família rural; Pl = planta, espécie, cultivar
(d) produção – em quantidade e qualidade é con- Pc = práticas culturais, sistema de plantio, aração,
seqüência do processo como um todo; gradagem...
(e) comercialização – feita pelo agricultor, empre- Pm = pragas e moléstias
sa, associação ou cooperativa, no mercado in-
terno ou externo; é o último passo em que o Para a discussão presente tem-se que modificar a
trabalho do produtor é recompensado e a ri- equação admitindo-se que a única variável, a vari-
queza aparece. ável dependente, seja S, isto é:

Como se vê, o governo não figura como um dos Y = f (S)


atores. Ele está, entretanto, participando de toda [Cl, Pl, Pc, Pm...]
a cadeia:
— pesquisa – financiamento e política específica; Em outras palavras, clima, planta, práticas cultu-
rais, pragas e moléstias seriam constantes, o que
— extensão – valorização; pode ser verdadeiro para uma dada Pl em um dado
— aplicação – meios para produção e sua garan- local. Deve-se ter presente, por outro lado, que a
tia; política agrícola abrangente, sem o que relação direta, por hipótese, entre S e produção,
não haverá produção; somente é verdadeira se não houver outro fator
FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE

limitante entre os que determinam a dita produ-


— comercialização – desde infra-estrutura viária,
ção e a qualidade do produto. A Lei do Mínimo é
hidroviária, ferroviária até facilidades para ex-
mais geral do que se pode pensar.
portar.
O governo está, pois, subjacente em todos os elos 5. A variável solo, corretivo, fertilizante
da cadeia. Ele poderá robustecê-los ou torná-los
Quando se consideram as três fertilidades, que são
mais fracos, dependendo da oportunidade da sua
compartimentos que se comunicam, a física, a quí-
participação.
mica e a biológica, é dada maior atenção à segun-
da. As análises de solo se concentram nos compo-
4. Geração de cconhec
Geração onhecimen
imentto tec
onhecimen nológic
tecnológico
nológico nentes químicos. Entre eles, somente um, a maté-
Como já foi mencionado, a geração de conheci- ria orgânica, está relacionado com a fertilidade bi-
mento tecnológico é tarefa do pesquisador, o qual ológica. Análises físico-mecânicas, como a densi-
deve estar em contato direto com o produtor ou a dade, por exemplo, não fazem parte da rotina. Se-
empresa e com o extensionista, conforme o caso. gue-se daí que se admite que fertilidade química é
a mais limitante, ou melhor, a falta dela.
Conhecimento tecnológico, como se viu, é um ter-
mo que contempla desde uma semente melhora- As limitações na fertilidade dos solos da América
da até uma prática cultural conservacionista. Isto Tropical, na qual está parte do Brasil, estão ilus-
632 porque a produção é função de fatores, que agem tradas na Figura 5.1, preparada com dados de
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Sanchez e Salinas (1981). É possível que haja algu- Onde:


ma diferença na ordem relativa no caso brasileiro:
M = macro ou micronutriente;
a deficiência de P é mais freqüente que a de N e,
em seguida, viria a de S. A Tabela 5.1, reproduzida fornecimento = contribuição do solo;
de Malavolta (1992), mostra a fertilidade química exigência = necessidade da cultura para completar
comparada dos solos do cerrado, da Amazônia e o ciclo de vida;
de um considerado “adequado” para as culturas
em geral. A falta de nutrientes, macro e micro, e a f = fator maior que 1 para compensar perdas di-
acidez são evidentes, o que aponta para a neces- versas do adubo (volatilização, lixiviação, erosão,
sidade de fertilizantes e corretivos. fixação).

A equação que define a adubação é ilusoriamente Como se percebe, a resolução da equação requer
simples: a participação de várias disciplinas das ciências
(M) Fertilizante = [(M) fornecimento - (M) exigên- agronômicas. Na verdade, consiste em dar resposta
cia] f uma série de perguntas, tais como:

NUTRIÇÃO DE PLANTAS, FERTILIDADE DO SOLO, ADUBAÇÃO E A ECONOMIA BRASILEIRA

Figura 5.1 - Estimativa da extensão da acidez e das limitações da fertilidade nos solos
da América Tropical.

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(1) O que e quanto? – Qual ou quais os elementos de Fertilidade; como amarrar o guiso no rabo
em falta e em que doses deve(m) ser apli- do gato é tarefa de Adubos e Adubação.
cado(s)? A amostragem no campo e os resul-
(4) Efeito na qualidade? - Dose, época, localização
tados do laboratório de análise, estabelece-
devem contribuir para a qualidade do produ-
rão as doses de fertilizantes a serem usadas.
to, avaliada por empresas ou particulares ou
(2) Quando? - Em que época ou épocas o adubo pela dona-de-casa.
deve ser aplicado? A Fertilidade ensina o com-
(5) Efeito no meio? - Dose, época, localização de-
portamento do fertilizante no solo, a Nutri-
vem contribuir para garantir a qualidade do
ção Mineral de Plantas, além de contribuir com
ar e da água.
a informação da exigência, mostra também os
períodos em que a mesma se manifesta mais (6) Pagará? - como ensinou Mestre Pimentel-Go-
ou menos durante o ciclo. mes, o agricultor (ou a empresa agrícola) não
aduba para que o agronegócio cumpra as suas
(3) Como? – A localização do adubo em relação à
funções, mas para ter lucro; para que isso
semente ou à planta em desenvolvimento ou
aconteça, princípios de Economia Rural, co-
em produção, em um dado momento, depen-
nhecimento do mercado (saber vender) devem
de do seu comportamento no solo, é assunto
ser conhecidos; Adubos e a Adubação deve
Tabela 5.1 - Comparação entre solos “adequado”, do fazer f tender para 1.
cerrado e da Amazônia.
Não se pode esquecer, entretanto, sob pena de
Característica Adequado Cerrado Amazônia(1) não se colher os benefícios da adubação, que a
N (%) 0,13 – 0,16 0,09 0,13 acidez excessiva, como mostra a Figura 5.1, é dos
pH (H2O) 6,0 – 6,5 5,0 4,5 fatores do solo que com maior freqüência limita a
P disponível 10 – 15 0,4 1,6 produção. È verdadeira a afirmação: “A adubação
(ppm)(2) começa com a análise do solo e da folha, continua
S-SO4 (ppm) 10 – 15 7 ? com a correção da acidez e termina com a aplica-
Trocáveis (meq/100 ml) ção do fertilizante”.
K+ 0,20 – 0,30 0,08 0,10
A Tabela 5.2, feita com dados da Associação Naci-
Ca+2 3–4 0,25 0,48
FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE

onal para Difusão de Adubos (ANDA), mostra a


Mg+2 1 – 1,5 0,09 0,23
evolução do consumo de adubos no Brasil. Consi-
Al+3 < 0,6 0,6 0,5
%T
derando-se os dois extremos da estatística, vê-se
que houve um aumento de 108 vezes.
K+ 3,0 – 5,0 1 1
Ca+2 50 – 60 10 6 A Tabela 5.3 compara o consumo de fertilizantes e
Mg+2 10 – 15 10 3 de calcário nos anos 1980 a 2005. A relação varia
V (%) 50 – 70 30 10 entre o mínimo de 0,84 e o máximo de 1,84.
Saturação em Al < 30 59 44
Esses números sugerem déficit aparente no con-
B ppm(3) 0,5 – 1 0,10 ?
sumo de calcário, necessário em doses de tonela-
Cu(2) 0,8 – 1,6 0,6 ?
das por hectare, enquanto as doses de adubo não
Fe(2) 30 – 40 32 ?
Mn(2) 10 – 20 8 ?
chegam, geralmente, a mil kg de produto por hec-
Zn(2) 1–5 0,6 ? tare, na maioria das culturas. É procedente pen-
(1) Média ponderada LA, LVA e PVAd; (2) Mehlich 1; (3)
sar-se, pois, que a acidez esteja frustrando, em
Água quente. parte, a resposta à adubação.

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Tabela 5.2 - Consumo aparente/fertilizantes entregues*.


Toneladas
Nitrogênio Fósforo Potássio
Ano NPK Fórmula Média (%) Produto
N P2 O5 K2 O N P K TOTAL
1950 14.187 50.836 23.523 88.546 6,5 22,6 10,3 39,4 224.600
1951 18.561 73.569 28.709 120.839 6,5 22,6 10,3 39,4 306.500
1952 10.605 46.923 15.347 72.875 6,5 22,6 10,3 39,4 184.900
1953 20.579 64.816 31.226 116.621 6,5 22,6 10,3 39,4 295.800
1954 17.762 77.389 28.348 123.499 6,5 22,6 10,3 39,4 313.300
1955 22.951 88.575 49.523 161.049 6,5 22,6 10,3 39,4 408.500
1956 30.238 93.559 41.632 165.429 6,5 22,6 10,3 39,4 419.700
1957 28.558 118.689 60.189 207.436 6,5 22,6 10,3 39,4 526.200
1958 41.390 143.349 65.082 249.821 6,5 22,6 10,3 39,4 633.600
1959 44.785 124.005 57.425 226.215 6,5 22,6 10,3 39,4 574.300
1960 66.760 131.591 106.146 304.497 8,6 16,9 13,6 39,1 776.600
1961 54.810 116.363 73.004 246.177 7,8 16,8 10,4 35,0 703.200
1962 50.879 117.519 68.447 236.845 7,4 17,0 9,9 34,2 691.800
1963 65.212 156.818 92.015 314.045 7,3 17,5 10,3 35,0 896.600
1964 50.808 135.052 69.504 255.364 6,6 17,5 9,0 33,0 773.700
1965 66.569 120.097 99.732 286.398 7,6 13,7 11,4 32,6 878.700
1966 71.134 116.648 93.337 281.119 8,1 13,3 10,6 31,9 880.300
1967 103.382 204.606 136.937 444.925 8,0 15,9 10,6 34,5 1.288.100
1968 144.320 273.094 184.295 601.709 8,9 16,9 11,4 37,2 1.618.700
1969 164.430 265.667 200.290 630.387 10,1 16,4 12,3 38,8 1.623.700
1970 275.936 415.938 306.692 998.566 10,1 16,4 12,3 38,8 2.573.600
1971 278.324 535.854 350.846 1.165.034 9,5 18,4 12,0 40,0 2.916.100
1972 411.605 875.184 459.984 1.746.773 9,8 20,8 10,9 41,5 4.205.100
1973 346.102 804.512 528.532 1.679.146 8,6 19,9 13,1 41,6 4.037.200
1974 389.183 914.151 521.302 1.824.636 9,0 21,2 12,1 42,3 4.317.000
1975 389.232 993.718 511.256 1.894.206 8,5 21,7 11,2 41,4 4.572.500

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1976 481.542 1.285.378 697.984 2.464.884 8,0 21,3 11,6 40,9 6.030.700
1977 688.623 1.569.928 927.165 3.185.716 9,3 21,2 12,5 43,0 7.415.400
1978 702.243 1.530.992 989.151 3.222.386 9,4 20,5 13,2 43,1 7.472.900
1979 778.653 1.685.012 1.103.374 3.567.039 9,4 20,2 13,2 42,8 8.331.400
1980 905.560 1.968.486 1.306.573 4.200.619 9,3 20,3 13,4 42,9 9.784.700
1981 667.840 1.319.243 766.646 2.753.729 9,8 19,3 11,2 40,3 6.827.500
1982 643.613 1.198.475 876.382 2.718.470 9,7 18,0 13,2 40,9 6.644.700
1983 553.141 991.829 727.063 2.272.033 9,1 16,3 12,0 37,4 6.075.700
1984 823.936 1.554.534 1.076.038 3.454.580 10,5 19,8 13,7 43,9 7.862.900
1985 751.314 1.257.056 1.060.196 3.068.566 9,4 15,6 13,3 38,5 7.978.568
1986 895.234 1.500.896 1.276.003 3.672.133 9,3 15,6 13,2 38,1 9.651.334
1987 880.805 1.503.815 1.302.307 3.686.927 9,1 15,6 13,5 38,2 9.645.544
1988 814.952 1.507.351 1.406.285 3.728.588 8,4 15,4 14,4 38,2 9.765.386
1989 832.256 1.296.202 1.263.689 3.383.147 9,4 14,8 14,4 38,6 8.758.849
1990 779.315 1.185.793 1.183.182 3.148.290 9,5 14,4 14,4 38,3 8.222.474
1991 781.526 1.217.375 1.205.987 3.204.888 9,2 14,3 14,2 37,7 8.492.968
1992 865.466 1.346.087 1.372.814 3.584.367 9,3 14,5 14,8 38,6 9.277.463
1993 1.014.779 1.546.066 1.589.414 4.150.259 9,6 14,7 15,1 39,4 10.541.334
1994 1.176.940 1.744.467 1.810.878 4.732.285 9,9 14,6 15,2 39,6 11.944.479
1995 1.134.645 1.494.953 1.679.201 4.308.799 10,5 13,8 15,5 39,8 10.839.371
1996 1.197.357 1.707.763 1.941.318 4.846.438 8,6 13,8 15,9 39,6 12.247.600
1997 1.302.201 1.947.996 2.241.710 5.491.907 9,4 14,1 16,2 39,7 13.834.064
1998 1.455.429 2.128.639 2.261.182 5.845.250 9,9 14,5 15,4 39,9 14.668.570
1999 1.393.049 1.966.966 2.2078.873 5.438.888 10,2 14,4 15,2 39,7 13.689.482
2000 1.668.195 2.337.855 2.561.929 6.567.979 10,2 14,3 15,8 40,1 16.392.216
2001 1.639.915 2.482.260 2.715.901 6.838.076 9,6 14,5 15,9 40,1 17.069.214
2002 1.815.741 2.806.942 3.058.512 7.681.195 9,5 14,7 16,0 40,2 19.114.268
2003 2.223.075 3.414.281 3.811.816 9.449.172 9,8 15,0 16,7 41,5 22.796.232
2004 2.244.710 3.457.109 3.910.624 9.612.443 9,9 15,2 17,2 42,2 22.767.489
Total 34.281.357 58.034.281 52.405.500 144.721.138 9,5 16,1 14,5 40,1 360.785.105

Comunicação particular, Dr. Eduardo Daher, ANDA, São Paulo, SP.

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Tabela 5.3 - Consumo Brasil (em 1.000 t/ano) - Fertili- Tabela 5.4 - Balanço de nutrientes na agricultura bra-
zante x Calcário. sileira.

Relação Entrada Saída Balanço


Ano Fertilizantes(1) Calcário(2) Nutriente
C/F
1.000 toneladas
1980 10.272 9.140 1,12
N 1.053,10 3.092,73 -2.029,63
1981 7.197 7.080 0,98
P2O5 1.514,78 871,60 643,17
1982 7.022 6.500 0,93
1983 6.357 ND - K2O 1.634,4 1.557,33 77,06
1984 8.155 11.846 1,45 Ca 3.344,40 163,47 3.180,92
1985 7.708 11.929 1,55 Mg 1.300,60 231,25 1.069,35
1986 9.651 14.166 1,47 S 538,80 240,74 298,06
1987 9.646 15.537 1,61
toneladas
1988 9.765 16.608 1,70
B 5.063,00 2.893,40 2.169,60
1989 8.759 14.477 1,65
1990 8.222 11.598 1,41 Cu 3.029,70 2.098,30 931,40
1991 8.493 10.525 1,24 Fe 89.391,80 19.120,70 70.271,10
1992 9.277 15.624 1,68 Mn 23.145,30 6.926,90 16.218,40
1993 10.541 19.390 1,84 M Mo 485,00 218,60 266,40
1994 11.944 20.457 1,71
Zn 20.908,00 6.897,10 14.010,90
1995 10.839 12.245 1,13
1996 12.248 14.763 1,21 Fonte: Yamada e Lopes (1999); Yamada (1994, 2004).

1997 13.834 17.432 1,26


subestimam o balanço: a exigência das culturas con-
1998 14.669 16.285 1,11
1999 13.689 15.768 1,15 siste no contido no produto e mais o consumido
2000 16.392 19.305 1,18 para formar a colheita; a eficiência de adubação
2001 17.069 17.090 1,00 não é de 100%, visto que o fator f é menor que 1;
2002 19.114 22.439 1,17 como foi mencionado perdas diversas, como as
2003 22.796 26.467 1,27 causadas pela erosão, não entraram na saída e a
2004 22.767 26.320 1,56 erosão “saiu” do campo. O balanço favorável do
2005 20.195 16.987 0,84 m Ca e do Mg é devido principalmente ao calcário
FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE

Fontes: (1) ANDA, (2) ABRACAL. aplicado.


M = máxima, m = mínima Mas o calcário aplicado estaria neutralizando a
acidez e criando um ambiente favorável para a raiz
A adubação procura satisfazer a exigência da planta
e a própria planta? Seja uma área de 57,6 milhões
para a formação da colheita complementando a
de hectares. Se cada ha recebesse anualmente uns
contribuição do solo. Para manter a fertilidade
modestos 500 kg de calcário por ha, seria neces-
química, a adubação deve, pelo menos, compen-
sário aplicar 28,8 milhões de toneladas todos os
sar as quantidades de macro e micronutrientes ex-
anos. Mas, como mostra a Tabela 5.3, o consumo
portadas como produto colhido e mais aquelas ir-
anual é de 17 milhões. Há, portanto, um déficit de
remediavelmente perdidas na erosão e na enxur-
quase 12 milhões de toneladas que deve estar con-
rada. A Tabela 5.4 é uma estimativa do balanço de
tribuindo para que f fique maior que 1 e se tenha
macro e micronutrientes nas culturas de algodão,
que usar mais adubo dando como resultado a ob-
arroz, batata, cacau, café, cana-de-açúcar, citros,
tenção de menos lucro de cada real investido em
feijão, mandioca, milho, soja e trigo.
fertilizante. É o que se pode ver nas Figuras 5.2 e
A cultura de soja exporta 1.502,7 mil t de N. Admi- 5.3, devidas, respectivamente, a Malavolta (1985)
tindo-se que 100% venham da fixação simbiótica e Yamada e Borkert (1991). Pode-se concluir que
e da mineralização da matéria orgânica, o déficit adubo e corretivo devem andar juntos no
636 deste elemento se reduziria a 527 mil t. Os cálculos agronegócio.
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Figura 5.2 - Em solo ácido de cerrado o efeito do fósforo Figura 5.3 - Efeito do K2O em presença e ausência da
é pequeno quando não se faz calagem. calagem na soja.

NUTRIÇÃO DE PLANTAS, FERTILIDADE DO SOLO, ADUBAÇÃO E A ECONOMIA BRASILEIRA


6. Relação entre consumo de adubos e
entre Note-se que se trata de colheitas econômicas má-
corretivos, produtividade e produção
produtividade ximas (CEM) – as que dão o maior lucro. A Tabela
6.1 foi preparada por Malavolta e Rocha (1981).
Justus von Liebig, o pai da Nutrição Mineral de
Tabela 6.1 - Resumo dos resultados obtidos em ensaios
Plantas, por volta de 1840, como corolário de sua
e demonstrações realizadas no Brasil Central (1969-
Lei do Mínimo, propôs que a colheita deveria cres- 1976).
cer linearmente em função da dose de adubo, o
que era verdadeiro até certo ponto. A curva de Cultura Ensaios Média Colheita Média
Nº Local econômica da
resposta geralmente obedece a uma equação máxima relação
exponencial que descreve a Lei dos Rendimentos Kg/ha Kg produto/
Decrescentes ou Lei de Mitscherlich: uma reta ini- Kg NPK
cial, correspondente às doses mais baixas, é suce- Arroz 1676 1282 2783 8,3
dida por uma assíntota que, por sua vez, pode ser Milho 1417 1400 4853 19,1
seguida por um segmento que tende para valores Soja 850 1060 1793 4,1
menores de y, colheita, quando a dose é excessi- Feijão 756 500 1153 3,6
va. As duas leis, entretanto, têm um denominador (1)
Dose média de adubo: 45 kg N + 90 kg P2O5 + 45
comum: a produção e a produtividade aumentam kg K2O
em resposta à adubação, o que é demonstrado
nos níveis experimental ou local, regional, nacio- As Figuras 6.1 e 6.2, preparadas, respectivamen-
nal, continental e mundial (MALAVOLTA, 1992). te, com dados da FAO (1981) e da MANAH (1991),
A Tabela 6.1 resume dados de 4.691 experimentos mostram, em escala mundial e brasileira, a relação
de adubação, realizados por iniciativa da ANDA, e direta entre consumo de adubo e produção. O
que foram analisados estatisticamente pelo Mes- prolongamento da tendência, ou melhor, a cons-
tre Frederico Pimentel-Gomes, e é auto-explicativa. tância da tendência no Brasil será vista no item 8.
637
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Figura 6.1 - Relação entre consumo de adubo e produ-


ção mundial de cereais. Figura 6.2 - Relação entre consumo de fertilizantes e
produção agregada de 16 culturas no Brasil.

São muito abundantes os dados experimentais, a devido ao fornecimento de Ca e Mg pelo calcário e


partir do fim do século XIX, mostrando a resposta de Ca e S pelo gesso. Exemplos são apresentados
das culturas temporárias e perenes à calagem. Nos nas Figuras 6.3 e 6.4, elaboradas com dados, res-
últimos 30-40 anos, começaram a aparecer dados pectivamente, de Silva (1983) e Quaggio (1991). O
sobre a resposta ao gesso. Tanto na calagem quan- efeito no algodoeiro foi particularmente notável.
to na gessagem é possível que, em alguns casos Não se dispõe, no caso dos corretivos, de uma sé-
pelo menos, o efeito seja corretivo e nutricional, rie de dados como os correspondentes à Figura 6.2.
FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE

Figura 6.3 - Efeito de doses de calcário na produção de Figura 6.4 - Resposta das quatro primeiras colheitas da
algodão no cerrado de SP. laranjeira ao calcário dolomítico.

638
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7. Par
Par tic
artic ipação do adubo no a
ticipação umen
umentto
aumen (2) os dados da Figura 7.1, na parte inferior, mos-
da produção e nos ganhos de produti- tram que a contribuição do fertilizante para a
vidade produção de cereais em um dos planos quin-
zenais foi de cerca de 40%;
Como foi visto no item 4, solo, adubo e corretivo
são fatores de produção. Quando todos os ou- (3) dados de Stewart et al. (2005), Figuras 7.2,
tros fatores forem constantes e nenhum deles 7.3 e 7.4, mostram, em ensaios de longa dura-
limitante, aumentos de produção e produtividade ção, que o fertilizante mineral, contribuiu, em
devidos ao fator S podem ser medidos. média, com 40, 62 e 57%. É estimado que hoje,
nos EUA, 30 a 50% da produção de grãos
Entretanto, há dados que mostram a participação
deve-se à adubação mineral;
relativa do fertilizante e de outras práticas, como,
por exemplo: (4) nas centenas de demonstrações e ensaios de
(1) a Figura 7.1, preparada com dados de adubação de iniciativa da ANDA, em colabo-
Williams e Coustow (1962, p.24-25), mostra ração com várias agências nacionais e inter-
o efeito comparado de vários fatores na pro- nacionais, os adubos, em média, aumenta-
dução de milho, nos EUA, no período 1946- ram a produção em 34% as colheitas obti-
1955; “o uso de adubos minerais represen- das, quando todas as outras práticas e fato-
tou o fator individual mais importante con- res, inclusive semente melhorada, estavam
tribuindo com cerca de 50% nos aumentos presentes.
na produtividade e mais de 20% da produ-
ção agrícola adicional”;

NUTRIÇÃO DE PLANTAS, FERTILIDADE DO SOLO, ADUBAÇÃO E A ECONOMIA BRASILEIRA

Figura 7.1 - Participação de vários fatores de produção no aumento da colheita


de milho nos Estados Unidos (A) e de cereais na Índia (B).

639
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Porcentagem da colheita atribuída ao NP 8. Adubo, corretivo e economia de terra


Escreveu Swift, o contador de histórias para crian-
ças, no século XIX: “Aquele que produzir duas es-
pigas de milho ou duas folhas de pasto onde antes
só se produzia uma, terá feito um benefício maior
para a humanidade do que toda a raça de políticos
juntos”. Se escrevesse hoje, ele teria explorado o
aspecto ecológico ou ambiental da afirmação, já que
a conseqüência do feito seria cultivar metade da
área. Entretanto, o papel do adubo e do corretivo,
na economia de área, não era do conhecimento de
Swift e nem as questões ambientais.
É fácil entender e demonstrar com números que:
Figura 7.2 - Colheita de trigo atribuível ao N e ao P, no
período 1930 a 2000, nas parcelas de Magruder da Uni- + adubo + corretivo = - área cultivada,
versidade Estadual de Oklahoma.
o que, do ponto de vista aritmético, é um absur-
do. Mas o adubo e o corretivo, não sabem mate-
P orcentagem da colheita atribuída aos nutrientes
mática, e a igualdade se realiza na prática. É o que
será demonstrado em seguida, em vários níveis: a
soma de dois fatores de produção causa a dimi-
nuição de outro.
A Figura 8.1 mostra o efeito combinado do adubo
e do calcário num ensaio de longa duração feito
por Sanchez (1985), na Amazônia peruana. A soma
das 19 colheitas sucessivas dá 7 t no tratamento
sem insumos e 51 t no que recebeu fertilizante e
corretivo. Em média, cada tratamento produziu,
FERTILIZANTES: AGROINDÚSTRIA E SUSTENTABILIDADE

por cultivo, 0,37 e 2,68 t/ha. A relação entre os


Figura 7.3 - Colheita de trigo atribuída à adição de nu- dois números é 2,68/0,37 = 7,2. Isto quer dizer que
trientes, de 1889 a 1998, nas parcelas de Sanborn da
cada ha corrigido e adubado produziu tanto quan-
Universidade de Missouri.
to 7,2 ha sem calcário e sem fertilizante. Olhando
de outra maneira:, calcariar e adubar 1 ha naque-
Porcentagem da colheita atribuída ao NPK + calcário
las condições da Amazônia peruana (a brasileira
deve ser parecida) significa uma economia de 7,2
ha de floresta que deixariam de ser derrubados
ou queimados, contribuindo assim para a
tranqüilidade ambiental, motivo de tanta preocu-
pação do mundo inteiro voltada com lentes de
aumento para a Bacia Amazônica.
A Figura 8.2, em escala nacional, mostra que os
diversos fatores de produção, com destaque para
o fertilizante, promoveram aumento de 283% na
produção, enquanto a área cultivada cresceu
Figura 7.4 - Produção contínua de milho atribuível a N,
P, K e calcário durante 46 anos, nas parcelas de Morrow 51,6%. O aumento de produtividade (142%) per-
640 da Universidade de Illinois. mitiu que se poupassem 80Mha.
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-1 -1
T ha ANO TOTAL (T)
6 - 50
a = arroz (51 )
p + amendoim
r = rotação
amendoim-soja

3 - - 25

+ CALCÁRIO Figura 8.2 - Produção, produtividade e economia de


E ADUBO terra.

- CALCÁRIO (7) Os dados anteriores autorizam a admitir que os


E ADUBO
dois insumos em questão contribuíram com 25%
0
do aumento na produtividade, ou seja,
0
-

1 3 5 7 9 11 13 15 17 19
CULTIVOS SUCESSIVOS 0,25 (3,3 – 1,4) = 0,47 t/ha.

Fonte: Sanchez, 1985. Uma regra de três simples e direta dá o seguin-


Figura 8.1 - Efeitos da correção da acidez e da adubação te:
na produção de grãos na Amazônia Peruana.
(3,3 – 1,4): 80 :: 0,47 : x

NUTRIÇÃO DE PLANTAS, FERTILIDADE DO SOLO, ADUBAÇÃO E A ECONOMIA BRASILEIRA


x = 20 milhões de hectares;
Com respeito à calagem são interessantes dados
de Lopes e Guilherme (1991), contidos na Tabela ou seja, fertilizantes + corretivos participaram com
8.1, que são projeções de resultados experimen- um quarto da economia de terra.
tais: o Brasil poderia, no cerrado do Centro-Oeste,
É tentador também definir: “Agricultura é a arte
obter 12,5 milhões de t de grãos adicionais de duas
de economizar terra” (com aplicação da
maneiras: expandindo a área em quase 8 milhões
tecnologia).
de ha, sem o benefício da calagem, ou mantendo
a mesma área, mas fazendo calagem. A segunda
alternativa custaria 5,5 vezes menos que a primei- Tabela 8.1 - Alternativas para aumentar a produção de
grãos no Brasil Central.
ra. A primeira tardaria uns 10 anos para realizar-
se. A segunda, de 1 a 2 anos. A primeira represen- Cultura Aumento Aumento na Custo
taria um desperdício de 0,5 bilhão de dólares e de na área sem
Sem Com
terra. produção calagem
calagem calagem
Os vários instrumentos que tocam na sinfonia da 103t 103ha U$ 106
produção, sob a batuta do homem, foram os res- Milho 7650 4100 240,0 42,0
ponsáveis por esses resultados impressionantes: Trigo(1) 95 58 3,6 -
tecnologia = - terra. Com todos os corolários Feijão 286 530 30,0 14,7
ambientais e socioeconômicos esperados. Arroz 1520 804 60,0 11,2
É tentador procurar responder à pergunta: Soja 2697 2265 145,0 20,0
Total 12500 7757 478,6 87,9
Qual a participação do fertilizante + corretivo na
economia de 80 milhões de ha? (1) Efeito residual da calagem para a soja.

641
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