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UFCD 0408 – Legislação de apoio à operação em

armazém

Manual de Apoio à Formação.

Formador/a – Tiago Mota

Data – 15/Julho/2020

1
Índice

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Objetivos.................................................................................................................................................................3

Conteúdos...............................................................................................................................................................4

1. Normas e procedimentos de recursos humanos........................................................................................6

3. Direitos e obrigações do trabalhador.......................................................................................................35

4. Direitos e obrigações do empregador......................................................................................................38

5. Normas e procedimentos segurança alimentar.......................................................................................40

6. Normas e procedimentos de transportes.................................................................................................43

7. Segurança..................................................................................................................................................48

8. Documentação de suporte à operação no armazém...............................................................................50

Bibliografia............................................................................................................................................................56

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Objetivos

- Identificar as normas e procedimentos principais, associados à legislação necessária para a


operação em armazém.

- Descrever as principais normas e procedimentos inerentes ao funcionamento do armazém.

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Conteúdos

Normas e procedimentos de recursos humanos

Pessoais

- Do operador

- Saúde do operador

- Outros (Uniforme, EPIs, documentos a preencher pelo operador, entre outros)

Coletivos

- Mapas de pessoal, férias e horário de trabalho

- Manuais de procedimentos

- Livros de instruções e manutenção dos equipamentos

- Formas de divulgação/Comunicação (ex. Ordens de serviço)

- Registos diversos de mercadorias

Direitos e obrigações

- Principais normas de direito do trabalho

Direitos e obrigações do trabalhador

Direitos e obrigações do empregador

Normas e procedimentos segurança alimentar

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Locais de armazenamento

Temperaturas

Segurança

Acondicionamento e manuseamento das diversas mercadorias

Normas e procedimentos de transportes

Documentação obrigatória na circulação da mercadoria

- Guias de remessa

- Certificados de origem

- Certificados veterinários

- Outros certificados oficiais

Segurança

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1. Normas e procedimentos de recursos humanos

1.1. Pessoais

Manual de Procedimentos

O Manual de Procedimentos da DRH constitui um instrumento que se destina a definir o


conjunto de metodologias, procedimentos e ferramentas de trabalho utilizados, com base em
descrição completa, detalhada e clara das tarefas ou funções a desempenhar, de modo a
facilitar a compreensão da estrutura dos serviços, atribuições e funcionamento.

Manual de instruções, manual do usuário (português brasileiro) ou manual do utilizador


(português europeu) é um folheto que ensina a operar um equipamento,[1] um objeto, um
software ou uma ferramenta. Muitas vezes o manual vem com imagens, para, não só ilustrá-
lo, como ajudar na compreensão.

Às vezes, o manual pode vir organizado em itens, ou passos; que geralmente são curtos e com
poucos números. Como, por exemplo:

"Passo 1" - Coloque a peça sobre o orifício colocado anteriormente."

Ou o manual explica detalhadamente cada passo com muito cuidado. Quando o objeto a ser
construído é muito complexo, os manuais vêm com imagens ou então com vários detalhes
sobre como criá-lo.

Manutenção

A manutenção desde há muito tempo foi considerada como o mal necessário da produção

industrial, mas hoje reconhece-se a manutenção como uma das áreas mais importantes
dentro

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de uma organização. Esta evolução faz-se sentir através da necessidade de reduzir os custos
de

paragens por avarias, mas deve-se levar em conta que a evolução tecnológica e científica,

contribuiram também para esta evolução.

Segundo Brito & Eurisko (2003) a evolução da manutenção divide-se em 3 gerações:

Na 1ª geração, é caracterizada por reparar quando partir, iniciou-se desde 1940 e foi até 1950.

Nestas alturas não se ouvia falar em nenhum tipo de manutenção, a não ser a manutenção

corretiva. As únicas intervenções que se faziam eram do tipo lubrificação, limpeza e


intervenções após uma avaria.

A 2ª geração é caracterizada pela elevada responsabilidade, longa vida dos equipamentos e


baixos custos, foi logo após a segunda guerra mundial, onde a mão-de-obra era barata,
acompanhado de um aumento brusco dos equipamentos mecânicos com o grau de
complexidade elevada, sentiram a necessidade de aumentar a disponibilidade destes
equipamentos, de forma a diminuir os custos e aumentar a produtividade, e foi dali que surgiu
a manutenção preventiva. Durante este período as intervenções de manutenção preventiva
era executadas em intervalos fixos.

A 3ª geração é caracterizada principalmente pela elevada disponibilidade, confiabilidade dos

equipamentos, provocada pela tendência de produzir de acordo com o princípio Just- in-time.

Segundo Brito & Eurisko (2003), a evolução ao longo do tempo aponta para alguns conceitos a

desenvolver, de forma a caminhar-se para a ausência de falhas dos equipamentos ou bens,

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com

base nos seguintes:

• A qualidade produz-se, não se controla;

• Não existem culpados, mas sim causas;

• Deverá ser controlado o processo e não o resultado ou, então, inspecionar continuamente

o homem.

Definição da manutenção

Segundo a norma portuguesa 13306:2007, a manutenção é a combinação de todas as


técnicas,

administrativas e de gestão, durante o ciclo de vida de um bem, destinadas a mantê-lo ou


repo-lô num estado em que ele pode desempenhar a função requerida. Há várias fontes que
definem o termo manutenção, segundo uma norma francesa NFX60-010, definiu-se a
manutenção como sendo um conjunto de ações que permitem manter ou restabelecer um
bem num estado específico ou na medida de assegurar um serviço determinado.

A manutenção é conjunto de ações técnico-administrativas e de gestão que permitem,


durante o ciclo de vida de um bem, manter, repor ou melhorar o seu estado de conservação
ou funcionamento, respeitando as regras de segurança, saúde, higiene e o ambiente, tendo
igualmente em atenção a minimização dos respetivos custos (Sampaio e Castro, 2013).

Uma boa intervenção de manutenção, atualmente é indispensável para uma empresa que
quer

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ter sucesso no mercado atual. As pessoas tornam-se cada vez mais exigentes, e a função da

manutenção tem um contributo empresarial em ajudar a empresa a cumprir com os


requisitos

dos seus clientes. Segundo IPQ, 2009, o aumento das exigências relativas à otimização dos

custos e de disponibilidade dos equipamentos leva a que seja encontrado um equilíbrio entre
os constrangimentos orçamentais, reclamados pelos gestores, e a qualidade de serviço
esperado pelos utilizadores dos equipamentos. Por essa razão a maioria das empresas
atualmente obrigam os seus fornecedores a trabalharem sobre a melhor prática, que seja
vantajosa para ambas as partes.

A manutenção não passa de um conjunto de procedimentos técnicos e administrativos, a


executar, que apostam no aumento da fiabilidade do equipamento, em consequente
aumentará a sua disponibilidade, levando em conta o aumento da fiabilidade humana ao logo
do tempo.

Tipos de manutenção

Os vários tipos de manutenção existentes são caracterizados pela forma como são feitas as

intervenções nos equipamentos, sistemas ou instalações. De acordo com a Figura 2 e segundo

EN 13306, 2010 existem dois tipos de manutenção que são: a manutenção preventiva e
corretiva.

Manutenção corretiva

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Trata-se de um modelo mais antigo, que consiste em reparar os equipamentos após as
avarias,

todas as intervenções são realizadas sem que sejam planeadas, que podem ser de natureza

técnico-administrativa ou de gestão.

Manutenção preventiva

A manutenção preventiva surgiu com o aumento da complexidade dos equipamentos e a


necessidade de aumentar a disponibilidade dos mesmos. O seu principal objetivo é a redução
do número de ocorrências das avarias. Os fatores mais importantes para a manutenção
preventiva são: instruções normalizadas, tempo pré-determinado entre cada intervenção e os
custos necessários para a execução destas instruções normalizadas. Segundo Brito & Eurisko
(2003), a manutenção preventiva divide-se em: condicionada esistemática.

A manutenção preventiva condicionada: As intervenções são realizadas tendo em conta uma

análise de uma determinada condição que obriga as pessoas a estarem atentas sobre algumas

evoluções nos equipamentos, de forma poder prever as fraturas ou avarias. É um tipo de

manutenção que exige um bom conhecimento sobre o equipamento, a sua maior dificuldade
de

implementação é no momento da definição da condição.

A manutenção preventiva sistemática: Manutenção preventiva efetuada com periocidade fixa,


em

intervalos de tempo pré-determinados e com um número definido das unidades de

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funcionamento. (Miguel, 2009).

Normalização em manutenção

A normalização é essencial para a manutenção porque uma determinada empresa constituída


por

diversos técnicos da manutenção, cada um a intervir da sua maneira, podem estar a causar

problemas no equipamento devido a esta diversidade da intervenção.

Segundo Pinto, (1997) os trabalhos da manutenção devem ser normalizados devido as


seguintes

razões:

• As atividades da manutenção não podem ser realizadas eficazmente, permitindo aos


técnicos da manutenção executá-las de forma que mais os agradam.

• São geralmente menos eficazes do que o trabalho de produção, por ter uma margem de
erro alargada e o tempo de preparação maior, isto porque não é um trabalho repetitivo.

• É um trabalho que uma boa intervenção depende muito da capacidade do técnico que está
intervir e a sua execução é normalmente em ambientes desfavoráveis e também exige a
movimentação de materiais dentro da fábrica.

Segundo Pinto (1997), as normas de manutenção podem ser classificadas como:

Normas de manutenção de equipamento

Neste caso referem-se as normas de inspeção, que avaliam a deterioração do equipamento,

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as

normas de revisão para prever a deteterioração do equipamento e as normas de reparação


para

restaurar o equipamento.

Procedimentos de trabalho de manutenção

São normas que definem os procedimentos de trabalhos, planos de trabalhos, os métodos e


os

tempos da duração para a execução das instruções normalizadas, da inspeção e da reparação.

Segundo Pinto (1997), esta norma encontra-se dividida em quatro tipos de normas:

• Normas de inspeção – onde se definem as técnicas para a medição e determinação da

deterioração dos equipamentos, e nelas devem estar detalhadamente as seguintes

informações: os equipamentos que vão ser inspecionados, em que sítio da fábrica é que

eles estão, quanto tempo dura a inspeção, que instrumentos serão necessários para

que medidas corretivas é que devem ser tomadas.

• Normas de serviço – explicam como os trabalhos da manutenção devem ser realizados, os


trabalhos relacionados, a lubrificação, limpeza, ajustamentos e substituição das peças.

Consoante o tipo de instruções a executar, tem de especificar em detalhe, por exemplo, se se


trata de uma atividade de lubrificação, tem de se dizer o seguinte: que máquina que vai ser
lubrificada, em que sítio ela está na fábrica, que partes que deverão de ser lubrificadas, tipos e

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quantidades de lubrificação, e em que intervalo se deve efetuar esta instrução.

• Normas de trabalhos de manutenção – estas normas são para os trabalhos de manutenção


realizados com muita frequência, são importantes para avaliar as equipas da manutenção.

• Normas de reparação – essas normas muitas vezes são consideradas normas de trabalho de
manutenção, especificam as condições e os métodos de reparação, podem ser desenvolvidas
especificamente por equipamentos, e partes, ou de acordo com o tipo da reparação.

1.1.1. Outros (Uniforme, EPIs, documentos a preencher pelo operador, entre outros)

Ficha de EPI: o que é e como funciona?

Ficha de EPI é o nome dado a um documento que serve para registrar a entrega e o
recebimento dos Equipamentos de Proteção Individual necessários em um ambiente de
trabalho que oferece riscos. Esta ferramenta é fundamental para a rotina diária, tendo igual
importância tanto para o trabalhador quanto para a empresa.

Para o colaborador, a ficha contribui para sua segurança durante as atividades pois, desta
forma, tem-se certeza de que o empregador fez a sua parte fornecendo gratuitamente os EPIs
adequados. Assim, a equipa poderá desenvolver as suas atividades em segurança.

Do mesmo modo que, para o empregador, é vantajoso pelo mesmo motivo. Em caso de
Acidente do Trabalho, será preciso comprovar que o colaborador possuía o EPI adequado ao
risco e, portanto, não utilizou ou utilizou de maneira incorreta e acabou resultando no
acidente. Assim, evita-se multas e processos judiciais para a empresa.

Para utilizar a Ficha de EPIs é muito simples: basta adquirir um modelo pronto e preencher

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sempre que um Equipamento de Proteção Individual for entregue ou devolvido ao
colaborador.

Ter este controlo é imprescindível caso você preze por manter a sua empresa sempre em dia
com a legislação. Fornecer os equipamentos gratuitamente é uma obrigação do empregador.
Bem como utilizá-los durante as atividades e com responsabilidade é um dever do
colaborador.

Ficha de EPI é muito simples e objetiva de se utilizar. Bastará o profissional responsável


preencher no momento da entrega do equipamento com os seguintes dados:

Nome do Funcionário;

Nº de Registo;

Função;

Setor;

Nome da Empresa;

Data;

Descrição do EPI;

Fabricante do produto;

Quantidade;

Assinatura;

Data de Devolução.

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Cada uma dessas colunas deve ser preenchida, pois esses dados serão fundamentais em caso
de Auditorias Fiscais ou Acidentes do Trabalho. Perceba que além dos campos que
mencionamos, existe na Ficha de EPI uma declaração que será aceita no momento em que o
colaborador assina o documento.

1.2. Coletivos

1.2.1. Mapas de pessoal, férias e horário de trabalho

Registo de tempo de trabalho

a) Manter, em local acessível e por forma que permita a sua consulta imediata, um registo
que

permita apurar o número de horas de trabalho prestadas pelo trabalhador, por dia e por

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semana, incluindo dos trabalhadores que estão isentos de horário de trabalho, com indicação

da hora de início e de termo do trabalho, bem como das interrupções ou intervalos que nele

não se compreendam por forma a permitir apurar o número de horas de trabalho prestadas

pelo trabalhador, bem como das prestadas em acréscimo ao período normal de trabalho
(artigo 202º do Código do Trabalho);

b) Assegurar que o trabalhador que preste trabalho no exterior da empresa vise o registo

imediatamente após o seu regresso à empresa, ou envie o mesmo devidamente visado, de

modo que a empresa disponha do registo devidamente visado no prazo de 15 dias a contar da

prestação (artigo 202º do Código do Trabalho);

c) Manter durante cinco anos o registo dos tempos de trabalho, bem como a declaração

expressa do trabalhador em como renuncia a dias de férias em substituição da perda de

retribuição por motivos de falta e o acordo do empregador relativamente ao trabalho


prestado

para compensação dos períodos de ausência ao trabalho efetuada por iniciativa do


trabalhador (artigo 202º do Código do Trabalho).

Mapa de horário de trabalho - Afixar em todos os locais de trabalho, em lugar bem visível, um

mapa de horário de trabalho que deve conter vários elementos, concretamente, o nome da

firma ou denominação do empregador, a atividade exercida, a sede e local de trabalho dos

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trabalhadores a que o horário respeita, o início e termo do período de funcionamento e, se

houver, dia de encerramento ou suspensão de funcionamento da empresa ou


estabelecimento, as horas de início e termo dos períodos normais de trabalho, com indicação
de intervalos de descanso e os dias de descanso semanal obrigatório e descanso semanal
complementar, se este existir, o instrumento de regulamentação coletiva de trabalho
aplicável, se houver e o

Regime resultante de acordo que institua horário de trabalho em regime de adaptabilidade,


se

houver.

Deve enviar cópia do mapa de horário de trabalho à A.C.T. (Autoridade para as Condições do

Trabalho), nomeadamente, mediante correio eletrónico, com a antecedência mínima de

quarenta e oito horas relativamente à sua entrada em vigor (artigo 216º do Código do

Trabalho).

Quando estes elementos não sejam comuns a todos os trabalhadores, o mapa de horário de

trabalho deve conter a identificação dos trabalhadores cujo regime seja diferente do

estabelecido para os restantes. Sempre que o horário de trabalho inclua turnos, o mapa deve

ainda indicar o número de turnos e aqueles em que haja menores, bem como a escala de

rotação, se existir. A composição dos turnos, de harmonia com a respetiva escala, se existir, é

registada em livro próprio ou em suporte informático e faz parte integrante do mapa de

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horário de trabalho (artigo 215º do Código do Trabalho).

Registo do trabalho suplementar – deve existir um registo de trabalho suplementar onde,

antes do início da prestação e logo após o seu termo, são anotadas as horas de início e termo

do trabalho suplementar. O registo das horas de trabalho suplementar deve ser visado pelo

trabalhador imediatamente a seguir à sua prestação. O trabalhador que realiza trabalho

suplementar no exterior da empresa deve visar o registo, imediatamente após o seu regresso
à

empresa ou mediante envio do mesmo devidamente visado, devendo em qualquer caso a

empresa dispor do registo visado no prazo de 15 dias a contar da prestação. Do registo deve

constar sempre a indicação expressa do fundamento da prestação de trabalho suplementar.


No mesmo registo devem ser anotados os períodos de descanso compensatório gozados pelo

trabalhador, além de outros elementos indicados no respetivo modelo, aprovado por portaria

do ministro responsável pela área laboral. O registo de trabalho suplementar é efetuado em

suporte documental adequado, nomeadamente impressos adaptados ao sistema de controlo

de assiduidade existente na empresa, que permita a sua consulta e impressão imediatas,

devendo estar permanentemente atualizado, sem emendas ou rasuras não ressalvadas.

Deve ser comunicada a relação nominal dos trabalhadores que prestaram trabalho

suplementar durante o ano civil anterior, com discriminação no número de horas prestadas

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no

âmbito das exceções aos limites máximos do período normal de trabalho, visada pela

comissão de trabalhadores ou, na sua falta, em caso de trabalhador filiado, pelo respetivo

sindicato (artigo 231º do Código do Trabalho). Por fim deve ser mantida durante cinco anos a

relação nominal dos trabalhadores que efetuaram trabalho suplementar, com discriminação
do número de horas prestadas e indicação do dia em que gozaram o respetivo descanso

compensatório (artigo 231º do Código do Trabalho).

Mapa de férias – A entidade empregadora deve possuir um mapa de férias, com indicação

do início e termo dos períodos de férias de cada trabalhador, que deverá ser elaborado até 15

de Abril de cada ano e Afixar o mapa de férias nos locais de trabalho entre esta data e 31 de

Outubro (artigo 241º do Código do Trabalho).

Registo das sanções disciplinares - A entidade empregadora deve manter devidamente

atualizado, a fim de o apresentar às autoridades competentes sempre que o requeiram, o

registo das sanções disciplinares, escriturado de forma a poder verificar-se facilmente o

cumprimento das disposições aplicáveis à matéria (artigo 332º do Código do Trabalho).

Registo do pessoal - A entidade empregadora deve manter permanentemente atualizado o

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registo do pessoal em cada um dos seus estabelecimentos, com indicação dos nomes, datas

de nascimento e admissão, modalidades dos contratos, categorias, promoções, retribuições,

datas de início e termo das férias e faltas que impliquem perda da retribuição ou diminuição

dos dias de férias (artigo 127º do Código do Trabalho).

Mapa do quadro de pessoal - A entidade empregadora deve apresentar, em Novembro de

cada ano, o mapa do quadro de pessoal devidamente preenchido com elementos relativos
aos

respetivos trabalhadores, incluindo os estrangeiros e apátridas, referentes ao mês de Outubro

anterior, e afixar, na data do envio referido, por forma visível, cópia do mapa apresentado, ou

disponibilizar a consulta, no caso de apresentação por meio informático, nos locais de


trabalho, durante um período de 30 dias, a fim de que o trabalhador interessado possa
reclamar, por escrito, diretamente ou através do respetivo sindicato, das irregularidades
detetadas.

Igualdade e não discriminação - A entidade empregadora deve afixar na empresa, em local

apropriado, a informação relativa aos direitos e deveres do trabalhador em matéria de

igualdade e não discriminação (artigo 24º do Código do Trabalho).

Dados biométricos - A entidade empregadora deve conservar os dados biométricos durante o

período necessário para a prossecução das finalidades do tratamento a que se destinam,

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devendo ser destruídos no momento da transferência do trabalhador para outro local de

trabalho ou da cessação do contrato de trabalho (artigo 18º do Código do Trabalho).

Equipamento de vigilância - Quando haja utilização de equipamento de vigilância à distância

o empregador informa o trabalhador sobre a existência e finalidade dos meios de vigilância

utilizados, devendo nomeadamente afixar nos locais sujeitos os seguintes dizeres, consoante

os casos: «Este local encontra-se sob vigilância de um circuito fechado de televisão» ou «Este

local encontra-se sob vigilância de um circuito fechado de televisão, procedendo-se à


gravação

de imagem e som», seguido de símbolo identificativo.

Os dados pessoais recolhidos através dos meios de vigilância à distância são conservados
durante o período necessário para a prossecução das finalidades da utilização a que se

destinam, devendo ser destruídos no momento da transferência do trabalhador para outro


local de trabalho ou da cessação do contrato de trabalho (artigos 20º e 21º do Código do
Trabalho).

Registo de processos de recrutamento - Todas as entidades devem manter durante cinco

anos o registo dos processos de recrutamento efetuados, devendo constar do mesmo, com

desagregação por sexo, os seguintes elementos:

a) Convites para o preenchimento de lugares;

b) Anúncios de oferta de emprego;

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c) Número de candidaturas para apreciação curricular;

d) Número de candidatos presentes em entrevistas de pré -seleção;

e) Número de candidatos aguardando ingresso;

f) Resultados de testes ou provas de admissão ou seleção;

g) Balanços sociais relativos a dados, que permitam analisar a existência de eventual

discriminação de pessoas de um dos sexos no acesso ao emprego, formação e promoção

profissionais e condições de trabalho (artigo 32º do Código do Trabalho).

Registo da avaliação de riscos - O empregador conservar o registo da avaliação dos riscos

inerentes à atividade do trabalhador, tendo presente, nomeadamente, a sua condição física e

psíquica, antes do início da atividade e posteriormente, de seis em seis meses, bem como

antes de alteração das condições de trabalho (artigo 225º do Código do Trabalho).

Serviços mínimos - Quando haja despacho ou decisão do tribunal arbitral sobre definição de

serviços mínimos a prestar em caso de greve, os mesmos devem ser afixados nas instalações

da empresa, estabelecimento ou serviço, em locais destinados à informação dos


trabalhadores

(artigo 538º do Código do Trabalho).

Regulamento Interno de Empresa - O empregador pode elaborar regulamento interno de

empresa sobre organização e disciplina do trabalho. O regulamento interno apenas produz

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efeitos após a publicitação do respetivo conteúdo, designadamente afixação na sede da

empresa e nos locais de trabalho, de modo a possibilitar o seu pleno conhecimento, a todo o

tempo, pelos trabalhadores e deve enviá-lo ao serviço com competência inspetiva do

ministério responsável pela área laboral. A elaboração de regulamento interno de empresa

sobre determinadas matérias pode ser tornada obrigatória por instrumento de


regulamentação

coletiva de trabalho negocial.

Contratação a termo - O empregador deve comunicar a celebração de contrato de trabalho a

termo, com indicação do respetivo motivo justificativo, bem como a cessação do mesmo à

comissão de trabalhadores e à associação sindical em que o trabalhador esteja filiado, no

prazo de cinco dias úteis. O empregador deve comunicar, nos termos previstos em portaria do

ministro responsável pela área laboral, ao serviço com competência inspetiva do ministério

responsável pela área laboral os elementos a que se refere o parágrafo anterior. O


empregador

deve comunicar, no prazo de cinco dias úteis, à entidade com competência na área da

igualdade de oportunidades entre homens e mulheres o motivo da não renovação de contrato

de trabalho a termo sempre que estiver em causa uma trabalhadora grávida, puérpera ou

lactante. O empregador deve afixar informação relativa à existência de postos de trabalho

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permanentes que estejam disponíveis na empresa ou estabelecimento.

Obrigações gerais em matéria de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho - Em termos

gerais, devem ser obrigatoriamente comunicadas e feitos pedidos de autorização em matéria

de segurança, higiene e saúde no trabalho por parte do empregador à A.C.T. nos casos

seguintes:

a) Em caso de acidente de trabalho mortal ou grave, o empregador deve comunicar à A.C.T.

esse incidente no prazo de 24 horas após a ocorrência do sinistro.

b) Quando houver trabalhos com agentes biológicos, trabalhos de demolição ou trabalhos de

remoção de amianto, o empregador dispõe de um prazo de 30 dias antes do início desses

trabalhos para comunicar a realização dos mesmos à A.C.T..

c) O empregador deve entregar o relatório anual dos Serviços de Segurança Higiene e Saúde

no Trabalho (adiante designado por SHST) entre 1 e 30 de Abril.

d) No caso de se pretender que o exercício das atividades de segurança e higiene no trabalho

seja efetuado por parte do empregador ou de trabalhador designado para o efeito, será

necessária uma autorização por parte da A.C.T..

e) Quando o empregador pretender prorrogação do prazo para avaliação inicial do nível de

concentração de chumbo no ar dispõe de 6 meses após o início da laboração para tal efeito.

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f) Quando se pretenda isenção total, parcial ou temporária da utilização de sinalização de

segurança luminosa ou acústica, deverá para tal ser solicitada uma autorização à A.C.T.

ocasionalmente.

g) Quando se pretenda utilizar monta-cargas para transporte de pessoas em estaleiros de

construção o empregador deve solicitar autorização para tal à ACT antes da sua utilização.

h) Quando se pretenda o cálculo do valor médio de exposição a vibrações mecânicas num

período de referência de 40 horas, o empregador deverá solicitá-lo ocasionalmente à A.C.T.

1.2.4. Formas de divulgação/Comunicação (ex. Ordens de serviço)

Hoje não basta fazer, é preciso mostrar o que está a ser feito. A imagem de uma empresa é o
resultado de múltiplas acções de comunicação e desempenha um papel fundamental na
prossecução dos seus objectivos comerciais.

Um bom Plano de Comunicação é uma ferramenta poderosa que sustenta as decisões de


investimento nesta área, favorecendo a coerência, a continuidade e o controlo das mensagens
que a empresa pretende transmitir aos seus vários públicos.

A realização de um Plano de Comunicação tem como objectivo responder às seguintes


perguntas:

- Quem comunica? Definição da Empresa e dos seus Produtos/Serviços.

- A quem? Definição dos Públicos-alvo como receptores das mensagens.

- O quê? Definição das Mensagens que se pretendem transmitir.

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- Com que finalidade? Definição dos Objectivos da Comunicação.

- Como? Mix da Comunicação, ou seja, dos meios e suportes utilizados para transmitir as
mensagens.

O Mix da Comunicação compreende a Publicidade, a Comunicação Institucional, a Assessoria


de Imprensa, a Comunicação Interna, o Marketing Directo, os Patrocínios e a Promoção de
Vendas. Outra vertente fundamental da comunicação é a Identidade Corporativa, constituída
pelo nome da empresa, logótipo e material de economato, frase assinatura, marcas e
sinalética. A Identidade Corporativa é um sinal de reconhecimento imediato, funcionando
como ponto de partida da comunicação institucional. É um sinal de distinção, uma arma
visual, na medida em que representa a personalidade da empresa.

A imagem de uma empresa é pois o resultado de todas as mensagens corporativas emitidas


através das várias vertentes comunicacionais. É a comunicação que imprime «personalidade»
às instituições e as diferencia num mundo de iguais.

Objectivos da comunicação

- Divulgar e promover os seus serviços.

- Construir uma imagem de marca forte.

- Fortalecer a identidade corporativa da sua empresa e das suas duas áreas de negócio.

- Melhorar a imagem institucional.

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- Dar a conhecer a sua empresa e os seus serviços a quem ainda não a conhece.

- Aumentar a visibilidade, credibilidade e os seus serviços.

- Aumentar a notoriedade junto dos seus públicos-alvo.

- Promover e divulgar as suas atividades junto dos seus públicos-alvo.

- Desenvolver uma atmosfera de confiança com os Órgãos de Comunicação Social.

Mensagens

As Mensagens/Imagens que se pretendem comunicar são:

- A missão da empresa.

- Os valores da empresa; principalmente pretende-se fazer passar uma imagem de qualidade,


rigor e confiança.

- A personalização com que a sua empresa trata os seus clientes.

- Informação geral sobre a sua empresa.

- Informação específica sobre alguns serviços

- Informações sobre as suas actividades, novidades e os seus serviços.

Formas de comunicar

Há várias formas de comunicar a sua mensagem; de acordo com o modelo tradicional os


métodos mais comuns usam:

- Identidade Corporativa

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- Comunicação Institucional

- Assessoria de Media

- Marketing Directo

- Publicidade

No entanto, nos últimos anos, há uma forma de comunicação que se está a impor
relativamente a todas as outras:

Marketing Digital

Os hábitos de consumo da sociedade quotidiana estão a mudar, assim como todo o mundo
envolvente, os meios de comunicação tradicionais (televisão, imprensa e rádio) estão
saturados, o que leva a que hoje em dia seja impossível falar de estratégia de comunicação
sem ter em conta o meio que mais cresceu nos últimos anos, a Internet. As grandes
possibilidades que este meio oferece, vieram proporcionar uma maior relação entre as
empresas e os seus consumidores. No entanto, e tendo em conta a dimensão de
possibilidades digitais, surgiu a necessidade de planear e gerir todas essas oportunidades,
dando origem, assim, ao marketing digital.

O vínculo existente entre marketing e tecnologia é cada vez mais acentuado, a Internet ocupa
um lugar privilegiado no dia-a-dia dos consumidores. Estar apenas a um click de distância do
público-alvo é uma realidade bastante apelativa, no entanto, é necessário ter em conta que o
consumidor está cada vez mais exigente e selectivo.

O planeamento de qualquer estratégia deve ser baseado em criatividade, o conteúdo é


fundamental, informação útil e específica para o consumidor - a tendência é comunicar para

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nichos, já que assim torna-se mais fácil estabelecer proximidade entre o consumidor e a
marca. As principais ferramentas do marketing digital são as redes sociais, e-mail marketing,
marketing viral e publicidade online.

A febre das redes sociais é uma realidade na nossa sociedade, os consumidores dedicam o seu
tempo a explorar redes sociais como o Facebook e Twitter, entre outros. A capacidade de
argumentação, discussão de ideias e exposição de assuntos é fundamental para as marcas,
logo, é importante que as empresas criem um perfil apelativo e estejam presentes na vida
online dos seus consumidores.

O E-mail Marketing apesar de ser uma solução menos inovadora, é muito eficiente quando é
personalizado, o consumidor sente-se importante e mais próximo da marca, normalmente é
utilizado para promoções ou divulgação de novos produtos/serviços.

O Marketing Viral é a ferramenta mais importante, eficiente e lucrativa da Internet. Ainda


poucas empresas a sabem utilizar adequadamente. No Marketing Viral, vale o poder da
palavra, assim tudo o que se faz é multiplicado de forma exponencial. As diferentes
possibilidades estratégicas são bastante apelativas para o consumidor. Normalmente este
nem tem consciência de que está a ser influenciado por uma marca. O viral coloca a marca no
centro de atenção dos consumidores e faz com que estes se sintam parte dela.

A Publicidade on-line é outra estratégia fundamental na Internet, no entanto é necessário um


plano de comunicação e divulgação que não seja baseado somente em buzz. A publicidade é
importante, mas a sua construção tem de ser inovadora e muito criativa.

A Pesquisa online é uma ferramenta fundamental para as empresas. A Internet facilitou a


definição do perfil do público-alvo. Todas as estratégias de marketing têm de ser bem
direccionadas, portanto, é uma mais-valia para as empresas conseguirem definir o seu

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público-alvo e acompanhar as suas opiniões.

Para além das qualidades da Internet como meio de comunicação por si só, o grande
desenvolvimento de outras tecnologias como Smartphones veio ainda melhorar a situação,
permitindo que a informação chegue ao consumidor em qualquer lugar.

É importante salientar que todas as estratégias online devem ser baseadas numa estratégia
de marketing geral para que a marca seja contextualizada com forma e consistência e que
permita aos consumidores formarem uma opinião e identificarem a marca.

Exemplo: Ordem de Serviço:

Responsável por registar as atividades da empresa e formalizar pedidos, a ordem de serviço é


um documento essencial para garantir a segurança do seu negócio e manter o fluxo de
trabalho em ordem.

Uma companhia lida com uma quantidade enorme de tarefas diariamente, tanto envolvendo
apenas a equipe interna quanto com a presença de clientes ou fornecedores.

Para acompanhar todos esses processos e documentá-los formalmente, é necessário usar a


ordem de serviço e suas diferentes variações.

O que é uma ordem de serviço?

Também conhecida pela sigla OS, a ordem de serviço nada mais é do que um documento que
formaliza um serviço que está sendo prestado.

Por exemplo, um cliente vai até uma empresa e dá todas as informações sobre o serviço que
precisa. Estes dados são inseridos em um documento, a ordem de serviço, e ambas as partes
declaram que estão cientes sobre o acordo.

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Após o primeiro contato com o cliente e a elaboração da ordem de serviço, o documento
passa a se tornar mais importante para as tarefas internas, ou seja, a OS transforma-se num
guia das atividades que precisam ser feitas para concluir o serviço pedido pelo cliente.

De acordo com as ações realizadas em relação ao pedido, o documento sofre novas


alterações, para atualizar a equipa dos passos envolvidos no processo que já foram
concluídos.

O principal papel da ordem de serviço é orientar uma tarefa, tanto em relação às expectativas
do cliente quanto ao que se espera da equipe.

Por meio da OS, é possível controlar o tempo, mão-de-obra e até mesmo recursos investidos
na prestação de um serviço. Sendo assim, o uso contínuo do documento pode te ajudar a
refinar os processos e otimizar o tempo de trabalho.

Atividades da empresa

A ordem de serviço é uma ótima forma de registrar e organizar as atividades que precisam ser
executadas pela equipe.

Com as atualizações do que já foi feito, a equipe fica sempre ciente do progresso do serviço e
pode tocá-lo para frente com mais organização e precisão.

Além disso, também fica mais fácil o processo de priorização das tarefas, já que todos os
prazos e detalhes do pedido estão presentes na OS.

Controle da produtividade

Como mencionamos anteriormente, a ordem de serviço sofre alterações conforme as


atividades envolvidas no serviço vão sendo cumpridas.

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Desta forma, é possível identificar quais tarefas levam mais tempo para ser realizadas e
também idealizar uma estratégia de otimização para processos que estão tomando mais
tempo da execução do serviço completo.

Com a mesma informação, você pode investir mais a fundo os motivos pelos quais estão
tornando a produção mais lenta em um determinado setor e discutir a situação com sua
equipe para promover melhorias.

Controle financeiro

Por meio da ordem de serviço, é possível calcular a quantidade de recursos da empresa que
será investida, assim como o que será recebido ao fim da tarefa.

Na OS, constam os materiais que serão utilizados e a quantidade de trabalhadores que será
necessária para cumprir a ordem. Sendo assim, o documento é essencial para o planejamento
de atividades e também das finanças.

Descrição detalhada para os clientes e para a equipa

É fundamental reunir todos os detalhes possíveis sobre o serviço solicitado pelo cliente, já que
esses dados auxiliam a equipe a fazer um trabalho mais preciso e efetivo.

Ao mesmo tempo, a documentação de todas especificações do cliente também evita a


abertura de espaços para dúvida e conflito com o solicitador do seu serviço.

Entendendo o fluxo de trabalho

O fluxo de trabalho nada mais é do que um sistema de organização de tarefas, onde as

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atividades são ranqueadas por prazo de entrega e relevância.

Sendo assim, a ordem de serviço é o documento ideal para alimentar o fluxo de trabalho e
garantir que ele se mantenha efetivo.

Além disso, o fluxo de trabalho também unifica equipes em uma mesma tarefa para que o
processo possa se desenvolver de forma uniformizada e dinâmica.

Confira algumas dicas básicas para formular um fluxo de trabalho eficiente:

Registre todos os processos internos: liste todas as tarefas que fazem parte do processo de
produção da empresa, até mesmo as menores e mais rápidas;

Contabilize os recursos: para evitar confusões e até mesmo prejuízo na elaboração de


orçamentos, é preciso colocar na ponta do lápis quais são os recursos disponíveis para
investimento na companhia;

Acompanhe os resultados: nenhum planejamento é perfeito e você pode sempre melhorar,


então é essencial analisar os resultados sempre que possível e apontar os pontos que podem
ser otimizados.

Tipos de ordem de serviço

O uso da categorização é interessante para a organização das ordens de serviços da sua


empresa, tanto se você é aquele que recebe a solicitação quanto se é quem a envia.

A verdade é que existem inúmeras categorias para classificar as ordens de serviço e tudo
depende do ramo em que sua empresa atua ou solicita serviços.

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Entretanto, reunimos 4 tipos de ordem de serviço que podem te inspirar a dar o pontapé
inicial na sua categorização:

Ordem de serviço de manutenção

É uma das OS mais recorrentes em quase todo tipo de empresa. O pedido de manutenção é
feito para reparar algum dano que ocorra sobre os recursos ou serviços prestados à empresa.

Pedido de serviço

Diferente da ordem de manutenção, o pedido de serviço independe de algum dano para ser
solicitado. Geralmente, é relacionado às expansões e inovações ou início de um novo projeto
para o cliente.

Ordem de serviço de evento

É a modalidade de ordem de serviço em que o pedido não está relacionada a danos e reparos
também, mas à organização ou contribuição em um acontecimento esporádico e relevante
para a companhia.

Ordem de serviço preventivo

Ao contrário da ordem de pedido de manutenção, a preventiva é o tipo de ordem que não


espera o erro acontecer para acionar o serviço. A ordem é solicitada com a intenção de
preparar o objeto ou projeto para que imprevistos não ocorram no futuro.

O que contém uma ordem de serviço

Como todo documento formal, a ordem de serviço exige a informação de determinados dados
para se tornar uma solicitação válida e, obviamente, informativa para a equipe que realizará o

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trabalho.

Conheça quais são os campos obrigatórios no preenchimento de uma ordem de serviço


básica:

Número da ordem de serviço (para que o documento seja registrado corretamente);

Especificações sobre a empresa que atenderá a ordem;

Qualificação do cliente;

Nome e cargo do emissor da ordem de serviço;

Data, hora e local da emissão;

Descrição detalhada sobre os processos do trabalho;

Quantidade de material, mão-de-obra e tempo que serão investidos no processo;

Explicação dos possíveis riscos e doenças do serviço;

Equipamentos e procedimentos preventivos contra acidentes;

Valor total do serviço e forma de pagamento;

Data da realização do trabalho;

Assinatura do cliente e da empresa.

A lista parece longa, mas todas as informações citadas acima são essenciais para o
planejamento básico da prestação de um serviço, principalmente se este será feito de forma
efetiva e organizada.

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Exemplo de uma ordem de serviço:

2. Direitos e obrigações

2.1. Principais normas de direito do trabalho

O princípio da proteção

A razão de existência do direito do trabalho é a proteção do trabalhador. Embora não seja


apenas isso, este é o princípio que se sobrepõe a qualquer outro nesta matéria.

Em diferentes matérias expressas na lei laboral, poderá verificar que o trabalhador é


protegido relativamente à entidade empregadora. Por exemplo, sabia que se um contrato de
trabalho for deficitário em informação pode automaticamente converter-se num contrato
sem termo? E há mais: as leis expressas no Código do Trabalho só podem ser afastadas ou
alteradas pelos contratos coletivos de trabalho, e apenas se os mesmos se constituírem a
favor do trabalhador, e não das entidades patronais.

O direito do trabalho regulamenta os distintos tipos de contrato de trabalho que existem,


definindo as regras de atuação para empresas e colaboradores no âmbito de cada relação de
trabalho.

Os contratos de trabalho podem ser de diferentes tipos:

Contrato de trabalho a termo resolutivo

Contrato de trabalho a tempo parcial

Trabalho intermitente

Comissão de serviço

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Teletrabalho

Trabalho temporário

Contrato de trabalho sem termo

Contrato de trabalho por tempo indeterminado

Normaliza a os conflitos profissionais

Muitas pessoas consultam o Código do Trabalho devido a conflitos laborais. Os conflitos


coletivos de trabalho encontram-se regulamentados no Código do Trabalho. Ficará a saber
por exemplo que os conflitos devem ser resolvidos através de um dos seguintes métodos:
Conciliação, Mediação e Arbitragem.

3. Direitos e obrigações do trabalhador

Os direitos do trabalhador

O direito ao trabalho e os direitos do trabalhador estão inscritos nos artigos 58º e 59º da
Constituição da República Portuguesa. Nestes dois artigos estão os direitos que são a base de
qualquer relação laboral. Estes são alguns dos exemplos de direitos fundamentais:

Um salário que constitua uma retribuição justa e adequada ao trabalho efetuado;

Normas de higiene e segurança no trabalho que permitam condições adequadas para os


trabalhadores desenvolverem a sua atividade e que permitam reduzir o risco de doenças
profissionais.

Assistência em situações de desemprego, acidentes de trabalho ou doença profissional;

A definição de um salário mínimo atualizável;

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A definição de um limite de duração do trabalho.

Proteção na parentalidade

Além destes princípios há direitos que reforçam o equilíbrio entre vida profissional e vida
familiar e que estão explícitos no Código do Trabalho. Por exemplo, os trabalhadores não
podem ser discriminados por decidirem ter um filho. Por isso, a lei garante:

licença por gravidez de risco: assumida por um médico e por haver risco para a saúde da
criança ou da mãe;

licença de parentalidade: entre 120 e 180 dias após o nascimento, dependendo se é


partilhada entre pai e mãe.

O direito a férias e descanso

Hoje em dia, estão garantidos dias de trabalho com um máximo de oito horas, um mínimo de
22 dias úteis de férias pagas e um descanso semanal para todos os trabalhadores. As férias
são obrigatórias e irrenunciáveis.

Os deveres do trabalhador

Os deveres do trabalhador estão patentes no artigo 128º do Código do Trabalho, ainda que o
documento legal sublinhe que a lista apresentada não é exaustiva. Na maior parte dos casos,
o profissionalismo e o bom senso são suficientes para que um trabalhador cumpra com os
seus deveres para com a entidade patronal.

Mesmo assim, merecem destaque:

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Respeito pelos colegas e pelo empregador;

Assiduidade e pontualidade;

Trabalho com zelo e diligência;

Cumprimento de ordens, desde que não colidam com os seus próprios direitos;

Lealdade para com o empregador, não negociando nas suas costas nem revelando
informações confidenciais a terceiros.

Os seguros que protegem os direitos de trabalhadores e empresas

Um seguro de acidentes de trabalho, mais do que um direito dos trabalhadores, é uma defesa
para o empregador. De facto, a seguradora, ao garantir a proteção do trabalhador e da sua
família no caso de ocorrer uma fatalidade, também garante que essa responsabilidade não vai
pôr em perigo a atividade da empresa.

No entanto, as vantagens na subscrição de seguros não se ficam por aqueles que são
obrigatórios. A subscrição de um Seguro de Vida e de um Seguro de Saúde para os
trabalhadores de uma empresa tem várias vantagens. Primeiro, fomenta a retenção dos
melhores talentos. Além disso, combate o absentismo e assiduidade. O trabalhador
aproveitará o acesso a consultas e tratamentos privados de saúde, em locais e horários mais
da sua conveniência.

4. Direitos e obrigações do empregador

O empregador deve, nomeadamente:

a) Respeitar e tratar o trabalhador com urbanidade e probidade, afastando quaisquer atos


que possam afetar a dignidade do trabalhador, que sejam discriminatórios, lesivos,

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intimidatórios, hostis ou humilhantes para o trabalhador, nomeadamente assédio;

b) Pagar pontualmente a retribuição, que deve ser justa e adequada ao trabalho;

c) Proporcionar boas condições de trabalho, do ponto de vista físico e moral;

d) Contribuir para a elevação da produtividade e empregabilidade do trabalhador,


nomeadamente proporcionando-lhe formação profissional adequada a desenvolver a sua
qualificação;

e) Respeitar a autonomia técnica do trabalhador que exerça actividade cuja regulamentação


ou deontologia profissional a exija;

f) Possibilitar o exercício de cargos em estruturas representativas dos trabalhadores;

g) Prevenir riscos e doenças profissionais, tendo em conta a protecção da segurança e saúde


do trabalhador, devendo indemnizá-lo dos prejuízos resultantes de acidentes de trabalho;

h) Adoptar, no que se refere a segurança e saúde no trabalho, as medidas que decorram de lei
ou instrumento de regulamentação colectiva de trabalho;

i) Fornecer ao trabalhador a informação e a formação adequadas à prevenção de riscos de


acidente ou doença;

j) Manter actualizado, em cada estabelecimento, o registo dos trabalhadores com indicação


de nome, datas de nascimento e admissão, modalidade de contrato, categoria, promoções,
retribuições, datas de início e termo das férias e faltas que impliquem perda da retribuição ou
diminuição de dias de férias.

k) Adotar códigos de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho,

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sempre que a empresa tenha sete ou mais trabalhadores;

l) Instaurar procedimento disciplinar sempre que tiver conhecimento de alegadas situações de


assédio no trabalho.

2 — Na organização da actividade, o empregador deve observar o princípio geral da


adaptação do trabalho à pessoa, com vista nomeadamente a atenuar o trabalho monótono ou
cadenciado em função do tipo de actividade, e as exigências em matéria de segurança e
saúde, designadamente no que se refere a pausas durante o tempo de trabalho.

3 — O empregador deve proporcionar ao trabalhador condições de trabalho que favoreçam a


conciliação da actividade profissional com a vida familiar e pessoal.

4 — O empregador deve afixar nas instalações da empresa toda a informação sobre a


legislação referente ao direito de parentalidade ou, se for elaborado regulamento interno a
que alude o artigo 99.º, consagrar no mesmo toda essa legislação.

5 — O empregador deve comunicar ao serviço com competência inspetiva do ministério


responsável pela área laboral a adesão ao fundo de compensação do trabalho ou a
mecanismo equivalente, previstos em legislação específica.

6 — A alteração do elemento referido no número anterior deve ser comunicada no prazo de


30 dias.

7 — Constitui contraordenação grave a violação do disposto nas alíneas k) e l) do n.o 1 e


contraordenação leve a violação do disposto na alínea j) do n.o 1 e nos n. os 5 e 6.

5. Normas e procedimentos segurança alimentar

O comércio de produtos alimentares tem um enorme impacto sobre a saúde das populações e

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as economias das várias nações.

De organizações das Nações Unidas a corpos de comércio de todo o Mundo, governos


nacionais e processadores aceitam que as pessoas têm a elevados padrões de qualidade
alimentar. Ao mesmo tempo, têm que garantir que o comércio não se torna tão restringido de
forma a que se torne demasiado oneroso.

O volume do comércio de produtos alimentares ao redor do Mundo é avaliado entre 300 e


400 bilhões de Dólares Americanos, de acordo com a FAO.

Com a crescente urbanização das populações, mesmo os países em desenvolvimento estão a


tornar-se mais dependentes do comércio global e do processamento alimentar para o seu
consumo alimentar interno.

É importante que as grandes cadeias de fornecimento alimentar, desde a produção até ao


consumidor, sejam mantidas seguras, com produtos de boa qualidade e apropriados para
consumo.

Codex Alimentarius

O ponto de referência global para produtores, processadores, consumidores, agências de


segurança alimentar nacionais e o comércio internacional de alimentos é o Codex
Alimentarius, elaborado inicialmente pela FAO e pela WHO em 1961, e gerido pela Comissão
do Codex Alimentarius.

Tornou-se o controlador global para a harmonização das práticas e padrões entre os


organismos nacionais, para a segurança e qualidade alimentar e também do comércio
internacional. Os seus padrões são reconhecidos pela Organização Mundial do Comércio
(OMC) para a resolução de disputas comerciais.

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O Codex estimulou países a introduzir uma nova Legislação Alimentar e padrões baseados no
Codex, bem como a estabelecer ou a fortalecer as agências responsáveis de controlo de
conformidade com os regulamentos.

Normas de Segurança Alimentar da UE

Na União Europeia, a Indústria de Alimentos e Bebidas é o maior sector de produção em


termos de emprego e valor acrescentado. A União Europeia é também é um dos maiores
importadores do Mundo de produtos alimentares e o maior exportador Mundial de alimentos
processados e bebidas, com um valor de exportação de 43 bilhões de euros em 2013, de
acordo com a Comissão Europeia .

A UE negoceia acordos de comércio para os Países membros e representa todos os Países


membros na OMC para acordos comerciais multilaterais. Negociou acordos bilaterais com
membros de todos os principais blocos comerciais, como países da OCDE, Conselho de
Cooperação do Golfo, Mercosul, Países da Andina, entre outros.

A Lei de Regulação Geral da Alimentação (CE) 178/2002

Todas as medidas Nacionais e da UE são guiadas pelos princípios gerais alimentares da Lei
descrita na Regulamentação Geral da Alimentação (CE) 178/2002. Estas abrangem todas as
fases da produção, processamento e distribuição de alimentos e ração animal.

Os objectivos gerais da Legislação Alimentar Europeia são:

Garantir um elevado nível de protecção da vida Humana e da saúde e da proteção dos


interesses dos consumidores;

Garantir práticas justas no comércio de produtos alimentares, tendo em conta a saúde e bem-

44
estar animal, saúde da flora e da fauna;

Garantir a livre circulação de alimentos e rações fabricadas e comercializadas na União


Europeia;

Facilitar o comércio global de segurança alimentar e de alimentos seguros e saudáveis tendo


em conta as normas e acordos internacionais.

Outros Regulamentos sobre a higiene dos alimentos foram introduzidos em 2004:

Regulamento (CE) 852/2004, relativo à higiene dos géneros alimentícios;

Regulamento (CE) 853/2004, que estabelece regras específicas de higiene para alimentos de
origem animal;

Regulamento (CE) 854/2004, relativo a regras específicas de organização dos controlos oficiais
de produtos de origem animal destinados ao consumo Humano.

Estas deram as responsabilidades sobre a segurança alimentar às empresas alimentares,


especificando que a aplicação geral dos procedimentos deve basear-se nos princípios do
HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos). Os Regulamentos também
especificaram a elaboração de guias de boas práticas de higiene para processos específicos
com o objectivo de ajudar as empresas a cumprir as regras.

Boas práticas de fabrico

As regras também actualizam as boas práticas de fabrico actuais (GMPs) para fabrico,
processamento e embalamento ou suporte de alimentos Humanos.

Algumas disposições anteriormente voluntárias são agora vinculativas, incluindo a educação e

45
a formação dos funcionários.

Agora os funcionários devem ter "a combinação necessária de educação, formação e/ou
experiência necessária para produzir, processar, embalar ou manter o alimento limpo e
seguro".

Os funcionários devem também «receber formação nos princípios da higiene alimentar e


segurança alimentar, incluindo a importância da higiene e saúde do trabalhador".

As grandes empresas têm um ano para implementar as regras (ou seja, em Setembro de
2016), dois anos para empresas de médio porte, e três anos para as pequenas empresas.

O FSMA também autoriza o FDA a exigir que os alimentos importados tenham os mesmos
padrões que alimentos domésticos, juntamente com os poderes de controlo, por isso, tem
consequências globais para empresas de produção e processamento de alimentos.

A nova escala de responsabilidades da FDA significa que deve confiar em inspecções por
outras Agências Federais, Estaduais e locais do País, bem como construir parcerias e acordos
com outras organizações para efectuar inspecções de instalações noutros Países. O número
de inspecções noutros Países foi Legislado para iniciar em 600, e para o dobro a cada ano,
durante cinco anos.

6. Normas e procedimentos de transportes

6.1. Documentação obrigatória na circulação da mercadoria

6.1.1. Guias de remessa

Guias de Remessa:

A guia de remessa indica o envio de mercadoria, enquanto que a guia de transporte é o

46
documento que acompanha a mercadoria durante o seu transporte. Desde que contenham os
elementos listados no Regime de Bens em Circulação, outros documentos podem ser
utilizados como documentos de transporte (por exemplo, faturas).

Emitir Guias de Remessa/Transporte

A Guia de Remessa ou Guia de Transporte deve ser emitida quando se envia ou transporta
mercadorias (bens de circulação) em território nacional. De acordo com a Autoridade
Tributária e Aduaneira os Bens de Circulação são todos os materiais que se encontram fora
dos locais de produção, transformação ou exposição nos estabelecimentos de venda. Por
exemplo, mercadorias encontradas em veículos no momento de descarga ou transbordo ou
expostas para venda em feiras e mercados.

Existem, no entanto, exceções previstas na lei:

Os bens de uso pessoal ou doméstico do próprio;

Os bens provenientes de retalhistas que se destinem a consumidores finais;

Os bens provenientes de produtores agrícolas transportados pelo próprio ou por sua conta;

Os bens respeitantes a transações intracomunitárias;

Os bens respeitantes a transações com países terceiros sujeitos a um destino aduaneiro;

Os bens que circulem por motivo de mudança de instalações do sujeito passivo, desde que a
data da sua realização seja comunicada às finanças com pelo menos oito dias úteis de
antecedência.

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Elementos Obrigatórios nos Documentos de Transporte

Os elementos obrigatórios dos documentos de transporte, de acordo com o artigo 4º do


Regime de Bens em Circulação, são os seguintes:

Nome, firma ou denominação social do remetente dos bens;

Domicílio ou sede do remetente dos bens;

Número de identificação fiscal do remetente dos bens;

Nome, firma ou denominação social do destinatário ou adquirente dos bens;

Domicílio ou sede do destinatário ou adquirente dos bens;

Número de identificação fiscal do destinatário ou adquirente, quando este é sujeito passivo de


IVA (art.º 2.º do CIVA);

Designação comercial dos bens, com indicação das quantidades;

Locais de carga e descarga;

Data e a hora em que se inicia o transporte.

Validade dos Documentos de Transporte

Os documentos de transporte são válidos desde o momento da sua emissão até à finalização
do processo de entrega da mercadoria. No momento do transporte, deve circular com o
código que foi atribuído a cada documento, para apresentar em caso de fiscalização.

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Todos os documentos de transporte devem ser comunicados à Autoridade Tributária e
Aduaneira (AT) antes das mercadorias saírem para a rua.

Exemplo:

6.1.2. Certificados de origem

O Certificado de Origem permite aos exportadores nacionais atestar a origem dos seus
produtos. É um documento fornecido pelo exportador e utilizado pelo importador, para
comprovação da origem da mercadoria.

O prazo de emissão do Certificado de Origem é, em condições normais, de 24 horas

Os certificados de origem têm um custo variável em função do valor da mercadoria.

• Documento utilizado em operações de comércio internacional

• Permite certificar que a mercadoria a que se refere é originária de determinado país

A importância dos Certificados de Origem

• Nas operações de comércio internacional a identificação da origem das mercadorias (onde


foram produzidas ou substancialmente transformadas) é uma matéria fundamental

• Tem efeitos nos processos de comércio internacional, nomeadamente no apuramento dos


direitos aduaneiros, bem como de outras medidas no âmbito da política comercial

País de Origem Onde a mercadoria foi produzida transformada País de Proveniência


Onde a mercadoria circulou

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Se um produto é inteiramente obtido num país considera-se que é originário desse país • Se
um produto tiver sido produzido em mais do que um país considera-se originário do país onde
sofreu a última transformação substancial economicamente justificada e que tenha resultado
na obtenção de um novo produto.

Origem preferencial

• Certificados EUR 1, EUR-MED e ATR Utilizados para países c/ acordos de Comércio


c/UE, para aplicação do tratamento pautal preferencial

• Exportador Autorizado / Exportador Registado

• Origem não preferencial (emitidos pela Câmara de Comércio) Utilizados para os


restantes países e para determinar a aplicação das taxas aduaneiras, a nacionalidade dos
produtos sujeitos a medidas anti dumping e para acesso a concursos públicos

6.1.3. Certificados veterinários

Certificados veterinários

O transporte de animais de companhia está também ele sujeito a um conjunto de requisitos


legais, que incluem, entre outros, a emissão de um passaporte animal e de um atestado de
saúde animal ou certificado veterinário internacional.

PASSAPORTE ANIMAL

O passaporte animal é desde 2004 um documento de emissão obrigatória para qualquer


animal que viaje na União Europeia. Trata-se de um documento que obedece a um formato

50
comunitário, e cuja emissão é da exclusiva responsabilidade dos médicos veterinários.

De forma genérica, no passaporte animal, devem constar os dados relativos à identificação


animal (incluído os dados referentes ao microchip), à vacinação antirrábica e à
desparasitação.

O passaporte animal é facilmente identificável, apresentando-se como um documento de cor


azul, com estrelas da união europeia a amarelo e um código específico no rodapé da capa.

ATESTADO VETERINÁRIO

O atestado veterinário é outro dos elementos necessários para quem necessita de efetuar o
transporte de animais de companhia, independentemente do carácter comercial.

Trata-se assim de um certificado veterinário, no qual é garantido, após um exame clínico


minucioso, que o animal não apresenta sinais clínicos de doença, e que se encontra apto a
viajar até ao país de destino.

7. Segurança

1. Quadro legislativo relativo às máquinas e aos equipamentos de trabalho

As questões da segurança de máquinas colocam-se com grande acuidade em dois

planos:

· No plano da conceção, fabrico e comercialização das máquinas;

· No plano da utilização das máquinas enquanto equipamentos de trabalho.

No âmbito da nova abordagem europeia da prevenção introduzida pelo Acto Único estas duas
questões reportam-se a duas áreas distintas, mas complementares. Com efeito, temos que:

· Por um lado, a segurança de máquinas regulada na Diretiva Máquinas atualmente, a Diretiva


98/37/CE, de 22 de Junho, alterada pela Diretiva 98/79/CE 27 de Outubro) estabelece o conjunto de

51
regras reguladoras de

mercado que têm como destinatários os respetivos fabricantes e comerciantes, privilegiando a


prevenção de conceção de tais equipamentos.

Tais regras estabelecem as exigências máximas que devem ser respeitadas nas legislações e práticas
administrativas (por exemplo, Normas Técnicas) dos Estados membros e funcionam como garantia da
liberdade de circulação de mercadorias no mercado interno europeu;

· Por outro lado, a segurança na utilização desses equipamentos em situações de trabalho regulada na
Diretiva Equipamentos de Trabalho (Diretiva 89/655/CEE de 30 de Novembro, alterada pela Diretiva
95/63/CE de 5 de

Dezembro e pela Diretiva 2001/45/CE de 27 de junho) estabelece o conjunto de regras reguladoras da


segurança no trabalho com esses equipamentos que tem como destinatários os empregadores. Tais
regras estabelecem as

prescrições mínimas que devem ser respeitadas nas legislações e práticas administrativas dos Estados
membros e funcionam como garantia da harmonização no progresso das condições de trabalho.

Aqueles dois princípios significam, na prática, que:

· As regras de segurança das máquinas (Diretiva Máquinas) estabelecidas nos Estados membros visam
a regulação do mercado (cariz económico) e não podem ser mais exigentes que a legislação europeia;

· As regras de segurança no trabalho com as máquinas (Diretiva Equipamentos de Trabalho)


estabelecidas nos Estados membros visam a regulação das condições de trabalho (cariz social) e não
podem ser menos exigentes que a legislação europeia.

Estas duas áreas da legislação europeia estão transpostas para a legislação nacional através dos
seguintes diplomas:

· Segurança de máquinas: DL 320/01, de 12 de Dezembro;

· Segurança do trabalho com equipamentos de trabalho: DL 82/99, de 16 de Março.

Resulta daqui que o último diploma referido contém as regras fundamentais no âmbito
especificamente considerado na segurança e saúde do trabalho. Todavia, ao regular as prescrições
mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de trabalho, não prejudica (até

52
supõe) a legislação relativa às exigências essenciais de segurança no fabrico e na comercialização
desses equipamentos.

2. Comercialização das máquinas

Como já se referiu, as regras relativas à comercialização das máquinas encontram-se estabelecidas no


DL 320/01, de 12 de dezembro, o qual transpõe para o direito nacional a Diretiva Máquinas.

8. Documentação de suporte à operação no armazém

Em resumo, apresentamos uma lista de procedimentos e regras a ter em conta na emissão de


documentos, seguida de alguma da legislação de suporte a consultar opcionalmente.

Qualquer transação tem que originar uma fatura seja qual for o adquirente, ainda que este
não a solicite.

Qualquer mercadoria em circulação tem que ser acompanhada por um documento de


transporte (guia de transporte/remessa ou fatura), onde constem os locais de carga e
descarga, data e hora do início do transporte. Se faltarem estes elementos, é considerado o
local de carga a morada da empresa fornecedora, de descarga a morada do cliente, a data e
hora de início de transporte, a da emissão do documento, e neste caso a hora de emissão tem
que ser impressa.

Se no ano anterior a empresa teve um volume de negócios superior a €100.000 é obrigada a


comunicar á AT todas as guias de remessa/transporte, antes do início do transporte. As
faturas não necessitam de comunicação prévia.

A lista dos bens ou serviços constantes num documento (fatura ou guia) deverá conter a
descrição dos mesmos de tal forma que seja possível identificar qual a taxa de IVA aplicável.
Esta norma impossibilita o uso de descrições genéricas do tipo 'Diversos' ou 'Serviços

53
prestados', pois não permitem determinar qual a taxa aplicável.

Se um documento não estiver passado na forma legal, impede que o adquirente possa deduzir
o valor do IVA correspondente. Se o fizer fica sujeito a uma coima, bem como à restituição do
IVA deduzido. Isto obriga o adquirente, ou o seu técnico de contas, a verificar se todas as
faturas recebidas estão 'na forma legal' antes de deduzir o IVA.

Um documento recebido por email não substitui o mesmo em papel, por correio normal. Para
que um documento eletrónico seja considerado 'na forma legal', é necessário que o mesmo
contenha uma assinatura eletrónica avançada (produzida através de um certificado digital da
empresa), ou emitido via EDI-Intercâmbio eletrónico de dados.

Um documento eletrónico que contenha uma assinatura eletrónica avançada, para fins legais,
não pode ser impresso e arquivado. O documento eletrónico deverá ser guardado no sistema
informático e disponível 'em linha' durante 10 anos.

Quaisquer documentos que não sejam faturas ou notas de crédito, se forem entregues aos
clientes têm de conter a expressão 'Este documento não serve de fatura'.

Mesmo que seja usado papel pré-impresso, a impressão de documentos processados por
programas certificados tem que imprimir o tipo e nome do documento e todos os elementos
identificativos da empresa emitente.

A emissão de documentos de transporte/faturas só pode ser efetuada por programas


certificados. No caso de inoperância do sistema informático, só é possível recorrer a faturas
manuais impressas em tipografias autorizadas. Não existe suporte legal para 'faturas ou guias
provisórias' emitidas por computador/software não certificado (folhas de cálculo ou
processadores de texto, etc.).

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Se a empresa operar em vários locais existindo dependência de comunicações, e para
contornar o problema da inoperância do sistema informático remoto, deverá ter um plano de
contingência com software e base de dados locais, com série de documentos própria por local
remoto, permitindo continuar a operação 'off-line', podendo integrar os dados de faturação
na aplicação central na respetiva série quando as comunicações forem restabelecidas.

Legislação de suporte:

Regime de bens em circulação: DL 198/2012

Art.º 1: “Todos os bens em circulação, em território nacional, seja qual for a sua natureza ou
espécie, que sejam objeto de operações realizadas por sujeitos passivos de imposto sobre o
valor acrescentado deverão ser acompanhados de documentos de transporte processados
nos termos do presente diploma”;

Art.º 2: “…Consideram-se 'bens em circulação' todos os que se encontrem fora dos locais de
produção, fabrico, transformação, exposição, dos estabelecimentos de venda por grosso e a
retalho ou de armazém de retém, por motivo de transmissão onerosa, incluindo a troca, de
transmissão gratuita, de devolução, de afetação a uso próprio, de entrega à experiência ou
para fins de demonstração, ou de incorporação em prestações de serviços, de remessa à
consignação ou de simples transferência, efetuadas pelos sujeitos passivos referidos no Art.º 2
do CIVA”; “Consideram-se ainda bens em circulação os bens encontrados em veículos nos atos
de descarga ou transbordo mesmo quando tenham lugar no interior dos estabelecimentos
comerciais, lojas, armazéns ou recintos fechados que não sejam casa de habitação, bem como
os bens expostos para venda em feiras e mercados…”;

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Art.º 4, nºs 4 e 5: “As faturas, guias de remessa … devem ainda indicar os locais de carga e
descarga, referidos como tais, e a data e hora em que se inicia o transporte.” “Na falta de
menção expressa dos locais de carga e descarga e da data do início do transporte, presumir-
se-ão como tais os constantes do documento de transporte”;

Art.º 5, nº 5: “Os sujeitos passivos são obrigados a comunicar à AT os elementos dos


documentos … antes do início do transporte”, para contribuintes que no período de
tributação anterior tiveram um volume de negócios superior a €100,000 (art.º 5, nº 10);

Art.º 5 nºs 7 e 8: “…a AT atribui um código de identificação ao documento” e “… sempre que o


transportador disponha de código fornecido pela AT fica dispensado da impressão do
documento de transporte”.

Código do IVA

Art.º 29, nº 1-b: "Emitir obrigatoriamente uma fatura por cada transmissão de bens ou
prestação de serviços, tal como vêm definidas nos artigos 3.º e 4.º, independentemente da
qualidade do adquirente dos bens ou destinatário dos serviços, ainda que estes não a
solicitem, bem como pelos pagamentos que lhes sejam efetuados antes da data da
transmissão de bens ou da prestação de serviços";

Art.º 29, nº 1-c: "Enviar mensalmente uma declaração relativa às operações efectuadas no
exercício da sua actividade no decurso do segundo mês precedente, com a indicação do
imposto devido ou do crédito existente e dos elementos que serviram de base ao respectivo
cálculo";

Art.º 29, nº 6: "Quando o julgue conveniente, o sujeito passivo pode recorrer ao

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processamento de faturas globais, respeitantes a cada mês ou a períodos inferiores, desde
que por cada transacção seja emitida guia ou nota de remessa…";

Art.º 36 nº 5-b: Na fatura deverá constar "a quantidade e denominação usual dos bens
transmitidos ou dos serviços prestados, com especificação dos elementos necessários à
determinação da taxa aplicável…";

Art.º 19, nº 2: "O direito á dedução de IVA suportado nas aquisições de bens ou prestações de
serviços só pode ser exercido quando o sujeito passivo tiver 'na sua posse e em seu nome', o
respetivo documento 'passado na forma legal' ";

Art.º 36, nº 10: “As faturas podem, sob reserva de aceitação pelo destinatário, ser emitidas
por via eletrónica desde que seja garantida a autenticidade da sua origem, a integridade do
seu conteúdo … uma assinatura eletrónica avançada ou um sistema de intercâmbio eletrónico
de dados.”

Art.º 36, nº 14: “Nas faturas processadas através de sistemas informáticos, todas as menções
obrigatórias, incluindo o nome, a firma ou a denominação social e o número de identificação
fiscal do sujeito passivo adquirente, devem ser inseridas pelo respetivo programa ou
equipamento informático de faturação”;

Art.º 45, nº 2: “…as faturas, guias ou notas de devolução e outros documentos retificativos de
faturas, incluindo os emitidos, em nome e por conta do sujeito passivo, pelo próprio
adquirente dos bens ou por um terceiro, são identificados através das referidas designações e
numerados sequencialmente, em uma ou mais séries convenientemente referenciadas,
devendo conservar-se na respetiva ordem os seus duplicados e, bem assim, todos os
exemplares dos que tiverem sido anulados ou inutilizados, com os averbamentos
indispensáveis à identificação daqueles que os substituíram, se for caso disso.”;

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Art.º 52 nº 1: “Os sujeitos passivos são obrigados a arquivar e conservar em boa ordem
durante os 10 anos civis subsequentes todos os livros, registos e respetivos documentos de
suporte, ...”;

Art.º 52 nº 4: “É permitido o arquivamento em suporte eletrónico das faturas emitidas por via
eletrónica desde que se encontre garantido o acesso completo e em linha aos dados e
assegurada a integridade da origem e do conteúdo e a sua legibilidade.”;

Art.º 52, nº 7: “É ainda permitido o arquivamento em suporte eletrónico das faturas ou de


quaisquer outros documentos com relevância fiscal desde que processados por computador,
…”.

Despacho 8632/2014 do Diretor Geral da Autoridade Tributária e Aduaneira

1.2 - "Quaisquer documentos que não sejam faturas ou documentos retificativos de fatura,
devem conter de forma evidente a sua natureza e, se suscetíveis de apresentação ao cliente …
conter a expressão 'Este documento não serve de fatura' ";

2.2.6 - "Os documentos impressos pelo programa de faturação não devem conter valores
negativos. Quando necessário, serão utilizados documentos retificativos de faturas … como
documentos de correção de operações de compra e venda …";

2.2.13 - Se para a impressão dos documentos … "for utilizado papel pré-impresso, a aplicação
deve assegurar a impressão de todos os elementos fiscalmente relevantes incluindo as
menções obrigatórias, os elementos identificativos do sujeito passivo emitente e a natureza
do documento".

Outros

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Lei 83C/2013

Art.º 189: “Os documentos … são emitidos em uma ou mais séries, convenientemente
referenciadas, de acordo com as necessidades comerciais, devendo ser datados e numerados
de forma progressiva e contínua, dentro de cada série, por um período não inferior a um ano
fiscal”.

Bibliografia

https://www.rentokil.com/pt/seguranca-alimentar/normas-e-regulamentos-de-seguranca-
alimentar/

https://www.e-konomista.pt/direito-do-trabalho/

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https://www.artsoft.pt/sobrenos/blog/item/28-procedimentos-na-emissao-de-documentos

FDA. Acto de Modernização de Segurança Alimentar.

www.fda.gov/Food/GuidanceRegulation/FSMA

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