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1. 1.

 INTRODUÇÃO:
2. 2. UM OLHAR SOBRE A AVALIAÇÃO NO
COTIDIANO ESCOLAR
1. 2.1 Avaliações no contexto escolar e social
2. 2.2 A avaliação formativa como aliada do processo ensino
aprendizagem
3. 2.3 Avaliações: reflexo de uma prática pedagógica
4. 2.4 Quantidade ou qualidade?
5. 2.5 Da  avaliação  a  ação
6. 2.6 Um mecanismo de exclusão ou inclusão?
7. 2.7 O erro e suas implicações no fracasso ou sucesso escolar
8. 2.8 A escola sobreviveria sem avaliação?
3. 3. METODOLOGIA SENSÍVEL E REFLEXIVA
SOBRE A CRIANÇA
1. 3.1 Modalidades de avaliação
2. 3.2 A análise dos dados:
4. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
5. 5. REFERÊNCIAS
1. INTRODUÇÃO:
O papel do professor frente à aprendizagem e o processo de avaliação escolar
têm sido atualmente muito debatidos, pesquisado e estudado por busca de
respostas aos problemas que perpassam pela ação docente no ato de avaliar, tais
como: Quais os modos de conceber e praticar a avaliação que se materializam no
cotidiano escolar? Que elementos estão presentes no discurso dos professores,
com relação à avaliação? Como está delimitada a teoria e a prática avaliativa?

A criança precisa ser tratada como o centro da ação avaliativa, muito comum em
nosso meio perceber que o processo avaliativo tem como o resultado de testes,
provas, trabalhos ou pesquisas que são dados ao aluno e aos quais se atribui uma
nota ou conceito. Este aprova ou reprova. Temos, então, um julgamento.

Na verdade, a avaliação acompanha todo o processo de aprendizagem e não só


um momento privilegiado (o da prova ou teste), pois é um instrumento de
“realimentação” contínuo para o educando e para todos os participantes. Nesse
sentido, fala da consecução e não dos objetivos da aprendizagem.

O professor mostra-se como uma preocupação muito ampla em manter a


disciplina e cumprir o conteúdo, não se interessa em saber se o aluno aprendeu
ou não, se despertou o interesse real ou não do conteúdo desenvolvido para a
realidade do discente em meio a esta atitude julga que quem não aprendeu é
porque é “desinteressado”, “carente”, “indisciplinado”.
A avaliação precisa olhar o educando como ser social, sujeito do seu próprio
desenvolvimento onde a reconstrução da avaliação não acontecerá por
experiências isoladas ou fragmentadas, mas por uma avaliação continuada e que
ultrapasse o espaço da escola.

A principal questão tratada nesse trabalho: por que o professor tem dificuldade de
avaliar o aluno?

O interesse por esse assunto surgiu das dificuldades enfrentadas no dia á dia em
utilizar os instrumentos de avaliação na escola em que trabalho, além disso, o
tema abordado possui grande relevância e interesse de professores, gestores, e
orientadores educacionais. Através do tema escolhido, pretendia pesquisar as
avaliações feitas pelos professores no Ensino Fundamental I, sendo assim, neste
estudo foi levantada a seguinte hipótese: o processo de avaliação na educação
deve ser de uma forma clara, contínua, com observação permanente do aluno,
buscando dele a autonomia e liberdade.

A adoção de uma nova postura educacional avaliativa perpassa uma educação


que estimula o desenvolvimento da criatividade preservando a diversidade
eliminando a desigualdade discriminatória, originando uma nova forma de educar
e avaliar.

Considera-se que o docente de posse das informações científicas sobre as novas


formas de ensinar e aprender e ao compreender a importância do seu trabalho
para o bem social, ele conduzirá suas práticas avaliativas de forma consciente e
favorável ao crescimento individual e profissional de cada discente, auxiliando-o
a ser tornar um ser crítico e reflexivo capaz de atuar na sociedade
contemporânea.

Nesse sentido, a pesquisa teve como objetivo geral: compreender os diferentes


modos de conceber e praticar a avaliação da aprendizagem escolar, interpretando
as contradições entre o discurso registrado no Projeto Político Pedagógico e a
efetivas ações avaliativas que se materializam no cotidiano escolar. Assim,
alguns objetivos específicos fizeram-se necessários: analisar as práticas
avaliativas presentes no cotidiano escolar, e a concepção de avaliação e sua
relação com a prática.

O referencial teórico para esta monografia abordou estudiosos que fazem relatos
que a avaliação precisa ser diária através da observação permanente e que
possibilite ao aluno uma aprendizagem, uma transformação  dos conhecimentos
de forma efetiva e inteligente.

Buscando conhecer as diferentes formas de avaliar, foi realizada uma pesquisa de


campo (pesquisa de campo consiste em aprofundar-se numa  única realidade) em
uma escola da rede Municipal no seguimento de ensino fundamental I, no centro
da cidade de Dormentes PE, com clientela de classe média e pais sem formação
ou apenas com ensino fundamental I incompleto, raro são os portadores de
ensino médio e nível superior. Foi utilizada como instrumento uma entrevista
onde quatro professores responderam a todas as perguntas relacionadas ao tema
desta monografia. Com o objetivo de concluir que na avaliação não é apenas a
criança que é avaliada, mas todo o trabalho pedagógico oferecido a ela, também é
avaliado, repensado e modificado sempre que necessário.

Frente a tais situações é imprescindível, que a escola valorize a família dos


educando, buscando sempre aproximá-las do ambiente escolar, e que os
professores busquem sempre a trabalhar de acordo com a realidade dos
educandos. É o que se espera do sistema educativo na escola contemporânea, que
o papel do professor seja levar o aluno a aprender para conhecer, o que pode ser
traduzido por aprender a aprender, em que o aluno é capaz de exercitar a atenção,
a memória e o pensamento autônomo.

Para uma melhor compreensão do assunto, buscou-se abordar o mesmo sob um


ponto de vista amplo e reflexivo, levando-se em consideração conforme frisado
anteriormente, estudos realizados nas disciplinas dos Cursos de Graduação e de
Pós-graduação - Psicopedagogia, os quais serviram de bases para o
desenvolvimento deste.

Um dos principais pontos levantados se deve ao fato de conhecer mais a fundo


esses problemas que envolvem a avaliação e que afetam a relação entre professor
e aluno, ao invés de possibilitar o encontro de possíveis soluções, são os
objetivos principais da presente pesquisa, desejando assim chegar-se de fato a
uma avaliação humanitária respeitando a opinião dos alunos e do ensino de
qualidade trazendo assim uma aprendizagem significativa, pois o processo de
avaliar, não é ato tão fácil de ser entendido, mas também não é um bicho de sete
cabeças; no entanto, é imprescindível que a escola e os educadores se
conscientizem,  para ser avaliado, o aluno precisa participar de situações que
coloquem a necessidade de refletir, transformando informações em conhecimento
próprio e enfrentando desafios.

Como objetivos secundários da presente reflexão, vê a urgente necessidade de


criar condições para que todos os alunos desenvolvam em suas capacidades e
aprendam os conteúdos necessários para a vida em sociedade de forma prazerosa
e espontânea, além disso, buscar novas soluções, criando situações que exijam o
máximo de exploração por parte dos alunos e estimular novas estratégias de
compreensão da realidade; melhorar a qualidade do ensino, motivando e
efetivando a permanência do aluno na Escola; criar ou mesmo desenvolver
mecanismos de participação que traduzam o compromisso de todos na melhoria
da qualidade de ensino e com o aprimoramento do processo pedagógico.

2. UM OLHAR SOBRE A AVALIAÇÃO NO COTIDIANO


ESCOLAR
Em se tratando das práticas avaliativas da Escola alvo da pesquisa, foi constatado
através da observação direta do cotidiano da escola, acompanhamento às
atividades realizadas, as provas aplicadas e diálogo entre os docentes, que suas
práticas, na maioria, não condizem com a teoria avaliativa inserida no PPP da
escola, conforme afirma Gerhardt e Silveira (2009):

Para analisar, compreender e interpretar um material


qualitativo faz-se necessário superar a tendência ingênua a
acreditar que a interpretação dos dados será mostrada
espontaneamente ao pesquisador, é preciso penetrar nos
significados que os atores sociais compartilham na vivência
de sua realidade. (Gerhardt e Silveira, 2009, p. 84).

Ao relacionar os aspectos da relação teoria e prática e considerar em especial o


PPP da escola como sendo o guia dos trabalhos docentes, comprovou-se que a
maioria dos docentes tem um conhecimento superficial sobre o documento,
participou de formação na própria escola para repasse das ideias principal contida
no mesmo, mas não teve a preocupação de fazer do documento um guia para os
seus trabalhos em sala de aula. Por conta disso, o documento se transforma em
um cumprimento burocrático exigido pela Secretaria de Educação,

A escola precisa promover mecanismo que de fato possam instigar seus atores a
conhecerem e colocar em práticas as ações que programem. Somente assim, o
documento deixará de ser arquivado e esquecido pelos atores da escola e de toda
a comunidade local.

A partir desse contexto e ao considerar a dicotomia entre as teorias e práticas


presentes no dia a dia da escola, fez-se necessário compreender a visão do “erro”
presente nas ações do professor em seu no ato de avaliar. Para isso, perguntou-se
ao professor: Você devolve as provas para os estudantes, debate sobre os “erros”
e faz dele (o erro) um caminho para a aprendizagem significativa? As respostas
ficaram a ser representadas: 60% devolvem as provas para os estudantes, mas
não fazem correção dos erros, e o restante considera o “erro” como parte do
processo ensino aprendizagem. Para melhor esclarecimento e considerando a
pesquisa qualitativa foram analisadas as falas dos docentes para obtenção do
resultado.

Durante a entrevista e diante da questão a serem respondidos, alguns professores


deixaram claro em suas falas que o “erro” ainda é um dos principais motivos de
reprovação e que as provas, na maioria das vezes, são devolvidas sem nenhuma
reflexão sobre os “erros” cometidos pelos estudantes.

P1 - Sempre que corrijo as provas dos meus alunos, faça logo a devolução, para
que eles possam saber onde aconteceram os erros!

P2 - Não! Não faço uma revisão dos erros, apenas digo que estudem as questões
que estão erradas na prova!
Curioso observar na fala dos professores, que as velhas práticas de reprovar a
partir dos “erros” continuam presentes apesar dos diversos estudos sobre as
diferentes formas de avaliar e conceber o “erro” dos estudantes. Para Luckesi
(2006, p.179), “é preciso estar atentos ao processo de correção e devolução dos
instrumentos de avaliação da aprendizagem escolar aos educando”. Cabe ao
professor considerar os erros de forma construtivista e devolver os instrumentos
de avaliação de aprendizagem aos educando, comentando-os, auxiliando o
educando a se autocompreender em seu processo pessoal de estudo,
aprendizagem e desenvolvimento.

O “erro” dos estudantes continua sendo um fim, e não um caminho possível, mas
não necessário, para as novas aprendizagens ocorrendo o insucesso ou o erro,
aprendamos a retirar deles os melhores e os mais significativos benefícios, mas
não façamos deles uma trilha necessária de nossas vidas. Desse modo, cabe ao
professor um repensar sobre suas práticas avaliativas em sala de aula e sua forma
de conceber o erro do aluno.

Após conhecer as formas dos professores conceberem os “erros” cometidos pelos


alunos, buscou-se através de uma questão com múltiplas escolhas, analisar os
instrumentos de avaliação mais utilizados por eles, a partir da seguinte questão:

Quais os instrumentos de avaliação mais utilizados por vocês durante o ano


letivo? Para alternativas de respostas foram colocadas como opções: prova
trabalhos em grupo, seminários, debates, assiduidade e compromisso dos alunos
as respostas obtidas foram: 60% dos entrevistados preferem a prova no ato de
avaliar. 30% trabalham em grupo e 10% outros instrumentos.

Por ser uma pesquisa de análise qualitativa, buscou-se analisar as falas dos
docentes durante a entrevista e percebeu-se, que a prova continua sendo o
instrumento de avaliação, preferido pela maioria deles. Ilustram tais
considerações as respostas de um dois professores à questão:

- A prova ainda é o meio mais seguro de se conhecer sobre a aprendizagem dos


estudantes!

- Somente através da prova escrita e individual o professor é capaz de conhecer o


estudante.

- Realizo alguns trabalhos em grupo, mas continuo avaliando de forma


individualizada!

Desse modo, constatou-se que é forte a presença de práticas tradicionais na


escola, onde a prova continua sendo um dos principais instrumentos avaliativos e
decisivos para a aprovação ou reprovação do estudante.
Neste contexto, entramos com o trabalho do psicopedagogo como norteador dos
procedimentos necessários ao trabalho com crianças, adolescentes, que
necessitam de acompanhamento.

2.1. Avaliações no contexto escolar e social


 Em nossa sociedade, de um modo geral, ainda é bastante comum às pessoas
entenderem que não se pode avaliar sem que os estudantes recebam uma nota
(conceito) pela sua produção. Avaliar, para o senso comum, aparece como
sinônimo de medida, de atribuição de um valor em forma de nota ou conceito.
Porém nós professores, temos um compromisso de ir além do senso comum e
não confundir avaliar com medir.

A educação escolar é cheia de intenções, visa atingir determinados objetivos


educacionais, sejam estes relativos a valores, atitudes ou aos conteúdos escolares.
A avaliação é uma das atividades que ocorrem dentro de um processo
pedagógico.

A avaliação tem como foco fornecer informações acerca das ações de


aprendizagem e, portanto não pode ser realizada apenas ao final do processo, sob
pena de perder seu propósito.

Percebem-se inúmeras contradições entre o discurso e a prática que se efetivam


no dia a dia da sala de aula. As expressões da práxis avaliativa geram mais
problemas do que contribuem para a melhoria do processo de aprendizagem. A
partir desse contexto, o trabalho teve como foco observar a relação teoria/prática
presente no dia a dia dos docentes da Escola supracitada acima, que atende a uma
clientela de 800 alunos, jovens, adolescentes.

Tais conhecimentos contribuem para a formação do ser humano em diferentes


aspectos: sociais, emocionais e culturais, que de algum modo influenciam na sua
relação com o outro, uma vez que, cada ato individualizado deve ser realizado
em prol do bem comum, e que de uma forma ou de outra sentimos seu efeito
positivo ou negativo.

A adoção de uma nova postura educacional avaliativa perpassa uma educação


que estimula o desenvolvimento da criatividade preservando a diversidade
eliminando a desigualdade discriminatória, originando uma nova forma de educar
e avaliar.

Considera-se que o docente de posse das informações científicas sobre as novas


formas de ensinar e aprender e ao compreender a importância do seu trabalho
para o bem social, ele conduzirá suas práticas avaliativas de forma consciente e
favorável ao crescimento individual e profissional de cada discente, auxiliando-o
a ser tornar um ser crítico e reflexivo capaz de atuar na sociedade
contemporânea.
Nesse sentido, a pesquisa teve como objetivo geral: compreender os diferentes
modos de conceber e praticar a avaliação da aprendizagem escolar, interpretando
as contradições entre o discurso registrado no Projeto Político Pedagógico e a
efetivas ações avaliativas que se materializam no cotidiano escolar. Assim,
alguns objetivos específicos fizeram-se necessários: analisar as práticas
avaliativas presentes no cotidiano escolar, bem como demonstrar a concepção de
avaliação presente no cotidiano escolar e sua relação com a prática.

Detectou-se através da observação diária e entrevista realizada com os docentes,


que a grande maioria deles, direciona seus trabalhos considerando os
conhecimentos historicamente construídos, sobre os quais conduz suas práticas
avaliativas, seguindo uma metodologia, onde os conhecimentos prévios dos
discentes são desconsiderados, predominando suas próprias ideias. Além disso,
os conteúdos são transmitidos para os discentes sem a preocupação de uma
contextualização, onde os mesmos (os conteúdos) deverão ser “devolvidos” na
hora da prova, ou seja, a ênfase maior das ações avaliativas dos docentes se
relaciona aos conhecimentos cognitivos dos discentes, desconsiderando fatores
emocionais e sociais indispensáveis para o desenvolvimento da aprendizagem.

Desse modo, as diferentes concepções de avaliar conhecidas e enraizadas pelos


docentes participantes da pesquisa, não contemplam uma avaliação formativa,
uma vez que, suas ações avaliativas são advindas da concepção de ensino
aprendizagem, sobre a qual conduzem sua prática.

Nesse sentido, faz-se necessário, que a maioria dos docentes vá além das práticas
habituais observadas durante toda a pesquisa como classificatória e seletiva,
apresentando dicotomia entre o pensar e agir dos mesmos, onde demonstraram
pouco conhecimento teórico sobre o assunto, acreditando não ser necessária uma
mudança de postura, considerando que sua prática atende as necessidades
educativas atuais.

Por meio da pesquisa-ação, com entrevista semiestruturada, observação


participativa e análise documental foram possíveis coletar os dados necessários
para contemplar os objetivos propostos. Para fundamentar a pesquisa utilizou-se
das teorias de Philippe Perrenoud, por ser um autor que difunde amplamente a
avaliação formativa, bem como, de outros estudiosos sobre o tema que defendem
o construtivismo na ação educativa e em especial na avaliação escolar.

2.2. A avaliação formativa como aliada do processo ensino


aprendizagem
As diferentes formas de avaliar são decorrentes das concepções que sustentam as
práticas de qualquer professor, nesse sentido, avaliar tornar-se um ato subjetivo
exteriorizado de forma a julgar uma ação. Perrenoud afirma que: “é formativa
toda avaliação que ajuda o aluno a aprender e a se desenvolver, ou melhor, que
participa da regulação1 das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de
um projeto educativo” (PERRENOUD, 1999 p.102) isso implica o real sentido
da avaliação formativa considerando não somente a aprendizagem cognitiva, mas
valorizando as habilidades dos estudantes em seus diferentes conhecimentos.

A avaliação formativa trabalha em parceria com a avaliação diagnóstica dialética,


conotação defendida por Luckesi (2006) que concebe o ato de avaliar como um
ato amoroso e afirma que as experiências dos educandos devem ser valorizadas
pelos docentes, para que através delas, eles sejam capazes de assimilarem novos
conhecimentos. Desse modo, elas se completam e está interligadas buscando
promover uma aprendizagem significativa aos estudantes nesse sentido, o
docente deve conceber a avaliação formativa como um meio para acompanhar a
vida diária do discente, sem a preocupação de padronizar instrumentos
avaliativos, uma vez que, o processo, em sua maioria, acontece de forma
dialógica e as formas de avaliar surgem de acordo com cada momento,
observando o que o aluno aprendeu ou deixou de aprender, para que as decisões
sejam tomadas em prol da aprendizagem e sejam motivadas por fatores
cognitivos, afetivos e relacionais, concretizando assim uma avaliação sem
repressão, sem punição. Luckesi assim confirma esta posição:

A avaliação da aprendizagem neste contexto é um ato


amoroso, na medida em que inclui o educando no seu curso
de aprendizagem, cada vez com qualidade mais satisfatória,
assim como na medida em que o inclui entre os bem-
sucedidos, devido ao fato de que esse sucesso foi
construído ao longo do processo de ensino-aprendizagem
(o sucesso não vem de graça). (LUCKESI, 2006, p.175).

Desse modo, a avaliação mediadora e a avaliação formativa se complementam no


sentido de que, a avaliação formativa contribui para o desenvolvimento dos
discentes, por ser um processo que considera os caminhos percorridos pelos
mesmos durante o processo de ensino aprendizagem e a avaliação mediadora
perpassa por esse mesmo pensamento, valorizando não somente os acertos, mas
os “erros” cometidos durante essa trajetória, sendo que a partir deles “os erros”
são possíveis construir práticas que possam de alguma forma superar e vencer os
obstáculos futuros, frutos de uma aprendizagem que foi recuperada durante o
processo. Assim é a avaliação formativa, um processo que precisa ser
compreendido e colocado em prática pela maioria dos educadores, para que a
nova versão e os novos tempos de avaliação sejam de fato concretizados. Para
referendar o que já foi citado sobre a avaliação formativa, é preciso compreender
que o docente é o principal mediador da aprendizagem e cabe a ele promover
práticas efetivas de aprendizagem. Perrenoud (1999) coloca que na avaliação
formativa:

Pode-se ajudar um aluno a progredir de muitas maneiras:


explicando mais simplesmente, mais longa ou
diferentemente; engajando-o em nova tarefa, mais
mobilizadora ou mais proporcional os seus recursos;
aliviando sua angústia, devolvendo-lhe a confiança,
propondo-lhe outras razões de agir ou de aprender;
colocando-o em outro quadro social, desdramatizando a
situação, redefinindo a relação ou contrato didático,
modificando o ritmo de trabalho e de progressão, a natureza
das sanções e das recompensas, a parcela de autonomia e
representação do aluno (PERRENOUD, 1999, p.105).

Ao avaliar deve se tratar esta tarefa com legitimidade respeitando os princípios e


critérios refletidos em coletivos presentes nos projetos políticos pedagógicos e
propostas curriculares orientadas para a construção do futuro alinhando-se na
construção de aprendizagens democráticas, inclusivas essas formas de ajuda e a
maneira diversificada de acompanhar os discentes são consideradas como
avaliações informações, que fazem, ou deveriam fazer, parte do processo da
avaliação formativa, considerando que a mesma é um processo diagnóstico e
contínuo da aprendizagem.

É preciso, então, esquecer a prática tradicional onde a avaliação encontra a


terminalidade no erro do discente, tal prática não condiz com um professor
construtivista, nem com uma avaliação formativa, que tem como um dos seus
principais objetivos promoverem a aprendizagem dos discentes, considerando
seus “erros”, como “erros construtivos” não necessários ao processo, mas
passíveis de descobertas para melhores soluções dos problemas de aprendizagem
apresentados pelos discentes. Luckesi (2006, p.57) partilha do mesmo
pensamento, quando expõe:

Há que se observar que o erro, como manifestação de uma


conduta não aprendida, decorre do fato de que há um
padrão já produzido e ordenado que dê a direção do avanço
da aprendizagem do aluno e, consequentemente, a
compreensão do desvio, possibilitando a sua correção
inteligente (LUCKESI, 2006, p.57)

Considerando o contexto acima, pode-se dizer que ao observar o “erro” do


discente na avaliação, o educador poderá organizar sua atuação pedagógica em
prol da aprendizagem do estudante, Luckesi (2006, p.58) afirma que “o erro não
é fonte de castigo, mas um suporte para o crescimento”. Nesse sentido, cabe ao
docente conceber o erro como algo construtivo, utilizando-o como fonte de
aprendizagem e não de reprovação.

São inúmeras as exigências das secretarias de educação no sentido de que os


docentes redirecionem suas práticas avaliativas, incentivando momentos de
estudos na própria escola, bem como, provendo formação continuada. Desse
modo, esperasse que as teorias de diferentes estudiosos que tratam sobre a
temática, sejam discutidas e colocadas em prática pelos docentes. Entre os
teóricos mais discutidos encontram-se: Cipriano C. Luckesi, Jussara Hoffmann e
Philippe Perrenoud.
No entanto, o professor pesquisador ainda não é uma maioria na realidade atual,
o que contribui para a dissociação entre teoria e prática, uma vez que, o
conhecimento por parte da maioria dos docentes se resume nas experiências
adquiridas quando estudantes, ou em outros casos, através de uma visão simplista
advinda da formação inicial.

Para transforma a prática avaliativa, precisa-se muitos mais do que exigências


burocráticas ou formações continuadas, nesse sentido, Hoffmann expõe que:

Tenho repetido que não acredito em transformação na


prática avaliativa impostas via decretos ou mudanças de
regimentos. O inverso, sim, vê acontecer em escolas e
municípios. Mudanças regimentais reivindicadas pelos
professores que assumem posturas avaliativas diferenciadas
a partir de grupos de estudo após muito tempo de
discussão. Porque novas práticas revelam, mais do que
ditames legais, novas posturas assumidas (HOFFMANN,
2006, p.144).

Em consonância com as ideais de Hoffmann (2006), Freire explicar que “sem


teoria na verdade, nós nos perdemos no meio do caminho. Mas por outro lado,
sem a prática nós nos perdemos no ar”. Assim, fica explícita a importância da
relação teoria e prática, bem como da necessidade que o educador se torne um
pesquisador. Ele complementa afirmando que “Só na relação dialética
contraditória, prática-teoria, nós nos encontramos e, se nos perdemos, às vezes,
nos reencontramos por fim”. (FREIRE, 2005, p.135).

A partir das palavras de Freire, para vivenciar uma avaliação considerando os


aspectos construtivistas “não basta ser adepto da ideia de uma avaliação
formativa, um professor deve ainda ter os meios de construir seu próprio sistema
de observação, de interpretação e de intervenção em função de sua concepção
pessoal de ensino” (Perrenoud, 1999, p.122). Nesta concepção, se encontra
inserida a ideia de que o trabalho do professor precisa ser fundamentado a partir
do seu contexto individual, sem desconsiderar as decisões tomadas no coletivo.
Para isso, vale ressaltar a importância da construção coletiva do PPP, para assim,
garantir através do referido documento, um ponto de apoio para a prática a ser
realizada em sala de aula, considerando que o mesmo representar o coração da
escola e fundamenta todas as decisões e ações a serem realizadas na Instituição,
para Veiga (2000, p.14)

Desse modo, o projeto político-pedagógico tem a ver com a


organização do trabalho pedagógico em dois níveis: como
organização da escola como um todo e como organização
da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social
imediato, procurando preservar a visão de totalidade.
(VEIGA, 2000, p.14)
Percebe-se nas palavras da autora, a importância do PPP para a escolar. Desse
modo, considerar o referido documento como um instrumento indispensável à
prática do professor, é pensar uma escola que busca um trabalho comprometido
com a educação, onde são valorizadas as ideias coletivas e as ações são
realizadas e norteadas a partir do documento em questão. A partir dessas ideias
Veiga (2000) expõe que:

Pretenderam-se inscrever a escola na ordem das mudanças


institucionais exigidas pelo atual momento histórico, é
preciso que o projeto político pedagógico assumido pela
comunidade escolar esteja estruturado em dois eixos
básicos reciprocamente determinantes: A intencionalidade
política que articula a ação educativa a um projeto
histórico, definindo fins e objetivos para a educação
escolar; o paradigma epistêmico-conceitual que, ao definir
a concepção de conhecimento e a teoria de aprendizagem
que orientarão as práticas pedagógicas, confere coerência à
proposta, articulando prática e teoria (VEIGA, p.164.
2000).

Por fim, a essência de um trabalho pedagógico que considere a avaliação


formativa, precisa estar embasada não somente nos conhecimentos prévios dos
docentes e em uma teoria adquirida durante a sua vida estudantil, ele precisa estar
em consonância com um documento norteador da escola, ou seja, precisa que o
PPP seja valorizado e reconhecido como a teoria que orienta a prática dos
docentes, e em consonância com o exposto, exigir-se dos docentes uma busca
constante de atualização profissional, da pesquisa e da interiorização de novos
saberes que alimentem o momento histórico atual, condizente com as novas
mudanças exigidas no processo de avaliação escolar.

Á prática educacional avaliativa não cumpre as reais necessidades e interesses


tanto do aluno que não são tratados com respeito às diferenças e particularidades
tornando-se vítimas das avaliações que distanciam o educando do contexto, que
acabam diante do fracasso exposto abandonando seus estudos e objetivos.

A adoção de uma nova postura educacional deve ser a busca de um novo


paradigma de educação que substitua o desgastado ensino-aprendizagem, que
esteja baseado na relação causa-efeito. Procura-se uma educação que estimule o
desenvolvimento de criatividade desinibida conduzindo as novas formas de
avaliar e aprender dentro de um processo com contínuas transformações.

A escola, portanto não é apenas um local onde se aprende um determinado


conteúdo escolar, mas um espaço onde se aprende a construir relações com as
coisas (mundo natural), e com pessoas ( mundo social). Essas relações devem
propiciar a inclusão de todos e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes,
com vistas a que participem como construtores de uma nova vida social.
2.3. Avaliações: reflexo de uma prática pedagógica
No sistema de ensino vigente, a avaliação tem sido vista como sinônimo de  estar
e medir. Avaliar, na verdade, a todo o momento estamos praticando o ato de
avaliar: avaliamos a conduta de uma pessoa, a cultura de um grupo social...
Avaliamos e também somos avaliados, aí está à importância de se saber avaliar.
No processo ensino-aprendizagem, avaliar, envolve muitos aspectos que devem
ser observados atenciosamente.

Sabemos que uma prática avaliativa é resultado de uma prática pedagógica, por
isso encontramos maneiras de avaliar tão distintas, ao longo dos anos a avaliação
vem se apoiando em práticas totalmente tradicionais, sendo assim caracterizado
como principal fator que ocasiona a reprovação, depois de repetidas várias vezes
à mesma série o aluno se sente desmotivado e sai da escola ocasionando a evasão
escolar que faz crescer o índice de exclusão social. A avaliação, se usada de
maneira errada, pode trazer vários danos, não só para a vida secular de um
indivíduo, mas também na sua vida social.

Um aspecto importante é a atuação do professor no processo de avaliação, pois


são os professores que o realizam perante sua prática tendo como resultado desse
processo o sucesso ou o fracasso dos alunos.

Podemos perceber como o conceito de avaliação está distorcido e a cada dia se


distorcendo mais, a preocupação com conceitos e notas leva os professores a
fazerem uso de uma avaliação mecânica com objetivo apenas de classificar. A
expressão MEDIDA, em educação, adquiriu grande importância sendo aliados a
ela alguns instrumentos como testes, trabalhos e etc.

O caminho seguido pela avaliação tem sido confuso, complicado e mal sucedido,
por isso, é extremamente importante o repensar do significado da avaliação no
sistema de ensino brasileiro, repensar esta estrutura reprodutora que vivemos há
décadas, repleta de conteúdos desnecessários e que existem porque ainda estão
baseados no poder das notas.

O que percebemos na escola é que a avaliação ainda encontra-se estruturada em


práticas tradicionais, servindo esta para medir o aluno e não diagnosticar o
sucesso ou as dificuldades dos mesmos, ou seja, a escola ainda está voltada para
o produto e não para o processo, o que dificulta a compreensão por parte dos
alunos que o interessante não é a nota, mais os conhecimentos abstraídos no
decorres de sua escolarização. Este é o discurso, mas na prática a realidade é
outra. Dessa forma, fica evidente o caráter ideológico e mascarado que a escola
prega, ora oculto ora explícito. No entanto, como é possível realizar uma
educação como prática de autonomia, de liberdade por intermédio de uma
avaliação que visa classificar o aluno?

É necessário, no entanto, que a escola volte seu olhar para o verdadeiro objetivo
de processo educativo que deve visar o sucesso do aluno e não o seu fracasso.
Nesse sentido, é necessário que a escola enxergue a necessidade de realizar uma
educação problematizada, que vise emancipar os educandos e não estabelecer um
ambiente de competitividade. Para se reelaborar esta estrutura é preciso se rever
o valor e o significado da nota para educadores e educandos, é preciso aprender a
pensar, a refletir e a rever posições e julgamentos, utilizando a avaliação somente
com o objetivo da nota o sistema de ensino estará proporcionando aos alunos a
passagem por um grande funil, onde só sairá aquele intitulado “capaz”, por ter
“vencido” as mais diferentes formas de medir seus conhecimentos.

Vejamos como é de grande importância o uso correto da avaliação, como


denomina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96: Art. 24.

V- a verificação do rendimento escolar observará o seguinte critério:

a) A avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência


dos aspectos qualitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de
eventuais provas finais.

Nesse prisma, a avaliação torna-se um instrumento que auxilia o professor e


principalmente o aluno, a conhecer suas possibilidades de crescimento,
valorizando seu desempenho, maturidade e originalidade, deixando de lado a
ideia de classificar os alunos e de desperdiçar o grande potencial humano. A
LDB, abordando a avaliação de forma contínua e cumulativa do desempenho do
aluno, mostra-nos que a avaliação não é um fim, mas sim um meio pelo qual o
professor diagnosticará as possibilidades de crescimento do aluno. “A avaliação  
deve  ser   considerada pelos educadores, pois como uma tarefa
coletiva, e não uma obrigação forma, burocrática e isolada
no processo pedagógico.” (Rodrigues, 2000:80).

Podemos assim tornar válida a fala de Rodrigues citada acima, pois aquele que
recebe toda ação educativa é o educando, e, portanto, ao avaliar deve ficar
evidente para o educador de que o processo avaliativo não está só, ele é apenas
um ponto incluso no sistema escolar com o poder de incluir ou excluir os alunos,
tanto na comunidade escolar como na própria sociedade. Deve-se ficar claro que
reconhecer a importância do ato de avaliar não significa pensar que ele é mais
importante entre todo o processo educativo. Significa reconhecer que ele é
fundamental para o crescimento, desenvolvimento e estruturação de toda uma
sociedade, ou seja, o educador deve estabelecer uma prática que esteja baseada
em garantir o desenvolvimento de todo o potencial das novas gerações, trabalhar
de forma que permita perceber todo processo de crescimento do aluno. Não é
tranquilo, é dificílimo. Porém o resultado final é muito melhor.

O professor deve enxergar a avaliação também, como uma forma de analisar sua
prática e assim saber o que precisa nela mudar. Observando o que os alunos
aprenderam, o professor avalia o que precisa retomar, e isso tem de ser feito
diariamente. É duro, mas necessário, pois é a partir daí que ocorrerão grandes e
importantes mudanças para o ensino brasileiro. Analisar- se dia a dia é
empenhar-se para estabelecer uma coerência entre teoria e prática fazendo assim
valer a autenticidade do seu testemunho de dizer e o de fazer. Além de estar
voltada para a análise da prática do educador, a avaliação também deve refletir
sobre a competência dos educadores, assim como faz com os educandos, para
estar assim comprometida com a renovação da prática educativa, promover em si
mesmo uma avaliação da sua própria prática é internalizar um discurso feito por
Freire: “É pensando   criticamente  a  prática de hoje ou de ontem que se pode
melhorar a próxima prática.” (Freire, 1996: 43).

Esse é o verdadeiro pensar certo, pois é agindo assim que educadores e


educadoras poderão vir a entender o verdadeiro sentido da avaliação e assim
encontrar novos caminhos para a construção do conhecimento.

2.4. Quantidade ou qualidade?
A luta entre o tradicional e o transformador, qualidade e quantidade são fatores
presentes em todas as áreas de nossa vida, na verdade em tudo que fazemos ou
temos, procuramos encontrar qualidade ou quantidade.

Em educação qualidade e quantidade podem gerar entre os alunos o fenômeno do


individualismo e da competição, isso dentro de uma dinâmica social fortemente
excludente, faz com que os alunos adotem o discurso: “Hei de vencer a qualquer
custo.” A avaliação aí surge com o efeito não de promover no aluno uma real
preocupação com o saber, mas sim a possibilidade de obter uma alta pontuação.
Aprender, nesta concepção, não é tão importante fazendo assim fortalecer cada
vez mais a hierarquização do saber.

O desafio entre qualidade e quantidade, não quer dizer que uma é inferior ou
oposta à outra, elas apenas possuem perspectivas próprias. Qualidade e
quantidade são faces da mesma moeda onde interfere uma na outra sendo assim
necessárias para o processo ensino-aprendizagem. Quando falamos em qualidade
e quantidade temos, em contra partida, duas teorias um tanto quanto conflitantes:
o tradicional e o transformador. Bem sabemos que para essas duas teorias, não só
avaliação, mas a educação como um todo, tem funções e realidades distintas.

As teorias tradicionais estão centradas e preocupadas somente na transmissão de


conhecimentos e conteúdos fazendo o uso da avaliação quantitativa para
classificar e hierarquizar as pessoas, ou seja, aqueles que têm melhor
desempenho recebem o título de capazes e os outros, por não se desempenharem
tão bem são os chamados problemas. Uma pequena quantidade de favorecidos
sustentada pela grande massa desvalorizada e nada merecedora de
conhecimentos.

As práticas tradicionais, interessadas apenas na quantidade de conhecimento


adquiridos pelos alunos, acabam fazendo uso de meios com resultados
momentâneos como a decoreba, e também acabam se equivocando ao
transmitirem conhecimentos fora da realidade do aluno e que os mesmos julgam
inútil! A avaliação nesse prisma, quer por sua vez mensurar, ou seja, calcular
através de um valor ou nota o que foi apreendido pelo aluno até aquele momento.

E quando consegue isso entrega ao aluno como se fosse um troféu uma estrelinha
dourada e um dez, ou um traço vermelho com a nota zero. Sendo assim
valorizadas no meio social como sucesso ou fracasso, mas o ideal é que essa
realidade mude.

Nas escolas, há uma grande preocupação com a quantidade daquilo que se


aprende e pouquíssima preocupação com a qualidade, ou seja, com as diretrizes
capazes de acelerar o aprendizado para distanciar assim o indivíduo da
marginalização social.

Aí, nos surge uma pergunta: “Será que os atuais critérios de avaliação estão
corretos?” A avaliação vem desempenhando na prática um papel mais político do
que pedagógico, ou seja, não vem sendo usada como um recurso metodológico,
mas sim como instrumento de poder e de controle. Na verdade seria ingênuo da
minha parte, pensar que a avaliação é apenas uma metodologia, um processo
técnico. Ela é também uma questão política por isso avaliar pode se constituir
num exercício autoritário do poder e até mesmo num processo onde educando e
educadores buscam uma mudança qualitativa.

Acreditar e investir numa prática e numa avaliação transformadora é um grande


desafio para os educadores, pois a princípio deve-se partir de uma prática escolar
libertadora onde investe para que o aluno perca o medo de errar, de perguntar, de
ser e de expor suas opiniões, uma prática escolar transformadora onde o
professor acima de tudo ame seu trabalho e seus alunos a fim de que use as
avaliações como incentivo e estímulo para o crescimento do aluno e não como
uma ação corretiva, classificatória e detentiva, o que nos faz lembrar-se dos
vestibulares e cursos preparatórios que fazem do aluno uma máquina que deve
assimilar tudo que lhe foi transmitido se quiser o sucesso, qualidade em educação
é algo realmente valioso porque o que nós, a sociedade, queremos é o melhor
para o ensino, a mais intensa dedicação do professor, as mais envolventes aulas e
conteúdos para que assim cresça o amor e todos os indivíduos sejam
impregnados por uma educação de qualidade.

Uma educação transformadora desenvolve no aluno a capacidade de criticar.


Criticar é pensar sob outra perspectiva, é duvidar, afirmar diferenças e não ficar
ileso às decisões aceitando-as pré-estabelecidas. Com a educação transformadora
o professor poderá sim fazer uso da avaliação qualitativa estimulando assim a
criação e reflexão de seus alunos preparando-os para a vida.

Na luta entre o tradicional e o transformador o professor deve acima de tudo lutar


contra si mesmo e o seu medo de aceitar o novo, pois, só assim reverteremos a
realidade vivida por todos nós: uma sociedade imobilizada pela ideologia
dominante.
O professor deve estimular nos alunos a reflexão a fim de que se libertem das
algemas que os impedem de serem livres para expressarem seus pensamentos. É
preciso, mudarmos o nosso olhar sobre a avaliação. É necessário refletirmos
como ensinaremos aos nossos alunos os conhecimentos que serão pertinentes
(significativos) ao mundo deles? Que profissões desaparecerão? Quais surgirão?
Como prepará-los para enfrentar as incertezas do futuro? Que futuro? Que
competências serão necessárias a esse FUTURO – que já chegou? Como
desenvolvê-las. E como trabalhar as habilidades necessárias ao mundo futuro dos
nossos alunos? Contudo, não podemos pensar apenas no lado negativo da
educação. Devemos cada um, fazer a sua parte para modificar esta imagem
negativa que se tem de educação falida. Para tal, alguns pressupostos são de
fundamental importância para que a escola possa funcionar como elemento de
mudança das relações sociais e assim, contribuir para que se tenha uma educação
mais qualitativa. São eles:

• Fazer da escola espaço de criação de identidade e de socialização.

• Oportunizar a formação para a verdadeira autonomia intelectual.

• Considerar que, vivendo em uma época onde o conhecimento dobra


aceleradamente, é preciso possibilitar meios para o desenvolvimento da
capacidade, nos alunos, de aprender a aprender.

• Favorecer o desenvolvimento de instrumentos de participação na sociedade,


através da construção de conhecimentos de forma significativa e do trabalho com
conceitos fundamentais para a leitura e intervenção no mundo.

• Proporcionar uma escola com espaço sadio, onde o ensino não se confunda com
o consumo de ideias.

2.5. Da  avaliação  a  ação


Estabelecer uma análise da ação avaliativa é promover em si mesmo uma
reflexão sobre sua visão de avaliação, é refletir como a avaliação é usada para
incluir ou excluir o aluno do contexto escolar e social, produzindo assim o
sucesso ou o fracasso do indivíduo. “A avaliação, demarcando as fronteiras,
facilita o isolamento dos sujeitos.” (Esteban, 2001:103). 

É partindo da citação de Esteban que, veremos como a avaliação distancia,


hierarquiza e silencia os indivíduos tornando-os subordinados às normas e
conformistas, acreditando que tudo o que acontece é porque são pobres e
incapazes para terem algo melhor. O fracasso do aluno pode ser atribuído ao seu
erro que é visto de várias formas pelos educadores, porém o mais importante é
que ele seja encarado como uma das etapas do processo de construção do
conhecimento.

Dessa forma, a crítica que levantamos sobre avaliação escolar desrespeito ao


modo de como ela é passada e praticada além de seus instrumentos/ técnicas que
muitas vezes se direcionam para lutar “contra” o aluno, estabelecendo assim uma
postura nada ética. Pois ao visar “resultados” e competências, distancia-se de
uma perspectiva democrática de avaliação.

O que percebemos, no entanto é que as práticas avaliativas que são desenvolvidas


apresentam em sua dinâmica, caráter monopolizador, seletivo e excludente e que
abordam apenas os conteúdos científicos e disciplinares, ou seja, está voltado
apenas para a questão da aquisição do conhecimento acabando por fragmentar o
processo de ensino, quando só leva em consideração os conhecimentos
sistemáticos, não interagindo aos interesses dos alunos.

A proposta da avaliação escolar não tem sustentação senão for mediada pela
relação teoria e prática. Ou seja, a avaliação não está no vazio, não deve ser 
pensada como uma atividade neutra frente aos processos educativos.

2.6. Um mecanismo de exclusão ou inclusão?


A escola hoje mantém as diferenças sociais servindo como aparelho ideológico
do Estado, diferenciando seu ensino entre pobres e ricos. O que faz reforçar mais
ainda a exclusão social e escolar do aluno. Tem por traz de si mesma, um
discurso contraditório onde, ao mesmo tempo em que forma e informa, também
deforma por dar importância, acreditar e utilizar a ideologia da classe dominante.

Entende-se, por ideologia, o conjunto de representações e ideias, bem como


normas de conduta por meio das quais o homem é levado a pensar, sentir e agir
da maneira que convém à classe dominante, uma vez que a consciência da
realidade que temos é uma pseudoconsciência, ou seja, uma falsa consciência,
porque camufla a divisão existente dentro da sociedade, apresentando-a como
una e harmônica, como se todos partilhassem dos mesmos objetivos e ideias.

Freire, (2001:25) escreve ainda, que “a educação não é transferência de


conhecimentos, mais criação de possibilidade para a sua própria produção ou
construção”. Ou seja, educar exige consciência do inacabado. Assim sendo, a
melhor maneira de se relacionar educação e inclusão é desconstruindo a imagem
que algumas pessoas têm de que educação é um mecanismo de arbitragem sobre
a quem onde e quando é permitida a condição de cidadão e de sujeito político.

É considerando a educação especificidade humana, como um ato de intervenção


no mundo, que busco relacioná-la com a cidadania, uma vez que educação é
política e que se constrói num trabalho lento duro, enfrentando muita
adversidade, descaso dos governantes e muito pessimismo generalizado.

Há quem diga que, sem a educação, temos a exclusão. É preciso, no entanto, uma
educação para além da autossuficiência, com a necessidade de preparar cidadãos
comunicativos, questionadores e inovadores. Uma educação que possibilite
desenvolver habilidades e autonomia para refletir sobre as condições que nos são
oferecidas enquanto cidadãos.
Nós professores, falamos e lutamos pela inclusão numa situação excludente,
porque a princípio somos excluídos por sermos professores. Na verdade a
exclusão começa por nós, através da desvalorização da nossa profissão, a má
remuneração... A inclusão é na verdade, mais ética do que a exclusão, pois luta
pelo direito igual de acesso à escolaridade, cultura... Por isso, ao repensarmos a
ética da inclusão estamos repensando a nossa exclusão.

Bem sabemos que as exigências sociais vêm crescendo a cada dia e para isso a
escola e os alunos devem acompanhar essa exigência e atestar sua preparação
para o exercício das funções exigidas no âmbito da sociedade.

Sabendo dessa exigência social é que nos surge uma pergunta: Como a avaliação
é usada para excluir ou incluir?  Tradicionalmente, nossas experiências em
avaliação são marcadas por uma concepção que classifica as aprendizagens em
certas ou erradas e, dessa forma, termina por separar aqueles estudantes que
aprenderam os conteúdos programados para a série em que se encontram
daqueles que não aprenderam.

Essa perspectiva de avaliação classificatória e seletiva, muita vezes, torna-se um


fator de exclusão escolar.

Entretanto, é possível concebermos uma perspectiva de avaliação cuja vivência


seja marcada pela lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia, da
mediação, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo. Tal
perspectiva de avaliação alinha-se com a proposta de uma escola mais
democrática, inclusiva, que considerara as infindáveis possibilidades de
realização de aprendizagens por parte dos estudantes.

A avaliação excludente faz parte de uma ideologia dominante, pois na sociedade


de classes, os interesses são diferentes. Embora empresários e outros
componentes da elite, assegurem a importância e necessidade da educação para
as classes menos favorecidas, isso é colocado em prática com menos intensidade,
pois para eles, não é produtivo que o povo cresça intelectualmente, pois se isso
acontecer seu domínio será ameaçado. Portanto fazem uso de um ensino
diferenciado entre pobres e ricos, públicos e particulares para assim manter a
diferença social e também o poder.

Agindo sobre essa perspectiva, é que alguns professores criam e utilizam a


avaliação excludente, que é aquela forma de avaliar, baseada no autoritarismo, na
punição, na imposição de poder... Passando assim de geração a geração a ideia de
que avaliar é uma atividade de controle que resulta na inclusão ou exclusão dos
alunos. O cotidiano escolar nos mostra bem claramente isso, no discurso de um
professor que percebe que seu trabalho não está como esperava: “Estudem! Caso
contrário, poderão se dar mal na prova.” A prova está chegando, vocês verão o
que vai acontecer!”“, ou então utiliza a prova como terrorismo, anunciando a
cada dia uma pequena ameaça: “estou elaborando uma avaliação bem difícil”.
A avaliação excludente é constituída basicamente dessas e outras falas que
demonstra o quanto o professor utiliza-se das provas como um fator negativo de
motivação, pois, a partir dessas ameaças o estudante irá se dedicar aos estudos
não porque seja importante, prazeroso, necessário..., mas, sim porque está
ameaçado pela prova. Então o medo o levará a estudar, acarretando assim uma
mera memorização momentânea.

Por outro lado, conseguimos encontrar aquela avaliação que busca a inclusão do
aluno, a avaliação que está baseada na valorização da prática do aluno.
Trabalhando sobre essa perspectiva, o professor consegue fazer do aluno um
indivíduo crítico e capaz de ver com os seus próprios olhos.

Conhecendo seus alunos, escolhendo a melhor forma de trabalhar com eles, o


educador propiciará excelentes oportunidades para elevar o rendimento escolar
dos educandos, elevando também o auto conceito destes, tornando a
aprendizagem mais agradável e produtiva.

A avaliação inclusiva é reflexa de uma prática transformadora que se baseia no


diálogo e na negociação, afinal de contas, o aluno deve estar sempre por dentro
de como seu rendimento vem sendo avaliado. Os instrumentos ou meios que são
utilizados no processo de avaliação devem estar bem adequados aos objetivos,
aos conteúdos e às condições intelectuais, emocionais e as habilidades
psicomotoras dos alunos. Ela, a avaliação que desmonta toda e qualquer
estratégia da classe dominante, pois, vai de encontro ao seu ideal, que é tornar os
cidadãos que constituem a grande massa de indivíduos surdos, cegos e mudos em
seres pensantes e livres das amarras da dominação.

Nós educadores, temos um papel muito importante na formação social desses


alunos, devemos sempre parar e refletir sobre nossas ações no cotidiano escolar,
pois, somos o espelho dos educandos. Temos por obrigação saber que tipo de
cidadão quer formar: Passivos ou conscientes, capazes de transformar seu
destino? Partindo desse questionamento e utilizando a avaliação como
instrumento para auxiliar cada educando no seu processo de competências e
crescimento para a autonomia, estaremos ajudando o mesmo a avançar na
aprendizagem e na construção do seu saber.

2.7. O erro e suas implicações no fracasso ou sucesso escolar


A associação entre erro e fracasso escolar sempre nos vem ligado à reprovação
do aluno. Na verdade o erro pode ser analisado de diferentes formas, dependendo
da visão do professor sobre o mesmo. Uns veem como falha grave e outros
encaram apenas como um deslize. O que realmente é intrigante, é que o erro é
visto por muitos como um indício de fracasso do aluno, mas, na verdade, o erro
faz parte do aprendizado e possibilita ao mesmo, uma melhor oportunidade de
crescimento e amadurecimento diante das situações com que se depara no
cotidiano escolar.
A postura do professor frente às alternativas de solução construídas pelo aluno
deve estar necessariamente comprometida com tal concepção de erro construtivo.

O que significa considerar que o conhecimento produzido pelo educando, num 


dado momento de sua experiência de vida, é um conhecimento em processo de
superação.

O professor deve elogiar o aluno quando obtiver sucesso na aprendizagem, e


demonstrar interesse quando o mesmo não obter êxodo, desta maneira,
poderemos melhorar o relacionamento entre professor e aluno, fazendo com que
as dificuldades existentes possam ser trabalhadas, para que o processo
educacional possa fluir.

Dizemos que a criança aprimora sua forma de pensar o mundo, na medida em


que se depara com novas situações e, é capaz por si própria de aplicar o
conhecimento prévio em uma situação nova. Porém, a maior parte dos
instrumentos de avaliação que usamos, centra-se na busca de informações como
se nosso saber pudesse ser reduzido a um simples conceito.

Para que um individuo aprenda, é necessário que ela tenha o desejo de aprender,
e não que ela seja forçada a aprender o que lhe é imposto por ordem de seus pais
e professores. O aluno por sua vez, ao compreender o significado da avaliação
para o seu processo de aprendizagem, estará desenvolvendo e crescendo como
pessoa, visto que a seleção de uma técnica de avaliação expressa uma opção
educativa e, portanto deve ser pensada como um instrumento para auxiliar cada
educando no seu processo de abstração de conhecimento.

A correção dos erros, não é necessariamente classificação de fracasso, pode sim


representar sinais norteadores para o aluno criar seu próprio caminho.

Procuramos sempre um motivo para colocar no aluno a culpa do fracasso, 


rotulamos os alunos de preguiçoso, despreparado... Dificilmente assumimos que
o conteúdo ensinado e a metodologia usada para a aplicação do mesmo não esteja
adequada ao aluno, por isso, é que o professor deve passar a avaliar de forma
diferente o erro de um aluno, para que este não se desiluda com o ensino e assim
deixe de lutar pelo seu direito de acesso à escola. Afinal, a avaliação também
serve como um termômetro, para oferecer ao professor a oportunidade de
verificar se as atividades, métodos, recursos e técnicas que ele utiliza estão
realmente possibilitando ao aluno alcançar os objetivos propostos.

O educador é um agente produtivo, portanto, deve trabalhar com o aluno de


forma envolvente, de modo que possa despertar no aluno sua criatividade, sua
capacidade de assimilar o que está sendo proposto. É preciso que o professor
conheça seus bem seus alunos, para saber utilizar técnicas de acordo com a
realidade do sujeito. Segundo Piaget, “não há operação sem cooperação”, o que
indica a importância do professor estar bem preparado e envolvido com seus
alunos, organizando situações de aprendizagem.
É fundamental ver o aluno como um ser social e político, sujeito de seu  próprio
desenvolvimento. Ver o aluno como alguém capaz de estabelecer uma relação
cognitiva e afetiva com o meio, mantendo uma ação interativa capaz de uma
transformação libertadora, que proporcione uma vivência harmoniosa com a
realidade pessoal e social que o envolve.

O acerto é importante, mas o fracasso também. É preciso, no entanto, não


cometer o mesmo erro duas vezes. Precisamos tirar vantagem de nossos erros,
mas, para isso é preciso estar livre para errar. O professor, marcando e criticando
os erros, só estará reforçando-os. É preciso acreditar no potencial do aluno e dar-
lhe liberdade para aprender, a desaprovação constante é a responsável pelo
fracasso e evasão escolar.

Na verdade, o maior fracasso é a realidade da repetência e da evasão escolar.


Fracasso não só do aluno, mas sim das instituições escolares, que não têm  sido
capazes de se adequarem à população que se destinam, gerando assim, o fracasso
também dos que ensinam e de todos os ingredientes da sociedade, assim o
professor deve reconhecer que sua função é de trabalhar contra o fracasso do
aluno e da escola, é acreditar nas potencialidades de seus alunos, investindo no
crescimento dos mesmos para melhorar a visão que ele tem de si onde toda
equipe pedagógica deve colocar a força de trabalho na construção do
conhecimento do aluno e das aprendizagens específicas.

Contudo, acreditamos que os fins que a educação deve priorizar, diz respeito a
novas concepções que oriente com responsabilidade os processos da prática
educativa, com o objetivo de contribuir para uma melhor qualidade do ensino de
nossas escolas. E, é, o psicopedagogo com sua visão pedagógica, política e
métodos novos inseridos no contexto escolar que deve desenvolver um trabalho
em equipe com todos os participantes do processo educacional, visando uma
educação libertadora, transformadora e cheia de novos desafios.

2.8. A escola sobreviveria sem avaliação?


Ao levar a pergunta acima para os alunos, estes de imediato responderam que
sim, alegando que tudo se tornaria mais legal, pois a ausência da avaliação
possibilitaria que eles tivessem mais tempo para brincar, ao invés de ficarem
estudando. Evitaria que levassem castigos e broncas por causa das notas baixas e
daria por fim o trabalho de ficarem decorando conteúdos, que julgam
desnecessários, e preparando “colas” para a prova.

Após as repostas dadas pelos alunos, direcionei a pergunta para os professores:


Será que a escola sobreviveria sem avaliação? Na verdade não há uma resposta
precisa sobre essa questão, levando em conta as pilhas de provas e trabalhos para
corrigir, o tempo gasto para elaboração de exercícios que estimulem a
memorização dos conteúdos e a dificuldade de propor atividades que motivem e
façam os alunos se sentirem interessados pelos conteúdos, seria melhor
esquecermos as avaliações! Por outro lado, sem a prova, o que faria os alunos
estudarem? Sem as ameaças como controlaríamos a disciplina na sala?
Como garantir que os conteúdos foram aprendidos? E como colocar em prática a
função da escola de identificar quem sabe e quem não sabe?

Depois de tantos questionamentos, pude perceber que a avaliação, mesmo sendo


muito criticada, é uma atividade fundamental na escola. Ela é mesmo um “mal
necessário”. Para a pergunta inicial do texto, tenho a resposta: “Não. A escola
não sobreviveria sem a avaliação!”. A crítica que levanto sobre a avaliação, é
relacionada aos instrumentos e técnicas usados para avaliar em sala de aula, que
muitas das vezes se direcionam para lutar contra o aluno, estabelecendo assim,
uma postura nada ética, acarretando para o aluno um futuro pouco promissor.

Refletir sobre a existência ou não da escola sem avaliação, é pensar e agir


democraticamente para que no futuro, não enxerguemos mais a avaliação como
um “mal necessário”, mas sim como porta aberta, um caminho a seguir para a
construção do conhecimento. Na verdade, o objetivo não é que a escola elimine a
avaliação e sim, que passe a usá-la de forma correta.

Deve ficar claro, que o ato de avaliar existe para se verificar como o aluno vem
construindo conhecimento acerca dos conteúdos trabalhados pela escola e como
modifica sua compreensão de mundo, elevando assim, sua capacidade de intervir
na realidade vivida.

3. METODOLOGIA SENSÍVEL E REFLEXIVA SOBRE A


CRIANÇA
O cotidiano é planejado pelo professor a partir do conhecimento que ele adquire
sobre a criança, articulado à sua proposta educativa. Entretanto, esse
planejamento se reconstrói com base nos interesses, necessidades e reações das
crianças a cada momento observadas pelo professor. Nesse contexto, entra o 
trabalho do psicopedagogo institucional, que auxilia todos os participantes da
escola, para que a entendam e a transformem em um lugar de conhecimento,
auxiliando os professores, quando sua maneira de ensinar não está apropriada à
forma do aluno aprender, orientando no acompanhamento do aluno com
dificuldades de aprendizagem, propondo atividades para desenvolver habilidades
e competências requeridas no aprendizado escolar, etc.

O tempo e o espaço do cotidiano estão sempre atrelados ao possível e ao


necessário de cada grupo de crianças, reestruturando-se, reconstituindo-se a partir
do acompanhamento de sua ação pelo professor. O psicopedagogo tem muito
trabalho a fazer na escola, pois ele com sua intervenção têm um caráter
preventivo nos problemas apresentados no cotidiano escolar.

A ação mediadora do educador, junto ao psicopedagogo, resulta, igualmente,


num trabalho pedagógico que valoriza as experiências de vida de cada criança,
suas vivências culturais, raciais, religiosas, etc., tentando sanar as frustrações dos
mesmos, contribuindo também para a percepção global do fato educativo e para
compreensão satisfatória dos objetivos da educação e da finalidade da escola,
possibilitando assim, uma ação transformadora.

Os profissionais da área de educação necessitam de um constante movimento de


olhar para novos horizontes e caminhos para trilhar. O fazer pedagógico, deve ser
o mais variado e envolvente possível.

A presença do psicopedagogo na instituição escolar contribuirá para um bom


desempenho do processo de ensino aprendizagem e envolvimento das pessoas na
melhoria das relações interpessoais. O seu trabalho trará o cumprimento dos fins
educativos e desenvolverá ações que garantam aos educandos e educadores com
dificuldades, oportunidade de permanecerem neste ambiente escolar, com
condições de continuarem a aquisição dos conhecimentos de forma integrada,
participativa e evolutiva.

3.1. Modalidades de avaliação
Quando se fala em avaliação do processo ensino/aprendizagem,  estamos nos
referindo à verificação do nível de aprendizagem dos alunos, isto é, o que os
alunos aprenderam. Mas, por quê? E para que? Basicamente, a avaliação
apresenta três modalidades de avaliação: diagnóstica, formativa e somática.
Ainda, segundo Olívia Porto (2006, p. 76): “Essas três formas de avaliação estão
intimamente vinculadas. Para garantir a eficiência do sistema de avaliação e a
eficácia do processo ensino/aprendizagem, o professor deve fazer uso conjugado
das três modalidades”.

Desse modo, a alguns dos professores em conversa informal com os colegas


durante o intervalo das aulas, fez os seguintes comentários:

P1 - Não adianta ser bom em matemática, expressar o conteúdo na hora da


explicação e não fazer nada na prova!

P2 - Alguns alunos da turma “B” não sabem nada! Não acompanham a aula que
estou dando e está sempre atrasada, tá na cara que vão ser reprovados!

P3 - Não concordo com essa questão de trabalho em grupo, onde os alunos que
não sabem nada pegam carona com os colegas e tiram notas boas!

Ao refletir nas falas da maioria dos professores, fica evidenciada a concepção de


avaliação que prevalece em suas práticas que precisam ser redirecionada, através
de estudos sobre as diferentes teorias avaliativas disponíveis na
contemporaneidade somente assim, os professores compreenderão que a
avaliação deve contemplar muito mais que os saberes cognitivos e que o aluno
deve ser valorizado a partir de seus diferentes saberes.

Além disso, foi possível observar que os conhecimentos prévios dos estudantes
não são valorizados, nem considerados no momento da assimilação de novos
conhecimentos, e em alguns casos, os estudantes ainda são chamados de “potes
vazios” ainda na fala dos professores, foi possível detectar a pouca importância
dada aos trabalhos em grupo, desconsiderando a troca de experiências e a
heterogeneidade como forma de aprender com o outro, sem a reflexão das
inúmeras formas de aprender novos conceitos.

Em observação direta na sala de aula, que ao aplicar as provas, alguns


professores ainda reagem de forma autoritária transmitindo um sentimento de
medo durante a realização das mesmas.

P1 - Vou entregar as provas e quero silêncio total, aquele que olhar para o lado
terá o que merece!

P2 - Lembre-se que na prova passada alguns de vocês não se saíram bem, caso
isso aconteça de novo, poderão ser reprovados!

P3 - Não adianta olhar para o lado porque as provas são diferentes!

P4- Eu te avisei que ia sair caro, preparei uma prova especial para você! Agora
passe se for bom!

Esses comentários revelam que muitos professores continuam a exercer no dia a


dia da avaliação escolar, práticas que não condizem com as novas formas de
avaliar e conceber a aprendizagem dos estudantes. Assim, faz-se necessário um
olhar mais formativo, considerando o que expõe Perrenoud: Uma avaliação mais
formativa não toma menos tempo, mas dá informações, identifica e explica erros,
sugere interpretações quanto às estratégias e atitudes dos alunos e, portanto,
alimenta diretamente a ação pedagógica, ao passo que o tempo e a energia gastos
na avaliação tradicional desviam da invenção didática e da inovação
(PERRENOUD, 1999, p.68).

É de responsabilidade de cada professor buscar compreender, que urge a


necessidade de uma nova concepção avaliativa apesar dos inúmeros estudos já
realizados, uma vez que continuam apenas nas teorias, o que pode ser confirmado
através da análise das propostas avaliativas colocadas no PPP da escola.

Por outro lado, mesmo não sendo considerados como “os sujeitos da pesquisa”
foram possíveis através da observação do dia a dia da escola, perceber nas falas
dos estudantes, suas angústias com relação às provas a serem aplicadas pelos
docentes, demonstrando momento de desprazer pelo ato de aprender, a tal ponto
de fazerem comentários tais como:

E1 - Preciso tirar um oito, para cobrir a nota que tirei na primeira prova!

E2 - Espero que a prova seja hoje, pois passei o dia estudando!

E3 - A professora falou que a prova não vai ser feita em dupla e agora quer ver o
que eu vou fazer! Ela disse que eu vou me dar mal!
E4 - Sento perto de mim que eu lhe passo a cola, desse assunto eu entendo bem!
Agora, já na prova de Matemática, sei que vou tirar uma nota baixa, pois não
consegui decorar todo o conteúdo.

E5- Acho que vou acabar repetindo o ano estas malditas provas, aprendo tudo
decoro, porém na hora H, não sai nada.

Com estas palavras fica claro, que os estudantes veem nas atividades avaliativas
apenas a oportunidade de passar de ano, de cursar uma nova série, sem uma
preocupação com a aprendizagem efetiva dos conteúdos trabalhados, nem dos
conhecimentos necessários para ser viver em sociedade de forma crítica e
reflexiva.

Nesse sentido, Perrenoud afirma que:

Estudar apenas para a prova é uma maneira honesta, mas


simplória, de se tornar capaz de um “desempenho de um
dia”. Isso não constrói uma verdadeira competência, mas
permite iludir, durante uma prova escrita ou oral. Em uma
noite, um aluno que não compreendeu nada, não trabalhou
antes e nada sabe não pode se tornar um bom aluno, mais
isso basta, às vezes, para salvar as aparências
(PERRENOUD, 1999, p.69).

Portanto, aprender segundo Perrenoud, é mais que “decorar” conteúdos e tirar


boas notas. É preciso fazer da aprendizagem algo significativo e não torná-la um
momento passageiro do saber.

O que torna ainda mais difícil a compreensão na atualidade é o simples fato de se


questionar para onde vão as notas que tanto os professores cobram de forma
muitas vezes abusiva se na realidade os programas educacionais trazem uma
serie de itens em que o professor precisa descrever seu aluno com habilidades e
competências em forma de conceitos.

Para conhecer a visão dos docentes com relação as suas práticas avaliativas e a
relação das mesmas com as teorias inseridas no PPP da escola, fez-se necessário,
antes das entrevistas, realizarem uma análise pormenorizada do PPP da escola,
em especial no item avaliação da aprendizagem.

Em seguida, foram organizadas questões abertas, onde se procurou através das


mesmas, conhecer as concepções de avaliação presentes nas práticas dos
professores e sua relação com o PPP da escola, bem como, a concepção do “erro”
que conduz a prática avaliativa do professor. Nos itens com alternativas de
múltiplas escolhas, foi possível conhecer os principais instrumentos de avaliação
utilizados por eles.
A entrevista ocorreu de forma agradável, num clima de confiança e amizade, uma
vez que, cada docente escolheu o seu horário e o momento da sua participação, a
partir de sua disponibilidade. Assim, os 10 docentes participantes da pesquisa
relataram sobre suas práticas avaliativas e a relação das mesmas com as teorias
inseridas no PPP da escola, a partir da seguinte pergunta: A concepção de
avaliação inserida no PPP da sua escola condiz com a sua prática em sala de
aula?

As respostas transformadas em percentuais foram às seguintes: 60% apresentam


uma prática em consonância com o PPP, 10% a partir de suas próprias teorias e
40% resolvem mesclar as teorias do PPP com seus conhecimentos adquiridos na
formação inicial.

No momento a pesquisa faz a análise qualitativa a partir das falas dos docentes.
No entanto, ao analisar as falas dos professores e compará-las as teorias
avaliativas postas no PPP: a valorização dos conhecimentos prévios dos
estudantes, o respeito às diferentes formas de aprender e expressar o
conhecimento, bem como, a valorização dos diferentes meios de avaliação, que
vão desde as provas individuais até os trabalhos coletivos; pode-se constatar na
fala dos professores que isso não acontece de fato:

P1 - Mesmo sabendo que devo realizar alguns trabalhos avaliativos em grupo,


prefiro fazer provas individuais para avaliar, assim ninguém corre o risco de
passar de ano de carona com o colega!

Notou-se, nas palavras da professora, que apesar de constar no PPP da escola a


importância do trabalho em grupo, ela prefere continuar com uma prática em que
prevalece o fator medo e individualismo acima de tudo, desconsiderando a troca
de experiências e aprender com o outro, o que segundo Perrenoud, configura-se
em uma relação pervertida com o saber:

As coisas se passando desse modo, é preciso ter boas notas (ou seu equivalente
qualitativo) para progredir na trajetória escolar e ter acesso às habilidades mais
almejadas. Em princípio, as notas estão lá para avaliar competências reais. Elas
comandam o acesso ao grau seguinte ou a habilitações exigentes, porque
supostamente garantem um nível suficiente de aquisição. Na prática, é o
resultado que conta. Com dois efeitos perversos bem definidos: estudar apenas
para a prova ou “colar” (PERRENOUD, 1999, p.68).

Ainda segundo o autor, “reduzir o efeito do sistema de avaliação à cola e à


preparação apenas para a prova” é algo que precisa ser ultrapassado e repensado
pelos docentes que buscam uma avaliação formativa e acreditam em uma
aprendizagem efetiva.

P2 - Apesar de ouvir falar no Projeto Político Pedagógico da escola, nunca tive a


curiosidade nem tempo de conhecê-lo, por isso as minhas avaliações são feitas a
partir dos meus conhecimentos sobre o assunto. Por exemplo: o aluno que não
consegue acompanhar a turma e que não tem nenhum conhecimento sobre o
assunto, geralmente é reprovado.

Observou-se na fala da professora, que apesar de saber da existência do PPP na


escola, não existe uma preocupação sobre as teorias relacionadas ao processo
ensino aprendizagem inseridas no mesmo. Assim, ela trabalha de forma
descontextualizada, desconsiderando os conhecimentos prévios dos estudantes
necessários a assimilação dos novos conhecimentos, contribuindo para a
reprovação cada vez mais frequente na vida de um determinado aluno, por não
acompanhar os conhecimentos transmitidos durante as aulas. Para Perrenoud:
Após vários anos em tal regime, torna-se muito difícil despertar o interesse dos
alunos pelo saber por si só, pelo sentido que ele dá à realidade, pelo
enriquecimento pessoal que propicia, pela movimentação ou pela satisfação da
mente que favorece. (PERRENOUD, 1999, p.69).

Com base no que afirmou Perrenoud, faz-se necessário que o professor


redirecione sua prática avaliativa considerando os conhecimentos prévios dos
estudantes e a necessidade de uma aprendizagem significativa, fazendo da
avaliação um meio que desperte um prazer de aprender, e não um fim, que
destrói todas as expectativas de um futuro promissor.

3.2. A análise dos dados:


Mediante todo trabalho exposto bem como estudo bibliográfico e estudo de caso
é possível afirmar que a educação tem muitos caminhos a trilhar na conquista de
objetivos que perpassam varias etapas tais como: embutir o que o aluno quer
aprender e o que o aluno precisa aprender que lhe estar assegurado em um
currículo, respeitando e dando ênfase a bagagem que ele já traz das suas
vivências, além disso, precisa descobrir e fazer acontecer nas diversas estratégias
e metodologias, pois a diversas formas de se aprender essas que é imprescindível
relatar que muitas vezes estar longe do que muitas crianças, o jovens almejam ou
mesmo possuem a sua disposição fora da escola, promover a nós professores e
comunidades uma analise de que a nota cumulativa não garante sucesso ou
insucesso e que o aluno precisa estar garantido na construção de habilidades e
competências no decorrer de sua vida estudantil e assim transformar com
responsabilidade, ética o ambiente em que esta incluído.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O processo avaliativo escolar tem gerado inúmeras discussões e inquietações por
parte da maioria dos docentes que advém de uma prática avaliativa enraizada
durante a sua vida estudantil. Assim como, dos conhecimentos adquiridos em sua
formação inicial, que em alguns casos são considerados pelos docentes, como
eficaz no ato de avaliar, o que contribui para a permanência de uma prática
autoritária e tradicional.

Desse modo, o redirecionamento das práticas avaliativas docentes, pressupõe a


necessidade de uma formação continuada e um despertarem para a pesquisa, no
sentido de que, somente ele (o docente) poderá reconstruir seus conceitos a partir
de uma vontade própria pela busca do saber, considerando os conflitos presentes
na escola, geradores das teorias postas no PPP, para que as mesmas sejam o fio
condutor das atividades a serem realizadas na escola, desconsiderando assim,
algumas práticas enraizadas que precisam ser repensadas e reestruturadas no
sentido de que a avaliação escolar possa superar o discurso e construir práticas
formativas. Para isso, os docentes devem desmistificar seus modos de conceber e
praticar a avaliação, no sentido de que novos paradigmas avaliativos sejam
construídos e com isso novas práticas possam surgir, considerando que a
avaliação escolar não se materializar no erro dos discentes, mas em um processo
de acompanhamento sistemático e contínuo realizado durante todo o processo de
ensino aprendizagem.

Com uma nova visão sobre os processos de aprendizagem, as velhas práticas:


desvalorização dos conhecimentos prévios dos estudantes, transmissão dos
conteúdos de forma linear, com ênfase nos conhecimentos cognitivos dos
estudantes e a descontextualizarão dos conteúdos, poderão ser superadas e os
estudantes poderão ser vistos como protagonistas da sua própria história, capaz
de avaliar e ser avaliado durante todo o processo de ensino aprendizagem.

A partir do exposto, buscou-se através desse trabalho, demonstrar a importância


da relação teoria e prática no processo ensino aprendizagem e em especial na
avaliação formativa. Assim como, registrar informações relevantes ao ato de
avaliar na escola de maneira contínua, diagnóstica e formativa advindo das
contribuições de diferentes teóricos, para que as mesmas possam ser inseridas no
Projeto Político Pedagógico da escola e simultaneamente na prática docente.

5. REFERÊNCIAS
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Publicado por: Leidijanne Cavalcanti

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