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Introdução

Dinâmica das Estruturas


UNINOVE – Universidade Nove de Julho
Introdução à Dinâmica das Estruturas
CONCEITOS GERAIS PARA ANÁLISE DINÂMICA DAS ESTRUTURAS

 A análise de estruturas sujeitas a ações dinâmicas sucede naturalmente


a análise estática, podendo esta última ser encarada como um caso
particular da primeira.

 Na verdade todas as ações são dinâmicas, no sentido que variam de


grandeza, direção ou sentido com o tempo, mas, de fato, em muitos
casos o efeito dinâmico da ação pode ser desprezado.
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CONCEITOS GERAIS PARA ANÁLISE DINÂMICA DAS ESTRUTURAS

 Para a analise dinâmica de estruturas, considera-se como requisitos


fundamentais conhecimentos em:

- mecânica,

- análise de estruturas,

- equilíbrio de estruturas isostáticas e hiperestáticas,

- resistência dos materiais,

- resolução de equações diferenciais,

- Conceitos sobre análise matricial.


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 Um carregamento dinâmico, por definição, é aquele carregamentos em que a


magnitude, a direção e a posição pode variar ao longo do tempo.

 Consequentemente, as respostas da estrutura, em termos de deslocamento,


velocidade e aceleração, também variam ao longo do tempo.
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 Nós engenheiros civis, temos sido formados dentro de uma concepção


ESTÁTICA na configuração de uma estrutura.

 Desconsiderando uma coisa muito importante, a variável “TEMPO”!


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 Quando falamos da variável “TEMPO”, isso significa dizer que as coisas estão
em MOVIMENTO A MEDIDA QUE O TEMPO PASSA, e com um SISTEMA
ESTRUTURAL isso não é diferente.
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 Então a DINÂMICA DAS ESTRUTURAS faz o caminho inverso da ESTÁTICA, se


ocupa do efeito da passagem do TEMPO e suas consequências sobre a
ESTRUTURA.
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 A Dinâmica das estruturas aborda conceitos, como a relação, entre as


propriedades de uma estrutura (MASSA, AMORTECIMENTO e RIGIDEZ).
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 Trata também, como uma Estrutura responde a uma Força Dinâmica aplicado sobre
ela como: o VENTO, SISMOS, TRÁFEGO DE VEÍCULOS EM PONTES, COLISÕES,
VIBRAÇÕES PROVOCADAS PELO MOVIMENTO DE PESSOAS etc.
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 Quando uma força DINÂMICA é aplica sobre uma estrutura o que devemos ANALISAR?
Basicamente três coisas:

 DESLOCAMENTO,
 VELOCIDADE,
 ACELERAÇÃO DA ESTRUTURA.
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 Quando nós através de cálculos matemáticos QUANTIFICAMOS e MANIPULAMOS


esses três fenômenos em uma estrutura, dentre outras coisas podemos oferecer
CONFORTO a esta estrutura.
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 Aqui, a ideia de CONFORTO, é tanto no sentido literal como no sentido de DESGASTE


FUNCIONALIDADE do sistema estrutural.
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 Exemplo:

 Uma máquina que opera com altas vibrações além das definidas em projeto,
pode prejudicar as pessoas que operam essa máquina, os componentes da
própria máquina e a precisão de peças ou produtos que são produzidas por
essa máquina.
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 Nos nossos encontros, iremos abordar o assunto de forma mais aplicável


possível, para isso as bases primeiras são as leis de Newton.
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 Na análise de DINÂMICA DAS ESTRUTURAS existem dois campos:

 A ANÁLISE LINEAR;

 A ANÁLISE NÃO LINEAR.

 A nossa abordagem será totalmente LINEAR.


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 OBJETIVOS DURANTE NOSSOS ENCONTROS:

 Conhecer os fundamentos teóricos da Análise de Dinâmica de Estruturas;

 Obter ferramentas práticas para a análise de Dinâmica de Estruturas;

 Ver exemplos práticos.


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 Um dos exemplos práticos de esforços dinâmico sobre estruturas é a FORÇA DO VENTO.

 Ponte de Takoma (Washington, Estados Unidos). - Vídeo!


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 CRITÉRIOS PARA SE FAZER UMA ANÁLISE DINÂMICA DE UMA ESTRUTURA:

 A base para uma analise dinâmica de uma estrutura, é a criação de modelos que
permitem converter um sistema estrutural, inicialmente muito complexo, em algo que a
nossa mente humana possa compreender.
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 Para isso, transforma-se a estrutura real em um modelo físico simplificado, dai surgem os
conceitos de:

 - barras;

 - placas;

 - apoios idealizados;

 - materiais de comportamento simplificados; (como o concreto armado).

 - massa pontual, etc.


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 Em seguida constrói-se um modelo matemático, um sistema de equações


(diferenciais ou algébricas) relacionando as características da estrutura e
introduzindo as leis da mecânica.
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 Relembrando as equações Diferenciais e Algébricas.

 As equações Diferenciais são muito uteis para modelagens e simulações de


fenômenos que queremos analisar e compreender como operam.

 E a solução para uma equação diferencial não é um valor ou um conjunto de


valores, mas uma função ou uma família de funções, e esse detalhe é muito
importante que entendamos.
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 Equação diferencial: (Aplicação ao análise dinâmico)

 Equação algébrica: (Aplicação ao análise estático)


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 Através, desta modelagem matemática podemos analisar os conceitos de,


DESLOCAMENTO, VELOCIDADE e ACELERAÇÃO e consequentemente analisar as
VIBRAÇÕES, (pequenos movimentos repetitivos) em uma estrutura em torno de
um referencial.
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 Essas VIBRAÇÕES, na grande maioria das vezes são analisadas dentro do ESTADO
LIMITE DE SERVIÇO onde a presença dessas VIBRAÇÕES em determinada AMPLITUDE
e FREQUÊNCIA pode tornar a estrutura inadequada para a qual foi construída e
comprometer a DURABILIDADE.
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 Com isso concluímos que, em uma análise dinâmico de uma estrutura busca-se
controlar as VIBRAÇÕES dentro de um limite aceitável.

 E a estas VIBRAÇÕES, damos o nome de DESLOCAMENTOS CÍCLICOS, ou seja é


quantificado por uma FREQUÊNCIA em um dado PERÍODO.
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 E a frequência, consiste no número de ocorrências de um fenômeno por


unidade de tempo.
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Frequência natural

 𝜔 = frequência natural,

 𝑚 = massa,

 𝑘 = constante elástica da mola


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Frequência cíclica (em Hz, ou ciclos por segundo) é:

𝜔
𝑓= ,
2𝜋

Cujo o inverso é o período de vibração (em segundos),

1 2𝜋
T= =
𝑓 𝜔

 𝜔 = frequência natural,
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Frequência na estrutura

 O que se está dizendo é que, ao se colocar em movimento a estrutura, a


mesma vibrará harmonicamente com frequência 𝑓, isto é, repetirá o
movimento esse número de vezes em cada segundo.

 O período 𝑇 é o intervalo de tempo entre os picos desse movimento.

 Tanto a frequência como o período são propriedades da estrutura e são


chamadas de “naturais”.

 Essa resposta Harmônica ou não dependerá da frequência gerada pela


aplicação da carga dinâmica comparada com a natural.
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 Equação do movimento:
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 Equação do movimento:
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 Vibrações livres não amortecidas:

 Nas vibrações não amortecidas despreza-se o amortecimento (C) e adota-se


carregamento nulo, assim o movimento só será possível adotando-se um
deslocamento inicial, (𝑥0 ), e velocidade inicial (𝑥ሶ 0 ) A EDO passa a ser.

𝑚𝑥ሷ + 𝑘𝑥 = 0
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 Vibrações livres amortecidas:

 Considerando-se a presença do amortecimento, como é necessário nas


estruturas reais, passa-se ater a EDO.
m𝑥ሷ + c𝑥ሶ + k𝑥 = 0

onde se tem a “taxa de amortecimento dada por”:

𝐶
𝜉=
2𝑀𝜔
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 Diagrama de vibrações livres não amortecidas e amortecidas:


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 Exercício-01: (Vibrações livres não amortecidas)


 Considere uma viga engastada e em balanço. A viga possui comprimento L=10m, e seção
transversal retangular de medidas bxh (20cmx50cm). O material que compõe a viga é concreto
armado com módulo de elasticidade longitudinal E=20GPa e densidade de 2.500kg/m3. No ponto
A, para uma força elástica F aplicada, temos o deslocamento x resultante.

 Para a transformação do modelo contínuo em um modelo discreto de 1 grau de liberdade, vai se


considerar que um quarto da massa total da viga seja concentrado no ponto A, sendo então esta
massa M = 625kg.

 São dados os deslocamentos iniciais de 100mm e a velocidade inicial de 2mm/s.

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