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Circuitos Elétricos II

Capítulo 2 – MÉTODOS GERAIS PARA A SOLUÇÃO DE CIRCUITOS

II – MÉTODOS GERAIS PARA A SOLUÇÃO DE CIRCUITOS

2.1 – Método dos nós

Usando-se impedâncias (ou admitâncias), tem-se relações algébricas entre


tensão e corrente. Usando Transformada de Laplace, pode-se equacionar o
circuito em termos de tensões de nós ou correntes de malha.

Métodos dos Nós: Aplicável a circuitos com apenas fontes de corrente. O


método apresenta uma sistemática de equacionamento para a determinação
das tensões de nós.

Condições Iniciais não nulas devem ser transformadas em fontes de corrente.

Exemplo: (condições iniciais nulas)

Figura 2.1

Variáveis: Tensões de Nós E1(s), E2(s) , e E3(s).

Nó de referência Nó zero.

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Nó 1:

Nó 2:

Nó 3:

Definindo a Matriz Admitância de Nós Y(s)

Note que:

Yii(s) é a soma de todas as admitâncias ligadas ao nó i.

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Yij(s) =Yji(s) é a soma (com sinal negativo) das admitâncias colocadas entre os
nós i e j.

Conclusão: é possível escrever as equações em transformada de Laplace por


inspeção sempre que todas as fontes forem fontes de corrente.

Onde:

E(s) - vetor das tensões transformadas de nós.

Y(s) - matriz admitância transformada.

Ie(s) -vetor das fontes de corrente.

O elemento i do vetor de fontes de corrente é a soma das fontes de corrente


que chegam ao nó i. Se uma fonte sai do nó i, ela aparece com sinal negativo.

Aplicação do Método dos Nós: As condições iniciais não nulas devem ser
transformadas em fontes de corrente em paralelo com indutores ou
capacitores.

2.2 - Métodos das Malhas:

Aplicável a circuitos com apenas fontes de tensão. O método apresenta uma


sistemática de equacionamento para a determinação das correntes de malhas.
Condições Iniciais não nulas devem ser transformadas em fontes de tensão.

Exemplo: (condições iniciais nulas)

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Figura 2.2

Variáveis: Correntes de Malhas J1(s), J2(s) e J3(s)

Malha 1:

Malha 2:

Malha 3:

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Figura 2.3

Matriz Impedância de Malhas Z(s):

Se todas as correntes de malha tiverem o mesmo sentido de percurso (horário


ou anti-horário):

Zii(s) é a soma de todas as impedâncias na malha i.

Zii(s) = Zii(s) é a soma (com sinal negativo) das impedâncias comuns às


malhas i e j.

Conclusão: é possível escrever as equações transformadas por inspeção


sempre que todas as fontes forem fontes de tensão.

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Onde:

J(s) - vetor das correntes transformadas de malhas.

Z(s) - matriz impedância transformada.

Ee(s) - vetor das fontes de tensão.

O elemento i do vetor de fontes de tensão é a soma das fontes de tensão da


malha i, com sinal positivo se, no sentido de percurso da malha, estas fontes
forem percorridas do terminal - para o +. Caso contrário, ela aparece com sinal
negativo.

Aplicação do Método das Malhas:

As condições iniciais não nulas, devem ser transformadas em fontes de tensão


em série com indutores ou capacitores.

2.3 – Usos das matrizes A, B, Q e M para a solução de circuitos

Matriz de Incidência Reduzida

Propriedade 1) Para um circuito com bipolos lineares e somente fontes de


corrente, a Matriz de Admitância de Nós Y(s) pode ser obtida a partir da
Matriz de Incidência Reduzida A:

Onde Yb(s) é a matriz bxb de Admitâncias de bipolos. Na matriz Yb(s), todos


os elementos fora da diagonal são nulos e aqueles da diagonal que também
são nulos correspondem às fontes de corrente do circuito.

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No exemplo:

Figura 2.4

Verificando:

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Propriedade 2) - ( Lei de Kirchhoff)

I(s) vetor (coluna) das correntes transformadas dos bipolos.

Figura 2.5

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Propriedade 3)

E(s) - vetor (coluna) das tensões de nós.

V(s) – é o vetor (coluna) das tensões dos bipolos.

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Figura 2.6

Matriz de Malhas

Propriedade 1) Para um circuito com bipolos lineares e somente fontes de


tensão, a Matriz de Impedância de Malhas Z(s)pode ser obtida a partir da
Matriz de Malhas M:

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Onde Zb(s)é a matriz bxb de Impedâncias de bipolos. Na matriz Zb(s), todos os


elementos fora da diagonal são nulos e aqueles da diagonal que também são
nulos correspondem às fontes de tensão do circuito.

No exemplo:

R1 0 0 0 0 0
0 R2 0 0 0 0
0 0 R3 0 0 0
Z b (s) = 0 0 0 0 0 0
1
0 0 0 0 0
sC5
0 0 0 0 0 sL6

Figura 2.7

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 1 
 R1 0 0 0
sC 5
0 
 
1
MZ b (s) =  0 R2 R3 0 − − R2 
 sC 5 
− R − R2 0 0 0 sL 6 
 1

 

 1 1 
R 1 + sC −
sC 5
− R1 
 5 
1 1
Z(s) = MZ b (s)M =  −
T
R2 + R3 + − R2 
 sC 5 sC 5 
 −R − R2 R 1 + R 2 + sL 6 
 1

 

Propriedade 2) (2a Lei de Kirchhoff)

vetor (coluna) das tensões transformadas dos bipolos: V(s)

Figura 2.8

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Propriedade 3)

vetor (coluna) das correntes de malhas (sentido horário): J(s)

vetor (coluna) das correntes transformadas dos bipolos. I(s)

Figura 2.9

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Matriz de Cortes

Yq (s) = QYb (s)Q T

I s = QY(s)v s − Qj

Matriz de Laços Fundamentais

Z l = BZ b (s)B T

Vs = BZ b (s)js − Bv

Relação entre B e Q

BQ T = 0 e QB T = 0

B = [I l MF ] e [
Q = − F T MI n ]

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