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FACULDADE EVANGÉLICA DO PIAUI – FAEPI

CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

MARIA DO AMPARO ALVES DE ARAÚJO

AS CONTRIBUIÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL


NO CENTRO DE REFERÊNCIA
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS

TERESINA – PI
MAIO DE 2020
2

MARIA DO AMPARO ALVES DE ARAÚJO

AS CONTRIBUIÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL


NO CENTRO DE REFERÊNCIA
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS

Monografia apresentada à coordenação do Curso


de Serviço Social da Faculdade Evangélica do
Piauí - FAEPI, como requisito para obtenção do
título de Bacharel em Serviço Social, sob
orientação do Profº. Esp. Bento Alves da Silva.
.

TERESINA – PI
MAIO DE 2020
3

MARIA DO AMPARO ALVES DE ARAÚJO

AS CONTRIBUIÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL


NO CENTRO DE REFERÊNCIA
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS

Monografia apresentada à coordenação do Curso


de Serviço Social da Faculdade Evangélica do
Piauí - FAEPI, como requisito para obtenção do
título de Bacharel em Serviço Social, sob
orientação do Profº. Esp. Bento Alves da Silva

APROVADA EM: ______ /_______ /________

BANCA EXAMINADORA

______________________________________________
Orientador: Profº. Esp. Bento Alves da Silva.

_____________________________________________
Professor (a) Examinador (a) 1
4

DEDICATÓRIA

Dedico esta monografia a Deus que a cada dia


vem me dado forças para seguir em frente,
apesar dos obstáculos que são inúmeros. Aos
meus pais e filhos, que sempre me motivaram
nesta caminhada até aqui. Em especial, a
minha mãe, que jamais deixou de acreditar, e
5

sempre me ajudou para que esse sonho fosse


possível.
AGRADECIMENTO

Agradeço a Deus que nunca me desamparou. Quando percebia que estava


cansada e que as coisas não estavam fáceis, Ele me confortava e iluminava os
meus pensamentos, na elaboração deste projeto de pesquisa.
Aos meus pais João Gomes da Silva e Maria Alves da Silva que me deram
forças para continuar em busca dos meus sonhos. E por me ensinarem a
importância do conhecimento para a minha formação pessoal e profissional.
Aos meus filhos e toda a minha família pelo apoio.
Aos colegas de curso, por sempre estarmos compartilhando saberes.
Agradeço também a essa Instituição de Ensino, pela oportunidade a mim
concedida.
6

“O momento em que vivemos é um momento pleno de desafios. Mais do que nunca


é preciso ter coragem, é preciso ter esperanças para enfrentar o presente. É preciso
resistir e sonhar”.
(MARILDA IAMAMOTO)

RESUMO
7

O presente trabalho tem como objetivo geral, compreender a atuação do assistente


social no centro de referência da assistência – CRAS, considerado como
instrumento de garantia e promoção dos direitos inerentes aos menos favorecidos,
como objetivos específicos destaca-se: Conhecer os instrumentos e técnicas
realizados pelo Assistente Social; Identificar as atividades interdisciplinares,
realizado pelo Assistente Social; Caracterizar as ações realizadas dentro do CRAS e
suas demandas a serem atendidas. Desta forma essa pesquisa foi realizada a partir
de uma abordagem qualitativa, caracterizando-se como uma pesquisa de natureza
bibliográfica e de campo, destacando informações a respeito do problema aqui
exposto. Baseou-se em autores como: Blanco (2003), Iamamoto (1997),
KISNERMAN (1978), Pontes (1995), Silva (2002) e outros. Os raciocínios que aqui
seguem, efetuou-se na forma de levantamento bibliográfico acerca de autores que
referenciam junto ao profissional da Assistência Social do atuando junto ao CRAS.
Conforme autores aqui citados, busca-se também conhecer as demandas que
chegam ao CRAS que sejam pertinentes ao Serviço Social e ainda, indicar a
perspectiva de atuação profissional da Assistente Social na realização do
atendimento dessas demandas e os meios viáveis para sua efetivação.
Palavras-chave: Assistente Social. Centro de Referência. Contribuição. Demandas.

ABSTRACT
8

The present work has as general objective, to understand the role of the social
worker in the reference center of assistance - CRAS, considered as an instrument of
guarantee and promotion of the inherent rights to the less favored, as specific
objectives it stands out: To know the instruments and techniques performed by the
Social Worker; Identify interdisciplinary activities, performed by the Social Worker;
Characterize the actions performed within CRAS and their demands to be met. In this
way, this research was carried out from a qualitative approach, being characterized
as a bibliographic and field research, highlighting information about the problem
exposed here. It was based on authors such as: Blanco (2003), Iamamoto (1997),
KISNERMAN (1978), Pontes (1995), Silva (2002) and others. The reasoning that
follows here was carried out in the form of a bibliographic survey about authors who
refer to the Social Assistance professional working with CRAS. According to authors
cited here, we also seek to know the demands that come to CRAS that are relevant
to Social Work and also indicate the perspective of the Social Worker's professional
performance in meeting these demands and the viable means for their effectiveness.
KEYWORDS: Social Worker. Reference Center. Contribution. Demands.
9

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO-------------------------------------------------------------------------------------- 10
2 A HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL----------------------------------------------------------13
2.1 O Serviço Social no Brasil------------------------------------------------------------------14
2.2. Níveis de proteção: uma análise sobre a proteção social básica----------------17
2.3 As políticas sociais contemporâneas e as políticas ligadas a Assistência Social
18
2.4 O Movimento de Reconceituação da Profissão---------------------------------------20
2.5 Conceitos da Profissão no Brasil----------------------------------------------------------22
3 A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NO CRAS----------------24
3.1 A formação da Prática do Assistente Social-------------------------------------------27
3.2 As políticas de Assistência Social e os Sistema de Assistência Social---------27
3.3 O Assistente Social em sua Pratica de Serviço no CRAS--------------------------32
4 A POLÍTICA NACIONAL E O SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL-----36
4.1 As Influências de outras Concepções Teóricas para o Serviço Social----------37
4.2 Tipificação dos Serviços Socio Assistenciais------------------------------------------39
4.3 Serviço de proteção e atendimento integral à família – PAIF----------------------40
4.4 Organização e gestão local dos serviços socioassistenciais Implantação dos
equipamentos e dos serviços socioassitenciais--------------------------------------------43
4.5 Serviço de Convivência e fortalecimento de Vínculos-------------------------------44
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS----------------------------------------------------------------------46
REFERÊNCIAS----------------------------------------------------------------------------------------48
10

1 INTRODUÇÃO

O Centro de Referência de Assistência Social CRAS, tem papel


estratégico, por ser a porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social.
Essa situação deve desencadear mudanças fundamentais e contribuir de forma
efetiva, na coordenação e articulação das políticas sociais no âmbito de território de
sua abrangência.
Com base nesse capitulo introdutório, relatamos aqui que esta pesquisa
objetiva, compreender a atuação do assistente social no centro de referência da
assistência, considerado como instrumento de garantia e promoção dos direitos
inerentes aos menos favorecidos, e que destacamos especificamente, o
Conhecimento dos instrumentos e técnicas realizados pelo Assistente Social, além
de Identificar as atividades interdisciplinares, realizado pelo Assistente Social e por
fim caracterizar as ações realizadas dentro do CRAS e suas demandas a serem
atendidas.
No capitulo dois abordamos a história do serviço social no Brasil,
juntamente com os movimento e reconceituação desta profissão, para mais
discutimos sobre a pratica profissional do Assistente Social no CRAS, levando em
conta a formação do Assistente Social e as Políticas Nacionais e o Sistema de
Assistência Social, com isso, justificaremos nossas alegações acerca do tema
proposto, dissertando o aspecto metodológico, falando aqui do percurso feito por
toda essa caminhada que agora se aproxima de seu possível fim.
Pode-se afirmar que as conquistas da política nacional de assistência
social, juntamente com os profissionais e usuários, devem ter a mesma
conscientização da sociedade nesta luta, por isso, também é de fundamental
importância, como facilitador dessas políticas.
Portanto a Política Nacional desempenha papel central no território onde
se localiza, ao contribuir a principal estrutura física local, cujo espaço físico deve ser
compatível com famílias que vivem no seu território de abrangência. E conta com
uma equipe profissional de referência.
Atualmente o CRAS abrange algumas comunidades em área delimitada
com a equipe volante, em bairros circunvizinhos com a equipe pré determinada. Têm
como serviços ofertados o atendimento continuado de acompanhamento social as
famílias ou seus representantes. Realizando acolhidas para a recepção, escuta
11

qualificada, orientações e encaminhamentos, grupos de crianças, jovens e idosos no


que se refere ao serviço de convivência e fortalecimento de vínculo.
No CRAS a presença dos assistentes sociais é fundamental no Âmbito da
sua profissão é de grande relevância para a instituição, mas principalmente para a
vida dos usuários, pois através do exercício profissional esses buscam a garantia
dos direitos dos que dele necessitam.
A partir da Constituição de 1998 a assistência passou a ser direito do
cidadão e dever do estado, mas as políticas têm sido cada vez menores. A
assistência social historicamente é uma política que abrange um grande número de
assistentes sociais, esse crescimento foi a após a implantação da política nacional
da assistência social.
Desde a sua implantação em 2003, o número de CRAS financiados pelo
Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome, saltou de 1.007, instalados em 650 municípios, para 2.242 em 1.627
municípios, referenciando hoje, para atenção integral pela assistência social, cerca
de 9 milhões de famílias em todo o País.
Espera-se com esta pesquisa colaborar para o meio acadêmico de forma
a contribuir com o exercício profissional na contemporaneidade no que diz respeito à
execução das políticas de Assistência Social nos centros de Referência. Isso
contribui com uma análise crítica da realidade vivida hoje nos CRAS, a formação e
intervenção do Assistente Social nesse espaço e também que sirva como debate
sobre a política de Assistência Social, suas demandas e desafios enfrentados por
seus profissionais.
Nessa perspectiva, esta pesquisa possibilitará ampliar o estudo sobre a formação
profissional do Assistente Social na contemporaneidade, bem como os aspectos de
interdisciplinaridade no CRAS. Caracteriza-se essa Pesquisa utilizando-se uma
metodologia de natureza qualitativa, onde destacamos que o tipo de pesquisa é
bibliográfica, pois essa aborda as atribuições do Assistente Social com relação ao
Estado, onde se compreende a formação do profissional do Assistente Social na
contemporaneidade, bem como os aspectos de interdisciplinaridade no Centro de
Referência de Assistência Social – CRAS.
Com isso nessa metodologia cita-se Kisnerman (1978), pois esse.
descreve a complexidade de determinados problemas e possibilitam outros aspectos, como
compreender o processo no que diz respeito aos dados qualificativos, pois eles permitirão
12

captar as especialidades dos sujeitos que estão em situação de comprimento de medida


socioeducativa, mas, principalmente dos (as) profissionais que lidam com as condições
postas por estes sujeitos (KISNERMAN, 1978).
São esses textos que possibilitarão a sistematização das estratégias que
vêm sendo adaptados frente a essa realidade já que não há nos textos normativos
subsídios que sirvam de aparato da problemática citada nos serviços de proteção
social básico particularmente nos CRAS.
Nessa perspectiva, esta pesquisa possibilitará ampliar o estudo sobre a
formação do profissional Assistente Social na contemporaneidade, assim como os
aspectos de interdisciplinaridade no Centro de Referência de Assistência Social –
CRAS. Tal perspectiva comunga com o pensamento de Kisnerman (1978) sobre a
pesquisa qualitativa ao afirmar que:
“Os autores que seguem tal corrente não se preocupam em compreender e explicar a
dinâmica das relações sociais que, por sua vez são a experiência de Assistente Social, com
a comunidade e também como a compreensão das estruturas institucionais como resultado
da ação humana objetiva, ou seja, desse ponto de vista a linguagem.” (KISNERMAN 1978)
Tendo como foco compreender a formação do profissional Assistente
Social na contemporaneidade, bem como os aspectos da interdisciplinaridade no
CRAS, optamos por uma pesquisa do tipo qualitativa com abordagem descritiva e
bibliográfica.
O estudo possibilitou-nos uma maior aproximação com as tensões e
contradições que se colocam no fazer profissional no espaço do CRAS, no sentido
da consolidação da política de Assistência Social na perspectiva do direito. Tivemos
como instrumento, uma entrevista que foi efetuada de forma pessoal com perguntas
abertas, no local de trabalho do profissional de Assistência Social, além de encartes,
literatura referente ao tema e autores que abordam a temática aqui focada.
13

2 A HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL

A origem do serviço social está ligada à questão de, no século XX, na


Europa, com o surgimento do sistema capitalista e a Revolução Industrial, a classe
dominante era a burguesia que subordinava as demais pessoas; estas, eram
utilizadas como mão de obra, chamando essa classe de proletariado, reflexão essa
de Martinelli (993).
A burguesia tinha como objetivo manter-se no poder, apoiada pela igreja
católica. Assim resolveram criar um assistencialismo financeiro, alienando o
proletariado como forma de maior resultado e subordinação, com o apoio do Estado.
Surgiu, então, a estratégia de utilizar a filantropia para conseguir o
consenso das classes trabalhistas, visando desestruturar os movimentos dos
trabalhadores e inserir que o capitalismo era ideal, através dos filantropos que
tinham acesso à classe desfavorecida. A burguesia garantia, assim, a continuidade
ao capitalismo.
Em relação à influência da Igreja Católica sobre o Serviço Social, Lima
(1987, 33), destaca que, podem-se fazer algumas considerações:
“A primeira dessas considerações tem a ver com o vínculo criado entre a Igreja Católica e o
surgimento do Serviço Social, vínculo este baseado no interesse da igreja em recuperar sua
imagem de protetora dos mais pobres, dos mais humildes Lima (1987, 33).
O Serviço Social teve sua origem dentro da Igreja Católica na Europa. No
entanto, só surgiu no Brasil por volta de 1930 em respostas à evolução do
capitalismo, em uma década que iniciava o processo de industrialização de
importações num contexto de capitalismo dependente e agroexportador, é o que cita
Kisnerman (1978).
Em um período de cinco anos, o governo sofreu pressões da classe
trabalhadora. Reassumindo o governo de Vargas, em que sua principal visão era
pelo crescimento urbano, e a questão social decorria das tais pressões e dos
questionamentos da sociedade da época.
De acordo com Lima (1977):
O surgimento da primeira escola de Serviço Social no Brasil foi em 1936 em São Paulo, este
centro era vinculado à Igreja Católica, eram organizados cursos de qualificação para
organizações legais no catolicismo, adequando política e ideologicamente a classe operária.
Surge então o Serviço Social como departamento da Ação Social, e as questões abordadas
foram a intervenção no aparecimento da questão social, o surgimento do trabalho livre, a
troca do salário pelo trabalho para o sustento de si e de sua família e o surgimento de uma
regulação jurídica do mercado de trabalho através do Estado (LIMA 1977, 32).
14

Um dos resultados foi o pleno amadurecimento das condições


necessárias à superação das contradições entre rico e pobre, dominantes e
dominados. Com esses deslocamentos da questão social, a lei marcou a época, no
entanto, nos anos 80, o Serviço Social continuou a enfrentar lutas para quebrar o
paradigma dessas comparações sociais. A partir daí, só houve aumento na luta pela
defesa dos diretos humanos.
Dessa forma, o Serviço Social possui como propósito propiciar, a partir
das intervenções, uma possibilidade de vida mais justa para todos. Iamamoto (2003,
p.27) entende Serviço Social como:
Uma especialização do trabalho e a atuação do assistente social em uma manifestação de
seu trabalho, inscrito no âmbito da produção e reprodução da vida social. Esse rumo da
análise recusa visões unilaterais, que apreendem dimensões isoladas da realidade, sejam
elas de cunho economicista, politicista ou culturalista. A preocupação é afirmar a ótica da
totalidade na apreensão da dinâmica da vida social, identificando como o Serviço Social se
relaciona com as várias dimensões da vida social (Iamamoto 2003, p.27).
No conceito apresentado, percebe-se que é importante entender a
sociedade dentro das diversas linhas filosóficas para analisar o processo de
trabalho. Ao atuar como assistente social, devemos ficar atentos às variáveis que
interferem no desenvolvimento da sociedade, pois o sujeito está inserido tanto no
contexto econômico quanto no político e cultural.

2.1 O Serviço Social no Brasil


O Serviço Social no Brasil surgiu na década de 1930, por iniciativa da
Igreja Católica e concomitantemente à implantação das Leis Sociais, que na verdade
se tratavam das leis trabalhistas de Getúlio Vargas. O crescimento do contingente
de proletários com suas famílias, a insatisfação desses profissionais com a
excessiva jornada de trabalho e os baixos salários, obrigaram o Estado a promover
algumas concessões que, na verdade, tinham como pano de fundo o controle das
massas.
Dessa forma, foi implantado o trabalho dos agentes sociais para atuarem
no controle social dos que tinham a sua força de trabalho para vender. Assim:
A implantação do Serviço Social se dá no decorrer desse processo histórico. Não se
baseará, no entanto, em medidas coercitivas emanadas do Estado. Surge da iniciativa
particular de grupos e frações de classe, que se manifestam, principalmente, por intermédio
da Igreja Católica (IAMAMOTO apud CARVALHO, 2005, p 127)
A Igreja Católica recrutava os “agentes sociais’’ dentre os membros da
classe dominante, fornecendo-lhes uma formação cristã, com propósitos de atuação
baseados na caridade e na repressão.
15

Em 1932 foi inaugurado o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) de


São Paulo como primeira iniciativa de formação de “trabalhadores sociais”,
baseados no método de ensino da Escola Católica de Serviço Social de Bruxelas,
com orientação para a formação técnica da ação social e difusão da doutrina social
da igreja.
Em 1940 surge o Instituto de Serviço Social de São Paulo, outra escola
de Serviço Social, porém destinada a homens e com a oferta de bolsas gratuitas,
subsidiadas pelo Estado. Essa iniciativa partiu da necessidade de levar o trabalho
social para os presídios masculinos, bem como para as instituições de internação e
correção de menores.
Nos anos de 1960, durante o governo de JK (Juscelino Kubistchek)
surgiu, dentro da categoria, assistentes sociais envolvidos no trabalho em
comunidades que, influenciados pela militância católica de esquerda, começaram a
questionar o trabalho social meramente assistencialista e sem perspectiva de
mudança na realidade dos assistidos, conforme Aguiar apud Silva (2002, p.104/28):
Por outro lado, um reduzido setor da categoria profissional é influenciado pelo novo
posicionamento dos cristãos de esquerda, que colocam a conscientização e a politização
em função das mudanças estruturais. Essa nova postura permite que se registre, no período
1960-1964, uma prática desse reduzido grupo de assistentes sociais que parte de uma
análise crítica da sociedade, percebendo as contradições e a necessidade de mudanças
radicais Aguiar apud Silva (2002, p.104/28).
Partindo disso, o desejo de romper com o Serviço Social tradicional
contribuíram para a formação de discussão dentre os profissionais assistentes
sociais, os conservadores, que queriam manter a perspectiva tradicional e aqueles
modernizadores, um novo projeto com vistas à transformação social.
Em 1972, foi aprovada uma nova metodologia de ensino para a formação
de assistentes sociais, aferindo cientificidade ao curso com a introdução das
disciplinas: Planejamento, Administração, Estatística, Política Social, Economia e
Sociologia.
A nova influência provinda do espaço acadêmico, mais especificamente
das disciplinas das ciências sociais, no estudo da teoria marxista, foi aliada à
atuação junto às comunidades eclesiais de base, com a Teologia da Libertação e os
movimentos populares de esquerda. Com isso, fortaleceu-se, em 1979, o movimento
da categoria denominado Movimento de Reconceituação. Na verdade, se trata do
movimento que foi abafado pela ditadura militar e que agora volta num ambiente
democrático e com orientação teórico-científica.
16

O significado desse movimento teve sua marca no III Congresso


Brasileiro de Assistentes Sociais, ocorrido no mesmo ano, conhecido como o “ano
da virada”. A mesa da solenidade de abertura composta por autoridades
governamentais foi destituída e recomposta por representantes das organizações
populares, numa demonstração clara de ruptura com o conservadorismo e
reveladora dos novos parceiros do Serviço Social brasileiro.
Iniciou-se, então, uma ampla reforma no Serviço Social, desde a
formação acadêmica, com a introdução de novas disciplinas, até a recomposição
das direções das associações representativas da categoria de Assistentes Sociais.
Para Silva (2002, p.40) entende que:
O “ano da virada”, como ficou conhecido 1979, é marcado por um movimento de oposição à
direção conservadora do Conselho Regional de Assistentes Sociais de São Paulo, dando-se
a rearticulação da Associação Profissional de Assistentes Sociais, também de São Paulo,
com vitória da chapa de oposição, na busca do fortalecimento do movimento sindical no
interior da categoria (Silva 2002, p.40).
Assim, demonstra-se a ruptura do conservadorismo e transforma-se o
Serviço Social em uma profissão socialmente determinada na história da sociedade
brasileira. Nos anos 80, passou-se a debater sobre a Ética no Serviço Social,
buscou-se acabar com a ética do tradicionalismo e da neutralidade, tomando um
lado mais democrático. Em relação à formação profissional, no ano de 1982 houve a
revisão curricular que pretendia ir além do teórico-metodológico e ético e político,
buscava-se a união do técnico e do político. (LUKACS, 1988)
Em 1986, foi aprovado o Código de Ética Profissional, firmando um
compromisso com a classe trabalhadora. O Código trouxe também o poder da
denúncia profissional, inclusive por parte dos usuários. Já na década de 1990, o
Serviço Social sentiu os efeitos da política Neoliberal, da acumulação flexível no
mundo do trabalho e da compreensão dos direitos sociais. Os profissionais
passaram a atuar no terceiro setor onde a demanda de trabalho aumentou, como
resultado da minimização do Estado.
Nos anos 2000 cresceu a discussão em torno da eficiência das políticas
sociais e do agravo da questão social. Aumentou o número de cursos de graduação
e de graduação à distância, no sentindo de garantir uma ampliação da categoria do
Serviço Social nos mais diversos setores da sociedade.

2.2. Níveis de proteção: uma análise sobre a proteção social básica


17

Para compreendermos o desenvolvimento das políticas sociais no Brasil


ao longo dos anos e os níveis de proteção, é preciso fazer uma retrospectiva da
trajetória de implementação do sistema de proteção social. Pois só assim,
entenderemos o avanço do capitalismo industrial na década de 1930 que acarretou
uma intensificação da exploração da força de trabalho e agravamento significativo
nos níveis de desigualdade social, ocasionando um aprofundamento das expressões
da questão social, principalmente da pobreza.
Desta forma, como reflexo das lutas populares em prol da defesa e
efetivação de direitos civis e sociais, a Constituição Federal brasileira do ano de
1988 define e implementa a Seguridade Social, na qual, Assistência Social,
Previdência Social e Saúde constituem a tríade que passaria a sustentar esta
política no país.
A partir da Constituição Cidadã de 1988, a Assistência Social, é firmada
como política pública que deve atender a todos que dela necessitar, configurando-
se, desta forma, como direito de cidadão e dever do Estado. Tal direito é ratificado
pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) nº 8.742 de 1993 e, pelo Sistema
Único de Assistência Social (SUAS), 2005, que por meio de um sistema
descentralizado e participativo contribuem na criação de medidas que assistem e
defendem os cidadãos que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
Amparada nos estatutos legais, é instituída a Política Nacional de
Assistência Social (PNAS), 2004 que como política pública de direito social é
assegurada pela Constituição, sistematizada e aprovada a partir do SUAS, e
normatizada pela LOAS, a qual garante a universalidade dos direitos sociais e o
acesso aos serviços socioassistenciais, que serão a posteriori, melhor elucidados.
A maneira de explicação da lógica expositiva nessa pesquisa, consiste na
elucidação acerca dos aspectos históricos da Assistência Social no Brasil, onde
verificou-se que a partir da Constituição de 1988 que destacou os marcos legais que
norteiam tal Política; posteriormente é esboçado a respeito da divisão que paira
sobre a Assistência Social e finalizamos com uma reflexão acerca dos Níveis de
proteção social: Uma análise sobre a proteção social básica, que não reconhece
limites e possibilidades da efetivação dos direitos socioassistenciais, onde estes
serão destacados no próximo tópico.
2.3 As políticas sociais contemporâneas e as políticas ligadas a Assistência
Social
18

A reconfiguração das políticas sociais na contemporaneidade ataca os


princípios universais das políticas sociais tradicionais (guiadas pela lógica do
Welfare State), passando a selecionar grupos e segmentos em função de
características e/ou méritos, em detrimento da universalização dos direitos sociais.
Segundo Sposati (2011, p. 108), “este é o momento da conversação das políticas
sociais de direitos em políticas de combate à pobreza que se voltam para a redução
da miséria sem alcance dos direitos sociais”.
Essa nova geração das políticas sociais é regida pelo ideário de um
modelo de políticas sociais denominado Workfare State, em contraponto às políticas
sociais de cunho universal e incondicional. O termo Workfare — junção das palavras
inglesas work (trabalho) + welfare (bem-estar) — foi criado nos Estados Unidos em
1960 para designar o bem-estar em troca ou à custa de trabalho.
Para Peck (2003), o “método” e a “filosofia” intrínsecos à ideia do
Workfare State se caracterizam pela materialidade de políticas sociais ativadoras do
mérito competitivo e excludente (em contraposição ao direito universal), concebidas
para incutir nos seus destinatários o hábito do trabalho assalariado, da busca
resignada por empregos, além da submissão à disciplina dos rotineiros treinamentos
profissionais exigidos por um mercado de trabalho inconstante.
Essa regulação contemporânea das políticas sociais é partidária de uma
“racionalidade de retribuição expressa na obrigatoriedade de participação dos
cidadãos em medidas de ativação voltadas ao mercado de trabalho” (Moser, 2011,
p. 3), ou em medidas que condicionam benefícios sociais a determinados
comportamentos dos beneficiários.
O rebatimento desse modelo de política social no campo do Estado é
definido por Jessop (apud Pereira, 2014, p. 20) quando afirma:
“Está havendo uma contínua e crescente passagem de um tipo capitalista de Estado (social
de direito), para outro tipo capitalista de Estado (neoliberal/meritocrático/laborista), ou do
que vem sendo identificado como transição do Welfare State, de estilo keynesiano/fordista,
para o Workfare State, de estilo schumpeterianos /pós-fordista”. JESSOP (apud PEREIRA,
2014, p. 20)
Pontuamos que, diante a dimensão temporal da contemporaneidade das
políticas sociais, que a tendência focalizada e condicionada, embora desfocada das
políticas que as antecederam, de cunho universalista, encontram sua origem na
história em 1834, na Inglaterra, quando se institui as workhouses (casas de
trabalho), em detrimento dos benefícios incondicionais. Segundo Vanderborght e
Van Parijs (2006, p. 38) foi nesses espaços de workhouses, que se restabeleceram
19

as ações que eram marcadas com a indigência e punitivas para quem não se
adequasse ao trabalho.
Contudo aqui destacaremos que nessa pesquisa não analisaremos o PBF
desconectado de seu centro de execução, e sim os serviços socioassistenciais,
especialmente o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Proteção e
Atendimento Integral à Família (Paif).
Referenciaremos assim a assistência social enquanto política pública
constitucionalmente reconhecida pelo Estado brasileiro que implica e explicita
reconhecer sua expansão por todo o território nacional, principalmente a partir da
década de 1990 e nas primeiras do terceiro milênio, período em que se institui
através de diversos marcos regulatórios (SOUZA, 1982).
Segundo Lavinas (2012), a instituição da política pública de assistência
social expressa no Brasil o avanço da expansão e o reconhecimento dos direitos
sociais, visto que seus princípios universais representam a ampliação da proteção
social e da cidadania para todos, independentemente do vínculo empregatício e
contributivo.
A distinção da natureza dos princípios da política de assistência social e
das políticas sociais contemporâneas é importante quando buscamos analisar a
dimensão ética e político-ideológica do agir profissional no trato com os beneficiários
do PBF, em contraponto com os valores e princípios do Código de Ética, pois a
atuação exigida ao profissional na execução do PBF é divergente dos princípios da
política de assistência social e transgressora dos valores do Código de Ética dos
assistentes sociais, como demonstraremos a seguir (SPOSATI, 1989).
Portanto, registra-se um paradigma de princípios que coloca de um lado a
política de assistência social (influenciada pela lógica universal e incondicional) e o
Código de Ética do Serviço Social, e de outro lado a lógica dos atuais programas de
transferência de renda focalizados e condicionados, como é o caso do PBF.
Destaca-se a importância de ponderar sobre esse campo de tensão, pois,
do contrário, corre-se o risco de se associar diretamente assistência social à lógica
de acumulação capitalista intrínseca às políticas sociais contemporâneas,
pressuposto esse incorporado por parte da categoria profissional, “que rejeita
reconhecer a política de assistência social como campo do exercício profissional
digno” (Sposati, 2013, p. 662).
20

Embora uma parte da categoria profissional do Serviço Social não


legitima a política de assistência social, historicamente essa categoria profissional se
posiciona em sua defesa guiada pela compreensão universal de direitos e
reconhece o importante papel do trabalho de assistentes sociais na consolidação da
assistência social como direito de cidadania.
Para o Conselho Federal de Serviço Social, no documento intitulado
Parâmetros para atuação de assistentes sociais na política de assistência social
(CFESS, 2009),
o processo de instituição da assistência social como direito social e política de seguridade
social a transportou, da concepção de favor, da pulverização e dispersão, ao estatuto de
política pública e da ação focal e pontual à dimensão da universalização. (CFESS, 2009)
Portanto, o posicionamento da categoria profissional em defesa da
assistência social enquanto política de direito social revela que os valores e
princípios da assistência social não são díspares dos valores firmados pelo Código
de Ética do Serviço Social, que articulam “direitos amplos, universais e equânimes,
orientados pela perspectiva de superação das desigualdades sociais e pela
igualdade de condições, e não apenas pela instituição parca, insuficiente e abstrata
igualdade de oportunidades, que constitui a fonte do pensamento liberal”.
2.4 O Movimento de Reconceituação da Profissão
Ao pensarmos na formação profissional do Assistente Social precisa-se
aprender o cenário em que a profissão se efetiva. Por meio do processo de trabalho
do (a) Assistente social que abrangem o conhecimento e instrumentos técnicos
operativos. Na perspectiva do conhecimento, a dimensão técnico-metodológica é
fundamental para o exercício do trabalho do (a) Assistente social, pois contribui para
iluminar a leitura sobre a realidade e, assim, nortear a nova conjuntura da realidade
reafirma a necessidade de superação de pratica nos impulsionando a ter um olhar
instigante para o mundo contemporâneo. No que se referem aos conhecimentos
necessários as novas competências a partir da logica instituída pelo CRAS, são
apontados os documentos orientadores da politica. Portanto fica evidente, que o
trabalho vem sendo caracterizado numa perspectiva operativa de implementação da
política.
Nos encaminhamentos de diferentes situações e capacidade de analisar a
realidade social. (OLIVEIRA. 2003. P 43)
21

Com relação a dimensão ética e apontada como fundamental, porem as


questões apresentadas se dão numa perspectiva amplificada do sigilo e da relação
com demais profissionais da equipe.
“O assistente social é um profissional “neutro”, sua pratica se realizam no marco das
relações de poder e de forças sociais da sociedade capitalista-relações esses que são
contraditórias. É fundamental que o profissional tenha um posicionamento politico frente as
questões que aparecem na realidade social para que possa ter clareza de qual direção
social da sua pratica, isso implica em assumir valores ético-morais que sustentam a sua
pratica (GUERRA, 1993)”
Portanto, a perspectiva ética resume-se ao caráter normativo da ação e
não problematiza a dimensão política do trabalho do Assistente Social no contexto
das políticas públicas na perspectiva de efetivação de direitos.
É importante esclarecer que a família referenciada é a unidade de medida
de famílias que vivem em territórios vulneráveis e são elegíveis ao atendimento
ofertado no CRAS instalado nessas localidades (MDS), quando falamos de
referências nos referimos ao nível de menor complexidade para o de maior
complexidade, ou seja, do encaminhamento feito pelo CRAS a qualquer serviço
socioassistencial ou a outra política setorial no seu território de abrangência. (MDS,
Orientações Técnicas do CRAS, 2009) A assistência social passa a ser de finidade
como política social publica que encontra um lócus no campo dos direitos humanos
ao ser assumido como responsabilidade do Estado tanto na qualificação das ações
e dos serviços quanto na universalização dos acessos.
Considerada o direto do cidadão e dever do Estado constitui uma politica
de Seguridade social não contributiva ofertada através de um conjunto integrado de
ações de iniciativa pública e da sociedade para garantir o atendimento as
necessidades básicas (BRASIL 1993).

Segundo Galvão a Assistência Social vem como dos direitos sociais, constitui uma política
estratégica voltada para a oferta de um padrão básico de vida a determinados segmentos da
população. Visa a prevenção ou a superação diferente formas de exclusão e a garantia de
padrões de cidadania e qualidade de vida. (GALVÃO, 2003, p 2).

Sabe-se que o assistente social é um profissional que se organiza de


maneira mais sistemática mediante o procedimento técnico metodológico mais
elaborado que nos ajuda a resolver seus problemas de indivíduos, e é necessidade
dos seus usuários que possua por vulnerabilidades social nas realizações que venha
garantir esse direito, de uma vida digna na sociedade.
22

2.5 Conceitos da Profissão no Brasil


O Movimento de Reconceituação do Serviço Social, surgiu no interior da
profissão a partir de um esforço que buscava o desenvolvimento de propostas de
ação profissional, e, ao mesmo tempo, se configurava como um processo amplo de
questionamentos e reflexões críticas a respeito da profissão.
Para Silva (2002), a realidade brasileira no período de 1964 a 1985,
momento do Movimento da Reconceituação do Serviço Social, passava por um
processo bastante demarcado. O Movimento pode ser identificado em dois planos
ou níveis de reflexão. O primeiro focaliza um sentido estrito da Reconceituação, isto
é, pode ser caracterizado como um movimento específico, contextualizado num
momento histórico. Já no segundo plano percebe-se, o Movimento de
Reconceituação num sentido amplo, como sendo este um processo permanente de
construção de proposta profissionais em respostas às exigências do processo social.
Assim:

“A ruptura com a herança conservadora expressa-se como uma procura, uma luta por
alcançar novas bases de legitimidade da ação profissional do Assistente Social, que
reconhecendo as contradições sociais presentes nas condições do exercício profissional,
busca colocar-se, objetivamente, a serviço dos interesses dos usuários, isto é, dos setores
dominados da sociedade. Não se reduz a um movimento interno da profissão. Faz parte de
um movimento social mais geral, determinado pelo confronto e a relação de forças entre as
classes fundamentais da sociedade, o que não exclui a responsabilidade da categoria pelo
rumo dado às suas atividades e pela forma de conduzi-las”. (IAMAMOTO 1997, p 37)

Esse movimento de ruptura foi um núcleo que ganhou corpo e se


explicitou no âmbito de um movimento profissional que vinha caminhando de forma
articulada em dois sentidos. Um buscava ganhar a adesão profissional e reverter a
direção política da prática, e o outro tentava aprofundar a ligação profissional com as
classes populares operando concretamente a reversão. Sendo assim, Kisnerman
(1978) salienta que a intenção de ruptura com o Serviço Social tradicional começou
a ocorrer no seio universitário no início dos anos de 1970, tendo como seu polo
principal a Escola de Serviço Social da Universidade Católica de Minas Gerais,
responsável pela formação do Método Belo Horizonte – BH. É nesse espaço que a
perspectiva renovadora da profissão se destaca originalmente no Brasil.
Destaca-se como primeiro Movimento de Reconceituação do Serviço
Social no Brasil os encontros de Araxá (1967) e Teresópolis (1970), os quais
marcaram o esforço da categoria profissional em torno da sistematização teórico-
prática do Serviço Social, isto é, estes dois encontros significaram a consolidação da
23

proposta modernizadora para a profissão. Seguindo então para o Encontro de


Sumaré (1978), o qual tratou de evidenciar o caráter científico do Serviço Social.
Pode-se identificar segundo Pontes (1995, p. 18-19) que, vê-se que a
relação do Serviço Social com a corrente marxista estabeleceu uma relação entre o
profissional e a linha marxista centrada nos clássicos. O percurso do Serviço Social
no Brasil configurou-se numa intensa movimentação dos assistentes sociais.
A partir do Movimento de Reconceituação, o modelo positivista passa ser
questionado, dando início à procura de novos caminhos que pudessem superar o
modelo tradicional do Serviço Social, visando com isso a transformação social. No
entanto, tem-se procurado um modelo teórico – metodológico de intervenção que
contribua com a mobilização e organização e a ação da população, ou seja, está
buscando construir e reconstruir os conhecimentos já existentes, para definir novos
objetos para a sua intervenção.
Para Blanco et al (2003), a renovação do Serviço Social como desafio
existencial pressupõe uma interpretação da realidade, fundada cientificamente em
modelos operativos, em que não bastava sentir simpatia pelo processo de libertação
do povo, mas fazer parte de um processo, assumindo um estilo de vida individual e
grupal capaz de construir uma nova sociedade.
Dessa maneira, os profissionais de Serviço Social ingressam nos anos 90
sendo uma categoria que buscava através da pesquisa, fundamentar a profissão, e
isso fez com que o Serviço Social passasse a ser reconhecido entre os órgãos
gestores de conhecimento. As novas alternativas levantadas pelo Movimento de
Reconceituação no Serviço Social procuraram estabelecer para o exercício
profissional a reavaliação da dimensão política, bem como, a necessidade de
compreender o processo político da sociedade. Esse conhecimento poderia
contribuir para a qualidade e a construção de um aprofundamento no entendimento
da democratização da vida social.
3 A PRÁTICA PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NO CRAS
Atualmente, todas as profissões exigem pessoas mais capacitadas e
polivalentes. Mas, especificamente, no caso do profissional de Serviço Social, este
deve ter uma compreensão das políticas sociais e dos mecanismos para formulação
e execução do seu trabalho.
É possível perceber a atuação dos Assistentes Sociais no seu dia a dia de
trabalho, o profissional dessa área, deve ser capaz de repensar não só na realidade
24

social, mas também a profissão, tendo uma visão da totalidade que favoreça sua
intervenção, incluindo seu crescimento profissional, conforme relata Iamamoto
(1997, p. 122):

A prática profissional, tem caráter significativo nas políticas que surgem das próprias
relações de poder, presentes na sociedade, dessa forma, esse caráter deveria ter uma
intenção individual do profissional, ou seja, o seu compromisso se configura de forma que
sua atuação e estratégias são desenvolvidas para um conjunto da sociedade civil e por meio
das políticas públicas e privadas, consolidações institucionais nos quais atua como
Assistente Social. IAMAMOTO (1997, P. 122)
Esse profissional atua nas expressões da questão social, formula e
implementa propostas e estratégias de intervenção para seu enfrentamento, como a
capacidade de promover o exercício pleno da cidadania dos usuários do Serviço
Social, no conjunto das relações sociais e no mercado de trabalho.
O Serviço Social, como todo trabalho, tem como uma de suas funções,
apreender a chamada da prática profissional profundamente condicionada pelas
relações entre o Estado e a Sociedade Civil, ou seja, pelas relações entre as classes
na sociedade, rompendo com a criação do Serviço Social.
Por exemplo, aceita-se como senso comum, que a profissionalização do
Serviço Social, surge da tecnificação da filantropia. Inclusive é essa tônica do
discurso da maioria dos pioneiros da literatura especializada, mesmo na época do
movimento de reconceituação que sustenta que o Serviço Social se torne profissão
ao se atribuir uma base técnico-científica às atividades de ajuda é a filantropia, de
acordo com Iamamoto e Carvalho, (2005, 181): “Por essas condições é a cidadania
onde mais se desenvolveu a infraestrutura de serviços básicos, inclusive serviços
assistenciais, com forte participação do Estado”.
Para tal, o Assistente Social deve desenvolver como postura profissional
a capacidade crítica, (reflexiva para compreender a problemática e as pessoas com
as quais lida, exigindo a habilidade para a comunicação juntamente com expressão
oral e escrita, articulação política para proceder a encaminhamentos técnicos
operacionais, sensibilidade no trato com as pessoas, conhecimento teórico e
capacidade para mobilização e ainda organização.
É possível que sejam realizadas essas determinações, pois o profissional
deverá ter uma relação com disciplinas especializadas à exposição extraídas das
Ciências Humanas e Sociais. Assim, de acordo com a instrumentalidade, relaciona-
se a uma mediação para acionar através dos conhecimentos teóricos e
25

metodológicos. Para ter-se um significativo avanço na intervenção profissional da


prática do Assistente Social, citamos aqui Rocha, (2003, p. 31):
A benemerência, como um ato de solidariedade, foi se constituindo em práticas de denominações.
Um resgate do sistema inglês de lidar com a pobreza, a Poor LAW, ou os Asilamentos Franceses,
mostram claramente essa questão. O direito à assistência foi historicamente sendo substituído pelo
apelo a benevolência das almas pias e caridosas.

De acordo com Iamamoto (1997, 120), a única opção é estabelecer


estratégias profissionais e políticas para que se consiga garantir aos usuários os
direitos que dizem respeito às suas necessidades como sujeito de direito, a riqueza
socialmente produzida pela sociedade e ao pensar sobre a atuação do assistente
social no CRAS, há que se analisar a dimensão política desta prática, a qual não é
revelada de imediato e nem das faculdades emergentes desta ação.
Dessa forma, para que se consiga revelar este significado social da
pratica, segundo Iamamoto (1992, p. 120) há que se considerar o movimento das
classes sociais e ainda suas relações com o Estado e a sociedade, para que assim
possa desvelar “[...] os fios que articulam as estratégias políticas das classes,
desvendar sua necessidade, os seus efeitos na vida social, assim como seus limites
e suas possibilidades”.
A autora ressalta ainda que única opção é estabelecer estratégias
profissionais e políticas para que se consiga garantir aos usuários, direitos que
dizem respeito diretamente as suas necessidades, como sujeitos extirpados da
riqueza socialmente produzida.
[...] Assim sendo, a prática profissional tem caráter essencialmente político: surge das
próprias relações do poder presentes na sociedade. Esse caráter não deriva de uma
intenção do assistente social, não deriva exclusivamente da atuação individual do
profissional ou de seu compromisso. Ele se configura na medida em que sua atuação é
polarizada por estratégias de classes voltadas para o conjunto da sociedade, que se
corporificam através do Estado, de outros organismos da sociedade civil, e expressam nas
políticas sociais públicas e privadas e nos organismos institucionais nos quais trabalhamos
como Assistentes Sociais (IAMAMOTO, 1992, p.122)
As ações profissionais vão se constituindo a partir deste compromisso
político que como respostas as demandas estabelecidas na sociedade capitalista em
seus mais diferentes espaços sócio-ocupacional. Nesta investigação, as respostas
construídas pelos profissionais de serviço social, materializadas em sua dimensão
técnica-operativa.
Diante destes aspectos aqui apresentados será relatada a atuação de
intervenção do assistente social do no CRAS- Centro de Referência de Assistência
Social. A prática interventiva do assistente social no CRAS/PAIF tem suas ações
26

voltadas no Serviço de Atenção Integral a Família, como medida de proteção social


básica inserida no Sistema Único de Assistência Social- SUAS. (MDS, 2004).
O trabalho com as famílias, referenciadas no território de abrangência do CRAS, privilegia a
dimensão socioeducativa da política de Assistência Social na efetivação dos direitos
relativos às seguranças sociais afiançadas. Assim, as ações profissionais relacionadas aos
serviços prestados no CRAS devem provocar impactos na dimensão da subjetividade
política dos usuários, tendo como diretriz central a construção do protagonismo e da
autonomia na garantia dos direitos com superação das condições de vulnerabilidade social e
potencialidades de riscos (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL, 2006, p. 13).

Neste processo o assistente social desenvolve suas ações no Serviço de


Proteção e Atendimento Integral – PAIF e tem sua pratica pautadas nas ações de
caráter individual e coletivo que se configuram em diversas intervenções iniciando
com a acolhida, que ocorre como um processo inicial de escuta das necessidades e
demandas trazidas pelas famílias.
O profissional de Serviço Social realiza oficinas com famílias suscitando
reflexões sobre temas de interesse das mesmas, contribuindo para o alcance de
aquisições, em especial o fortalecimento dos laços comunitários, o acesso aos
direitos, o protagonismo, a participação social e a prevenção a riscos. Nas ações
comunitárias do CRAS constitui-se como objetivo a promoção da comunicação
comunitária, a mobilização social e o protagonismo da comunidade fortalecendo os
vínculos entre as diversas famílias do território, desenvolvendo a sociabilidade, o
sentimento de coletividade e organização comunitária.

3.1 – A formação da Prática do Assistente Social


A formação da prática do assistente é de cunho humanista, portanto
comprometida com valores que dignificam e respeitam as pessoas em suas
diferenças e potencialidades sem discriminação de qualquer natureza. Seu projeto
ético político e profissional está referendado em seu código de Ética profissional,
com compromisso com a liberdade e justiça e ainda a democracia.
Em razão disso, é importante compreender a ética além do debate legal,
buscar materializar uma ética mais ampla e levá-la para o âmbito da atividade
operativa, no campo sociopolítico – ocupacional. Deve-se, portanto, resignificar,
traduzir a questão da ética na realidade social encontrada no campo do trabalho,
abordá-la como uma mediação social, viva e dinâmica, tornando-a visível para
categoria e para sociedade.
27

Para tanto, os Assistentes Sociais, enquanto categoria profissional,


buscam compreender e apreender os conhecimentos acerca da ética e da moral, no
contexto social em que se inserem em nível mundial. Iamamoto (2005, p. 97)
destaca que:
Ao longo do tempo, inúmeros foram os caminhos trilhados pela assistência, assim como as
formas operacionais adotadas, porém um elemento se manteve sempre a ela vinculado,
constituindo um verdadeiro sinal indicativo de sua prática: a caridade para os pobres.
(IAMAMOTO 2005, p. 97
Diante da fala desse autor, o profissional de Assistente Social ao longo do
tempo, têm o dever de informar a seus usuários das formas operacionais adotadas
para prestarem bons serviços de qualidade para a população usuária de modo geral
para que as mesmas venham usufruir de forma adequada o serviço ao qual lhes é
de direito.

3.2 As políticas de Assistência Social e os Sistema de Assistência Social


Buscando entender a sociedade em sua totalidade o assistente social
tende a romper com o conceito do conhecimento “aparente” e a utilizar de um
conhecimento que vá além de sua utilização imediata, ou seja, esse profissional faz
uma crítica ao cotidiano e intervém de forma aprofundada e, observando as
questões intrínsecas, pensa alternativas para a resolução da demanda apresentada
e não em amenizar a mesma.
Logo em 2004 no governo de Luiz Inácio Lula da Silva através do
Ministério do Desenvolvimento Social e combate à fome MDS e ainda da Secretária
Nacional de Assistência Social foi regulamentada a Política Nacional de Assistência
Social – PNAS, a qual tem como objetivo implantar o Sistema Único de Assistência
Social - SUAS como no sistema de proteção social para os brasileiros que
necessitam de serviço.
O SUAS como um sistema de proteção social irá materializada LOAS, na
articulação dos serviços e programas, projetos e ações referindo-se os objetivos e
diretrizes destacados na LOAS, visando garantir os direitos inerentes a cidadania e a
inclusão social nesse sentido descentralizado e participativo, é que irá regular e
organizar a rede de atendimento socioassistencial do sistema financiado pelas três
esferas sendo que cada uma terá determinado competência técnico política. (CNAS,
2004).
28

Desta forma o SUAS define e organiza os elementos essenciais e


necessários para a execução da política de assistência social que venha a conhecer
a normalização dos padrões nos serviços de qualidade no atendimento dos
indicadores de avaliação e resultados dos serviço da rede socioassistencial e nos
eixos estruturantes conforme sistema de materialidade sócio familiar e
descentralização política administrativa territorial ,ou seja, novas bases se revelam
entre os estado e sociedade civil no financiamento do controle social: nesse sentido
o desafio entre a participação popular e cidadão usuário. A política de recursos
humanos é mais presente no movimento de avaliação. (CNAS, 2004, p. 23 – grifo do
autor).
É possível conhecer cada uma destas bases organizacionais conforme
está escrito na política nacional de Assistência Social de setembro de 2004, portanto
a matricialidade sócio familiar é afirmado no artigo 226 da CF/88 que garante que a
família é a base da sociedade e, por isso tem proteção do Estado. (CNAS, 2004),
tendo em vista que sua abordagem acontecerá no conjunto de todos os membros da
família. O conceito de família passa a ser entendido não mais no modelo de família
tradicional, mas sim como traz a política como sendo sujeitos que se encontram
unidos por laços de sangue efetivos ou solidários e por isso que o conceito de
família política e traz pretende romper com a visão de família conservadora.
Na descentralização político-administrativa e territorialização é
considerada pela diversidade apresentada pelas regiões e municípios no país, desta
forma inviabiliza-se a homogeneidade na definição de propriedades para esse
atendimento. Portanto precisamos conhecer a dinâmica de cada região que as
ações sejam direcionadas. (CNAS, 2004).Portanto adota-se, como forma de
diferenciação dos territórios e referências a ser definido no município de pequeno,
médio e grande porte utilizados pelo IBGE, em municípios de pequeno porte 1 são
aqueles com a população de aproximadamente 20 mil habitantes (5.000 famílias em
média; município de pequeno porte 2 são com população de 20.001 a 50 mil
habitantes ou de 5.000 a 10.000 famílias, (ambos apresentam-se em rede de
proteção social básico, é necessário atendimentos de médio porte. São aqueles com
atendimento de médio porte são aqueles com população entre 50.001 a 100.000
habitantes (10.000 a 25.000 famílias). No município de José de Freitas, apresenta
uma rede mais ampla de serviço, porém só oferecem serviços de maior
complexidade quando abrangem municípios vizinhos para atenderem as demandas
29

dos municípios de grandes portes e metrópoles São municípios com população


superior a 101.000 habitantes podendo chegar até a próxima idade 250.000 famílias
(no caso de metrópoles).
Desta forma, com o expressivo número de usuários de várias classes
social com uma característica diversas cidades que contam com a rede de proteção
social básica com o nível de proteção social de média e alta complexidade. (CNAS,
2004).
De acordo com novas bases a relação entre estado e sociedade prevê a
organização de redes de atendimento com capacidade de fundamentar,
primeiramente as razões que a história da política social no Brasil (...) é marcado
pela diversidade, e superação das ações das entidades além de dispor recursos
humanos materiais e financeiros (CNAS, 2004, p.31).
É importante dizer que a implementação dá LOAS, é levantado uma nova
relação entre o estado e a sociedade civil através da utilização dos conselhos, que
prevê, a LOAS deverão ser paritária o número de membros governamentais e não
governamentais, porém diversos razões que vão desde a dificuldade de acesso da
população (outro ponto a ser discutido) até a dificuldade de entendimento por parte
desta que perpassa por sua condição de exclusão social, política e econômica ainda
com relação à importância deste espaço de discussão e efetivação das políticas
sociais nos municípios. Portanto com relação ao financiamento tendo em vista o
sistema descentralizado e participativo, o financiamento proposto pelas três esferas
configura-se numa inovação o que possibilitou uma maior autonomia aos projetos e
programas e assim considera-se uma conquista para o espaço da Assistência
Social.
Os assistentes sociais nas últimas quatro décadas vêm procurando
compreender o significado da sua prática profissional no contexto em que está
inserido, permitindo-lhe uma visão da expansão de sua intervenção, resultando na
superação da imediaticidade e do aparente.
O que aborda-se nessa pesquisa é a dificuldade de associação da teoria
social marxista com a intervenção e de vislumbrar uma sociedade para além do
capital, com base nestas ideias, discute-se, então, as influências de três matrizes de
pensamento que se mostram como desafios para o projeto ético e político
profissional, sendo elas o neopositivo, o pensamento weberiano e o pragmatismo.
30

Por fim, discute-se sobre a relação teoria e prática e que as mesmas não
podem ser interpretadas de forma dicotômica. Ressaltando a importância desse
pensamento para o fortalecimento do projeto ético e político e para a atuação
profissional do assistente social.
No que se refere o controle social previsto pela LOAS, enfatiza os
instrumentos para efetivação, o que possibilitou uma maior participação da
sociedade nos conselhos de forma democrática onde os eventos possibilitem o
ingresso para os usuários nas discussões a firma. (CNAS, 2004).
Portanto fica evidente a política de Recursos Humanos para um debate
que inicialmente não foi sido colocado com grande ênfase por isso resultasse as
diversas e ocupação na área da Assistência como os monitores e ou educadores de
crianças e adolescentes os quais devem ser profissionais qualificados para
intervenção nessa área segundo o autor. (CNAS, 2004).
Nesse sentido foi no ano de 2005 que foi apresentada a Norma
Operacional Básica de Recursos Humanos – NOB/RH. Essa normativa traz
importantes elementos para com relação ao modelo de intervenção destes
profissionais, que irão atuar no devido espaço de trabalho.
Por meio da informação, o monitoramento e a avaliação e uma ferramenta
de grande importância na área da Assistência Social para que se possa efetivar
realmente a PNAS e com isso o SUAS. Portanto esses sistemas deverão ser
desenvolvidos em conjunto de três esferas governamentais, visando a promoção de
um desenvolvimento da política de Assistência Social no Brasil e de suas ações e
recursos, que venha viabilizar a qualificação da política. Afirma (CNAS, 2004).
De acordo com o autor, o SUAS traz um novo modelo de gestão da
politica social de Assistente Social, e, portanto, com a elaboração de um novo plano
Nacional de Assistência Social com a perspectiva atual do Sistema Único de
Assistência Social.
No que se refere a PNAS traz a colocação de questões contida da
sociedade brasileira com relação a responsabilidade do estado, para que de forma
se torne aparente – que serão por onde passarão suas ações para efetivação da
assistência social enquanto um direito de cidadania for o cargo do Estado. Deve ser
na implantação da PNAS, fica definido os papéis das três esferas federal, estaduais
e principais ou se nesse processo de descentralização pretende que se reconheça e
ainda se territoriais as ações, de diferentes estruturas de cada região do pais,
31

buscando assim uma melhor adequação do recursos orientados através do artigo 6º


da LOAS que remete-se a organização e gestão, propõe-se um sistema
descentralizado e com a participação da sociedade.
De acordo com o Art. 6ª ações na área de assistência social são
organizadas em sistema descentralizado e participativo, organizados pelas
entidades por lei de articulação por meio de esforços e recursos, ainda pelo um
conjunto de instância de liberativas de diversos setores na área do Brasil (Brasil,
2000, p.8).
Sabe-se que a Política Nacional vem como uma grande resposta no que
diz respeito a irresponsabilidade do estado em atender as demandas das classes
subalternas, em consequência da adoção de uma política neoliberal pelo pais a qual
tem reflexos a precarização do trabalho, com o aumento da vulnerabilidade da
população para amenização de garantias atendidas na lei, mas que sofrem
constantes retaliações. (CNAS, 2004).
As ações da PNAS, conforme sua política acontecerá de forma
associativa as políticas setoriais visando à diferenciação das desigualdades sócias e
social setoriais, para que possa ter seu enfrentamento como forma de garantir os
mínimos direitos sociais que venha responder as contingencias sociais e a
universalização dos seus objetivos.
Assim por meio de prever esses serviços, programas, projetos e
benefícios de proteção social básica e ou, especial para famílias indivíduos e grupos
que necessitar contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários e um grupo
específicos para o acesso aos bens e serviços sócios assistenciais básicos e
especiais na área urbana e rural, assegurar que as ações no âmbito da assistência
social tenha atendimento de qualidade para as famílias e que garanta esse direito a
convivência familiar e comunitário afirma o autor (CNAS, 2004, p.18).
Por meio desse processo temos como base estes objetivos a PNAS, tem
como público usuário cidadãos e grupos que estão em situação de risco e
vulnerabilidade social. Sabe-se que as famílias e indivíduos com perda ou fragilidade
de vínculos social e sociabilidade, ciclos de vida identidades estigmatizar em termos
étnico cultural e sexual, pessoal a deficiência de exclusão pela pobreza no acesso
ás demais políticas públicas e é necessário que os usuários que possam por
vulnerabilidade social no núcleo familiar sejam inseridos no mercado de trabalho
32

formal que podem ter dignidade própria e pessoal para um melhor convívio social,
(CNAS, 200 p.18, 19, 20).
Portanto nele há a intervenção com famílias e indivíduos em seu meio
comunitário. Essa atuação tem como objetivo orientar a convivência familiar e
comunitária com o desenvolvimento de programa de Atenção Integral ás Famílias –
PAIF, onde supera totalmente a união de famílias construídas por pais e filhos, ou
seja na definição do PNAS apresentada antes do PAIF, essa equipe do CRAS deve
prestar atendimento dá orientação, viabilizando a garantir os direitos dos usuários
enquanto cidadãos além de criar um mapeamento e organização dos indivíduos e
suas familiar aos serviços ofertados.
De acordo com serviços de proteção básica são aqueles desenvolvidos
pelo CRAS, com o objetivo de fortalecer as famílias visando o fortalecimento de
vínculos internos e externos na universidade dos acessos.
Ao pensamos em programa de atenção integral ás famílias: São Projetos
de geração de trabalho e renda, os centros de convivência para idosos; são
ofertados também para criança de 0 a 6 anos que visem ter fortalecimento dos
vínculos familiares, ou seja, que venha ter o direito de brincar estuda e ao lazer são
esses os direitos das crianças serviços sócio educativos para adolescentes na faixa
etária de 6 a 14 anos visando sua proteção e fortalecimento dos vínculos familiares
e comunitários; esses centros são voltados para jovens e adultos (CNAS, 2004,
p.20).
Sabe-se que a implantação dos CRAS nos municípios podem ser um fácil
acesso da população aos serviços de proteção social básica, além de articula as
redes que possibilitará descobrir as necessidades de cada local para que as
políticas públicas sejam bem desenvolvidas.

3.3 O Assistente Social em sua Pratica de Serviço no CRAS


Neste item aborda-se especificamente sobre a prática profissional do
assistente social nos Centros de Referência do Assistência Social no CRAS.
É possível perceber a atuação dos assistentes sociais no seu dia-a-dia de
trabalho a que se analisa a dimensão política e prática na qual não é revelada as
dificuldades emergentes destas ações, portanto, para que consigamos revelar de
imediato este significado social na prática.
33

Afirma Iamamoto (1992) que: desta forma considerando que o movimento


das classes sociais e ainda suas relações com o estado e a sociedade, para assim
se poder articular as estratégias políticas das classes, e conduzir suas necessidades
os seus efeitos na vida social tendo em vista seus limites e suas possibilidades
assim diz autora.( Iamamoto1902pág. 120).
Compreende-se que, a parte da prática profissional é na realidade para
que consigamos de fato entender a seção deste profissionais afirma
Iamamoto(1992) devemos inseri-la no referido conflito das relações entre as duas
classes sociais (classe trabalhadora e uma classe capitalista), tendo em vista que
ainda pode ser incluída no aparato dos mecanismos do poder econômico, político e
cultural, mantendo as particularidades do serviço social enquanto uma profissão seja
inserida na divisão social por isso é uma profissão inserida na divisão social e
técnica operativa do trabalho.
Assim pode-se dizer que o serviço social surge de um conflito antagônico,
ou seja, processo que suas intervenções possuem um caráter social de um
compromisso com a classe trabalhadora e seus usuários que desta forma venha ser
exposto as condições objetivas do trabalho da sociedade capitalista, onde a
alienação dessa forma a atuação dos assistentes sociais é polarizada por interesses
de classes contraditórias, ou seja, estão presentes no modelo de organização da
sociedade e que não podemos eliminar esta condição de luta de interesse na nossa
prática profissional.
De acordo com Iamamoto 1992: “ela diz que a única opção é estabelecer
estratégias profissionais e políticas para que consigamos garantir aos usuários os
direitos que dizem respeito”, ou seja, suas necessidades como sujeito de direito da
riqueza socialmente produzida pela sociedade capitalista.

Portanto a prática profissional tem caráter significativo na política que surgem das próprias relações
do Poder presente na sociedade dessa forma esse caráter deveria ter uma intenção do assistente
social e não uma atuação individual do Profissional, ou seja, o seu compromisso se configura de
forma que sua atuação e estratégias são desenvolvidas para um conjunto da sociedade civil e por
meio das políticas públicas e privadas e nas consolidações institucionais Nos quais atua como
assistente social afirma (Yamamoto, 1992 pág.122).

Desta forma, é esse compromisso político que as ações profissionais vão


se constituindo como respostas às demandas estabelecidas na sociedade capitalista
em seus diferentes espaços sócios ocupacionais.
34

Dessa forma a investigação são as respostas construídas pelos


profissionais de Serviço Social impulsionando a ter dimensão técnica operativa.
De acordo com a autora essa dimensão instrumental da atuação
profissional não podendo assim ser reduzida somente pelos modelos de atuação
que serão reduzidos por procedimentos técnicos operativos mais que estejam
ligados com as dimensões teóricos - metodológicas e éticas - política. Assim as
dimensões técnico-operativo de acordo com a Guerra (1993, pág. 09).
Para tanto é possível que seja realizado essas determinações, o
profissional deverá ter uma relação com disciplinas especializadas à exposição
extraídas das ciências humanas e sociais assim, de acordo com a autora, a
instrumentalidade significa uma mediação para acionar a qual através dos
conhecimentos teóricos e metodológicos teremos uma intervenção significativa nos
avanços da intervenção profissional nas singularidades do cotidiano do assistente
social.
Segundo Guerra (1993), que diz quando reconhecemos que a
instrumentalidade é um campo de medicação para o profissional e que este campo é
formado pelas dimensões teórico-metodológico, ético e político e operativo e
entendemos que estas se transformem em respostas profissionais.
Assim podemos dar uma melhor visualização do objeto de estudo bem
como do caminho percorrido pela autora, ou seja, com isso a Política Nacional de
Assistência Social, com documento referente o governo de Luiz Inácio da Silva uma
vez já apontado suas proposições na Conferência Nacional de Assistência Social em
2003 e foi deliberado pelo Conselho Nacional de Assistência Social em 2004, onde
estabelece a criação dos Centros de referência da Assistência Social - CRAS.
Como medida de proteção social básica no Sistema Único de Assistência
Social – SUAS. A partir de então faremos uma apresentação de onde se situa o
lócus da nossa pesquisa dentro da compreensão do município que já é considerado
a grande parte tratado pelo PNAS. Essa exposição terá como objetivo maior
aproximação com a região e consequentemente a possibilidade de uma
característica de aspectos relevantes para o trabalho de conclusão do curso.
Portanto a proteção social especial divide-se em média e alta
complexidade, ou seja, são ofertadas pelo centro de referência da Assistência social
– CREAS, e são destinadas a pessoas com os vínculos familiares, rompido em
decorrência de abandono familiar, violência, abuso sexual ou de maus tratos físicos
35

ou psicológicos, acrescenta-se ainda situações psicológicos, acrescenta-se ainda


situações de rua ou no trabalho infantil entre outros de acordo com (CNAS, 2004)
esses atendimentos requer um acompanhamento individualizado.
Pensa-se então que, nos serviços de orientação as famílias, que vivem
em situação de rua tendo em vista que o plantão social: abordagem de cuidado do
Domicilio, ou seja, serviço de habilitação e reabilitação na comunidade das pessoas
com deficiência, física ou mental temos que ter medidas socioeducativas para
prevenir esses indivíduos. (CNAS, 2004, p.22).
De acordo com os programas desenvolvidos pela Proteção Social
Especial de Alta Complexibilidade, ou seja, deverão garantir proteção integral como
moradia, alimentação entre outros.

Tendo como destaque o Atendimento Integral Institucional: Casa da republica: casa de passagem,
Albergue; Família Substituída; Família Acolhedora. Medidas Sócio educativas restritivas e proativas
de liberdade (Semiliberdade internação provisória e sentenciada). Trabalho protegido, (CNAS, 2004,
p.23).

Considerando que muitas cidades, ainda não se organizaram de maneira


que possa ser de grande parte pela política nacional da assistência social.
36

4 A POLÍTICA NACIONAL E O SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL


O acompanhamento familiar no âmbito do (SUAS), é definido no protocolo
de gestão integrada de serviços, benefícios e transferências de renda no âmbito do
Sistema Único de Assistência Social – SUAS como o conjunto de intervenções
desenvolvidas em serviços continuados, com objetivos estabelecidos, que
possibilitam à família acesso a um espaço onde possa refletir sobre sua realidade,
construir novos projetos de vida e transformar suas relações – sejam eles familiares
ou comunitários.
De acordo com o art. 6º, ações na área de assistência social são
organizadas em sistemas descentralizados e participativos, organizados pelas
entidades por lei de articulação e ainda por meio de esforços e recursos e também
pelo conjunto de instâncias deliberativas de diversos setores na área. (BRASIL,
2009, p. 8)
Percebe-se que o acompanhamento familiar requer o estabelecimento de
vínculos e compromissos entre as famílias usuárias e o serviço, bem como a
construção do processo de planejamento e avaliação conjunta do percurso a ser
trilhado nas situações de vulnerabilidade vivenciada.
Dessa forma o SUAS, define e organiza os elementos essenciais e
necessários para a execução da política de Assistência Social. Para isso, é
necessário que venha acontecer a normalização dos padrões nos serviços de
qualidade no atendimento dos indicadores de avaliação. Além dos resultados dos
serviços das redes sociais assistencial e nos eixos estruturantes, conforme
materialidade sócio familiar e a descentralização política administrativa, territorial.
Isto é, novas bases se revelam entre o estado e a sociedade civil no financiamento
do controle social. Dessa forma, Iamamoto (2003, p. 12) relata que:
“A reconceituação assentou as bases para a requalificação profissional, rechaçando a subalternidade
expressa e até então vigente aceitação da divisão consagrada de trabalho entre cientistas sociais (os
teóricos) e assistentes sociais (os profissionais da prática)”.

Nesse sentido, é relevante compreender a formação profissional do


Assistente Social no que diz respeito à requalificação dos indicadores e avaliação do
SUAS nos eixos estruturantes, conforme o sistema de descentralização da Política
territorial do Sistema SUAS.

4.1 As Influências de outras Concepções Teóricas para o Serviço Social


37

As concepções que ameaçam a hegemonia do pensamento marxiano na


profissão, essa breve apresentação supracitada ao Serviço Social demonstra como
os profissionais vêm se articulando nas últimas décadas, com a hegemonia do
pensamento marxiano como norte para as intervenções profissionais, expresso
claramente no Código de Ética de 1993 (atualmente em vigor) e nas Diretrizes
Curriculares para a formação profissional.
Mesmo obtendo um caráter hegemônico, o fato de se adotar a teoria
marxista como método de interpretação da realidade, não isentou os profissionais de
lidarem com influências e, até mesmo, "confusão" com outras teorias.
Comecemos por identificar, em primeiro momento, a influência do
neopositivismo, sendo uma teoria dos signos, ou símbolos, que adota o método
experimental e tem o caráter de "verdade" baseado nas consequências, na
necessidade.
Lukács (1988) ressalta a existência de teorias que cada vez mais estão
dadas a manipulação do capital, não importando a veracidade, mas a utilidade para
o capital. Entendendo que o neopositivismo retoma elementos do positivismo e traz
consigo novas características, surgindo com objetivo de encortinar o conflito entre as
classes.
Mas porque Lukács afirma essa propriedade do neopositivismo? Ora o
positivismo nada mais é do que a expressão ideal do Ser Social Burguês baseada
na linguagem matemática/signos (Semiótica), a quantificação da vida social.
É possível notar o Empirismo lógico, ou fisicalismo presente nesse
pensamento, em que a verificação das coisas está em seu conceito, questionando-
se a metafísica, não reconhecendo nada além da física. O neopositivismo traz
consigo a compreensão das diferentes teorias através do Nomotético (do particular
para o universal) e Idiográfico (singular).
Em segundo momento, analisa-se a influência de Webervii, ou como
denomina Guerra (1993) "marxismo weberiano", enfatizando que a história busca
investigar os sujeitos singulares, sendo a Sociologia interessada em conhecer as
ações do sujeito naquele contexto, ações orientadas para um fim ou ações causais.
Então não é o objeto que se mostra ao sujeito, mas o sujeito sempre incide sobre o
objeto, o constrói a partir de sua subjetividade, ou seja, quem determina a ação é o
sujeito e não há neutralidade sobre o objeto, mas o resultado tem que ser
universalizado para todas as sociedades.
38

Em terceiro momento, a influência para o Serviço Social, que vem


contribuindo para um distanciamento entre o pensar e o fazer, é o Pragmatismo.
Haja vista que na visão pragmática a sociedade é quantificável em toda sua
extensão. O Pragmatismo é um novo modo para resolver velhos problemas, sendo
um novo nome para velhas formas de pensar, passando pelas teorias e mantendo
contato com "todas". Na verdade, o que se pode constatar é que experiência,
aparência e fenômeno estão postos na realidade, mas o fenômeno é ele mesmo,
não concebendo que há uma essência para a manifestação de tal.
É através da experiência que se tem ideias e somente através da prática
elas se fazem valer, o resultado da vida se dá no plano prático-social (utilitário e
acrítico). Tendo o Pragmatismo um núcleo categorial agnósticos que, de acordo com
Pogrebinschi (2005), é baseado em três eixos.
O primeiro eixo é o antifuncionalismo que expressa não existirem
verdades universais (objetivas), são sempre relativas e não se preocupa com a
origem, ou seja, tem aversão aos fundamentos.
O segundo eixo é o consequencialismo que atribui o caráter de verdade
às consequências, não ao sujeito ou ao objeto. Demonstrando, com isso, a aferição,
constatação e influência da prática, principalmente nos sujeitos, modificando
comportamentos e adaptando novas experiências. A Teoria da Ação se sobrepõe a
qualquer outra teoria já existente, pois objetiva a formulação de um guia para as
ações.
O terceiro eixo é o contextualismo que requisita da Educação (enquanto
instituição) a adaptação do sujeito à cultura/postura da ação, reforçando o ponto de
vista do senso comum, com um tipo determinado de teoria/prática. O sujeito é
estabelecido conforme a sociedade se cria o hábito, normas e valores aplicados na
educação pragmática. A educação para adaptar o indivíduo ao meio, como
resolução de problemas.
O pragmatismo está presente em todos os espaços socio ocupacionais na
ordem burguesa, em tudo que é desejável para a manutenção da ordem burguesa e
o Serviço Social não é diferente. Em que o útil é visto como sinônimo do verdadeiro,
evidenciando a eficiência e a eficácia, pois as respostas pragmáticas são
fragmentadas e pontuais.
A prática no marxismo é uma ação transformadora que modifica a
natureza e o sujeitos, deixando um legado para as próximas gerações
39

diferentemente do que é dado pelo pragmatismo, não compactuando com a


concepção de que o conhecimento é útil na medida em que dá respostas úteis para
a prática.
Segundo Guerra (1993) há uma invasão do pragmatismo no marxismo, ou
seja, um reforço da concepção que o pragmático é o ideal do imediatismo burguês.
Observa-se, com isso, um pragmatismo prático profissional justificado pelas
condições de inserção na divisão sociotécnica do trabalho, aonde ele irá se
materializar.
O cotidiano é o espaço do pragmatismo, onde ele se ajusta e para a
consciência comum o prático é o que tem valor, porque nessa perspectiva o prático
que é produtivo, é o que dá resultado, não ultrapassando o campo da
imediaticidade.
Diante do exposto podemos observa a materialização de uma Teoria do Resultado,
que fez com que o Serviço Social negasse, durante muito tempo, os fundamentos, o
que não quer dizer que isso não se materialize hoje, principalmente quando afirma-
se que existe o campo da prática isolado do campo da academia.

4.2 Tipificação dos Serviços Socio Assistenciais


Ao tempo em que se comemora os 25 anos do texto constitucional que
demarca e inaugura os direitos sociais, materializados na chamada Constituição
Cidadã, comemora-se os 20 anos de promulgação da Lei Orgânica da Assistência
Social (LOAS) e sua expressiva alteração em 2011 pela Lei 12.435, que incorpora
os avanços significativos advindos da implantação do Sistema Único da Assistência
Social (SUAS) no país.
É também tempo de celebrar os 8 anos de implantação do SUAS, erigido
em consonância às diretrizes e princípios da Politica Nacional de Assistência Social
(PNAS/2004), da Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-SUAS/2012), que
alterou o texto de 2005 e da Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do
SUAS (NOB-RH/2006).
Neste cenário de conquistas, evidenciamos a aprovação pelo Conselho
Nacional de Assistência Social (CNAS), por meio da Resolução nº 109, de 11 de
novembro de 2009, da Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.
Para LUKACS (1988, pag. 91):
Essa normativa possibilitou a padronização em todo território nacional dos serviços de
proteção social básica e especial, estabelecendo seus conteúdos essenciais, público a ser
40

atendido, propósito de cada um deles e os resultados esperados para a garantia dos direitos
socioassistenciais. Além das provisões, aquisições, condições e formas de acesso,
unidades de referência para a sua realização, período de funcionamento, abrangência, a
articulação em rede, o impacto esperado e suas regulamentações específicas e gerais
LUKACS (1988, pag. 91).
A aprovação da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais
representou um momento importante de conquista para a assistência social
brasileira alcançando um novo patamar, estabelecendo tipologias que, sem dúvidas,
corroboram para ressignificar a oferta e a garantia do direito socioassistencial.

4.3 Serviço de proteção e atendimento integral à família – PAIF


O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF consiste
no trabalho social com famílias, de caráter continuado, com a finalidade de fortalecer
a função protetiva das famílias, prevenir a ruptura dos seus vínculos, promover seu
acesso e usufruto de direitos e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida.
Prevê o desenvolvimento de potencialidades e aquisições das famílias e o
fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, por meio de ações de caráter
preventivo, protetivo e proativo.
O trabalho social do PAIF deve utilizar também de ações nas áreas
culturais para o cumprimento de seus objetivos, de modo a ampliar universo
informacional e proporcionar novas vivências às famílias usuárias do serviço. As
ações do PAIF não devem possuir caráter terapêutico.
É serviço baseado no respeito à heterogeneidade dos arranjos familiares,
aos valores, crenças e identidades das famílias. Fundamenta-se no fortalecimento
da cultura do diálogo, no combate a todas as formas de violência, de preconceito, de
discriminação e de estigmatização nas relações familiares.
Realiza ações com famílias que possuem pessoas que precisam de
cuidado, com foco na troca de informações sobre questões relativas à primeira
infância, a adolescência, à juventude, o envelhecimento e deficiências a fim de
promover espaços para troca de experiências, expressão de dificuldades e
reconhecimento de possibilidades. Tem por princípios norteadores a universalidade
e gratuidade de atendimento, cabendo exclusivamente à esfera estatal sua
implementação.
Serviço ofertado necessariamente no Centro de Referência de
Assistência Social (CRAS).
Conforme relata Fleury (1996, pag. 108):
41

O atendimento às famílias residentes em territórios de baixa densidade demográfica, com


espalhamento ou dispersão populacional (áreas rurais, comunidades indígenas,
quilombolas, calhas de rios, assentamentos, dentre outros) pode ser realizado por meio do
estabelecimento de equipes volantes ou mediante a implantação de unidades de CRAS
itinerantes FLEURY (1996, pag. 108).
Todos os serviços da proteção social básica, desenvolvidos no território
de abrangência do CRAS, em especial os Serviços de Convivência e Fortalecimento
de Vínculos, bem como o Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para
Pessoas com Deficiência e Idosas, devem ser a ele referenciados e manter
articulação com o PAIF. É a partir do trabalho com famílias no serviço PAIF que se
organizam os serviços referenciados ao CRAS.
O referenciamento dos serviços socioassistenciais da proteção social
básica ao CRAS possibilita a organização e hierarquização da rede socioassistencial
no território, cumprindo a diretriz de descentralização da política de assistência
social. A articulação dos serviços socioassistenciais do território com o PAIF garante
o desenvolvimento do trabalho social com as famílias dos usuários desses serviços,
permitindo identificar suas necessidades e potencialidades dentro da perspectiva
familiar, rompendo com o atendimento segmentado e descontextualizado das
situações de vulnerabilidade social vivenciadas.
O trabalho social com famílias, assim, apreende as origens, significados
atribuídos e as possibilidades de enfrentamento das situações de vulnerabilidade
vivenciadas por toda a família, contribuindo para sua proteção de forma integral,
materializando a matricialidade sociofamiliar no âmbito do SUAS.
Condições e Formas de Acesso: Famílias territorialmente referenciadas
aos CRAS, em especial: famílias em processo de reconstrução de autonomia;
famílias em processo de reconstrução de vínculos; famílias com crianças,
adolescentes, jovens e idosos inseridos em serviços socioassistenciais,
territorialmente referenciadas ao CRAS; famílias com beneficiários do Benefício de
Prestação Continuada; famílias inseridas em programas de transferência de renda.
Por procura espontânea; Por busca ativa; Por encaminhamento da rede
socioassistencial; Por encaminhamento das demais políticas públicas.
É um Serviço que organiza o acolhimento de crianças e adolescentes,
afastados da família por medida de proteção, em residência de famílias acolhedoras
cadastradas. É previsto até que seja possível o retorno à família de origem ou, na
sua impossibilidade, o encaminhamento para adoção. O serviço é o responsável por
42

selecionar, capacitar, cadastrar e acompanhar as famílias acolhedoras, bem como


realizar o acompanhamento da criança e/ou adolescente acolhido e sua família de
origem.
Para Draibe (1993, pag. 56):
O Serviço deverá ser organizado segundo os princípios, diretrizes e orientações do Estatuto
da Criança e do Adolescente e do documento , pois as orientações técnicas quanto aos
Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, sobretudo no que se refere à
preservação e à reconstrução do vínculo com a família de origem, assim como à
manutenção de crianças e adolescentes com vínculos de parentesco (irmãos, primos, etc.)
numa mesma família DRAIBE (1993, pag. 56).
O atendimento também deve envolver o acompanhamento às famílias de
origem, com vistas à reintegração familiar e este serviço é particularmente adequado
ao atendimento de crianças e adolescentes cuja avaliação da equipe técnica indique
possibilidade de retorno à família de origem, nuclear ou estendida as crianças e
adolescentes, inclusive aqueles com deficiência, aos quais foi aplicada medida de
proteção, por motivo de abandono ou violação de direitos, cujas famílias ou
responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função
de cuidado e proteção.
Promover o acolhimento familiar de crianças e adolescentes afastadas
temporariamente de sua família de origem; Acolher e dispensar cuidados
individualizados em ambiente familiar; Preservar vínculos com a família de origem,
salvo determinação judicial em contrário; Possibilitar a convivência comunitária e o
acesso à rede de políticas públicas; Apoiar o retorno da criança e do adolescente à
família de origem.
Provisões quanto ao ambiente físico: Relativo à gestão do serviço:
espaços físicos condizentes com as atividades da equipe técnica; Relativo à
residência da família acolhedora: espaço residencial com condições de
habitabilidade. Veículo, material permanente e de consumo apropriado para o
desenvolvimento do serviço.
De acordo com MARTINELLI (1994, pag. 57):
O documento com suas orientações técnicas, acerca dos serviços de acolhimento para
crianças e adolescentes, no tocante ao Trabalho essencial do Assistente Social, destaca
que cabe a esse a, seleção, preparação, cadastramento e acompanhamento das famílias
acolhedoras; orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais; construção do
plano individual e familiar de atendimento; orientação socio familiar; informação,
comunicação e defesa de direitos; apoio à família na sua função protetiva; providência de
documentação pessoal da criança/adolescente e família de origem; articulação da rede de
serviços socioassistenciais; articulação com os serviços de políticas públicas setoriais e de
defesa de direitos; mobilização, identificação da família extensa ou ampliada; mobilização e
43

fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio; articulação interinstitucional com


demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos (MARTINELLI 1994, pag. 57).
O que tem a ganhar os usuários: Segurança de Acolhida, ser acolhido de
forma singularizada. ter reparadas vivências de separação, rupturas e violação de
direitos; Ter sua identidade, integridade e história de vida preservadas; Ter acesso a
ambiente acolhedor e saudável; Ter acesso a espaço com padrões de qualidade
quanto a: higiene, habitabilidade, salubridade, segurança e conforto para cuidados
pessoais, repouso e alimentação adequada; Ter acesso a ambiente e condições
favoráveis ao processo de desenvolvimento da criança e do adolescente. Segurança
de convívio ou vivência familiar, comunitária e social: Ter assegurado o convívio
familiar, comunitário e social; ter acesso a serviços de políticas públicas setoriais,
conforme necessidades.
No âmbito da Segurança diz SOUZA (1982, pag. 72), que:
De desenvolvimento de autonomia individual, familiar e social, é necessário ter vivência de
ações pautadas pelo respeito a si próprio e aos outros, fundamentadas em princípios éticos
de justiça e cidadania, pois assim obtém documentação civil, construída em projetos de
vida e ainda podendo alcançar autonomia para que assim possa ter os vínculos familiares
estabelecidos e/ou preservados, na impossibilidade, para ser integrado em família substituta
e ser informado sobre direitos e responsabilidades, manifestando suas opiniões e
necessidades, ampliando a capacidade protetiva de sua família e a superação de suas
dificuldades, para assim ser preparado para o desligamento do serviço SOUZA (1982, pag.
72).
Quanto as condições e formas de acesso, as crianças e adolescentes
residentes no município onde se localizam a residência das famílias acolhedoras se
faz necessária a execução dessa política em suma.
4.4 Organização e gestão local dos serviços socioassistenciais Implantação
dos equipamentos e dos serviços socioassitenciais
Dentro de uma análise das condições favoráveis e dos recursos
disponíveis para a implantação dos equipamentos e dos serviços socioassistenciais,
com indicação de alternativas de superação das vulnerabilidades e dos riscos, pois,
com uma elaboração do Plano de Ação a ser desencadeado junto ao equipamento,
especificando as ações, os objetivos, as estratégias, os responsáveis, os prazos e
os recursos;
Conforme SPOSATI e FALCÃO (1990, pag. 138):
A análise da capacidade de atendimento com divisão dos profissionais por é serviço e
número de usuários e ainda a composição de quadro específico de trabalhadores, pois
conforme NOB-RH/SUAS que converge para a elaboração do Plano de Ação pelos
profissionais, onde visam uma realização de reuniões de acompanhamento dos
44

atendimentos e ainda repasse das demandas ao órgão gestor para inserção na agenda
pública e aprimoramento ou ampliação dos serviços. (SPOSATI e FALCÃO 1990, pag. 138)
Contudo a definição dos procedimentos e dos instrumentais técnicos de
atendimento, com base nos critérios de qualidade; identificação de instrumentos de
registro das intervenções e das avaliações, com garantia de sigilo; instituição de
sistema de informação, monitoramento e avaliação; definição de Protocolos de
Atendimento e de fluxos de referência e contrarreferência para a rede de proteção
social; inserção da previsão orçamentária no PPA, LDO e LOA; realização de
campanha de sensibilização e divulgação para implantação e acompanhamento dos
serviços. A realização de capacitação dos trabalhadores e produção de material de
apoio, com publicação.

4.5 Serviço de Convivência e fortalecimento de Vínculos


O serviço de convivência e fortalecimento de vínculos é, segundo a
Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, um serviço realizado com
grupos, organizado de modo a prevenir as situações de risco social, ampliar trocas
culturais e de vivências, desenvolver o sentimento de pertença e de identidade,
fortalecer vínculos e incentivar a socialização e a convivência comunitária.
Possui caráter preventivo, pautado na defesa dos direitos e
desenvolvimento das capacidades e potencialidades de cada indivíduo, prevenindo
situações de vulnerabilidade social. Trata-se de um Serviço da Proteção Social
Básica do Sistema Único de Assistência Social, regulamentado pela Tipificação
Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009). E foi
reordenado em 2013 por meio da Resolução CNAS nº01/2013.
Onde o SCFV é ofertado, O SCFV é ofertado no CRAS. Os usuários
podem chegar ao CRAS por demanda espontânea, busca ativa, encaminhamento da
rede socioassistencial ou encaminhamento das demais políticas públicas e de
órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.
Qual é o público-alvo do Serviço, entende-se por público-alvo do SCFV
crianças, adolescentes, jovens, usuários da faixa de 18 a 59 anos e idosos. As
informações contidas no SCFV, tem o objetivo de acompanhar e monitorar o serviço
executado pelos municípios e apurar os atendimentos realizados para fins de cálculo
de recursos, o Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social,
criou o SISC – Sistema de Informações do Serviço de Convivência e Fortalecimento
45

de Vínculos. Neste sistema serão cadastrados TODOS os usuários que participam


de atividades ofertadas pelo CRAS.
Dessa para realização do cadastramento é necessário que o usuário
esteja cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
Caso o usuário ainda não possua Cadastro Único, poderá ser realizado um cadastro
provisório, porém, que terá duração de apenas 90 dias, durante esse prazo o
usuário deverá efetuar o cadastramento.
Para que esse cadastro seja realizado, se faz necessário os documentos
de todos os membros que compõem a família, entre eles: CPF; Carteira de
Identidade; Título de eleitor; Carteira de Trabalho; Certidão de nascimento ou
casamento; Comprovante de residência (conta de luz ou água); Comprovante de
renda.
Contudo, destaca-se que o cadastramento poderá ser realizado por todas
as pessoas que participam dos grupos do CRAS, independente de critérios de
renda, pois, segundo o artigo 6º do Decreto nº 6135/2007, as famílias com renda
superior a três salários mínimos poderão ser incluídas no Cadastro Único, desde
que inclusão esteja vinculada à seleção ou ao acompanhamento de programas
sociais implementados por quaisquer dos três entes da Federação. Assim, o SCFV,
através dos grupos e atividades, trata-se de um programa social implementado pelo
ente federal e desenvolvido pelo município.
46

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realidade social está sempre em processo de transformação, assim o
compromisso profissional em desvendar tal realidade deve ser reafirmado em todo
momento. Por meio desta pesquisa, surgiu uma real necessidade, tanto para equipe
de profissionais, quanto, para os acadêmicos, na grande importância de
compreender este processo e por isso diante das questões apresentadas no início
desta pesquisa, objetivou-se maior aprofundamento no tema As Contribuições do
Assistente Social no Centro de Referência de Assistência Social – CRAS , e seus
desafios e avanços, presentes na atuação profissional do Assistente Social no
CRAS e, o atendimento aos usuários e suas demandas.
Os profissionais da assistência social do CRAS se mostram preocupados
com o atendimento ao usuário e o cumprimento das demandas apresentadas, o que
nos mostra uma aproximação dos técnicos ao código de ética profissional, que tem
minado em alguns municípios deste nosso país. Pode-se observar o
comprometimento do Órgão Público com a política pública de Assistência Social de
forma que o CRAS é a porta de entrada do usuário em busca da política ao qual lhe
é conveniente.
Percebe-se que os avanços são visíveis, seja na forma em que os
usuários são recebidos, conforme avaliação em cada demanda, que é exposta pelo
indivíduo enquanto usuário seja por parte dos profissionais do S. S. que contribuem
para melhor atender sua população de usuários.
Constatou-se ao longo dessa pesquisa que do Assistente Social é
exigida: postura ética, ser discreto no atendimento ao usuário enquanto profissional,
até mesmo porque, em sua grande maioria, todos os usuários tendem a procurar o
CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), quando sentem que seus
direitos estão sendo violados e precisam de uma acolhida que seja humana, para se
sentirem seguros nesse momento em que necessitam de respeito aos seus direitos.
É nesse momento que entra o papel do Assistente Social, profissional
responsável pela garantia desses direitos ora adquiridos, e ainda responsáveis pela
efetivação dos mesmos.
A conquista da política nacional de assistência social, junta com os
profissionais e usuários, devem ter a mesma conscientização da sociedade nesta
luta, com isso, se faz de fundamental importância que a reafirmação do motivo pelo
qual o Serviço Social está presente nos centros de referência CRAS, pois os mesmo
47

necessita de um melhor aperfeiçoamento tanto no que se diz respeito ao acesso do


usuário aos serviços, como a informação dos profissionais da assistência social para
com o serviço disponibilizado nacionalmente.
48

REFERÊNCIAS
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críticas. Caracas: Universidade Central da Venezuela, 2003.

BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Conselho


Nacional de Assistência Social. Tipificação nacional de serviços
socioassistenciais: texto da resolução nº109, de 11 de novembro de 2009,
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(Dissertação de mestrado.) São Paulo, PUC-SP, 1977, 32.
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