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Plano de Recuperação Final – EF2

Professoras: Ananda, Grazi, Lívia, Mirelli, Ano: 9º


Karen e Jerusa.

Objetivos: Proporcionar ao aluno a oportunidade de resgatar os conteúdos trabalhados em


Português nos quais apresentou defasagens e os quais lhe servirão como pré-requisitos para
sua aprendizagem no próximo ano.

Como estudar (estratégia):


O aluno deverá refazer os exercícios dados em sala e realizar a lista de exercícios. Deverá,
também, refazer as provas aplicadas como forma de rever o conteúdo de maneira prática e
assistir as vídeoaulas dos assuntos indicados.

Avaliação:
O conteúdo descrito abaixo será avaliado por meio de:
 1 PROVA com 10 (dez) questões dissertativas (valor: 8,0)
 1 LISTA DE EXERCÍCIOS (valor: 1,0);
 1 REDAÇÃO, cuja proposta se encontra no final desta lista (valor: 1,0)

Conteúdo Gramatical e de Produção Textual:


MATÉRIA A SER ESTUDADA:

VOLUME CAPÍTULO ASSUNTO


3 11 Concordância Nominal
3 12 Concordância Verbal
4 14 Regência Verbal
4 15 Estudo da crase

Lista de Exercícios para entregar


Professoras: Ananda, Karen, Lívia, Mirelli.
INTERPRETAÇÃO
Para responder às questões que seguem, leia atentamente o artigo abaixo, publicado na seção
Tendências e Debates, caderno de Opinião, da Folha de S. Paulo, no dia 27 de outubro de 2015.

Esperança de cura

É comum que volta e meia apareçam na imprensa e nas redes sociais alternativas às quais se
atribui o poder excepcional de curar o câncer, sendo inevitável que legiões de pacientes e familiares se
mobilizem para obter cada droga milagrosa noticiada. O que está por trás desse comportamento é um
dos sentimentos mais caros que acompanha os homens, a esperança.

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Quando o problema é a saúde, o homem tende a reagir não apenas de forma racional, mas
muitas vezes agregando um forte componente emocional que o faz acreditar que nenhuma doença é
mais forte do que ele, exercitando seu sentimento da esperança.
Ao longo de algumas décadas atuando como cirurgião e tendo cuidado de muitíssimas centenas
de pacientes com câncer, aprendi que a esperança é legítima e fundamental. Meu primeiro paciente
com câncer tinha um tumor avançado, sem condições de tratamento e, segundo seus médicos
anteriores, iria sobreviver apenas alguns meses, que foi o que realmente aconteceu.
Em seu leito de morte, ele, agradecido, me fez a seguinte observação: "Você é jovem e preciso
lhe dizer: nunca tire totalmente a esperança de alguém, como fizeram comigo". Porque é justamente a
esperança que nos dá alento para combater as intempéries e barreiras do dia a dia, mesmo quando
essas parecem intransponíveis.
No caso do câncer, onde tantas surpresas acontecem, por que não acreditar nos efeitos de um
novo medicamento, de uma planta, de uma bênção, de uma cirurgia não convencional ou até mesmo
espiritual? Raras vezes, em toda minha vida profissional, vi pessoas aceitarem a ineficácia dos
tratamentos e esperarem o fim da vida com leveza.
Contudo, existe um óbice: a esperança vã não deve ser oferecida, muito menos vendida.
Escrevo este texto pensando nas pessoas que recentemente se empolgaram com a fosfoetanolamina,
divulgada de modo viral pelas redes sociais e pela mídia escrita e televisiva.
A cura do câncer é desejada por qualquer paciente, mas não cabe depositar esperanças em
alternativas não comprovadas cientificamente.
Não fosse a metodologia científica desenvolvida nas últimas décadas – que inclui testes iniciais
em animais ou em laboratório e, a seguir, "in anima nobile", com o objetivo de se definir doses eficazes
e efeitos colaterais indesejáveis – seria impossível aquilatar o impacto dos diversos tipos de tratamento
disponibilizados para as doenças, em especial o câncer, e assim tornar possível, hoje, curar-se cerca de
60% dos casos.
Ora, a fosfoetanolamina nunca foi devidamente estudada e, dessa forma, é injusto com todos os
pacientes que buscam curar ou controlar seus tumores malignos ser divulgada como salvadora da
pátria.
Um outro problema é o da obtenção de medicamentos por via judicial, que, diga-se de
passagem, cria sinucas de bico para os juízes, que têm que decidir sobre questões que não lhe são
familiares. Esse caminho custa para o nosso sistema público de saúde algo como R$ 1 bilhão por ano
para atender casos nos quais nem sempre se justifica o emprego do medicamento solicitado.
O paciente precisa ter esperança, mas esta não pode ser inconsequente. O ditado "mal não faz"
aqui não se aplica.

RAUL CUTAIT, 65, professor associado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP, é membro
da Academia Nacional de Medicina

Glossário:
Óbice: Impedimento, embaraço, empecilho, obstáculo, estorvo.
In anima nobile: Do latim 'animal nobre'. Segundo o dicionário médico, significa 'Experiência feita no homem’.
Aquilatar: avaliar, apreciar, julgar o valor de, tornar-se melhor etc.

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1. O texto acima é opinativo, ou seja, o enunciador defende uma tese sobre determinado tema e
assunto. O assunto é sempre genérico enquanto o tema é mais específico. A tese é a opinião do autor
sobre o tema exposto. (Ex: assunto: saúde; tema: obesidade infantil; tese: obesidade infantil deve ser
combatida pelo governo).
Com base nessas informações, identifique, no texto que você acabou de ler,:
a) o assunto e o tema:
b) a tese:

2. Uma argumentação sólida, baseada em juízos de fato e não de valor, é essencial em um texto
dissertativo. Para isso, os argumentos devem ser fundamentados em dados, exemplos e/ou citações de
autoridades dentre outros tipos de argumentos.
Cite do texto um exemplo de cada tipo de argumento descrito abaixo.
a) Dados/ estatísticas:
b) Exemplos/ fatos:
c) Argumento de autoridade:

3. De acordo com o texto, responda:


a) O enunciador é a favor da propagação de produtos não comprovados cientificamente? Explique.
b) O enunciador acredita que o paciente precisa ter esperanças? Justifique.

Texto para as questões de 04 a 08.


Fatos e realidades
Já não me lembro de quem disse uma frase paradoxal como “há fatos e há a realidade. Nem
sempre coincidem”. É mais ou menos isso que está acontecendo com o discurso do presidente Luís
Inácio Lula da Silva sobre os biocombustíveis, o meio ambiente, a Amazônia.
O discurso do presidente, nessa área, tem sido articulado, com começo, meio e fim. Sobre a
Amazônia, diz, por exemplo: “A região Norte, que fica quase toda a floresta amazônica, tem apenas 21
mil hectares de cana, o equivalente a 0,3% da área total dos canaviais do Brasil. Ou seja, 99,7% da
cana está a pelo menos 2000 quilômetros da floresta amazônica”. Completa: “Isto é, a distância entre
nossos canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlim”. É fato. Mas a
realidade é que a devastação da Amazônia prossegue. E o mundo quer saber se vai ou não parar,
independentemente da distância que separa as árvores dos canaviais e o Kremlim do Vaticano.
Também é fato, como Lula gosta de repetir, que a União Europeia só tem hoje 0,3% de sua mata
original. Logo, é também fato que não teria, digamos, autoridade moral para reclamar do desmatamento
no Brasil. A realidade, porém, é que a devastação na Europa já ocorreu, ninguém reclamou àquela
altura, não há nada mais o que se possa fazer e, hoje, quando a consciência ambiental é outra, os
europeus e toda a torcida do Flamengo (menos o governador Blairo Maggi) reclamam do desmatamento
da Amazônia.
O que há a fazer agora é evitar que outra realidade se transforme em fato. A realidade é que há
um ruído internacional em torno da suposta (ou real) incapacidade dos brasileiros de tomarmos conta
direitinho da Amazônia. Ou o país demonstra essa capacidade ou o ruído acaba virando fato – e depois
não adianta reclamar.
Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo, 5 de junho de 2008.

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4. A relação entre fato e realidade, paradoxal segundo Clóvis Rossi, é base de toda a argumentação de
seu texto. O autor, inicialmente, apresenta como fatos os argumentos dados pelo ex-presidente Lula a
respeito da questão ambiental e depois os questiona, apresentando o que é realidade.

Leia novamente o artigo e responda:


Os fatos e realidades apresentados giram em torno de qual assunto central? Quais temas (ou
questões) são abordados(as), dentro desse assunto?

5. Qual é a posição de Lula sobre essas questões?

6. Cite dois argumentos do ex-presidente (um no 4º parágrafo; outro no 6º), apresentados como fatos
no artigo.

7. Cite dois contra-argumentos do texto, apresentados pelo colunista como realidade, que
desmontariam a “tese” de Lula.

8. Em um texto dissertativo, após apresentar a tese e os argumentos, o autor geralmente conclui,


apontando uma solução para o problema ali tratado. No texto que você leu, qual é a solução apontada?

GRAMÁTICA

I. Concordância Nominal
1. Observe, no 1º e no 2º quadrinhos, as palavras: delicioso, vermelho, denso e adocicado.

a) A que palavra elas se referem no texto e a que classe morfológica essa palavra pertence?
b) Classifique, também morfologicamente, as palavras: delicioso, vermelho, denso e adocicado.

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2. Verifique a concordância nominal das frases abaixo e use o código “C ” para as alternativas
corretas e “I ” para as incorretas; em seguida, corrija as frases incorretas.
a) ( ) Percorria bosques e montanhas nevados.
b) ( ) Nas noites frias, usávamos meias e casacos grossos.
c) ( ) Víamos, ao longe, os carneiros e o roseiral floridos.
d) ( ) O juiz declarou inocente o réu e a sua cúmplice.
e) ( ) Que assim mereça eterno nome e glória.
f) ( ) Ofereci-lhe perfumados rosas e lírios.
g) ( ) Os alunos mesmo pediram repetição da aula.
h) ( ) Foi necessário termos bastante cuidados na viagem.
i) ( ) Os crimes de lesos-patriotismos não são definidos em lei.
j) ( ) Aos vinte anos, já estava quite de suas obrigações militares.
k) ( ) Admiro-os: são rapazes que se fizeram por si só.
l) ( ) Anexas à carta, seguirão as listas de preço.
m) ( ) Conheci escritores o mais brilhantes possíveis.
n) ( ) Não será vedado pesca em todo o litoral brasileiro.
o) ( ) Nem um nem outro político demagogo votou a emenda.
p) ( ) Todos ficarão alertas, embora haja menos greves.
q) ( ) Fiquem calamos, amigos, iremos diretos ao assunto.
r) ( ) Os torcedores do Flamengo são tais qual o próprio time.
s) ( ) Nossos políticos não são nenhuns ignorantes.
t) ( ) Hastearam, na fronteira, a bandeira brasileira e uruguaia

II. Concordância Verbal


3. Observe a notícia e responda:

Mesmo ainda fora do G-4, PC Gusmão mostra-se tranquilo


Técnico diz que equipe tem feito sua parte e aguarda pelo 'destino' para entrar no grupo dos líderes

A importante vitória por 3 a 2 sobre o Barueri, fora de casa, não foi suficiente para o Sport entrar
no G-4. O Americana, quarto colocado, bateu o Paraná em Curitiba. Invicto à frente do Sport, com três
vitórias e quatro empates, o técnico PC Gusmão mostra tranquilidade.

I. Qual é a função sintática do pronome “se” destacado na manchete:


a) [ ] sujeito da oração.
b) [ ] indeterminação do sujeito.
c) [ ] reflexivo;
d) [ ] apassivador.

4. Leia a tirinha e responda:

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a) Qual a inadequação de concordância verbal na tirinha?


b) Corrija essa inadequação e explique com quem o verbo deve concordar.

5. Observe a manchete e responda.

Dados falsos faz Marcos Valério serem condenado a 6 anos

a) Quais os verbos da manchete?


b) Aponte provável inadequação de concordância verbal na manchete acima.
c) Corrija e explique com quem o verbo deve concordar.

6. Observe os escritos na imagem do muro ao lado:


Reescreva as informações fazendo às devidas correções segundo a norma culta.

7. Observe se as frases abaixo apresentam concordância inadequada e corrija-as caso seja


necessário:
a) Em minha opinião, não houve tumultos.
b) Na rua, haviam muitas poças d’água.
c) Ali aconteciam muitas confusões.
d) As instruções são claras: não aparecerá dúvidas.
e) Bagdá teve vários ataques suicidas. A detonação de quatro carros-bombas, na segunda-feira,
mataram 35 pessoas.

8. Observe a tirinha:

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a) Explique a concordância verbal do verbo “ser” na segunda fala no primeiro quadrinho.


b) Quantos verbos ou locuções verbais há na tirinha? Reescreva-os.
c) Explicite o sujeito de cada verbo ou locução verbal.

9. Observe as faixas abaixo:

I. A função do pronome “se” escrito nas faixas é:


a) [ ] índice de indeterminação do sujeito.
b) [ ] pronome reflexivo;
c) [ ] pronome apassivador.
d) [ ] sujeito da oração.
II. Qual a inadequação de concordância verbal nas faixas?

10. Considere estes dois enunciados:

“O comércio entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai quadruplicaram nos últimos anos – e fazem
negócios melhores quem se comunica melhor”.

“O péssimo estado de conservação de muitas rodovias brasileiras causam prejuízos de milhões de reais
no país”.

Ambos apresentam o mesmo problema de uso da norma culta.


a) Aponte as três inadequações de concordância verbal nos trechos.

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b) Corrija as inadequações, adequando as frases à norma padrão.

III. Regência Verbal

11. Leia esta tira:

No 2º e no 3º quadrinhos da tira, a regência do verbo lembrar está em desacordo com a variedade


padrão. Reescreva as frases em que isso ocorre, empregando, de acordo com as regras gramaticais, o
verbo lembrar como:

a) transitivo indireto, com o pronome.


b) transitivo direto, sem o pronome.

12. Considere as duas ocorrências do verbo assistir neste trecho de notícia de jornal:

“Ontem, pela primeira vez na história, os argentinos teriam de pagar para assistir a uma partida de sua
seleção. Só assistiria a partida entre Argentina e Chile quem tivesse assinatura da TV paga.”

a) Qual o sentido de assistir nesse trecho?

b) Numa das ocorrências, o redator empregou esse verbo de acordo com a norma culta; na outra não.
Justifique essa afirmação.

c) Reescreva a passagem incorreta, adequando-a aos padrões da língua culta.

13. Assinale a alternativa que contém as respostas corretas. Em seguida, explique quais são os erros
que as frases não assinaladas apresentam.
I. Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família.
II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.
III. Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde.
IV. Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

a) II, III, IV
b) I, II, III
e) I, III, IV
d) I, III
e) I, II

14. Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da língua
e, em seguida, justifique sua resposta.
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a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.


b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte da cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidades.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido.

15. Assinale o item em que há erro quanto à regência, e, em seguida, justifique sua resposta.
a) São essas as atitudes de que discordo.
b) Há muito já lhe perdoei.
c) Informo-lhe de que paguei o colégio.
d) Costumo obedecer a preceitos éticos.
e) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.

IV. CRASE
16. Leia a tira a seguir para depois refletir sobre ela.

a) Explique a diferença de sentido existente entre a fala de Mafalda (primeiro quadrinho) e a fala
do homem idoso (segundo quadrinho).

b) Que relação se pode estabelecer entre os padrões gráficos das letras com que se escrevem as
duas primeiras falas e o sentido dessas falas?

c) O efeito de humor da tira é obtido principalmente com a fala de Mafalda no terceiro quadrinho.
Explique por que isso acontece.

d) Elabore uma hipótese para justificar o uso do acento grave em "cheguei à primavera".

17. Leia a tirinha da Mafalda para responder à questão sobre crase:

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O uso da crase está condicionado a diversas regras. Aprendê-las é muito importante para o emprego
correto do acento grave (`).
Quais palavras preenchem adequadamente as lacunas indicadas na tirinha? Justifique sua resposta e
explique por que a crase é obrigatória nesses casos.
a) há – às – há
b) à – às – a
c) a – as – à
d) a – as – a

18. Leia a tirinha de Hagar, o Horrível, para responder à questão:

Hagar, o Horrível. Tirinha do cartunista americano Dik Browne

Em “eu também não obedecia à minha mãe”, justifique o emprego da crase.

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19. Coloque crase quando for necessário:

a) Ele fez referência a tarefa feita por nós.


b) Traçou uma reta oblíqua a do centro.
c) Não conheço as que saíram.
d) Ela se referia as que saíram.
e) Apresentou-lhe a esposa.
f) Apresentou-o a esposa.
g) Era uma camisa semelhante a que o diretor usava.
h) Ele desconhecia aquele regulamento.
i) Ele não obedecia aquele regulamento.
j) Não me refiro aquilo.
k) Não vi aquilo.
l) Esta é a lei a qual fiz alusão.
m) Esta é a lei a qual desconhecia.
n) Esta é a mulher a quem fiz referência.
o) Esta é a mulher a qual fiz referência.
p) Ela se dedica a empresa e obedece as leis.
q) Não compareceu as reuniões que eram úteis as pesquisas.
r) O juiz, indiferente as súplicas, condenou o réu a forca.
s) Nas próximas férias, iremos a Bélgica, a Suécia e a Portugal.
t) Viajaremos a Londres e a Roma do Coliseu.
u) Já fomos a Paraíba, a Pernambuco e a Goiás.
v) Também fomos a Santa Catarina e a progressista Florianópolis.
w) As vezes, o pessoal sai as escondidas.

V. Colocação pronominal

20. Todas as questões abaixo tratam sobre colocação pronominal. Leia com atenção os enunciados e
responda:
I. Observe a colocação pronominal e, se necessário, faça a adequação da frase para a variedade
padrão.
a) Aqui vendem-se móveis usados.
b) Se vendem móveis usados aqui.
c) Pegue os livros e leve-os.
d) Ninguém me telefonou hoje.
e) Deus te abençoe!
f) Em se falando de futebol, todos opinam.
g) Eu te quero falar hoje.
h) Eu não quero falar-te hoje.
i) Tenho escrito-lhe muitas cartas.
j) Tenho-lhe escrito muitas cartas
l) Têm-se discutido muitas reformas
m) Têm discutido-se muitas reformas.
n) Ter-se-iam discutido muitas reformas.

II. Reescreva as orações a seguir colocando junto ao verbo destacado o pronome oblíquo indicado.
a) Esperou durante alguns minutos, depois foi embora porque tinha outro compromisso. (o)
b) Em tratando de natureza, admiro a do nosso país. (se)
c) Por favor, deixe pensar para ver se encontra uma solução para esse problema. (a)
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d) Logo cedo, encontraremos naquele banco, em frente à praia. (nos)


e) Jamais prometa o que não poderá cumprir. (lhe)
f) Ajudou a velha senhora, inclinando para alcançar sua bolsa que havia caído no chão. (se)

III. Indique as orações cuja colocação pronominal não segue as regras da gramática normativa. Em
seguida, reescreva-as fazendo as adequações necessárias.
a) Sempre que o vejo ele está apressado.
b) Não deixe-a sair sem antes falar comigo.
c) Vi os meninos se pendurando na árvore para colher algumas mangas.
d) Quando olharam-se, sentiram que já se conheciam.
e) Nada os faria desistir da ideia de formar uma equipe para a gincana.

IV. De acordo com o registro formal culto da língua, a colocação pronominal está INADEQUADA em:
a) Pulso firme era o que julgava-se indispensável para ser um bom pai.
b) O pai afirmou que lhe dera tudo de que necessitava.
c) Eu não o entendo – disse o pai a seu filho.
d) Diga-me qual é a solução para o problema.
e) Pai e mãe entender-se-iam a respeito da educação dos filhos.

REDAÇÃO

Utilizando-se das informações presentes na coletânea e de seu conhecimento de mundo,


redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema:

BICICLETAS E CICLOFAIXAS ESTÃO CHEGANDO PARA FICAR?

Apresentamos, a seguir, uma coletânea de textos a qual servirá para ajudá-lo a ampliar
seu conhecimento sobre o tema proposto. Leia-a com muito cuidado e procure destacar as
informações mais relevantes para seu PROJETO DE TEXTO.

Coletânea:
O uso da bicicleta como alternativa para o transporte nas grandes cidades brasileiras está
na ordem do dia. As bikes contribuiriam para resolver problemas de mobilidade urbana, por
ajudar a retirar carros das ruas e ocupar menos espaço do que eles. Além disso, trata-se de
um meio de transporte que não produz poluição, nem do ar, nem sonora. Contudo, ao lado dos
inegáveis pontos positivos, há vários problemas em fazer das bicicletas um meio de transporte
viável no Brasil: como torná-las seguras em meio ao trânsito caótico e como obrigar os
motoristas respeitarem os ciclistas? A implantação de ciclovias, em São Paulo, por exemplo,
tem gerado polêmicas. Há também quem argumente que aqui não é a França ou a Holanda,
onde o uso da bicicleta como meio de transporte (e não apenas de lazer) é uma realidade.
Como você se coloca diante dessa discussão? Acredita que a bicicleta é uma opção viável ou
acha que, independentemente de intervenções governamentais, as bikes não deixarão de ser

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utilizadas somente como meio de esporte e lazer? Leia a seguir algumas informações que
podem ajudá-lo a refletir sobre o assunto e discuta-o numa dissertação argumentativa.

Fatos estatísticos
Segundo a pesquisa Datafolha, 80% dos paulistanos dizem ser a favor da implantação
dessas vias e 60% acreditam que a bicicleta é um meio de transporte viável para o dia a dia.
Apesar disso, o número de adeptos é tímido - 3% dizem usar a bike com frequência. Um em
cada três paulistanos tem bicicleta. Nesse grupo, 47% dizem já haver usado uma ciclovia da
cidade. A maioria, porém, declara pedalar nessas vias no máximo duas vezes por semana. Dos
que não têm bicicleta, 22% afirmam que pretendem comprar no futuro próximo.

Cidadãos descontentes
Moradores e comerciantes de Santa Cecília, no centro de São Paulo, marcaram um
protesto contra a implantação de ciclovias no bairro e ameaçam registrar boletim de ocorrência
contra a prefeitura para tentar barrar a iniciativa. Além da falta de aviso prévio ou de debate
sobre os impactos das novas ciclovias, os moradores e comerciantes reclamam das alterações
provocadas no trânsito com a criação das pistas para bicicletas. Entre elas está a restrição do
espaço dos outros veículos, a eliminação de vagas de estacionamento gratuito e de Zona Azul,
proibição de parar e estacionar, a alteração de sentido e a redução da velocidade máxima.

Potencial
Trata-se, não por acaso, de tendência nas principais metrópoles do mundo [o uso das
bikes]. A bicicleta é um meio de transporte limpo, que ocupa muito menos espaço do que um
carro (embora não seja "a" solução para os problemas de mobilidade urbana) e oferece a seus
usuários a possibilidade de não ficar refém das condições do trânsito. Numa cidade como São
Paulo, porém, nunca foi fácil usar bicicletas, e não surpreende que apenas 3% dos paulistanos
digam se valer desse transporte com frequência. Construir 400 km de ciclovias, como quer
Haddad, decerto não aplainará o terreno acidentado nem tornará a metrópole mais segura,
mas ao menos dará aos ciclistas alguma proteção num sistema tão hostil quanto caótico. O
potencial de atração dessas vias é significativo. Entre os entrevistados, 22% declaram intenção
de, nos próximos seis meses, comprar uma bicicleta (32% já têm uma), e 41% indicam ser
grande a chance de usar as ciclovias.
[Folha de S. Paulo]

INSTRUÇÕES:

Ao produzir sua dissertação, siga estas orientações:

 Antes de elaborar sua dissertação, faça um projeto de texto: primeiro, defina a tese a ser
defendida; segundo, levante argumentos que possam justificar essa tese; terceiro,
selecione os melhores argumentos e organize-os de modo a deixar o texto coerente; e
quarto, defina uma introdução que melhor apresentará seu texto;
 Para a argumentação, utilize-se de seu conhecimento de mundo e de ideias da
coletânea, porém NÃO copie trechos, pois isso acarretará perda significativa de pontos;
 Redija sua dissertação em prosa, empregando a variedade padrão da língua;
 A redação deve ter no mínimo 20 e no máximo 30 linhas escritas;

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Ao terminar o texto, passe-o a limpo – à tinta. Não se esqueça de revisá-lo e de lhe dar um
TÍTULO adequado.

Conteúdo Literatura

Matéria a ser estudada (conteúdo):

VOLUME CAPÍTULO ASSUNTO

Gêneros Literários Modernos


2 8

Funções da Linguagem
2 9

Função Poética da Linguagem


2 10

Noções de teoria do verso


3 11

Estilo de Época - Estudo das escolas literárias


3 12

Noções de literatura comparada


3 13

Intertextualidade entre escolas literárias


4 14

Intertextualidade em uma mesma escola literária


4 15

Intertextualidade com outras artes


4 16

Mario Quintana. Poemas para ler na escola (paradidático)

LISTA DE EXERCÍCIOS PARA ENTREGAR

01.

Procura da Poesia

[…]

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Penetra surdamente no reino das palavras.


Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.

Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.


Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
[…]

Andrade, Carlos Drummond de. Acessado de: http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/procura.htm)

a) Em que gênero literário moderno esse texto pode ser classificado? Justifique.

b) Nesse fragmento, Drummond dá ênfase a qual componente da comunicação: emissor, receptor, código,
mensagem, referente ou canal? Qual função da linguagem predomina no texto?

2.

O Pavão
Rubem Braga

Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas
andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há
pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O
pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de
elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e
estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de
glórias e me faz magnífico.

Rio, novembro, 1958


(Acessado de: http://www.releituras.com/rubembraga_pavao.asp)

Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o
predomínio, entretanto, de uma sobre as outras.

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a) Na crônica de Ruben Braga, O Pavão, qual a função da linguagem predominante? Justifique


transcrevendo uma das passagens do texto.

b) Cite e explique duas características do gênero crônica.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

Toda viagem é interior

Embora
por fora
se vista o carro ou o trem
e se aprenda a nadar
com o navio
e a voar
pelos ares, com as bombas
e os aviões;
toda viagem
se faz por dentro
como as estações
se fabricam, invisíveis
a partir do vento
silenciosas
como quando um pensamento
muda de tempo e de marcha
distraído de si, e entra
em outro clima
com a cabeça no ar:
psiu, míssil, além do som
e de qualquer mapa
ou guia que desenrolo
míope, sobre a estrada
que passa
sob meu pé-pneumático
sob o célere céu azul
do meu chapéu;
toda viagem
avança e se alimenta
apenas de horizontes
futuros, infinitos, vazios
e nuvens:

toda viagem é anterior.

(FREITAS FILHO, Armando. Longa vida. Nova Fronteira, 1982, PP.115 – 116)

3. a) Determine o gênero literário predominante no texto.


b) Justifique a sua resposta com aspectos que o caracterizam.

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NOITE DE AUTÓGRAFOS

Ivan Ângelo

A leitora, vistosa, usando óculos es- curos num ambiente em que não eram ne- cessários, se posta diante
do autor sentado do outro lado da mesa de autógrafos e es- tende-lhe o livro, junto com uma pergunta:
– O que é crônica?
O escritor considera responder com a célebre tirada de Rubem Braga, “se não é aguda, é crônica”, mas
se contém, temendo que ela não goste da brincadeira. (...) Responde com aquele jeito de quem falou disso
algumas vezes:
– É um texto de escritor, necessaria- mente de escritor, não de jornalista, que a imprensa usa para pôr
um pouco de lirismo, de leveza e de emoção no meio daquelas pá- ginas e páginas de dados objetivos,
informa- ções, gráficos, notícias... É coisa efêmera: jor- nal dura um dia, revista dura uma semana.
Já se prepara para escrever a dedica- tória e ela volta a perguntar:
– E o livro de crônicas, então?
Ele olha a fila, constrangido. Escre- ve algo brevíssimo, assina e devolve o livro à leitora (...). Ela recebe
o volume e não se vai, esperando a resposta. Ele abrevia, irô- nico:
– É a crônica tentando escapar da re- ciclagem do papel. Ela fica com ambição de estante, pretensiosa,
quer status literário. Ou então pretensioso é o autor, que acha que ela merece ser salva e promovida. (...)
– Mais respeito. A crônica é a nossa última reserva de estilo.
(Veja São Paulo, São Paulo, 25/07/2012, p. 170.) efêmero: de pouca duração; passageiro, transitório.
A certa altura do diálogo, a leitora pergunta ao escritor que dava autógrafos:
“– E o livro de crônicas, então?”

4.
a) A pergunta da leitora incide sobre uma das características do gênero crônica men- cionadas pelo
escritor. Explique que carac- terística é esta.
b) Explique o funcionamento da palavra então na pergunta em questão, considerando o sentido que esta
pergunta expressa.

5. TRADUZIR-SE

Uma parte de mim


é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim


é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim


pesa, pondera;
outra parte
delira.

Uma parte de mim

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Plano de Recuperação Final – EF2

almoça e janta;
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim


é permanente;
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim


é só vertigem;
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte


na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
Ferreira Gullar , Na Vertigem do Dia. 1980.

a) Observe a estrutura física do poema anterior e aponte os recursos utilizados por Ferreira Gullar,
ressaltando o tamanho das estrofes, as rimas e os versos.
b) Que efeitos sonoros você consegue identificar em TRADUZIR-SE? Exemplifique com trechos do
poema.

6. Reconheça, nos textos a seguir, as funções da linguagem:

a) “O risco maior que as instituições republicanas hoje correm não é o de se romperem, ou serem
rompidas, mas o de não funcionarem e de desmoralizarem de vez, paralisadas pela sem-vergonhice,
pelo hábito covarde de acomodação e da complacência. Diante do povo, diante do mundo e diante de
nós mesmos, o que é preciso agora é fazer funcionar corajosamente as instituições para lhes devolver
a credibilidade desgastada. O que é preciso (e já não há como voltar atrás sem avacalhar e
emporcalhar ainda mais o conceito que o Brasil faz de si mesmo) é apurar tudo o que houver a ser
apurado, doa a quem doer.” (O Estado de São Paulo)

b) O verbo infinitivo
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então ouvir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

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Plano de Recuperação Final – EF2

E esquecer tudo ao vir um novo amor


E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito… (Vinícius de Morais)

c) “Para fins de linguagem a humanidade se serve, desde os tempos pré-históricos, de sons a que se dá o
nome genérico de voz, determinados pela corrente de ar expelida dos pulmões no fenômeno vital da
respiração, quando, de uma ou outra maneira, é modificada no seu trajeto até a parte exterior da boca.”
(Matoso Câmara Jr.)

d) ” – Que coisa, né?


– É. Puxa vida!
– Ora, droga!
– Bolas!
– Que troço!
– Coisa de louco!
– É!”

e) “Fique afinado com seu tempo. Mude para Col. Ultra Lights.”

f) “Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer
acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam-me. Seria tudo
ilusão? Findei a tarefa, ergui-me, desci os degraus e fui espalhar no quintal os fios da gravata. Seria
tudo ilusão?… Estava doente, ia piorar, e isto me alegrava. Deitar-me, dormir, o pensamento
embaralhar-se longe daquelas porcarias. Senti uma sede horrível… Quis ver-me no espelho. Tive
preguiça, fiquei pregado à janela, olhando as pernas dos transeuntes.” (Graciliano Ramos)

g) ” – Que quer dizer pitosga?


– Pitosga significa míope.
– E o que é míope?
– Míope é o que vê pouco.”

7. O poema abaixo pertence a O guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro:

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...


Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os
nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

PESSOA, Fernando. Obra poética.


Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1983. p. 142.

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Plano de Recuperação Final – EF2

a) Explique a oposição estabelecida entre a aldeia e a cidade.


b) De que maneira o uso do verso livre reforça essa oposição?

Dicionários

Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico – a única
leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não são como os outros
livros, que contam a mesma estopada do princípio ao fim. Meu trato com eles é puramente
desinteressado; um modo disperso de estar atento... E esse meu vício é, antes de tudo, inócuo para o
leitor.
Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época, significava
riqueza vocabular... Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e inocentes o grande estilista
Coelho Neto; grande infanticida, isto é o que ele foi.
Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Rui Barbosa. O seu fraco,
ou seu forte, eram os sinônimos. Recordo certa página em que ele esbanjou seus haveres com as pobres
mulheres da vida, chamando-as de todos os nomes, menos um.

(QUINTANA, Mário. Caderno H. Porto Alegre: Globo, 1983. p. 176.)

8. a) Em que gênero literário moderno esse texto pode ser classificado? Justifique.

b) No texto, Mario Quintana dá ênfase a qual componente da comunicação: emissor, receptor, código,
mensagem, referente ou canal? Qual função da linguagem predomina no texto?

Cidadezinha cheia de graça

Cidadezinha cheia de graça…


Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça…
Sua igrejinha de uma torre só.

Nuvens que venham, nuvens e asas,


Não param nunca, nem um segundo…
E fica a torre sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!…

Eu que de longe venho perdido,


Sem pouso fixo ( que triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida poder morar!


Cidadezinha… Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar…

Quintana, Mario. Poemas para ler na escola - Rio de Janeiro: Objetiva: 2012.

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Plano de Recuperação Final – EF2

9. a) Analisando o poema de Mario Quintana, explique sucintamente uma possível interpretação para ele.
Em seguida, transcreva um exemplo de personificação.

b) Do ponto de vista formal, como se classifica o poema acima? Qual o tipo de rima presente nas duas
primeiras estrofes do poema? Justifique.

10. Escrevo diante da janela aberta.

Escrevo diante da janela aberta.


Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Não sei que paisagista doidivanas


Mistura os tons.., acerta... desacerta..
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...

Jogos da luz dançando na folhagem!


Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...

Vago, solúvel no ar, fico sonhando...


E me transmuto... iriso-me, estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!

Quintana, Mario. Poemas para ler na escola - Rio de Janeiro: Objetiva: 2012.

a) Analisando o poema de Mario Quintana, explique sucintamente uma possível interpretação para ele.
Em seguida, transcreva um exemplo de personificação.

b) Do ponto de vista formal, como se classifica o poema acima? Quantas sílabas métricas constroem cada
verso?

11. Canção da Garoa

Em cima do meu telhado,


Pirulin lulin lulin,
Um anjo, todo molhado,
Soluça no seu flautim.

O relógio vai bater;


As molas rangem sem fim.
O retrato na parede
Fica olhando para mim.

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Plano de Recuperação Final – EF2

E chove sem saber por quê...


E tudo foi sempre assim!
Parece que vou sofrer:
Pirulin lulin lulin...

Quintana, Mario. Poemas para ler na escola - Rio de Janeiro: Objetiva: 2012.

a) Quantas sílabas métricas estruturam cada um dos versos do poema? Qual o nome que se dá para esse
tipo de verso?

b) Qual o tipo de rima presente nos quartetos? Justifique sua resposta.

12. O dia abriu seu para-sol bordado

O dia abriu seu para-sol bordado


de nuvens e de verde ramaria.
E estava até um fumo, que subia,
mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado.

Depois surgiu, no céu arqueado,


a Lua – a Lua! – em pleno meio-dia.
Na rua, um menininho que seguia
parou, ficou a olhá-lo admirado…

Pus meus sapatos na janela alta,


sobre o rebordo… Céu é que lhes falta
pra suportarem a existência rude!

E eles sonham, imóveis, deslumbrados,


que são dois velhos barcos, encalhados
sobre a margem tranquila de um açude…

Quintana, Mario. Poemas para ler na escola - Rio de Janeiro: Objetiva: 2012.

b) Do ponto de vista formal, como se classifica o poema acima? Quantas sílabas métricas constroem
cada verso?

b) Qual o tipo de rima presente nas duas primeiras estrofes do poema? Justifique sua resposta.

13. Soneto

Pálida, à luz da lâmpada sombria,


Sobre o leito de flores reclinada,
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Como a lua por noite embalsamada,


Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! na escuma fria


Pela maré das águas embalada!
— Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bela! o seio palpitando…


Negros olhos, as pálpebras abrindo…
Formas nuas no leito resvalando…

Não terias de mim, meu anjo lindo!


Por ti — as noites eu velei chorando,
Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!

a) Como você descreveria a mulher amada apresentada pelo eu lírico?


b) Observando a forma e o conteúdo, o poema parece pertencer a uma época (escola literária) antiga ou
moderna? Justifique sua resposta.

14. Texto 1

Erro de português

Quando o português chegou


Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

Texto 2

Um dia vivemos!
E o homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.

a) Embora de épocas diferentes, os textos têm uma temática em comum. Identifique-a e apresente
diferenças entre os textos.
b) De acordo com a forma, levante hipóteses para identificar o texto mais antigo e o mais moderno.

15.

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Plano de Recuperação Final – EF2

a) As duas obras podem ser comparadas. Estabeleça a comparação, mostrando dois elementos em
comum.
b) b) Qual delas, provavelmente, foi feita primeiro? Justifique sua resposta.

16. TEXTO I

TEXTO II

“Não vou mais me importar falar de mim


Eu sou, eu nasci, me criei assim
Estar com quem eu gosto é o que me faz feliz
Eu conheço o lixo e o luxo
Eu sei quanto vale uma vida
Eu vivo a vida, eu vivo a vida
Ela deve ser vivida com liberdade”
(Charlie Brown Jr, 2004)

a) Apesar de os textos acima pertencerem a diferentes expressões artísticas e diferentes épocas, é possível
perceber intertextualidade entre eles. Por quê?

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Plano de Recuperação Final – EF2

b) O contexto histórico é um fator que influência as temáticas literárias. Leia e identifique qual temática
histórica é apresentada no trecho literário a seguir. Você pode se basear também nas referências
apresentadas após o texto para identificar a temática.

17. MEUS OITO ANOS

(Casimiro de Abreu)

“Oh! que saudades que tenho


Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!”

MEUS OITO ANOS


(Oswald de Andrade)

“Oh que saudades que eu tenho


Da aurora de minha vida
De minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da Rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais”.

a) Entre os dois textos acima, há intertextualidade. Explique o que é intertextualidade e por que ela está
presente nos dois textos.

b) Cite duas diferenças entre os dois textos, considerando os três últimos versos de cada texto.

TEXTOS PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES:

Texto I
Vou-me Embora pra Pasárgada
(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Pasárgada


Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

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Plano de Recuperação Final – EF2

Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica


Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
[…]

E quando eu estiver mais triste


Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto II

ANTI-EVASÃO

(Ovídio Martins)

Pedirei
Suplicarei
Chorarei

Não vou para Pasárgada


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Atirar-me-ei ao chão
e prenderei nas mãos convulsas
ervas e pedras de sangue

Não vou para Pasárgada

Gritarei
Berrarei
Matarei

Não vou para Pasárgada

18. O texto 1 é do brasileiro Manuel Bandeira e foi escrito durante o Modernismo brasileiro. O poema é
marcado por um forte anseio de liberdade estética e vital, em que o eu-lírico insiste em ir embora para
Pasárgada. Mediante a leitura, o que se pode inferir desse desejo de fuga?

19. No texto 2, o poeta cabo-verdiano Olívio Martins, influenciado pelo sentimento de engajamento
sociopolítico da época, dialoga com o poema de Manuel Bandeira. Porém, Pasárgada é vista com um
olhar diferente. Qual a visão do eu-lírico sobre Pasárgada?

20. Comparando os dois textos, faça um co

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