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Nome: Kelly Mendes.

Resenha 02 – Cadeia de Suprimentos


Segundo o texto abordado a Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) é um
ponto de convergência em relação a diversas frentes do conhecimento e de atuação
industrial em seu sentido mais amplo.
No século XV a produção era artesanal, e tudo estava diretamente ligado à
habilidade do artesão que era, também, dono dos recursos produtivos, mas também
tinham aqueles que vendiam suas horas de trabalho à uma oficina artesanal, surgindo
então as primeiras divisões do trabalho, e a produção crescia em volume. Havia uma
nova ordem nas relações da cadeia produtiva, o comerciante levava a matéria prima, que
retorna a ele como produto acabado, e este era repassado ao consumidor final.
Os ideais iluministas colocaram fim no monopólio das corporações de ofício
(representavam os interesses dos artesãos e eram contra mudanças), e propagaram o
livre comércio, com o marco da publicação de uma obra do Adam Smith – Ensaio sobre
a riqueza das nações- que ilustra a situação econômica da época. A revolução industrial
ocorreu após a invenção de máquinas a vapor, como por exemplo o tear mecânico, neste
tipo de máquina a produção se tornou repetitiva, rápida, padronizada e de melhor
qualidade. Este novo quadro estimulou a expansão a economia, o que motivou a
evolução dos processos logísticos, surgindo a maria fumaça, e navios a vapor. Nesta
época surgiu a classe dos donos das empresas e operários.
A indústria automobilística teve um importante no século XX, onde o automóvel
se tornou um desejo, seja este desejo oriundo de uma necessidade de transporte ou por
manutenção de status na sociedade. Na linha de Montagem de Ford temos um
trabalhador especializado, linha de montagem móvel, máquinas especializadas, baixos
custos de produção e produção em larga escala, viabilizando o aumento do mercado
alcançado. Mas, surgiram os seus concorrentes, General Motors (GM) – focou nas
novas demandas e diversificou sua produção indo de produtos baratos até os
sofisticados, além de atuar no mercado de peças automotivas e miscelâneas- e
Chrysler/Dodge. A GM, quanto a SCM busca conhecer seu mercado, construir boas
relações e ter sinergia ao logo de sua cadeia de suprimentos, foco no negócio principal,
base em valores reais. Neste cenário surgiu o trade-off de uma produção flexível,
porém, a baixos custos, onde foi desenvolvida a tecnologia de produção flexível.
No Japão surgiram empresas como a Toyota Motors. Que trabalhavam com
produtos de alta qualidade a preços baixos, e o país passou a ser um dos principais
fornecedores dos EUA. A Toyota criou o sistema que hoje conhecemos por Just in Time
(JIT), que se tornou uma vantagem competitiva– responsável pela política de produzir a
quantidade exata de um produto, de acordo com a demanda, de forma rápida e sem a
necessidade da formação de estoques, fazendo com que o produto chegue a seu destino
no tempo certo. Houveram reduções de set-up, aumentando a flexibilidade e reduzindo
os lotes de produção, mix reduzido de produtos (sistema de fábrica dentro da fábrica), o
que simplifica a gestão e torna objetivos mais claros. No sistema kanban, onde há a
produção puxada, redução de ciclos e aumento da participação dos colaboradores.
O setor de tecnologia de ponta vem sendo alvo no mercado atualmente, e tanto
no ocidente como no oriente, os fornecedores costumam ser os mesmos para as
empresas e seus concorrentes, além de produzirem soluções tecnológicas e melhorias
em projetos, e nesta comunicação entre cliente e fornecedor precisa haver maior nível
de eficiência quanto a comunicação de dados, viabilizando a expansão para o comércio
eletrônico. E quanto a gestão da produção há o enfoque na importância do MRP, MRP
II e ERP, logo o planejamento da necessidade de materiais também caminhou no
sentido de integração dentro das funções de gestão.
Na globalização, diversas dimensões industriais foram revistas, como o custo
(vantagem competitiva básica, principalmente quando relacionada às commodieties),
qualidade (indo além da conformação), desempenho de entregas (baseado em
confiabilidade de prazos e a duração destes) e flexibilidade (mix de produtos e volume
de produção), e, entre essas dimensões há trade-offs, como por exemplo, entre qualidade
e custo.
Quanto à logística, o JIT destacou a importância dos processos logísticos, e
durante a cadeia de suprimentos foram classificados processos de “meios” (suportam e
viabilizam processos) e “fins” (vender, produzir e entregar) – esta classificação só não
está correta quando a empresa trabalha com operadores lógicos. Muitas vantagens
competitivas foram conquistadas através da logística, como é claro em empresas como
Dell e Wal-Mart.
A customização em massa busca compatibilizar a produção em massa e a
produção customizada de forma complementar. Como exemplo temos a customização
de produtos artesanais e a eficiência da produção da linha fordista. Foram identificados
2 importantes vantagens competitivas: custo e diferenciação, mas uma deve ser foco da
empresa, caso contrário haverá perda de foco e incompatibilidade estratégica, e esse
trade-off vem sendo atenuado por meio da exploração do foco na SC, alcançando a
conciliação destes dois fatores competitivos, investindo em parcerias e
desburocratização de processos chaves.
O sistema produtivo se trata de um elemento capaz de transformar recursos de
entrada em produtos, que seriam as saídas. Numa classificação antiga, esse sistema é
classificado em quatro tipo na área de manufatura: processo explosivo, quadrado e
implosivo. E quanto a interferência do comprador no produto final há dois tipos: a
empresa que produz e depois vende (produção para estoque, onde há previsão de
vendas, planejamento de produção, produção, venda e entrega, com produtos
padronizados e sem interferência), e a empresa que vende e depois produz (produção
sob encomenda, logo há a venda, planejamento, produção mais complexa devido a
variação resultado d interferência do cliente, e entrega), e a escolha entre um tipo e
outro depende do mercado. Ainda há as funções básicas desempenhas: manufatura
(ocorre mudanças físicas), transporte (mudança de localização), suprimento (mudança
da posse no recurso), serviço (tratamento de algo ou alguém).

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