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Nota do Presidente

Trazemo-vos as contas relativas ao exercício de 2010.


O seu resultado – aquilo que elas nos mostram, e os ensinamentos que delas
devemos retirar – prossegue, em boa medida, os resultados espelhados em
demonstrações anteriores.
A situação financeira da Câmara Municipal do Barreiro carece de cuidados
continuados, de uma atenção permanente e do reforço daquelas medidas que,
paulatinamente, permitam criar as condições tendentes à sua estabilização em
patamares de razoabilidade e de sustentabilidade que permitam ao executivo – a
qualquer executivo em qualquer momento – investir no Barreiro e na qualidade
de vida das suas populações.
2010 Foi, a todos os títulos, um bom ano para a receita da Câmara Municipal do
Barreiro. Digamo-lo que foi, talvez, o melhor ano de sempre.
Com receitas na ordem dos quarenta milhões de euros e sem que nas mesmas se
conte o recurso a empréstimos, lançou-se investimento, contribuiu-se para criar
emprego, tomaram-se medidas estruturais e deram-se passos – nas águas e
saneamento, no desenvolvimento económico ou nas acessibilidades, entre outras
– para que no Barreiro se viva melhor.
Igualmente, lançaram-se os alicerces para uma efectiva contenção de despesa em
anos seguintes. Na reformulação de concursos, no redimensionamento das
aquisições de bens e serviços ou no reforço da aposta interna em matéria de
realização de trabalhos.
Dificilmente, senão impossivelmente, se aproximarão os próximos anos das
receitas recebidas em 2010.
Uma situação politica e económica de grande fragilidade ao nível nacional, uma
redução das transferências do Orçamento de Estado para as autarquias – que no
Barreiro se aproxima do milhão de euros –, a consequente redução nos impostos
devidos ao município e na liquidação de taxas e tarifas municipais ou o aumento

Relatório de Gestão 1
do IVA e das taxas cobradas pela administração central aos municípios
constituem, cada um por si e, agravadamente, no seu conjunto, um elemento
redutor e limitador da capacidade dos municípios para influenciarem diariamente
o crescimento económico, a qualidade de vida, ou mesmo para intervirem, na
medida em que tal lhes é exigível, em áreas nodais da vida no Concelho.
Cabe-nos, contudo, avançar.
Impõe-se-nos, não obstante, que encontremos, nesta teia de limitações e
dificuldades, os espaços de intervenção, as perspectivas e as medidas técnicas e
políticas que nos permitam, e que permitam ao Barreiro, desenvolver-se, afirmar-
se e afirmar a sua história, os seus sonhos e o seu futuro.
Confiamos que elas passam, em boa medida, por muito do trabalho que se tem
desenvolvido ao longo dos últimos anos e que é necessário continuar a
desenvolver.
Sabemos que, aqui e ali, é preciso ir mais longe.
Conhecemos os dados e, em conjunto, temos a energia que nos permitirá
implementar as medidas e continuar a construir a mudança.

O Presidente da Câmara Municipal

Carlos Humberto de Carvalho

Relatório de Gestão 2
I – Introdução

O presente Relatório de Gestão, dá cumprimento à legislação em vigor,


nomeadamente, ao artigo 47º da Lei n.º 2/2007 de 15 de Janeiro – Lei das
Finanças Locais, que revogou a Lei n.º 42/98 de 6 de Agosto, e ao n.º 13 do
Decreto – Lei n.º 54-A/99 de 22 de Fevereiro – Plano Oficial de Contabilidade
das Autarquias Locais.

Assim, pretende-se com este Relatório, apresentar a situação económico –


financeira do Município do Barreiro no final do exercício de 2010, através da
análise aos elementos da Contabilidade Orçamental – Execução da Receita e
Despesa, e Patrimonial – Balanço e Demonstração de Resultados.

É igualmente apresentada uma evolução da dívida de curto, médio e longo prazo


de terceiros e a terceiros, assim como, proposta fundamentada da aplicação do
Resultado Líquido do Exercício.

No entanto, um Relatório de Gestão, não se esgota na análise aos pontos atrás


descritos, devendo também realçar os factos mais relevantes ocorridos durante o
exercício que se encerra.

Assim, e ao nível macroeconómico, o ano de 2010, ficou marcado pelo acentuar


dos efeitos da enorme crise económico – financeira, iniciada em 2008, com
origem no sistema financeiro mundial com fortes repercussões em todos os
sectores de actividade económica e, em especial, com enormes reflexos a nível
social, nomeadamente, com a agravar da taxa de desemprego.

Todavia, o Município do Barreiro, apresenta, há já alguns anos, uma situação


financeira difícil do ponto de vista estrutural.

Do ponto de vista orçamental, o ano de 2010, foi o ano de maior arrecadação de


receitas do Município do Barreiro sem recurso a empréstimos bancários.
Comparando com os anos em que houve recurso ao crédito, apenas 2008 (ano em
que se recorreu a € 6.000.000 de empréstimo ao abrigo do Programa Pagar a
Tempo e Horas), teve uma execução da receita superior a 2010.

No entanto, esta execução, é fortemente influenciada pela dependência do


Município face às receitas provenientes quer dos Impostos Directos, quer das
Transferências do Orçamento de Estado, que no seu conjunto totalizam mais de
50% das receitas.

Neste sentido, é urgente desenvolver todos os mecanismos para aumentar a


arrecadação de receitas próprias o que, face à actual conjuntura económica, torna-
se mais difícil, dai a necessidade de se continuar a incidir sobre os valores em
execução fiscal, no sentido da sua efectiva recuperação.

Relatório de Gestão 3
Ainda do ponto de vista orçamental, importa destacar a redução que este
Município sofreu ao nível das transferências provenientes do Orçamento de
Estado por via do Programa de Estabilidade e Crescimento, contrariando, não só
o que estava estipulado no Orçamento de Estado para 2010, mas também o
estabelecido na Lei das Finanças Locais.

Também a retenção verificada nas transferências do Orçamento de Estado para


financiamento das despesas realizadas via ADSE com o Serviço Nacional de
Saúde, implementada com o Programa de Estabilidade e Crescimento, assim
como, o aumento da taxa de IVA e a diminuição da actividade económica,
vieram contribuir para um acentuar das dificuldades.

Apesar dos constrangimentos do ponto de vista orçamental, deu-se cumprimento


aos protocolos assumidos, assim como, continuou-se a assegurar as transferências
para os SMTCB.

Ao nível da contabilidade patrimonial o Resultado Líquido do Exercício,


apresenta um valor positivo de € 4.626.011,56 e o Balanço uma valorização de
7,46%.

Se a análise dos resultados apresenta globalmente uma evolução positiva, é do


ponto de vista da acção concreta daquilo que é a missão do Município que esta
avaliação deve ser feita e, neste sentido, é possível afirmar que houve um
aumento no investimento no sentido de melhorar a qualidade de vida da
população do concelho do Barreiro.

De entre estes, pode-se destacar o investimento realizado no Parque Escolar do


Concelho, ao nível social (com a manutenção do apoio social escolar, a
candidatura da Quinta da Mina, entre outros), ao nível do ambiente, na cultura, na
Requalificação das Frentes Ribeirinhas (Programa Repara), na Requalificação da
Rede de Águas e Saneamento, entre outros.

Dando cumprimento ao estabelecido na Lei das Finanças Locais em matéria de


endividamento, importa realçar que em 2010 e no seguimento do que se tem
vindo a registar em anos anteriores, o Município do Barreiro ficou largamente
abaixo do seu limite de endividamento líquido, não sofrendo, assim, qualquer
penalização em termos das transferências do Orçamento de Estado.

Também ao nível da capacidade de endividamento o Município tem dado


cumprimento ao estipulado na Lei, passando mesmo no final de 2010 a dispor
novamente desta capacidade.

Relatório de Gestão 4
Em suma e apesar das melhorias verificadas, é importante dar continuidade às
medidas de racionalização das despesas, nomeadamente nas correntes, iniciadas
em 2010, levando desta forma a uma libertação de meios para investimento e a
um caminhar paulatino para uma situação de equilíbrio orçamental.

Uma análise mais detalhada dos resultados de 2010, será apresentada nas páginas
seguintes.

Relatório de Gestão 5
II – Estudo da Evolução Orçamental

O estudo da evolução orçamental é feito com base em duas famílias: Receita


(Recebimentos) e Despesa (Pagamentos).

Será efectuada igualmente, uma pequena análise às Grandes Opções do Plano.

1. – Receita

MAPA RESUMO DA RECEITA

2009 2010
Variação
Designação Recebido Execução Recebido Execução
(1) (2) (3) (4) (3) - (1)
Corrente
01 Impostos Directos 11.439.260,28 105,10% 12.991.765,73 114,10% 1.552.505,45
02 Impostos Indirectos 3.240.683,88 78,10% 2.718.488,38 37,28% -522.195,50
04 Tx, Multas e O. Penalidades 2.535.315,80 87,35% 2.992.210,77 99,64% 456.894,97
05 Rendimentos de Propriedade 90.053,21 59,64% 50.609,10 37,49% -39.444,11
06 Transferências Correntes 9.594.492,51 101,04% 9.706.146,29 97,46% 111.653,78
07 Venda de Bens e Serviços 7.464.772,14 70,85% 7.892.982,02 101,82% 428.209,88
08 Outras Receitas Correntes 29.785,11 141,50% 83.411,49 278,04% 53.626,38
Sub-Total Corrente 34.394.362,93 90,13% 36.435.613,78 92,11% 2.041.250,85
Capital
09 Venda de Bens de Investimento 0,00 0,00% 0,00 0,00% 0,00
10 Transferências de Capital 3.195.026,12 59,64% 3.787.949,69 65,36% 592.923,57
11 Activos Financeiros 25.851,16 103,40% 25.671,74 102,69% -179,42
12 Passivos Financeiros 1.952.238,00 100,00% 0,00 100,00% -1.952.238,00
13 Outras Receitas de Capital 9.216,99 23,04% 0,00 23,04% -9.216,99
15 Reposições não Ab. Pagamentos 1.305,49 2,61% 23.009,85 46,02% 21.704,36
16 Saldo da Gerência Anterior 1.726.629,40 100,00% 1.877.746,00 100,00% 151.116,60
Sub-Total Capital 6.910.267,16 35,60% 5.714.377,28 29,71% -1.195.889,88
TOTAL GERAL 41.304.630,09 71,95% 42.149.991,06 66,06% 845.360,97

Numa primeira análise podemos afirmar que se registou um aumento global das
Receitas em cerca de € 845.360,97, ou seja, 2,05 %, comparativamente com o
ano anterior.

Sem recurso ao crédito bancário, 2010, foi o ano de maior valor de receitas
arrecadadas pelo Município do Barreiro.

As Receitas Correntes, apresentam um aumento € 2.041.250,85, enquanto as


Receitas de Capital, uma redução de € 1.195.889,88.

Relatório de Gestão 6
Esta redução, deriva do facto de em 2009, ter sido contraído um empréstimo de €
1.952.238,00 ao abrigo do Programa de Regularização Extraordinária de Dívidas
do Estado.

No entanto, se compararmos as receitas sem empréstimos, estas, teriam


apresentado um acréscimo de € 2.793.598,97, ou seja, um aumento de 7,11 %,
comparativamente com o ano anterior.

Os Impostos Directos, que representam 30,82 % do total do Orçamento,


apresentam um acréscimo de 13,57 % e uma execução de 114,10 %, ou seja, um
aumento de € 1.552.505,45 em termos absolutos, quando comparado com o ano
anterior.

Com excepção da Derrama, cuja execução de 130,05%, representa uma


diminuição de 8,82% face a 2009 e da Contribuição Autárquica com uma
redução de 81,49%, evolução normal face à substituição deste imposto pelo IMI,
todas as restantes rubricas, apresentam um comportamento muito positivo.

Assim, o IMI, com uma execução de 107,43%, apresenta um aumento de 9,20%,


face a 2009, o IUC, com uma execução de 105,01 %, regista um acréscimo de
4,75% e o IMT, com uma execução de 130,57% tem um aumento de 34,09%.

Os Impostos Indirectos, registam uma execução de 37,28% e uma redução de


16,11%, ou seja, € 522.195,50 em termos absolutos.

Esta redução, assenta, essencialmente em duas rubricas, loteamento e obras, com


um decréscimo de € 516.611,90 e ocupação da via pública, com uma diminuição
de € 23.608,74.

As Taxas, Multas e Outras Penalidades, com uma execução de 99,64%, registam


um aumento de 18,02%, ou seja, um acréscimo de € 456.894,97
comparativamente com 2009.

Nesta rubrica, todas as suas componentes apresentam um aumento, dos quais, o


mais significativo diz respeito ao Saneamento, com um acréscimo de €
235.922,98.

Dentro deste, a Tarifa de Ligação apresenta um aumento de € 161.142,88, a


Tarifa de Utilização, um acréscimo de € 42.998,12 e a Taxa de Recursos
Hídricos, um aumento de € 31.710,77.

Em relação às restantes rubricas das Taxas, Multas e Outras Penalidades, os


Mercados e Feiras registam um aumento de € 69.702,68, os Loteamentos e Obras
€ 72.601,03, a Ocupação de Via Pública € 11.775,71 e as Multas e Outras
Penalidades, € 52.230,09.

Relatório de Gestão 7
Relativamente às Transferências Correntes, estas apresentam um aumento de
1,16 %, ou seja, € 111.653,78, em relação ao ano anterior.

Este aumento, assenta em duas componentes, as Transferências do Orçamento do


Estado, com um acréscimo de € 64.763 e as outras transferências correntes, com
um aumento de € 46.890,78.

Em relação às transferências provenientes do Orçamento de Estado, o valor


inicialmente previsto para 2010, apresentava uma evolução de € 274.597, ou seja,
3,49% de aumento face a 2009. No entanto, por alteração imposta no Programa
de Estabilidade e Crescimento, houve uma redução de € 209.834.

Nas transferências recebidas pela DREL, verifica-se um acréscimo de €


177.332,05. A principal redução nesta rubrica tem a ver as verbas provenientes
da Administração Central por via dos actos eleitorais que em 2009 totalizaram €
107.895,93 e em 2010 apenas € 3.659,74.

A rubrica de Venda de Bens e Serviços apresenta um aumento de € 428.209,88


ou seja, um acréscimo de 5,74 %, em relação ao ano anterior.

As receitas de capital, registam uma execução de 29,71 %, do seu valor


previsional, apresentando uma redução de 17,31 % em relação ao mesmo período
de 2009.

Esta redução, assenta, essencialmente na rubrica dos Passivos Financeiros,


devido ao facto de em 2009, o Município do Barreiro contraiu um empréstimo de
€ 1.952.238, ao abrigo do PREDE, enquanto que em 2010, não se socorreu de
qualquer crédito bancário.

Composição da Receita 2009 2010

Receita Corrente / Receita Total 83,27% 86,44%

Receita Capital / Receita Total 16,73% 13,56%

Como, tradicionalmente, é a Receita Corrente aquela que maior peso detém no


conjunto da Receita Total.

Esta influência da Receita Corrente no total das receitas do Município, reveste


um carácter normal tendo em conta o atrás descrito.

Relatório de Gestão 8
Peso das Principais Rubricas da Receita na
2009 2010
Receita Total
IM.I. / Receita Total 15,75% 17,20%
I.U.C. / Receita Total 2,38% 2,49%
Derrama / Receita Total 2,00% 1,82%
I.M.T. / Receita Total 6,93% 9,29%
C.A. / Receita Total 0,08% 0,01%
Impostos Indirectos / Receita Total 7,69% 6,45%
Taxas, Multas e Outras Penalidades / Receita
Total 6,01% 7,10%
O.E. ( Total) / Receita Total 24,51% 24,78%
Venda Bens e Serviços / Receita Total 17,71% 18,73%
Fundos Comunitários (Total) / Receita Total 1,82% 2,18%

O ano de 2010, veio reforçar a importância dos Impostos Directos, assumem no


total da receita do Município, 30,82%.

Houve um decréscimo do peso dos Impostos Indirectos e um aumento das Taxas,


Multas e Outras Penalidades.

Relativamente às Transferências do Orçamento Geral de Estado, estas,


representam cerca de 25% do total do orçamento do Município.

Por este quadro, conclui-se que no seu conjunto, os Impostos Directos e as


Transferências do Orçamento Geral do Estado, representam mais de 50 % do
total das receitas do Município, comprovando-se desta forma, a reduzida
capacidade de angariação de receitas próprias, pelo que, estão a ser
desenvolvidos todos os esforços no sentido de inverter esta situação.

Relatório de Gestão 9
Relatório de Gestão 10
Relatório de Gestão 11
2. – Despesa

MAPA RESUMO DA DESPESA

2009 2010
Variação
Designação Realização Execução Realização Execução
(1) (2) (3) (4) (3) - (1)
Corrente
01 Pessoal 15.970.920,13 93,91% 16.505.508,49 92,38% 534.588,36
02 Aquisição de Bens e Serviços 9.766.505,31 66,57% 8.109.768,78 50,18% -1.656.736,53
03 Juros e Outros Encargos 748.635,67 96,50% 334.618,00 95,36% -414.017,67
04 Transferências Correntes 3.984.535,17 93,31% 4.222.453,71 95,90% 237.918,54
05 Subsidios 40.152,80 100,00% 4.910,87 99,92% -35.241,93
06 Outras Despesas Correntes 360.236,08 89,17% 360.767,82 95,74% 531,74
Sub-Total Corrente 30.870.985,16 83,06% 29.538.027,67 75,43% -1.332.957,49
Capital
07 Aquisição de Bens de Capital 3.324.539,28 22,57% 5.685.401,14 29,76% 2.360.861,86
08 Transferências de Capital 2.241.644,10 91,05% 2.079.248,74 95,99% -162.395,36
10 Passivos Financeiros 2.980.968,83 99,75% 3.278.767,32 99,81% 297.798,49
11 Outras Despesas Capital 20.892,89 95,66% 1.547,16 1,77% -19.345,73
Sub-Total Capital 8.568.045,10 42,41% 11.044.964,36 44,82% 2.476.919,26
TOTAL GERAL 39.439.030,26 68,74% 40.582.992,03 63,61% 1.143.961,77

De acordo com o Mapa Resumo da Despesa, a despesa total de 2010, apresenta


um aumento de € 1.143.961,77, ou seja, 2,9%, comparativamente com o ano
anterior.

Como se pode verificar, este acréscimo da despesa é muito idêntico ao aumento


da receita do ano.

A despesa corrente apresenta uma diminuição de € 1.332.957,49 ou seja, - 4,32%,


enquanto a de capital aumenta € 2.476.919,26 ou seja, 28,91%.

Relativamente às despesas correntes, estas tiveram uma realização de 75,43%.

As Despesas com o Pessoal, apresentam um aumento de € 534.588,36 ou seja,


3,35%.

Apesar deste aumento, a rubrica de remunerações certas e permanentes, apresenta


uma redução de € 30.926,30, os abonos variáveis e eventuais, um decréscimo de
€ 26.099,07.

Assim, o principal aumento desta rubrica, situa-se ao nível das contribuições para
a Caixa Geral de Aposentações com um acréscimo de € 276.854,45 e na
comparticipação para o Serviço Nacional de Saúde das despesas realizadas pela
ADSE junto deste, valor este retido nas transferências do Orçamento de Estado e
que em 2010, foi de € 286.848,59.

Relatório de Gestão 12
A Aquisição de Bens e Serviços apresenta uma diminuição de 16,96 %, ou seja, -
€ 1.656.736,53, em termos relativos.

Os Encargos Financeiros diminuem 55,30 %, ou seja, - € 414.017,67.

As Transferências Correntes e os Subsídios, no seu conjunto, apresentam um


aumento de € 202.676,61, ou seja, 5,01 %.

As despesas de capital com uma realização de 44,82%, apresentam um aumento


de 28,91% em relação a igual período de 2009.

Na rubrica, Aquisição de Bens de Capital, verifica-se um acréscimo de €


2.360.861,86, ou seja, um aumento de 71,01% face a 2009.

As Transferências de Capital, apresentam uma redução de € 162.395,36, ou seja,


- 7,24%.

O aumento verificado na rubrica Passivos Financeiros, no valor de € 297.798,49,


deve-se ao facto de o Município ter amortizado 4 prestação do empréstimo
contraído em 2009 ao abrigo do Programa de Regularização Extraordinária de
Dívidas do Estado.

SALDOS TRANSITADOS

Anos Valor Variação

2004/2005 5.717.174,36 -1.608.825,64

2005/2006 4.584.605,59 -1.132.568,77

2006/2007 2.036.131,51 -2.548.474,08

2007/2008 1.557.727,79 -478.403,72

2008/2009 1.726.629,40 168.901,61

2009/2010 1.877.745,60 151.116,20

2010/2011 1.566.998,63 -310.746,97

O saldo para a gerência seguinte apresenta uma redução face a 2009.

Relatório de Gestão 13
Grau de Cobertura da Despesa 2009 2010
Receita Corrente / Despesa
111,41% 123,35%
Corrente
Receita Capital / Despesa Capital 80,65% 51,74%

Receita Total / Despesa Total 104,73% 103,86%

A leitura deste quadro permite concluir que a Receita Corrente fez face à Despesa
Corrente e ainda libertou verba para Capital, sendo esta cobertura superior à do
ano anterior.

Composição da Despesa 2009 2010

Despesa Corrente / Despesa Total 78,28% 72,78%

Despesa Capital / Despesa Total 21,72% 27,22%

Verifica-se uma diminuição da relação Despesa Corrente / Despesa Total,


contrabalançando com o aumento verificado na comparação Despesa de Capital /
Despesa Total.

Estrutura da Despesa Corrente 2009 2010


Despesa Pessoal / Despesa
51,73% 55,88%
Corrente
Aquisição de Serviços / Despesa
31,64% 27,46%
Corrente
Transferências Correntes / Despesa
12,91% 14,29%
Corrente
Encargos Financeiros / Despesa
2,43% 1,13%
Corrente

Subsídios / Despesa Corrente 0,13% 0,02%

Relatório de Gestão 14
Da análise deste quadro, destaca-se o aumento verificado do peso das Despesas
com o Pessoal no total da Despesa Corrente do Município, ultrapassando os 50%
desta.

Estrutura da Despesa Capital 2009 2010

Investimento / Despesa Capital 38,80% 51,48%


Transferências de Capital / Despesa
26,16% 18,83%
Capital
Passivos Financeiros / Despesa
34,79% 29,69%
Capital

Verifica-se um aumento do peso da rubrica de Investimentos, contrastando com a


diminuição verificada nas rubricas de Transferências de Capital e de Passivos
Financeiros.

Peso das Principais Rubricas da


2009 2010
Despesa na Despesa Total
Pessoal / Despesa Total 40,50% 40,67%

Aquisição de Bens e Serviços /


24,76% 19,98%
Despesa Total
Transferências Correntes / Despesa
10,10% 10,40%
Total
Enc. Financeiros + Passivos
9,46% 8,90%
Financeiros / Despesa Total

Investimento / Despesa Total 8,43% 14,01%


Transferências Capital / Despesa
5,68% 5,12%
Total

Da análise deste quadro, importa destacar que apenas as despesas de investimento


registam um acréscimo face a 2009.

Relatório de Gestão 15
Encargos Assumidos com Fornecedores e não Pagos / Endividamento

2009 2010
DESIGNAÇÃO
Corrente Capital Total Corrente Capital Total
Fornecedores Diversos 3.060.390,09 6.113.571,87 9.173.961,96 6.070.022,82 6.554.794,06 12.624.816,88
Contratos Locação Financeira 1.562.637,82 1.562.637,82 1.347.198,97 1.347.198,97
Empréstimos de M/L Prazo 24.563.156,85 24.563.156,85 21.286.229,61 21.286.229,61
Total 3.060.390,09 32.239.366,54 35.299.756,63 6.070.022,82 29.188.222,64 35.258.245,46

Pode constatar-se que o Endividamento Global do Município registou uma


redução de € 41.511,17 comparativamente com o ano anterior.

Esta redução, tem por base a dívida de médio e longo prazo que diminuiu €
3.492.366,09.

Composição da Despesa Corrente - 2010

18.000.000,00

16.000.000,00

14.000.000,00

12.000.000,00

10.000.000,00
Valores

8.000.000,00

6.000.000,00

4.000.000,00

2.000.000,00

0,00

P es s oal Aquis ição de Bens e Serviço s J uro s e Outro s Encargos


Trans ferências Co rrentes Subsidio s Outras Des pes as Co rrentes

Relatório de Gestão 16
Composição da Despesa de Capital - 2010

6.000.000,00

5.000.000,00

4.000.000,00
Valores

3.000.000,00

2.000.000,00

1.000.000,00

0,00

Aquis ição de Bens de Capital Trans ferências de Capital

P as s ivos Financeiros Outras Des pes as Capital

Composição da Despesa Total - 2010

30.000.000,00

25.000.000,00

20.000.000,00
Valores

15.000.000,00

10.000.000,00

5.000.000,00

0,00

Sub-To tal Co rrente Sub-Total Capital

Relatório de Gestão 17
Evolução da Despesa

35.000.000,00

30.000.000,00

25.000.000,00

20.000.000,00
Valores

15.000.000,00

10.000.000,00

5.000.000,00

0,00
2009 2010
Anos

Sub-Total Co rrente Sub-Total Capital

3. - Encargos com o Pessoal

EVOLUÇÃO DOS PAGAMENTOS

Designação Pessoal
Pessoal do Outros
Fora do Total
Quadro Pagamentos
Anos Quadro
2003 7.874.573,69 824.313,21 4.544.696,39 13.243.583,29
2004 9.559.690,28 1.395.378,52 2.581.710,82 13.536.779,62
2005 9.786.165,44 2.071.425,16 2.714.368,03 14.571.958,63
2006 9.732.092,24 1.966.408,56 3.386.762,16 15.085.262,96
2007 10.133.686,24 1.715.403,20 3.339.346,02 15.188.435,46
2008 10.736.073,70 1.359.733,82 3.208.773,67 15.304.581,19
2009 11.035.481,78 1.029.069,45 3.906.368,90 15.970.920,13
2010 11.168.087,47 715.025,49 4.622.395,53 16.505.508,49

Em 2010 houve um aumento nas Despesas com o Pessoal de 3,35 % em relação a


2009.

Relatório de Gestão 18
Se analisarmos todas as rubricas assinaladas, constatamos o seguinte:

- Pessoal do Quadro, aumento de 1,20 %;

- Pessoal Fora do Quadro, redução de 30,52 %

- Outros Pagamentos, aumento de 18,33 %

Cálculo dos Limites dos Encargos de Pessoal

Pessoal do Quadro 2010 11.168.087,47


= 32,47%
Receita Corrente 2009 34.394.362,93

Pessoal em Qualquer Outra


311.988,35
Situação
= 2,79%
Pessoal do Quadro 2010 11.168.087,47

Pessoal Fora do Quadro


715.025,49
2010
= 6,40%
Pessoal do Quadro 2010 11.168.087,47

Pessoal Fora do Quadro


715.025,49
2010
= 2,08%
Receita Corrente 2009 34.394.362,93

Encargos Totais 2010 16.505.508,49


= 47,99%
Receita Corrente 2009 34.394.362,93

Relatório de Gestão 19
De acordo com o Decreto – Lei n.º 116/84 de 6 de Abril, com as alterações
introduzidas pelo Decreto – Lei n.º 44/85 de 13 de Setembro, as despesas com o
Pessoal do Quadro não podem exceder 60% das Receitas Correntes do ano
anterior e as Despesas com Pessoal em Qualquer Outra Situação não podem
exceder 25% dos referidos encargos.

Desta forma, conclui-se, que em relação ao Pessoal do Quadro o limite imposto


por lei está longe de ser atingido, o mesmo acontecendo com o Pessoal em
Qualquer Outra Situação.

Relatório de Gestão 20
4. – Grandes Opções do Plano

As Grandes Opções do Plano (G.O.P.), são constituídas pelo Plano Plurianual de


Investimentos (P.P.I.) e pelas Acções Mais Relevantes (A.M.R.).

GRAU DE EXECUÇÃO DAS GRANDES OPÇÕES DO PLANO

G.O.P. P.P.I. A.M.R.


Designação
Realização Execução Realização Execução Realização Execução
01 Reforçar a Part. Democ. Cidadania 2.481.647,07 77,19% 588.775,79 53,16% 1.892.871,28 89,81%
02 Contribuir p/ Dinam. Emp. e Des. Econ. 6.452,97 21,71% 0,00 0,00% 6.452,97 21,78%
03 Promover a Melhoria Amb. e Qual. Vida 2.144.885,90 22,97% 1.945.583,12 21,71% 199.302,78 52,81%
04 Gestão Territ. Supor. Desenv. Sustentáv. 450.473,53 25,42% 450.473,53 25,42% 0,00 0,00%
05 Melhorar Mobilidade e Acessibilidades 1.578.832,28 75,13% 78.832,28 13,10% 1.500.000,00 100,00%
06 Din. Acção Social Interv. Sócio-Cultural 5.372.688,81 58,97% 2.083.541,68 41,27% 3.289.147,13 80,96%
07 A Segurança das Populações 260.523,22 98,86% 0,00 0,00% 260.523,22 98,86%
08 Gestão Económico-Financeira Eficaz 3.815.724,14 77,78% 536.956,82 33,26% 3.278.767,32 99,81%
Total 16.111.227,92 52,43% 5.684.163,22 29,75% 10.427.064,70 89,69%

O grau de execução global das G.O.P. foi de 52,43 %, sustentado pela execução
global do P.P.I. em 29,75 % e das A.M.R. em 89,69 %.

Em relação ao ano anterior, verifica-se um aumento de 25,21% na execução


global das Grandes Opções do Plano.

Ao nível do P.P.I. este acréscimo é de 70,98 %, enquanto nas A.M.R. é de 9,27%.

Composição das Grandes Opções do Plano

6.000.000,00

5.000.000,00

4.000.000,00
Valores

3.000.000,00

2.000.000,00

1.000.000,00

0,00

Refo rçar a P art. Demo c. Cidadania Co ntribuir p/ Dinam. Emp. e Des. Econ. P romover a Melhoria Amb. e Qual. Vida

Gestão Territ. Supo r. Desenv. Sus tentáv. Melho rar Mo bilidade e Aces sibilidades Din. Acção So cial Interv. Sócio-Cultural
A Segurança das P opulações Gestão Econó mico-Financeira Eficaz

Relatório de Gestão 21
Execução das G.O.P. por Objectivos

17% 17%

5%

5%

21%
6%

16%
13%

Reforçar a P art. Demo c. Cidadania Contribuir p/ Dinam. Emp. e Des . Econ. P romo ver a Melho ria Amb. e Qual. Vida
Ges tão Territ. Supor. Des env. Sus tentáv. Melho rar Mo bilidade e Aces s ibilidades Din. Acção Social Interv. Só cio-Cultural
A Segurança das P opulações Ges tão Econó mico-Financeira Eficaz

Relatório de Gestão 22
III – Estudo da Evolução Económico - Financeira

A presente análise económico – financeira tem por objectivo dar a conhecer os


resultados alcançados pelo Município do Barreiro no exercício de 2010, bem
como, a sua situação Patrimonial e Financeira no mesmo período.

Para o efeito, foram tidos em consideração o Balanço e a Demonstração de


Resultados Líquidos em 31 de Dezembro de 2010 e a respectiva comparação com
o exercício de 2009. Foram ainda elaborados alguns rácios de apoio à Gestão de
modo a tornar a análise interpretativa, dos elementos apresentados, mais
perceptível.

1 – Análise à Demonstração de Resultados Líquidos

Análise Comparativa de Custos, Proveitos e Resultados


Código Designação
de 2010 % 2009 % ∆%
Custos e Perdas
Contas
61 Custo merc. Vend.materias consumidas 127.554,95 0,32% 0,00 0,00% 0,00%
62 Fornecimentos e serviços externos 13.587.900,09 34,09% 13.235.083,18 32,17% 2,67%
63 Transf. e subs. corr. conc. e prest. sociais 3.959.780,48 9,93% 4.053.075,51 9,85% -2,30%
64 Custos c/ pessoal 16.419.679,56 41,20% 16.652.333,08 40,48% -1,40%
65 Outros custos e perdas operacionais 42.626,04 0,11% 25.766,81 0,06% 65,43%
66 Amortizações do exercício 1.781.552,50 4,47% 1.715.110,39 4,17% 3,87%
67 Provisões do exercício 630.766,67 1,58% 1.625.856,84 3,95% -61,20%
(A) 36.549.860,29 91,70% 37.307.225,81 90,68% -2,03%
68 Custos e perdas financeiras 908.861,54 2,28% 921.412,91 2,24% -1,36%
(C) 37.458.721,83 93,98% 38.228.638,72 92,92% -2,01%
69 Custos e perdas extraordinárias 2.399.149,21 6,02% 2.911.565,99 7,08% -17,60%
(E) 39.857.871,04 100,00% 41.140.204,71 100,00% -3,12%
88 Resultado líquido do exercício 4.626.011,56 11,61% -2.180.436,03 -5,30% -312,16%
Total 44.483.882,60 38.959.768,68 14,18%
Proveitos e Ganhos
711 Vendas 2.865.132,17 6,44% 2.944.896,09 7,56% -2,71%
712 Prestações de serviços 3.876.765,31 8,71% 3.854.202,14 9,89% 0,59%
72 Impostos e taxas 18.736.968,39 42,12% 18.398.962,23 47,23% 1,84%
73 Proveitos suplementares 98.269,23 0,22% 39.484,52 0,10% 148,88%
74 Transferências e subsídios obtidos 11.633.421,58 26,15% 11.925.618,65 30,61% -2,45%
75 Trabalhos para a própria entidade 0,00% 0,00% 0,00%
76 Outros proveitos e ganhos operacionais 1.041.789,22 2,34% 771.860,34 1,98% 34,97%
(B) 38.252.345,90 85,99% 37.935.023,97 97,37% 0,84%
78 Proveitos e ganhos financeiros 47.822,76 0,11% 79.723,93 0,20% -40,01%
(D) 38.300.168,66 86,10% 38.014.747,90 97,57% 0,75%
79 Proveitos e ganhos extraordinários 6.183.713,94 13,90% 945.020,78 2,43% 554,35%
(F) 44.483.882,60 100,00% 38.959.768,68 100,00% 14,18%
Resultados Operacionais ( B ) - ( A ) 1.702.485,61 627.798,16 171,18%
Resultados Financeiros ( D - B ) - ( C - A ) -861.038,78 -841.688,98 -2,30%
Resultados Correntes ( D ) - ( C ) 841.446,83 -213.890,82 493,40%
Resultado líquido do exercício ( F ) - ( E ) 4.626.011,56 -2.180.436,03 312,16%

Nota: Não inclui Resultados Extraordinários do Exercício de acordo com o modelo da Demonstração de Resultados

No exercício de 2010 o Município do Barreiro, encerra com um Resultado


Líquido positivo de € 4.626.011,56.

Este resultado, é influenciado fundamentalmente pelo aumento dos proveitos em


14,18%, enquanto os custos tiveram uma diminuição de 3,12 %.

Relatório de Gestão 23
Evolução do Resultado Líquido

5.000.000,00
4.626.011,56
4.500.000,00
2010
4.000.000,00
3.500.000,00
3.000.000,00
2.500.000,00
2.000.000,00
2008
1.500.000,00
Valores

2007 1.426.527,95
1.000.000,00
545.903,82
500.000,00 2003
0,00 -479.195,97 372.698,43
2005 2006
-500.000,00
-540.335,96
-1.000.000,00 2004
2002
-1.500.000,00 -756.871,29
-316.419,68
-2.000.000,00
-2.500.000,00 -2.180.436,03
-3.000.000,00 2009

Resultados Operacionais

Os Resultados Operacionais, tiveram um aumento de 171,18 %.

Continuam positivos e comparados com o ano de 2009, passaram de €


627.798,16 para € 1.702.485,61.

A justificação deve-se ao facto dos custos operacionais terem diminuído 2,03 %


e os proveitos operacionais terem aumentado 0,84 % .

Os Custos Operacionais diminuíram € 757.365,52, enquanto os Proveitos


Operacionais aumentaram € 317.321,93.

Os Custos Operacionais tiveram as seguintes mutações:

O custo das mercadorias vendidas e consumidas ascendeu a € 127.554,95. Não


existe comparação com o ano de 2009 porque este tipo de custos encontrava-se
contabilizado nos fornecimentos e serviços externos como material de
conservação e reparação.

Os Fornecimentos e Serviços Externos aumentaram, em relação ao ano de 2009,


2,67 %, ou seja, € 352.816,91.

As Transferências e Subsídios Correntes Concedidos e Prestações Sociais,


diminuíram 2,30 %, que em termos absolutos, equivale a € 93.295,03.

Os Custos com o Pessoal diminuíram 1.40 % a que corresponde em termos


absolutos a € 232.653,52.

Os Outros Custos e Perdas Operacionais, não têm expressão significativa.

Relatório de Gestão 24
As Amortizações do Exercício, aumentaram € 66.442,11 que percentualmente
equivale a 3,87 %.

As Provisões do Exercício diminuíram € 995.090,17, em termos relativos


equivalem a menos 61,20 % .

Nos Proveitos Operacionais, destacamos o seguinte:

As Vendas decresceram 2,71 % enquanto as Prestações de Serviços aumentaram


0,59 %. No seu conjunto diminuíram € 57.200,75.

Os Impostos e Taxas tiveram um acréscimo de € 338.006,16 o que equivale a


1,84 %.

Os Proveitos Suplementares aumentaram € 58.784,71.

As Transferências e Subsídios Obtidos, tiveram um decréscimo de € 292.197,07,


que em termos relativos corresponde a 2,45 %.

Os Outros Proveitos e Ganhos Operacionais aumentaram € 269.928,88.

Resultados Financeiros

Relativamente aos Resultados Financeiros, continuam negativos e ascenderam a


€ 861.038,78 ou seja aumentaram 2,30 % que em termos absolutos significa €
19.349,80.

Os Custos Financeiros ascenderam a € 908.861,54 e diminuíram 1,36% em


relação a 2009.

Os Proveitos Financeiros ascenderam a € 47.822,76, tendo diminuído 40,01 %


em relação a 2009.

Resultados Correntes

A conjugação dos Resultados Operacionais com os Resultados Financeiros,


reflectem Resultados Correntes positivos no montante de € 841.446,83. No ano
de 2009 este valor tinha sido de € 213.890,82 negativos.

Resultado Líquido do Exercício

O Resultado Líquido positivo ascende a € 4.626.011,56.

No ano de 2009 este resultado foi de € 2.180.436,03 negativos.

Relatório de Gestão 25
2 – Análise ao Balanço

Análise Comparativa de Balanços


Código de
Activo 2010 % 2009 % ∆%
Contas
Imobilizado
45 Bens de domínio público 2.146.683,32 2,55% 1.751.022,76 2,24% 22,60%
43 Imobilizações incorpóreas 17.595,64 0,02% 5.647,16 0,01% 211,58%
42 Imobilizações corpóreas 60.542.098,63 71,93% 53.229.940,30 67,96% 13,74%
44 Imobilizado em curso 2.092.202,64 2,49% 3.210.177,89 4,10% -34,83%
41 Investimentos financeiros 2.859.751,00 3,40% 2.859.751,00 3,65% 0,00%
Total Imobilizado Líquido 67.658.331,23 80,38% 61.056.539,11 77,95% 10,81%
Circulante
Existências
36 Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 417.972,10 0,50% 0,00 0,00% 100,00%
Dívidas de terceiros-C/P
21 Clientes, contribuintes e utentes 1.056.370,60 1,26% 1.617.504,99 2,07% -34,69%
24 Estado e outros entes públicos 6.665,08 0,01% 36.987,37 0,05% 100,00%
26 Outros devedores 9.318,84 0,01% 31.149,34 0,04% -70,08%
Total das Dívidas de Terceiros 1.072.354,52 1,27% 1.685.641,70 2,15% -36,38%
Dep. instit. financeiras e caixa
18 Outras Aplicações de Tesouraria 1.000.000,00 1,19% 1.000.000,00 1,28% 0,00%
15 Títulos Negociáveis 0,00% 700.000,00 0,89% -100,00%
12 Depósitos em instituições financeiras 1.171.413,57 1,39% 973.070,42 1,24% 20,38%
11 Caixa 30.944,28 0,04% 18.712,42 0,02% 65,37%
Total das Disponibilidades 2.202.357,85 2,62% 2.691.782,84 3,44% -18,18%
Total do Activo Circulante 3.274.712,37 3,89% 4.377.424,54 5,59% -25,19%
Acréscimos e diferimentos
27 Acréscimos e diferimentos 12.818.070,98 15,23% 12.891.859,98 16,46% -0,57%
Total Activo Líquido 84.169.086,68 100,00% 78.325.823,63 100,00% 7,46%
Fundos Próprios
51 Património 21.759.066,03 25,85% 21.759.066,03 27,78% 0,00%
57 Reservas Legais 151.188,16 0,18% 151.188,16 0,00% 100,00%
59 Resultados transitados 7.795.249,84 9,26% 9.975.685,87 12,74% -21,86%
88 Resultado líquido exercício 4.626.011,56 5,50% -2.180.436,03 -2,78% -312,16%
Total dos Fundos Próprios 34.331.515,59 40,79% 29.705.504,03 37,93% 15,57%
Passivo
Dívidas a terceiros - M/L
23 Dívidas a instituições de crédito 21.286.229,61 25,29% 24.563.156,85 31,36% -13,34%
26 Outros credores 1.347.198,97 1,60% 1.562.637,82 2,00% -13,79%
Total de Dívidas a Terceiros - M/L 22.633.428,58 26,89% 26.125.794,67 33,36% -13,37%
Dívidas a terceiros - C/P
22 Fornecedores 8.481.252,68 10,08% 4.933.832,53 6,30% 71,90%
21 Clientes 4.713,61 0,01% 4.713,61 0,01% 0,00%
26 Outros credores 5.367.708,52 6,38% 5.619.640,07 7,17% -4,48%
24 Estado e outros entes públicos 263.239,96 0,31% 267.910,11 0,34% -1,74%
Total de Dívidas a Terceiros - C/P 14.116.914,77 16,77% 10.826.096,32 13,82% 30,40%
Acréscimos e diferimentos
27 Acréscimos e diferimentos 13.087.227,74 15,55% 11.668.428,61 14,90% 12,16%
Total do Passivo 49.837.571,09 59,21% 48.620.319,60 62,07% 2,50%
Total dos Fundos Próprios e do Passivo 84.169.086,68 100,00% 78.325.823,63 100,00% 7,46%

Através da análise comparativa dos Balanços, constata-se que nas rubricas do


Activo Imobilizado Líquido, há um crescimento global de 10,81 %, ou seja, um
acréscimo de € 6.601.792,12. O Activo Imobilizado Líquido representa 80,38 %
do total do Activo Líquido do Município.

O Activo Imobilizado Corpóreo Líquido, representa cerca de 71,93 % do total do


Activo Líquido do Município, tendo sofrido um acréscimo de 13,74 % em
relação ao ano anterior.

O Activo Líquido Total teve um crescimento de 7,46 %, ou seja, € 5.843.263,05.

Relativamente às Dívidas de Terceiros a Curto Prazo, elas representam no final


de 2010, 1,27 % do total do Activo Líquido, tendo diminuído em relação a 2009
cerca de 36,38 %, ou seja, € 613.287,18.

Relatório de Gestão 26
A maior componente deste grupo são os Clientes, Contribuintes e Utentes, cujo
valor líquido de provisões diminuiu de € 1.617.504,99 em 2009 para €
1.056.370,60 em 2010, em termos relativos, teve um decréscimo de 34,69 %.

No entanto, esta rubrica, pela sua especificidade, merece uma análise mais
detalhada.

O seu montante bruto no final de 2010 era de € 7.366.453,58 dos quais €


6.568.524,53, que representam 89,17 % do total, tinham mais de 6 meses.

Seria de todo importante apurar, qual o grau de recuperação desta dívida, uma
vez que, apresenta valores preocupantes e são constantes há vários anos.

Da Dívida Total a receber de clientes, € 797.929,05 tem menos de 6 meses e


representa 10,84 % .

As contas de Clientes, pelos montantes envolvidos e pela importância que, cada


vez mais, têm nas disponibilidades do Município deverão continuar a ser alvo de
atenção muito especial no ano de 2011.

Um controlo rigoroso a cada trimestre seria bastante bom.

As Dívidas de Clientes com mais de 6 meses, (de cobrança duvidosa)


aumentaram uma vez mais de € 6.520.702,06 para € 6.568.524,53.

A sua evolução recente foi:

 Aumentaram de 2004 para 2005 cerca de 11,31%


 Aumentaram de 2005 para 2006 cerca de 22,45 %
 Diminuíram de 2006 para 2007 cerca de 1,45 %
 Aumentaram de 2007 para 2008 cerca de 2,64 %
 Aumentaram de 2008 para 2009 cerca de 58,59%
 Aumentaram de 2009 para 2010 cerca de 0,73%

Em termos absolutos o seu valor, à data de encerramento das contas é de €


6,568.524,53.

Este valor, corresponde a 25,78% do total dos seguintes Proveitos em 2010:

711 Vendas € 2.865.132,17


712 Prestações de Serviços € 3.876.765,31
72 Impostos e Taxas € 18.736.968,39

Aquele valor corresponde a 46,53 % do total das dívidas a terceiros de curto


prazo e a 29,02 % do total da n/ dívida a terceiros de médio e longo prazo.

Relatório de Gestão 27
Código
de
Contas Designação 2010 % 2009 %
do
Balanço

211 Clientes C/c 600.840,79 8,16% 578.180,77 7,92%

212 Contribuintes C/c 197.088,26 2,68% 201.731,95 2,76%

Clientes, contribuintes e utentes de


218 6.568.524,53 89,17% 6.520.702,06 89,32%
cobrança duvidosa

Total da Dívida de Clientes 7.366.453,58 100,00% 7.300.614,78 100,00%

Provisões p/ clientes de cobrança


29 6.310.082,98 85,66% 5.683.109,79 77,84%
duvidosa

Dívida Líquida 1.056.370,60 14,34% 1.617.504,99 22,16%

Esquema Gráfico da Dívida de Clientes, Contribuintes e Utentes

8.000.000,00

7.000.000,00

6.000.000,00

5.000.000,00
Valores

4.000.000,00

3.000.000,00

2.000.000,00

1.000.000,00

0,00
2010 2009
To tal da Dí vida de Clie nte s
P ro vis õ e s p/ c lie nte s de c o branç a duvido s a
Dí vida Lí quida

Relatório de Gestão 28
As Disponibilidades, sofreram um decréscimo de 18,18 % representam, no final
de 2010, 2,62 % do total do Activo Líquido Total.

O valor total das Disponibilidades, no final 2010 é inferior em € 11.914.556,9 ao


montante das dívidas a terceiros de curto prazo.

O aumento dos Fundos Próprios tem a seguinte justificação:

Resultado Líquido do Exercício € 4.626.011,56

Reservas legais € 151.188,16


Resultados transitados € 7.795.249,84
Património € 21.759.066,03

Em 31 de Dezembro de 2010 os Fundos Próprios ascendem a 40,79 % do Activo


Líquido Total e a conta 51 – Património corresponde, também a 25,85 % daquele
item.

Relativamente ao Passivo,

A Dívida a Terceiros a Médio e Longo Prazo (22.633.428,58-206.480,00-


3.260.000,00) representa cerca de 22,77 % do total dos Fundos Próprios e do
Passivo,

Esta rubrica diminuiu € 3.451.396,09 e em relação ao ano de 2009, representa


menos 15,26 % .

As Dívidas a Terceiros a Curto Prazo (14.116.914,77+3.260.000,00+206.480,00),


representam 20.89 % do total dos Fundos Próprios e Passivo.

Esta rubrica teve um aumento de € 3.249.848,45 em relação ao ano de 2009,


representa mais 22,67 %.

Relatório de Gestão 29
3 – Evolução das Dívidas de Curto, Médio e Longo Prazo

Dívidas de Terceiros 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Curto Prazo 4.135.273,68 4.934.827,99 5.869.583,62 6.159.118,92 7.413.791,82 7.431.271,31

Provisões -3.158.223,73 -3.669.755,62 -4.035.471,04 -4.102.293,28 -5.728.150,12 -6.358.916,79

Total 977.049,95 1.265.072,37 1.834.112,58 2.056.825,64 1.685.641,70 1.072.354,52

Dívidas a Terceiros

Médio e Longo Prazo

Instituições de Crédito 23.514.218,05 21.627.202,12 21.691.291,49 25.593.727,76 24.563.156,85 21.286.229,61

Outros Credores (Leasing´s) 2.110.979,08 2.062.590,69 2.104.525,14 1.792.877,47 1.562.637,82 1.347.198,97

Sub-Total (Médio e Longo Prazo) 25.625.197,13 23.689.792,81 23.795.816,63 27.386.605,23 26.125.794,67 22.633.428,58

Curto Prazo 9.829.302,35 8.951.972,31 9.431.677,11 7.056.751,46 10.826.096,32 14.116.914,77

Total 35.454.499,48 32.641.765,12 33.227.493,74 34.443.356,69 36.951.890,99 36.750.343,35

O valor correcto, em 2010 das dívidas a terceiros a M/L prazo é:

 Instituições de crédito € 21.286.229,61


 Prestações de empréstimos a pagar em 2011 € 3.260.000,00
 Dívidas a Instituições de crédito a M/L prazo € 18.026.229,61

 Fornecedores de Imobilizado – Leasing € 1.347.198,97


 Prestações dos leasing´s do ano de 2011 € 206.480,00
 Dívidas a Fornecedores de Leasing € 1.140.718,97

 Dívida real de M/L prazo € 19.166.948,58

O valor correcto, em 2010, das dívidas a C/prazo é:

 Valor inscrito no balanço € 14.116.914,77


 Prestações de empréstimos a pagar em 2011 € 3.260.000,00
 Prestações dos leasing´s do ano de 2011 € 206.480,00

 Dívida real de C/prazo € 17.583.394,77

O montante total das dívidas a médio e longo prazo, diminuíram € 3.451.396,09


o que corresponde a 15,26 %. O montante desta dívida, corresponde a 22,77 % do
total dos Fundos Próprios e do Passivo. No ano anterior representava 28,88 %.

No que se refere às dívidas de curto prazo, aumentaram € 3.249.848,45 que


representa em termos relativos 22,67 €. O seu valor corresponde a 20,89 % dos
Fundos Próprios e do Passivo. No ano passado representava 18,30 %.

Relatório de Gestão 30
4 – Rácios de Apoio à Gestão

1 - Autofinanciamento 2010 2009 2008 2007 2006 2005

Resultado Líquido do Exercício 4.626.011,56 -2.180.436,03 1.426.527,95 545.903,82 372.698,43 -540.335,96

Amortizações do Exercício 1.781.552,50 1.715.110,39 1.782.562,63 1.840.048,05 1.809.880,04 1.884.270,51

Variação das Provisões 630.766,67 1.625.856,84 76.955,91 365.715,42 587.060,53 356.103,94

Total do Autofinanciamento 7.038.330,73 1.160.531,20 3.286.046,49 2.751.667,29 2.769.639,00 1.700.038,49

2 - Autonomia Financeira 2010 2009 2008 2007 2006 2005

Capital Próprio / Activo Líquido Total 40,79% 37,93% 33,58% 33,04% 31,48% 30,17%

Este rácio, indica o grau de cobertura do Activo Líquido pelo Capital Próprio.

Quanto mais elevado e próximo de 100, maior a independência financeira terá a


Instituição.

Se este rácio assumir valores inferiores a 30%, evidenciará forte dependência


financeira.

3 - Cobertura do Imobilizado 2010 2009 2008 2007 2006 2005

Recursos Estáveis / Activo Imobilizado


95,25% 100,60% 92,92% 102,18% 101,26% 94,19%
Bruto

Este rácio, indica em que medida os valores Imobilizados Brutos estão cobertos
por recursos estáveis.

Deve assumir valores superiores a 100%.

4 - Taxa de Endividamento 2010 2009 2008 2007 2006 2005

Capitais Alheios de Curto Prazo /


21,95% 24,89% 21,41% 27,03% 22,36% 26,30%
Recursos Próprios

Este rácio tem como finalidade evidenciar a relação entre os Capitais Alheios e
os Recursos Próprios.

Quanto mais baixo o seu valor maior independência terá a instituição.

5 - Coeficiente Activo Bruto Total /


2010 2009 2008 2007 2006 2005
Recursos Próprios

Activo Bruto Total / Recursos Próprios 177,49% 184,44% 193,16% 172,85% 202,72% 214,67%

Este rácio reflecte o grau de dependência do Município perante os seus credores.

Relatório de Gestão 31
Do ponto de vista financeiro deve ser o mais baixo possível.

6 - Liquidez Geral 2010 2009 2008 2007 2006 2005

(Disponibilidades + Dívidas de Terceiros


C/P + Existências + Títulos Negociáveis 26,16% 30,54% 50,96% 38,72% 49,35% 65,91%
) / Dívidas a Terceiros de Curto Prazo

O resultado deste rácio, indica a capacidade do Activo Circulante fazer face às


nossas Dívidas a Curto Prazo.

Um valor abaixo dos 100% indicará uma situação de tesouraria desconfortável.

7 - Liquidez Reduzida 2010 2009 2008 2007 2006 2005

(Disponibilidades + Títulos Negociáveis


15,60% 18,78% 30,32% 9,82% 18,10% 31,92%
) / Dívidas a Terceiros de Curto Prazo

Este rácio indica-nos a capacidade de solvência dos nossos compromissos no


imediato.

O seu valor deve ser o maior possível. Quanto mais perto de 100 melhor.

8 - Cobertura do Passivo 2010 2009 2008 2007 2006 2005

Fundos Próprios / Passivo Total 68,89% 61,10% 50,55% 49,35% 45,94% 43,20%

Este rácio deve aproximar-se o mais possível de 100.

Em forma de conclusão, e da análise efectuada ao Balanço e aos rácios


Apresentados, podemos concluir o seguinte:

Uma significativa melhoria no total dos Fundos Próprios, passando de €


29.705.504,03 em 2009 para € 34.331.515,59 em 2010, conforme explicações
anteriores;

Um maior desequilíbrio na estrutura global do Balanço de 2010, diminuindo o


valor das disponibilidades e das dívidas de terceiros a curto prazo assim como,
um aumento das dívidas a terceiros de curto prazo, apesar da diminuição das
dívidas a terceiros de médio e longo prazo e do aumento no activo imobilizado
corpóreo.

Relativamente aos rácios, estes apresentam uma ligeira melhoria,


comparativamente com o ano anterior, ao nível da Autonomia Financeira do
Município, uma maior cobertura dos recursos estáveis pelo Activo imobilizado
bruto; uma melhor taxa de endividamento; uma pior situação da Liquidez Geral e
Reduzida, bem como uma melhor Cobertura do Passivo.

Relatório de Gestão 32
Legenda:

Financiamento – Inclui dívidas a Instituições de Crédito de Curto, Médio e


Longo Prazo;

Recursos Próprios – É o conjunto das rubricas de Capital, Resultados


Transitados, Resultado Líquido do Exercício,
Amortizações e Provisões;

Recursos Estáveis – É o somatório do Financiamento com os Recursos Próprios.

Relatório de Gestão 33
5 – Proposta de Aplicação de Resultados

Nos termos do ponto 2.7.3. do Decreto – Lei n.º 54-A/99 de 22 de Fevereiro,


quando houver Saldo Positivo na conta 59 “Resultados Transitados”, o seu
montante pode ser repartido da seguinte forma:

a) – Reforço do Património;
b) – Constituição ou Reforço de Reservas.

Refere ainda que é obrigatório o reforço no Património até o valor contabilístico


da conta 51 “Património” corresponder a 20% do Activo Líquido.

Contudo e, sem prejuízo do anteriormente referido, deve constituir-se reforço


anual da conta 571 “Reservas Legais”, no valor mínimo de 5% do Resultado
Líquido do Exercício.

Considerando que o Resultado Líquido do Exercício é positivo e ascende a


4.626.011,56 € propõe-se:
1 – Que as Reservas Legais sejam reforçadas com 5 % do resultado líquido do
exercício, ou seja € 231.300,58.

2 - Que seja transferido para a conta de Resultados transitados o valor


remanescente.

Relatório de Gestão 34
FICHA TÉCNICA

Prestação de Contas e Relatório de Gestão

Elaborado sob a responsabilidade da Câmara Municipal do Barreiro, nos termos


da alínea e) do n.º 2 do artigo 64º da Lei n.º 169/99 de 18 de Setembro.

Preparação, Tratamento e Análise Técnica dos Documentos de Prestação de


Contas, Relatório de Gestão e Consolidação de Contas.

Divisão de Gestão Financeira

Barreiro, Março de 2011

Relatório de Gestão 35