Você está na página 1de 7

N-5 REV.

C DEZ / 2003

LIMPEZA DE SUPERFÍCIES DE AÇO


POR AÇÃO FÍSICO-QUÍMICA

Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.
Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o
responsável pela adoção e aplicação dos seus itens.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


CONTEC deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
eventual resolução de não segui-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve
Comissão de Normas ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo
Técnicas Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da
PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos:
“recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter
não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].
Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 14 CONTEC - Subcomissão Autora.

Pintura e Revestimentos
As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Anticorrosivos
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o
item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica.
As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S.A. – PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução
para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa
autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação
pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades
cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de
Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade
industrial.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho -
GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelas
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias, são aprovadas pelas Subcomissões Autoras - SCs
(formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as Unidades da Companhia e as
suas Subsidiárias) e homologadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das
Unidades da Companhia e das suas Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS está sujeita a
revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 anos para
ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas em
conformidade com a norma PETROBRAS N - 1. Para informações completas sobre as Normas
Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 6 páginas e Índice de Revisões


N-5 REV. C DEZ / 2003

1 OBJETIVO

1.1 Esta Norma fixa o procedimento para a limpeza de superfícies de aço por meio de
solventes, emulsões, desengraxantes, detergentes, água, vapor ou outros materiais de ação
físico-química, antes da aplicação de tinta ou da remoção de carepa de laminação, de
ferrugem ou de tinta antiga.

1.2 Esta Norma se aplica a procedimentos iniciados a partir da data de sua edição.

1.3 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas para
a presente Norma.

Portaria n° 3214, 08/06/78 - Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15) - Atividades e


Operações Insalubres;
PETROBRAS N-6 - Tratamento de Superfícies de Aço com Ferramentas
Manuais e Mecânicas;
PETROBRAS N-2350 - Classificação, Armazenamento Temporário,
Transporte, Tratamento e Disposição de Resíduos
Industriais e Comerciais;
PETROBRAS N-2622 - Classificação, Armazenamento Temporário,
Transporte, Tratamento e Disposição de Resíduos
Oleosos.

3 CONDIÇÕES GERAIS

3.1 A limpeza por ação físico-química, quando necessária, deve ser feita antes da execução
dos tratamentos de superfícies que removam ferrugem, carepa de laminação ou camada de
tinta antiga e antes da aplicação de qualquer tinta.

3.2 Esta Norma abrange diversos métodos de execução de limpeza por ação físico-química
(vapor, água, ar comprimido, decapagem, solventes e detergentes), visando a remoção de
diversos tipos de contaminantes do substrato, tais como: graxas, óleos, gorduras, sabões de
trefilação e estampagem, resíduos de revestimento de eletrodo, frações de película de tinta
deteriorada e sais corrosivos, exemplos:

a) cloretos;
b) sulfatos;
c) íons ferrosos.

3.3 Os métodos incluídos nesta Norma são adequados para a remoção de óleo e graxa da
superfície, porém a quantidade desses contaminantes que permanecem como resíduo sobre a
superfície depende do método e do produto utilizado. É de suma importância que, no caso de
limpeza por compostos alcalinos, não permaneça nenhum resíduo sobre a superfície. O
estado da superfície pode ser verificado com papel de tornassol ou indicador universal, quanto
à sua neutralidade ou alcalinidade.

2
N-5 REV. C DEZ / 2003

3.4 Os solventes de petróleo e de alcatrão de hulha limpam o metal dissolvendo e diluindo o


óleo e as graxas que se encontram na superfície. É importante que a última lavagem ou
limpeza seja feita com solvente limpo, pois do contrário, pode permanecer sobre a superfície
uma camada de óleo ou graxa quando este último solvente evaporar. Caso essa camada não
seja eliminada, a adesão da tinta ao metal fica prejudicada.

3.4.1 As aguarrases minerais (alifáticas) devem ser consideradas como solventes de uso
geral para limpeza. Sob condições normais de clima temperado, deve ser usada a aguarrás
mineral leve, com ponto de fulgor de, no mínimo, 38 °C. No caso de temperaturas mais
elevadas, ou seja, de 27 °C até 38 °C, deve ser usada a aguarrás mineral pesada, com ponto
de fulgor de, no mínimo, 52 °C. Quando a temperatura for maior que 38 °C, deve ser usada
aguarrás extra pesada, com ponto de fulgor acima de 60 °C.

Nota: Todos os solventes são potencialmente perigosos e devem ser usados em


condições, tais que, a sua concentração no ar respirado pelos trabalhadores seja
suficientemente baixa para que haja segurança (ver item 5.6). Quando empregados
em ambientes confinados, nos quais o limite de concentração admissível seja
excedido, devem ser usados sistemas de exaustão e máscaras de ar mandado que
proporcionem ar puro aos trabalhadores. Nestes casos, a concentração do solvente
no ar não deve exceder 40 % do limite inferior de inflamabilidade, em virtude do
risco de incêndio ou explosão que pode resultar. Caso a concentração do solvente
ultrapasse o percentual mencionado, o serviço deve ser paralizado.

3.4.2 Os solventes aromáticos podem ser usados onde for necessária ação solvente mais
enérgica, porém são mais tóxicos e têm, geralmente, baixos pontos de fulgor. O benzeno é o
mais tóxico e não deve ser usado também por motivo de baixo ponto de fulgor e maior risco de
incêndio ou explosão. O xileno e o tolueno podem ser usados sempre que a sua concentração
no ar respirado pelos trabalhadores não exceder os limites de segurança (ver item 5.6). No
caso de concentrações maiores, devem ser usados aparelhos e máscaras que proporcionem
ar puro aos trabalhadores. No caso de uso desses solventes, devem ser tomadas as mais
severas precauções no sentido de estabelecer condições seguras quanto ao risco de incêndio
ou explosão.

3.4.3 Os hidrocarbonetos clorados podem ser usados, porém não são recomendados para
uso geral, devido à alta toxidez. Só devem ser usados por operadores treinados e com
equipamento especial.

3.4.4 Outros solventes de segurança são satisfatórios para o uso, desde que os seus pontos
de fulgor se enquadrem nas exigências definidas no item 3.4.1, e que esses pontos de fulgor
não sejam reduzidos pela evaporação durante o uso e sejam aplicados em condições, tais
que, suas concentrações no ar não constituam perigo para a saúde (ver item 5.6).

3.5 Os agentes de limpeza alcalinos ou detergentes a serem empregados no processo de


desengorduramento devem ser utilizados em conformidade com as recomendações de seus
respectivos fabricantes.

3
N-5 REV. C DEZ / 2003

3.5.1 No caso de indisponibilidade de um agente de limpeza alcalino de marca aprovada,


podem ser obtidos bons resultados com o uso de cerca de 15 g de fosfato trisódico por litro de
água, a qual tenham sido adicionados de 8 g a 15 g de sabão ou uma quantidade adequada
de outro detergente. Esta solução deve ser usada quente, de preferência. Se for usada fria é
aconselhável aumentar a concentração. A concentração indicada é adequada para o emprego
por aspersão ou escovamento. Se for usada em tanques para imersão, a concentração pode
ser triplicada.

3.5.2 A água usada para a completa remoção dos resíduos de álcali deve estar quente ou sob
pressão, sendo preferível que preencha ambas as condições. Para se verificar a eficácia da
lavagem, deve ser colocado papel indicador do pH universal contra a superfície molhada. O
pH assim encontrado não deve ser maior que o pH da água de lavagem.

3.5.3 No uso dos agentes de limpeza alcalinos devem ser tomadas precauções para evitar o
contato da pele com certas soluções, que podem causar sérias queimaduras (ver
item 5.4).

3.6 Entende-se por limpeza a vapor aquela em que é empregado vapor ou água quente sob
pressão ou ambos. O vapor ou a água quente, quando empregados para limpar a superfície,
são geralmente usados em conjunto com um detergente e, em alguns casos, com um agente
de limpeza alcalino. A tinta a ser aplicada não adere ao metal sempre que forem deixados
resíduos de óleo, graxa, sabão, detergente ou álcali sobre a superfície. Por essa razão, é
necessária uma lavagem final com água quente e limpa.

4 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

4.1 A limpeza por meio de ação físico-química deve obedecer a ordem das operações
descritas nos itens 4.1.1 e 4.1.2.

4.1.1 Remover terra, salpicos de cimento, sais, limo e qualquer outro contaminante (salvo
graxa e óleo) mediante ação de escovas de fibra ou arame, pela raspagem, por
hidrojateamento ou pela aplicação de soluções de limpeza alcalinas, com a condição de
secundar essa aplicação o enxagüamento com água doce neutra ou pelo emprego de uma
combinação desses métodos.

Nota: Quando, excepcionalmente, existir a presença de corrosão em placas ou ferrugem


estratificada, é conveniente removê-la com o emprego de ferramentas manuais ou
mecânicas conforme a norma PETROBRAS N-6. O objetivo desta remoção prévia é
facilitar a ação solvente em contaminantes como sais, óleos e graxas escondidos
pelas placas ou ferrugem estratificada.

4.1.2 Remover o óleo ou graxa pelo emprego de um dos seguintes métodos:

a) para contaminações oleosas pequenas e localizadas:


- friccionar a superfície com panos ou escovas embebidas com solvente; a
limpeza final deve ser feita com solvente limpo e panos ou escovas limpos;

4
N-5 REV. C DEZ / 2003

b) para contaminações generalizadas ou em grandes áreas:


- empregar, preferencialmente, desengraxantes ou detergentes biodegradáveis
adequados e posterior lavagem com água doce neutra, em volume suficiente
para remoção dos contaminantes.

4.2 Se forem usados removedores de tinta que tenham ação química, o fabricante deve ser
consultado sobre a existência de parafina na sua composição e qual o método adequado para
sua remoção. Quaisquer resíduos de removedores devem ser eliminados pela lavagem da
superfície com água doce limpa.

4.3 Deve ser observado o menor intervalo de tempo possível entre a limpeza inicial e a
execução da etapa seguinte, de modo a evitar nova contaminação. Caso esta contaminação
ocorra deve ser repetido o procedimento de limpeza inicial.

5 PRECAUÇÕES DE SEGURANÇA

5.1 Devem ser observadas e respeitadas todas as informações a respeito de segurança,


especialmente as informações constantes nos procedimentos, regulamentos e nas fichas
técnicas dos produtos químicos, como por exemplo: providenciar exaustão adequada, proibir o
uso de fumo, evitar eletricidade estática, usar máscara (vapores orgânicos ou ar mandado),
proteger os olhos e a pele.

5.2 O uso de solventes orgânicos para limpeza deve ser restrito, de forma a reduzir os riscos
de agressão ao meio ambiente, optando-se de preferência pela utilização de detergentes
biodegradáveis. [Prática Recomendada]

5.3 Devem ser usados solventes com ponto de fulgor de, no mínimo, 38 °C. Se a temperatura
ambiente for elevada, devem ser usados solventes de ponto de fulgor mais alto (ver
item 3.4.1). Se forem especificados solventes aromáticos, tais como: xileno, tolueno, bem
como solventes de hidrocarbonetos clorados, estes solventes podem ser usados, desde que
tenha sido providenciada a exaustão adequada, a fim de manter a sua concentração no ar
abaixo das mínimas concentrações tóxicas ou inflamáveis. Não deve ser usada gasolina,
devido ao risco de incêndio ou explosão. Não deve ser usado benzeno devido à sua toxidez e
inflamabilidade.

5.4 Devem ser observadas as normas de segurança e procedimentos específicos


recomendados para o manuseio e armazenamento de produtos químicos perigosos. No caso
de agentes de limpeza alcalinos ou ácidos, devem ser tomadas precauções para evitar o
contato com certas soluções, que podem causar sérias queimaduras. Deve-se dar especial
proteção aos olhos dos trabalhadores exigindo-se o uso de óculos de segurança ou antepara.
Se houver necessidade de operações manuais que obriguem o contato com as soluções, os
trabalhadores devem usar luvas de borracha. No caso do emprego de agentes de limpeza
alcalinos por meio de pulverização, devem ser usadas máscaras (vapores orgânicos ou ar
mandado).

5.5 Em áreas confinadas é difícil a remoção de resíduos de desengraxantes e detergentes.


Neste caso, deve ser providenciada uma drenagem adequada para o escoamento total destes
resíduos juntamente com a água de lavagem.

5
N-5 REV. C DEZ / 2003

5.6 As avaliações quantitativas de exposição dos trabalhadores envolvidos nas operações de


limpeza por ação físico-química não devem exceder dos limites previstos na
norma regulamentadora NR-15 (Anexo nº 11). Para isto, deve ser monitorado o limite máximo
de concentração de solvente permissível para respiração (toxidez), bem como, o índice de
explosividade (40 % do limite inferior de inflamabilidade), pelo órgão local de segurança.

5.7 Devem ser cumpridos os requisitos estabelecidos pelas normas PETROBRAS N-2350
e N-2622 para coleta, armazenamento e descarte de resíduos.

6 INSPEÇÃO

Todo trabalho executado de acordo com esta Norma deve ser submetido à inspeção por parte
do usuário ou seu representante, com a finalidade de se detectar vestígios de algum
contaminante após efetuada a limpeza por ação físico-química.

_____________

6
N-5 REV. C DEZ / 2003

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A e B
Não existe índice de revisões.

REV. C
Partes Atingidas Descrição da Alteração
Toda Revisada

_____________

IR 1/1