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Ficha de Diagnose

Grupo I

A. Lê o seguinte texto.

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25

30

35

40

José Eduardo Agualusa, Passageiros em Trânsito: novos contos para viajar, Lisboa: Dom Quixote, 2008, p. 223.
Educação Literária

1. Evidencia o contraste existente nos primeiros parágrafos do texto entre o músico e o seu
instrumento.
2. Justifica a pertinência da pergunta “Quem é aquilo?” (l.6), tendo em conta os pronomes
presentes.
3. Retira do quarto parágrafo uma metáfora e evidencia a sua expressividade.
4. Explica o sentido da última frase do texto.

B. Lê o seguinte texto.

Pequena Elegia Chamada Domingo


O domingo era uma coisa pequena.
Uma coisa tão pequena
que cabia inteirinha nos teus olhos.
Nas tuas mãos
estavam os montes e os rios
e as nuvens.
Mas as rosas,
as rosas estavam na tua boca.

Hoje os montes e os rios


5 e as nuvens
não vêm nas tuas mãos.
(Se ao menos elas viessem
sem montes e sem nuvens
e sem rios…)
O domingo está apenas nos meus olhos
e é grande.
Os montes estão distantes e ocultam
os rios e as nuvens
e as rosas.

Eugénio de Andrade, As Mãos e os Frutos, Lisboa: Assírio & Alvim, 2014, p. 62


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5. Com base numa interpretação global do poema, indica o acontecimento que provocou a
mudança referida pelo sujeito poético.
6. Esclarece a função da natureza na caracterização emocional do “eu”.

Grupo II
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Continuar a viajar!
Já houve um tempo, há muito tempo, em que os humanos eram todos nómadas. A
noção de viagem, de percorrer caminhos, de atravessar obstáculos faz parte, desde então,
do nosso código genético. E como a História de Portugal tão exuberantemente demonstra,
foram as viagens que impulsionaram o nosso progresso, foi através do contacto com outros
povos e culturas que evoluímos enquanto povo, foi o espírito de curiosidade perante o
desconhecido que nos deu reconhecimento em todas as latitudes. A História não engana:
fomos grandes sempre que nos abrimos ao mundo e pequenos sempre que nos recolhemos
no nosso caminho.
Em tempos de crise e de dificuldades económicas, estas noções ganham ainda
maior atualidade e urgência. Ao contrário do que se possa pensar, viajar não pode ser considerado
um capricho ou um luxo. Viajar é sempre um desejo e um sonho… por vezes inalcançável, como
tantos outros. Viajar é ter vontade de descobrir o desconhecido e de procurar a surpresa. Viajar é
um alimento da imaginação e um tónico para o corpo. É encontrar os vestígios do passado e os
sinais do futuro. É abalar as nossas certezas e formar novas convicções. Viajar é recusar a
resignação. Viajar é recusar o destino e querer persistir na descoberta.

Rui Tavares Guedes, “Continuar a viajar”, VV – Visão Vida e Viagens, nº 36, outubro de 2011, p.4.

Leitura / Gramática

1. Para responderes a cada um dos itens de 1.1. a 1.5., seleciona a única opção que permite obter
uma afirmação correta.

1.1. A primeira frase do texto evoca


A. um tempo passado bem definido.
B. um tempo longínquo.
C. um passado recente.
D. um tempo remoto delimitado.

1.2. O adjetivo “grandes” (l.6) é usado com o sentido de


A. descomunais.
B. superiores.
C. arrogantes.
D. trabalhadores.

1.3. A frase “fomos grandes sempre que nos abrimos ao mundo e pequenos sempre que nos
recolhemos no nosso caminho” (ll. 6-8) integra
A. uma antítese.
B. um paradoxo.
C. uma hipérbole.
D. uma gradação.

1.4. O verbo principal da frase “Viajar é um alimento da imaginação e um tónico para o corpo”
(l. 13) é
A. transitivo predicativo.
B. intransitivo.
C. transitivo direto.
D. copulativo.

1.5. O sujeito da última frase do texto é


A. “Viajar”.
B. “o destino”.
A. “querer”.
B. “descoberta”.

2. Responde de forma correta aos itens apresentados.


2.1. Identifica a função sintática da expressão sublinhada em “A noção de viagem” (ll. 1-2).
2.2. Classifica a oração “sempre que nos abrimos ao mundo” (l.7).
2.3. Faz a análise sintática da frase “Viajar é sempre um desejo e um sonho” (l.11).

Grupo III

Escrita
Viajar é para os jovens, atualmente, uma atividade sedutora, à qual dedicam muito do seu
tempo livre.

Num texto bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de 210 palavras,
estabelece um paralelismo entre uma viagem de comboio e a própria vida.