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PROPOSTA DE REDAÇÃO - 15 - 02 A 06/06

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos


construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-
argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o
tema “A importância do ensino profissionalizante”, apresentando proposta de
intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de
vista.

TEXTO I
A educação profissional no Brasil é amparada pela LDB e também conta com
dispositivos próprios, como é o caso da lei 11.741/08, que institucionaliza as
ações da educação profissional em todo o país.

Normalmente, os cursos profissionalizantes têm curta duração. Variando entre


seis meses a dois anos, no máximo. Sendo que são extremamente focados no
aprendizado do ofício de uma determinada profissão.

Portanto, sua carga de conteúdos teóricos é muito menor que a do ensino


regular. Com grande número de aulas práticas e simulações de acontecimentos
reais da vida profissional de cada área.

É comum que os ensinos profissionalizantes no país integrem a tecnologia às


suas metodologias. Dando maiores possibilidades ao aluno na hora de simular
situações reais do dia a dia e entregando conteúdos complexos de forma
simplificada.

Disponível em: https://ensinointerativo.com.br/diferencas-entre-ensino-regular-e-ensino-
profissionalizante/ (Adaptado)

TEXTO II
Disponível em: https://www.institutounibanco.org.br/aprendizagem-em-foco/27/

TEXTO III
O investimento em educação profissional é imprescindível para o aumento da
competitividade do país, para a retomada do crescimento da economia num
ritmo mais vigoroso e para a criação de melhores oportunidades de emprego. A
qualificação técnica adequada se torna ainda mais importante no momento em
que uma série de adaptações são exigidas das empresas e dos trabalhadores,
em razão da quarta revolução industrial, chamada de “Indústria 4.0”.

Novas profissões, como engenheiro de cibersegurança, mecânico de veículos


híbridos e projetista para tecnologias 3D, devem se consolidar nos próximos
dez anos, de acordo com estudo do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial). A previsão é que surjam, ao menos, 30 novas ocupações com a
integração dos mundos físico e virtual por meio de tecnologias digitais, como
internet das coisas, “big data”; e inteligência artificial. O levantamento aponta
as profissões que devem ganhar relevância e mudar os segmentos automotivo,
de alimentos e bebidas, de máquinas e ferramentas, de petróleo e gás, têxtil e
de vestuário, químico e petroquímico, de tecnologias da informação e
comunicação, e de construção civil. Nesse cenário, os trabalhadores precisarão
ter capacidade de interpretação abstrata e formação técnica para operar
equipamentos complexos.

O ensino técnico e aplicado permite que os estudantes sejam protagonistas de


seu futuro, com a escolha do caminho que mais atenda às suas necessidades.

Com a recente reforma do ensino médio, iniciou-se um longo processo para


alinhar o sistema educacional às melhores experiências internacionais, com a
flexibilização e a diversificação do currículo regular. Nações desenvolvidas
perceberam essa necessidade há muito tempo, e partiram na frente, investindo
pesadamente em educação profissional. Os países da União Europeia têm, em
média, 50,4% dos estudantes do ensino médio também matriculados em cursos
profissionalizantes. Na Áustria, esse coeficiente é de 69,8%; na Finlândia, de
70,4%. No Brasil, o indicador é de apenas 11,1%, proporção que dificulta a
inserção dos brasileiros no mercado de trabalho, e influencia os níveis de
produtividade e inovação da indústria.

A formação técnica tem claros efeitos na renda. Pesquisas da PUC do Rio de


Janeiro demonstram que, entre dois indivíduos com a mesma escolaridade,
aquele que conta com um ano de educação profissional tem renda 18% maior.
Técnicos da área de produção de petróleo e indústrias químicas, por exemplo,
têm ganhos médios mensais de R$ 7.700. Um curso profissionalizante pode ser
o primeiro passo de um plano de carreira que não exclua a obtenção de um
diploma universitário. Um técnico em mecânica tem a opção de fazer,
posteriormente, um bacharelado em engenharia. Para alguns jovens, a inserção
rápida no mercado de trabalho é o passaporte para a conquista da cidadania e a
continuação dos estudos.

Disponível em: https://noticias.portaldaindustria.com.br/artigos/paulo-afonso-ferreira/educacao-profissional-e-
investimento-no-futuro/ (Adaptado

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