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TÍTULO: A IMORALIDADE AFETA A NOSSA IDENTIDADE

TEXTO: Mt 16: 13-18

INTRODUÇÃO: Queridos, acredito que o principal elemento da personalidade de um individuo


é sua identidade.

Identidade é o conhecimento da verdade divina acerca de si mesmo nas diversas áreas e


condições da existência.

Na mesma proporção em que perdemos o contato com a nossa identidade, vamos, também,
fracassar em desempenhar as nossas habilidades, bem como aleijar nosso destino.

Saber quem somos, espiritual e vocacionalmente, nos lança numa dinâmica de fé e obras que
extrapola as impossibilidades.

Diante desse enfoque introdutório, o Espirito Santo irá nos ensinar algumas verdades que irão
nos auxiliar a descobrir quem realmente somos, qual a nossa real identidade.

PRIMEIRO: O CONHECIMENTO DO CORAÇÃO DE DEUS NO CONDUZIRÁ A REVELAÇÃO DA


NOSSA IDENTIDADE.

Portanto, você só irá saber quem você é, de fato, descobrindo quem Deus é. São revelações
simultâneas, paralelas.

No texto áureo lido, depois de Jesus ter enviado os discípulos para um tempo pratico de missões
eles retornam maravilhados com as coisas que haviam acontecidos, e, Jesus pega aquele
momento para se revelar mais profundamente a eles.

Então primeiramente ele pergunta: Mt 16:13-14.

Então vem a segunda pergunta: Mt 16: 15,16.

Pedro, de forma surpreendente, tem uma estrondosa revelação do Pai acerca de quem Jesus
era.

Aquilo deixa Jesus realmente entusiasmado: V.17

Assim como Pedro teve uma revelação do Pai sobre Jesus, agora Jesus devolve para Pedro uma
revelação sobre ele, dizendo: V.18

Nesse momento Pedro entendeu, pela própria boca de Jesus, que era uma pedra viva no
fundamento da igreja apostólica: 1Pe 2:5.

Portanto, sobre o fundamento da revelação do Pai acerca de Jesus, ou seja, sobre esta rocha é
que a igreja seria edificada, e, Pedro desempenharia um significativo papel apostólico.

Portanto, cada revelação acerca de Deus é correspondida com uma revelação acerca de nós
mesmos.

É assim, queridos, que a igreja que triunfa sobre as portas (resistência) do inferno é edificada.

Um dos fatores mais importante acerca da identidade de uma pessoa é que ela tem origem
em Deus.

Ele é o supremo criador não criado. Isso é uma das formas de você definir a Deus: “Um ser
incriado mas que criou todas as coisas”.
Por isso que vc nunca encontrará revelação da sua identidade em Maria ou qualquer outro santo
católico, pois são criaturas.

Então, para descobrir a nossa identidade precisamos entrar na empolgante jornada de retornar
ao coração de Deus, o autor da nossa vida e existência.

Qual seria então o caminho de volta as nossas origens?

Jesus declarou: João .16

O Caminho que quebra o jugo da orfandade espiritual, da ignorância acerca da nossa origem,
propósito e destino é uma pessoa: Jesus, que nos proporciona não só a revelação, mas o acesso
a paternidade do Criador.

Queridos, um dos sintomas mais fortes da crise de identidade é o sentimento de orfandade em


relação a pais verdadeiros, a pais espirituais e a Deus, nosso Pai Celestial.

Desta forma, não só perdemos contato com a nossa verdadeira identidade em Deus, como,
também, a nossa herança é saqueada.

SEGUNDO: A IMORALIDADE TEM O PODER DE TRAUMATIZAR A NOSSA IDENTIDADE.

Queridos, entendam que o diabo, nosso adversário mor, tem um interesse básico, que consiste
em traumatizar a identidade das pessoas, pois, a partir disto, as pessoas começam a não mais
do que andar em círculos, no que tange ao propósito maior da vida.

A sua maior arma para isto é a imoralidade.

A imoralidade é um dos pecados que mais afetam a identidade de uma pessoa.

Ela tem o poder de destruir a alma: Pv 6:32,33.

A imoralidade acarreta um estado perpétuo de vergonha espiritual, que esmaga a consciência,


destrói a autoridade, corrompe a influência.

O que fica em pauta é o processo sinistro de perverter a personalidade.

Qualifico de sinistro porque, ao mesmo tempo que é destrutivo, é também atrativo e


acumulativo.

Para que possa entender melhor o poder de perversão que a imoralidade imprime da
identidade de um individuo, basta considerar a situação especifica do homossexualismo.

Conta um pastor que ao aconselhar um homossexual, recém convertido a Jesus, ele se deu
conta da confusão e da dor com a qual essas pessoas têm que conviver.

Então, ele tentava explicar seu conflito ao pastor, resumiu dizendo que, da cintura para cima,
se sentia homem, enquanto que da cintura para baixo se sentia mulher.

O pastor relatara que parecia haver um nó na sua cabeça.

Portanto, igreja, eu acredito que esse é um dos piores níveis de confusão que alguém pode
atingir, de não saber nem mais a que sexo pertence.

E esta é a primeira pergunta da vida de uma pessoa.

Antes mesmo no nome as pessoas perguntam: Qual é o sexo? É menino ou menina?


Confusões acerca de coisas tão básicas da vida comprometem, fatalmente, o destino e
qualquer possibilidade de realização.

Pessoas com este tipo de problemas, antes de tudo, precisam ser compreendidas e conduzidas
a um verdadeiro referencial de amor, aceitação e paternidade.

E isso é a tônica da atual geração, é isso que iremos nos deparar dentro das igrejas daqui por
diante.

TERCEIRO: NOMES DE BLASFÊMIA ADULTERA A NOSSA IDENTIDADE.

Queridos, vai ser comum em nossos aconselhamentos nos deparamos com pessoas que
sofreram algum tipo de pré-programação nas suas personalidades.

Isso acontece através de uma manipulação maligna da identidade.

Um dos principais ardis do espirito de sensualidade é promover nomes de blasfêmia, como


vemos em Ap. 17. 3,5.

Pessoal, é da identidade desse espirito adulterar a identidade das pessoas, blasfemar da obra-
prima de Deus.

As pessoas são induzidas, estrategicamente, a crer nessas blasfêmias acerca de si mesmas.

Muitos se agarram a isso de maneira fatalista, como um “karma” do qual não podem se
desvencilhar.

Blasfemar, queridos, significa adulterar o caráter, caluniar.

Isto acontece sempre através de situações traumáticas, onde a pessoa recebe fortes cargas de
rejeições, profecias demoníacas, apelidos ferinos, muitas vezes veiculados, até mesmo por pais
e autoridades.

Entendam que muitos homossexuais, prostitutas, garanhões, sapatonas, etc, nada mais são do
que o resultado desta programação maligna, onde essas pessoas, motivadas por abusos ou
situações traumáticas, creram e adotaram esses nomes de blasfêmias para si mesmas, e,
chegaram a um estado tão profundo de engano que, até mesmo, se orgulham do que são.

Este orgulho normalmente expressa uma reação à dor.

É um grito de rebelião às rejeições e aos conflitos internos variados.

É uma luta desgastante e interminável.

Assim, acredito que muitas pessoas estão prostradas nesse tipo de situação, talvez até dentro
da igreja, das nossas famílias, ao nosso lado.

Se sentem saqueadas, esvaziadas e fracassadas, como resultado de uma vida centralizada na


perversão e imoralidades.

CONCLUSÃO

PRESTE ATENÇÃO NISTO.

Quadros de derrota na sua vida podem ser sobrenaturalmente revertidos através de um novo
posicionamento, um renovar do entendimento.
O tempo não ameniza anda.

O tempo não pode redimir pecados.

Só o sangue de Jesus pode fazê-lo, e isto é acionado pelo ministério do Espirito Santo, que nos
dirige ao arrependimento, ao quebrantamento e às restituições necessárias.

Ouça o Espirito santo e o obedeça.

Queridos, ainda na sequencia dessa mensagem, quero que você leia Gn 37 e 38, para que
entenda a decadência que a imoralidade causa em nossa identidade, mas que também entenda
que você, no poder do espirito de Deus possa recuperar essa identidade saqueada.

TITULO: SAQUEADOS PELO ESPIRITO DE IMORALIDADE

TEXTO: Gn 37: 31-36; 38: 1-26

INTRODUÇÃO: Podemos explicar a mensagem anterior, analisando a história desse grande


patriarca bíblico, JUDÁ.

Portanto, iremos analisar o drama de sua vida e aprender com seus fracassos, bem como com o
processo pelo qual se tonou um grande homem de Deus.

Em breve análise, podemos concluir que o texto nos mostra como JUDÁ foi saqueado pelo
espirito da sensualidade.

Dentre tantas coisas, ele perdeu sua identidade, simbolizada pelo selo, pelo cordão e pelo
cajado, pois chega a se prostituir com a própria nora sem saber que era ela.

PRIMEIRO: IREMOS ANALISAR A DECADÊNCIA DE JUDÁ.

Espiritualmente falando, a queda sempre é um processo, Então, analise comigo esse processo:

1. FUGA: Judá se apartou de seus irmãos (Gn 38:1).

“Mas, se andarmos na luz, como Ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue
de Jesus cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado” (1 Jo 1:7)

Judá, em conluio com seus irmãos, haviam vendido o irmão caçula como escravo e, para
acobertar a situação, teve de mentir ao pai, conseguindo provas falsas acerca da morte de José.

Observem que tal mentira quase também matou Jacó, seu pai. Fez o coração do pai sangrar,
sofrer de forma profunda e dolorosa.

Judá, porém, não podia mais suportar a dor da situação. Sua consciência não tolerava a sua
própria covardia, a hipocrisia dos irmãos e a dor do próprio pai, além da cena de um falso velório,
isso tudo o corroía internamente.

Veja que a escolha de sonegar a verdade, havia destruído a comunhão de Judá com sua família.

Certamente ele ignorava que precisava enfrentar isso, voltar ao ponto que havia caído, resolver
tudo, encarar a verdade publicamente, olhar dentro dos olhos de José e Jacó e lhes pedir perdão.
Queridos, o ambiente predileto para o diabo levantar suas fortalezas são os traumas, pois são
áreas de tamanhas fraqueza, medo e desesperança, onde praticamente inexiste forças para
reagir.

Então, fugir da verdade, do confronto, sempre parece o caminho mais fácil.

O que precisamos entender é que, fugir, na verdade, será sempre a pior escolha, o caminho mais
longo.

Portanto, nunca tente fugir de Deus, pois estará tomando a direção do inferno.

No momento que Judá se afasta de sua família, além do já exposto, ele estava se afastando de
sua identidade.

Nu fundo, ele estava fugindo não apenas da sua consciência que lhe massacrava dia após dia,
porém, fugia de quem ele fora criado para ser em Deus.

Queridos, quem foge da dor, em termos práticos, busca conforto e alivio. Mas, normalmente, o
que encontra são paliativos.

O diabo anseia por estas oportunidades em nossas vidas.

Aproveitando-se da fragilidade, do medo e da vergonha, ele seduz e escraviza as pessoas.

Portanto queridos, o prazer de um relacionamento que envolve moralidade é um falso conforto


predileto, usado por Satanás como um caminho de fuga.

Temor, antão, em pauta, a imoralidade como uma das estratégias usadas para tentar destruir o
plano da redenção divino, pois, como sabemos, JUDÁ veio a ser parte da linhagem do Messias.

2. IMORALIDADE E JUGO DESIGUAL: (Gn. 38:2)

Ler também Gn. 28:1.

Em busca urgente para encontrar conforto para os diversos conflitos que latejavam sua alma,
JUDÁ, se refugia num relacionamento sexual, que, também, acarretava uma situação de jugo
desigual.

Jugo desigual é um termo usado pelo apóstolo Paulo para qualificar um relacionamento
reprovável, que agride a unidade espiritual, sujeito a intervenção e interpelações demoníacas.

Portanto, jugo desigual é uma fonte de desconforto e sofrimento.

Podemos perceber o desequilíbrio Espiritual de JUDÁ através dos seus impulsos sentimentais
indomáveis.

A famosa escadinha da queda está presente, quase que simultaneamente, num único verso do
texto: “viu, tomou-a e entrou a ela” (V.2)

Queridos, uma pessoa ferida, culpada, decepcionada, fugitiva e, agora, comprometida com a
imoralidade, se precipita a estabelecer o que seria à sua família.

Os resultados foram devastadores.

O mesmo espirito de sensualidade, que já vinha prevalecendo sobre JUDÁ, traça uma trilha de
morte para os seus dois primeiros filhos.
Er, chegou ao ponto de “assumir a forma do mal”. E o Senhor o matou.

Onã foi motivado por abuso e perversão sexual, dentro da responsabilidade de suscitar
descendência a seu irmão. E, também, o senhor o matou.

Pouco tempo depois, sua própria esposa também vem a falecer. Judá, agora, se resume num
homem doente e sem filhos.

3. DEFRAUDAÇÃO: JUDÁ ENGANA SUA NORA (GN. 38:26).


• Ler 1 Ts 4:6

Tamar era, na realidade, uma extensão do arraso que este espírito de sensualidade vinha
realizando na casa de JUDÁ.

Primeiramente, casada com alguém terrivelmente mal (Er), torna-se viúva.

Depois é enganada e abusada sexualmente por ONÃ, e, agora é esquecida por JUDÁ.

Temos aqui a figura de uma mulher frustrada e ferida.

A cada dia, Tamar percebia sua esperança se transformar em desespero.

A bíblia nos diz que a esperança demorada enfraquece o coração.

A promessa feita por Judá de que SELÁ, quando crescesse, cumpriria a responsabilidade de
suscitar sua descendência, claramente havia caducado.

Ela tinha que conviver com a vergonha e a maldição de ser uma mulher sem filhos, sem
posteridade.

A certeza de que não passava de uma pessoa esquecida e abandonada adoecia cada vez mais
seu coração, e, ela resolve dar uma lição no sogro.

Mais uma vez, a estratégia de fazer justiça com as próprias mãos foi através da imoralidade.

4. PROSTITUIÇÃO: (GN 38.18)

Judá é surpreendido pelos seus próprios pecados.

Tamar, inspirada por sua ferida, não tendo mais nada a perder, simplesmente apela e trama um
ato de prostituição com Judá, mesmo sabendo que isso poderia custar á sua vida: (Gn 38:24)

Judá sofre mais um terrível golpe deste espirito de sensualidade. Sem perceber, empenhou sua
identidade num ato de prostituição, e, foi, despojado.

Quando tentou reaver seus objetos penhorados, não conseguiu achar mais sua suposta
prostituta.

CONCLUSÃO:

Judá perdeu três coisas quando se prostituiu: O selo, o cordão e seu cajado. Estes simbolos de
sua identidade foram levados pela prostituta.

• O SELO: FALA DA IDENTIDADE ESPIRITUAL

Trata-se do símbolo da identidade espiritual. O Selo, ou anel de selar, era a maneira pela qual
uma pessoa autenticava sua assinatura num documento.
Significa você saber espiritualmente quem você é em Deus.

Essa é uma chave tremenda para exercermos autoridade espiritual.

À sua identidade queridos está estreitamente vinculada à sua identidade.

Ou seja, quem você é.

Judá perdeu contato com a seu nome, com a identidade de filho de Jacó, Isaque e Abraão,
herdeiros da promessa e linhagem messiânicas.

• CORDÃO: IDENTIDADE FRATERNAL

O cordão ou lenço é o que chamamos de identidade fraternal.

Estabelece o perfil dos nossos relacionamentos.

É a capacidade moral de construir relacionamentos vitoriosos.

Está ligado ás nossas atitudes e princípios.

O Cordão ou o lenço, servia para pendurar no pescoço o anel de selar.

Ou seja, a sustentação da nossa identidade espiritual reside nos princípios pelos quais
estabelecemos e regemos os nossos relacionamentos.

Isso se constata de forma fácil na vida de Judá, quando ele vende José para os Ismaelitas.

Depois, mentir para o pai, abandonar seus irmãos, praticar jugo desigual, perda dos filhos e
mulher, e, por último, prostituir-se com a própria nora, sem saber que era ela.

Judá foi roubado na sua personalidade, na capacidade moral e emocional de estabelecer


relacionamentos, onde ele e os outros pudessem se realizar na vontade de Deus.

• CAJADO: IDENTIDADE MINISTERIAL

O cajado é um símbolo do ministério da palavra de Deus. Em nós.

Tipifica o chamamento, a visão de Deus para as nossas vidas.

O cajado é a capacitação divina para vivermos de acordo com o propósito para o qual fomos
criados.

O cajado além de um símbolo do fazer ministerial, é principalmente do ser ministerial.

É quando você está granjeando as habilidades que Deus de te deu, e, não as que ele não deu,

Isto proporciona autoridade e produtividade sem grande demanda de esforço humano.

Por isto, não devemos jamais almejar posições, devemos almejar nosso dom, o nosso cajado.

E, esse dom, em serviço ao corpo, vai construir a posição certa que devemos ocupar.

Queridos, para finalizar: Um dos grandes segredos da unção reside no ser ministerialmente, ou
seja, na afinidade com a nossa identidade ministerial.

Neste ponto, a vida ministerial de Judá é retratada na figura de alguém totalmente deslocado,
perdido e sem expectativas em relação aos planos de Deus.
Se você se familiarizou com que o que foi ministrado, é momento de você buscar de volta sua
identidade saqueada, pois o desejo de Deus é fazer de cada um de nós seu próprio selo, sua
própria marca, um instrumento da sua majestosa autoridade para tocar e transformar vidas.
Pessoas com a identidade redimida redimirão a identidade de outros.

Próxima mensagem iremos falar, ainda nesse texto, sobre a recuperação da identidade.

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