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ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS NÁUTICAS

Departamento de Rádio
Curso de Licenciatura em Engenharia Electrónica e de Telecomunicações

MOTOR TRIFÁSICO DE INDUÇÃO DE BARRAS PROFUNDAS E DE


DUPLA GAIOLA
(Classes dos motores de rotor em curto-circuito, motores de classe A, B, C, D)

2º Grupo

Célsio Assane
Cleiton Zandamela
Dulamo Henriques Matsinhe
Didier Juma
Edmilson Rui Chaúque
Helder de Jesus
José André Magubisse

Maputo,
05 de Abril de 2021
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS NÁUTICAS
Departamento de Rádio
Curso de Licenciatura em Engenharia Electrónica e de Telecomunicações

Máquinas Eléctricas

MOTOR TRIFÁSICO DE INDUÇÃO DE BARRAS PROFUNDAS E


DE DUPLA GAIOLA
(Classes dos motores de rotor em curto-circuito, motores de classe A, B, C, D)

Discentes: Docente:

Célsio Assane Engº Zefanias Mabote


Cleiton Zandamela
Dulamo Henriques Matsinhe
Didier Juma
Edmilson Rui Chaúque
Helder de Jesus
José André Magubisse

Maputo,
05 de Abril de 2021
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 2

1.1. Objectivos do Trabalho ..................................................................................... 2

1.1.1. Objectivo Geral ........................................................................................... 2

1.1.2. Objectivos Específicos ................................................................................ 2

1.2. Metodologia de Trabalho .................................................................................. 3

1.2.1. 1ª Fase: Delimitação e contextualização do Tema ..................................... 3

1. 2.2. 2ª Fase: Análise e discussão da informação ............................................. 4

1.2.3. 3ª Fase: Compilação do trabalho ................................................................ 4

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................... 5

2.1. Motor de Indução .............................................................................................. 5

2.2. Motor de Indução Trifásico ................................................................................ 5

2.2.1. Constituição ................................................................................................ 5

2.3. Motor com Rotor em Curto-Circuito ou em Gaiola e Esquilo ............................ 6

2.4. Motor de Rotor Bobinado .................................................................................. 7

2.4.1. Princípio de Funcionamento ....................................................................... 8

2.5. Vantagens e Desvantagens .............................................................................. 9

2.6. Motor de Barras Profundas e de Dupla Gaiola................................................ 10

2.7. Classe dos Motores de Indução ...................................................................... 11

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 13

4. BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................ 14
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho enquadra-se na disciplina de Máquinas Eléctricas, desenvolvido
na perspectiva de compreender matérias isolantes de corrente eléctrica. São
chamados isolantes os materiais de baixa condutividade que apresentam os electrões
de valência rigidamente ligados aos seus átomos, dificultando a passagem de corrente
eléctrica. Tais materiais têm a propriedade da alta rigidez dieléctrica e por isso, são
também chamados materiais dieléctricos.

O presente trabalho aborda sobre motor trifásico de indução de barras profundas e de


dupla gaiola, nas classes dos motores de rotor em curto-circuito (motores de classe
A, B, C, D e F). O entendimento que se buscar para compreensão da temática em
estudo pauta-se na vertente de Chapman (2013, p.309) que uma máquina com
apenas um conjunto contínuo de enrolamentos amortecedores é denominada
máquina de indução. Essas máquinas são denominadas máquinas de indução porque
a tensão do rotor (que produz a corrente do rotor e o campo magnético do rotor) é
induzida nos enrolamentos do rotor em vez de ser fornecida por meio de uma conexão
física de fios. A característica que diferencia um motor de indução dos demais é que
não há necessidade de uma corrente de campo CC para fazer a máquina funcionar.

Embora seja possível usar uma máquina de indução como motor ou como gerador,
ela apresenta muitas desvantagens como gerador e, por isso, ela é usada como
gerador somente em aplicações especiais. Por essa razão, as máquinas de indução
são usualmente referidas como motores de indução. É nesta perspectiva de Chapman
(ibidem) que se pretende nortear o raciocino sobre os motores trifásicos de indução
de barras profundas e de dupla gaiola.

1.1. Objectivos do Trabalho


1.1.1. Objectivo Geral
• Compreender motor trifásico de indução de barras profundas e de dupla gaiola

1.1.2. Objectivos Específicos


1. Descrever motor trifásico de indução de barras profundas.
2. Caracterizar motor trifásico de indução de dupla gaiola.
3. Arrolar das classes dos motores de rotor em curto-circuito (motores de classe
A, B, C, D e F).

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1.2. Metodologia de Trabalho
Esta secção é de extrema importância, pois “é na metodologia que se descreve e se
explica os métodos que foram aplicados ao longo do trabalho, de forma a sistematizar
os procedimentos adoptados durante as várias etapas, procurando garantir a validade
e a fidelidade dos resultados”.

Por outro lado, metodologia na visão de GIL (2008, p.15), “os métodos de recolha de
informação têm por objectivo proporcionar ao investigador os meios técnicos para
garantir a objectividade e a precisão. […] Mais especificamente, visam fornecer a
orientação necessária à realização da pesquisa, sobretudo no referente à obtenção,
processamento e validação dos dados pertinentes à problemática que está a ser
investigada”.

GIL (1999) define Metodologia como sendo “o método ou conjunto de procedimentos


intelectuais e técnicos adoptados para atingir um determinado propósito ou
conhecimento.” Para o autor existem três (3) tipos de pesquisa quanto aos objectivos
nomeadamente: exploratória, descritiva e explicativa. Sendo assim, o presente
trabalho caracteriza-se com a pesquisa exploratória de modo a proporcionar maior
aprofundamento do tema com vista a torna-o explícito. Nele contem levantamento
bibliográfico; análise de exemplos que estimulem a compreensão assume em geral,
as formas de Pesquisas bibliográfica, documental e virtual. Para a materialização
deste trabalho a metodologia usada seguiu três (3) fases distintas nomeadamente:

1.2.1. 1ª Fase: Delimitação e contextualização do Tema


Esta fase consistiu na identificação e leitura de obras literárias e documentos que
foram de grande relevância para a delimitação do tema e recolha de informação para
a elaboração do trabalho. Baseou-se em duas (2) técnicas nomeadamente:

a) Pesquisa bibliográfica – GIL (1999) considera pesquisa bibliográfica quando


“elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros,
artigos periódicos e actualmente com material disponibilizado na Internet.” Esta
técnica consistiu na recolha de informação em diversas obras literárias de autores que
versam sobre o tema em estudo.
b) Consulta virtual – A pesquisa virtual é realizada através de um dispositivo com
acesso a internet onde através de ferramentas de busca (como o Google académico)

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é realizada a pesquisa de informações sobre motor trifásico de indução de barras
profundas e de dupla gaiola.

1. 2.2. 2ª Fase: Análise e discussão da informação


Após a delimitação e contextualização do tema, passou-se para a fase de análise e
discussão da informação, onde se apresentou métodos que foram úteis para a
realização do trabalho como forma de dar sentido e coerência.

1.2.3. 3ª Fase: Compilação do trabalho


Feita a análise e confrontação dos dados obtidos na pesquisa bibliográfica,
documental e virtual. Nos estudos de caso fez-se a compilação e digitalização, ou
seja, a redacção do trabalho com base no Microsoft Word, este que constitui o pacote
informático de processamento de texto. Neste ponto apresentaram-se os dados
obtidos em forma de texto.

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2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Motor de Indução


Enquanto, nos motores de corrente contínua o estator e o rotor necessitam de
alimentação, nos motores de indução só o estator é alimentado, o rotor recebe
energia por indução, por isso, estes motores são chamados de motores de indução.
As máquinas rotativas de corrente alternada dividem-se em dois grandes grupos:
máquinas síncronas e máquinas assíncronas. Uma máquina diz-se síncrona quando
roda à velocidade de sincronismo, isto é, à velocidade que resulta da aplicação da
𝑓
expressão 𝑣 = 𝑝 (onde f - frequência da tensão de alimentação e p - número de pares

de pólos da máquina).

Uma máquina diz-se assíncrona quando roda a uma velocidade diferente da


velocidade de sincronismo. Estas duas máquinas podem funcionar como gerador ou
como motor. No caso da máquina síncrona temos o motor síncrono e o gerador
síncrono ou alternador. No caso da máquina assíncrona, a utilização como gerador
é pouco usual, a sua grande utilização e como motor assíncrono. Estas máquinas
podem ainda funcionar em corrente alternada monofásica ou polifásica.

2.2. Motor de Indução Trifásico


O motor indução ou motor assíncrono foi patenteado em 1888 por Nikola Tesla e
actualmente constitui mais de 90 % dos motores utilizados na indústria. Trata-se de
uma máquina robusta, de fácil construção e por conseguinte mais barata comparada
com outras. Um motor de indução tem nos enrolamentos do estator e do rotor
somente corrente alternada. Pode ser comparado com um transformar em que os
enrolamentos do secundário recebem energia por indução.

Os tipos básicos de motores de indução são os trifásicos e os monofásicos. Os


motores de indução monofásicos, normalmente potências baixas, têm grande
aplicação, principalmente, em utilização doméstica. Por outro lado, os motores de
indução trifásicos são utilizados na maioria dos accionamentos na indústria.

2.2.1. Constituição

O motor de indução é o motor de construção mais simples. Estator e rotor são


montados solidários, com um eixo comum aos “anéis” que os compõem. O estator é
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constituído de um enrolamento trifásico distribuído uniformemente em torno do corpo
da máquina, para que o fluxo magnético resultante da aplicação de tensão no
enrolamento do estator produza uma forma de onda especialmente senoidal. A onda
eletromagnética produzida pelo enrolamento é uma função senoidal do espaço e do
tempo. O motor de indução é constituído pelos seguintes elementos:

O estator, parte fixa da máquina, é constituído por chapas ferromagnéticas


empilhadas e isoladas entre si. As chapas possuem cavas nas quais são colocados
os enrolamentos alimentados pela rede de corrente alternada monofásica ou trifásica.
O conjunto é alojado no interior de uma carcaça em ferro, aço ou alumínio. O rotor,
parte móvel da máquina, é constituído por um núcleo ferromagnético, também
laminado, sobre o qual se encontra um conjunto de enrolamentos – motor de rotor
bobinado – ou um conjunto de condutores paralelos – motor de rotor em curto-circuito
ou rotor em gaiola de esquilo.

O rotor é apoiado no veio de rotação do motor, que possui rolamentos nos extremos
e que transmite à carga a energia mecânica produzida. Entre o rotor e o estator existe
o entreferro, que deve ser o mais pequeno possível, de forma a reduzir a relutância
magnética total do circuito e assim aumentar a indução e consequentemente o fluxo
(o ar é muito menos permeável do que o ferro).

2.3. Motor com Rotor em Curto-Circuito ou em Gaiola e Esquilo

Possui rotor constituído por condutores paralelos alojados dentro de ranhuras das
chapas laminadas e ligados entre si, nos topos, por anéis condutores (curto-circuitos).
Esta disposição forma uma espécie de gaiola de esquilo, figuras seguintes.
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Para motores de maior potência, os condutores colocados dentro das ranhuras do
rotor são feitos em barras de cobre, alumínio ou algumas das suas ligas. De referir
que as barras condutoras da gaiola são geralmente dispostas com uma determinada
inclinação com a finalidade de melhorar as propriedades de arranque e diminuir os
ruídos. Em pequenos motores, por vezes, o rotor não possui ranhuras e todo ele é
formado por metal condutor.

Um motor de rotor em curto-circuito é um motor de uma só alimentação, não


necessita de colector nem de escovas. Não possui, por isso, contactos eléctricos
móveis. Este facto, têm como resultado um motor robusto e, praticamente, sem
manutenção.

2.4. Motor de Rotor Bobinado

Este motor é, normalmente, de potência elevada e destina-se a arranques de cargas


com elevado binário resistente e grande inércia. Permite arranques suaves e
progressivos recorrendo a resistências, chamadas resistências rotóricas, ligadas,
através de escovas e anéis colectores, em série com o enrolamento trifásico do rotor.
Estas resistências, quando do arranque, vão sendo progressivamente retiradas até
que o motor atinja a sua velocidade nominal. Deste modo, é possível controlar o
binário de arranque de uma forma progressiva.

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Apesar desta vantagem, para as mesmas especificações, o motor de rotor bobinado
é mais caro e menos eficiente que o motor de gaiola de esquilo. Por esta razão, este
tipo de motor só é utilizado quando o de gaiola de esquilo não consegue fornecer o
binário de arranque pretendido.

2.4.1. Princípio de Funcionamento

No motor assíncrono trifásico o estator é formado por conjuntos de três enrolamentos


colocados de forma que entre eles exista um ângulo de 120º. Estes enrolamentos,
ao serem percorridos pela corrente trifásica da rede de distribuição pública, criam um
campo magnético girante:

o Este campo, ao atravessar o rotor, provoca uma variação de fluxo nos


condutores da gaiola de esquilo ou do rotor bobinado, gerando-se, de acordo com a
lei de Faraday, uma força electromotriz induzida (f.e.m.) nesses condutores;
o Como os condutores do rotor, quer no caso do rotor em curto-circuito, quer ou
no caso do rotor bobinado, estão em circuito fechado, os mesmos são percorridos
por correntes induzidas;
o Estas correntes induzidas, de acordo com a lei de Lenz, têm um sentido tal
que, pelas suas acções magnéticas, tende a opor-se à causa que lhes deu origem.

No rotor vai ser gerado, a cada momento, um campo magnético que tende a opor-se
ao campo magnético girante do estator. Para se opor, os dois campos têm de possuir
pólos contrários. Como o campo do estator é girante, e, sabendo que pólos de nomes
contrários se atraem, o rotor entra em movimento, tentando acompanhar o campo
girante. O mesmo nos diz a lei de Laplace: Um condutor, percorrido por corrente,
mergulhado num campo magnético, fica sujeito a uma força electromagnética.

Como se pode constatar, o princípio de funcionamento do motor de indução baseia-


se em leis fundamentais do electromagnetismo: lei de Faraday, lei de Lenz e lei de
Laplace.

o Lei de Faraday: "Sempre que através da superfície abraçada por um circuito


tiver lugar uma variação de fluxo, gera-se nesse circuito uma força electromotriz
induzida (e). Se o circuito for fechado, será percorrido por uma corrente induzida".

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o Lei de Lenz: "O sentido da corrente induzida é tal que esta, pelas suas acções
magnéticas, tende sempre a opor-se à causa que lhe deu origem".
o Lei de Laplace: "Sobre um condutor rectilíneo, percorrido por corrente,
mergulhado num campo magnético, é exercida uma força electromagnética que é
proporcional à indução magnética (B) a que ele está sujeito, à corrente (I) que o
percorre, ao seu comprimento (l) e ao seno do ângulo que ele forma com a indução
(sen)".

A aplicação de tensão alternada nos enrolamentos do estator irá produzir um campo


magnético variante no tempo que devido à distribuição uniforme do enrolamento do
estator irá gerar um campo magnético resultante girante na velocidade proporcional
à frequência da rede trifásica. O fluxo magnético girante no estator atravessará o
entreferro e por ser variante no tempo induzirá tensão alternada no enrolamento
trifásico do rotor. Como os enrolamentos do rotor estão curto-circuitados essa tensão
induzida fará com que circule uma corrente pelo enrolamento do rotor o que por
consequência ira produzir um fluxo magnético no rotor que tentará se alinhar com o
campo magnético girante do estator.

Como o valor das tensões induzidas no rotor no caso de rotor bobinado dependem
da relação de espiras entre o rotor e o estator, o estator pode ser considerado como
o primário de um transformador e o rotor como seu secundário. Este tipo de motor
quando acionado por uma turbina e operando com uma rotação acima da síncrona
pode gerar potência ativa e entregá-la ao sistema onde está conectado, passando
então a funcionar como gerador.

2.5. Vantagens e Desvantagens

Este tipo de motor se apresenta como uma boa opção para acionamentos
controlados, pois possui vantagens sobre o motor de corrente contínua (CC), pois
não existe o comutador. Há inúmeras vantagens neste tipo de motor, pode-se citar:

o Limpeza e simplicidade de comando;


o Construção simples e custo reduzido;
o Grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos
o Menor que o motor de CC de mesma potência;
o A manutenção simples e menos onerosa;
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o O consumo de energia nos processos de aceleração e frenagem é menor;
o Pode obter velocidades maiores, o que implica em potências maiores

Simplificando, normalmente o motor de indução trifásico opera com uma


velocidade constante que varia ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao
eixo, devido a sua simplicidade e robustez é um motor muito utilizado e adequado
para quase todos os tipos de máquinas acionadas. E quando se compara os
motores com rotor de gaiola e rotor bobinado, se vê que os motores com rotor de
gaiola resultam em uma construção do induzido mais rápida, mais prática e mais
barata.

Trata-se de um motor robusto, barato, de rápida produção, não exigindo coletor,


reduzindo, portanto, a quantidade de componentes no motor e
consequentemente simplificando sua manutenção, além de se ser uma
máquina de rápida ligação à rede. Porém, quando se fala em desvantagem, essa
por sua vez reside na dependência entre fluxo e a tensão do estator, o que não
ocorre nos motores de corrente continua (CC) com excitação independente.

Este facto limita a faixa de variação de velocidade do motor, quando controlado


por variação da tensão do estator. Porém, como houve uma evolução em sistemas
eletrônicos que permitem o controle do motor por variação simultânea da tensão e
frequência do estator, esta desvantagem acaba desaparecendo.

2.6. Motor de Barras Profundas e de Dupla Gaiola

Outra forma de se ter alta resistência no rotor durante a partida é construir a gaiola
do rotor com barras estreitas e profundas. Como a gaiola normalmente é fabricada
em alumínio (cuja permeabilidade magnética equipara-se à do ar) e as barras são
estreitas, resulta elevada dispersão do fluxo magnético no rotor. O fluxo de
dispersão é aquele que não atravessa o entreferro, se encerra no rotor.

As barras do fundo concatenam mais fluxo que as do topo da ranhura. No instante


da partida, a frequência no rotor é 60 Hz e a corrente na barra é muito pequena no
fundo da ranhura (maior reatância,) 𝑋=2𝜋. 𝑓𝐿 e elevada no topo, onde a reatância
é menor. Em consequência, a densidade de corrente é crescente do fundo da
ranhura para o topo. Com isso, a corrente total na barra é muito pequena,
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caracterizando uma alta resistência na partida. Para o rotor operando em regime,
a frequência do rotor cai para valores da ordem de 1 a 3 Hz. Agora, a reatância
das barras do topo e do fundo são muito pequenas (a corrente é quase contínua),
tornando seu efeito na limitação da corrente praticamente desprezível. Assim, a
resistência retórica torna-se muito pequena devido a distribuição uniforme de
corrente

2.7. Classe dos Motores de Indução

Os motores de indução são divididos em classes de acordo com seu


comportamento conjugado-velocidade. As classes variam de “A” a “D” e suas curvas
típicas são mostradas na figura com valores percentuais da velocidade síncrona e do
conjugado de plena carga.

o Classe A – Esta classe possui conjugado de partida normal e baixo


escorregamento. Sua principal desvantagem é a corrente de partida, que fica entre
500 a 800 por cento da corrente nominal. A potência típica desses motores fica
abaixo da faixa de 7,5 HP e acima de 200 HP, porém esta classe tem sido substituída
por motores de classe B mesmo nestas faixas de potência. Com conjugado nominal,
seu escorregamento é próximo dos 5%, enquanto que no conjugado máximo, este
aumenta para 20%.

o Classe B – Motores semelhantes aos de classe A, porém com corrente de


partida menor. Seu conjugado de partida é um pouco inferior aos da classe anterior,
porém, quando à plena carga, possui escorregamento igualmente baixo e eficiência
semelhante. As aplicações para este tipo de motor são as mesmas das de classe A,
em que conjugado de partida e corrente de partida não são severos.

o Classe C – Em comparação às classes anteriores, os motores de classe C


possuem um conjugado de partida mais elevado, com uma corrente de partida
relativamente menor. Entretanto, devido ao escorregamento ser um pouco mais
elevado que as classes anteriores, sua eficiência é um pouco menor. Essa diferença
se dá pelo uso das barras duplas.

o Classe D – Classe de motores com elevado conjugado de partida com baixa


corrente de partida. Por outro lado, possui alto escorregamento em carga nominal.
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Seu uso é comum em atividades com uma aceleração ou conjugado de partida
elevados, como cargas de alta inércia, como prensas perfuradoras, máquinas de
cortar chapas, acionamento de cargas de alto impacto e outras. Devido às suas
barras serem pequenas e muito próximas à superfície, sua resistência é elevada.

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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Todo motor elétrico converte energia elétrica em energia mecânica. O processo de


conversão de energia dos motores de indução baseia-se na lei de indução de
Faraday e na lei de Lenz, daí derivando seu nome. Um motor de indução é um motor
elétrico que funciona somente em corrente alternada - assim como os
transformadores - o que ficará claro quando se estudar o seu princípio de
funcionamento.

O motor de indução é o tipo de motor elétrico mais utilizado em geral, sendo


largamente usado em instalações industriais devido à sua simplicidade, robustez,
durabilidade e pequena necessidade de manutenção. Normalmente, cerca
de 60 % da carga de uma instalação industrial é constituída por motores de indução,
enquanto que, considerando a carga total em regiões industrializadas, os
motores de indução são responsáveis por cerca de 40 % dessa carga. Por essa
razão, os motores de indução são também chamados motores industriais.

Há dois tipos de rotores para motor de indução: rotor de gaiola de esquilo e rotor
bobinado. Os rotores de gaiola de esquilo consistem em uma série de barras
paralelas em torno de todo o rotor, que estão em curto-circuito em ambas as
extremidades. Os rotores bobinados apresentam enrolamentos trifásicos completos,
tendo suas fases trazidas para fora do rotor por meio de anéis deslizantes e escovas.
Os rotores bobinados são mais caros e requerem mais manutenção do que os rotores
de gaiola de esquilo. Por essa razão, eles são usados muito raramente (exceto
ocasionalmente nos geradores de indução).

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4. BIBLIOGRÁFICAS
• Anderson, J. C.; Leaver, K. D. - Materials Science- Butler & Tanner, 1971.
• Brandão, D. P. L. - Tecnologia da Electricidade - Materiais usados em
Eletrotecnia - Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa).
• Bresciani Filho, E. - Seleção de Materiais Metálicos - Ed. Da Unicamp, 2a.
Edição, 1988.
• Fitzgerald, A. E.; Kings Ley Jr, C.; Kusko, A. - Máquinas Eléctricas- Mc Graw
Hill do Brasil,1975.
• Mello, Hilton A.& Intrator, Edmond. Dispositivos Semicondutores. Livros
Técnicos e Científicos Editora S.A. - 2." edição – 1974
• Rezende, E. da M. - Materiais Usados em Electrotécnica - Livraria
Interciência Ltd., 1977.
• Schimidt, W. - Materiais Eléctricos - Vol. I (Condutores e Semicondutores) e
II (Isolantes e Magnéticos) Ed. Edgard Blücher, 1979.

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