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UNIVERSIDADE NORTE MINEIRA DO PARANÁ

CURSO DE PEDAGOGIA

NILCELIA RODRIGUES BATISTA

PORTFOLIO INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL

A IMPORTÂNCIA DE FERRAMENTAS DIGITAIS NO ENSINO


FUNDAMENTAL

BELO HORIZONTE
2021
NILCELIA RODRIGUES BATISTA

PORTFOLIO INTERDISCIPLINAR INDIVIDUAL

A IMPORTÂNCIA DE FERRAMENTAS DIGITAIS NO ENSINO


FUNDAMENTAL

Relatório apresentado à faculdade UNOPAR,


como requisito parcial para o aproveitamento
da disciplina de Educação fundamental
obrigatório do curso de Pedagogia.

BELO HORIZONTE
2021
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .............................................................................................................4
DESENVOLVIMENTO............................................................................................7
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................10
REFERÊNCIAS...........................................................................................................12
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INTRODUÇÃO

As ferramentas digitais podem contribuir com o processo de aprendizado


neste momento e no pó-pandemia e mais que isso mudar a maneira que os
estudantes se relacionam com a tecnologia deixando o papel de consumidores para
assumir o papel de produtores dela, além de personalizar o ensino e contribuir para
que sejam protagonistas do seu processo.

As ferramentas digitais são uma ótima opção para a aprendizagem, desde


acompanhada de objetivos claros e com potencial de apoiar as práticas
pedagógicas, sendo exploradas a serviço da construção da aprendizagem e como
um facilitador aos professores e estudantes. Diante do cenário de modernização da
sociedade com a utilização das tecnologias digitais tornando-se um habito na vida
da grande maioria dos brasileiros, é preciso pensar a sua importância nos espaços
educacionais, a fim de assegurar ambientes de aprendizado com mais qualidade,
Dinamismo, interatividade e que estimulem os alunos ao conhecimento,
além de permitir ao professor poder repensar a sua própria pratica na educação.
Nesse sentido, assegurar uma formação, tanto inicial quanto continuada, aos
professores, que de conta de prepara-los para desenvolver suas aulas com maior
segurança na utilização das tecnologias digitais é fundamental.
As ferramentas digitais na educação podem ser consideradas materiais de
apoio e recursos complementares para o processo de ensino e aprendizagem, pois
auxiliam os professores e os alunos, contribuindo com um maior repertorio de
possibilidades de atividades e interações. Ajudam os alunos a desenvolverem
habilidades digitais que podem ser aplicadas nas tarefas do cotidiano, dentro e fora
da sala de aula, e permitem explorar o mundo através da comunicação e
informação.
Com ela, é possível realizar pesquisas mais amplas e mais interessantes,
obtendo maior informação sobre qualquer assunto, auxiliando os alunos a se
tornarem exploradores e pensadores críticos e independentes.
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1 DESENVOLVIMENTO
Existem vários motivos para utilizar a tecnologia digital na educação, e
dentre eles está o maior interesse dos alunos, o que gera um melhor desempenho e
engajamento na aprendizagem, pois aproxima os conteúdos da realidade de forma
dinâmica e pratica.
As ferramentas digitais são ideais para o ensino, principalmente durante a
pandemia, pois é a modalidade de ensino mais praticada no momento para
possibilitar a continuidade da aprendizagem.
As competências digitais na educação são fundamentais para que os alunos
utilizem as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) de maneira adequada
e desenvolvam as habilidades do futuro e as competências propostas pela BNCC.
Essas competências podem ser definidas como o conjunto de valores,
crenças, conhecimentos, capacidades e atitudes para utilizar adequadamente às
tecnologias, que possibilitam à busca, o acesso, a organização e a utilização da
informação para construir conhecimento.
Seu objetivo é integrar diferentes letramentos de modo a administrar as
informações, comunicar o conhecimento, possibilitar a resolução de problemas e
acompanhar a sociedade, que está em constante transformação. Elas podem ser
utilizadas em qualquer lugar devido á praticidade e proporcionam maios autonomia
aos alunos, assim como facilitam o trabalho dos professores com materiais
complementares.
Quais os benefícios de utilizar essa ferramenta?
 Torna as aulas mais atraentes e inovadoras: quando ampliamos as
possibilidades para os professores e alunos, as aulas, certamente, ficam mais
significativas e motivadoras;
 Contribui para a diminuição da evasão escolar: esse tipo de educação
personalizada auxilia os alunos com facilidades ou dificuldades de aprendizagem,
despertando o interesse deles;
 Aprimora a qualidade da educação: formando educadores e auxiliando-
os a descobrir novas estratégias para aperfeiçoar o processo educacional
e proporcionar novas metodologias e caminhos para o ensino e a aprendizagem;
 Auxilia na melhoria do desempenho: aumentando a produtividade na
lição de casa e ampliando a sala de aula para fora do ambiente escolar.
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A educação digital na aprendizagem já não é mais questão de escolha.


Afinal, o uso das novas tecnologias já faz parte da vida dessas novas gerações fora
da sala de aula. Por isso, a sua aplicação em benefício do ensino é um caminho
fundamental para aumentar o dinamismo das aulas. Dessa forma, é essencial que
os professores saibam integrar as novas formas de ensinar e aprender ao currículo
escolar.
O aluno é a fonte motivadora para a realização dos trabalhos escolares. Ele
vive mentalmente os conteúdos e nos mostra na prática a compreensão do que lhe
foi passado ou o que sua vivencia lhe ensinou. Neste projeto, os alunos, juntamente
com seus professores, terão a oportunidade de mostrar seus trabalhos de arte
interdisciplinar a arte com as outras matérias escolares. Expor a produção artística é
mostrar que cada um é capaz e tem habilidades específicas. Todo é diferentes,
todos somos capazes, todos temos importância, sem atribuir raça, credo ou cor.
A arte na escola tem o poder de socializar o indivíduo, pois ele produz,
passa pela aceitação ou não de seus trabalhos e é apreciador da produção dos
outros. Por isso, jamais devemos levar a arte para o simples produzir, deve haver
um por que, para que. Questionar, discutir os trabalhos, os conteúdos, torna-se
fundamental para que o aluno cresça em valores a atitudes. A arte trabalhada
interdisciplinar tem uma evolução à aceitação, pois todas as disciplinas escolares
podem usufruir o que a arte propõe, para levar o aluno a socializar-se, ao
aprendizado e autoconhecimento. Sendo um meio de livre expressão, as artes, em
suas diversas formas, influem de maneira significativa no desenvolvimento mental e
no equilíbrio pessoal do indivíduo, bem como fenômeno social é componente
histórico de uma época, formando o processo educacional de um povo.
O presente trabalho tem como finalidade refletir sobre a utilização de novas
metodologias de ensino na área da Geografia, unindo as metodologias da geografia
tradicional com uma geografia crítica e dinâmica. Ampliando o repertório do
professor em sala de aula, inserindo as novas ferramentas digitais para o uso em
sala de aula, possibilitando trazer uma vertente mais interativa, dinâmica e
estimulante para o processo de aprendizagem, fazendo com que se torne mais real,
reflexiva e interativa, saltando do livro didático – de um modelo estático e menos
funcional, para um modelo mais dinâmico e realista – com o auxílio do computador,
internet, hipertextos, hiperlinks, sites entre outros. Desenvolvendo assim, um formato
mais sincronizado de aula, com a realidade já vivida da nova clientela escolar.
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Ressaltando que, essa nova clientela ocupa um espaço que reflete as novas
tendências tecnológicas atuais, estando vinculada a sincronização desses meios
digitais, resultando assim, de uma nova necessidade que deve ser acrescida em
sala de aula, exigindo que, professores e educadores estejam mais preparados e
vivenciando essa nova tendência que emerge em nosso país, colocando em prática
a atualização constante de novas aprendizagens para os educadores a fim de
atender essa nova demanda. Portanto, o conhecimento só acontece de forma ativa e
eficaz, onde essa construção se dá ao longo de um processo que interesse ambas
as partes, que se correlacionam de forma que haja troca de aprendizagem de forma
atrativa e efetiva, acrescidas de tendências atuais e modernas.
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Tema do projeto BRASIL – Diversidade cultural


Geografia / Artes
Publico Alvo 3° ano
Justificativa Selecionar, em seus lugares
de vivência e em suas histórias
familiares e/ou da comunidade,
elementos de distintas culturas
(indígenas, afro-brasileiras, de outras
regiões do país, latino-americanas,
europeias, asiáticas etc.), valorizando
o que é próprio em cada uma delas e
sua contribuição para a formação da
cultura local, regional e brasileira.
E a partir daí a necessidade
de ampliação de novos métodos de
ensino para que se possa trabalhar
de forma mais dinâmica e interativa
em conteúdos estáticos, propostos
em currículos, matrizes e outros para
a disciplina de Geografia.
Repercutindo a necessidade de
junção de novos empregos
metodológicos a partir da visão de
autores construtivistas que acreditam
na abordagem da construção do
conhecimento de forma conjunta –
entre o educador e o educando,
possibilitando dessa forma, a
construção do pensamento, num
processo contínuo de
aperfeiçoamento e aprendizagem.
Considerando assim, o estudo de
diversos pensamentos que resultam
em significativas contribuições e
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avanços para o ensino em sala de


aula.
Objetivo geral Reconhecer como sujeito
integrante e formador da pluralidade
cultural brasileira.
Refletir sobre as diferentes
culturas e identidades que fazem
parte dos estudantes da instituição de
ensino por meio da produção e do
tratamento de dados.
Conhecer a origem familiar e
compara os costumes dos alunos.
Objetivos específicos  Promover reflexões
sobre a diversidade cultural;
 Reconhecer as
diferentes manifestações culturais
como produção da humanidade nos
diferentes tempos e nos diferentes
espaços, relacionando-as com o
contexto local;
 Respeitar a diversidade
cultural, étnica, religiosa.

Metodologias Este plano está previsto para


ser realizado em uma aula de 50
minutos. Serão abordados aspectos
que fazem parte do trabalho com a
habilidade EF02GE02 de Geografia e
arte, que consta na BNCC.
De maneira assincrônica,
peça aos alunos, por WhatsApp, e-
mail ou outra ferramenta utilizada ou
recomendada pela escola, que
pesquisem no dicionário a palavra
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PLURALIDADE.
1° Momento: Com os alunos
organizados projete o vídeo,
disponível neste link:
https://youtu.be/pDPWIGjVN_k
Em seguida permita que
façam colocações sobre as imagens,
que falem sobre as danças, religiões,
tradições vistas no vídeo. Nesse
momento os alunos podem relacionar
algumas imagens com regiões
brasileiras, no entanto a mediação do
professor deve estar voltada
especialmente para o seu lugar de
vivência. Valorize a pluralidade
cultural existente no país, de maneira
que os alunos percebam que a sua
cultura local é formadora da
diversidade cultural brasileira.
Solicite que os alunos
registrem o que aparece no vídeo.
Faça perguntas como:
     - O que essas pessoas estão
fazendo?
     - Como as pessoas estão
vestidas?
     - As pessoas aparecem sozinhas
ou em grupo?
     - As imagens retratam locais
diferentes?
     - É possível encontrar alguma
situação retratada no local onde você
mora?
2° Momento: coloque o papel
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pardo ou cartolina no quadro ou em


frente a tela do computador, e peça
para que cada aluno fale uma palavra
que represente a cultura do lugar
onde vive. Pode ser sobre comida,
diversão, música, vestuário, dança,
religião e artes. Escreva as palavras
que foram ditas no cartaz e deixe-o
afixado no mural. Peça aos alunos
para criarem uma nuvem de palavras
com o tema: A diversidade cultural do
lugar onde moro.
Os alunos precisam:
- Escolher as palavras que
serão utilizadas;
- Assistir ao tutorial
disponível aqui;
- Acessar o site do
Wordart, disponível aqui, e fazer a
nuvem;
- Tirar uma foto e
compartilhá-la com o professor e os
amigos da turma.
3° Momento: Com a turma
organizada, promova uma conversa
em que os alunos troquem
informações sobre a cultura local. Se
necessário faça inferências que
permita os alunos refletirem sobre a
diversidade religiosa, musical, danças
e até mesmo comidas, vestuário e
diversão. Garanta que haja
socialização das ideias e a
valorização e aceitação da
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diversidade do grupo, para assim


desenvolver empatia e sentimento de
pertencimento da turma.
Focando em alguns tópicos
como: Quais tipos de música são
mais ouvidas ? Como costumam se
vestir? Qual a melhor maneira de se
divertir no lugar onde vivem? Quais
alimentos vocês gostam mais? Quais
esportes ou brincadeiras preferidas?
4° Momento: Convite às
famílias que acessem e assistam
juntos ao vídeo:
- Filhos da Terra:
Diversidade e Cultura
Recursos didáticos Folha A4
Slide
Lápis
Questionário
Som
Computador
Papel
Cartolina
WhatsApp; e-mail e Wordart.
Avaliação A avaliação pode ser feita
através do entendimento do aluno
sobre o assunto, o desenvolvimento
em cima dos temas propostos e da
execução das atividades. Esse
processo de avaliação também
servirá para que o professor analise o
grau de leitura, escrita e oralidade
dos alunos.
Referencias https://novaescola.org.br/plano-de-
aula/5752/de-onde-vem-minhas-
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tradicoes
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Cabe apontarmos a importância das tecnologias digitais na educação, sendo


o seu uso um grande estimulo para o aprendizado, quando feito de maneira
pedagógica e em conjunto com os professores.
É nesse sentido que ratificamos que o uso das tecnologias digitais, quando
encontra o seu espaço na aula, pode levar o aluno a se sentir mais ativo e
responsável pelo seu processo de aprendizagem, á medida que o conhecimento é
construído de forma dinâmica, interativa e dialógica, levando a considerar que tais
tecnologias, quando aplicadas de forma correta, podem representar um grande
estimulo á interação e á aprendizagem.
É importante ressaltar que a escola não pode ficar alheia à evolução
tecnológica da sociedade em que estamos inseridos. Os professores ocupam um
papel fundamental nesse processo, não mais de detentor e transmissor de
conhecimentos, mas de mediador, facilitador da aprendizagem evitando que os
estudantes sejam meros consumidores da informação ou façam uso equivocado
dessas ferramentas. Seu trabalho requer estímulo e valorização para enfrentarem os
desafios e as mudanças que estão ocorrendo dentro e fora dos muros da escola.
Por essas razões, defendemos o seu uso para que, cada vez mais, as
escolas sintam-se motivadas a investir nelas, para que desse modo, tenhamos
espaços socioeducativos mais propícios para a livre apropriação do conhecimento.
A necessidade de se estar mais inserido nesse contexto digital, faz com que
a atual sociedade presencie em seu dia-a-dia a presença de meios tecnológicos e
digitais para facilitar e tornar mais prática o seu cotidiano. Contudo, a educação em
si, vive uma evolução nesse sentido mais lenta, deixando de ampliar seu repertório
metodológico e tecnológico, ficando desnivelada com o que ocorre no cotidiano.
Suprir essa carência faz necessárias a atualização constante e a inserção desses
novos meios tecnológicos na educação, como facilitadores para o seu cotidiano. A
inserção de novas ferramentas possibilita a interação entre o espaço social e o
escolar, a fim de promover uma adequação metodológica na linguagem atual dessa
nova clientela escolar.
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REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares do Ensino Médio para


linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília, DF: MEC, 1997.

https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/35/a-importancia-das-
tecnologias-digitais-na-educacao-e-seus-desafios
FERREIRO, Emília. Com todas as letras. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 1993.
_________________. Alfabetização em processo. São Paulo: Cortez, 2004.
FREIRE, Paulo. Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz
e Terra, 1976. _________________. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1987. _________________. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1997.
FREITAS, M. T. Letramento digital e formação de professores. Educação em
Revista, Belo Horizonte, v. 26, n. 3, p. 335-352, dez. 2010. Disponível em: . Acesso
em: 12 abr. 2018.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas,
2002.
ILLICH, I. Sociedade sem escolas. Petrópolis: Vozes. 1985.

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