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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS – DIVINÓPOLIS

COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO

Docente: Márcia Helena Batista Correa da Costa

Disciplina: Teorias Sociais

Atividade interpretativa

Discentes: Gabriel Carvalho, Giovanna Letícia, Lais Abreu, Letícia Costa, Paulo
Henrique, Pedro Lucas, Vitória Martins.

CAPÍTULO 2 - Marx Weber e a teoria social, Crítica e Resignação, Gabriel Cohn

O autor inicia introduzindo um exame direto das posições assumidas por Weber,
sobretudo nos seus escritos metodológicos, sempre polêmicos, em face das ideias que
demarcaram o seu campo de preocupações. Com isso, Weber dirige uma crítica muito
reveladora: ele constata a incapacidade de Roscher para distinguir a formação de
conceitos nas ciências naturais e na história, Weber comenta que esse autor estava
empenhado em rejeitar a dialética hegeliana e que ele "jamais se empenhou numa
discussão hegeliana representada por Capital de Karl Marx", além de que as referências
a Marx no seu livro sobre a história da economia política em uma página são de
"alarmante insuficiência".

Embora Weber faça referência mais adiante ao fato de as formulações de


Roscher serem vulneráveis diante "nossa atual maneira de ver, em relação a Marx", o
fato a ser desde logo colocado em ponto aqui é que o próprio Weber também jamais se
dedicou a um confronto explícito com a dialética marxista e é por isso que apesar da
importância das concepções do marxismo na época de Weber para as suas próprias
ideias, não há necessidade estabelecer um confronto direto entre os dois pensadores. A
partir disso, abre-se uma nova percepção, que desvia a existência de leis para a
compreensão dos fenômenos políticos, sociais ou culturais e afirma que tudo deve ser
entendido levando em consideração sua história.) quanto ao “psicologismo” (segundo o
dicionário Oxford Languages, é uma posição filosófica que tem a tendência de tentar
fazer com que prevaleça o ponto de vista da psicologia sobre o de outra ciência
qualquer, numa questão comum) ou ao naturalismo como fontes supostamente legítimas
de “visões de mundo”.

O filósofo demonstra que essa compreensão, ou interpretação, teria sempre o


objetivo de conduzir a um conhecimento científico de fenômenos empíricos. Sua
argumentação segue duas linhas principais, primeiramente, toda vivência é vaga, não é
capaz de explicar os fenômenos com critérios analíticos. Para chegar à compreensão é
preciso romper com os limites opacos da vivência, convertendo-os em objeto de estudo.
Em segunda análise, a tentativa de achar o significado de um fenômeno mediante a sua
experiência de vida pode ter risco de confundir sua vivência própria com a do sujeito da
ação que se pretende conhecer.

A compreensão envolve dois recursos analíticos fundamentais: o acesso a um


conhecimento ''nomológico'', referente a regularidades observáveis de conduta dos
agentes, e a construção de tipos. Ambos os recursos envolvem a consideração por
valores, como princípios últimos orientadores da conduta. No primeiro caso, porque a
observação de regularidades da conduta considera a ação dos sujeitos pelos valores no
contexto que agem. No segundo, porque é com valores válidos e referências que se terão
critérios para os procedimentos à construção de tipos.

Weber demonstra então que a compreensão não acontece simplesmente sobre a


ação, nem sobre a pessoa, mas também sobre a situação em que se dá a ação. Essa ideia
de conhecer certas regras do tempo dos fenômenos, é possível estabelecer como
hipótese qual a linha de ação que oferece uma ótima conexão entre os meios disponíveis
para o indivíduo e os fins por ele perseguidos. Ele confronta a ação efetiva que no ponto
de vista teleológico é racional. A análise desse motivo é através das demonstrações de
opiniões objetivas com pensamentos e ideias que irão definir como a exposição de sua
personalidade. A interpretação de um texto reduz que haja o conhecimento geral e
opinião geral, e possa simplificar seu modo de pensar e agir.

Podem ser classificadas em pensamento individual, hipóteses singulares e


construção de hipótese típica-geral. Elas auxiliam na intepretação geral do ser e
organiza os fatos e dados como um sistema interpretativo. O autor afirma que quanto
maior a liberdade do pensamento, maior a ação quanto há a expressão de sua essência,
instiga o seu livre arbítrio. Nesse sentido, Weber cita as leis econômicas, elas fazem
parte da racionalização de um estado e apresenta com um conjunto de regras sociais.

Elas existem para evitar que o sistema entre em ruínas. O autor continua a sua
análise relatando que, Weber afirma que o mercado constitui uma área de interação na
qual os agentes se defrontam em termo do sentido das suas ações, ou seja, os sentidos
das ações se entrelaçam, o que gera uma ação racional com referência a fins. Em
seguida, apresenta-se a forma como Weber diferencia ação social de relação social, a
primeira é sempre significativa (baseada na orientação da conduta do agente conforme a
de outro), já a segunda está relacionada ao sentido da ação, que está condicionado pela
orientação da ação de outro. Ou seja, Simmel se dá no plano das vivências, que Weber
se recusa a atribuir a essa noção qualquer utilidade na análise científica.

Weber ao discutir o caráter significativo menciona a Batalha de Maratona. Os


gregos e persas se envolveram nessa batalha e havia a chance de qualquer um dos lados
saírem vitoriosos. Como também eram objetivas as consequências prováveis que iriam
ocorrer em cada caso. Esse confronto entre o decurso histórico efetivo e o
(objetivamente) possível, mas (subjetivamente) construído permite mostrar a
importância do evento para quem o examina com atenção o confronto entre valores e
formas de conduta de vida que os oponentes representavam. 

Sendo assim, na visão de Weber, a Batalha de maratona é um evento único e que


não vai se repetir nunca na perspectiva do historiador. Ela só ganha Pleno Sentido
quando é encarada sociologicamente como uma situação, na medida que envolve a
presença de regularidade de conduta dos participantes, influenciada pela própria ação
entre eles. Essas considerações permitem pôr em seu devido lugar o papel da
compreensão no esquema de Weber. A compreensão que Weber fala é um instrumento
de análise recomendável porque o universo histórico social lhe é acessível dado o
caráter significativo da ação social. Sua função específica é a de auxiliar na formulação
de hipóteses a serem verificadas empiricamente.

Portanto, o texto conclui dizendo que a contrapartida de Weber para a pergunta


de Simel sobre como é possível a sociedade, seria a indagação sobre como é possível a
persistência de linhas de ação.

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