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Coletânea de artigos

para Síndicos e usuários


de elevadores,
publicados em revistas.

FÁBIO EDUARDO BECKER ARANHA

1
FÁBIO EDUARDO BECKER ARANHA

Engenheiro de produção pela Politécnica da Universidade de São Paulo (U.S.P); Diretor


– Sócio fundador da Infolev - Elevadores & Informática Ltda.

30 anos no setor de elevadores.

Presidente do SECIESP – Sindicato das empresas de Manutenção . Conserv. e instala-


ção de Elevadores do Estado de São Paulo.- 2007 - 2009.

Atual Presidente da AEM – Associação de Elevadores do Mercosul . / Membro da WEEF


(Word Elevator & Escalator Federation).

Foi Professor do Colégio Objetivo.

Premio ROTARY de Responsabilidade Social – pelo desenvolvimento e patrocínio do


curso de formação de técnicos em elevadores no Rio de Janeiro.

Ganhador do Prêmio de desenvolvimento de produtos da Fundação Carlos Alberto


Vanzolini (U.S.P.).
Responsável pela implantação do Sistema de Qualidade ISO 9000 na INFOLEV.
Experiência em outros setores: brinquedos TROL S/A,; Cia. SUZANO de papel e
celulose (papel REPORT), São Paulo ALPARGATAS (divisão Rainha); Sócio Colaborador
do SECMIERJ- Sindicato do Rio de Janeiro desde 1993.

Mídia: Entrevistas sobre elevadores: Folha de São, Paulo, Estado de São Paulo, Record
Hoje em dia, Globo SPTV, Jornal da Band, Record Celso Russomano, TV Cultura, TV
Câmara de SP, revista CIPA condomínios, revista direcional , revista Secovi , revista
Elevador Brasil, Revista Infra condomínios, revista Em Foco, revista Elevator World,
revista Subir y Bajar.

Principais palestras: Fórum Mundial de elevadores na Interlift ( Alemanha) , II Con-


gresso de Síndicos do Nordeste, Assembleia Show Salvador, Elevador Maravilha – Rio
de Janeiro. Lançamento da Norma para elevadores Existentes – Pestana RIO, Forum
Expo Elevador Mercosul , Encontro de Síndicos João Pessoa , Forum de Elevadores
Crea-MG, Expo Síndico Profissional - Copacabana Palace, SECOVI -Condominios, Lift
Road Show - Salvador, IV Encontro AEM – Buenos Aires.
Sumário
Não existe almoço grátis... Nem seis meses de manutenção..............................4

Pavor em laudos de elevadores........................................................................6

Motivos para reclamações de elevadores..........................................................8

Elevador: simples de usar, difícil de entender.................................................11

Porque seu elevador pode se tornar uma notícia ruim?....................................13

Elevadores: Uma verdade inconveniente.........................................................15

Riscos e gastros com elevadores ultrapassados................................................17

O perigo dos importados............................................................................... 20

A evolução do elevador................................................................................. 22

Modernizar o elevador, descaracteriza o mesmo?........................................... 24

Condomínios buscam alternativas para manutenção de elevadores.................. 26

Degrau no elevador, um acidente que pode ser evitado.................................... 28

A cerveja e o elevador....................................................................................31

Os Técnicos que montaram o seu elevador se aposentaram, como fica a manutenção?


.................................................................................................................. 33

O sequestro de elevadores............................................................................. 35

Problemas com elevadores e a dificuldade de locação e venda de imóveis......... 37

Elevadores: Não deixe uma bandeira enganar você......................................... 39

O melhor remédio para o seu elevador pode ser um genérico........................... 41

Elevadores: O preço total que você paga......................................................... 43

A segunda modernização dos elevadores........................................................ 45

Seu elevador consome mais energia parado do que funcionando...................... 48


Não existe
almoço grátis…
Nem seis meses
de manutenção
grátis

4
Promoção milagrosa, alívio imediato para as contas do condomínio é
realmente tentador, mas é preciso muito cuidado e atenção para não cair numa
arapuca.
A frase “não existe almoço grátis” se popularizou quando o economista
monetarista Milton Friedman utilizou em 1975, como o título de um de seus livros.
Uma frase popular que expressa a ideia de que é impossível conseguir algo
sem dar nada em troca. O termo “almoço grátis” faz referência a uma prática
comum entre bares americanos do século XIX, que ofereciam uma refeição sem
nenhum custo para os clientes que consumissem bebidas. Muitos dos alimentos
oferecidos eram muito salgados (por exemplo, presunto, queijo e biscoitos), para
que quem os comesse acabasse por comprar ainda mais cerveja.
No caso da manutenção do elevador, algumas empresas de grande porte
oferecem a proposta de seis meses de isenção da manutenção. Em geral para
retomar um cliente perdido. Contudo, na prática neste caso também nada é grátis,
pois vem junto com um contrato de longuíssimo prazo de fidelidade (4 ou 5 anos)
e recheado com uma pesadíssima multa contratual em caso de rescisão.
Apesar da multa abusiva de 50% de todas as mensalidades a vencer, ser
majoritariamente interpretada como abusiva pelo judiciário, mesmo assim causa
transtornos.
Ainda que comumente revertida no judiciário, geralmente leva a uma série de
consequências que em geral os síndicos já estão sobrecarregados delas: desgaste,
trabalho extra, tensão devido à insegurança jurídica do risco de ser cobrado ou até
ter o condomínio negativado.
Isto tudo levam a ter que “engolir” um eventual má prestação de serviços a
valores bem acima da média e absurdos preços de peças de reposição.
Isto tudo sem contar, que quando ofertas deste tipo são feitas por
multinacionais de grande porte para condomínios que têm a manutenção dos
elevadores realizadas por empresas nacionais de pequeno e médio porte, pode ser
caracterizado abuso do poder econômico. Definição legal: “quando agrupamentos
de empresas individuais, seja qual for a natureza, que tenham, por fim, dominar os
mercados nacionais para eliminar a concorrência”. Apesar de previsto na legislação
brasileira desde 1946, ainda é preciso que toda a sociedade contribua no combate,
pois o que no início o que pode parecer uma vantagem, mas será prejudicial a todos
num futuro breve.

5
Pavor em laudos
de elevadores

6
Imagine receber um laudo num papel timbrado de um renomado
hospital, informando que você precisa de um tratamento pois com o seu atual,
você está correndo sérios riscos.
Não temos notícias que a ética médica e os próprios hospitais façam uma
declaração deste tipo, sem assinatura do médico responsável e como devido registro
no CRM (Conselho Regional de Medicina).
Porém, no setor de elevadores está sendo prática comum, especialmente por
algumas empresas de grande porte, multinacionais, emitirem laudos fotográficos
aterrorizantes quanto a riscos dos usuários, apenas imprimindo o laudo em papel
com timbre e abusando da suposta confiabilidade dos seus logotipos.
Os laudos são entregues sequer com alguma assinatura do responsável que
realizou, muito menos com a de um engenheiro habilitado pelo CREA (Conselho
Regional de Engenharia) para este devido fim. Conforme determina a legislação
específica.
Muitas vezes gerando verdadeiro pânico em síndicos e administradores de
condomínios que majoritariamente são leigos em questões técnicas de elevadores
e se assuntam com fotografias que muitas vezes induzem à interpretação errada
de riscos muito altos.
Claramente, os laudos têm puro objetivo comercial e são notoriamente
desprovidos de qualquer ética ou moral, com único intuito de denegrir o serviço de
determinada empresa concorrente, a fim de vantagem comercial.
É surpreendente que tão baixa conduta seja aplicada por uma empresa de
grande porte num mercado já com imoral concentração e na maioria das vezes
buscando atingir empresas brasileiras de menor porte.
Sabemos que não se trata de um fato isolado, pois temos relatos semelhantes
desta prática em diversas cidades do Brasil, o que por si só impossibilita a alta
administração alegar não ter conhecimento sobre estas ações.
Síndicos e administradores devem ser alertados para não permitir a realização
desta suposta vistoria sem o devido acompanhamento do atual responsável pela
manutenção do elevador e principalmente não aceitar, ou mesmo acreditar, em
laudos sem a devida assinatura do responsável técnico da empresa que o realiza.

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Motivos para
reclamações de
elevadores

8
Elevador é um meio de transporte coletivo, e um equipamento de longa
duração, exige cuidados.
São um dos poucos meios de transporte que permitem o uso ilimitado e não
supervisionado por todos os membros de uma comunidade. Eles realizam esta função
dia após dia, ano após ano, percorrendo seguramente centenas de quilômetros.
Estatísticas tem mostrado que, mundialmente, os elevadores são das formas mais
seguras de transporte, apesar das pessoas reclamarem deles. Obviamente, as
queixas não são sobre a segurança, contudo as reclamações podem ser atribuídas
a principalmente a estas razões:

• O sistema de elevadores foi mal projetado / dimensionado.


Com elevadores insuficientes para fornecer capacidade de transporte em intervalos
de espera razoáveis para as necessidades de um edifício moderno (especialmente
comerciais) Nestes casos há pouco a fazer. Exceto investindo numa
modernização pesada

• O sistema de elevador tem recebido manutenção inadequada,.


Tornando-se não confiável inclusive com passageiros excessivamente preocupados
com sua segurança pessoal (poderiam ficar presos dentro de um elevador enguiçado
por muito tempo).
Uma manutenção inadequada pode ser atribuída a escolha da empresa contratada.
Uma escolha incorreta pode trazer prejuízos, fazendo com que todos do edifício
reclamem das paralisações e falhas constantes. Se for feita uma escolha correta, as
paralisações serão poucas, embora mesmo assim podem existir queixas relativas
aos custos da manutenção. De qualquer forma teremos que ter um equilíbrio entre
custo beneficio.

• Sistema desatualizado tecnologicamente:


Dificilmente um elevador com mais de 20 anos de uso poderá oferecer plena
satisfação de atendimento aos seus usuários. Por não ser um produto de consumo o
elevador não precisa ser descartado e substituído por um novo. Mas é recomendável
uma modernização técnica para que seja atualizado e se aproxime do desempenho
dos elevadores mais modernos.

Além reclamações dos problemas o condomínio pode ter prejuízos?
Problemas com elevadores desvalorizam o edifício e geram dificuldades para
vendas e locação de imóveis.
Os Elevadores são recursos previstos nos edifícios comerciais e residenciais a
mais de 80 anos. Hoje, os sistemas de transporte verticais são universais, embora

9
sejam frequentemente ignorados quando os proprietários de edifícios avaliam
as causas de ineficiência no local de trabalho, a comercialidade de um edifício
comercial e as estratégias para manter os inquilinos, e as opções para aumentar as
taxas de locação.
Os inquilinos esperam um transporte rápido e confiável para se locomoverem
por todo o edifício. A paralisação de um elevador para reparos pode causar irritação
e insatisfação nos inquilinos, diminuir a produtividade dos funcionários, já que eles
são obrigados a passar mais tempo a espera de um elevador e outros transtornos.

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Elevador:
simples de
usar, difícil de
entender

11
O elevador é o equipamento mais utilizado do edifício, pessoas que moram
em prédios permanecem cerca de meia hora por semana dentro deles. De fácil
utilização porém sua gestão por síndicos e administradores acaba sendo pouco
compreendida.

• Manutenção:
Como no caso de um automóvel, onde você pode escolher entre fazer a
manutenção na “concessionária” / fabricante ou com uma empresa independente.
Sendo que no caso dos elevadores é mais fácil a escolha, pois deve ser feita entre as
cerca 60 empresas credenciadas pela prefeitura do Rio de Janeiro especificamente
para esta atividade.

• Ciclo de vida e Modernização:


No caso de automóveis normalmente as pessoas percebem quando é o
momento de mudar, ou seja, quando o custo com manutenção e os transtornos
com paralisações e problemas indicam a viabilidade de uma troca.
Em elevadores o ciclo de vida é maior porém também com um limite razoável
do tempo de utilização. Apesar de muitas vezes ser evidente, as pessoas costumam
insistir em gastar com equipamentos muito antigos mais de 20-30 anos. Pagando
mais caro pelas cada vez raras peças de reposição, dificuldade de mão de obra
especializada em equipamentos antigos e o pior com mais transtornos, paralisações
e riscos.
No caso do elevador com esta idade normalmente não é necessário substituir
por completo, mas recomendado uma modernização tecnológica.
Modernizar um elevador é o ato de reformá-lo com o objetivo de atualizá-
lo tecnologicamente, para obter um funcionamento mais adequado, com menor
consumo de energia e um padrão de segurança próximo às normas mais atuais.
Cabina de inox, espelho, iluminação, etc é estética e podem até fazer parte da
proposta, contudo não devemos considerar como parte do escopo de funcionamento
e segurança do elevador.
Caso seu elevador já tenha uma idade avançada solicite uma avaliação de
uma empresa especializada que pode fornecer sem compromisso uma proposta
de modernização. E o quanto antes evite transtornos e desperdícios para o seu
condomínio.

12
Porque seu
elevador pode
se tornar uma
notícia ruim?

13
Diversos elevadores são do tempo em que as pessoas não utilizavam cinto
de segurança nos automóveis e nem mesmo capacete quando trafegavam com
motocicletas.
Um equipamento defasado tecnologicamente também oferece mais riscos aos
usuários. Muitos elevadores foram instalados na década de 70, no auge do milagre
econômico brasileiro. Geralmente elevadores com mais de vinte anos necessitam
de uma modernização técnica. Além de oferecer mais segurança, a reforma do
elevador aumenta a disponibilidade para os usuários e agrega diversas vantagens,
tais como uma grande economia de energia elétrica.
O elevador é considerado um meio de transporte seguro, mas são necessários
alguns cuidados, que muitas vezes são lembrados apenas quando ocorre algum
acidente: boa manutenção; atualização tecnológica e instalação de itens de proteção
para pessoas que realizam a manutenção.
Para uma manutenção adequada é fundamental a escolha de uma empresa
especializada, por disponibilizar de profissionais gabaritados, e que esteja
habilitada nos órgãos competentes (em São Paulo veja o site da prefeitura - www.
prefeitura.sp.gov.br)
É importante não se iludir com valores muito baixos. Uma correta
manutenção preventiva (obrigatória pelo menos a cada 30 dias) necessita de
técnicos especializados e de pessoal de apoio capacitado, disponíveis para atender
aos chamados 24 horas por dia e 365 dias por ano. Empresas que oferecem valores
muito abaixo da média têm alta probabilidade de não realizar a manutenção
preventiva corretamente.
Muitos acidentes, onde o administrador do edifício é corresponsável, podem
ser evitados com a instalação de dispositivos de proteção de acordo com as normas
atuais. Tais como: protetores de polia, guarda-corpo, interruptores de emergência,
dentre outros em conformidade com ABNT NBR 15597/08.
São cuidados que devem ser respeitados, especialmente em consideração à
vida dos trabalhadores que mantêm os equipamentos que transportam pessoas.
Verifique com a empresa de manutenção a necessidade de aquisição ou manutenção
destes itens e programe uma modernização do seu elevador, se necessário. Ofereça
segurança aos usuários e evite que algum dia o seu elevador possa se tornar uma
notícia ruim.

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Elevadores:
Uma verdade
inconveniente

15
Nos meses de março e abril, ou seja, após o carnaval, para muitos condomínios
é a época de eleições para síndico.
Mesmo os novos síndicos com toda a vontade de renovação ou mesmo experientes
que são reeleitos acabam mantendo os mesmos “vícios” na administração dos
elevadores.
A crítica pode ser até um pouco “dura” mas com a evolução da administração
dos condomínios e grande melhoria no preparo dos síndicos que temos visto nos
últimos anos, chegou a hora de tratarmos melhor do equipamento mais importante
do edifício, ou até mesmo a razão de existir do prédio: o elevador.
Mesmo a convenção do condomínio prevendo obrigatoriamente a cotação
com ao menos três fornecedores, a manutenção dos elevadores nem sequer é
questionada, ficando síndico após síndico, acomodados com a renovação do contrato
celebrado há muitos anos pela construtora e o fabricante original do equipamento.
Praticamente ignorando que o mercado mudou muito.
Hoje está bem mais competitivo, tanto em serviços, com diversas empresas
habilitadas, bem como no fornecimento de peças, já que fabricantes atuais
de elevadores são como os de automóveis, ou seja, são montadores com peças
fornecidas por outras fábricas que abastecem o mercado em geral.
A grande maioria não sabe que mesmo tendo mantido o contrato com uma
marca tradicional do mercado, atualmente esta empresa na realidade é outra. Pois
foi comprada e apenas continua a utilizar a marca famosa. É comum também não
se atentarem à detalhes do contrato, confiando na “empresa famosa” e assinam
concordando com cláusulas de multas abusivas no caso de rescisão, deixando a
situação complicada para os síndicos seguintes.
Todos os síndicos e até mesmo os demais moradores, sabem bem que não
vale a pena manter um carro muito antigo, devido ao custo de manutenção, falta
de peças, maior consumo e alto índice de defeitos etc. Mas poucos se empenham
em convencer os demais moradores em atualizar e modernizar elevadores mesmo
que os mesmos tenham mais de 30 anos. Equipamentos desatualizados também
estão defasados em relação às normas mais atuais de segurança, que envolvem
tanto usuários, bem como técnicos que fazem a manutenção.
Não se atentam que o elevador é o item que mais gasta energia num edifício (em
média 6% do valor do condomínio) e que equipamentos modernizados costumam
economizar até 40% de energia. “Por falta de tempo” acabam desprezando não só
a economia como toda a questão ambiental que este desperdício proporciona.
Se o síndico não se sente seguro tecnicamente para avaliar as necessidades e
desempenho do equipamento, pode, sem problemas assumir isto, e contratar um
consultor independente, que é profissional especializado para tanto.

16
Riscos e
gastos com
os elevadores
ultrapassados

17
Os componentes antigos e defasados estão mais sujeitos a falhas de todos os
tipos inclusive de segurança.
Também temos o risco da falta de itens de proteção para os técnicos que realizam
a manutenção.
Outro item de menor gravidade, mas muito comum (maior causa de acidentes
registrada na União Europeia) é a queda por mau nivelamento da cabina (formação
de degrau)
Especialmente agora com envelhecimento da população, idosos tem se acidentado
com frequência. Sem contar que jovens também saem do elevador digitando no
celular e também são vítimas dos degraus.

• Os principais gastos com um elevador ultrapassado:


- Alto consumo de energia (cerca de quarenta por cento a mais que os atuais ou
modernizados);
- Maior desgaste de partes moveis (freios, engrenagens, etc), porque partida e
parada não tem bom controle e precisão;
- Custo elevado de peças de reposição pois as antigas são de difícil acesso no
mercado.

• O gasto com a modernização é compensado em quanto tempo?


Supondo a valorização do imóvel o retorno é mais que imediato.
Não seria propriamente um gasto e sim um investimento.
Vamos supor um imóvel de valor de mercado de 300 mil reais que se valorize
10%, ou seja 30 mil reais, num edifício com 40 unidades que teve 2 elevadores
modernizados, o investimento de cada unidade não deve ultrapassar 4.000,00
reais.
Isto sem contar com economia de energia e melhoria da performance.

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• Que itens causam melhores resultado para o desempenho dos equipamentos?
Os comandos eletrônicos microprocessados, elevam a confiabilidade
do sistema e consequentemente maior disponibilidade do equipamento para
transportar passageiros. Proporcionam viagens mais confortáveis, nivelamento
mais preciso da cabina evitando assim risco de quedas em degraus e significativa
economia de energia.

• Qual o percentual de economia no consumo de energia resultante da


modernização de elevadores?
A economia de energia pode ser obtida por três principais itens presentes nos
quadros de comando.
Comandos eletrônicos atuais controlam a partida do motor através de inversores
de frequência, evitando altas correntes de partida que oneram muito a tarifação.
Outra são os sistemas inteligentes de atendimento, quando temos, por
exemplo, dois elevadores um ao lado do outro, mesmo o usuário chamando os dois
elevadores apenas o mais próximo vai se deslocar para atendê-lo.
E ainda temos a economia de energia em modo Stand-by (modo espera quando
elevador esta parado). Da mesma forma que programamos nossos computadores
para desligar a tela nos períodos de espera, os novos comandos podem ser
programados para desligar partes do sistema nos horários que não estão sendo
utilizados.
Elevadores modernizados costumam reduzir o consumo em cerca de 40%, do
original. Item bem significativo após os grandes reajustes do custo da energia no
Brasil.
Importante frisar que além de bom para o bolso, a utilização de equipamentos
sustentáveis, também contribui para evitar racionamento energético e com
preservação do meio ambiente.

19
O perigo dos
importados

20
Num mundo globalizado é natural a utilização de equipamentos
importados. Contudo o Elevador não é um produto de consumo
que você pode descartar e comprar outro se falhar ou não for bom.
A vida útil esperada de um elevador é de pelo menos 20 anos e nem todas
as peças podem ser facilmente repostas pois não são compatíveis com os
equipamentos nacionais, sendo assim temos um sério risco de desabastecimento,
leia-se transtornos com elevador parado e reclamações frequentes.
Os carros importados já têm este tipo de problema mesmo tendo uma escala muito
maior que a de elevadores. São 3 milhões de automóveis ao ano contra 15 mil elevadores.
E não podemos nos esquecer que no caso de uma falha, não podemos utilizar
um carro emprestado de um parente e nem mesmo podemos ter um seguro para
que ele forneça um elevador reserva enquanto aguarda uma peça importada.
Algumas multinacionais já colocam em seus contratos de venda que “o cliente
está ciente que o equipamento mesmo comprado no Brasil possui componentes
importados”. É algo que soa como normal nos dias de hoje, mas, na prática, já
estão se precavendo de avisar “o seu elevador vai ficar parado por um bom tempo”
quando tiver problema, já que em muitos casos, itens vitais podem depender de
importações e mão de obra específica.
O custo de manutenção de equipamentos importados é um outro problema.
Mesmo com uma possível economia inicial, na hora da aquisição de uma oferta
de um importado “da China” mais barato o custo da mensalidade do contrato de
manutenção, com certeza, será bem mais caro. Tanto pela dificuldade de reposição
de peças e falta de técnicos especializados, ou até mesmo possível “exclusividade”
que o fornecedor pode impor.

21
A evolução do
elevador

22
Desde o século XII, o homem já dominava a técnica das grandes construções.
Hoje, visualizando as catedrais góticas da Europa, nota-se que o grande problema
não era construir, mas como subir. No caso das catedrais, poucos se arriscavam a
subir.
Foi com a invenção do freio de segurança em 1849, que o transporte vertical
de passageiros foi viabilizado. O sistema evita que o elevador caia, até mesmo no
caso de os cabos de aço se romperem.
Com esta invenção, os elevadores de passageiros evoluíram e se tornaram
cada vez mais automatizados. O elevador é considerado o “avô dos robôs”, uma
máquina inteligente, que realiza suas funções facilmente como: ao apertar um
botão, fazia toda a operação de fechar porta, partir, contar andares, parar, nivelar
e abrir porta automaticamente.
Toda esta automação foi realizada através de sistemas de relês eletromecânicos.
Até hoje, grande parte dos elevadores em funcionamento ainda utilizam esta lógica.
Entre 1955 a 1980 a tecnologia pouco evoluiu, principalmente, por contar
com uma automatização suficiente para época e nenhuma inovação relevante
foi adicionada. Neste período não era utilizado o conceito de modernização de
elevadores, porque nenhuma reforma significante estava disponível.
Na década de 80, com a entrada da tecnologia dos microprocessadores, que hoje
são utilizados nas máquinas e equipamentos em geral, os elevadores também
evoluíram significativamente.
Os comandos eletrônicos microprocessados são muito mais confiáveis e menos
sujeitos às falhas e paralisações. O atendimento é mais “inteligente”, otimizando
o tráfego. O consumo de energia é reduzido em até 40% com os modernos sistemas
de controle eletrônicos de motores. Há também novas funções e acessórios, tais
como: indicadores digitais, anunciador de voz, barreiras infravermelhas – evitam
que a porta se feche sobre o passageiro, avisos para elevador que são retidos
indevidamente, proteção para chamadas falsas, entre outras.
Boa parte dos elevadores do Brasil ainda opera com esta tecnologia antiga.
Mas este equipamento não é um bem de consumo que, após certo tempo, descarta-
se e compra-se um novo. A solução para estes casos é a modernização tecnológica,
ou seja, uma reforma que substitui os controles antigos por sistemas digitais.
Geralmente, são aproveitados os principais componentes mecânicos, como máquina
de tração, que tem uma longa vida útil. Procure uma empresa especializada em
manutenção e programe uma modernização dos elevadores.

23
Modernizar
o elevador,
descaracteriza o
mesmo?

24
Por se tratar de um bem muito durável, ao contrário de alguns produtos
de consumo que são descartados, no caso dos elevadores isto raramente ocorre.
Normalmente não é necessário o descarte total e substituição total por um novo.
Na maioria dos casos é mais viável tecnicamente e economicamente modernizar o
equipamento.
Modernizar um elevador é o ato de reformá-lo com o objetivo atualizá-lo
tecnologicamente e esteticamente, para obter um funcionamento mais adequado e
um padrão de segurança mais próximo das normas mais atuais. Reduzir o número
de falhas mais comuns num equipamento antigo já desgastado, aumentando sua
disponibilidade para os usuários.
A falta de pecas de reposição e mão de obra especializada também são fatores
convidativos para equipamentos com mais de 20 anos de operação. E com os atuais
aumentos substanciais dos custos de energia elétrica, sem dúvida, a atualização
com controles de maior eficiência energética que proporcionam economia da ordem
de 40% quando comparado com os sistemas antigos é cada vez mais importante
para os condomínios.
A menos no caso de edifícios históricos que sejam tombados ou por alguma
razão especial necessitem obrigatoriamente manter originalidade arquitetônica
da época, em geral os edifícios precisam se atualizar. E com os elevadores
a modernização passa normalmente pela instalação de quadro de comandos
eletrônicos, botoeiras com visual mais moderno, indicadores de posição digital
além da estética da cabina com revestimento em inox, iluminação com LED, piso
de granito entre outros.
Alguns fabricantes de elevadores alegam, sem razão alguma, que aplicação
de todas estas melhorias estariam “descaracterizando” o elevador. Ocorre que
eles mesmo realizam serviços de modernização exatamente com estas mesmas
características. Contudo alegam isto apenas pelo fato do serviço ser realizado por
outra empresa concorrente.
Descaracterizar, por definição seria “tirar marcas da sua função”. Ocorre
na realidade que o elevador bem modernizado, seja por qual empresa for, (temos
mais de 80 empresas especializadas e devidamente habilitadas pela prefeitura)
não perderá nenhuma função, pelo contrário, melhorará as atuais e ainda agregar
novas outras.
Mudar as caraterísticas para melhor é sempre bem-vindo, melhor ainda se
pudermos fazer uma boa seleção e escolher a empresa que melhor vai poder atender
às necessidades de cada edifício.
Modernizar é preciso!

25
Condomínios
buscam
alternativas para
manutenção de
elevadores

26
Os síndicos e administradores estão encontrando boas alternativas para
melhorar as contas dos condôminos, tendo em vista a necessidade atual.
Estão encontrando boas opções de custo e muitas vezes com serviços melhores
e mais personalizados em empresas de médio porte.
É incrível que os síndicos anteriores, sempre mantiveram o contrato que já
tinha sido estabelecido pela construtora do edifício, sem nunca questionar o valor
e outras opções do mercado.
Chega a ser surreal que na atual situação econômica, condomínios que não
realizem ao menos três cotações para a manutenção dos seus elevadores.
A manutenção dos elevadores representa em média 7% do custo total do
condomínio. Mesmo assim é comum ver edifícios que acabam ficando muitos e
muitos anos sem nem mesmo abrir uma concorrência para avaliar este relevante
custo para os moradores.
Entendemos o receio de mudar a manutenção dos elevadores saindo
da empresa do fabricante do equipamento. Mas temos, só na cidade do Rio de
Janeiro cerca de 80 empresas cadastradas na prefeitura devidamente habilitadas
especificamente para este fim. Portanto são empresas que possuem: engenheiro
responsável, seguro de responsabilidade civil, oficinas, assistência 24 horas entre
outras exigências legais. O que garante a segurança e confiabilidade.
Os síndicos que tinham medo de mudar, pois sempre ouviam que seria difícil
encontrar peças de reposição. Depois de pesquisar o mercado viram que muitas
coisas mudaram. Hoje tem até uma Exposição nacional específica (Expo Elevador)
apenas com empresas fabricantes de pecas de elevadores, um fórum permanente
de debates sobre o tema (organizado pelo SECMIERJ) e revistas especializadas
em fabricantes de componentes de elevadores. E claro, por força de Lei dos
consumidores, os fabricantes não podem deixar de vender peças de reposição.
Há cerca de 20 anos aproximadamente 80% das pessoas levavam os seus
carros nas oficinas das concessionárias, hoje em dia é o contrário, apenas 20% o
faz, a maioria prefere oficinas mecânicas independentes.
No caso dos elevadores, até mesmo Administradoras de condomínios, que
teriam que ter uma gestão mais profissional, muitas delas simplesmente se
acomodam, perpetuando o contrato com o fabricante original do elevador. Como
os síndicos, muitas vezes não têm tempo e conhecimento específico, o ideal é
que estes profissionais pesquisem alternativas confiáveis para os edifícios que
administram. Hoje o mesmo serviço pode ser contratado com menor custo e com
qualidade equivalente ou superior.
Caso contrário, fica uma situação muito cômoda, seria como contratar um
profissional para administrar uma frota de veículos, que apenas sugerisse levar o
carro na concessionária e pagar o valor que for.

27
Degrau no
elevador, um
acidente que
pode ser evitado

28
Você vai se surpreender se for verificar quantas pessoas que moram no seu
prédio, ou conhecidos de outros edifícios que já tiveram “pequenos” acidentes ao
cair devido ao mau nivelamento do elevador.
Especialmente pessoas mais velhas têm sido vítimas deste problema comum
e infelizmente estes também são os que sofrem as piores consequências no caso de
quedas.
O desnível da cabina do elevador pode ocorrer devido a vários fatores, por
exemplo:
desregulagem, problemas mecânicos, desgastes de peças, ajustes etc.
Mas o fato é que elevadores mais antigos, nos quais os comandos não possuem
nenhum tipo de controle da velocidade do elevador ou seja: simplesmente desligam
o motor e acionam o freio na chegada do elevador ao destino, mesmo com uma boa
manutenção dificilmente vão ter um nivelamento preciso, especialmente quando
haviam grande variação na carga da cabina.
Não temos estatísticas precisas deste tipo de acidente no Brasil, pois aqui,
normalmente as pessoas encaram este problema como uma mera fatalidade.
Quando na realidade é um sério risco que pode ser evitado.
A queda de pessoas devido ao mau nivelamento da cabina foi a maior causa de
acidentes com vítimas registradas em elevadores na União Europeia. (ver quadro)
Precisamos garantir um nivelamento da cabina sem maiores riscos de queda,
ou seja, com precisão de +_ 10 mm. Isto só é possível com a utilização de quadros de
comando com controles eletrônicos da velocidade do elevador, geralmente através
de inversões de frequência.
Devido ao seu nivelamento mais preciso, bem como consumo de energia cerca
de 40% menor, estes sistemas de comandos eletrônicos já são aplicados em quase
todos os novos elevadores.
A boa notícia é que estes sistemas podem ser facilmente aplicados aos
elevadores mais antigos sem nem sequer ter que substituir as máquinas.
Esta operação é chamada de modernização técnica do elevador.
Além da viagem mais confortável e melhor nivelamento, confere muitas
outras vantagens, tais como: menor índice de falhas no equipamento, economia de
energia e valorização do patrimônio, e maior segurança.

29
30
A Cerveja e o
elevador

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Há poucos anos, a grande maioria dos brasileiros consumia apenas cervejas
de quatro grandes fabricantes mais conhecidos. Atualmente observamos um grande
crescimento no consumo de novos rótulos, esta quebra de paradigma proporcionou
aos consumidores novas e agradáveis oportunidades.
Também podemos pensar que no mercado de elevadores muitos síndicos
ficaram igualmente acomodados apenas com três multinacionais mais conhecidas
por muitos anos.
Com a maior profissionalização da função de síndico aliada à evolução da
ofertas de outras empresas de elevadores, como no caso da cerveja, os consumidores
também estão atualmente desfrutando de novas e boas opções.
As cervejarias artesanais dobraram nos últimos 3 anos, chegando a mais de
700 fabricantes e no setor de elevadores já passam de duas mil as empresas de
manutenção de elevadores no Brasil.
Como no caso das cervejas, muitas são empresas menores e de atuação regional,
mas nem por isso deixam de oferecer bons serviços e até mesmo, diferenciados em
comparação com marcas tradicionais.
Como explica o presidente do Seciesp o Eng. Marcelo Braga: “nos últimos
anos a crise e a pressão por resultados fez com que grandes empresas passassem
a utilizar uma quantidade menor de técnicos para manutenção. Antes tinham um
técnico para atender 80 elevadores, foram aumentados para 100 e hoje delegam
em média 120 elevadores para cada técnico. Isto comprometeu a qualidade do
atendimento fazendo com que muitos síndicos buscassem opções por empresas
menores que têm serviço personalizado, onde não precisam ligar para uma
central de atendimento que fica em outo estado e também dificuldade de acesso à
reclamações no caso de problemas”
Além da manutenção, quando os elevadores mais antigos precisam ser
reformados ou modernizados, este tipo de serviço também acaba sendo melhor
provido por empresas de pequeno e médio porte, pois são serviços realmente
artesanais, já que cada caso é sob medida para a situação, personalizada do
equipamento e necessidades dos edifícios.
Apenas na cidade de São Paulo temos mais de 120 empresas oficialmente
habilitadas pela prefeitura (SEGUR) a prestar serviços em elevadores com toda a
segurança.
O seu condomínio não deve deixar de experimentar novas opções, mesmo
porque no caso dos elevadores nem é preciso pagar mais caro para ter estes serviços
artesanais e diferenciados.

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Os Técnicos que
montaram o
seu elevador se
aposentaram,
como fica a
manutenção?

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A cidade de São Paulo passou por intensa verticalização na época do chamado
“milagre econômico” brasileiro, nos anos 70 do século passado. Porém, a maioria
dos profissionais que projetaram, fabricaram e montaram os elevadores desses
edifícios já estão aposentados.
O elevador representa um bem de longa vida útil e, assim como os demais
sistemas das edificações, precisam de boa manutenção, reformas ou atualização
tecnológica depois de certo tempo de uso. Especialmente se forem colocadas nesta
conta as dificuldades e o alto custo para a manutenção de equipamentos muito
antigos.
Elevadores com mais de 20 anos, em especial os que possuem sistemas
eletromecânicos, fabricados antes da era dos microprocessadores, apresentam
defasagem tecnológica, a qual pode resultar em uma combinação infinita de
problemas para o edifício se não forem atualizados. Pois mesmo que o conhecimento
seja repassado, a atual geração de técnicos de manutenção está muito mais
preparada para lidar com equipamentos eletrônicos do que com os antigos, à relé.
Essa dificuldade, somada à conhecida escassez de mão de obra qualificada,
torna difícil a oferta do serviço e resulta em custo elevado de manutenção, além de
paralisações provavelmente mais longas e frequentes dos elevadores. O problema
se agrava com a dificuldade de encontrar peças de reposição, itens que não temos
disponíveis nos estoques, que não se fabricam mais, ou que têm que ser feitos sob
encomenda e em baixíssima escala de produção.
Tudo isso faz o custo da manutenção aumentar muito, torna difícil e onerosa a
tarefa manter um equipamento que é vital para a vida nos edifícios, especialmente
quando a acessibilidade é uma necessidade cada vez maior na sociedade. Portanto,
se o seu elevador é do tempo da vitrola, máquina de escrever, época em que não
existia internet nem telefone celular etc., consulte uma empresa especializada
para planejar o quanto antes uma atualização tecnológica!
Além de viabilizar a manutenção para a atualidade, os sistemas eletrônicos
modernos são mais eficazes energeticamente, proporcionando redução de até 40%
no custo da conta mensal de eletricidade, a qual anda cada vez mais cara.
Segurança é outro fator a ser considerado, pois muitos destes equipamentos
foram fabricados no tempo que a sociedade não era tão exigente nesse quesito, não
havia as leis rigorosas de hoje. Por exemplo, se antes as pessoas não utilizavam
capacete para andar em motos, não utilizavam cintos de segurança nos automóveis,
também os elevadores não eram cercados de tantas exigências na área de segurança,
tanto para o usuário quanto o técnico da manutenção.
E lembre-se: Você pode se aposentar, mas é justamente nesta fase da vida que
as pessoas mais necessitam de um elevador que as leve com conforto e segurança.

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O Sequestro de
elevadores

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Se você não quer mais seu celular bloqueado, que funcione só com uma
operadora, vai querer um elevador assim… que só uma empresa tenha acesso?
A pressão dos consumidores inibiu um abuso por parte das operadoras que
vendiam aparelhos de celular a preços convidativos, mas deixavam o consumidor
refém de um contrato de “fidelidade” pois o investimento no novo aparelho não
poderia ser aproveitado em outra operadora até mesmo quando o serviço não era
satisfatório.
Hoje a grande maioria das pessoas não aceita mais adquirir um aparelho,
mesmo que bem mais barato se perder a liberdade de poder optar por melhor custo
e benefício dos serviços.
O Elevador também é um item essencial, que transporta não só pessoas que
poderiam subir escadas, mas muitas que não têm condições seja por idade, saúde
e até disposição. Além de fundamental no caso de mudanças, transporte de lixo,
compras, carrinhos de bebê e todo o dia a dia dos edifícios.
Ocorre que algumas empresas, até mesmos famosos e de grande porte,
estão oferecendo ao mercado de elevadores novos ou mesmo equipamentos para
modernizar elevadores que possuem barreiras tecnológicas e até mesmo senha de
acesso para a manutenção. Ou seja, um bem essencial, tem sua manutenção (serviço
obrigatório e fundamental para a segurança) restrita aos valores e conveniência da
empresa que fabricou o equipamento.
Embutem disfarçadamente nos contratos cláusulas do tipo em que dizem que
“o software do equipamento pertencem a empresa que fabricou”, como se fosse
possível para o condomínio utilizar o equipamento adquirido e devidamente pago
sem este software.
Uma empresa chega a anunciar que “para a sua segurança” o elevador está
programado para parar após determinada quantidade de acionamentos e só volta
a funcionar após a presença do técnico de manutenção da empresa fabricante.
Este tipo de atitude, no mínimo questionável, vai garantir muito mais a segurança
econômica da empresa que vende desta forma.
Informe-se bem sobre a marca e modelo do equipamento que está adquirindo
para seu condomínio. Verifique com as empresas habilitadas pela prefeitura para
a manutenção, se o equipamento é de fácil manutenção por qualquer empresa sem
senhas e outras barreiras e se o fornecimento de peça de reposição é acessível a
outras empresas de manutenção e a preços e prazos razoáveis.
Caso contrário você pode ter que pagar um alto preço pelo “resgate”.

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Problemas com
elevadores e a
dificuldade de
locação e venda
de imóveis

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Frequentemente ignorados quando os proprietários de edifícios avaliam
as causas de ineficiência no local de trabalho, a comercialidade de um edifício
comercial e as estratégias para manter os inquilinos.
Os Elevadores são recursos previstos nos edifícios comerciais e residenciais a
mais de 80 anos. Hoje, os sistemas de transporte verticais são universais, embora
sejam frequentemente ignorados quando os proprietários de edifícios avaliam
as causas de ineficiência no local de trabalho, a comercialidade de um edifício
comercia e as estratégias para manter os inquilinos, e as opções para aumentar as
taxas de locação.
Os inquilinos esperam um transporte rápido e confiável para se locomoverem
por todo o edifício.
A paralisação de um elevador para reparos pode causar irritação e
insatisfação nos inquilinos, diminuir a produtividade dos funcionários, já que eles
são obrigados a passar mais tempo a espera de um elevador e outros transtornos.
No caso de um carro ou outros equipamentos é de senso comum que não vale
a pena ficar gastando com a manutenção de um item muito antigo, com mais de
20-30 anos.
No caso do elevador normalmente não é necessário o descarte total e
substituição total por um novo. Na maioria dos casos é mais viável tecnicamente e
economicamente modernizar o equipamento.
Modernizar um elevador é o ato de reformá-lo com o objetivo de atualizá-lo
tecnologicamente e esteticamente, para obter um funcionamento mais adequado e
um padrão de segurança mais próximo das normas mais atuais. Reduzir o número
de falhas mais comuns num equipamento antigo já desgastado, aumentando sua
disponibilidade para os usuários.
Além disso, podem ainda:
• Reduzir consumo de energia dos equipamentos (em torno de 40%);
• Proporcionar mais conforto, eliminando trancos em partidas e paradas;
• Dar precisão no nivelamento das paradas nos andares, independente da carga
transportada;
• Introduzir melhorias estéticas como as trocas de botoeiras das cabinas e dos
andares;
• Reduzir ruídos e eliminar barulhos.
• Obter valorização patrimonial (entre 10% a 15% do preço anterior do imóvel)
com a consequência da modernização.
“Os síndicos muitas vezes podem se esquecer ou mesmo não estarem totalmente
cientes de sua responsabilidade civil e criminal. Um elevador antigo, com problemas
tais como com desníveis na cabina, traz sérios riscos de acidentes”.
Estas adequações podem ser inadiáveis ao seu condomínio.

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Elevadores:
Não deixe
uma bandeira
enganar você

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• O que é uma manutenção bandeira branca:
São empresas que não ostentam marcas famosas, mas dão liberdade de
escolha para o consumidor, com bons serviços e atendimento personalizado. Com
oferta de peças de reposição a preços justos, sem multas abusivas para rescisão de
contrato, sem senhas de bloqueio de equipamentos, etc.

• Porque podem ser a melhor opção para o seu elevador?


Você tem liberdade de escolha e poder optar quando quiser pelo serviço e
condições que melhor te atendem sem ficar “preso” ou com restrições junto ao
fabricante.
Tem acesso a outras opções de peças, genuínas ou genéricas e equipamentos de
qualidade com custos bem mais justos.

• Chega de hipocrisia e ameaças de segurança:


Temos cerca de 60 empresas habilitadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro
para manutenção de elevadores. Uma Lei municipal específica para o setor,
credencia as empresas especializadas em elevadores, que entre outras obrigações,
devem apresentar registro no CREA com engenheiro responsável, seguro de
responsabilidade civil, obrigatoriedade de oficinas e equipamentos, plantão 24
horas e RIA (relatório de inspeção anual) atestando a capacidade do elevador.

Não pode haver falta de peças, pois os fabricantes têm obrigação legal de
fornecimento ao mercado (código do consumidor). Além disso, a maioria das
peças e equipamentos vem dos mesmos fornecedores. Os ditos “: fabricantes de
elevadores” são como no caso dos automóveis, são apenas montadores do conjunto.
O seu condomínio já comparou as opções atuais deste dinâmico mercado?
Ou está acomodado no mito do passado que a manutenção do elevador só pode ser
feita pelo fabricante?
A melhor bandeira é a da transparência e do respeito ao consumidor, não é a
bandeira que garante a qualidade.

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O melhor
remédio para
o seu elevador
pode ser um
genérico

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Quando assistimos a um jogo do campeonato brasileiro, podemos notar
novos patrocinadores nas camisas dos principais times. Após uma nova Lei em
1999 os remédios genéricos cresceram no mercado, estampam camisas de times
famosos e passaram a ser uma boa opção para o consumidor brasileiro.
Por definição, genérico é um produto não apenas similar, mas que
comprovadamente tem o mesmo princípio ativo que o “original”. Ou seja, com a
mesma função e normalmente bem mais barato do que o das marcas tradicionais.
Passaram-se dez anos para que o público conhecesse o genérico e assim
atingir 20% do mercado nacional, sendo que em mercados mais maduros chegam
a 50% como é o caso dos Estados Unidos.
No caso dos elevadores também existem vários fabricantes nacionais que
oferecem produtos com as mesmas características que das marcas multinacionais
tradicionais. Como no caso dos remédios genéricos com a mesma função
(homologados pela Anvisa) e bem mais baratos.
No início também houve resistência com os remédios, médicos que só
receitavam marcas famosas, passaram a ter que receitar o princípio ativo.
Hoje vemos síndicos, administradores profissionais de condomínios e
até consultores de elevador que só indicam marcas multinacionais. Seja por
desconhecimento, comodidade ou resistência à mudança deixam de oferecer opções
mais vantajosas para os proprietários e condôminos.
Recentemente tivemos em São Paulo a Expo Elevador, maior feira do setor
da América Latina. Neste evento pudemos ver diversos exemplos de empresas
brasileiras que desenvolvem e fabricam aqui no Brasil, produtos de alta tecnologia
que modernizam os elevadores brasileiros. São diversas boas opções de fornecedores
que por fabricarem aqui tem ainda tem uma facilidade de assistência e reposição
bem melhor que outros estrangeiros.
Também há resistência na contratação de serviços de manutenção. Mesmo
as empresas de São Paulo tendo que ser credenciadas pela prefeitura (SEGUR) com
diversas exigências, tais como engenheiro responsável, seguro de responsabilidade
civil, relatório de inspeção anual, plantão 24 horas etc. Ainda há o “mito” de que
a manutenção só pode ser realizada pelo fabricante original.
“É como se as pessoas só levassem seus carros à concessionária e nem se
dessem conta da possibilidade de utilizar outras oficinas independentes”

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Elevadores: O
preço total que
você paga

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“Diferente do elevador novo onde a escolha é da construtora, na modernização
o síndico pode escolher o equipamento cuja manutenção será mais fácil e barata.”
Com um automóvel, todos sabemos que o custo total vem do preço da
máquina somado o valor da manutenção durante todo o tempo de duração da vida
útil do carro. No caso dos elevadores a maioria das pessoas não compreendem
suficientemente bem a sistemática para aplicar esses mesmos princípios.
No caso da aquisição de um elevador novo, normalmente o mesmo é
adquirido pela construtora do edifício, cujo o interesse principal é apenas o custo
do equipamento. Deixando para os moradores o problema do custo da manutenção
por toda a longa vida útil do equipamento. Muitas vezes, na entrega do condomínio,
deixam ainda como “herança maldita” um contrato de manutenção com cláusulas
e valores abusivos já fechado com o fabricante.
No caso da aquisição de equipamentos para modernização de elevadores,
situação cada vez mais comum no Rio de Janeiro devido à quantidade de elevadores
antigos que necessitam atualização, a situação pode e deve ser bem avaliada pelos
síndicos e administradores.
O síndico deve cotar simultaneamente o valor da modernização (reforma) do
elevador e do custo do contrato mensal da manutenção a ser paga ao longo da vida
útil do equipamento. E desta forma avaliar o custo total.
Por se tratar de equipamentos de longa vida útil (estimados em pelo menos
20 anos) é importante verificar se realmente há opções para manutenção a preços
e condições razoáveis ao longo dos próximos anos. Ou seja, dar preferência a
equipamentos cuja a manutenção e reposição de pecas não fique dependente de
uma única empresa, por maior que ela seja.
Normalmente multinacionais de grande porte oferecem equipamentos
com barreiras tecnológicas e até mesmo com senhas de acesso, para dificultar a
manutenção por outras empresas.
Como opção, só na cidade de São Paulo, temos cerca de 100 empresas
devidamente cadastradas e habilitadas pela prefeitura
(SEL – Secretaria Especial de Licenciamento - Antigo Contru) para realizarem
modernizações e atualizações técnicas nos elevadores. Estas empresas podem
oferecer equipamentos de tecnologia “não proprietária” (exclusiva). E cujo o
contrato de manutenção possa ter total portabilidade entre elas e principalmente
diversas opções para fornecimento e acesso as peças de reposição.
No caso de elevadores uma oferta de modernização pode parecer inicialmente
muito atraente por algumas condições, porte da empresa etc. Porém esta compra
pode resultar num aumento substancial no custo ao longo da vida do equipamento.

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A segunda
modernização
dos elevadores

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O elevador é considerado o “avô dos robôs”, pois foi uma das primeiras
máquinas em que simplesmente apertava um botão para te levar a outro andar
fazendo automaticamente todo o processo de abertura e fechamento das portas,
partida, parada, contagem de andares etc.
Por já prover deste grau de automação e tudo sendo feito através de sistemas
eletromecânicas à reles, não havia razão ou como modernizar um elevador, ficando
por muitos e muitos anos operando da mesma forma.

• Geração eletrônica e primeira modernização:


Nos anos 80 sugiram os microprocessadores que vão sendo incorporados ao
controle das mais diversas máquinas, e os novos elevadores também aderem aos
benefícios desta então nova tecnologia.
Os elevadores dos edifícios mais antigos, não precisam ser descartados como
se faz com produtos de consumo, mas podem ser atualizados tecnologicamente e
também esteticamente, ou seja, modernizados.
E muitos condomínios modernizam seus elevadores a fim evitar paralisações
constantes, o custo elevado de manutenção (pela falta de peças de reposição) e
claro obter uma maior segurança com um sistema atualizado.
Esta primeira modernização geralmente englobava, a substituição do quadro de
comando por um eletrônico, instalação de indicador de posição digital no térreo e
outras melhorias.

• Segunda modernização.
A tecnologia especialmente eletrônica vem avançando muito rápido, portanto
um equipamento, mesmo já modernizado e eletrônico, mas de 20-30 anos atrás já
está defasado. E a dificuldade de peças de reposição também, pois nem mesmo estes
microprocessadores são fabricados, pois já temos outros muito mais modernos.
A atual tecnologia de elevadores incorporou além do comando eletrônico,
inversores de frequência para partir e parar suavemente, proporcionando
significativa economia de energia, conforto e melhor nivelamento.
A sinalização também mudou muito, com indicadores digitais em LCD,
multimídia, sistemas de anunciador de voz, botoeiras com design mais modernos,
tudo isto contribui com uma melhor experiência para o usuário e valorização do
condomínio.
Máquinas sem engrenagem e sem óleo, portas de abertura simultânea com
operadores VVVF e outras evoluções na área mecânica também contribuem.
A conexão com a internet (IoT) internet das coisas, é outra inovação que
já é realidade, facilitando a manutenção com acesso da situação dos elevadores à
distância, análise de dados e desempenho disponíveis a um clique.

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Os elevadores requerem manutenção constante e, em determinados períodos,
trocas de componentes e atualização em relação às normas técnicas de segurança
e acessibilidade. Entretanto, chega um momento em que o custo dos serviços fica
alto e se torna bem mais vantajoso o condomínio investir na modernização parcial
ou total desses equipamentos.
Consulte empresas especializadas e mantenha seu elevador atualizado.

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Seu elevador
consome
mais energia
parado do que
funcionando

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O seu computador e diversos outros equipamentos já estão programados
para desligar a tela e outros componentes após alguns minutos em que você não
o esteja usando. E o seu elevador que consome muito mais energia tem alguma
programação para economizar ?
O estudo – batizado de E4 - Elevadores e Escadas Rolantes de Eficiência
Energética – foi patrocinado pelo programa da Comissão Européia de energia
inteligente, mostrou que a maior parte do consumo de energia da maioria dos
elevadores residenciais ocorre enquanto esta parado, superando o gasto de energia
para se movimentar para atender todas as viagens.
Não apenas com o elevador, podemos estar deixando de considerar o gasto de
energia em “stand-by” ou seja quando está parado, mas à disposição.
Por exemplo, no momento de comparar o consumo de uma televisão, checamos
que ela consome por exemplo 200w por hora quando ligada. Mas a grande maioria
não se atenta se o consumo em stand-by é 5w ou de 20w. Parece despresível, mas
se a televisão ficar desligada a maior parte do dia, o consumo com ela “parada”
também vai superar o consumo de energia do tempo que assistimos a TV.
O estudo E4 (https://ec.europa.eu/energy/intelligent/projects/sites/iee-
projects/files/projects/documents/e4_publishable_report_en.pdf) mostrou que
é possível reduzir o consumo de energia em mais de 65%, ou seja, economizar
11 trilhões de kWh ou evitar a emissão de 4,9 Mtons de CO2 para poupar nosso
planeta.
Das conclusões apresentadas, muitas podem ser aplicadas à situação dos
elevadores no Brasil. As principais formas de redução do consumo de energia
apontadas foram:
- Iluminação de cabina com lâmpadas LED ou com sistema de desligamento
automático quando não utilizado (método ainda não permitido pela norma
brasileira);
- Sistema inteligente que desliga ventiladores e outros componentes quando
o elevador está há algum tempo sem uso;
- Comandos eletrônicos que não possuem uma série de relés (como os
antigos), que ficam energizados enquanto o elevador permanece parado;
- Comandos computadorizados com estratégia de atendimento que otimizam
as viagens, mesmo quando os usuários apertam vários botões de chamada;
- Acionamento de motor com inversor de frequência, que reduz picos de
corrente nas partidas do motor;
- Máquinas e motores mais eficientes.

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Mesmo na Europa, a maioria dos proprietários e administradores de edifícios
contatados durante a campanha não estava plenamente consciente das soluções
técnicas viáveis para a economia de energia no uso de elevadores e seu impacto
sobre os custos da energia global do edifício, gerando uma grande barreira à
penetração das soluções em eficiência energética.

Consulte empresas especializadas para orientar quanto as melhores opções para o


seu condomínio.

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