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OBJETIVO

O presente trabalho tem por objetivo atender a Lei Municipal n° 2854-A de


20/04/2012 e o Decreto n° 3541-A/12 do município de São Vicente.

1. CLASSIFICAÇÕES DAS INSPEÇÕES PREDIAIS

1.1. QUANTO AO NÍVEL DA INSPEÇÃO

A Inspeção Predial poderá estar classificada de acordo com o nível pretendido do


inspetor e da finalidade da mesma.

 NÍVEL 1

Identificação das anomalias e falhas aparentes, elaborada por profissional habilitado.

 NÍVEL 2

Vistoria para a identificação de anomalias e falhas aparentes eventualmente


identificadas com o auxilio de equipamentos e/ou aparelhos, bem como análises de
documentos técnicos específicos, consoante à complexidade dos sistemas construtivos
existentes. A Inspeção Predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados em
uma ou mais especialidades.

 NÍVEL 3

Equivalente aos parâmetros definidos para a inspeção de NÍVEL 2, acrescida de


auditoria técnica conjunta ou isolada de aspectos técnicos, de uso ou de manutenção
predial empregada no empreendimento, além de orientações para a melhoria e ajuste
dos procedimentos existentes no plano de manutenção.

1.2. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ORIGEM

Segundo recomendação da norma do IBAPE Nacional, as falhas e anomalias


devem ser classificadas quanto a sua origem. As anomalias e falhas podem ser
classificadas em:
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a) Anomalias:

i) Endógena – originária da própria edificação;

ii) Exógena – originada por terceiros;

iii) Natural – originada por fenômenos da natureza;

iv) Funcional – originada pela degradação natural.

b) Falhas:

i) De planejamento – decorrente da inadequação do plano de manutenção;

ii) De execução – proveniente da realização inadequada da manutenção;

iii) Operacionais – proveniente da inadequação de registro, controle, rondas e


demais atividades pertinentes;

iv) Gerenciais – originada pela fata de controle da qualidade e dos custos da


manutenção.

2. VISTORIA

A vistoria ao referido Estabelecimento Comercial (atividades de organizações


religiosas ou filosóficas) foi realizada na data de 02/01/2020, na presença do
Responsável Legal pela edificação e solicitante do presente Laudo Técnico.
A expedição deste documento segue orientação da ABNT – Associação Brasileira de
Normas Técnicas, em especial a NBR 6118-2014 - Projeto de estruturas de concreto -
Procedimento e do IBAPE (SP) – Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de
Engenharia no sentido de qualificar o nível de rigor da vistoria na identificação das
anomalias ora verificadas. Adotamos a metodologia de aferição visual, “in loco”, e
estabelecemos o nível de rigor do tipo Nível I (conforme classificação recomendada
pelo IBAPE - SP).

3. CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS

Foram observados os aspectos pertinentes a Edificação Comercial norteados


dentro das recomendações e regras técnicas cabíveis em cada caso, analisadas e

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ponderadas pelo Responsável Técnico, de acordo com as recomendações das Normas
Técnicas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.

O presente trabalho a seguir enumerado e particularizado, obedeceu aos seguintes


princípios fundamentais:

 O Responsável Técnico inspecionou pessoalmente a edificação objeto do


presente trabalho;

 As análises, opiniões e conclusões expressas no presente trabalho são


baseadas em dados, diligências, pesquisas e levantamentos efetuados pelo
próprio Responsável Técnico, tendo-se como idôneas e verdadeiras as
informações a ele prestadas por terceiros.

4. SITUAÇÃO

Edificação residencial e comercial de uso “atividades de organizações religiosas


ou filosóficas” é constituída de concreto armado, alvenarias de blocos de concreto /
cerâmicos, revestimento externo em argamassa e pintura com tinta acrílica.
O terreno possui 672,00 m², tendo como área construída um total de 1.073,23
m². O pavimento térreo abriga 2 (dois) prédios, de um lado o templo religioso e de
outro o prédio anexo com salas de aula, cozinha e sala técnica (CFTV), já no primeiro
pavimento abriga-se a casa pastoral e salas de aula, no segundo pavimento abriga
salas de uso para fins de educação religiosa, já no terceiro pavimento, abriga-se um
salão de uso recreativo com cobertura em estruturas metálicas.
O local possui lajes impermeabilizadas, coberturas por telhas de fibrocimento e
por telhas metálicas, reservatório superior de água potável e reserva técnica de
incêndio. Além de instalações de proteções contra incêndio, tais como: rede de
hidrantes, extintores portáteis, alarme de incêndio, sinalizações de segurança, brigada
de incêndio e afins.
O edifício está localizado na Rua

[Digite texto]
igura 1 - Mapa de localização

5. ITENS VISTORIADOS - ESTRUTURA / SEGURANÇA E


HABITABILIDADE.

A estrutura da Edificação foi confeccionada em Concreto Armado (Sapatas,


Baldrame, Pilares, Vigas e Lajes). Possui paredes em alvenaria revestidas por
argamassa comum e acabadas com pintura em tinta acrílica. Áreas úmidas (cozinha,
área de serviço e banheiros) dos respectivos ambientes com acabamento em
revestimentos cerâmicos.
Os elementos estruturais da Edificação estão corretamente dimensionados para
as cargas ali existentes e também corretamente dimensionados para as intensidades
de ventos normais, (dentro da escala padrão) encontrados na região. No entanto
encontram-se no presente momento em estado necessário de manutenção
corretiva, tendo como base a lei municipal 2854-A de 2012, que ESTABELECE A
OBRIGATORIEDADE DE OBTENÇÃO DA CERTIFICAÇÃO DE INSPEÇÃO PREDIAL
NAS EDIFICAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS DO MUNICÍPIO, E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS, porém, não oferecendo até o presente momento, risco à
segurança, utilização e habitabilidade, classificando a situação do imóvel como
SUJEITO A REPAROS EMERGÊNCIAIS.

5.1. FACHADAS

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Figura 2 - Fachada lateral – Lado Esquerdo

5.1.1. Quadro de observações - fachadas

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Fachadas

Foram encontrados indícios de anomalias e patologias na fachada da edificação na


presente data. Durante a vistoria pode-se observar que a fachada lateral da
edificação encontra-se em manutenção, estando os blocos de alvenaria e conduites
corrugados, expostos a intempéries, ocasionando infiltrações na parte interna da
edificação.
Classificação da anomalia quanto a Funcional – originada pela degradação
origem: natural.
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção.
Deve ser realizado a impermeabilização
imediata das paredes com argamassa de
Medidas de controle:
areia e cimento, através de aplicação de
chapisco, emboço e reboco.
Indicado o uso de resina sintética (Ex.:
BIANCO), para melhor aderência das
argamassas aos blocos. Conferindo
maior plasticidade, e melhora a
Recomendações e técnicas:
impermeabilidade. Uso indicado na
confecção do chapisco na proporção
conforme indicado pelo fabricante. Ex.: 1
litro de produto para 4 litros de água.

[Digite texto]
*Nota: Os responsáveis pela Edificação deverão realizar as manutenções corretivas
imediatamente e preventivas conforme plano de manutenção, e estas deverão ser regidas
pelas normas vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução
de profissionais habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

5.2. ELEMENTOS ESTRUTURAIS - PILARES

5.2.1. Pilares de concreto armado

Figura 3 - Pilares da edificação - prédio de estudos - L/E

5.2.2. Quadro de observações – Pilares de concreto armado

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Pilares de concreto armado

Foram encontrados indícios de anomalias e patologias nos pilares de concreto


armado localizados ao lado esquerdo (L/E) do prédio de estudo (Objeto de
manutenção). Durante a vistoria pode-se observar que alguns pilares da lateral da
edificação encontra-se com a EXPOSIÇÃO DE ARMADURAS E POUCA CAMADA
DE COBERTURA, estando estas ferragens em estado de início de oxidação (reação
química por exposição ao oxigênio presente na atmosfera) e em parte da seção
apresentando perda de diâmetro nominal “DN”.
Classificação da anomalia quanto a Endógena – originária da própria
origem: edificação
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção
Medidas de controle: Deve ser realizado a proteção das
[Digite texto]
armaduras que estão aparentes com uso
de conversor de oxidação, aplicação de
argamassa estrutural e reposição da
armadura em casos específicos, onde a
área da armadura tenha sido
comprometida em 30% do diâmetro
nominal.
Indicado o uso de convertidor de
ferrugem para proteção e inibição da
oxidação das armaduras (Ex.: TF7 /
ARMATEC neutralizador de ferrugem /
Recomendações e técnicas:
FERROX e produtos afins) e o
cobrimento das armaduras com
argamassa de reparo estrutural (Ex.:
reparo estrutural quartzolit).
Passo a passo para manutenção: 1 - Limpe a área criando uma superfície
aderente. Com um martelo, apicoe e
elimine todas as áreas deterioradas ou
não aderidas, formando arestas retas.

2 - Retire o concreto em volta das


armaduras corroídas, deixando, no
mínimo, 2 cm livres em seu contorno. Se
a armadura estiver muito deteriorada e
com perdas, troque-a. (Ver
orientações)!

3 - Se a armadura estiver com uma


agressão apenas superficial, limpe a
ferrugem com uma escova de aço.
Aplique sobre toda a armadura, com
pincel, uma camada de um produto
inibidor de corrosão (Ver recomendações
técnicas).

4 - A superfície deve estar resistente,


rugosa, limpa e isenta de partículas
soltas, pintura ou óleos que impeçam a
aderência do produto.

5 - Molhe a área a ser recuperada com


uso de trincha ou pincel.

6 - Aplique argamassa de reparo


estrutural, depois, molde com colher ou
mesmo com as próprias mãos protegidas
com luvas.

7 - O adensamento e a regularização são


feitos com régua de madeira ou alumínio.

8 - Aplique em camadas de 0,5 a 5 cm,


no máximo. Para espessuras maiores
que 5 cm, fazer em duas camadas, com

[Digite texto]
espaço de tempo entre as camadas de,
aproximadamente, 6 horas.

9 - Para recuperações em locais de difícil


acesso, recomenda-se o uso do graute.
Monte uma forma necessária de maneira
que permita o lançamento do produto.
Após 24 horas, realize a remoção das
formas.

Emendas das barras – NBR 6118:2014 –


Item 9.5:

Orientações para substituição de Tipos: por traspasse; — por luvas com


armaduras com perda superior a 30% preenchimento metálico, rosqueadas
do DN: ou prensadas; — por solda; — por
outros dispositivos devidamente
justificados.

A imagem abaixo ilustra os tipos de emendas em armaduras descritos no quadro de


orientações para substituição de armaduras!

Figura 4 - Tipos de emendas de armaduras

[Digite texto]
*Nota: Os responsáveis pela Edificação deverão realizar as manutenções corretivas
imediatamente e preventivas conforme plano de manutenção, e estas deverão ser regidas
pelas normas vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução
de profissionais habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

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5.3. ELEMENTOS ESTRUTURAIS – VIGAS DE CONCRETO ARMADO

5.3.1. Vigas de concreto armado

Figura 5 - Viga com exposição de armadura e em processo de oxidação

Figura 6 - Área de transpasse de armadura em estado comprometido

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Figura 7 - Armadura de viga em estado avançado de corrosão

Figura 8 - Armadura de viga em estado avançado de corrosão

5.3.2. Quadro de observações – Vigas de concreto armado

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Vigas de concreto armado

Foram encontrados indícios de anomalias e patologias nas vigas de concreto armado


localizadas ao lado esquerdo (L/E) do prédio de estudo (Objeto de manutenção).
Durante a vistoria pode-se observar que vigas presentes na lateral da edificação
(L/E) de quem olha de frente, encontra-se com a EXPOSIÇÃO DE ARMADURAS,
POUCA CAMADA DE COBERTURA DE CONCRETO, ARMADURAS EM ESTADO
DE CORROSÃO E PERDA DE DIÂMETRO NOMINAL EM ALGUMAS PEÇAS,
estando estas ferragens em processo de oxidação (reação química por exposição ao
oxigênio presente na atmosfera), podendo gerar danos irrervesíveis a edificação,
caso não sejam tratadas de imediato, as patologias identificadas
Endógena – originária da própria
Classificação da anomalia quanto a edificação;
origem: Funcional – originada pela degradação
natural.
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção
Medidas de controle: Deve ser realizado a proteção das
[Digite texto]
armaduras que estão aparentes com uso
de conversor de oxidação, aplicação de
argamassa estrutural e reposição da
armadura em casos específicos, onde a
área da armadura tenha sido
comprometida em 30% do diâmetro
nominal.
Indicado o uso de convertidor de
ferrugem para proteção e inibição da
oxidação das armaduras (Ex.: TF7 /
ARMATEC neutralizador de ferrugem /
Recomendações e técnicas:
FERROX e produtos afins) e o
cobrimento das armaduras com
argamassa de reparo estrutural (Ex.:
reparo estrutural quartzolit).
Passo a passo para manutenção: 1 - Limpe a área criando uma superfície
aderente. Com um martelo, apicoe e
elimine todas as áreas deterioradas ou
não aderidas, formando arestas retas.

2 - Retire o concreto em volta das


armaduras corroídas, deixando, no
mínimo, 2 cm livres em seu contorno. Se
a armadura estiver muito deteriorada e
com perdas, troque-a. (Ver
orientações)!

3 - Se a armadura estiver com uma


agressão apenas superficial, limpe a
ferrugem com uma escova de aço.
Aplique sobre toda a armadura, com
pincel, uma camada de um produto
inibidor de corrosão (Ver recomendações
técnicas).

4 - A superfície deve estar resistente,


rugosa, limpa e isenta de partículas
soltas, pintura ou óleos que impeçam a
aderência do produto.

5 - Molhe a área a ser recuperada com


uso de trincha ou pincel.

6 - Aplique argamassa de reparo


estrutural, depois, molde com colher ou
mesmo com as próprias mãos protegidas
com luvas.

7 - O adensamento e a regularização são


feitos com régua de madeira ou alumínio.

8 - Aplique em camadas de 0,5 a 5 cm,


no máximo. Para espessuras maiores
que 5 cm, fazer em duas camadas, com

[Digite texto]
espaço de tempo entre as camadas de,
aproximadamente, 6 horas.

9 - Para recuperações em locais de difícil


acesso, recomenda-se o uso do graute.
Monte uma forma necessária de maneira
que permita o lançamento do produto.
Após 24 horas, realize a remoção das
formas.

Emendas das barras – NBR 6118:2014 –


Item 9.5:

Orientações para substituição de Tipos: por traspasse; — por luvas com


armaduras com perda superior a 30% preenchimento metálico, rosqueadas
do DN: ou prensadas; — por solda; — por
outros dispositivos devidamente
justificados.

*Nota: Os responsáveis pela Edificação deverão realizar as manutenções corretivas


imediatamente e preventivas conforme plano de manutenção, e estas deverão ser regidas
pelas normas vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução
de profissionais habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

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5.4. FORRO DE LAJE – SALA 10 – COZINHA

Figura 9 - Laje da cozinha com indícios de patologias devido infilração

Figura 10 - Indícios de infiltração - sala 10

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5.4.1. Quadro de observações – Cozinha – Sala 10

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Cozinha – Sala 10

Foram encontrados indícios de anomalias e patologias na laje da cozinha (sala 10).


Durante a vistoria pode-se observar que está ocorrendo processo de infiltração por
meio de águas pluviais, sendo estas percoladas pela estrutura, ocasionando o
desprendimento da argamassa de reboco do pano de laje, gerando risco de queda
do material e ocasionando corrosões na armadura da laje.
Classificação da anomalia quanto a Funcional – originada pela degradação
origem: natural.
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção.
Deve ser realizado a impermeabilização
Medidas de controle: da laje com uso de manta asfáltica de
3mm.
Recomendações e técnicas: 1 - A superfície a ser impermeabilizada
deve estar limpa e deve ser retirado
qualquer material que esteja obstruindo a
superfície.

2 - Após a limpeza da superfície, aplicar


uma demão de pintura impermeabilizante
(primer) para garantir uma maior
aderência. Fazer a aplicação com o
auxílio de vassoura de pelo e esperar
secar por cerca de 3 a 4 horas se a área
não estiver encharcada. Se sim, esperar
secar completamente.

3 - Esticar a manta asfáltica sobre a


superfícies para cortá-la no tamanho
exato da área a ser impermeabilizada.
Enrolar a manta novamente e iniciar o
processo de aplicação da mesma. Deve-
se desenrolar e aquecer o plástico com o
maçarico para uma melhor aderência da
manta a superfície.

4 - Para a impermeabilização e
acabamento dos ralos deve-se cortar um
pedaço de manta de 30 x 30cm, colocar
sobre os ralos, cortar o material em forma
de “x” no vão do ralo e virar as pontas
para dentro. Após a aplicação da manta
na superfície inteira, fazer outro corte na
manta em forma de “x”, dobrando as
pontas de manta em direção ao interior
do ralo. Dessa forma, nos vãos de
escoamento, a manta se estabilizará com
uma dupla camada.

5 - Nas paredes, aplicar a manta até

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40cm de distancia do solo, deixando o
acabamento entre o piso e as paredes
abaulado, para melhor adesão do
material ao piso.

6 - Executar sobreposição de 10cm de


uma manta sobre a outra.

7 - Para executar o acabamento da


manta onde há transição de uma área
impermeabilizada com uma outra que
não será revestida pelo material descrito,
deve-se esquentar as extremidades da
manta asfáltica com auxílio do maçarico
e moldá-las com uma colher de pedreiro.

8 - Realizar teste de estanqueidade


tampando-se todos os ralos e deixando-
se uma camada de água de
aproximadamente 5 cm por toda a
superfície impermeabilizada por 72
horas.

9 - Conferir se a laje inferior a que está


sendo impermeabilizada, com especial
atenção a saída dos ralos, verificando se
houve algum vazamento. Se houve
vazamento, é necessário fazer uma nova
aplicação, desde o primeiro passo.

10 - Executar a proteção mecânica no


piso impermealizado espalhando uma
camada de aproximadamente 2cm de
argamassa de areai e cimento (traco 1:3)
com o auxílio de régua.

11 - Nos cantos das paredes, deve-se


aplicar chapisco colante com a
desempenadeira dentada.

*Nota: Os responsáveis pela Edificação deverão realizar as manutenções corretivas


imediatamente e preventivas conforme plano de manutenção, e estas deverão ser regidas
pelas normas vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução
de profissionais habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

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5.5. SALA 09

Figura 11 - Pilar com armaduras expostas no interior da sala 09

5.5.1. Quadro de observações – Sala 09

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Pilares de concreto armado –


Sala 09

Foram encontrados indícios de anomalias e patologias nos pilares de concreto


armado localizados no interior da Sala 09 do prédio de estudo (Objeto de
manutenção). Durante a vistoria pode-se observar os pilares do ambiente, encontra-
se com a EXPOSIÇÃO DE ARMADURAS E POUCA CAMADA DE COBERTURA,
estando estas ferragens em estado de início de oxidação (reação química por
exposição ao oxigênio presente na atmosfera) e em parte da seção apresentando
perda de diâmetro nominal “DN”.
Endógena – originária da própria
Classificação da anomalia quanto a edificação;
origem: Funcional – originada pela degradação
natural.
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção
Deve ser realizado a proteção das
armaduras que estão aparentes com uso
de conversor de oxidação, aplicação de
argamassa estrutural e reposição da
Medidas de controle:
armadura em casos específicos, onde a
área da armadura tenha sido
comprometida em 30% do diâmetro
nominal.

[Digite texto]
Indicado o uso de convertidor de
ferrugem para proteção e inibição da
oxidação das armaduras (Ex.: TF7 /
ARMATEC neutralizador de ferrugem /
Recomendações e técnicas:
FERROX e produtos afins) e o
cobrimento das armaduras com
argamassa de reparo estrutural (Ex.:
reparo estrutural quartzolit).
Passo a passo para manutenção: 1 - Limpe a área criando uma superfície
aderente. Com um martelo, apicoe e
elimine todas as áreas deterioradas ou
não aderidas, formando arestas retas.

2 - Retire o concreto em volta das


armaduras corroídas, deixando, no
mínimo, 2 cm livres em seu contorno. Se
a armadura estiver muito deteriorada e
com perdas, troque-a. (Ver
orientações)!

3 - Se a armadura estiver com uma


agressão apenas superficial, limpe a
ferrugem com uma escova de aço.
Aplique sobre toda a armadura, com
pincel, uma camada de um produto
inibidor de corrosão (Ver recomendações
técnicas).

4 - A superfície deve estar resistente,


rugosa, limpa e isenta de partículas
soltas, pintura ou óleos que impeçam a
aderência do produto.

5 - Molhe a área a ser recuperada com


uso de trincha ou pincel.

6 - Aplique argamassa de reparo


estrutural, depois, molde com colher ou
mesmo com as próprias mãos protegidas
com luvas.

7 - O adensamento e a regularização são


feitos com régua de madeira ou alumínio.

8 - Aplique em camadas de 0,5 a 5 cm,


no máximo. Para espessuras maiores
que 5 cm, fazer em duas camadas, com
espaço de tempo entre as camadas de,
aproximadamente, 6 horas.

9 - Para recuperações em locais de difícil


acesso, recomenda-se o uso do graute.
Monte uma forma necessária de maneira
que permita o lançamento do produto.

[Digite texto]
Após 24 horas, realize a remoção das
formas.

Emendas das barras – NBR 6118:2014 –


Item 9.5:

Orientações para substituição de Tipos: por traspasse; — por luvas com


armaduras com perda superior a 30% preenchimento metálico, rosqueadas
do DN: ou prensadas; — por solda; — por
outros dispositivos devidamente
justificados.

*Nota: Os responsáveis pela Edificação deverão realizar as manutenções corretivas


imediatamente e preventivas conforme plano de manutenção, e estas deverão ser regidas
pelas normas vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução
de profissionais habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

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5.6. SALA 08 – BERÇÁRIO

Figura 12 – Paredes apresentando infiltração oriundas do solo

5.6.1. Quadro de observações – Sala 08 - berçário

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Berçário – Sala 08

Durante aferição visual, foram encontrados indícios de patologias na parede do


berçário (sala 08). Durante a vistoria pode-se observar que está ocorrendo processo
de infiltração na parede, provalvemente ocasionado pela ausência de reboco na face
externa da parede e também devido a falta de impermeabilização dos alicerces na
época da construção.

[Digite texto]
Classificação da anomalia quanto a Funcional – originada pela degradação
origem: natural.
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção.
Deve ser realizado a impermeabilização
Medidas de controle: da parede em ambos os lados com o uso
de manta liquida.
1 – Após a realização do reboco, a
superfície a ser impermeabilizada deve
estar limpa e deve ser retirado qualquer
material que esteja solto.

2 - Para aplicação utilizar rolo de textura,


trincha ou brocha.

Recomendações e técnicas: 3 - Diluir a primeira demão em 10 % de


água limpa, para melhor penetração no
substrato.

4 - Aplicar 3 demãos com intervalos de 3


horas entre cada demão, para aplicação
com brocha ou trincha, mudar o sentido
da aplicação entre cada demão.

*Nota: Os responsáveis pela Edificação deverão realizar as manutenções corretivas


imediatamente e preventivas conforme plano de manutenção, e estas deverão ser regidas
pelas normas vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução
de profissionais habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

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5.7. SALA 06 – TI

Figura 13 - Laje da escadaria com ferragem expota

5.7.1. Quadro de observações – Sala 06 - TI

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Sala 06 - TI

Durante aferição visual, foi indentificado uma pquena patologia na laje da escada
(sala 06 - TI). Durante a vistoria pode-se observar que está ocorrendo processo de
oxidação da ferragem, provalvemente ocasionado pela ausência de camada
adequada de cobertura de concreto.
Classificação da anomalia quanto a Funcional – originada pela degradação
origem: natural.
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção.
Realizar o apicoamento da área em volta,
lixar a armadura oxidada, aplicar
Medidas de controle:
convertidor de ferrugem e após a
secagem, utilizar argamassa estutural.
Indicado o uso de convertidor de
ferrugem para proteção e inibição da
oxidação das armaduras (Ex.: TF7 /
ARMATEC neutralizador de ferrugem /
Recomendações e técnicas: FERROX e produtos afins) e o
cobrimento das armaduras com
argamassa de reparo estrutural (Ex.:
reparo estrutural quartzolit).

*Os responsáveis pela Edificação deverão conservar, e, portanto, realizar inspeções e


manutenções preventivas. As manutenções preventivas deverão ser regidas pelas normas

[Digite texto]
vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução de profissionais
habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

5.8. COBERTURA METÁLICA – SALÃO RECREATIVO

Figura 14 - Estrutura metálica - Salão de recreação

5.8.1. Quadro de observações – Cobertura metálica – Salão recreativo

Vistoria de identificação - aferição visual in loco: Cobertura metálica – Salão


[Digite texto]
recreativo

Durante aferição visual, foram encontrados indícios de patologias na estrutua


metálica da cobertura do salão de recreação. Pode-se notar que as peças metálicas,
em especial os pilares, estão entrando em estado de oxidação. Também pode-se
observar que os suportes das calhas estão mau estado de conservação.
Classificação da anomalia quanto a Funcional – originada pela degradação
origem: natural.
De planejamento – decorrente da
Tipo de falha identificada:
inadequação do plano de manutenção.
Pilares: realizar raspagem das camadas
oxidades nos perfis (pilares), aplicar
convertidor de ferrugem e aplicação de
Medidas de controle: tinta epóxi.

Suportes: Realizar a substituição das


peças danificadas.
Indicado o uso de convertidor de
ferrugem para proteção e inibição da
oxidação das armaduras (Ex.: TF7 /
Recomendações e técnicas: ARMATEC neutralizador de ferrugem /
FERROX e produtos afins) e o
cobrimento da estrutura metálica com
tinta epóxi.

*Os responsáveis pela Edificação deverão conservar, e, portanto, realizar inspeções e


manutenções preventivas. As manutenções preventivas deverão ser regidas pelas normas
vigentes, e também sempre deverão ser realizadas sob orientação e execução de profissionais
habilitados pelo conselho regional (CREA/SP - CAU/SP).

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5.9. INSTALAÇÕES DE PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS

A Edificação possui Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – AVCB em vigência,


sistema de proteção por rede de hidrantes e agentes extintores devidamente
recarregados e com os respectivos testes hidrostáticos em conformidade, sistema de
alarme de incêndio devidamente instalado, sinalizações de segurança adequadas de
acordo com a IT 20/2019 - Corpo de Bombeiros – SP. Há também brigada de incêndio
devidamente treinada e com organograma, conforme imagem abaixo.

Figura 15 - Quadro de Brigada de Incêndio

As unidades extintoras à base de água pressurizada – AP 10l, serão utilizadas


para o combate ao fogo de classe A (fogo envolvendo materiais combustíveis sólidos –
Ex.: Papéis e Madeiras). Unidades extintoras à base de pó – químico – PQS e CO2, para
combate ao fogo classe B (fogo envolvendo líquidos e/ou gases inflamáveis ou
combustíveis) e classe C (fogo envolvendo equipamentos e instalações elétricas
energizadas). No local há Luzes de emergência para auxílio em casos de necessidade
de evacuação da edificação.

IMPORTANTE:

O responsável pelo imóvel deverá efetuar manutenção preventiva de todos os


equipamentos e sinalizações de segurança, conservando-os através de recargas, trocas
e ou restaurações dos equipamentos conforme necessidade técnica, através da
contratação de empresa especializada e idônea.

Manter o número de peças e equipamentos de proteção, sinalizações,


recargas dentro do prazo de validade e *documentações atualizadas,
atendendo assim as normas da Lei vigente, conforme determinação do Corpo
de Bombeiros do Estado de São Paulo.

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6. ENCERRAMENTO

Atesto para os devidos fins que os elementos vistoriados da edificação se


encontram em condições que necessitam de manutenção corretiva, principalmente na
fachada da edificação do prédio anexo e suas peças estruturais, tais como: vigas que
estão com armaduras expostas e com estado avançado de oxidação, há também
ocorrência que foi identificado corte em parte de armaduras, necessitando
imediatamente da devida reposição com o uso da técnica de transpasse.

A Conservação, Estabilidade, Segurança e Salubridade da edificação, atendem


plenamente ao uso a que se propõem até a presente data, pois conferem correta
utilização, segurança, funcionalidade e habitabilidade ao Prédio Comercial com fins de
atividades de organizações religiosas ou filosóficas, no entanto, de acordo com o
texto descrito neste Laudo Técnico, classificando a situação do imóvel como
NECESSITANDO DE MANUTENÇÃO e SUJEITO A REPAROS.

*Diante dos fatos e diligências ao local, deixo como recomendação as devidas


orientações técnicas citadas no capítulo 8 deste Laudo Técnico.

Também atesto que as atividades desenvolvidas no local, não geram danos


potenciais ao meio ambiente e ao bem-estar da coletividade.

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6.1.

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