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RESUMO DE SAÚDE COLETIVA

Avaliação 1 (30/04)

Aula 1 (09/04)

Manhã – Não houve conteúdo, apenas introdução.

Tarde – Redes de Atenção a Saúde, não cairá na prova.

Aula 2 (16/04)

Manhã – História da Saúde Coletiva e da Medicia

 A primeira escola de medicina é feita com a chegada da família real no Brasil.


 Brasil República (1888-1930)
 Epidemias
 Modelo campanhista e Oswaldo Cruz.
 Revolta da Vacina (Vaíola)(1904).

 A vacinação ocorre num contexto de militarismo e agressão a população, o


que causa ondas de revolta. As pessoas não eram conscientizadas, mas
obrigadas a tomar.
 Entretanto, deu certo e esse modelo campanhista continua até hoje e o Brasil
era referência de vacina, antes do governo Bolsonaro.

 1923: Lei Eloi Chaves (Previdência Social).

 Década de 30 a 50: Governo Getulio Vargas:


 Cria-se um modelo médico assistencial privatista, onde apenas quem
trabalhava tinha acesso ao sistema de saúde.
 Esse fato cria alto nível de fragmentação social (estabelecido entre aqueles
que trabalham, e aqueles que não, ou quem trabalha informalmente).
 Aqueles que necessitavam, tinham acesso a medicina filantrópica, o que dava
falsa sensação de direitos.
 “Cidadania Regulada” (trabalhadores registrados na CLT)
 “Cidadania Invertida”: Condição política em que o indivíduo entra em relação
com o Estado no momento em que se reconhece como um não—cidadão, tem
como atributos jurídicos e institucionais, respectivamente, a ausência de uma
relação formalizada de direito ao benefício, o que se reflete na instabilidade
das políticas assistenciais, além de uma base institucional que reproduz um
modelo de voluntariado das organizações de caridade, mesmo quando
exercidas em instituições estatais.
 Década de 60:
o Medicina comunitária
o Crise Mundial: desemprego e subemprego
o Emergência de movimentos pela expansão de direitos
o Círculo de Cultura: Paulo Freire.
 Contexto Internacional:
o 1974: Relatório Lalonde (Biologia humana, ambiente, estilos de vida,
organização da assistência.)
o 1977: Reunião Anual da Asembleia Mundial de Saúde (Saúde para todos até o
ano 2000/Implementção de Sistemas Nacionais de APS).
o 1978: Declaração de Alma Ata:
 Revisão dos Cuidados em Saúde do Século
 Diretrizes para a Saúde:
 Foco em prevenção
 Abordagem multisetorial
 Tecnologia apropriada
 Distribuição equivalente
 Participação comunitária
o 1986: I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde.
 Contexto Nacional (Décadas de 60 – 70)
o 1964 – Golpe Militar
o Industrialização
o Aumento êxodo rural / favelização / doenças infectoparasitárias
o Privilegios para o sistema privado
o Governo Militar deu tanto Money para o sistema privado que até hoje são os
melhores hospitais. Esse sistema não dá conta da saúde popular.
o Prática médica Flexneriana, focada cada vez mais nas especialidades.

 Movimento da Reforma Sanitária (RS):

o O movimento da Reforma Sanitária nasceu no contexto da luta contra a


ditadura, no início da década de 1970. A expressão foi usada para se referir ao
conjunto de ideias que se tinha em relação às mudanças e transformações
necessárias na área da saúde. Essas mudanças não abarcavam apenas o
sistema, mas todo o setor saúde, em busca da melhoria das condições de vida
da população.

o Direito à saúde como direito Universal e Inalienável


o Intersetorial
o Papel do Estado no sentido de regulamentação
o Descentralização e regionalização.
o Grupos de médicos e outros profissionais preocupados com a saúde pública
desenvolveram teses e integraram discussões políticas. Este processo teve
como marco institucional a 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em
1986. Entre os políticos que se dedicaram a esta luta está o sanitarista Sergio
Arouca.
o Propostas de Ação e Promoção
da Saúde.
o Serviços assistenciais e vigilância “A construção da proposta da reforma
em saúde. (prevenção, sanitária fundou-se na noção de crise: crise do
sanitarismo e meio ambiente). conhecimento da prática medica, do
o Resultado futuro da reforma autoritarismo, do estado sanitário da
sanitária: LEI 8080 de 1990. população, crise do sistema de pretação de
Consequentemente, a criação do serviços de saúde.”
SUS dentro desses ideais.
o Constituição Cidadã de 1988.
o Lei 8142: Dispões sobre a participação da comunidade na gestão do sistema de
saúde.

Tarde – Lei 8080 de 19 de Setembro de 1990

 Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a


organização e o funcionamento dos serviços corresponde e dá outras providências”.

 Art 1° Regula que em todo território nacional, ações e serviços de saúde, executados
de forma isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas
naturais ou jurídicas de direito Público ou privado.
 Art 2° A Saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as
condições indispensáveis
o S-1 O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução
de politicas publicas econômicas e sociais que visem à redução de risco e
doenças e de outros agravos...promovendo promoção, proteção e
recuperação
o S-2 O Dever do Estado não exclui o das pessoas, da família e da sociais.
 Art 3° OS níveis de saúde expressam a organização social e econômica do Pais.

 Determinantes e Condicionantes
o Condições socioeconômicas, culturais e ambientais gerais delimitam a qualidade
de vida do indivíduo, da família e da sociedade.
o Como profissional é necessário a visualização dos determinantes para entender as
questões relacionadas com o processo saúde-doença. Ex: condições de uma
alimentação saudável.

 Disposição preliminar
 Art 4° O conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições
públicas federais e municipais, da adm direta e indireta e das fundamentações.
 Objetivos
o A iniciativa privada pode trabalhar em conjunto com a rede pública sob a
vigilância do SUS, não havendo pagamento direto do indivíduo para o
profissional.
o Formulação de politicas publicas com o objetivo de promover campos
econômico e social, a observância do disposto :
o A assistência as pessoas por meio de projetos...

 Art 6° Estão incluídas ainda no campo de atuação do sistema único de saúde


o 1 Execução de ações:
a) Vigilância sanitária
b) De vigilância epidemiológica
c) De saúde do trabalhador
d) De assistência terapeuta integral, inclusive farmacêutica.

o É necessário o conhecimento do profissional de mecanismos de assistência


para o paciente.
o Ex: Uso de alimentação enteral – conseguir o alimento através de programas
da comunidade.
I- Participação na formulação da política e na execução de ações de
saneamento básico.
II- Formulação de politicas de promoção em saúde
III- Controle e fiscalização dos serviços – produtos e substancias de interesse
para a saúde ex: água, luvas, medicamentos.
IV- Fiscalização e inspeção de alimentos, água e bebidas para o consumo
humano.
V- A participação no controle e na fiscalização da produção, transporte,
guarda e utilização de substancias e produtos tóxicos
VI- Atuação tecnológica e desenvolvimento cientifico

o Vigilância epidemiológica : Ações que proporcionam o conhecimento, a


detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e
condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade recomendar e
adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.
o Saúde do trabalhador : Conjunto de atividades que se destina, através das
ações de vigilância epidemiológica e sanitária, a promoção e proteção da
saúde dos trabalhadioresm assim como visa à recuperação e reabilitação da
saúde dos trabalhadores aos riscos e agravos advindos das condições do
trabalho, a resguarda da sua saúde.

 Art 7° As ações e serviços públicas de saúde e os serviços privados contratados ou


conveniados que integram o Sus.

 Princípios e Diretrizes:

o Universalidade – Equidade – Integralidade


o Participação Popular, regionalização e hierarquização e descentralização e
comando único.
o O SUS pode ser entendido como um núcleo comum (único), que concentra os
princípios doutrinários, é uma forma de organização e operacionalização, os
princípios organizativos.

a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios:


b) regionalização e hierarquização da rede de serviços e saúde.

o O princípio defende a integralização de serviços.


o Organização de atendimento público especifico e especializado para mulheres
e vitimas de violência domestica em geral, que garanta, entre outros,
atendimento, acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas reparadoras.

 Organização, da direção e da gestão


 Serão criadas comissões intersetoriais de Âmbitos nacional, subordinadas ao
Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos competentes e
por entidades representativas da sociedade civil.

I – alimentação e nutrição;
II – saneamento e meio ambiente
....

Aula 3 (23/04)

Manhã – Controle Social e a Lei 8142

 Participação e ampliação da participação popular em políticas públicas.

 Art 1. Diz: o Sus contará com CONSELHOS DE SAÚDE E A CONFERÊNCIA DE SAÚDE.


 Conferência de saúde
o Reunião a cada 4 anos
o 50% de usuários (representação paritária)
- Avalia a situação da saúde
- Propor e formular políticas de saúde
- Convocada pelo poder executivo
- Conselhos podem convocar de forma extraordinária*

 Conselhos de saúde
 **OCORRE MENSALMENTE***
 Representantes do governo e prestadores de serviços (25%),
profissionais de saúde (25%) e usuários (50%).
 Formulação de estratégias
 Controle das politicas de saúde
 Nacional, Estadual e Municipal (todos esses ocorrem mensalmente???).

 Financiamento
o Recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS)
 Despesas de custeio do MS (órgãos, entidade e administração)
 ?
 ?
 ?
o Do MS o reapsse vai para o município para receber os recursos, os
municípios, estado e DF. Para isso, o município precisa:
I) Fundo de Saúde
II) Conselho de saúde
III) Plano de Saúde
IV) Relatorios de gestão que permitam o controle
V) Contrapartida de Recursos
VI) Comissão de cargos/carreiras e salários.
*Quando um desses itens não ocorre, a verba é cortada para o
município e quem controla é a União.*

Decreto 7.508/11
 Regulamenta a Lei 8080
o Transparência
o Controle Social
o ?
 Pilares
o Organização do SUS
o Planejamento de Saúde
o Assistência à Saúde
o Articulação Interfederativa

 Organização do SUS:
o Promoção/proteção e recuperação de saúde
o Participação complementar da iniciativa privada
o Regiões de Saúde: espaço geográfico contínuo, delimitado por
identidades culturais, linhas de transporte.
 Deve Conter: APS, urgência e emergência, atenção psicossocial,
atenção ambulatorial especializada e hospitalar, vigilância em
saúde.

o Hirarquização:
o Pontos de Entrada do Sus I)Serviços Especiais de Acesso
Aberto.
II) Atenção de urgência e emer.
III) APS
IV) Atenção Psicossocial

o Rede regionalizada e hierarquizada de acordo com a complexidade do serviço.

 Planejamento de Saúde:
o Instrumentos:
 Mapa de Saúde: descrição geográfica, distribuição de recursos
humanos, dispocição da iniciativa pública e privada, dados assim).
 RENASES: Relação de Serviços do SUS (atualização de 2 em 2 anos)
 RENAM: Relação Medicamentos Essenciais – Formulario terapêutico
Nacional (atualização 2 em 2 anos)

 Articulação Interfederativa:
o Comissões Intergestoras (CI): são instâncias de pactuação entre entes
federativos.
o Comissões:
 CIT (tripartide)
 CIB (Bipartide)
 CIR (Regional)
o Contrato organizativo da Ação Pública de Saúde (COAPS)
 Metas, indicadores definitivos e explicitados.
 Acordo das regiões de saúde
 Acordo colaborativo
 Tudo estabelecido e assinado em contrato pelas partes.

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