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MANUAL

MESTRADO EM ENSINO DE MÚSICA

Ano Letivo
2019/2020
Mestrado em Ensino de Música

ÍNDICE DO MANUAL

1. Apresentação e Objetivos

2. Plano de Estudos

3. Regulamento do Mestrado em Ensino de Música

4. Informações sobre as UC’s Projeto de Música de Conjunto I e II

5. Modelo Ficha de Projeto - Projeto de Música de Conjunto I e II

6. Modelo Ficha de Avaliação - Projeto de Música de Conjunto I e II

7. Informações sobre as UC’s Didática do Ensino Especializado e Estágio do Ensino Especializado

8. Regulamento do Estágio do Ensino Especializado

9. Orientações para a Elaboração do Relatório de Estágio

10. Procedimentos para a Entrega do Relatório de Estágio

11. Modelo Proposta de Projeto de Investigação

12. Modelo Planificação Anual

13. Modelo Plano de Aula

14. Modelo Ficha de Observação

15. Modelo Pedido de Adiamento de Entrega do Relatório de Estágio

16. Modelo Parecer do Orientador Cooperante

17. Modelo Declaração de Aceitação do Orientador

18. Modelo Proposta de Constituição de Júri

19. Fichas de Unidade Curricular

20. Decreto-Lei n.º 79/2014 de 14 de maio

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Mestrado em Ensino de Música

1. Apresentação e Objetivos

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Mestrado em Ensino de Música

APRESENTAÇÃO E OBJETIVOS

A Escola Superior de Música de Lisboa privilegia a preparação e formação de profissionais aptos a


integrarem a vida ativa e capacitados nos domínios da performance, docência e investigação,
orientada pela procura contínua do conhecimento e pela melhoria de competências nas suas diferentes
áreas de atuação.

Nos termos da legislação em vigor, o Mestrado em Ensino de Música (2º Ciclo de Estudos) confere
habilitação profissional para a docência no Ensino Especializado de Música, dotando o mestrando de
uma formação abrangente e aprofundada no campo do ensino de música, em particular no que respeita
à prática pedagógica.

Este Mestrado pretende assegurar um complemento da formação de base nas áreas da docência/
investigação introduzida na Licenciatura (1º Ciclo de Estudos), incidindo sobre os conhecimentos
necessários ao ensino nas áreas de conteúdo e nas disciplinas abrangidas pelo(s) grupo(s) de
recrutamento que visa preparar.

A iniciação à prática profissional no campo do ensino de música, concretizada através da realização


de um Estágio (prática de ensino supervisionada), é concebida numa perspetiva de formação e
desenvolvimento profissional do mestrando que potencie a articulação entre os conhecimentos
adquiridos e as formas de os transmitir.

O Mestrado em Ensino de Música visa proporcionar ferramentas ao (futuro) professor do Ensino


Especializado de Música para que este seja um profissional reflexivo, autónomo e motivado, capaz
de desenvolver a sua própria identidade nos domínios artístico, do ensino e da investigação.

Tendo as Ciências da Educação como área científica dominante, este curso está organizado em dois
anos (quatro semestres), com um plano curricular a que corresponde um total de 120 créditos ECTS
obrigatórios, contando com as seguintes áreas de especialização:

- Canto
- Composição
- Direção Coral
- Direção Orquestral
- Instrumento
- Jazz
- Formação Musical

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Mestrado em Ensino de Música

2. Plano de Estudos

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Mestrado em Ensino de Música

FORMULÁRIO DE CICLO DE ESTUDOS

1. CARACTERIZAÇÃO

Unidade Orgânica
Escola Superior de Música de Lisboa

Denominação do Ciclo de Estudos


Mestrado em Ensino de Música

Grau que confere


Mestre

Área(s) científica(s) predominante(s)


Ciências da Educação

Número de créditos, segundo o sistema europeu de transferência e acumulação de créditos, necessários à


obtenção do grau
120 ECTS

Duração normal do Ciclo de Estudos


2 anos (4 semestres)

Ramos, Opções, Perfis, Áreas de Especialização ou outras formas de organização de percursos alternativos
em que o ciclo de estudos se estrutura
Canto
Composição
Direção
Instrumento
Jazz
Formação Musical

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Mestrado em Ensino de Música

2. ESTRUTURA CURRICULAR

Áreas de Especialização

Áreas Científicas e Créditos que devem ser reunidos para a obtenção do grau
ECTS
Área Científica Sigla
Obrigatórios Optativos

Ciências da Educação CE 54 6

Música MUS 51 -

Ciências Sociais CS 9 -

TOTAL - 114 6 a)

a) Número de créditos das unidades curriculares optativas necessário para a obtenção do grau ou diploma.

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Mestrado em Ensino de Música

3. PLANO DE ESTUDOS
Área científica predominante do curso – Ciências da Educação 1.º ano/1.º semestre

QUADRO 1

TEMPO DE TRABALHO (HORAS)


ÁREA OBSERVAÇÕES
UNIDADES CURRICULARES TIPO CRÉDITOS
CIENTÍFICA TOTAL CONTACTO (*)

Unidade Curricular de Especialização I MUS Semestral 189 22,5 (PL) 7 AD

Projeto de Música de Conjunto I: Coro ou Orquestra ou


MUS Semestral 54 3 (PL) 2 AD
Música de Câmara ou Combo de Jazz a)

Psicopedagogia CE Semestral 243 30 (T) 9 EG

Metodologia da Investigação CS Semestral 243 30 (T) 9 EG

Opções CE - 81 Variável 3 EG

Total - - 810 - 30 -

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Mestrado em Ensino de Música

Área científica predominante do curso – Ciências da Educação 1.º ano/2.º semestre

QUADRO 2

TEMPO DE TRABALHO (HORAS)


UNIDADES CURRICULARES ÁREA TIPO CRÉDITOS OBSERVAÇÕES
CIENTÍFICA TOTAL CONTACTO (*)

Unidade Curricular de Especialização II MUS Semestral 189 22,5 (PL) 7 AD

Projeto de Música de Conjunto II: Coro ou Orquestra ou


MUS Semestral 54 3 (PL) 2 AD
Música de Câmara ou Combo de Jazz a)

MUS/CE
Didática da Música Semestral 243 30 (T) 9 DE
b)
MUS/CE
Didática Específica Semestral 243 15 (T) 9 DE
b)

Opções CE - 81 Variável 3 EG

Total - - 810 - 30 -

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Mestrado em Ensino de Música

Área científica predominante do curso – Ciências da Educação 2.º ano

QUADRO 3

ÁREA TEMPO DE TRABALHO (HORAS)


OBSERVAÇÕES
UNIDADES CURRICULARES TIPO CRÉDITOS
CIENTÍFICA (*)
TOTAL CONTACTO

Estágio do Ensino Especializado MUS/CE c) Anual 1296 90 (E); 30 (OT) 48 IPP

Didática do Ensino Especializado MUS/CE d) Anual 324 30 (TP) 12 DE

Total - - 1620 - 60 -

Legenda:
E - Estágio; OT - Orientação Tutorial; PL - Ensino Prático e Laboratorial; T - Ensino Teórico; TP - Ensino Teórico-Prático.
(*) Componentes de formação, conforme artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio:
AD - Área de Docência
EG - Área Educacional Geral
DE - Didáticas Específicas
IPP - Iniciação à Prática Profissional
a) Nas Unidades Curriculares Projeto Música de Conjunto I e II, os estudantes deverão escolher uma das seguintes hipóteses: Coro, Orquestra, Conjuntos Vocais e
Instrumentais, Música de Câmara ou Combo de Jazz.
b) Os créditos destas Unidades Curriculares são distribuídos pelas áreas científicas de MUS (3 créditos) e de CE (6 créditos).
c) Os créditos destas Unidades Curriculares são distribuídos igualmente pelas áreas científicas de MUS e de CE.
d) Os créditos destas Unidades Curriculares são distribuídos pelas áreas científicas de MUS (3 créditos) e de CE (9 créditos)

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Mestrado em Ensino de Música

3. Regulamento do
Mestrado em Ensino de Música

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Mestrado em Ensino de Música

MESTRADO EM ENSINO DE MÚSICA


REGULAMENTO

SECÇÃO I
DA ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO CURSO

Artigo 1º
Objeto
1. O presente regulamento aplica-se ao ciclo de estudos conducente ao grau de Mestre em Ensino de Música
da Escola Superior de Música de Lisboa.

2. O Mestrado em Ensino de Música (MEM) confere habilitação profissional para a docência no Ensino
Especializado de Música de acordo com a legislação em vigor.

Artigo 2º
Áreas de Especialização
1. O MEM desdobra-se nas seguintes áreas de especialização: Canto, Composição, Direção, Formação
Musical, Instrumento e Jazz.

2. De acordo com as necessidades e prioridades definidas pelo Conselho Técnico-Científico da ESML


poderão ser estabelecidas outras áreas de especialização.

3. A publicitação de cada edição do mestrado indicará obrigatoriamente as respetivas áreas de especialização.

Artigo 3º
Coordenação do Mestrado em Ensino de Música
1. O órgão científico-pedagógico de coordenação do curso de mestrado é a Comissão Científica do MEM,
constituída pelo Coordenador do MEM, pelo Presidente do Conselho Técnico-Científico e pelo Diretor da
ESML, de acordo com os estatutos da ESML.

2. O Coordenador do MEM é designado pelo Conselho Técnico-Científico, de entre os doutorados ou


especialistas de reconhecida experiência e competência profissional na área de formação fundamental do
ciclo de estudos, que se encontrem em regime de tempo integral na ESML.

3. Ao Coordenador do MEM compete garantir o seu normal funcionamento e zelar pela sua qualidade,
assegurando a gestão corrente do mesmo.

4. À Comissão Científica do MEM compete:


a) Definir a calendarização a constar no edital e a dos períodos letivos, incluindo os de avaliação;
b) Proceder à proposta de seleção e seriação dos candidatos;
c) Pronunciar-se sobre matérias de índole artística, científica e pedagógica relevantes para o adequado
funcionamento do curso;
d) Apreciar as propostas de investigação no âmbito do Relatório Estágio, assim como a respetiva orientação
e eventual coorientação;
e) Nomear júris para as provas públicas de defesa do relatório de estágio;
f) Apreciar pedidos de creditação;
g) Apreciar pedidos de adiamento.

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Mestrado em Ensino de Música

Artigo 4º
Estrutura do Ciclo de Estudos
1. O MEM organiza-se em 4 semestres, com um total de 120 créditos, de acordo com a estrutura e o plano de
estudos em vigor.

2. A estrutura curricular e o plano de estudos obedecem aos requisitos legais gerais estipulados no n.º 2 do
Artigo 7º do Decreto-Lei 220/2009, de 8 de setembro.

3. Os dois primeiros semestres correspondem a um Curso de Especialização, que inclui unidades curriculares
nas áreas de Ciências da Educação, Música, e Ciências Sociais.

4. Nos dois últimos semestres a componente letiva inclui a unidade curricular anual de Didática do Ensino
Especializado e o Estágio do Ensino Especializado, também anual, visando a iniciação à prática docente
profissional e a elaboração do Relatório de Estágio.

Artigo 5º
Concessão do Grau de Mestre
1. O grau de mestre é conferido aos que, através da aprovação em todas as unidades curriculares que integram
o plano de estudos do curso de mestrado e da aprovação no ato público de defesa do Relatório de Estágio,
tenham obtido o total de 120 créditos.

2. O grau de mestre é certificado por uma carta de curso, da qual consta a área específica do curso - Ensino
de Música - e a área de especialização em que o titular obteve o seu grau.

3. A carta de curso é acompanhada do suplemento ao diploma, elaborado nos termos e para os efeitos previstos
no Decreto-lei nº 42/2005, de 22 de fevereiro.

Artigo 6º
Concessão do Diploma de Especialização
1. O diploma de especialização é conferido mediante a aprovação na totalidade das unidades curriculares que
correspondem à componente letiva dos dois primeiros semestres do mestrado.

SECÇÃO II
DA CANDIDATURA

Artigo 7º
Acesso e Ingresso
1. Podem candidatar-se ao acesso ao Mestrado em Ensino de Música:
a) Titulares de uma licenciatura com um total de 120 créditos em Prática Instrumental e Vocal, em
Formação Musical e em Ciências Musicais e nenhuma com menos de 25 créditos, tal como disposto no
Anexo do Decreto-Lei 79/2014 de 14 de maio;
b) Titulares de um grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos
organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este processo;
c) Titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os
objetivos do grau de licenciado pela Comissão Científica;

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Mestrado em Ensino de Música

d) Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido como atestando
capacidade para a realização deste ciclo de estudos pela Comissão Científica.
e) Estudantes que concluam um dos graus superiores referidos em a), b) ou c) até ao ato de matrícula.

2. O reconhecimento a que se referem as alíneas b), c) e d) do nº 1 tem efeito apenas para o acesso ao ciclo de
estudos conducente ao grau de mestre e não confere ao seu titular a equivalência ao grau de licenciado ou
o reconhecimento desse grau.

Artigo 8º
Processo de Candidatura
1. Cada edição do mestrado é publicitada no semestre anterior ao do início do seu funcionamento.

2. A admissão em cada edição do mestrado pode estar sujeita a um número mínimo e máximo de vagas, a
divulgar no aviso de abertura da respetiva candidatura.

3. A ESML pode estabelecer, em cada edição, uma percentagem de vagas reservada, prioritariamente, a
determinadas categorias de candidatos, bem como prever a distribuição de vagas pelas áreas de
especialização.

4. Os prazos de candidatura, de matrícula e de inscrição, bem como os elementos a apresentar no processo de


candidatura, são divulgados no aviso de abertura de cada edição do mestrado.

Artigo 9º
Critérios de Seleção e Seriação
1. Área de Composição

a) A seleção dos candidatos é feita através de:


• Apresentação de um portfólio com obras que o candidato considere relevantes na sua produção,
integrando, sempre que possível, gravações de execuções públicas das mesmas;
• Uma prova escrita em Português;
• Uma entrevista;
• Apreciação do Curriculum Vitae do candidato.

b) No portfólio são avaliados:


• O grau de profissionalismo da escrita e acabamento geral das partituras;
• A quantidade de obras, tendo ainda em conta a diversidade de géneros, as formações instrumentais e
os media utilizados;
• O grau de reflexão estética e técnica presente na produção musical;
• O grau de envolvimento com o meio musical, sempre que forem disponibilizadas as gravações
referidas na alínea a) do número 1 do presente artigo.

c) Na prova escrita em Português e na entrevista referidos em a) serão avaliados o domínio escrito e oral da
Língua Portuguesa e o domínio das regras essenciais da argumentação lógica (Art.º 17º do Decreto-Lei n.º
79/2014).

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Mestrado em Ensino de Música

2. Área de Direção (Coral e Orquestral)

a) A seleção dos candidatos é feita através de:


• Apresentação de um portfólio que inclua a referência à experiência relevante na área da direção e um
DVD com obras dirigidas pelo candidato em pelo menos duas formações distintas – a título de
exemplo: orquestra (sinfónica, cordas, sopros), coro/ensemble vocal (a cappella), coro/ensemble
vocal e orquestra, coro/ensemble vocal e ensemble instrumental;
• Uma prova escrita em Português;
• Uma entrevista;
• Apreciação do Curriculum Vitae do candidato.

b) No portfólio são avaliados:


• A experiência do candidato na área da direção;
• O rigor da execução;
• O domínio técnico, as capacidades interpretativas e expressivas;
• O grau de comunicação gestual/facial do candidato com as formações apresentadas no DVD.

c) Os candidatos em Direção Coral serão ainda avaliados através de uma prova prática que consistirá num
ensaio de aproximadamente 15 minutos e uma prova auditiva de deteção de erros.

d) Os candidatos em Direção Orquestral serão ainda avaliados através de uma prova prática de,
aproximadamente, 15 minutos, que consistirá num ensaio de 5 minutos, seguindo-se os restantes 10 minutos
para a execução de uma peça obrigatória. O júri reserva-se o direito de interromper a prova antes do fim
dos 15 minutos.

e) Os critérios de avaliação terão em linha de conta a experiência do candidato em Direção Orquestral,


nomeadamente, nos seguintes aspetos:
• Domínio da técnica de direção.
• Comunicação com a orquestra.
• Escuta e capacidade de reação.
• Liderança.
• Conhecimento e compreensão da obra.
• Interpretação.

f) Na prova escrita em Português e na entrevista referidos em a) serão avaliados o domínio escrito e oral da
Língua Portuguesa e o domínio das regras essenciais da argumentação lógica (Art.º 17º do Decreto-Lei n.º
79/2014).

3. Restantes áreas

a) A seleção dos candidatos é feita através de:


• Provas práticas, cujo conteúdo ou programa a ser executado é divulgado com uma antecedência de
pelo menos 30 dias relativamente à data da realização da prova;
• Uma prova escrita em Português;
• Uma entrevista;
• Apreciação do Curriculum Vitae do candidato.

b) Nas provas práticas (*) são avaliados:


• O rigor da execução;
• O domínio técnico;

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Mestrado em Ensino de Música

• As capacidades interpretativas e expressivas;


• O grau de investimento do candidato na preparação do programa apresentado.
(*) Pela sua especificidade, as provas práticas de Formação Musical – que, para além de provas preparadas
de Canto e Piano, compreendem também provas escritas e de leitura à 1ª vista – englobam ainda outros
critérios de avaliação (competências auditivas, rítmicas, de leitura, etc.).

c) Na prova escrita em Português e na entrevista referidos em a) serão avaliados o domínio escrito e oral da
Língua Portuguesa e o domínio das regras essenciais da argumentação lógica (Art.º 17º do Decreto-Lei n.º
79/2014).

4. Em cada Área de Especialização a avaliação dos portfólios e das provas práticas é realizada por um júri
nomeado pela Comissão Científica do Mestrado em Música e composto por três docentes, dos quais pelo
menos um é da área de especialização/instrumento respetivo.

5. A avaliação do portfólio e das provas práticas é traduzida na escala numérica de 0 a 20.

6. A avaliação do domínio escrito da Língua Portuguesa e do domínio das regras essenciais da argumentação
lógica e crítica (Art.º 17º do Decreto-Lei n.º 79/2014), sendo eliminatória, é realizada segundo os seguintes
critérios de avaliação:
• A avaliação dos domínios escrito e oral da língua portuguesa e das regras essenciais da argumentação
lógica e crítica é feita mediante a realização de uma prova global que é eliminatória e que inclui as
seguintes componentes:
a) prova escrita em Português;
b) entrevista oral.
• A prova escrita acima referida destina-se a apreciar o domínio escrito da Língua Portuguesa e as
competências de análise crítica, mediante a realização de tarefas de apresentação de ideias e de
contextualização das mesmas através da composição textual pelo(a) candidato(a).
• A entrevista destina-se a apreciar o domínio oral da Língua Portuguesa e a capacidade de
argumentação do(a) candidato(a).
• A entrevista é realizada por três membros do respetivo júri.
• Em cada uma das componentes, os(as) candidatos(as) deverão obter um resultado que satisfaça a
condição de domínio nas vertentes acima indicadas.
• A avaliação das duas componentes, sendo eliminatória, é expressa mediante as menções de Aprovado
ou Não Aprovado e resulta da aplicação dos seguintes critérios gerais:
a) Conteúdo;
b) Léxico e vocabulário utilizados;
c) Adequação do discurso;
d) Correção linguística (sintaxe e morfologia, pontuação e ortografia);
e) Estruturação do discurso;
f) Clareza e articulação de ideias;
g) Contextualização e fundamentação de conceitos e ideias;
h) Capacidade de argumentação.

7. A colocação dos candidatos depende das disponibilidades do serviço docente e terá em conta a necessidade
de assegurar o funcionamento equilibrado das diversas áreas de especialização/instrumentos. Em
conformidade com o acima exposto, no caso de candidatos colocados não se matricularem no prazo fixado

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Mestrado em Ensino de Música

ou declararem desistir, poderá a ESML admitir o(s) candidato(s) seguinte(s) na seriação da respetiva área
de especialização/instrumento.

8. Dos resultados do concurso não são admitidos recursos ou reclamações, exceto se fundamentados em vício
de forma.

SECÇÃO III
DA MATRÍCULA E INSCRIÇÃO

Artigo 10º
Matrícula e Inscrição
1. A frequência do curso depende da matrícula a realizar através do portal da ESML.

2. A frequência das aulas das diferentes unidades curriculares do curso depende da inscrição nessas
disciplinas, obrigatoriamente realizada em simultâneo com a matrícula.

3. As matrículas e inscrições efetuam-se nos prazos fixados em cada edição do mestrado.

4. No caso de algum candidato admitido desistir expressamente da matrícula e inscrição ou não comparecer
para as realizar nos prazos fixados, os candidatos a que se refere o nº 7 do artigo 9º serão convocados por
correio eletrónico, até esgotar as vagas.

5. Os candidatos a que se refere o número anterior têm um prazo de quatro dias úteis, a contar da data da
convocatória, para procederem à matrícula e inscrição.

6. A decisão de admissão tem efeito apenas para cada edição do concurso.

Artigo 11º
Taxas e Propinas
1. No MEM são devidas as seguintes taxas e propinas:
a) Taxa de candidatura, não reembolsável;
b) Taxa de matrícula/inscrição;
c) Seguro escolar;
d) Propinas de inscrição.

2. A taxa de matrícula/inscrição, assim como o seguro escolar, é devida uma única vez no início de cada ano letivo.

3. Nos termos do regulamento de propinas da ESML, a propina de inscrição é anual, sendo devida na
totalidade, sem prejuízo do fracionamento do seu pagamento.

4. O valor da propina para os mestrandos que se reinscrevam no 2º ano do Mestrado para conclusão do curso
através da finalização do Relatório de Estágio, e que tenham o pagamento de propinas regularizado, é
reduzido em 50% do valor da propina estipulada para o ano letivo de 2019/2020. Esta redução pode ser
prolongada por mais um ano desde que devidamente fundamentada a necessidade de prolongamento.

5. O não-pagamento das propinas dentro dos prazos estipulados está sujeito ao pagamento de coimas, de
acordo com a lei em vigor.

6. A modalidade de inscrição em tempo parcial é objeto de regulamento próprio.

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Mestrado em Ensino de Música

SECÇÃO IV
DO REGIME DE FREQUÊNCIA

Artigo 12º
Condições de Frequência
1. Em cada ano o estudante deverá inscrever-se nas unidades curriculares pretendidas, de acordo com o plano
de estudos em vigor.

2. Após a respetiva inscrição, o estudante poderá pedir a creditação de unidades curriculares completadas no
âmbito de outros cursos de ensino superior, nacionais ou estrangeiros, bem como de experiência
profissional relevante.

3. A deliberação sobre creditação compete à Comissão Científica do MEM, que decidirá em função do pedido
apresentado e de acordo com o Regulamento de Creditação da ESML.

4. Desde o momento da sua primeira matrícula/inscrição, o estudante tem um limite de 4 anos letivos para
completar o curso (120 ECTS), incluindo a entrega do Relatório de Estágio.

Artigo 13º
Avaliação e Classificação
1. A avaliação é individual, sendo realizada através das modalidades indicadas por cada docente nas fichas
das unidades curriculares cuja docência asseguram, as quais são aprovadas pelo Conselho Técnico-
Científico.

2. A classificação final de cada unidade curricular é expressa numa escala de zero a vinte valores.

3. A classificação dos dois primeiros semestres, aos quais corresponde o diploma de especialização, é obtida
pela média aritmética das classificações de todas as unidades curriculares desses dois semestres.

4. Apenas poderão transitar para o 2º ano os mestrandos que obtenham aproveitamento em todas as unidades
curriculares dos dois primeiros semestres (1º ano), à exceção de uma, sendo que essa unidade curricular
(UC) à qual não obtiverem aproveitamento não poderá ser nenhuma das UC's de Especialização (I e II) nem
a UC de Metodologia de Investigação, uma vez que estas UC's são consideradas essenciais para uma efetiva
realização do Estágio e do respetivo Relatório de Estágio/Investigação (2º ano).

5. A classificação da parte curricular do mestrado corresponde à média aritmética das classificações obtidas
em todas as unidades curriculares, com exceção de Estágio do Ensino Especializado.

6. A aceitação do Relatório de Estágio está dependente da obtenção, por parte do mestrando, de


aproveitamento nas restantes unidades curriculares.

7. A classificação final do Estágio do Ensino Especializado que inclui a elaboração e a defesa do Relatório de
Estágio, é expressa numa escala de zero a vinte valores, contando para essa classificação em 70% o relatório
escrito e em 30% a sua discussão em provas públicas.

8. A classificação final do mestrado é calculada ponderando em 60% a classificação do Estágio do Ensino


Especializado e em 40% a média aritmética das restantes unidades curriculares.

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Artigo 14º
Funcionamento do Estágio do Ensino Especializado
O funcionamento do estágio do ensino especializado é objeto de regulamento próprio.

Artigo 15º
Orientação do Relatório de Estágio
1. A elaboração do relatório de estágio é orientada por um doutor ou especialista de mérito reconhecido como
tal pelo Conselho Técnico-Científico, docente da ESML. Os orientadores são nomeados pela Comissão
Científica do MEM sob proposta do estudante através do formulário existente para o efeito.

2. A elaboração do relatório de estágio é orientada preferencialmente pelo docente que leciona a unidade
curricular de Didática do Ensino Especializado na respetiva área de especialização. Mediante proposta
fundamentada do mestrando poderá a Comissão Científica nomear outro orientador ou coorientador.

3. A orientação do relatório de estágio pode ser assegurada em regime de coorientação, quer por orientadores
nacionais, quer estrangeiros.

4. O relatório incluirá uma parte relativa à prática pedagógica e outra relativa ao projeto de investigação
realizado durante o período de estágio (um ano).

5. O mestrando deverá apresentar, até ao final da sexta semana de aulas do 3º semestre, uma proposta do
projeto de investigação referido no ponto 4 deste artigo, onde constem i) o tema; ii) o nome do orientador
ou orientadores; iii) um resumo; iv) uma bibliografia básica e v) a declaração de concordância do(s),
orientador(es) segundo o formulário previsto para o efeito.

6. A Comissão Científica do curso fará o registo do tema do projeto de investigação do relatório de estágio
até ao final da 8ª semana do 3º semestre. Findo o prazo previsto no n.º 4 do artigo 12º do presente
regulamento, o referido registo fica sem efeito.

SECÇÃO V
DA APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Artigo 16º
Apresentação do Relatório de Estágio
1. Para a apresentação do relatório de estágio devem ser observadas as normas previstas para o efeito.

Artigo 17º
Entrega do Relatório de Estágio
1. O relatório de estágio deverá ser entregue até ao final do ano letivo.

2. Em casos excecionais, devidamente fundamentados, e obtido o acordo do orientador ou coorientadores,


poderá o prazo referido no número anterior ser prorrogado, por uma só vez, até 30 de setembro do ano
letivo correspondente, sem encargos adicionais para o estudante.

3. O estudante que não tenha cumprido os prazos definidos nos números anteriores só poderá concluir o curso
se se inscrever na edição seguinte do mesmo.

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Mestrado em Ensino de Música

4. De cada trabalho deverão ser entregues nos Serviços Académicos três exemplares em suporte de papel e
um exemplar em suporte digital.

5. Cada orientador deverá entregar uma declaração, de acordo com o formulário previsto para o efeito,
atestando que o relatório de estágio se encontra em condições de ser apreciado em provas públicas.

6. No momento da entrega do relatório de estágio o mestrando deverá entregar uma declaração referente à
disponibilização do documento (em caso de aprovação), para consulta digital, no Repositório Científico do
Instituto Politécnico de Lisboa.

Artigo 18º
Júris
1. O júri para apreciação do relatório de estágio é nomeado pela Comissão Científica, nos quinze dias
posteriores à respetiva entrega, e é constituído por especialistas no domínio em que se insere o relatório de
estágio, nacionais ou estrangeiros titulares do grau de doutor ou especialistas de mérito reconhecido como
tal pelo Conselho Técnico-Científico.

2. O júri terá entre três a cinco elementos efetivos e três suplentes, devendo incluir:
a) Um membro da Comissão Científica, ou um docente da ESML por esta nomeado em sua representação,
que presidirá;
b) Um professor doutorado ou especialista de mérito reconhecido como tal pelo Conselho Técnico-
Científico no domínio em que se insere o trabalho em apreciação, pertencente ao IPL ou a outra
instituição de ensino superior, nacional ou estrangeira, assumindo este membro a qualidade de arguente
principal;
c) O orientador.

3. O coorientador, caso exista, não poderá integrar o júri, nos termos do nº 3 do artigo 22º do Decreto-Lei nº
115/2013, de 7 de agosto.

4. O despacho de nomeação do júri deve ser comunicado ao candidato e afixado em local público da ESML,
e determina quais dos seus membros assumem a presidência e a arguição.

Artigo 19º
Prazo para a Discussão/Apresentação Pública
1. No prazo de quinze dias subsequentes à publicação do despacho de nomeação do júri, este deverá proferir
decisão sobre se aceita o Relatório de Estágio ou, em alternativa, se recomenda ao candidato a sua
reformulação, devendo esta recomendação ser fundamentada.

2. Nos casos em que seja recomendada a reformulação, o candidato disporá de um prazo de trinta dias,
improrrogável, durante o qual poderá proceder à reformulação proposta ou, em opção, declarar por escrito
que pretende manter a versão que apresentou.

3. Recebido o relatório de estágio após reformulação ou feita a declaração referida no número anterior,
procede-se à marcação das provas públicas de discussão.

4. Considera-se ter havido desistência do candidato se, esgotado o prazo referido no nº 2, este não apresentar
a reformulação pedida, nem declarar que prescinde dessa faculdade.

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Mestrado em Ensino de Música

5. As provas devem ter lugar no prazo de trinta dias a contar:


a) Do despacho de aceitação do relatório de estágio;
b) Da data da entrega dessa documentação reformulada ou da declaração de que se prescinde da
reformulação.

6. Em qualquer dos casos as provas devem ser concluídas antes do final do ano civil em que termina o ciclo
de estudos.

7. O candidato deverá preencher o Formulário de Defesa/Apresentação de Mestrado online a partir do


momento em que as provas públicas se encontram marcadas pelos serviços académicos e até uma semana
antes da data da defesa.

Artigo 20º
Discussão/Apresentação Pública
1. A discussão/apresentação pública só pode ter lugar com a presença mínima de três elementos do júri,
efetivos ou suplentes.

2. A discussão do relatório de estágio tem a duração máxima de noventa minutos.

3. Cabe ao presidente do júri fazer a gestão da duração das provas públicas de discussão, de acordo com as
seguintes regras:
a) Os primeiros quinze a vinte minutos deverão ser ocupados por uma apresentação de síntese do trabalho
do candidato;
b) O tempo restante deverá ser ocupado pela discussão do conteúdo científico/técnico do trabalho.
c) Durante a discussão deve ser proporcionado ao candidato tempo idêntico ao utilizado pelos membros
do júri.

Artigo 21º
Deliberação do Júri
1. Concluída a discussão/apresentação referida no número anterior, o júri reúne para apreciação da prova e
para deliberação sobre a classificação final do candidato, através de votação nominal fundamentada, não
sendo permitidas abstenções.
2. Deverão ser objeto de avaliação do relatório de estágio as seguintes componentes:
a) Qualidade científica/técnica:
a.1) Clareza e qualidade da escrita;
a.2) Estrutura do documento;
a.3) Capacidade revelada para aplicar conhecimentos na resolução de problemas;
a.4) Originalidade do problema/projeto abordado e das soluções propostas;
a.5) Demonstração de uma especialização de natureza profissional;
a.6) Rigor científico/técnico;
a.7) Análise crítica das soluções propostas e dos resultados obtidos.
b) Qualidade da apresentação pública dos documentos referidos, em termos de:
b.1) Clareza da exposição;
b.2) Rigor científico/técnico;
b.3) Capacidade de síntese;
b.4) Segurança e capacidade de argumentação.

20
Mestrado em Ensino de Música

3. Cada elemento do júri atribui uma classificação na escala inteira de zero a vinte às componentes a) e b), do
número anterior, sendo a classificação final de cada uma delas a média aritmética, arredondada à unidade,
das classificações atribuídas por cada elemento do júri.

4. A classificação atribuída ao relatório de estágio, é dada pela média ponderada, arredondada à unidade, da
classificação atribuída às componentes de avaliação a) e b) do nº 2, sendo-lhes atribuídas as ponderações,
respetivamente, de 70% e 30%.

5. Das provas e das reuniões do júri são lavradas atas, das quais constarão as classificações e as votações
emitidas por cada um dos membros, respetiva fundamentação e a classificação final.

Artigo 22º
Versão Final do Relatório de Estágio
1. Em caso de aprovação o júri poderá determinar em ata que o candidato introduza na versão final do relatório
de estágio pequenas alterações resultantes da discussão pública.

2. Para esse efeito o candidato disporá do prazo máximo de quinze dias depois dessa data para apresentar a
versão final da tese ao presidente do júri a quem caberá a sua homologação.

3. A versão final do relatório de estágio deve corresponder às orientações gerais de formato estipulados para
o relatório, incluindo a indicação de que foi aprovado em provas públicas para a obtenção do grau de mestre.

4. Da versão final deverão ser entregues nos Serviços Académicos dois exemplares em suporte de papel e um
exemplar em suporte digital.

Artigo 23º
Dúvidas e Omissões
As dúvidas e omissões serão analisadas e decididas pela Comissão Científica do MEM.

21
Mestrado em Ensino de Música

4. Informações sobre as UC’s


Projeto de Música de Conjunto I e II

22
Mestrado em Ensino de Música

INFORMAÇÕES GERAIS

Projeto de Música de Conjunto I e II

O plano de estudos em vigor desde o ano letivo 2017/2018 do Mestrado em Ensino de Música da
ESML, incorpora duas UC’s (Projeto de Música de Conjunto I e II) criadas com o intuito de
possibilitar aos mestrandos formação na área da Música de Conjunto que possa ser reconhecida
também como habilitação profissional para a docência neste domínio.

Conforme o próprio nome indica, estas duas UC’s funcionam em formato de projeto, de carácter
autónomo, preferencialmente sob a supervisão dos professores que lecionam as UC's de
Especialização nas respetivas áreas.

Para realizar estas UC’s, os alunos poderão:

a) integrar um dos projetos de música de conjunto já existentes na ESML (coros, orquestras –


cameratas de cordas e de sopros, orquestras sinfónica e sinfónica de sopros);

b) criar um agrupamento de música de câmara ou um combo de jazz (com alunos da ESML – de


Licenciatura ou Mestrado – ou externos);

c) dirigir um agrupamento (vocal e/ou instrumental), participando ativamente desde a conceção e


acompanhamento do projeto até à apresentação pública final (seleção de músicos,
direção/acompanhamento dos ensaios e da performance);

d) propor um outro projeto de música de conjunto onde sejam intervenientes ativos.

Para além das opções descritas nas alíneas a), b), c) e d) referidas acima, os mestrandos na área de
Composição poderão realizar estas UC’s nas qualidades de compositor (apresentar uma ou mais obras
da sua autoria), arranjador ou diretor artístico, desde que participem ativamente nas diferentes fases
do projeto (desde a conceção e acompanhamento deste até à apresentação pública final), podendo
ainda dirigir o concerto, se a obra o requerer.

Em qualquer das situações acima mencionadas, deverá existir uma apresentação pública no final do
projeto que possa ser objeto de avaliação.

Está também previsto que os mestrandos possam beneficiar de uma ou duas sessões de orientação por
parte de um docente da ESML (em particular no caso dos agrupamentos de música de câmara ou
combos de jazz), a ter(em) lugar mais perto da apresentação pública.

1. Local da realização das apresentações públicas dos projetos:

Por forma a ir de encontro a outros objetivos destas UC’s – criar uma maior dinâmica na ESML e
propiciar um maior envolvimento dos mestrandos com a Escola e com as suas atividades e projetos

23
Mestrado em Ensino de Música

– todas as performances/apresentações públicas, no âmbito das UC’s Projeto de Música de Conjunto


I e II, deverão ter lugar nas instalações da ESML, com exceção de projetos promovidos por esta e
cujas apresentações ocorram fora da ESML (ex. concertos dos coros/orquestras/cameratas, projetos
de ópera, música contemporânea, etc.). Em casos excecionais e devidamente fundamentados, poderá
a Comissão Científica do Mestrado em Ensino de Música autorizar a apresentação pública fora das
instalações da ESML, desde que a mesma seja gravada para posterior avaliação, e com a concordância
do respetivo professor orientador.

2. Prazos e procedimentos para a marcação das apresentações públicas dos projetos:

As apresentações públicas deverão ocorrer até ao último dia de aulas de cada semestre (31 de janeiro
de 2020 e 19 de junho de 2020, respetivamente), sujeitas à disponibilidade dos espaços. Havendo
consentimento do professor orientador e disponibilidade de salas/logística, poderá, a título
excecional, a apresentação pública decorrer no período de exames do semestre respetivo.

A marcação de salas/espaços e a eventual requisição de material necessário para as apresentações


públicas deverão ser feitas através da plataforma M.A.D.E.@ESML (Marcação de Atividades e
Divulgação de Eventos na ESML: www.esml.ipl.pt/index.php/made-esml). Uma vez obtida a
validação do pedido, deverá o mestrando transmitir à Dra. Ana Arriaga (igualmente por e-mail:
aarriaga@esml.ipl.pt), com pelo menos uma semana de antecedência, a data/hora e local da
apresentação pública, nome do projeto e reportório, por forma a que esta informação possa ser
divulgada.

Para marcação das apresentações públicas, deverão os alunos preencher as respetivas Fichas de
Projeto (Projeto de Música de Conjunto I e II) e entregar na Secretaria dos Mestrados (ao cuidado da
Dra. Ana Arriaga) até ao final da oitava semana de aulas de cada semestre (29 de novembro de 2019
e 30 de abril de 2020, respetivamente).

3. Júri e avaliação do projeto:

A duração da performance/apresentação pública deverá ser articulada com o respetivo professor


orientador, sugerindo-se que tenha entre 30 e 45 minutos.

No caso dos mestrandos na área de Composição que optem por realizar estas UC’s nas qualidades de
compositor ou arranjador, a duração da apresentação poderá ser inferior, desde que obtida a
concordância do professor orientador.

A apresentação pública deverá ser avaliada pelo professor das UC’s de Especialização ou pelo
professor responsável pelo agrupamento já existente na ESML (coros, orquestras, cameratas) ou pelo
professor responsável pelo projeto (p.ex. projetos de ópera, música contemporânea, etc.).

A avaliação deverá incidir sobre todas as fases do projeto, desde a conceção até à apresentação pública
final. No caso de os mestrandos integrarem os agrupamentos já existentes na ESML, deverá ser tida
também em consideração a avaliação contínua (participação em ensaios, p.ex.). Para além de
“Aprovado” / “Reprovado”, a avaliação final é feita numa escala de 0 a 20.

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Mestrado em Ensino de Música

5. Modelo Ficha de Projeto


Projeto de Música de Conjunto I e II

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Mestrado em Ensino de Música
Projeto de Música de Conjunto I e II

Ficha de Projeto - Projeto de Música de Conjunto I e II

A preencher e entregar pelo Mestrando nos Serviços Académicos até ao final da 8ª semana letiva de cada semestre
Nome do Mestrando: Ano letivo: ______ / ______

Ramo/Instrumento: 1º Semestre: ☐ 2º Semestre: ☐

Professor responsável pelo Projeto:

Título do Projeto:

Descrição:

Objetivos:

Local e data de apresentação:

Recursos humanos envolvidos:

Recursos materiais necessários:


(equipamentos, espaços, etc.)

Número total de horas de trabalho previstas:


(conceção, preparação, promoção e apresentação)

Data ___ / ___ / ______ O Professor responsável ________________ O Mestrando _______________


Mestrado em Ensino de Música

6. Modelo Ficha de Avaliação


Projeto de Música de Conjunto I e II

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Mestrado em Ensino de Música
Projeto de Música de Conjunto I e II

Ficha de Avaliação - Projeto de Música de Conjunto I e II

A preencher pelo Professor responsável pelo Projeto após a conclusão do mesmo


Nome do Mestrando: Ano letivo: ______ / ______

Ramo/Instrumento: 1º Semestre: ☐ 2º Semestre: ☐

Professor responsável pelo Projeto:

Título do Projeto:

Local e data de apresentação:

Observações:

Avaliação final:
(Aprovado/Reprovado)

Notas:
1) A data limite de conclusão do Projeto (apresentação pública) é o último dia de aulas de cada semestre.
2) O Professor responsável pelo Projeto deverá avaliar o trabalho do mestrando dentro dos prazos
normalmente estabelecidos, entregando esta folha devidamente preenchida nos Serviços Académicos.
3) O Professor responsável pelo Projeto deverá transmitir aos Serviços Académicos o número de créditos a
atribuir aos eventuais participantes no Projeto, preenchendo os respetivos modelos de cada curso criados
para o efeito.

Data ___ / ___ / ______ O Professor responsável __________________


Mestrado em Ensino de Música

7. Informações sobre as UC’s


Didática do Ensino Especializado e
Estágio do Ensino Especializado

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Mestrado em Ensino de Música

INFORMAÇÕES GERAIS

Didática do Ensino Especializado e Estágio do Ensino Especializado

1. Unidades Curriculares do 2º ano do Mestrado em Ensino de Música

De acordo com o Plano de Estudos em vigor, o 2º ano do Mestrado em Ensino de Música da Escola
Superior de Música de Lisboa contempla as seguintes unidades curriculares (UC’s):

- Estágio do Ensino Especializado (EEE) (anual)


- Didática do Ensino Especializado (DEE) (anual)

Área Tempo de Trabalho (horas) Observações


Unidades Curriculares Tipo Créditos
Científica Total Contacto (*)

Estágio do Ensino Especializado MUS/CE Anual 1296 90 (E); 30 (OT) 48 IPP


Didática do Ensino Especializado MUS/CE Anual 324 30 (TP) 12 DE
Total 1620 60

Legenda:
E - Estágio; OT - Orientação Tutorial; TP - Ensino Teórico-Prático.
MUS - Música; CE - Ciências da Educação
(*) Componentes de formação, conforme artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio:
AD - Área de Docência
EG - Área Educacional Geral
DE - Didáticas Específicas
IPP - Iniciação à Prática Profissional

2. Horas de contacto

- Didática do Ensino Especializado: 30 horas (1 aula de 1 hora por semana)


- Estágio do Ensino Especializado: não tem horas de contacto

3. Funções do docente da ESML (DEE)

Para além da lecionação dos conteúdos referentes à unidade curricular, o docente da Didática do
Ensino Especializado assume:
a) a orientação do Estágio do Ensino Especializado, incluindo a observação (presencial ou
através da visualização de gravação vídeo) e a avaliação de pelo menos 3 aulas lecionadas
pelo mestrando, por trimestre – um total de 9 aulas por ano; e
b) a função de orientador na elaboração do Relatório de Estágio.

30
Mestrado em Ensino de Música

4. Avaliação da Didática do Ensino Especializado

A unidade curricular de Didática do Ensino Especializado (DEE) privilegia a avaliação contínua,


incluindo no mínimo a observação e avaliação, por parte do docente da ESML responsável por
esta unidade curricular, de três aulas lecionadas pelo mestrando em cada trimestre – um total de
nove aulas por ano.

A avaliação da prática pedagógica supervisionada (estágio) deverá ser tida em consideração na


avaliação global da unidade curricular de DEE, juntamente com outros elementos de avaliação,
como sejam a assiduidade e a participação nas aulas de DEE, trabalhos escritos e/ou orais, e outros
elementos solicitados pelo docente desta unidade curricular.

5. Avaliação do Estágio do Ensino Especializado

A avaliação da unidade curricular de Estágio do Ensino Especializado (EEE) é realizada nas


Provas Públicas de Defesa do Relatório de Estágio. Estas provas consistem numa apresentação
oral e consequentes respostas às questões colocadas pelos membros do júri, e na apreciação, por
esse júri, do documento escrito apresentado (Relatório de Estágio).

Para efeitos do cálculo da avaliação final da unidade curricular de EEE, considera-se a seguinte
fórmula:
0,70 * RE + 0,30 * DRE, em que:
RE = Classificação, numa escala de 0 a 20, do Relatório de Estágio (documento escrito); e
DRE = Classificação, numa escala de 0 a 20, da apresentação/defesa do Relatório de Estágio.

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Mestrado em Ensino de Música

6. Modalidades do Estágio do Ensino Especializado

O Estágio do Ensino Especializado realiza‐se em duas modalidades distintas (ou combinação das
duas se necessário):
1) mestrando que exerce funções numa escola do Ensino Especializado de Música: o estágio
pode ser realizado no âmbito das suas funções docentes – Estágio em Exercício –
selecionando três alunos (ou turmas), preferencialmente de níveis diferentes;
2) mestrando que não exerce funções numa escola do Ensino Especializado de Música: estágio
será realizado numa das escolas da rede (com protocolo com a ESML) nas modalidades de
observação estruturada e lecionação a três alunos (ou turmas), preferencialmente de níveis
diferentes, de um professor dessa mesma escola.

Sempre que possível, deverão ser escolhidos alunos/turmas de três níveis diferentes,
correspondendo a:
a) Iniciação;
b) 5º ao 9º ano (Ensino Básico);
c) 10º ao 12º ano (Ensino Secundário).

No caso de o mestrando (na modalidade de Estágio em Exercício) apenas lecionar a alunos/turmas


de um ou dois níveis diferentes (dos acima mencionados), este poderá complementar o seu estágio
no(s) nível(is) em falta, assumindo a modalidade de observação estruturada com alunos/turmas de
outro professor, se possível da mesma escola.

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Mestrado em Ensino de Música

7. Documentação a produzir no contexto do Estágio

No âmbito do Estágio, e seguindo os modelos disponibilizados pela ESML para o efeito, os alunos
deverão elaborar:

a) Planificação Anual – para cada um dos três alunos (ou turmas)


i. partindo do programa estabelecido pela escola onde realizam o estágio;
ii. com a colaboração do professor da escola cooperante;
iii. com o apoio do professor orientador da ESML.

b) Planos de Aula
i. elaborados obrigatoriamente para cada aula lecionada pelo mestrando ao longo do ano
letivo: 30 aulas lecionadas * 3 alunos/turmas, no caso dos mestrandos que realizam o
estágio em exercício de funções docentes (total de 90 Planos de Aula), e pelo menos
nove aulas, três por trimestre, para os mestrandos que realizam o estágio em aulas do
professor cooperante (total de 9 Planos de Aula).
ii. todos os Planos de Aula serão entregues com o Relatório de Estágio, preferencialmente
em suporte digital (CD).

c) Fichas de Observação
i. elaboradas obrigatoriamente para cada aula observada pelo mestrando ao longo do ano
letivo: 27 aulas observadas * 3 alunos/turmas, no caso dos mestrandos que realizam o
estágio em observação das aulas do professor cooperante (total de 81 Fichas de
Observação).
ii. todas as Fichas de Observação serão entregues com o Relatório de Estágio,
preferencialmente em suporte digital (CD).

d) Documento para o Pedido de Autorização para Gravação das Aulas


i. solicitado ao Encarregado de Educação e à Escola Cooperante (no caso de proceder à
gravação de aulas para efeitos de avaliação na UC Didática do Ensino Especializado).

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Mestrado em Ensino de Música

8. Aulas consideradas no âmbito do Estágio

90 aulas lecionadas

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Mestrado em Ensino de Música

9 aulas lecionadas + 81 aulas observadas

9. Relatório de Estágio

O Relatório de Estágio é o documento escrito avaliado em provas públicas referentes à unidade


curricular (UC) de Estágio do Ensino Especializado (EEE) do Mestrado em Ensino de Música da
Escola Superior de Música de Lisboa; é orientado e elaborado no âmbito da UC de Didática do
Ensino Especializado, com 30 horas de tempo de contacto anual.

O Relatório de Estágio inclui duas secções principais: uma relativa à prática pedagógica realizada
ao longo do ano letivo e outra relativa à investigação desenvolvida. Deverá incluir ainda uma
reflexão sobre o ensino/aprendizagem da música e sobre a ação do professor estagiário nas escolas
do ensino especializado, resultante da experiência levada a cabo ao longo do ano letivo, relativa à
docência e à investigação.

O Relatório de Estágio deve ser um texto original, inovador, atualizado do ponto de vista
bibliográfico e correto em termos de metodologia científica e domínio da língua. Deve configurar-
se como um trabalho de projeto individual de pesquisa-reflexão-ação, por forma a estabelecer uma
adequada relação entre teoria e prática.

Para mais informações, recomenda-se a leitura do documento “Orientações para a Elaboração do


Relatório de Estágio”.

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Mestrado em Ensino de Música

8. Regulamento do
Estágio do Ensino Especializado

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Mestrado em Ensino de Música

REGULAMENTO DO
ESTÁGIO DO ENSINO ESPECIALIZADO

1.º
Âmbito do Estágio do Ensino Especializado
Em conformidade com o Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, o presente Regulamento define
as condições específicas da concretização da unidade curricular Estágio do Ensino Especializado
que consta no plano de estudos atualmente em vigor do Mestrado em Ensino de Música da Escola
Superior de Música de Lisboa (ESML).

2.º
Natureza do Estágio do Ensino Especializado
1. O Estágio do Ensino Especializado constitui uma componente de formação essencial e
integradora da formação educacional geral, das didáticas específicas, da formação cultural,
social e ética, e da formação na área da docência que visa o desenvolvimento pessoal e
profissional do (futuro) docente, através da iniciação à prática profissional no domínio de
habilitação para a docência.

2. As atividades a desenvolver no âmbito do Estágio do Ensino Especializado:


a) Incluem a observação e colaboração em situações de educação e ensino nas escolas;
b) Proporcionam aos formandos experiências de planificação, ensino e avaliação, de acordo
com as funções cometidas ao docente, dentro e fora da sala de aula;
c) Promovem a aprendizagem, numa perspetiva de formação que articule a aquisição de
conhecimento e a forma de o transmitir;
d) Proporcionam aos formandos o desenvolvimento de uma atitude crítica e reflexiva
relativamente aos desafios, processos e desempenhos do quotidiano profissional no contexto
da docência.

3.º
Objetivos do Estágio do Ensino Especializado
3. Visando o desenvolvimento profissional dos formandos e o seu desempenho na área da
docência, as atividades inerentes ao Estágio do Ensino Especializado têm como objetivos:
3.1. Adquirir e desenvolver competências básicas nos seguintes domínios:
a) Conhecimento da instituição escolar e da comunidade envolvente;
b) Aplicação interdisciplinar e integrada dos conhecimentos adquiridos relativos às
diferentes componentes de formação;
c) Domínio dos métodos, técnicas e saberes relacionados com o processo de
ensino/aprendizagem, o trabalho em equipa, a organização da escola e a investigação
educacional.

37
Mestrado em Ensino de Música

3.2. Aprofundar e operacionalizar competências nos domínios científico e pedagógico-didático;


3.3. Habilitar para o exercício da atividade profissional na docência, favorecendo a inserção na
vida ativa.


Rede de Escolas Cooperantes
Nos termos do artigo 22º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, são celebrados anualmente
protocolos de cooperação com estabelecimentos do Ensino Especializado de Música, adiante
designados por escolas cooperantes, com vista ao desenvolvimento de atividades de prática
profissional, incluindo a prática de ensino supervisionada, e de investigação e desenvolvimento no
domínio da educação.


Níveis e Grupos para efeitos de realização do Estágio do Ensino Especializado (EEE)
1. De acordo com a alínea c) do n.º 1 do artigo 11º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, a
iniciação à prática profissional, concretizada neste documento como Estágio do Ensino
Especializado, realiza-se em grupos ou turmas de diferentes níveis e ciclos de educação e ensino
abrangidos pelo grupo de recrutamento para o qual o ciclo de estudos prepara.

2. Neste enquadramento, para efeitos de organização das práticas pedagógicas no âmbito do EEE,
serão considerados, preferencialmente, os seguintes três níveis do Ensino Especializado de
Música:
a) Iniciação;
b) 5º ao 9º ano (Ensino Básico);
c) 10º ao 12º ano (Ensino Secundário).

3. O EEE pode realizar-se em mais de um estabelecimento de educação e ensino, pertencente, ou


não, ao mesmo agrupamento de escolas ou à mesma entidade titular, no caso do ensino
particular ou cooperativo.

4. Os grupos considerados para efeitos de realização do EEE são os constantes na Portaria n.º
693/98 de 3 de setembro.


Modalidade das Práticas Pedagógicas
1. As práticas pedagógicas podem revestir as seguintes modalidades:
a) Observação estruturada de aulas da especialidade na escola cooperante, completada com a
lecionação de uma aula por trimestre em cada um dos três níveis referidos no número
anterior;
b) Lecionação de aulas da especialidade, no caso de o mestrando ser docente na escola em que
realiza as suas práticas (Estágio em Exercício);

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Mestrado em Ensino de Música

c) Participação em reuniões relativas à prática pedagógica supervisionada quando solicitado


pelo professor cooperante;
d) Participação em atividades de integração escolar, de acordo com o Projeto Educativo da(s)
escola(s) cooperante(s).

2. No caso de o mestrando (na modalidade de Estágio em Exercício) apenas lecionar a


alunos/turmas de um ou dois níveis diferentes (dos citados no ponto 2 do artigo 5.º deste
documento), este deverá complementar o seu estágio no(s) nível(is) em falta, assumindo a
modalidade de observação estruturada com alunos/turmas de outro professor,
preferencialmente da mesma escola.


Colocação dos Mestrandos em Escolas Cooperantes
1. O EEE poderá ser realizado em exercício para os mestrandos que exerçam atividade docente
numa das escolas cooperantes.

2. Nos casos em que o mestrando não esteja a exercer funções numa escola cooperante, a ESML
procederá à sua colocação numa das escolas da rede.


Orientação da Prática Pedagógica
1. A prática pedagógica do mestrando no âmbito do EEE é exercida sob a orientação do docente
da ESML responsável pela unidade curricular de Didática do Ensino Especializado da área de
especialização do mestrando, com a colaboração do professor orientador da escola cooperante
designado nos termos do artigo 23º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio.

2. O professor orientador da escola cooperante deverá emitir um parecer com a sua apreciação
global quantitativa e qualitativa sobre o desempenho do mestrando ao longo do estágio,
preenchendo para tal o modelo disponibilizado pela ESML para este efeito – “Parecer do
Orientador Cooperante”.

3. No caso de os mestrandos exercerem funções docentes na escola cooperante, a orientação


deverá ser assumida pelo coordenador do departamento curricular correspondente, do professor
que desempenhe funções equivalentes ou do Diretor Pedagógico da escola.


Competências do Orientador da ESML
Compete ao Orientador da ESML:
a) Apoiar o mestrando no planeamento, implementação e avaliação das atividades letivas no
âmbito da sua prática pedagógica;

39
Mestrado em Ensino de Música

b) Observar, para efeitos de avaliação, as aulas dadas pelo mestrando na escola cooperante a
cada um dos seus três alunos ou turmas, pessoalmente ou através de vídeo-gravação, pelo
menos uma vez por trimestre.

10º
Competências do Professor Cooperante
Compete ao Professor Cooperante:
a) Transmitir ao mestrando as informações necessárias à sua integração na organização escolar;
b) Prestar-lhe todo o tipo de apoio que se revelar conveniente para o sucesso escolar dos alunos
do mestrando;
c) Colaborar com o Orientador da ESML na avaliação do mestrando, prestando informações
sobre o seu desempenho pedagógico e organizacional, de acordo com o n.º 2 do artigo 24º
do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio.

11º
Período de Funções
1. Os mestrandos não contratados iniciam funções nas escolas cooperantes até à terceira semana
de funcionamento do mestrado e concluem-nas no final do ano letivo da escola cooperante, de
acordo com o calendário letivo da respetiva escola.

2. Os mestrandos que exercem funções docentes na escola cooperante iniciam funções de acordo
com o calendário letivo da respetiva escola.

12º
Encargos com Deslocações
A ESML não se responsabiliza pelos encargos com a deslocação dos professores-orientadores às
escolas cooperantes.

13º
Protocolos
Os protocolos a estabelecer com as escolas cooperantes vigoram por um ano letivo, renovável
automaticamente, e deles constam as seguintes indicações:
a) Domínios de habilitação profissional para a docência;
b) Identificação dos orientadores cooperantes disponíveis para cada domínio de habilitação
para a docência;
c) Número de lugares disponíveis para os estudantes de cada área de especialização;
d) Contrapartidas disponibilizadas à escola cooperante pela ESML.

40
Mestrado em Ensino de Música

14º
Avaliação da Prática Pedagógica
1. A avaliação do desempenho dos mestrandos na prática pedagógica supervisionada (estágio) é
realizada pelo docente da ESML responsável pela unidade curricular de Didática do Ensino
Especializado, ponderada com a informação prestada pela escola cooperante, nos termos do
artigo 24º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio.

2. Esta avaliação deve valorizar o empenho e responsabilidade, o rigor e adequação (científica e


didática), a reflexão, a sistematicidade e a progressão, a autonomia e a criatividade, o sentido
de responsabilidade deontológica, e a organização, gestão e realização do processo de ensino-
aprendizagem ao longo do estágio.

15º
Avaliação da unidade curricular de Didática do Ensino Especializado
1. A unidade curricular de Didática do Ensino Especializado (DEE) privilegia a avaliação
contínua, incluindo no mínimo a observação e avaliação, por parte do docente da ESML
responsável por esta unidade curricular, de três aulas lecionadas pelo mestrando em cada
trimestre – um total de nove aulas por ano.

2. A avaliação da prática pedagógica supervisionada (estágio) referida no n.º 14 deste documento


deverá ser tida em consideração na avaliação global da unidade curricular de DEE, juntamente
com outros elementos de avaliação, como sejam a assiduidade e a participação nas aulas de
DEE, trabalhos escritos e/ou orais, e outros elementos solicitados pelo docente desta unidade
curricular.

16º
Avaliação da unidade curricular de Estágio de Ensino Especializado
1. A avaliação da unidade curricular de Estágio do Ensino Especializado (EEE) é realizada nas
Provas Públicas de Defesa do Relatório de Estágio. Estas provas consistem numa apresentação
oral e consequentes respostas às questões colocadas pelos membros do júri, e na apreciação,
por esse júri, do documento escrito apresentado (Relatório de Estágio).

2. Para efeitos do cálculo da avaliação final da unidade curricular de EEE, considera-se a seguinte
fórmula:
0,70 * RE + 0,30 * DRE, em que:
RE = Classificação, numa escala de 0 a 20, do Relatório de Estágio (documento escrito); e
DRE = Classificação, numa escala de 0 a 20, da apresentação/defesa do Relatório Estágio.

41
Mestrado em Ensino de Música

17º
Relatório de Estágio
1. O Relatório de Estágio é composto por duas secções:
a) Secção I – Prática Pedagógica: relativa à prática pedagógica realizada no estágio, ao longo
de um ano letivo;
b) Secção II – Projeto de Investigação: resultante de uma investigação preferencialmente
relacionada com a prática pedagógica desenvolvida.

2. O Relatório de Estágio deve ser um texto original, inovador, atualizado do ponto de vista
bibliográfico e correto em termos de metodologia científica e domínio da língua. Deve
configurar-se como um trabalho de projeto individual de pesquisa-reflexão-ação, por forma a
estabelecer uma adequada relação entre teoria e prática.

18º
Orientação do Relatório de Estágio
1. De acordo com o Regulamento do Mestrado em Ensino de Música da Escola Superior de
Música de Lisboa, o Relatório de Estágio é elaborado sob a orientação de um doutor ou
especialista de mérito reconhecido como tal pelo Conselho Técnico-Científico, docente da
ESML.

2. Preferencialmente, o orientador do Relatório de Estágio será o docente que leciona a unidade


curricular de Didática do Ensino Especializado na respetiva área de especialização. Mediante
proposta fundamentada do mestrando, poderá a Comissão Científica do Mestrado em Ensino
de Música nomear outro orientador ou coorientador.

3. A orientação do relatório de estágio pode ser assegurada em regime de coorientação, quer por
orientadores nacionais, quer estrangeiros.

4. O relatório incluirá uma parte relativa à prática pedagógica e outra relativa ao projeto de
investigação realizado durante o período de estágio (um ano).

5. O mestrando deverá apresentar, até ao final da sexta semana de aulas do 3.º semestre, uma
proposta do projeto de investigação referido no ponto anterior deste artigo, onde constem i) o
tema; ii) o nome do orientador ou orientadores; iii) um resumo; iv) uma bibliografia básica e v)
a declaração de concordância do(s), orientador(es) segundo o formulário previsto para o efeito.

6. A Comissão Científica do Mestrado em Ensino de Música fará o registo do tema do projeto de


investigação do relatório de estágio até ao final da 8.ª semana do 3.º semestre. Findo o prazo
previsto no n.º 4 do artigo 12º do Regulamento deste Mestrado, o referido registo fica sem
efeito.

42
Mestrado em Ensino de Música

19º
Avaliação do Relatório de Estágio
1. A avaliação do Relatório de Estágio contempla as duas componentes referidas no artigo 17.º
deste documento (Prática Pedagógica e Projeto de Investigação) e ainda aspetos transversais,
como a qualidade da escrita, a clareza ou o rigor científico.
2. Para efeitos do cálculo da avaliação do Relatório de Estágio, deve ser considerada a seguinte
ponderação:
a) Secção I (Prática Pedagógica): 40%
b) Secção II (Projeto de Investigação): 40%
c) Apreciação Global: 20%

3. Avaliação da Secção I (Prática Pedagógica) – aspetos a considerar:


a) Qualidade do Resumo (se a informação contida permite entender de forma global o conteúdo
da primeira secção);
b) Caracterização da Escola e dos Alunos/Turmas (se o nível de detalhe apresentado é adequado
para caracterizar o contexto onde decorreu o estágio);
c) Descrição das Práticas Educativas Desenvolvidas (se descreve com rigor o nível de
intervenção que o mestrando teve ao longo do estágio);
d) Análise Crítica da Atividade Docente (se foram referenciados aspetos positivos e/ou
negativos, se as ideias debatidas refletem um grau adequado de profundidade e de
compreensão sobre conteúdos de natureza pedagógica e didática e sobre a realidade –
especificidades, desafios – da docência na área da música).

4. Avaliação da Secção II (Projeto de Investigação) – aspetos a considerar:


a) Pertinência do Tema ou da Questão de Investigação (se a questão é ou não inovadora, se
responde a uma real necessidade, se é ou não útil para os professores da mesma área) e rigor
da sua descrição;
b) Revisão de Literatura (se a bibliografia consultada e reportada é de qualidade – i.e. se inclui
obras de referência, documentos históricos, documentos científicos, ou outros, não se
resumindo à consulta de websites –, se a informação apresentada é articulada de forma
coerente, se é pertinente e adequada relativamente à investigação conduzida);
c) Metodologia da Investigação (se foram incluídos os aspetos teóricos que suportam a
metodologia, se houve uma descrição adequada dos métodos usados, se os métodos
escolhidos foram adequados ao processo de investigação, se houve inclusão de aspetos
éticos);
d) Apresentação e Análise de Resultados (se os dados recolhidos são suficientes, se a
informação apresentada é fácil de ler e de interpretar e se os resultados apresentados foram
produzidos de forma adequada e se são corretos); se os resultados obtidos se articulam com
a informação recolhida na bibliografia, se o texto revela um sentido crítico relativamente aos
resultados obtidos e à pertinência dos mesmos na resposta à pergunta de investigação).

43
Mestrado em Ensino de Música

5. Apreciação Global – aspetos a considerar:


a) A clareza e qualidade de escrita (se o documento permite uma leitura fluente e tem correta
ortografia, se está bem estruturado e se as diversas ideias/secções se encontram
coerentemente interligadas);
b) A capacidade para aplicar conhecimentos adquiridos (se integra conteúdos relacionados com
áreas do conhecimento do âmbito da Música, das Ciências da Educação e das Ciências
Sociais);
c) A demonstração de uma especialização de natureza profissional (se comprova a competência
adquirida na área da docência do Ensino Especializado de Música);
d) O rigor técnico/científico (se é corretamente utilizada terminologia apropriada, com
adequada escolha e utilização de conceitos, se reflete cuidadosa utilização de processos de
investigação, se garante níveis elevados de fiabilidade nos resultados apresentados);
e) A qualidade da análise crítica (se a postura crítica inclui a reflexão de aspetos positivos e
aspetos menos positivos ou aspetos a melhorar);
f) O aspeto geral do documento (se respeita as dimensões, estrutura e outras normas fixadas,
incluindo as referentes à formatação do documento e a referências bibliográficas).

20º
Avaliação da Defesa do Relatório de Estágio (oral)
1. Na Defesa do Relatório de Estágio, o mestrando dispõe de um tempo limite de 20 minutos para
apresentar oralmente, perante o júri, o documento escrito elaborado, podendo recorrer a um
suporte informático (ex. “PowerPoint”).

2. O júri para apreciação do Relatório de Estágio será presidido por um membro da Comissão
Científica, ou um docente da ESML por esta nomeado em sua representação, e incluirá o(s)
orientador(es) e um arguente. Seguir-se-á um período de respostas às perguntas levantadas pelo
arguente, podendo os restantes membros do júri, se assim o entenderem, inquirir o mestrando.

3. Na avaliação da Defesa do Relatório de Estágio serão considerados os seguintes aspetos:


a) Clareza e qualidade da exposição (capacidade de comunicação, fluência, estrutura do
“PowerPoint”, quando utilizado, articulação entre a exposição oral e os slides apresentados,
organização da informação transmitida, etc.);
b) Rigor técnico/científico (cuidado na escolha do vocabulário, correta utilização da
terminologia específica, utilização adequada de conceitos, demonstração do rigor na
utilização de processos de investigação, etc.);
c) Capacidade de síntese (apresentação sintética da informação necessária à compreensão do
documento, mesmo pelos membros do público assistente que não leram o documento);
d) Segurança e capacidade de argumentação (clareza das respostas dadas às perguntas do júri,
incluindo a justificação das escolhas feitas no estágio e ao elaborar o documento).

44
Mestrado em Ensino de Música

21º
Entrega do Relatório de Estágio - Prazos e Possibilidades de Adiamento
1. O Relatório de Estágio deve ser entregue até ao final do 4º semestre.

2. Em casos excecionais, devidamente fundamentados, e obtido o acordo do orientador, poderá o


prazo referido no número anterior ser prorrogado, por uma só vez, até 30 de setembro do mesmo
ano, sem encargos adicionais para o estudante. O pedido de adiamento deverá ser entregue, em
impresso próprio até ao final do 4º semestre.

3. O não cumprimento dos prazos de entrega acima referidos implica nova inscrição no portal
académico nos prazos fixados para o ano letivo seguinte.

22º
Entrega do Relatório de Estágio - Procedimentos
1. A aceitação do Relatório de Estágio está dependente da obtenção de aproveitamento nas
restantes unidades curriculares, pelo que os Serviços Académicos apenas poderão aceitar o
Relatório de Estágio após a verificação da situação académica do mestrando.

O mestrando deverá entregar nos Serviços Académicos:


a) 3 exemplares do trabalho em suporte de papel;
b) 1 exemplar do trabalho em suporte digital;
c) 1 exemplar do conjunto de Planificação Anual / Planos de Aula / Fichas de Observação
elaborados no contexto do estágio em formato digital;
d) 1 declaração do orientador, de acordo com o formulário previsto para o efeito, atestando que
o Relatório de Estágio se encontra em condições de ser apreciado em provas públicas.

2. No momento da entrega do Relatório de Estágio o mestrando deverá preencher uma declaração


referente à disponibilização do documento, para consulta digital, no Repositório Científico do
Instituto Politécnico de Lisboa.

23º
Júri para Apreciação das Provas Públicas de Defesa do Relatório de Estágio
1. O júri para apreciação do Relatório de Estágio é nomeado pela Comissão Científica do MEM,
nos 15 dias posteriores à respetiva entrega, a partir de proposta de arguente pelo orientador. O
despacho de nomeação do júri será comunicado ao mestrando e afixado em local público.

2. Os elementos do júri, após nomeação, deverão dirigir-se aos Serviços Académicos de forma a
levantar os respetivos trabalhos de Relatório de Estágio para apreciação preliminar.

3. No prazo de 15 dias subsequentes à publicação do despacho de nomeação do júri, este deverá


proferir decisão sobre se aceita o Relatório de Estágio ou, em alternativa, se recomenda ao
candidato a sua reformulação, devendo esta recomendação ser fundamentada.

45
Mestrado em Ensino de Música

4. Nos casos em que seja recomendada a reformulação, o candidato disporá de um prazo de 30


dias, improrrogável, durante o qual poderá proceder à reformulação proposta ou, em opção,
declarar por escrito que pretende manter a versão que apresentou. Considera-se ter havido
desistência do candidato se, esgotado o prazo referido, este não apresentar a reformulação
pedida, nem declarar que prescinde dessa faculdade.

24º
Marcação das Provas Públicas de Defesa do Relatório de Estágio
1. As provas públicas de Defesa do Relatório de Estágio deverão ter lugar no prazo de 30 dias a
contar:
a) Do despacho de aceitação do Relatório de Estágio;
b) Da data de entrega da documentação reformulada ou da declaração de que se prescinde da
reformulação.

2. Os elementos do júri deverão informar os Serviços Académicos relativamente à sua


disponibilidade para a marcação de data da prova.

3. O candidato deverá preencher o Formulário de Defesa/Apresentação de Mestrado online a partir


do momento em que as provas públicas se encontram marcadas pelos serviços académicos e até
uma semana antes da data da defesa.

25º
Defesa/Apresentação Pública do Relatório de Estágio
1. A defesa/apresentação pública só pode ter lugar com a presença mínima de três elementos do
júri, efetivos ou suplentes.

2. A discussão do relatório de estágio tem a duração máxima de noventa minutos.

3. Cabe ao presidente do júri fazer a gestão da duração das provas públicas de discussão, de acordo
com as seguintes regras:
a) Os primeiros quinze a vinte minutos deverão ser ocupados por uma apresentação de síntese
do trabalho do candidato;
b) O tempo restante deverá ser ocupado pela discussão do conteúdo científico/técnico do
trabalho.
c) Durante a discussão deve ser proporcionado ao candidato tempo idêntico ao utilizado pelos
membros do júri.

26º
Versão Final do Relatório de Estágio
1. Em caso de aprovação em provas públicas, o júri poderá determinar em ata a introdução de
pequenas alterações resultantes da discussão pública na versão final do Relatório de Estágio.

46
Mestrado em Ensino de Música

2. Para esse efeito, o candidato dispõe de um prazo máximo de trinta dias depois dessa data para
apresentar a versão final ao presidente do júri, a quem caberá a sua homologação.

3. Da versão final deverão ser entregues nos Serviços Académicos:


a) 2 exemplares do trabalho em suporte de papel;
b) 1 exemplar do trabalho em suporte digital.

27º
Dúvidas e omissões
As dúvidas e omissões serão analisadas e decididas pela Comissão Científica do Mestrado em
Ensino de Música.

47
Mestrado em Ensino de Música

9. Orientações para a Elaboração


do Relatório de Estágio

48
Mestrado em Ensino de Música

ORIENTAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO


DO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO

1. Introdução

O Relatório de Estágio é o documento escrito avaliado em provas públicas referentes à unidade


curricular (UC) de Estágio do Ensino Especializado (EEE) do Mestrado em Ensino de Música da
Escola Superior de Música de Lisboa e orientado e elaborado no âmbito da UC de Didática do Ensino
Especializado, com 30 horas de tempo de contacto anual.

A formação adquirida neste Mestrado distribui-se pelas áreas de Música, Ciências da Educação e
Ciências Sociais, consistindo a sua avaliação final na Defesa em Provas Públicas do Relatório de
Estágio, documento este que reflete as aprendizagens nas áreas da pedagogia/didática e da
investigação decorrentes do estágio lavado a cabo durante um ano letivo no Ensino Especializado de
Música.

O projeto de investigação será incluído no âmbito do EEE, devendo as questões de investigação estar
relacionadas com a prática letiva levada a cabo nas escolas onde se realiza o estágio ou com os alunos
a quem os mestrandos lecionam no âmbito do EEE.

2. Estrutura do Relatório de Estágio

O Relatório de Estágio inclui duas secções principais: uma relativa à prática pedagógica realizada ao
longo do ano letivo e outra relativa à investigação desenvolvida. Deverá incluir ainda uma reflexão
sobre o ensino/aprendizagem da música e sobre a ação do professor estagiário nas escolas do ensino
especializado, resultante da experiência levada a cabo ao longo do ano letivo, relativas à docência e
à investigação.

De notar que, na avaliação do Relatório de Estágio, as partes relativas à docência e à investigação


terão peso idêntico, por se considerarem ser igualmente importantes.

O Relatório de Estágio deve ser um texto original, inovador, atualizado do ponto de vista bibliográfico
e correto em termos de metodologia científica e domínio da língua. Deve configurar-se como um
trabalho de projeto individual de pesquisa-reflexão-ação, por forma a estabelecer uma adequada
relação entre teoria e prática.

Sendo um documento académico, deverá seguir orientações metodológicas exigíveis a este nível de
estudos. Deve incluir: capa (de acordo com o modelo em anexo); dedicatória (facultativa);
agradecimentos (facultativo); resumo(s)/abstract(s); palavras-chave/keywords; prefácio/introdução;
capítulo(s) referentes à Prática Pedagógica desenvolvida; capítulos(s) com o enquadramento/
identificação/caracterização do tema/problemática de investigação escolhida, com a proposta de uma
prática docente relacionada com a superação do problema, e/ou a implementação da questão ou tema
escolhido; conclusões; bibliografia; e anexos (facultativos e podendo ser em suporte digital – CD).

49
Mestrado em Ensino de Música

Sugere-se que os documentos relativos aos Planos de Aula, Planeamento Anual, Fichas de
Observação, Declarações de Autorização dos Encarregados de Educação, e Legislação sejam
incluídos como anexos em formato digital (CD ou Pen drive).

3. Proposta de Índice do Relatório de Estágio

Embora não sendo de carácter obrigatório, sugere-se, a título exemplificativo, que o Relatório de
Estágio aborde os pontos descritos na seguinte proposta de índice:

Índice Geral ........................................................................................................................................... i


Índice de Figuras .................................................................................................................................. ii
Índice de Gráficos ..................................................................................................................................
Índice de Quadros ..................................................................................................................................
Lista de Termos e Abreviaturas .............................................................................................................
Agradecimentos .....................................................................................................................................
Resumo I ................................................................................................................................................
Abstract I ................................................................................................................................................
Resumo II / Palavras-chave....................................................................................................................
Abstract II / Keywords ...........................................................................................................................
Prefácio ..................................................................................................................................................

PARTE I – Prática Pedagógica ............................................................................................................ 1

1. Âmbito e Objetivos .......................................................................................................................... 1


1.1. Competências a Desenvolver ................................................................................................. 1
1.2. Expectativas Iniciais em Relação ao Estágio ......................................................................... 2
1.3. Análise SWOT (do Estagiário) .............................................................................................. 3

2. Caracterização da Escola ...................................................................................................................


2.1. Historial e Contextualização ....................................................................................................
2.2. Enquadramento e Caracterização .............................................................................................
2.3. Organização e Gestão da Escola ..............................................................................................
2.4. Oferta Educativa ......................................................................................................................
2.5. Ligação à Comunidade ............................................................................................................
2.6. Protocolos e Parcerias ..............................................................................................................
2.7. Ambiente Educativo.................................................................................................................

50
Mestrado em Ensino de Música

2.8. Resultados ................................................................................................................................


2.9. Outros Elementos Relevantes para a Caracterização da Escola ..............................................
2.10. Plano de Atividades ...............................................................................................................
2.11. Reflexão .................................................................................................................................

3. Práticas Educativas Desenvolvidas / Estágio .....................................................................................


3.1. Caracterização da Classe..........................................................................................................
3.2. Caracterização dos Alunos Selecionados.................................................................................
3.3. Descrição das Aulas Lecionadas/Observadas ..........................................................................
3.4. Atividades Extracurriculares ....................................................................................................

4. Reflexão Final / Análise Crítica da Atividade Docente .....................................................................


4.1. Nível de Consecução dos Objetivos ........................................................................................
4.2. Facilidades/Dificuldades Sentidas ...........................................................................................
4.3. Formação Contínua e Desenvolvimento Profissional ..............................................................

PARTE II – Investigação

5. Título do Projeto de Investigação ......................................................................................................


5.1. Descrição do Projeto de Investigação ......................................................................................
5.2. Motivações e Objetivos............................................................................................................
5.3. Estado da Arte e Revisão da Literatura....................................................................................
5.4. Metodologia de Investigação (Fundamentação Teórica) .........................................................
5.5. Recolha de Dados Primários (Entrevistas, Questionários, Inquéritos, etc.) ............................
5.6. Análise e Discussão dos Resultados ........................................................................................
5.7. Limitações do Estudo ...............................................................................................................
5.8. Reflexão Final ..........................................................................................................................

6. Conclusão ...........................................................................................................................................

Bibliografia ............................................................................................................................................

Anexos

51
Mestrado em Ensino de Música

4. Notas sobre a Elaboração do Relatório de Estágio

Nos pontos seguintes descrevem-se sucintamente as características das partes constituintes do


Relatório de Estágio.

a) Resumos/Abstracts

Os resumos/abstracts das Secções I e II, permitirão ao leitor ter uma perspetiva global sobre essas
partes do relatório. Deverão conter entre 200 palavras e 250 palavras cada.

b) Prática Pedagógica

Na primeira secção, Prática Pedagógica, espera-se que o mestrando apresente toda a informação
relativa ao seu estágio: escola onde lecionou, alunos/turmas com quem trabalhou, relatórios relativos
às aulas lecionadas (e observadas).

A descrição do contexto educativo (escola e alunos) deve ser apresentada sucintamente, sempre que
possível com o recurso a tabelas. A descrição e análise das práticas educativas desenvolvidas, e a
reflexão resultante da experiência adquirida é da maior importância.

Na descrição das práticas educativas deverão ser apresentadas as linhas orientadoras da docência,
incluindo princípios pedagógicos subjacentes, métodos de ensino utilizados, e objetivos pedagógicas
implícitos. Deverão ser referidos, quando possível, aspetos do estágio extra-aulas, como a
participação em atividades da escola relacionadas com as turmas/alunos em questão (reuniões de
docentes, audições, etc.).

A análise crítica da atividade docente deverá articular informação que permita refletir sobre os aspetos
positivos da prática docente, os desafios que surgiram e como foram encarados, bem como as
dificuldades e os aspetos negativos ocorridos. Eventuais comentários do professor cooperante e do
professor orientador podem também figurar nesta parte do relatório.

c) Investigação

Na segunda secção, Projeto de Investigação, deverá ser apresentada de forma clara e objetiva a
questão de investigação a que se pretende responder, bem como a problemática que a envolve. A
revisão de literatura deverá ser abrangente, devendo todos os tópicos debatidos ser alvo de revisão
bibliográfica. Espera-se que o mestrando demonstre que se documentou amplamente sobre as
questões que informam a área e a temática que vai estudar/investigar. A análise das fontes
documentais permitirá resumir ideias principais ou indicar determinadas tendências ou perspetivas.

No ponto referente à metodologia da investigação deverão ser apresentados os princípios orientadores


da metodologia escolhida. Depois de explicitadas as vantagens e desvantagens da utilização de

52
Mestrado em Ensino de Música

diferentes métodos, devem ser detalhadamente descritos os métodos de recolha de dados e de análise
utilizados.

No ponto referente à apresentação de resultados e sua análise, deverão ser apresentados inicialmente
os resultados considerados “úteis” para responder à questão de investigação inicial, podendo depois
ser apresentados resultados que sejam considerados interessantes, mas que não tenham sido
originalmente equacionados na investigação.

A informação apresentada deve ser fácil de ler, preferencialmente recorrendo a tabelas e gráficos, não
incluindo quaisquer conclusões ou debate de questões. A análise de resultados consistirá numa
reflexão que, tendo como ponto de partida a questão de investigação, articulará os resultados obtidos
com a literatura estudada anteriormente. Espera-se que o mestrando apresente argumentos
convincentes e que reflita honestamente sobre o impacto, em termos práticos, da investigação
realizada.

d) Conclusão/Reflexão Final

Propõe-se que a Conclusão/Reflexão Final incida sobre o processo ensino/aprendizagem e sobre a


ação do professor nas escolas do ensino especializado, abrangendo as componentes da prática
pedagógica e da investigação desenvolvida.

e) Bibliografia

Seguir as normas definidas na UC de Metodologia da Investigação.

f) Anexos

Os anexos devem estar devidamente ordenados, catalogados e paginados, sendo que deverão ser
listados também no índice. Os anexos relativos à parte letiva (planificação anual, planos de aula,
fichas de observação, legislação, etc.) deverão estar separados dos anexos relativos à parte de
investigação (ex. transcrições, tabelas complexas, relatórios, etc.), sendo recomendada a sua inclusão
em suporte digital (CD ou Pen Drive).

53
Mestrado em Ensino de Música

5. Normas para a Elaboração do Relatório de Estágio

Sugere-se, a título indicativo, que a formatação do Relatório de Estágio siga as normas que constam
nas próximas páginas. Ressalva-se, no entanto, que o Professor Orientador da ESML tem autonomia
para sugerir outras normas, desde que seja garantida consistência e coerência ao longo de todo o
documento.

Formato de papel: Folhas A4 com 80 gramas


Impressão: A preto, frente e verso
Número de cópias: 3
Formato digital: 1 cópia do documento em (.pdf)
Mínimo de 20.000 palavras (não considerando Bibliografia e Anexos) /
Número de palavras:
Máximo de 30.000 palavras
Mínimo de 60 páginas (30 para a Prática Pedagógica, 30 para o Projeto de
Número de páginas:
Investigação)
Capa Seguir Modelo de Capa em anexo
Folha de rosto Seguir Modelo de Folha de rosto em anexo
Tipo/tamanho de letra (texto
Times New Roman/12 pontos ou Calibri/12 pontos ou Arial/11 pontos
normal)
Tipo/tamanho de letra (títulos e
Títulos e subtítulos a negrito, tamanho 12 (ou 11, Arial)
subtítulos)
Título(s) do(s) Índice(s) a negrito, tamanho 12 (ou 11, Arial)
Índice(s)
Texto do Índice tamanho 12 (ou 11, Arial)
Sequencial desde a página do Índice Geral (i, ii, iii, ...); a partir da primeira página
referente à Prática Pedagógica (1, 2, 3, ...). O número de página deverá ser centrado
Paginação
na margem inferior da página. Tamanho 10 (Times New Roman ou Calibri) ou 9
(Arial).
Lista de Termos e Abreviaturas Título (a negrito), texto (normal), tamanho 12 (ou 11, Arial)
Agradecimentos Título (a negrito), texto (normal), tamanho 12 (ou 11, Arial)
Título (a negrito), texto (normal), tamanho 12 (ou 11, Arial).
Resumos (I e II) (Português)
Entre 200-250 palavras/cada.
Título (a negrito), texto (normal), tamanho 12 (ou 11, Arial).
Palavras-chave
No fundo da mesma página que o Resumo II.
Título (a negrito), texto (normal), tamanho 12 (ou 11, Arial).
Abstracts (I e II) (Inglês) Entre 200-250 palavras/cada. A tradução em Inglês dos Resumos I e II deverá ser
o mais fiel possível ao texto original em Português.
Título (a negrito), texto (normal), tamanho 12 (ou 11, Arial).
Keywords
No fundo da mesma página que o Abstract II.
Alinhamento Todo o texto deve ser "justificado".
Margens 2,5 cm (topo); 2,5 cm (fundo); 3 cm (esquerda); 3 cm (direita).
Espaçamento 1,5
Parágrafos Adicionar 12 pontos de espaçamento a seguir a cada parágrafo.
Citações com mais de 40 palavras devem começar num parágrafo separado, sem
Citações aspas, com margens mais curtas (4 cm à esquerda e 4 cm à direita), espaçamento
1, e o tipo/tamanho de letra usado para o texto principal, justificado.
Utilizar sempre que necessário: para complementar o raciocínio e a descrição do
texto, para referir alguma bibliografia recomendada ou complementar, para tecer
Notas de Rodapé observações que não tenham cabimento no texto principal, para traduzir excertos
do texto em língua estrangeira (ou vice-versa). Tamanho 10 (Times New Roman
ou Calibri) ou 9 (Arial), justificado.
Cabeçalho e Rodapé Não incluir.

54
Mestrado em Ensino de Música

Utilizar itálico apenas para palavras em língua estrangeira e títulos de revistas e


Itálico
livros.
Maiúsculas Não utilizar palavras ou grupos de palavras com todas as letras maiúsculas.
Utilizar apenas nos títulos/subtítulos dos capítulos e nos títulos de figuras,
Negrito
imagens, tabelas, quadros, etc.
Sublinhado Não utilizar.
Não utilizar. A separação dos parágrafos é feita através do espaçamento de 12
Indentação (tab)
pontos referida atrás.
Incluir na Bibliografia as obras (livros, artigos, teses, sitografia/webgrafia, ...)
citadas no corpo do texto, bem como outras complementares utilizadas. Para a
Bibliografia/ Lista de
formatação das Citações no corpo do texto e da Bibliografia/Lista de Referências,
Referências e Citações
seguir os modelos de formatação standard. Recomenda-se em particular o uso do
modelo APA (American Psychological Association).
Deverão ser centradas no texto. Os títulos deverão ser a negrito, por cima da
tabela/gráfico/figura, mantendo o espaçamento e o tipo/tamanho de letra usado
para o texto principal, alinhamento centrado. A Fonte deverá ser colocada por
baixo da tabela/gráfico/figura, em texto normal, alinhamento centrado (tamanho
Tabelas, Gráficos e Imagens
mais pequeno, igual ao das Notas de Rodapé: tamanho 10 (Times New Roman ou
Calibri) ou 9 (Arial)). Poderão ser usadas cores, mas deverão ser utilizadas
diferentes gradações de cinzentos sempre que necessário para permitir uma fácil
leitura em impressão/cópia a preto e branco.

6. Modelo de Capa e Folha de Rosto

As duas páginas seguintes ilustram os Modelos de Capa e Folha de Rosto sugeridos para o Relatório
de Estágio.

55
Relatório de Estágio

Título do Projeto de Investigação Título do Projeto


de Investigação Título do Projeto de Investigação

Nome Completo do Mestrando


Mestrado em Ensino de Música

Mês de Ano

Orientador: Título e Nome do Professor Orientador


Relatório de Estágio

Título do Projeto de Investigação Título do Projeto


de Investigação Título do Projeto de Investigação

Nome Completo do Mestrando

Relatório Final do Estágio do Ensino Especializado, apresentado à Escola Superior de Música de


Lisboa, do Instituto Politécnico de Lisboa, para cumprimento dos requisitos à obtenção do grau de
Mestre em Ensino de Música, conforme Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio.

Mês de Ano

Orientador: Título e Nome do Professor Orientador


Mestrado em Ensino de Música

10. Procedimentos para a Entrega do


Relatório de Estágio

58
Mestrado em Ensino de Música

PROCEDIMENTOS PARA A
ENTREGA DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
E PROVAS PÚBLICAS

1. Entrega do Relatório de Estágio - Prazos e Possibilidades de Adiamento

a) O Relatório de Estágio deve ser entregue até ao final do 4º semestre (10 de julho de 2020).

b) Em casos excecionais, devidamente fundamentados, e obtido o acordo do orientador, poderá o


prazo referido no número anterior ser prorrogado, por uma só vez, até 30 de setembro de 2020,
sem encargos adicionais para o estudante. O pedido de adiamento deverá ser entregue, em
impresso próprio até ao dia 10 de julho de 2020.

c) Os estudantes que não cumpram os prazos de entrega acima referidos terão obrigatoriamente de
realizar a sua inscrição no portal académico nos prazos fixados para o ano letivo 2020/2021.

2. Entrega do Relatório de Estágio

a) A aceitação do Relatório de Estágio está dependente da obtenção de aproveitamento nas restantes


UC’s, pelo que os Serviços Académicos apenas poderão aceitar o Relatório de Estágio após a
verificação da situação académica do mestrando.

b) De cada trabalho deverão ser entregues pelo estudante, nos Serviços Académicos:
i. 3 exemplares do trabalho em suporte de papel;
ii. 1 exemplar do trabalho em suporte digital;
iii. 1 exemplar do conjunto de Planificação Anual / Planos de Aula / Fichas de Observação
elaborados no contexto do estágio em formato digital;
iv. 1 declaração do orientador, de acordo com o formulário previsto para o efeito, atestando que
o Relatório de Estágio se encontra em condições de ser apreciado em provas públicas.

c) No momento da entrega do Relatório de Estágio o mestrando deverá preencher uma declaração


referente à disponibilização do documento, para consulta digital, no Repositório Científico do
Instituto Politécnico de Lisboa.

59
Mestrado em Ensino de Música

3. Constituição do Júri para Apreciação das Provas Públicas de Defesa do Relatório de Estágio

a) O júri para apreciação do Relatório de Estágio é nomeado pela Comissão Científica do MEM, nos
15 dias posteriores à respetiva entrega, a partir de proposta de arguente pelo orientador. O despacho
de nomeação do júri será comunicado ao mestrando e afixado em local público.

b) Os elementos do júri, após nomeação, deverão dirigir-se aos Serviços Académicos de forma a
levantar os respetivos trabalhos de Relatório de Estágio para apreciação preliminar.

c) No prazo de 15 dias subsequentes à publicação do despacho de nomeação do júri, este deverá


proferir decisão sobre se aceita o Relatório de Estágio ou, em alternativa, se recomenda ao
candidato a sua reformulação, devendo esta recomendação ser fundamentada.

d) Nos casos em que seja recomendada a reformulação, o candidato disporá de um prazo de 30 dias,
improrrogável, durante o qual poderá proceder à reformulação proposta ou, em opção, declarar
por escrito que pretende manter a versão que apresentou. Considera-se ter havido desistência do
candidato se, esgotado o prazo referido, este não apresentar a reformulação pedida, nem declarar
que prescinde dessa faculdade.

4. Marcação das Provas Públicas de Defesa do Relatório de Estágio

a) As provas públicas de defesa do relatório de estágio deverão ter lugar no prazo de 30 dias a contar:
i. do despacho de aceitação do Relatório de Estágio;
ii. da data da entrega dessa documentação reformulada ou da declaração de que se
prescinde da reformulação.

b) Os elementos do júri deverão informar os Serviços Académicos relativamente à sua


disponibilidade para a marcação de data da prova.

c) O candidato deverá preencher o Formulário de Defesa/Apresentação de Mestrado online a partir


do momento em que as provas públicas se encontram marcadas pelos serviços académicos e até
uma semana antes da data da defesa.

5. Versão Final do Relatório de Estágio

a) Em caso de aprovação em provas públicas, o júri poderá determinar em ata a introdução de


pequenas alterações resultantes da discussão pública na versão final do Relatório de Estágio – o
candidato dispõe de um prazo máximo de 30 dias para apresentar a versão final para a apreciação
do presidente do júri, após a qual deverá entregar nos serviços académicos:
i. 2 exemplares do trabalho em suporte de papel;
ii. 1 exemplar do trabalho em suporte digital.

60
Mestrado em Ensino de Música

11. Modelo Proposta de


Projeto de Investigação

61
Mestrado em Ensino de Música

Proposta de Projeto de Investigação

Nome do Mestrando

Temática do Projeto
de Investigação

Orientador Coorientador

Anexo Resumo e Bibliografia básica

Data __ / __ / _____ O Mestrando _______________

Declaro aceitar a orientação/coorientação do Relatório de Estágio

Data __ / __ / _____ O Orientador _______________ O Coorientador ________________

Registo

Data __ / __ / _____ A Comissão Científica do Mestrado _____________________________

Notas:

1. A elaboração do Relatório de Estágio é orientada por um doutor ou especialista de mérito reconhecido


como tal pelo Conselho Técnico-Científico, docente da ESML. Preferencialmente, será o docente que
leciona a unidade curricular de Didática do Ensino Especializado na respetiva área de especialização.
Mediante proposta fundamentada do mestrando poderá a Comissão Científica nomear outro orientador
ou coorientador.

2. O Resumo deverá ter um máximo de 500 palavras (tipo de letra “Times New Roman”; tamanho 12;
espaçamento 1,5).

3. A Bibliografia básica deverá conter cinco entradas/títulos, seguindo as normas habituais (ex. APA).
Mestrado em Ensino de Música

12. Modelo Planificação Anual

63
Mestrado em Ensino de Música
Didática do Ensino Especializado/
Estágio do Ensino Especializado

PLANIFICAÇÃO ANUAL

Nome do Mestrando: Data:


Professor Cooperante: Local:
Professor Orientador (ESML): Grau/ano:
Nome do(s) aluno(s):

1. Objetivos:

2. Competências a desenvolver:
Competências Auditivas:

Competências Motoras:

Competências Expressivas:

Competências de Leitura:

Outras Competências:
Mestrado em Ensino de Música
Didática do Ensino Especializado/
Estágio do Ensino Especializado

3. Recursos a utilizar:

4. Reportório a abordar:

5. Observações:

Data ___ / ___ / ______ O Professor Cooperante _______________ O Mestrando __________________


Mestrado em Ensino de Música

13. Modelo Plano de Aula

66
Mestrado em Ensino de Música
Didática do Ensino Especializado/
Estágio do Ensino Especializado

PLANO DE AULA

Nome do Mestrando: Data:


Professor Cooperante: Local:
Professor Orientador (ESML): Número de alunos:
Grau/ano: Duração da aula:
Nome do(s) aluno(s):

Contextualização da aula:

Objetivos Conteúdos Atividades/Estratégias Análise/Observações Duração

Recursos utilizados:

Reportório/Bibliografia:

Reflexão final/Avaliação:

Data ___ / ___ / ______ O Professor Cooperante _______________ O Mestrando __________________


Mestrado em Ensino de Música

14. Modelo Ficha de Observação

68
Mestrado em Ensino de Música
Didática do Ensino Especializado/
Estágio do Ensino Especializado

FICHA DE OBSERVAÇÃO

Nome do Mestrando: Data:


Professor Cooperante: Local:
Professor Orientador (ESML): Número de alunos:
Grau/ano: Duração da aula:
Nome do(s) aluno(s):

Contextualização da aula:

Objetivos Conteúdos Atividades/Estratégias Análise/Observações Duração

Recursos utilizados:

Reportório/Bibliografia:

Reflexão final/Avaliação:

Data ___ / ___ / ______ O Professor Cooperante _______________ O Mestrando __________________


Mestrado em Ensino de Música

15. Modelo Pedido de Adiamento


de Entrega do Relatório de Estágio

70
Mestrado em Ensino de Música

Pedido de Adiamento de Entrega do Relatório de Estágio

Nome do Mestrando

Temática do Projeto
de Investigação

Observações

Data ___ / ___ / ______ O Mestrando _____________________________

O orientador O coorientador

____________________________ _____________________________
Mestrado em Ensino de Música

16. Modelo Parecer


do Orientador Cooperante

72
Mestrado em Ensino de Música
Didática do Ensino Especializado/
Estágio do Ensino Especializado

PARECER DO ORIENTADOR COOPERANTE

Nome do Mestrando: Data:


Professor Cooperante: Local:
Professor Orientador (ESML):

Apreciação global qualitativa:

Data ___ / ___ / ______ O Professor Cooperante __________________


Mestrado em Ensino de Música

17. Modelo Declaração de


Aceitação do Orientador

74
Mestrado em Ensino de Música

Ano Letivo _____ / _____

Declaração de Aceitação do Orientador

No cumprimento do disposto no n.º 5 do art.º 17.º do Regulamento do Mestrado em


Ensino de Música, declaro que o Relatório de Estágio de

___________________________________________________________________

se encontra em condições de ser apreciado em provas públicas.

Data ___ / ___ / _______ O(s) orientador(es)


Mestrado em Ensino de Música

18. Modelo Proposta de


Constituição de Júri

76
Mestrado em Ensino de Música

Proposta de Constituição de Júri

Nome do Mestrando

Título do Projeto de
Investigação

Proposta de 1. Membro da Comissão Científica do Mestrado (ou delegado):


constituição de júri

2. Arguente Principal:

3. Orientador:

Observações

Data ___ / ___ / ______

O orientador O coorientador

____________________________ ____________________________
Mestrado em Ensino de Música

19. Fichas de Unidade Curricular

78
Mestrado em Ensino de Música

Unidade Curricular de Especialização I

Tempo de Contacto/horas (semestral): 22,5


Área científica: MUS
Ano curricular: 1
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 7
Tipo (1): PL
Docente responsável: Prof. Doutor Tiago Neto

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

1. Desenvolver conhecimentos e competências pedagógicas e performativas no âmbito da


interpretação e/ou criação musical, a solo e em conjunto, nas diferentes áreas de especialização.

2. Promover a autonomia e a capacidade de iniciativa no que diz respeito ao ensino de música na


área de especialização, explorando aspetos técnicos e interpretativos.

3. Aperfeiçoar aptidões de interação em grupo.

4. Aprofundar capacidades pedagógicas, interpretativas e/ou de criação musical, tendo em conta


a criatividade, o estilo e a época do reportório.

5. Explorar a reflexão e o espírito crítico em relação ao ensino, performance e/ou criação musical,
e desenvolver competências de análise e de investigação sobre a transformação das linguagens
musicais, assim como os debates técnicos e estéticos inerentes à performance/criação musical.

6. Conhecer as metodologias e dominar os principais conceitos inerentes à didática, à prática


pedagógica e ao ensino de música na área de especialização.

Conteúdos Programáticos:

1. Aquisição de conhecimentos avançados nas vertentes técnica, interpretativa/criativa e


metodológica, relacionados com o ensino, o estudo e a prática performativa nas diferentes áreas
de especialização.

2. Exploração de repertório, a solo e em conjunto, e de materiais didáticos específicos na área de


especialização respetiva.

3. Conhecimento do panorama atual do ensino de música em escolas do Ensino Especializado de


Música no que concerne à prática do instrumento/criação musical, apontando novos desafios e
abordagens.

79
Mestrado em Ensino de Música

4. Aquisição e desenvolvimento de técnicas e noções interpretativas avançadas e de comunicação


em público.

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Assume-se uma vertente prática que permita uma correta articulação entre a conceptualização e
realização artística/performativa no âmbito do ensino, da performance e da criação musical. A
coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem é aferida e demonstrada
pelos conteúdos programáticos, os quais têm em consideração os objetivos e competências a
adquirir, visando dotar os alunos de um conjunto de ferramentas que incentivem o seu
desenvolvimento pedagógico, técnico, interpretativo e artístico, permitindo aos mestrandos
intervir numa diversidade de contextos artísticos.

Método de Ensino e de Avaliação:

Privilegiando uma abordagem de prática laboratorial, a metodologia de ensino assenta na


discussão dos conteúdos programáticos previstos na unidade curricular, sob orientação e
supervisão do docente. Esta abordagem é complementada com a exposição sistemática e
organizada da informação por parte do docente, com vista à aquisição de conhecimentos e
desenvolvimento de competências na área de especialização respetiva. O processo de avaliação
tem como base a observação da qualidade da participação nas atividades desenvolvidas durante a
lecionação da unidade curricular, incluindo apresentações e discussão de temas, outras provas,
testes ou exames.

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:

A metodologia de ensino é adequada aos objetivos da unidade curricular, permitindo a


apresentação e discussão de tópicos com um largo alcance de aplicabilidade, e a partilha de
perspetivas sobre o ensino, o estudo e a prática performativa/criativa, a solo e em conjunto. A
metodologia de avaliação é adequada, uma vez que materializa a aquisição dos conhecimentos e o
desenvolvimento das competências acima descritas e prepara os estudantes para os objetivos
traçados para a unidade curricular.

Bibliografia:

Baines, Anthony. (2012). Brass Instruments: their history and development. London: Dover
Publications. Beck, John. (1995). Encyclopedia of percussion instruments. New York: Garland
Publishing. Berliner, Paul. (1994). Thinking in Jazz: The Infinite Art of Improvisation. Chicago:
University of Chicago Press. Brown, Rachel. (2003). The early Flute: A practical Guide.
Cambridge: Cambridge University Press. Couperin, François. (1716). L’Art de toucher le clavecin.
Paris. Debay, Auguste. (1861). Hygiène et gymnastique des organes de la voix parlée et chantée.
Paris: E. Dentu. Green, Elizabeth A. and Gibson, Mark. (2004). The Modern Conductor (7th
Edition). New York: Prentice Hall. Henriques, Miguel. (2014). The (Well) Informed Piano.

80
Mestrado em Ensino de Música

Lanham: University Press of America. Hotteterre, J. (1968). Principles of the flute, recorder &
oboe. New York: Dover. Galamian, Ivan e Neumann, Frederick. (1966). Contemporary Violin
Technique. New York: Galaxy Music Corp.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial

81
Mestrado em Ensino de Música

Projeto de Música de Conjunto I

Tempo de Contacto/horas (semestral): 3


Área científica: MUS
Ano curricular: 1
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 2
Tipo (1): PL
Docente responsável: Prof. Doutor Tiago Neto

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

1. Desenvolver conhecimentos e competências pedagógicas e performativas no âmbito da prática


da música de conjunto.

2. Promover a autossuficiência e a capacidade de iniciativa no que diz respeito ao


desenvolvimento técnico e interpretativo de instrumentistas no âmbito da prática da música de
conjunto.

3. Aperfeiçoar aptidões de interação em grupo.

4. Aprofundar capacidades interpretativas, tendo em conta a criatividade, o estilo e a época do


repertório.

5. Desenvolver a reflexão e o espírito crítico em relação à performance em grupo.

6. Conhecer as metodologias inerentes à prática do instrumento em contexto da música de


conjunto.

7. Estimular competências com vista a aprendizagem autónoma ao longo da vida.

8. Conhecer as metodologias e dominar os principais conceitos inerentes à prática pedagógica no


âmbito da música de conjunto.

Conteúdos Programáticos:

Sendo uma unidade curricular que funciona em formato de projeto, de caráter autónomo, pretende-
se conceber, desenvolver, contextualizar e implementar um projeto de música de conjunto que
permita aos mestrandos participar ativamente em agrupamentos já existentes na Escola Superior
de Música de Lisboa (coros, orquestras, cameratas), criar conjuntos de música de câmara ou
combos de jazz, ou propor outro tipo de criação artística em grupo. Os repertórios e conteúdos a
abordar nesta unidade curricular são, por isso, suficientemente abrangentes para acolher todas estas
possíveis vertentes.

82
Mestrado em Ensino de Música

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Assume-se uma clara vertente prática que permita uma correta articulação entre a conceptualização
e realização artística/performativa no âmbito da música de conjunto, em contexto pedagógico. A
coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem é aferida e demonstrada
pela própria natureza autónoma dos diferentes projetos envolvidos, permitindo aos mestrandos
intervir numa diversidade de contextos artísticos de música de conjunto.

Método de Ensino e de Avaliação:

A metodologia de ensino assenta no processo de conceção, fundamentação, desenvolvimento,


contextualização e implementação de um projeto de música de conjunto, com a orientação e
supervisão do processo de aquisição de conhecimentos e competências previstos nos objetivos da
unidade curricular. O projeto a desenvolver no âmbito desta unidade curricular será alvo de uma
performance/apresentação pública que terá a duração mínima de 30 minutos. No caso de os alunos
integrarem os agrupamentos já existentes na Escola Superior de Música de Lisboa, será tida
igualmente em consideração a avaliação continua (participação em ensaios, etc.). A avaliação
envolve todas as fases do projeto, desde a conceção até à apresentação pública final.

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:

A metodologia de ensino é adequada aos objetivos da unidade curricular, permitindo a


apresentação e desenvolvimento de tópicos com um largo alcance de aplicabilidade, visando a
conceção e realização artística e performativa em grupo. A metodologia de avaliação é adequada,
visto que materializa a aquisição dos conhecimentos e das competências acima descritas e prepara
os estudantes para a conclusão do ciclo de estudos.

Bibliografia:

Dart, Thurston. (1963). The Interpretation of Music. New York: Harper. Donington, Robert.
(1974). The interpretation of early music. London: Faber Kaplan, Burton. (2004). Practicing for
Artistic Success: The Musician’s Guide to Self-Empowerment. NY: Perception Development
Techniques. Kohut, Daniel L. (1992). Musical Performance: Learning Theory and Pedagogy,
Illinois University Press Scholl. Krausz, Michael. (1993). The interpretation of music:
philosophical essays. Oxford: Clarendon Press. Lawson, Colin and Stowell, Robin. (1999) The
Historical Performance of Music: An Introduction. Cambridge: CUP. Jackson, Roland John.
(1998). Performance practice, medieval to contemporary: a bibliographic guide. NY: Garland.
Rink, John (ed,). (2002). Musical Performance: A Guide to Understanding. Cambridge: CUP.
Rink, John. (1995). The Practice of Performance, Cambridge University Press. Sloboda, J. A.
(1982). Music Performance, in D. Deutsch (ed.) The psychology of music. NY:Academy Press.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial)

83
Mestrado em Ensino de Música

Psicopedagogia

Tempo de Contacto/horas (semestral): 30


Área científica: CE
Ano curricular: 1
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 9
Tipo (1): T
Docente responsável: Prof. Doutor Francisco Cardoso

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

1. Dar a conhecer os princípios pedagógicos envolvidos no processo de ensino/aprendizagem.

2. Descobrir as vantagens práticas da Psicologia da Música para a Prática Pedagógica no Ensino


Especializado de Música.

3. Aumentar a capacidade de discussão sobre temas relacionados com a Pedagogia Musical.


Conteúdos Programáticos:

1. Motivação
2. Metacognição
3. Feedback
4. Estilos de aprendizagem
5. Desenvolvimento musical
6. Perceção musical
7. Geografia da memória
8. Música e emoção

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Os conteúdos programáticos apresentados cumprem o objetivo de dar a conhecer os princípios


pedagógicos envolvidos no processo de ensino/aprendizagem, e de ajudar os estudantes a
conseguirem identificar na Psicologia da Música dados que contribuirão para uma maior eficácia
como professores de música.

Método de Ensino e de Avaliação:

Debate. Avaliação Contínua. Trabalho escrito.

84
Mestrado em Ensino de Música

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de


Aprendizagem da UC:

A metodologia de ensino indicada é a que melhor se adequa às aquisições teóricas e práticas que
os estudantes têm de fazer.

Bibliografia:

Abeles, H. F., Hoffer, C. R., & Klotman, R. H. (1994). Foundations of music education (2nd ed).
New York: Toronto: Schirmer Books; Maxwell Macmillan Canada. Arends, Richard (2008).
Aprender a Ensinar, Lisboa: Mc Graw-Hill Burwell, K. (2012). Studio-based instrumental
learning. Farnham, Surrey, England; Burlington, VT: Ashgate. Cardoso, F. (2017). “Towards a
New Model for Effective Musical Teaching”. In Lopes, E. (Ed.), Research Themes for the
Learning of Musical Instruments (pp. 78–103). Goiânia: Editora Kelps. Colwell, R., Richardson,
C. P., & Music Educators National Conference (U.S.) (Eds.). (2002). The new handbook of
research on music teaching and learning: a project of the Music Educators National Conference.
Oxford; New York: Oxford University Press. Csikszentmihalyi, M. (1996). Creativity: flow and
the psychology of discovery and invention (1st ed). New York: Harper Collins Publishers.
Dowling, W. J., & Harwood, D. L. (1986). Music Cognition. San Diego: Academic Press.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial)

85
Mestrado em Ensino de Música

Metodologia da Investigação

Tempo de Contacto/horas (semestral): 30


Área científica: CS
Ano curricular: 1
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 9
Tipo (1): T
Docente responsável: Prof. Doutor Ricardo Pinheiro

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

1. Desenvolver conhecimentos e competências no âmbito das metodologias e técnicas de


investigação aplicadas à pesquisa na área das ciências musicais e no ensino da música.
Desenvolver o rigor científico nos processos de pesquisa, domínio da bibliografia e
musicografia.

2. Desenvolver a reflexão e o espírito crítico. 3. Estimular competências com vista a aprendizagem


autónoma ao longo da vida. 4. Conceptualizar, conduzir e concluir projetos de cariz científico
no domínio das ciências musicais. 5. Estimular as capacidades de expressão escrita e oral no
domínio em estudo.

Conteúdos Programáticos:

1. Normas para a elaboração de recensões críticas e trabalhos académicos


2. O âmbito das Ciências Musicais
3. O que é ciência e investigação?
4. Problemática e perguntas de investigação
5. O processo de investigação
6. A Pesquisa bibliográfica e documental
a. Identificação de bibliografia adequada
b. Leitura e análise de bibliografia
c. Referências bibliográficas
i. Normas da APA
ii. ISSN, ISBN e DOI
iii. Fichas de leitura
7. Perspetivas teóricas a. Ontologia b. Epistemologia
8. Objetivos e paradigmas de investigação
9. Natureza da investigação
10. Estudos quantitativos, qualitativos e mistos
11. Observação, entrevistas, questionários e diários
12. Investigação-Ação
13. Fenomenologia
14. Estudos etnográficos

86
Mestrado em Ensino de Música

15. Investigação científica e ética


16. Análise Quantitativa e Análise Qualitativa
17. Estudos de Caso
18. Realização de um projeto de investigação

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Os conteúdos programáticos abrangem um conjunto alargado de campos de trabalho no âmbito da


Investigação em Ciências Sociais, especialmente no campo das Ciências Musicais e Ensino. O
conhecimento sobre Metodologia de Investigação que se espera que o aluno adquira irá contribuir
para a elaboração de projetos de investigação no âmbito da Musicologia e do Ensino que, por sua,
vez contribuirão também para o aprofundar da sua perspetiva pessoal enquanto músicos.

Método de Ensino e de Avaliação:


Avaliação Contínua. O ensino articula o método expositivo, e a reflexão e debate em grande grupo,
com a realização prática de exercícios e trabalhos conducentes ao aprofundamento e consolidação
das competências e conhecimentos desenvolvidos. Realização de um pequeno projeto de
investigação.

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:

A metodologia de ensino é adequada aos objetivos da unidade curricular, já que permite a


apresentação de tópicos com um largo alcance de aplicabilidade, e possibilita a partilha de
perspetivas sobre tópicos de investigação no âmbito da Musicologia e do Ensino. A metodologia
de avaliação é adequada, visto que materializa a aquisição dos conhecimentos e das competências
acima descritas e prepara os estudantes para a o processo de investigação que irá levar à conclusão
do ciclo de estudos.

Bibliografia:

Bell, J. (2010). Como Realizar Um Projecto de Investigação. Lisboa: Gradiva. Eco, H. (2015).
Como Se Faz Uma Tese Em Ciências Humanas. Lisboa: Editorial Presença. Phelps, R., Ferrara,
L., Goolsby, T. (1993). A Guide to Research in Music Education. Metuchen, N.J., and London:
The Scarecrow Press. Preece, R. (1994). Starting Research: An Introduction To Academic
Research And Dissertation Writing. London: Pinter Publishers. Sadie, Stanley. (1980). The New
Grove Dictionary of Music and Musicians. London: Macmillan Publishers.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial)

87
Mestrado em Ensino de Música

Unidade Curricular de Especialização II

Tempo de Contacto/horas (semestral): 22,5


Área científica: MUS
Ano curricular: 2
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 7
Tipo (1): PL
Docente responsável: Prof. Doutor Tiago Neto

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

No seguimento dos objetivos definidos para a Unidade Curricular de Especialização I, pretende-


se continuar a:

1. Desenvolver conhecimentos e competências pedagógicas e performativas no âmbito da


interpretação e/ou criação musical, a solo e em conjunto, nas diferentes áreas de especialização.

2. Promover a autonomia e a capacidade de iniciativa no que diz respeito ao ensino de música na


área de especialização, explorando aspetos técnicos e interpretativos.

3. Aperfeiçoar aptidões de interação em grupo.

7. Aprofundar capacidades pedagógicas, interpretativas e/ou de criação musical, tendo em conta


a criatividade, o estilo e a época do reportório.

8. Explorar a reflexão e o espírito crítico em relação ao ensino, performance e/ou criação musical,
e desenvolver competências de análise e de investigação sobre a transformação das linguagens
musicais, assim como os debates técnicos e estéticos inerentes à performance/criação musical.

9. Conhecer as metodologias e dominar os principais conceitos inerentes à didática, à prática


pedagógica e ao ensino de música na área de especialização.

Conteúdos Programáticos:

1. Aquisição de conhecimentos avançados nas vertentes técnica, interpretativa/criativa e


metodológica, relacionados com o ensino, o estudo e a prática performativa nas diferentes áreas
de especialização.

2. Exploração de repertório, a solo e em conjunto, e de materiais didáticos específicos na área de


especialização respetiva.

88
Mestrado em Ensino de Música

3. Conhecimento do panorama atual do ensino de música em escolas do Ensino Especializado de


Música no que concerne à prática do instrumento/criação musical, apontando novos desafios e
abordagens.

4. Aquisição e desenvolvimento de técnicas e noções interpretativas avançadas e de comunicação


em público.

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Assume-se uma vertente prática que permita uma correta articulação entre a conceptualização e
realização artística/performativa no âmbito do ensino, da performance e da criação musical. A
coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem é aferida e demonstrada
pelos conteúdos programáticos, os quais têm em consideração os objetivos e competências a
adquirir, visando dotar os alunos de um conjunto de ferramentas que incentivem o seu
desenvolvimento pedagógico, técnico, interpretativo e artístico, permitindo aos mestrandos
intervir numa diversidade de contextos artísticos.

Método de Ensino e de Avaliação:

Privilegiando uma abordagem de prática laboratorial, a metodologia de ensino assenta na


discussão dos conteúdos programáticos previstos na unidade curricular, sob orientação e
supervisão do docente. Esta abordagem é complementada com a exposição sistemática e
organizada da informação por parte do docente, com vista à aquisição de conhecimentos e
desenvolvimento de competências na área de especialização respetiva. O processo de avaliação
tem como base a observação da qualidade da participação nas atividades desenvolvidas durante a
lecionação da unidade curricular, incluindo apresentações e discussão de temas, outras provas,
testes ou exames.

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:

A metodologia de ensino é adequada aos objetivos da unidade curricular, permitindo a


apresentação e discussão de tópicos com um largo alcance de aplicabilidade, e a partilha de
perspetivas sobre o ensino, o estudo e a prática performativa/criativa, a solo e em conjunto. A
metodologia de avaliação é adequada, uma vez que materializa a aquisição dos conhecimentos e o
desenvolvimento das competências acima descritas e prepara os estudantes para os objetivos
traçados para a unidade curricular.

Bibliografia:

Baines, Anthony. (2012). Brass Instruments: their history and development. London: Dover
Publications. Beck, John. (1995). Encyclopedia of percussion instruments. New York: Garland
Publishing. Berliner, Paul. (1994). Thinking in Jazz: The Infinite Art of Improvisation. Chicago:
University of Chicago Press. Brown, Rachel. (2003). The early Flute: A practical Guide.

89
Mestrado em Ensino de Música

Cambridge: Cambridge University Press. Couperin, François. (1716). L'Art de toucher le clavecin.
Paris. Debay, Auguste. (1861). Hygiène et gymnastique des organes de la voix parlée et chantée.
Paris: E. Dentu. Green, Elizabeth A. and Gibson, Mark. (2004). The Modern Conductor (7th
Edition). New York: Prentice Hall. Henriques, Miguel. (2014). The (Well) Informed Piano.
Lanham: University Press of America. Hotteterre, J. (1968). Principles of the flute, recorder &
oboe. New York: Dover. Galamian, Ivan e Neumann, Frederick. (1966). Contemporary Violin
Technique. New York: Galaxy Music Corp.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial

90
Mestrado em Ensino de Música

Projeto de Música de Conjunto II

Tempo de Contacto/horas (semestral): 3


Área científica: MUS
Ano curricular: 1
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 2
Tipo (1): PL
Docente responsável: Prof. Doutor Tiago Neto

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

No seguimento dos objetivos definidos para a Unidade Curricular de Projeto de Música de


Conjunto I, pretende-se continuar a:
1. Desenvolver conhecimentos e competências pedagógicas e performativas no âmbito da prática
da música de conjunto.
2. Promover a autossuficiência e a capacidade de iniciativa no que diz respeito ao
desenvolvimento técnico e interpretativo de instrumentistas no âmbito da prática da música de
conjunto.
3. Aperfeiçoar aptidões de interação em grupo.
4. Aprofundar capacidades interpretativas, tendo em conta a criatividade, o estilo e a época do
repertório.
5. Desenvolver a reflexão e o espírito crítico em relação à performance em grupo.
6. Conhecer as metodologias inerentes à prática do instrumento em contexto da música de
conjunto.
7. Estimular competências com vista a aprendizagem autónoma ao longo da vida.
8. Conhecer as metodologias e dominar os principais conceitos inerentes à prática pedagógica no
âmbito da música de conjunto.

Conteúdos Programáticos:

Sendo uma unidade curricular que funciona em formato de projeto, de caráter autónomo, pretende-
se conceber, desenvolver, contextualizar e implementar um projeto de música de conjunto que
permita aos mestrandos participar ativamente em agrupamentos já existentes na Escola Superior
de Música de Lisboa (coros, orquestras, cameratas), criar conjuntos de música de câmara ou
combos de jazz, ou propor outro tipo de criação artística em grupo. Os repertórios e conteúdos a
abordar nesta unidade curricular são, por isso, suficientemente abrangentes para acolher todas estas
possíveis vertentes.

91
Mestrado em Ensino de Música

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Assume-se uma clara vertente prática que permita uma correta articulação entre a conceptualização
e realização artística/performativa no âmbito da música de conjunto, em contexto pedagógico. A
coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem é aferida e demonstrada
pela própria natureza autónoma dos diferentes projetos envolvidos, permitindo aos mestrandos
intervir numa diversidade de contextos artísticos de música de conjunto.

Método de Ensino e de Avaliação:

A metodologia de ensino assenta no processo de conceção, fundamentação, desenvolvimento,


contextualização e implementação de um projeto de música de conjunto, com a orientação e
supervisão do processo de aquisição de conhecimentos e competências previstos nos objetivos da
unidade curricular. O projeto a desenvolver no âmbito desta unidade curricular será alvo de uma
performance/apresentação pública que terá a duração mínima de 30 minutos. No caso de os alunos
integrarem os agrupamentos já existentes na Escola Superior de Música de Lisboa, será tida
igualmente em consideração a avaliação continua (participação em ensaios, etc.). A avaliação
envolve todas as fases do projeto, desde a conceção até à apresentação pública final.

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:

A metodologia de ensino é adequada aos objetivos da unidade curricular, permitindo a


apresentação e desenvolvimento de tópicos com um largo alcance de aplicabilidade, visando a
conceção e realização artística e performativa em grupo. A metodologia de avaliação é adequada,
visto que materializa a aquisição dos conhecimentos e das competências acima descritas e prepara
os estudantes para a conclusão do ciclo de estudos.

Bibliografia:

Dart, Thurston. (1963). The Interpretation of Music. New York: Harper. Donington, Robert.
(1974). The interpretation of early music. London: Faber Kaplan, Burton. (2004). Practicing for
Artistic Success: The Musician’s Guide to Self-Empowerment. NY: Perception Development
Techniques. Kohut, Daniel L. (1992). Musical Performance: Learning Theory and Pedagogy,
Illinois University Press Scholl. Krausz, Michael. (1993). The interpretation of music:
philosophical essays. Oxford: Clarendon Press. Lawson, Colin and Stowell, Robin. (1999) The
Historical Performance of Music: An Introduction. Cambridge: CUP. Jackson, Roland John.
(1998). Performance practice, medieval to contemporary: a bibliographic guide. NY: Garland.
Rink, John (ed,). (2002). Musical Performance: A Guide to Understanding. Cambridge: CUP.
Rink, John. (1995). The Practice of Performance, Cambridge University Press. Sloboda, J. A.
(1982). Music Performance, in D. Deutsch (ed.) The psychology of music. NY:Academy Press.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial)

92
Mestrado em Ensino de Música

Didática da Música

Tempo de Contacto/horas (semestral): 30


Área científica: MUS
Ano curricular: 1
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 9
Tipo (1): T
Docente responsável: Prof. Doutor Pedro Couto Soares

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

Conhecer e compreender os princípios gerais da Didática e da Metodologia e na sua relação com


o Ensino Especializado de Música;

Conhecer um conjunto de modelos, metodologias, estratégias pedagógicas e técnicas básicas de


ensino, relacionando-as com os processos de aprendizagem que estão envolvidos na aquisição das
competências ligadas à música e à performance musical.

Conhecer diferentes modelos de ensino e refletir sobre a sua aplicabilidade nas diferentes escolas
do Ensino Especializado de Música;

Conhecer os aspetos práticos transversais às diversas áreas, relacionados com o Ensino


Especializado de Música;

Conhecer os processos de aprendizagem que estão envolvidos na aquisição das competências


ligadas à música e à performance musical.


Conteúdos Programáticos:

O campo da Didática
O campo da Metodologia
Modelos de ensino
Teorias da aprendizagem
Aprendizagem musical em aula Individual, em pequenos grupos e em turma
Sistemas de Avaliação
Planificação, Programação e Desenvolvimento Curricular
Gestão de Grupos
Trabalho em Casa
Competências Auditivas
Competências de Leitura
Competências Motoras
Competências Expressivas
Competências Performativas

93
Mestrado em Ensino de Música

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Os conteúdos programáticos apresentados, quer pela sua especificidade, quer pela sua abrangência,
visam orientar os alunos tanto a nível teórico como prático para o ensino de música. Permitem
estabelecer uma base comum de princípios e orientações que definirão o trabalho específico que
será depois desenvolvido ao nível da Didática Específica, nomeadamente, o desenvolvimento das
competências necessárias para realizarem uma prática de ensino eficaz nos vários níveis de
aprendizagem.

Método de Ensino e de Avaliação:

Metodologia de ensino expositiva e debate; Simulação prática de aulas; Avaliação Contínua.

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:

A metodologia de ensino expositiva é a que melhor se adequa ao desenvolvimento de


competências de debate e reflexão. A metodologia prática é fundamental para colocar os futuros
professores perante problemas reais de aprendizagem. A procura de soluções didáticas para cada
um dos problemas é fundamental no processo de análise, avaliação e tomada de decisão que é
central à atividade docente.

Bibliografia:
Arends, Richard (2008). Aprender a Ensinar, Lisboa: Mc Graw-Hill Cardoso, F. (2017). “Towards
a New Model for Effective Musical Teaching”. In Lopes, E. (Ed.), Research Themes for the
Learning of Musical Instruments (pp. 78–103). Goiânia: Editora Kelps. Colwell, R., Richardson,
C. P., & Music Educators National Conference (U.S.) (Eds.). (2002). The new handbook of
research on music teaching and learning: a project of the Music Educators National Conference.
Oxford; New York: Oxford University Press. Dowling, W. J., & Harwood, D. L. (1986). Music
Cognition. San Diego: Academic Press. Duke, R. A. (2009). Intelligent Music Teaching. Austin:
Learning and Behavior Resources. Green, B., & Gallwey, W. T. (1986). The inner game of music
(1st ed). Garden City, N.Y: Anchor Press/Doubleday. Hallam, S. (2006). Music Psychology in
Education. London: Institute of Education - University of London. Harris, P & Crozier (2000) The
music teacher's companion: a practical guide. Londres: ABRSM.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial)

94
Mestrado em Ensino de Música

Didática Específica

Tempo de Contacto/horas (semestral): 15


Área científica: MUS
Ano curricular: 1
Semestral/anual: Semestral
ECTS: 9
Tipo (1): T
Docente responsável: Prof. Doutor Manuel Jerónimo

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

Objetivos:
• Partindo dos princípios e orientações estabelecidos previamente na UC de Didática da Música,
os objetivos de aprendizagem na UC de Didática Específica passam por:

• Conhecer os aspetos práticos relacionados com a área da especialidade de ensino (instrumentos


de sopro, instrumentos de corda, instrumentos de tecla, composição, jazz, formação musical,
canto e direção);

• Conhecer os processos de aprendizagem que estão envolvidos na aquisição das competências


ligadas à área da especialidade de ensino.

Competências:
• Desenvolver competências de ensino na área específica (instrumentos de sopro, instrumentos
de corda, instrumentos de tecla, composição, jazz, formação musical, canto e direção);

• Desenvolver competências de programação e planificação curricular na área específica


(instrumentos de sopro, instrumentos de corda, instrumentos de tecla, composição, jazz,
formação musical, canto e direção).

Conteúdos Programáticos:

• Técnicas e estratégias de ensino da especialidade;

• Principais correntes e escolas na área de especialidade; Competências específicas da área de


ensino;

• Características do trabalho técnico, artístico e pedagógico aliado às práticas de ensino por


demonstração e instrução;

95
Mestrado em Ensino de Música

• Noções anatómico-fisiológicas e de controlo e aprendizagem motoras fundamentais para a


prática musical; Conceitos da autorregulação da aprendizagem à prática instrumental;
metodologias de estudo instrumental; Planificação, programação curricular e avaliação na área
específica;

• Programas de ensino do ensino vocacional da música na área específica; Bibliografia específica


da pedagogia da área de especialização; Repertório da área da especialidade.

Método de Ensino e de Avaliação:

A metodologia de ensino assenta na exposição sistemática da informação, na demonstração da sua


aplicação prática, na análise crítica e reflexiva dos trabalhos apresentados e na promoção das
aptidões específicas dos estudantes, estabelecendo estratégias que visem progressos de curto,
médio e longo prazo. A avaliação contínua, será feita com base na observação da qualidade da
participação nas atividades desenvolvidas durante a lecionação da UC e das apresentações e
trabalhos efetuados.

(1) P:Prática, T:Teórica, TP:Teórico-Prática, E:Estágio, OT:Orientação tutorial, S:Seminário,


PL:Prática laboratorial)

96
Mestrado em Ensino de Música

Estágio do Ensino Especializado

Tempo de Contacto/horas (semestral): 60


Área científica: MUS
Ano curricular: 2
Semestral/anual: Anual
ECTS: 48
Tipo (1): E
Docente responsável: Prof. Doutor Tiago Neto

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

O Estágio do Ensino Especializado constitui uma componente de formação essencial e integradora


da formação educacional geral, das didáticas específicas, da formação cultural, social e ética, e da
formação na área da docência, visando o desenvolvimento pessoal e profissional dos mestrandos
através da iniciação à prática profissional no domínio da habilitação para a docência.

As atividades inerentes ao Estágio do Ensino Especializado têm como objetivos:

• Adquirir e desenvolver competências básicas nos seguintes pontos:

a) Conhecimento da instituição escolar e da comunidade envolvente;

b) Aplicação interdisciplinar e integrada dos conhecimentos adquiridos relativos às diferentes


componentes de formação;

c) Domínio dos métodos, técnicas e saberes relacionados com o processo de ensino-


aprendizagem, o trabalho em equipa, a organização da escola e a investigação educacional.

• Aprofundar e operacionalizar competências nos domínios científico e pedagógico-didático;

• Habilitar para o exercício da atividade profissional na docência, favorecendo a inserção na vida


ativa.

Conteúdos programáticos:

O Estágio do Ensino Especializado promove a prática profissional em contexto institucional


educativo, devidamente apoiada pelo orientador cooperante (da instituição de acolhimento) e pelo
orientador institucional.

As atividades a desenvolver no âmbito do Estágio do Ensino Especializado:

97
Mestrado em Ensino de Música

• Incluem a observação e colaboração em situações de educação e ensino nas escolas do Ensino


Artístico Especializado de Música;

• Proporcionam aos formandos experiências de planificação, ensino e avaliação, dentro e fora da


sala de aula;

• Promovem a aprendizagem numa perspetiva de formação que articule a aquisição de


conhecimento e a forma de o transmitir;

• Proporcionam aos formandos o desenvolvimento de uma atitude crítica e reflexiva


relativamente aos desafios, processos e desempenhos do quotidiano profissional no contexto da
docência;

• Contemplam a promoção de aprendizagens no quadro do conhecimento científico e da


pedagogia e didática da música;

• Promovem a integração dos estagiários na escola e na comunidade educativa, favorecendo


simultaneamente a sua inclusão e autonomia em contexto de ensino;

• Estimulam a aplicabilidade prática de conhecimentos prévios adquiridos nas restantes unidades


curriculares deste Mestrado, em particular: programação e planificação letiva, seleção e
adequação dos recursos e materiais didáticos, diversidade e eficácia das estratégias de ensino,
métodos de avaliação, entre outros.

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

O Estágio do Ensino Especializado assume uma clara vertente prática no âmbito do ensino, que
permita o desenvolvimento profissional dos formandos e o seu desempenho na área da docência.
A coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem é aferida e
demonstrada pelos conteúdos programáticos, os quais têm em consideração os objetivos a atingir,
visando dotar os alunos de um conjunto de ferramentas que incentivem a aquisição e o
desenvolvimento das suas competências no âmbito do Ensino Artístico Especializado de Música,
permitindo aos mestrandos intervir numa diversidade de contextos pedagógicos e artísticos.

Método de Ensino e de Avaliação:

O Estágio do Ensino Especializado preconiza a observação, análise e debate de aulas, lecionadas


e/ou observadas pelo estagiário (em estreita articulação com os orientadores, cooperante e
institucional), bem como a organização do processo de ensino-aprendizagem, tendo em
consideração os respetivos níveis de ensino e planos curriculares.

A avaliação da unidade curricular de Estágio do Ensino Especializado é realizada nas Provas


Públicas de Defesa do Relatório de Estágio. Estas provas consistem numa apresentação oral e
posterior discussão e resposta às questões colocadas pelos membros do júri, e na apreciação, por
esse júri, do documento escrito apresentado (Relatório de Estágio).

98
Mestrado em Ensino de Música

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:


A definição dos conteúdos está diretamente relacionada com a prática docente e a relação com a
instituição escolar onde é realizado o estágio. A metodologia de ensino é adequada aos objetivos
da unidade curricular, permitindo a apresentação de tópicos com aplicabilidade prática e a partilha
de perspetivas sobre os aspetos pedagógicos inerentes ao Ensino Especializado da Música. A
metodologia de avaliação visa materializar a aquisição dos conhecimentos e das competências
acima descritas e prepara os estudantes para os objetivos traçados para a unidade curricular.

Bibliografia:

Antão, Jorge Augusto da Silva (2001), Comunicação na Sala de Aula, Lisboa: Edições Asa; Bell,
J. (2010), Como Realizar Um Projecto de Investigação, Lisboa: Gradiva; Booth, Erik (2009), The
Music Teaching Artist's Bible: Becoming a Virtuoso Educator, Oxford University Press; Eco, H.
(2015), Como Se Faz Uma Tese Em Ciências Humanas, Lisboa: Editorial Presença. Garcia, C. M.
(1999), Formação de Professores: Para uma Mudança Educativa, Porto Editora; Gordon, Edwin
E. (2000), Teoria de Aprendizagem Musical - Competências, conteúdos e padrões, Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian - Serviço de Educação; Lawson, Colin and Stowell, Robin (1999),
The Historical Performance of Music: An Introduction, Cambridge University Press; Kohut,
Daniel L. (1992), Musical Performance: Learning Theory and Pedagogy, Illinois University Press
Scholl; Phelps, R., Ferrara, L., Goolsby, T. (1993), A Guide to Research in Music Education,
Metuchen, N.J., and London: The Scarecrow Press.

99
Mestrado em Ensino de Música

Didática do Ensino Especializado

Tempo de Contacto/horas (semestral): 15


Área científica: MUS
Ano curricular: 2
Semestral/anual: Anual
ECTS: 12
Tipo (1): E
Docente responsável: Prof. Doutor Francisco Cardoso

Objetivos de Aprendizagem: (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos


estudantes)

• Planificar e programar no âmbito do estágio

• Ajustar-se a diferentes realidades de ensino

• Corresponder às necessidades específicas dos alunos/turmas nos diferentes níveis de


aprendizagem


Conteúdos programáticos:

• Planificação e Programação

• Didática específica

Demonstração da Coerência dos Conteúdos Programáticos com os Objetivos da UC:

Os conteúdos programáticos apresentados visam dar aos estudantes a capacidade para organizarem
eficazmente a sua prática educativa.

Método de Ensino e de Avaliação:

Debate. Avaliação Contínua.

Demonstração da Coerência das Metodologias de Ensino com os Objetivos de Aprendizagem


da UC:


A metodologia de ensino indicada é a que melhor se adequa ao acompanhamento que é necessário


dar durante a realização do estágio.

100
Mestrado em Ensino de Música

Bibliografia:

Arends, Richard (2008). Aprender a Ensinar, Lisboa: Mc Graw-Hill Cardoso, F. (2017). “Towards
a New Model for Effective Musical Teaching”. In Lopes, E. (Ed.), Research Themes for the
Learning of Musical Instruments (pp. 78–103). Goiânia: Editora Kelps. Colwell, R., Richardson,
C. P., & Music Educators National Conference (U.S.) (Eds.). (2002). The new handbook of
research on music teaching and learning: a project of the Music Educators National Conference.
Oxford; New York: Oxford University Press. Dowling, W. J., & Harwood, D. L. (1986). Music
Cognition. San Diego: Academic Press. Duke, R. A. (2009). Intelligent Music Teaching. Austin:
Learning and Behavior Resources. Green, B., & Gallwey, W. T. (1986). The inner game of music
(1st ed). Garden City, N.Y: Anchor Press/Doubleday. Hallam, S. (2006). Music Psychology in
Education. London: Institute of Education - University of London. Harris, P & Crozier (2000) The
music teacher's companion: a practical guide. Londres: ABRSM.

101
Mestrado em Ensino de Música

20. Decreto-Lei n.º 79/2014


de 14 de maio

102
Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014 2819

Artigo 45.º b) A composição dos órgãos, incluindo os respetivos


Ministério responsável
elementos biográficos e remuneração;
A AMT está adstrita ao ministério responsável pela área c) Todos os planos de atividades relatórios de atividades
dos transportes. e planos plurianuais;
d) Todos os orçamentos e contas, incluindo os respetivos
Artigo 46.º balanços;
Entidades sujeitas aos poderes da AMT e) Informação referente à sua atividade regulatória e
sancionatória, nomeadamente as instruções vinculativas
Estão sujeitas aos poderes da AMT, nos termos dos emitidas e as medidas cautelares aplicadas;
presentes estatutos e demais legislação aplicável, todas f) O mapa de pessoal, sem identificação nominal, e res-
as empresas e outras entidades que exercem atividades petivo estatuto remuneratório e o sistema de carreiras.
económicas no âmbito da mobilidade, dos transportes
terrestres, fluviais, marítimos, ferroviários e respetivas
infraestruturas.
Artigo 47.º
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA
Responsabilidade Decreto-Lei n.º 79/2014
1 — Os titulares dos órgãos da AMT e os seus trabalha- de 14 de maio
dores respondem civil, criminal, disciplinar e financeira-
mente pelos atos e omissões que pratiquem no exercício O regime jurídico da habilitação profissional para a
das suas funções, nos termos da Constituição e demais docência na educação pré-escolar e nos ensinos básico
legislação aplicável. e secundário foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 43/2007,
2 — A responsabilidade financeira é efetivada pelo de 22 de fevereiro, na sequência da reorganização do sis-
Tribunal de Contas. tema de graus e diplomas do ensino superior operado pelo
Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março.
Artigo 48.º Aquele regime, posteriormente complementado pelo
Sigilo Decreto-Lei n.º 220/2009, de 8 de setembro, e pela Portaria
n.º 1189/2010, de 17 de novembro, substituiu os modelos
Os titulares dos órgãos da AMT e os seus trabalhadores, de formação então em vigor por um modelo sequencial,
bem como os prestadores de serviços e seus colaboradores, organizado em dois ciclos de estudos.
estão sujeitos aos deveres de diligência e sigilo sobre os Reconhece-se que ao primeiro ciclo, a licenciatura,
factos cujo conhecimento lhes advenha pelo exercício cabe assegurar a formação de base na área da docência.
das suas funções e que não possam ser divulgados nos E salienta-se que ao segundo ciclo, o mestrado, cabe as-
termos da lei. segurar um complemento dessa formação que reforce e
aprofunde a formação académica, incidindo sobre os co-
Artigo 49.º nhecimentos necessários à docência nas áreas de conteúdo
Prestação de informação e nas disciplinas abrangidas pelo grupo de recrutamento
para que visa preparar. Cabe igualmente ao segundo ciclo
1 — No 1.º trimestre de cada ano de atividade, a AMT assegurar a formação educacional geral, a formação nas
apresenta na comissão parlamentar competente da As- didáticas específicas da área da docência, a formação nas
sembleia da República o respetivo plano de atividades e áreas cultural, social e ética e a iniciação à prática profis-
a programação do seu desenvolvimento. sional, que culmina com a prática supervisionada.
2 — A AMT elabora e envia, anualmente, à Assembleia Reconhecendo o valor e o impacto da docência na
da República e ao Governo, um relatório detalhado sobre qualidade da educação, sublinha-se que a preparação de
a respetiva atividade e funcionamento no ano antecedente, educadores e professores deve ser feita da forma mais
sendo tal relatório objeto de publicação na sua página rigorosa e que melhor valorize a função docente. Acresce
eletrónica. que a necessária renovação dos quadros das escolas e a
3 — Sempre que tal lhes seja solicitado, os membros procura de novos docentes, que nos próximos anos come-
dos órgãos da AMT devem apresentar-se perante a comis- çará progressivamente a fazer-se sentir, obrigam a preparar
são parlamentar competente, para prestar informações ou desde já da melhor forma as novas gerações de educadores
esclarecimentos sobre a respetiva atividade. e professores.
4 — Sem prejuízo de obrigações anuais inscritas na lei As melhores práticas e o robusto conjunto de estudos
que aprova o Orçamento do Estado, a AMT deve observar o internacionais e de dados recolhidos sobre estas matérias
disposto no artigo 67.º da lei de enquadramento orçamental, apontam consistentemente para a importância decisiva da
aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto. formação inicial de professores e para a necessidade de
essa formação ser muito exigente, em particular no conhe-
Artigo 50.º cimento das matérias da área de docência e nas didáticas
Página eletrónica respetivas.
Na realidade, múltiplos estudos internacionais recen-
A AMT disponibiliza urna página eletrónica com os tes, divulgados tanto em publicações científicas como
dados relevantes relativos às suas atribuições, nomeada-
em análises e sínteses de organizações independentes,
mente:
nomeadamente a OCDE e a Eurydice, têm vindo a revelar
a) Todos os diplomas legislativos que regulam a sua que o aumento do nível geral da formação de professores
atividade, incluindo a lei-quadro das entidades reguladoras, tende a ter um efeito mensurável e muito significativo
os presentes estatutos e os seus regulamentos internos; na qualidade do sistema de ensino, tal como se registou
2820 Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014

notavelmente na Finlândia. Têm igualmente vindo a indi- gurem o aproveitamento dos processos de avaliação e
car que a profundidade do conhecimento dos professores acreditação já realizados.
sobre as matérias específicas que lecionam tem efeito Por último, reconhecem-se, ainda, como habilitando
expressivo na sua autonomia e segurança em sala de aula, profissionalmente para a docência os diplomas de Pós-
traduzindo-se numa mais elevada qualidade da aprendi- -Graduação em Ensino conferidos pelos cursos de pós-
zagem dos alunos. Finalmente, têm vindo a mostrar que a -graduação nas especialidades de Ensino de Português e
formação inicial dos professores nas matérias de docência de Francês, Ensino de Português e de Inglês e Ensino de
é crucial e não é substituível pela formação profissional Português, criados pelo despacho n.º 19018/2002, publi-
contínua, que obviamente não deixa de desempenhar um cado no Diário da República, 2.ª série, de 27 de agosto, al-
papel indispensável. terado pelo despacho n.º 20693/2003, publicado no Diário
Importa pois, numa lógica incremental, reforçar instru- da República, 2.ª série, de 28 de outubro, no período que
mentos que propiciem, a médio e longo prazo, ter nas nossas decorreu entre a extinção do Instituto Nacional de Acredi-
escolas os mais bem preparados, mais bem treinados, mais tação da Formação de Professores pela Lei n.º 16-A/2002,
vocacionados e mais motivados para desenvolver a nobre
de 31 de maio, e a atribuição à Direção-Geral dos Recursos
e exigente tarefa de ensinar. Nesse sentido, o Governo
regulamentou a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Humanos da Educação, pelo Decreto-Lei n.º 208/2002,
Capacidades para a admissão aos concursos de seleção e de 17 de outubro, das competências daquele relativas ao
recrutamento de pessoal docente, introduziu alterações na sistema de acreditação da formação inicial de professores.
formação contínua de docentes e irá introduzir uma maior Foram ouvidos o Conselho de Reitores das Universi-
exigência na admissão aos cursos de educação básica. dades Portuguesas, o Conselho Coordenador dos Insti-
O presente decreto-lei complementa este conjunto de tutos Superiores Politécnicos, a Associação Portuguesa
medidas. Procede à revisão do regime aprovado pelos do Ensino Superior Privado, o Conselho das Escolas, a
Decretos-Leis n.os 43/2007, de 22 de fevereiro, e 220/2009, Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e
de 8 de setembro, com os objetivos de reforçar a qualifi- Cooperativo e o Conselho Nacional de Educação.
cação dos educadores e professores designadamente nas Assim:
áreas da docência, das didáticas específicas e da iniciação No desenvolvimento da Lei de Bases do Sistema Edu-
à prática profissional, através do aumento da duração dos cativo, aprovada pela Lei n.º 46/86, de 14 de outubro,
ciclos de estudos e do peso relativo dessas áreas, bem alterada pelas Leis n.os 115/97, de 19 de setembro, 49/2005,
como de definir com rigor e clareza a correspondência de 30 de agosto, e 85/2009, de 27 de agosto, e nos termos
entre as formações e os grupos de recrutamento fixados da alínea c) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o
pelo Decreto-Lei n.º 27/2006, de 10 de fevereiro, e pelas Governo decreta o seguinte:
Portarias n.os 693/98, de 3 de setembro, e 192/2002, de
4 de março.
Entre as alterações introduzidas assinalam-se o aumento CAPÍTULO I
da duração dos mestrados em Educação Pré-Escolar e em Objeto e âmbito
Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico de dois para três
semestres, o aumento da duração do mestrado conjunto
em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Artigo 1.º
Básico de três para quatro semestres e a fixação em quatro Objeto
semestres da duração dos restantes mestrados.
Procede-se também ao desdobramento do mestrado O presente decreto-lei aprova o regime jurídico da ha-
em Ensino do 1.º e do 2.º Ciclo do Ensino Básico sepa- bilitação profissional para a docência na educação pré-
rando a formação de docentes do 2.º ciclo de Português, -escolar e nos ensinos básico e secundário.
História e Geografia de Portugal da formação de docentes
do 2.º ciclo em Matemática e Ciências Naturais, desdo- Artigo 2.º
bramento que está ajustado aos grupos de recrutamento Âmbito
e que permite reforçar a formação na área da docência,
ao desdobramento do mestrado em Ensino da História e O presente decreto-lei aplica-se:
da Geografia no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino a) Aos estabelecimentos de ensino superior, públicos e
Secundário, desdobramento que está ajustado aos grupos privados, que ministrem formação conducente à aquisição
de recrutamento e que permite reforçar a formação na de habilitação profissional para a docência;
área da docência ao nível da habilitação de ingresso, e b) Aos estabelecimentos de educação e ensino públicos,
à eliminação de mestrados sem correspondência com os particulares e cooperativos que ministrem a educação pré-
grupos de recrutamento.
-escolar, o ensino básico e o ensino secundário.
Introduzem-se igualmente mecanismos de fixação das
vagas para os ciclos de estudos de licenciatura em Edu-
cação Básica e de mestrado em Educação Pré-Escolar e CAPÍTULO II
em Ensino que visam assegurar um melhor ajustamento
entre a oferta de formação e as necessidades efetivas do Habilitação profissional para a docência
sistema educativo.
No quadro da transição entre a organização curricular Artigo 3.º
atualmente em vigor e a aprovada pelo presente decreto-lei, Habilitação profissional e desempenho da atividade docente
a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior
promoverá a aplicação de procedimentos de avaliação e A habilitação profissional para a docência é condição
acreditação que, sempre que tal se revele possível, asse- indispensável para o desempenho da atividade docente.
Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014 2821

Artigo 4.º 2 — A formação na área de docência inclui o apro-


fundamento do conhecimento das matérias relacionadas
Titulares de habilitação profissional para a docência
com a educação pré-escolar e com as áreas de docência,
Têm habilitação profissional para a docência em cada incidindo sobre a sua fundamentação avançada, mesmo
grupo de recrutamento os titulares do grau de mestre na quando sejam matérias elementares.
especialidade correspondente constante do anexo ao pre-
sente decreto-lei, que dele faz parte integrante. Artigo 9.º
Formação na área educacional geral
Artigo 5.º 1 — A formação na área educacional geral abrange os
Disciplinas conhecimentos, as capacidades e as atitudes comuns a
todos os docentes relevantes para o seu desempenho na
As disciplinas abrangidas por cada grupo de recruta- sala de atividades ou na sala de aula, nas instituições des-
mento são fixadas por portaria do membro do Governo tinadas à educação de infância ou na escola, e na relação
responsável pela área da educação. com a família e a comunidade.
2 — A formação na área educacional geral integra, em
particular, as áreas da psicologia do desenvolvimento,
CAPÍTULO III dos processos cognitivos, designadamente os envolvidos
na aprendizagem da leitura e da matemática elementar,
Princípios gerais e organização da formação
do currículo e da avaliação, da escola como organização
educativa, das necessidades educativas especiais, e da
Artigo 6.º organização e gestão da sala de aula.
Princípios gerais
Artigo 10.º
Os ciclos de estudos que visam a aquisição de habili-
tação profissional para a docência têm como referenciais: Formação em didáticas específicas

a) Os princípios gerais constantes do n.º 1 do artigo 33.º A formação em didáticas específicas abrange os conhe-
da Lei de Bases do Sistema Educativo; cimentos, as capacidades e as atitudes relativos às áreas de
b) As orientações curriculares para a educação pré- conteúdo e ao ensino das disciplinas do respetivo grupo
-escolar e os currículos e matrizes curriculares do ensino de docência.
básico e do ensino secundário;
c) Os programas e as metas curriculares; Artigo 11.º
d) As orientações gerais de política educativa. Iniciação à prática profissional
1 — A iniciação à prática profissional organiza-se de
Artigo 7.º acordo com os seguintes princípios:
Componentes de formação a) Inclui a observação e colaboração em situações de
1 — Os ciclos de estudos que visam a aquisição de ha- educação e ensino e a prática supervisionada na sala de
bilitação profissional para a docência incluem as seguintes atividades ou na sala de aula, nas instituições de educação
componentes de formação, garantindo a sua adequada de infância ou nas escolas;
integração em função das exigências do desempenho pro- b) Proporciona aos formandos experiências de plani-
ficação, ensino e avaliação, de acordo com as funções
fissional:
cometidas ao docente, dentro e fora da sala de aula;
a) Área de docência; c) Realiza-se em grupos ou turmas dos diferentes níveis
b) Área educacional geral; e ciclos de educação e ensino abrangidos pelo grupo de re-
c) Didáticas específicas; crutamento para o qual o ciclo de estudos prepara, devendo,
d) Área cultural, social e ética; se necessário, realizar-se em mais de um estabelecimento
e) Iniciação à prática profissional. de educação e ensino, pertencente, ou não, ao mesmo
agrupamento de escolas ou à mesma entidade titular, no
2 — A formação na área cultural, social e ética é asse- caso do ensino particular ou cooperativo;
gurada no âmbito das restantes componentes de formação. d) É concebida numa perspetiva de formação para a
3 — A aprendizagem a realizar tem por base o conheci- articulação entre o conhecimento e a forma de o transmitir
mento científico acumulado, o conhecimento profissional visando a aprendizagem;
resultante da experiência, a análise de dados empíricos e e) É concebida numa perspetiva de desenvolvimento
a investigação existente. profissional dos formandos e promove nestes uma atitude
orientada para a permanente melhoria da aprendizagem
dos seus alunos.
Artigo 8.º
Formação na área de docência 2 — A prática supervisionada a que se refere a alínea a)
do número anterior corresponde ao estágio de natureza
1 — A formação na área de docência visa complementar, profissional objeto de relatório final referido na alínea b)
reforçar e aprofundar a formação académica, incidindo do n.º 1 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de
sobre os conhecimentos necessários à docência nas áreas março, alterado pelos Decretos-Leis n.os 107/2008, de 25 de
de conteúdo e nas disciplinas abrangidas pelo grupo de junho, 230/2009, de 14 de setembro, e 115/2013, de 7 de
recrutamento. agosto.
2822 Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014

Artigo 12.º 3 — O número de créditos dos ciclos de estudos condu-


Formação na área cultural, social e ética centes ao grau de mestre na especialidade de Educação Pré-
-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico é de 120, distribuídos
A formação na área cultural, social e ética abrange, pelas componentes de formação nos seguintes termos:
nomeadamente:
a) Área de docência: mínimo de 18;
a) A sensibilização para os grandes problemas do mundo b) Área educacional geral: mínimo de 6;
contemporâneo, incluindo os valores fundamentais da c) Didáticas específicas: mínimo de 36;
Constituição da República, da liberdade de expressão e d) Prática de ensino supervisionada: mínimo de 48.
de religião, e do respeito pelas minorias étnicas e pelos
valores da igualdade de género;
b) O alargamento a áreas do conhecimento, da cultura, 4 — O número de créditos dos ciclos de estudos con-
incluindo a cultura científica, das artes e das humanidades, ducentes ao grau de mestre na especialidade de Ensino do
diferentes das da sua área de docência; 1.º Ciclo do Ensino Básico, e de Português e História e
c) O contacto com os métodos de recolha de dados e de Geografia de Portugal no 2.º Ciclo do Ensino Básico, bem
análise crítica de dados, hipóteses e teorias; como na especialidade de Ensino do 1.º Ciclo do Ensino
d) A consciencialização das dimensões ética e cívica Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo
da atividade docente. do Ensino Básico é de 120, distribuídos pelas componentes
de formação nos seguintes termos:
CAPÍTULO IV a) Área de docência: mínimo de 27;
b) Área educacional geral: mínimo de 6;
Estruturas curriculares c) Didáticas específicas: mínimo de 30;
Artigo 13.º d) Prática de ensino supervisionada: mínimo de 48.
Estrutura curricular do ciclo de estudos
conducente ao grau de licenciado em Educação Básica Artigo 15.º
1 — O número de créditos do ciclo de estudos condu- Estruturas curriculares dos restantes ciclos de estudos
cente ao grau de licenciado em Educação Básica é de 180, O número de créditos dos ciclos de estudos conducen-
distribuídos pelas componentes de formação nos seguintes tes ao grau de mestre a que se refere o anexo ao presente
termos: decreto-lei e não previstos no artigo anterior é de 120,
a) Área de docência: mínimo de 125; distribuídos pelas componentes de formação nos seguintes
b) Área educacional geral: mínimo de 15; termos:
c) Didáticas específicas: mínimo de 15; a) Área de docência: mínimo de 18;
d) Iniciação à prática profissional: mínimo de 15. b) Área educacional geral: mínimo de 18;
2 — Os créditos relativos à componente de formação c) Didáticas específicas: mínimo de 30;
na área de docência são, no mínimo, os seguintes: d) Iniciação à prática profissional, incluindo a prática
de ensino supervisionada: mínimo de 42.
a) Português: 30;
b) Matemática: 30; Artigo 16.º
c) Ciências Naturais e História e Geografia de Por-
tugal: 30; Unidades curriculares comuns a vários ciclos de estudos
d) Expressões: 30. 1 — Sempre que uma instituição ministre mais do que
um ciclo de estudos de mestrado de entre aqueles a que
Artigo 14.º se refere o anexo ao presente decreto-lei, a formação nas
Estruturas curriculares dos ciclos de estudos conducentes ao grau componentes referidas nas alíneas b) e d) do n.º 1 do ar-
de mestre nos domínios da Educação Pré-Escolar, tigo 7.º e, em parte, na componente referida na alínea e)
1.º Ciclo do Ensino Básico e 2.º Ciclo do Ensino Básico do mesmo número, pode destinar-se, simultaneamente,
1 — O número de créditos do ciclo de estudos con- a estudantes dos diferentes mestrados, em turmas com
ducente ao grau de mestre na especialidade de Educação dimensões pedagogicamente aceitáveis.
Pré-Escolar é de 90, distribuídos pelas componentes de 2 — A formação na componente da área de docência
formação nos seguintes termos: pode igualmente destinar-se, simultaneamente, a estudantes
de diferentes mestrados, regulados pelo presente decreto-
a) Área de docência: mínimo de 6; -lei ou por outros diplomas, em turmas com dimensões
b) Área educacional geral: mínimo de 6; pedagogicamente aceitáveis.
c) Didáticas específicas: mínimo de 24;
d) Prática de ensino supervisionada: mínimo de 39.
CAPÍTULO V
2 — O número de créditos do ciclo de estudos con-
ducente ao grau de mestre na especialidade de Ensino Condições de ingresso
do 1.º Ciclo do Ensino Básico é de 90, distribuídos pelas
componentes de formação nos seguintes termos: Artigo 17.º
a) Área de docência: mínimo de 18; Condições gerais de ingresso nos ciclos de estudos
conducentes ao grau de mestre
b) Área educacional geral: mínimo de 6;
c) Didáticas específicas: mínimo de 21; 1 — É condição geral de ingresso nos ciclos de es-
d) Prática de ensino supervisionada: mínimo de 32. tudos conducentes ao grau de mestre em cada uma das
Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014 2823

especialidades a que se refere o anexo ao presente decreto- 75 % dos créditos dos requisitos mínimos de formação
-lei, o domínio oral e escrito da língua portuguesa e o fixados para a respetiva especialidade no mesmo anexo.
domínio das regras essenciais da argumentação lógica 6 — Na situação prevista no número anterior, a inscrição
e crítica. nas unidades curriculares das componentes de didáticas
2 — O órgão legal e estatutariamente competente de específicas e de iniciação à prática profissional, incluindo
cada estabelecimento de ensino superior procede à avalia- a prática de ensino supervisionada, e outras definidas pelo
ção da condição a que se refere o número anterior, adotando órgão legal e estatutariamente competente do estabeleci-
para tal a metodologia que considere mais adequada, de mento de ensino superior, fica condicionada à obtenção
entre provas escritas ou orais, entrevistas ou provas docu- dos créditos em falta.
mentais, ou uma combinação destas. 7 — O órgão legal e estatutariamente competente do
3 — Integram o processo individual do estudante todos estabelecimento de ensino superior verifica, para efeitos
os documentos relacionados com a avaliação a que se de ingresso em cada ciclo de estudos de mestrado, se a
refere o número anterior, incluindo as provas escritas que formação de cada candidato satisfaz, quantitativa e quali-
o mesmo efetuou. tativamente os créditos mínimos de formação fixados para
a especialidade no anexo ao presente decreto-lei.
Artigo 18.º
Artigo 19.º
Condições específicas de ingresso nos ciclos de estudos
conducentes ao grau de mestre Vagas

1 — As regras específicas de ingresso nos ciclos de 1 — O número máximo de vagas para novas admissões
estudos conducentes ao grau de mestre em cada uma das es- no ciclo de estudos de licenciatura em Educação Básica
pecialidades a que se refere o anexo ao presente decreto-lei e nos ciclos de estudos de mestrado regulados pelo pre-
são fixadas pelo órgão legal e estatutariamente competente sente decreto-lei é fixado anualmente pelas instituições
do estabelecimento de ensino superior nos termos do n.º 2 de ensino superior, com a devida antecedência, tendo em
do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, consideração:
alterado pelos Decretos-Leis n.os 107/2008, de 25 de junho, a) Os recursos humanos e materiais da instituição, em
230/2009, de 14 de setembro, e 115/2013, de 7 de agosto, particular no que se refere à adequação do respetivo corpo
com respeito pelo disposto nos números seguintes. docente;
2 — Apenas podem candidatar-se ao ingresso num b) A rede de escolas cooperantes a que se refere o ar-
ciclo de estudos conducente ao grau de mestre numa das tigo 22.º e a disponibilidade de orientadores cooperantes
especialidades a que se referem os n.os 1 a 5 do anexo a que se refere o artigo 23.º;
ao presente decreto-lei os titulares da licenciatura em c) Os limites que tenham sido fixados pela Agência
Educação Básica. de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior no ato da
3 — Apenas podem candidatar-se ao ingresso num ciclo acreditação;
de estudos conducente ao grau de mestre numa das especia- d) Os limites estabelecidos pela Lei n.º 62/2007, de
lidades a que se referem os n.os 6 a 32 do anexo ao presente 10 de setembro, para o funcionamento das instituições de
decreto-lei aqueles que satisfaçam, cumulativamente, as ensino superior.
seguintes condições:
a) Sejam titulares de uma habilitação académica supe- 2 — No que se refere às instituições de ensino superior
rior a que se referem as alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 17.º público, a fixação das vagas a que se refere o número
do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, alterado pelos anterior está igualmente subordinada às orientações ge-
Decretos-Leis n.os 107/2008, de 25 de junho, 230/2009, de rais estabelecidas pelo membro do Governo responsável
14 de setembro, e 115/2013, de 7 de agosto; pela área do ensino superior, ouvidos os organismos re-
b) Tenham obtido, quer no quadro da habilitação aca- presentativos das instituições, tendo em consideração,
démica a que se refere a alínea anterior, quer em outros designadamente:
ciclos de estudos do ensino superior, os requisitos mínimos a) As necessidades do sistema educativo;
de formação fixados para o ingresso na respetiva especia- b) A racionalização da oferta formativa;
lidade constantes do anexo ao presente decreto-lei. c) A política nacional de formação de recursos humanos.
4 — Podem ainda candidatar-se ao ingresso num ciclo 3 — As instituições de ensino superior comunicam,
de estudos conducente ao grau de mestre numa das es- anualmente, à Direção-Geral do Ensino Superior, o número
pecialidades a que se referem os n.os 6 a 32 do anexo ao de vagas que fixarem nos termos dos números anteriores,
presente decreto-lei aqueles que reúnam as condições a que acompanhados da respetiva fundamentação.
se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 17.º do Decreto-Lei 4 — O membro do Governo responsável pela área do
n.º 74/2006, de 24 de março, alterado pelos Decretos-Leis ensino superior pode, por despacho fundamentado, alterar
n.os 107/2008, de 25 de junho, 230/2009, de 14 de setem- o número de vagas se não for cumprido o disposto nos
bro, e 115/2013, de 7 de agosto, e satisfaçam os requisitos n.os 1 e 2.
mínimos de formação fixados para o ingresso na respetiva 5 — A Direção-Geral do Ensino Superior procede à
especialidade constantes do mesmo anexo. divulgação do número de vagas nos ciclos de estudos
5 — Podem igualmente candidatar-se ao ingresso num referidos no n.º 1.
ciclo de estudos conducente ao grau de mestre numa das 6 — Não é permitida a transferência das vagas fixadas
especialidades a que se referem os n.os 6 a 32 do anexo ao nos termos dos números anteriores entre ciclos de estudo
presente decreto-lei, aqueles que apenas tenham obtido e entre instituições de ensino superior.
2824 Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014

CAPÍTULO VI devem prever, sempre que possível, que cada escola coo-
Concessão do grau de mestre
perante acolha alunos das várias especialidades ministradas
pelo estabelecimento de ensino superior.
3 — Dos protocolos devem constar as seguintes indi-
Artigo 20.º
cações:
Condições para a concessão do grau de mestre
a) Níveis e ciclos de educação e ensino e disciplinas em
1 — O grau de mestre é conferido aos que obtenham que se realiza a prática de ensino supervisionada;
o número de créditos fixado para o ciclo de estudos de b) Identificação dos orientadores cooperantes disponí-
mestrado, através: veis para cada nível e ciclo de educação e ensino e dis-
ciplina e eventuais contrapartidas disponibilizadas aos
a) Da aprovação em todas as unidades curriculares que
mesmos pela escola cooperante;
integram o plano de estudos do ciclo de estudos de mes-
c) Número de lugares disponíveis para os estudantes de
trado; e
cada nível e ciclo de educação e ensino e disciplina;
b) Da aprovação no ato público de defesa do relatório
d) Funções, responsabilidades e competências de todos
da unidade curricular relativa à prática de ensino super-
os intervenientes, incluindo os estudantes;
visionada.
e) Condições para a realização da prática de ensino
supervisionada nas turmas do agrupamento de escolas ou
2 — No caso previsto nos n.os 5 e 6 do artigo 18.º, o da escola não agrupada, sempre na presença do orientador
grau de mestre numa das especialidades a que se referem cooperante;
os n.os 6 a 32 do anexo ao presente decreto-lei é confe- f) Condições para a participação dos estudantes noutras
rido aos que, reunindo as condições previstas no número atividades de desenvolvimento curricular e organizacional
anterior, satisfaçam, cumulativamente, os requisitos mí- realizadas fora da sala de aula, desde que apoiados pelos
nimos de formação fixados para o ingresso na respetiva orientadores cooperantes;
especialidade. g) Contrapartidas disponibilizadas à escola pelo esta-
belecimento de ensino superior.
CAPÍTULO VII
4 — Os estabelecimentos de ensino superior devem
Recursos e formação prática assegurar-se de que as escolas cooperantes possuem os
recursos humanos e materiais necessários a uma formação
Artigo 21.º de qualidade.
Recursos materiais 5 — Cabe aos estabelecimentos de ensino superior par-
ticipar ativamente no desenvolvimento da qualidade de
Os estabelecimentos de ensino superior que pretendem ensino nas escolas cooperantes, em articulação com os
organizar e ministrar ciclos de estudos conducentes ao grau respetivos órgãos de gestão.
de mestre nas especialidades a que se refere o anexo ao
presente decreto-lei devem assegurar que os mesmos são Artigo 23.º
realizados em condições adequadas à sua natureza e aos
Orientadores cooperantes
níveis e ciclos de educação e ensino a que se destinam,
ponderando os seguintes recursos: 1 — Os docentes das escolas cooperantes que colaboram
a) Edifícios; na formação como orientadores, doravante designados
b) Equipamentos; orientadores cooperantes, são escolhidos pelo órgão legal e
c) Espaços letivos e para o estudo independente, a rea- estatutariamente competente do estabelecimento de ensino
lizar individualmente ou em grupo; superior, obtida a prévia anuência do próprio e a concor-
d) Laboratórios; dância da direção executiva da escola cooperante.
e) Bibliotecas; 2 — Os orientadores cooperantes devem preencher,
f) Bases de dados; cumulativamente, os seguintes requisitos:
g) Centros de recursos multimédia e salas de informática a) Formação e experiência adequadas às funções a de-
com acesso à Internet; sempenhar;
h) Outros meios auxiliares de ensino. b) Prática docente nos respetivos nível e ciclo de educa-
ção e ensino e disciplinas nunca inferior a cinco anos.
Artigo 22.º
Escolas cooperantes
3 — Em relação a disciplinas em que, nas escolas coo-
perantes, não existam docentes em número suficiente para
1 — Os estabelecimentos de ensino superior que pre- satisfazer o requisito constante da alínea b) do número
tendam organizar e ministrar ciclos de estudos que visam anterior, o órgão legal e estatutariamente competente do
a aquisição de habilitação profissional para a docência estabelecimento de ensino superior pode substituí-lo, ex-
devem celebrar protocolos de cooperação com estabe- cecional e transitoriamente, por requisito que considere
lecimentos de educação pré-escolar e de ensino básico e adequado e que garanta a necessária qualidade das ativi-
secundário, doravante designados escolas cooperantes, dades de iniciação à prática profissional.
com vista ao desenvolvimento de atividades de iniciação 4 — Na escolha do orientador cooperante devem ser
à prática profissional, incluindo a prática de ensino su- considerados como fatores de preferência a formação
pervisionada. pós-graduada na área de docência em causa, a formação
2 — Os protocolos previstos no número anterior regu- especializada em supervisão pedagógica e a experiência
lam a colaboração institucional com carácter plurianual e profissional de supervisão.
Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014 2825

5 — No âmbito da colaboração com as escolas coo- 2 — A acreditação dos ciclos de estudos referidos no
perantes, os estabelecimentos de ensino superior devem número anterior considera, para além das condições gerais
apoiar os docentes daquelas escolas, em especial os orien- previstas no Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, al-
tadores cooperantes, no seu desenvolvimento profissio- terado pelos Decretos-Leis n.os 107/2008, de 25 de junho,
nal, nomeadamente no domínio da formação de futuros 230/2009, de 14 de setembro, e 115/2013, de 7 de agosto,
docentes. as condições especiais fixadas no presente decreto-lei,
6 — Os orientadores cooperantes são abonados pelo referentes:
estabelecimento de ensino superior das despesas de deslo- a) Aos processos de verificação das condições de in-
cação e das ajudas de custo nos termos legalmente fixados gresso a que se referem os artigos 17.º e 18.º;
sempre que se desloquem para participar em ações de b) À estrutura dos currículos fixada pelos artigos 13.º
formação e reuniões promovidas por aquele no quadro a 15.º;
da parceria estabelecida, e não auferem qualquer outra c) Ao nível da formação nas unidades curriculares da
retribuição pelo exercício das funções de colaboração na área de docência;
formação. d) À adequada qualificação avançada dos docentes nos
domínios correspondentes às unidades curriculares cuja
Artigo 24.º ministração asseguram;
e) Ao cumprimento dos requisitos fixados pelos ar-
Princípios orientadores da avaliação da prática tigos 22.º e 23.º referentes às escolas cooperantes, aos
de ensino supervisionada
protocolos com estas e aos orientadores cooperantes;
1 — A avaliação do desempenho dos estudantes na f) Aos princípios orientadores da avaliação da prática de
prática de ensino supervisionada é realizada pelo docente ensino supervisionada a que se refere o artigo 24.º
do estabelecimento de ensino superior responsável pela
unidade curricular que a concretiza. Artigo 27.º
2 — Na avaliação do desempenho a que se refere o nú- Medidas de promoção da qualidade, inovação e mobilidade
mero anterior é ponderada obrigatoriamente a informação
prestada pela escola cooperante, através: 1 — O Ministério da Educação e Ciência toma as me-
didas adequadas à promoção da qualidade, da inovação
a) Do orientador cooperante; e da mobilidade nos ciclos de estudos de qualificação
b) Do coordenador do departamento curricular corres- profissional para a docência, em particular nos grupos de
pondente ou do coordenador do conselho de docentes ou, recrutamento em que a oferta de qualidade seja insuficiente
no caso do ensino particular ou cooperativo, do professor para as necessidades do sistema, ou quando se justifique
que desempenhe funções equivalentes. a reconversão para outra área de docência.
2 — As medidas referidas no número anterior podem
3 — A decisão de aprovação na unidade curricular que abranger a promoção da mobilidade de estudantes e docentes
concretiza a prática de ensino supervisionada depende que for relevante para o desenvolvimento de competências
da avaliação do nível da preparação dos estudantes para docentes no domínio da dimensão europeia da educação e
satisfazer, de modo integrado, o conjunto das exigências da formação.
do desempenho docente. Artigo 28.º
Acompanhamento
CAPÍTULO VIII O Ministério da Educação e Ciência assegura, em co-
Qualidade, acreditação e avaliação laboração com a Agência de Avaliação e Acreditação do
Ensino Superior, a elaboração, em cada triénio, de um
Artigo 25.º relatório de acompanhamento da aplicação do regime ju-
rídico aprovado pelo presente decreto-lei, do qual constem
Desenvolvimento da qualidade dos ciclos de estudos recomendações para a promoção da qualidade do sistema
Para o desenvolvimento da qualidade dos ciclos de de habilitação profissional para a docência.
estudos, os estabelecimentos de ensino superior:
a) Asseguram o contributo de outras entidades inte- CAPÍTULO IX
ressadas, incluindo escolas, associações de professores, Disposições transitórias e finais
sociedades científicas, diplomados pelos ciclos de estudos
e outros membros da comunidade; e Artigo 29.º
b) Consideram os resultados dos processos de acredi-
Regime aplicável às atuais habilitações profissionais
tação e de avaliação.
1 — Aqueles que tenham adquirido habilitação profis-
Artigo 26.º sional para a docência no âmbito de legislação anterior
Acreditação
à entrada em vigor do presente decreto-lei mantêm essa
habilitação para a docência no grupo ou grupos de recru-
1 — No processo de acreditação dos ciclos de estudos tamento em que a tenham obtido.
organizados nos termos e para os efeitos previstos no pre- 2 — Adquirem igualmente habilitação profissional para
sente decreto-lei, a Agência de Avaliação e Acreditação do a docência no grupo ou grupos de recrutamento respetivos
Ensino Superior articula-se com os serviços do Ministério os que venham a concluir um ciclo de estudos organizado
da Educação e Ciência designadamente no que se refere nos termos dos Decretos-Leis n.os 43/2007, de 22 de feve-
à verificação da satisfação das condições referentes às reiro, e 220/2009, de 8 de setembro, desde que nele estejam
escolas cooperantes e aos orientadores cooperantes. inscritos nos anos letivos de 2013-2014 ou 2014-2015.
2826 Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014

Artigo 30.º 2 — O reconhecimento é conferido para o grupo ou


Novas admissões
grupos de recrutamento que abranja as áreas de docência
em que o diplomado é titular do grau de licenciado e do
A partir do ano letivo de 2015-2016, inclusive, só po- diploma e em que tenha realizado o estágio pedagógico.
dem ter lugar novas admissões de estudantes em ciclos 3 — O diretor-geral da Administração Escolar, ouvida
de estudos conferentes de habilitação profissional para a a Direção-Geral do Ensino Superior, publica em despacho
docência quando estes sejam organizados nos termos do a lista dos diplomados abrangidos pelo presente artigo, o
presente decreto-lei. grupo ou grupos de recrutamento para que lhes é reconhe-
cida habilitação profissional, a data de obtenção do diploma
Artigo 31.º e a classificação da habilitação profissional.
Rede de formação 4 — Os efeitos do reconhecimento reportam-se à data
da atribuição do diploma.
Na rede pública, o financiamento para as formações a
que se referem os n.os 1 a 8 do anexo ao presente decreto-lei, Artigo 33.º
é orientado, prioritariamente, para os estabelecimentos de
ensino politécnico e para as universidades em cuja área Norma revogatória
geográfica e administrativa de inserção não exista instituto Sem prejuízo do disposto no artigo 29.º, são revogados:
politécnico público dotado de unidade orgânica vocacio-
nada especificamente para a formação de educadores e a) O Decreto-Lei n.º 43/2007, de 22 de fevereiro;
de professores. b) O Decreto-Lei n.º 220/2009, de 8 de setembro;
c) A Portaria n.º 1189/2010, de 17 de novembro.
Artigo 32.º Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 20 de
Reconhecimento de diplomas março de 2014. — Pedro Passos Coelho — Nuno Paulo
de Sousa Arrobas Crato.
1 — São reconhecidos como habilitando profissional-
mente para a docência os diplomas conferidos pelos cursos Promulgado em 9 de maio de 2014.
de pós-graduação em Ensino de Português e de Francês,
Publique-se.
Ensino de Português e de Inglês e Ensino de Português,
criados pelo despacho n.º 19 018/2002, publicado no O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
Diário da República, 2.ª série, de 27 de agosto, alterado
Referendado em 12 de maio de 2014.
pelo despacho n.º 20 693/2003, publicado no Diário da
República, 2.ª série, de 28 de outubro. O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.

ANEXO

(a que se refere o artigo 4.º)

Especialidades do grau de mestre, requisitos mínimos de formação para ingresso e grupos de recrutamento

Requisitos mínimos de formação para ingresso no ciclo


Número Especialidade do grau de mestre Grupos de recrutamento
de estudos conducente ao grau de mestre

1 Educação Pré-Escolar . . . . . . . . . . Licenciatura em Educação Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 Pré-escolar

2 Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Bá- Licenciatura em Educação Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 1.º Ciclo do Ensino Básico
sico.

3 Educação Pré-Escolar e Ensino do Licenciatura em Educação Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 Pré-escolar


1.º Ciclo do Ensino Básico. 110 1.º Ciclo do Ensino Básico

4 Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Bá- Licenciatura em Educação Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 1.º Ciclo do Ensino Básico
sico e de Português e História e 200 Português e Estudos Sociais/
Geografia de Portugal no 2.º Ci- História
clo do Ensino Básico.

5 Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Bá- Licenciatura em Educação Básica . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 1.º Ciclo do Ensino Básico
sico e de Matemática e Ciências 230 Matemática e Ciências da
Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Natureza
Básico.

6 Ensino de Português e Inglês no 80 a 100 créditos em Português . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220 Português e Inglês


2.º ciclo do Ensino Básico 60 a 80 créditos em Inglês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

7 Ensino de Educação Visual e Tecno- 120 créditos no conjunto das duas áreas disciplinares e 240 Educação Visual e Tecno-
lógica no Ensino Básico. nenhuma com menos de 50 créditos. lógica

8 Ensino de Educação Musical no 120 créditos em Prática Instrumental e Vocal, Formação 250 Educação Musical
Ensino Básico. Musical e em Ciências Musicais e nenhuma com menos
de 25 créditos.
Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014 2827

Requisitos mínimos de formação para ingresso no ciclo


Número Especialidade do grau de mestre Grupos de recrutamento
de estudos conducente ao grau de mestre

9 Ensino de Português no 3.º Ciclo 120 créditos em Português . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 Português


do Ensino Básico e no Ensino
Secundário.

10 Ensino de Português no 3.º Ciclo do 80 a 100 créditos em Português . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 Português


Ensino Básico e no Ensino Se- 40 a 60 créditos em Latim e Estudos Clássicos . . . . . . . 310 Latim e Grego
cundário e de Latim no Ensino
Secundário.

11 Ensino de Português e de Alemão no 80 a 100 créditos em Português . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 Português


3.º Ciclo do Ensino Básico e no 60 a 80 créditos em Alemão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 340 Alemão
Ensino Secundário (1).

12 Ensino de Português e de Espanhol 80 a 100 créditos em Português . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 Português


no 3.º Ciclo do Ensino Básico e 60 a 80 créditos em Espanhol . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350 Espanhol
no Ensino Secundário (1).

13 Ensino de Português e de Francês no 80 a 100 créditos em Português . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 Português


3.º Ciclo do Ensino Básico e no 60 a 80 créditos em Francês. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 320 Francês
Ensino Secundário (1).

14 Ensino de Português e de Inglês no 80 a 100 créditos em Português . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 300 Português


3.º Ciclo do Ensino Básico e no 60 a 80 créditos em Inglês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330 Inglês
Ensino Secundário (1).

15 Ensino de Inglês no 3.º ciclo do 120 créditos em Inglês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330 Inglês


Ensino Básico e no Ensino Se-
cundário.

16 Ensino de Inglês e de Alemão no 80 a 100 créditos em Inglês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330 Inglês


3.º Ciclo do Ensino Básico e no 60 a 80 créditos em Alemão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 340 Alemão
Ensino Secundário (2).

17 Ensino de Inglês e de Espanhol no 80 a 100 créditos em Inglês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330 Inglês


3.º Ciclo do Ensino Básico e no 60 a 80 créditos em Espanhol . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350 Espanhol
Ensino Secundário (2).

18 Ensino de Inglês e de Francês no 80 a 100 créditos em Inglês . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330 Inglês


3.º Ciclo do Ensino Básico e no 60 a 80 créditos em Francês. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 320 Francês
Ensino Secundário (2).

19 Ensino de Filosofia no Ensino Se- 120 créditos em Filosofia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 410 Filosofia (S)
cundário.

20 Ensino de História no 3.º Ciclo do 120 créditos em História . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 400 História


Ensino Básico e no Ensino Se-
cundário.

21 Ensino de Geografia no 3.º Ciclo 120 créditos em Geografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 420 Geografia


do Ensino Básico e no Ensino
Secundário.

22 Ensino de Economia e de Contabi- 120 créditos no conjunto das duas áreas disciplinares e 430 Economia e Contabilidade
lidade. nenhuma com menos de 50 créditos.

23 Ensino de Matemática no 3.º Ciclo 120 créditos em Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500 Matemática


do Ensino Básico e no Secundá-
rio.

24 Ensino de Física e de Química no 120 créditos no conjunto das duas áreas disciplinares e 510 Física e Química
3.º Ciclo do Ensino Básico e no nenhuma com menos de 50 créditos.
Ensino Secundário.

25 Ensino de Biologia e Geologia no 120 créditos no conjunto das duas áreas disciplinares e 520 Biologia e Geologia
3.º Ciclo do Ensino Básico e no nenhuma com menos de 50 créditos.
Ensino Secundário.

26 Ensino de Energias, de Eletrónica e 150 créditos no conjunto das três áreas disciplinares e 540 Eletrotecnia
de Automação. nenhuma com menos de 40 créditos.

27 Ensino de Informática . . . . . . . . . . 120 créditos em Informática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 550 Informática


2828 Diário da República, 1.ª série — N.º 92 — 14 de maio de 2014

Requisitos mínimos de formação para ingresso no ciclo


Número Especialidade do grau de mestre Grupos de recrutamento
de estudos conducente ao grau de mestre

28 Ensino de Ciências Agropecuárias 120 créditos em Ciências Agropecuárias . . . . . . . . . . . . 560 Ciências Agropecuárias

29 Ensino de Artes Visuais no 3.º Ciclo 120 créditos em Artes Visuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 600 Artes Visuais
do Ensino Básico e no Ensino Se-
cundário.

30 Ensino de Música (1) . . . . . . . . . . . 120 créditos em Prática Instrumental e Vocal, em Forma- (2)
ção Musical e em Ciências Musicais e nenhuma com
menos de 25 créditos.

31 Ensino de Educação Física nos En- 120 créditos em Educação Física e Desporto . . . . . . . . 260 Educação Física
sinos Básico e Secundário. 620 Educação Física

32 Ensino de Dança (3). . . . . . . . . . . . 120 créditos em Prática da Dança e em Teoria da Dança (4)
e nenhuma com menos de 25 créditos.

(1) As instituições de ensino superior podem optar por concretizar os ciclos de estudos de mestrado com as referências 11,12, 13 e 14 através de um único ciclo de estudos. Nesse caso, a
denominação do ciclo de estudos é, conforme os casos, uma das seguintes: (i) Ensino de Português e de Língua Estrangeira no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário na área de
especialização de Alemão (confere habilitação para a docência nos grupos 300 e 340); (ii) Ensino de Português e de Língua Estrangeira no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário
na área de especialização de Espanhol (confere habilitação para a docência nos grupos 300 e 350); (iii) Ensino de Português e de Língua Estrangeira no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino
Secundário na área de especialização de Francês (confere habilitação para a docência nos grupos 300 e 320); (iv) Ensino de Português e de Língua Estrangeira no 3.º Ciclo do Ensino Básico e
no Ensino Secundário na área de especialização de Inglês (confere habilitação para a docência nos grupos 300 e 330).
(2) As instituições de ensino superior podem optar por concretizar os ciclos de estudos de mestrado com as referências 16, 17 e 18 através de um único ciclo de estudos. Nesse caso, a
denominação do ciclo de estudos é, conforme os casos, uma das seguintes: (i) Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário na área de espe-
cialização de Alemão (confere habilitação para a docência nos grupos 330 e 340); (ii) Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário na área
de especialização de Espanhol (confere habilitação para a docência nos grupos 330 e 350); (iii) Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no 3.º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário
na área de especialização de Francês (confere habilitação para a docência nos grupos 330 e 320).
(3) Em áreas de especialização adequadas a cada um dos grupos a que se refere a Portaria n.º 192/2002, de 4 de março.
(4) Grupos fixados pela Portaria n.º 192/2002, de 4 de março.

Os créditos são indicados segundo o sistema europeu de transferência e acumulação de créditos previsto no Decreto-
-Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 107/2008, de 25 de junho.

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