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QUESTÃO 01- O conceito de saúde sofreu mudanças no decorrer dos tempos.

Várias
explicações foram dadas e, ainda hoje, vários entendimentos coexistem quando
buscamos entender o processo saúde-doença. Entender estes processo é importante para
pensarmos as ações em saúde coletiva para a comunidade. Desta forma, de acordo com o
que você estudou na unidade I do livro didático da disciplina, descreva os conceitos de
SAÚDE e DOENÇA conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) . 

Resposta: Que o conceito de saúde sofreu muitas mudanças ao decorrer dos tempos é
um fato, sabemos que várias explicações foram dadas e que, ainda hoje, várias dessas
explicações coexistem quando buscamos entender o processo saúde. Quando falamos de
saúde relacionamos, imediatamente, o contrário da doença, e por isso, todas as
explicações, até hoje, correlatam esses dois conceitos, os quais passam a ser chamados
de saúde-doença. Ao longo da história, essas explicações foram de formas mágico-
religiosas, unicausais, multicausais, e muitas outras. Dessa vez, argumentarei sobre essas
as quais eu citei e finalizarei a atividade descrevendo o conceito de saúde-doença
conforme a Organização Mundial de Saúde, (OMS).

Na antiguidade, acreditava-se que as doenças eram causadas por elementos naturais e


também sobrenaturais. Nesse período, a compreensão era por meio da filosofia religiosa,
onde acreditava-se que as doenças eram consequências de um pecado ou uma maldição,
como se fosse um sinal de desobediência ao mandamento divino. Na idade média
europeia, continuando nessa mesma linha, a crença era de que a cura de tal doença vinha
por conta da fé ou arrependimento do indivíduo enfermo. O cuidado dos doentes, eram,
boa parte, entregue às ordens religiosas que administravam, inclusive, os hospitais da
época.

Já no início da modernidade, a questão religiosa como um centro de tudo, o


teocentrismo, foi superado devido ao desenvolvimento do conhecimento e a filosofia.
Rene Descartes, um filósofo francês, foi influenciado pela evolução da mecânica, e acabou
postulando um dualismo mente-corpo e o funcionamento do corpo humano como uma
máquina. Portanto, com o desenvolvimento da anatomia, foi possível identificar que a
doença era localizada nos órgãos, a parte chave da máquina corporal. Um pouco mais
adiante, Louis Pasteur e a descoberta do microscópio relevaram a existência de micro-
organismos causadores de doença, o que acabou possibilitando a introdução de vacinas
e soros na medicina. Com isso, pela primeira vez na história, os fatores estavam sendo
descobertos, e então, deram nome à essa época: unicausalidade. Pois, para cada doença,
um agente etiológico deveria ser identificado e combatido por meio das vacinas ou
remédios.

Porém, no início do século XX, a insuficiência da unicausalidade veio à tona, já que os


processos de mudanças ocorridas na sociedade exigiram uma maior explicação sobre o porquê
das doenças e como conseguir a saúde plena. Nesse período, o mundo estava passando pelo o
que chamamos de efeito da transição epidemiológica, onde ocorria a diminuição de doenças
infecciosas e o aumento de doenças degenerativas, a partir daí, a saúde e a doença são
reconhecidas como o equilíbrio/desequilíbrio entre o ambiente, o agente e o hospedeiro,
envolvendo dimensões subjetivas e não mais apenas biológicas. No entanto, essa explicação
foi criticada porque não considerava a aparição de novas doenças, a diminuição das já
existentes e a mutação das já verificadas anteriormente. Com isso, surgiu uma nova proposta
de consenso sobre saúde e doença, no dia 7 de abril de 1948, dia em que, até hoje,
consideramos como Mundial da Saúde. A partir daí, podemos dizer, baseado na OMS, que
“Saúde é o estado do mais completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência
de doença.”

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