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POLÍTICAS E O PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO

INCLUSIVA

EDUCAÇÃO: um direito de todos

A educação brasileira ao longo dos anos vem experienciando mudanças no modo


de ensino, para que o mesmo seja de qualidade, e alcance a todos, por meio disto,
a inclusão escolar da pessoa com necessidades educacionais especiais é um tema
de grande relevância e vem ganhando em debates que explicitam a necessidade da
escola atender às diferenças intrínsecas à condição humana. (SILVEIRA, Flávia
Furtado, 2006)

No Brasil, a Constituição Federal de 1988, art. 208, inciso III (Brasil, 1988),

o Plano Decenal de Educação para todos, 1993– 2003 (MEC, 1993) e os

Parâmetros Curriculares Nacionais (MEC, 1999) (SILVEIRA, Flávia

Furtado, pág 79)

São exemplos de documentos brasileiros que defendem e asseguram o direito de


todos à educação de qualidade, ou seja, todas as escolas devem ter o preparo para
receber tais alunos independente de sua condição, ora física, intelectual, ou social.

A inclusão escolar do deficiente múltiplo – pessoas com duas ou mais deficiências


de base associada, apresentam comprometimento que causam atrasos no
desenvolvimento, na aprendizagem e na capacidade administrativa– que, na maioria
das vezes, é percebido como o educando com necessidades educacionais “mais
acentuadas”, é fato bastante recente na educação brasileira (MEC, 2002).

No entanto, não é a soma da associação de deficiências que irá

caracterizar a deficiência múltipla, mas sim o “nível de desenvolvimento, as

possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de

aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas

pessoas” (GODÓI, 2006, p. 11).


Segundo o autor Fenapaes (2007, apud SILVA, 2011) a evidencia da deficiência
múltipla deve ser levado em consideração de que a mesma pode apresentar-se
mediante a associação de duas caracteristicas, como:

sensoral e psiquica – exemplificam essa condição: (a) Deficiência auditiva

ou surdez associada à deficiência intelectual; (b) Deficiência visual ou

cegueira associada à deficiência intelectual; (c) Deficiência auditiva ou

surdez associada a transtorno mental, ou a sensorial e física – são

exemplos dessa condição: (a) Deficiência auditiva ou surdez associada à

deficiência física; (b) Deficiência visual ou cegueira associada à deficiência

física. (2007, p.23 apud SILVA, 2011)

Para Vygotsky (1993) propor que o desenvolvimento de uma criança deficiente


representa, sempre, um processo criativo. Vygotsky assume uma posição que
privilegia a importância dada à aprendizagem escolar do desenvolvimento e que
reconhece o papel desempenhado pelo professor como mediador no processo de
aquisição de conhecimento, na formação de conceitos científicos e no
desenvolvimento cognitivo de seus alunos.

Páez (2001) descreve que a inclusão pode trazer benefícios incontestáveis

para o desenvolvimento da pessoa com deficiências, desde que seja

oferecido na escola regular, necessariamente, uma Educação Especial que,

em um sentido mais amplo, “significa educar, sustentar, acompanhar,

deixar marcas, orientar, conduzir” (p. 33).

Por isso, é dada a importancia de uma escola que busque a inclusão, e que
pressupõe mudanças físicas, para atender á todos. E que tenham professores para
edificar práticas que realmente estimulem a autonomia, a criatividade e a ampliação
das competências do aluno com deficiência múltipla.

Referências
SILVEIRA, Flávia Furtado and NEVES, Marisa Maria Brito da Justa. Inclusão
escolar de crianças com deficiência múltipla: concepções de pais e professores.
Psic.: Teor. e Pesq. [online]. 2006, vol.22, n.1, pp.79-86. ISSN 1806-3446

GODÓI, Ana Maria de. Educação Infantil. Saberes e Práticas da Inclusão:


dificuldades acentuadas de aprendizagem: deficiência múltipla. 4.ed. Brasília: MEC,
2006.

SILVA, Yara Cristina Romano. Deficiência múltipla: conceito e caracterização.


Anais Eletrônico VIIII EPCC – Encontro Internacional de Produção Científica
Cesumar. CESUMAR – Centro Universitário de Maringá. Editora CESUMAR
Maringá – Paraná, 2011.

Páez, S. M. C. (2001). A integração em processo: da exclusão à inclusão. Escritos


da criança, 6, 29-39

Vygotsky, L. S. (1993). The fundamentals of defectology. Em R.W. Rieber & A. S.


Carton (Orgs.). The collected works of L.S. Vygotsky. vol. 2 (pp. 1-25). New York
and London: Plenum Press. (Trabalho original publicado em 1925).

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