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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA

Teoria e Metodologia da História


(Disciplina obrigatória – Mestrado – 9151162)

Professor responsável:
Anderson Roberti dos Reis (dosreiss@gmail.com)

Aulas:
Sextas-feiras, 14h às 18h

Atendimento individual:
Agendamento por e-mail

Textos do curso disponíveis apenas no DROPBOX


https://www.dropbox.com/sh/j0gfhc00yt7o46m/AABOckPlJrWIAY5v_8O5FepTa?dl=0

EMENTA:
O curso propõe uma análise dos princípios epistemológicos da produção do conhecimento
histórico, enfatizando os elementos teóricos, conceituais e metodológicos. De modo específico,
e atendendo à ementa geral da disciplina obrigatória, buscaremos respostas à seguinte
questão: quais são as condições de possibilidade do conhecimento histórico? Para tanto,
analisaremos ao longo do semestre algumas tradições teóricas que ofereceram soluções para
a referida questão e para os demais elementos a ela vinculados: objetividade, subjetividade e
verdade. O objetivo é oferecer aos alunos do curso de mestrado a possibilidade de aprofundar
o estudo sobre os fundamentos epistemológicos da disciplina histórica, partindo das reflexões
sobre a afirmação do caráter científico da história até às críticas a tal condição.

OBJETIVOS:
. Analisar diferentes tradições teóricas na produção do conhecimento histórico.
. Compreender os fundamentos teóricos, metodológicos, bem como os argumentos dos
autores estudados.
. Propiciar aos pós-graduandos exercícios sistemáticos de leitura e compreensão de textos de
teoria da história.

FORMAS DE AVALIAÇÃO (Ver Roteiro de Atividades)


Haverá três avaliações ao longo do curso:

1. Participação em aula: presença, leitura e discussão dos textos selecionados para as


aulas (Peso 2)

2. Leituras Dirigidas. (Peso 4)

3. Relatório de Leitura (Peso 4)


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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE I. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA

AULA 01 – APRESENTAÇÃO DO CURSO – 10/03

AULA 02 – O PROBLEMA DO CONHECIMENTO HISTÓRICO – 17/03


ARÓSTEGUI, J. A pesquisa histórica: teoria e método. Bauru: Edusc, 2006, p. 23-85.

AULA 03 – DA FILOSOFIA À CIÊNCIA DA HISTÓRIA E MAIS – 24/03


MORIN, E. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014, p. 15-36.

UNIDADE II. A TRADIÇÃO METÓDICA

AULA 04 – RANKE E AS ARMADILHAS DOS ESTEREÓTIPOS – 31/03


RANKE, Leopold von. As grandes potências. In: BUARQUE DE HOLANDA, S. L. von Ranke. Textos
selecionados. São Paulo: Ática, 1979, p. 146-180.
RANKE, Leopold von. O conceito de História Universal. In: MARTINS, E. R. (Org.). A história
pensada. Teoria e método na historiografia europeia do século XX. São Paulo: Contexto, 2010,
p. 202-214.

Leitura Dirigida 1

AULA 05 – O ‘FAMOSO’ MANUAL DE LANGLOIS & SEIGNOBOS – 07/04


LANGLOIS, Ch. V.; SEIGNOBOS, Ch. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Renascença,
1946. Trechos:
Livro II. Capítulo I. Condições gerais do conhecimento histórico (p. 44-49)
Livro II. Capítulo VI. Crítica de interpretação (p. 100-109)
Livro II. Capítulo VII. Crítica interna negativa de sinceridade e de exatidão (p. 110-134)
Livro III. Capítulo I. Condições gerais da construção histórica (p. 148-161)
Livro III. Capítulo V. Exposição (p. 207-220)
Conclusão (p. 221-224)

Leitura Dirigida 2

AULA 06 – AS CRÍTICAS E A CONSTRUÇÃO DA RUPTURA COM O SÉC. XIX – 28/04


SIMIAND, F. Método histórico e Ciência Social. Bauru: Edusc, 2003.

UNIDADE III. A TRADIÇÃO HERMENÊUTICA

AULA 07 – DILTHEY E AS ESPECIFICIDADES DAS CIÊNCIAS HUMANAS – 05/05


DILTHEY, W. A construção do mundo histórico nas Ciências Humanas. São Paulo: Editora Unesp,
2010, p. 167-205.

Leitura Dirigida 3
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AULA 08 – R. G. COLLINGWOOD E A IDEIA DE HISTÓRIA – 12/05


COLLINGWOOD, R. G. A ideia de história. Lisboa: Presença, 1981, p. 376-447.

Leitura Dirigida 4

AULA 09 – PAUL RICOEUR: HISTÓRIA E VERDADE – 19/05


RICOEUR, P. História e verdade. Rio de Janeiro: Forense, 1968, p. 23-44; 167-196.

Leitura Dirigida 5

UNIDADE IV. A TRADIÇÃO MARXISTA

AULA 10 – MARX & ENGELS: ELEMENTOS DO MATERIALISMO HISTÓRICO – 26/05


MARX, K.; ENGELS; F. A ideologia alemã. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 3-86.

Leitura Dirigida 6

AULA 11 – ADAM SCHAFF E A OBJETIVIDADE DA VERDADE HISTÓRICA – 02/06


SCHAFF, A. História e verdade. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. Trechos:
Primeira parte. Capítulo I (p. 65-98)
Terceira parte. Capítulo IV (p. 279-310)

Leitura Dirigida 7

AULA 12 – E. P. THOMPSON E A LÓGICA HISTÓRICA – 09/06


THOMPSON, E. P. A miséria da teoria ou um planetário de erros. Uma crítica ao pensamento de
Althusser. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1981, p. 22-62; p. 180-212.

Leitura Dirigida 8

UNIDADE V. A TRADIÇÃO CÉTICA

AULA 13 – O DESAFIO DE NIETZSCHE AOS HISTORIADORES – 23/06


NIETZSCHE, F. Da utilidade e dos inconvenientes da História para a vida. In: _______.
Considerações intempestivas. São Paulo: Martins Fontes; Lisboa: Presença, s/d, p. 101-205.

Leitura Dirigida 9

AULA 14 – MICHEL FOUCAULT REVOLUCIONA A HISTÓRIA – 30/06


FOUCAULT, M. Nietzsche, a genealogia e a história. In: _______. Microfísica do Poder. 17. ed.
Rio de Janeiro: Graal, 2002, p. 15-37.
FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.
[Introdução]

Leitura Dirigida 10
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AULA 15 – DE VOLTA AO COMEÇO: BALANÇO FINAL DO CURSO – 07/07


Balanço final e entrega dos trabalhos escritos.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
(Textos complementares serão indicados em cada aula)

ARÓSTEGUI, J. A pesquisa histórica: teoria e método. Bauru: Edusc, 2006.


BODEI, Remo. A História tem um sentido? Bauru: Edusc, 2001.
BUARQUE DE HOLANDA, S. L. von Ranke. Textos selecionados. São Paulo: Ática, 1979.
CERTEAU, M. História e Psicanálise. Entre ciência e ficção. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
CHESNEAUX, J. Devemos fazer tábula rasa do passado? Sobre a história e os historiadores. São
Paulo: Ática, 1995.
COLLINGWOOD, R. G. A ideia de história. Lisboa: Presença, 1981.
DILTHEY, W. A construção do mundo histórico nas Ciências Humanas. São Paulo: Editora Unesp,
2010.
DOSSE, F. A história à prova do tempo. Da história em migalhas ao resgate do sentido. São
Paulo: Editora Unesp, 2001.
DROYSEN, J. G. Manual de Teoria da História. Petrópolis: Vozes, 2009.
EAGLETON, T. Después de la teoria. Barcelona: Debate, 2005.
FONTANA, J. A história dos homens. Bauru: Edusc, 2004.
FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Nau, 2002.
GADAMER, H.-G. O problema da consciência histórica. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2003.
GERVINUS, G. G. Fundamentos de Teoria da História. Petrópolis: Vozes, 2010.
GINZBURG, C. O fio e os rastros. O verdadeiro, falso, fictício. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.
GREENBLATT, S. O novo historicismo: ressonância e encantamento. Estudos Históricos, v. 4, n.
8, p. 244-261, 1991.
GREENBLATT, S.; GALLAGHER, K. Practicing the new historicism. Chicago: The University of
Chicago Press, 2000.
HUIZINGA, J. El concepto de la historia y otros ensayos. 2. reimp. México DF: FCE, 1980.
KOSELLECK, H. Estratos do tempo. Estudos sobre história. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.
LANGLOIS, Ch. V.; SEIGNOBOS, Ch. Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Renascença,
1946.
LÖWITH, K. O sentido da história. Lisboa: Edições 70, 1991.
MALERBA, J. (Org.). A história escrita. Teoria e a história da historiografia. 2. ed. Curitiba:
Prismas, 2016.
MARTINS, E. R. (Org.). A história pensada. Teoria e método na historiografia europeia do século
XX. São Paulo: Contexto, 2010.
MARX, K. A ideologia alemã. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
MARX, K. As lutas de classes na França. São Paulo: Boitempo, 2012.
MARX, K. O 18 Brumário e Cartas a Kugelmann. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
NOVAIS, F.; FORASTIERI, R. Nova história em perspectiva. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
OAKESHOTT, M. Sobre a história e outros ensaios. Rio de Janeiro: Topbooks, 2003.
ORTEGA Y GASSET, J. Obras completas. 7. ed. Madrid: Revista de Occidente, 1966. 9 v.
RANKE, L. von. Heródoto e Tucídides. História da historiografia, n. 6, p. 252-259, mar. 2011.
RICOEUR, P. História e verdade. Rio de Janeiro: Forense, 1968.
RICOEUR, P. Interpretação e ideologias. 4. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990.
RORTY, R. Verdade e progresso. Barueri: Manole, 2005.
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SCHAFF, A. História e verdade. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.


SCHAFF, A. Linguagem e conhecimento. Coimbra: Almedina, s/d.
STENGERS, I. A invenção das ciências modernas. São Paulo: Ed. 34, 2002.
SIMMEL, G. Ensaios sobre teoria da história. Rio de Janeiro: Contraponto, 2011.
VEYNE, P. Como se escreve a história e Foucault revoluciona a história. 4. ed. Brasília: Ed. UnB,
2014.
VICO, G. Princípios de (uma) Ciência Nova. São Paulo: Abril Cultural, 1974.

ROTEIRO DE ATIVIDADES

I. Leituras Dirigidas (LD)

. Atividade individual.
. Cada discente deverá escolher duas LD’s (entre as 10 possíveis) para fazer, nas quais serão
discutidos os fundamentos do conhecimento histórico do autor em análise.
. No dia da LD escolhida, os discentes serão responsáveis pela análise e problematização do
texto com base em questões formuladas previamente pelo professor.
. Cada LD valerá cinco pontos e o total dessa atividade tem peso 4 na composição da nota final.

II. Relatório de Leitura (RL)

. Atividade individual.
. Entrega: 7 de julho de 2017. Impresso (não serão recebidos trabalhos por e-mail).
. Cada discente deverá escolher um livro, entre os listados abaixo, para fazer o RL, que tem por
objetivo examinar os fundamentos teóricos dos autores selecionados.
. O RL deverá ser elaborado com base em orientações oferecidas oportunamente pelo
professor.
. O RL valerá dez pontos e terá peso 4 na composição da nota final.
. Os trabalhos devem ser redigidos em letra 12 (a de sua preferência!), espaçamento 1,5 entre
as linhas. São desejáveis relatórios com até 15 páginas, excetuando-se capa, índice, bibliografia
etc.

Livros para o Relatório de Leitura


GREENBLATT, Stephen. Possessões maravilhosas. O deslumbramento do Novo Mundo. São
Paulo: Edusp, 1996.
HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça. Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de
1640. São Paulo: Cia. das Letras, 1987.
KOSELLECK, Reinhart. Crítica e crise. Uma contribuição à patogênese do mundo burguês. Rio
de Janeiro: Contraponto, 1999.
VEYNE, Paul. Os gregos acreditavam em seus mitos? São Paulo: Ed. Unesp, 2014.

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