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O QUE É ESTÉTICA

O estudo do conceito de estética se iniciou no século III


a.C., e evoluiu ao longo dos séculos. O termo “estética” vem do grego aithésis
que se refere à percepção através dos sentidos, ou seja, à sensação. Então,
desde 1750, com a conclusão do professor alemão, Alexander Baumgarten,
estuda-se a estética como a ciência filosófica que determina o caráter da
beleza nas produções naturais e artísticas através dos sentidos. Com isso é
possível concluir que aquilo que é tido como belo depende da época e cultura
em questão, mas entre inúmeras interpretações é aceitável encontrar algumas
conclusões que sejam comuns a todas elas.
O século XVIII foi uma época de grandes mudanças sobre
o pensamento estético. Importantes pensadores iluministas vão acrescentar a
razão nos estudos sobre a estética. Imannuel Kant vai dizer que a beleza não
esta no objeto a ser observado, mas sim no observador. No século XX, a
relação entre o sensível e o senso se aprofunda mais ainda nos estudos sobre
a estética. Os conceitos passam a ser considerados indissociáveis, sendo
assim, conclui-se que o sentimento é sempre carregado de um pensamento, ou
seja, o belo é simultaneamente sentido e compreendido. O resultado desses
estudos chegou à definição atual da estética que é a junção da provocação,
percepção, razão e sensação. Atualmente, a estética pode ser entendida como
o belo na arte.
É perceptível que o conceito de beleza varia muito de
acordo com a influência social, cultural, histórica e política do lugar. Durante a
era primitiva e início das ameaças bélicas, por exemplo, a única importância
era a função da construção (a maioria delas era para abrigo e proteção),
portanto, os materiais utilizados eram basicamente rochas sem detalhes. Já
durante a Idade Média, em razão da predominância do poder e influência da
Igreja Católica, valorizava-se a grandiosidade e a beleza das catedrais, com os
mosaicos e pinturas por toda parte. Na atualidade, destacam-se as obras que
possuem o belo e a funcionalidade trabalhando em conjunto.
Atualmente, a estética é definida como a filosofia da arte,
que estuda tanto os valores artísticos, quanto a essência e a percepção da
beleza. Ela remete ao sentimento que o belo desperta no ser humano. Neste
contexto, o “prazer estético”, também conhecido como o “prazer do belo”, é
reconhecido como o prazer sentido ao se apreciar uma obra artística.

A estética como transmissão de ideias

A arte desperta emoções, e pode estimular a imaginação


e a criatividade; despertar vocações; predispor ao aprendizado; abrir a mente
para o conhecimento; despertar atenção, o interesse; facilitar a memória;
desenvolver a personalidade, o temperamento, o caráter.
Embora a estética seja comumente associada à
percepção do belo, ela não se restringe a isso. Isto porque, além da filosofia, a
estética também compreende diversos outros campos do conhecimento, como
as artes, a psicologia, a arquitetura e o design.
Diferente do objeto prático (que é produzido apenas para
ser útil), o objeto estético mostra a possibilidade de agradar aos espectadores,
afetando-os como experiência sensível, aberta à receptividade. Este tipo de
objeto não visa atender a uma funcionalidade, e o seu valor deixa de vincular-
se apenas à utilidade dele.
Com a atitude estética, o objeto passa a ser contemplado
por sua beleza. Essa percepção estética destaca a possibilidade de
contemplação, compreensão e fruição, baseadas, como diz Kant, no livre jogo
que implica uma associação entre entendimento e imaginação.

Estética clássica e outras estéticas

Na estética clássica, a arte deveria seguir critérios ou


princípios, que serviam como base para desenvolvimento no campo artístico, e
estabeleciam o que era belo ou não. Estes critérios constitutivos da estética
grega estavam presentes em todas as manifestações artísticas (arquitetura,
teatro, escultura, etc).
Dentre estes critérios/princípios clássicos estão o
idealismo, a verossimilhança e naturalismo, a racionalidade, a ética e
moralidade, bem como o humanismo.
Já na estética medieval, a arte defendia a transcendência
do homem ante a natureza, com base nos princípios da transcendência, da
espiritualidade, do misticismo, e da evangelização.
Por fim, na idade moderna houve a retomada dos critérios
clássicos, o que gerou o movimento renascentista. Os artistas procuravam criar
uma arte mais próxima do cotidiano, de modo que é perceptível neste período
tanto a herança religiosa, quanto a figura humana e do homem comum.
Portanto, verifica-se que em cada período histórico há um
conjunto de critérios que avaliam o que é arte, e orientam tanto os artistas
quanto o público. Estes valores estéticos estão sempre ligados às suas
épocas, às tradições de cada local e ao jogo de interesses presentes na
sociedade.