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MANUAL DO PROFESSOR

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MATEMÁTICA
G

E SUAS TECNOLOGIAS
SISTEMAS LINEARES E GEOMETRIA ANALÍTICA

Ensino Médio

Eduardo Chavante | Diego Prestes


G
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MANUAL DO PROFESSOR

D
L
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MATEMÁTICA
E SUAS TECNOLOGIAS P
IA
SISTEMAS LINEARES E GEOMETRIA ANALÍTICA

Ensino Médio
U

Eduardo Chavante
Licenciado em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
Especialista em Mídias na Educação pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Professor da rede pública no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
G

Autor de livros didáticos para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.

Diego Prestes
Mestre em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Educação Matemática pela UEL-PR.
Licenciado em Matemática pela UEL-PR.
Atuou como professor na rede particular no Ensino Médio e no Ensino Superior.
Autor de livros didáticos para o Ensino Médio.

1 a edição, São Paulo, 2020


Quadrante Matemática e suas
Tecnologias – Sistemas lineares
e geometria analítica

D
© SM Educação
Todos os direitos reservados

Direção editorial M. Esther Nejm

Acervo JAMAC
Gerência editorial Cláudia Carvalho Neves
Gerência de design e produção André Monteiro

L
Coordenação de design Gilciane Munhoz
Coordenação de arte Melissa Steiner Rocha Antunes
Coordenação de iconografia Josiane Laurentino
Coordenação de preparação e revisão Cláudia Rodrigues do Espírito Santo
Assistência administrativa editorial Fernanda Fortunato

Projeto e produção editorial Scriba Soluções Editoriais

N
Edição Jacqueline da Silva Ribeiro Garcia, Daiane
Gomes de Lima Carneiro
Assistência editorial: Brunna Leonardi Reprodução de obra em estêncil
Caciolato, Karini de Cassia Leandro Maia, Tadasi do acervo do Jardim Miriam
Matsubara Júnior Arte Clube (JAMAC), associação
Gerência de produção editorial Camila Rumiko Minaki Hoshi sem fins lucrativos formada por
Supervisão de produção editorial: Priscilla de artistas e moradores do bairro

P
Freitas Cornelsen Rosa Jardim Miriam, na cidade de
Coordenação de produção: Daiana Fernanda São Paulo. Fundado em 2004, a
Leme de Melo
partir de um projeto da artista
Gerência de arte André Leandro Silva
plástica Mônica Nador, o JAMAC
Projeto gráfico e design: Marcela Pialarissi
tem como objetivo contribuir
Edição de arte: Tamires Rose Azevedo
para a formação cidadã por meio
Diagramação Carlos Cesar Ferreira, Renan Alves Costa
de oficinas de arte e de diversas
Coordenação de iconografia Erick Lopes de Almeida
atividades culturais.
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Pesquisa iconográfica: Bruna Lombardi Parronchi
Tratamento de imagens: Johannes de Paulo
Preparação e revisão Joyce Graciele Freitas

Capa Gilciane Munhoz


Imagem de capa Acervo JAMAC

Pré-impressão Américo Jesus


Fabricação Alexander Maeda
Impressão
U

Em respeito ao meio ambiente, as Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


folhas deste livro foram produzidas com (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
fibras obtidas de árvores de florestas
Chavante, Eduardo
plantadas, com origem certificada.
Quadrante matemática e suas tecnologias : sistemas
lineares e geometria analítica / Eduardo Chavante,
Diego Prestes. -- 1. ed. -- São Paulo : Edições SM, 2020.
G

ISBN 978-65-5744-103-9 (aluno)


ISBN 978-65-5744-104-6 (professor)

1. Geometria analítica (Ensino médio)


2. Matemática (Ensino médio) 3. Sistemas lineares
(Ensino médio) I. Prestes, Diego. II. Título

20-38902 CDD-510.7
Índices para catálogo sistemático:

1. Matemática : Ensino médio 510.7

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

1a edição, 2020

SM Educação
Rua Tenente Lycurgo Lopes da Cruz, 55
Água Branca 05036-120 São Paulo SP Brasil
Tel. 11 2111-7400
atendimento@grupo-sm.com
www.grupo-sm.com/br
Apresentação

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Querido(a) aluno(a),
Preparamos este livro com dedicação a fim de proporcionar a você

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condições de ampliar o que aprendeu a respeito da Matemática, além de
auxiliá-lo(a) em seu ingresso aos cursos de Ensino Superior e a outros que
você almejar.
Sem um leitor, este livro é apenas um apanhado de letras, números e

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símbolos. No entanto, em suas mãos, ele se torna uma ferramenta, capaz de
expandir seu entendimento acerca do mundo em que estamos inseridos.
Neste material, você vai encontrar textos e tarefas que relacionam
a Matemática com as outras áreas, além de situações em que seu
conhecimento matemático será posto à prova. Esta obra também fornece

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oportunidades de reflexão sobre atitudes que podemos, e devemos,
desenvolver para viver melhor em uma sociedade dinâmica e em plena
transformação.
Bons estudos!
Os autores.
IA

5
capítulo

Cônicas
Matthias Graben/Glow Images

Abertura de capítulo
Nessa seção, você, os
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colegas e o professor
terão a oportunidade de
dialogar a respeito de
temas relevantes que
estarão relacionados
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Vista noturna da ponte


Juscelino Kubitschek,
em Brasília (DF), no
ano 2018.
ao capítulo que será
estudado.

A ponte Juscelino Kubitschek, projetada pelo arquiteto Alexandre Chan e inaugura-


da em 15 de dezembro de 2002, foi construída sobre o lago Paranoá em Brasília (DF).
Em 2003, foi considerada a mais bonita do mundo pela Sociedade de Engenharia do
A ) Se você tivesse que descrever a ponte Juscelino Kubitschek
Estado da Pennsylvania, nos Estados Unidos da América. Com 1 200 m de extensão, os
para alguém que nunca a viu, como você a descreveria?
três arcos construídos com concreto e metal, são seus principais elementos de susten-
tação. Esses arcos sugerem a trajetória de uma pedra quicando sobre o espelho de água B ) Em quais outras situações podemos associar uma parábola?
e têm o formato que lembra o de parábolas, uma das secções cônicas que será estudada C ) Além da parábola, você conhece outras seções cônicas? Em
neste capítulo. caso afirmativo, quais?

122 Não escreva no livro. Não escreva no livro. 123

g21_esm_lt_5smt_c5_p122a135.indd 122 9/15/20 5:47 PM g21_esm_lt_5smt_c5_p122a135.indd 123 9/15/20 5:47 PM

Ícones
Tarefas que exploram as diversas Tarefas que incentivam você a produzir textos ou elaborar
maneiras de usar a calculadora científica o próprio problema, possibilitando uma compreensão
e o uso de softwares. mais aprofundada sobre o assunto tratado.
Tarefas para serem desenvolvidas Indica que as cores apresentadas nas
com os colegas. imagens não correspondem às reais.
Tarefas com maior grau de dificuldade e que Indica que as imagens não são
instigam diferentes estratégias de resolução. proporcionais entre si.
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Anote as respostas no caderno.
Tarefas Tarefas resolvidas Matemática a
11. O sistema abaixo possui infinitas soluções. Verifi- 18. Classifique em SPD, SPI ou SI o sistema linear 2 3 2
R7. Efetue os cálculos indicados em cada item. Pixels
que qual das quádruplas a seguir é uma delas. representado no plano cartesiano a seguir.
1 2 3 0 2 1 0 2 1
[21 2] [ 1 4 ] [0 0] [10 11 12] [ 2 1 0] [ 2 1 0]
⎧2x 2 y 1 2z 1 2w 5 4 y a)
3 5
1 0 22 2
1 1
b) 7 8 9 ? 0 1 2 2 2 ? 0 1 2 A palavra pixel é oriunda da abreviação do termo picture element, que, traduzindo, forma
⎨ x 1 2y 1 z 1 4w 5 26

a expressão elemento de imagem. Ao visualizarmos uma imagem digital com alto índice
⎩ 3x 1 y 2 5z 2 3w 5 21

6
y − x = −2 de aproximação, é possível identificar pequenos quadrados coloridos que, juntos, formam
5 Resolução a figura completa. Esses pontos, que são a menor parte de uma imagem digital, recebem
a ) ( 2, 21, 22, 21 ) c ) ( 1, 1, 1, 0 ) 4
a ) Em expressões matriciais, efetuamos a adição e, depois, a subtração na ordem em que aparecem, da o nome de pixels.
3
b ) ( 1, 22, 1, 21 ) d ) ( 1, 2, 1, 1 ) esquerda para a direita, como em expressões numéricas. Os pixels são dispostos em linhas e colunas, de modo que sua disposição ordenada,
2 (4, 2)

2] [ 1 4 ] [0 0] [21 1 1 2 1 4 ] [0 0] [0 6] [0 0]
com diferentes intensidades de cor, constituem a imagem digital. A posição de um pixel
[21
12. Elabore um sistema linear homogêneo que tenha 3 5 1 1 310 5 1 ( 22 ) 1 1 3 3 1 1
1 0 22 2
1
na imagem permite que ele seja codificado por uma descrição exata e minuciosa de sua

Sergio Lima/ID/BR
5 2 5 2 5
como solução as ternas ( 0, 0, 0 ) e ( 22, 1, 0 ).
−2 −1 0 1 2 3 4 5 6 x
localização e uma intensidade de cor, possibilitando que sejam realizadas, por exemplo,
[0 2 0 6 2 0] [0 6]
−1
13. Ferramentas Resolva, se possível, os sistemas 321 321 2 2 alterações e reconhecimento de padrões nesse tipo de imagem.
−2 y+x =6 5 5
lineares abaixo, classificando-os em SPD, SPI ou SI. Em relação às cores para um pixel, são utilizadas duas representações. Uma é o sistema
b ) Como em expressões numéricas, nesse caso efetuaremos primeiro as multiplicações e, depois, as adições.
{x 2 2y 5 2 { 4x 2 2y 5 4
x1y58 2x 2 y 5 3 RGB (do inglês Red, Green, Blue – vermelho, verde, azul), cuja combinação das três cores
a) c) 19. Para representar um processo ou algoritmo, pode-
mos usar um esquema conhecido como fluxogra- 1 2 3 0 2 1 0 2 1 básicas: vermelho, verde e azul, em diferentes intensidades, resulta em outra cor. Por sua

[10 11 12] [ 2 1 0] [ 2 1 0]
vez, cada cor possui 256 tonalidades, variando da mais clara à mais escura, em que 0 indica
{ 4x 1 2y 5 8
2x 1 y 5 4 ma. Nesse tipo de representação, sempre há um 7 8 9 ? 0 1 2 22 ? 0 1 2 5
b) a ausência e 255 indica a presença máxima dela na combinação. E a outra corresponde à
início e um fim, além de figuras conectadas por se-
tas para indicar o fluxo, ou seja, a ordem dos pas- escala de cinza, na qual o valor 0 é utilizado para a cor preta e o valor 255, para a cor branca,
14. Em certo concurso público, a prova escrita foi com- 1?012?013?2 1?212?113?1 1?112?213?0 2?0 2?2 2?1

[10 ? 0 1 11 ? 0 1 12 ? 2 10 ? 2 1 11 ? 1 1 12 ? 1 10 ? 1 1 11 ? 2 1 12 ? 0] [ 2 ? 2 2 ? 1 2 ? 0]
sos. Veja a seguir um exemplo de fluxograma, no sendo que qualquer valor inteiro nesse intervalo é utilizado para uma tonalidade de cinza.
posta de 40 questões de múltipla escolha. Na corre- 5 7?018?019?2 7?218?119?1 7?118?219?0 2 2?0 2?1 2?2 5
qual é possível fazer a classificação de um sistema No sistema RGB, podemos indicar a cor de um pixel por uma terna (R, G, B), em que cada
ção, cada resposta correta valia 3 pontos e desconta-

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linear em SPD, SPI e SI. letra corresponde à quantidade da cor correspondente na mistura. Por exemplo, a cor
va-se 2 pontos se estivesse errada. Uma questão não
6 7 5 0 4 2 620 724 522 6 3 3 verde é codificada pela terna (0, 255, 0), indicando não haver contribuição alguma das co-
[ 24 43 32] [4 2 0] [ 24 2 4 32 2 0] [ 20 41 32]
assinalada não ganhava nem perdia pontos. 5 18 31 23 2 0 2 4 5 18 2 0
Início Algoritmo: sequência finita de 31 2 2 23 2 4 5 18 29 19 res vermelha e azul e intensidade máxima da cor verde. A cor branca é representada pela
Sabendo que um candidato obteve 90 pontos na regras, que levam à solução 43 2 2 terna (255, 255, 255) e a preta, (0, 0, 0).
nota final da prova, respondendo a todas as ques- Resolver
de um problema ou grupos

[2 3 ]
tões, determine a quantidade de respostas corretas
semelhantes de problemas.
1 22 Com base na quantidade de pixels como uma medida da qualidade das imagens, foi
o sistema R8 . Calcule a matriz inversa de A 5 , caso exista.
e erradas de sua prova. linear. propagado o termo “resolução” para atribuir quantos pixels em altura e em largura uma
Resolução imagem possui. Ao dizer que a resolução de imagem é de 800 3 600 pixels, por exemplo,
15. Em grupo Em certa papelaria, uma lapiseira cus- significa que, nessa configuração, tem-se 800 pixels na horizontal e 600 na vertical, isto
[z w]
x y
Considere a matriz A de ordem 2 3 2, tal que A 5 . Pela definição de matriz inversa, se ela existir,
21 21
ta R 5,40, um lápis preto custa R 2,00 e uma caixa O sistema O sistema é, um total de 480 000 pixels, dispostos em linhas e colunas, como uma representação
de lápis de cor, R 12,00. possui Sim possui uma única
temos de determinar os elementos x, y, z e w, tais que: matricial.
solução? solução?
Com base nos dados acima, elabore um problema
[2 3 ] [z w] [0 1 ]
1 22 x y 1 0 a ) Que relação é possível estabelecer entre matriz e imagem digital? Fotografia em preto e
A?A 5 e
21
que envolva um sistema linear. Troque com um Não ? 5
Sim b ) Se a resolução de uma imagem é de 1 024 3 768 pixels, quantos pixels possui branco da vila de Thira,
colega para que ele o resolva e, em seguida, corri- Não em Santorini, Grécia.
na horizontal e na vertical. E qual é o total de pixels?
[z w] [2 3 ] [0 1 ]
ja os cálculos dele. x y 1 22 1 0 Fotografia de 2019.
A ?A5 .
21
? 5
A B C

Mister_Knight/Shutterstock.com/ID/BR
16. Considere as retas r e s que correspondem, respec-

[ 2x 1 3z 2y 1 3w] [0 1 ]
tivamente, às equações y 5 x 2 7 e y 5 m 2 2x , x 2 2z y 2 2w 1 0

Rogério Casagrande
Resolvendo a primeira igualdade, temos 5 . Assim, pela igualdade de matrizes,
sendo m um número real. Como r e s intersectam- Fim
-se no ponto ( 5, 22 ), qual é o valor de m? ⎧ x 2 2z 5 1
Limite: indica o início
⎪ y 2 2w 5 0
17. (Uece) José quer comprar chocolates e pipocas com os devemos resolver o sistema linear ⎨
ou fim do fluxograma.
.
R 11,00 de sua mesada. Tem dinheiro certo para com- Operação: indica uma ⎪ 2x 1 3z 5 0
prar dois chocolates e três pacotes de pipocas, mas tarefa a ser executada. Tomada de decisão: ⎩ 2 y 1 3w 5 1

N
dependendo da resposta
faltam-lhe dois reais para comprar três chocolates e (sim/não, verdadeiro/
Documento: indica a Nesse caso, podemos separá-lo em dois novos sistemas, pois, das quatro equações do sistema inicial, cada
dois pacotes de pipocas. Nestas condições, podemos apresentação de um falso), o fluxograma segue
par de equações dadas nos novos sistemas depende apenas das mesmas duas incógnitas.
afirmar corretamente que um pacote de pipocas custa resultado. determinado caminho.

{ 2x 1 3z 5 0 {2y 1 3w 5 1
a ) R 2,00. c ) R 1,40. x 2 2z 5 1 y 2 2w 5 0
Determine a qual sistema linear (SPI, SPD e SI) I) II )
b ) R 1,60. d ) R 1,20. corresponde cada letra (A a C) nesse fluxograma.

22 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro. Não escreva no livro. 53 36 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.

Tarefas Tarefas resolvidas Matemática a+


Nessa seção, você será convidado a Essas tarefas complementam Essa seção apresenta, em

P
colocar em prática os conhecimentos os conteúdos apresentados no alguns momentos, situações
que já possui e desafiado a perceber capítulo e auxiliam no trabalho contextualizadas e com informações
aspectos que podem ser melhorados. com as tarefas que você adicionais e, em outros, conteúdos
Algumas tarefas estão indicadas deverá resolver. matemáticos atrelados ao assunto
com ícones. do capítulo em que está inserida.
IA
Passo a passo hidrante, perfume, pó compacto e delineador,
respectivamente. Dessa forma, obtemos o se-
Passo 4: Em seguida, anulamos os coeficientes
de x na 2a e na 3a equação. Para isso, vamos
guinte sistema: multiplicar:
⎧2x 1 2y 1 3z 1 2w 5 563,10
Veja uma sugestão de como podemos resolver um problema seguindo algumas etapas.
⎪ 2x 1 y 1 2z 1 4w 5 566,10
•a1 a
equação por 22 e adicionar à 2a equação;
Problema ⎨ •a1 a
equação por 23 e adicionar à 3a equação.
⎪ 5y 5 304,50 ⎧
x 1 z 1 2w 5 252,60 ⎧x 1 z 1 2w 5 252,60
⎩ 3x 1 2y 1 5z 1 w 5 687,90 ⎪

Passo a passo
Quatro vendedoras, representantes de uma marca específica de maquiagens e cosméticos, decidiram fazer uma
⎨ 2x 1 3z 1 2w 5 441,30 ä ⎨ z 2 2w 5 2 63,90

competição entre elas. Essa competição consistiu em vender quatro tipos de produto, cada um deles pelo mesmo ⎪
⎩ 2z 2 5w 5 2 191,70

Passo 2: Primeiro, observe que na 3a equação
preço, e verificar quem conseguiria vender mais produtos, em um dia, pelo preço combinado. A vendedora Ana ⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10
vendeu 2 cremes hidratantes, 2 perfumes, 3 pós compactos e 2 delineadores. A vendedora Betina vendeu 2 cremes obtemos:
304,50 Passo 5: Agora, vamos anular o coeficiente de z
hidratantes, 1 perfume, 2 pós compactos e 4 delineadores. A vendedora Clara vendeu 5 perfumes, nenhum cre- 5y 5 304,50 ä y 5 ― ä y 5 60,90
5 na 3a equação. Para isso, vamos multiplicar:
me hidratante, nenhum pó compacto e nenhum delineador. Já a vendedora Daniela vendeu 3 cremes hidratantes,
2 perfumes, 5 pós compactos e 1 delineador. Ao final do dia, verificaram que as vendedoras Ana, Betina, Clara e Substituindo y nas demais equações do siste- •a2 a
equação por 22 e adicionar à 3a equação.

Um dos propósitos dessa seção é desenvolver


Daniela arrecadam o total de R 563,10, R 566,10, R 304,50 e R 687,90, respectivamente, pelas vendas realizadas. ma, obtemos:
⎪x1 z 1 2w 5 252,60 ⎧x 1 z 1 2w 5 252,60
Daniela foi quem mais vendeu produtos e mais faturou, pois a comissão pelas vendas é calculada com base no pre- ⎧ ⎨ z 2 2w 5 2 63,90 ä ⎨z 2 2w 5 2 63,90

⎪ 2x 1 121,80 1 3z 1 2w 5 563,10
ço unitário de cada um dos produtos. Qual é o preço de cada um dos produtos vendidos pelas quatro vendedoras? ⎨ 2x 1 60,90 1 2z 1 4w 5 566,10 ä ⎪
⎩ 2 w 5 2 63,90

⎪ ⎩ 2z 2 5w 5 2 191,70
⎩ 3x 1 121,80 1 5z 1 w 5 687,90

o pensamento computacional, apresentando


Entendendo o problema Assim, da 3a equação, obtemos w 5 63,90.
⎧ 2x 1 3z 1 2w 5 441,30 Substituímos esse resultado na 2a equação,
ä ⎨ 2x 1 2z 1 4w 5 505,20

1. Determinamos o que se pede no problema. obtemos z:


⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10

z 2 ( 2 ? 63,90 ) 5 2 63,90 ä z 5 63,90

maneiras de raciocinar, representar, comunicar e


Pede-se o preço de venda de cada um dos produtos de maquiagens e cosméticos: creme hidratante,
Passo 3: A partir do sistema obtido, dividimos os Por fim, substituímos z e w na 1a equação e obte-
perfume, pó compacto e delineador.
coeficientes da 2a equação por 2 e, em seguida, mos x:
2. Identificamos as informações e as condições apresentadas para se resolver o problema. invertemos a posição da 2a e da 1a equação: x 1 63,90 1 ( 2 ? 63,90 ) 5 252,60 ä x 5 60,90

argumentar ao resolver uma situação-problema.


No enunciado do problema, são fornecidos os valores totais arrecadados, em um dia, pelas vendas de ⎧ ⎧ x 1 z 1 2w 5 252,60
Portanto, o creme hidratante ( x ) e o perfu-
⎪2x 1 3z 1 2w 5 441,30 me ( y ) têm o mesmo valor de R 60,90, en-
⎨ x 1 z 1 2w 5 252,60 ä ⎨ 2x 1 3z 1 2w 5 441,30

certas quantidades de produtos de maquiagens e cosméticos de cada uma das quatro vendedoras. Por
exemplo, a vendedora Ana arrecadou o valor total de R 563,10 ao vender, em um dia, 2 cremes hidratan- ⎪ quanto o pó compacto ( z ) e o delineador ( w )
⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10

⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10 têm o mesmo valor de R 63,90.


tes, 2 perfumes, 3 pós compactos e 2 delineadores.

3. Se possível, desenhamos um esquema para representar a situação proposta:

Vendedoras
Quantidade de cosméticos e maquiagens vendidos Valor total arrecadado Avaliando o resultado Será apresentada a resolução de tarefas
passo a passo mobilizando conhecimentos e
Creme hidratante Perfume Pó compacto Delineador com as vendas, em um dia
6. Nessa etapa, analisamos se é possível verificar a solução do problema e escolhemos uma estratégia para isso.
Ana 2 2 3 2 R 563,10
Betina 2 1 2 4 R 566,10 Um modo de verificar a solução é substituir os valores Início

habilidades, a fim de identificar conceitos e


Clara 0 5 0 0 R 304,50
U

determinados para x, y, z e w em cada uma das quatro


Daniela 3 2 5 1 R 687,90 Entenda o problema
equações que compõem o sistema linear inicial e ve-
rificar se cada uma delas será satisfeita. Se isso ocor- Faça um plano e execute-o
Construindo e executando um plano rer, os valores obtidos para x, y, z e w estão corretos.
Obteve a solução? Sim

conceber um processo de resolução.


Se, nesse momento, for verificado que a solução do
4. Com base nos conhecimentos prévios, avaliamos se já resolvemos um problema parecido, e se é possível problema está incorreta, voltem ao início e sigam os Não A solução está correta?
utilizá-lo para obter a solução do problema apresentado. Além disso, analisamos se há algum recurso ou passos indicados no esquema ao lado. Sim Fim
ferramenta disponível para nos auxiliar no processo de resolução.

Pode-se fazer uso de uma calculadora para auxiliar nos cálculos ou utilizar algum software de Geome- 7. Caso a solução esteja correta, refletimos sobre todo o processo e as estratégias adotadas, a fim de compar-
tria dinâmica para representar graficamente a situação apresentada no enunciado e organizá-la em um tilhar com os colegas e o professor. Reservem um momento para essa conversa.
quadro.
Agora é com vocês!
5. Elaboramos e executamos um plano.
Conforme as orientações do professor, elaborem e executem um plano, diferente do exemplo apresentado,
Passo 1: Precisamos montar um sistema de equações lineares com as informações do enunciado (também
para solucionar o mesmo problema proposto nesta seção. Retomem todas as etapas, a fim de se familiarizar
organizadas no quadro). Para isso, primeiro denominaremos por x, y, z e w os preços dos produtos creme
com o passo a passo.

28 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro. Não escreva no livro. 29


G

Criptografia
Valores em ação

A palavra criptografia deriva das palavras em grego kruptós (oculto, secreto) e graphía
Chave:
Verificando rota conhecimento (escrita), ou seja, escrita secreta. Historicamente, foi por causa de informações de caráter
1. Defina com suas palavras o que são matrizes. das convenções sigiloso, enviadas entre reis e generais durante as guerras, que nasceu a necessidade de téc-
de um código
nicas para codificar mensagens. O intuito era proteger essas informações quando houvesse

Valores em ação
secreto que
2. Em uma matriz de ordem m 3 n, o que representam as letras m e n? permite
interceptação do inimigo, para que somente o destinatário, conhecendo a chave, conseguis-
decodificar
3. O que é uma matriz identidade? mensagens. se entendê-las.

4. Quais condições devem ser satisfeitas para que duas matrizes sejam iguais? Se pudéssemos contar com a honestidade de todas as pessoas, o sigilo e a segurança das
informações não seriam necessários. Contudo, nos dias atuais, essa codificação tornou-se
5. Por que não é possível realizar a adição das matrizes A e B a seguir? indispensável, devido aos avanços da tecnologia e da comunicação, pois a ciência do sigilo é
⎡ a 11 a 12 ⎤
⎢ ⎥
usada na segurança das informações trocadas, por exemplo, na maior rede de comunicação
[ 21 a 22 a 23]
Nessa seção, você será
a 11 a 12 a 13
A 5 a 21 a 22 B5 a existente: a internet.
⎣ a 31 a 32⎦
E.Bellusci/ASC Imagens

6. Qual é a relação entre os elementos correspondentes das matrizes opostas?


7. Considerando duas matrizes, A e B, verifique se a afirmação do quadro é verdadeira. Justifique
sua resposta.
Se for possível a multiplicação de A por B, então é possível a multiplicação de B por A.
Escrita secreta
Por volta de 480 a.C. Heródoto
raspou cera de tabuletas,
O código de César
Usado por Júlio César (100-44 a.C.),
é um código simples que consiste
Cifras de Hill
Esse código foi
inventado em 1929 e
Cifra RSA
Criada em 1977, esse é um
dos métodos mais
convidado a refletir a
respeito de diversos
escreveu uma mensagem e em substituir letras por outras. usa uma matriz para conhecidos de criptografia
cobriu novamente com cera; Uma das maneiras é substituir cada codificar e sua inversa para a internet. Sua
8. O que significa dizer que o produto entre duas matrizes não é comutativo? assim, avisou os gregos sobre letra pela seguinte do alfabeto. para decodificar as principal característica é ser
os planos de seu inimigo Exemplo: mensagens. fácil de criptografar e difícil
9. Qual é o elemento neutro da multiplicação de matrizes? Xerxes. CESAR é DFTBS. de decifrar. É baseado em

temas, como o cuidado


números que são produto
10. O fluxograma a seguir pode auxiliar para verificar quais condições? Ao fazer uma compra com o
de números primos muito
grandes.
cartão de crédito pela internet,
os dados informados pelo
Dadas as

com o seu próprio corpo


Início cliente são criptografados.
matrizes A e B. Assim, se alguma pessoa mal-
São de -intencionada interceptar essa
Não mesma Sim A Em sua opinião, qual é a impor-

Verificando rota
informação não conseguirá
entendê-la. Somente a loja terá
ordem? tância da criptografia nas com-

e com o ambiente
a chave para decifrá-la.
pras pela internet?
A quantidade
de colunas de A é igual B Além da internet, que outras
à quantidade de linhas aplicações podemos identificar

e o respeito ao próximo.
Não de B? Sim São quadradas? no dia a dia para a criptografia?

Nessa seção, você A quantidade


de colunas de B é igual
Não Sim C Escreva uma frase usando o códi-
go de César. Depois, troque-a com
um colega para que ele decifre

terá a oportunidade
à quantidade de linhas sua mensagem e você decifre a
Não de A? Sim dele.

[2 1 ]
D Seja a matriz A 5 5 2 um co-
Maxx-Studio/
Shutterstock.com/
ID/BR

de rever os conceitos
Não é possível É possível É possível É possível É possível dificador de mensagens e sua
efetuar adição, efetuar a efetuar a efetuar adição efetuar adição,
chave, a matriz A . Determine
21
subtração ou multiplicação B . A. multiplicação A . B. ou subtração subtração ou
multiplicação entre elas. multiplicação essa chave.

gerais desenvolvidos
entre elas.

Fim

ao longo dos capítulos,


11. O que significa dizer que uma matriz quadrada A de ordem n é invertível?
58 Não escreva no livro.
12. De que maneira matrizes e sistema de equações lineares estão associados?

verificando sua rota de Não escreva no livro. 59

aprendizagem.
A Matemática Determinação da corrente em cada malha
do circuito utilizando sistema linear
do acender das luzes

D
A equação para a malha 1 é 11i1 2 3i2 5 30, pois a corrente i 1 atravessa três resistores (4i114i113i1 ).
Você já parou para pensar em como é feita a distribuição Pelo ramo AB, a malha 2 atravessa parte da malha 1 e a queda correspondente é de 3i 2 volts na
elétrica em sua residência? direção oposta à da malha 2. Assim, pela Lei das Malhas a diferença de potencial elétrico é 30 V.

Ampliando fronteiras
Ao acender uma lâmpada ou ligar um aparelho na tomada, Já para a malha 2, a equação é 23i 1 1 6i 2 2 i 3 5 5 , em que 23i 1 é a queda de diferença de
estamos acionando o funcionamento de um circuito elétrico. potencial elétrico da malha 1 pelo ramo AB na direção oposta da malha 2. O 6i 2 é a soma dos
Circuito elétrico é um conjunto de componentes interliga- quatro resistores da malha 2, e o 2i 3 é a queda de diferença de potencial elétrico da malha 3 pelo
dos em sequência, formando o percurso pelo qual circulam ramo CD na direção oposta à da malha 2.
cargas elétricas. Para a malha 3, a equação é 2i 2 1 3i 3 5 225, pois 2i 2 é a queda de diferença de potencial
Os principais componentes em um circuito elétrico são as elétrico da malha 2 pelo ramo CD na direção oposta à da malha 3. O 3i 3 é a soma dos três

A leitura dos textos apresentados


fontes geradoras de energia, os fios condutores e os resistores. resistores da malha 3 e, pela Lei das Malhas, a soma dessas voltagens corresponde a 225 V,
Algumas das grandezas físicas envolvidas em um circuito pois é a soma de 25 V e 220 V, por causa da direção escolhida para a corrente na malha 3.
elétrico são descritas pela relação U 5 R ? i, em que U é a Logo, temos o seguinte sistema linear:

nessa seção permite que você amplie


diferença de potencial elétrico, medida em volts (V), R é a
resistência elétrica, medida em ohm (), e i é a intensidade de 11i 1 23i 2 5 30
corrente elétrica, medida em ampere (A). 23i 1 16i 2 2i 3 5 5
Para compreender um circuito elétrico, as Leis de Kirchhoff 2i 2 13i 3 5 225

as fronteiras de seu conhecimento em


são fundamentais. Na Lei dos Nós, a soma das correntes que Por meio desse sistema, obtemos as seguintes intensidades para cada malha:
entram em qualquer nó é igual à soma das correntes que saem i 1 5 3 A, i 2 5 1 A e i 3 5 28 A.
dele; na Lei das Malhas, a soma das quedas de diferença de
A Para tratar de circuitos elétricos, são utilizadas algumas leis físicas. Quais são essas leis?

temas sobre a história e as diversas


potencial elétrico ao longo de qualquer circuito é igual à di-

L
ferença de potencial elétrico total em torno do circuito. B Resolva o sistema linear dado no texto e verifique se o resultado fornecido é verda-
deiro. Depois, responda: o que significa o fato de o valor de i 3 ser negativo?
30 V Nó: é um ponto em que três
C Observe o circuito elétrico abaixo e o sistema linear definido com base na análise

aplicações da Matemática.
(ou mais) condutores são
4 i1 4 ligados. desse circuito. Em seguida, resolva-o.
Malha: é qualquer caminho

{i 1 2 5i 2 5 16
B
condutor fechado. 5i 1 2 i 2 5 8
A 8V
3

1 1
i2 i1
2 2

D 1
C Analisando o circuito elétrico ao

Maryane Silva/ASC Imagens


5V 1 lado, percebemos que ele possui

Maryane Silva/ASC Imagens


três malhas fechadas 1, 2 e 3,
i3 com intensidades de correntes
1 1 i2
4

Rogério Casagrande/ASC Imagens


elétricas i 1, i 2 e i 3 , e seus sentidos
são arbitrários.
16 V
20 V

Por convenção, o sentido de uma corrente parte do lado


positivo para o lado negativo do gerador. Se o sentido de-
finido arbitrariamente para a corrente elétrica na malha
coincidir com o convencional, o sinal do produto R ? i e da
diferença de potencial elétrico serão positivos. Caso contrá-
rio, teremos sinal negativo para o produto R ? i e para a

N
diferença de potencial elétrico.
Caminhar com segurança • Evite fones de ouvido para manter a atenção ao trânsito.
• Use sempre a faixa de segurança e as passarelas.
Alguns dispositivos de manobra e de segurança são usados para acionar
ou interromper o funcionamento de um circuito elétrico. Os mais
comuns são os interruptores, os fusíveis, as chaves e os disjuntores.
• Ande sempre na calçada.
• Você já precisou atravessar a rua pela faixa de pedes- • Em ruas sem calçada, caminhe em sentido oposto aos carros, para ser visto com 80
facilidade pelos
Bate-papo inicial

tres e percebeu que o tempo programado pelos semá- Não escreva no livro. Não escreva no livro. 81
motoristas; quando em grupo, ande em fila, um atrás do outro.

Matemática
foros foi insuficiente para a travessia?
• Em sua opinião, quais são os possíveis impactos no • Obedeça às sinalizações e, quando houver semáforos para pedestres, só atravesse com sinal verde.

em ação
trânsito ao aumentar ou diminuir o tempo de travessia
para os pedestres? Além de conhecer e praticar bons hábitos no trânsito, outro fator que deve ser
considerado é o tempo que o pedestre gasta para atravessar uma rua. Um

Standard Studio/Shutterstock.com/ID/BR
• Converse com o professor e os colegas a respeito das estudo realizado por pesquisadores brasileiros verificou que a velocidade
dificuldades que as pessoas idosas enfrentam em sua
com que uma pessoa realiza uma caminhada diminui à medida que a
Fotomontagem de Keithy Mostachi. Fotos: Peter Hermes Furian/Shutterstock.com/ID/BR e José Vitor Elorza/ASC Imagens

locomoção principalmente na travessia pela faixa de


idade aumenta, ou seja, pessoas mais idosas tendem a levar mais tempo
pedestres.
ao atravessar a rua. Esse tempo de travessia deve ser levado em conside-
ração para que políticas públicas sejam aperfeiçoadas visando à segurança
Ao trabalhar em grupo, ouçam um ao outro, respeitando
dos pedestres e ao fluxo de trânsito.

Matemática em ação
a opinião de cada um, e aguarde sua vez para falar.

Imagine o trânsito de uma grande cidade. Que elementos


compõem essa cena? Ruas, carros, motocicletas, ônibus, placas Antes de iniciar a simulação sobre a veloci- • Você considera que o trajeto feito pelo pedes-
dade de travessia de uma rua, leia a informação tre é o mais seguro? Ele poderia ter atravessa-
Mão na massa

de sinalização e, os pedestres. Embora nem sempre sejam muito


lembrados, os pedestres fazem parte do trânsito e têm direitos e a seguir e, depois, responda aos questiona- do a rua escolhendo um trajeto menor? Se
deveres, como todos os envolvidos. mentos. sim, de quantos metros seria esse trajeto?

Nessa seção, você terá a oportunidade de

P
De acordo com o Relatório da Situação Global da OMS sobre > A velocidade de caminhada geralmente • Considerando a velocidade mencionada
Segurança no Trânsito, publicado em 2018, em todo o mundo adotada para fins de cálculo do tempo de anteriormente, em quanto tempo a distân-
cerca de 23% das mortes no trânsito foram de pedestres. Quan- travessia nas faixas de pedestre é 4,3 km/h cia do ponto A ao ponto B seria percorrida?

colocar a Matemática em ação, dentro e fora


do caminhamos pelas ruas, não utilizamos nenhum acessório ou 1,2 m/s. Esse valor ajuda a definir quan- E do ponto A ao ponto C?
de segurança. Por isso, devemos ter muito cuidado para preve- to tempo o semáforo permanece verde pa- > Seguindo os procedimentos informados pelo
nir acidentes e também prestar atenção nas medidas de segu- ra que o pedestre consiga atravessar. professor, faça a seguinte simulação:
rança implantadas nas vias e nas rodovias. • Certo pedestre atravessou a rua conforme o
da escola, e de perceber a sua relação com
> simular pessoas de diferentes idades
Uma das principais regras para o pedestre manter uma segu- esquema a seguir, indo do ponto A ( 3, 12 ) ao percorrendo uma caminhada de 12 m;
rança adequada no trânsito é ver e ser visto, ou seja, ficar atento ponto B ( 10, 2 ). Qual foi a distância percorrida,
> essas pessoas estarão atravessando
e certificar-se de que os motoristas notaram sua presença. em metros, pelo pedestre?
uma rua;
Placa de sinalização incluindo a campanha Pé na Faixa.
A campanha educativa Pé na Faixa, aderida em vários municípios
brasileiros, tem como foco diminuir as estatísticas de acidentes e mortes
no trânsito, gerando uma mudança de comportamento em todos os
y

12
A
> registre o tempo de duração dessas
travessias;
> calcule a velocidade.
outras áreas do conhecimento.
usuários da via.
10 • A que conclusões podemos chegar a respeito
desse experimento?
Veja a seguir outras atitudes que podem evitar acidentes 8
> Converse com os colegas sobre os seguintes
ou até salvar vidas. 6
questionamentos:
• Ao descer de um veículo, aguarde na calçada sua saída e 4
depois atravesse a rua. 2
• Você considera que a cidade em que mora é
C B bem sinalizada e possui estruturas para a se-
• Nunca volte para buscar objetos derrubados durante a
Keithy Mostachi

0 2 4 6 8 10 12 x gurança dos pedestres? Se não, o que poderia


travessia de uma via. Termine de atravessar e, quando for
ser feito para melhorar?
seguro, volte e pegue o que derrubou.
• Olhe sempre para os dois lados; se necessário, olhe mais Considere o metro a unidade de medida
• Quais atitudes citadas no texto você costuma
praticar no trânsito quando está no papel de 2o passo:
de uma vez e deixe claro para os motoristas a intenção do plano cartesiano.
um pedestre? Justifique sua resposta.
Ferramentas
IA
de atravessar. Como as retas que representam as equações são distintas e se intersectam em um único
ponto, esse sistema linear é possível e determinado (SPD). Caso as retas fossem coinci-
dentes, o sistema linear seria possível e indetermi-
120 Não escreva no livro. Não escreva no livro. 121 nado (SPI). Se fossem paralelas, o sistema linear Ferramentas Pontos Figuras Retas Medidas Transformações Mídia
X

seria impossível (SI). A

Software de Geometria dinâmica 148 Quando as retas são distintas e se intersectam em eq1
y
eq2
eq1: x 1y51
y52x 11
Sistema linear 2 3 2 148 Retas perpendiculares 151 um único ponto, é possível determinar as coorde-
6
5 eq2: 22x 13y513

Distância entre dois pontos 149 Circunferência 151 nadas desse ponto de intersecção. Para isso, sele- A
4
3
y50.67x 14.33
A5Intersecção(eq1, eq2)
Coordenadas do ponto Elipse 152 cione o botão na aba Pontos e, depois, clique
2 (22, 3)

médio de um segmento 150


1
Hipérbole 153 sobre uma reta e, em seguida, sobre a outra. Ime-
+

210292827262524232221 0 1 2 3 4 5x
Reta 150 Parábola 153 diatamente, após clicar sobre a segunda reta, será
21
22
Retas paralelas 150 criado o ponto de intersecção, que, nesse caso,
23

é ( 2 2, 3 ).
Software de Geometria dinâmica
{2 2x 1 3y 5 13
x1y51
Logo, a solução do sistema linear é o par ordenado ( 2 2, 3 ).

Ferramentas
A utilização de um software de Geometria dinâmica auxilia na construção de figuras geo-
métricas planas e diversos outros elementos. Alguns desses programas podem ser baixados
gratuitamente da internet em computadores, tablets e smartphones ou até mesmo ser ma-
Distância entre dois pontos
nipulados por meio de um navegador de internet. Geralmente, eles dispõem de ferramentas Veja como determinar a distância entre dois pontos utilizando um software de Geo-
acessíveis, além de divisões entre as janelas algébrica e geométrica. metria dinâmica. Para isso, vamos considerar A ( 1, 2 ) e B ( 4, 3 ). A distância entre esses dois
pontos é definida pelo comprimento do segmento de reta cujas extremidades são os

Nessa seção, você vai aprender a utilizar


barra de
X

Ferramentas Pontos Figuras Retas Medidas Transformações Mídia


ferramentas pontos A e B.
y + 1o passo:
5
No campo ENTRADA, digite A 5 ( 1, 2 ) e pressione ENTER. Em seguida, digite B 5 ( 4, 3 ) no

a calculadora científica, a planilha


4
3 campo ENTRADA e pressione ENTER. Os pontos vão aparecer na janela de geometria.
janela de
Outra maneira de criar esses pontos é utilizar o botão A da aba Pontos. Para isso,
2
álgebra
janela de 1
geometria basta selecioná-la e clicar no local exato das respectivas coordenadas no plano carte-

eletrônica LibreOffice Calc, um software


26 25 24 23 22 21 0
siano da janela de geometria.
Sergio Lima

1 2 3 4 5 6 x
21

2o passo:
Sistema linear 2 3 2 Construa um segmento de reta cujas extremidades sejam os pontos A e B. Para isso, no

de Geometria dinâmica e o Scratch, Para representar geometricamente um sistema linear 2 3 2 e classificá-lo de acordo
com a quantidade de soluções que admite, basta digitar cada uma das equações no campo
ENTRADA, que fica na janela de álgebra, pressionar ENTER e verificar a posição das retas.
campo ENTRADA, digite Segmento ( A, B ) e pressione ENTER. O segmento de reta vai
aparecer na janela de geometria.
Outra maneira de criar esse segmento

todos explorados como ferramentas


Observe o exemplo a seguir.
X

de reta é utilizar o botão na aba Ferramentas Pontos Figuras Retas Medidas Transformações Mídia

Retas. Para isso, basta selecioná-la e


a=1
1o passo:
U

y
Ronaldo Lucena e Sergio Lima

clicar nos pontos A e B na janela de


A5(1, 2)
Considere o sistema linear
Ferramentas Pontos Figuras Retas Medidas Transformações Mídia
5 B5(4, 3)

Ilustrações: Ronaldo Lucena e Sergio Lima


{
que aprofundam seus conhecimentos
x1y51
a=1
geometria. 4 f 5Segmento(A, B )

. No campo eq1
y eq1: x 1y51
Quando um segmento de reta é cria-
3
B 3.16
2 2x 1 3y 5 13 6
eq2
eq2: 22x 13y513 2
A
+

ENTRADA, digite x 1 y 5 1 e 5 + do, automaticamente seu comprimen- 1


4
pressione ENTER. Em seguida, digite to é informado na janela de álgebra.

matemáticos.
3
25 24 23 22 21 0 1 2 3 4 5 x
No caso desse segmento, a medida é
2
2 2x 1 3y 5 13 no campo ENTRADA 1
21

e pressione ENTER. As retas que 210292827262524232221 0 1 2 3 4 5x


aproximadamente 3,16 unidades de
21
representam essas equações vão 22 comprimento.
aparecer na janela de geometria.
23

148 Não escreva no livro. Não escreva no livro. 149

BNCC
G

Esta coleção busca dar a você embasamento para que


desenvolva as Competências gerais, as Competências Competência específica de Matemática e
suas Tecnologias
específicas de Matemática e suas Tecnologias para o
Ensino Médio e as Habilidades atreladas a elas. Essas
3
Utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimen-
competências e habilidades estão presentes na Base tos matemáticos para interpretar, construir modelos e
Nacional Comum Curricular (BNCC), documento no qual resolver problemas em diversos contextos, analisando
toda a coleção está pautada. Além disso, o trabalho desta a plausibilidade dos resultados e a adequação das so-
luções propostas, de modo a construir argumentação
coleção favorece, em alguns momentos, o desenvolvi- consistente.
mento de aspectos de competências específicas de outras
áreas, sobretudo relacionadas às Ciências da Natureza. Habilidades
(EM13MAT301) Resolver e elaborar problemas do coti-
Veja a seguir as competências gerais, as habilidades e
diano, da Matemática e de outras áreas do conhecimen-
as competências específicas de Matemática e suas Tec- to, que envolvem equações lineares simultâneas, usan-
nologias que serão desenvolvidas neste volume, assim do técnicas algébricas e gráficas, com ou sem apoio de
como as Competências específicas de Ciências da Na- tecnologias digitais.
tureza e suas Tecnologias nele abordadas.
(EM13MAT315) Investigar e registrar, por meio de um flu- aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos

D
xograma, quando possível, um algoritmo que resolve um socioambientais e melhorem as condições de vida em
problema. âmbito local, regional e global.

Competências gerais
2 Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da
Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos,

L
1 Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução
construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digi- dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender
tal para entender e explicar a realidade, continuar apren- decisões éticas e responsáveis.
dendo e colaborar para a construção de uma sociedade
justa, democrática e inclusiva.
3 Investigar situações-problema e avaliar aplicações do

N
conhecimento científico e tecnológico e suas implica-

2 Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abor-


dagem própria das ciências, incluindo a investigação, a
ções no mundo, utilizando procedimentos e linguagens
próprios das Ciências da Natureza, para propor solu-
reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, ções que considerem demandas locais, regionais e/ou
para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, for- globais, e comunicar suas descobertas e conclusões a
mular e resolver problemas e criar soluções (inclusive públicos variados, em diversos contextos e por meio de
tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferen- diferentes mídias e tecnologias digitais de informação e

P
tes áreas. comunicação (TDIC).

Neste volume, por meio dos conteúdos expostos e


3 Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e cul-
turais, das locais às mundiais, e também participar de práti- das tarefas propostas, serão abordados os assuntos
cas diversificadas da produção artístico-cultural. Sistemas lineares, Matrizes e Determinantes e Geo-
metria analítica, com o objetivo de ampliar seu conhe-
IA
cimento e desenvolver as habilidades e as competên-
5
Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de in-
formação e comunicação de forma crítica, significativa, cias relacionadas a eles.
reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo
as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar
informações, produzir conhecimentos, resolver proble- Objetivos a serem desenvolvidos ao trabalhar
mas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal o conteúdo que envolve Sistemas lineares
e coletiva.
• Identificar uma equação linear e distinguir equação ho-
mogênea de equação não homogênea.
6 Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais
e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe • Representar geometricamente o conjunto solução de
U

possibilitem entender as relações próprias do mundo uma equação linear.


do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da • Classificar os sistemas lineares em relação à quantidade
cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, auto- de soluções.
nomia, consciência crítica e responsabilidade. • Representar geometricamente o conjunto solução de
sistemas lineares 2 3 2.
• Determinar a solução geral de um sistema linear possí-
8
Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e
G

emocional, compreendendo-se na diversidade humana vel e indeterminado.


e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com au- • Resolver um sistema linear 2 3 2 utilizando diferentes
tocrítica e capacidade para lidar com elas. métodos de resolução.
• Resolver um sistema linear 3 3 3 pelo método de esca-
lonamento.
10 sabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, to-
Agir pessoal e coletivamente com autonomia, respon-
• Utilizar os conhecimentos sobre sistemas lineares para
mando decisões com base em princípios éticos, demo- interpretar, representar, elaborar e resolver situações-
cráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. -problema.

Vamos explorar os conceitos de equação linear e


Competências específicas de Ciências sistema linear. Espera-se que você aprofunde seus
da Natureza e suas Tecnologias conhecimentos e torne-se capaz de resolver sistemas
lineares 2 3 2, 3 3 3 e outros, aplicando os métodos es-

1 Analisar fenômenos naturais e processos tecnológi-


cos, com base nas interações e relações entre matéria
tudados. Espera-se que compreenda esses métodos e
consiga decidir qual é o melhor para utilizar em deter-
e energia, para propor ações individuais e coletivas que
minada situação.
Objetivos a serem desenvolvidos ao trabalhar o • Compreender o conceito de reta.

D
conteúdo que envolve Matrizes e Determinantes • Distinguir as diferentes formas de escrita da equação
da reta.
• Representar um conjunto de dados na forma matricial. • Determinar a equação de uma reta conhecendo seu co-
• Identificar os diversos tipos de matrizes. eficiente angular e um de seus pontos ou conhecendo
• Reconhecer e utilizar a linguagem matricial. dois de seus pontos.
• Realizar operações que envolvam matrizes. • Identificar a posição relativa entre duas retas no plano

L
cartesiano.
• Determinar a inversa de uma matriz quando existir.
• Determinar a medida do ângulo agudo formado por
• Resolver expressões matriciais por meio das proprieda-
duas retas concorrentes.
des das operações matriciais.
• Calcular a distância entre um ponto e uma reta no plano
• Associar matrizes a sistemas lineares.
cartesiano.
• Resolver possíveis problemas do cotidiano utilizando o

N
• Associar Álgebra com Geometria.
conceito de matriz.
• Compreender a circunferência como um lugar geo-
• Desenvolver estratégias para calcular o determinante de
métrico.
uma matriz.
• Identificar e representar uma circunferência em um pla-
• Calcular o determinante de uma matriz quadrada, utili-
no cartesiano por meio de sua equação e vice-versa.
zando a regra de Sarrus.
• Entender como as cônicas são obtidas por meio da su-
• Identificar e aplicar propriedades dos determinantes

P
perfície cônica circular reta de duas folhas.
para resolver situações-problema.
• Compreender elipse, hipérbole e parábola como lugares
• Reconhecer e aplicar o teorema de Binet.
geométricos.
• Retomar a discussão de sistemas lineares por meio de
• Identificar as cônicas em um plano cartesiano a partir de
determinantes. suas equações e vice-versa.
• Identificar os principais elementos de uma curva cônica.
A ideia de matrizes e suas operações são trabalha- • Ampliar o estudo a respeito de parábola.
IA
das por meio de situações contextualizadas, a fim de • Identificar a simetria das curvas cônicas.
que perceba o uso desse conteúdo em seu dia a dia.
Além disso, são propostas situações para que você re- Nos anos finais do Ensino Fundamental, você teve a
conheça as matrizes como ferramentas importantes na oportunidade de trabalhar com pontos e retas no pla-
resolução de sistemas lineares. E os determinantes são no cartesiano. Diversos conceitos relacionados a ponto
apresentados como um número real que pode ser as- e reta são formalizados e ampliados no estudo da Geo-
sociado a uma matriz quadrada. São estudadas algumas metria analítica. Inicialmente, é relembrada a noção de
propriedades e diferentes métodos para calcular o de- plano cartesiano ortogonal. Em seguida, são abordadas
terminante de matrizes. Além disso, são propostas tare-
U

ideias relacionadas ao ponto, como a distância entre


fas para calcular determinantes de matrizes de ordem dois pontos, ponto médio de um segmento de reta e
1, 2 e 3 e para verificar se um sistema linear é possível e o baricentro de um triângulo. Também é apresentada
determinado, possível e indeterminado ou impossível. a relação entre pontos colineares e determinantes. A
ideia de determinante também é explorada para o cál-
Objetivos a serem desenvolvidos ao trabalhar o
culo de área de um triângulo. No trabalho com a reta,
G

conteúdo que envolve Geometria analítica


são exploradas, algébrica e graficamente, as ideias de
• Conceituar plano cartesiano ortogonal e coordenadas equação da reta, de coeficientes da reta, de posição re-
cartesianas. lativa entre duas retas no plano cartesiano e de ângulo
• Calcular distância entre dois pontos no plano cartesiano entre duas retas concorrentes.
ortogonal.
No trabalho com circunferência, é relembrada sua defi-
• Determinar as coordenadas do ponto médio de um seg-
nição, já abordada no Ensino Fundamental, e são explora-
mento.
• Verificar a condição de alinhamento de três pontos. das as propriedades da circunferência no plano cartesia-
• Resolver problemas que envolvam distância entre dois no, assim como são desenvolvidas as equações reduzida
pontos e ponto médio de um segmento. e geral. As seções cônicas são exploradas por meio de si-
• Calcular a área de triângulo por meio de determinantes. tuações nas quais você é convidado a identificar as curvas
• Identificar um arco de circunferência. que representam a elipse, a hipérbole e a parábola. Com
• Compreender o conceito de círculo trigonométrico. base nisso, é desenvolvido o estudo de cada uma das cô-
• Compreender o conceito de tangente de um arco trigo- nicas, explorando seus elementos e suas propriedades e
nométrico.
trabalhando suas equações reduzidas.
D
L
Capítulo 1 Igualdade de matrizes ............................... . . . . . . . . . . . . . 41
Sistemas lineares ......................................... 10 Transposta de uma matriz ....................... . . . . . . . . . . . . . 41
Equação linear ........................................................... 12 • Matriz simétrica............................................. . . . . . . . . . . . . . 42

N
• Solução de uma equação linear ............................... 13 Tarefas .............................................................. . . . . . . . . . . . 44
Tarefas . . . . . . . . . . . . . . . ........................................................... 15 Operações com matrizes........................... . . . . . . . . . . . . 45
Sistema de equações lineares ............................. 16 • Adição de matrizes ....................................... . . . . . . . . . . . . 45
• Solução de um sistema linear................................... 17 • Subtração de matrizes ................................. . . . . . . . . . . . . 46

• Sistema linear 2 × 2 ................................................... 19


• Classificação de um sistema linear ......................... 18 • Multiplicação de um número

P
real por uma matriz ...................................... . . . . . . . . . . . . . 47
Matemática a+ • Multiplicação de matrizes ............................ . . . . . . . . . . . 48
Método da substituição e da adição ............. 20 Matriz inversa ................................................ . . . . . . . . . . . . 51
Tarefas . . . . . . . . . . . . . . . .......................................................... 22 Matrizes associadas a um sistema linear . . . . . . . . 51
Escalonamento de um sistema linear.............. 23 Tarefas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
IA
• Resolução e classificação de um sistema linear Valores em ação
escalonado . . . . . . . ........................................................... 23 Criptografia................................................. . . . . . . . . . . . . 58
• Procedimentos para escalonar Verificando rota . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . 59
um sistema linear ...................................................... 25
Passo a passo . . .......................................................... 28 • CEMT 3; CECNT 2; CG 1, 2, 5, 6, 8 e 10
Tarefas . . . . . . . . . . . . . . . .......................................................... 30 • EM13MAT315

Verificando rota ........................................................ 31


Capítulo 3
U

• CEMT 3; CG 8 Determinantes ..................................... . . . . . . . . . . 60


• EM13MAT301; EM13MAT315 Determinante de uma matriz................... . . . . . . . . . . . 62
• Determinante de uma matriz de ordem 1 . . . . . . . . . . . . . 62
Capítulo 2 • Determinante de uma matriz de ordem 2 . . . . . . . . . . . . . 62
Matrizes. . . . . . . . ......................................................... 32 • Determinante de uma matriz de ordem 3 . . . . . . . . . . . . . 63
G

Definição de matriz ................................................. 34 • Propriedades dos determinantes ............... . . . . . . . . . . . . 63


Matemática a+ Tarefas .............................................................. . . . . . . . . . . . 66
Pixels . . . . . . . . . . . . . . .......................................................... 36 Matemática a+
Tarefas . . . . . . . . . . . . . . . .......................................................... 38 Consequência do teorema de Binet .. . . . . . . . . . . . . 68
Alguns tipos de matrizes ...................................... 39 Cálculo do determinante utilizando
• Matriz quadrada ......................................................... 39 escalonamento ............................................. . . . . . . . . . . . . 69
• Matriz linha . . . . . . .......................................................... 40 Tarefas .............................................................. . . . . . . . . . . . . 72
• Matriz coluna . . . .......................................................... 40 Discussão de sistemas lineares ............... . . . . . . . . . . . . 73
• Matriz nula . . . . . . . ........................................................... 41 Tarefas .............................................................. . . . . . . . . . . . 78
D
L
Verificando rota ....................................................... 79 Tarefas .......................................................... . . . . . . . . . . . . . . 118
Ampliando fronteiras Verificando rota ......................................... . . . . . . . . . . . . . 119
A Matemática do acender das luzes ............. 80 Matemática em ação
Caminhar com segurança .................. . . . . . . . . . . . . . 120

N
• CECNT 1 e 3; CG 2
• CEMT 3; CG 5
Capítulo 4
• EM13MAT315
Ponto e reta ...................................................... 82
Sistema cartesiano ortogonal Capítulo 5

P
de coordenadas ........................................................ 84
Cônicas ..................................................... . . . . . . . . . . . . 122
• Distância entre dois pontos ..................................... 85
Circunferência ............................................ . . . . . . . . . . . . . 124
Tarefas . . . . . . . . . . . . ............................................................. 87
Tarefas .......................................................... . . . . . . . . . . . . . 128
• Coordenadas do ponto médio de um
segmento . . . . . . ............................................................. 89 Secções cônicas .......................................... . . . . . . . . . . . . 129
• Condição de alinhamento de três pontos ............ 90 • Elipse ............................................................ . . . . . . . . . . . . . . 130
IA
Matemática a+ Tarefas .......................................................... . . . . . . . . . . . . . 134
Baricentro de um triângulo.............................. 92 • Hipérbole...................................................... . . . . . . . . . . . . . 135
Tarefas . . . . . . . . . . . . ............................................................. 93 Tarefas .......................................................... . . . . . . . . . . . . . 140
Área de um triângulo por • Parábola ...................................................... . . . . . . . . . . . . . . . 141
meio de determinantes......................................... 94 Tarefas .......................................................... . . . . . . . . . . . . . 145
Tarefas . . . . . . . . . . . . ............................................................. 96 Verificando rota ......................................... . . . . . . . . . . . . 147
Equações da reta ..................................................... 97
U

• Arcos de circunferência ............................................ 97 • CECNT 2; CG 3 e 8


• Medida de um arco de circunferência .................... 97
• Circunferência trigonométrica ................................. 97
• Tangente de um arco trigonométrico ................... 98 Ferramentas.............................................. . . . . . . . 148
Reta. . . . . . . . . . . . . . . . . . ............................................................. 99
G

Leitura e pesquisa ................................. . . . . . . . 154


• Equações da reta....................................................... 101 Gabarito ...................................................... . . . . . . . . . 156
Tarefas . . . . . . . . . . . . ........................................................... 107 Siglas ............................................................ . . . . . . . . 160
Posição relativa entre duas retas Referências bibliográficas ................ . . . . . . . . 160
no plano cartesiano .............................................. 109
• Retas paralelas. ........................................................ 109
• Retas concorrentes ................................................... 110 CEMT: Competência específica de Matemática e suas
• Retas perpendiculares .............................................. 111 Tecnologias da BNCC
CECNT: Competência específica de Ciências da Natureza
Tarefas . . . . . . . . . . . . ............................................................ 113
e suas Tecnologias da BNCC
• Ângulo entre duas retas concorrentes .................. 115 CG: Competência geral da BNCC
• Distância de um ponto a uma reta ........................ 116
1

D
capítulo

Sistemas lineares

L
N
P
IA
U
G

O consumo de frutas é essencial para o bom funcionamento do organismo, pois pos-


suem vitaminas, minerais e compostos bioativos que podem ter ação antioxidante e
anticancerígena, além de trazer benefícios e melhorar o sistema imunológico. Embora o
consumo de frutas em geral seja benéfico, é preferível que se consuma frutas da estação.
Além de serem mais saborosas, as frutas da estação são também mais nutritivas, já que
as plantas se desenvolvem melhor e captam mais nutrientes do solo em determinadas
épocas do ano. Vale ressaltar também que, para produzir frutas fora de época, os agricul-
tores necessitam de mais recursos, como o uso de pesticidas e de agrotóxicos, o que, além
de serem prejudiciais à saúde, também aumentam os custos de produção, de tal modo que
os custos são refletidos no preço final do produto.
Calcular o preço final de cada fruta com base na quantidade comprada, no preço por
unidade, e no valor total gasto na compra é uma aplicação do estudo de sistemas lineares,
conteúdo que estudaremos neste capítulo.

10 Não escreva no livro.


D
salada de frutas

L
Alena Haurylik/Shutterstock.com/ID/BR
N
P
IA
U
G

Respostas nas Orientações para o professor.


A ) Quais frutas você costuma consumir com mais frequência em seu dia a dia?
Qual é a sua fruta favorita?
B ) Supondo que Lineu gastou R 8,00 na feira e comprou bananas e maçãs. Sa-
bendo que ele comprou 1 kg de cada fruta, é possível saber o valor pago pelo
quilograma de bananas e de maçãs?
C ) Realize uma pesquisa e descubra quais são as frutas da estação atual e tam-
bém da próxima estação.

Não escreva no livro. 11


Equação linear

D
Welinton comprou 2 kg de banana, 1 kg de laranja e 1 kg de maçã e pagou R 13,00 por
∙ EM13MAT301
essas frutas. Quantos reais Welinton pagou pelo quilograma de cada tipo de fruta?
∙ EM13MAT315
Para responder a essa pergunta, vamos inicialmente representar o preço das frutas por
meio de incógnitas.

L
• x: preço do quilograma da banana;

Dima Sobko/Shutterstock.com/ID/BR
• y: preço do quilograma da laranja;
• z: preço do quilograma da maçã.

N
O consumo regular de frutas diminui
o risco de contrair várias doenças.

Devemos determinar os valores positivos de x, y e z que satisfaçam a equação:


2x 1 y 1 z 5 13

P
Essa é uma equação linear de incógnitas x, y e z.
Equações do 1o grau com uma ou mais incógnitas são chamadas de equações lineares.

Denomina-se equação linear aquela que pode ser escrita na


forma:
a 1x 1 1 a 2x 2 1 a 3x 3 1 … 1 a nx n 5 b
IA
em que:
• a , a , a , …, a são números reais chamados coeficientes;
• x , x , x , …, x são as incógnitas;
1 2 3 n

1 2 3 n

• b é um número real chamado termo independente.


Exemplos
U

1
a 7x 2 2y 5 6 b 23x 1 5y 2 z 5 ―
3
Nessa equação: Nessa equação:
> 7 e 22 são os coeficientes; > 23, 5 e 21 são os coeficientes;
> x e y são as incógnitas; > x, y e z são as incógnitas;
G

> 6 é o termo independente. 1


> ― é o termo independente.
3
São chamadas equações lineares homogêneas aquelas que possuem termo independente
igual a zero.
Exemplos
3
a ― x 1 1 4x 2 2 12x 3 5 0 b 2x 2 y 1 3z 1 9w 5 0
2
Agora, veja alguns exemplos de equações que não são lineares.
• 24x 1 4y 2
1 3z 5 1 • 5w 2 yz 2 2x 5 8
Nesse caso, a equação não é linear Nesse caso, a equação não é linear
porque o expoente de todas as incóg- porque o termo yz é misto, ou seja, é
nitas deveria ser igual a 1, e isso não produto de duas ou mais incógnitas, e
ocorre com a incógnita y. isso não ocorre em uma equação linear.

12 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


Solução de uma equação linear

D
Retomando a situação de Welinton, a respeito do valor pago por quilograma de cada tipo
de fruta, devemos determinar os valores de x, y e z que satisfaçam a equação 2x 1 y 1 z 5 13.
Assim, a sequência ordenada:
• ( 3, 2, 5 ) é uma solução da equação, pois, substituindo x por 3, y por 2 e z por 5, obtemos

L
2 ? 3 1 2 1 5 5 13;
• ( 2, 3, 6 ) é outra solução da equação, pois, substituindo x por 2, y por 3 e z por 6, obtemos
2 ? 2 1 3 1 6 5 13.
Portanto, o preço do quilograma da banana, da laranja e da maçã podem ser R 3,00,

N
R 2,00 e R 5,00 ou R 2,00, R 3,00 e R 6,00, respectivamente.
Para obter uma solução real da equação 2x 1 y 1 z 5 13, podemos escolher valores arbi-
trários para x e y, digamos, m e n, respectivamente. Em seguida, substituímos esses valores na
equação e determinamos o valor de z, ou seja:
2m 1 n 1 z 5 13 ä z 5 13 2 2m 2 n

P
Assim, a equação 2x 1 y 1 z 5 13 tem infinitas soluções.
Todas as equações lineares possuem infinitas soluções reais? Justifique sua resposta.

A solução de uma equação linear a 1 x 1 1 a 2 x 2 1 a 3 x 3 1 … 1 a n x n 5 b é toda


Não. Possível resposta: A equação linear 2x 1 1 5 3, por exemplo, possui apenas uma solução.

sequência ou lista ordenada de números reais ( a 1 , a 2 , a 3 , …, a n ), tal que a sentença


IA
a 1 a 1 1 a 2 a 2 1 a 3 a 3 1 … 1 a n a n 5 b seja verdadeira.

Exemplos
a 2x 1 3y 5 2
O par ordenado ( 4, 2 ) é uma solução dessa equação, pois 24 1 3 ? 2 5 2.
O par ordenado ( 0, 1 ) não é uma solução dessa equação, pois 20 1 3 ? 1 5 3 Þ 2.
U

Fazendo y 5 k, com k um número real, e escrevendo x em função de k, obtemos o par orde-


nado ( 3k 2 2, k ), que é chamado solução geral dessa equação. Para obter soluções
particulares da equação a partir da solução geral, atribuímos valores reais para k e
efetuamos os cálculos. Por exemplo, para k 5 4, temos a solução particular:
G

( 3k 2 2, k ) 5 ( 3 ? 4 2 2, 4 ) 5 ( 10, 4 )
Sendo a e b números reais, utilizamos a notação ( a, b ) para indicar um par ordenado,
que surge como as coordenadas de um ponto P em um plano, ao fixar um par de eixos
ortogonais Ox e Oy que se intersectam no ponto O, chamado origem.
Considerando o ponto P, a coordenada a é chamada
Sergio Lima/ID/BR

y
abscissa de P e a coordenada b é chamada ordenada
de P, obtidas ao traçar por P uma perpendicular aos
eixos Ox e Oy, respectivamente. Assim, ( a, b ) é o par
ordenado do ponto P relativo ao sistema de eixos Oxy. b
P(a, b)
O sistema de eixos ortogonais em um plano também
é conhecido como plano cartesiano.

Eixos ortogonais: retas perpendiculares que se


intersectam sob um ângulo reto ( 908 ) e nas quais O (0, 0) a x
são fixadas uma origem e uma unidade.

Não escreva no livro. 13


b 2x 2 3y 1 z 5 2 1

D
A terna ordenada ( 0, 1, 2 ) é uma solução dessa equação, Geometricamente,
pois 2 ? 0 2 3 ? 1 1 2 5 2 1. um par ordenado
de números reais
A terna ordenada ( 21, 5, 7 ) não é uma solução dessa equação, pois
corresponde a um
2 ? ( 21 ) 2 3 ? 5 1 7 5 210 e 210 Þ 21. ponto no plano, e

L
uma terna ordenada
Fazendo z 5 k , y 5 k 1, com k, k 1 números reais, e escrevendo x em
de números reais

( )
3k 1 2 k 2 1 corresponde a um
função de k e k1 , obtemos a terna ordenada ――, k 1 , k ponto no espaço.
2
como solução geral dessa equação.
Toda equação linear homogênea a 1 x 1 1 a 2 x 2 1 a 3 x 3 1 … 1 a n x n 5 0 admite como uma de

N
suas soluções a lista ordenada ( 0, 0, 0, …, 0 ), chamada solução trivial ou solução nula.
Por exemplo, a solução trivial da equação:
_
• 2x 1 √5y 2 6z 5 0 é a terna ordenada ( 0, 0, 0 );

P
1
•―4
x 2 5x 2 3x 1 10x 5 0 é a quádrupla ordenada ( 0, 0, 0, 0 ).
1 2 3 4

Tarefa resolvida
R1. Determine três pares ordenados que sejam soluções da equação 2x 1 2y 5 4 e represente-os geometrica-
IA
mente.

Resolução Em seguida, representamos os pontos no plano


cartesiano, conforme a figura abaixo.
Precisamos determinar três coordenadas ( x, y )
y
de pontos que satisfaçam a equação dada. Então,
vamos construir um quadro atribuindo valores
B
para a incógnita x e obter, assim, os valores da 3
5 A
incógnita y por meio de cálculos. 2 2
U

Para x 5 1: C
1
5
21 1 2y 5 4 ä 2y 5 5 ä y 5 ―
2 23 22 21 0 1 2 3 x
Para x 5 2: 21
22 1 2y 5 4 ä 2y 5 6 ä y 5 3
Nesse caso atribuímos os valores 1, 2 e 22 para a
G

Para x 5 22:
incógnita x, mas poderíamos atribuir qualquer ou-
2 1 2y 5 4 ä 2y 5 2 ä y 5 1
tro valor real.
Como existem infinitas soluções para essa equação,
obtemos sua representação geométrica por meio
da reta representada a seguir.
x y
y
5
1 ―
2 B
3
5 A
2 2
2 3
Ilustrações: Sergio Lima/ID/BR

C
1
22 1
23 22 21 0 1 2 3 x
21

14 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


Anote as respostas no caderno.
Tarefas

D
1. Em cada equação abaixo, explicite os coeficientes, 6. Em um estacionamento, estão guardados 22 meios
as incógnitas e o termo independente. de transporte, sendo eles carros, motocicletas e
a ) 3x 1 6y 2 9z 5 0 bicicletas.
Coeficientes: 3, 6, 29; incógnitas: x, y, z; termo independente: 0. a ) Represente essa situação por meio de uma equa-

L
b ) 7 ( 3x 2 4y 1 z ) 5 2y
ção linear. x 1 y 1 z 5 22
Coeficientes: 21, 230, 7; incógnitas: x, y, z; termo independente: 0.
c ) 9x 1 y 5 3z 2 w 1 5 b ) Dê possíveis valores para a quantidade de
Coeficientes:
_ 9, 1,
_ 23, 1; incógnitas: x, y, z, w; termo independente: 5. carros, motos e bicicletas guardados nesse
d ) √2x 2 √__3y 1__5z 2 12 5 0
Coeficientes: √2, 2√3, 5; incógnitas: x, y, z; termo independente: 12. estacionamento. Resposta pessoal.
7

N
e ) 3x 1 12y 2 z 1 ―w 5 1
7 5
Coeficientes: 3, 12, 21,
― ; incógnitas: x, y, z, w; termo independente: 1.
7. Represente geometricamente a solução das equa-
5
2. Nos itens abaixo, identifique se as equações são ções lineares a seguir. Resposta na Resolução das Tarefas
nas Orientações para o professor.
lineares ou não. Justifique os casos negativos. a ) 2x 1 y 5 5
a ) 218x 1 5y 5 0 Sim. b ) 26x 1 3y 5 18

P
b ) 22x 2 3y 1 4z 2 5w 5 20 Sim.
8. (Enem/Inep) Na aferição de um novo semáforo,
c ) 3xy 1 5z 5 27 Não, pois há o termo misto xy.
os tempos são ajustados de modo que, em cada
d ) x 1 4y 2 4z 5 8 Sim.
ciclo completo (verde-amarelo-vermelho), a luz
Não, pois o expoente da
e) x 1 5y 2 4z 5 0 incógnita x é diferente de 1.
2
amarela permaneça acesa por 5 segundos, e o
• Das equações lineares, Item
quais são homogêneas? tempo em que a luz verde permaneça acesa seja
2
IA
Justifique sua resposta a, pois seu termo
independente é igual a 0. igual a ― do tempo em que a luz vermelha fique
3
3. Verifique se as ternas abaixo são soluções da equa- acesa. A luz verde fica acesa, em cada ciclo, du-
ção linear 5x 2 7y 1 8z 5 3. rante X segundos e cada ciclo dura Y segundos.
• ( 2, 3, 5 ) Não. • ( 5, 2, 21 ) Sim. • ( 0, 2, 1 ) Não. Qual é a expressão que representa a relação entre
X e Y? Alternativa b.
4. Determine três soluções para a equação linear
a ) 5X 2 3Y 1 15 5 0
22x 1 3y 5 10. Resposta pessoal.
b ) 5X 2 2Y 1 10 5 0
5. Associe cada reta representada no gráfico à sua
c ) 3X 2 3Y 1 15 5 0
U

equação linear correspondente. s-I; r-II; t-III; u-IV


d ) 3X 2 2Y 1 15 5 0
y t e ) 3X 2 2Y 1 10 5 0
s r
9. A equação 3x 2 5my 1 7z 5 8, sendo m um número
5
real não nulo, tem a terna ( 21, 2, 23 ) como uma
G

4 solução.
16
a ) Determine o valor de m. m 5 2―
5
u
2 b ) Encontre mais três soluções dessa equação.
Resposta pessoal.
10. Por questão de segurança, a carga máxima supor-
tada em um elevador é de 600 kg. No momento,
Sergio Lima/ID/BR

21 0 1 3 4 x
4 tipos de caixa devem ser transportados nesse
elevador: tipo 1, com massa de 10 kg; tipo 2, de
20 kg; tipo 3, de 40 kg; tipo 4, de 60 kg.
I ) x1y2350 a ) Escreva uma equação linear para representar
quantas caixas de cada tipo podem ser transpor-
II ) 2x 1 4y 2 17 5 0
tadas apenas em uma viagem, aproveitando-se
III ) 3x 1 y 2 14 5 0 a carga máxima permitida. 10x 1 20y 1 40z 1 60w 5 600
IV ) y2250 b ) Determine duas soluções para esse problema.
Resposta pessoal.

Não escreva no livro. 15


Sistema de equações lineares

D
Em uma turma do 2o ano do Ensino Médio, há 32 alunos. Sabendo que há 4 meninas a mais
que meninos, quantas meninas e quantos meninos estão nessa turma?
Indicando a quantidade de meninas por x e a quantidade de meninos por y, podemos
obter duas equações.

L
• Ao adicionar a quantidade de meninas com a de meninos, obtemos a quantidade total
de alunos:
x 1 y 5 32 (I)

• Como há 4 meninas a mais do que meninos, a diferença entre a quantidade de meninas

N
e a de meninos é 4:
x2y54 ( II )
Para responder à pergunta inicial, precisamos determinar os valores de x e de y que satisfa-

P
çam as equações I e II simultaneamente. Como ambas apresentam as mesmas incógnitas, elas
compõem um sistema de equações lineares, ou simplesmente sistema linear, indicado por:

{x 2 y 5 4
x 1 y 5 32
IA
Denomina-se sistema linear m 3 n (lê-se: “m por n”) o conjunto S com-
posto de m equações lineares com n incógnitas (em que m e n são números
naturais não nulos), que pode ser escrito na forma geral:


a 11 x 1 1 a 12 x 2 1 a 13 x 3 1 … 1 a 1n x n 5 b 1

a 21 x 1 1 a 22 x 2 1 a 23 x 3 1 … 1 a 2n x n 5 b 2


S 5 ⎨ a 31 x 1 1 a 32 x 2 1 a 33 x 3 1 … 1 a 3n x n 5 b 3
U

a m1 x 1 1 a m2 x 2 1 a m3 x 3 1 … 1 a mn x n 5 b m

G

em que:

• a , com 1 < i < m e 1 < j < n, são números reais chamados coeficientes;
ij

• x , com 1 < j < n, são as incógnitas;


j

• b , com 1 < i < m, são números reais chamados termos independentes.


i

No sistema linear S, por exemplo:


•a 23
é o coeficiente da incógnita x 3 na 2a equação;
•a 31
é o coeficiente da incógnita x 1 na 3a equação.

Ou, de modo geral:


• a mn é o coeficiente da incógnita x n na m-ésima equação.

16 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


Exemplos

D
a {2x 1 3y 5 22 b {2x 1 7x 5 9
5x 2 9y 5 11 x 1 1 4x 2 2 3x 3 5 26
2 3

Nesse caso, o sistema linear é Nesse caso, o sistema linear é 2 3 3 (2 equa-


2 3 2 (2 equações e 2 incóg- ções e 3 incógnitas) nas incógnitas x1, x2 e x3.
nitas) nas incógnitas x e y.

L
A equação 2x 2 1 7x 3 5 9 pode ser
entendida como 0x 11 2x 2 1 7x 3 5 9 .

Solução de um sistema linear

da turma do 2 ano do Ensino Médio, devemos determinar os valores de x e {x 2 y 5 4


Retomando a situação a respeito da quantidade de meninas e de meninos x 1 y 5 32

N
o

y que satisfaçam o sistema linear:


O par ordenado ( 18, 14 ) é uma solução desse sistema linear, pois, substituindo x por 18 e

y por 14, obtemos {


18 1 14 5 32
.

P
18 2 14 5 4
Conforme estudaremos posteriormente, esse é um exemplo de sistema linear com apenas
um par ordenado que satisfaz ambas as equações simultaneamente. Assim, o conjunto solução
desse sistema é S 5 { ( 18, 14 )}.
Portanto, nessa turma, há 18 meninas e 14 meninos.
IA
Dizemos que a sequência ou lista ordenada de números reais (a1, a2, a3, …, an ) é
solução de um sistema linear S se for solução de todas as equações de S, isto é:
a 11a 1 1 a 12a 2 1 a 13a 3 1 … 1 a 1na n 5 b 1 (sentença verdadeira)
a 21a 1 1 a 22a 2 1 a 23a 3 1 … 1 a 2na n 5 b 2 (sentença verdadeira)
a 31a 1 1 a 32a 2 1 a 33a 3 1 … 1 a 3na n 5 b 3 (sentença verdadeira)

U

a m1a 1 1 a m2a 2 1 a m3a 3 1 … 1 a mna n 5 b m (sentença verdadeira)

Exemplos

a { x 1 4y 5 2 1
2x 1 y 5 5
G

{3 1 4 ( 2 1 ) 5 2 1
2 ? 3 1 ( 21 ) 5 5
O par ordenado ( 3, 2 1 ) é uma solução desse sistema linear, pois:

{ 2 5 1 4 ? 1 5 21
2 ? ( 25 ) 1 1 5 29 Þ 5
O par ordenado ( 2 5, 1 ) não é uma solução desse sistema linear, pois:

Representamos um conjunto por uma letra maiúscula, e seus elementos ficam separados por vírgula
(ou ponto e vírgula) e entre chaves. Outra maneira de representar um conjunto é por meio de uma
propriedade ou lei formação. Veja alguns exemplos.
• A 5 {2, 3, 5} • C 5 {x | x . 2} lê-se: tal que
• S 5 {( 4, 9 ) } • D 5 {( 2y, y ) | y é um número real}
Quando o conjunto não possui elemento algum, denotamos por [ ou {}.

Não escreva no livro. 17


b {5x 2 y 1 6z 5 8
3x 1 2y 2 z 5 23

D
A terna ordenada ( 1, 23, 0 ) é uma solução desse sistema linear, pois:

{5 ? 1 2 ( 23 ) 1 6 ? 0 5 8
3 ? 1 1 2 ( 23 ) 2 0 5 23

L
Dizemos que um sistema linear é homogêneo quando o termo independente de todas as
equações é igual a zero.

N
Exemplo
x 2 2y 1 4z 2 3w 5 0
2x 1 3y 1 z 1 w 5 0
x 1 y 1 2z 1 w 5 0

P
Todo sistema linear homogêneo admite uma solução do tipo ( 0, 0, 0, …, 0 ), chamada so-
lução trivial ou nula, e alguns admitem outras soluções além dessa.
No caso do exemplo acima, além da solução trivial ( 0, 0, 0, 0 ), o sistema linear homogêneo
também admite como solução a quádrupla ordenada ( 23, 2, 1, 21 ).
IA
A solução ( 23, 2, 1, 21 ) pode ser obtida por meio de métodos gerais de resolução de sistemas
lineares, que estudaremos mais adiante. Ao multiplicar cada número dessa quádrupla por
um mesmo número real k, obtemos a quádrupla ( 23k, 2k, k, 2k ), que é também solução do
sistema. De modo geral, todo sistema linear homogêneo que admite uma solução não trivial
tem uma infinidade de soluções, pois todo múltiplo de uma solução também é solução
desse sistema.

Classificação de um sistema linear


U

Um sistema linear pode ser classificado de acordo com a quantidade de soluções que
admite. Assim, dizemos que um sistema linear é possível e determinado quando possui
uma única solução, possível e indeterminado quando possui mais de uma solução e impossível
quando não possui solução.
G

Podemos resumir essa classificação com o auxílio de um esquema.

Determinado

Possível

Sistema linear Indeterminado

Impossível

Utilizamos a sigla SPD para indicar um sistema possível e determinado, SPI para sistema
possível e indeterminado e SI para sistema impossível.

18 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


Exemplos

D
a {x 2 2y 5 1
x53

Representando-o geometricamente, temos:


y
Nesse caso, as retas que represen-

L
x 53
2 tam as equações são distintas e se
x 2 2y 5 1
1 intersectam em um único ponto,
cujas coordenadas correspondem à
22 21 0 1 2 3 4 x
21 solução do sistema linear.

N
Esse sistema linear admite apenas o par ordenado ( 3, 1 ) como solução; por isso, é um
sistema possível e determinado (SPD).

b { x 1 2y 5 4
2x 1 4y 5 8

P
Representando-o geometricamente, temos:

y
Nesse caso, as retas que represen-
3 tam as equações são coincidentes.
2 2x 1 4y 5 8 Logo, seus pontos são comuns, ou
IA
1 x 1 2y 5 4 seja, existem infinitos pontos
cujas coordenadas correspondem
22 21 0 x
21
1 2 3 4 5 à solução do sistema linear.

Esse sistema linear admite os pares ordenados ( 0, 2 ), ( 2, 1 ) e ( 4, 0 ) como solução,


entre outros infinitos pares; por isso, é um sistema possível e indeterminado (SPI).
y

{22x 1 y 5 24
2x 1 ― 5 1
c 2
U

Representando-o geometricamente, temos:

y
y Nesse caso, as retas que represen-
G

3
2x 1
2
51
tam as equações não se intersec-
2 22x 1 y 524 tam em ponto algum, pois são pa-
Ilustrações: Sergio Lima/ID/BR

1
ralelas. Logo, não existem pontos
cujas coordenadas correspondem à
x
22 21 0 1 2 3 4 solução do sistema linear.
21

Esse sistema linear não admite solução alguma; por isso, é um sistema impossível (SI).

Sistema linear 2 3 2
Vimos nos exemplos anteriores a classificação de alguns sistemas lineares 2 3 2 (2 equações
e 2 incógnitas) quanto à quantidade de soluções. Para identificar se um sistema linear 2 3 2
possui uma ou mais soluções, podemos resolvê-lo por meio de alguns métodos, como o
método da substituição e o da adição, que serão apresentados nas próximas páginas.

Não escreva no livro. 19


Matemática a

D
Método da substituição e da adição
Para resolver um sistema linear de duas equações e duas incógnitas, pode ser utilizado
o método da substituição ou o método da adição.

L
Considere o seguinte sistema linear: Agora, considere o sistema linear a seguir.

{2x 2 y 5 2 3 {3x 2 y 5 4
x 1 y 5 15 3x 1 y 5 14

Para resolver esse sistema pelo méto- Usando o método da adição, adicionamos

N
do da substituição, escolhemos uma das membro a membro ambas as equações:
equações, nesse caso a 1a, e isolamos uma 3x 1 y 5 14
das incógnitas, nesse caso, y. 1 3x 2 y 5 4
x 1 y 5 15 ‾6x 1 0y 5 18

P
y 5 15 2 x 6x 5 18
Substituindo y por 15 2 x na 2a equação, x53
obtemos: Em seguida, substituímos x por 3 na 1a equa-
2x 2 y 5 2 3
ção do sistema.
2x 2 ( 15 2 x ) 5 2 3
3x 1 y 5 14 ä 3 ? 3 1 y 5 14 ä
IA
3x 2 15 5 2 3
ä 9 1 y 5 14 ä y 5 5
3x 5 12 ä x 5 4 Assim, o conjunto solução do sistema é
Voltando à 1a equação, substituímos x S 5 { ( 3, 5 )}.
por 4. Assim:
x 1 y 5 15
• Agora, resolva os sistemas a seguir,
usando o método que preferir.
4 1 y 5 15
{ x 2 3y 5 2 7
2x 1 3y 5 13
y 5 11 a) S 5 { ( 2, 3 )}
U

{x 2 y 5 1
Portanto, o conjunto solução do siste- 2x 1 3y 5 7
b)
ma é S 5 { ( 4, 11 )}. S 5 { ( 2, 1 )}
G

R2. Classifique cada sistema de equações lineares abaixo em possível e determinado (SPD), possí-
Tarefa resolvida

vel e indeterminado (SPI) ou impossível (SI).


2x 2 y 5 2
{ 5x 2 y 5 8 { 4y 2 8x 5 24
5x 1 y 5 22 2x 2 y 5 1
a) b) c) y
x 2 ― 5 21
2
Resolução

{ 5x 2 y 5 8
5x 1 y 5 22
a)

Usando o método da adição, adicionamos membro a membro ambas as equações:


5x 1 y 5 22
1 5x 2 y 5 8
‾10x 1 0y 5 30 ä 10x 5 30 ä x 5 3

20 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


Em seguida, substituímos o valor de x por 3 na 1a equa-

D
y 5x 2 y 5 8
ção do sistema.
5x 1 y 5 22 ä 5 ? 3 1 y 5 22 ä 7

ä 15 1 y 5 22 ä y 5 7
Portanto, S 5 { ( 3, 7 )}, e o sistema é SPD.

L
Observe ao lado a representação geométrica das 5x 1 y 5 22
equações do sistema e o ponto de intersecção que
corresponde à sua solução.

Experimente substituir x na 2a equação, a


fim de verificar se o resultado é o mesmo. 0 1,6 3 4,4 x

N
{ 4y 2 8x 5 24
2x 2 y 5 1
b)

Pelo método da substituição, temos, na 1a equação:


2x 2 y 5 1 ä 2y 5 1 2 2x ä y 5 2x 2 1

P
y

Substituindo y por 2x 2 1 na 2 equação, obtemos:


a

2 2x 2 y 5 1
4y 2 8x 5 24 ä 4 ( 2x 2 1 ) 2 8x 5 24 ä
ä 8x 2 4 2 8x 5 24 ä 24 5 24 4y 2 8x 5 24
1
De acordo com esse resultado, temos
S 5 { ( x, 2x 2 1 ) | x é um número real}.
IA
0 0,5 1 2 x
Portanto, o sistema é SPI. −1

Observe ao lado a representação geométrica das equa- −1


ções do sistema, que consistem em retas coincidentes.
2x 2 y 5 2
c) y
x 2 ― 5 21
2
Multiplicando a 2a equação por 2, temos:
U

2x 2 y 5 2

{x 2 ― { 2x 2 y 5 22
2x 2 y 5 2
y ä
5 21 ( ? 2 )
2
Para qualquer par ordenado ( x, y ), não é possível ter, ao mesmo tempo, 2x 2 y 5 2 e
2x 2 y 5 22. Assim, S 5 [ e o sistema não possui solução. Portanto, o sistema é SI.
G

Outro modo de verificar isso é utilizando o método da substituição. Se isolarmos y na


1a equação, obtemos:
2x 2 y 5 2 y
x2
y
521
2
2y 5 2 2 2x
8
y 5 2x 2 2 2x 2 y 5 2
7
Substituindo y por 2x 2 2 na 2a equação, obtemos: 6
y 2x 2 2
x 2 ― 5 21 ä x 2 ― 5 21 ä 5
2 2
4
ä x 2 ( x 2 1 ) 5 21 ä 1 5 21
Ilustrações: Sergio Lima/ID/BR

3
Como essa é uma sentença falsa para qualquer x, concluímos 2
que o sistema não possui solução. Logo, o sistema é SI. 1
As equações desse sistema são representadas geometrica-
mente por retas paralelas. Assim, elas não se intersectam. 0 1 2 3 4 x

Não escreva no livro. 21


Anote as respostas no caderno.
Tarefas

D
11. O sistema abaixo possui infinitas soluções. Verifi- 18. Classifique em SPD, SPI ou SI o sistema linear 2 3 2
que qual das quádruplas a seguir é uma delas. representado no plano cartesiano a seguir. SPD

⎧2x 2 y 1 2z 1 2w 5 4
Alternativa b.
y
⎨ x 1 2y 1 z 1 4w 5 26

⎩ 3x 1 y 2 5z 2 3w 5 21

L

6
y − x = −2
5
a ) ( 2, 21, 22, 21 ) c ) ( 1, 1, 1, 0 ) 4
3
b ) ( 1, 22, 1, 21 ) d ) ( 1, 2, 1, 1 )
2 (4, 2)

N
12. Elabore um sistema linear homogêneo que tenha 1

Sergio Lima/ID/BR
como solução as ternas ( 0, 0, 0 ) e ( 22, 1, 0 ). x
Resposta pessoal. −2 −1 0 1 2 3 4 5 6
−1
13. Ferramentas Resolva, se possível, os sistemas −2 y+x =6
lineares abaixo, classificando-os em SPD, SPI ou SI.

{x 2 2y 5 2 { 4x 2 2y 5 4
x1y58 2x 2 y 5 3

P
a) c) 19. Para representar um processo ou algoritmo, pode-
S 5 { ( 6, 2 )}; SPD. S 5 [; SI. mos usar um esquema conhecido como fluxogra-

{ 4x 1 2y 5 8
2x 1 y 5 4 ma. Nesse tipo de representação, sempre há um
b)
início e um fim, além de figuras conectadas por se-
S 5 { ( x, 4 2 2x ), x é um número real}; SPI.
tas para indicar o fluxo, ou seja, a ordem dos pas-
14. Em certo concurso público, a prova escrita foi com-
sos. Veja a seguir um exemplo de fluxograma, no
posta de 40 questões de múltipla escolha. Na corre-
IA
qual é possível fazer a classificação de um sistema
ção, cada resposta correta valia 3 pontos e desconta-
linear em SPD, SPI e SI.
va-se 2 pontos se estivesse errada. Uma questão não
assinalada não ganhava nem perdia pontos. Início Algoritmo: sequência finita de
Sabendo que um candidato obteve 90 pontos na regras, que levam à solução
nota final da prova, respondendo a todas as ques- Resolver
de um problema ou grupos
semelhantes de problemas.
tões, determine a quantidade de respostas corretas o sistema
e erradas de sua prova. 34 questões corretas e linear.
6 questões erradas.

15. Em grupo Em certa papelaria, uma lapiseira cus-


U

ta R 5,40, um lápis preto custa R 2,00 e uma caixa O sistema O sistema


de lápis de cor, R 12,00. possui Sim possui uma única
solução? solução?
Com base nos dados acima, elabore um problema
que envolva um sistema linear. Troque com um Não
Sim
colega para que ele o resolva e, em seguida, corri- Não
G

ja os cálculos dele. Resposta pessoal.


A B C
16. Considere as retas r e s que correspondem, respec-
tivamente, às equações y 5 x 2 7 e y 5 m 2 2x ,
sendo m um número real. Como r e s intersectam- Fim
-se no ponto ( 5, 22 ), qual é o valor de m? m 5 8
Limite: indica o início
17. (Uece) José quer comprar chocolates e pipocas com os ou fim do fluxograma.
R 11,00 de sua mesada. Tem dinheiro certo para com- Operação: indica uma
prar dois chocolates e três pacotes de pipocas, mas tarefa a ser executada. Tomada de decisão:
dependendo da resposta
faltam-lhe dois reais para comprar três chocolates e (sim/não, verdadeiro/
Documento: indica a
dois pacotes de pipocas. Nestas condições, podemos apresentação de um falso), o fluxograma segue
afirmar corretamente que um pacote de pipocas custa resultado. determinado caminho.
Alternativa c.
a ) R 2,00. c ) R 1,40. Determine a qual sistema linear (SPI, SPD e SI)
b ) R 1,60. d ) R 1,20. corresponde cada letra (A a C) nesse fluxograma.
19. O uso de fluxogramas contribui para desenvolver no aluno o pensamento computacional. Nesse tipo de situação, A: SI; B: SPI; C: SPD
o aluno analisa um problema e expressa a estratégia de resolução usando elementos gráficos que descrevem uma
sequência finita e ordenada de passos.
22 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.
Escalonamento de um sistema linear

D
Podemos resolver sistemas lineares por meio de um processo que permite explicitar as
soluções, quando existem. Esse método é chamado escalonamento.

O escalonamento também é conhecido como eliminação

L
Coleção Particular. Fotografia: Granger/Fotoarena
gaussiana ou eliminação de Gauss, em homenagem ao matemá-
tico e físico alemão Carl Friedrich Gauss (1777-1855), considerado
um dos três maiores matemáticos de todos os tempos, ao lado
de Arquimedes (c. 287-212 a.C.) e Isaac Newton (1642-1727).

N
Fonte de pesquisa: EVES, Howard. Introdução à história da matemática.
Trad. Hygino H. Domingues. Campinas: Ed. da Unicamp, 2004.

Carl Friedrich Gauss.


Técnica: gravura colorida.
Alemanha, século XIX.

P
Dado um sistema linear S:

⎧ a 11x 1 1 a 12x 2 1 a 13x 3 1 … 1 a 1nx n 5 b 1


⎪ a 21x 1 1 a 22x 2 1 a 23x 3 1 … 1 a 2nx n 5 b 2
S5⎨ a 31x 1 1 a 32x 2 1 a 33x 3 1 … 1 a 3nx n 5 b 3

IA

⎩ a m1x 1 1 a m2x 2 1 a m3x 3 1 … 1 a mnx n 5 b m

dizemos que S está na forma escalonada se:


• as equações que possuem pelo menos um coeficiente não nulo são tais
que a quantidade de coeficientes nulos que antecedem o primeiro
coeficiente não nulo aumenta de uma equação para a seguinte;
U

• as equações com todos os coeficientes nulos estão abaixo das demais.


Exemplos
⎧23x 1 1 2x 2 2 3x 3 5 21 ⎧23x 1 1 2x 2 2 3x 3 5 21
G

⎪ ⎪
a ⎨ 0x 1 1 6x 2 1 x 3 5 3 ou ⎨ 6x 2 1 x 3 5 3
⎪ ⎪
⎩ 0x 1 1 0x 2 2 4x 3 5 12 ⎩ 24x 3 5 12

⎧ 4x 2 3y 2 z 1 7w 5 14 4x 2 3y 2 z 1 7w 5 14

{

b 0x 1 8y 2 5z 2 w 5 5 ou 8y 2 5z 2 w 5 5
⎩ 0x 1 0y 2 2z 1 6w 5 28

22z 1 6w 5 28

Resolução e classificação de um sistema linear escalonado


Inicialmente, vamos considerar apenas sistemas lineares escalonados, em que não há
equações com todos os coeficientes nulos. Para esse caso, temos dois tipos.
a O sistema possui a mesma quantidade de equações e de incógnitas, e todas as
equações contêm pelo menos uma incógnita com coeficiente não nulo.

Não escreva no livro. 23


Exemplo

D
7x 1 4y 1 z 5 2

{
y 2 3z 5 211
2z 5 6

Resolvendo a 3a equação, temos:

L
2z 5 6 ä z 5 3

Substituindo z por 3 na 2 a equação e resolvendo-a, obtemos:

N
y 2 3z 5 211 ä y 2 3 ? 3 5 211 ä y 5 22

Por fim, substituímos z por 3 e y por 2 2 na 1a equação para resolvê-la:

7x 1 4y 1 z 5 2 ä 7x 1 4( 22 ) 1 3 5 2 ä x 5 1

P
Portanto, o conjunto solução é S 5 { ( 1, 22, 3 )}.
Se um sistema linear escalonado tem a mesma quantidade de equações e de incógnitas,
com todas as equações contendo pelo menos uma incógnita cujo coeficiente é não nulo,
então o sistema é possível e determinado (SPD).
IA
b O sistema possui quantidade de equações menor do que a de incógnitas, e todas as
equações contêm pelo menos uma incógnita com coeficiente não nulo.

Exemplo

{
4x 2 2y 2 2z 5 8
y 1 3z 5 0
U

Os sistemas lineares com essas características admitem pelo menos uma incógnita que
pode assumir qualquer valor real. Essas incógnitas recebem o nome de incógnitas livres.
Geralmente, utilizamos como incógnitas livres aquelas que não aparecem no início de
equação alguma. No exemplo acima, utilizaremos z como incógnita livre.
Fazendo z 5 k , sendo k um número real, na 2 a equação, e escrevendo y em função de
G

k, temos:

y 1 3z 5 0 ä y 1 3k 5 0 ä y 5 23k

Substituindo z por k e y por 2 3k na 1a equação e escrevendo x em função de k, obtemos:

4x 2 2y 2 2z 5 8 ä 4x 2 2 ( 23k ) 2 2k 5 8 ä 4x 1 4k 5 8 ä x 5 2 2 k

Portanto, o conjunto solução desse sistema é S 5 { ( 2 2 k, 23k, k ) | k é um número real}.


Para obtermos soluções particulares do sistema escalonado de acordo com a solução
geral, atribuímos valores reais para k e efetuamos os cálculos. Por exemplo:

• para k 5 0, temos a solução particular ( 2 2 k, 23k, k ) ä ( 2 2 0, 23 ? 0, 0 ) ä ( 2, 0, 0 );


• para k 5 1, temos a solução particular ( 2 2 k, 23k, k ) ä ( 2 2 1, 23 ? 1, 1 ) ä ( 1, 23, 1 ).
24 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.
Se um sistema linear escalonado tem a quantidade de equações menor do que a de in-

D
cógnitas, com todas as equações contendo pelo menos uma incógnita cujo coeficiente é não
nulo, então o sistema é possível e indeterminado (SPI).

A quantidade de incógnitas livres pode ser determinada pela diferença entre


a quantidade de incógnitas e de equações. Essa diferença corresponde ao

L
grau de indeterminação do sistema linear escalonado. No exemplo dado,
o grau de indeterminação é 1 .

322

Agora, vamos considerar sistemas escalonados em que pelo menos uma equação tem

N
todos os coeficientes iguais a zero. Para esse caso, também há dois tipos.
a Quando o termo independente da equação com todos os coeficientes nulos é um
número diferente de zero.

Exemplo

P
⎧ x 2 y 1 3z 5 1
⎨ 0x 1 2y 2 z 5 3

⎩0x 1 0y 1 0z 5 21

Nesse exemplo, a 3a equação não tem solução, pois a expressão 0x 1 0y 1 0z resulta em


IA
zero para quaisquer x, y e z. Esse tipo de sistema não possui solução.
Se um sistema linear escalonado tem uma equação com todos os coeficientes nulos e
termo independente diferente de zero, então o sistema é impossível (SI).

b Quando o termo independente da equação com todos os coeficientes nulos é igual


a zero.
Exemplo
U

2x 1 5y 2 z 1 w 5 25

{
3z 1 w 5 0
0w 5 0

A 3a equação desse sistema é sempre satisfeita, independentemente do valor atribuído


G

às incógnitas. Assim, essa equação pode ser desconsiderada e o sistema é equivalente ao

{
2x 1 5y 2 z 1 w 5 25
formado pelas demais equações, ou seja:
3z 1 w 5 0
Os casos em que há equações com todos os coeficientes iguais a zero são importantes
porque, no processo de escalonamento, que veremos a seguir, é possível obter equações
nessa forma.

Procedimentos para escalonar um sistema linear


O método do escalonamento está diretamente relacionado ao fato de que todo sistema
linear é equivalente a um sistema linear escalonado.
Dizemos que dois sistemas lineares S 1 e S 2 são equivalentes se toda solução de S 1 for solu-
ção de S 2 e vice-versa, isto é, se S 1 e S 2 tiverem o mesmo conjunto solução.

Não escreva no livro. 25


{ 9x 2 y 5 22 { 6x 1 3y 5 6
2x 1 2y 5 4 3x 2 7y 5 214
Por exemplo, os sistemas S 1 5 e S2 5 são equivalentes,

D
pois, ao resolvê-los, obtemos S 5 { ( 0, 2 )} como conjunto solução de ambos.
Ao resolver um sistema linear não escalonado, podemos obter outro sistema linear equi-
valente na forma escalonada e resolvê-lo como foi apresentado antes. Para isso, utilizamos

L
uma sequência de operações elementares, que são as seguintes:
• Trocar a ordem das equações do sistema linear.
Exemplo
3x 2 4y 1 z 5 3 3x 2 4y 1 z 5 3

{ {

N
Neste caso, a
ordem da 2a e
da 3a equação S1 5 2z 5 2 ä S2 5 5y 2 6z 5 21
foi trocada.
5y 2 6z 5 21 2z 5 2

Essa operação não altera o conjunto solução do sistema. Como S 1 e S 2 têm as mesmas
equações, eles têm as mesmas soluções. Resolvendo S 2, que está na forma escalonada,

P
obtemos o conjunto solução S 5 { ( 2, 1, 1 )}.
• Substituir uma equação do sistema linear por sua soma com um múltiplo de outra
equação do mesmo sistema.

Exemplo
IA
x 2 3y 2 5z 5 214 ? 2 x 2 3y 2 5z 5 214

{ {
Neste caso,
substituímos a 2a
equação por sua soma S 1 5 22x 1 5y 1 3z 5 7 1 ä S2 5 2y 2 7z 5 221
com a 1a equação
multiplicada por 2. 3z 5 9 3z 5 9

Pode-se demonstrar que essa operação também não altera o conjunto solução do sis-
tema. Nesse exemplo, a escolha de multiplicar a 1a equação por 2 e adicionar à
2 a equação foi feita para anular o coeficiente de x dessa equação. Resolvendo S 2, que
está na forma escalonada, obtemos o conjunto solução S 5 {( 1, 0, 3 )}.
U

⎧ x 2 3y 2 2z 5 23
Veja como resolver o sistema ⎨ 3x 2 9y 1 2z 5 217 por meio de escalonamento.

⎩22x 1 y 2 3z 5 3

Utilizando as operações acima, deixamos a 2a e a 3a equação com o coeficiente de x igual


G

a zero. Para isso, vamos substituir:


•a 2 a
equação por sua soma com a 1a equação multiplicada por 23;
•a 3 a
equação por sua soma com a 1a equação multiplicada por 2.

x 2 3y 2 2z 5 23 ? 23 ? 2 x 2 3y 2 2z 5 23
( )
{
3x 2 9y 1 2z 5 217 ä 8z 5 28
1
22x 1 y 2 3z 5 3 1 25y 2 7z 5 23

Em seguida, vamos trocar a ordem da 2a e da 3a equação.

x 2 3y 2 2z 5 23 x 2 3y 2 2z 5 23

{ 25y 2 7z 5 23 {
8z 5 28 ä 25y 2 7z 5 23
8z 5 28

26 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


Dessa maneira, obtemos um sistema linear escalonado equivalente ao sistema linear ini-

D
cial e, ao resolvê-lo, obtemos a solução do sistema linear dado inicialmente.
• Resolvendo a 3 a
equação, temos:

8z 5 2 8 ä z 5 2 1

L
• Substituindo z por 21 na 2 a
equação e resolvendo-a, obtemos:

2 5y 2 7z 5 2 3 ä 2 5y 2 7 ( 2 1 ) 5 23 ä y 5 2

• Substituindo z por 21 e y por 2 na 1

N
a
equação e resolvendo-a, obtemos:

x 2 3y 2 2z 5 2 3 ä x 2 3 ? 2 2 2 ( 2 1 ) 5 2 3 ä x 5 1

Portanto, o conjunto solução desse sistema é S 5 { ( 1, 2, 21 )}.

P
x 2 3y 2 2z 5 23

{
Por que o sistema escalonado 25y 2 7z 5 23 é equivalente ao sistema linear
8z 5 28
Porque as operações realizadas para obter o sistema escalonado não alteram o conjunto
dado inicialmente?
IA
solução do sistema inicial.

Pode ocorrer de, ao escalonarmos um sistema linear, obtermos uma das equações com o
termo independente não nulo e todas as incógnitas com coeficientes nulos. Observe, por
⎧ x 2 y 2 2z 5 5
exemplo, o escalonamento do sistema ⎨ 2x 1 y 2 z 5 2 .

⎩x 2 4y 2 5z 5 1

Para deixar a 2a e a 3a equação com o coeficiente de x igual a zero, substituímos:


U

•a 2 a
equação por sua soma com a 1a equação multiplicada por 2 2;
•a 3 a
equação por sua soma com a 1a equação multiplicada por 2 1.

x 2 y 2 2z 5 5 ?(21 ) x 2 y 2 2z 5 5
?(22)
ä 0x 1 3y 1 3z 5 28
G

2x 1 y 2 z 5 2 1
x 2 4y 2 5z 5 1 1 0x 2 3y 2 3z 5 24

Para deixar a 3a equação com o coeficiente de y igual a zero, substituímos a 3a equação por
sua soma com a 2a equação multiplicada por 1.

x 2 y 2 2z 5 5 x 2 y 2 2z 5 5
0x 1 3y 1 3z 5 2 8 ? 1 ä 0x 1 3y 1 3z 5 28
0x 2 3y 2 3z 5 2 4 1 0x 1 0y 1 0z 5 212

Nessa última etapa, o objetivo era anular o coeficiente de y, mas, nesse caso, ocorreu de o
coeficiente de z também ser anulado. Como o sistema escalonado obtido não possui solução,
concluímos que o sistema inicial também não possui solução. Logo, o sistema é impossível
(SI). Nesse caso, o conjunto solução é vazio, ou seja, S 5 [.

Não escreva no livro. 27


Passo a passo

D
Veja uma sugestão de como podemos resolver um problema seguindo algumas etapas.
Um dos propósitos desta seção é desenvolver nos estudantes o pensamento computacional,
Problema uma vez que eles são incentivados a perceber padrões de soluções para problemas parecidos.

L
Quatro vendedoras, representantes de uma marca específica de maquiagens e cosméticos, decidiram fazer uma
competição entre elas. Essa competição consistiu em vender quatro tipos de produto, cada um deles pelo mesmo
preço, e verificar quem conseguiria vender mais produtos, em um dia, pelo preço combinado. A vendedora Ana
vendeu 2 cremes hidratantes, 2 perfumes, 3 pós compactos e 2 delineadores. A vendedora Betina vendeu 2 cremes
hidratantes, 1 perfume, 2 pós compactos e 4 delineadores. A vendedora Clara vendeu 5 perfumes, nenhum cre-
me hidratante, nenhum pó compacto e nenhum delineador. Já a vendedora Daniela vendeu 3 cremes hidratantes,

N
2 perfumes, 5 pós compactos e 1 delineador. Ao final do dia, verificaram que as vendedoras Ana, Betina, Clara e
Daniela arrecadam o total de R 563,10, R 566,10, R 304,50 e R 687,90, respectivamente, pelas vendas realizadas.
Daniela foi quem mais vendeu produtos e mais faturou, pois a comissão pelas vendas é calculada com base no pre-
ço unitário de cada um dos produtos. Qual é o preço de cada um dos produtos vendidos pelas quatro vendedoras?

P
Entendendo o problema
1. Determinamos o que se pede no problema.
Pede-se o preço de venda de cada um dos produtos de maquiagens e cosméticos: creme hidratante,
perfume, pó compacto e delineador.
IA
2. Identificamos as informações e as condições apresentadas para se resolver o problema.
No enunciado do problema, são fornecidos os valores totais arrecadados, em um dia, pelas vendas de
certas quantidades de produtos de maquiagens e cosméticos de cada uma das quatro vendedoras. Por
exemplo, a vendedora Ana arrecadou o valor total de R 563,10 ao vender, em um dia, 2 cremes hidratan-
tes, 2 perfumes, 3 pós compactos e 2 delineadores.

3. Se possível, desenhamos um esquema para representar a situação proposta:


Quantidade de cosméticos e maquiagens vendidos
U

Valor total arrecadado


Vendedoras
Creme hidratante Perfume Pó compacto Delineador com as vendas, em um dia
Ana 2 2 3 2 R 563,10
Betina 2 1 2 4 R 566,10
Clara 0 5 0 0 R 304,50
G

Daniela 3 2 5 1 R 687,90

Construindo e executando um plano

4. Com base nos conhecimentos prévios, avaliamos se já resolvemos um problema parecido, e se é possível
utilizá-lo para obter a solução do problema apresentado. Além disso, analisamos se há algum recurso ou
ferramenta disponível para nos auxiliar no processo de resolução.

Pode-se fazer uso de uma calculadora para auxiliar nos cálculos ou utilizar algum software de Geome-
tria dinâmica para representar graficamente a situação apresentada no enunciado e organizá-la em um
quadro.

5. Elaboramos e executamos um plano.


Passo 1: Precisamos montar um sistema de equações lineares com as informações do enunciado (também
organizadas no quadro). Para isso, primeiro denominaremos por x, y, z e w os preços dos produtos creme

28 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


hidrante, perfume, pó compacto e delineador, Passo 4: Em seguida, anulamos os coeficientes

D
respectivamente. Dessa forma, obtemos o se- de x na 2a e na 3a equação. Para isso, vamos
guinte sistema: multiplicar:
⎧2x 1 2y 1 3z 1 2w 5 563,10
⎪ 2x 1 y 1 2z 1 4w 5 566,10
•a1 a
equação por 22 e adicionar à 2a equação;
⎨ •a1 a
equação por 23 e adicionar à 3a equação.
⎪ 5y 5 304,50 ⎧
x 1 z 1 2w 5 252,60 ⎧x 1 z 1 2w 5 252,60
⎩ ⎪

L
3x 2y 5z w 5 687,90
⎨ 2x 1 3z 1 2w 5 441,30 ä ⎨ z 2 2w 5 2 63,90
1 1 1 ⎪


⎩ 2z 2 5w 5 2 191,70

Passo 2: Primeiro, observe que na 3a equação
⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10
obtemos:
304,50 Passo 5: Agora, vamos anular o coeficiente de z
5y 5 304,50 ä y 5 ― ä y 5 60,90
5 na 3a equação. Para isso, vamos multiplicar:

N
Substituindo y nas demais equações do siste- •a2 a
equação por 22 e adicionar à 3a equação.
ma, obtemos: ⎧ ⎧x 1 z 1 2w 5 252,60
⎪x1 z 1 2w 5 252,60
⎧ ⎨ z 2 2w 5 2 63,90 ä ⎨z 2 2w 5 2 63,90

⎪ 2x 1 121,80 1 3z 1 2w 5 563,10
⎨ 2x 1 60,90 1 2z 1 4w 5 566,10 ä ⎪
⎩ 2 w 5 2 63,90

⎪ ⎩ 2z 2 5w 5 2 191,70
⎩ 3x 1 121,80 1 5z 1 w 5 687,90

P
Assim, da 3a equação, obtemos w 5 63,90.
⎧ 2x 1 3z 1 2w 5 441,30 Substituímos esse resultado na 2a equação,
ä ⎨ 2x 1 2z 1 4w 5 505,20

obtemos z:
⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10

z 2 ( 2 ? 63,90 ) 5 2 63,90 ä z 5 63,90


Passo 3: A partir do sistema obtido, dividimos os Por fim, substituímos z e w na 1a equação e obte-
mos x:
IA
coeficientes da 2a equação por 2 e, em seguida,
invertemos a posição da 2a e da 1a equação: x 1 63,90 1 ( 2 ? 63,90 ) 5 252,60 ä x 5 60,90
⎧ ⎧ x 1 z 1 2w 5 252,60
Portanto, o creme hidratante ( x ) e o perfu-
⎪2x 1 3z 1 2w 5 441,30 me ( y ) têm o mesmo valor de R 60,90, en-
⎨ x 1 z 1 2w 5 252,60 ä ⎨ 2x 1 3z 1 2w 5 441,30

⎪ quanto o pó compacto ( z ) e o delineador ( w )


⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10

⎩ 3x 1 5z 1 w 5 566,10 têm o mesmo valor de R 63,90.

Avaliando o resultado
U

6. Nessa etapa, analisamos se é possível verificar a solução do problema e escolhemos uma estratégia para isso.

Um modo de verificar a solução é substituir os valores Início


determinados para x, y, z e w em cada uma das quatro
G

Entenda o problema
equações que compõem o sistema linear inicial e ve-
rificar se cada uma delas será satisfeita. Se isso ocor- Faça um plano e execute-o
rer, os valores obtidos para x, y, z e w estão corretos.
Obteve a solução? Sim
Se, nesse momento, for verificado que a solução do
problema está incorreta, voltem ao início e sigam os Não A solução está correta?
passos indicados no esquema ao lado. Sim Fim

7. Caso a solução esteja correta, refletimos sobre todo o processo e as estratégias adotadas, a fim de compar-
tilhar com os colegas e o professor. Reservem um momento para essa conversa.

Agora é com vocês!


Conforme as orientações do professor, elaborem e executem um plano, diferente do exemplo apresentado,
para solucionar o mesmo problema proposto nesta seção. Retomem todas as etapas, a fim de se familiarizar
com o passo a passo.

Não escreva no livro. 29


Tarefa resolvida

D
R3. Escalone o sistema linear abaixo, classifique-o em SPD, SPI ou SI e determine o seu conjunto solução.

⎧ x 1 4y 1 z 5 14

⎨ 2x 1 12y 1 8z 5 36

L
⎪ ―x
1y1― 54
z
⎩ 4 2

Resolução
Primeiro, vamos anular os coeficientes de x na Para encontrar o valor de z, calculamos:

N
2 a e na 3 a equação. Para isso, substituímos:
z 2
•a 2 a
equação por sua soma com a 1a equação ―5―äz52
4 4
multiplicada por 22;
Substituindo o valor de z na 2a equação do siste-
• a 3a equação por sua soma com a 1a equação
ma escalonado, obtemos:
1

P
multiplicada por 2―.
4
4y 1 6 ( 2 ) 5 8 ä 4y 5 8 2 12 ä
⎧ x 1 4y 1 z 5 14 ⎧x 1 4y 1 z 5 14
⎪ ⎪ ä 4y 5 24 ä y 5 21
⎨2x 1 12y 1 8z 5 36 ä ⎨ 4y 1 6z 5 8
⎪ x z ⎪ z 2 Por fim, substituímos os valores de z e de y na
⎩ 4 1y1 2 54 ⎩
― ― ―5―
4 4 1a equação do sistema escalonado:
IA
Desta maneira, obtemos um sistema linear es-
calonado equivalente ao sistema linear inicial, x 1 4( 2 1) 1 2 5 14 ä x 2 4 1 2 5 14 ä
com a mesma quantidade de equações e de in- ä x 5 14 1 2 ä x 5 16
cógnitas. Portanto, o sistema é SPD. Resolvendo
o sistema escalonado, obtemos a solução do Portanto, S 5 { ( 16, 21, 2 )}.
sistema inicial.
U

Anote as respostas no caderno.


Tarefas
20. Classifique os sistemas em SPD, SPI ou SI e, depois, determine os respectivos conjuntos solução.
⎧ 3x 1 1 x 2 2 2x 3 1 x 4 2 x 5 5 30
⎧ 5x 1 10y 2 4z 2 2w 5 9

G

x 2 2 x 3 2 2x 4 1 x 5 5 15

a) ⎨ c) ⎨
4y 2 z 1 3w 5 12


x 3 1 x 4 1 4x 5 5 30 SI; S 5 [
⎪ 2z 1 w 5 10
⎩ w54
2x 4 1 x 5 5 9
SPD; S 5 { ( 4,3; 0,75; 3; 4 )} ⎩ 0x 5 5 12

{ 2y 1 z 5 4
x1y1z59
b)
{( )
SPI; S 5
14 2 k
―, ―, k
2
42k
2
 k é um número real}

21. Determine quais dos sistemas a seguir estão na forma escalonada. S 1


e S 2.

⎧ x 1 1 x 2 2 3x 3 1 x 4 2 4x 5 5 29
3x 1 2y 2 4z 5 12 ⎪ x 2 2 2x 3 1 x 4 2 2x 5 5 8 2x 2 4y 1 3z 5 15

{ {
S2 5 ⎨

S1 5 2y 2 z 5 8 x 3 2 3x 4 1 2x 5 5 14 S3 5 4x 1 3z 5 12
2z 5 2 x 4 1 2x 5 5 9 2y 1 12z 5 5
⎩ x5 5 2

30 capítulo 1 Sistemas lineares Não escreva no livro.


22. Relacione os pares de sistemas equivalentes, indicando a letra e o símbolo romano correspondentes.

D
a-II; b-I; c-III
1 2
30x 1 20z 5 130 ⎪x 1 ― y 2 ―z 5 3 4x 1 y 1 3z 5 13

{ {
3 3
a ) 3x 1 5y 1 z 5 23 b) ⎨ 3x 1 4y 2 z 5 13 c) 6x 1 4z 5 16

6x 1 2z 5 13 ⎩ 6x 1 2y 2 2z 5 38 3x 1 3z 5 10

3x 1 y 2 2z 5 9 3x 1 2z 5 13 x1y1z55

{ {

L
{
I ) 3y 1 z 5 4 II ) 5y 2 z 5 10 III ) 3y 1 z 5 7
z 5 10 z 5 6,5 z52
23. Classifique os sistemas em SPD, SPI ou SI e, depois, resolva-os.
⎧ x 2 2y 1 z 5 10 ⎧2x 2 4y 2 2z 5 3,6

N
⎨ ⎨
⎪ ⎪

a) 24x 1 4y 1 4z 5 220 SPD; S 5 { ( 6, 21, 2 )} b) 2x 2 2y 5 13,8 SPI; S 5 { ( 12 2 k ; 5,1 2 k ; k ) | k é um número real}


⎩ 3x 2 6y 1 6z 5 36 ⎩ 3x 2 2y 1 z 5 25,8
⎪ ⎪

24. (UPE) Em uma floricultura, é possível montar arranjos diferentes com rosas, lírios e margaridas.
Um arranjo com 4 margaridas, 2 lírios e 3 rosas custa 42 reais. No entanto, se o arranjo tiver uma
margarida, 2 lírios e uma rosa, ele custa 20 reais. Entretanto, se o arranjo tiver 2 margaridas,

P
4 lírios e uma rosa, custará 32 reais. Nessa floricultura, quanto custará um arranjo simples, com
uma margarida, um lírio e uma rosa? Alternativa d.
a ) 5 reais b ) 8 reais c ) 10 reais d ) 15 reais e ) 24 reais

25. Dois grupos de pessoas foram ao cinema. O primeiro grupo consumiu 10 pipocas, 12 su-
cos e 15 barras de cereal e gastou R 240,00. O segundo grupo consumiu 8 pipocas, 10 sucos
IA
e 6 barras de cereal, totalizando um gasto de R 165,00. Sabendo que 1 pipoca, 1 suco e
1 barra de cereal custam juntos R 20,00, determine o valor de cada item consumido nesse cinema.
Pipoca e suco: R$ 7,50; barra de cereal: R$ 5,00.
26. Desafio (UFG-GO) Em um determinado parque, existe um circui-
to de caminhada, como mostra a figura ao lado.
Um atleta, utilizando um podômetro, percorre em um dia a pista 1 duas
vezes, atravessa a ponte e percorre a pista 2 uma única vez, totalizando

UFG. Fac-símile: ID/BR


1 157 passos. No dia seguinte, percorre a pista 1 uma única vez, atravessa
Podômetro:
a ponte e percorre a pista 2, também uma única vez, totalizando 757 pas-
U

instrumento de
sos. Além disso, percebe que o número de passos necessários para per- bolso utilizado
para contar a
correr sete voltas na pista 1 equivale ao número de passos para percorrer quantidade de
oito voltas na pista 2. Diante do exposto, conclui-se que o comprimento da ponte, em passos, é: passos de uma
Alternativa c. pessoa durante
a) 5 b) 6 c)7 d) 8 e ) 15 uma caminhada.
G

Verificando rota
1. De acordo com o capítulo, quais valores os coeficientes de uma equação linear podem assumir?
Qualquer valor real.
2. O que são equações lineares homogêneas?
São equações lineares cujo termo independente é igual a zero.
3. Quantas equações e incógnitas possui um sistema linear m 3 n?
Possui m equações e n incógnitas.
4. Quantas soluções possui um sistema linear:
• possível e determinado?
Uma única solução.
•Mais
possível e indeterminado?
de uma solução.
• impossível?
Nenhuma solução.
5. Cite um método com o qual seja possível resolver sistemas lineares de qualquer ordem.
Possível resposta: Escalonamento.
6. Quais sistemas lineares admitem pelo menos uma incógnita livre? Os sistemas escalonados cuja quantidade
de equações é menor do que a de incógnitas, e todas as equações contêm pelo menos uma incógnita com coeficiente não nulo.
7. O que são sistemas lineares equivalentes?
Dois sistemas lineares são equivalentes se possuem o mesmo conjunto solução.

Não escreva no livro. 31


2

D
capítulo

Matrizes

L
N
P
IA
U
G

Planilhas eletrônicas são ferramentas que podem ser usadas para analisar uma
grande quantidade de informações de maneira organizada, entre outras funções. Elas
possuem diversos recursos, entre os quais destaca-se a possibilidade de alterar suas
informações a qualquer momento, de maneira relativamente ágil e simples. A principal
característica dessa ferramenta é a distribuição das informações em linhas e colunas, o
que facilita sua localização. Essa disposição de informações está associada à ideia de ma-
triz, conteúdo que será estudado neste capítulo.

32 Não escreva no livro.


Rogério Reis/Pulsar Imagens
D
L
N
Painel de voos do
Aeroporto Internacional de
Viracopos, Campinas (SP).
Fotografia de 2017.

P
IA
U
G

Respostas nas Orientações para o professor.


A ) Na planilha da fotografia, quais são as informações apresentadas?
B ) A informação referente ao Destino/Escalas está disposta em
linha ou em coluna? Justifique sua resposta.
C ) Cite outras situações em que pode ser associada a ideia de matrizes.

Não escreva no livro. 33


Definição de matriz

D
Os especialistas em finanças pessoais sugerem uma atitude simples para quem precisa eco-
nomizar dinheiro: anotar todos os gastos do dia a dia, por mais banais que sejam. Com essa
prática, é possível saber onde o dinheiro está sendo gasto e como ele poderia render mais.
Veja como Isabela anotou seus gastos de três dias da semana em uma planilha eletrônica.

L
A B C D E F
∙EM13MAT315

Eduardo dos Santos/ASC Imagens


1 Gasto diário (R$)
2 Dia da semana Transporte Refeição Café Doce
3 Segunda-feira 6,00 8,70 2,00 2,50

N
4 Terça-feira 6,00 14,00 5,30 0
5 Quarta-feira 6,00 12,90 0 4,00

Os valores, em reais, gastos por Isabela estão organizados em 3 linhas e 4 colunas. Em


Matemática, nomeamos esse tipo de organização de matriz e podemos representá-la da
seguinte maneira:

P
⎡6 8,7 2 2,5 ⎤
⎢ ⎥ ⎜
⎛ 6 8,7 2,5⎞

2
6 14 5,3 0 ou 6 14 5,3 0
⎣ 12,9 0
6 4 ⎦ ⎝6 12,9 0 4 ⎠
IA M. B. Images/Shutterstock.com/ID/BR

As planilhas eletrônicas
são um recurso
importante nos dias
atuais, pois, entre outras
funções, elas registram
informações de modo
organizado e auxiliam
U

em cálculos contábeis.

Pelo fato de essa matriz ser composta de 3 linhas e 4 colunas, dizemos que é de ordem
3 3 4 (lê-se: “3 por 4”). Nela, cada linha corresponde aos valores gastos por dia e cada colu-
na, aos valores gastos por item. Por exemplo:
G

6 8,7 2 2,5 6 8,7 2 2,5


6 14 5,3 0 6 14 5,3 0
6 12,9 0 4 6 12,9 0 4
3a linha: indica os valores 2a coluna: indica os valores
gastos na quarta-feira gastos com refeição

O elemento ou termo localizado na 3a linha e na 2a coluna dessa matriz corresponde ao


valor gasto por Isabela na quarta-feira com refeição.

6 8,7 2 2,5 Convencionou-se a ordenação das


6 14 5,3 0 linhas de cima para baixo e das
6 12,9 0 4 colunas da esquerda para a direita.

Na quarta-feira, Isabela gastou R 12,90 com refeição.

34 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


De modo geral, uma matriz de ordem Geralmente, as matrizes são

D
m 3 n, com m e n sendo números na- indicadas entre colchetes ou entre
turais diferentes de zero, é todo quadro parênteses e, na grande maioria
retangular com m ? n elementos, dis- dos casos, seus elementos ou
postos em m linhas e n colunas. termos são números reais.

L
Exemplos
a Matriz de ordem 2 3 3 (2 linhas c Matriz de ordem 1 3 5 (1 linha e
e 3 colunas) 5 colunas)
1 0
(0 27 ) [ ]
26
3

N

1 0 ― 28 6 217
2 4

b Matriz de ordem 3 3 3 (3 linhas d Matriz de ordem 4 3 2 (4 linhas


e 3 colunas) e 2 colunas)

P ⎜ ⎟
⎡21 0 3_⎤ ⎛ 3 6⎞
⎢ 1 22 √2 ⎥ 0 2
27 0
⎣ 0 25 4 ⎦ ⎝22 9 ⎠
IA
Podemos indicar genericamente os elementos de uma matriz utilizando a informação de

[7 10 ]
3 25
sua localização. Por exemplo, considerando a matriz A 5 , temos o elemento:

• 3 na 1a linha e na 1a coluna, que indicamos por a 11 (lê-se: “a um um”); logo, a 11 5 3;


• 25 na 1 linha e na 2 coluna, que indicamos por a (lê-se: “a um dois”); logo, a 5 25;
a a
12 12

• 7 na 2 linha e na 1 coluna, que indicamos por a (lê-se: “a dois um”); logo, a 5 7;


a a
21 21

• 10 na 2 linha e na 2 coluna, que indicamos por a (lê-se: “a dois dois”); logo, a 5 10.
a a
22 22
U

Nomeamos uma matriz com uma letra maiúscula e seus elementos com a mesma letra
minúscula, acompanhada de índices duplos.

Em uma matriz A de ordem m 3 n, com m e n sendo números naturais di-


ferentes de zero, os elementos são indicados por a ij, com 1 < i < m, 1 < j < n
G

e i e j sendo números naturais, em que o índice i indica a linha e o índice j


indica a coluna. O elemento a ij situa-se no cruzamento da i-ésima linha com

a 11 a 12 a 13 … a 1n
a j-ésima coluna:

a 21 a 22 a 23 … a 2n
A 5 a 31 a 32 a 33 … a 3n
⋮ ⋮ ⋮ ⋱ ⋮
a m1 a m2 a m3 … a mn

A lista ordenada ( a i1, a i2, a i3, … , a in ) chama-se a i-ésima linha da matriz A,


enquanto ( a 1j , a 2j , a 3j , … , a mj ) é a j-ésima coluna da matriz A.
De maneira abreviada, podemos indicar essa matriz como A 5 ( a ij ) .
m3n

Não escreva no livro. 35


Matemática a

D
Esse tipo de contexto possibilita que os estudantes entrem em contato com o conhecimento científico por meio de
Pixels ferramentas que fazem parte das culturas juvenis.

A palavra pixel é oriunda da abreviação do termo picture element, que, traduzindo, forma
a expressão elemento de imagem. Ao visualizarmos uma imagem digital com alto índice
de aproximação, é possível identificar pequenos quadrados coloridos que, juntos, formam

L
a figura completa. Esses pontos, que são a menor parte de uma imagem digital, recebem
o nome de pixels.
Os pixels são dispostos em linhas e colunas, de modo que sua disposição ordenada,
com diferentes intensidades de cor, constituem a imagem digital. A posição de um pixel

N
na imagem permite que ele seja codificado por uma descrição exata e minuciosa de sua
localização e uma intensidade de cor, possibilitando que sejam realizadas, por exemplo,
alterações e reconhecimento de padrões nesse tipo de imagem.
Em relação às cores para um pixel, são utilizadas duas representações. Uma é o sistema
RGB (do inglês Red, Green, Blue – vermelho, verde, azul), cuja combinação das três cores

P
básicas: vermelho, verde e azul, em diferentes intensidades, resulta em outra cor. Por sua
vez, cada cor possui 256 tonalidades, variando da mais clara à mais escura, em que 0 indica
a ausência e 255 indica a presença máxima dela na combinação. E a outra corresponde à
escala de cinza, na qual o valor 0 é utilizado para a cor preta e o valor 255, para a cor branca,
sendo que qualquer valor inteiro nesse intervalo é utilizado para uma tonalidade de cinza.
No sistema RGB, podemos indicar a cor de um pixel por uma terna (R, G, B), em que cada
IA
letra corresponde à quantidade da cor correspondente na mistura. Por exemplo, a cor
verde é codificada pela terna (0, 255, 0), indicando não haver contribuição alguma das co-
res vermelha e azul e intensidade máxima da cor verde. A cor branca é representada pela a) Espera-se
terna (255, 255, 255) e a preta, (0, 0, 0). que os alunos
respondam
Com base na quantidade de pixels como uma medida da qualidade das imagens, foi que, em uma
propagado o termo “resolução” para atribuir quantos pixels em altura e em largura uma composição digital, os pixels
imagem possui. Ao dizer que a resolução de imagem é de 800 3 600 pixels, por exemplo, são dispostos
em linhas e
significa que, nessa configuração, tem-se 800 pixels na horizontal e 600 na vertical, isto colunas, as quais
U

é, um total de 480 000 pixels, dispostos em linhas e colunas, como uma representação representam a
largura e a altura,
matricial. respectivamente.

a ) Que relação é possível estabelecer entre matriz e imagem digital? Fotografia em preto e
b ) Se a resolução de uma imagem é de 1 024 3 768 pixels, quantos pixels possui branco da vila de Thira,
em Santorini, Grécia.
G

na horizontal e na vertical. E qual é o total de pixels? Fotografia de 2019.


1 024 pixels na horizontal; 768 pixels na vertical; 786 432 pixels no total.
Mister_Knight/Shutterstock.com/ID/BR

Rogério Casagrande

36 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


R1. Explicite a matriz:

Tarefas resolvidas

D
a ) A 5 ( a ij ) , em que a ij 5 i 1 2. b ) B 5 ( b ij ) , em que b ij 5 2i 2 4j.
2

133 334

Resolução
a ) A representação genérica de A é:

L
A 5 [a 11 a 12 a 13]

Substituindo os valores de i e j em a ij 5 i 1 2, obtemos:

a 11 5 1 1 2 5 3 a 12 5 1 1 2 5 3 a 13 5 1 1 2 5 3

N
Assim, A 5 [3 3 3].

b ) Podemos representar genericamente uma matriz do tipo 3 3 4 por:

b11 b12 b13 b14

P
B 5 b21 b22 b23 b24
b31 b32 b33 b34

2
Substituindo os valores de i e j em b ij 5 2i 2 4j, obtemos:

1a linha 2a linha 3a linha


IA
2 2 2
b 11 5 2 ? ( 1 ) 2 4 ? ( 1 ) 5 22 b 21 5 2 ? ( 2 ) 2 4 ? ( 1 ) 5 4 b 31 5 2 ? ( 3 ) 2 4 ? ( 1 ) 5 14
2 2 2
b 12 5 2 ? ( 1 ) 2 4 ? ( 2 ) 5 26 b 22 5 2 ? ( 2 ) 2 4 ? ( 2 ) 5 0 b 32 5 2 ? ( 3 ) 2 4 ? ( 2 ) 5 10
2 2 2
b 13 5 2 ? ( 1 ) 2 4 ? ( 3 ) 5 210 b 23 5 2 ? ( 2 ) 2 4 ? ( 3 ) 5 24 b 33 5 2 ? ( 3 ) 2 4 ? ( 3 ) 5 6
2 2 2
b 14 5 2 ? ( 1 ) 2 4 ? ( 4 ) 5 214 b 24 5 2 ? ( 2 ) 2 4 ? ( 4 ) 5 28 b 34 5 2 ? ( 3 ) 2 4 ? ( 4 ) 5 2

Assim:
22 26 210 214

[ 14 10 2 ]
U

B5 4 0 24 28
6

R2. A matriz C possui 15 elementos. Sabendo que a quantidade de linhas dessa matriz é igual à
quantidade de colunas mais 2 unidades, determine a ordem da matriz C.
G

Resolução
Sabemos que a ordem da matriz C é m 3 n e que m ? n 5 15.
Como o número de linhas (m) é igual ao número de colunas (n) mais 2 unidades, substituímos m
por n 1 2, obtendo:
m ? n 5 15 ä ( n 1 2 ) ? n 5 15 ä n2 1 2n 2 15 5 0

Utilizando a fórmula resolutiva da equação do 2o grau, temos:


2 2
D 5 b 2 4ac ä D 5 2 2 4 ? 1 ? ( 215 ) ä D 5 64
__ ___

⟨n 2 5 25 ( não convém )
2b ± √D 22 ± √64 22 ± 8 n 1 5 3
n 5 ― ä n 5― ä n 5―
2a 2 2

Logo n 5 3 e m 5 3 1 2 5 5; assim, a ordem da matriz é 5 3 3.

Não escreva no livro. 37


Anote as respostas no caderno.
Tarefas

D
1. b) • Quantidade de casos confirmados de covid-19, de fevereiro a maio de 2020, no Brasil.
• Quantidade de casos confirmados de covid-19 no mês de maio de 2020 no Brasil.
1. Observe a tabela. • Quantidade de casos confirmados e de mortes devido à covid-19 no mês de abril de 2020 no Brasil.
• Quantidade de mortes devido à covid-19, no mês de março de 2020 no Brasil.
Quantidade de casos confirmados e de

Wladimir Bulgar/SPL/Fotoarena
mortes devido à covid-19 de fevereiro a
maio de 2020 no Brasil

L
Mês Casos confirmados Mortes
Fevereiro 2 0
Março 5 744 201
Abril 85 507 5 912

N
Maio 514 200 29 314

⎢ ⎥
Fonte de pesquisa: Coronavírus Brasil. Disponível em: Teste de anticorpos covid-19. ⎡ 2 0 ⎤
<https://covid.saude.gov.br/>. Acesso em: 22 jun. 2020. 5 744 201
1. a)
85 507 5 912
Baseando-se nos dados apresentados na tabela, faça o que se pede. ⎣514 200 29 314⎦

P
a ) Construa uma matriz 4 3 2 para representar as informações da tabela.
b ) Na matriz do item a, o que representa:
• a primeira coluna? • o elemento a ?
41 • a terceira linha? • o elemento a 22
?

2. Determine a ordem de cada matriz a seguir.

⎢ ⎥
⎡ 12 3 ⎤
2 21 0

[0 12 3 ]
IA
a) A5 3 5 2 333 c ) C 5 25 1 4 3 2
4 24
⎣2 1 ⎦

⎢ ⎥
⎡0 21 9 1⎤
d 11 d 12 d 13 d 14
[ d 21 d 22 d 23 d 24]
2 3 63 5
b) B5 434 d) D5 234
27 4 0 8
⎣2 15 18 22⎦

⎢ ⎥
3. Considere a matriz A de ordem 4 3 4 abaixo. ⎡ 1⎤

⎢ ⎥
1
⎡22 2 9 3⎤
1 ― ―
2 3
U

2
85 1 0 4 5. c) C 5 2 1 ―
A5 3
0 24 15 5 3
3 ― 1
⎣3 59 753 6⎦ ⎣ 2 ⎦

Determine:
a ) a 23 0 b ) a 12 2 c ) a 43 753 d ) a 33 15
G

4. A matriz A de ordem m 3 n possui 21 elementos e m 5 4 1 n. Determine a ordem da matriz A.


733
5. Explicite a matriz indicada em cada item.
1, se i 5 j

{―j , se i Þ j
a ) A 5 ( a ij ) [9 6 1 ]
c ) C 5 ( c ij ) , tal que c ij 5
2 4 1 24
, tal que a ij 5 5i 2 j A5 i
233 333

⎢ ⎥
⎡0 23⎤ i 2 j, se i , j
b ) B 5 ( b ij ) d ) D 5 ( d ij ) , tal que d ij 5
2
, tal que b ij 5 i 2 j B5
1 22 0, se i 5 j

⎢ ⎥
2 21
( 2i 2 j ) , se i . j
2
⎡ 0 21 22 23⎤
432 434
⎣3 0 ⎦
9 0 21 22
6. Seja a matriz C 5 ( c ij ) , tal que c ij 5 2i 2 j. Determine:
5. d) D 5
25 16 0 21
434 ⎣49 36 25 0 ⎦
a ) a soma de todos os elementos da matriz C. 40 c ) c 11 2 c 22 1 3c 14 2 c 31. 212
b ) o produto dos elementos da 3a linha de C.120 d ) ( c 11 ? c 22 ? c 33 ? c 44 ) 2 ( c 14 ? c 23 ? c 32 ? c 41 ). 80

38 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


Alguns tipos de matrizes

D
Por possuírem certas características particulares, alguns tipos de matrizes recebem
nomenclatura específica. Vejamos algumas delas.

Matriz quadrada

L
Uma matriz quadrada de ordem n é toda matriz do tipo n 3 n, isto é, uma matriz com a
quantidade de linhas igual à quantidade de colunas.

Exemplos

N
2 0 9

[― 27] [4 2 ]
21 211
A 5 [4] B5 3 C5 0 5 6
8 22

P
matriz quadrada matriz quadrada matriz quadrada
de ordem 1 de ordem 2 de ordem 3

Em uma matriz quadrada A de ordem n, os elementos a ij , tais que i 5 j, formam a diagonal


principal e os elementos a ij , tais que i 1 j 5 n 1 1, formam a diagonal secundária.
IA
a 11 a 12 a 13 a 14
Observe que, nesse caso, a soma
a 21 a 22 a 23 a 24 dos índices dos elementos da
A5 a a 32 a 33 a 34
31 diagonal secundária é 5 e a ordem
a 41 a 42 a 43 a 44 da matriz quadrada é 4, isto é:
i1j5n115 5
diagonal secundária diagonal principal ⏟
411
U

Matriz triangular
Uma matriz triangular M é toda matriz quadrada com elementos m ij nulos para i , j ou
i . j, ou seja, é uma matriz com todos os elementos acima ou abaixo da diagonal principal
iguais a zero.
G

Exemplos

⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎡ 5
0 0 ⎤ ⎡7 8 0 1 ⎤

[0 13]
25 6 1 0 216 6 24
A5 B 5 22 ― 0 C5
2 _ 0 0 25 2
⎣ 8 26 2√3⎦ ⎣0 0 0 21 ⎦
matriz triangular A matriz triangular B matriz triangular C
de ordem 2 de ordem 3 de ordem 4

Dizemos que M é uma matriz triangular inferior quando os elementos m ij, com i , j, são
nulos e que M é uma matriz triangular superior quando os elementos m ij, com i . j, são nulos.
Nos exemplos acima, A e C são matrizes triangulares superiores e B é uma matriz triangular
inferior.

Não escreva no livro. 39


Matriz diagonal

D
Uma matriz diagonal D é toda matriz quadrada cujos elementos d ij são nulos para i Þ j, ou
seja, é uma matriz com todos os elementos que não pertencem à diagonal principal iguais
a zero.
Exemplos

L
5 0 0 8 0 0
[ 0 2] [0 27] [0 0]
26 0
A5 B5 0 12 0 C5 0 0 0
0 0

N
matriz diagonal A matriz diagonal B matriz diagonal C
de ordem 2 de ordem 3 de ordem 3

Matriz identidade
Uma matriz identidade A é toda matriz diagonal com elementos a ij , tais que i 5 j, são

P
iguais a 1, isto é, uma matriz com todos os elementos da diagonal principal iguais a 1 e os
demais iguais a zero. Geralmente, uma matriz identidade de ordem n é indicada por I n.
Exemplos

⎢ ⎥
⎡1 0 0 0⎤
1 0 0
[0 1] [0 1]
1 0 0 1 0 0
IA
I2 5 I3 5 0 1 0 I4 5
0 0 1 0
0
⎣0 0 0 1⎦
matriz identidade matriz identidade matriz identidade
de ordem 2 de ordem 3 de ordem 4

Matriz linha
Uma matriz linha é toda matriz do tipo 1 3 n, isto é, possui uma única linha.
U

Exemplos

[ ]
3
A 5 [3 25] B 5 21 ― 0 C 5 [1 1 4 27 29]
5
G

matriz linha de matriz linha de matriz linha de


ordem 1 3 2 ordem 1 3 3 ordem 1 3 5

Matriz coluna
Uma matriz coluna é toda matriz do tipo m 3 1, isto é, possui uma única coluna.
Exemplos

6
[3] [ 14 ]
0
A 5 [29] B5 C 5 27

matriz coluna matriz coluna matriz coluna


de ordem 1 3 1 de ordem 2 3 1 de ordem 3 3 1

Toda matriz identidade precisa ser quadrada? Justifique sua resposta.


Sim. Possível resposta: Porque toda matriz identidade também é uma matriz diagonal, que, por sua vez, deve ser quadrada.

40 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


Matriz nula

D
Uma matriz nula A é toda matriz com elementos a ij nulos, para todo i e j, isto é, todos os
seus elementos são iguais a zero. Geralmente, uma matriz nula de ordem m 3 n é indicada
por 0 m3n. Caso seja uma matriz nula quadrada de ordem n, indicamos simplesmente por 0 n.

Exemplos

L
[0 0] [0 0]
0 0 0 0 0 0 0 0 134 5 [0
0 235 5 02 5 0 0 0]
0 0 0
matriz nula de matriz nula de matriz nula de

N
ordem 2 3 5 ordem 2 ordem 1 3 4

Igualdade de matrizes
Duas matrizes A e B são ditas iguais se, e somente se, A 5 ( a ij ) , B 5 ( b ij ) e a ij 5 b ij ,

P
m3n m3n
para todo i e j, ou seja, quando possuem a mesma ordem e todos os elementos correspondentes
(elementos com os mesmos índices) iguais.

Exemplos

[19 25] [19 25]


a Dados A 5 2 0 2 0
IA
e B5 , temos A e B de mesma ordem e a 11 5 b 11,

a 12 5 b 12, a 21 5 b 21 e a 22 5 b 22. Logo, A 5 B.

1 3 7 1 3 2 7

[4 28 ] [4 28 0 ―]
22
b Dados C 5 1 e D 5 1 , temos C e D de mesma ordem,
0 ―
4 4
mas c 13 Þ d 13, pois 22 Þ 2. Logo, C Þ D.
U

[211 0]
9 e F5[
0 ]
23
2 7 211
c Dados E 5 7 , temos C e D de ordens diferentes, pois E é
23 9

de ordem 3 3 2 e F é de ordem 2 3 3. Logo, E Þ F.


G

Transposta de uma matriz


Dada a matriz A 5 ( a ij ) , denomina-se transposta de A a matriz A 5 ( aji9 ) ,
t

m3n n3m
t
tal que a9ji 5 a ij para todo i e j, ou seja, os elementos que compõem cada coluna i de A são
ordenadamente iguais aos elementos que compõem cada linha i de A.
t
De maneira prática, a matriz A é obtida trocando-se ordenadamente as linhas pelas colu-
nas da matriz A.

Ao transpor uma matriz, as quantidades de linhas e de


colunas ficam invertidas. Se A tiver ordem m 3 n, então
t
A terá ordem n 3 m.

Não escreva no livro. 41


Exemplos

D
0 6 13 6 0 1

[ 7 ] [1 0] [21 0]
21
A 5 24 ä A 5 [0 7]
t t
24 C5 0 29 25 ä C 5 13 29 5
5 25
6
[6 4] [2 4 ]
[28]
21
9 2 3
D 5 [3 28] ä D 5
21 t t
B5 äB 5 9

L
29
29
t t
Qual é a transposta da transposta de uma matriz A, ou seja, _ A + ?
É a própria matriz A. Com a ajuda dos alunos, escreva alguns exemplos na lousa para verificar que A 5 ( At ) .
t

Matriz simétrica

N
t
Uma matriz simétrica A é toda matriz quadrada em que A 5 A, ou seja, tal que a ji 5 a ij
para todo i e j. Em uma matriz simétrica, os elementos são simetricamente dispostos em
relação à diagonal principal.

⎢ ⎥
Exemplos
⎡ 2 5 26 ⎤

P
21
9 1 0
[ 2 3] [0 217]
25 2 21 1 7 _ 28
A5 B5 1 2 23 C5
5 7 √3 0
⎣ 26 28 0 24⎦
23
matriz simétrica matriz simétrica matriz simétrica
de ordem 2 de ordem 3 de ordem 4
IA
t
Quando uma matriz A é tal que A Þ A,
dizemos que A é uma matriz não simétrica.

R3. Classifique cada uma das afirmações a seguir em verdadeira ou falsa. Justifique e, quando a
Tarefas resolvidas

afirmação for falsa, dê um contraexemplo.


a ) Uma matriz diagonal pode ser nula.
b ) Existe matriz linha que é simétrica.
c ) Em uma matriz triangular, todos os elementos fora da diagonal principal são nulos.
U

d ) Toda matriz diagonal pode ser chamada matriz identidade.


Resolução
a ) Verdadeira. A matriz diagonal é toda matriz quadrada em que os elementos a ij são nulos
para i Þ j. No caso de termos uma matriz nula, a condição de matriz diagonal é satisfeita.
G

0 0 0

[0 0 0]
Exemplo: A 333 5 0 0 0

b ) Verdadeira. Seja a matriz A 5 [4]. A matriz A é uma matriz linha e A 5 [4]. Desse modo,
t

t
temos A 5 A , ou seja, A é uma matriz simétrica.
c ) Falsa. Em uma matriz triangular, os elementos acima ou abaixo da diagonal principal devem
ser nulos.
1 4 6

[0 0 3]
Contraexemplo: 0 2 5

d ) Falsa. Uma matriz diagonal só é identidade se os elementos de sua diagonal principal forem
iguais a 1.

[0 2 ]
1 0
Contraexemplo:

42 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


| 2x 1 y | 0
10 ] [

D
R4. Considere as matrizes A 5 3x2
e B a matriz identidade de ordem 2. Determine os
0
t
valores não negativos de x e de y, de maneira que A 5 B.
Resolução
t
Como A é uma matriz diagonal, temos A 5 A e, portanto, devemos calcular os valores de x e

L
de y, tais que A 5 B 5 I 2.
⎧ 2x 1 y 5 1
| 2x 1 y | 0 | | (I)
[ 0 10 ]
[0 1 ]
1 0 ⎨

A5Bä 5 ä

2
3x2 3x
( II )

10 5 1

N
Vamos calcular o valor de x em II, fazendo:
3x2 3x2 0
10 5 1 ä 10 5 10 ä 3x2 5 0 ä x 5 0
Substituindo x 5 0 em I, obtemos:

| 2x 1 y | 5 1 ä | 2 ? 0 1 y | 5 1 ä | y | 5 1 ä y 5 ± 1

P
Como x e y devem ser não negativos, temos x 5 0 e y 5 1.

Dado um número real x, denomina-se módulo (ou valor absoluto) de x,


indicado por | x |, o número que pode ser definido da seguinte maneira:

{2 x, se x , 0
x, se x > 0
|x| 5
IA
R5. Seja uma matriz A 5 ( a ij ) , em que a ij 5 ( i ? j ) .
2

m3n
a ) Podemos afirmar que essa matriz é simétrica, sem construí-la? Por quê?
b ) Construa a matriz A para m 5 3.

Resolução
a ) Sim, pois a ji5 ( j ? i ) 5 ( i ? j ) 5 a ij.
2 2

⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎡ ⎤
U

⎡ ⎤
2 2 2
(1 ? 1) (1 ? 2) (1 ? 3) 2
1 2
2 2
3 1 4 9

[9 36 81 ]
2 2 2
b ) A 5 (2 ? 1) (2 ? 2)
2 2 2
( 2 ? 3 ) 5 2 4 6 5 4 16 36
(3 ? 2) (3 ? 3) ⎦ ⎣ 3 6 9 ⎦
2 2 2 2 2 2

⎣ (3 ? 1)

R6. Determine o valor dos elementos representados por letras minúsculas na matriz A 5 ( a ij )
G

434
abaixo, considerando que A é simétrica.

⎢ ⎥
⎡ 1 2 5 6⎤
p 1 3 7
A5
q r 1 4
⎣s t u 1 ⎦
Resolução
t
Como A é matriz simétrica, temos A 5 A. Assim:

⎢ ⎥⎢ ⎥
⎡ 1 2 5 6⎤ ⎡ 1 p q s ⎤
p 1 3 7
5 2 1 r t
t
A 5A ä
q r 1 4 5 3 1 u
⎣ s t u 1 ⎦ ⎣6 7 4 1 ⎦
Portanto, p 5 2, q 5 5, r 5 3, s 5 6, t 5 7 e u 5 4.

Não escreva no livro. 43


Anote as respostas no caderno.
Tarefas

D
7. Explicite as matrizes a seguir. 11. Determine os valores de x, y e z para que as igual-

⎢⎥
a ) Matriz linha A com 4 elementos, tal que dades sejam verdadeiras.
2
a ij 5 i 2 2j. A 5 [21 23 25 27] ⎡3⎤

[z 2] [4 2]
5 x y 3 9
a) 5 x 5 3 ; y 5 9; z 5 4.
b ) Matriz coluna B com 6 elementos, tal que B 5

L
7
9
b ij 5 2i 1 j. 11
⎡√_x 2 3⎤ ⎡ 4 2 3⎤
⎣13⎦
c ) P 5 ( p ij ) , tal que P é matriz identidade.
535 b) ⎢9 ⎥ ⎢
3 4 5 z11 3 4 ⎥ x 5 16; y 5 6; z 5 8.
⎣ 4 4 6⎦ ⎣ 4 4 y⎦
8. Determine a transposta de cada matriz.

N
4 3

[9 1 ] [3 7 1] [ z 1 2] [ ]
a) M5 2 7 4 2 9 x1y 5 3 5 5 3
c)
t
M 5 5 x 5 2, y 5 3 e z 5 5.
5 y 2 x 2

⎢ ⎥ ⎢
⎡7 5 4 8 ⎤


⎡7 5 4 8⎤ 12. Seja M 5 ( m ij ) , tal que m ij 5 i 1 2j. Determine os

P
5 5 8 4 5 5 7 9 233
b) N5 t

[ 4 8 ]
N 5
4 7 9 7 4 8 9 7 r2s 5 t 2 2s
valores de r, s e t em N 5 ,
⎣ 8 9 7 9⎦ ⎣8 4 7 9⎦ t 1 3r
⎡r11 r12 r13 ⎤
⎢ ⎥
⎡r 11 r 21 r 31⎤ de modo que se tenha M 5 N. r 5 1, s 5 22 e t 5 3.
c ) R 5 r21 r22 r23 ⎢
R 5 r 12 r 22 r 32
t

⎣ r31 r32 r33⎦ ⎣r 13 r 23 r 33⎦
13. Mostre que as matrizes A 535 5 ( a ij ), com
IA
d ) P 5 ( p ij ) , tal que p ij 5 ( 1 1 i )
[4 9]
2
4 9
(j 2 1)
t 2 2
P 5
(i 2 2)
a ij 5 ― 1 ―, e B 535 5 ( b ij ), com
232
⎡3 3⎤
Q 5 ⎢4 ⎥
{ 2 1 j, se i Þ j
3, se i 5 j 7 8
e ) Q 5 ( q ij ) , tal que q ij 5 t
3
⎣5 5⎦ 2 2
233 8i 2 32i 1 7j 2 14j 1 39
b ij 5 ―――, são iguais.
9. Determine pelo menos dois exemplos de matrizes 56
Resposta na Resolução das tarefas nas Orientações para o professor.
Resposta
que satisfaçam as condições de cada item. pessoal.
14. (Mackenzie-SP) Se a matriz
a ) Matriz triangular superior e inferior simultanea-
⎡ 3y 2 z 1 2⎤
⎢ ⎥
U

mente. 1 x1y1z
b ) Matriz coluna e nula, simultaneamente. 4 5 25
c ) Matriz quadrada cujos elementos da diagonal ⎣y 2 2z 1 3 z 0 ⎦
secundária são números inteiros.
é simétrica, o valor de x é: Alternativa c.
d ) Matriz de ordem 3 3 2 com todos os elementos
G

pares. a) 0

10. Determine os valores de a, b e c na expressão abaixo. b) 1


a 5 5, b 5 22 e c 5 3.
c)6
7 8 c 2 2b 8

[21 3] [a 1 3b 3]
22 22
4 a1c 3 5 4 8 3 d) 3
9 9
e ) 25

15. (Uerj) Considere a sequência de matrizes ( A1 , A2 , A3 , … ), todas quadradas de ordem 4, respectivamente iguais a:

⎢ ⎥⎢ ⎥⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎡1 0 0⎤
⎡0 3 ⎤ ⎡ 16 17 18 19 ⎤ ⎡ 32 33 34 35 ⎤
0 0
1 2 0 1 0 0 0
4 5 6 7 20 21 22 23 36 37 38 39 7. c) P 5 0 0 1 0 0
, , ,… 0 0 0 1 0
8 9 10 11 24 25 26 27 40 41 42 43
⎣0 0 1⎦
⎣ 12 15⎦ ⎣ 28 29 30 31 ⎦ ⎣ 44 45 46 47⎦
0 0
13 14
Sabendo que o elemento a ij 5 75 432 é da matriz A n, determine os valores de n, i e j. n 5 4 715, i 5 3 e j 5 1.

44 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


Operações com matrizes

D
Desde os anos iniciais, estudamos as operações de adição, subtração e multiplicação com
números reais. Agora, estenderemos essas ideias para as matrizes.

Adição de matrizes

L
Uma escola de idiomas oferece aulas de inglês e de espanhol no período da manhã e da tarde.
Veja a quantidade de alunos matriculados em cada período de acordo com a faixa etária e
o idioma do curso em 2020.

N
Alunos matriculados na escola de idiomas Alunos matriculados na escola de idiomas
no período da manhã em 2020 no período da tarde em 2020
Curso Curso
Inglês Espanhol Inglês Espanhol
Faixa etária Faixa etária
Até 16 anos 16 14 Até 16 anos 21 17

P
Maior do que 16 anos 13 11 Maior do que 16 anos 22 15
Fonte de pesquisa: Secretaria do curso. Fonte de pesquisa: Secretaria do curso.

Qual foi a quantidade de alunos matriculados em cada curso, de acordo com a faixa etária,
em 2020?
IA
Para responder a essa pergunta, adicionamos, para cada faixa etária, as quantidades cor-
respondentes de alunos matriculados em cada curso do período da manhã e da tarde.

Alunos matriculados na escola


de idiomas em 2020

Curso
Inglês Espanhol
Faixa etária Alexandre Koyama/ASC Imagens
U

Até 16 anos 37 31

Maior do que 16 anos 35 26

Fonte de pesquisa: Secretaria do curso.


G

A adição de matrizes ocorre de maneira semelhante. Representando a quantidade de

[ 13 11 ] [22 15]
16 14 21 17
alunos matriculados nos dois períodos por meio das matrizes A 5 e B5 ,
respectivamente, temos:

[ 13 11 ] [22 15] [13 1 22 11 1 15 ] [35 26]


16 14 21 17 16 1 21 14 1 17 37 31
A1B5 1 5 5

Dadas as matrizes A 5 ( a ij ) e B 5 ( b ij ) , a Em outras palavras, a soma de


m3n m3n duas matrizes A e B de ordem
soma de A com B é a matriz C 5 ( c ij ) , tal que m 3 n é uma matriz C de mesma
m3n ordem, em que cada elemento
c ij 5 a ij 1 b ij para todo i e j. é a soma dos elementos
correspondentes em A e em B.

Não escreva no livro. 45


Exemplos

[1 24 ] [ 29 7 6]

D
a Dadas as matrizes A 5 3 5 6
e B5
6 22 1
, temos:
0

[ 1 0 24 ] [ 29 7 6 ] [1 1 ( 29 ) 24 1 6]
3 5 6 6 22 1 316 5 1 ( 22 ) 611
A1B5 1 5 5
017

L
[28 7 2]
9 3 7
5

5 25 3

[9 6] [29 26]
23
b Dadas as matrizes C 5 21 4 e D5 1 24 , temos:

N
⎢ ⎥
⎡5 1 25
5 25 3 ( ) 23 1 3 ⎤ 0 0

[9 ] [ ] [0 0]
23
C 1 D 5 21 4 1 1 24 5 21 1 1 4 1 ( 24 ) 5 0 0
6
⎣9 1 ( 29 ) 6 1 ( 26 )⎦
29 26

oposta de C e vice-versa.

P
Nesse exemplo, como C 1 D resulta em uma matriz nula, dizemos que D é a matriz

Dada a matriz A 5 ( a ij ) , denomina-se a matriz oposta de A, indicada por 2A,


IA
m3n

a matriz que, adicionada com A, resulta em uma matriz nula, A 1 ( 2A ) 5 0.

Qual é a relação entre os elementos correspondentes de matrizes opostas?


Os elementos correspondentes de cada uma das duas matrizes (A e 2 A) são números opostos, tais que ( a ij ) 1 ( 2 a ij ) 5 0 para todo i e j.
m3n m3n

Considerando as matrizes A, B e C de mesma ordem ( m 3 n ), são válidas, porém não


demonstraremos, as seguintes propriedades:
U

a ) ( A 1 B ) 1 C 5 A 1 ( B 1 C ) (associativa)
b ) A 1 B 5 B 1 A (comutativa)
c ) A 1 0 5 0 1 A 5 A , sendo 0 a matriz nula de ordem m 3 n (elemento neutro)
d ) A 1 ( 2A ) 5 ( 2A ) 1 A 5 0, sendo 0 a matriz nula de ordem m 3 n (elemento oposto
G

ou simétrico)
t t t
e ) (A 1 B) 5 A 1 B

Subtração de matrizes

Dadas as matrizes A 5 ( a ij ) e B 5 ( b ij ) , a diferença entre A e B é a ma-


m3n m3n

triz C 5 ( c ij ) , tal que c ij 5 a ij 2 b ij para todo i e j.


m3n

Em outras palavras, a diferença entre duas matrizes A e B de


ordem m 3 n é uma matriz C de mesma ordem, que pode ser
obtida adicionando-se a matriz A com a oposta da matriz B.

46 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


Exemplos

D
5 5

[6 29] [2 23]
22 25
a Dadas as matrizes A 5 11 0 e B 5 1 4 , temos:

⎢ ⎥
⎡5 2 5 22 2 25 ⎤
5 5 25 ( ) 0 3

[6 29] [2 23] ⎣6 2 2 2 9 2 ( 23 )⎦ [ 4 26]


22

L
A 2 B 5 11 0 2 1 4 5 11 2 1 024 5 10 24

ou

⎢ ⎥
⎡5 1 25
5 5 ( ) 22 1 5 ⎤ 0 3

[6 29] [ 22 3 ] [ 4 26]

N
22 25
A 2 B 5 A 1 ( 2B ) 5 11 0 1 21 24 5 11 1 ( 21 ) 0 1 ( 24 ) 5 10 24
 ⎣6 1 ( 22 ) 29 1 3 ⎦
2B

b Dadas as matrizes C 5 [ ] [7 8 ]
6 23 1 24

P
e D5 , temos:
0 12

[0 12 ] [7 8 ] [0 2 7 12 2 8 ] [ 4]
6 23 1 24 621 23 2 ( 24 ) 5 1
C2D5 2 5 5
27
IA
ou

[0 12 ] [27 28] [ 0 1 ( 27 ) 12 1 ( 28 )] [27 4]


6 23 21 4 6 1 ( 21 ) 23 1 4 5 1
C 2 D 5 C 1 ( 2D ) 5 1 5 5

2D

Multiplicação de um número real por uma matriz


U

Dado um número real k e uma matriz A 5 ( a ij ) , o produto k ? A é uma


m3n

matriz B 5 ( b ij ) , tal que b ij 5 k ? a ij para todo i e j.


m3n
G

Em outras palavras, o produto de um número real k por


uma matriz A de ordem m 3 n é uma matriz B de mesma
ordem que A, no qual cada elemento é o produto de seu
correspondente em A pelo número real k.

Considerando as matrizes A e B de mesma ordem ( m 3 n ) e os números reais k e º, são


válidas, porém não demonstraremos, as seguintes propriedades:
a k ? ( º ? A ) 5 ( k ? º ) ? A (associativa)
b k ? ( A 1 B ) 5 k ? A 1 k ? B (distributiva da multiplicação em relação à adição)
c ( k 1 º ) ? A 5 k ? A 1 º ? A (distributiva da multiplicação em relação à adição)
t
d (k ? A) 5 k ? A
t

e 1?A5A

Não escreva no livro. 47


Exemplos

D
[7 2 3 2 4]
a Dado o número real 2 e a matriz A 5 2 2 1 6 0
, temos:
1

[7 24] [ 2 ? 7 2 ? ( 24 ) ]
2 21 6 0 2?2 2 ? ( 21 ) 2?6 2?0
2?A52? 5 5
1 23 2?1 2 ? ( 23 )

L
[14 28]
4 22 12 0
5
2 26
1
b Dado o número real 2 ― e a matriz B 5 [3 2 4 9], temos:

N
3

[ 3 ]
2― ? ( 24 ) 2― ? 9 5 [21 23]
1 1 1 1 1 4
2― ? B 5 2― ? [3 24 9] 5 2― ? 3 ―
3 3 3 3 3

Multiplicação de matrizes

P
Em uma lanchonete, os sucos são comercializados em copos de 300 mL ou de 500 mL.
Observe a quantidade e os valores dos três sucos mais vendidos em certo dia.

Alexandre Koyama/AC Imagens


IA
Quantidade de sucos vendidos
Copo
300 mL 500 mL
Sabor
Uva 13 8
Maracujá 12 15
Laranja 8 10
U

Valor do copo de suco


Copo Valor (R )
300 mL 4,00
500 mL 6,00
G

Qual foi o valor arrecadado por essa lanchonete com a venda de cada tipo de suco
nesse dia?
Para responder a essa pergunta, multiplicamos cada quantidade vendida pelo seu respectivo
valor e, em seguida, adicionamos os valores correspondentes aos sucos de mesmo sabor.
• Sabor uva:
13 ? 4 1 8 ? 6 5 100 Valor arrecadado

• Sabor maracujá: Sabor Valor (R )

Uva 100,00
12 ? 4 1 15 ? 6 5 138
Maracujá
• Sabor laranja: 138,00

Laranja 92,00
8 ? 4 1 10 ? 6 5 92

48 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


A multiplicação de matrizes ocorre de maneira semelhante. Representando a quantidade

D
13 8

[ 8 10] [ 6]
4
de sucos vendidos e o valor do copo de suco por meio das matrizes A 5 12 15 e B 5 ,
respectivamente, temos:
13 8 13 ? 4 1 8 ? 6 100

[8 10] [ 8 ? 4 1 10 ? 6 ] [ 92 ]
15 ? [ ] 5 12 ? 4 1 15 ? 6 5 138
4
A ? B 5 12

L
6

Dadas as matrizes A 5 ( a ik ) e B 5 ( b kj ) , o produto de A por B é a matriz

, tal que c ij 5 a i1b 1j 1 a i2b 2j 1 … 1 a inb nj para todo i e j.


m3n

N
n3p

C 5 ( c ij )
m3p

Em outras palavras, o produto entre duas matrizes A e B de ordens m 3 n e n 3 p,

P
respectivamente, é uma matriz C de ordem m 3 p, na qual cada elemento é obtido pela
adição das parcelas correspondentes aos produtos dos elementos das linhas da matriz A
pelos elementos das colunas da matriz B, ordenadamente.

De acordo com a definição, o produto entre duas matrizes A e B só é possível quando a


quantidade de colunas da matriz A for igual à quantidade de linhas da matriz B. A matriz C
IA
obtida possui a mesma quantidade de linhas da matriz A e a mesma quantidade de colunas
da matriz B.
A m3n ? B n3p 5 C m3p
5

Exemplos

[ ]
a Dadas as matrizes A 5 [1 23] e B 5 0 21 5 , temos:
4 2 3

[4 3]
0 5
A ? B 5 [1 2 3] ?
U

21
5
2
5 [1 ? 0 1 ( 23 ) ? 4 1 ? ( 21 ) 1 ( 23 ) ? 2 1 ? 5 1 ( 23 ) ? 3] 5 [212 27 24]

b Dadas as matrizes C 5 [
3] [23 4]
2 0 1 2
e D5 , temos:
G

21

[21 3 ] [23 4] [( 21 ) ? 1 1 3 ? ( 23 ) ( 21 ) ? 2 1 3 ? 4] [210 10]


2 0 1 2 2 ? 1 1 0 ? ( 23 ) 2?210?4 2 4
C?D5 ? 5 5

[9 2 25]
c Dadas as matrizes E 5 0 21 16
e F 5 [24 26 13 29], não é possível calcular

E ? F, pois a quantidade de colunas da matriz E (3 colunas) é diferente da quantidade


de linhas da matriz F (1 linha).
Para a multiplicação de matrizes são válidas, porém não demonstraremos, as seguintes
propriedades:

a ( A ? B ) ? C 5 A ? ( B ? C ), para quaisquer matrizes A 5 ( a ij ) , B 5 ( b jk ) e C 5 ( c kº )


m3n n3p p3q

(associativa em relação à multiplicação);

Não escreva no livro. 49


b ( A 1 B ) ? C 5 A ? C 1 B ? C, para quaisquer matrizes A 5 ( a ij ) , B 5 ( b ij ) e

D
m3n m3n

C 5 ( c jk ) (distributiva da multiplicação à direita, em relação à adição);


n3p

c C ? ( A 1 B ) 5 C ? A 1 C ? B, para quaisquer matrizes A 5 ( a ij ) , B 5 ( b ij ) e


m3n m3n

L
C 5 ( c ki ) (distributiva da multiplicação à esquerda, em relação à adição);
p3m

d ( k ? A ) ? B 5 A ? ( k ? B ) 5 k ? ( A ? B ), para quaisquer matrizes A 5 ( a ij ) e B 5 ( b jk ) ,


m3n n3p
sendo k um número real;

N
e ( A ? B ) 5 ( B ) ? ( A ) , para quaisquer matrizes A 5 ( a ij ) e B 5 ( b jk )
t t t
.
m3n n3p

Existem diferenças fundamentais entre o produto de números reais e o produto de ma-

P
trizes.
• O produto entre dois números reais está definido para todos os números reais, enquanto o
produto entre duas matrizes A e B não está definido para qualquer matriz A e B, pois A ? B
só é possível quando a quantidade de colunas de A é igual ao número de linhas de B.
• O produto entre dois números reais é comutativo, enquanto o produto entre duas ma-
IA
trizes A e B não é comutativo, pois, mesmo que A ? B e B ? A estejam definidas e tenham

[0 1]
2 0
a mesma ordem, não se tem necessariamente A ? B 5 B ? A. Por exemplo, se A 5

[1 1]
e B5 1 1 , então:

[0 1 ] [1 1] [ 0 ? 1 1 1 ? 1 0 ? 1 1 1 ? 1 ] [1 1]
2 0 1 5 2?110?1 2?110?1
A?B5 ? 1 5 2 2
U

[1 1] [0 ] [ ] [2 1]
2 0 1?211?0 1?011?1
B?A5 1 1 ? 5 5 2 1
1 1?211?0 1?011?1
G

Logo, A ? B Þ B ? A.

• O produto entre dois números reais não nulos é um número real não nulo, enquanto o
produto entre duas matrizes A e B não nulas pode ser uma matriz nula, ou seja, de A Þ 0
e B Þ 0 não se infere que A ? B Þ 0.

[22 3] [2 0]
0 0 3 0
Por exemplo, se A 5 e B5 , então:

[22 3 ] [2 ] [( ) ? 3 1 3 ? 2 ] 0[ 0]
0 0 3 0 0?310?2 0?010?0 0 0
A?B5 ? 5 5
0 22 ( )
22 ? 0 1 3 ? 0

Logo, A Þ 0, B Þ 0 e A ? B 5 0.

50 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


• Todo número real a diferente de zero possui inverso multiplicativo a . Nesse caso,
21

D
a ? a 5 a ? a 5 1. Mas não é para todas as matrizes quadradas A não nulas de ordem
21 21

n que existe uma matriz quadrada B de ordem n, tal que A ? B 5 B ? A 5 I n. Quando essa
matriz B existe, a matriz A é dita invertível e B é nomeada de matriz inversa de A. Assim,
escrevemos B 5 A , conforme veremos no próximo tópico.
21

A matriz identidade ( I n ) é o elemento neutro da multiplicação de matrizes, ou seja,

L
I n ? A 5 A ? I n 5 A para toda matriz quadrada A de ordem n.

Matriz inversa

N
Dada uma matriz quadrada A de ordem n, dizemos que A é uma matriz invertível ou
inversível se existir uma matriz B, tal que A ? B 5 B ? A 5 I n. Indicamos a inversa da matriz A
por A . Quando a matriz quadrada A não é invertível, dizemos que A é uma matriz singular.
21

P
Se A é uma matriz invertível, então a matriz A , tal que A ? A 5 A ? A 5 I n ,
21 21 21

é única. De fato, seja A uma matriz invertível, sabendo que existe uma matriz B tal que
A ? B 5 B ? A 5 I n. Suponha ainda que exista uma matriz quadrada C, tal que A ? C 5 C ? A 5 I n.
Então, C 5 I n ? C 5 (B ? A ) ? C 5 B ? (A ? C ) 5 B ? I n5 B.

Exemplo
IA
1
[2 0 ] [ 21 3 ]
6 21 0 ―
Dada a matriz invertível A 5 , sua inversa é A 5 2 , pois:
21

1 1
0] [
3]
1] 2 [
3]
[2 2 5[ 2 ?[
0 ] [0 1] 2
6 21 0 ― 1 0 0 ― 6 21 1 0
? 5I e 5 5I
0 2
21 21
21 21
A?A A ?A
U

Matrizes associadas a um sistema linear


Todo sistema de equações lineares pode ser associado a uma equação matricial, isto é, a
equações cuja incógnita é uma matriz.
G

{3x 1 y 5 28
5x 2 2y 5 0
Por exemplo, ao sistema de equações lineares , podemos associar uma
equação matricial do tipo A ? X 5 B, em que:

• A é a matriz dos coeficientes, isto é, A 5 [35 1 ]


22
;

• X é a matriz das incógnitas, isto é, X 5 [ y ];


x

• B é a matriz dos termos independentes, isto é, B 5 [ 28


0
]
.

[3 1 ] [ y ] [28]
5 22 x 0
Escrevendo a equação matricial, temos ? 5 .

Não escreva no livro. 51


Podemos verificar a veracidade dessa correspondência efetuando, inicialmente, a multi-

D
plicação entre a matriz dos coeficientes e a matriz das incógnitas:

[3 1 ] [ ] [28] [ 3 ? x 1 1 ? y ] [28]
5 22 x 0 5?x22?y 0
? y 5 ä 5

L
Utilizando a ideia de igualdade de matrizes, concluímos que:

{3x 1 y 5 28
5x 2 2y 5 0

N
Dado um sistema com m equações lineares e n incógnitas:

a 11x 1 1 a 12x 2 1 a 13x 3 1 … 1 a 1nx n 5 b 1


a 21x 1 1 a 22x 2 1 a 23x 3 1 … 1 a 2nx n 5 b 2

P
a 31x 1 1 a 32x 2 1 a 33x 3 1 … 1 a 3nx n 5 b 3
⋮ ⋮ ⋮ ⋮ ⋮
a m1x 1 1 a m2x 2 1 a m3x 3 1 … 1 a mnx n 5 b m
IA
podemos associar a ele a equação matricial:



a 11 a 12 a 13 a 1n x1 b1


a 21 a 22 a 23 a 2n x2 b2
A m3n ? X n31 5 B m31 ä a 31 a 32 a 33 a 3n x3 5 b
⋮ ⋮ ⋮ ⋮ ⋮ ⋮ ⋮
? 3

a m1 a m2 a m3 … a mn xn bm
U

Exemplos

{
2x 2 4y 2 3z 5 9
G

a Dado o sistema linear , temos a equação matricial


y 1 7z 5 26
x
[0 7 ] [ z ] [ 26 ]
2 24 23 9
? y 5 associada a ele.
1

3 0 x 2

[4 0] [ z ] [ 9 ]
21
b Dada a equação matricial 6 0 2 ? y 5 25 , temos o sistema linear
1
3x 2 y 5 2

{ 4x 1 y 5 9
6x 1 2z 5 25 associado a ela.

Portanto, para resolver uma equação matricial, podemos associá-la a um sistema linear e
resolvê-lo de acordo com os procedimentos apresentados no capítulo anterior.

52 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


Tarefas resolvidas

D
R7. Efetue os cálculos indicados em cada item.
1 2 3 0 2 1 0 2 1
[21 2] [ 1 4 ] [0 0] [10 11 12] [ 2 1 0] [ 2 1 0]
3 5 1 1
a) 1 0 22 2 b) 7 8 9 ? 0 1 2 2 2 ? 0 1 2

L
Resolução
a ) Em expressões matriciais, efetuamos a adição e, depois, a subtração na ordem em que aparecem, da
esquerda para a direita, como em expressões numéricas.

[21 2] [ 1 4 ] [0 0] [21 1 1 ] [ ] [ ] [ 0]
3 5 1 1 310 5 1 ( 22 ) 1 1 3 3 1 1
1 0 22 2

N
5 2 5 2 5
214 0 0 0 6 0

[0 2 0 6 2 0] [0 6]
321 321 2 2
5 5

b ) Como em expressões numéricas, nesse caso efetuaremos primeiro as multiplicações e, depois, as adições.

P
1 2 3 0 2 1 0 2 1

[10 11 12] [ 2 1 0] [ 2 1 0]
7 8 9 ? 0 1 2 22 ? 0 1 2 5

1?012?013?2 1?212?113?1 1?112?213?0 2?0 2?2 2?1

[10 ? 0 1 11 ? 0 1 12 ? 2 10 ? 2 1 11 ? 1 1 12 ? 1 10 ? 1 1 11 ? 2 1 12 ? 0] [ 2 ? 2 2 ? 1 2 ? 0]
5 7?018?019?2 7?218?119?1 7?118?219?0 2 2?0 2?1 2?2 5
IA
6 7 5 0 4 2 620 724 522 6 3 3

[ 24 43 32] [4 2 0] [ 24 2 4 32 2 0] [ 20 41 32]
5 18 31 23 2 0 2 4 5 18 2 0 31 2 2 23 2 4 5 18 29 19
43 2 2

[2 3 ]
1 22
R8 . Calcule a matriz inversa de A 5 , caso exista.

Resolução

[z w]
x y
U

Considere a matriz A de ordem 2 3 2, tal que A 5 . Pela definição de matriz inversa, se ela existir,
21 21

temos de determinar os elementos x, y, z e w, tais que:

[2 3 ] [z w] [0 1 ]
1 22 x y 1 0
A?A 5 e
21
? 5
G

[z w] [2 3 ] [0 1 ]
x y 1 22 1 0
A ?A5 .
21
? 5

[ 2x 1 3z 2y 1 3w] [0 1 ]
x 2 2z y 2 2w 1 0
Resolvendo a primeira igualdade, temos 5 . Assim, pela igualdade de matrizes,

⎧ x 2 2z 5 1
⎪ y 2 2w 5 0
devemos resolver o sistema linear ⎨ .
⎪ 2x 1 3z 5 0
⎩ 2 y 1 3w 5 1

Nesse caso, podemos separá-lo em dois novos sistemas, pois, das quatro equações do sistema inicial, cada
par de equações dadas nos novos sistemas depende apenas das mesmas duas incógnitas.

{ 2x 1 3z 5 0 {2y 1 3w 5 1
x 2 2z 5 1 y 2 2w 5 0
I) II )

Não escreva no livro. 53


Resolvendo os sistemas, obtemos:

D
{ 2x 1 3z 5 0
x 2 2z 5 1
I)

Na primeira equação, temos x 5 1 1 2z ; assim, podemos substituir o valor de x na segunda


equação, obtendo:

L
2
2 ( 1 1 2z ) 1 3z 5 0 Æ 2 1 4z 1 3z 5 0 Æ 7z 5 22 Æ z 5 2―
7
Assim:
x 5 1 1 2 ? (2 ― ) ä x 5 1 2 ― ä x 5 ―
2 4 3
7 7 7

N
{2y 1 3w 5 1
y 2 2w 5 0
II )

Temos y 5 2w. Assim, podemos substituir o valor de y na segunda equação, obtendo:

P
1
2 ? 2w 1 3w 5 1 Æ 7w 5 1 Æ w 5 ―
7
Assim:
1 2
y 5 2w ä y 5 2 ? ― ä y 5 ―
7 7
IA
Dessa maneira, a solução do sistema inicial é ( ―, ―, 2―, ― ).
3 2 2 1
7 7 7 7

⎢ ⎥
⎡ 3 2⎤
― ―
Logo, a matriz inversa de A é A 5 7 7 .
21

2 1
2― ―
⎣ 7 7⎦

Podemos verificar se essa matriz é de fato a inversa de A calculando o produto a seguir.

⎢ ⎥ ⎢ ⎥
U

⎡ 3 2⎤ ⎡ 3 2 3 2 ⎤
― ― ―?11―?2 ― ? ( 22 ) 1 ― ? 3

1 [2 3] [0 1 ]
7 7 ? 1 22 7 7 7 7 1 0
5 5

⎣( 7 ) ( 7 ) (
2 2 1 2 1
2― ― 2― ? 1 1 ― ? 2 2― ? 22 ) 1 ― ? 3
⎣ 7 7⎦ 7 7 ⎦

⎢ ⎥
G

⎡ 3 2 ⎤
― ―
Portanto, A é invertível e sua inversa é A 5 7 7 . 21

2 1
2― ―
⎣ 7 7⎦

Anote as respostas no caderno.


Tarefas

⎢ ⎥⎢ ⎢ ⎥⎢ ⎥⎢ ⎥
16. Calcule.


⎡ 1 ⎤ ⎡0 1 ⎤ ⎡ 22 0⎤
29 ― 6 ⎡ 3 ⎤ ⎡ 2 1 ⎤
22 3 2 2 5 5 7

[ 5 0 1]
21 210 2― 9
2 23 22
a) 2 5 2 1 2 1 0 4 6 2 b) 6 212 2 6 210 0 22
1 21 2 28 8 5 26 213
5 ⎣ 4
― 5
⎦ ⎣ 15 25 ⎦
⎣1 0 ⎦ ⎣214 5⎦

⎣ 4 ⎦
22 21

54 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎡ 22 2⎤ ⎡ 5⎤
⎡ 2 0 25 ⎤
⎢ ⎥
1
0 2―

D
2
0 25
[5 21]
__
_
17. Dadas as matrizes A 5 3 2 , B 5 √2 8 3 e C 5 20 12 , determine: √2 3

⎢ ⎥
17. b) ― 4 ―
⎣ 1 0 2 2⎦
2 2
29 4 ⎡ 6 26 ⎤ 1
⎣ 5 7⎦
― 0 21
0 15 ⎣ 2 ⎦

a ) 4 ? A [20 24]
12 8 1 260 236
b) ― ? B c ) 23 ? C 27 212
2 ⎣215 221⎦

L
18. Considere as matrizes A 5 ( a ij ) , em que a ij 5 i 1 j e B 5 ( b ij ) , sendo b ij 5 i 2 j. Sabendo
1038 1038

que C 5 A 1 B, com c ij 5 a ij 1 b ij , calcule:


a ) c 15 2 b ) c 105 20

N
19. Efetue, se possível, as multiplicações. Justifique os casos não possíveis.

⎥ ⎢ ⎥
⎡ 1 ⎤ ⎡2 ⎤
__


__ Não é possível, pois a
2 26 0 2 23 1 ⎡ 1626 24⎤ √2 1 0
⎢ ⎥
[23 22 1 ] [ 0 4 3]
√2 ― quantidade de colunas
a) 1 3 12 ? 22 0 1 24 45 40 c) 3 __ ? 10 4 2 __ 1 da primeira matriz (2) é
⎣22 13 22⎦
⎣ 2 √3⎦ ⎣ 8 √3 2 ⎦
diferente da quantidade de
5

P
linhas da segunda matriz (3).

3
[3 4] [ [8]
1 2 Não é possível, pois a quantidade
b) ? 4 5 6] de colunas da primeira matriz (2) é d ) [5 2 1] ? 2 [27]
diferente da quantidade de linhas
da segunda matriz (1).
20. Uma concessionária de veículos oferece três modelos de automóveis, que podem ser escolhidos
entre quatro versões. Esta concessionária lançou uma promoção em que os preços de todos os veí-
IA
culos terão desconto de 20% para pagamento à vista. Observe no quadro o preço, em reais, de cada
modelo de automóvel de acordo com as suas versões.

Modelo A Modelo B Modelo C

Básico 35 000,00 38 500,00 42 000,00

Intermediário 38 000,00 41 000,00 45 000,00


U

Completo 41 000,00 43 500,00 48 000,00

Luxo 44 000,00 46 000,00 51 000,00


G

O gerente da concessionária construiu uma matriz com os valores numéricos do quadro. Para
obter uma matriz que informe o preço de cada veículo no pagamento à vista, ele poderá mul-
tiplicar esta matriz por: Alternativa d.

⎢ ⎥
⎡ 0,80 0 0 ⎤

[ 100 100 ]

⎢ ⎥
80 80 80 0 0,80 0
a) ― ― ― d)
100
⎣ 0 0 0,80 ⎦
⎡ 20 ⎤

⎡0,80 0,80 0,80⎤
⎢ ⎥
100
20
b) ― e ) 0,80 0,80 0,80
100
20 ⎣ 0,80 0,80 0,80⎦

⎣ 100 ⎦

c ) [0,20 0,20 0,20]

Não escreva no livro. 55


⎡ 5 8 1⎤
⎢ ⎥
5 3 9

[6 2 7 ]

D
21. Considere as matrizes A 5 8 5 12 , B 5 2 _ 2 0 e C 5 [8 5]. Determine, quando pos-
⎣ √2 8 5 ⎦

⎢ ⎥
sível, o que se pede nos itens a seguir. ⎡ __

⎡ 28 ⎤
⎢ ⎥
41 1 9√2 124 68 __
0 5
a) A1B22?A 26 23 212 b) 2?A1A?B 66 1 12√__2 180 92 c ) A1B1C Não é possível.
⎣ 46 1 7√2 112 55⎦
__
⎣√2 2 6 6 22 ⎦

22. Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Definimos A 5 A ? A ? A ? …? A , sendo k um número

L
k vezes
k 

2 3
natural diferente de zero. Por exemplo, A 5 A ? A, A 5 A ? A ? A.
_

[2 3 1 ]
Diante disso, calcule para A 5 2
√16
:

N
[29 211] [236 244] [ 15 247]
2 28 12 2 232 48 3 252 220
a) A b ) (2 ? A) c)A

, determine S 5 A 1 A 1 … 1A .
[0 21]
23. Desafio Sabendo que A 5 1 0 2 3 10

[0 1]
9 0

P
S5

⎡ 1 ⎤
⎢ ⎥
_

[3 1 ]
√16 ―
24. Considere as matrizes A 5 1 22 e B 5 2 . Calcule:
⎣ 2 1,5 ⎦
[22 1]
1 3
⎡ 3 1 ⎤
[14 3 ] ⎢ ⎥ [ 1 20,5]
21
0 22,5 23 22,5 t
a) A?B c ) (A ? B) e) A 2 B g) A

⎢ ⎥
― ―
21 ⎡ 3⎤
35 14
⎣20,4 0 ⎦ h ) (A )
t 1
b) B ? A d) A 1 B f )B2A ― 2―
IA
[6,5 22,5] [21 0,5]
5,5 27,5 3 2,5 7 7

[5 2,5 ]

⎢ ⎥
5 21,5 2 1
⎡ 4 1 ⎤
― ―
⎣7 7 ⎦
― ―

[3 4]
2 1 5 11
25. Sejam as matrizes A 5 eB5 . Verifique se B é a matriz inversa de A. Justifi-
3 2
que sua resposta. 2― ―
A matriz B não é inversa de A, pois A ? B Þ I .
⎣ 5 11 ⎦
2

1 0 2

[4 2 1]
26. Dada a matriz invertível A 5 0 1 3 , determine a soma dos elementos da terceira linha da
U

5
matriz A . ―
21
13

27. Para cada item a seguir, escreva uma equação matricial correspondente ao sistema linear
apresentado.
⎧5x 1 2 4x 2 1 2x 3 5 22 ⎡ 5 24 2⎤ ⎡x 1⎤ ⎡22⎤
⎢ ⎥ ⎢⎥ ⎢ ⎥
G


a ) ⎨2x 1 2 8x 2 1 7x 3 5 1
21 28 7 ? x 2 5 1

⎣ 5 29 1⎦ ⎣x 3⎦ ⎣24⎦
⎩ 5x 1 2 9x 2 1 x 3 5 24

⎢⎥
⎡23 2 0 1⎤ ⎡ x ⎤ ⎡ 0 ⎤
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
23x 1 2y 1 w 5 0

{2x 1 6z 5 9
y
0 4 22 5 ? 5 26
b ) 4y 2 2z 1 5w 5 26 z
⎣ 2 0 6 0⎦ ⎣w⎦ ⎣ 9 ⎦

⎢⎥
⎡x⎤

[ 1 7 0 24] z [9]
0 3 22 0 y 25
28. Considere a equação matricial ? 5 e seu sistema linear corres-
pondente. ⎣ w⎦
a ) Quais são os coeficientes da incógnita z no sistema linear correspondente a essa equação
matricial? 2 2; 0.
b ) Escreva a equação desse sistema linear que possui a menor quantidade de coeficientes
nulos. x 1 7y 2 4w 5 9

56 capítulo 2 Matrizes Não escreva no livro.


29. Resolva as equações matriciais a seguir.

⎢ ⎥
⎡ __ ⎤

D
1 0 0 √4 3 1 2 0 1 ⎡0 23 0⎤

[ 1 4] [2 3 ] [0 0 1 ] ⎣ 3 [4 0 8 ]
⎢ ⎥
1 0
a) 2? 2 3 1X5
[ 0 25]
X5
23 26 c) 0 1 0 ? 0 2___ 0 1 X 5 0 3 0 X5 0 1 0
√16 3 ⎦ ⎣1 24 5⎦

⎡ 1⎤
3 [0 3] [0 1 ] ⎢2―3 ⎥
1 2 1 1 0 1 ―
b) ―? 2X5 X5 3

L
⎣ 0 0⎦

30. (UEL-PR) Uma reserva florestal foi dividida em quadrantes de 1 m2 de área cada um. Com o obje-
tivo de saber quantas samambaias havia na reserva, o número delas foi contado por quadrante
da seguinte forma:

⎢⎥ ⎢⎥
N
número de samambaias
por quadrante número de quadrantes
⎡ 0⎤ ⎡ 8⎤
1 12
2 7

P
A 731 5 3 B 731 5 16
4 14
5 6
⎣6 ⎦ ⎣3 ⎦
IA
O elemento a ij da matriz A corresponde ao elemento b ij da matriz B, por exemplo, 8 quadrantes
contêm 0 (zero) samambaia, 12 quadrantes contêm 1 samambaia. Qual é a alternativa que
apresenta, corretamente, a operação efetuada entre as matrizes A e B, que resulta no número
total de samambaias existentes na reserva florestal. Alternativa a.
a ) At 3 B c ) A3B e) A1B
b ) Bt 3 At d ) At 1 Bt

31. Desafio (UEL-PR) Uma das formas de se enviar uma mensagem secreta é por meio de códigos
U

matemáticos, seguindo os passos:


1 ) Tanto o destinatário quanto o remetente possuem uma matriz chave C;
2 ) O destinatário recebe do remetente uma matriz P, tal que MC 5 P, em que M é a matriz
mensagem a ser decodificada;
3 ) Cada número da matriz M corresponde a uma letra do alfabeto: 1 5 a, 2 5 b, 3 5 c, …, 23 5 z;
G

4 ) Consideremos o alfabeto com 23 letras, excluindo as letras k, w e y;


5 ) O número zero corresponde ao ponto de exclamação;
6 ) A mensagem é lida, encontrando a matriz M, fazendo a correspondência número/letra e orde-
nando as letras por linhas da matriz conforme segue: m 11 m 12 m 13 m 21 m 22 m 23 m 31 m 32 m 33.

1 1 0 2 210 1

[0 2 1 ] [19 14 0]
Considere as matrizes: C 5 0 21 0 e P 5 18 38 17 .

Com base nos conhecimentos e nas informações descritas, qual é a alternativa que apresenta
a mensagem que foi enviada por meio da matriz M. Alternativa a.
a ) Boasorte! d ) Ajudeme!
b ) Boaprova! e ) Socorro!
c ) Boatarde!

Não escreva no livro. 57


Criptografia

D
Valores em ação
A palavra criptografia deriva das palavras em grego kruptós (oculto, secreto) e graphía
Chave:
conhecimento (escrita), ou seja, escrita secreta. Historicamente, foi por causa de informações de caráter
das convenções sigiloso, enviadas entre reis e generais durante as guerras, que nasceu a necessidade de téc-
de um código
secreto que nicas para codificar mensagens. O intuito era proteger essas informações quando houvesse

L
permite
decodificar
interceptação do inimigo, para que somente o destinatário, conhecendo a chave, conseguis-
mensagens. se entendê-las.
Se pudéssemos contar com a honestidade de todas as pessoas, o sigilo e a segurança das
informações não seriam necessários. Contudo, nos dias atuais, essa codificação tornou-se

N
indispensável, devido aos avanços da tecnologia e da comunicação, pois a ciência do sigilo é
usada na segurança das informações trocadas, por exemplo, na maior rede de comunicação
existente: a internet.

E.Bellusci/ASC Imagens
P
Escrita secreta O código de César Cifras de Hill Cifra RSA
Por volta de 480 a.C. Heródoto Usado por Júlio César (100-44 a.C.), Esse código foi Criada em 1977, esse é um
raspou cera de tabuletas, é um código simples que consiste inventado em 1929 e dos métodos mais
escreveu uma mensagem e em substituir letras por outras. usa uma matriz para conhecidos de criptografia
cobriu novamente com cera; Uma das maneiras é substituir cada codificar e sua inversa para a internet. Sua
assim, avisou os gregos sobre letra pela seguinte do alfabeto. para decodificar as principal característica é ser
IA
os planos de seu inimigo Exemplo: mensagens. fácil de criptografar e difícil
Xerxes. CESAR é DFTBS. de decifrar. É baseado em
números que são produto
de números primos muito
Ao fazer uma compra com o
grandes.
cartão de crédito pela internet,
os dados informados pelo
cliente são criptografados.
Assim, se alguma pessoa mal- Respostas na Resolução das tarefas
-intencionada interceptar essa nas Orientações para o professor.
informação não conseguirá A Em sua opinião, qual é a impor-
entendê-la. Somente a loja terá
tância da criptografia nas com-
U

a chave para decifrá-la.


pras pela internet?
B Além da internet, que outras
aplicações podemos identificar
no dia a dia para a criptografia?
G

C Escreva uma frase usando o códi-


go de César. Depois, troque-a com
um colega para que ele decifre
sua mensagem e você decifre a
dele.

[2 1 ]
D Seja a matriz A 5 5 2 um co-
ID/BR
Maxx-Studio/
Shutterstock.com/

dificador de mensagens e sua


chave, a matriz A . Determine
21

essa chave.

58 Não escreva no livro.


Verificando rota

D
1. Defina com suas palavras o que são matrizes.
Resposta pessoal. Possível resposta: São dados numéricos organizados em linhas e colunas, formando um quadro retangular.
2. Em uma matriz de ordem m 3 n, o que representam as letras m e n?
Significa que a matriz possui m linhas e n colunas.
3. O que é uma matriz identidade?
É a matriz que possui todos os elementos da diagonal principal iguais a 1 e os demais iguais a zero.
4. Quais condições devem ser satisfeitas para que duas matrizes sejam iguais?

L
Duas matrizes são iguais quando possuem a mesma ordem e todos os elementos correspondentes são iguais.
5. Por que não é possível realizar a adição das matrizes A e B a seguir?
⎡ a 11 a 12 ⎤

A 5 a 21 a 22⎥ [ 21 a 22 a 23]
a 11 a 12 a 13
B5 a
⎣ a 31 a 32⎦

N
Porque as matrizes A e B não possuem a mesma ordem, ou seja, a matriz A possui ordem 3 3 2 e a matriz B, ordem 2 3 3.
6. Qual é a relação entre os elementos correspondentes das matrizes opostas?
Os elementos correspondentes de cada uma das duas matrizes ( A e 2 A ) são números opostos, tais que ( a ij ) 1 ( 2 a ij ) 5 0 para todo i e j.
7. Considerando duas matrizes, A e B, verifique se a afirmação do quadro é verdadeira. Justifique
m 3n m 3n

A afirmação é falsa. Considerando, por exemplo, a matriz A de ordem 1 3 2 e a matriz B de ordem 2 3 3, a matriz A ? B está definida,
sua resposta. pois a quantidade de colunas de A é igual à quantidade de linhas de B, porém a matriz B ? A não está definida, pois a quantidade de
colunas de B é diferente da quantidade de linhas de A.
Se for possível a multiplicação de A por B, então é possível a multiplicação de B por A.

P
8. O que significa dizer que o produto entre duas matrizes não é comutativo?
Significa que, considerando duas matrizes, A e B, nem sempre A ? B 5 B ? A.
9. Qual é o elemento neutro da multiplicação de matrizes?
A matriz identidade.
10. O fluxograma a seguir pode auxiliar para verificar quais condições?
Para verificar se dadas duas matrizes A e B é possível realizar as operações de adição, subtração ou multiplicação.
IA
Dadas as
Início
matrizes A e B.
São de
Não mesma Sim
ordem?

A quantidade
de colunas de A é igual
U

à quantidade de linhas
Não de B? Sim São quadradas?

Não Sim
A quantidade
de colunas de B é igual
G

à quantidade de linhas
Não de A? Sim

Não é possível É possível É possível É possível É possível


efetuar adição, efetuar a efetuar a efetuar adição efetuar adição,
subtração ou multiplicação B . A. multiplicação A . B. ou subtração subtração ou
multiplicação entre elas. multiplicação
entre elas.

Fim

11. O que significa dizer que uma matriz quadrada A de ordem n é invertível?
Uma matriz quadrada A de ordem n é invertível se existir uma matriz B, tal que A ? B 5 B ? A 5 I n.
12. De que maneira matrizes e sistema de equações lineares estão associados?
Todo sistema de equações lineares pode ser associado a uma equação matricial, isto é, equações cuja incógnita é uma matriz.

Não escreva no livro. 59


3

D
capítulo

Determinantes

L
N
P
IA
U
G

A ponte Tacoma Narrows foi construída no estado de Washington, nos Estados Unidos,
e foi liberada para tráfego em 1o de julho de 1940. Foi projetada para ser a ponte mais
flexível já construída em sua época. Porém, em 7 de novembro de 1940, pouco mais de
quatro meses depois de seu término, a ponte entrou em colapso sob um vento moderado.
Embora ainda haja discussão quanto à causa de sua queda, uma das explicações é de que
a frequência do vento foi próxima à frequência natural da ponte, ou seja, da mesma forma
que o som no tom certo é capaz de quebrar uma taça de vinho. Depois desse aconteci-
mento, físicos, engenheiros e matemáticos passaram a considerar esse fenômeno para a
construção de pontes futuras. Para estudar a frequência natural da ponte, necessitamos de
uma ferramenta matemática chamada de autovalor e sua determinação está relacionada ao
conceito de determinante, assunto que será estudado neste capítulo.

60 Não escreva no livro.


AP Photo/Glow Images
D
L
N
Ponte Tacoma Narrows após colapsar e desabar em 7 de
novembro de 1940 em Washington, nos Estados Unidos.

P
Taya Johnston/Alamy/Fotoarena
IA
Ponte em Tacoma,
Washington. Fotografia
de 19 de março de 2019.
U
G

Respostas nas Orientações para o professor.


A ) Você conhece alguma ponte brasileira? Qual?
B ) Em sua opinião, quais são os problemas que a queda de uma
ponte como a Tacoma Narrows pode causar?
C ) Por que você considera ser vantajoso para o ser humano o estudo
de fenômenos físicos relacionados ao domínio de ferramentas
matemáticas?

Não escreva no livro. 61


Determinante de uma matriz

D
O determinante de uma matriz quadrada é um número real associado a ela. Sendo A uma
matriz quadrada, indicamos o determinante de A por det A. Embora exista uma definição ge-
ral de determinante de uma matriz quadrada de ordem qualquer, vamos apresentar, a seguir,
como podemos definir o determinante de matrizes de ordem 1, 2 e 3.

L
Determinante de uma matriz de ordem 1
Dada uma matriz quadrada A de ordem 1, A 5 [a11], seu determinante corresponde ao único
elemento, isto é, det A 5 a 11.

N
Também podemos indicar o determinante de uma matriz A inserindo uma barra vertical de
cada lado de seus elementos; nesse caso, |a 11| 5 a 11.

Observe que a notação |a 11| é idêntica à notação utilizada para

P
indicar o módulo ou valor absoluto de um número qualquer,
mas, nesse caso, representa um objeto matemático diferente.

Exemplos
IA
a Se A 5 [6], então det A 5 | 6 | 5 6.

b Se B 5 [27], então det B 5 | 27 | 5 27.

Determinante de uma matriz de ordem 2

[ 21 22]
a a
Dada uma matriz quadrada A de ordem 2, tal que A 5 a 11 a 12 , seu determinante
U

corresponde à diferença entre o produto dos elementos da diagonal principal e o produto


dos elementos da diagonal secundária, isto é:

| |
G

a a 12
det A 5 a 11 a 22 5 a 11 ? a 22 2 a 12 ? a 21
21

diagonal secundária diagonal principal

Exemplos

[4 25] |4 25|
a Se A 5 2 23 , então det A 5 2 23 5 2 ? ( 25 ) 2 ( 23 ) ? 4 5 210 1 12 5 2.

| |
1 1

[7 8]
― 2 ― 2 1
b Se B 5 2 , então det B 5 2 5 ― ? 8 2 2 ? 7 5 4 2 14 5 210.
2
7 8

62 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


Determinante de uma matriz de ordem 3

D
⎡ a 11 a 12 a 13⎤
Dada uma matriz quadrada A de ordem 3, tal que A 5 a 21 a 22 a 23 , seu determinante ⎢ ⎥
pode ser obtido por meio do seguinte cálculo: ⎣a 31 a 32 a 33 ⎦

| |
a 11 a 12 a 13

L
det A 5 21 a 22 a 23 5 a11 ?a22 ?a33 1a12 ?a23 ?a31 1a13 ?a21 ?a32 2a13 ?a22 ?a31 2a11 ?a23 ?a32 2a12 ?a21 ?a33
a
a 31 a 32 a 33

Podemos obter esses seis produtos utilizando um dispositivo prático chamado regra de

N
Sarrus. Para isso, procedemos da seguinte maneira:
• repetimos as duas primeiras colunas do lado direito da matriz;
• calculamos os produtos conforme indicado, conservando o sinal dos produtos obtidos
no sentido da diagonal principal e invertendo o sinal dos produtos obtidos no sentido
da diagonal secundária.

2 ( a 13 ? a 22 ? a 31 )
| P
|
a 11 a 12 a 13 a 11
a 21 a 22 a 23 a 21
a 31 a 32 a 33 a 31
a 12
a 22
a 32

( a 13 ? a 21 ? a 32 )
IA
2 ( a 11 ? a 23 ? a 32 ) ( a 12 ? a 23 ? a 31 )
2 ( a 12 ? a 21 ? a 33 ) ( a 11 ? a 22 ? a 33 )

Adicionando esses termos, obtemos o determinante da matriz.

Exemplo
2 1 3

[2 5]
U

Dada a matriz A 5 3 1 4 , temos:


22

| |
2 1 3 2 1
3 1 4 3 1
G

2 22 5 2 22

26 2( 216 ) 215 10 8 218

det A 5 10 1 8 2 18 2 6 2 ( 216 ) 2 15 5 25

Propriedades dos determinantes


Algumas propriedades dos determinantes nos permitem simplificar certos cálculos. Essas
propriedades podem ser demonstradas, mas não faremos isso nesta coleção. Vamos apenas
expor as propriedades a seguir. Diga aos alunos que essas propriedades são válidas para determinantes de qualquer ordem.
• Matriz transposta
t
O determinante de uma matriz quadrada A e o de sua transposta A são iguais, isto é,
t
det A 5 det A .

Não escreva no livro. 63


Exemplo
0 2 0 3
[22 25] [21 25]

D
21 t
22
Dadas as matrizes A 5 3 1 4 e sua transposta A 5 2 1 2 , temos:
2 4
t
det A 5 0 2 16 2 6 2 2 2 0 1 30 5 6 e det A 5 0 2 6 2 16 2 2 2 0 1 30 5 6
t
Esse exemplo ilustra que det A 5 det A .

L
• Linha ou coluna nula
Se todos os elementos de uma linha ou coluna de uma matriz quadrada B forem nulos,
então det B 5 0.

N
Exemplo

0 0 0
[ 1 212]
Se B 5 23 7 6 , então det B 5 0 1 0 1 0 2 0 2 0 2 0 5 0.
2

P
• Troca de linha ou coluna
Se uma matriz quadrada B for obtida de uma matriz quadrada A, de ordem n > 2, tro-
cando a ordem de duas linhas ou duas colunas, então det B 5 2det A.

Exemplo
IA
[ 5 6]
22 1
Se A 5 , então det A 5 22 ? 6 2 1 ? 5 5 217.

[22 1]
5 6
Trocando as linhas de posição, obtemos a matriz B 5 . Assim:

det B 5 5 ? 1 2 6 ? ( 22 ) 5 17

Logo, det B 5 2det A.


• Teorema de Binet
U

O determinante do produto de duas matrizes A e B, de mesma ordem, é igual ao pro-


duto dos determinantes dessas matrizes, isto é, det ( A ? B ) 5 det A ? det B.

Exemplo

[ 3 27] [1 0]
G

24 8 5 23
Dadas as matrizes A 5 eB5 , temos:

det ( A ) 5 ( 24 )( 27 ) 2 8 ? 3 5 4 e det ( B ) 5 5 ? 0 2 ( 23 ) ? 1 5 3

Desse modo, temos: det ( A ) ? det ( B ) 5 4 ? 3 5 12

[ 3 27] [ 1 0 ] [3 ? 5 1 ( 27 ) ? 1 3 ? ( 23 ) 1 ( 27 ) ? 0 ] [ 8 29]
24 8 5 23 ( 24 ) ? 5 1 8 ? 1 ( 24 ) ? ( 23 ) 1 8 ? 0 212 12
A?B5 ? 5 5

det ( A ? B ) 5 ( 212 )( 29 ) 2 12 ? 8 5 12

Logo, det ( A ? B ) 5 det A ? det B.

64 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


• Teorema de Jacobi

D
Se uma matriz quadrada B de ordem n > 2, for obtida de uma matriz quadrada A de
mesma ordem, substituindo uma de suas linhas ou colunas pela soma desta com um
múltiplo de outra linha ou coluna, respectivamente, então o determinante não se alte-
ra, isto é, det B 5 det A .

L
2 1 0

[7 2 21]
Se A 5 25 3 2 , então det A 5 26 1 14 1 0 2 0 2 8 2 5 5 25.

Trocando a 2 a linha pela soma desta com a 1a linha multiplicada por 2, obtemos a matriz

N
2 1 0

[7 2 21]
B 5 21 5 2 . Assim:

det B 5 210 1 14 1 0 2 0 2 8 2 1 5 25
Portanto, det B 5 det A.

P
• Matriz triangular
O determinante de uma matriz triangular corresponde ao produto dos elementos da
diagonal principal.
Exemplo
IA
3 4

[0 24]
29
Se A 5 0 2 27 , então det A 5 224 1 0 1 0 2 0 2 0 2 0 5 224; ou seja,
0
det A 5 3 ? 2 ? ( 24 ) 5 224.

elementos da diagonal principal


U

R1. Dada a equação abaixo, determine o valor de x. det A 5 x 2 1 0 2 5 2 ( 25 ) 2 3x 2 0

| | Tarefas resolvidas
5 det A 5 x 2 2 5 1 5 2 3x
x 0 2―
2
3 5 10 det A 5 x 2 2 3x
1 1 ―
2
G

2 2 x

⎢ ⎥
Substituindo a expressão encontrada para o
det A na equação inicial, obtemos:
Resolução ⎡
5⎤
0 2― x
2
Considere A 5 3 . Utilizando a regra x 2 2 3x 5 10 ä x 2 2 3x 2 10 5 0
1 1 ―
2
⎣2 2 x ⎦ Utilizando a fórmula resolutiva da equação do
de Sarrus, temos: 2o grau, temos:
5
x 0 2― x 0 ___
2
2 ⟨ x 2 5 22
2 ( 23 ) ± √49
3 ± 7 x1 5 5
3 x 5 ―― 5 ―
1 1 ― 1 1 2
2
2 2 x 2 2
Assim, x 5 22 ou x 5 5.
25 3x 0 x2 0 25

Não escreva no livro. 65


| |
a b c

D
R2. Sabendo que | A | 5 d e f 5 22, determine:
g h i

| |
a 1 2d b 1 2e c 1 2f
|B|5 d e f

L
g b i

Resolução
Observe que a 1a linha de B resulta da soma da 1a linha de A com o dobro da 2 a linha de A.

N
Assim, pelo teorema de Jacobi, concluímos que:

| |
a 1 2d b 1 2e c 1 2f
|B|5 d e f 5 22
g b i

P
2 4 5 2 1 6

[ 6 12 15 ] [5 100 15]
R3. Considerando A 5 1 23 100 e B 5 4 23 12 , calcule det ( A ? B ).

Resolução
Para calcular det A , trocamos a 3a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 23,
IA
obtendo:

2 4 5

[0 0 0 ]
A 1 5 1 23 100

Logo, det A 5 0. Pelo teorema de Binet, concluímos que det ( A ? B ) 5 0.


U

Anote as respostas no caderno.


Tarefas
1. Calcule o determinante de cada matriz a seguir. 3. Nos itens a seguir, calcule os determinantes das
matrizes.
[24 1]
G

a) A5 3 2 11
2 7 4

[3 0 5]
a ) A 5 1 21 3 30

[5 21]
9 2
b) B 5 2 19
5 4 1

[2 3 4]
b ) B 5 1 2 6 2 19
[ 21 3 ]
x 2x 5x
c)C5

1 0 9
[ a b] [4 7 8 ]
a1b b 2 c ) C 5 5 2 10 189
d) D 5 b

[2x 2 1 x 1 1]
x 3
2. Considerando a matriz A 5 , calcule 3 4 1

[2 6 23]
d ) D 5 5 22 4 72
os possíveis valores de x para que detA 5 27.
x 5 8 ou x 5 2 3.

66 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


[3 24] [6 1 ] [2 5 ]
4. Dadas as matrizes A 5 2 5
,B5
3 22
eC5
3 24
, calcule:

D
t t
a ) detA 223 b ) detB 15 c ) detA 223 d ) detC 23

x11 2 23

[ 4 x21 5 ]
5. Calcule o valor de x para que o determine da matriz K 5 x x 1 seja igual a 212.

L
x 5 2 3 ou x 5 2 7.

3 3x x 2x 1

[4 1 ] [0 3 6]
21
6. Considere as matrizes A 5 22 1 x e B5 3 1 2 . Para qual valor de x temos:
22

N
1 1 1
a ) detA 5 detB? x 5 2― b ) detA 5 2 detA? x 5 2― c ) detA 1 detB 5 0? x 5 2―
2 2 2

2 0 1

[6 2 4] [ 1]
5 2
7. Dadas as matrizes A 5 1 x 3 e B5 , obtenha o valor de x tal que det A 5 det B.
x 5 25 0 x 1

| |
P
x y z 4 8 12

[9 12 15]
8. Se detM 5 2 4 6 5 20 e N 5 x y z , então o det N é igual a: Alternativa b.
3 4 5

a ) 120 c ) 24 e ) 220
IA
b ) 2120 d ) 20

x 21 2
[0 2x] [ ] [22 21 z ]
6 0
9. Considere as matrizes A 5 2x 2
, B5 z y e C5 4 y 0 . Sabendo que A 5 Bt, det C
é igual a: Alternativa c.
a ) 30 c ) 230 e ) 220
b ) 38 d ) 20

[ y z] [ 4 y 2 z]
U

12 6
10. Considere as matrizes A 5 3x 4
e B5
t t
. Se A 5 B , então det A é igual a: Alternativa a.

a ) 12 c ) 24 e ) 20
b ) 212 d ) 224
G

11. (Uece) Uma matriz quadrada P 5 ( a ij ) é simétrica quando a ij 5 a ji. Por exemplo, a matriz
2 23 5

[5 4 1]
23 7 4 é simétrica.

⎡x 1 y x 2 y xy ⎤
Se a matriz M 5 1 ⎢ ⎥
y 2 x 2y é simétrica, pode-se afirmar corretamente que o deter-
⎣ 6 x11 1⎦
minante de M é igual a: Alternativa b.

a ) 21. b ) 22. c ) 1. d ) 2.
3
12. Verifique se é sempre verdade que det ( k ? A ) 5 k ? detA para uma matriz A de ordem 3, sendo
k um número real. Justifique sua resposta. A igualdade det ( k ? A ) 5 k ? det A é sempre verdadeira.
3

Não escreva no livro. 67


Matemática a

D
Consequência do teorema de Binet
Vimos que, se uma matriz quadrada A de ordem n admite inversa A , então a igualdade
21

A ? A 5 I n é válida e A é única. Dessa igualdade, temos:


21 21

L
A ? A 5 In
21

det ( A ? A ) 5 det I n é
21
utilizando o teorema de Binet

N
det A ? det A 5 det I n é
21
utilizando a propriedade da matriz triangular

det A ? det A 5 1
21

O determinante de uma matriz identidade de ordem qualquer é igual ao produto dos

P
elementos da diagonal principal, pois a matriz identidade é uma matriz triangular. Logo,
1
det A Þ 0 e det A 5 ―.
21

det A
1
Assim, se uma matriz quadrada A de ordem n é invertível, então det A Þ 0 e det A 5 ――.
21

det A
Desse modo, não é preciso conhecer a matriz inversa de A para calcular seu determinante.
IA
Reciprocamente pode ser demonstrado que, se o determinante de uma matriz quadrada
A de ordem n for diferente de zero, então a matriz A é invertível.

• Se A 5 [53 4]
6
, então det A 5 5 ? 4 2 6 ? 3 5 2.

Como det A 5 2 Þ 0, a matriz A admite inversa e seu determinante é:


1 1
det A 5 ― 5 ―
21

det A 2
U

27 4

[0 0 5 ]
29
• Se B 5 0 0 3 , então det B 5 ( 27 ) ? 0 ? 5 5 0.

Como det B 5 0, a matriz B não admite inversa.


G

[1 0 22]
21 22
• Se D 5 2 1 3 , então det D 5 23 1 2 2 4 5 25.

Como det D 5 25 Þ 0, então a matriz D admite inversa e seu determinante é:


1 1 1
det D 5 ― 5 ― 5 2―
21

det D ( 25 ) 5

• Considere as matrizes a seguir.


21 21 2
[2 1 3 ] [0 0]
1 0
A5 B5 3 6 4
0
Qual das matrizes é invertível? A matriz A.
Veja como verificar qual das duas matrizes é invertível na seção Resolução das tarefas nas Orientações para o professor.

68 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


Cálculo do determinante utilizando

D
escalonamento
O determinante de uma matriz quadrada A de ordem n pode ser obtido por meio do
escalonamento de matrizes, também conhecido por triangularização de matrizes. Utilizando
as propriedades estudadas, principalmente o teorema de Jacobi e a troca de linhas, obtemos

L
uma matriz triangular com base na matriz A dada. Por fim, basta calcular o determinante
pela propriedade da matriz triangular, isto é, obtendo o produto dos elementos da diagonal
principal.

N
Exemplos
2 3

[ 2 2 ]
21
a Dada a matriz A 5 24 4 25 , vamos obter seu determinante por meio do
7

P
escalonamento. Primeiro, utilizamos o teorema de Jacobi, isto é, substituímos:
> a 2 a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 2;
> a 3a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 21.

2 21 3 2 21 3

[ 2 2 ] [0 8 21 ]
IA
A 5 24 4 25 ä A 1
5 0 2 1
7

Ao utilizarmos a notação A 1, estamos nos referindo ao


nome de uma matriz. Assim, é possível evitar eventuais
confusões com a notação dos elementos de uma matriz.
U

Dessa maneira, obtemos a matriz A 1, que possui o mesmo determinante da matriz A,


isto é, det A 5 det A 1.
Em seguida, aplicando o teorema de Jacobi na matriz A 1, substituímos a 3a linha por
sua soma com a 2 a linha multiplicada por 24.
G

2 21 3 2 3

[0 8 21] [0 25]
21
A1 5 0 2 1 ä A2 5 0 2 1
0

Desse modo, obtemos a matriz triangular A 2 por escalonamento da matriz A; logo,


det A 5 det A 1 5 det A 2. Para obter o determinante da matriz A 2 e, consequentemente,
da matriz A, basta obter o produto dos elementos da diagonal principal. Assim:

det A 2 5 2 ? 2 ? ( 25 ) 5 220

Portanto, det A 5 det A 2 5 220.

Não escreva no livro. 69


b Seja a matriz

D
1 2

[24 25 0 ]
23
B5 3 6 27

Utilizamos o teorema de Jacobi para substituir:


> a 2 a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 23;

L
> a 3a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 4.

1 2 1 2

[24 0] [0 3 212]
23 23
B5 3 6 27 ä B 1
5 0 0 2
25

N
Assim, obtemos a matriz B 1, que possui o mesmo determinante da matriz B, isto é,
det B 5 det B 1.
Em seguida, trocamos a ordem da 2 a e da 3a linha na matriz B 1.

P
1 2 1 2

[0 3 212] [0 0 2 ]
23 23
B1 5 0 0 2 ä B2 5 0 3 212

Desse modo, obtemos a matriz triangular B 2 por escalonamento de B, porém, ao utili-


IA
zarmos a propriedade de trocas de linhas, obtemos det B 5 2det B 2. Assim:
det B 2 5 1 ? 3 ? 2 5 6
Portanto, det B 5 2det B 2 5 26.

No escalonamento, utilizamos operações equivalentes tanto para calcular o determinan-


te de uma matriz quadrada como para resolver um sistema de equações lineares visto em
capítulos anteriores. A troca de ordem de linhas de uma matriz é equivalente à troca de
U

ordem de equações de um sistema linear, e a aplicação do teorema de Jacobi em uma matriz


é equivalente a substituir uma equação do sistema linear por sua soma com um múltiplo de
outra equação do mesmo sistema.

Por meio do escalonamento, é possível


G

obter o determinante de uma matriz


quadrada de ordem qualquer.

| |
0
22 4
Tarefas resolvidas

1
R4. Calcule o valor de 4 2 9 ― .
7
26 12 1
Resolução
0 4
Considere A = 4 29 ― . Utilizaremos o método do escalonamento para determinar
22
1
7
26 12 1
det A . Assim, substituímos:
•a 2 a
linha por sua soma com a 1a linha multiplicado por 2;

70 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


•a 3 a
linha por sua soma com a 1a linha multiplicado por 2 3.

D
4 0 22 4 0
A= 4 29 ― ä A 1 = 0 21 ―
22
1 1
7 7
26 12 1 0 0 1

L
Desse modo, obtemos a matriz A 1 por escalonamento de A, isto é, det A = det A 1. Assim:

detA 1 = ( 22 ) ⋅ ( 21 ) ⋅ 1 = 2

Portanto, det A = 2.

N
R5. Considere a matriz A = 0
5 6 7

[0 23 2 ]
0 212 .

P
a ) Verifique se A é invertível.
b ) Se A admite inversa, calcule:
• det A • det ( A )
21
21 21
IA
Resolução
a ) Para que A seja invertível, é necessário que det A ≠ 0. Utilizaremos o método do escalona-
mento para determinar det A . Assim, trocamos a ordem da 2a linha e da 3a linha.

A= 0 0 212 ä A 1 = 0 23
5 6 7 5 6 7

[0 23 2 ] [0 0 212]
2

priedade de troca de linhas, temos det A = 2det A 1. Assim:


U

Desse modo, obtemos a matriz A 1 por escalonamento de A, porém, como utilizamos a pro-

detA 1 = 5 ⋅ ( 23 ) ⋅ ( 212 ) = 180

Logo, det A = 2det A 1 = 2180. Como det A ≠ 0, A é invertível.


G

b ) Por consequência do teorema de Binet, temos det A = ― e det ( A ) = ――


1 1
21
.
21 21

Como det A = 2180, segue que:


detA det A
21


det A = ― ä det A = 2 ―
21 1 21 1
detA 180

• Sabendo que det A = 2 ― , segue que:


21 1
180

det ( A ) = ―― ä det ( A ) = ― = 2180


1 1
21 21
21 21

det A
21 1
2―
180

Não escreva no livro. 71


Anote as respostas no caderno.
Tarefas

D
13. Calcule o determinante das matrizes a seguir.
2 23 1 1 2 3 5 3 4

2 10 [ 4 26 7] [3 6 8] 2 69 [ 5 6 4]
[2 1 ]
a) A 5 4 2 b ) B 5 22 2 5 c)C5 2 1 1 d ) D 5 22 1 3
0 3

L
14. Calcule o determinante da inversa de cada matriz invertível a seguir.
0 1 2 0 1 2
[5 2] [ 2 1] 2 [ 1 2 3] 3 [0 0 4] 4
3 1 0 1 2―1 1 1
a) A5 1 b) B5 c ) C5 1 2 0 2― d) D5 1 2 0 2―

N
[3 1 ] [2 3]
15. Calcule o det ( A ? B ), dadas as matrizes invertíveis A 5 4 2 e B 5 5 7 . 1
21 21
2―
2

3 0 21

[0 2 0]

P
16. Identifique qual das matrizes abaixo é a inversa da matriz A 5 1 2 0 .
Matriz do item c.

⎢ ⎥
⎡0 1 21 ⎤
0 1 1 0 1

[ 1 3 23 ] [ 1 23 3 ]
21
1
a ) 0 0 21 b) 0 0 1 c) 0 0 ―
2
⎣21 3 23⎦
IA
Escreva a estratégia que você utilizou para resolver essa tarefa. Resposta pessoal.

⎢ ⎥
17. Sejam as matrizes quadradas A, B e C de mesma ordem, tais que A 5 BC, C 5 I n e detA 5 12.
21

1
Calcule o valor correspondente ao determinante da matriz B. ―
12 ⎡ 1 ⎤
0 ― 0
2
18. Identifique quais das matrizes abaixo admitem inversa, em seguida, determine-as. 1

⎢ ⎥
21
C 5 0 0 ―
⎡ 3 1⎤
4
1 3 6 0 22
[8 6] [2 6] [0 4 0 ]
― 2― 1 3
4 2 2― ― 0
a) A5 A 5 4 4 b) B 5 5 4 c)C5 2 0 0 ⎣ 2 ⎦
U

21
2
1
21 ―
⎣ 2 ⎦
Não admite inversa.
19. (Unicamp-SP) Sabendo que a e b são números reais, considere a matriz quadrada de ordem 3,
1 a 1
(2 b 2)
A 5 b 1 a . Se a soma dos elementos em cada linha da matriz A tem sempre o mesmo
G

valor, então o determinante de A é igual a Alternativa d.

a ) 0. b ) 2. c ) 5. d ) 10.

20. (Uece) Uma matriz quadrada X 5 ( a ij ) é simétrica quando a ij 5 a ji. Se o determinante da matriz
1 2 3

(z w 1 )
simétrica M 5 x 1 y é igual a 8. Então, o valor da soma x 1 y 1 z 1 w pode ser Alternativa b.

a ) 9 ou 11. b ) 9 ou 25. c ) 11 ou 25. d ) 9 ou 13.

21. Mostre que:

| |
x x x
x y y 5 x ( y 2 x )( z 2 y )
Resposta na Resolução das tarefas
nas Orientações para o professor. x y z

72 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


Discussão de sistemas lineares

Archives/akg/Album/Fotoarena
Coleção Particular. Fotografia: North Wind Picture

D
[...]
Comumente atribui-se a Leibniz, em 1693, a criação da teoria
dos determinantes, visando o estudo de sistemas de equações

L
lineares, embora considerações semelhantes já tivessem sido
_
feitas dez anos antes no Japão por Seki Kowa. [...]
Eves, Howard. Introdução à história da matemática.
Trad. Hygino H. Domingues. Campinas: Ed. da Unicamp, 2004. p. 444.

N
Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716).
Autor desconhecido, 1836. Gravura.
Considere o sistema linear 2 3 2. Coleção particular.

{dx 1 ey 5 f
ax 1 by 5 c

Utilizando o método do escalonamento, obtemos:

P
{0x 1 ( ae 2 bd ) y 5 af 2 cd
ax 1 by 5 c

Se o número ( ae 2 bd ) for diferente de zero, o sistema será possível e determinado (SPD),


pois obtemos um sistema escalonado com a mesma quantidade de equações e de incógni-
IA
tas, com todas as equações contendo pelo menos uma incógnita cujo coeficiente é não nulo.
Agora, se o número ( ae 2 bd ) for igual a zero, teremos de analisar dois casos:
• af 2 cd 5 0
Nesse caso, o sistema será possível e indeterminado (SPI), pois obtemos um sistema
escalonado com a quantidade de equações menor do que a quantidade de incógnitas,
com todas as equações contendo pelo menos uma incógnita cujo coeficiente é não nulo;
• af 2 cd Þ 0
U

Nesse caso o sistema será impossível (SI), pois obtemos um sistema escalonado com
uma equação com todos os coeficientes nulos e termo independente diferente de zero.
No capítulo anterior, vimos como associar matrizes a sistema linear. Note que o número
( 2 bd ) é igual ao determinante D da matriz dos coeficientes do sistema linear, ou seja:
ae
G

D5 | da be | 5 ae 2 bd
Desse modo, em um sistema linear 2 3 2, se:
• D Þ 0, o sistema é possível e determinado (SPD);
• D 5 0, o sistema pode ser possível e indeterminado (SPI) ou impossível (SI).
Exemplo

{ 4x 1 ay 5 27
22x 2 3y 5 1
Discuta o sistema .

Calculamos o determinante D da matriz dos coeficientes:

D5
| 224 23a | 5 22 ? a 2 (23 ) ? 4 5 22a 1 12
Para o sistema ser SPD, é necessário que D Þ 0 ä 22a 1 12 Þ 0 ä a Þ 6.

Não escreva no livro. 73


Para o sistema ser SPI ou SI, é necessário que D 5 0 ä 22a 1 12 5 0 ä a 5 6.

D
Substituindo a por 6 no sistema de equações, obtemos:

{ 4x 1 ay 5 27 { 4x 1 6y 5 27
22x 2 3y 5 1 22x 2 3y 5 1
ä

Utilizando o escalonamento, podemos substituir a 2a equação por sua soma com a

L
1 equação multiplicada por 2.
a

{ 4x 1 6y 5 27 { 0x 1 0y 5 25
22x 2 3y 5 1 22x 2 3y 5 1
ä

N
Como a equação 0x 1 0y 5 25 não admite solução para x e y reais, podemos afirmar que
o sistema é impossível (SI).
Portanto, esse sistema é SI para a 5 6 e SPD para a Þ 6, sendo a um número real.
Agora, considere o sistema linear 3 3 3.
⎧x 1 y 1 z 5 2

P

⎨kx 1 y 1 z 5 1

⎩2x 1 2y 1 kz 5 4

Calculando o determinante D da matriz dos coeficientes, temos:

| |
IA
1 1 1
2 2
D5 k 1 1 5 k 1 2 1 2k 2 2 2 2 2 k 5 2 k 1 3k 2 2
2 2 k
É possível demonstrar que um sistema linear 3 3 3 será possível e determinado se o de-
terminante da matriz dos coeficientes for diferente de zero, ou seja, se D Þ 0.
Para D 5 0, utilizamos a fórmula resolutiva da equação do 2o grau e calculamos as raízes
2
da equação 2 k 1 3k 2 2 5 0.
_
2 b ± √D
U

2 k5―
D 5 b 2 4ac 2a
_
2
D 5 3 2 4 ? ( 21 ) ? ( 22 ) 2 3 ± √1
k5―
D59 2 8 2 ? ( 21 )

2 2 ⟨k 2 5 2
D51 23 ± 1 k 5 1
G

k5― 1

Assim, para k Þ 1 e k Þ 2, o sistema é possível e determinado (SPD).


Agora, vamos analisar os casos em que k 5 1 ou k 5 2.
1o caso:
Fazendo k 5 1 e substituindo a 2a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 2 1,
temos:
⎧x 1 y 1 z 5 2 ⎧x 1 y 1 z 5 2
⎪ ⎪
⎨x 1 y 1 z 5 1 ä ⎨0x 1 0y 1 0z 5 2 1
⎪ ⎪
⎩2x 1 2y 1 z 5 4 ⎩2x 1 2y 1 z 5 4

Como a equação 0x 1 0y 1 0z 5 2 1 não admite solução para x, y e z reais, podemos afir-


mar que o sistema é impossível (SI).

74 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


2o caso:

D
Fazendo k 5 2, substituímos:
•a 2 a
linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 2 2;
•a 3 a
linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 2 2.
⎧x 1 y 1 z 5 2 ⎧x 1 y 1 z 5 2

L

⎨2x 1 y 1 z 5 1 ä ⎨2 y 2 z 5 2 3
⎪ ⎪

⎩2x 1 2y 1 2z 5 4 ⎩0 5 0

Como obtemos um sistema escalonado com a quantidade de equações menor do que a


quantidade de incógnitas e com todas as equações contendo pelo menos uma incógnita

N
cujo coeficiente é não nulo, o sistema é possível e indeterminado (SPI).
Portanto:
• para k Þ 1 e k Þ 2, o sistema é SPD;
• para k 5 1, o sistema é SI;

P
• para k 5 2, o sistema é SPI.
R6. Discuta os sistemas:

Tarefa resolvida
3x 1 ay 2 z 5 0 ⎧ 2x 1 y 5 3

{6x 1 2a 2 2z 5 0

a ) 4x 1 2y 2 3z 5 0 d) x1y51
IA
⎩ 3x 1 my 5 0

⎧ 2x 1 ay 1 z 5 3 ⎧ 2x 1 y 1 2z 1 w 5 3
b ) ⎨ 4x 1 2y 1 2z 5 6 e ) ⎨ 4x 1 3y 1 kz 1 w 5 4
⎪ ⎪

⎩ ax 1 6y 1 6z 5 10 ⎩ 6x 1 4y 1 z 1 2w 5 2
⎪ ⎪

{ x 1 2y 5 b 1 1
4x 1 my 5 3
c)
U

Resolução
a ) Calculando o determinante da matriz dos coeficientes, temos:

| |
3 a 21
D 5 4 2 23 5 212 2 18a 2 8a 1 12 1 18a 1 8a 5 0
G

6 2a 22

Assim, para todo número a real, temos D 5 0 ; logo, o sistema será possível e indeter-
minado ou impossível.
Observe que não precisamos escalonar o sistema para classificá-lo, pois, como ele é
homogêneo, a terna ( 0, 0, 0 ) é uma solução. Consequentemente, o sistema possui
infinitas soluções, ou seja, é possível e indeterminado para todo número a real.
b ) Calculando o determinante da matriz dos coeficientes, temos:

| |
2 a 1
2 2
D 5 4 2 2 5 24 1 2a 1 24 2 2a 2 24 2 24a 5 2a 2 26a 1 24
a 6 6

O sistema será SPD se o determinante da matriz dos coeficientes for diferente de zero, ou
seja, D Þ 0.

Não escreva no livro. 75


Para D 5 0, dividimos a expressão por 2 e obtemos a2 2 13a 1 12 5 0. Utilizando a fórmula

D
resolutiva da equação do 2o grau, calculamos:
__
2b ± √D
2
D 5 b 2 4ac a5―
2a
____
2
D 5 ( 213 ) 2 4 ? 1 ? 12 2 ( 213 ) ± √121

L
a 5 ――
2
D 5 169 2 48

2 ⟨a2 5 1
13 ± 11 a 5 12
D 5 121 a5― 1

N
Consequentemente, para a Þ 12 e a Þ 1, o sistema é possível e determinado.
Vamos analisar, agora, os casos em que a 5 12 e a 5 1.
1o caso:
Fazendo a 5 12 e substituindo a 3a linha por sua soma com a 2a linha multiplicada por 23,
obtemos:

P
⎧ 2x 1 12y 1 z 5 3 ⎧ 2x 1 12y 1 z 5 3

⎨ 4x 1 2y 1 2z 5 6 ä ⎨ 4x 1 2y 1 2z 5 6


⎩ 12x 1 6y 1 6z 5 10 ⎩ 0x 1 0y 1 0z 5 28

Como a equação 0x 1 0y 1 0z 5 28 não admite solução para x, y e z reais, o sistema é


classificado como impossível.
IA
2o caso
Fazendo a 5 1 e substituindo a 2a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por 22,
obtemos:
⎧ 2x 1 y 1 z 5 3 2x 1 y 1 z 5 3

⎩ x 1 6y 1 6z 5 10 { x 1 6y 1 6z 5 10
⎨ 4x 1 2y 1 2z 5 6 ä


050
U

Dessa maneira, o sistema é classificado como possível e indeterminado.


Portanto:
• para a Þ 12 ou a Þ 1, o sistema é SPD;
• para a 5 12, o sistema é SI;
G

• para a 5 1, o sistema é SPI.


c ) Calculando o determinante D da matriz dos coeficientes, obtemos:

D5
| 41 m2 | 5 8 2 m
Para o sistema ser SPD, é necessário que D Þ 0, ou seja, 8 2 m Þ 0. Desse modo, se m Þ 8,
o sistema será possível e determinado, independentemente do valor de b.
Vamos analisar, agora, como será classificado o sistema se m 5 8.
Substituindo m por 8 no sistema inicial, obtemos:

{ x 1 2y 5 b 1 1
4x 1 8y 5 3

76 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


Trocando a 2a linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por ( 2― ), obtemos:
1

D
4
⎧4x 1 8y 5 3

1
0x 1 0y 5 b 1 ―

4
1
Nesse caso, o sistema será possível e indeterminado se b 1 ― 5 0. Assim:

L
4
1 1
b 1 ― 5 0 ä b 5 2―
4 4
1
Agora, se b Þ 2―, o sistema será impossível, pois a última equação ficará falsa.
4
Portanto:

N
• para m Þ 8 e sendo b um número real, o • 1
para m 5 8 e b Þ 2―, o sistema é SI
4
sistema é SPD;

• 1
para m 5 8 e b 5 2―, o sistema é SPI;
4
2 1

[3 m]

P
d ) A matriz dos coeficientes é dada por 1 1 .

Como a matriz não é quadrada, não é possível calcular seu determinante. Porém, podemos
obter um sistema equivalente a esse, possível de ser classificado. Assim, substituímos:
• a 1 linha por sua soma com a 2 linha multiplicada por ( 22 );
a a

• a 3 linha pela sua soma com a 2 linha multiplicada por ( 23 ).


a a
IA
Assim: Por fim, substituindo a 3a linha por sua soma com
a 1a linha multiplicada por ( m 1 3 ), obtemos:
⎧ 2y 5 1
⎪ ⎧ 2y 5 1
⎨ x1y51 ⎪
⎪ ⎨x 1 y 5 1
⎩ ( m 2 3 ) y 5 23 ⎪
⎩ 0y 5 23 1 ( m 2 3 )
Para que o sistema não seja impossível, devemos ter:
23 1 (m 2 3) 5 0
U

m2650
ou seja, m 5 6. Como o valor de y já está definido, o sistema é possível e determinado.
Caso m Þ 6, a última equação será sempre falsa. Consequentemente, o sistema será im-
possível.
G

Portanto:
• para m 5 6, o sistema é SPD; • para m Þ 6, o sistema é SI.
2 1 2 1

[6 4 1 2]
e ) A matriz dos coeficientes é dada por 4 3 k 1 .

Como na tarefa anterior, não será possível calcular o determinante, pois a matriz não é
quadrada. Assim, vamos obter um sistema equivalente a este. Para isso, substituímos:
•a2 linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por ( 2 2 );
a

•a3 a
linha por sua soma com a 1a linha multiplicada por ( 2 3 ).
Assim:
⎧ 2x 1 y 1 2z 1 w 5 3

⎨ y 1 ( k 2 4 ) z 2 w 5 22

⎩ y 2 5z 2 w 5 27

Não escreva no livro. 77


Por fim, substituindo a 3a linha por sua soma com a 2 a linha multiplicada por ( 21 ), obtemos:

D
⎧ 2x 1 y 1 2z 1 w 5 3

⎨ y 1 ( k 2 4 ) z 2 w 5 22

⎩ 2 ( k 1 1 ) z 5 25

L
Se o coeficiente da equação 2 ( k 1 1 ) z 5 25 for zero, isto é, se k 5 21, temos 20z 5 25
e, como essa equação não admite solução para número z real, o sistema é impossível.
Se k Þ 21, temos um sistema linear escalonado com a quantidade de equações menor do
que a de incógnitas, com todas as equações contendo pelo menos uma incógnita com coe-
ficiente não nulo, nesse caso, o sistema é possível e indeterminado. Portanto, para k 5 21,

N
o sistema é SI e, para k Þ 21, o sistema é SPI.

Anote as respostas no caderno.


Tarefas
22. Atribua um valor real diferente de 6 para a e 26. Discuta os sistemas abaixo, sabendo que a, m e p

P
determine a solução do sistema. Resposta pessoal. são números reais.


{ 4x 1 ay 5 27
22x 2 3y 5 1 x1y53

a ) ⎨mx 1 3y 5 1
Para m 5 25, o sistema é SPD;

para m Þ 25, o sistema é SI.
⎩22x 2 y 5 24
23. Qual é a relação entre m e n de modo que o sistema
IA
{2x 1 2y 5 m {22x 2 y 1 2z 5 5
3x 2 6y 5 n 2x 1 ay 2 z 5 3 O sistema é SPI para
seja possível e indeterminado? b) todo número a real.
1
m 5 2―n
3
24. Discuta os sistemas abaixo sabendo que a e m são ⎧2ax 1 3y 2 z 1 4w 5 2

c)⎨
números reais. 1 O sistema é SPI para
x 1 ―y 2 3z 5 1
⎪ 2 todo número a real.

{4x 2 2y 5 3
3
⎩ x 1 2y 1 3z 1 4w 5 0
3x 1 ay 5 0 Para a Þ 2―, o sistema é SPD;
2
a) 3
para a 5 2―, o sistema é SI.

2
U

x 1 y 2 z 5 12
2x 1 my 5 2 ⎪3x 2 py 1 2z 5 21 106

{ ―
d) ⎨
Para p 5 2―, o sistema é SPD;
Para m Þ 6, o sistema é SPD; 9
⎪ 3x 1 y 2 5z 5 10
b) x para m 5 6, o sistema é SI.
2 3y 5 5 106
para p Þ 2―, o sistema é SI.
2
⎩ x 2 3y 2 4z 5 0 9

⎧ax 1 y 2 3z 5 2
G

27. Considere o sistema homogêneo abaixo.


c ) ⎨4x 1 3y 2 z 5 4

O sistema é SPD, independentemente

⎧ax 1 by 1 cz 5 0
do valor de a.
⎩ x 2 y 1 az 5 1

⎨dx 1 ey 1 fz 5 0

⎩gx 1 hy 1 iz 5 0

25. Para quais valores reais de a e b o sistema:

{23x 2 y 5 23
2x 1 ay 5 b Sabendo que o determinante da matriz dos coefi-
a) é possível e determinado?
1 cientes é igual a zero, determine se o sistema é
― aÞ2 e sendo b um número real.
3 SPD, SPI ou SI. Justifique sua resposta.

{23x 1 y 5 b 1 3
ax 1 2y 5 21
b) é possível e indeterminado? 28. Determine os valores reais de a para os quais a equa-
7
a 5 26 e b 5 2―.
2
ção matricial abaixo admita apenas uma solução.
a é um número real tal que a Þ 29.
⎧ x2y1z53
23 2 1 x 6

[ 7 8 23] [ z ] [ 9 ]
c ) ⎨2 ax 1 3y 2 2z 5 9 é impossível? a 5 5 e b Þ221.

4 a 21 ? y 5 7
⎩ 2x 1 2y 2 4z 5 2b

27. SPI. Como o determinante da matriz dos coeficientes do sistema é igual a zero, então ele não é um sistema possível determinado (SPD). Com isso,
ele só poderá ser sistema possível e indeterminado (SPI) ou sistema impossível (SI). Sendo um sistema homogêneo, não pode ser SI.

78 capítulo 3 Determinantes Não escreva no livro.


⎧ax 1 y 1 z 5 0

29. (EsPCEx-SP) A condição para que o sistema ⎨x 1 2y 1 z 5 0, a real, tenha solução única é Alternativa a.

D

⎩ x1y1z50
a ) a Þ 1. c ) a Þ 2. e ) a Þ 0.
b ) a Þ 21 d ) a Þ 2 2.

{mx 1 ny 5 d

L
ax 1 by 5 c
30. Sendo a, b, c e d diferentes de zero, determine m e n para que o sistema seja
ad bd
possível e indeterminado. m 5 ―
c
e n 5 ―.
c

⎧ax 2 y 5 1
31. (Fuvest-SP) No sistema linear ⎪⎨ y 1 z 5 1 , nas variáveis x, y e z, a e m são constantes reais. É correto

N
⎩ x1z5m
afirmar: Alternativa a.
a ) No caso em que a 5 1, o sistema tem solução se, e somente se, m 5 2.
b ) O sistema tem solução, quaisquer que sejam os valores de a e de m.

P
c ) No caso em que m 5 2, o sistema tem solução se, e somente se, a 5 1.
d ) O sistema só tem solução se a 5 m 5 1.
e ) O sistema não tem solução, quaisquer que sejam os valores de a e de m.

32. Desafio (Uece) Em relação ao sistema


⎧ x1y1z50
IA
⎨x 2 my 1 z 5 0,

⎩mx 2 y 2 z 5 0

pode-se afirmar corretamente que: Alternativa a.

a ) o sistema admite solução não nula apenas quando m 5 21.


b ) para qualquer valor de m, a solução nula ( x 5 0, y 5 0, z 5 0 ) é a única solução do sistema.
c ) o sistema admite solução não nula quando m 5 2 ou m 5 22.
d ) não temos dados suficientes para concluir que o sistema tem solução não nula.
U

Verificando rota
1. O que é o determinante de uma matriz quadrada?
G

É o número real que está associado a essa matriz.


2. Considerando uma matriz quadrada A de ordem 2, como é calculado seu determinante?
O determinante é dado pela diferença entre o produto dos elementos da diagonal principal e o produto dos elementos da
diagonal secundária.
3. Qual é a relação entre o determinante de uma matriz quadrada A e o de sua transposta At?
São iguais.
4. O que diz o teorema de Binet? O determinante do produto de duas matrizes A e B, de mesma ordem,
é igual ao produto dos determinantes dessas matrizes.
5. Qual deve ser o valor do determinante de uma matriz para que esta seja invertível?
Deve ser diferente de zero.
6. Considere a matriz D dos coeficientes de um sistema linear 2 3 2.

[ c d]
a b
D5

Como podemos classificar o sistema em possível e determinado (SPD), possível e indetermi-


nado (SPI) ou impossível (SI) a partir do determinante de D? Se det D Þ 0, então o sistema é possível e
determinado (SPD). Se det D 5 0, o sistema pode ser possível e indeterminado (SPI) ou impossível (SI).

Não escreva no livro. 79


A Matemática

D
do acender das luzes
Você já parou para pensar em como é feita a distribuição
elétrica em sua residência?

L
Ao acender uma lâmpada ou ligar um aparelho na tomada,
estamos acionando o funcionamento de um circuito elétrico.
Circuito elétrico é um conjunto de componentes interliga-
dos em sequência, formando o percurso pelo qual circulam

N
cargas elétricas.
Os principais componentes em um circuito elétrico são as
fontes geradoras de energia, os fios condutores e os resistores.
Algumas das grandezas físicas envolvidas em um circuito
elétrico são descritas pela relação U 5 R ? i, em que U é a

P
diferença de potencial elétrico, medida em volts (V), R é a
resistência elétrica, medida em ohm (), e i é a intensidade de
corrente elétrica, medida em ampere (A).
Para compreender um circuito elétrico, as Leis de Kirchhoff
são fundamentais. Na Lei dos Nós, a soma das correntes que
IA
entram em qualquer nó é igual à soma das correntes que saem
dele; na Lei das Malhas, a soma das quedas de diferença de
potencial elétrico ao longo de qualquer circuito é igual à di-
ferença de potencial elétrico total em torno do circuito.

30 V Nó: é um ponto em que três


(ou mais) condutores são
4 i1 4 ligados.
Malha: é qualquer caminho
U

condutor fechado.
A B
3

1 1
i2

C D Analisando o circuito elétrico ao


Maryane Silva/ASC Imagens
G

5V 1 lado, percebemos que ele possui


três malhas fechadas 1, 2 e 3,
i3 com intensidades de correntes
1 1
elétricas i 1, i 2 e i 3 , e seus sentidos
são arbitrários.
20 V

Por convenção, o sentido de uma corrente parte do lado


positivo para o lado negativo do gerador. Se o sentido de-
finido arbitrariamente para a corrente elétrica na malha
coincidir com o convencional, o sinal do produto R ? i e da
diferença de potencial elétrico serão positivos. Caso contrá-
rio, teremos sinal negativo para o produto R ? i e para a
diferença de potencial elétrico.
Alguns dispositivos de manobra e de segurança são usados para acionar
ou interromper o funcionamento de um circuito elétrico. Os mais
comuns são os interruptores, os fusíveis, as chaves e os disjuntores.

80 Não escreva no livro.


Determinação da corrente em cada malha

D
do circuito utilizando sistema linear
A equação para a malha 1 é 11i1 2 3i2 5 30, pois a corrente i 1 atravessa três resistores (4i114i113i1 ).
Pelo ramo AB, a malha 2 atravessa parte da malha 1 e a queda correspondente é de 3i 2 volts na
direção oposta à da malha 2. Assim, pela Lei das Malhas a diferença de potencial elétrico é 30 V.

L
Já para a malha 2, a equação é 23i 1 1 6i 2 2 i 3 5 5 , em que 23i 1 é a queda de diferença de
potencial elétrico da malha 1 pelo ramo AB na direção oposta da malha 2. O 6i 2 é a soma dos
quatro resistores da malha 2, e o 2i 3 é a queda de diferença de potencial elétrico da malha 3 pelo
ramo CD na direção oposta à da malha 2.

N
Para a malha 3, a equação é 2i 2 1 3i 3 5 225, pois 2i 2 é a queda de diferença de potencial
elétrico da malha 2 pelo ramo CD na direção oposta à da malha 3. O 3i 3 é a soma dos três
resistores da malha 3 e, pela Lei das Malhas, a soma dessas voltagens corresponde a 225 V,
pois é a soma de 25 V e 220 V, por causa da direção escolhida para a corrente na malha 3.
Logo, temos o seguinte sistema linear:

P
11i 1 23i 2 5 30
23i 1 16i 2 2i 3 5 5
2i 2 13i 3 5 225
Por meio desse sistema, obtemos as seguintes intensidades para cada malha:
IA
i 1 5 3 A, i 2 5 1 A e i 3 5 28 A.
Respostas na Resolução das tarefas nas Orientações para o professor.
A Para tratar de circuitos elétricos, são utilizadas algumas leis físicas. Quais são essas leis?
B Resolva o sistema linear dado no texto e verifique se o resultado fornecido é verda-
deiro. Depois, responda: o que significa o fato de o valor de i 3 ser negativo?
C Observe o circuito elétrico abaixo e o sistema linear definido com base na análise
desse circuito. Em seguida, resolva-o.

{i 1 2 5i 2 5 16
5i 1 2 i 2 5 8
U

8V

i1
2 2

1
G

Maryane Silva/ASC Imagens

i2
4
Rogério Casagrande/ASC Imagens

16 V

Não escreva no livro. 81


4

D
Ponto
capítulo

e reta

L
N
Lançamento do foguete SpaceX
Falcon 9 transportando o

P
satélite de navegação GPS III
SV03. Estação da Força Aérea
de cabo Canaveral, EUA em
junho de 2020.
IA
U
SOPA Images/LightRocket/Getty Images

O desenvolvimento de sistemas de localização teve grande relevância na história


da humanidade. Um exemplo disso foi a ampliação das navegações e, como conse-
quência, o aumento do comércio e da exploração de outros continentes. No passado,
o homem utilizava fatores naturais, como estrelas e formações rochosas, para se loca-
lizar no globo terrestre. Com o desenvolvimento de novas tecnologias foram surgindo
outras formas mais precisas de localização, como o Sistema de Posicionamento Global,
GPS (do inglês, Global Positioning System). Esse sistema de localização pode determinar a
posição exata de qualquer ponto da superfície terrestre e indicar sua latitude e longitude,
que são linhas imaginárias traçadas sobre o globo terrestre que permitem determinar as
coordenadas geográficas em qualquer ponto do planeta.

82 Não escreva no livro.


Sergio Ranalli/Pulsar Imagens
D
L
N
Aplicativo de um smartphone com funções de GPS sendo usado por motorista
em Curitiba (PR). Fotografia de 2019.

P
IA
U
G

Respostas nas Orientações para o professor.


A ) Em sua opinião, qual é a importância de saber as coordenadas
geográficas de um ponto qualquer do planeta?
B ) Além do GPS, você conhece outro sistema usado pelo ser hu-
mano para se localizar? Em caso afirmativo, qual?
C ) O que você entende por coordenadas geográficas?

Não escreva no livro. 83


Sistema cartesiano ortogonal de coordenadas

D
Usamos a notação ( a, b ) para indicar um par ordenado de números reais a e b, em que a
∙EM13MAT315 e b são chamados de coordenadas do par ordenado.
Um par ordenado ( a, b ) surge como as coordenadas de um ponto P em um plano ao fixar
um par de eixos ortogonais Ox e Oy que se intersectam no ponto O, chamado origem.

L
Eixos y
ortogonais: retas
perpendiculares
que se intersectam
sob um ângulo P(a, b )
reto ( 908 ) e nas

N
b
quais são fixadas
uma origem e uma
unidade.

O (0, 0) a x

P
Considerando o ponto P, a coordenada a é chamada abscissa de P e a coordenada b é cha-
mada ordenada de P, obtidas ao traçar por P uma perpendicular aos eixos Ox e Oy, respec-
tivamente. Assim, ( a, b ) é o par de coordenadas do ponto P relativo ao sistema de eixos Oxy.
Dizemos que dois pares ordenados de números reais são iguais se, e somente se, suas
IA
abscissas forem iguais e se suas ordenadas forem iguais, ou seja:

( a, b ) 5 ( c, d ) ⇔ a 5 c e b 5 d
O sistema de eixos
ortogonais em um plano
também é conhecido
como plano cartesiano.

Os eixos Ox e Oy dividem o plano cartesiano em quatro regiões denominadas quadrantes.


U

2o quadrante 1o quadrante
Indicaremos a
origem O ( 0, 0 ) com
G

o número zero nas


0 x imagens de sistemas
de eixos ortogonais
Ilustrações: Sergio Lima/ID/BR

3o quadrante 4o quadrante daqui em diante.

Em cada quadrante, as coordenadas ( a, b ) de seus pontos possuem sinais específicos.


• 1 quadrante: a . 0 e b . 0.
o
•3
o
quadrante: a , 0 e b , 0.
• 2 quadrante: a , 0 e b . 0.
o
•4 o
quadrante: a . 0 e b , 0.

Os pontos localizados sobre os eixos ortogonais não


pertencem a quadrante algum do plano cartesiano.

84 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Distância entre dois pontos

D
A distância entre dois pontos distintos A e B é definida como a medida do comprimento
do segmento de reta cujas extremidades são os pontos A e B. Essa distância é denotada por
d ( A, B ) ou AB.

L
Para simplificar a escrita, a partir deste momento, não faremos distinção entre grandezas e
suas respectivas medidas. Assim, ao utilizarmos expressões do tipo “a distância é 100 km”,
estaremos nos referindo à “medida da distância é 100 km”. Também não faremos distinção
entre o comprimento de segmentos e suas respectivas medidas. Assim, ao utilizarmos
expressões do tipo “polígono de lado 3 cm” ou “circunferência de raio 2 m”, estaremos nos
referindo a “polígono com comprimento do lado medindo 3 cm” e a “circunferência cujo

N
comprimento do raio mede 2 m”, respectivamente.

Observe como podemos calcular a distância entre os pontos A e B, em que as ordenadas


ou as abscissas são iguais.
• Ordenadas iguais. • Abscissas iguais.

P
y y

3 AB 5 u5 2 2u 53 3
A(3, 2)
2 2
A(2, 2) B(5, 2)
1 1
AB 5 u(21)22 u5u23 u53
IA
0 1 2 3 4 5 6 x 0 1 2 3 4 5 6 x
21
B (3, 21)
22

A distância entre dois pontos com


A distância entre dois pontos com
mesma ordenada A ( x A , y ) e
mesma abscissa A ( x, y A ) e
B ( x B , y ) é dada por | x B 2 x A |.
B ( x, y B ) é dada por | y B 2 y A |.
U

Nas notações de |x A 2 x B| e | y B 2 y A|, o símbolo é usado para indicar o módulo (ou valor
absoluto) de x A 2 x B e y B 2 y A. O módulo de todo número real x é sempre positivo ou
nulo, ou seja, x > 0.
Dado um número real x, denomina-se módulo de x, indicado por |x|, o número que pode
G

ser definido da seguinte maneira:

{2 x, se x , 0
x, se x > 0
|x| 5

Neste outro exemplo, os pontos A e B possuem y


abscissas e ordenadas respectivamente diferentes
e, para calcular a distância entre eles, consideramos 5
A(2, 4)
um terceiro ponto C, formando o triângulo BCA, re- 4

tângulo em C. 3
AC 5 u4 2 1u 53
Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR

2
C(2, 1)
1
B(6, 1)
0 1 2 3 4 5 6 7 x

BC 5 u6 2 2u 54

Não escreva no livro. 85


Como a distância entre os pontos A e B corresponde à medida da hipotenusa do triângulo

D
retângulo BCA, calculamos AB utilizando o teorema de Pitágoras.
2 2 2
( AB ) 5 ( AC ) 1 ( BC )
2 2 2
( AB ) 5 3 1 4
2
( AB ) 5 25

L
__
AB 5 √25 Æ AB 5 5
Dados dois pontos arbitrários A ( x A , y A ) e B ( x B , y B ), temos:

N
( AB ) 5 | x B 2 x A |2 1 | y B 2 y A |2 y

2 2
( AB ) 5 ( x B 2 x A ) 1 ( y B 2 y A )
2
B(xB , yB )
yB
______________ BC 5uyB 2 yAu
√( x
2 2
2 xA ) 1 ( yB 2 yA )
A(x A , yA )
AB 5 yA

P
B
C (xB , yA )

Ronaldo Lucena/ID/BR
0 xA xB x
Para qualquer número k real, temos | k |2 5 k2.
AC 5ux B 2 x Au

_
IA
( 2 2 )
5 5√ 3
Tarefas resolvidas

R1. Mostre que os pontos A ― , ― , B ( 0, 0 ) e C ( 5, 0 ) são os vértices de um triângulo


equilátero.

Resolução
y

5 3 A
2
U

Ronaldo Lucena/ID/BR

B C
0 5 5 x
G

Para mostrar que o triângulo ABC é equilátero, devemos concluir que AB 5 BC 5 AC. Para isso,
fazemos:
____________________


__ 2

( 2 )
2

(
• AB 5 0 2 ―) 1 0 2 ― 5 5
5 5√3
2

• BC 5 |5 2 0| 5 5
____________________


__ 2

( 2 )
2

(
• AC 5 5 2 ―) 1 0 2 ― 5 5
5 5√3
2

Portanto, o triângulo ABC é equilátero, pois AB 5 BC 5 AC 5 5.

86 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


R2. Considere os pontos A ( x A , y A ) e B ( x B , y B ) pertencentes ao primeiro quadrante e seja d a

D
distância entre eles. Determine o(s) valor(es) de x nos casos seguintes:

a ) A ( 3, 8 ), B ( 3, x ) e d 5 4.

b ) A ( x, 1 ), B ( ―, 2x ) e d 5 3√5.
_
1
2

L
c ) A ( x, x 2 2 ), B ( 3, 4 ) e d 5 3.

Resolução

N
a ) Como A e B possuem a mesma abscissa 3, nesse caso, a distância d entre eles é dada por
d 5 | yB 2 yA | .
Logo:

⟨ 2( x 2 8 ) 5 4 ä x2 5 4
x 2 8 5 4 ä x 1 5 12
d 5 4 ä | y B 2 y A | 5 4 ä |x 2 8| 5 4

P
Portanto, concluímos que x 5 4 ou x 5 12 e que ambos são solução para esse caso, pois
4 . 0 e 12 . 0.
2

) 5( 2 )
_ 2
b) (
1 2 1
3√5 1 ( 2x 2 1 ) ä 9 ? 5 5 ― 2 x 1 x2 1 4x2 2 4x 1 1 ä
―2x
4
5 35
IA
ä 45 5 5x2 2 5x 1 ― ä x2 2 x 2 ― 5 0
4 4
7 5
Resolvendo essa última equação, concluímos que x 1 5 ― ou x 2 5 2 ― . Como A e B estão
2 2
7
no primeiro quadrante, isto é, x . 0, verificamos que apenas x 5 ― é solução para esse
2
caso.
62x

c ) 3 5 ( 3 2 x ) 1[4 2 ( x 2 2 )] ä⟋
2 2
2
9 5⟋
9 2 6x 1 x2 1 36 2 12x 1 x2 ä

ä 2x2 2 18x 1 36 5 0 ä x2 2 9x 1 18 5 0
U

Resolvendo essa última equação, concluímos que x 1 5 3 e x 2 5 6 e que ambos são solução
para esse caso, pois 6 . 0, 3 . 0, 3 2 2 . 0 e 6 2 2 . 0.

Anote as respostas no caderno.


Tarefas
G

1. Determine a abscissa e a ordenada de cada ponto 2. Ferramentas Indique em um plano cartesiano


indicado no plano cartesiano. ortogonal cada um dos pontos abaixo. Resposta na
A ( 25, 23 ); B ( 23, 1 ); C ( 3, 5 ); D ( 1, 22 ); E ( 21, 0 ); F ( 0, 24 ); G ( 6, 0 )
Resolução das
a ) E ( 7, 1 ) e ) P ( 0, 6 ) tarefas nas
Orientações para
y
b ) F ( 4, 6 ) f ) H ( 27, 1 ) o professor.
6
5 C c ) Q ( 7, 21 ) g ) J ( 24, 26 )
4
3
d ) M ( 6, 0 ) h ) N ( 2, 22 )
2
B
E
1
G
3. Determine os possíveis valores reais de p, sabendo
que o ponto M ( ―p 2 6, 8p 1 20 ) pertence ao:
26 25 24 23 22 21 0 1 2 3 4 5 6 7 x 5
Ronaldo Lucena/ID/BR

21
3
22 D
18 5
A 23 a ) 1o quadrante. p . ― c ) 3o quadrante. p , 2 ―
5 2
24 F
b ) 2o quadrante. d ) 4o quadrante.
5 18 Não existe número p real.
2― , p , ―
2 5

Não escreva no livro. 87


4. O segmento AB tem pontos localizados no 2 o e 9. Se um ponto A está no eixo Oy e equidista de B(7, 23)

D
no 3 o quadrante, o segmento BC tem pontos no e C(27, 9 ) , então o ponto A tem coordenadas: Alternativa c.
1o e no 2o quadrante e o segmento AC, no 1o e no a ) ( 3, 0 ) c ) ( 0, 3 ) e ) ( 2, 2 )
3o quadrante. A que quadrante pertence cada um
dos pontos A, B e C? Opertence
ponto A pertence ao 3o quadrante, o B b ) ( 0, 2 ) d ) ( 2, 1 )
ao 2o quadrante e o C pertence
ao 1 quadrante.
o

5. Na figura abaixo, temos o losango PQRS com 10. Nos itens abaixo, determine o valor das incógnitas

L
conhecendo as coordenadas dos pontos e a dis-
( 3 )
2b
P ( 3a 2 8, 1 ), Q ― 2 6, 4 , R ( 15c 1 12, 1 ) e tância entre eles. __
a ) A ( 3, 6p 2 5 ), B ( 4, 25 ) e d ( A, B ) 5 15. p 5 ―
2 14 √
S ( 3d 1 34, 22 ). Calcule o produto abcd. 32 3
___
y b ) A ( 2a 1 3, 8 ), B ( 10, 3 ) e d ( A, B ) 5 √74. a 5 0 ou a 5 7
__

N

Q c ) A ( 42, 3n 1 14 ), B ( 28, 14 ) e d ( A, B ) 5 16. n 5 ―
2 15
4 3

11. Desafio (UFMG) Os pontos A 5 ( 0, 3 ), B 5 ( 4, 0 ) e


C 5 ( a, b ) são vértices de um triângulo equilátero
P 1 R
no plano cartesiano.

P
Considerando-se essa situação, é CORRETO afir-
Ronaldo Lucena/ID/BR
26 22 0 2 x
mar que Alternativa b.
4 4
S 22
a ) b 5 ― a. c ) b 5 ― a 1 3.
3 3
4 7 4 3
6. Dados os pontos A ( 23, 2 ), B ( 2, 2 ), C ( 23, 23 ) e b ) b 5 ― a 2 ―. d ) b 5 ― a 2 ―.
3 6 3 2
D ( 2, 23 ), verifique se os segmentos:
IA
12. (Fatec-SP) No plano cartesiano da figura, considere
a ) AB e CD são congruentes; São congruentes.
que as escalas nos dois eixos coordenados são
b ) BC e AD são congruentes; São congruentes. iguais e que a unidade de medida linear é 1 cm. Ne-
• Podemos dizer que os pontos A, B, C e D são vérti- le, está representada parte de uma linha poligonal
ces de um paralelogramo? Justifique sua resposta. que começa no ponto P ( 0, 3 ) e, mantendo-se o
Sim, pois o quadrilátero ABCD é um quadrado e
todo quadrado é um paralelogramo. mesmo padrão, termina em um ponto Q.
Um paralelogramo é todo quadrilátero com
dois pares de lados opostos paralelos. y
U

7. Dados os pontos P ( 15, 40 ), Q ( 220, 15 ) e R ( 15, 210 ), 4


podemos dizer que eles são vértices de um triângulo
Sim, pois pelo menos dois lados do 3
isósceles? Por quê? triângulo PQR possuem medidas

Fatec. Fac-símile: ID/BR


_ 2
iguais ( PQ 5 QR 5 5√74 ).
Um triângulo isósceles possui pelo 1
G

menos dois lados com medidas iguais. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 x

8. Ferramentas Nos itens abaixo, são dadas as Na figura, a linha poligonal é formada por segmentos
coordenadas dos vértices de um triângulo ABC. Cal-
de reta
cule a distância de A a B, de B a C e de A a C. Em
seguida, determine se o triângulo __é escaleno ou não. • que são paralelos aos eixos coordenados e
__
AB 5 √85; BC 5 12; AC 5 √85;
a ) A ( 8, 8 ), B ( 2, 1 ) e C ( 14, 1 ) • cujas extremidades têm coordenadas inteiras não
não é escaleno. _ _ negativas.
AB 5 4√ 5; BC 5 √89;
b) A ( 3, 24 ), B ( 21, 4 ) e C ( 4, 12 ) _
Sabendo que o comprimento da linha poligonal,
AC 5 √257; é escaleno.
__
do ponto P até o ponto Q, é igual a 94 cm, as
c ) A ( 2, 0 ), B ( 8, 0 ) e C ( 5, √27 ) AB 5 6; BC 5 6; AC 5 6;
não é escaleno.
__ __ coordenadas do ponto Q são Alternativa c.
d ) A ( 23, 22 ), B ( 26, 0 ) e C ( 2, 22 ) AB 5 √13; BC 5 2√17;
AC 5 5; é escaleno. a ) ( 25, 2 ) d ) ( 33, 1 )

Um triângulo escaleno tem os três b ) ( 28, 1 ) e ) ( 34, 2 )


lados com medidas diferentes.
c ) ( 32, 1 )

88 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Coordenadas do ponto médio de um segmento

D
Acompanhe a situação a seguir.
Para auxiliar na fiscalização de certa rodovia, a administradora de um trecho adotou um
sistema de coordenadas cartesianas.
Na tentativa de diminuir a velocidade de tráfego na parte reta, será instalado um radar

L
que registra a velocidade em um local que esteja à mesma distância do início e do final
desse trecho reto da rodovia. Quais são as coordenadas do ponto em que o radar deve ser
instalado?
y

N
6

B
2

P
O trecho fiscalizado
0 1 9 x da rodovia está
representado por ‾ AB .

Para
_ responder a essa pergunta, precisamos determinar as coordenadas do ponto médio
de AB . Vamos considerar inicialmente um segmento de reta qualquer com extremidades em
_
IA
A e B, em que A ( x A, y A ) e B ( x B, y B ) são distintos e M ( x M, y M ) é o ponto médio de AB . Con-
siderando os pontos P ( x M, y A ) e Q ( x B, y M ), temos os triângulos retângulos APM e MQB com
_
‾ e MB
hipotenusas AM ‾ de mesma medida, pois M é o ponto médio de AB , e, também, os
ˆB congruentes, porque AP e MQ
_
ângulos agudos PAˆM e QM ‾ são paralelos. Logo, pelo caso
lado-ângulo-ângulo oposto ( LAA o ), os triângulos APM e MQB são congruentes.

y
U

yB B B Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR

yB 2 yM
M Q
yM M
Q
yM 2 yA
A P
G

yA
A
P
0 xA xM xB x xM 2 xA xB 2 xM

Desse modo, temos AP 5 MQ e PM 5 QB.


AP 5 MQ PM 5 QB
xM 2 xA 5 xB 2 xM yM 2 yA 5 yB 2 yM
2x M 5 x A 1 x B 2y M 5 y A 1 y B
xA 1 xB yA 1 yB
xM 5― yM 5―
2 2

( 2 )
_ xA 1 xB yA 1 yB
Portanto, o ponto médio de AB é M ―, ― , em que A ( x A, y A ) e B ( x B, y B )
2
são as extremidades desse segmento.

Não escreva no livro. 89


Retomando a situação da rodovia, as coordenadas do ponto em que o radar deve ser ins-

D
talado podem ser determinadas fazendo:
xA 1 xB 119 yA 1 yB 612
• xM 5 ― 2
5―55
2
• yM 5 ― 5 ― 5 4
2 2

L
A
6

M
4

N
B
2

Ronaldo Lucena/ID/BR
0 1 5 9 x

P
Assim, o radar deve ser instalado no ponto M ( 5, 4 ).

Condição de alinhamento de três pontos


Quando é possível construir uma reta passando por três ou mais pontos distintos, dizemos
que esses pontos estão alinhados, isto é, são colineares.
IA
Utilizando as coordenadas de três pontos, é possível verificar se eles são colineares. Con-
sidere os pontos distintos A ( x A , yA ), B ( x B , yB ) e C ( x C , yC ) no plano cartesiano.

y Pelo teorema de Tales, quando


yC
C um feixe de retas paralelas é
yB
B intersectado por duas retas
transversais, a razão entre dois
U

yA
A segmentos quaisquer sobre
uma reta transversal é igual
à razão entre os segmentos
Sergio Lima/ID/BR

0 xA xB xC x
correspondentes sobre a outra
reta transversal.
G

Se os pontos A, B e C são colineares, então, pelo teorema de Tales, temos:


AB xB 2 xA AB yB 2 yA
•― •
Note que, nesse caso, consideramos
5― ―5―
BC xC 2 xB BC yC 2 yB dois pares de retas transversais: a
reta destacada em vermelho com
a reta correspondente ao eixo Ox
(primeiro par) e a reta destacada em
vermelho com a reta correspondente
Assim: ao eixo Oy (segundo par).

xB 2 xA yB 2 yA
―5―
xC 2 xB yC 2 yB

( xB 2 x A )( yC 2 yB ) 5 ( x C 2 x B )( yB 2 yA )

x B yC 2 x B yB 2 xA yC 1 x A yB 5 x C yB 2 x C yA 2 x B yB 1 x B yA

x A yB 1 x C yA 1 x B yC 2 x C y B 2 x A yC 2 x B yA 5 0

90 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Essa expressão corresponde ao determinante de uma matriz quadrada de ordem 3, composta

| |

D
xA yA 1
pelas coordenadas dos pontos A, B e C, tal que x B y B 1 5 0.
xC yC 1

Se três pontos distintos A ( x A , yA ), B ( x B , yB ) e C ( x C , yC ) são colineares, então:

L
| |
xA yA 1
xB yB 1 5 0
xC yC 1

N
| |
xA yA 1
A recíproca também é verdadeira, isto é, se x B y B 1 5 0, então os três pontos distintos
xC yC 1
A ( x A , y A ), B ( x B , y B ) e C ( x C , y C ) são colineares.

P
Ao aplicar o teorema de Tales nessa dedução, é necessário considerar x C Þ x B e yC Þ yB.
Porém, pode-se demonstrar que a condição é válida em qualquer caso, ou seja, três pontos
xA yA 1

| |
quaisquer A ( x A , yA ), B ( x B , yB ) e C ( x C , yC ) são colineares se, e somente se, x B y B 1 5 0.
IA
xC yC 1

R3. Determine se os pontos A ( 1, 5 ), B ( 22, 21 ) e C ( 3, 9 ) são colineares.

Tarefas resolvidas
Resolução
Para que os pontos dados sejam colineares, é necessário que:

| |
1 5 1
22 21 1 5 0
U

3 9 1
De fato:

| |
1 5 1
22 21 1 5 21 1 15 2 18 1 3 2 9 1 10 5 28 2 28 5 0
3 9 1
G

Portanto, os pontos A, B e C são colineares.


R4. Os pontos A ( 1, 3 ), B ( 24, 0 ) e C ( 2, 7 ) são vértices de um triângulo?

Resolução
Os pontos A ( x A , y A ), B ( x B , y B ) e C ( x C , y C ) arbitrários serão vértices de um triângulo se:

| |
xA yA 1
xB yB 1 Þ 0
xC yC 1

Assim, para os pontos A ( 1, 3 ), B ( 24, 0 ) e C ( 2, 7 ), temos:

| |
1 3 1
24 0 1 5 6 2 28 2 7 1 12 5 217
2 7 1
Portanto, os pontos dados são vértices de um triângulo.

Não escreva no livro. 91


Matemática a

D
Baricentro de um triângulo
Para entendermos o que é o baricentro de um triângulo, precisamos lembrar que a me-
diana de um triângulo é um segmento de reta cujas extremidades são um dos vértices do
triângulo e o ponto médio do lado oposto a ele.

L
A intersecção das medianas de um triângulo determina um ponto nomeado de bari-
centro do triângulo. É possível demonstrar que o baricentro divide cada mediana em dois
segmentos, cujas medidas estão na razão de 2 : 1, isto é, o segmento que tem uma extre-
midade no vértice do triângulo mede o dobro do outro segmento.

N
Dados três pontos A ( x A , y A ), B ( x B , y B ) e C ( x C , y C ) não alinhados no plano cartesiano,
vamos determinar as coordenadas do baricentro G do triângulo ABC.
y
B

P
B
yB

Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR


M
G yM 2 yG
G
A A yG 2 yC
yA
C
yC C
IA
xG 2 xM xC 2 xG
0 xA xB xC x

( 2 )
xA 1 xB yA 1 yB
Como M é o ponto médio do segmento AB, temos M ―, ― , isto é,
2
xA 1 xB yA 1 yB
x M 5 ― e y M 5 ―. Da mediana CM ‾ temos CG 5 2 ? GM e, a partir dessa igualda-
2 2
de, podemos obter as relações x C 2 x G 5 2 ( x G 2 x M ) e y G 2 y C 5 2 ( y M 2 y G ).
U

Desse modo, temos:

•x C
2 xG 5 2( xG 2 xM ) •y G
2 yC 5 2( yM 2 yG )
x C 2 x G 5 2x G 2 2x M y G 2 y C 5 2y M 2 2y G
G

( 2 ) ( )
xA 1 xB yA 1 yB
23x G 5 22 ― 2 x C 3y G 5 2 ― 1 y C
2
3x G 5 x A 1 x B 1 x C 3y G 5 y A 1 y B 1 y C
xA 1 xB 1 xC yA 1 yB 1 yC
x G 5 ―― y G 5 ――
3 3

Portanto, as coordenadas do baricentro G ( x G , y G ) de um triângulo ABC, com A (xA , yA),

( )
xA 1 xB 1 xC yA 1 yB 1 yC
B ( x B , y B ) e C ( x C , y C ), é dada por G ―― , ―― .
3 3

• Considere o triângulo ABC cujos vértices A( 7, 21 ), B( 4, 4 ) e C( 22, 3 ) estão no plano car-


tesiano. Determine as coordenadas do seu baricentro. G ( 3, 2 )
Veja os cálculos das coordenadas do baricentro do triângulo ABC na seção Resolução das tarefas nas Orientações para o professor.

92 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Anote as respostas no caderno.
Tarefas

D
13. Ferramentas Determine as coordenadas do 17. Em cada item, verifique se os pontos são colineares
ponto médio do segmento de reta cujas extremi- ou se são vértices de um triângulo.
dades são os dois pontos dados em cada item. a ) A ( 22, 26 ), B ( 0, 0 ) e C ( 5, 24 ) São vértices de um triângulo.
a ) A ( 26, 7 ) e B ( 26, 1 ) M ( 26, 4 ) b ) P ( 24, 4 ), Q ( 28, 4 ) e R ( 25, 22 ) São vértices de um triângulo.

L
b ) C ( 5, 212 ) e D ( 9, 22 ) M ( 7, 27 ) c ) D ( 28, 1 ), E ( 27, 2 ) e F ( 25, 21 ) São vértices de um triângulo.

c ) E ( 0, ― ) e F ( 4, ― ) M ( 2, 3 )
9 3
18. (UEA-AM) Num plano cartesiano, sabe-se que os
2 2
pontos A, B ( 1, 2 ) e C ( 2, 3 ) pertencem a uma mesma
14. Para cada triângulo, determine o comprimento reta, e que o ponto A está sobre o eixo Oy. O valor

N
da mediana em relação ao lado destacado em da ordenada de A é Alternativa e.
__
5
vermelho. MC 5 √13 u.c.; ND 5 ― u. c. a ) 0.
2
b ) 3.
y
c ) 21.
6 d ) 2.

P
C
5 e ) 1.
4
3
B 19. Desafio Os pontos P ( a, b ), A ( 24, 23 ) e B ( 5, 9 )
E são colineares. Determine as coordenadas do pon-
2
D to P em cada item a seguir.
1
A
a ) b 5 a 1 5 P ( 8, 13 )
IA
b ) P pertencente ao eixo Ox. P ( 2 ― )
25 24 23 22 21 0 1 2 3 4 5 x 7
,0
21 4
c ) P pertence à bissetriz do 2o quadrante e do
Ronaldo Lucena/ID/BR

22
23 4 o quadrante. P ( 2 1, 1 )
F
24
A bissetriz de um ângulo é a semirreta
de origem no vértice que o divide em
15. Dada uma circunferência no plano cartesiano e os dois outros ângulos com medidas iguais.
pontos A e B, determine as coordenadas do centro
U

da circunferência, sabendo que o segmento AB é


um diâmetro. C ( 22, 21 ) 20. Uma reta r contém os pontos M( 2, 25 ) e N( 24, 21 ).
Quais dos pontos a seguir não pertencem à reta r?
y Os pontos B e C.

4
A ( 21, 23 ) B ( 23, 22 ) C ( 0, 23 )
G

E ( ―, 24 )
B
2 1
D ( 27, 1 )
2
28 26 24 22 0 2 4 x
22 21. Dados os vértices de um triângulo ABC, determine
as coordenadas do seu baricentro.
Ronaldo Lucena/ID/BR

A 24
a ) A ( 0, 23 ), B ( 27, 21 ) e C ( 22, 2 ) G( 23, 2―
2
)
26 3
b ) A ( 22, 5 ), B ( 1, 8 ) e C ( 1, 5 ) G ( 0, 6 )

c ) A ( 6, ― ), B ( 8, 2― ) e C ( 1, 24 ) G ( 5, 22 )
16. (UEA-AM) Sejam A ( 3, 1 ) e B ( 5, 1 ) dois pontos 1 5
_ do pla- 2 2
no cartesiano._Nesse plano, o segmento AC é obtido
do segmento AB por rotação de 908 no sentido
_anti- 22. Em um triângulo ABC, é dado que N ( 21 , 22 ) é o
-horário. As coordenadas do ponto médio de BC são _
Alternativa c. ponto médio do lado AC , C ( 22, 0 ) é um dos vérti-
a ) ( 4, 3 ). c ) ( 4, 2 ). e ) ( 3, 2 ). ces e G ( 22, 22 ) é o baricentro. Determine as coor-
b ) ( 4, 1 ). d ) ( 3, 3 ). denadas dos vértices A e B. A ( 0, 24 ); B ( 24, 22 )

Não escreva no livro. 93


Área de um triângulo por meio de determinantes

D
Para calcular a medida da área de um retângulo, multiplicamos a medida de sua base pela
medida de sua altura e, para calcular a medida da área de um triângulo, dividimos por dois
o produto da medida de sua base pela medida de sua altura.

L
Toda linha poligonal fechada e simples é chamada polígono. Quando falamos em determinar a
área de um polígono, estamos considerando seus lados e sua região interna.

Para simplificar a escrita, a partir deste momento, vamos nos referir à medida da área de uma
região poligonal utilizando apenas o termo “área do polígono”. Assim, ao utilizarmos expressões

N
do tipo “área do triângulo”, estaremos nos referindo à “medida da área da região triangular”.

Com base nessas ideias, podemos calcular a área de um triângulo qualquer representado
no plano cartesiano.
Considere os pontos distintos P ( x P, y P ), Em seguida, construímos o retângulo

P
cujos lados são paralelos aos eixos ortogo-
Q ( x Q, y Q ) e R ( x R, y R ) no plano cartesiano nais de modo que os três vértices do triân-
como os vértices de um triângulo. gulo pertençam aos lados desse retângulo.
y y
Q Q
yQ yQ
1 2
IA

Ilustrações: Sergio Lima/ID/BR


yR R yR R
P P 3
yP yP

0 xP xQ xR x 0 xP xQ xR x

Podemos obter a área do triângulo de vértices P, Q e R subtraindo da área do retângulo as áreas


dos triângulos nomeados por 1, 2 e 3.
Sejam:
U

área do triângulo 2

( x R 2 x Q )( y Q 2 y R )
área do retângulo

A ret 5 ( x R 2 x P )( y Q 2 y P ) A 2 5 ――
2
G

área do triângulo 1
área do triângulo 3

( x Q 2 x P )( y Q 2 y P ) ( x R 2 x P )( y R 2 y P )
A 1 5 ――― A 3 5 ――
2 2

Assim, A PQR 5 A ret 2 A 1 2 A 2 2 A 3.


Desenvolvendo esses cálculos, a área do triângulo de vértices P, Q e R é dada por:

x P y Q 1 x R y P 1 x Q y R 2 x R yQ 2 x P yR 2 x Q yP
A PQR 5 ――――,
2

| |
xP yP 1
em que x P y Q 1 xR yP 1 x Q y R 2 x R y Q 2 x P y R 2 x Q y P corresponde a x Q yQ 1.
xR yR 1

94 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Dependendo da disposição dos pontos P, Q e R no plano cartesiano, esse determinante

D
pode ser negativo, porém pode-se demonstrar que, em qualquer caso, a metade do valor
absoluto desse número é sempre igual à área do triângulo. Assim, seguindo essas ideias,
temos o teorema a seguir.

A área de um triângulo qualquer de vértices P ( x P , yP ), Q ( x Q , yQ )

L
e R ( x R , yR ) é dada por: A indicação |D|

| |
corresponde
xP yP 1 ao módulo do
1
A PQR 5 ― |D|, em que D é o determinante x Q y Q 1 . determinante.
2

N
xR yR 1

Portanto, dados três pontos P ( x P, yP ), Q ( x Q, yQ ) e R ( x R, yR ) em um plano cartesiano, se o

| |
xP yP 1

P
determinante x Q y Q 1 5 k , sendo k um número real tal que:
xR yR 1

e o módulo de k ( ―|k| ) corresponde à área do triân-


1 1
• k Þ 0, então o produto entre ―
2 2
gulo de vértices P, Q e R;
IA
• k 5 0, então não existe o triângulo de vértices P, Q e R, isto é, os pontos P, Q e R são
colineares, como vimos anteriormente.

R5. Em cada item, os pontos A, B e C são vértices de um triângulo. Calcule a área dos triângulos

Tarefa resolvida
formados por esses vértices.

a ) A ( 0, 0 ), B ( 0, 4 ) e C ( 5, 0 ) y
U

b ) A ( 22, 1 ), B ( 1, 6 ) e C ( 4, 2 ) 5
B(0, 4)
Resolução 4
3
a ) 1a maneira 2
Sergio Lima/ID/BR

1
G

Marcamos os pontos no sistema de coorde- A(0, 0) C(5, 0)


nadas, ligando-os com segmentos para for- 21 0 1 2 3 4 5 6 x
mar um triângulo.
O triângulo formado é retângulo no vértice A e seus catetos estão contidos nos eixos. Além
_
disso, o comprimento do cateto AC é dado pelo módulo da diferença entre as abscissas dos
_
pontos A e C, ou seja, AC 5 |0 2 5| 5 5. Do mesmo modo, calculando o módulo da diferença
_
entre as ordenadas dos pontos A e B, obtemos o comprimento de AB, ou seja,
_
AB 5 |0 2 4| 5 4. Com essas medidas, calculamos a área de um triângulo:
_ _
b ? h AC ? AB 20
A ABC 5 ― 5 ― 5 ― 5 10
2 2 2

Portanto, a área desse triângulo é 10 u.a.

Não escreva no livro. 95


2a maneira

D
Podemos calcular a área do triângulo por meio do determinante. Para isso, escrevemos
com os pontos A, B e C:

| |
0 0 1
D5 0 4 1

L
5 0 1
Em seguida, calculamos:
D 5 0 1 0 1 0 2 20 2 0 2 0 5 220
Assim:
1 1 20
A ABC 5 ― | D | 5 ― | 220 | 5 ― 5 10
2 2 2

N
Portanto, a área desse triângulo é 10 u.a.
b ) Representamos os pontos no sistema de coordenadas e formamos um triângulo ligando os
pontos com segmentos.
y Nesse triângulo, nenhum dos lados é paralelo ou coinci-

P
dente com os eixos como no item a. Desse modo, não é
7
B(1, 6) possível determinar sua área com a estratégia apresen-
6 tada anteriormente na 1a maneira.
5 No entanto, podemos calcular essa área por meio de
4 determinantes.

| |
3
22 1 1
IA
2 C(4, 2) D 5 1 6 1 5 212 1 4 1 2 2 24 1 4 2 1 ä
Sergio Lima/ID/BR

A(22, 1) 1 4 2 1

23 22 21 0 1 2 3 4 5 x ä D 5 227

Assim:
1 27
A ABC 5 ― | 227 | 5 ― 5 13,5
2 2
Portanto, a área desse triângulo é 13,5 u.a.
U

Anote as respostas no caderno.


Tarefas
23. Determine a área dos triângulos cujos vértices têm 25. Determine a ordenada y A de um dos vértices do
as seguintes coordenadas: triângulo ABC cuja área vale 8 unidades de área e os
vértices são A ( 1, y A ), B ( 2, 0 ) e C ( 3, 4 ). y A 5 12 ou y A 5 2 20
G

a ) A ( 1, 3 ), B ( 0, 1 ) e C ( 4, 5 ) 2 u.a.
b ) A ( 4, 3 ), B ( 0, 7 ) e C ( 2, 1 ) 8 u.a. 26. Dados os vértices A ( 8, 3 ), B ( x B, 7 ) e C ( 2, 1 ) de um
c ) D ( 3, 23 ), E ( 2, 21 ) e F ( 2, 2 ) 1,5 u.a. triângulo, determine a abscissa x B para que a área
d ) G ( 2, 1 ), H ( 3, 2 ) e I ( 4, 0 ) 1,5 u.a. desse triângulo seja 32 unidades de área.
x B 5 2 12 ou x B 5 52
y
27. Sejam A ( 4, 22x ), B ( 27, x ) e C ( 10, 0 ) os vértices de
24. Observe o
A um triângulo. Quais devem ser as coordenadas des-
quadrilátero ABCD 2
B ses vértices para que a área desse triângulo seja
representado no 1
60 u.a.? A(4, 26 ) , B(27, 3 ) e C ( 10, 0 ) .
plano cartesiano
−4 −3 −2 −1 0 1 2 x
ao lado. −1
28. Produção textual Elabore um problema que
Qual é a área −2 envolva o cálculo da área de um triângulo por
desse quadrilátero?
Sergio Lima/ID/BR

−3 C meio de determinantes. Troque com um colega


22,5 u.a.
−4 para que ele resolva o seu e, em seguida, corrija
D −5 os cálculos dele. Resposta pessoal.

96 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Equações da reta

D
Neste tópico, veremos que uma reta representada no plano cartesiano pode ser descrita
algebricamente por uma equação. Veremos dois métodos para determinar essa equação:
conhecendo dois pontos distintos dessa reta ou, então, conhecendo um de seus pontos
e a inclinação da reta. O primeiro método usa o determinante, assim como fizemos nas

L
páginas anteriores. Já no segundo método, precisamos calcular a tangente trigonométrica
desse ângulo de inclinação. Antes, porém, como requisitos para compreender essa relação,
precisamos definir alguns conceitos de arcos trigonométricos, tais como medida de um arco,
circunferência e tangente de um arco trigonométrico para, enfim, definir o número que de-
termina a declividade ou o coeficiente angular dessa reta.

N
Arcos de circunferência
Seja uma circunferência de centro O na qual destacamos dois pontos distintos P e Q. Esses
dois pontos dividem a circunferência em duas partes, que chamamos arcos de circunferên-

P
cia e denotamos por PQ.
Para não ocorrer uma ambiguidade ao usar essa denotação, podemos nos referir ao arco
⌢ ⌢
menor PQ ou ao arco maior PQ. Outra maneira de resolver essa situação é destacar mais um
ponto sobre cada arco a que pretendemos nos referir e indicá-lo com o auxílio desse ponto
adicional.
IA
⏜ P
arco PCQ C

D
Quando não houver dúvidas
quanto ao arco referido, podemos
Q
O ⌢
indicá-lo apenas por PQ.

arco PDQ

Medida de um arco de circunferência


U

C B

Quando construímos os arcos na circunferência, fica implícita a existência de A


a
um ângulo central, que possui o vértice no centro da circunferência, correspon-
O
dente a cada arco tomado. Por definição, a medida angular de um arco ou a me-
dida de um arco é igual à medida do ângulo central correspondente.
G

Indicaremos um arco e sua medida por um mesmo símbolo.

A medida do arco é diferente de seu comprimento, pois não depende da medida r2


Ilustrações: Sergio Lima/ID/BR

do raio da circunferência, mas o comprimento sim. Nas circunferências ao lado,


⌢ ⌢ ⌢ ⌢
temos AB 5 CD 5 a, mas os comprimentos dos arcos AB e CD são diferentes. r1
O a

Adotamos as unidades de medidas grau (8) e radiano (rad) para indicar a me- B
dida de um arco. D

Circunferência trigonométrica
Considere uma circunferência de raio unitário (raio medindo uma unidade) e centro
O, coincidente com a origem de um plano cartesiano ortogonal, com os eixos Ox e Oy.

Não escreva no livro. 97


y
Nessa circunferência,
sentido Os eixos ortogonais dividem a circunferência em

D
1o Q, 2o Q, 3o Q e 4o Q B
indicam os quadrantes
positivo quatro partes iguais, denominadas quadrantes. Ao
da circunferência 2o Q 1o Q determinar que todos os arcos tomados nessa cir-
trigonométrica. C A(1, 0)
x cunferência terão origem no ponto A ( 1, 0 ), sendo po-
Os pontos A, B, C e
0 r51 sitivos no sentido anti-horário e negativos no sentido
D correspondem
à intersecção da 3o Q 4o Q horário, temos uma circunferência trigonométrica,

L
circunferência com os sentido
eixos ortogonais. D
negativo também chamada ciclo trigonométrico.
y
p
B 908 ou 2 rad
Na circunferência trigonométrica, podemos as-

N
2o Q 1o Q

sociar a cada ponto P um arco correspondente AP,
1808 ou p rad A 08 ou 0 rad ⌢
C O
x
3608 ou 2p rad
denominado arco trigonométrico. O arco AP de me-
3o Q 4o Q dida x tem a extremidade P pertencente a um dos
quadrantes conforme as desigualdades:
D 2708 ou 3p rad
2

P
• P pertence ao 1 Q se, e somente se, 08, x , 908 ou 08, x , ―
o p
2
;
• P pertence ao 2 Q se, e somente se, 908, x , 1808 ou ―
o p
2
, x , p;
3p
• P pertence ao 3 Q se, e somente se, 1808, x , 2708 ou p , x , ―
o
2
;
3p
• P pertence ao 4 Q se, e somente se, 2708, x , 3608 ou ―
o
, x , 2p.
IA
2

Tangente de um arco trigonométrico


Se achar y t (eixo das
necessário, Considere P um ponto da circunferência trigonométrica cor-
⌢ tangentes)
retome com respondente à extremidade do arco AP de medida a. Também T
os alunos as P
características considere uma reta t tangente à circunferência trigonométrica no
de um triângulo tg a
retângulo e a ponto A, com a mesma orientação do eixo Oy. a
x
identificação TA TA O A
dos lados que Do triângulo retângulo OTA, temos tg a 5 ― 5 ― 5 TA. 1
U

representam AO 1

Sergio Lima/
os catetos e a

Ilustrações:
hipotenusa. Se No triângulo retângulo, a tangente de um ângulo agudo a é a razão

ID/BR
possível, desenhe
um triângulo entre a medida do cateto oposto a a e a do cateto adjacente a ele.
retângulo na
lousa e localize,
com eles, cada
Desse modo,_ tg a corresponde à medida al-
G

um dos seus
A medida algébrica de um segmento de reta
elementos. gébrica de TA , em que T é o ponto de inter-_ orientado é um número real que pode ser
secção da reta t com a reta que contém OP . positivo, negativo ou nulo.
Por isso, a reta t é chamada eixo das tangentes.
p 3p _
Para valores de a iguais a ― e ―, a reta que contém OP será paralela à reta t, não haven-
2 2
do ponto de intersecção entre elas. Assim, para esses arcos, a tangente não está definida.
p
De modo geral, para arcos de medida de a 5 ― 1 kp, sendo k um número inteiro, a tangente não
2
está definida.

A cada ponto P da circunferência trigonométrica


⌢ A tangente de cada um dos ângulos notáveis
podemos associar arcos trigonométricos AP que sejam _
√3
negativos ou maiores do que um arco de uma volta. ( 308 , 458 e 608 ) é: tg 308 5 ―;
3
Assim, um mesmo ponto P da circunferência _
tg 458 5 1; tg 608 5 √3.
trigonométrica pode ser associado a infinitos arcos.

98 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


A tangente de um arco cuja_
extremidade P pertence aos demais quadrantes é definida

D
como a medida algébrica de TA , em que T é o ponto de intersecção da reta que contém
_
OP com a reta t.

2o quadrante 3o quadrante 4o quadrante

L
y t y t y t

Ilustrações: Sergio Lima/ID/BR


P

a a a

N
A A
x x x
O O A O

P P
T T

_ _ _
A medida algébrica de TA é A medida algébrica de TA é A medida algébrica de TA é

P
menor do que zero. Assim: maior do que zero. Assim: menor do que zero. Assim:
tg a , 0 tg a . 0 tg a , 0 y t (eixo das tangentes)

Se achar conveniente, apresente


aos alunos o esquema a seguir

Reta
2 1
para estudos dos sinais da A
x
O
tangente nos quadrantes.
IA
1 2
Conhecendo as coordenadas de dois pontos distintos y
de uma reta, é possível representá-la no plano cartesiano, r
A
porque dois pontos distintos determinam uma única reta. 5
Por exemplo, dados os pontos A ( 2 2, 5 ) e B ( 4, 1 ), podemos
obter sua representação no plano cartesiano indicando os
pontos A e B e a reta r que passa por eles.
B
Existem outros meios para determinar uma reta no 1

plano cartesiano, como conhecendo um de seus pontos


U

22 0 4 x
e o ângulo formado com um dos eixos ortogonais.
Considere no plano cartesiano uma reta r, que intersecta o eixo das abscissas em um ponto P
e forma com esse eixo um ângulo de medida a, medido no sentido anti-horário a partir de um
ponto do eixo das abscissas à direita de P. A medida a é nomeada inclinação da reta r.
G

O número real m, que expressa a tangente trigonométrica do ângulo de inclinação a de


uma reta r, m 5 tg a, é chamado coeficiente angular ou declividade dessa reta.

y y r y
r r
Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR

a a
P a P
0 x 0 x 0 P x

Se 08 , a , 908, então Se a 5 908, a tangente não está Se 908 , a , 1808, então


m 5 tg a . 0. definida. Nesse caso, dizemos que m 5 tg a , 0.
r não tem coeficiente angular.

Não escreva no livro. 99


Para o caso em que a reta r é horizontal, dizemos que sua inclinação é zero.

D
Se a 5 08, então m 5 tg a 5 tg 08 5 0.
y

L
0 x

Logo, uma reta r representada no plano cartesiano tem inclinação de medida a, tal que

N
08 < a , 1808.
Também podemos determinar o coeficiente angular de uma reta a partir das coordenadas
de dois de seus pontos. Mas, como para a 5 08 o coeficiente angular é zero e para a 5 908 não
há coeficiente angular, vamos analisar os casos em que 08 , a , 908 e 908 , a , 1808. Para isso,

P
considere uma reta r determinada por dois pontos distintos A ( x A , y A ) e B ( x B , y B ) e o pon-
to C ( x B , y A ). Em relação ao triângulo ACB, retângulo em C, temos as seguintes possibilidades:

• 08 , a , 908
BC
y tg a 5 ―
r AC
IA
yB 2 yA
tg a 5 ―
yB
B xB 2 xA
yB 2 yA
yA A a Note que a tangente foi
C determinada como a razão
a entre o cateto oposto e o
0 xA xB x cateto adjacente ao ângulo a
do triângulo retângulo ACB.
U

xB 2 xA

• 908 , a , 1808
y
G

BC Observe que:
yB
B tg ( 1808 2 a ) 5 ―
AC yB 2 yA
18082 a yB 2 yA 2tg a 5 ―
yB 2 yA xA 2 xB
2tg a 5 ―
A xA 2 xB yB 2 yA
Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR

yA
C tg a 5 ――
a yB 2 yA 2( xA 2 xB )
tg a 5 ― yB 2 yA
0 x xB 2 xA
xB xA tg a 5 ―
r xB 2 xA
xA 2 xB

Se uma reta r não vertical contém dois pontos distintos A ( x A , y A ) e


yB 2 yA
B ( x B , y B ), seu coeficiente angular é dado por m 5 ―.
xB 2 xA

100 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Equações da reta

D
Uma reta representada no plano cartesiano pode ser descrita algebricamente por uma
equação. A equação de uma curva qualquer corresponde a uma igualdade envolvendo as
variáveis x e y, que é satisfeita se, e somente se, o ponto P ( x, y ) pertencer a tal curva. Veja-
mos a seguir alguns modos de determinar a equação de uma reta.

L
Equação da reta conhecidos um ponto e o coeficiente angular
Dado um ponto P0 ( x0 , y0 ) no plano cartesiano e um número real m, podemos determinar
a equação da reta r que passa por P0 ( x0 , y0 ) e tem coeficiente angular m. Para isso, vamos

N
considerar um ponto P ( x , y ) pertencente à reta r e distinto de P0 ( x0 , y0 ) e o ponto C ( x , y0 ).
Em relação ao triângulo P0 CP, retângulo em C, temos:

PC y r
tg a 5 ―

P
P
P0 C y

y 2 y0 P0 a

Ronaldo Lucena/ID/BR
y0 C
m5―
x 2 x0
a
y 2 y0 5 m( x 2 x0 ) 0 x0 x x
IA
Portanto a equação da reta r é dada por y 2 y0 5 m ( x 2 x0 ), que também é chamada
equação fundamental da reta r.
Assim, se uma reta t for horizontal, teremos m 5 0 e sua equação será dada por y 5 y0.
Se uma reta u for vertical, todos os pontos de u terão a mesma abscissa x0. Nesse
caso, qual será a equação da reta u ? x 5 x 0

Equação da reta na forma reduzida


U

Sabemos que a equação da reta r que passa pelo ponto P 0 ( x0 , y0 ) e tem coeficiente
angular igual a m é dada por y 2 y0 5 m ( x 2 x0 ). Toda reta não vertical intersecta o eixo
das ordenadas em um único ponto, digamos ( 0, n ). Ao escolhermos o ponto P 0 com essas
coordenadas, obtemos a equação:
G

y 2 y0 5 m ( x 2 x0 )

y 2 n 5 m( x 2 0 )

y 5 mx 1 n

Essa expressão é chamada equação da reta na forma reduzida. O termo n, correspondente à


ordenada do ponto em que a reta intersecta o eixo das ordenadas, recebe o nome de coeficiente
linear da reta.
coeficiente linear

y 5 mx 1 n

coeficiente angular

Não escreva no livro. 101


Equação da reta na forma geral

D
Toda reta representada no plano cartesiano possui uma equação do tipo ax 1 by 1 c 5 0,
em que x e y são as incógnitas e a, b e c são os coeficientes reais, com a e b não simul-
taneamente nulos.
De modo recíproco, toda equação desse tipo representa uma reta no plano cartesiano.
Essa equação do 1 o grau é chamada equação da reta na forma geral.

L
Sempre que escrevermos a equação da
reta ax 1 by 1 c 5 0, supomos a e b não
simultaneamente nulos, mesmo que isso
não esteja explícito.

N
Por exemplo, a equação da reta:
a ) y 5 3x 1 2 pode ser escrita na forma geral 3x 2 y 1 2 5 0.
b ) x 5 5 pode ser escrita na forma geral x 1 0y 2 5 5 0.

P
Podemos utilizar as coordenadas de dois pontos distintos para determinar a equação da
reta na forma geral que passa por eles. Por exemplo, a reta que passa pelos pontos A ( 3, 21 )
e B ( 4, 2 ) tem a seguinte equação:

yB 2 yA
y 2 y0 5 m( x 2 x0 )
IA
m 5― Optamos por substituir as
xB 2 xA
coordenadas do ponto A na
y 2 ( 21 ) 5 3 ( x 2 3 )
2 2 ( 21 ) equação y 2 y 0 5 m ( x 2 x 0 ),
m5―
423 y 1 1 5 3x 2 9 mas poderíamos ter substituído
as coordenadas do ponto B.
m53 3x 2 y 2 10 5 0

Outra maneira de obter a equação da reta na forma geral utilizando as coordenadas de


dois de seus pontos distintos é por meio do cálculo de determinantes. Considere os pontos
U

distintos A ( x A, y A ) e B ( x B, y B ) no plano cartesiano.

B
yB
G

A
yA
Sergio Lima/ID/BR

0 xA xB x

Supondo que em algum lugar da reta, determinada pelos pontos A e B, haja um ponto
genérico P ( x, y ), necessariamente os pontos A, B e P são colineares.
Logo, pela condição de alinhamento de três pontos, temos:

| |
x y 1
xA yA 1 5 0
xB yB 1

102 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Desenvolvendo esse determinante, concluímos que:

D
xy A 1 yx B 1 x A y B 2 x B y A 2 xy B 2 yx A 5 0

x( y A 2 y B ) 1 y( x B 2 x A ) 1 x A y B 2 x B y A 5 0

L
Nesse determinante, as únicas variáveis são x e y. Os outros elementos ( x A , y A , x B , yB )
correspondem a números reais, pois são as coordenadas dos pontos A e B dados. Desse
modo, podemos escrever y A 2 y B 5 a, x B 2 x A 5 b e x A y B 2 x B y A 5 c. Assim:
a b

N
c

x ( yA 2 yB ) 1 y ( xB 2 xA ) 1 xA yB 2 xB yA 5 0
ax 1 by 1 c 5 0

Note que, ao considerar que A e B são pontos distintos, as diferenças y A 2 y B e x B 2 x A nunca

P
serão simultaneamente iguais a zero. Assim, na equação da reta na forma geral obtida por meio do
cálculo de determinantes, os coeficientes a e b nunca serão simultaneamente nulos.

Tarefas resolvidas
R6. Seja r uma reta de inclinação a e coeficiente angular m. Determine:
IA
a ) o coeficiente angular m, considerando que r passa pelos pontos A ( 2, 3 ) e B ( 4, 5 );
b ) a inclinação a, considerando que r passa pelos pontos A ( 0, 0 ) e B ( 5, 5 );
c ) as coordenadas do ponto B (x B , y B), considerando que r passa pelos pontos B e A ( 2, 4 ), de
_
modo que m 5 2 e d ( A, B ) 5 √5.
Resolução
523 2
a ) Para determinar o coeficiente angular m, nesse caso, fazemos: m 5 ― 5 ― 5 1
422 2
U

520
b ) Vamos, primeiro, determinar o coeficiente angular m, fazendo: m 5 ― 5 1
520
Como tg a 5 m 5 1, temos a 5 458.
c ) Como m 5 2, temos:
G

yB 2 4
2 5 ― ä 2x B 2 4 5 y B 2 4 ä y B 5 2x B
xB 2 2
(I)
_
A partir de d ( A,B ) 5 √5, fazemos:
____________________
_
√( 2 2 x ) 1 ( 4 2 y )
2 2
√5 5 ä 5 5 4 2 4x B 1 xB2 1 16 2 8y B 1 yB2 ä
B B

ä xB2 1 yB2 2 4x B 2 8y B 1 15 5 0 ( II )
Substituindo I em II, obtemos:
2
xB2 1 ( 2x B ) 2 4x B 2 8 ( 2x B ) 1 15 5 0 ä 5xB2 2 20x B 1 15 5 0 ä xB2 2 4x B 1 3 5 0

Resolvendo a última equação, obtemos x B 5 1 ou x B 5 3 e, com isso, y B 5 2 ou y B 5 6, res-


pectivamente. Portanto, B é tal que B 5 ( 1, 2 ) ou B 5 ( 3, 6 ).

Não escreva no livro. 103


R7. Considere a reta r que passa pelo ponto P( xP , yP ) e tem coeficiente angular m. Determine a

D
equação dessa reta na forma reduzida e na forma geral nos itens abaixo.
a) b)
y y r
r

L
3

Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR


P(1, 1)
458 1
0 P(1, 0) x 0 x

N
Resolução
a ) Como a inclinação da reta r é 458, seu coeficiente angular é m 5 tg 458 5 1 e sua equação da
reta na forma reduzida é do tipo y 5 1x 1 y0 , com y 0 sendo um número real.

P
Para determinar y 0, substituímos as coordenadas do ponto P ( 1, 0 ) na equação da reta na
forma reduzida, obtendo:
0 5 1 ? 1 1 y0 ä y0 5 21
Assim, a equação da reta r na forma reduzida é:
y5x21
IA
Para determinar a equação da reta r na forma geral, fazemos:
y 5 x 2 1 ä 2x 1 y 1 1 5 0
b ) Pelo gráfico da reta r, temos:
3
m 5 tg a 5 ― ä m 5 3
1
Com isso, a equação da reta r na forma reduzida é do tipo y 5 3 ? x 1 y0 , com y 0 sendo um
número real.
U

Analogamente ao item anterior, fazemos:


1 5 3 ? 1 1 y0 ä y0 5 1 2 3 ä y0 5 22
Assim, a equação da reta r na forma reduzida é:
y 5 3x 2 2
G

Para determinar a equação da reta r na forma geral, fazemos:


y 5 3x 2 2 ä 23x 1 y 1 2 5 0

R8. Determine uma equação para a reta representada no plano cartesiano abaixo.
y
C
8
B
6
Sergio Lima/ID/BR

A
1

26 24 0 1 x

104 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Resolução

D
Como os pontos A ( 1, 1 ) e B ( 24, 6 ) pertencentes à reta dada são colineares, podemos escrever:

| || |
x y 1 x y 1
xA yA 1 5 1 1 1 50
xB yB 1 24 6 1

L
Desenvolvendo esse determinante, temos:

| |
x y 1
1 1 1 5 0 ä x 2 4y 1 6 1 4 2 6x 2 y 5 0 ä 25x 2 5y 1 10 5 0

N
24 6 1

Portanto, uma equação da reta é 25x 2 5y 1 10 5 0.


De modo semelhante, tomando os pontos C ( 26, 8 ) e B ( 24, 6 ), temos:

| |
P
x y1
26 8 1 5 0 ä 8x 2 4y 2 36 2 ( 232 ) 2 6x 1 6y 5 0 ä 2x 1 2y 2 4 5 0
24 6 1

Assim, outra equação da reta é 2x 1 2y 2 4 5 0.


Ambas as equações determinadas representam a reta dada e são equivalentes à equação
IA
simplificada x 1 y 2 2 5 0.

R9. Determine a equação da reta r cujas equações paramétricas, com t sendo um número real, são:

{y 5 6 1 t
x 5 4 1 2t

Em seguida, represente a reta r no plano cartesiano.

Resolução
U

As equações paramétricas exprimem as coordenadas de um ponto genérico da reta em termos


de um parâmetro t, que é um número real: a cada valor atribuído a t obtém-se um ponto da reta.
Vamos determinar essa equação da reta de duas maneiras.

1a maneira
G

As equações paramétricas nos informam que os pontos da reta r, nesse caso, são da forma:

( 4 1 2t, 6 1 t )
Para que a ordenada esteja em função de x, fazemos:

x24
x 5 4 1 2t ä t 5 ―
2
Com isso, temos:

(
x, 6 1 ― ) 5 ( x, 6 1 ― 2 2 ) 5 ( x, ― 1 4 )
x24 x x
2 2 2

x
Observe que y 5 ― 1 4 corresponde à equação da reta r na forma reduzida.
2

Não escreva no livro. 105


2a maneira

D
y r
Isolamos t em ambas as equações:
x24
{y 5 6 1 t {t 5 y 2 6
t5― 6
x 5 4 1 2t
ä 2 5
4

L
Com isso, obtemos a equação da reta r na forma 3
geral: 2
x24
― 5 y 2 6 ä x 2 4 5 2y 2 12 ä 1

Ronaldo Lucena/ID/BR
2
23 22 21 0 x
ä x 2 2y 1 8 5 0 1 2 3 4 5

N
21
Observe ao lado a representação para a reta r.

R10. Seja r a reta que passa pelos pontos P ( x P , y P ) e Q ( x Q , y Q ). Verifique se ela passa pela origem
nos seguintes casos:
b ) P ( 3, p ) e Q ( 5, ― ).
5p
a ) P ( 2, 1 ) e Q ( 7, 2 ).

P
3
Resolução
a ) Primeiro, calculamos o coeficiente angular m da reta r:
221 1
m5―äm5―
722 5
1
Com isso, a equação da reta r na forma reduzida é do tipo y 5 ―x 1 y0 , com y 0 sendo um
IA
5
número real.
Para determinar y0 , escolhemos um dos pontos P ou Q e substituímos suas coordenadas na
equação da reta na forma reduzida. Escolhendo o ponto P ( 2, 1 ), fazemos:
1 2 3 Verifique que obtemos o mesmo valor
1 5 ― ? 2 1 y0 ä y0 5 1 2 ― ä y0 5 ―
5 5 5 para y0 escolhendo o ponto Q ( 7, 2 ).
Assim, a equação da reta r na forma reduzida é:
1 3
y 5 ―x 1 ―
5 5
U

Substituindo x e y por zero na equação, obtemos uma sentença falsa:


1 3 1 3 3
y 5 ―x 1 ― ä 0 5 ― ? 0 1 ― ä 0 5 ―
5 5 5 5 5
Portanto, nesse caso, a reta r não passa pela origem.
b ) Calculando m, obtemos:
G

―2p
5p

2p
3 3 p
m5 ―äm5―äm5―
523 2 3
p
Com isso, a equação da reta r na forma reduzida é do tipo y 5 ―x 1 y 0, com y 0 sendo um
3
número real.
Substituindo as coordenadas do ponto P ( 3, p ) na equação reduzida da reta, obtemos:
p 3p
p 5 ― ? 3 1 y0 ä y0 5 p 2 ― ä y0 5 0
3 3
Assim, a equação da reta r na forma reduzida é:
p
y 5 ―x
3
Substituindo x e y por zero na equação, obtemos uma sentença verdadeira:
p p
y 5 ―x ä 0 5 ― ? 0 ä 0 5 0
3 3
Portanto, nesse caso, a reta r passa pela origem.

106 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Anote as respostas no caderno.
Tarefas

D
29. Nos itens abaixo, determine o coeficiente angular 32. (Uepa) Na figura abaixo, está representado um
da reta que passa pelos pontos: mosaico do século passado de 16 cm de lado, com-
4 posto por um conjunto de quadrados cujos vértices
a ) ( 0, 2 ) e ( 3, 6 ) ―
3 dos quadrados inscritos se encontram situados nos
b ) ( 5, 7 ) e ( 22, 5 ) 2
pontos médios dos quadrados circunscritos. A reta

L

7
que passa pelos pontos A e B, vértices do quadro
c ) ( 27, 25 ) e ( 2, 1 ) 2 ―
3 destacado, também passa pelo ponto cujas coor-
3
d ) ( 2, 3 ) e ( 25, 0 ) ―
7 denadas são: Alternativa a.
a ) ( 9, 3 )
30. Determine a equação das retas representadas

N
abaixo na forma geral e na forma reduzida. b ) ( 1, 7 )
a) 3
3x 2 2y 1 6 5 0 e y 5 ―x 1 3
c ) ( 0, 6 )
2
d ) ( 24, 2 )
y
e ) ( 28, 0 )
3 B

P
Y

A
22 0 x
B
IA
b) 6 9
6x 2 7y 2 9 5 0 e y 5 ――x 2 ――
7 7 A
y
E

Uepa. Fac-símile: ID/BR


3

22 0 5 x
Figura adaptada do livro A história da
U

matemática de Anne Rooney, Editora M.


23 Books do Brasil, 2012.
F

3 31 33. Determine se o ponto Q ( 22, 2 ) pertence à reta que


c) 23x 2 8y 1 31 5 0 e y 5 2――x 1 ――
8 8 passa pelos pontos A ( 24, 24 ) e B ( 4, 2 ).
y O ponto Q não pertence à reta que passa por A e por B.
34. Observe o triângulo ABC abaixo, com seus vértices
G

F
5 sobre os eixos cartesianos.
Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR

y
A
C 8
2
Ronaldo Lucena/ID/BR

23 0 5 x

B 0 C x
31. Ferramentas Em cada item, determine a equa-
ção da reta na forma geral que passa pelos pontos: Sabendo que a distância entre o ponto A e o pon-
a ) ( 22, 1 ) e ( 0, 1 ) y 2 1 5 0 to C é 10 unidades e que o coeficiente angular da
reta que contém o segmento AB é m 5 4, determi-
b ) ( 5, 7 ) e ( 2, 1 ) 2x 2 y 2 3 5 0
ne a equação da reta que contém o segmento AC
c ) ( 1, 10 ) e ( 14, 12 ) 2 2x 1 13y 2 128 5 0 e da reta que contém o segmento AB, ambas na
d ) ( 2, 10 ) e ( 6, 2 ) 2x 1 y 2 14 5 0 forma reduzida. Equação da reta que contém o segmento
4
AC : y 5 2 ―x 1 8; equação da reta que contém o segmento
3
AB: y 5 4x 1 8
Não escreva no livro. 107
35. Considere uma reta r que intersecta o eixo Ox em P( p, 0 ) e o eixo Oy em y
(0, q)

D
Q( 0, q ), com p Þ 0 e q Þ 0.

Ronaldo Lucena/ID/BR
Utilizando o cálculo de determinantes para obter a equação da reta que
passa pelos pontos P e Q, temos: (p, 0)

| |
x y 1 0 x
x y
0 q 1 5 0 ä qx 1 py 2 pq 5 0 ä qx 1 py 5 pq ä ― 1―5 1
p q

L
p 0 1
x y
A equação ― 1 ― 5 1 é denominada equação segmentária da reta r.
p q y
x
Determine a equação segmentária da reta r que intersecta os eixos em P ( 4, 0 ) e Q ( 0, 3 ). ―4
1―51
3

36. (UFSM-RS) O uso de fontes de energias limpas e renováveis, como a energia eólica, geotérmica e

N
hidráulica, é uma das ações relacionadas com a sustentabilidade que visa a diminuir o consumo de
combustíveis fósseis, além de preservar os recursos minerais e diminuir a poluição do ar. Em uma
estação de energia eólica, os cata-ventos C1, C2 e C 3 estão dispostos conforme o gráfico a seguir.
y

P C

UFSM. Fac-símile: ID/BR


IA
C

Para que um cata-vento de coordenadas ( x, y ) esteja alinhado com o cata-vento C 1 e com o


ponto médio do segmento C‾C , é necessário e suficiente que Alternativa e.
2 3

a ) 2x 1 15y 5 850. c ) 55y 2 26x 1 2 050 5 0. e ) 5y 2 6x 1 550 5 0.


b ) 5y 2 x 1 50 5 0. d ) 4x 1 5y 5 450.
U

37. Determine a equação da reta na forma geral, sabendo que suas equações paramétricas são

{y 5 5 1 t
x531t
, sendo t um número real. x 2 y 1 250

38. Determine o valor de k e a equação da reta r, sabendo que seu coeficiente angular é m 5 3 e r
passa pelos pontos A ( 3 1 k, 2k ) e B ( 2, 22k 1 1 ). k 5 4; y 5 3x 2 13
G

39. A figura a seguir representa um triângulo ABC. Determine as equações na forma reduzida das
retas que contêm as medianas desse triângulo.
Equação da reta que contém a y
mediana
_ do lado A B
AB : y 5 24x 1 28, equação da 8
reta que_contém a mediana
2 44
do lado BC : y 5 2―x 1 ― e
5 5
equação da reta que contém a 4
_ C
1
Ronaldo Lucena/ID/BR

mediana do lado AC : y 5 ―x 1 4
2

0 2 6 8 x

40. Os pontos A ( 2, 2 ), B ( 6, 4 ), C ( 8, 8 ) e D ( 4, 6 ) formam um paralelogramo. Determine a equação da


reta na forma geral que contém:
_ _
a ) o lado AB ; x 2 2y 1 2 5 0 b ) a diagonal BD . x 1 y 2 10 5 0

108 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Posição relativa entre duas retas

D
no plano cartesiano
Duas retas distintas r e s podem ocupar apenas duas posições relativas no plano cartesia-
no, isto é, ser paralelas ou ser concorrentes.

L
y y
s r s

N
0 x 0 x

r e s são paralelas e não r e s são concorrentes e possuem


possuem ponto em comum um único ponto em comum

No plano cartesiano, duas retas distintas, r e s, podem ter no máximo um ponto em co-

P
mum, pois, se tiverem pelo menos dois pontos distintos em comum, elas serão coincidentes,
ou seja, corresponderão à mesma reta.

Retas paralelas
IA
As retas paralelas não possuem pontos em comum, e podemos utilizar equações que
representam retas para verificar essa condição. No entanto, se duas retas distintas são ver-
ticais, então elas são paralelas e, analogamente, duas retas distintas horizontais também são
paralelas. Desse modo, vamos analisar o caso em que a Þ 08 e a Þ 908.
Duas retas paralelas r e s formam com o eixo das abscissas ângulos de medida a, sendo
08 , a , 908 ou 908 , a , 1808. Logo, as retas possuem o mesmo coeficiente angular.
• Caso em que 08 , a , 908. • Caso em que 908 , a , 1808.
U

y y
s r Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR
G

a a
a a
0 x 0 x
s r

Em ambos os casos, temos: r//s ⇔ tg a 5 mr 5 ms

Vamos utilizar a notação r / / s para indicar que as retas r e s são paralelas.


Denotamos por m r e m s como o coeficiente angular das retas r e s, respectivamente.

Por exemplo, para verificar se as retas r: 24x 1 2y 2 4 5 0 e s: 6x 2 3y 2 1 5 0 são


paralelas, podemos escrever suas equações na forma reduzida e analisar os coeficientes
angulares.
• Reta r: 24x 1 2y 2 4 5 0 ä 2y 5 4x 1 4 ä y 5 2x 1 2
• Reta s: 6x 2 3y 2 1 5 0 ä 23y 5 26x 1 1 ä y 5 2x 2 ―31

Não escreva no livro. 109


Como os coeficientes angulares são iguais, mr 5 ms 5 2, as retas r e s possuem a mesma

D
1
inclinação. Além disso, os coeficientes lineares de r e de s são distintos: nr 5 2 e ns 5 2―.
3
Logo, essas retas intersectam o eixo das ordenadas em pontos distintos, isto é, as retas r e s
são distintas e, portanto, paralelas.

L
Duas retas não verticais são paralelas se, e somente se, possuem
coeficientes angulares iguais e intersectam o eixo das ordenadas
em pontos distintos.

N
Caso duas retas possuam coeficientes angulares iguais e coeficientes
lineares iguais, elas serão coincidentes. Além disso, equações diferentes do
1o grau podem representar a mesma reta e, naturalmente, uma pode ser
obtida da outra.

Retas concorrentes

P
Agora, sabemos que duas retas distintas e não verticais são paralelas quando possuem
coeficientes angulares iguais e coeficientes lineares diferentes. Logo, se duas retas possuí-
rem coeficientes angulares diferentes, elas não serão paralelas, isto é, serão concorrentes e
possuirão um único ponto em comum.
Considere as retas concorrentes r e s no plano cartesiano.
IA
• Caso em que ambas as retas • Caso em que apenas uma das
possuem coeficiente angular. retas possui coeficiente angular.

y r y s
s
r
U

Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR


a1
a2 a
0 x 0 x
G

Para verificar se as retas r: 3x 1 y 2 5 5 0 e s: 28x 1 2y 5 0 são concorrentes, por exemplo,


podemos proceder da seguinte maneira:

• Reta r: 3x 1 y 2 5 5 0 ä y 5 23x 1 5
• Reta s: 28x 1 2y 5 0 ä 2y 5 8x ä y 5 4x
Como os coeficientes angulares são distintos, mr 5 23 e ms 5 4, as retas r e s são concorrentes.

Duas retas são concorrentes se, e somente se, possuem coeficientes


angulares distintos ou uma delas possui coeficiente angular e a
outra, não.

110 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


O ponto comum de duas retas concorrentes r e s, ou seja, y r
o ponto de intersecção dessas retas, é um ponto P ( x P , y P )

D
que satisfaz a equação de ambas as retas. Logo, as coorde-
nadas do ponto P ( x P , y P ) são a solução do sistema linear
composto pela equação dessas duas retas r e s. P
yP
Assim, para determinar a posição relativa entre duas retas

L
no plano cartesiano, podemos resolver o sistema linear for- 0 xP s x
mado por suas equações. Se o sistema for:

• determinado, existirá um único ponto em comum e as retas serão concorrentes;


• impossível, não existirá pontos em comum e as retas serão paralelas;

N
• indeterminado, existirá infinitos pontos em comum e as retas serão coincidentes.
Retas perpendiculares
No plano cartesiano, duas retas concorrentes são perpendiculares quando formam quatro

P
ângulos retos com vértice no ponto de intersecção. Quando duas retas concorrentes não são
perpendiculares, dizemos que elas são oblíquas.
y
s
Considere as retas perpendiculares r e s não verticais no r

plano cartesiano ao lado.

Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR


Da soma dos ângulos internos do triângulo formado pelas
IA
retas r e s e o eixo das abscissas, temos: ar
as

a r 1 908 1 ( 1808 2 a s ) 5 1808 ä a s 5 a r 1 908 ä 0 x

ä tg a s 5 tg ( a r 1 908 )
1 1
É possível mostrar que tg ( a r 1 908 ) 5 2 ― . Logo, tg a s 5 2 ― .
tg a r tg a r
Assim, para que duas retas r e s não verticais e não horizontais sejam perpendiculares, o
coeficiente angular de uma delas deve ser igual ao oposto do inverso do coeficiente angular
U

1
da outra, isto é, m s 5 2―, com m s Þ 0 e m r Þ 0. A recíproca também é verdadeira e pode
mr
ser demonstrada, ou seja, se os coeficientes angulares não nulos de duas retas r e s forem
1
tais que m s 5 2―, as retas r e s são perpendiculares.
mr
G

1
É possível notar que a igualdade m s 5 2―, com m s Þ 0 e m r Þ 0, equivale a m r ? m s 5 21.
mr
Por exemplo, para verificar se as retas r : 22x 1 4y 1 12 5 0 e s: 22x 2 y 1 7 5 0 são per-
pendiculares, podemos proceder da seguinte maneira:
1
• Reta r: 22x 1 4y 1 12 5 0 ä 4y 5 2x 2 12 ä y 5 ― 2
x23

• Reta s: 22x 2 y 1 7 5 0 ä 2y 5 2x 2 7 ä y 5 22x 1 7


1
Como os coeficientes angulares são tais que m r ? m s 5 21, pois ― ? ( 22 ) 5 21, as retas r e s
2
são perpendiculares.

Duas retas não verticais e não horizontais são perpendiculares se, e somente se,
o coeficiente angular de uma delas for igual ao oposto do inverso do coeficiente
angular da outra.

Não escreva no livro. 111


r ⊥ s. Assim, afirmamos que:
Indicamos que uma reta r é perpendicular à outra reta s por y t

D
r ⊥ s ⇔ m s 5 2― ou r ⊥ s ⇔ m r ? m s 5 21 ,
1
mr u

Ronaldo Lucena/ID/BR
com m s Þ 0 e m r Þ 0.

L
0 x
No caso particular em que uma reta t é vertical, uma reta u
será perpendicular a ela se, e somente se, u for horizontal.

R11. Determine as posições relativas entre as retas r e s e o ponto P de intersecção entre as retas,
Tarefas resolvidas

N
se existir.
a ) r : y 5 3x 1 1 b ) r : 2x 1 2y 5 2 c ) r : 22x 1 3y 2 1 5 0
s: y 5 3x 2 2 s: x 1 y 5 4 s: 24x 1 6y 2 2 5 0
Resolução

P
a ) Note que, nesse caso, as retas r e s possuem coeficiente angular m 5 3. Como os coefi-
cientes lineares de r e de s são diferentes, concluímos que elas são paralelas.
Observe a representação das retas r e s.
y r s
IA
4
3
2
1

0 1 2 x

1
b ) Sendo m r e m s os coeficientes das retas r e s, respectivamente, temos m r 5 ― e m s 5 21.
2
Assim, como m r Þ m s , as retas r e s são concorrentes.
U

Para determinar o ponto P de intersecção entre r e s, resolvemos o sistema:

21x
{x 1 y 5 4 {y542x
2x 1 2y 5 2 y5― 21x
ä 2 ä ― 5 4 2 x ä 2 1 x 5 8 2 2x ä 3x 5 6 ä x 5 2
2

Substituindo x por 2 na equação da reta s, obtemos y 5 2, logo, P ( 2, 2 ).


G

Observe uma representação para as retas r e s.


y
r
Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR

P
2

0 2 s x

c ) Para obter a equação das retas r e s na forma reduzida, fazemos:


2 1 2 1
r: 3y 5 2x 1 1 ä y 5 ―x 1 ― s: 6y 5 4x 1 2 ä y 5 ―x 1 ―
3 3 3 3
Com isso, verificamos que as retas r e s estão associadas a uma mesma equação e, portanto,
são coincidentes.

112 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


( 2 )
R12. Dado o segmento de reta AB com A ( 1, 0 ) e B ( 3, 4 ), xA 1 xB yA 1 yB

D
M ―, ― ä
determine a equação da reta r que é perpendi- 2
cular ao segmento AB e passa pelo seu ponto
ä M ( ―, ― ) ä M ( 2, 2 )
médio. 113 014
2 2
Resolução Utilizando a equação fundamental da reta

L
Para determinar o coeficiente angular m s da y 2 y o 5 m r ( x 2 x 0 ), obtemos:
reta s que passa pelos pontos A e B, fazemos:
y 2 yM 5 mr( x 2 xM )
420 4
ms 5 ― 5 ― 5 2
321 2 1
y 2 2 5 2― ( x 2 2 )
2

N
Seja mr o coeficiente angular da reta r. Como r e s 1
y 2 2 5 2―x 1 1
são perpendiculares, temos: 2
1
1 1 y 5 2―x 1 3
m r 5 2― 5 2― 2
ms 2
Portanto, a reta r é dada pela equação

P
Para determinar as coordenadas do ponto médio M 1
y 5 2―x 1 3.
do segmento AB, fazemos: 2

Anote as respostas no caderno.


Tarefas
IA
41. Observe o fluxograma a seguir.

Essas Formam
Dadas duas retas quatro ângulos retos
retas são
Início distintas no plano Sim com vértices no ponto Sim A
concorrentes?
cartesiano. de intersecção?

Não Não
U

B C Fim
G

Quais são as posições relativas indicadas pelas letras A, B e C?


A: perpendiculares; B: paralelas; C: oblíquas.
42. Determine a posição relativa entre os pares de retas de cada item.
5 8
a ) 2x 1 3y 5 2 e 22x 1 6y 5 210 Paralelas. c ) y 5 ―x 1 ― e 53x 1 33y 1 1 060 5 0 Concorrentes.
3 3
3 3
b ) 3x 2 2y 5 0 e y 5 ―x 1 13 Paralelas. d ) 22x 1 7y 5 0 e 2x 2 ―y 5 25 Concorrentes.
2 2
43. Ferramentas Determine a equação da reta que passa pelo ponto ( 3, 5 ) e é paralela à reta que
passa por ( 2, 5 ) e ( 3, 1 ), na forma reduzida. y 5 2 4x 1 17

44. Determine para qual número real k a reta r dada por ( k 2 2 )x 1 3y 2 ( k 1 1 ) 5 0:


2

a ) é paralela ao eixo Ox; k 5 2


x
b ) é perpendicular à reta s: y 5 ― 1 4; k 5 8
2
c ) é paralela à reta t: 8x 1 12y 2 12 5 0. k 5 4

Não escreva no livro. 113


45. Determine as coordenadas do ponto de intersecção 50. (UFSM-RS) A figura mostra um jogo de videogame,

D
das retas abaixo. em que aviões disparam projéteis visando a atingir
a ) r: 5x 1 2y 5 30 e s: 2x 1 4y 5 16 ( 4, 5 ) o alvo. Quando o avião está no ponto ( 1, 2), dispara
b ) t: 22x 1 y 5 4 e u: 22x 2 5y 5 220 ( 0, 4 ) um projétil e atinge o alvo na posição ( 3, 0).

46. Mostre que as retas r: 2x 1 6y 2 2 5 0 e


1 3

L
s: 2―x 1 ― y 5 220 são paralelas. 3
28 14
Resposta na Resolução das tarefas nas Orientações para o professor.
47. Determine a equação da reta perpendicular à reta
r: 2x 1 3y 5 12 e que passa pelo ponto ( 1, 1 ) na for- 2

ma geral. 3x 2 2y 2 1 5 0

N
1
48. A mediatriz de um segmento é a reta perpendicular
ao segmento que passa por seu ponto médio. De-

UFSM/Fac-símile: ID/BR
termine a equação da reta mediatriz do segmen-
to AB na forma geral. 6x 2 4y 2 13 5 0 1 2 3 4 5

P
4
3 A Sendo r a reta determinada pela trajetória do
2
projétil, observe as seguintes afirmativas:
Ronaldo Lucena/ID/BR

O ponto P ( ―, ― ) pertence a r.
1 B 1 5
I )
2 2
IA
0 1 2 3 4 5 6 x II ) A reta r é perpendicular à reta que passa pela
origem e pelo ponto médio do segmento AB,
49. (Uerj) Uma ferrovia foi planejada para conter um
onde A ( 0, 3 ) e B ( 3, 0 ).
trecho retilíneo cujos pontos são equidistantes dos
centros A e B de dois municípios. Em seu projeto de III ) A reta r é paralela à reta s: 2x 2 2y 1 5 5 0.
construção, utilizou-se o plano cartesiano, com
coordenadas em quilômetros, em que A 5 ( 1, 2 ) e Está(ão) correta(s) Alternativa b.

B 5 ( 7, 14). Observe o gráfico: a ) apenas I.


b ) apenas I e II.
U

c ) apenas III.
d ) apenas II e III.
e ) I, II e III.

51. Observe o triângulo abaixo.


G

C
4

3
Ronaldo Lucena/ID/BR

A
2
Ronaldo Lucena/ID/BR

1
Determine, utilizando esse sistema referencial, a B

equação da reta suporte desse trecho retilíneo da 0 1 2 3 4 5 6 x


ferrovia. x 1 2y 2 20 5 0

Reta suporte: diz-se da reta na qual está


Determine a equação
_ da reta que contém a altura
contido um segmento ou uma semirreta. relativa ao lado AC na forma reduzida. y 5 23x 1 9

114 capítulo 4 Ponto e reta Não escreva no livro.


Ângulo entre duas retas concorrentes

D
Quando duas retas são concorrentes, elas determinam qua-
tro ângulos, dois a dois opostos pelo vértice e consequente- u2

mente congruentes. u1 u1

Caso as retas sejam perpendiculares, o ângulo determinado u2


por elas mede 908.

L
No plano cartesiano, considere o ângulo agudo θ formado por duas retas r e s concorrentes,
sem que sejam verticais nem perpendiculares entre si.
•1 o
caso: y r s

N
u

as ar

0 x

P
As medidas a r e a s correspondem às inclinações das retas r e s, respectivamente. Logo,
tg a r 5 m r e tg a s 5 m s são coeficientes angulares das retas r e s, respectivamente.
Da soma das medidas dos ângulos internos do triângulo formado pelas retas r e s e o eixo
das abscissas, temos:
IA
θ 1 a s 1 ( 1808 2 a r ) 5 1808 ä θ 5 a r 2 a s ä A igualdade
tg a r 2 tg a s
tg a r 2 tg a s mr 2 ms tg ( a r 2 a s ) 5 ―― é
1 1 tg a r ? tg a s
ä tg θ 5 tg ( a r 2 a s ) 5 ―― 5 ――
1 1 tg a r ? tg a s 1 1 mr ? ms obtida pela fórmula da tangente da
• 2 o
caso: diferença de dois arcos que pode
ser demonstrada.
y
s

r
Ilustrações: Ronaldo Lucena/ID/BR
U

u
ar
as
0 x

De maneira análoga ao caso anterior, temos:


G

( 1808 2 θ ) 1 a s 1 ( 1808 2 a r ) 5 1808 ä θ 5 a s 2 a r 1 1808


Ao adicionarmos 1808 a um ân