Você está na página 1de 13

RELATÓRIO DE APLICAÇÃO

NEUPSILIN

Brenda Santos - 31624340


Giovanna Mazzuli - 31603701

São Paulo
2018
SUMÁRIO

1. IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO…………….…………………………………....………..2
1.1 Dados demográficos……………………………………………………..………2
1.2 Primeiro contato…………………………………………………………………..2
1.3 Dados de anamnese……………………………………………………………...2
1.3.1 Relato de habilidades e dificuldades………………………………..3
1.3.2 Histórico familiar………………………………………………………..3
1.3.3 História clínica…………………………………………………………..3
1.3.4 Procedimentos realizados…………………………………………….3
1.3.5 Uso de medicamentos ou substâncias……………………………..3
1.4 Observação do comportamento ……………...………………………..……...4
2. INSTRUMENTO…...……...………………………………………..…………...…………...5
3. RESULTADOS……………………………………………………………………….……....6
3.1 Análise Quantitativa…………………………………………………...………...6
3.2 Análise Qualitativa……………………………………………………………….9
4. CONCLUSÃO………………………………………………………………………………..
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…..…………………....……………………………

1
1. IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO
​1.1 Dados demográficos
A colaboradora M.G.R., sexo feminino, tem 65 anos e nasceu dia 11 de junho de
1953, em Guaçuí (ES). Atualmente é casada e ainda exerce sua profissão na área
acadêmica: é doutorada e atua como professora universitária. É destra.

​1.2 Primeiro contato


O contato com a colaboradora foi realizado por telefone. Na ligação, foram
coletadas todas as informações necessárias para a ficha de identificação e foi
informado todo o procedimento que se seguiria: o horário, o local e o tempo definido
para a execução do teste. Além disso, a aluna Giovanna, responsável pelo contato,
deixou explícito que não haveria devolutiva.
No dia estipulado, a aluna Brenda pegou o material e subiu para organizar a
sala, enquanto Giovanna esperava M.G.R. para realizar o Rapport assim que
chegasse. A colaboradora se atrasou e, portanto, parecia agitada. A aluna Giovanna
tentou deixar M.G.R. o mais confortável possível e, após isso, pediu para que
assinasse o termo de consentimento. Quando subiram, Brenda já havia deixado tudo
pronto, se apresentou e ofereceu água a colaboradora. Pediu para que sentasse e,
assim, deram início ao teste.

​1.3 Dados de anamnese


M.G.R. tem três filhos, mas mora com o marido de 71 anos, desde 2015.
Quando questionada sobre sua rotina, descreveu as seguintes atividades: “acordo
cedo, tomo café da manhã com meu marido, vamos à academia juntos, volto, resolvo
alguns assuntos (telefonemas, consultas, planejo viagens) e depois saímos para
almoçar fora. Voltamos pra casa, eu estudo inglês por 2 horas e depois eu leio. No final
do dia eu vejo noticiário, depois filmes e vou dormir”. M.G.R. ainda ressalta que gosta
muito de ir à academia, de estudar inglês e de assistir aos filmes.

2
1.3.1 Relato de habilidades e dificuldades
A colaboradora não apresenta nenhuma queixa específica e, inclusive, disse não
ter nenhuma dificuldade aparente no dia-a-dia, “a não ser às vezes que minha memória
não funciona muito bem”, o que a mesma diz que provavelmente está ligada à falta de
atenção. Sobre suas habilidades, relata que dirige muito bem, mas que, num geral,
percebe fazer todas suas tarefas sem complicações e com muita facilidade.

1.3.2 Histórico familiar


A única doença encontrada na família é a hipertensão.

1.3.3 História clínica


Ao ser questionada sobre seu histórico clínico mais recente, M.G.R. diz “tem
várias doenças que precisaram ser tratadas”, como hepatite, um mioma (onde precisou
passar por uma histerectomia completa), gastrite (a qual está tratando pela terceira
vez) e hipertensão.

1.3.4 Procedimentos realizados


Já passou por três cesáreas, uma mamoplastia, uma abdominoplastia, fez lifting
de face, histerectomia e cirurgia refrativa. Hoje em dia faz acompanhamento médico
por causa de sua hipertensão e gastrite.

1.3.5 Uso de medicamentos ou substâncias


Atualmente,​ ​M.G.R. faz uso de quatro medicamentos, são eles:
● Bupropiona, 300mg/dia, desde 1997;
● Losartana, 50mg/dia, desde 2013;
● Indapamida, 50mg/dia, desde 2013 e
● Donaren, 50mg/dia.

3
1.4 Observação do comportamento
M.G.R se mostrou interessada e empenhada em todas as tarefas, com nítida
vontade de ter um bom resultado. Não pareceu nervosa ou ansiosa, respondendo às
perguntas com calma e atenção, e questionando sempre que surgiam dúvidas para
garantir ter entendido corretamente a proposta.

4
2. INSTRUMENTO
Foi utilizado o NEUPSILIN, um instrumento de fácil manuseio que tem como
objetivo traçar o perfil neuropsicológico do indivíduo através de uma avaliação breve.
Por ser um instrumento de rastreio, sua função é detectar alguma alteração que se
destaque, para que assim seja possível o complemento da avaliação com outros
instrumentos mais específicos, a fim de se obter um diagnóstico concreto e
aprofundado do caso.
O teste é composto por 32 subtestes, que avaliam 8 funções neuropsicológicas:
Orientação Têmporo-Espacial, Atenção Concentrada, Percepção Visual, Habilidades
Aritméticas, Linguagem Oral e Escrita, Memória (de Trabalho, Verbal,
Episódica-Semântica, Visual e Prospectiva), Praxias e Funções Executivas. A correção
é realizada pelo total de acertos, pela avaliação quantitativa e qualitativa e fornece uma
pontuação que pode ou não sugerir déficit na função avaliada, tendo como base a
média da população a qual o sujeito pertence. Essa média leva em conta a idade e a
escolaridade do indivíduo.
O NEUPSILIN pode ser aplicado em sujeitos de 12 a 90 anos, com no mínimo 1
ano de estudo. É individual e não tem um limite de tempo de aplicação definido, apesar
de a média das aplicações serem de 30 a 50 minutos. Em geral, os resultados do
instrumento contribuem para processos preventivos, diagnósticos, prognósticos e
terapêuticos.

5
3. RESULTADOS
3.1 Análise Quantitativa
A análise quantitativa foi feita baseada na comparação dos resultados da
colaboradora com os dados normativos da população na qual a mesma se inclui
(adultos de 60 a 75 anos, com 9 ou mais anos de estudo).
Na tabela 1 estão expostos os dados de escore bruto (pontuação obtida por
M.G.R. em cada subteste). Além disso, foi encontrado o escore Z de cada segmento, a
partir da média e do desvio padrão da população específica.

Tabela 1 ​- Escores parciais dos subtestes do NEUPSILIN

Escore Desvio
Subteste bruto Média padrão Escore Z
1. Orientação
têmporo-espacial 8 7,76 0,43 0,56
1.1 Tempo 4 3,76 0,43 0,56
1.2 Espaço 4 4 0 0
2. Atenção 26 22,29 3,53 1,05
2.1 Contagem inversa 20 19,18 2,79 0,3
​a) Tempo (s) 21,34 20,51 6,79 0,12
2.2 Sequência de dígitos 6 3,11 1,86 1,55
Intrusões 0 0,22 0,5 0,44
Inversões 0 0,25 0,52 0,48
Omissões 1 1,67 1,45 0,46
Trocas 0 1,8 1,54 1,17
3. Percepção 11 10,73 1,18 0,23
3.1 Verificação de linhas 6 5,58 0,78 0,54
3.2 Heminegligência visual 1 1 0 0
3.3 Percepção de faces 2 2,29 0,78 -0,37
3.4 Reconhecimento de faces 2 1,85 0,45 0,33
4. Memória 51 51,18 8,59 -0,02

6
4.1 Memória de trabalho 26 22,64 5,33 0,63
​ ) Ordenamento ascendente
a
de dígitos 8 7,56 1,54 0,28
Maior sequência 6 5,18 0,88 0,93
​ b) Span auditivo 18 15,07 4,62 0,63
Maior sequência 3 2,62 1,04 0,36
4.2 Memória verbal
episódico-semântica 15 19,38 4,87 -0,90
​ a) Evocação imediata 5 4,64 1,34 0,27
Intrusões 0 0,35 0,58 0,60
Perseverações 0 0,16 0,5 0,32
​b) Evocação tardia 0 1,95 1,88 -1,03
Intrusões 0 0,91 1,14 0,80
Perseverações 0 0,18 0,84 0,21
​c) Reconhecimento 10 12,80 2,55 -1,09
4.3 Memória semântica de
longo prazo 5 4,95 0,23 0,22
4.4 Memória visual de curto
prazo 3 2,75 0,52 0,48
4.5 Memória prospectiva 2 1,47 0,69 0,77
5. Habilidades aritméticas 6 7,65 0,84 -1,96
6. Linguagem 51 50,87 2,05 0,06
6.1 Linguagem oral 22 21,33 0,98 0,68
a) Nomeação 4 4 0 0
b) Repetição 10 9,84 0,46 0,35
c) Linguagem automática 2 1,98 0,13 0,15
d) Compreensão 3 2,85 0,4 0,37
e) Processamento de inf. 3 2,65 0,48 0,73
6.2 Linguagem escrita 29 29,55 1,56 -0,35
a) Leitura em voz alta 12 11,91 0,35 0,26

7
b) Compreensão escrita 3 2,85 0,35 0,42
c) Escrita espontânea 2 1,89 0,37 0,3
d) Escrita copiada 2 1,91 0,35 0,26
e) Escrita ditada 10 10,98 1,03 -0,95
7. Praxias 18 17,36 3,03 0,21
7.1 Ideomotora 2 3 0 -1
7.2 Construtiva 13 12,29 2,64 0,27
7.3 Reflexiva 3 2,07 1,01 0,92
8. Funções executivas - -
8.1 Resolução de problemas 2 1,85 0,35 0,43
8.2 Fluência verbal 6 5,65 1,59 0,22
​a) Número de vocábulos 17 14,91 4,85 0,43

A partir dos dados contidos na Tabela 1, foi possível fazer uma representação
gráfica do perfil neuropsicológico de M.G.R. utilizando o Escore Z como base (Gráfico
1), além de uma estabelecer uma comparação gráfica de seus resultados com a média
dos resultados de seu grupo normativo (Gráfico 2).

Gráfico 1 -​​ Perfil neuropsicológico a partir do Escore Z

8
Gráfico 2 - Comparação dos resultados da colaboradora com a média do grupo
normativo

3.2 Análise Qualitativa


Os resultados obtidos na avaliação de M.G.R. sugerem desempenho
semelhante à média de seu grupo normativo, adultos de 60 a 75 anos, com 9 anos ou
mais de estudo formal. Algumas funções neuropsicológicas, entretanto, destoam-se na
comparação e serão discutidas a seguir.
No primeiro subteste, Orientação têmporo-espacial, a colaboradora não
apresentou dificuldade, e teve desempenho acima da média em tempo e, na média, em
espaço. Sua pontuação sugere boas habilidades de raciocínio e memória.
No segundo subteste, no qual a atenção, seleção e organização de informações
são avaliadas, M.G.R. obteve uma pontuação acima da média de seu grupo normativo,
tanto na contagem inversa como na repetição de sequência de dígitos, considerando o
tempo de realização e a ausência de intrusões, inversões e trocas de posição, com
apenas uma omissão. As funções atencionais, portanto, demonstram-se preservadas e
fortes na colaboradora, sendo a maior potencialidade da colaboradora no teste.
Em percepção, terceiro subteste que tem como objetivo avaliar o efeito de
perceber estímulos através da compreensão, a colaboradora teve resultado próximo à
média, com um desempenho levemente inferior na tarefa de reconhecimento de faces.
Permanece acima da média na verificação de linhas e percepção de faces, não

9
demonstra sinais de heminegligência visual, e, na percepção de faces, comete um erro
que prejudica seu desempenho, mas que não chega a ser sugestivo de déficit.
Na avaliação da memória novamente há uma queda sutil no escore total da
colaboradora, que também não chega a sugerir um déficit. A memória de trabalho
(ordenamento ascendente de dígitos e span auditivo) é pontuada acima da média, com
sequências ​GRANDES/DE QUALIDADE/VALIOSAS(?) ​de acertos, bem como a
memória semântica de longo prazo, memória visual de curto prazo e a memória
prospectiva. A memória verbal episódico-semântica, apesar de não sugerir déficit a
partir da pontuação, e não ter havido intrusões ou perseverações, indica prejuízo por
seus aspectos qualitativos, uma vez que a colaboradora alegou não se lembrar das
palavras na evocação tardia, e dando respostas aleatórias em reconhecimento para
prosseguir ao teste.
O desempenho da colaboradora cai significativamente no subteste de
habilidades aritméticas, sinalizando para dificuldade no processamento de números e
cálculos, que devem receber atenção por sugerir um déficit de moderado a severo.
A avaliação de linguagem indica habilidades preservadas, com uma leve
defasagem na linguagem escrita e ditada, que são compensadas, entretanto, pela
linguagem oral, com nomeação, repetição, linguagem automática, compreensão e
processamento de interferências correspondentes à média de seu grupo normativo, e
leitura em voz alta, compreensão escrita, escrita espontânea e copiada, na linguagem
escrita, também equivalentes ao esperado.
No subteste de praxias, a construtiva e reflexiva tiveram resultados equivalentes
ao esperado para idade e nível de escolaridade de M.G.R., entretanto a praxia
ideomotora pontuou abaixo da média. Deve-se levar em consideração que o
movimento realizado, apesar de incorreto frente aos parâmetros de correção, não é
significativo de déficit ou dificuldade. Esperava-se que o movimento imitasse o ato de
segurar um pente ou escova e passa-lo nos cabelos, mas a colaboradora utiliza seus
dedos como representação deste, passando-os entre os fios. As habilidades de

10
execução gestual e funções motoras então demonstram-se preservadas, mas podem
ser reavaliadas para uma análise mais ampla desses aspectos.
Por fim, no subteste de Funções Executivas, que tem como objetivo avaliar a
regulação em processos cognitivos simples, resposta inibitória e flexibilidade cognitiva,
M.G.R. apresentou desempenho dentro do esperado, com fluência verbal e capacidade
de resolução de problemas satisfatórias.

4. CONCLUSÃO
Z score:

- pior desempenho: praxia ideomotora


- melhor desempenho:

Considerando os aspectos qualitativos:

- pior desempenho: memória verbal episódico-semântica


- melhor desempenho:

-Informações para a devolutiva


-Conclusão sobre o desempenho do sujeito somado aos dados obtidos na entrevista
-O que está preservado e prejudicado (fraquezas e fortalezas)
- Hipóteses (se houver) - tem? talvez alguma defasagem leve de memória mas que deve ser
acompanhada e analisada mais profundamente - atenção também pras habilidades aritméticas e uma
avaliação mais específica das origens desse prejuízo
● ‘habilidades que devem receber atenção’
● Habilidade aritmética muito prejudicada – será que tem influência da memória?
● Construção do relógio – praxia construtiva (memória + habilidade com números?)
● Memória verbal episódico semântica (princ. Evocação tardia e reconhecimento) – deve ser
reavaliada – prejuízo na memória de longo prazo?
o A memoria semântica ora se mostra na media ora cai, deve ser reavaliada
● Linguagem escrita – algumas falhas mas não chegam a ser sugestivas
● a média é de 60 a 75 anos, ela tem 65
● é professora universitária e ainda atua
● reavaliação mais profunda desses aspectos

CONFERIR:

- se usou sempre teste ou subteste (tem que ser o mesmo termo)

11
- se pontuou todos os subtestes

- se alguma pontuação abaixo da media não foi mencionada

- checar se tá repetitivo e substituir palavras repetidas

Informações para a devolutiva


Conclusão sobre o desempenho do sujeito somado aos dados obtidos na entrevista
O que está preservado e prejudicado (fraquezas e fortalezas)
Hipóteses (se houver)

SE QUISER ENFIAR ISSO EM ALGUM LUGAR


Início da aplicação: 16h38
Fim da anamnese: 16h47
Fim da aplicação: 17h18

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
VETOR EDITORA. ​Coleção Neupsilin - Instrumento de Avaliação
Neuropsicológica Breve​​. Disponível em:
<https://www.vetoreditora.com.br/produto/1807440/colecao-neupsilin-instrumento-de-av
aliacao-neuropsicologica-breve>. Acesso em: 22 out. 2018.
FONSECA, R.P.; SALLES, J.F.; PARENTE, M.A.M.P. (2009). ​Instrumento de
Avaliação Neuropsicológica Breve Neupsilin​​. Porto Alegre, Brasil: Vetor.

12

Você também pode gostar