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UNICNEC – AV2

Processos Psicoterápicos: psicanálise


Docente: Magda Mello Período letivo: 2021/01

Nome do alunos: Alessandra Taís Almeida Webler

QUESTÃO 01: Sobre a resistência e a interpretação, quais os cuidados os quais o


terapeuta necessita observar. (Valor: 2 pontos)

1. A Interpretação da associação livre não deveria ser comunicada livremente, mas deveria
ser guardada até que aparecessem as resistências.
2. Alguns cuidados como em relação a interpretação e a comunicação da interpretação há
uma distinção. Há uma tarefa que se antepõe, após ter encontrado a interpretação
correta. Deve-se aguardar o momento exato para comunicar a interpretação ao paciente,
pois um erro equívoco é comunicar ao paciente no mesmo momento que a suas
interpretações vierem à cabeça.
3. Com a percepção de que as defesas e resistências também devem ser assinaladas ao
sujeito, começou-se a se dar mais ênfase na forma em que o analista fazia seus
comentários e explicações ao paciente,
4. Acentua-se o que o analista escolhe para transmitir ao paciente, quando decide fazê-lo e
da forma que o faz.
5. O Elemento central da interpretação mostra-se quando o analista convida o paciente a
falar-lhe, ouve-o e de tempos em tempos também fala. Quando fala, fala não para si
mesmo e nem a respeito de si mesmo, na condição de si mesmo, mas fala ao paciente
acerca do paciente. Seu propósito é dilatar a autopercepção do paciente e ao chamar sua
atenção para certas ideias e sentimentos que ele não tinha comunicado explicitamente,
mas que fazem parte do seu atual estado psicológico e a este são pertinentes
6. O analista precisa ampliar o campo de percepções endopsíquicas do paciente,
informando-o dos detalhes e das relações existentes dentro da sua configuração total de
sua atividade psíquica atual, que por motivos de defesa seja capaz de perceber e
comunicar a si próprio.
7. Se conseguirmos despertar nele uma lembrança vivida e se ele vir diante de si as coisas
em sua realidade original, observaremos que ele é completamente dominado por um
afeto. Se então compelirmos a ele expressar em palavras este afeto, verificaremos que
ao mesmo tempo em que ele está manifestando esse afeto intenso, o fenômeno de seus
sofrimentos emerge bastante mais uma vez e então daí por diante o sintoma desaparece.
8. Importante mostrar ao paciente, como passado se repete no presente, mas trazer
claramente essa resistência não faz por si só o tratamento progredir. Deve-se conceder
tempo ao paciente para que ele se familiarize com a resistência, que ele veio a conhecer,
para que a elabore, para que a supere.
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Questão 02: Quais as características do terapeuta de crianças? Etapas para que se


estabeleça a escuta clínica. (Valor: 1,0 pontos).
1. Tratamento pessoal: análise ou psicoterapia.
2. Autorização pessoal, através de seu tratamento, que lhe indique para confirmar condições
de se tornar um terapeuta infantil.
3. Formação específica para atendimento infantil.
4. Ler autores básicos: Melanie Klein, Freud, Anna Freud, Donald Winnicott, Margarete
Mahler.
5. Aprender bem conceitos e ter domínio das teorias.
6. Lance mão de leituras atuais.
7. Supervisione sempre.
8. Disponibilidade emocional, interna e temporal.
9. Adquirir capacidade de regressão.
10. Seja espontâneo ao brincar, disponibilidade afetiva e prazer com a atividade.
11. Ter capacidade de regredir e voltar várias vezes ao normal durante uma mesma sessão.
12. Compreender o que o jogo quer dizer e decodificar, mostrando o entendimento a criança.

Questão 03: Qual o papel dos pais no tratamento psicanalítico de crianças e


adolescentes e a relação com a cura. (Valor: 2,0 pontos)

1. Necessidade da vinda dos pais para entrevista e organização do contrato, pois a


criança só chega ao analista levada por um adulto que percebe o sofrimento do
pequeno, ou sofre, ele mesmo, algum forte incômodo decorrente do
comportamento da criança.
2. As resistências internas contra as quais lutamos, no caso dos adultos, são na sua
maior parte substituídas, nas crianças, pelas dificuldades externas. Se os pais
são aqueles que propriamente se constituem em veículos da resistência, o
objetivo da análise –e a análise como tal –muitas vezes corre perigo. Daí se
deduz que muitas vezes é necessária determinada dose de influência
analíticajunto aos pais
3. Os pais chegam, muitas vezes, desnorteados pela presença do sintoma da
criança. Desencorajados e invadidos pela angústia, alguns procuram saber que
mistério se encontra encerrado no sintoma do filho e, nesses casos, a
disponibilidade para a análise é facilitada graças ao motor da transferência: a
suposição de saber.
4. A escuta dos pais pelo analista da criança tem por função, no primeiro momento,
redimensionar os elementos que configuram o problema que motivou a procura
pela análise. Num segundo tempo, os encontros passam a regular os efeitos do
trabalho com a criança junto aos pais. Não se trata de responder à demanda –o
que fazer? –aconselhando esses adultos a agir desta ou daquela maneira, mas
sim, de proporcionar a eles um espaço de deslocamento de suas angústias,
ressituando-os em relação ao problema que enfrentam.
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QUESTÃO 04: Passo a passo do contrato. Enumere de acordo com os textos:


“Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise I e II. – Freud - 1912

(Valor: 2,0 pontos).


1. A primeira é que não sejam feitas anotações durante o atendimento de cada paciente.
2. Deve-se manter atenção uniformemente suspensa, em face de tudo que se escuta.
3. O analista não fixe sua atenção em determinado ponto, pois desta maneira estará
arriscando a nunca descobrir além do que já sabe.
4. Tudo deve ser guardado na memória e a maioria das coisas serão entendidas em um
tempo superior. Prestar atenção flutuante a tudo que o paciente lhe comunica. Ou seja,
ele deve conter todas as influências conscientes da capacidade de prestar atenção e
abandonar-se da memória inconsciente. Ele deve simplesmente escutar e não se
preocupar se está lembrando de alguma coisa.
5. Anotações devem ser feitos somente após as sessões e trabalhos científicos após a
conclusão do tratamento
6. Manter distanciamento emocional para ter melhores condições de trabalho, ser
intermediário.
7. Deve ser feita autoanálise para impedir que suas próprias resistências possam interferir
no material trazido pelo paciente.
8. Ser opaco aos seus pacientes, como um espelho, não mostrar-lhes nada, exceto do que
lhes é mostrado.
9. A ambição educativa deve ser evitada.
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QUESTÃO 05: Escreva o conceito de transferência e contratransferência no processo


terapêutico, do ponto de vista psicanalítico, considerando a existência do inconsciente,
e desenvolva-o nas linhas abaixo.

(Valor: 2,0 pontos).

1. Transferência: processo onde os desejos inconscientes se atualizam sobre


determinados objetos, na forma como foram escritos na história do sujeito e nas relações
estabelecidas com os imagos infantis. A repetição de protótipos da história vivida, surge
como produção do inconsciente, como atos falhos, e outros como formas de alívio do
sofrimento, o pensar e a cura.
2. Contratransferência: define-se por ser a transferência do analista em relação ao
paciente ou a resposta do analista à transferência do paciente, ou seja, a reação
emocional, controlada, consciente e adequada do terapeuta ao paciente.
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Bom trabalho!

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