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INSTITUTO FEDERAL DO NORTE DE MINAS GERAIS – IFNMG

CAMPUS JANUÁRIA

ATIVIDADES NÃO PRESENCIAIS MEDIADAS POR TECNOLOGIA – ANP

Nome do estudante: Marcela Helena Sousa Silva

Curso de Licenciatura em Biologia, 1º Período

Data: 06 de agosto de 2021

DE QUE MANEIRA A EDUCAÇÃO ESCOLAR PODE CONTRIBUIR


PARA A TRANSFORMACAÇÃO DA SOCIEDADE?

A função da escola tem como a ideia de preparar intelectualmente e moralmente os


alunos, para que eles assumam um papel na sociedade. O objetivo é fazer com que o
indivíduo através de experiencias e ensinamentos nas escolas mude sua realidade. A
escola contemporânea apesar das suas falhas ainda continua sendo um ambiente de
socialização e troca de experiencias, mesmo que agora em modalidades diferentes
devido a pandemia. A escola tem se tornado um ambiente democrático ao longo dos
anos, e ela em si faz com que os alunos convivam no meio de diversas culturas e é na
escola que o aluno deveria aprender a ter um pensamento crítico sobre o mundo a sua
volta e se questionar. A escola não tem o dever de educar, mas sim de lapidar porque a
educação vem dos seus lares, mas ela tem o dever despertar curiosidade e estigar o
aluno a estudar por meio de metodologias que precisam ser feitas para que isso se torne
possível.

A sociedade em si enxerga, e muitas vezes não concorda com o que vem acontecendo
nos meios educacionais públicos e até percebem a desigualdades absurdas como meios
de ensino, segurança e seriedade de outras instituições comparando as escolas públicas,
fazendo até com que a classe mais alta coloque seus filhos em outras escolas, mas a
realidade da classe baixa é que não há escolha. Um outro fator contribuinte para a escola
está assim, é que os alunos nem sempre tem uma educação e incentivo nos lares de seus
responsáveis para ajudar na construção do seu caráter e isso acaba pesando no papel da
escola.
Se dividirmos parcelas de contribuições dos motivos das escolas se encontrarem assim
o professor seria o menos culpado, ele já entra no curso superior sabendo da
desvalorização da profissão principalmente em relação ao salário ofertado e mais o
descaso do país em relação a investimentos de métodos educacionais e de verbas
destinadas para esse fim no geral. Claro que há casos de não aptidão e despreparo na
formação dos mesmos, mas o que é refletido é o desanimo do professor pela não
valorização e o desgaste pela resistência de aprendizagem de alunos em sala de aula,
uma realidade e motivo pelo qual muitas pessoas não cogitam essa profissão.

É exatamente nessa esperança oriunda da espera e não do esperançar ativo que se


localiza a expressão denotadora do novo vicio eu faço o que eu posso... (Cortella,2009,
p.126 ). Que reflete a desmotivação também dos alunos que é o que mais se ver na
contemporaneidade, a falta de estimulo em buscar uma melhoria de vida, é como se ele
traçasse uma meta e só pudesse fazer aquilo e nada mais além, só que nem sempre é
porque ele quer e sim pelas diversidades de fatos citados acima e não citados. Tempos
atrás os alunos deixavam as escolas para trabalhar por falta de condições financeiras
hoje em dia eles largam a escola por achar que são incapazes e que os estudos não são
para eles como escutamos muito por aí resultando na evasão escolar. Segundo Freire
Ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão (1987,
p.29) Situação que evidencia que para haver diferença é necessário que haja mudança de
ambas as partes.

Referências:

Cortella, Mario Sergio. A escola e o conhecimento. ed 15°. São Paulo: Cortez Editora,
2017.

Freire, Paulo. Pedagogia do oprimido. ed 1°.Rio de Janeiro: Paz e terra, 2013.

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